Você está na página 1de 54

Histórias de Vida e Trabalho

Autor(a)
Instituto iungo
Etapas

Ensino Médio - 1° Ano

Ensino Médio - 2° Ano

Ensino Médio - 3° Ano


Modalidade

Presencial

Semipresencial
Resumo
O contato com narrativas sobre o mundo do trabalho é o mote para que os jovens reflitam sobre suas
próprias experiências, perspectivas e inquietudes, o que contribui para a construção de seus Projetos de
Vida. Nesta atividade, eles entrevistam pessoas do seu convívio para conhecer sua história e suas
trajetórias profissionais. A turma trabalha em grupos e sistematiza as principais aprendizagens sobre essas
conversas em caricaturas.
Ícone do plano

Etapas de Construção
Temas
Mundo do trabalho; Família; Histórias de vida
Dimensões

Pessoal

Profissional
Competências Gerais

6 - Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e entender as relações do mundo do trabalho,


do exercício da cidadania e do seu projeto de vida

8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional


Expectativas de aprendizagem
 Possibilitar que os estudantes reflitam sobre como a história de vida das pessoas e seus percursos
profissionais se entrelaçam.
 Contribuir para o fortalecimento dos vínculos dos jovens com seus familiares.
 Criar oportunidades para que os estudantes repensem seu presente e projetem o seu futuro, a
partir do contato com experiências de outras pessoas sobre o mundo do trabalho.
Materiais de referência
ARRIGONI, Mariana de Mello. Debatendo os conceitos de Caricatura, Charge e Cartoon. III Encontro
Nacional de Estudos da Imagem, 2011
http://www.uel.br/eventos/eneimagem/anais2011/trabalhos/pdf/Mariana%20de%20Mello%20Arrigoni.pdf  
Base Nacional Comum Curricular
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Censo da
Educação Básica 2019: notas estatísticas. Brasília, 2020.
INSTITUTO PENÍNSULA | Observatório do professor
http://www.institutopeninsula.org.br/observatoriodoprofessor/pesquisa/  
LEÃO, Geraldo; NONATO, Symaira. Juventude e trabalho
http://observatoriodajuventude.ufmg.br/publication/view/colecao-cadernos-tematicos-juventude-e-trabalho/  
TODOS PELA EDUCAÇÃO | Profissão professor
Aulas do plano

Aula 1
Recursos
- Cartolina / papel kraft
- Lápis de cor
- Canetinhas Hidrográficas
Ação Prévia

Sem atividades prévias.

Introdução

1. Organize a sala formando um semicírculo com as carteiras. Acolha os estudantes, criando um ambiente
positivo para o início da aula, e apresente as atividades planejadas e suas expectativas de aprendizagem.

2. Provoque os estudantes a refletirem sobre questões relacionadas às escolhas profissionais. Problematize


com a turma fazendo as seguintes perguntas:

 Qual a importância da profissão e do trabalho na vida de uma pessoa?


 O que leva certas pessoas a escolherem determinado campo profissional?

Dica metodológica

Uma das formas de desenvolver a problematização é iniciar a aula a partir da configuração de um


problema, propondo desafios estruturados ou fazendo perguntas. Assim é possível gerar curiosidade,
engajar a turma para o tema proposto, mobilizar os estudantes a quererem saber mais. O professor
também possibilita que os estudantes formulem hipóteses e faz emergir seus pensamentos e
conhecimentos prévios sobre o assunto da aula. Essas respostas são um bom diagnóstico para ele poder
decidir como seguir com a sua abordagem.

3. Para mobilizar a turma e também ampliar o conhecimento dos jovens, apresente dados e trajetórias de
determinada profissão. 

Nossa recomendação, professor, é que você paute a carreira docente e sua própria história, já que assim
terá condições de falar da sua experiência e tematizar um campo de trabalho que impacta diretamente a
vida dos estudantes, além de reforçar um vínculo de confiança e abertura com eles. Traga histórias de seu
percurso na docência, de modo a inspirar e levar os jovens a refletirem sobre suas próprias escolhas para o
mundo do trabalho. Pesquise e organize também informações atuais sobre a carreira de professor. Você
pode:

 Apresentar dados que revelam aspectos positivos, desafiadores, contradições sobre ser professor
e articular com sua experiência profissional.
 Relatar situações pessoais e significativas que foram vivenciadas ao longo da sua trajetória
profissional e que geraram aprendizagens.
 Falar das competências que precisou (e ainda precisa) desenvolver para ser professor. Encerre
essa etapa da aula ampliando o diálogo com a turma e respondendo a eventuais perguntas dos
estudantes.

Para saber mais

 Segundo o Censo Escolar de 2019, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio
Teixeira – INEP, o Brasil tem 2,2 milhões de professores na Educação Básica.
 De 2.160 professores entrevistados em 2019 para a pesquisa Profissão Professor, 49% não
recomendariam a profissão para um jovem.
 A pesquisa qualitativa Observatório do Professor, promovida pelo Instituto Península e pela
PS2P em 2018, revelou que muitos professores consideram que a escola pública é um bom
emprego e que muitas vezes remunera melhor que a escola privada. 
Desenvolvimento

4. Em seguida, proponha à turma um desafio: cada estudante escolherá duas pessoas de seu convívio para
entrevistar. Será um bate-papo sobre a trajetória profissional e suas histórias de vida.

Para saber mais!

Conhecer histórias e trajetórias profissionais de pessoas próximas pode ser exemplar para os estudantes
construírem seus projetos de vida. É uma forma de ter contato com narrativas diversas daquelas de
pessoas famosas, com carreiras amplamente reconhecidas, ou dos “exemplos de sucesso”, e de conhecer
trajetórias possíveis, desejos, percalços e rotinas vivenciadas por pessoas que vivem contextos próximos
aos dos estudantes. A relação e a proximidade entre os estudantes e os entrevistados podem culminar em
uma conversa mais livre, sincera, e estreitar os laços afetivos dos jovens com seus familiares e amigos.

5. Peça que cada jovem se dedique primeiramente à seleção de seus entrevistados. É relevante sugerir que
escolham dois perfis bem distintos um do outro, para assim terem relatos diversificados. Por exemplo, se
um entrevistado for mais jovem, o ideal é que o outro seja mais velho. Se um for homem, o outro pode ser
uma mulher. 

Dica metodológica

Apoie os estudantes a definirem seus critérios para a seleção dos entrevistados, apresentando a eles
algumas possibilidades a considerarem em sua decisão, tais como escolher pessoas com diferenças
relativas a:

 Idade
 Gênero
 Nível de escolarização
 Nível de realização profissional
 Profissão (de preferência de áreas do conhecimento também diferentes)

6. Informe que a conversa pode ser registrada em texto, foto, áudio ou vídeo. Explique aos jovens que,
durante as conversas, muita coisa vai ser dita, e não dá para confiar na memória. O tipo de registro é de
livre escolha do estudante, mas reforce a importância de garantir anotações das informações mais
importantes. Avise também que os bate-papos devem ser realizados até a aula seguinte e serão essenciais
para a continuidade das atividades.
Dica metodológica

Aproveite para sensibilizar os estudantes sobre a importância de manterem o hábito de sempre fazer
registros do que vivenciam ou combinam em sala de aula. Ter essa recordação é essencial para seus
Projetos de Vida, pois por meio dela os estudantes poderão identificar suas aprendizagens, conhecer-se e
se autoavaliar. 

Para saber mais!

Se sentir necessidade, compartilhe com os estudantes algumas dicas para a realização das entrevistas:

Antes da entrevista

 Crie um roteiro de perguntas para levar para o encontro com o entrevistado.


 Evite criar perguntas cujas respostas possam ser apenas “sim” ou “não” e prefira aquelas que
começam ou sejam complementadas por “Como” ou “Por quê”.
 Faça perguntas curtas e focadas em um único assunto.
 Prefira marcar a entrevista presencial com o entrevistado, se for possível.

Durante a entrevista

 Faça uma pergunta de cada vez.


 Se não entender bem alguma resposta, peça que o entrevistado dê exemplos.
 Não fique preso apenas ao roteiro prévio de perguntas, pois às vezes algumas respostas podem
dar a chance de fazer novas perguntas.
 Se optar por gravar a entrevista em vídeo, fique atento à qualidade do áudio.
 Não divulgue a gravação da entrevista na internet, a não ser que isso seja uma intenção e que o
entrevistado seja informado.

7. Convide os estudantes a se organizarem em duplas para criarem perguntas para seus entrevistados. A
tarefa de criar o roteiro para entrevista é individual, mas a ideia é que os estudantes possam se apoiar,
revisando o roteiro do colega e dando novas sugestões de perguntas. 

Dica metodológica

Circule pela sala, estimulando a turma para a criação das questões e sanando possíveis dúvidas. Busque
garantir que eles criem perguntas alinhadas a suas perspectivas de futuro, às dúvidas e até mesmo às
angústias que têm relacionadas ao futuro. Caso os estudantes tenham dificuldade para formular questões,
apresente a eles alguns exemplos para inspirá-los nesse trabalho:

 O que o levou a escolher trabalhar com aquilo que trabalha hoje?


 Era sua vontade ter o trabalho que tem hoje? Por quê?
 Esse trabalho está conectado ao seu projeto de vida? Como?
 Esse trabalho está de acordo com seus valores?
 Você está feliz com a escolha ou preferia seguir uma rota diferente? Por quê?
 Já vivenciou situações problemáticas, como assédio ou violência?
 Como avalia a valorização e o reconhecimento da profissão?
 Os estudos contribuíram para a escolha da profissão?
Fechamento

8. Encerre a aula pedindo que alguns estudantes apresentem a sua melhor pergunta criada. A ideia é que
os jovens possam se inspirar e ainda complementar seus roteiros para a entrevista ao ouvirem as questões
criadas por outros colegas.

Reforce com a turma a importância de registrarem as entrevistas, relembrando que os registros serão
essenciais na próxima aula. Esclareça possíveis dúvidas que ainda possam surgir.
Aula 2
Recursos
- Cartolina / papel kraft
- Lápis de cor
- Canetinhas Hidrográficas
Ação Prévia

Sem atividades prévias.

Introdução

1. Comece solicitando que a turma relate como foi a experiência com as entrevistas. Dê oportunidade para
que os jovens se manifestem livremente. Estimule-os a falarem sobre as boas surpresas e os desafios
enfrentados. A proposta desse momento é coletar algumas impressões e estimular todos para a próxima
etapa da aula

Desenvolvimento

2. Após esse aquecimento, peça que cada estudante consulte os seus registros das entrevistas e escolha
passagens das histórias que ouviu que dialoguem com suas perspectivas e incertezas quanto ao futuro ou
que estejam de acordo com suas visões sobre a vida e mundo do trabalho. A ideia é que os estudantes
escolham o tema mais significativo da conversa para compartilhar com os colegas.

3. Depois que todos decidirem o que vão relatar, distribua uma cartolina ou folha branca para cada
estudante, disponibilize lápis de cor e canetinhas hidrográficas e lance um desafio: convide cada jovem a
desenhar, com elementos de caricatura, uma cena que represente o tema ou o trecho da história escolhido
para compartilhamento. Para isso, é fundamental apresentar as características desse gênero discursivo, tais
como: exagero, distorção do traço, um toque de humor ou de crítica, entre outras. Assim, dedique um
tempo da aula a possibilitar que a turma conheça mais sobre os desenhos caricatos. Você também pode
estabelecer parceria com um professor da área de linguagens para trabalhar a caricatura no contexto de
gêneros textuais que contemplem a linguagem visual.

Dica metodológica

É importante ressaltar que não se espera o mesmo resultado visual de desenhos feitos por profissionais.
Circule pela turma, tranquilize os estudantes e os encoraje ao exercício da criatividade sem grandes
exigências técnicas. Também vale esclarecer para os jovens que a proposta não é fazer a caricatura da
pessoa entrevistada, e sim desenhar uma cena que revele o tema ou trecho da história escolhido.

Para saber mais!

A caricatura vem do italiano caricare, que significa “carregar”, no sentido de exagerar, ressaltar certas
características do que é retratado. Ela prioriza a distorção anatômica e o exagero na retratação de algo, e
pode ou não causar o riso. O jogo das formas nas caricaturas podem exprimir dimensões da personalidade
de uma pessoa, como hábitos e gestos característicos.

Saiba mais em:

 Debatendo os conceitos de Caricatura, Charge e Cartoon | autora Mariana de Mello Arrigoni


 Maxi Galileu | Videoaula sobre caricatura 
 CrasConversaOficial | Videoaula de caricatura

Indicamos três caricaturas que podem servir como exemplo para a turma. Você também pode buscar por
outras que considere mais adequadas ao perfil da turma.
 Imagem de caricatura da banda Queen | autor Sandro Zamboni (Zambi)
 Imagem de caricatura de um estudante na universidade | autor Costa de Souza
 Imagem de caricatura de um casamento | autor Dodô

4. Convide os estudantes a se reunirem em grupos de trabalho (cerca de 7 integrantes por grupo). Cada
jovem utiliza o seu desenho como apoio para narrar o tema ou trecho da sua história para os colegas de
grupo.

Fechamento

5. Finalize o encontro propondo uma breve avaliação aos estudantes. Para isso, solicite que os integrantes
de cada grupo sintetizem em uma palavra o principal conhecimento sobre a relação entre histórias de vida
e trabalho conquistado durante a aula. Anote cada palavra no quadro e dialogue com os estudantes sobre
as convergências e divergências entre as aprendizagens destacadas pela turma. Peça que os estudantes
também comentem livremente cada aprendizado destacado pelos grupos.

6. Informe que os desenhos ainda serão utilizados no próximo encontro. Recolha-os e guarde-os como
forma de garantir que todos os tenham em mãos na aula seguinte.

Aula 3
Recursos
- Cartolina / papel kraft
- Lápis de cor
- Canetinhas Hidrográficas
Ação Prévia

Sem atividades prévias.

Introdução

1. Inicie distribuindo os cartazes com os desenhos a seus autores. Peça que os estudantes se reúnam
novamente nos mesmos grupos de trabalho da aula passada e informe que a proposta do encontro será
retomar e compartilhar com toda a turma algumas das histórias descritas nas caricaturas.

Desenvolvimento

2. Solicite que cada grupo de trabalho dialogue sobre as histórias que foram compartilhadas por seus
integrantes. Depois da conversa, cada grupo vai selecionar a história mais significativa para ser
socializada com toda a turma. Instrua-os a escolherem a experiência que mais gerou aprendizagens para o
grupo como todo.

Dica metodológica

Caso os estudantes tenham dificuldade em eleger a história para compartilhar com os outros colegas,
problematize, trazendo questões que os auxiliem nesse processo:

 Qual história ensinou mais sobre os desafios ou oportunidades do mundo do trabalho?


 Que história surpreendeu mais os integrantes do grupo?
 Qual história tem o potencial de inspirar mais a construção dos seus Projetos de Vida?

3. O estudante cuja conversa gerou a melhor história de cada grupo pode fazer a apresentação desta para o
restante dos colegas. Convide a turma a organizar as carteiras formando um círculo. O estudante que vai
contar a sua história se dirige para o centro da roda, e os colegas ao redor, depois de ouvirem um primeiro
relato, são convidados a comentar como cada história relatada dialoga com seus anseios e expectativas
sobre mundo do trabalho.
4. Depois peça que os estudantes colem seus cartazes nas paredes da sala, formando uma exposição
visual. Estimule os jovens a circularem pelo espaço, conhecendo mais de perto os desenhos e
aprendizagens dos companheiros. Permita que a turma se movimente e dialogue livremente, trocando
conhecimentos.

Dica metodológica

Esse momento de culminância da atividade é um disparador da apropriação de resultados pelos


participantes. Assim é importante que os estudantes reconheçam a relevância do que viveram e
comemorem as aprendizagens alcançadas. Você, professor, pode ajudar a turma a significar esse
momento e a torná-lo inclusive mais festivo preparando dinâmicas para incrementar a interação entre os
participantes, utilizando músicas ou estratégias de jogos.

Fechamento

5. Solicite que os estudantes se organizem novamente em grupos (cerca de 7 integrantes) para a realização
da avaliação da atividade. Proponha inicialmente que cada estudante faça um exercício individual, de
autoavaliação, refletindo e respondendo à pergunta: Como as histórias de vida e trajetórias profissionais
que ouvimos me inspiram na construção do meu futuro?

Em seguida, os estudantes compartilham livremente as suas respostas com os colegas de grupo, que
devem formular uma frase sintetizando o que foi levantado por seus integrantes e apresentá-la para toda a
turma. Anote as contribuições de cada grupo no quadro.

Dica metodológica

Você pode estimular os estudantes a transformarem um caderno em “diário de bordo” para as aulas de
Projetos de Vida. Esse instrumento poderá ser personalizado livremente por cada estudante e estimulará a
prática do registro pelos jovens. Em momentos de avaliação e autoavaliação, o “diário” pode ser
consultado e ao mesmo tempo receber novas anotações.

6. Convide os estudantes a refletirem também sobre a criação das caricaturas. Solicite que eles respondam
à seguinte pergunta: A produção das caricaturas mobilizou o desenvolvimento da criatividade? Como?

Solicite que os jovens dialoguem sobre a questão em grupo e sintetizem a discussão em uma frase. Faça
mais uma vez a anotação das frases no quadro.

7. Finalize voltando aos objetivos formativos da atividade, que foram apresentados na primeira aula. Peça
que os grupos respondam às seguintes questões: O que diriam que há de mais importante na relação entre
o trabalho e a história de vida das pessoas próximas a vocês? A visão de vocês sobre isso mudou ao longo
da atividade?

Convide mais uma vez os grupos a compartilharem suas respostas sintetizadas em uma frase e as anote no
quadro.

Encerre a aula fazendo sua avaliação. Em seu comentário, costure as sínteses registradas no quadro,
comentando aspectos do trabalho individual e colaborativo dos estudantes, como mobilizaram a
criatividade na elaboração das caricaturas e desenvolveram aprendizagens sobre o mundo do trabalho. 

Para realizar à distância

A atividade pode ser realizada total ou parcialmente à distância. A seguir, apresentamos algumas dicas
para organização das aulas no contexto de trabalho remoto.

Orientações gerais
As orientações gerais para a turma, as falas de introdução e contextualização da atividade, assim como
momentos de participação coletiva de toda a turma, podem ser feitos por meio de encontros em
plataformas de videoconferência (como Hangouts, Skype, Microsoft Teams, Zoom) ou mesmo pelo
compartilhamento via WhatsApp de vídeos gravados por você.

Trabalho colaborativo

Nos momentos de trabalho colaborativo, como quando os estudantes trabalham na escolha das melhores
histórias geradas pelas entrevistas, os grupos podem se reunir em salas de videoconferência. Para isso,
combine com a turma um horário comum para que todos os grupos se reúnam, cada agrupamento em uma
sala diferente. Peça que compartilhem com você o link para as salas e, ao longo do tempo determinado
para a atividade, faça visitas com duração de 5 a 10 minutos a cada grupo para acompanhar as ações, tirar
dúvidas e apoiar os estudantes na busca pelos melhores caminhos para solucionar eventuais dificuldades
na resolução da atividade.

Compartilhamento de produções

Os estudantes podem compartilhar suas produções, como os desenhos caricatos, em um ambiente digital
de armazenamento (como Google Drive ou OneDrive). No caso das produções textuais, as ferramentas de
comentários desses programas podem ser utilizadas tanto por você quanto pelos estudantes para deixar
comentários e devolutivas nos arquivos postados.

Momentos avaliativos

Nos momentos avaliativos coletivos, reúna a turma em uma sala de videoconferência para dialogar sobre
o percurso da atividade, o desenvolvimento de competências e o trabalho colaborativo. Se optar por
colher a perspectiva dos estudantes de forma mais individualizada, é possível recorrer a formulários on-
line (como o Google Forms ou SurveyMonkey). Caso considere necessário realizar devolutivas
individuais, elas podem ser encaminhadas por e-mail ou WhatsApp.

Sistematização e armazenamento dos conteúdos e produções

Para gestão da turma e armazenamento das produções realizadas na atividade, você pode fazer uso de
ferramentas que permitam a criação de turmas e postagem de documentos, por exemplo, o Google Sala de
Aula.

Dilemas do mundo e do cotidiano


Autor(a)
Instituto iungo
Colaboradores
Regiany Silva
Etapas

Ensino Médio - 2° Ano

Ensino Médio - 1° Ano

Ensino Médio - 3° Ano


Modalidade

Presencial
Semipresencial

À distância
Resumo
Os estudantes são convidados a debater temas e situações que expressam dilemas sociais ou pessoais. Em
grupos, participam de rodadas de debates e são convocados a se posicionar eticamente em relação a temas
complexos. A experiência de discutir coletivamente cria oportunidades para os jovens refletirem sobre
suas questões pessoais e desenvolverem o autoconhecimento.
Ícone do plano

Etapas de Construção
Temas
Ética e valores; Dilemas
Dimensões

Pessoal

Social

Profissional
Competências Gerais

7 - Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis

10 - Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e


determinação
Expectativas de aprendizagem

 Promover o desenvolvimento do autoconhecimento por meio de debates sobre dilemas sociais ou


pessoais.
 Criar oportunidades para que os jovens aprendam a se posicionar eticamente diante de dilemas e
construam uma compreensão própria sobre o que é ética.
 Promover debates sobre temas contemporâneos a partir de ideias e argumentos bem embasados e
alinhados aos valores dos estudantes.
Materiais de referência
BARENDSEN, Lynn; FISCHMAN, Wendy. GoodWork Toolkit: excellence, ethics, engagement.
Harvard College, Project Zero, 2010.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: Ministério da Educação, 2017.
Aulas do plano
Aula 1
Recursos
- Não requer recursos especiais
Ação Prévia

Sem atividades prévias.

Introdução

1. Professor, acolha a turma criando um ambiente aberto à participação ativa. Para engajar os estudantes
no tema da aula, inicie contando a seguinte história: uma versão adaptada de uma notícia do jornal Diário
de Pernambuco (a notícia pode também ser acessada aqui):

No mês de maio de 2014, durante greve da Polícia Militar no estado de Pernambuco, várias lojas da
cidade de Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife, foram saqueadas. Diversos moradores
arrombaram as portas das lojas da cidade e levaram os produtos. Foi um clima de guerra, e
participaram do saque idosos, jovens e até crianças.

Porém, quando as imagens do saque começaram a ser divulgadas na imprensa e nas redes sociais, a
cidade viveu outro fenômeno coletivo: as pessoas começaram a devolver os produtos. O delegado do
município na época, Alberes Félix, contou que recebeu telefonemas dos moradores dizendo que estavam
arrependidos e queriam devolver, na delegacia, o que haviam roubado, desde que tivessem a garantia de
que não seriam presos.

Com o incentivo de que não seriam detidos, a maioria dos moradores devolveu os produtos. O delegado
estima que 80% dos produtos saqueados foram devolvidos.

2. Depois de fazer esse relato, lance as seguintes perguntas aos jovens:

 Quais conflitos os moradores que praticaram os saques em Abreu e Lima podem ter sentido?
 O que vocês fariam no caso do delegado?
 Vocês já vivenciaram alguma situação em que não sabiam o que fazer ou qual posição tomar?
Qual foi ela?

Possibilite que os estudantes respondam às questões livremente. Vá costurando as respostas, utilizando


suas falas para começar a construir com a turma as primeiras noções do que é um dilema ético. Ainda não
é o momento de aprofundar essa discussão, apenas estimule-os a querer saber mais sobre o tema. Depois,
apresente o percurso formativo da atividade e informe que serão dois encontros para aprender com muitos
dilemas desafiadores.

Para saber mais!

Uma pessoa enfrenta um dilema quando vivencia uma situação complexa, divergente e de difícil solução.
Geralmente, o dilema é um problema que pede uma decisão, e, para que essa escolha seja feita, existem
duas ou mais respostas contraditórias. Por qualquer resposta que se opte, há sempre uma insatisfação
sobre a decisão tomada – algo a ganhar e algo a perder. Os dilemas são complexos, porque normalmente
envolvem questões éticas relacionadas aos valores das pessoas e ao bem comum. Para se tomar uma
decisão ética diante de um dilema, é preciso analisar o que essa decisão gera para o indivíduo que a toma
e para seu entorno.

Desenvolvimento

3. Solicite que os estudantes se organizem em grupos (de aproximadamente cinco integrantes cada) para
discutir alguns dilemas sociais. Sugira que evitem se agrupar com os colegas com quem já estão mais
acostumados a conversar e trocar opiniões.
Para a discussão dos grupos, imprima as cartelas do Anexo 1. Cada cartela apresenta informações sobre
um determinado dilema social. Elas também trazem perguntas, a partir das quais os estudantes irão refletir
juntos e se posicionar em relação a eles.

O Anexo 1 contém cinco cartelas, ou seja, há cinco dilemas sociais distintos. A proposta é que você
distribua duas cartelas para cada grupo. Por isso, será importante imprimir mais de uma cópia de cada
uma (outra opção que recomendamos fortemente é criar novas cartelas, que dialoguem de forma direta
com o contexto da escola e da turma). Calcule a quantidade de acordo com o número de estudantes em
sala de aula. Uma alternativa para evitar impressões é enviar as cartelas por mensagem ou e-mail, pelo
celular.

Dica metodológica

Para que os estudantes façam uma boa gestão do tempo e debatam em profundidade os dois dilemas
sorteados, oriente-os a escolher um integrante do grupo para assumir a liderança na condução das
discussões. O jovem que liderar fica responsável por garantir que todos no grupo participem ativamente,
trazendo suas opiniões, sem que o debate perca o foco. Sugira também que outro estudante da equipe
fique atento ao relógio a fim de garantir igual tempo para cada um dos dilemas que estarão em discussão.

Circule pela sala de aula, acompanhando de perto cada grupo e tomando nota sobre a participação dos
estudantes no trabalho coletivo. Você pode usar essas anotações para dar uma devolutiva aos estudantes
no momento de avaliação da aula. Assim, observe e busque evidências sobre se os estudantes estão
colaborando bem entre si, se estão participando ativamente, emitindo suas opiniões, exercitando a escuta
e construindo bons argumentos, se o diálogo está pautado pelo respeito e os jovens estão conseguindo
estabelecer relações entre os dilemas sociais e as situações que já vivenciaram.

Para saber mais!

Os educadores Wendy Fischman e Lynn Barendsen, da Universidade de Harvard, apontam que refletir em
grupo, a partir de dilemas, pode gerar muitas aprendizagens. Segundo eles, aprendemos a fazer melhores
escolhas diante de dúvidas e situações complexas quando entramos em contato primeiramente com as
experiências desafiadoras de outras pessoas. A partir do exemplo de histórias que estão fora do nosso
contexto, é possível aprender a lidar com dilemas nas nossas próprias vidas. (Para acessar o conteúdo,
disponível em inglês, clique aqui)

Estimular os jovens a pensar a partir de narrativas ou convidá-los a debater dilemas sociais de maior
abrangência os capacita a refletir sobre seus valores e suas crenças e como suas escolhas podem afetar
tanto sua vida quanto a dos outros.

Por meio do debate coletivo, os jovens reveem suas crenças, seus valores e sentimentos e passam a
considerar novos pontos de vista. Desse modo, a reflexão coletiva baseada em dilemas possibilita que
cada um construa sua compreensão sobre o que é ética.

Muitas vezes, os estudantes podem se sentir vulneráveis para falar sobre si mesmos ou ter dificuldade
para responder uma pergunta pessoal. No debate em grupo, eles podem se sentir mais confortáveis para
abordar determinados assuntos e se abrir para a reflexão acerca de questões que consideram desafiadoras
para si mesmos, num exercício de autoconhecimento e reflexões pessoais. 

Arquivos anexados emDesenvolvimento


Anexo 1 - Cartelas de dilemas sociais.pdf
Fechamento

4. Após o tempo destinado aos debates, envolva a turma em um processo de avaliação do encontro.
Solicite que todos se organizem em um círculo e promova uma roda de conversa. Você pode fazer as
seguintes questões:

 Como foi o trabalho em grupo? Todos participaram dando suas opiniões?


 Houve confronto de ideias? Se sim, essas discussões foram pautadas por respeito e bons
argumentos?
 Alguém mudou de posição, convencido por argumentos contrários?
 Foi possível aprender a partir da escuta dos colegas?
 Algum dos dilemas apresentados se relaciona a dilemas pelos quais vocês já passaram ou sobre
os quais já haviam refletido?

Utilize suas anotações sobre o trabalho em equipe da turma. A cada resposta dos estudantes, contribua
trazendo evidências do que você observou durante o debate. Por fim, peça aos estudantes que sigam
pensando nos próprios dilemas e nos das pessoas com quem convivem, pois isso será muito importante
para o encontro seguinte.

Aula 2
Recursos
- Não requer recursos especiais
Ação Prévia

Sem atividades prévias.

Introdução

1. Acolha os estudantes com entusiasmo. Depois, para mobilizá-los para a aula, conte a seguinte história
ficcional:

O jovem Marcos tem 16 anos e está se preparando para a saída do Ensino Médio. Ele mora em
Divinópolis, uma cidade do interior de Minas Gerais, e sua família tem um pequeno comércio na cidade,
uma loja que vende material elétrico. A expectativa de seus pais é que ele venha a trabalhar na loja e,
com o tempo, assuma os negócios da família para que eles possam se aposentar.

Porém Marcos sonha em ir morar em Belo Horizonte e estudar Artes Visuais. Ele não consegue se
imaginar sendo feliz trabalhando na loja elétrica. Seus pais ainda não apoiam sua vontade de ir à
universidade, mas ele acha que, se escolher continuar os estudos optando por uma carreira mais
tradicional, como Direito ou Medicina, pode ser que consiga a ajuda da família para ir estudar na
capital. Depois que entrar na universidade, ele pensa em mudar de curso. Assim, Marcos está
considerando desistir de seu desejo de ser artista por enquanto e escolher um curso universitário pelo
qual não tem interesse.

2. Depois de fazer o relato, informe à turma que essa não é uma história real, mas que foi inspirada em
muitas histórias reais de jovens. Então, apresente as seguintes questões aos estudantes:

 Quais dilemas éticos um jovem pode vivenciar passando por uma situação semelhante à da
história de Marcos?
 O que vocês fariam caso se encontrassem em uma situação parecida?
 Vocês conhecem alguém que já vivenciou dilemas parecidos aos narrados na história de Marcos?
Quem?

Estimule os jovens a responder às questões de forma voluntária. A proposta aqui não é fazer uma
discussão que consuma muito tempo. Vá trazendo alguns comentários que os auxiliem a comparar a
natureza dos dilemas sociais debatidos na aula anterior e os dilemas pessoais enfrentados pelo
personagem Marcos. Depois, informe os objetivos formativos do encontro e destaque que a proposta é
que todos realizem uma atividade análoga à vivenciada na aula passada, porém, dessa vez, o foco do
debate estará nos dilemas vividos pelos próprios estudantes em seu cotidiano. 

Desenvolvimento

3. Convide os jovens a um exercício de diagnóstico individual. Cada um vai buscar identificar algum
dilema pessoal que esteja vivenciando ou que já tenha vivenciado, relacionado ao seu cotidiano e aos seus
projetos de vida. Depois que cada estudante identificar seu dilema pessoal, entregue-lhes a ficha que se
encontra no Anexo 2, para que façam o registro da situação. É importante orientar os estudantes a narrar
seu dilema de forma bem sintética, seguindo as orientações da ficha e sem se identificar.

Depois, cada estudante dobra sua ficha e a devolve ao professor. Caso o jovem não consiga se lembrar de
uma situação própria, ele pode registrar um dilema de alguém que conheça. Alerte-os para que não
descrevam situações pessoais que possam expô-los ou constrangê-los diante dos colegas. Recolha todos
os papéis e coloque-os em uma caixa.

Dica metodológica

Para ajudar os jovens a fazer o levantamento de dilemas em sua vida, você pode estimulá-los a pensar nos
relacionamentos com seus familiares e amigos, em questões relacionadas à vida estudantil ou às escolhas
do futuro.

4. Solicite que os estudantes se organizem em grupos (cinco integrantes cada). É importante orientar que
não se agrupem com os mesmos colegas da aula passada. Circule pela sala com a caixa contendo os
dilemas criados pelos jovens e convide cada integrante de cada grupo a sortear um dos papéis. Em
seguida, cada estudante lê o dilema sorteado para os colegas e todo o grupo escolhe dois dilemas para
debater em profundidade.

Para provocar as discussões, você pode compartilhar as seguintes perguntas com os grupos:

 Quais posicionamentos são possíveis diante desse dilema?


 Com quais deles vocês mais concordam? Por quê?
 O que vocês fariam no lugar de quem está vivenciando o dilema? Por quê?
 Vocês já passaram ou passam por algum dilema parecido?
 O que o dilema ensina sobre suas vidas?

Dica metodológica

É importante recomendar aos jovens que cuidem para que as discussões sejam respeitosas, sem ofensas
ou menosprezo aos dilemas dos colegas. Peça novamente que os jovens escolham um integrante do grupo
para liderar a condução das discussões e outro para fazer a gestão do tempo, como foi feito na aula
anterior. Acompanhe de perto o desenvolvimento do debate nos grupos. Busque avaliar se as situações
relatadas e escolhidas pelos estudantes são realmente complexas, desafiadoras e ambíguas. Caso sobre
tempo, estimule cada grupo a debater mais de dois dilemas.

Arquivos anexados emDesenvolvimento


Anexo 2 - Ficha de dilema pessoal.pdf
Fechamento
5. Inicie a avaliação de toda a atividade. Convide os estudantes a permanecer nos grupos da fase anterior.
Oriente cada equipe a responder com apenas uma frase às seguintes questões:

 Qual foi o aprendizado mais significativo que nós conquistamos ao discutir os dilemas sociais?
 Qual foi o aprendizado mais significativo que nós conquistamos ao debater nossos dilemas
pessoais?

Depois, peça que um representante de cada grupo compartilhe as respostas com toda a turma. Faça
comentários valorizando as aprendizagens, demonstrando aos estudantes como o contato com os desafios
e as narrativas de outras pessoas pode ensinar e inspirar boas reflexões para a vida de cada um.

6. Feche a aula promovendo uma roda de conversa descontraída, pedindo que os jovens explicitem suas
principais reflexões pessoais ao final do percurso formativo. Estimule-os a responder às seguintes
questões:

 Quais são os valores que orientam minha vida e minhas escolhas? Por quê?
 Eu alterei a forma de pensar ou sentir alguma questão da minha vida? O que foi alterado?
 O que é ética para mim?

Para realizar a distância

A atividade pode ser realizada total ou parcialmente a distância. A seguir, apresentamos algumas dicas
para a organização das aulas no contexto de trabalho remoto.

Orientações gerais

As orientações gerais para a turma, as falas de introdução e contextualização da atividade, assim como
momentos de participação coletiva de toda a turma, podem ser feitos por meio de encontros em
plataformas de videoconferência (como Hangouts, Skype, Microsoft Teams, Zoom) ou mesmo pelo
compartilhamento via WhatsApp de vídeos gravados por você.

Trabalho colaborativo

Nos momentos de trabalho colaborativo, como nos debates sobre dilemas, os grupos podem se reunir em
salas de videoconferência e construir os registros escritos de forma colaborativa, utilizando ferramentas
como o Google Docs. Para isso, combine com a turma um horário comum para que todos os grupos se
reúnam, cada agrupamento em uma sala diferente. Peça a eles que compartilhem com você o link para as
salas e, ao longo do tempo determinado para a atividade, faça visitas com duração de 5 a 10 minutos a
cada grupo para acompanhar as ações, tirar dúvidas e apoiar os estudantes na busca pelos melhores
caminhos para solucionar eventuais dificuldades na resolução da atividade.

Compartilhamento de produções

Os grupos podem compartilhar seus dilemas pessoais com o professor por meio de mensagens de e-mail
ou WhatsApp, ou em um ambiente digital de armazenamento (como Google Drive ou OneDrive).

Momentos avaliativos

Para os momentos de avaliação do processo, reúna a turma em uma sala de videoconferência para
dialogar sobre o percurso da atividade, o desenvolvimento de competências e o trabalho colaborativo.
Outra opção é que essa interação aconteça via WhatsApp, com troca de mensagens de texto e/ou de áudio
entre os estudantes e o professor, bem como encerramento com devolutiva em áudio do docente.

Sistematização e armazenamento dos conteúdos e das produções


Para gestão da turma e armazenamento das produções realizadas na atividade, você pode fazer uso de
ferramentas que permitam a criação de turmas e postagem de documentos, por exemplo, o Google Sala de
Aula.

Os outros são nosso espelho


Autor(a)
Naira Delazari
Colaboradores
Mafalda Franke, Alessandra Dorini, Salete Joceli de Freitas, Saionara, Claudiane Nunes da Silva, Fatima
de Godoy, Karine Burgel Facin, Rosane Nunes da Silva Toaldo, Mara Simone Xavier Alves, Patrícia
Mellegari, Jocelei Aparecida Poggere
Etapas

Ensino Médio - 1° Ano

Ensino Médio - 2° Ano

Ensino Médio - 3° Ano


Modalidade
Presencial
Resumo
Refletir sobre pessoas que nos inspiram
Ícone do plano

Etapas de Construção
Temas
Identidade; Adolescências; Juventudes; Autoconhecimento; Histórias de vida; Família
Dimensões

Pessoal

Social
Competências Gerais
6 - Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e entender as relações do mundo do trabalho,
do exercício da cidadania e do seu projeto de vida

8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional

9 - Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação


Expectativas de aprendizagem

Conhecer-se e lidar melhor com seu corpo, seus sentimentos, suas emoções e suas relações interpessoais,
fazendo-os respeitar e respeitando os demais. Favorecer o convívio com a diferença, valorizar a
participação política e social. Promover a aprendizagem colaborativa, desenvolvendo nos estudantes a
capacidade de trabalharem em equipe e aprenderem com seus pares. Compreender e utilizar a linguagem
corporal como relevante para a própria vida, integradora social e formadora de identidade.

Materiais de referência
Instituto iungo e Porvir | Projete-se - Projetos de vida na escola: adolescências e juventudes
https://spoti.fi/3nIomOK 
Instituto iungo e Porvir | Projete-se Projetos de vida na escola – Emoções e autocuidado
https://spoti.fi/3nIomOK 
Instituto iungo | Projetos de Vida – série de entrevistas com Valéria Arantes
https://bit.ly/pvvaleriaarantes 
Aulas do plano

Pessoas que nos inspiram


Recursos
- Smartphones
- Internet
- Projetor
- Folhas brancas
- Canetas
- Lápis
Ação Prévia

Cópias dos materiais do Quadrinho (Cartoon) do Quino "Por que justo eu tenho ser como sou?".

Introdução

Organizar espaços com carteiras em círculos. Acolher os estudantes e mobilizá-los para o momento de
reflexão.

Desenvolvimento

Após o acolhimento, dialogar sobre a intencionalidade do encontro. Entregar o quadrinho do Quino. Em


seguinda, realizar os seguintes questionamentos:

a) A frase "Por que justo eu tenho que ser como eu sou?"...

b) Os sentimentos de Felipe sobre si mesmo parecem ser...

c) O quadrinho apresentado faz você pensar...

Na sequência, realizar-se-á a Dinâmica: colar folha A4 nas costas e cada aluno escreve a qualidade do
outro. Após, realizar momento de reflexão.

Próxima encaminhamento, questionar os alunos sobre:


Quem são as pessoas que inspiram você e porquê?

Se você pudesse entrevistar essa pessoa, quais questionamentos faria?

Fechamento

Momento de socialização dos questionamentos.

Realizar momento de encontro com pessoas que inspiram.

Gêneros Textuais
Autor(a)
Marisa Telo
Colaboradores
Helena Domingos Amaral Ribeiro
Etapas
Ensino Médio - 1° Ano
Modalidade
Semipresencial
Resumo
Parte 1 Explorar, em publicações reais alguns gêneros discursivos (dentro de uma série apontada pelo
professor): Artigo de opinião, entrevista, charge, reportagem, notícia, tirinha, cartum, editorial. Foto e
legenda de foto. Parte 2 Voltar à exploração dos gêneros discursivos mas, desta vez, por meio dos temas
sugeridos pelos próprios estudantes, Parte 3 Cada grupo criará um portfólio com o tema e os textos
escolhidos no Padlet.
Ícone do plano

Etapas de Construção
Temas
Comunicação: gêneros discursivos
Dimensões
Profissional
Competências Gerais

1 - Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social,


cultural e digital

4 - Utilizar diferentes linguagens para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e


sentimentos
9 - Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação
Expectativas de aprendizagem

Os temas elencados são apenas um artifício que desperte o interesse dos estudantes para, enfim, explorar,
compreender e apropriar-se das características de diferentes gêneros discursivos.

Materiais de referência
Projeto Faz Sentido | Tecnologias no ensino médio
https://bit.ly/tecEM 
Aulas do plano

Portfólio de Gêneros - 1
Recursos
- Smartphones
- Computador / tablet
- Internet
- Tesouras
- Cola
- Biblioteca / sala de leitura
Ação Prévia
 Para a aula, é importante que os estudantes levem de casa algum material ou recurso que será
utilizado na aula: jornais, revista, cola, tesoura
Introdução

Dividir os estudantes em grupo. Os que estão na modalidade on-line devem acionar um dos grupos para
dele participar virtualmente, por videochamada ou algum outro recurso.

Explicar aos alunos como se desenvolverá a atividade e quais são os objetivos.

Desenvolvimento

Aqui, já a preparação para a aula 2

20´

1. Os alunos, em grupo, escolherão temas dos quais gostem ou sobre os quais tenham
curiosidade/interesse. O número de temas pode ser equivalente ao número de integrantes do
grupo.
2. Os temas devem ser escritos em uma folha e encaminhados para a professora.

------------

Atividades da aula

20´ Hora de explorar jornais e revistas

Os estudantes presenciais irão trabalhar com jornais e revistas, tesoura e cola. Quem está em casa, deve
trabalhar com as mídias digitais e encaminhar sua pesquisa para o grupo.

Os participantes devem procurar exemplos de

 Artigo de Opinião
 Editorial
 Tirinha
 Charge ou cartum ou ambos
 Entrevista
 Notícia
 Reportagem

Para encontrar esses gêneros, é fundamental pesquisar sobre eles e, além disso, contar com o apoio da
professora que ficará circulando entre os grupos, tirando dúvidas, orientando as escolhas.

Fechamento

 Roda de conversa em que a turma discute sobre o percurso da aula e as aprendizagens


desenvolvidas, a partir de perguntas disparadoras sobre os gêneros discursivos explorados
durante a aula.
 Os grupos exibirão os resultados de suas pesquisas aos outros grupos antes de entregá-los à
professora

Portfólio de Gêneros 2
Recursos
- Smartphones
- Computador / tablet
- Internet
- Projetor
Ação Prévia

A ação prévia para esta aula foi realizada na aula anterior: os temas foram encaminhados para a
professora, que, então, preparou um padlet para expor os trabalhos, ao encerramento desta aula:

https://padlet.com/marisa_telo/goiz7tw6fu2y1hz7

Introdução

 Organização da sala de aula, para o trabalho em grupo


 Apresentação do percurso da atividade e de suas expectativas de aprendizagem.
 Retomada das aprendizagens realizadas durante a ação prévia e a aula anterior
 Orientação: explicar aos alunos o que acontecerá durante a aula: A busca por diferentes gêneros
discursivos para o tema escolhido pelo grupo.
Desenvolvimento

 Em grupos, os estudantes irão buscar os diferentes gêneros textuais para o tema que
escolheram.É possível que queiram mudar de tema, o que não é problema.
 Estudantes da modalidade presencial e on-line devem trabalhar juntos na pesquisa, escolhendo:
um artigo de opinião, um editorial sobre o tema, uma entrevista, uma tirinha, uma charge ou
cartum, uma foto e sua legenda, uma notícia e uma reportagem. É muito importante andar entre
eles e tirar dúvidas.
 Avaliação processual, com momentos para os estudantes refletirem sobre as aprendizagens e
identificarem as dúvidas e desafios relacionados à atividade
Fechamento

 Roda de conversa em que a turma discute sobre o percurso da aula e as aprendizagens


desenvolvidas, a partir de perguntas disparadoras feitas pelo(a) professor(a).
 Avaliação final da atividade e devolutivas do professor, em que se destaque o envolvimento da
turma e as aprendizagens desenvolvidas.

Portfólio de Gêneros 3
Recursos
- Smartphones
- Computador / tablet
- Internet
- Projetor
Ação Prévia

Finalização do Padlet do grupo.

Gêneros Textuais
Autor(a)
Marisa Telo
Colaboradores
Helena Domingos Amaral Ribeiro
Etapas
Ensino Médio - 1° Ano
Modalidade
Semipresencial
Resumo
Parte 1 Explorar, em publicações reais alguns gêneros discursivos (dentro de uma série apontada pelo
professor): Artigo de opinião, entrevista, charge, reportagem, notícia, tirinha, cartum, editorial. Foto e
legenda de foto. Parte 2 Voltar à exploração dos gêneros discursivos mas, desta vez, por meio dos temas
sugeridos pelos próprios estudantes, Parte 3 Cada grupo criará um portfólio com o tema e os textos
escolhidos no Padlet.
Ícone do plano

Etapas de Construção
Temas
Comunicação: gêneros discursivos
Dimensões
Profissional
Competências Gerais

1 - Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social,


cultural e digital

4 - Utilizar diferentes linguagens para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e


sentimentos

9 - Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação


Expectativas de aprendizagem
Os temas elencados são apenas um artifício que desperte o interesse dos estudantes para, enfim, explorar,
compreender e apropriar-se das características de diferentes gêneros discursivos.

Materiais de referência
Projeto Faz Sentido | Tecnologias no ensino médio
https://bit.ly/tecEM 
Aulas do plano

Portfólio de Gêneros - 1
Recursos
- Smartphones
- Computador / tablet
- Internet
- Tesouras
- Cola
- Biblioteca / sala de leitura
Ação Prévia
 Para a aula, é importante que os estudantes levem de casa algum material ou recurso que será
utilizado na aula: jornais, revista, cola, tesoura
Introdução

Dividir os estudantes em grupo. Os que estão na modalidade on-line devem acionar um dos grupos para
dele participar virtualmente, por videochamada ou algum outro recurso.

Explicar aos alunos como se desenvolverá a atividade e quais são os objetivos.

Desenvolvimento

Aqui, já a preparação para a aula 2

20´

1. Os alunos, em grupo, escolherão temas dos quais gostem ou sobre os quais tenham
curiosidade/interesse. O número de temas pode ser equivalente ao número de integrantes do
grupo.
2. Os temas devem ser escritos em uma folha e encaminhados para a professora.

------------

Atividades da aula

20´ Hora de explorar jornais e revistas

Os estudantes presenciais irão trabalhar com jornais e revistas, tesoura e cola. Quem está em casa, deve
trabalhar com as mídias digitais e encaminhar sua pesquisa para o grupo.

Os participantes devem procurar exemplos de

 Artigo de Opinião
 Editorial
 Tirinha
 Charge ou cartum ou ambos
 Entrevista
 Notícia
 Reportagem

Para encontrar esses gêneros, é fundamental pesquisar sobre eles e, além disso, contar com o apoio da
professora que ficará circulando entre os grupos, tirando dúvidas, orientando as escolhas.

Fechamento

 Roda de conversa em que a turma discute sobre o percurso da aula e as aprendizagens


desenvolvidas, a partir de perguntas disparadoras sobre os gêneros discursivos explorados
durante a aula.
 Os grupos exibirão os resultados de suas pesquisas aos outros grupos antes de entregá-los à
professora

Portfólio de Gêneros 2
Recursos
- Smartphones
- Computador / tablet
- Internet
- Projetor
Ação Prévia

A ação prévia para esta aula foi realizada na aula anterior: os temas foram encaminhados para a
professora, que, então, preparou um padlet para expor os trabalhos, ao encerramento desta aula:

https://padlet.com/marisa_telo/goiz7tw6fu2y1hz7

Introdução

 Organização da sala de aula, para o trabalho em grupo


 Apresentação do percurso da atividade e de suas expectativas de aprendizagem.
 Retomada das aprendizagens realizadas durante a ação prévia e a aula anterior
 Orientação: explicar aos alunos o que acontecerá durante a aula: A busca por diferentes gêneros
discursivos para o tema escolhido pelo grupo.
Desenvolvimento

 Em grupos, os estudantes irão buscar os diferentes gêneros textuais para o tema que
escolheram.É possível que queiram mudar de tema, o que não é problema.
 Estudantes da modalidade presencial e on-line devem trabalhar juntos na pesquisa, escolhendo:
um artigo de opinião, um editorial sobre o tema, uma entrevista, uma tirinha, uma charge ou
cartum, uma foto e sua legenda, uma notícia e uma reportagem. É muito importante andar entre
eles e tirar dúvidas.
 Avaliação processual, com momentos para os estudantes refletirem sobre as aprendizagens e
identificarem as dúvidas e desafios relacionados à atividade
Fechamento

 Roda de conversa em que a turma discute sobre o percurso da aula e as aprendizagens


desenvolvidas, a partir de perguntas disparadoras feitas pelo(a) professor(a).
 Avaliação final da atividade e devolutivas do professor, em que se destaque o envolvimento da
turma e as aprendizagens desenvolvidas.

Portfólio de Gêneros 3
Recursos
- Smartphones
- Computador / tablet
- Internet
- Projetor
Ação Prévia

Finalização do Padlet do grupo.

Imagem e autoimagem
Autor(a)
Instituto iungo
Etapas

Ensino Médio - 1° Ano

Ensino Médio - 2° Ano

Ensino Médio - 3° Ano


Modalidade

Presencial

Semipresencial

À distância
Resumo
Os estudantes são convidados a refletir sobre a imagem que projetam de si mesmos nas redes sociais. A
partir dessa reflexão, criam e enviam questionários com perguntas sobre si para os seus colegas,
familiares e amigos responderem via WhatsApp. Então, cada jovem confronta sua autoimagem com o
modo como é visto por outras pessoas. Esse intercâmbio de percepções contribui com o desenvolvimento
do autoconhecimento pelos estudantes e o reconhecimento da importância dessa competência para a
construção de seus projetos de vida.
Ícone do plano

Etapas de Construção
Temas
Autoconhecimento; Identidade
Dimensões
Pessoal
Competências Gerais
8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional

9 - Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação


Expectativas de aprendizagem

 Engajar a turma em um exercício de autoconhecimento e reflexão sobre imagem e autoimagem.


 Oportunizar que os jovens percebam como o olhar do outro sobre eles pode influenciar seus
posicionamentos e suas escolhas na vida.
 Possibilitar que os estudantes compreendam que o modo como cada um se vê afeta sua forma de
ser e agir no mundo.
Materiais de referência
Base Nacional Comum Curricular
Faz Sentido | Vida digital, capítulo 6
Fundação Telefônica Vivo | Juventudes e Conexões – 3ª edição. Empreendedorismo.
Instituto Iungo | Primeiro passo: o conceito de Projetos de Vida (parte 2)
https://www.youtube.com/watch?v=HmkeKFbcP_U  
Aulas do plano

Aula 1
Recursos
- Computador / tablet
- Smartphones
- Internet
- Post-its ou tarjetas em papel
Ação Prévia

1. Apresente aos estudantes o vídeo “Are you living an Insta lie? Social media versus reality” (Você está
vivendo uma mentira no Insta? Redes sociais versus realidade) e a reportagem da revista TPM “Vida
perfeita só existe no Facebook”, indicados ao lado. Solicite que a turma assista ao vídeo e leia a
reportagem em casa, antes da primeira aula. Os dois materiais abordam o esforço das pessoas para
mostrarem sua melhor imagem ao mundo nas redes sociais. Eles também revelam como essa busca em
aparentar sempre uma vida feliz, bela e bem-sucedida pode acabar impactando a percepção que o sujeito
tem de si mesmo.

Para que os jovens façam uma leitura crítica do material e se preparem da melhor forma para as
discussões em sala de aula, ofereça-lhes um conjunto de perguntas. Você pode alterar ou complementar
esse roteiro com outras questões.

 O que te leva a querer fazer uma postagem nas redes sociais?


 Você acha que a imagem que você transmite nas redes sociais condiz com a percepção que tem
de si mesmo?
 Você já fez alguma postagem nas redes sociais buscando demonstrar algo que não estava
verdadeiramente sentindo ou vivendo?
 Você já viu alguma postagem de um familiar ou amigo e teve a sensação de ele estar simulando
sua realidade, como se estivesse criando uma personagem?
 De acordo com o texto, por trás de cada imagem perfeita, há uma vida real. O que vocês acham
dessa afirmação? Para vocês, há uma divisão entre a “vida digital” e a “vida real”?

Para saber mais:

 TPM | Vida perfeita só existe no Facebook.


 DitchtheLabel | Are you living an Insta lie? Social media versus reality

Tarefa 2: Peça que os estudantes escolham um conteúdo que tenham postado em alguma rede social.
Oriente-os a eleger um post que os represente, que comunique bem quem eles são e demonstre o jeito de
o jovem ser ou pensar. O post pode ser um texto, uma imagem, uma notícia, um vídeo, um meme, entre
outros tipos de postagem que eles já tenham feito. Informe, ainda, que cada um irá apresentar seu post aos
colegas durante a aula. 

Dica metodológica

Ao solicitar que os estudantes se preparem em casa para uma aula, o professor inverte o processo
tradicional de ensino e aprendizagem. Quando a turma já chega à sala com algum conhecimento sobre o
tema que será tratado, é possível otimizar o tempo e promover mais interações entre os estudantes, além
de debater os conteúdos com maior profundidade e qualidade. Essa estratégia da sala de aula invertida
também tem o potencial de gerar o desejo nos jovens de saber mais sobre o assunto, assim eles já chegam
mobilizados para o encontro formativo.

Introdução

1. Acolha os estudantes, criando um ambiente receptivo e de confiança, para que participem ativamente
das discussões. Procure engajá-los e ao mesmo tempo colocar em pauta o tema estudado em casa.
Comece perguntando se todos assistiram ao vídeo, se leram a reportagem e o que acharam do conteúdo.
Retome brevemente as perguntas orientadoras e permita que eles respondam livremente. Em seguida,
apresente os objetivos formativos da atividade, destacando que a proposta principal será refletir sobre as
diferenças e as semelhanças entre as formas como cada um se percebe e como é percebido por outras
pessoas.

Desenvolvimento

2. Depois, convide a turma a se organizar em trios. Cada estudante vai mostrar aos colegas do grupo o
post que selecionou. Ao apresentar a postagem, ele receberá uma devolutiva dos integrantes do grupo.
Todos irão avaliar, justificando suas opiniões, se o conteúdo o representa bem, ou seja, se tem “a cara” ou
“faz o estilo” de quem o postou. Depois que cada estudante mostrar sua postagem e receber os
comentários dos colegas, ele também explicará por que fez a escolha, explicitando como se vê
representado naquele conteúdo.

Finalizado esse intercâmbio, em que os estudantes puderam falar um pouco sobre como buscam se
mostrar nas redes sociais, convide-os a refletir coletivamente, tendo como base também a reportagem e o
vídeo que foram estudados para a aula. Cada grupo vai conversar, buscando responder às seguintes
perguntas:

 Depois das trocas com os colegas, o que cada um descobriu sobre si mesmo? Foi possível
entender mais sobre sua forma de participar e se mostrar nas redes sociais? Como ela é? Dê
exemplos.
 É possível dizer que a forma como somos vistos nas redes sociais é próxima de quem somos fora
delas? Por quê?
 Ao visitar perfis nas redes sociais, já houve momentos em que se sentiram melhores ou piores
que alguém? Por quê?
 Ver postagens de outras pessoas nas redes sociais já gerou em vocês sentimentos como alegria,
inveja, tristeza, solidão, vontade de estar junto? Dê um exemplo e explique o porquê.

Feche essa etapa solicitando que cada grupo apresente a reflexão mais relevante (apenas uma) com base
nas trocas com os colegas. Procure fazer conexões entre as reflexões apresentadas, ressaltando as
diferenças e semelhanças entre elas. 

Dica metodológica

O objetivo do momento é possibilitar que os jovens, a partir de suas experiências nas redes sociais,
comecem a refletir sobre a imagem que têm de si mesmos. Para isso, é importante ajudá-los a avaliar as
formas como atuam nas redes sociais e fora delas para que ponderem as crenças, os valores e os
sentimentos que estão por trás das postagens que fazem. Tome cuidado para não induzir a uma dicotomia
entre as formas de ser e agir no mundo real e no virtual, evitando que eles avaliem suas experiências fora
das redes sociais como as mais reais ou autênticas.
Ao longo da mediação das discussões, é importante conectar ideias afins, bem como conduzir esse breve
diálogo de modo a evitar que os estudantes tirem conclusões apressadas. Permitir que haja dúvidas ou
perguntas sem respostas nessa fase pode mantê-los mobilizados para os próximos passos da atividade.

Para saber mais!

A relação com a tecnologia e a internet é uma marca da geração atual, conhecida como “nativos digitais”.
Os estudantes já nasceram com os dispositivos digitais mediando sua relação com o mundo e têm uma
experiência intensa e imersiva de conexão. Eles tendem a passar boa parte do tempo em redes sociais,
jogando ou consumindo conteúdos diversos. Suas relações, com amigos e familiares, não são apenas
presenciais. Elas também englobam momentos de diálogo e troca por meio das tecnologias digitais. Os
jovens convivem, têm conflitos e até namoram virtualmente. “Já namorei perfil fake, demorou um ano, e
eu com perfil fake também. Era uma questão de não aceitação e também porque estava na moda.” O
depoimento é de um jovem que participou da pesquisa Juventudes e Conexões, empreendida pela
Fundação Telefônica, em 2019. Segundo a investigação, os jovens contam que

“utilizam esse tipo de perfil para interagir, comportar-se, expressar-se de forma diferente daquela que
representa em seu perfil ‘oficial’, estabelecendo relações baseadas no anonimato ou na criação de um
personagem”. Mas, com base nos dados coletados, os pesquisadores também concluem que o perfil fake
não pode ser considerado tão falso quanto parece a princípio, pois ele reforça outras questões reais
daquele indivíduo.

Outro estudo sobre a vida digital, sistematizado pelo movimento Faz Sentido (que é capitaneado por
várias instituições da área de educação), demonstra que muitas amizades dos jovens surgem nas redes
sociais e ficam circunscritas a esse meio, sem que eles se conheçam fisicamente. O depoimento de uma
jovem, citada pelo estudo, confirma essa ideia: “pessoalmente eu não conheço, mas eu sei do que ela
gosta, quem são os amigos dela, e isso é o que conta. Assim como ela sabe de mim, então eu acho que dá
pra construir uma relação de amizade, de afeto, pela internet”. Ainda que para alguns adultos, nascidos
antes da internet, faça sentido a divisão entre vida real e vida digital ou virtual, essa distinção não
corresponde mais às formas de ser e estar no mundo dos jovens. Para eles, a virtualidade das redes sociais
não se opõe ao real e é melhor compreendida como uma extensão dessa realidade.

Para saber mais:

 TV Cultura | Quando o real se confunde com o virtual.

3. Nesta etapa, o trabalho será individual, mas oriente os estudantes a permanecer em trios, assim,
poderão seguir colaborando uns com os outros. Conte que farão um experimento em três etapas para
investigar e refletir sobre a imagem que projetam no mundo e as percepções que têm sobre si mesmos:

 Na primeira fase, cada um vai testar seu autoconhecimento respondendo a 10 perguntas de um


questionário.
 Depois, cada estudante vai enviar pelo menos cinco dessas perguntas que respondeu a cinco
amigos ou familiares responderem como se fosse ele.
 Por fim, os jovens confrontam as respostas que deram ao questionário com as que obtiveram
dessas outras pessoas.

Apresente aos estudantes o conjunto de perguntas a seguir:

 O que mais valorizo na relação com minha família?


 O que os estudos significam para mim?
 Qual é meu maior sonho?
 Quais são as três coisas que me deixam com mais raiva?
 Quais são as três coisas que me deixam mais feliz?
 Quais são as três coisas que me deixam mais ansioso?
 O que me faz sentir medo?
 O que me faz ou me faria sentir inveja?
 Quais são as três coisas que me deixam mais sem paciência?
 O que me dá mais prazer na vida?
 Quais são meus três melhores talentos?
 Do que eu mais gosto no meu corpo?
 O que mais gosto de fazer para descansar?
 Quais são meus três maiores desafios nos relacionamentos com as pessoas?
 O que mais valorizo nos relacionamentos com os amigos?
 O que eu faria se um amigo me ofendesse?
 Como eu agiria se fosse desafiado a cantar em público?
 O que eu sentiria se fosse mal em uma prova?
 Como eu me comportaria se tivesse de ficar sem acesso à internet durante uma semana?
 Como eu reagiria se me pedissem para guardar um segredo?
 Se eu ganhasse um prêmio de loteria, qual seria a primeira coisa que compraria?
 Como eu reagiria se fosse roubado?
 Como eu reagiria se alguma pessoa me dissesse o que tenho de fazer da minha vida?

Esclareça que cada estudante deve escolher 10 perguntas do questionário acima para responder. Para que
seja realmente um bom exercício de autoconhecimento, recomende que escolham as 10 questões mais
difíceis de dar uma resposta com rapidez. Abra a possibilidade para que incluam outras perguntas no
questionário, se desejarem.

É importante ressaltar para a turma que todas as respostas precisam ser justificadas, ou seja, cada
estudante, no seu exercício individual, precisa explicitar o porquê de suas contestações. Recomende que
cada jovem guarde consigo seu questionário, sem permitir que nenhum colega da turma tenha acesso ao
que foi respondido por ele.

4. Informe aos estudantes que o próximo passo será testar a imagem que eles projetam no mundo, ou seja,
o que outras pessoas, fora da escola, pensam sobre eles. Para isso, solicite que escolham cinco amigos ou
familiares. Peça a eles que evitem escolher os colegas da sala de aula. Depois, indique que eles utilizem
os seus aparelhos celulares e enviem às pessoas escolhidas, pelo aplicativo WhatsApp, pelo menos cinco
das perguntas que acabaram de responder, explicando, em uma breve mensagem, por que estão fazendo
isso.

Recomende que os estudantes obtenham as respostas dos amigos e familiares até a próxima aula. 

Dica metodológica

Caso não seja possível contar com o uso dos aparelhos celulares dos estudantes, essa atividade pode ser
realizada com a utilização de computadores conectados à internet, com a troca de questionários por e-mail
ou utilizando o aplicativo Google Forms, por exemplo. Também é possível solicitar que os estudantes
passem as perguntas para as outras pessoas em papel, solicitando que devolvam as respostas até a aula
seguinte.

Fechamento

5. Promova uma breve avaliação da aula. Distribua post-its ou tarjetas aos estudantes. Convide-os a
responder às seguintes perguntas:

 O que eu descobri sobre a minha autoimagem?


 O que eu descobri sobre a imagem que os outros podem ter de mim?

Cada resposta deve ser escrita em um post-it, utilizando apenas uma palavra. Cole os post-its no quadro e
teça comentários sobre as ideias registradas pelos estudantes, buscando conectar temas afins. A partir das
contribuições de todos, auxilie os estudantes a perceber como a construção da sua autoimagem tem
profunda relação com a imagem que as pessoas com quem eles convivem têm deles.
Encerre alertando os estudantes para levarem as respostas recebidas via WhatsApp para a próxima aula.
Informe que, no encontro seguinte, eles terão um tempo para analisá-las em sala. 

Aula 2
Recursos
- Smartphones
- Computador / tablet
- Internet
Ação Prévia

Sem atividades prévias.

Introdução

1. Recepcione a turma com entusiasmo. Peça que eles comentem como foi a troca de mensagens via
WhatsApp, se receberam todas as respostas às suas solicitações. Permita-os que dialoguem livremente
sobre a experiência e, depois, apresente o percurso formativo previsto para o encontro.

Desenvolvimento

2. Convide os jovens a fazer, inicialmente, um balanço individual das respostas que receberam aos seus
questionários. A proposta é que confrontem sua autoimagem com as impressões que outras pessoas
demonstraram ter sobre eles.

Primeiramente, cada jovem retoma as respostas que deu às perguntas de seu questionário pessoal, criado
na aula anterior. Depois, analisa as respostas que obteve dos amigos ou familiares. Para essa análise,
primeiramente, busca identificar semelhanças e diferenças entre elas e faz registro de suas observações
em um caderno. Para auxiliar a turma nesse processo de análise, você pode sugerir que cada jovem
busque refletir sobre as seguintes questões:

 As pessoas te veem da forma como você se vê? Por quê?


 Você descobriu algo que ainda não tinha percebido sobre si a partir da resposta dada por alguma
pessoa ao seu questionário?
 Você discordou de alguma resposta que recebeu? Por quê?

Para finalizar essa etapa, cada jovem seleciona a resposta mais surpreendente, entre as que obteve via
WhatsApp. A ideia é eleger aquela que demonstre uma grande divergência entre o que o jovem respondeu
sobre si mesmo e a percepção de outra pessoa sobre ele.

3. Proponha que a turma se organize em grupos (de aproximadamente cinco integrantes). Recomende que
os estudantes evitem se agrupar com colegas com que tenham muita intimidade.

Oriente cada jovem a apresentar ao grupo aquela resposta que considerou mais surpreendente na dinâmica
de intercâmbio de questionários. À medida que cada um apresenta como se viu e como foi visto por outra
pessoa, os companheiros no grupo também comentam como responderiam à questão. A proposta é que
todos possam falar sobre a imagem que têm do estudante em foco e explicar o porquê, explicitando qual
atitude ou comportamento levou cada um a construir essa visão. Dessa forma, todos no grupo vão falar
sobre sua autoimagem e vão receber comentários dos colegas.

Depois dessa primeira interação, incentive os estudantes a seguir trocando impressões em grupo de modo
mais espontâneo. Convoque-os a identificar semelhanças e diferenças em seus processos de troca de
mensagens, abordar os pontos positivos ou desafiadores nessa experiência. Desse modo, cada jovem
poderá elaborar mais sobre si mesmo, de forma descontraída, a partir do diálogo em grupo.

4. Se ainda houver tempo de aula, peça à turma que continue fazendo reflexões, porém, agora, em uma
dinâmica diferenciada. A proposta é que cada grupo leia frases e avalie se concorda ou não com a ideia
transmitida por elas e justifique o porquê de sua escolha. Por isso, compartilhe com cada grupo as
seguintes frases:

 Cada pessoa tem uma imagem própria de si mesmo e ela é fruto de seus valores, suas crenças e
suas vivências. Concordamos ou discordamos? Por quê?
 A maneira como uma pessoa se vê determina suas ações, suas reações e suas escolhas.
Concordamos ou discordamos? Por quê?
 Muitas vezes, a autoimagem que uma pessoa constrói é influenciada pelo olhar que as outras
pessoas têm sobre ela. Concordamos ou discordamos? Por quê?

Os grupos irão debater as três afirmações e vão contestar cada uma delas com apenas uma frase também.
Ou seja, para cada frase analisada, os estudantes respondem com outra frase. Ao final das discussões, um
jovem representante lê as respostas de seu grupo para o restante da turma. À medida que cada grupo
compartilha suas percepções, você pode tecer comentários que estimulem a turma a compreender a
importância do autoconhecimento para a construção de seus projetos de vida.

Dica metodológica

Circule pelos grupos enquanto os estudantes estão debatendo as três afirmações. Cuide para que todos os
integrantes participem ativamente emitindo suas opiniões. Faça problematizações para ajudá-los a
perceber outros pontos de vista sobre cada frase em discussão. Não há necessariamente resposta certa ou
errada, pois cada um pode chegar a conclusões bem particulares ao longo do diálogo. No entanto, com
sua mediação, você pode provocá-los a refletir sobre a imagem que fazem sobre si mesmos e que
impactos essa autoimagem tem em suas escolhas e seus posicionamentos. Você pode ainda convidá-los a
discutir se o olhar dos outros sobre eles influencia suas formas de pensar e agir. Esse momento de
diálogo, educador, é um exercício de desenvolvimento do autoconhecimento pelos estudantes. Portanto,
ajude-os também a reconhecer a importância, os desafios e a complexidade de se avançar na descoberta
de si mesmo.

Para saber mais!

Segundo a pesquisadora e professora da Universidade de São Paulo Valéria Arantes, no vídeo indicado ao
lado, o desenvolvimento do autoconhecimento está relacionado ao despertar no estudante a sensibilidade
para que ele perceba a si mesmo e tome consciência dos próprios sentimentos, dos próprios valores e das
próprias ideias. À medida que o estudante se conhece e ganha consciência do que gosta, do que acredita e
do que quer para sua vida, ele também tem mais condições de desenvolver a autonomia. Por isso, a
promoção do autoconhecimento é muito importante para a construção de projetos de vida pelos jovens.

Saiba mais em:

 Instituto iungo | Primeiro passo: o conceito de Projetos de Vida (Parte 2).


 Saber Coletivo | Autoconhecimento: o que é, benefícios e como desenvolver.

Fechamento

5. Inicie a avaliação da atividade convidando a turma para a criação de um mapa mental, o que vai
permitir que os estudantes identifiquem e organizem as aprendizagens conquistadas ao longo da
atividade.

Dica metodológica

Criar um mapa mental é organizar ideias e conhecimentos em um esquema visual, o que é uma boa forma
de sistematizar conceitos e reflexões de forma rápida, promovendo uma revisão do percurso formativo.
Para a organização do mapa mental, escreva as palavras autoconhecimento, imagem e autoimagem no
centro do quadro. Distribua post-its ou tarjetas aos estudantes. Solicite que eles escrevam nos post-its
palavras-chave que representam os conhecimentos trocados ao longo do percurso (uma palavra-chave por
post-it). Eles podem registrar quantas palavras quiserem. Convide-os a colar seus post-its no quadro,
conectando o que registraram no papel a um dos três conceitos apresentados por você. Eles também
podem fazer conexões com outras ideias deixadas no quadro por seus colegas. É importante que, na hora
que o estudante conectar sua palavra-chave a outra, ele justifique a razão de ter feito essa associação.
Depois do mapa concluído, peça que os estudantes, de forma voluntária, elaborem mais a partir da rede de
palavras criada pela turma.

6. Finalize a aula dando mais um passo na avaliação da atividade, provocando os estudantes a fazer uma
síntese a partir do mapa mental que foi criado. Para isso, você pode fazer as seguintes perguntas:

 Como foi a experiência de intercambiar mensagens com os colegas? Por quê?


 Como foi o trabalho em grupo? Todos participaram ativamente das discussões? O diálogo foi
respeitoso?
 A imagem que você tinha sobre si mesmo foi alterada depois da atividade? Por quê?
 O que é autoconhecimento?
 Qual é a importância de se desenvolver o autoconhecimento?

Para realizar a distância

A atividade pode ser realizada total ou parcialmente a distância. A seguir, apresentamos algumas dicas
para organização das aulas no contexto de trabalho remoto.

Orientações gerais

As orientações gerais, as falas de introdução e contextualização da atividade, assim como momentos de


participação coletiva de toda a turma podem ser feitos por meio de encontros em plataformas de
videoconferência (como Hangouts, Skype, Microsoft Teams, Zoom) ou mesmo pelo compartilhamento
via WhatsApp de vídeos gravados por você.

Trabalho colaborativo

Nos momentos de trabalho colaborativo, como na construção dos questionários de autoavaliação, os


grupos podem se reunir em salas de videoconferência e construir os registros escritos de forma
colaborativa, utilizando ferramentas como o Google Docs. Para isso, combine com a turma um horário
comum para que todos os grupos se reúnam, cada agrupamento em uma sala diferente. Peça que
compartilhem com você o link para as salas e, ao longo do tempo determinado para a atividade, faça
visitas com duração de 5 a 10 minutos a cada grupo para acompanhar as ações, tirar dúvidas e apoiar os
estudantes na busca pelos melhores caminhos para solucionar eventuais dificuldades na resolução da
atividade.

Compartilhamento de produções

Os estudantes podem compartilhar os questionários por meio do WhatsApp, utilizando o Google Forms,
escrevendo mensagens por e-mail ou em um ambiente digital de armazenamento (como Google Drive ou
OneDrive).

Momentos avaliativos

Para os momentos de avaliação do processo, reúna a turma em uma sala de videoconferência para
dialogar sobre o percurso da atividade, o desenvolvimento de competências e o trabalho colaborativo.
Outra possibilidade é que você lance as questões problematizadoras por WhatsApp e os estudantes as
respondam em breves mensagens de texto ou áudio.

Sistematização e armazenamento dos conteúdos e produções


Para gestão da turma e armazenamento das produções realizadas na atividade, você pode fazer uso de
ferramentas que permitam a criação de turmas e postagem de documentos, como o Google Sala de Aula.

https://planejadordeaulas.org.br/

Título do plano
BIOGIFS DO AUTOCONHECIMENTO
Autor(a)
Instituto iungo
Etapas

Ensino Médio - 1° Ano

Ensino Médio - 2° Ano

Ensino Médio - 3° Ano


Modalidade

Presencial

Semipresencial

À distância
Resumo
Na atividade, os estudantes criam e compartilham seus próprios bioGIFs, formato de meme que retrata
características e fatos da vida de uma pessoa e que, nessa atividade, é usado como ferramenta de
desenvolvimento do autoconhecimento e expressão da identidade dos jovens. Na primeira aula, são
definidos motes para descrever suas características e aspectos da relação que estabelecem com a
comunidade ao seu redor. Na segunda, colocam a mão na massa para construir seus memes.
Ícone do plano

Etapas de Construção
Temas
Autoconhecimento; Identidade; Ética e valores; Qualidades pessoais; Memes
Dimensões
Pessoal
Competências Gerais
5 - Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica,
significativa, reflexiva e ética

8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional


Expectativas de aprendizagem

1. Oportunizar que os estudantes reflitam sobre quem são e desenvolvam o autoconhecimento.


2. Estimular competências relacionadas à criatividade e ao planejamento.
3. Promover momentos mão na massa alinhados a práticas juvenis da cultura digital.
Materiais de referência
Instituto iungo | Projetos de Vida – série de entrevistas com Valéria Arantes
https://bit.ly/pvvaleriaarantes 
#Museu de Memes
bit.ly/biogifs 
Base Nacional Comum Curricular
Aulas do plano

Aula 1
Recursos
- Internet
- Smartphones
- Aplicativos para a criação de GIFs
Ação Prévia

Sem ações prévias.

Introdução

1.Faça o acolhimento da turma, criando um ambiente em que os jovens sintam-se à vontade para se
expressar e colaborar com os colegas. Em seguida, apresente o percurso da atividade e seus objetivos,
destacando aspectos relacionados ao desenvolvimento do autoconhecimento – saber de antemão o que
será aprendido, produzido e como serão as etapas de trabalho e avaliação contribui para que os estudantes
se engajem na atividade de maneira intencional.

Para saber mais!

Autoconhecimento é o exercício de compreender a si mesmo. Passa, por exemplo, por reconhecer as


próprias características, valores, interesses, potencialidades, limitações, modos de agir e tomar decisões.
No processo de construção de projetos de vida, essa é uma dimensão fundamental a ser trabalhada ao
longo de todo o percurso escolar – conhecendo bem quem é, o jovem pode dar o primeiro passo para
entender os próprios desejos e posicionamentos, estabelecer metas e se reconhecer como ser único. 

2.Pergunte quem da turma sabe o que são bioGIFs, GIFs biográficos ou GIF-homenagens. Se ninguém
souber, conte o que são essas produções e mostre alguns exemplos ( Clique aqui para ver alguns)

Para saber mais!

BioGIFs são memes que ganharam popularidade no Brasil a partir de 2013. Eles são como um filme
composto pela sequência de fotos de uma pessoa ou personagem. Cada imagem é acompanhada de frases
ou palavras que descrevem essa pessoa em um tom engrandecedor, engraçado e, muitas vezes, irônico.
No site #MUSEUdeMEMES você encontra exemplos e explicações sobre os bioGIFs. 

3. Promova um desafio-relâmpago para mobilizar a turma de forma descontraída. Escolham um


personagem ou celebridade que seja conhecido por todos. Em até 10 minutos, idealizem as frases e
palavras que comporiam o bioGIF da pessoa ou personagem.
Dica metodológica

Professor, o desafio-relâmpago é uma estratégia de mobilização da turma para a atividade, além de


possibilitar que os estudantes experimentem o processo criativo de um bioGIF. Durante o planejamento
da aula, avalie se haverá tempo disponível para realizá-lo. Se o tempo não for suficiente, vá direto para o
passo 4.

Desenvolvimento

4. Apresente o desafio central da atividade. Primeiro, a turma vai construir colaborativamente motes para
as frases e palavras que irão compor seus BioGIFs. Depois, cada um vai planejar sua produção e definir
as imagens e textos que irá utilizar. Por fim, na aula seguinte, haverá tempo para que todos finalizem e
compartilhem suas produções com familiares e amigos.

5. Oriente a turma para a construção coletiva dos motes. Peça que se organizem em grupos (cinco a sete
alunos) e que cada agrupamento sugira três motes que favoreçam o autoconhecimento e sejam pautados
por temas como identidade, sonhos, valores, sentimentos, qualidades e limitações, relações familiares,
escolares e comunitárias. Em seguida, cada grupo compartilha com a turma suas sugestões, explicando
por que as considera importantes para conhecer melhor a si mesmos. A turma então seleciona 10 desses
motes.

Dica metodológica

Caso os estudantes tenham dificuldade para formular os motes, apresente alguns exemplos para inspirá-
los, como os listados a seguir.

Motes

 Sua relação com sua família.


 Sua relação com a comunidade.
 Sua relação com a escola e os estudos.
 Seu desempenho escolar.
 As três características de que mais gosta em si mesmo.
 As três situações cotidianas que te deixam mais feliz.
 Dois aspectos que deseja mudar em sua vida.
 Três valores que considera mais importantes para a vida em sociedade.

6. Solicite que cada estudante projete o seu bioGIF, conforme o modelo de planejamento apresentado no
Anexo 1. Explique que, na próxima aula, eles terão tempo para tirar suas produções do papel e
transformá-las em bioGIFs.

Dica metodológica

Explique aos jovens que saber planejar – traçar metas e definir caminhos de ação – é uma habilidade
fundamental para que construam seus projetos de vida. Além disso, em atividades mão na massa,
contribui para que eles pensem antes de agir e elaborem suas produções com mais intencionalidade.
Nessa atividade, o planejamento é uma ação individual, mas os jovens podem permanecer nos grupos de
trabalho para trocar ideias, comentários e estimular uns nos outros a criatividade e a autorreflexão.
Circule pela sala e acompanhe o trabalho da turma, respondendo a eventuais dúvidas e avaliando se as
produções estão alinhadas à proposição da atividade. 

7. Quando os planejamentos estiverem prontos, explique que os estudantes que precisarem produzir
imagens (fotografias, ilustrações, colagens) para seus bioGIFs deverão fazer isso em casa ou em tempo
extraclasse. Também nesse tempo, é importante que todos baixem um aplicativo gratuito de produção de
GIFs e o explorem, para que aprendam a utilizar a ferramenta.
Arquivos anexados emDesenvolvimento
Planejando meu Biogif.pdf
Fechamento

8. Peça que um estudante se voluntarie para ler em voz alta parte de seu planejamento. A partir do que
observou do desenvolvimento da turma no passo anterior e se considerar necessário, utilize esse exemplo
para fazer problematizações e propor ajustes úteis aos planejamentos de toda a turma.

Encerre conferindo se os jovens têm dúvidas sobre os próximos passos da atividade e verifique quais são
as expectativas para a próxima aula. Ressalte a importância de que, no próximo encontro, todos estejam
com seus planejamentos em mãos e os celulares e imagens preparadas para a construção dos bioGIFs. 

Aula 2
Recursos
- Smartphones
- Internet
- Aplicativos para a criação de GIFs
Ação Prévia

Sem ações prévias.

Introdução

1. Para iniciar, retome com a turma as ações e os combinados feitos na aula anterior. Explique que esse
encontro será dedicado à produção dos bioGIFs e que ao final da aula haverá tempo para que os
compartilhem com familiares e amigos, além de uma conversa avaliativa sobre a atividade. 

Desenvolvimento

2. Peça que os estudantes se reúnam novamente nos grupos de trabalho da aula anterior e iniciem a
produção de seus bioGIFs, conforme o planejamento que fizeram.

Dica metodológica

Embora cada estudante esteja dedicado à sua própria produção, o agrupamento é uma forma de incentivar
trocas e ações de apoio entre os jovens. Explique que, se alguém tiver alguma dúvida ou problematização
– por exemplo, sobre como utilizar o aplicativo para construção de gifs –, pode perguntar primeiro aos
colegas de grupo. O intuito é ouvir pontos de vista diversos e construir soluções para os desafios da
atividade com os próprios colegas. Circule entre os grupos de trabalho, observando o desenvolvimento
dos trabalhos e apoiando a turma nas dúvidas que não puderem ser solucionadas pela troca entre os pares.
Além disso, problematize as produções sempre que visualizar aspectos que possam ser eticamente
problemáticos – por exemplo, frases e imagens que exponham os jovens de maneira indevida ou que
possam gerar comentários maldosos por parte de outras pessoas.

3. Finalizada a produção dos GIFs, peça que os estudantes os compartilhem com familiares e amigos –
pessoas para quem os estudantes gostariam de contar um pouco mais sobre o que aprenderam sobre si
mesmos. 
Fechamento

4. Como proposta avaliativa, com a turma em uma roda de conversas, solicite que alguns jovens se
voluntariem para apresentar e comentar suas produções com a turma. 

Dica metodológica

Durante essas apresentações, dialogue com os estudantes a partir de algumas questões, como: “Você
descobriu algo sobre si mesmo ao construir o bioGIF? Algum aspecto sobre o qual nunca tinha
pensado?”, “Você acredita que conhece bem a si mesmo? Ou precisa desenvolver ainda mais o
autoconhecimento?”. Amplie o espaço de fala para outros estudantes que queiram responder às questões.
Ainda nessa conversa, pergunte à turma: “A visão que seus colegas têm de si mesmos corresponde ao
modo como vocês os veem? Por quê?”. A partir das respostas, busque costurar a ideia de que o
autoconhecimento é um exercício constante – assim como nossas visões sobre o mundo mudam com o
passar do tempo, a compreensão que temos de nós mesmos também se altera. Em movimento semelhante,
nem sempre a visão que os outros têm de nós corresponde ao modo como nos enxergamos, mas é sempre
importante tentar entender os motivos e porquês que justificam nossos valores, ações e posicionamentos.

5. Prossiga a conversa avaliativa. Abarque aspectos do trabalho individual e colaborativo e do resultado


apresentado pelos estudantes. Dica metodológica Para disparar a conversa, proponha algumas questões
para a turma, como: “O planejamento contribuiu para que a produção dos GIFs acontecesse de forma
mais organizada? Por quê?”, “Vocês contaram com o apoio dos colegas de grupo durante a aula? Isso foi
importante? Por quê?”, “Os GIFs da turma foram divertidos e conseguiram comunicar as mensagens que
vocês queriam?”. 

6. Utilize as falas dos estudantes como gancho para encerrar a aula com sua avaliação do processo. Além
dos temas já discutidos anteriormente, comente sobre:

 O desenvolvimento das competências, observando se a atividade de fato possibilitou o


desenvolvimento do autoconhecimento, se dialogou com as práticas juvenis da cultura digital e
como ela pode ser relevante para o desenvolvimento integral dos estudantes.
 Os objetivos da atividade, conversando com a turma sobre em que medida conseguiram alcançá-
los. 

Para realizar à distância

Orientações gerais

As orientações gerais para a turma, as falas de introdução e contextualização da atividade, assim como
momentos de participação coletiva de toda a turma, podem ser feitos por meio de encontros em
plataformas de videoconferência (como Google Hangouts, Skype, Microsoft Teams, Zoom, Google Meet)
ou mesmo pelo compartilhamento via WhatsApp de vídeos gravados por você.

Trabalho colaborativo

Nos momentos de trabalho colaborativo, como quando os estudantes se organizam para idealizar motes
para os bioGIFs, os grupos podem se reunir em salas de videoconferência. Para isso, combine com a
turma um horário comum para que todos os grupos se reúnam, cada agrupamento em uma sala diferente.
Peça que compartilhem com você o link para as salas e, ao longo do tempo determinado para a atividade,
faça visitas com duração de 5 a 10 minutos a cada grupo para acompanhar as ações, tirar dúvidas e apoiar
os estudantes na busca pelos melhores caminhos para solucionar eventuais dificuldades na resolução da
atividade.

Compartilhamento de produções

Os estudantes podem compartilhar suas produções, como os planejamentos e os próprios bioGIFs, em um


ambiente digital de armazenamento (como Google Drive ou OneDrive). No caso das produções textuais,
as ferramentas de comentários desses programas podem ser utilizadas tanto por você quanto pelos
estudantes para deixar comentários e devolutivas nos arquivos postados.

Momentos avaliativos

Nos momentos avaliativos coletivos, reúna a turma em uma sala de videoconferência para dialogar sobre
o percurso da atividade, o desenvolvimento de competências e o trabalho colaborativo. Se optar por
colher a perspectiva dos estudantes de forma mais individualizada, é possível recorrer a formulários on-
line (como o Google Forms ou o SurveyMonkey). Caso considere necessário realizar devolutivas
individuais, elas podem ser encaminhadas por e-mail ou WhatsApp.

Sistematização e armazenamento dos conteúdos e produções

Para gestão da turma e armazenamento das produções realizadas na atividade, você pode fazer uso de
ferramentas que permitam a criação de turmas e postagem de documentos, por exemplo, o Google Sala de
Aula. 

Mapeando Projetos de Vida: Presente e Futuro


Autor(a)
Instituto iungo
Etapas

Ensino Médio - 1° Ano

Ensino Médio - 2° Ano

Ensino Médio - 3° Ano


Modalidade

Presencial

Semipresencial

À distância
Resumo
A atividade tem caráter diagnóstico, servindo como bússola para orientar o planejamento do professor nas
aulas voltadas ao trabalho com projetos de vida. Por meio da aplicação de um questionário, o docente
mapeia o desenvolvimento dos projetos de vida dos estudantes. Ao participar desse processo, os jovens
têm a oportunidade de refletir sobre quem são, bem como sobre os sentidos e as razões de suas aspirações
para o futuro.
Ícone do plano
Etapas de Construção
Temas
Autoconhecimento; Projeção de futuro
Dimensões

Pessoal

Profissional

Social
Competências Gerais

6 - Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e entender as relações do mundo do trabalho,


do exercício da cidadania e do seu projeto de vida

8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional


Expectativas de aprendizagem

 Criar oportunidade para que os jovens exercitem a autoavaliação e o autoconhecimento,


conectando-se consigo mesmos e refletindo sobre seus sonhos e perspectivas de futuro.
 Oferecer critérios e informações para que o professor compreenda o processo de construção dos
projetos de vida de seus alunos e, com isso, possa balizar os objetivos formativos do
componente. 
Materiais de referência
DAMON, William. O que o jovem quer da vida: como pais e professores podem orientar e motivar
adolescentes
DANZA, Hanna. Conservação e mudança dos projetos de vida dos jovens: um estudo longitudinal sobre
educação em valores
bit.ly/hannadanza 
Aulas do plano

Aula 1
Recursos
- Folhas brancas
- Smartphones
- Internet
- Folhas brancas ou cópias do questionário
Ação Prévia
Desdobramentos

Recomendamos que esta atividade seja realizada no início do ano letivo ou dos trabalhos com projetos de
vida, já que, além dos objetivos de aprendizagem que encerra, ela é bastante estratégica para o
planejamento do percurso formativo que você irá propor à turma ao longo do ano.

Isso porque a atividade propõe que cada estudante preencha um questionário cujas respostas, quando
analisadas em conjunto, servem para mapear a quantas anda o processo de desenvolvimento dos projetos
de vida dos estudantes. Será que a maior parte da turma já tem projetos de vida consolidados? Ou apenas
sonhos e vagas projeções, sem saber muito bem como alcançar seus objetivos? Será que, dentre as
dimensões em foco (pessoal, social, profissional), alguma precisa ser trabalhada com mais foco? É
possível perceber grandes diferenças entre os estudantes, no que diz respeito a quanto já avançaram na
construção de seus projetos de vida? Se sim, como você pode apoiar, ainda mais de perto, aqueles que
precisam de mais suporte?

O mapeamento de projetos de vida provocará você a refletir sobre questões como essas e a buscar as
respostas mais adequadas para a mediação das aulas a partir das indicações dos estudantes. Ainda que a
atividade possa parecer pouco engajadora, já que sua primeira parte prevê apenas o preenchimento
individual dos questionários, reforçamos a sugestão de realizá-la, pois isso poderá impactar positivamente
todo o percurso de trabalho com projetos de vida.

Introdução

1. Receba os estudantes com entusiasmo e compartilhe os objetivos da atividade, descrevendo os passos


que serão vivenciados ao longo do percurso formativo. Busque engajá-los para o encontro, lançando
algumas perguntas relacionadas ao tema da aula, como:

 O que é ter projetos de vida?


 Vocês acham que têm projetos de vida?

Dica metodológica

Iniciar a aula apresentando perguntas para a turma é umas das formas mais eficientes de engajar os
estudantes para o tema que será trabalhado no encontro. Esse exercício de problematização pressupõe a
abertura de espaços para que os jovens criem suas próprias hipóteses. Assim, a cada pergunta, permita
que eles respondam livremente e não traga suas respostas. Não “entregar” as respostas ou soluções gera
mais curiosidade e mobiliza os jovens a quererem saber mais.

Para saber mais!

Se a turma não tiver consolidada uma visão sobre o que são projetos de vida ao menos próxima à
trabalhada por esta proposta pedagógica, é importante construir esse conhecimento. Para isso, comente
sobre os aspectos essenciais dos projetos de vida, dialogando com as respostas dos estudantes, ou mesmo
exiba algum material de referência sobre o assunto. Sugerimos que utilize conteúdos da Série temática
Projetos de Vida do Instituto iungo, disponíveis aqui: para a sua leitura, o texto “Projetos de vida na
escola: o quê? Por quê? Como?”, e, para exibição para a turma, a primeira parte das videoaulas. 

Desenvolvimento

2. Depois, desafie os estudantes a irem fundo em uma reflexão sobre projetos de vida. A proposta desta
etapa é levá-los a pensar para valer no futuro e na relação que têm com as escolhas do presente. Para isso,
peça que cada jovem responda, individualmente e com bastante sinceridade, ao questionário que consta
no Anexo 1. Explique à turma que não há respostas certas ou erradas – o importante é que, de fato, elas
correspondam ao que os estudantes pensam sobre si mesmos e aquilo que projetam para suas vidas.
O questionário apresenta muitas perguntas, mas peça que os estudantes respondam com dedicação e
seriedade, sem desanimar: esse é um importante exercício de autoconhecimento, fundamental tanto para a
próxima aula quanto para o seu trabalho. 

Dica metodológica

Você pode imprimir cópias do Anexo 1 para que os estudantes respondam no papel ou mesmo apresentar
o modelo e pedir que respondam em folhas brancas avulsas. Outra opção é construir o questionário no
Google Forms ou no SurveyMonkey (aplicativos de criação de formulários) e solicitar que os estudantes
o respondam on-line, com o uso de seus celulares ou de computadores da escola. As perguntas que
compõem o questionário disponibilizado aos estudantes e as orientações para análise foram inspiradas nos
trabalhos de Damon (2009) e Danza (2019). É importante que até a aula seguinte você possa acessar e
analisar as respostas da turma. O questionário o ajudará a identificar como o percurso de desenvolvimento
dos projetos de vida de cada jovem está se construindo. Para que você faça essa análise, aproprie-se das
orientações do Anexo 2.

Para saber mais!

Muitas vezes o estudante já tem um direcionamento profissional muito claro, e isso pode dar a impressão
de que ele já construiu seus projetos de vida. Porém, as escolhas sobre a dimensão profissional podem ser
mais fruto da influência familiar do que de um exercício real de autoconhecimento. Se essa meta
profissional não tem um significado profundo para ele, pode-se constatar que o jovem faz projeções de
futuro, mas que elas ainda não se configuram exatamente como projetos de vida bem estruturados.

Outras vezes, os jovens têm projeções idealizadas, pois não conseguem criar metas claras para a sua
realização. Há também casos em que o estudante é capaz de fazer uma projeção de futuro de longo prazo,
mas não tem muita clareza de como alcançar seus objetivos e antever os desafios que irá enfrentar – ou
seja, de como construir planos de médio e curto prazo.

Os projetos de vida dependem sobretudo de metas carregadas de sentido pessoal. Outro ponto
fundamental para que os planos de futuro se estruturem em projetos de vida é a inclusão da dimensão
ética e o foco no bem comum. Quando as metas pessoais coincidem com as mudanças que o jovem
gostaria de ver no mundo, o projeto ganha consistência e melhores condições de ser realizado no longo
prazo.

Arquivos anexados emDesenvolvimento


Anexo 1.pdf
Anexo 2.pdf
Fechamento

3. Com a turma em uma roda de conversa, realize um breve momento avaliativo:

 De 0 (fácil) a 10 (difícil), como avaliam o processo de responder ao questionário? Por quê?


 Houve alguma pergunta que vocês não conseguiram responder? Por quê?
 E qual foi a pergunta cuja resposta já estava na ponta da língua? 

Dica metodológica
Alguns estudantes podem ter tido dificuldades para responder ao questionário, seja porque se demoraram
em alguma das perguntas, seja porque não tinham respostas mais ou menos prontas para alguma delas e
se viram em um processo de autorreflexão que extrapolou o tempo da atividade. Ouvir o que eles têm a
dizer sobre isso é importante para você balizar a sua análise dos questionários – se não houve respostas
pois os estudantes não se sentiam preparados para apresentá-las, isso pode ser um sinal de que ainda estão
em uma fase inicial de construção de seus projetos de vida. 

4. Para encerrar, avise à turma qual será o desafio da próxima aula: cada um irá fazer um retrato que
represente como se vê daqui a 5 ou daqui a 30 anos, conforme as reflexões do questionário. Portanto, para
o próximo encontro, aqueles que tiverem smartphones com câmeras devem trazê-los, assim como
elementos para compor a cena que irão fotografar: roupas, cartazes e panos para compor o fundo, objetos
diversos que ajudem a montar uma fotografia bem representativa da imagem que querem ter no futuro. 

Aula 2
Recursos
- Smartphones
- Internet
- Folhas brancas
Ação Prévia

Sem atividades prévias.

Introdução

1. Inicie a aula com uma devolutiva geral a partir da sua análise dos questionários. Não é preciso entrar
em detalhes nem apresentar dados analíticos – apenas agradecer a turma por ter participado da atividade,
informar da importância desse exercício para o trabalho do componente e parabenizar a todos por estarem
no caminho de construção de seus projetos de vida – caminho que, durante o Ensino Médio, contará com
o apoio da escola e da comunidade escolar

Desenvolvimento

2. Chegou a hora da realização das sessões de fotos. Para isso, peça que a turma se organize em quartetos
(os estudantes podem se organizar por afinidade, desde que pelo menos um deles tenha smartphone com
câmera para fotografar os colegas).

Nesse momento, os jovens pegam o figurino e os objetos que escolheram para construir as cenas e se
organizam pela sala para tirar as fotos. Isso também pode ser feito em outros espaços da escola, como
pátio e quadra de esportes, caso você avalie que poderá acompanhar o andamento da atividade. 

Dica metodológica

Oriente que os estudantes atuem em colaboração. Como estarão em quartetos, devem apoiar uns aos
outros na construção dos cenários, trabalhando com criatividade para incrementar os retratos com novas
ideias, além, é claro, de tirar as melhores fotos possíveis enquanto o colega posa para a sessão. Para esse
processo, peça aos grupos que cada fotografado, antes de iniciar sua sessão, compartilhe com o grupo: a)
se sua sessão vai retratar quem ele deseja ser daqui a 5 ou daqui a 30 anos; b) o que ele deseja representar
na foto, ou seja, qual mensagem pretende passar com a imagem. Dessa maneira, os colegas de grupo
poderão apoiar os pares de forma mais efetiva. Destaque também que as sessões não têm de,
necessariamente, ser sérias: os estudantes podem usar do humor em suas representações ou de outras
estratégias, para que as fotos representem bem quem eles são. 

3. Com as sessões fotográficas finalizadas, peça que os grupos selecionem uma imagem de cada estudante
e as compartilhem com a turma. Isso pode ser feito por WhatsApp, e-mail ou mesmo conectando os
smartphones a computadores e projetores.
Então, a turma visualiza as imagens compartilhadas e cada estudante escolhe pelo menos um colega que
não tenha sido do seu grupo para conversar e “trocar uma ideia” sobre quem ele deseja ser. É uma
conversa de tom informal, para que se conheçam um pouco melhor e possam entender como seus pares
enxergam o próprio futuro e seus projetos de vida.

Dica metodológica

Para que a escolha do colega com quem vão conversar não seja aleatória, sugira que se pautem por um
critério, seja ele “Imagem de futuro com a qual mais me identifico” ou “Imagem de futuro com a qual não
me identifico nem um pouco”. Feitas as escolhas, algumas perguntas podem orientar as conversas das
duplas, como:

 Essa imagem representa bem seus projetos de vida? Por quê? - O que você sente quando pensa
no futuro?
 Escolhi conversar com você porque me identifico/não me identifico tanto com a sua imagem. O
que você acha da minha e do que ela representa? 
Fechamento

4. Para encerrar a aula, forme uma roda de conversas com a turma e avalie todo o percurso da atividade.
Para isso, solicite que os estudantes busquem responder às seguintes perguntas:

 O que é ter projetos de vida?


 Depois do exercício de responder ao questionário, essa compreensão mudou? Se sim, indiquem
quais foram as principais transformações.
 Vocês acreditam que este componente pode apoiá-los no desenvolvimento de seus projetos de
vida? Como?
 O que foi mais desafiador e o que foi mais instigante na realização das suas sessões de fotos do
futuro?
 Como avaliam o trabalho colaborativo no momento de realizar as sessões de fotos? Todos
contribuíram e atuaram com criatividade para que os colegas fizessem suas fotos conforme
haviam idealizado?
 O que acharam da conversa realizada após as sessões de fotos? Conseguiram conhecer um pouco
mais sobre seus colegas? O que destacam como ponto alto desses diálogos?

Durante a avaliação, acolha as respostas dos jovens, problematize-as quando considerar relevante e
apresente também as suas observações, feitas no decorrer das aulas. Finalize agradecendo à turma pela
participação nessa atividade tão importante. 

Para realizar à distância

A atividade pode ser realizada total ou parcialmente à distância. A seguir, apresentamos algumas dicas
para organização das aulas no contexto de trabalho remoto.

Orientações gerais

As orientações gerais, as falas de introdução e contextualização da atividade, assim como momentos de


participação coletiva de toda a turma, podem ser feitos por meio de encontros em plataformas de
videoconferência (como Google Hangouts, Skype, Microsoft Teams, Zoom, Google Meet) ou mesmo
pelo compartilhamento via WhatsApp de vídeos gravados por você.

Trabalho individual

A aplicação dos questionários pode ocorrer por meio de formulários on-line (como o Google Forms ou
SurveyMonkey). Além disso, a sessão de fotos, que seria realizada em grupos, pode ser realizada
individualmente, com cada estudante fazendo algumas selfies representativas de quem deseja ser e
compartilhando uma das imagens com o restante da turma, via WhatsApp ou em um ambiente digital de
armazenamento (como Google Drive ou OneDrive).
Conversas em duplas

Para o momento de diálogo entre dois estudantes, eles podem trocar mensagens de WhatsApp ou mesmo
se reunir em salas de videoconferência.

Momentos avaliativos

Para a avaliação da atividade, colha a perspectiva dos estudantes recorrendo a formulários on-line (como
o Google Forms ou SurveyMonkey). Já para os momentos de avaliação do processo, reúna a turma em
uma sala de videoconferência para dialogar sobre o percurso da atividade, o desenvolvimento de
competências e o trabalho colaborativo.

Sistematização e armazenamento dos conteúdos e produções

Para gestão da turma e armazenamento das produções realizadas na atividade, você pode fazer uso de
ferramentas que permitam a criação de turmas e postagem de documentos, por exemplo, o Google Sala de
Aula.

Imagem e autoimagem
Autor(a)
Instituto iungo
Etapas

Ensino Médio - 1° Ano

Ensino Médio - 2° Ano

Ensino Médio - 3° Ano


Modalidade

Presencial

Semipresencial

À distância
Resumo
Os estudantes são convidados a refletir sobre a imagem que projetam de si mesmos nas redes sociais. A
partir dessa reflexão, criam e enviam questionários com perguntas sobre si para os seus colegas,
familiares e amigos responderem via WhatsApp. Então, cada jovem confronta sua autoimagem com o
modo como é visto por outras pessoas. Esse intercâmbio de percepções contribui com o desenvolvimento
do autoconhecimento pelos estudantes e o reconhecimento da importância dessa competência para a
construção de seus projetos de vida.
Ícone do plano
Etapas de Construção
Temas
Autoconhecimento; Identidade
Dimensões
Pessoal
Competências Gerais

8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional

9 - Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação


Expectativas de aprendizagem

 Engajar a turma em um exercício de autoconhecimento e reflexão sobre imagem e autoimagem.


 Oportunizar que os jovens percebam como o olhar do outro sobre eles pode influenciar seus
posicionamentos e suas escolhas na vida.
 Possibilitar que os estudantes compreendam que o modo como cada um se vê afeta sua forma de
ser e agir no mundo.
Materiais de referência
Base Nacional Comum Curricular
Faz Sentido | Vida digital, capítulo 6
Fundação Telefônica Vivo | Juventudes e Conexões – 3ª edição. Empreendedorismo.
Instituto Iungo | Primeiro passo: o conceito de Projetos de Vida (parte 2)
https://www.youtube.com/watch?v=HmkeKFbcP_U  
Aulas do plano

Aula 1
Recursos
- Computador / tablet
- Smartphones
- Internet
- Post-its ou tarjetas em papel
Ação Prévia

1. Apresente aos estudantes o vídeo “Are you living an Insta lie? Social media versus reality” (Você está
vivendo uma mentira no Insta? Redes sociais versus realidade) e a reportagem da revista TPM “Vida
perfeita só existe no Facebook”, indicados ao lado. Solicite que a turma assista ao vídeo e leia a
reportagem em casa, antes da primeira aula. Os dois materiais abordam o esforço das pessoas para
mostrarem sua melhor imagem ao mundo nas redes sociais. Eles também revelam como essa busca em
aparentar sempre uma vida feliz, bela e bem-sucedida pode acabar impactando a percepção que o sujeito
tem de si mesmo.

Para que os jovens façam uma leitura crítica do material e se preparem da melhor forma para as
discussões em sala de aula, ofereça-lhes um conjunto de perguntas. Você pode alterar ou complementar
esse roteiro com outras questões.

 O que te leva a querer fazer uma postagem nas redes sociais?


 Você acha que a imagem que você transmite nas redes sociais condiz com a percepção que tem
de si mesmo?
 Você já fez alguma postagem nas redes sociais buscando demonstrar algo que não estava
verdadeiramente sentindo ou vivendo?
 Você já viu alguma postagem de um familiar ou amigo e teve a sensação de ele estar simulando
sua realidade, como se estivesse criando uma personagem?
 De acordo com o texto, por trás de cada imagem perfeita, há uma vida real. O que vocês acham
dessa afirmação? Para vocês, há uma divisão entre a “vida digital” e a “vida real”?

Para saber mais:

 TPM | Vida perfeita só existe no Facebook.


 DitchtheLabel | Are you living an Insta lie? Social media versus reality

Tarefa 2: Peça que os estudantes escolham um conteúdo que tenham postado em alguma rede social.
Oriente-os a eleger um post que os represente, que comunique bem quem eles são e demonstre o jeito de
o jovem ser ou pensar. O post pode ser um texto, uma imagem, uma notícia, um vídeo, um meme, entre
outros tipos de postagem que eles já tenham feito. Informe, ainda, que cada um irá apresentar seu post aos
colegas durante a aula. 

Dica metodológica

Ao solicitar que os estudantes se preparem em casa para uma aula, o professor inverte o processo
tradicional de ensino e aprendizagem. Quando a turma já chega à sala com algum conhecimento sobre o
tema que será tratado, é possível otimizar o tempo e promover mais interações entre os estudantes, além
de debater os conteúdos com maior profundidade e qualidade. Essa estratégia da sala de aula invertida
também tem o potencial de gerar o desejo nos jovens de saber mais sobre o assunto, assim eles já chegam
mobilizados para o encontro formativo.

Introdução

1. Acolha os estudantes, criando um ambiente receptivo e de confiança, para que participem ativamente
das discussões. Procure engajá-los e ao mesmo tempo colocar em pauta o tema estudado em casa.
Comece perguntando se todos assistiram ao vídeo, se leram a reportagem e o que acharam do conteúdo.
Retome brevemente as perguntas orientadoras e permita que eles respondam livremente. Em seguida,
apresente os objetivos formativos da atividade, destacando que a proposta principal será refletir sobre as
diferenças e as semelhanças entre as formas como cada um se percebe e como é percebido por outras
pessoas.

Desenvolvimento

2. Depois, convide a turma a se organizar em trios. Cada estudante vai mostrar aos colegas do grupo o
post que selecionou. Ao apresentar a postagem, ele receberá uma devolutiva dos integrantes do grupo.
Todos irão avaliar, justificando suas opiniões, se o conteúdo o representa bem, ou seja, se tem “a cara” ou
“faz o estilo” de quem o postou. Depois que cada estudante mostrar sua postagem e receber os
comentários dos colegas, ele também explicará por que fez a escolha, explicitando como se vê
representado naquele conteúdo.
Finalizado esse intercâmbio, em que os estudantes puderam falar um pouco sobre como buscam se
mostrar nas redes sociais, convide-os a refletir coletivamente, tendo como base também a reportagem e o
vídeo que foram estudados para a aula. Cada grupo vai conversar, buscando responder às seguintes
perguntas:

 Depois das trocas com os colegas, o que cada um descobriu sobre si mesmo? Foi possível
entender mais sobre sua forma de participar e se mostrar nas redes sociais? Como ela é? Dê
exemplos.
 É possível dizer que a forma como somos vistos nas redes sociais é próxima de quem somos fora
delas? Por quê?
 Ao visitar perfis nas redes sociais, já houve momentos em que se sentiram melhores ou piores
que alguém? Por quê?
 Ver postagens de outras pessoas nas redes sociais já gerou em vocês sentimentos como alegria,
inveja, tristeza, solidão, vontade de estar junto? Dê um exemplo e explique o porquê.

Feche essa etapa solicitando que cada grupo apresente a reflexão mais relevante (apenas uma) com base
nas trocas com os colegas. Procure fazer conexões entre as reflexões apresentadas, ressaltando as
diferenças e semelhanças entre elas. 

Dica metodológica

O objetivo do momento é possibilitar que os jovens, a partir de suas experiências nas redes sociais,
comecem a refletir sobre a imagem que têm de si mesmos. Para isso, é importante ajudá-los a avaliar as
formas como atuam nas redes sociais e fora delas para que ponderem as crenças, os valores e os
sentimentos que estão por trás das postagens que fazem. Tome cuidado para não induzir a uma dicotomia
entre as formas de ser e agir no mundo real e no virtual, evitando que eles avaliem suas experiências fora
das redes sociais como as mais reais ou autênticas.

Ao longo da mediação das discussões, é importante conectar ideias afins, bem como conduzir esse breve
diálogo de modo a evitar que os estudantes tirem conclusões apressadas. Permitir que haja dúvidas ou
perguntas sem respostas nessa fase pode mantê-los mobilizados para os próximos passos da atividade.

Para saber mais!

A relação com a tecnologia e a internet é uma marca da geração atual, conhecida como “nativos digitais”.
Os estudantes já nasceram com os dispositivos digitais mediando sua relação com o mundo e têm uma
experiência intensa e imersiva de conexão. Eles tendem a passar boa parte do tempo em redes sociais,
jogando ou consumindo conteúdos diversos. Suas relações, com amigos e familiares, não são apenas
presenciais. Elas também englobam momentos de diálogo e troca por meio das tecnologias digitais. Os
jovens convivem, têm conflitos e até namoram virtualmente. “Já namorei perfil fake, demorou um ano, e
eu com perfil fake também. Era uma questão de não aceitação e também porque estava na moda.” O
depoimento é de um jovem que participou da pesquisa Juventudes e Conexões, empreendida pela
Fundação Telefônica, em 2019. Segundo a investigação, os jovens contam que

“utilizam esse tipo de perfil para interagir, comportar-se, expressar-se de forma diferente daquela que
representa em seu perfil ‘oficial’, estabelecendo relações baseadas no anonimato ou na criação de um
personagem”. Mas, com base nos dados coletados, os pesquisadores também concluem que o perfil fake
não pode ser considerado tão falso quanto parece a princípio, pois ele reforça outras questões reais
daquele indivíduo.

Outro estudo sobre a vida digital, sistematizado pelo movimento Faz Sentido (que é capitaneado por
várias instituições da área de educação), demonstra que muitas amizades dos jovens surgem nas redes
sociais e ficam circunscritas a esse meio, sem que eles se conheçam fisicamente. O depoimento de uma
jovem, citada pelo estudo, confirma essa ideia: “pessoalmente eu não conheço, mas eu sei do que ela
gosta, quem são os amigos dela, e isso é o que conta. Assim como ela sabe de mim, então eu acho que dá
pra construir uma relação de amizade, de afeto, pela internet”. Ainda que para alguns adultos, nascidos
antes da internet, faça sentido a divisão entre vida real e vida digital ou virtual, essa distinção não
corresponde mais às formas de ser e estar no mundo dos jovens. Para eles, a virtualidade das redes sociais
não se opõe ao real e é melhor compreendida como uma extensão dessa realidade.

Para saber mais:

 TV Cultura | Quando o real se confunde com o virtual.

3. Nesta etapa, o trabalho será individual, mas oriente os estudantes a permanecer em trios, assim,
poderão seguir colaborando uns com os outros. Conte que farão um experimento em três etapas para
investigar e refletir sobre a imagem que projetam no mundo e as percepções que têm sobre si mesmos:

 Na primeira fase, cada um vai testar seu autoconhecimento respondendo a 10 perguntas de um


questionário.
 Depois, cada estudante vai enviar pelo menos cinco dessas perguntas que respondeu a cinco
amigos ou familiares responderem como se fosse ele.
 Por fim, os jovens confrontam as respostas que deram ao questionário com as que obtiveram
dessas outras pessoas.

Apresente aos estudantes o conjunto de perguntas a seguir:

 O que mais valorizo na relação com minha família?


 O que os estudos significam para mim?
 Qual é meu maior sonho?
 Quais são as três coisas que me deixam com mais raiva?
 Quais são as três coisas que me deixam mais feliz?
 Quais são as três coisas que me deixam mais ansioso?
 O que me faz sentir medo?
 O que me faz ou me faria sentir inveja?
 Quais são as três coisas que me deixam mais sem paciência?
 O que me dá mais prazer na vida?
 Quais são meus três melhores talentos?
 Do que eu mais gosto no meu corpo?
 O que mais gosto de fazer para descansar?
 Quais são meus três maiores desafios nos relacionamentos com as pessoas?
 O que mais valorizo nos relacionamentos com os amigos?
 O que eu faria se um amigo me ofendesse?
 Como eu agiria se fosse desafiado a cantar em público?
 O que eu sentiria se fosse mal em uma prova?
 Como eu me comportaria se tivesse de ficar sem acesso à internet durante uma semana?
 Como eu reagiria se me pedissem para guardar um segredo?
 Se eu ganhasse um prêmio de loteria, qual seria a primeira coisa que compraria?
 Como eu reagiria se fosse roubado?
 Como eu reagiria se alguma pessoa me dissesse o que tenho de fazer da minha vida?

Esclareça que cada estudante deve escolher 10 perguntas do questionário acima para responder. Para que
seja realmente um bom exercício de autoconhecimento, recomende que escolham as 10 questões mais
difíceis de dar uma resposta com rapidez. Abra a possibilidade para que incluam outras perguntas no
questionário, se desejarem.

É importante ressaltar para a turma que todas as respostas precisam ser justificadas, ou seja, cada
estudante, no seu exercício individual, precisa explicitar o porquê de suas contestações. Recomende que
cada jovem guarde consigo seu questionário, sem permitir que nenhum colega da turma tenha acesso ao
que foi respondido por ele.

4. Informe aos estudantes que o próximo passo será testar a imagem que eles projetam no mundo, ou seja,
o que outras pessoas, fora da escola, pensam sobre eles. Para isso, solicite que escolham cinco amigos ou
familiares. Peça a eles que evitem escolher os colegas da sala de aula. Depois, indique que eles utilizem
os seus aparelhos celulares e enviem às pessoas escolhidas, pelo aplicativo WhatsApp, pelo menos cinco
das perguntas que acabaram de responder, explicando, em uma breve mensagem, por que estão fazendo
isso.

Recomende que os estudantes obtenham as respostas dos amigos e familiares até a próxima aula. 

Dica metodológica

Caso não seja possível contar com o uso dos aparelhos celulares dos estudantes, essa atividade pode ser
realizada com a utilização de computadores conectados à internet, com a troca de questionários por e-mail
ou utilizando o aplicativo Google Forms, por exemplo. Também é possível solicitar que os estudantes
passem as perguntas para as outras pessoas em papel, solicitando que devolvam as respostas até a aula
seguinte.

Fechamento

5. Promova uma breve avaliação da aula. Distribua post-its ou tarjetas aos estudantes. Convide-os a
responder às seguintes perguntas:

 O que eu descobri sobre a minha autoimagem?


 O que eu descobri sobre a imagem que os outros podem ter de mim?

Cada resposta deve ser escrita em um post-it, utilizando apenas uma palavra. Cole os post-its no quadro e
teça comentários sobre as ideias registradas pelos estudantes, buscando conectar temas afins. A partir das
contribuições de todos, auxilie os estudantes a perceber como a construção da sua autoimagem tem
profunda relação com a imagem que as pessoas com quem eles convivem têm deles.

Encerre alertando os estudantes para levarem as respostas recebidas via WhatsApp para a próxima aula.
Informe que, no encontro seguinte, eles terão um tempo para analisá-las em sala. 

Aula 2
Recursos
- Smartphones
- Computador / tablet
- Internet
Ação Prévia

Sem atividades prévias.

Introdução

1. Recepcione a turma com entusiasmo. Peça que eles comentem como foi a troca de mensagens via
WhatsApp, se receberam todas as respostas às suas solicitações. Permita-os que dialoguem livremente
sobre a experiência e, depois, apresente o percurso formativo previsto para o encontro.

Desenvolvimento

2. Convide os jovens a fazer, inicialmente, um balanço individual das respostas que receberam aos seus
questionários. A proposta é que confrontem sua autoimagem com as impressões que outras pessoas
demonstraram ter sobre eles.

Primeiramente, cada jovem retoma as respostas que deu às perguntas de seu questionário pessoal, criado
na aula anterior. Depois, analisa as respostas que obteve dos amigos ou familiares. Para essa análise,
primeiramente, busca identificar semelhanças e diferenças entre elas e faz registro de suas observações
em um caderno. Para auxiliar a turma nesse processo de análise, você pode sugerir que cada jovem
busque refletir sobre as seguintes questões:

 As pessoas te veem da forma como você se vê? Por quê?


 Você descobriu algo que ainda não tinha percebido sobre si a partir da resposta dada por alguma
pessoa ao seu questionário?
 Você discordou de alguma resposta que recebeu? Por quê?

Para finalizar essa etapa, cada jovem seleciona a resposta mais surpreendente, entre as que obteve via
WhatsApp. A ideia é eleger aquela que demonstre uma grande divergência entre o que o jovem respondeu
sobre si mesmo e a percepção de outra pessoa sobre ele.

3. Proponha que a turma se organize em grupos (de aproximadamente cinco integrantes). Recomende que
os estudantes evitem se agrupar com colegas com que tenham muita intimidade.

Oriente cada jovem a apresentar ao grupo aquela resposta que considerou mais surpreendente na dinâmica
de intercâmbio de questionários. À medida que cada um apresenta como se viu e como foi visto por outra
pessoa, os companheiros no grupo também comentam como responderiam à questão. A proposta é que
todos possam falar sobre a imagem que têm do estudante em foco e explicar o porquê, explicitando qual
atitude ou comportamento levou cada um a construir essa visão. Dessa forma, todos no grupo vão falar
sobre sua autoimagem e vão receber comentários dos colegas.

Depois dessa primeira interação, incentive os estudantes a seguir trocando impressões em grupo de modo
mais espontâneo. Convoque-os a identificar semelhanças e diferenças em seus processos de troca de
mensagens, abordar os pontos positivos ou desafiadores nessa experiência. Desse modo, cada jovem
poderá elaborar mais sobre si mesmo, de forma descontraída, a partir do diálogo em grupo.

4. Se ainda houver tempo de aula, peça à turma que continue fazendo reflexões, porém, agora, em uma
dinâmica diferenciada. A proposta é que cada grupo leia frases e avalie se concorda ou não com a ideia
transmitida por elas e justifique o porquê de sua escolha. Por isso, compartilhe com cada grupo as
seguintes frases:

 Cada pessoa tem uma imagem própria de si mesmo e ela é fruto de seus valores, suas crenças e
suas vivências. Concordamos ou discordamos? Por quê?
 A maneira como uma pessoa se vê determina suas ações, suas reações e suas escolhas.
Concordamos ou discordamos? Por quê?
 Muitas vezes, a autoimagem que uma pessoa constrói é influenciada pelo olhar que as outras
pessoas têm sobre ela. Concordamos ou discordamos? Por quê?

Os grupos irão debater as três afirmações e vão contestar cada uma delas com apenas uma frase também.
Ou seja, para cada frase analisada, os estudantes respondem com outra frase. Ao final das discussões, um
jovem representante lê as respostas de seu grupo para o restante da turma. À medida que cada grupo
compartilha suas percepções, você pode tecer comentários que estimulem a turma a compreender a
importância do autoconhecimento para a construção de seus projetos de vida.

Dica metodológica

Circule pelos grupos enquanto os estudantes estão debatendo as três afirmações. Cuide para que todos os
integrantes participem ativamente emitindo suas opiniões. Faça problematizações para ajudá-los a
perceber outros pontos de vista sobre cada frase em discussão. Não há necessariamente resposta certa ou
errada, pois cada um pode chegar a conclusões bem particulares ao longo do diálogo. No entanto, com
sua mediação, você pode provocá-los a refletir sobre a imagem que fazem sobre si mesmos e que
impactos essa autoimagem tem em suas escolhas e seus posicionamentos. Você pode ainda convidá-los a
discutir se o olhar dos outros sobre eles influencia suas formas de pensar e agir. Esse momento de
diálogo, educador, é um exercício de desenvolvimento do autoconhecimento pelos estudantes. Portanto,
ajude-os também a reconhecer a importância, os desafios e a complexidade de se avançar na descoberta
de si mesmo.
Para saber mais!

Segundo a pesquisadora e professora da Universidade de São Paulo Valéria Arantes, no vídeo indicado ao
lado, o desenvolvimento do autoconhecimento está relacionado ao despertar no estudante a sensibilidade
para que ele perceba a si mesmo e tome consciência dos próprios sentimentos, dos próprios valores e das
próprias ideias. À medida que o estudante se conhece e ganha consciência do que gosta, do que acredita e
do que quer para sua vida, ele também tem mais condições de desenvolver a autonomia. Por isso, a
promoção do autoconhecimento é muito importante para a construção de projetos de vida pelos jovens.

Saiba mais em:

 Instituto iungo | Primeiro passo: o conceito de Projetos de Vida (Parte 2).


 Saber Coletivo | Autoconhecimento: o que é, benefícios e como desenvolver.

Fechamento

5. Inicie a avaliação da atividade convidando a turma para a criação de um mapa mental, o que vai
permitir que os estudantes identifiquem e organizem as aprendizagens conquistadas ao longo da
atividade.

Dica metodológica

Criar um mapa mental é organizar ideias e conhecimentos em um esquema visual, o que é uma boa forma
de sistematizar conceitos e reflexões de forma rápida, promovendo uma revisão do percurso formativo.
Para a organização do mapa mental, escreva as palavras autoconhecimento, imagem e autoimagem no
centro do quadro. Distribua post-its ou tarjetas aos estudantes. Solicite que eles escrevam nos post-its
palavras-chave que representam os conhecimentos trocados ao longo do percurso (uma palavra-chave por
post-it). Eles podem registrar quantas palavras quiserem. Convide-os a colar seus post-its no quadro,
conectando o que registraram no papel a um dos três conceitos apresentados por você. Eles também
podem fazer conexões com outras ideias deixadas no quadro por seus colegas. É importante que, na hora
que o estudante conectar sua palavra-chave a outra, ele justifique a razão de ter feito essa associação.
Depois do mapa concluído, peça que os estudantes, de forma voluntária, elaborem mais a partir da rede de
palavras criada pela turma.

6. Finalize a aula dando mais um passo na avaliação da atividade, provocando os estudantes a fazer uma
síntese a partir do mapa mental que foi criado. Para isso, você pode fazer as seguintes perguntas:

 Como foi a experiência de intercambiar mensagens com os colegas? Por quê?


 Como foi o trabalho em grupo? Todos participaram ativamente das discussões? O diálogo foi
respeitoso?
 A imagem que você tinha sobre si mesmo foi alterada depois da atividade? Por quê?
 O que é autoconhecimento?
 Qual é a importância de se desenvolver o autoconhecimento?

Para realizar a distância

A atividade pode ser realizada total ou parcialmente a distância. A seguir, apresentamos algumas dicas
para organização das aulas no contexto de trabalho remoto.

Orientações gerais

As orientações gerais, as falas de introdução e contextualização da atividade, assim como momentos de


participação coletiva de toda a turma podem ser feitos por meio de encontros em plataformas de
videoconferência (como Hangouts, Skype, Microsoft Teams, Zoom) ou mesmo pelo compartilhamento
via WhatsApp de vídeos gravados por você.
Trabalho colaborativo

Nos momentos de trabalho colaborativo, como na construção dos questionários de autoavaliação, os


grupos podem se reunir em salas de videoconferência e construir os registros escritos de forma
colaborativa, utilizando ferramentas como o Google Docs. Para isso, combine com a turma um horário
comum para que todos os grupos se reúnam, cada agrupamento em uma sala diferente. Peça que
compartilhem com você o link para as salas e, ao longo do tempo determinado para a atividade, faça
visitas com duração de 5 a 10 minutos a cada grupo para acompanhar as ações, tirar dúvidas e apoiar os
estudantes na busca pelos melhores caminhos para solucionar eventuais dificuldades na resolução da
atividade.

Compartilhamento de produções

Os estudantes podem compartilhar os questionários por meio do WhatsApp, utilizando o Google Forms,
escrevendo mensagens por e-mail ou em um ambiente digital de armazenamento (como Google Drive ou
OneDrive).

Momentos avaliativos

Para os momentos de avaliação do processo, reúna a turma em uma sala de videoconferência para
dialogar sobre o percurso da atividade, o desenvolvimento de competências e o trabalho colaborativo.
Outra possibilidade é que você lance as questões problematizadoras por WhatsApp e os estudantes as
respondam em breves mensagens de texto ou áudio.

Sistematização e armazenamento dos conteúdos e produções

Para gestão da turma e armazenamento das produções realizadas na atividade, você pode fazer uso de
ferramentas que permitam a criação de turmas e postagem de documentos, como o Google Sala de Aula.

Projeto de vida, pensando no futuro


Autor(a)
camila wermann da silva
Colaboradores
Adriana Pereira da Silva
Etapas
Ensino Fundamental - Anos Iniciais
Modalidade
Presencial
Resumo
Este plano de aula tem como objetivo refletir sobre suas escolhas para um futuro, pensando em seu
projeto de ida
Ícone do plano
Etapas de Construção
Temas
Autoconhecimento; Escola; Comunidade
Dimensões
Pessoal
Competências Gerais

1 - Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social,


cultural e digital

2 - Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências

8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional


Expectativas de aprendizagem

Os estudantes deverão se auto conhecer, aprender sobre valores sociais para pensarem no seu futuro com
mais rsponsabilidade.

Materiais de referência
Instituto iungo | Projetos de Vida – série de entrevistas com Valéria Arantes
https://bit.ly/pvvaleriaarantes 
Canal Futura | Trilha Como criar um projeto escolar comunitário?
https://bit.ly/escolaprojetar 
Aulas do plano

Paródia sobre valores


Recursos
- Smartphones
- Internet
- Canetas
- Caixa de som
- Folhas coloridas
Ação Prévia

Os alunos irão escutar a música valores do Padre Zezinho .

Introdução
Faremos uma conver, bate papo sobre a música ouvida anteriormente.

Desenvolvimento

Os alunos irão escrever uma paródia com o tema valores

Fechamento

Os alunos irão apresentar, cantar a paródia que escreveram e conversaremos sobre as letras das músicas.

As Emoções
Autor(a)
Shana Aline Perin Sitta
Colaboradores
JANE ACORDI DE CAMPOS, Jociéli Jorge Gaboardi, Marizete Lemes da Silva Matiello
Etapas
Ensino Médio - 2° Ano
Modalidade
À distância
Resumo
Ao reconhecer as próprias emoções e sentimentos, ampliando assim o conhecimento sobre si mesmo, o
estudante exercita o manejo do seu comportamento para responder de forma adequada às diferentes
demandas da sociedade contemporânea. Reconhecer as emoções e sentimentos dos colegas, colabora para
o desenvolvimento da empatia. O objetivo desta atividade é ampliar a percepção e a autoconsciência a fim
de desenvolver condições para cuidar de si com autonomia.
Ícone do plano

Etapas de Construção
Temas
Adolescências; Autoconhecimento
Dimensões

Pessoal

Social
Competências Gerais

8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional

9 - Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação


Expectativas de aprendizagem

 Identificar atributos da própria personalidade;


 Compreender suas emoções e como lidar com elas;
 Reconhecer e valorizar o autoconhecimento como um procedimento que possibilita a
autorregulação e a definição de um projeto de vida;
 Reconhecer os valores, pensamentos, sentimentos e hábitos e regular as próprias condutas;
 Praticar a escuta ativa e o bom convívio com a diversidade;
 Praticar a tomada de perspectiva e a empatia para reconhecer e compreender as ideias,
pensamentos, sentimentos e compartamentos alheios.
Materiais de referência
CRUZ, A.; WALDHELM, M. Ser Em Foco. 1ª edição. São Paulo : Editora Brasil, 2020.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular
(BNCC). Brasília, DF, 2017.
CRICATO, Itale. (Des)envolver e (trans)formar: Projeto de Vida. Volume único. 1ª Edição. São Paulo :
Ática, 2020.
Aulas do plano

As Emoções
Recursos
- Smartphones
- Computador / tablet
- Internet
- Folhas brancas
- Lápis
- Canetas
Ação Prévia

 Envio do convite para a aula via Google Meet através do grupos de WhatsApp de Projeto de
Vida;
 Organização do material para mobilização dos estudantes (trechos do filme "Divertidamente" e a
estória "Intriga Digital".
Introdução

 Acolher os estudantes na sala de aula virtual saudando cada estudante individualmente.


 Motivar os estudantes a compartilharem a experiência de confeccionar a representação do seu
recorte social (atividade da aula anterior).
 Expor a temática de aula "Emoções" e realizar um levantamento sobre o que os estudantes
compreendem sobre o assunto - se sabem a diferença entre sentimentos e emoções.
Desenvolvimento

1ª ação: Utilizando um silide, expor a ligação entre emoções e sentimentos utilizando três componentes: o
subjetivo, a reação fisiológica e o comportamento externo. Através da problematização inicial, solicitar
que os estudantes exponham exemplos desses situações envolvendo esses três componentes.

2ª ação: As professoras deverão projetar trechos do filme "Divertidamente" para discussão no grupo.
Após cada trecho, os estudantes serão motivados a compartilhar seu entedimento da situação projetada.

3ª ação: Após as reflexões do filme, os estudantes deverão responder três questões no Diário de Bordo de
Projeto de Vida:

 Quais emoções demonstradas pelos outros você considera mais fáceis de lidar? E as mais
difíceis?
 E com relação às suas emoções, quais são as mais fáceis e as mais difíceis de lidar?
 Você acha que tem dificuldade para identificar as suas emoções?
4ª ação: As professoras deverão projetar uma estória sobre um intriga causada nas redes sociais em um
grupo de amigos. Após a leitura, os estudantes deverão compartilhar como se sentiriam em um sitaução
assim? O que fariam? O que diriam para os amigos envolvidos?

Fechamento

Atividade de produção dos estudantes: após as reflexões da aula e o compartilhamento de ideias, cada
estudante deverá confeccionar uma história em quadrinhos representando uma passagem de sua vida em
que sentiram emoções que ficaram em sua memória.

A atividade deverá ser confeccionada em uma folha e será o instrumento de avaliação da aula. Os
estudantes receberão informações sobre como realizar a entrega da atividade - que será via Google
Classroom.

Você também pode gostar