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A representação social da cultura indígena pelos acadêmicos

do curso de psicologia da Universidade da região de Joinville.

Andressa Medeiros1
Chaiane Parizotto2
Gustavo Roedel3
Letícia Guedes4
Ana Carolina Wolf Mota5

Resumo: Ao longo da história, a representação dos povos indígenas foi transformada de


canibais cruéis a bárbaros ingênuos. Desta forma, a exclusão econômica e social desses
povos é vivida até os dias atuais e ainda são considerados primitivos ou até mesmo
bárbaros, sem possuírem qualquer forma de civilização, além de terem suas
características associadas a animais. Assim sendo, este estudo teve como objetivo
compreender a representação social de acadêmicos de psicologia da Universidade da
Região de Joinville – Univille sobre a cultura indígena. A coleta de dados foi realizada
através de entrevistas qualitativas com os alunos selecionados, logo após foi realizado
uma análise dos dados obtidos onde foi verificado a escassez no contato com a cultura
indígena, pela visão que os alunos demonstraram possuir. Os alunos afirmaram que o
pouco contato que tiveram, ao longo de suas vidas, foi na escola, em livros e, muito
pouco, em filmes. Constata-se, portanto, a necessidade de se aumentar a interação com a
cultura indígena, uma fez que ja possuimos alguns hábitos e interferências de utensílios
que são oriundos dos povos indígenas e muitas vezes nem se sabe dessa informação.

Palavras-chave: cultura indígena, psicologia, representação social.

Abstratc: Throughout history, representation of indigenous peoples has been


transformed from cruel cannibals to naive barbarians. Thus, the economic and social
exclusion of these peoples is still experienced today and they are still considered
primitive or even barbaric, without having any form of civilization, in addition to
having their characteristics associated with animals. Therefore, this study aimed to
understand the social representation of psychology students at the University of the
Region of Joinville - Univille about indigenous culture. Data collection was carried out
through qualitative interviews with the selected students, after which an analysis of the
obtained data was carried out, where the scarcity in the contact with the indigenous
culture was verified, through the vision that the students demonstrated to possess. The
students stated that the little contact they had, throughout their lives, was at school, in
books and, very little, in films. Therefore, there is a need to increase interaction with
indigenous culture, since we already have some habits and interferences of utensils that
come from indigenous peoples and many times we do not even know this information.
1
Estudante do segundo ano
2
Estudante do segundo ano
3
Estudante do segundo ano
4
Estudante do segundo ano
5
Professor(a) do Departamento de Psicologia da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE)
Keywords: indigenous culture, psychology, social representation.

INTRODUÇÃO

Lima, Faro e Santos (2016) expuseram que a história brasileira de exploração e


desumanização dos índios antecede ao surgimento do Brasil como nação. Os índios
foram a primeira minoria, invadida pela diferença cultural e física de modo violento e
assimilador. Não obstante, verifica-se o escasso interesse da psicologia social e outras
áreas de conhecimento em pesquisar o preconceito contra essa categoria social.
Segundo o IBGE, em 2010, haviam cerca de 800 mil indígenas. Estes possuíam
o mais baixo valor médio do rendimento mensal nos grupos de cor do Brasil: R$
735,00, contra R$ 1538,00 dos brancos e R$ 834,00 dos negros. Ou seja, o rendimento
médio de um índio perfazia 47,8% do rendimento de um branco (IBGE, 2012).
A exclusão social e econômica dos índios é acompanhada pela cultural e
simbólica. A imagem social dessa categoria social ao longo da história “transita do cruel
e subumano canibal ao selvagem infantil e ingênuo”. Mesmo hoje, muitos dos índios
ainda são vistos como bárbaros ou primitivos, sem nenhum tipo de refinamento ou
civilidade e suas características são associadas às de animais ou crianças (LIMA;
FARO; SANTOS, 2016).
O presente projeto de pesquisa propõe adquirir conhecimento e verificar quais
representações sociais são feitas sobre as pessoas e a cultura indígena, bem como sua
transformação ao longo dos anos, entendendo que essa cultura foi e continua sendo
construída com a mistura do tradicional e do novo.
Ainda, busca-se estudar os estereótipos da cultura indígena, como funciona esse
processo e como se encontra a cultura indígena nos dias atuais. A falta de informação
das pessoas acerca da vivência do índio, de como seus costumes ainda permanecem e
como se desdobra o seu cotidiano pode gerar a formação de estereótipos, como por
exemplo, a crença de que a população indígena é inexistente ou muito pequena; o
racismo contra o índio; a visão de que o homem indígena é um ser irracional, insensato
e selvático, de que o índio prejudica o crescimento da economia, entre outros (VIEIRA,
2017).
Importante salientar que a cultura indígena não é algo singular, mas sim, a união
de diversas tradições elencadas por várias tribos, seja para o artesanato, as crenças, a
festas, as músicas e demais costumes. Deve ser levado em consideração que a cultura
dos índios não é fixa, ou seja, transforma-se ao longo do tempo, aceita mudanças no seu
modo de viver, podendo essa adaptação se dar de forma positiva, em que os
comportamentos do índio e do não-índio passam a viver em conjunto, ou negativa,
quando os hábitos indígenas são menosprezados em contato com a sociedade moderna
(TEDESCHI, 2010).
De acordo com Castro (2018, p. 1), "a identidade étnica, isto é, a consciência de
pertencer a uma determinada etnia, resulta de um complexo jogo entre o “tradicional” e
o “novo”, entre o próprio” e o estrangeiro”, que surge sempre quando diferentes
populações estão em contato”. Atualmente, no cenário brasileiro, a cultura indígena se
conserva viva, ainda que tenha sido modificada juntamente com os avanços da
modernidade.
Os dados obtidos e futuramente apresentados por meio dessa pesquisa são
relevantes no sentido de possibilitar uma visão sobre os paradigmas criados em relação
à população indígena, bem como a cultura do índio ainda presente na atualidade.
Portanto, o problema desta pesquisa pode ser descrito como: qual a visão dos
acadêmicos de psicologia da Universidade da Região de Joinville quando se trata da
representação social da cultura indígena? Logo, os objetivos do trabalho envolve
oconhecimento de conceitos e questões pertinentes a este tema.
Este tema foi escolhido pelo grupo com o intuito de apresentar os estereótipos da
cultura indígena que existem nos dias atuais, o “pré-conceito” que as pessoas têm sobre
o modo de viver e a cultura indígena, gerando esses estereótipos infundados. Por meio
deste, o tema foi dividido em alguns pontos que serão abordados ao longo da pesquisa.
Para isto, em sequência são abordados os objetivos, a fundamentação teórica, a
metodologia e o cronograma para a realização desta pesquisa.
Desta forma, o estudo teve como objetivo geral compreender a representação
social de acadêmicos de psicologia da Universidade da Região de Joinville – Univille
sobre a cultura indígena e como objetivos específicos tomar conhecimento sobre as
representações sociais feitas sobre a cultura indígena e suas particularidades; identificar
os estereótipos relacionados aos índios, com base na visão dos estudantes e conhecer as
referências práticas dos estudantes em relação à cultura indígena.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

As representações sociais descritas por Moscovici no livro La psychanalyse, son


imagem et son public, cujo objetivo foi estudar os processos psicossociológicos
existentes e subjacentes ao modo como a psicanálise foi transformada em conhecimento
do senso comum, descreve as representações sociais como “sistemas de valores, noções
e práticas que proporcionam aos indivíduos os meios para orientar-se no contexto social
e material [...] tornando inteligíveis a realidade física e social e integrando-se em um
grupo ou em uma relação cotidiana de intercâmbios” (MOSCOVICI, 1978, p. 79).
De suma relevância, outro aspecto na compreensão do conceito de representação
social é o papel na formação de conduta, quando se diz que ela modela o
comportamento e justifica sua expressão, situando o indivíduo de forma simbólica nas
relações sociais e nas categorias decorrentes das características da sociedade (BRAGA;
CAMPOS, 2013).
As questões relacionadas ao povo indígena, quaisquer que sejam elas,
transcendem as fronteiras de suas coletividades e afetam sobremaneira — por razões
políticas, culturais, históricas e sociais — a construção de uma sociedade democrática e
plural a um nível tanto local quanto global (VÉRAS, 2004). Logo, torna-se
imprescindível esclarecer que a questão indígena não é um nicho antropológico, pois
envolve a maneira com que lidamos com as diferenças, além de fatores políticos e
sociológicos (BERTOLANI, 2008).
Estudos mostram que o contato com os índios em situação de competição social
pode elevar o preconceito contra essa categoria. Estudando os estereótipos sobre os
índios em Goiás, Torres, Martignoni e Oliveira (2007) observaram que o nível de
contato com os índios em zonas urbanas aumenta o preconceito contra eles, de maneira
que quanto mais contato, mais preconceito.
Em uma extensa pesquisa realizada em 2010, Venturi e Bokany (2013)
entrevistaram 2006 cidadãos de todas as regiões brasileiras e concluíram que 3% deles
quando perguntados sobre "grupo de pessoas que não gosta de encontrar" responderam
grupos raciais e étnicos. Na pergunta sobre o grupo que menos gostam de encontrar, os
índios foram citados 1% das vezes, ocupando a 9º posição na escala de mal querência.
Com a pergunta "Os índios são selvagens, querem resolver tudo à força", verificou-se
que nas regiões Norte (42%), Nordeste e Centro-Oeste (30% em cada), foram
encontradas as maiores taxas de concordância e que esta crença é maior entre os que
vivem longe (30%) do que entre os que moram próximos a tribos indígenas (24%). A
crença no índio preguiçoso foi maior nas regiões Norte (34%) e Sul (29%), sendo que
os que moram perto ou longe de tribos não se diferenciaram (21%). Houve ainda, nas
Regiões Norte (9%) e Sul (6%), quem concordasse com a afirmação "Índio bom é índio
morto". No Nordeste, 4% concordaram com esta frase. Independentemente da região
pesquisada e de viver longe ou perto dos índios, 80% da amostra concordou que há
preconceito contra os índios no Brasil. Ainda que poucos admitissem ter preconceito
contra eles, o valor mais alto de preconceito pessoal foi encontrado no Nordeste (7%),
sendo que 4% dos que moravam próximo e 3% dos que viviam longe de tribos
admitiram ter preconceito contra os índios.
Bessa Freire (2016) analisou as representações e imagens dos povos nativos
internalizadas pelos brasileiros, ressaltando que as percepções acerca das culturas
indígenas são as transmitidas pela escola, museu, mídia e outros aparelhos ideológicos e
equipamentos culturais. A ideia central é de que o índio pertence a uma cultura
despossuída de tecnologia e de saber, inferior, atrasada e ignorante. Logo, tais imagens
consideram os índios como coisa do passado e primitivos, acreditando que a cultura é
incompatível à existência de modernidade. Então, as representações e imagens
estereotipadas demonstram como o indígena foi e é tratado pela sociedade nacional,
bem como revelam que tais representações resultam de relações de poder demarcadas há
tempo. Este é exercido conforme os interesses de grupos sociais e do poder público, que
comumente se omite quanto às problemáticas vivenciadas por esses povos, como
violência, desassistência a saúde, transplantação da educação não indígena para o
sistema escolar indígena, não demarcação de terras etc.

MÉTODO

O presente estudo se caracteriza por um estudo qualitativo exploratório.


Segundo Minayo (2010), a pesquisa qualitativa busca a singularidade daquilo
que se estuda, pois trabalha com o universo dos significados, das crenças individuais,
dos valores e intenções dos atos perante as relações e estruturas sociais.
Para Goldim (2000), os estudos dessa natureza têm por finalidade a exploração e
a descrição de fenômenos sem intervenção, com o objetivo de descrever a realidade.
O estudo será realizado com acadêmicos de diversas fases do curso de psicologia
da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE), localizada na cidade de Joinville,
Santa Catarina, Brasil.
A coleta de dados será realizada por meio de uma entrevista, a qual seguirá um
roteiro, para investigar a visão dos estudantes sobre as condições representativas da
cultura indígena em seu cotidiano. A entrevista será realizada por contato telefônico e
registrada com a utilização de um gravador de voz para, posteriormente, ser transcrita e
analisada pelos acadêmicos.
Segundo Britten (2005), a entrevista qualitativa tem por objetivo buscar a
singularidade do entrevistado, os seus próprios sentidos e significados, onde o
entrevistador deve tomar muito cuidado para não fazer suposições e induções a
respostas sobre os assuntos, nem mesmo condizer resultados prévios em categorias
previstas antes da entrevista.
Sendo assim, como roteiro de entrevista, tem-se:
Coleta de dados pessoais dos participantes: nome, idade, etnia, sexo, fase do
curso e turno.
Para você, o que caracteriza um índio?
Como você percebe a cultura indígena no seu cotidiano?
Quando você pensa em um índio, quais as primeiras palavras que lhe vêm à
mente?
Você tem exemplos de estereótipos sobre a cultura indígena que costumam ser
reproduzidos?
Que experiências práticas você já teve em relação à cultura indígena?
Primeiramente, será solicitada autorização da coordenadora do curso de
Psicologia da Universidade da Região de Joinville para que sejam realizadas as
entrevistas e a pesquisa em questão.
Posteriormente, os acadêmicos serão convidados a participar do estudo por meio
de um convite por e-mail e/ou telefone, o qual será realizado pelos acadêmicos. Assim,
a entrevista será realizada por videochamada, com agendamento prévio de horário, sem
limite de tempo.
As respostas coletadas pelas entrevistas da presente pesquisa serão categorizadas
e interpretadas a partir da análise de conteúdo proposta por Bardin (2011), uma vez que
esta é a obra mais citada em estudos qualitativos. Essas etapas são organizadas em três
fases: 1) pré-análise, 2) exploração do material e 3) tratamento dos resultados,
inferência e interpretação.
A análise de conteúdo é uma técnica que analisa o que foi dito na entrevista ou o
que foi observado pelo pesquisador. Busca-se classificar os materiais em categorias ou
temas que ajudem na compreensão do que está por trás dos discursos. Ao longo dos
anos, o caminho percorrido pela análise de conteúdo percorreu várias fontes de dados,
como: notícias de jornais, discursos políticos, cartas, anúncios publicitários, relatórios
oficiais, entrevistas, vídeos, filmes, fotografias, revistas, relatos autobiográficos, entre
outros (SILVA; FOSSÁ, 2015).

ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Após realizada as entrevistas com os acadêmicos do curso de psicologia


Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE), localizada no município de Joinville,
Santa Catarina, foi realizada a análise de dados a seguir. Os entrevistados tinham entre
21 e 26 anos, do 1º ao 5º ano da faculdade de psicologia, dos turnos matutino e nortuno,
de ambos os sexos, além disso, os entrevistados se auto declararam todos como brancos
(caucasianos).
Ao ser questionado como caracterizar um índio, um dos entrevistados
respondeu: “O indígena, para mim, é a pessoa que nasceu e cresceu por meio da cultura
indígena, no caso’’, além disso, o aluno afirmou que, sob seu ponto de vista, o Brasil
possui diversas culturas indígenas diferentes. A maioria dos entrevistados definem a
caracterização do índio como pessoa que nasceu e cresceu em locais que ainda mantem
os mesmos costumes, tradições e hábitos.
Quando questionados sobre a interferência da cultura indígena na alimentação,
acreditam que exista sim, entretanto não sabem dizer ao certo quais os alimentos advêm
da cultura indígena. Um entrevistado afirma que a mania das pessoas andarem descalço
seria por influência dos povos indígenas. Outro entrevistado firmou que o que
caracteriza um índio é sua etnia, assim como sua vida na floresta, religião e linguagem.
Alguns universitários acreditam que o hábito de chá e uso de ervas medicinais
seja influência da cultura indígena, além do peixe (pesca). Além disso, foram citados
banhos de rio e algumas danças típicas.
Com relação as palavras, as primeiras que vem a mente dos entrevistados são:
Tupi guarani, tradição, respeito, cultura, liberdade, natureza, diversidade, coletivismo,
oca, canoa, arco e flecha,
Os entrevistados dizem, com relação aos estereótipos dos índios, que possuem
cabelos corridos, compridos ou do tipo “tigelinha”. Alguns universitários também
citaram alguns objetos que são usados até hoje e acreditam que são originários da
cultura indígena, como a figa de madeira, o cachimbo, cestas (de frutas e de roupas),
artesanato,
Em sua maioria, os entrevistados não tiveram nenhum tipo de experiência ou
conhecimento acerca da cultura indígena, a não ser quando liam alguma coisa, ou em
alguns documentários vistos ao acaso. Entretanto, um universitário compartilhou uma
experiência que viveu certa vez em seu local de trabalho, um grupo com cerca de 10 a
15 indígenas foram dar início a sua primeira habilitação, em uma troca de informações,
o líder do grupo compartilhou várias coisas sobre sua cultura, entre elas, ele destacou
que existem alguns hábitos dos povos indígenas que ainda são encobertos, mas que eles
ainda usam muito o cachimbo, como prática medicinal, com substâncias e ervas
benéficas para o organismo. Além disso, o líder do grupo também contou que existem
uma infinidade de línguas indígenas, que o guarani é apenas uma.
Isto posto, pode-se afirmar que a cultura indígena ainda é muito pouco difundida
nos tempos atuais, que muito pouco se sabe sobre suas culturas, suas linguagens, suas
crenças, seus hábitos, entretanto todos afirmam que, mesmo que seja pouca, sua vida
possui alguma interferência dos indígenas, por menor que seja.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A proposta de compreender a representação social dos acadêmicos de psicologia


sobre a cultura indígena foi conquistada através das entrevistas realizadas, além de ter
sido perceptível a falta de contato com a cultura indígena da maioria dos entrevistados,
foi possível verificar que existe uma visão estereotipada dos indígenas.
Os indígenas ainda são vistos como povos que possuem sua cultura fechada,
inclusive suas linguagens e hábitos. Poucos sabem qual a real influência que a cultura
indígena possui na vida atual, tanto em relação a hábitos quanto a utensílios.
Diante do encontrado, foi possível perceber que ainda existe um “pré-conceito”
com relação a forma que os indígenas vivem, como seres limitados apenas ao que a
natureza os oferece. Os próprios alunos afirmaram que possuíram pouco contato com a
cultura indígena ao longo da vida e que este contato poderia ter sido maior para que
tivessem mais conhecimento desta cultura tão rica.

REFERÊNCIAS

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BERTOLANI, Marlon Neves. Representações sociais da saúde e políticas de saúde


voltadas a populações indígenas: uma análise da relação entre o sistema de saúde
Guarani e a biomedicina. 2008. Dissertação (Mestrado em Política Social) — Centro de
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Representação dos Índios no Imaginário Nacional: o que o museu tem a ver com
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Disponível em: <https://storia.me/pt/6-estereotipos-sobre-indios-que-precisamos-
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TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE – UNIVILLE

DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Prezado(a) participante,

Nós, Chaiane Parizotto, Gustavo Roedel e Letícia Guedes, estudantes do 2º ano do


Curso de Psicologia da Univille, convido-o(a) a participar do processo de coleta de
dados de minha pesquisa, na disciplina de Projeto Integrador, sob orientação da Profª.
Ana Carolina Wolff Mota. Essa pesquisa se intitula: A REPRESENTAÇÃO SOCIAL
DA CULTURA INDÍGENA PELOS ACADÊMICOS DO CURSO DE
PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE e tem por
objetivo compreender a representação social de acadêmicos de psicologia da
Universidade da Região de Joinville – Univille sobre a cultura indígena.

O seu papel enquanto participante se dará por meio de uma entrevista. Você será
convidado a participar de uma entrevista online com um dos integrantes da equipe
pesquisadora, por meio da plataforma Google Meet. Para registro das respostas será
utilizado um gravador de áudio, e, mediante a sua autorização poderei realizar a
transcrição da gravação quando necessário. Você está sendo informado (a) de que o uso
das respostas da entrevista será exclusivamente para finalidade dessa pesquisa. Cabe
salientar que apenas os pesquisadores responsáveis terão acesso direto às informações
oferecidas por meio dos dados coletados. De acordo com os preceitos éticos contidos na
Resolução 466/12 referentes à proteção aos participantes, asseguramos que a sua
participação será absolutamente sigilosa, não constando nome ou qualquer outro dado
que possa identificá-lo(a) na publicação dos resultados da pesquisa.

Informamos que a sua participação é absolutamente voluntária, portanto, não poderá ser
fornecido qualquer tipo de remuneração e ou ressarcimento pela sua participação na
pesquisa, a não ser, que haja algum risco ou dano verificado no processo de coleta de
dados, sendo assim, você poderá ser ressarcido e indenizado.

Esse estudo não se isenta de apresentar riscos psicológicos, podendo causar desconforto
a você ao responder as perguntas da entrevista. Caso você se sinta desconfortável, tem o
direito de interromper a participação em qualquer fase da pesquisa, bem como solicitar a
exclusão de seus dados, retirando seu consentimento sem qualquer penalização ou
prejuízo. Além disso, nos casos em que a atenção psicológica for necessária, o
pesquisador poderá o (a) encaminhar para atendimento no Serviço de Psicologia da
UNIVILLE.

A legislação brasileira não permite que você tenha qualquer compensação financeira
pela sua participação na pesquisa, mas tampouco que você tenha gastos com a mesma.
Nessa pesquisa não existem gastos previstos, mas pontuo que caso você tenha alguma
despesa em decorrência da sua participação, referentes a transporte e/ou alimentação, os
pesquisadores se responsabilizam pelo seu ressarcimento.

As informações obtidas serão armazenadas pelo pesquisador principal por 5 anos e


utilizadas na elaboração de trabalhos científicos que poderão vir a ser publicados em
meios acadêmicos e científicos. Os resultados dessa pesquisa trarão contribuições
indiretas para o cenário brasileiro, pois são relevantes no sentido de possibilitar uma
visão sobre os paradigmas criados em relação à população indígena, bem como a cultura
do índio ainda presente na atualidade. Ressaltamos que os dados utilizados em
produções cientificas não farão qualquer alusão a sua identificação. Após a apresentação
da pesquisa à professora responsável, os resultados da presente pesquisa poderão ser
apresentados a você, em data a ser agendada.

Para quaisquer outras informações, coloco-me a sua disposição pelo telefone (xxxxxx,
e-mail xxxxxxxx, e a professora responsável pela pesquisa, Ana Carolina Wolff Mota
também estará à disposição para sanar suas dúvidas no email anacwolff@gmail.com.

Após ler este Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e aceitar participar do


estudo, solicito sua assinatura em duas vias no referido Termo, sendo que uma delas
permanecerá em seu poder, pois é um documento que comprova o nosso contato e
garante os seus direitos como participante da pesquisa.

Eu, _________________________________________________, abaixo assinado,


concordo em participar desse estudo como sujeito. Fui informado (a) e esclarecido (a)
pelos pesquisadores Chaiane Parizotto, Gustavo Roedel e Letícia Guedes sobre o tema
e o objetivo da pesquisa, assim como os procedimentos, os benefícios e os possíveis
riscos decorrentes de minha participação. Recebi a garantia de que posso retirar meu
consentimento a qualquer momento, sem que isto me traga qualquer prejuízo. Concordo
que o material e as informações relacionadas à minha pessoa possam ser utilizados em
aulas, congressos, eventos científicos, palestras ou periódicos científicos, sendo que não
serei identificado (a) por nome ou qualquer outra forma.

Quanto ao registro das informações da entrevista por meio de gravação de áudio, eu:

( ) Autorizo a gravação. ( ) Não autorizo a gravação.

Local e data:______________________________

Nome por extenso: _____________________________________________

Assinatura do (a) participante: __________________________

Assinatura da pesquisadora: _____________________________

Contatos:

Pesquisadores: Chaiane Parizotto, Gustavo Pesquisador responsável: Ana Carolina


Roedel e Letícia Guedes (nomes, seguidos Wolff Mota (Professora orientadora do
de email e telefone) projeto de pesquisa)

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