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GOVERNO DO ESTADO DE

RONDÔNIA SECRETARIA DE ESTADO DA


EDUCAÇÃO
GERÊNCIA DE EDUCAÇÃO
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO
DO
ENSINO FUNDAMENTAL

MATRIZ

CURRICULAR 1a

SERIE (6 ANOS)

ENSINO FUNDAMENTAL DE 9 ANOS


GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA
IVO NARCISO CASSOL

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


EDNALDO DA SILVA LUSTOSA

COORDENADOR GERAL
PASCOAL DE AGUIAR GOMES

GERENCIA DE EDUCAÇÃO
SÔNIA APARECIDA ALVES DE OLIVEIRA CASIMIRO

PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL


FLÁVIO DE JESUS

ELABORAÇÃO
EQUIPE DE FORMAÇÃO CONTINUADA/ P RODE F/G E/S E D UC

CONTRIBUIÇÕES
SETOR PEDAGÓGICO DAS REPRESENTAÇÕES DE ENSINO DE:
ALVORADA
ARIQUEMES
BURITIS
CACOAL
CEREJEIRAS
ESPIGÃO DO OESTE
EXTREMA
GUAJARÁ
JI-PARANÁ
NOVA BRASILÂNDIA
NOVO HORIZONTE
NOVA MAMORÉ
PIMENTA BUENO
ROLIM DE MOURA
SANTA LUZIA
VILHENA
ÍNDICE
1. Apresentação .......................................................................................... 04
2. O Currículo .............................................................................................. 05
3. Orientações Didáticas ............................................................................. 08
4. Avaliação................................................................................................. 10
5. Matriz Curricular

5.1. Língua Portuguesa............................................................................ 11


5.2. Matemática ........................................................................................ 13
5.3. Ciências ........................................................................................ 15
5.4. História ....................................................................................... 16
5.5. Geografia ........................................................................................ 17
5.6. Arte ........................................................................................ 18
5.7. Educação Física ................................................................................ 20
5.8. Ensino Religioso ................................................................................ 21
6. Bibliografia............................................................................................... 22
APRESENTAÇÃO

A ampliação do ensino fundamenta! para nove anos possibilita avanços importantes na busca da
inclusão e êxito das crianças no sistema escolar.
A entrada de alunos, um ano mais cedo na escola assegura um tempo mais longo de convívio
escolar com maiores oportunidades de aprendizagem.
A aprendizagem não depende apenas do aumento do tempo de permanência na escola, mas
também do emprego mais eficaz desse tempo: a associação de ambos pode contribuir significativamente
para que os estudantes aprendam mais e de maneira mais prazerosa.
Para tanto, algumas orientações pedagógicas que respeitem as crianças como sujeitas da
aprendizagem se fazem necessárias, a fim de propiciar momentos de reflexão que possibilitem o
aprimoramento da prática docente em sala de aula.
O CURRÍCULO

A ampliação do Ensino Fundamental para nove anos, nos remete a reflexões e indagações sobre
como se deve ou não ensinar as crianças nas diferentes áreas do currículo.
O primeiro passo, é ter a criança como foco principal, levando em conta a sua individualidade, e
respeitando as suas limitações. Além disso, a valorização das características próprias da região, favorece
uma aprendizagem significativa, visto que estas crianças estão inseridas neste contexto sócio-cultural.
As características culturais estão impregnadas nas produções infantis, basta ter um olhar sensível
para percebê-las.
Este olhar permiti-nos conhecer melhor, as crianças, e também valorizar suas produções.
É com este objetivo que se vem buscando construir a matriz curricular para a 1- série do ensino
fundamental de nove anos. Não sendo esta mera repetição dos conteúdos trabalhados no último ano da pré-
escola, nem da 1 - série do ensino fundamental de oito anos, mas sim, uma mesclagem destas propostas,
pois a criança de seis anos de idade passa a fazer parte como sujeito a quem falta conteúdos da educação
infantil ou um sujeito que será preparado, nesse primeiro ano, para os anos seguintes do ensino
fundamental.
Devemos compreender que essa criança está no ensino obrigatório e, portanto, precisa ser
atendida em todos os objetivos legais e pedagógicos estabelecidos para essa etapa de ensino. Para a
construção desta proposta, devemos ter como referência as Diretrizes Curriculares Nacionais para o
Ensino Fundamental, na qual enfatiza os seguintes princípios: a) Princípios éticos da autonomia, da
responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum; b) Princípios políticos dos direitos e
deveres da cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática; c) Princípios estéticos
da sensibilidade, criatividade e diversidade de
manifestações artísticas e culturais.
É importante que o trabalho pedagógico com as crianças de seis anos de idade, nas séries iniciais
do ensino fundamental, garanta o estudo articulado das Ciências Sociais, das Ciências Naturais, das Noções
Lógico-Matemáticas e das Linguagens.
Para tanto, algumas orientações retiradas do documento editado pelo MEC intitulado "Ensino
Fundamental de Nove Anos. Orientações para a inclusão da criança de seis anos de idade". Favorecem a
construção de uma matriz curricular que melhor atenda na totalidade esta criança.
Trabalhar com os conhecimentos das Ciências Sociais nessa etapa de ensino reside, especialmente,
no desenvolvimento da reflexão crítica sobre os grupos humanos, suas relações, suas histórias, suas formas
de se organizar, de resolver problemas e de viver em diferentes épocas e locais. Assim, a família, a escola,
a religião, o entorno social (bairro, comunidade, povoado), o campo, a cidade, o pais e o mundo são esferas
da vida humana que comportam inúmeras relações, configurações e organizações. Propor atividades em
que as crianças possam ampliar a compreensão da sua própria história, da sua forma de viver e de se
relacionar. Identificar diferenças e semelhanças entre as histórias vividas pelos colegas e por outras pessoas
e grupos sociais próximos ou distantes, que conhecem pessoalmente ou que conheceram pelas histórias
ouvidas, lidas, vistas na televisão, em filmes, em livros, etc. Histórias individuais e coletivas que
participam da construção da historia da sociedade.
O trabalho com a área das Ciências Sociais também objetiva ajudar a criança a pensar e a
desenvolver atitudes de observação, de estudo e de comparação das paisagens, do lugar onde habita, das
relações entre o homem, o espaço e a natureza. É importante conhecer as transformações ocorridas sob a
ação humana na construção, no povoamento e na urbanização
das diferentes regiões do planeta. Perceber que a maneira como o homem lida com a natureza interfere na
paisagem e, consequentemente, na forma e na qualidade de vida das pessoas. Propor atividades por meio
das quais as crianças possam investigar e intervir sobre a realidade, reconhecendo-se como parte integrante
da natureza e da cultura.
Na área das Ciências Naturais, o objetivo é ampliar a curiosidade das crianças, incentivá-las a
levantar hipóteses e a reconstruir conhecimentos sobre os fenômenos físicos e químicos, sobre os seres
vivos e sobre a relação entre o homem e a natureza e entre o homem e as tecnologias, possibilitando, assim,
a observação, a experimentação, o debate e a ampliação de conhecimentos científicos.
As atividades didáticas dessa área têm como finalidade desafiar as crianças, levá-las a prever
resultados, a simular situações, a elaborar hipóteses, a refletir sobre as situações do cotidiano, a se
posicionar como parte da natureza e membro de uma espécie - entre tantas outras espécies do planeta,
estabelecendo as mais diversas relações e percebendo o significado dos saberes dessa área com suas ações
do cotidiano.
O objetivo do trabalho com as Noções Lógico-Matemáticas nas séries/anos iniciais é dar
oportunidade para que as crianças coloquem todos os tipos de objetos, eventos e ações em todas as
espécies de relações. Encorajar as crianças a identificar semelhanças e diferenças entre diferentes
elementos, classificando, ordenando e seriando; a fazer correspondências e agrupamentos; a comparar
conjuntos; a pensar sobre números e quantidades de objetos quando esses (orem significativos para elas,
operando com quantidades e registrando as situações-problemas e promovam a troca de ideias entre as
crianças. Especialmente nessa área, é fundamental o professor fazer perguntas às crianças para poder
intervir e questionar a partir da lógica delas.
O trabalho com a área das Linguagens parte do princípio de que a criança, desde bem pequena,
tem infinitas possibilidades de sua expressão. Um dos grandes objetivos do currículo nessa área é a
educação estética, isto é, sensibilizar a criança para apreciar uma pintura, uma escultura, assistir a um
fume. ouvir uma música. Nesse período, é importante a criança vivenciar atividades em que possa ver,
reconhecer, sentir, experimentar, imaginar e atuar sobre as diversas manifestações da arte. O trabalho com
as linguagens nas séries iniciais tem como finalidade dar oportunidade para que as crianças apreciem
diferentes produções artísticas e também elaborem suas experiências pelo fazer artístico, ampliando a sua
sensibilidade e a sua vivência estética.
O trabalho pedagógico com ênfase na área das Linguagens também inclui possibilitar a,
socialização e a memória das práticas esportivas e de outras práticas corporais. Entendemos que, em todas
as áreas, ê essencial o respeito às culturas, ã ludicidade, à espontaneidade, á autonomia e ã organização das
crianças, tendo como objetivo o pleno desenvolvimento humano.
Finalmente, ainda na área das Linguagens, é preciso assegurar um ensino pautado por uma prática
pedagógica que permita a realização de atividades variadas, as quais, por sua vez, possibilitem práticas
discursivas de diferentes gêneros textuais, orais e escritos, de usos, finalidades e intenções diversa. Textos
que circulam na diferentes esferas sociais e são produzidos por interlocutores em processos interativos.
Textos significativos para as crianças, produzidos nas mais variadas situações de uso da linguagem oral e
escrita, em que elas participem como locutores e como ouvintes. É importante que o cotidiano das crianças
das séries inicias seja pleno de atividades de produção e de recepção de textos orais e escritos, tais como:
escuta diária da leitura e textos literários; produção de textos escritos mediados pela participação e registro
de parceiros mais experientes; leitura e escrita espontânea de textos diversos, mesmo sem o domínio das
convenções da escrita; participação em jogos e brincadeiras com a linguagem; entre muitas outras
possíveis. Ao lado disso, as crianças devem ser encorajadas a pensar, a discutir, a conversar e,
especialmente, a raciocinar sobre a escrita alfabética, pois um dos
principais objetivos do trabalho com a língua nos primeiros anos do ensino fundamental é lhes assegurar o
conhecimento sobre a natureza e o funcionamento do sistema de escrita, compreendendo e se apropriando
dos usos e convenções da linguagem escrita nas suas mais diversas funções, principalmente o seu uso na
sociedade.
ORIENTAÇÕES DIDÁTICAS

O professor de alunos com seis anos de idade assume papel importante na formação destes
cidadãos. Para tanto, alguns aspectos devem ser observados e respeitados nas crianças para que o trabalho
venha a favorecer a ambas as partes.
É preciso que o professor pense nas crianças como sujeitos ativos que participam e intervém no
que acontece ao seu redor, além de apresentarem características próprias e limitações.
A partir dessa visão, o trabalho na sala de aula deve ser enriquecido, não sendo mera repetição de
conteúdos e utilização de métodos tradicionais de ensino. Por isso, um bom planejamento das atividades se
torna fundamental.
A articulação das áreas do conhecimento com as crianças de seis anos deve priorizar planos de
aula que contemplem a própria movimentação da criança e manipulação de objetos e materiais, aulas-
passeio, estudos do meio, visitas etc, trabalhando-se juntamente com o lúdico e o concreto. Como ação e
simbolização estão juntas, cabem também a leitura de histórias e poemas, a recepção de sons e imagens
(músicas, filmes, documentários, etc). A partir da ação o professor pode pensar em planos de
representação e consequente tomada de consciência dessa ação, ou seja, propor que as crianças
representem o que viram, sentiram, fizeram e depois falem sobre as suas representações, expliquem como
chegaram a uma determinada solução, etc.
Além disso, algumas habilidades devem ser favorecidas, tais como:
Expressão corporal - são as brincadeiras, imitações e dramatizações por meio das quais as
crianças reapresentam o que viveram, e sentiram com o próprio corpo ou manipulação objetos como
fantoches, bonecos, brinquedos, etc;
Expressão gráfica e plástica - são os desenhos, pinturas, colagens, modelagens que as crianças
fazem para representar o que foi vivido e experimentado. Gradativamente, essas representações vão sendo
planejadas pelas crianças e vão ganhando formas mais definidas e elaboradas;
Expressão oral - fala/verbalização - são as situações em que as crianças são chamadas a
conversar sobre o que fizeram, viram, sentiram, como chegaram a determinados resultados, que caminhos
seguiram, ou seja, são incentivadas a falar sobre suas experiências, seus sentimentos e também sobre o seu
próprio pensamento, além de terem a oportunidade de fazer uso de diferentes gêneros discursivos;
Expressão/registros escritos - a língua escrita, assim como a oral, exerce várias funções e
possui inúmeros usos sociais e formas de se articular. Cada esfera da atividade humana produz seus
gêneros discursivos. É importante que. na escola, as crianças sejam desafiadas a fazer uso de diferentes
gêneros e de diferentes formas de registrar as ações que viveram, num processo de apropriação gradativa
dos usos e convenções dos sistemas notacionais que incluem a linguagem escrita, com sues diversos
gêneros e tipos de textos e outras notações como a linguagem matemática, gráficos, mapas, tabelas, etc. As
notações e escritas espontâneas das crianças, pelas sucessivas tomadas de consciência, a partir da mediação
do professor e/ou de pessoas mais experientes, gradativamente vão dando lugar às convencionais.
O trabalho através de projetos, também é uma forma de vincular o aprendizado escolar aos
interesses e preocupações das crianças, aos problemas emergentes na sociedade em que vivemos, à
realidade fora da escola e às questões culturais do grupo. Os projetos vão além dos limites do currículo,
pois os temas eleitos podem ser explorados de forma ampla e interdisciplinar, o que implica pesquisas,
busca de informações, experiências de primeira mão tais como visitas e entrevistas, além de possibilitarem
a realização de inúmeras atividades de organização e de registro, feitas individualmente, em pequenos
grupos ou com a participação de
toda a turma.
Os projetos valorizam o trabalho e a função do professor que, em vez de ser alguém que reproduz
ou adapta o que está nos livros didáticos e nos seus manuais, passa a ser um pesquisador do seu próprio
trabalho. O professor torna-se alguém que também busca informações sobre o tema eleito, incentiva a
curiosidade e a criatividade do grupo e, sobretudo, entende as crianças como sujeitos que têm uma história
e que participam ativamente do mundo construindo e reconstruindo a cultura na qual estão imersos. Ao se
tornar mais atentos ao que surge do grupo, o professor amplia o diálogo com as crianças e se torna
importante na busca, na organização e na mediação dos conhecimentos. A procura de todos por respostas
às questões que surgem no grupo mobiliza e torna a aprendizagem um desafio coletivo. E a escola pode ser
um espaço de busca, de reflexão, que se vale de fontes e áreas de conhecimentos diversas para entender um
fenômeno natural, cultural e social. Lugar onde as diferentes linguagens assumem grande importância, pois
são as ferramentas necessárias para ler, entender, interpretar e dizer o mundo.
Os projetos exigem cooperação, interesse, curiosidade, pesquisa coletiva em diferentes fontes,
registros do que está sendo pesquisado como: fotografias, desenhos, pinturas, colagens, maquetes,
instalações, teatro, dramatizações, etc. Ao professor cabe a mediação de cada momento do processo por
meio de planejamento e organização.
Além disso, um trabalho de qualidade para as crianças nas diferentes áreas do currículo exige
ambientes aconchegantes, seguros, encorajadores, desafiadores, criativos, alegres e divertidos; nos quais as
atividades elevem sua autoestima, valorizem e ampliem as suas leituras de mundo e seu universo cultural,
agucem a curiosidade, a capacidade de pensar, de decidir, de atuar, de criar, de imaginar, de expressar; nos
quais jogos, brincadeiras, elementos da natureza, artes, expressão corporal, histórias contadas, imaginadas,
dramatizadas, etc, estejam presentes.
AVALIAÇÃO

Alguns cuidados devem ser tomados no tocante a avaliação, visto que na pré-escola a avaliação do
desempenho do aluno, não é atribuída por notas e conceitos, diferente do sistema adotado na organização
do Ensino Fundamental.
Para tanto, a diferença se fará na forma como o professor conduzirá este processo, mesmo sendo
adotada a progressão continuada da 1a para a 2a série, sem incidir em retenção, o processo de avaliação
diagnostica e formativa de desempenho desse aluno deve ser conduzido de forma a não assustar as crianças
através de avaliações tradicionais, com fins excludentes de classificar e selecionar estudantes aptos e não-
aptos. Assim, como também deverá ser diagnosticado o processo de ensino aprendizagem.
Deve-se ter muito cuidado, para não se continuar com uma prática excludente de avaliar com
diferentes finalidades. Para tanto, é importante que se conheça as crianças considerando as características da
infância e o contexto extra-escolar. Identificar os conhecimentos prévios dos alunos em diferentes áreas do
conhecimento. Isto é importante, porque a partir daí o professor poderá elaborar diferentes estratégias e
oportunidades de aprendizagem. Assim, tanto o professor quanto os alunos estão sendo avaliados.
É necessário dominar o que se ensina e saber qual é a relevância social e cognitiva do ensinado
para definir o que vai se tomar material a ser avaliado.
É preciso garantir a coerência entre as metas que são planejadas, e o que está sendo ensinado, e o
que está sendo avaliado.
Todas as informações ligadas ao aluno, no que diz respeito ao processo de ensino- aprendizagem,
precisa ser registrada periodicamente, sendo verificada se a relação com os objetivos traçados está sendo
alcançada.
Os instrumentos para registro podem ser variados, o importante é que diagnostiquem
sistematicamente a construção de saberes específicos, capacidades, habilidades, além de aspectos ligados ao
desenvolvimento pessoal e social.
Não é suficiente para o professor saber se o aluno domina ou não determinado conhecimento ou se
desenvolvam ou não determinada capacidade. É preciso entender o que sabem sobre o que ensinamos,
como eles estão pensando, o que já aprenderam e o que falta aprender.
Analisar os processos de aprendizagem, utilizando-se de estratégias para enfrentar os desafios é o
que faz a diferença.
MATRIZ CURRICULAR

LÍNGUA PORTUGUESA

OBJETIVOS/CAPACIDADES/HABILIDADES

Escrita

1. Conhecer o alfabeto;

2. Saber usar os objetos de escrita presentes na cultura escolar;

3. Evoluir gradativamente da escrita espontânea ale a base alfabética da escrita e da fonética,


na reescrita e na produção de pequenos textos, listas, correio da classe etc., apropriando-se
do sistema alfabético de representação simbólica da língua escrita;
4. Explorar a função de segmentação dos espaços em branco e da pontuação de final de
frase e o alinhamento da escrita da língua portuguesa;

5. Ter contato com diferentes tipos de letra (forma e cursiva);

6. Compreender diferenças entre a escrita alfabética e outras formas gráficas;


7. Reconhecer gradativamente unidades fonológicas como sílabas, rimas,
terminações de palavras etc;

8. Produzir coletiva e individualmente textos escritos de gêneros diversos,


adequados aos
objetivos, ao destinatário e ao contexto de circulação como: poemas, reportagens, anúncios,
receitas bilhetes e cartas, mesmo que ainda não saiba escrever (tendo o professor
como escriba),
9. Conhecer, utilizar, e valorizar os modos de produção e circulação da escrita na
sociedade e no contexto escolar;

10. Respeito pela produção própria e alheia;

Leitura

11. Desenvolver gradativamente capacidades necessárias à leitura;

12. Escutar textos lidos pelo professor de diferentes gêneros, apreciando a sua leitura;

13. Valorizar a leitura como fonte de prazer e entretenimento;

14. Identificar as finalidades e funções da leitura em função do reconhecimento do


suporte, do gênero e da contextualização do texto (dicionário, lista telefônica,
manuais, bulas, receitas, etc.);

15. Identificar os diversos portadores de textos: contos, poesias, fábulas,


advinhas, trava-línguas, gibis;

16. Interpretar o que ouve, ex.: histórias, recados, notícias, recomendações etc;

Oralidade
17. Criar, recontar e dramatizar oralmente as histórias ouvidas, levando em conta a
entonação das vozes dos personagens;
18. Relatar acontecimentos, evidenciando sequência lógica necessária para urna boa
compreensão;

19. Participar das interações cotidianas em sala de aula;


20. Respeitar a diversidade das formas de expressão oral manifestada por colegas,
professores e funcionários da escola, bem como por pessoas da comunidade extra-
escolar {sotaques, expressões regionais, etc):

21. Desenvolver a capacidade de escuta e compreensão;


22. Conhecer e reproduzir oralmente trava-línguas, parlendas, adivinhas, poemas,
quadrinhas e canções;

23. Usar a língua falada em diferentes situações escolares, buscando empregar a variedade
linguística adequada, planejando a fala em situações formais, ex.: cumprimento,
agradecimentos, desculpas, ele;
MATRIZ CURRICULAR

MATEMÁTICA

OBJETIVOS/CAPACIDADES/HABILIDADES

Números e Operações

1. Conhecer a história dos números;


2. Realizar contagem em situações de sala de aula, nas brincadeiras e em
situações reais a partir do conhecimento que a criança possui sobre o
número;
3. Explorar, identificar, questionar a curiosidade e interpretar os diferentes usos
dos números, reconhecendo sua utilidade na vida cotidiana (número de
telefone, linhas e eixos vicinais, placas de carros, etc.);
4. Possibilitar a leitura e o registro (lazer uso de notação, leitura) de
escritas numéricas, considerando situações do seu dia-a-dia, ex.: idade,
ano de nascimento, placa de carro, moeda, etc.;

5. Organizar agrupamentos para facilitar a contagem e a comparação do


cálculo mental;

6. Identificar os numerais associando as suas quantidades;


7. Observar os critérios que definem uma classificação de números (maior
que, menor que, estar entre) e de regras usadas em seriação (mais 1, mais
2, dobro e metade);
8. Elaborar e propiciar situações problemas que possibilitem explorar
noções de adição e subtração a partir de resoluções não convencionais
(situações concretas);
9. Ter confiança em suas próprias estratégias e na sua capacidade para lidar com
situações matemáticas novas, utilizando seus conhecimentos prévios;

10. Valorizar a troca de experiências com seus pares como forma de


aprendizagem;
11. Apreciar a organização na elaboração e apresentação dos trabalhos de
forma critica contribuindo para a troca de experiências;
12. Construir formas pessoais de registro mesmo que não faça
convencionalmente, para comunicar informações coletadas;

Grandezas e medidas

13. Conhecer e manipular vários tipos de moedas e cédulas existentes e a


relação entre elas em situações problemas simples;

14. Estabelecer comparações entre histórias e fotografias das


características de cada época -situando-as cronologicamente;
15. Observar e perceber que os objetos, as pessoas e os ambientes podem ser
pesados e medidos;

16. Desenvolver noções de medida de comprimento, peso, volume, tempo e


temperatura pela utilização de unidades convencionais e não convencionais;
Espaço e forma

17. Identificar a posição de um objeto ou número por meio de situações reais,


explicitando a noção de sucessor e antecessor;
18. Localizar, movimentar e descrever a localização de pessoas ou objetos
no espaço, com base em diferentes pontos de referência e algumas
indicações de direção e sentido;
19. Observar e sensibilizar formas geométricas presentes em elementos
naturais e nos objetos criados pelo homem e de suas características:
arredondadas ou não, simétricas ou não, tridimensionais ou planas;

20. Construir e representar formas geométricas;


21. Observar e compreender que as pessoas, as plantas, os animais e os
objetos podem ser associados em grupo, formando conjunto;
22. Desenvolver de forma lúdica e concreta noções de posição: em cima de/
abaixo de, em cima de / em baixo de, à direita de, a esquerda de, em frente de /
atrás de, no meio de, diante de, em torno de (ao redor de), dentro, fora, antes de
/ depois de, ao lado de, entre horizontal / vertical;
23. Desenvolver de forma lúdica e concreta noções de indicação e comparação:
maior que / menor que, igual a, mãe fino que / mais grosso que, inferior a /
superior a, mais curto / mais comprido, mais alto / mais baixo, mais longo, mais
estreito, mais cheio / mais vazio, mais pesado
/ mais leve;
24. Desenvolver de forma lúdica e concreta noções de direção e sentido: para
frente / para trás, para o lado, pela frente / por trás, através de, para a direita /
para a esquerda, para baixo / para cima, por baixo / por cima, por dentro / por
(ora, no mesmo sentido / no sentido contrário;

25. Desenvolver noções de profundidade: vazio e cheio


MATRIZ CURRICULAR
CIÊNCIAS

OBJETIVOS / CAPACIDADES / HABILIDADES

1. Perceber-se como parte da natureza, como animal e ser vivo consciente


de sua responsabilidade para com o planeta;
2. Identificar os elementos naturais importantes para a existência da vida
(ar. solo, água, vegetais, animais, luz e calor do sol);
3. Desenvolver noções sobre as relações entre diferentes espécies de seres
vivos, e suas características;
4. Conhecer espécies da fauna e flora da região, comparando-a com as de
outras regiões;
5. Observar as modificações no ambiente, investigando causas e
consequências, bem como, ter atitudes positivas em relação à sua
preservação e conservação;

6. Obter noções sobre os seres vivos e não vivos e sua importância no


ecossistema;
7. Adotar hábitos de autocuidado, valorizando as atitudes relacionadas
com a higiene, alimentação, conforto, segurança, proteção do corpo e
cuidados com a aparência;

8. Desenvolver e fortalecer hábitos de higiene e de cuidados com os


materiais de uso individual e coletivo;
9. Observar a diversidade de seres vivos nos diferentes ambientes
percebendo modos de alimentação, relação alimentar, locomoção e
revestimento do corpo;

10. Observar e perceber a importância do ar e da energia para a


sobrevivência dos seres vivos;

11. Desenvolver noções sobre a importância da reprodução dos seres vivos


nos diferentes animais e plantas;

12. Desenvolver a capacidade de reconhecer objetos e ambientes


utilizando os sentidos;
13. Identificar, nomear e desenvolver a percepção dos órgãos dos
sentidos, observando as sensações corporais e exercitando a diferença
entre os toques diversos;
14. Observar e identificar as partes do corpo, percebendo as diferenças e
semelhanças (masculino e feminino), respeitando as diferenças
individuais;

15. Observar e perceber como os objetos são construídos a partir de materiais


retirados da natureza, reconhecendo os seus processo de transformação e
reciclagem;
16. Desenvolver noções de captação, distribuição e armazenamento de água e
os modos domésticos de tratamento, relacionando com as condições
necessárias à saúde;
17. Compreender o alimento como fonte de matérias e energia para o
crescimento e manutenção do corpo, reconhecendo as limitações e as
necessidades para uma vida saudável;
18. Conhecer as limitações do próprio corpo e a necessidade de uma vida
saudável (alimentação, exercícios tísicos, vacinas, exames etc.);
19. Conhecer as emoções básicas (raiva, alegria, afeto, medo e tristeza) e treinar
o controle frente às situações do cotidiano infantil;
MATRIZ CURRICULAR

HISTÓRIA

OBJETIVOS / CAPACIDADES / HABILIDADES

1. Perceber-se enquanto parte integrante de um grupo e de uma sociedade


(família) possuidor de direitos e deveres, respeitando suas regras de convívio
social e a diversidade que os compõem;
2. Identificar os membros que compõem a sua família pela relação de
parentesco e afetividade;

3. Perceber a importância da família na formação da criança para o


exercício da cidadania;
4. Construir sua história através da árvore genealógica, tomando por base
o grau de parentesco;
5. Reconhecer os aspectos que proporcionam um ambiente familiar saudável
(moradia, alimentação, saúde, educação, trabalho, higiene e lazer);
6. Conhecer várias estruturas familiares e como elas se diversificam
{biológica, adotada, com ou sem pai, mãe, etc.);
7. Construir a história de cada um a partir de suas experiências de vida, de
sua família e perspectivas de futuro, considerando o espaço temporal
(presente, passado e futuro);
8. Estabelecer algumas relações entre o modo de vida característico de seu
grupo social e de outros grupos (o modo de ser, viver e trabalhar);
9. Conhecer, participar e valorizar atividades que envolvam histórias,
brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais
artísticas, literárias, políticas, religiosas, filosóficas e científicas, de sua
comunidade e de outras;
10. Reconhecer a escola como um dos espaços de aprendizagem da cultura
brasileira e da participação e exercício da cidadania;
11. Identificar alguns papéis sociais existentes em seu grupo de
convívio, dentro e fora da instituição;
12. Desenvolver a compreensão critica das datas comemorativas e dos
símbolos nacionais;
13. Valorizar o patrimônio cultural do seu grupo social e interesse por
conhecer diferentes formas de expressão cultural;

14. Investigara historiado lugar onde vive e as transformações ocorridas ao


longo do tempo
MATRIZ CURRICULAR

GEOGRAFIA

OBJETIVOS / CAPACIDADES / HABILIDADES

1. Reconhecer e preservar a paisagem do local onde vivem;

2. Conhecer e compreender as diferentes manifestações da natureza (vento,


chuva, sol. etc);
3. Conhecer e comparar a presença da natureza expressa na paisagem local,
com as manifestações da natureza presentes em outras paisagens;

4. Desenvolver atitudes de respeito ao meto em que se vive, evitando o


desperdício e percebendo os cuidados que se deve ter na preservação e na
manutenção da natureza;

5. Identificar as mudanças climáticas da região, enfatizando o tempo e suas


variações;
6. Observar e identificar os pontos de referência no trajeto de casa para a
escola com a produção de roteiros;
7. Perceber e compreender os diferentes meios de localização da escola,
da casa, do bairro, etc, através de mapas;
8. Reconhecer os modos de vida de diferentes grupos sociais: como se
relacionam com o espaço e a paisagem onde vivem;
9. Entender os aspectos que proporcionam um ambiente saudável, criando
atitudes de cidadania;
10. Identificar os elementos do ambiente, suas relações, interações e
transformações, percebendo-se como parte integrante deste processo;
11. Conhecer e identificar o funcionamento dos meios de transporte e
locomoção, identificando os meios de sinalização e sua importância na
estruturação da vida em sociedade;

12. Conhecer e utilizar os meios de comunicação e inovações


tecnológicas;
13. Adotar posturas na escola, em casa, e em sua comunidade, que leve às
interações construtivas justas e ambientalmente saudáveis;
14. Entender e fazer encadeamento de várias relações de dia e noite,
manhã, tarde, noite, dias da semana, meses, ano, antes, agora e depois,
etc;
15. Conhecer e valorizar as dependências físicas da escola, bem como as
pessoas que lá trabalham.
MATRIZ CURRICULAR

ARTE
OBJETIVOS / CAPACIDADES / HABILIDADES

Música

1. Conhecer, confeccionar e manusear instrumentos sonoros;

2. Propiciar momentos para apreciação de alguns gêneros musicais;

3. Interpretar músicas e canções diversas;


4. Perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de
improvisações, composições de forma oral e interações musicais;
5. Reconhecer e utilizar de modo expressivo, nos contextos musicais as
diferentes características geradas pelo silêncio e petos sons;

Artes Visuais

6. Criar desenhos, pinturas, colagens, modelagens a partir do seu próprio


repertório e da utilização dos elementos da linguagem das Artes Visuais:
ponto, linha, forma, cor, volume, espaço, textura, etc. respeitando o
processo de produção e criação;

7. Organizar, valorizar e cuidar dos materiais produzidos individualmente e em


grupo no espaço físico da sala;

8. Desmistificar o belo e o feio, evitando influências na estética (cor, forma,


etc.);
9. Conhecer, apreciar as artes visuais, fazer leitura de imagens e interpretar ao
seu modo a diversidade de produções artísticas, como desenhos, pinturas,
esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema;

nto de mundo que possuem, manipulando diferentes objetos e


materiais, explorando suas característica, propriedades e possibilidades
de manuseio entrando em contato com formas diversas de expressão
artística;

11. Interessar-se pelas próprias produções, pela de outras crianças e pelas


diversas obras artísticas (regionais, nacionais ou internacionais) com as quais
entre em contato, ampliando seu conhecimento do mundo e da cultura;
12. Conhecer os meios de preparo de tintas e massas caseiras obtidas da
natureza, e utilizá-la em suas produções;

13. Perceber e reconhecer marcas, cores, texturas dos objetos;

Dança 14. Reconhecer e desenvolver a mudança do movimento na expressão da


10. dança;
m
16. Experimentar as movimentações da dança considerando as mudanças de
pl velocidade, de tempo, de ritmo e movimento do corpo de acordo com o
ia potencial motriz de cada um por meio das brincadeiras;
r
o 17. Observar e conhecer as qualidades individuais de movimento,
c observando os outros alunos, aceitando a natureza e o desempenho
o
n
h
ec
i
m
e
motriz de cada um;

18. Improvisar a dança, inventando, registrando e repetindo sequência de


movimentos criados;
19. Identificar as diversas manifestações de dança da cultura brasileira. Ex.:
samba, forró, frevo, etc.;
Teatro
20. Experimentar momentos para a expressão teatral;
21. Pesquisar, elaborar e utilizar o cenário, figurino, maquiagem,
adereços, objetos de cena, iluminação e som;
22. Pesquisar, elaborar e utilizar máscaras, bonecos e outros modos de

apresentação teatral;

23. Criar textos e encenações com a ajuda do professor;

24. Conhecer, respeitar e apreciar diferentes manifestações teatrais da região;


25. Observar, apreciar, respeitar e analisar os trabalhos em teatro
realizado pelos outros grupos;

26. Desenvolver a articulação entre expressão corporal, plástica e sonora;

27. Participar e desenvolver os jogos de atenção, observação,


improvisação, etc;
MATRIZ CURRICULAR

ENSINO RELIGIOSO

OBJETIVOS / CAPACIDADES / HABILIDADES

1. Refletir sobre os valores morais: amizade, amor, respeito, caridade,


humildade, solidariedade, etc;
2. Acolher o outro como ser humano a merecer atenção, respeito,
compreensão e presença solidária;
3. Perceber-se como pessoa e reconhecer as demais como gene, pelo que
são, pelo que fazem, como fazem e porque fazem;
4. Sentir-se participante de um mundo pluralista em que a aceitação e
respeito às diferenças é fundamental para a soma dos valores e de atitudes
que construam uma sociedade mais justa e feliz;

5. Reconhecer o diálogo como a forma de superar os preconceitos e


discriminações;

6. Respeitar e oportunizar relatos das diversas tradições religiosas


existentes na sala de aula;

7. Experimentar a alegria de ter o próprio lugar no mundo e de conviver e


colaborar, respeitar e ser importante para o Transcendente e para outras
pessoas;

8. Conhecer a origem das datas comemorativas e festas religiosas;


BIBLIOGRAFIA

BRASIL, Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais de 1-a 4-série.


Secretaria de Educação Fundamental - Brasília: MEC/SEF, 1997.

_ . . Ensino Fundamental de nove anos: orientações para a inclusão da criança de


seis anos de idade.
Departamento de Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: FNDE, Estação Gráfica,
2006.

.. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Secretaria de


Educação Fundamental -
Brasília: MEC/SEF, 1998.

RONDÔNIA. Secretaria de Estado da Educação. Matriz Curricular para Educação


Básica - 1Be2sCicloe 1êa 4l série. 2- Ed. Muttisoluções Editora e Gráfica - Rolím de
Moura /RO, 1998.

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