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FACULDADE MATO GROSSO DO SUL

CURSO DE ENFERMAGEM

AMANDA DA SILVA DUARTE RA:01530008028


FRANCIELLI FERNANDA BIONDO SILVA RA:61010005811
MARIANNE CARVALHO PERES RA:01530007741
THAMILA SUELEN RODRIGUES VERONEZE RA:01530007596

GERENCIAMENTO HOSPITALAR

CAMPO GRANDE - MS
2021

FACULDADE MATO GROSSO DO SUL


CURSO DE ENFERMAGEM

AMANDA DA SILVA DUARTE RA:01530008028


FRANCIELLI FERNANDA BIONDO SILVA RA:61010005811
MARIANNE CARVALHO PERES RA:01530007741
THAMILA SUELEN RODRIGUES VERONEZE RA:0153007596
GERENCIAMENTO HOSPITALAR

Trabalho de Gerenciamento hospitalar


solicitado como requisito parcial para
obtenção de nota da disciplina Estágio
Curricular – Estágio Hospitalar do curso de
bacharel em Enfermagem oferecido pela
Faculdade Mato Grosso do Sul, sob a
orientação do Professor Fabmir .

CAMPO GRANDE - MS
2021

SUMÁRIO

1 INTODUÇÃO
O trabalho está focado no gerenciamento hospitalar, englobando uma análise da
unidade de saúde na qual realizou-se o estágio supervisionado buscando um
aprimoramento dos conhecimentos práticos embasados nas teorias apreendidas
quanto a administração hospitalar no contexto da enfermagem.
Será apresentado análise sobre a planta física, gestão de recursos de materiais
e pessoais, como escala de plantão, sendo comparados com a RDC nº. 50 da ANVISA,
ANVISA- RDC 306 e CONAMA e Resolução COFEN 543/2017.
Há necessidade e utilização das ferramentas de gestão na otimização dos
serviços prestados no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul e conceituação dos
protocolos de segurança do paciente e a gestão da qualidade em serviços de saúde.
Os motivos para esta análise, firma-se pela abrangência da atuação do
enfermeiro nos diferentes aspectos que permeiam a profissão, tanto nos cargos de
chefia da equipe de enfermagem quanto na organização e projeções em diversos
postos do sistema de saúde, e o gerenciamento hospitalar é mais um destes.

2. GERENCIAMENTO HOSPITALAR

2.1 Planta Física

O RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002 - Dispõe sobre o Regulamento Técnico


para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de
estabelecimentos assistenciais de saúde. (BRASIL, 2002)
As recomendações da RDC nº. 50 da ANVISA para a planta física pontua que:

O projeto executivo deverá demonstrar graficamente:


- o edifício, compreendendo: plantas de todos os pavimentos, com
nomenclatura conforme listagem de ambientes contida nessa norma e medidas
internas de todos os compartimentos, espessura de paredes, material e tipo de
acabamento, e indicações de cortes, elevações, ampliações e detalhes; -
dimensões e cotas relativas de todas as aberturas, altura dos peitoris, vãos de
portas e janelas e sentido de abertura; - plantas de cobertura, indicando o
material, a inclinação, sentido de escoamento das águas, a posição das calhas,
condutores e beirais, reservatórios, domus e demais elementos, inclusive tipo
de impermeabilização, juntas de dilatação, aberturas e equipamentos, sempre
com indicação de material e demais informações necessárias; - todas as
elevações, indicando aberturas e materiais de acabamento; - cortes das
edificações, onde fique demonstrado o pé direito dos compartimentos, altura
das paredes e barras impermeáveis, altura de platibandas, cotas de nível de
escadas e patamares, cotas de piso acabado, forros e coberturas, tudo sempre
com indicação clara dos respectivos materiais de execução e acabamento
(BRASIL, 2002).

Na qual:

Todos os desenhos deverão ser cotados e conter as legendas necessárias para


sua clareza. Nas plantas baixas será apresentada a capacidade do EAS no que
diz respeito ao número de leitos e consultórios, conforme Terminologia Básica
em Saúde do Ministério da Saúde. Documentos Gráficos: - Implantação geral -
escala ≥ 1:500; - Plantas baixas - escala ≥ 1:10 (BRASIL, 2002).

2.2 Planta Baixa

A planta baixa é o “desenho técnico esquemático de uma futura construção que


se dá a partir de um corte horizontal imaginário à altura de 1,50 m do piso”,
especificando os espaços “por uso (salas, dormitórios, banheiros e etc,) e seus
acessos e circulação (portas, janelas e corredores), como se estivéssemos olhando de
cima”, sem a cobertura (BRASIL, 1994).

Figura 1: Partição lado direito da planta baixa do 3 andar - Pediatria HRMS

Fonte: Arquivo interno da unidade

Figura 2 Partição superior da planta baixa do 3 andar - Pediatria HRMS


Fonte: Arquivo interno da unidade

Nesse setor há internações de lactentes, crianças e adolescentes. Por não haver


quarto de criança, enfermaria e quarto de adolescente, enfermaria de lactente, os
mesmos, não tem distinção de idade nos apartamentos. No andar, contem 1 posto de
enfermagem, sala de procedimentos, sala de serviços, brinquedoteca, sala dos
médicos, 7 lavabos, sendo 2 perto do posto de enfermagem e o restante distribuídos
próximos aos apartamentos, 1 sala de enfermagem, 1 recepção, 1 banheiro em cada
apartamento para acompanhantes. Os apartamentos tinham incidência de luz de fonte
natural direta e lâmpadas. As paredes e os tetos com pinturas resistentes a lavagem e
ao uso de desinfetantes e, conforme proibição, não há bidês nos banheiros.

3 Gestão De Recursos Materiais

3.1 Administração de recursos materiais na enfermagem: importância, finalidade


e objetivos

O Gerenciamento de Recursos Materiais em unidade de saúde é semelhante as


demais organizações, “consiste em ter os recursos necessários ao trabalho com
qualidade e em quantidades adequadas, a um menor custo e em tempo certo. Ou seja,
para não haver falta de material ocasionando prejuízo a assistência à saúde, e
excessos elevando os custos, “os materiais devem ter as suas quantidades e
qualidades planejadas e controladas”. (CASTILHO e GONÇALVES, 2014)
Portanto o enfermeiro deve estar a par do estoque, acompanhando o consumo
“de materiais da unidade sob sua responsabilidade”. Considerando a importância de
sua atualização quanto aos “produtos e tecnologias lançados no mercado”, em
consonância ao “custo benefício da utilização de um novo produto e o impacto de
novas tecnologias para assistência”, tendo como objetivo, “garantir a qualidade da
assistência prestada”. (BRAHIA, 2019)
O gerenciamento de materiais consiste em garantir um estoque, organizado de
para que de forma alguma venha faltar algum dos itens “que o compõem, sem tornar
excessivo o investimento total”. Objetivando coordenar as atividades que possam
garantir o suprimento de materiais, “ao menor custo possível e de maneira que a
prestação de seus serviços não sofra interrupções prejudiciais aos clientes”. Cujas
funções são: “compra; armazenamento; distribuição; e controle” (MACÊDO, ROMEIRO,
MARSIGLIA, 2015, p. 41)

3.2 Gerenciamento de Recurso na Unidade Pediátrica do HRMS

Na unidade em que é realizado o estágio, os materiais são geridos pelo Setor de


Almoxarifado.
O dimensionamento dos estoques varia de item a item, mas a média é que haja
estoque para três a seis meses de cada insumo e medicamento, mantendo um estoque
mínimo seguro como preconiza a literatura (HONÓRIO; ALBUQUERQUE, 2005). O
pedido de material de consumo é feito por cota diária, no período da manhâ, pelo
sistema SOULMV, sempre pedindo o máximo para ver se há a liberação, ficando assim,
com alguma sobra. Os colaboradores do almoxarifado realizam as entregas, com
conferência de responsáveis pelos setores.
O transporte dos materiais e medicamentos para os setores é feito utilizando
carrinhos de carga, e, no caso de pedidos pequenos, carrinhos de supermercado. Os
medicamentos são armazenados em prateleiras e, no caso de medicamentos que
necessitam de refrigeração, são acondicionados num refrigerador. O mesmo ocorre
com os insumos, que possuem uma câmara fria específica para seu armazenamento
em baixa temperatura.
Os materiais permanentes ficam na central de materiais permanentes, quando
há solicitação a central traz para o setor e depois da utilização a central recolhe.

3.3 Resíduos da Pediatria do HRMS e as Normas da ANVISA-RDC 306 e CONAMA

Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), segundo a resolução RCD 306/2004 são


aqueles que resultam das atividades exercidas nos serviços de saúde, que “por suas
características, necessitam de processos diferenciados em seu manejo, exigindo ou
não tratamento prévio à sua disposição final” (BRASIL, 2004a).
A Resolução do CONAMA Nº 283/2001 define que resíduos de serviços de
saúde são:

a) aqueles provenientes de qualquer unidade que execute atividades de


natureza médico assistencial humana ou animal; b) aqueles provenientes de
centros de pesquisa, desenvolvimento ou experimentação na área; de
farmacologia e saúde; c) medicamentos e imunoterápicos vencidos ou
deteriorados; d) aqueles provenientes de necrotérios, funerárias e serviços de
medicina legal; e e) aqueles provenientes de barreiras sanitárias (BRASIL,
2001)

Os RSS são classificados de acordo com suas características e riscos para o


meio ambiente e saúde. Nesse sentido a RDC ANVISA 306 de 2004 e Resolução
CONAMA 358 de 2005, distribui os RSS em cinco grupos: A, B, C, D e E (BRASIL,
2001).
O grupo A, são os “componentes com possível presença de agentes biológicos”,
podendo representar “risco de infecção, como: placas e lâminas de laboratório,
carcaças, peças anatômicas (membros), tecidos, bolsas transfusionais contendo
sangue, dentre outras” (BRASIL, 2001), sendo o saco branco.
O grupo B, representam risco à saúde pública ou ao meio ambiente, por conter
substâncias químicas que podem possuir características como inflamabilidade,
corrosividade, reatividade e toxicidade. São os “medicamentos apreendidos, reagentes
de laboratório, resíduos contendo metais pesados, dentre outros” (BRASIL, 2001).
Grupo C, são os materiais que contenham “radionuclídeos em quantidades
superiores aos limites de eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional
de Energia Nuclear – CNEN”, como ocorre nos “serviços de medicina nuclear e
radioterapia etc” (BRASIL, 2001).
Grupo D, são semelhantes aos resíduos domiciliares, e não representam “risco
biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente”, como “sobras de
alimentos e do preparo de alimentos, resíduos das áreas administrativas etc”.
E o grupo E, que são os “materiais perfuro-cortantes ou escarificantes”, como:
“lâminas de barbear, agulhas, ampolas de vidro, pontas diamantadas, lâminas de
bisturi, lancetas, espátulas e outros similares” (BRASIL, 2001).
No HRMS para o descarte dos materiais, possuem caixas de papelão
específicas para o descarte de perfuro-cortantes. Contém o lixo branco para os
contaminados e o lixo preto para lixos comuns.
.
Na unidade de pediatria, há também sacos de hamper, recipiente de
armazenamento temporário, para a deposição de vestuário hospitalar, e descarte
específico de resíduos biológicos, de modo a atender ao disposto no item A1 que
define quais são os “resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por
suas características, podem apresentar risco de infecção” (BRASIL, 2004a).
4 GESTÃO DE PESSOAL

4.1 Dimensionamento de Pessoal e Classificação de Pacientes: Definição

O dimensionamento de pessoal é a etapa inicial do provimento de pessoal feito


pela enfermagem que tem por finalidade saber tudo o que sera necessario aquele
paciente como: quantidade de funcionário por categoria, requerida para suprir as
necessidades de assistência de enfermagem, direta ou indiretamente prestada ao
paciente,possibilitando garantir que o quantitativo de pessoal seja alinhado ao número
de leitos.
O COFEN, por sua vez, estabelece quantas horas um paciente deve receber de
atenção por dia. Se é um serviço de cuidado mínimo, e há 10 leitos, por exemplo, o
cálculo para o dimensionamento da equipe será influenciado pelas 38 horas de atenção
que esses pacientes precisarão receber em sua totalidade, somados (BRASIL, 2004).
Esse processo tem como denominacao SCP (Sistema de classificação de
pacientes) que é a forma para determinar o grau de dependência de um paciente em
relação à equipe de enfermagem assim como determina a RESOLUÇÃO COFEN N
0543/2017.
O dimensionamento do enfermeiro deve, de modo a atender às legislações
vigentes no Brasil, garantindo que as ações em saúde sejam bem planejadas, bem
como que os serviços prioritários sejam cobertos de forma segura, oferecendo, assim,
o melhor atendimento para a população (BRASIL, 2004b).
Os pacientes também devem ser classificados conforme o risco, utilizando para
isso uma escala que vai de 1 a 5 em diversos aspectos, sendo: Estado Mental e Nível
de Consciência, Oxigenação, Sinais Vitais, Nutrição e Hidratação, Motilidade,
Locomoção, Cuidado Corporal, Eliminações, Terapêutica, Educação à Saúde,
Comportamento, Comunicação e Integridade Cutâneo-Mucosa (PERROCA;
GAIDZINSKI, 1998).

3.2 Dimensionamento da Equipe na Pediatria do HRMS

Para esse dimensionamento sera usado o caculo da fórmula de Fugulin


(1994),analisando o setor ds prdiatria que trabalha 30 horas semanais com 28 leitos,a
queipe trabalha 7 dias na semana.
calculo:
QP = 25,2 (ocupação 90%) x 3,8 (cuidado mínimo) x 7 dias + 15%
30 horas semanais

QP = 670,32 + 15%
30

QP = 22,344 + 15% = 25,6956:

Contudo, há o fato de que os profissionais terão suas férias e licenças. Portanto,


considerando 12 meses no ano e 26 profissionais, em cada mês pelo menos 2
profissionais estarão de férias, e 3 deles estarão de férias em 2 meses do ano.
Também haverá licenças, de modo que é seguro assumir que pelo menos 3
funcionários não estarão disponíveis em cada mês do ano, fazendo necessária uma
equipe de 29 profissionais (26 sempre em atividade).

Figura 1 :
A escala a seguir é usada pelo setor da pediatria,foi adaptada por eles por
leitos .

Fonte:autores
Figura 2:

As escalas planejadas como ideais para o setor, então, foram elaboradas, com
os profissionais de enfermagem em quantidade de 28 – ainda que sejam 30, foram
considerados os 28 disponíveis.
Tabela 1: Escala mensal
PLANTÃO MATUTINO PLANTÃO
06:30 - 12:30 ÍMPAR VESPERTINO 12:30 -
06:30 - 18:30 18:30 / F.S. PAR 06:30 - PLANTÃO NOTURNO PLANTÃO NOTURNO
18:30 PAR 18:30 - 06:30 ÍMPAR 18:30 - 06:30
Enfermeiro 1 Enfermeiro 8 Enfermeiro 15 Enfermeiro 22
Enfermeiro 2 Enfermeiro 9 Enfermeiro 16 Enfermeiro 23
Enfermeiro 3 Enfermeiro 10 Enfermeiro 17 Enfermeiro 24
Enfermeiro 4 Enfermeiro 11 Enfermeiro 18 Enfermeiro 25
Enfermeiro 5 Enfermeiro 12 Enfermeiro 19 Enfermeiro 26
Enfermeiro 6 Enfermeiro 13 Enfermeiro 20 Enfermeiro 27
Enfermeiro 7 Enfermeiro 14 Enfermeiro 21 Enfermeiro 28
Fonte: Os autores

Tabela 3: Escala de férias planejada


Mês / 2021 Profissionais de férias
Janeiro Enf. 1 e 2
Fevereiro Enf. 3 e 4
Março Enf. 5, 6 e 7
Abril Enf. 8 e 9
Maio Enf. 10 e 11
Junho Enf. 12, 13 e 14
Julho Enf. 15, 16 e 17
Agosto Enf. 18 e 19
Setembro Enf. 20, 21 e 22
Outubro Enf. 23 e 24
Novembro Enf. 25,26 e 27
Dezembro Enf.28,29 e 30
Fonte: Os autores

Tabela 4 – Escala de serviço planejada


Turno Quantidade
PLANTÃO MATUTINO 06:30 - 12:30 / F.S. ÍMPAR 06:30 - 18:30 7 profissionais
PLANTÃO VESPERTINO 12:30 - 18:30 / F.S. PAR 06:30 - 18:30 7 profissionais
PLANTÃO NOTURNO PAR 18:30 - 06:30 7 profissionais
PLANTÃO NOTURNO ÍMPAR 18:30 - 06:30 7 profissionais
Fonte: Os autores

2.4 Descrição de Linha de Cuidado

A legislação Institui a Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP) no


âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), estabelecendo- se as diretrizes para a
organização do componente hospitalar da Rede de Atenção à Saúde (RAS) nela define
que deve ser garantido o acesso a toda a população, ainda que por meio da regulação
de vagas e de atendimentos prévios em unidades básicas de saúde. Deste modo, a
Central de Regulação determina quais hospitais receberão quais pacientes, conforme
os casos e sua complexidade, e também a especialidade de cada unidade.
Na unidade em que é realizado o estágio, o paciente vem encaminhado pela
Unidade Básica de Saúde, recebe o atendimento especializado em sua internação e
recebe alta, recebendo, ainda, um acompanhamento, conforme determina a Portaria
3390/2013 (BRASIL, 2013).

Todo o processo é feito como esta constituido na portaria 3390/2013:

Art. 6º São diretrizes da PNHOSP: I - garantia de universalidade de acesso,


equidade e integralidade na atenção hospitalar; II - regionalização da atenção
hospitalar, com abrangência territorial e populacional, em consonância com as
pactuações regionais;
III - continuidade do cuidado por meio da articulação do hospital com os demais
pontos de atenção da RAS; IV - modelo de atenção centrado no cuidado ao
usuário, de forma multiprofissional e interdisciplinar; V - acesso regulado de
acordo com o estabelecido na Política Nacional de Regulação do SUS; VI -
atenção humanizada em consonância com a Política Nacional de
Humanização; VII - gestão de tecnologia em saúde de acordo com a Política
Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS; VIII - garantia da qualidade
da atenção hospitalar e segurança do paciente; IX - garantia da efetividade dos
serviços, com racionalização da utilização dos recursos, respeitando as
especificidades regionais; X - financiamento tripartite pactuado entre as três
esferas de gestão; XI - garantia da atenção à saúde indígena, organizada de
acordo com as necessidades regionais, respeitando-se as especificidades
socioculturais e direitos estabelecidos na legislação, com correspondentes
alternativas de financiamento específico de acordo com pactuação com
subsistema de saúde indígena; XII - transparência e eficiência na aplicação de
recursos; XIII - participação e controle social no processo de planejamento e
avaliação; e XIV - monitoramento e avaliação (BRASIL, 2013, s/p).

Figura 7: Fluxograma para internação de pacientes no HRMS


Fonte: Os autores

Em todas essas etapas, são adotadas várias medidas a fim de garantir o


cuidado integral ao paciente, destacando-se, entre elas: avaliação do risco,
higienização e proteção contra infecção hospitalar, atenção intensiva se necessária,
dentre outras. São adotados códigos de cores conforme o risco do paciente, com área
verde, área amarela e área vermelha, sendo esta última para os pacientes mais graves.

2.4.1 Ferramentas de Gestão no HRMS

No HRMS são utilizadas ferramentas de gestão, para melhorar e ampliar o


atendimento ao paciente pensando sempre na melhoria,algumas ferramentas sao
usadas para se manter tudo em ordem e atualizado cumprindo assim todas as RDCs
exigidas,tais como :
Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), uma ferramenta que contribui para a
otimização da gestão hospitalar, cuja finalidade é simplificar “a comunicação entre
profissionais de saúde e ajuda a minimizar falhas e equívocos”, bem como na redução
de “custos com papéis e usar melhor o espaço da instituição” (COSTA et al, 2011, p. 5).
Lean usado nas emergencias do HRMS adotado em 2009 ,um projeto do
Ministério da Saúde cujo objetivo é reduzir a superlotação nas urgências e
emergências de hospitais públicos e filantrópicos, buscando organizar fluxos internos
para otimizar recursos, espaços e insumos. Com isso, melhora-se o tempo de
atendimento, passagem e permanência do paciente na unidade hospitalar. (YAFUSSO,
2019)
Política Nacional de Humanização (PNH), é adotada de forma perceptível no
HRMS, nas rodas de conversa, nas “redes e movimentos sociais”, na qual buscam
adotar uma “gestão dos conflitos gerados pela inclusão das diferenças”, bem como
propondo a inclusão dos “usuários e suas redes sócio-familiares nos processos de
cuidado” na “corresponsabilização no cuidado” (BRASIL, 2017).
Gestão Eletrônica de Documentos (GED), possuindo “todos os documentos
referentes aos processos administrativos” estão digitalizados e interligados pela
informatização ao “Prontuário Eletrônico do Paciente”, obtendo assim a integração e
melhora na organizacao.
O fluxograma é utilizado de varias formas nos hospitais na padronizacao de
todos os processos gerencial, cuja “representação gráfica que se utiliza símbolos
previamente convencionados”, que permite “a descrição clara e precisa do fluxo, ou
sequência, de um processo, bem como sua análise e redesenho”. Pode ser
considerado “o gráfico em que se representa o percurso ou caminho percorrido para
alcançar um objetivo” (SILVA, 2009).

2.4.2 Conceitos de Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde

O Programa Nacional de Segurança do Paciente foi lançado em 1º de abril de


2013 pelo Ministério da Saúde e ANVISA e propõe um conjunto de medidas para
prevenir e reduzir a ocorrência de incidentes nos serviços de saúde,eventos ou
circunstâncias que poderiam resultar ou que resultaram em dano desnecessário para o
paciente. A administração de um medicamento em dosagem maior que a adequada
sem causar dano, a queda do paciente de uma maca ou leito hospitalar (o incidente
com dano é um evento adverso), ou o alerta de um profissional antes que um
procedimento fosse realizado em um paciente errado são exemplos de incidentes tudo
de acordo com a Resolução RDC nº 36, de 25/07/13” (BRASIL, 2013).
Com tudo ainda se encontra muita insatisfaçao com o antendimento e qualidade
dos serviços prestados pela area da saude e para uma melhora,a Organização Mundial
da Saúde (OMS) propôs seis metas a serem alcançadas em atenção a Segurança do
Paciente, que estão dispostas em seis Protocolos de Segurança do Paciente, nas
Portarias 1377/2013 e 2095/2013: Cirurgia Segura; Identificação do Paciente; Prática
de Higiene das mãos; Prevenção de Quedas; Segurança na Prescrição e de Uso e
Administração de Medicamentos e, Úlcera por Pressão. (BRASIL, 2020)
Os princípios de segurança a serem implementados são: prevenção e controle
de eventos adversos em serviços de saúde, incluindo as infecções relacionadas à
assistência à saúde; segurança nas terapias nutricionais, enteral e parenteral;
comunicação efetiva entre profissionais do serviço de saúde e entre serviços de saúde;
estimulo a participação do paciente e dos familiares na assistência prestada; promoção
do ambiente seguro. (BRASIL, 2020)
3 CONCLUSÃO

Ao fim do estagio no hospital HRMS podemos observar que nos foi permitido
uma rotaçao pelas diversas areas observando e acompanhando o funcionamento no
aspecto gerencial,o que nos proporcionou aquisição viva e participada de
conhecimentos e assim percebendo a necessidade de se manter sempre atualizado,
pois essa area esta em constante mudanças o que nos da uma melhoria na prestação
de serviços, na qual está focado no ser humano e nao apenas em cuidar da doença.
O estágio possibilita uma inserção do estudante a realidade profissional, uma
maior dinâmica na troca de informações,encontra-se com vários desafios que precisam
ser enfrentados ao assumir essa atribuiçao que podem ser lidados de diversas
maneiras.
Com essa experiencia podemos observar e estudar medidas a serem feitas tanto
ao paciente quando ao lugar onde ele ficara para o restabelecimento de sua saúde
proporcionando a ele uma melhor qualidade de vida .
O estudo assume um papel relevante como embasamento para nortear o
profissional dentro do ambiente hospitalar, em todos os campos abranjentes do
gerenciamento,tem tambem como importancia a realizaçao do trabalho para o
estudante sendo proporcionado um entendimento a realidade do gerenciamento nos
hospitais,para que assim possa ser evitado erros que podem causar danos ao
paciente.

REFERÊNCIAS
AGUIAR, Carlos Eduardo dos Reis. Manual de normas e rotinas: um instrumento
para melhorar a qualidade em um pronto socorro municipal. Universidade Federal
do Paraná, Especialista em Gestão em Saúde. CURITIBA, 2016.
BAHIA, Maria Tereza Ramos. Gerenciamento de recursos materiais em
enfermagem. Aula 14, Administração em Enfermagem I, Curso de Graduação em
Enfermagem da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Juiz de Fora
(UFJF), 2019.
BRASIL. NBR 6492: Representação de projetos de arquitetura. ABNT, Associação
Brasileira de Normas Técnicas. ABR, 1994. Disponível em:
https://www.ufjf.br/projeto3/files/2011/03/NBR-6492-Representa%C3%A7%C3%A3o-
de-projetos-de-arquitetura.pdf, acesso em: mar/2021.
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Federais. Ministério da Educação. 2020. Disponível em:
http://www2.ebserh.gov.br/web/hc-ufg/seguranca-de-paciente, acesso em: abr/2021.
BRASIL. Política Nacional de Humanização – HumanizaSUS. Ministério da Saúde.
Governo Federal. 28/07/2017. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-
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BRASIL. Portaria nº 3.390, de 30 de dezembro de 2013. Disponível em:
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt3390_30_12_2013.html>.
Acesso em: 10 mar. 2021.
BRASIL. Resolução ANVISA RDC nº 306, de 7 de dezembro de 2004. 2004a.
Disponível em:
<https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2004/res0306_07_12_2004.html>.
Acesso em: 10 mar. 2021.
BRASIL. Resolução COFEN-293/2004. 2004b. Disponível em:
<http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-2932004_4329.html>. Acesso em: 10 mar.
2021.
BRASIL. Resolução Nº 283, de 12 de julho de 2001. Conselho Nacional Do Meio
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BRASIL. Resolução-RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002. ANVISA, Agência
Nacional de Vigilância Sanitária. Ministério da Saúde. Saúde Legis - Sistema de
Legislação da Saúde. 2002. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2002/rdc0050_21_02_2002.html,
acesso em: mar/2021.
BRASIL. Segurança do Paciente: RDC nº 36, de 25/07/13. Agência Nacional de
Vigilância Sanitária – Anvisa. 2013. Disponível em:
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/seguranca-do-paciente,
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CASTILHO, V.; GONÇALVES, V. L. M. Gerenciamento de Recursos Materiais. In:
KURCGANT, P. Gerenciamento em Enfermagem. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan,
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Publicado em 21 de julho de 2020. Disponível em: https://blog.hygia.com.br/gestao-
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