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SEMINÁRIO PRESBITERIANO DE BRASÍLIA – SPB/DF

TEOLOGIA E MISSÕES I

Prof. Paulo Oliveira


Aluno: Daniel Deusdete Araújo Barreto

Trabalho Escrito sobre: O REINO EM ISRAEL - Juízes a Ester.

Ref.: Livro de C. Timóteo Carriker, O CAMINHO MISSIONÁRIO DE DEUS - Uma


Teologia Bíblica de Missões.

I. A divisão do capítulo em análise e sua estruturação.

O capítulo, em análise, está composto e dividido da seguinte forma: O conceito do


reino. O desenvolvimento do conceito: 1. seu surgimento. 2. Saul. 3. Davi. 4. Salomão. A
análise do conceito. 1. Um conceito religioso.

Em seguida, o autor apresenta as IMPLICAÇÕES ATUAIS. O conceito do reino: 1. O


conteúdo da mensagem. 2. O anúncio da esfera do reino. 3. O anúncio da existência do
reino. 4. O anúncio do evento do reino. 5. Um anúncio não tanto político quanto religioso. 6.
Seu centro é a nova Jerusalém e Jesus.

Ao final do presente capítulo e bem assim de todos os capítulos deste livro, o autor
faz perguntas ao leitor para ajudar a fixar os conceitos apresentados. PERGUNTAS PARA
DISCUSSÃO: 1. O Velho Testamento avalia positiva ou negativamente o surgimento da
monarquia? 2. Que significava para Israel o conceito “reino de Deus”? Que significa para a
igreja hoje? 3. Pode a igreja hoje cair no mesmo perigo de Israel no período da monarquia,
isto é, de se igualar ao reino de Deus? 4. Qual é a ligação entre o conceito de eleição e a
monarquia? 5. Considerando: a) que o reino de Deus tem implicações políticas e religiosas e
b) que deve haver equilíbrio entre estes dois pólos, o que a igreja precisa, no Brasil, para ser
equilibrada no anúncio do reino?

Percebe-se uma estruração bem montada e lógica procurando demonstrar ao leitor


uma visão panorâmica do reino e seu conceito em Israel, saindo de Juízes até Ester.

II. Análise do capítulo em questão.

Primeiramente, uma breve introdução falando dos tempos dos juízes onde o Senhor
reinava sobre o povo e do desejo do povo de ter um rei. Gideão foi procurado para isso, mas
recusou. “Não domina rei sobre vós, nem tão pouco meu filho dominará sobre vós; o Senhor
vos dominará” (Juízes 8.23).
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Aluno: Daniel Deusdete Araújo Barreto

Em seguida, começa-se a abordar o conceito do reino. Segundo o autor, foram as


ameaças dos filisteus que obrigaram Israel a introduzir a monarquia e a estabelecer um
estado pleno e territorial. A gota d’água disso foi a captura da Arca da Aliança e a
humilhação imposta pelos filisteus.

Despresaram ao Senhor e escolheram a Saul que os levou à ruína. Em vista disto,


Iahweh instituiu o reino permanente da linha davídica (1 Samuel 13.14). Como resume o
próprio autor, “o conceito do reino, através da sua ligação à dinastia davídica, à Jerusalém e
ao templo, adquiriu características religiosas e escatológicas. Ele se referia à fé de Israel e à
sua esperança orientada para o futuro pela vinda do messias que inauguraria o reino de
Deus. Tanto seu aspecto religioso quanto a sua orientação futura teriam grandes
significâncias por todo o resto da Bíblia, culminando na vinda de Jesus e o registro do Novo
Testamento.”

Nas implicações atuais, o autor nos diz que o conceito do reino desenvolvido ao
longo de todo o tempo de juízes até o tempo do reinado de Davi com essa característica
messiânica, escatológica, acaba por contribuir para a compreensão da tarefa missionária do
povo de Deus.

O conteúdo da mensagem missionária do rei davídico prometido, do reino de Deus


que se inaugurou com Cristo. O anúncio da esfera do reino é todo abrangente e envolve
toda a criação, todo o cosmo criado, os céus e a terra e tudo o que neles há. O anúncio da
existência do reino, o fato do reino de Iahweh não é a notícia para se anunciar. O anúncio é
que, em Jesus, este reino se tornou realidade presente, fato com que cada um tem que
tratar. O anúncio do evento do reino. Um anúncio não tanto político quanto religioso. Seu
centro é a nova Jerusalém e Jesus.

“Como nos reinos de Davi em diante, o reino de Deus tem como o seu centro a nova
Jerusalém e Jesus, o rei (Hebreus 12.22-24). A glória de Deus ainda habita nela e o seu
centro é Jesus (Apocalipse 21.9-11, 23), cuja luz ilumina o caminho para a vinda das
nações. Já não é mais uma cidade geográfica, mas uma pessoa e seu reino que será o
centro da reunião do povo de Deus e, eventualmente, dos povos. “Naquele dia recorrerão as
nações à raiz de Jessé que está posta por estandarte dos povos; e a glória lhe será a
morada” (Isaías 11.10). O reino que anunciamos tem seu centro na pessoa de Jesus. É ele
que proclamamos para todos os povos.”
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Aluno: Daniel Deusdete Araújo Barreto

III. Conclusão.

Creio que o problema de Israel em ter um rei não era nada errado, mas o que o
enganou foi o seu desejo de ser como as outras nações e o de ter um rei à parte do Senhor.
Deus, em sua misericórdia, permitiu ao povo o seu rei e este primeiro rei o desapontou, mas
teve um da raiz de Jessé, escolhido por Deus que se firmou para sempre e que teve em
Davi seu precursor.

Jesus é o centro e o âmago das Escrituras que dele fala, da história de Israel que o
aponta, da história secular que a divide em dois momentos, um antes e outro depois de
Cristo, de nossas vidas, pois agora temos um antes e um depois de Cristo, da igreja, a sua
noiva, do reino de Deus.