Síntese de Hipótese de Incidência Tributária. org.

António Vasconcelos

ATALIBA, Geraldo Hipótese de incidência tributária. 6ª ed. Malheiros. São Paulo 2005. (organizador da Síntese: António Vasconcelos) À Guisa de Prefácio, p. 11-14: José Souto Maior Borges. Recife, 1974. Ø Fato imponível: É o fato concreto, material, ocorrido no tempo e no espaço, dá nascimento à obrigação tributária. Fato concretamente acontecido Ø Hipótese de incidência normativa: É uma imagem abstrata do concreto estado das coisas. Índole normativa, categoria jurídica. É a descrição hipotética e abstrata do fato imponível, operada por via legal. E pressuposto normativo. A norma ao incidir sobe o fato concreto ocorrido, juridiciza-o, converte-o em fato jurídico “fato gerador” da obrigação. Ø Fato jurídico tributário: É de natureza fática. É uma resultante da incidência da norma sobre o fato imponível. Ø Doutrinadores de renome no Brasil: Amílcar de Araújo Falcão: monografia sobre o Fato Gerador da Obrigação Tributária, 1964. O baiano, prematuramente desaparecido em 1967 e Alfredo Augusto Becker. Teoria geral do Direito Tributário, 1963. 1ª Parte: Noções Introdutórias, p. 21-47; n.º 1-16 1. Tributo como objeto da obrigação tributária. O objeto da relação jurídica tributária é o comportamento, que consiste numa conduta de levar dinheiro aos cofres públicos. Norma: Seu objeto é sempre um comportamento humano. O conteúdo é uma ordem, um comando: o comportamento de levar dinheiro aos cofres públicos. O objeto do comando é o comportamento humano. A prestação tributária é o tributo. O caráter da norma jurídica é atribuir qualidades e efeito às coisas e comportamentos. A lei (direito) é o instrumento do Estado 2. Tributo como objeto do direito tributário Tributo é um conceito privativo. É o objeto da prestação tributária. 3. Caráter instrumental do direito A norma deve ser servir de meio, posta a disposição das vontades, para obter, através comportamentos humanos, as finalidades pelos titulares das vontades.

Ø Pecuniária compulsória ou valor que nela possa exprimir: objeto da obrigação: . de contribuintes e de terceiros. Objeto da prestação: é o dinheiro. O Direito é abstrato. tendentes a levar dinheiro dos particulares para os cofres públicos. O Comando só é obrigatório associado à hipótese. ou seja. instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Ø Obrigação: é uma reação jurídica. não pode alterar a realidade das coisas do mundo fenômeno. Conseqüências jurídicas da atributividade das normas A norma confere a um fato imponível efeito jurídico (fato jurídico):sujeito passivo (contribuinte) o dever de entregar ao credor uma soma de dinheiro e ao sujeito ativo (credor) o direito de exigir tal entrega. Vínculo jurídico transitório. Objeto da norma. De conteúdo econômico “prestação pecuniária ou em valor que se possa exprimir” (objeto da prestação). 6. 3. O Tributo como instrumento jurídico de abastecimento dos cofres públicos A finalidade última da lei é a transferência de dinheiro das pessoas privadas para os cofres públicos. Conceito de tributo CTN. que não constitua sanção de ato ilícito. 9. Atribuir ao sujeito ativo de exigir determinado comportamento do sujeito passivo (objeto da obrigação). art. Objeto da obrigação O objeto das normas jurídicas é o comportamento humano: entrega do dinheiro aos cofres públicos. em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. dos agentes públicos.Conteúdo mandamental. O fato gerador a obrigação tributária 7.º . 4. Tudo que tem (coisas ou qualidades jurídicas) é-lhes atribuído pela ordem jurídica. 8.Tributo é toda prestação pecuniária compulsória. comando: é o comportamento humano toda norma conte um hipótese e um comando. 5. Atividade do direito e técnica jurídica da tributação O Direito é um instrumento para obtenção de finalidades e objetivos por meio de comportamentos humanos. Momento ideal (ou jurídico) da transferência da riqueza e momento fático O direito atribui a um fato qualidade jurídica (fato jurígeno). um comando. que determina o nascimento de uma obrigação tributária. elemento essencial da norma: uma ordem. As normas tributárias atribuem dinheiro ao Estado e ordenam comportamentos.

O direito tributário se forma em torno do conceito tributo (que é constitucionalmente pressuposto) Tributo é o centro da construção sistemática que se designa por direito tributário. A Norma tributária. Ø Ex lege: Comportamento nasce da vontade da lei. mas didática. Ø Que não se constitui em sanção de ato ilícito. Ø Cujo sujeito ativo é em principio uma pessoa pública: é uma pessoa pública ou meramente administrativa que tenha finalidade de interesse público. o mandamento “pague dinheiro ao Estado”. É conceito fundamental que funciona como categoria do sub-ramo do direito administrativo. 10. Ø Cujo sujeito passivo é uma pessoa posta nesta relação pela lei: pessoas privadas. 14. Sanção . “instituída pela lei”. É de natureza constitucional. enquadramento do sujeito mandamento (comportamento humano) é sanção. em síntese. Sujeito passivo: pessoa privada ou publica exceto o imposto 11. Reconhecimento do tributo Sujeito ativo: Pessoa pública ou administrativa Relação jurídica: vínculo obrigacional independente das vontades das partes. as públicas (imune) não podem ser passivas já. Direito Tributário como capítulo do direito administrativo Ciência do direito administrativo com autonomia didática do direito administrativo. aos tributos vinculados nada impede. Objeto da prestação: dinheiro ou valor que lhe possa atribuir. base ponto de partida e fundamento imediato a Constituição. 12. Estrutura das normas jurídicas A estrutura da norma jurídica é complexa: toda norma jurídica tem hipótese normativa condicionada ao fato imponível. Faça as vezes da pessoa pública. Não goza de autonomia cientifica. instituto criado pela ordenação jurídica: jurídico-positivo. por força da lei. E juridicamente. mediante a ocorrência de um fato jurídico licito. mediante ocorrência de um fato imponível. O comportamento nasce de um fato imponível > fato jurídico >levar dinheiro aos cofres públicos. que a lei lhe atribua capacidade ativa. 13. Com núcleo. É o subramo do direito administrativo.comportamento do sujeito passivo de levar dinheiro ou valor que lhe possa atribuir ao sujeito ativo.

configurado à hipótese de incidência.A sanção (juros.º 17-52 17. Paulo Barros de Carvalho: A sanção não integra a estrutura estática da norma jurídica. o espelho do fato. É a descrição legal de um fato. Hipótese de incidência como conceito legal É conceito abstrato. Conformidade com a previsão legal. Conceito legal. Abstração de um fato. Fato jurígeno condicionante. 18. hipotética de um fato. 19. Questão terminológica * Fato jurídico: é a descrição. atribuindo-lhe conseqüências jurídicas 2º Parte Aspectos da hipótese de incidência tributária. desencadeada pela desobediência ao mandamento principal de uma norma. como conseqüente e automática comunicação ao fato das virtudes jurídicas previstas na norma. Estrutura da norma jurídica: hipótese legal. contida na lei. Comportamento humano. pleno. mas nem toda sanção é castigo (espécie). p. A norma tributaria é complexa. objeto da prestação: dinheiro ou outro. circunstância do fato. * Fato imponível é a concretização à hipótese. previsão hipotética legal = Fato gerador in abstractu = hipótese de incidência. Todo castigo (gênero) é sanção. É mera conseqüência jurídica. n. se realiza hic et nunc. é o seu desenho. Consiste no desencadeamento de inúmeros outros conceitos jurídicos. está descrito na lei. é o acontecimento que fora previsto = Fato gerador in concretu. 15. O comando/mandamento só e obrigatório se configure ao fato imponível previsto na hipótese legal. a formulação hipotética. Torna jurídico um fato determinado. Norma tributária O conceito de tributo é formal. Incidência É o fenômeno jurídico da subsunção de um fato uma hipótese legal. uno. E outra norma de direito. Fato acontecido. unitário. Está no mundo dos valores . estado de fato ou circunstâncias de fato. com outra hipótese de incidência e outro mandamento 16. 49-120. num determinado tempo e lugar. conformidade com o fato concreto. a imagem conceitual de um fato. Abstrato e geral. Divergência doutrinária quanto à estrutura da norma O ordenamento jurídico é um sistema. de um fato. mandamento e sanção. no mundo fenomênico. prévia e genérica. * objeto da Obrigação ex lege. multas e correção monetária) não é sempre e necessariamente um castigo.

concreto. 22. preceito e pessoa . É o núcleo do tributo. apreensível e que corresponda à imagem abstrata. por exigência constitucional. como acontecimento fático. material.é universal. É um ente lógico-jurídico unitário e indivisível. Universalidade do conceito de hipótese de incidência É de relação. palpável. A . com imagem legislativa abstrata.jurídicos. Nascimento da obrigação tributária Suporte fático/fato imponível > fato jurídico > Hipótese de incidência legal > obrigação tributária. É uma representação mental do fato ou circunstância de fato. Fato imponível como fato jurídico e não ato jurídico Fato jurídico cria o vinculo obrigacional tributário. Fato imponível/fato jurígeno > hipótese de incidência > obrigação tributaria. Fato imponível e sua subsunção à hipótese de incidência É o fato concreto. Adequação do fato à hipótese de incidência legal nasce à obrigação tributária. 25. Unidade lógica da hipótese de incidência Como categoria jurídica é una e indivisível. acontecido no universo fenomênico. É fato jurígeno relevante. e contida num enunciado legal. Fato imponível Há de ser um fato concreto. É conceito legal. ocorrido concretamente hic et nunc. previsto na lei. E a definição legal de um fato imponível. 24. um ente do mundo do direito. O fato imponível é o fato jurídico. um fato concreto. 21. sensível. 23. Localizado no tempo e no espaço. É uma manifestação legislativa. “Vender mercadorias”. É conceito fechado e determinado. É uma categoria jurídica. no mundo fenomênico. 20. sanção. De forma abstrata e universal com que a inteligência pensa as coisas. Subsunção do fato à Hipótese de incidência legal > obrigação tributária. ou “receber rendimentos” ou “introduzir mercadorias no território do país”. 26. dele nasce o obrigação tributária concreta. ocorrido hic et nunc. Subsunção do fato à norma É fato imponível. É a correspondência entre o fato e a descrição legal. que configura a descrição hipotética contida na lei. Subsunção É o fenômeno de um fato configurar rigorosamente a previsão hipotética da lei.

com características básicas definidas em lei. de modo particular e individual de ser. empiricamente verificável ( hic et nunc) Conceito legal: universo do direito Fato jurígeno: esfera tangível dos fatos Designação do sujeito ativo Sujeito ativo já determinado Critério genérico de identificação do sujeito passivo Sujeito passivo Critério de fixação do momento de configuração Ocorrência – dia e hora determinados . Ato jurídico “negócio” a vontade é elemento de extrema relevância. O sujeito passivo será pessoa natural ou jurídica. com feição própria e definida. Para o direito tributário é irrelevante a vontade das partes na produção de um “negocio” jurídico. 27. individualidade completa. indiferente para a incidência da regra jurídica tributária. com pessoa determinada e individualizada. Fato concreto.conexão entre o fato e a norma é a fonte da obrigação tributária. já o fato jurídico tributário a vontade do sujeito passivo é neutra. Hipótese de incidência Fato imponível Descrição genérica e hipotética de um fato Fato concretamente ocorrido no mundo fenomênico. A única vontade relevante juridicamente é a vontade da lei: unilateral. Caráter unitário do fato imponível Cada fato imponível é uno e inconfundível com os demais. com peculiaridades próprias. O fato imponível e um fato jurígeno e não ato jurídico. de local e momento definido e determinado.

em exceção pessoa diversa do Estado = parafiscalidade de forma expressa em lei. par.i.de caráter unitário e individual. material. e indivisível. 29. 30. A pessoa ativa é diversa do Estado. Aspecto pessoal O aspecto pessoal é o atributo da h. 33. É a pessoa que fica na contingência legal de ter o comportamento objeto da obrigação tributária. CONFENAI. desencadeia ou produz materialidade da h. local determinado Critério genérico de mensuração: base imponível ou base de calculo Medida (dimensão) determinada (base calculada) 28. temporal e espacial. ( INSS.Eventual previsão genérica de circunstâncias de modo e lugar Modo determinado e objetivo.i de um tributo ou quem tenha relação pessoal e direta (art. Sujeito passivo A pessoa passiva é a que provoca. DNER. e o sujeito ativo destinado constitucional de indicação explicita e implícita. dotada de capacidade ativa tributária. OAB. Parafiscalidade A lei atribui titularidade de tributos a pessoas diversas do Estado. 121. Aspectos da hipótese de incidência É a descrição legislativa de um fato acua a ocorrência in concretu a lei atribui a força jurídica de determinar o nascimento da obrigação tributária. Sujeito ativo Em regra é pessoa pública. 31.com aspecto pessoal. Sujeito passivo é o destinatário constitucional. contida na lei tributária. chamada por lei a colaborar com a administração pública. com aspecto subjetivo. CEF). que destina o sujeito ativo da obrigação tributária respectiva e estabelece os critérios para fixação do sujeito passivo. 32. por um ato de polícia . tem-no à disposição ou é atingida. Sujeito passivo nos tributos vinculados É a pessoa que utiliza um serviço. Aspectos integrativos na forma explicita e integrada na lei. Único do CTN). De indicação explícita ou implícita.

em complexivos.ou ainda a que recebe especial beneficio de uma atividade pública. · Fatos instantâneos ou periódicos: são os fatos que consistem em fatos consumáveis definitivamente no tempo. de modo que somente com a configuração de todos eles é que estariam completa a figura típica. ou sujeição passiva desloca-se. 34. quanto ao processo de sua formação. 121. para outra pessoa. 128 CTN). em simples e complexos e. O fato imponível só se daria com a complexa realização de todos os elementos de fato. 35. Ocorrido o fato (acontecimento empiricamente) verifica-se o fato imponível. (art. instantâneos e continuados. fatos que se esgotam num átimo. par. Classificação dos impostos baseada no aspecto tempo da h. ou a provoque. A Constituição é sempre expressa implícita ou explicitamente em prescrever quem são os sujeitos passivos de tributos.i. Colocação tradicional do tema Classifica-se a hipótese de incidência quanto a estrutura em simples e complexa · Simples: e aquela que se conforma pela conceituação de um fato ou acontecimento uno e singelo. integração de elementos e os reúne numa só figura. Único do CTN). Em regra é o que é expressamente referido na lei (art.i. A doutrina tradicional costuma classificar os fatos geradores quanto a estrutura. 37. autônomo e distinto dos antecedentes.i. A determinação do sujeito passivo da obrigação depende da h. Crítica ao critério de classificação . Aspecto temporal O aspecto temporal da h. por força de lei. Sujeição passiva indireta A obrigação já nasce tendo como sujeito passivo alguém que não corresponda à configuração indicada pela Constituição. · Fato continuado: É aquele que tende a persistir no tempo 38. O fato imponível ocorre num só instante. 36. é a propriedade que esta tem e designar (explicita ou implicitamente) o momento em que se deve reputar consumado um fato imponível. É o legislador que discricionariamente estabelece o momento que deve ser levado em consideração para se reputar consumado um fato imponível. · Fato complexivo: É aquele formado por vários fatos que se interligam. · Complexa: Se configura pela conjunção de diversos acontecimentos ou fatos. Nasce uma obrigação tributária.

i. relevantes para a configuração do fato imponível.i. · h. filial. quanto ao aspecto temporal Classificação da h. estará implicitamente dispondo que o lugar relevante é aquele mesmo em que se consuma o fato imponível 41. que contém todos os dados de ordem objetiva. 39. é a descrição dos dados substanciais que serve de suporte à h.i. Estabelecimento. · Complexivo: palavra que nem existe na língua portuguesa. · Os fatos são todos simples ou todos complexos. É a descrição normativa do fato que. continuados e complexivos.De Paulo Barros Carvalho: · Deixar saliente sua informalidade com a expressão ambígua e antijurídica: fato gerador.i. depósito. É a própria consistência material do fato ou estado de fato descrito pela h. quando abrange o próprio local físico onde a lei reputa consumado o fato imponível. Ele tem um âmbito específico. · E totalmente infundada a classificação dos fatos geradores em simples e complexos. fará surgir o tributo. se e quando acontecido. · O que é relevante para a lei é o resultado sobre o qual incide o preceito. É o mais complexo da h. Só o que é relevante é o momento de sua consumação: fato jurídico/fato imponível. Se a lei nada disser. Classificação científica das h.i.i. em: · h. instantâneos. que prevêem momento exato para ocorrência do fato imponível. 40. sucursal etc. Aspecto espacial Aspecto espacial é a indicação de circunstancias de lugar. ICMS etc. Aspecto material É a imagem abstrata de um fato jurídico. . 42. contida explicita ou implicitamente na h. Base imponível (questão terminológica) * Hipótese de incidência: plano abstrato. universo do direito.i.i. que não fazem alusão ao momento em que deve ocorrer o fato imponível: IPI.

44. 43. ou parte grandeza contida no fato imponível que o Estado se atribui. Determinação do “quantum debetur” Critérios gerais da lei. largura. momento. o quantum devido.i. É uma perspectiva dimensível do aspecto material do aspecto material h. base calculada em cada caso. altura. Ela será aplicada depois que o fato escolhido para base de cálculo Taxa: O principio regente é a remuneração. 46.i mensurável. Alíquota é o indicador da proporção a ser tomada da base de cálculo. sua realização genérica e especifica. Definição de base imponível É a descrição legal de um padrão ou unidade de referencia que possibilite a quantificação da grandeza financeira do fato tributário. universo fenomênico. capacidade superfície. É a quota (fração). É o fato acontecido que. determina o nascimento do tributo. custo. Dinâmica da obrigação tributária Os critérios estão na lei: na h. do tributo ( fato gerador in abstracto) e in concretu está para o fato imponível (fato gerador in concretu) * Base calculada: nível fático. cumprimento.i. Fixação do quantum devido em cada caso concreto determinar o quantum correspondente a cada obrigação tributária.). volume. valor. objeto da .i. preço. É uma expressão de riqueza do sujeito passivo tributário. (indicação do sujeito ativo e passivo (aspecto pessoal) e no mandamento/ordem e a indicação da materialidade ou consistência material do fato descrito ( aspecto material). do qual o Estado se atribui. que fazem nascer a obrigação (h. por ajustar-se à hipótese legal. É a conceituação legal de uma determinada consistência e forma que constituem o seu próprio núcleo essencial: peso. perímetro. as qualificação das coordenadas de tempo ( aspecto temporal) e o lugar (aspecto espacial) juridicamente relevante e fixação da perspectiva dimensional do aspecto material ( base imponível). 45. identificação do sujeito passivo e quantia devida. * Base de calculo: plano legal. 47. in abstracto está para a h. Alíquota e taxa Alíquota é um fator estável e genérico.* Fato imponível: plano concreto. Alíquota É a expressão sob a forma de percentual do valor de uma coisa. refere-se a qualidades físicas (consistência e forma) e quantitativa.

i consiste numa atuação estatal ou numa repercussão desta. · Tributos vinculados: h. Critério de classificação 48. . a) consiste numa atividade do poder publico ou a numa repercussão desta. financeiros. políticos. incidência consiste na descrição de uma atuação estatal ou uma conseqüência desta. fundamentação jurídica da ordenação jurídica global. 121-209. n. i consiste na descrição de um fato qualquer que não seja atuação estatal ou outra coisa qualquer. 4. nascida do fato imponível. 50. 51. O critério jurídico de classificação dos tributos está na consistência do aspecto material da h. O direito atribui o sentido jurídico e não na realidade material ou pré-juridicas: econômicos. E uma sombra da classificação da ciência financeira. Importância da classificação: Constituição Os regimes erigem-se princípios constitucionais impostergáveis pela administração e pelo próprio legislador. 48-87. I.obrigação. Preposições metodológicas O conceito jurídico de tributo é resultado da interpretação constitucional. Vinculados: taxas e contribuições Não vinculados: impostos h. critérios correntes de classificação Critério constitucional. 49. sociais 52. O art. · Tributos não vinculados: a h.ª Parte Classificação jurídica dos tributos p.i. 3. Classificação constitucional: imposto.º do CTN.i.i. Aspecto material da h. Constituição prescreve regimes diferentes. conforme a espécie ou natureza do tributo. Cap. b) consiste num fato ou acontecimento inteiramente indiferente a qualquer atividade estatal. O conceito e espécies devem ser construídos do sistema positivo. taxa e contribuição.

a) o tributo não vinculado quando o seu fato gerador independa de qualquer atividade especifica do governo tributante em relação ao contribuinte (CNT. transmitir imóvel. 16. CTN). Cap. tributo não vinculado É o tributo cuja h. cujo aspecto material da h. a qual. ou estudo de fato. (CF. realizar obras que valoriza imóvel articula. leva em consideração ceras qualidades. independentemente do aspecto pessoal. conceder permissão etc.i. importar etc.i. art. (art.”Sempre que possível os impostos terá caráter pessoal”. conceder licença.O Estado fornecer água. prestar serviço.i consiste num fato qualquer que não uma atuação estatal Alguém vender. expedir documentos. critério de exclusão para reconhecimento do imposto Todo tributo não vinculado é imposto. (2) apenas indiretamente relativa ao contribuinte (contribuição art. pode ser (1) diretamente relativa ao contribuinte. ser proprietário. indiferente ao eventual sujeito passivo e suas qualidades.º CTN). sendo irrelevante sua designação. conceder autorização. Impostos reais e pessoais Reais são aqueles cujo aspecto material da h.i limita-se a descrever um fato. b) tributo vinculado quando o seu fato gerador seja uma atividade especifica do governo tributante. recebe rendimentos. certidão. como o poder de policia ou apresentação ou disponibilidade de um serviço(taxas. art. O fato gerador há de relevar geralmente certa capacidade do contribuinte 54. § 1. 55. 145. “Nomen iuris” A natureza jurídica especifica do tributo é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação. 77 CNT). 81 e 217). juridicamente qualificadas dos possíveis sujeitos passivos. Não consistir numa atuação estatal. II Tributos não vinculados 53. por sua vez. consiste na conceituação legal dum fato qualquer que não se constitua numa atuação estatal (art. Pessoais são aqueles. exportar. h. ou seja. 16). Imposto.º). 4. 56. . Um fato licito qualquer. art.

O discernimento de cada tipo depende exclusivamente da consistência material do fato descrito. Taxa na doutrina É um instituto de cunho jurídico. e sempre atuação estatal. A referibilidade se dá entre a atuação do Estado e o contribuinte se estabelece por intermédio de conseqüência especifica da atuação (obra): a valorização. Sua h. i. É necessário a referibilidade direta entre a atuação do Estado e contribuinte. Com critério material da h. Espécies São aqueles cujo aspecto material da a h. Os impostos em espécies É possível discernir juridicamente inúmeros impostos. segundo o conceito de fato ( em que consistem as respectivas hipótese de incidência. valor do serviço.i. É um tributo vinculado cuja h. Base imponível * Taxa: a base imponível é uma dimensão qualquer da própria atividade do Estado: custo. 58.57. * Contribuição: a base imponível não está em nenhuma dimensão da atuação. mas ma medida de sua conseqüência. É um tributo vinculado cuja h. 61. · Taxa: é uma contribuição estatal diretamente imediatamente referida ao contribuinte. Basta atuação do Estado. 62. Impostos diretos e indiretos Classificação que não tem nada de jurídico.i é a valorização imobiliária causada por obra pública. III Tributos vinculados 59. consiste numa atuação estatal. A h. Elaborada pela ciência das financias. 60. i consiste numa atuação indireta e mediatamente (mediante uma circunstancia intermediaria) referida ao obrigado. i consiste numa atuação estatal direta e imediatamente referida ao obrigado. Cap. a valorização imobiliária.i é só a atuação · Contribuição: e uma contribuição estatal indiretamente mediatamente referido ao obrigado. Referibilidade ao sujeito passivo da taxa A h. i consiste numa atuação estatal direta imediatamente e referidamente direta referida ao obrigado (sujeito passivo) . seu critério é econômico.

repartido pelos seus diretos destinatários. Taxa: o critério é o custo da atividade pública. a capacidade contributiva de todos que integram determinada sociedade. A destinação é uma questão constitucional-financeira.173) a remuneração far-se-á por preço. Interesse público primário. Visa obter o lucro.. Base imponível é a valorização. Norma geral de direito tributário e contribuição de melhoria Para viabilizar a c. Sujeito ativo é a pessoa que realiza a obra. (art. A destinação não integra o regime jurídico tributário. * Preços (tarifas): é a contra prestação de uma prestação contratual livremente fixada entre partes iguais. pois consiste na valorização de seus imóveis. * Taxas: é serviço público regulado por lei.M. causada por obra pública. valor antes e depois da obra.63. 175) o correspectivo será taxa (art.81-82 do CTN).II). O serviço público não se vende e nem se compra.m. Contribuição de melhoria como tributo * C. Sujeito passivo é o dano da obra. É o instrumento jurídico pelo qual se transfere aos cofres públicos a valorização imobiliária. 66. indisponível e obrigatório para o administrador. Destinação do produto da arrecadação O tributo é objeto da prestação jurídica. Visa na satisfação de uma utilidade pública. Regime das taxas na Constituição de 1988 – inconstitucionalidade dos preços (tarifas). Contribuição de melhoria Tributo especial. se tratar de exploração de atividade econômica (art. Contribuição de melhoria: a base e o critério é a valorização imobiliária causada (conseqüência) por obra pública 68. Contribuição de melhoria na ciência das finanças Ciência da financias é um capítulo das ciências econômicas Imposto: o critério é financeiro. de direito orçamentária. 65. Regime tributário. impõe-se modificar as normas gerais de direito tributário sobre a matéria. O tributo é destinado a atender indistintamente as necessidades de ordem geral da administração pública. Interesse público secundário. A matéria não comporta normas gerais. Se tratar de atividade pública (art. 64. 67. 145. .

As Constituições. ou uma despesa maior da pessoa jurídica. compensação 71. Aqueles que. em relações as quais o Estado desenvolveu certa atividade. Outras contribuições Contribuição especial “estravagantes”: Aqueles que se acham em uma determinada situação. Base imponível: Atuação estatal Contribuição: base imponível valorização da atuação estatal.efeito ou conseqüência . Entrosamento sistemático A contribuição de melhoria é instrumento de efetivação da pretensão que a lei atribui ao poder público de haver para si a valorização que lhe foi atribuída pela Constituição. em geral. i o que se confirma quando serve de repouso para a base imponível. é imperativo por razoes de justiça e isonomia. Meio jurídico pelo qual o Estado vai buscar parcela de dinheiro e integrá-la no seu patrimônio. vai buscar parcelas de dinheiro privado que lhe são atribuídas por lei * Imposto. * Taxa. Só ela tem relevo como aspecto material da h. provocam uma despesa (especial). Está implícito na CF. . Elemento intermediário da causa e efeito da atuação estatal. gerada por obra pública ao estudo. Critério prático de discernimento entre taxa e contribuição Contribuição: a base imponível repousa na conseqüência da atuação estatal combinada com a circunstância que a provoca. 72. 73. Taxa: A base imponível está na própria atuação estatal. O art.e o obrigado. em conseqüência de coisa que possuem. Contraste com a taxa Imposto: tributo não vinculado Taxa: tributo vinculado. O princípio da atribuição de mais-valia imobiliária. Desapropriação. É o instrumento pelo qual o poder público. III da CF não e mera autorização. ou do exercício de uma indústria ou comércio. diferem à lei decidi-lo. O elemento intermediário é que se estabelece a conexão entre a atuação .145. ou outra atividade. valando d poder de império. É o instrumento de compensação ao Estado por despesas causadas por provocação ou conveniência de pessoas determinadas. 70. 69.* Tributo.

77. 78.I. Critérios constitucionais e hipótese de incidência Critério da materialidade da hipótese e incidência e o fato gerador. Os nominas iuris são rótulos que o legislador apõe às figuras que cria. SESC. Critério jurídico do instituto São tributos parafiscais aqueles criados para certas pessoas diversas do Estado e arrecadados por elas próprias.º. Cunho especial do tributo A noção de contribuição financeira é universal. Designação do instituto da contribuição O nome que o legislador atribui aos institutos jurídicos é inteiramente irrelevante. Autarquias: INSS. 76. SESI. Agentes de retenção 75. Regime jurídico tributário dos tributos parafiscais De caráter tributário. tributo não vinculado.Da irretroatividade.74. III. Contribuições parafiscais Figura tributária de difícil definição. SENAI. . E um tributo remuneratório dos serviços. 81.150. II) Da legalidade (art. Quando o sujeito ativo do tributo seja pessoa diversa do Estado ou não. Direito constitucional brasileiro e princípios informadores das espécies tributárias Imposto: Principio da capacidade contributiva. relação de administração. Toda obrigação pecuniária ex lege em beneficio da pessoa pública Princípios: da isonomia (art. 79. 150. 153. Taxas: Principio da retributividade. INCRA. Tributo vinculado direito e indireto. I). Entes paraestatais. 5. OAB. Com finalidade de utilidade pública. “b”). 80. e a base imponível do tributo. O de tributo é constitucional. CREA etc. com quase total liberdade. ou ressarcitório das despesas implicadas pelos atos de polícia individualizáveis. Contribuições nas Constituições A Constituição resgatou a doutrina tradicional restaurando o cunho tributário das contribuições parafiscais ou não. Da anterioridada da lei ao exercício financeiros ( art. SENAC.

239. Base de cálculo Base imponível é uma espécie de materialidade da hipótese de incidência. § 4. não previstos expressamente no Texto constitucional. contribuição dos membros de corporações profissionais. qualquer fato. 87. Ação do Estado = Taxa. 145. 149 e 212. Destinação do produto da arrecadação A contribuição de melhoria deve ser aplicado o produto da sua arrecadação nas prevista no art. efeito da ação estatal (contribuição). . Discriminação constitucional de competência Da União. A destinação da arrecadação do imposto é vedado pela lei. Dos Municípios.º . CF. 84. E regimes especiais. autoriza a União a criar “impostos novos”.82. 83. a sua inteireza o princípio da estrita legalidade. 85. Estrita legalidade e contribuições As contribuições aplicam-se. § 5. O art.º e 240. Regime de imposto e contribuições Legislador ordinário federal por Força Constitucional. 86. Das associações. sem atuação do Estado = imposto. Competência concorrente e privativa os entes da federação. Dos Estados. Aspectos pessoais Contribuição previdenciária dos empregadores.

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