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Operações Unitárias C

Profª Mônica Bagnara


5. Extração e lixiviação
Conteúdo
5.1 Introdução
5.2 Equipamentos
5.3 Relações de equilíbrio líquido-líquido
5.4 Determinação dos estágios de equilíbrio
5.4.1 Método McCabe-Thiele
5.4.2 Método de Kremser
5.4.2 Método Hunter-Nash
5.4.3 Método Maloney-Schubert
5.5 Operação com refluxo
5.6 Lixiviação
5.1 Introdução

Operações de separação
- Transferência de massa
- Estados de equilíbrio;

Destilação Extração e lixiviação Absorção

Adsorção Secagem
5.1 Introdução

Lixiviação
Dissolução e difusão, tamanho
da partícula;

Extração
Contato íntimo entre duas fases;

EQUILÍBRIO!!!

Operação de separação posterior


para recuperar o solvente.
Extração de ácido acético em água
Uma fase leve e uma pesada em contato
contracorrente: determinação do número de
estágios necessários

Feed = alimentação
Solvente + soluto = extrato
Solução – soluto = rafinado

L = taxa mássica de rafinado


V = taxa mássica (ou molar) de extrato
x = fração mássica do soluto em L
y = fração mássica do soluto em V
5.1 Introdução
Extração X destilação
- Destilação e evaporação são métodos diretos;
- Análise de custos (soluções diluída em água custam mais para
destilar);

- Difícil por destilação


Ex: ácido acético + água: - Fácil por extração, necessita destilar extrato

Ex: ácidos graxos: - Destilação a vácuo


- Extração líquida com propano

- Extração depende de propriedades químicas, não da pressão de


saturação.
5.1 Introdução
Usa-se extração ao invés de destilação:

- Substâncias inorgânicas complexas ou dissolvidas em soluções


orgânicas ou aquosas.
- Remoção de contaminantes presentes em pequenas quantidades (ou
hormônios de óleos animais).
- Um componente com elevado ponto de ebulição em uma solução
aquosa diluída.
- Recuperação de substâncias sensíveis a temperatura (mais barato que
destilação a vácuo).
- Separação de misturas de acordo com propriedades químicas ao invés
de volatilidade.
- Separação de substâncias com pontos de ebulição próximos.
- Separação de azeótropos.
5.1 Introdução
• Escolha do solvente

1) seletividade, 𝛽: Comparação das frações, deve ser maior que 1 (quanto maior
melhor)

𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚á𝑠𝑠𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑒 𝐶 𝑒𝑚 𝑉 ⁄𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚á𝑠𝑠𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑒 𝐴 𝑒𝑚 𝑉


𝛽=
𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚á𝑠𝑠𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑒 𝐶 𝑒𝑚 𝐿⁄𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚á𝑠𝑠𝑖𝑐𝑎 𝑑𝑒 𝐴 𝑒 𝐿

2) Coeficiente de distribuição: não necessariamente maior que 1, mas quanto


maior menos solvente será necessário
𝑦
𝐾! =
𝑥

3) Recuperabilidade: requer operação de transferência de massa, geralmente


destilação.

4) Densidade: necessário que as fases em equilíbrio possuam densidades


diferentes.
5.1 Introdução
• Escolha do solvente

5) Tensão interfacial: quanto maior a tensão interfacial, mais rapidamente


emulsões serão formadas e menor a chance de um líquido se dispersar no
outro;

6) Reatividade química: o solvente deve ser inerte em relação aos demais


componentes e ao material da coluna de extração; também deve ser
atóxico, e não inflamável;

7) viscosidade, pressão de vapor e ponto de congelamento: estas


propriedades devem possuir valores baixos para facilitar manuseio e
armazenamento.
5.2 Equipamentos
5.2.1 Misturador decantador

Os líquidos são misturados em um tanque até atingir aproximadamente 85% do


valor de equilíbrio e em seguida separados por sedimentação. Para sistemas
multiestágios são conectados tantos tanques quanto necessário em um arranjo de
cascata em contracorrente.
5.2 Equipamentos
5.2.1 Misturador decantador
5.2 Equipamentos
5.2.1 Misturador decantador
Sólido e solvente colocados em contato contracorrente
5.2 Equipamentos
5.2.2 Colunas spray

Tanto a fase leve quanto a fase pesada


pode ser a fase dispersa. Um bocal de
spray na entrada da coluna gera as
gotas da fase dispersa.
5.2 Equipamentos
5.2.3 Colunas de recheio

Melhor transferência de
massa devido grande área
interfacial.
5.2 Equipamentos
5.2.4 Colunas de pratos

Os pratos podem ser perfurados (peneiras) ou


atuar como chicanas.
5.2 Equipamentos
5.2.5 Sedimentação em batelada 5.2.6 Espessadores
5.2 Equipamentos
5.2.7 Leito móvel
5.2 Equipamentos
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
Não é possível utilizar relações para soluções ideais. Dados podem ser
estimados por equações NRTL ou UNIQUAC, mas em geral é mais
indicado usar dados experimentais.

Éter + soluto

Água
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido

• Diagramas ternários: triângulo equilátero (isotermas)

- Vértices representam componentes puros


- Distância perpendicular representa
eC

porcentagem de um composto na mistura K:


A

Base AB: quantidade de C = 40%


de
ra

Base BC: quantidade de A = 40%


stu

Base AC: quantidade de B = 20%


Mi

(na base oposta ao vértice 0%, vai aumentando


paralelamente até o vértice, 100%)
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
Três substâncias envolvidas (pelo menos), onde duas fases são
quimicamente diferentes, mas contém alguma quantidade das três
substâncias.

Tipo II
Tipo I
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
• Três líquidos – um par parcialmente solúvel (sistema tipo I)

Exemplos:
Ponto de
Água + Clorofórmio + Acetona
entrelaçamento
Benzeno + Água + Ácido acético
Linhas de
amarração
Diagrama: acetona
completamente miscível em
MIK e em água; MIK e água são
parcialmente miscíveis.

Curva ACEDB: curva de


solubilidade – mudanças na
solubilidade de A e B com a
adição de C. Fora da curva:
solução homogênea. Dentro da
curva: duas fases saturadas
insolúveis.
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
• Três líquidos – um par parcialmente solúvel (sistema tipo I)

O diagrama de distribuição mostra que a porcentagem do composto C na


solução E é maior do que em R, ou seja, a distribuição de C favorece a fase rica
em B.
Coeficiente de distribuição, KD:

𝑦 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜 𝑛𝑜 𝑒𝑥𝑡𝑟𝑎𝑡𝑜
𝐾! = ∗ =
𝑥 𝑐𝑜𝑛𝑐𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑒 𝑒𝑞𝑢𝑖𝑙í𝑏𝑟𝑖𝑜 𝑑𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜 𝑛𝑜 𝑟𝑎𝑓𝑖𝑛𝑎𝑑𝑜
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
• Três líquidos – um par parcialmente solúvel (sistema tipo I)

Efeito da temperatura: geralmente há um aumento da solubilidade de A e B,


acima da temperatura crítica da solução ocorre a dissolução completa

Temperatura influencia
área e inclinação das linha
de amarração.
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
• Três líquidos – dois pares parcialmente solúveis (sistema tipo II)

Exemplo: clorobenzeno (A) + água (B) + metil-etil-cetona (C);


A-B e B-C parcialmente solúveis

KRH e JEL são as


curvas de
solubilidade
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
• Três líquidos – dois pares parcialmente solúveis (sistema tipo II)

Efeito da temperatura em um sistema tipo II


5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
• Três líquidos – dois pares parcialmente solúveis (sistema tipo II)

Pode ser conveniente calcular os dados em base livre de solvente.

"#$$# %& $&'()&


No eixo x:
"#$$# %& $&'()&*"#$$# +,-.)-

"#$$# %& $&'/-,)-


No eixo y: "#$$# %& $&'()&*"#$$# +,-.)-
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
• Diagramas ternários: triângulo
retângulo (isotermas) =
coordenadas cartesianas

- Vértice do ângulo reto: rafinado


- Vértice superior: solvente
- Vértice da direita: soluto
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
Mistura D: 80% A e 20% B
Reta DC: misturas com a mesma razão de A e B,
na qual o composto C é adicionado.

Regra de mistura: balanço material

R+E=M

Para o composto C:
𝑅𝑥0 + 𝐸𝑥1 = 𝑀𝑥2

𝑅 𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎 𝐸𝑇 − 𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎 𝑀𝑂 𝑥1 − 𝑥2
= =
𝐸 𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎 𝑀𝑂 − 𝑙𝑖𝑛ℎ𝑎 𝑅𝐿 𝑥2 − 𝑥0
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
A quantidade de solvente requerida pode ser determinada:
𝑆! 𝑥" − 𝑥#!
=
𝐹 𝑥#! − 𝑦$

A quantidade de extrato é:
𝑀! (𝑥#! − 𝑥! )
𝐸! =
𝑦! − 𝑥!
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
- Batelada ou contínuo;
- Correntes de extrato e rafinado em equilíbrio;
- Cada estágio deve conter equipamentos para contato dos líquidos
imiscíveis e separação das correntes de produto. Misturador +
decantador.
Alimentação, F, xF Rafinado, R1 ou L1, x1
Estágio 1
Solvente, S1, ys Extrato, E1 ou V1, y1

Adicionando S a F forma-se no estágio de extração uma mistura M


𝐹 + 𝑆! = 𝑀! = 𝑅! + 𝐸!

Solução heterogênea abaixo da curva


Para o soluto C
𝐹𝑥" + 𝑆! 𝑦$ = 𝑀! 𝑥#!
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
Em base livre de solvente:

N = concentração de solvente
V1 Em base livre de solvente:
𝐹’𝑋3 + 𝑆’𝑌$ = 𝑀4’ 𝑋2! = 𝑉4’ 𝑌4 + 𝐿’4 𝑥4

L1 𝐿’4 𝑌4 − 𝑋24
=
𝑉4’ 𝑋24 − 𝑋4

L1
V1
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
Rafinado é sucessivamente colocado em contato com solvente fresco.

V1 V2 V3

L1 L2 L3

E = extrato
R = rafinado
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.1 Método McCabe-Thiele: traçar degraus

• Linha de equilíbrio: dados experimentais, diagramas ternários,


triângulos retângulos.

• Linha de operação:
Linha de equilíbrio

Linha de operação
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
Exemplo 1 (20.3 McCabe)
Uma planta de extração operando em contracorrente é usada para
extrair acetona (A) de uma mistura com água usando o solvente metil-
isobutilcetona (MIK) a uma temperatura de 25 oC. A alimentação
consiste de 40% acetona e 60% água. A mesma massa de solvente puro
é usada para extrair o líquido. Quantos estágios ideais são necessários
para extrair 99% da acetona alimentada? Qual é a composição do
extrato após a remoção do solvente?
5.3 Relações de equilíbrio líquido-
líquido
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.2 Método Kremser

Método analítico. Linha de equilíbrio e linha de operação são retas.


ln[[(𝑦%&! − 𝑦%&! )/(𝑦! − 𝑦!∗ )]
𝑁= ∗
ln[(𝑦%&! − 𝑦! )/(𝑦%&! − 𝑦!∗ )]
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash

Determinação do número de estágios a partir de diagramas


triangulares.

F = vazão mássica alimentação Balanço global


E (V) = vazão mássica do extrato 𝐹 + 𝑆 = 𝑀 = 𝑅7 + 𝐸4
R (L)= vazão mássica do rafinado
y = fração mássica no extrato Balanço para soluto
x = fração mássica no rafinado 𝐹𝑥3 + 𝑆𝑦8 = 𝑀𝑥2 = 𝑅7 𝑥7 + 𝐸4 𝑦4
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash

Balanço global no estágio n: Balanço por componente no estágio n:


𝑅()! + 𝐸(&! = 𝑅( +𝐸( 𝑅()! 𝑥()! + 𝐸(&! 𝑦(&! = 𝑅( 𝑥( + 𝐸( 𝑦(

Fluxo diferença ou ponto de Fluxo diferença ou ponto de trabalho:


trabalho:
𝑅()! 𝑥()! − 𝐸( 𝑦( = 𝑅( 𝑥( − 𝐸(&! 𝑦(&! = ∆𝑥∆
𝑅()! − 𝐸( = 𝑅( − 𝐸(&! = ∆
O fluxo diferença ∆ deve ser
o mesmo em cada estágio
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash

Isolando x∆:
𝑅()! 𝑥()! − 𝐸( 𝑦( = 𝑅( 𝑥( − 𝐸(&! 𝑦(&!
𝑥∆ = =
𝑅()! − 𝐸( 𝑅( − 𝐸(&!

Para cada estágio existe uma linha reta para o conjunto de componentes
que passam através do mesmo ponto. Linha de operação!

operação equilíbrio
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash

Mistura da alimentação com


solvente irá formar duas
fases com composição M.

A composição em M é a combinação
da alimentação e solvente:

(𝑥9 )𝑀 = 0,171
(𝑥: )𝑀 = 0,543
(𝑥8 )𝑀 = 0,286
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash
• O ponto M localiza-se em uma
Linha de amarração
linha reta unindo S e F (balanço).
Linha de operação
Curva de equilíbrio
• Múltiplos estágios: é possível
especificar a composição do
produto.

• Ex: Rafinado com 2,5% de soluto.

A: soluto
S: solvente
C: solução carregadora
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash

• Composição do rafinado está em


equilíbrio à sobre a curva de equilíbrio
• R, M e E estão
sobre a mesma
reta
Traçar reta unindo R e M :
encontra E

2,5% Rafinado
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash

Lendo os valores do gráfico:

Produto do rafinado Produto do extrato


xA = 0,025 yA = 0,37
xC = 0,90 yC = 0,08
xS = 0,075 yS = 0,55
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash
• Regra da alavanca invertida:
Medir a distância entre E e R, E e M, e
M e R.

𝐸𝑅 = 8,3 𝑐𝑚 𝐸 𝑀𝑅 3,4
𝐸𝑀 = 4,9 𝑐𝑚 = = = 0,694
𝑅 𝐸𝑀 4,9
𝑀𝑅 = 3,4 𝑐𝑚
𝐸 = 0,694𝑅

• Do balanço global:
𝐹 + 𝑆 = 250 + 100 = 350 kg
𝑅 + 𝐸 = 350 𝑘𝑔

R = 206,6 kg
E = 143,4 kg
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash

• E, F e ∆: mesma linha
• S, R e ∆: mesma linha
à Traçar retas entre linha de operação e
de equilíbrio
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash

Do ponto E1 traçar linha de amarração (equilíbrio) até R1.

E1

R1
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash

R e ∆ devem estar sobre a mesma reta à novo E


5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash

A partir do novo E achar novo R (linha de amarração)


5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash
A partir de R traçar reta até ∆ para achar novo E
.
.
. Contar o número de linhas de
equilíbrio = número de estágios
de equilíbrio

E1

E2
R1

E3 R2

R3
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash
• S/F mínima: Número infinito de estágios

• S/F máxima: Deve formar duas fases

Razão mínima: encontro das linhas de equilíbrio e de operação


5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.3 Método Hunter-Nash
Exemplo 2

Uma mistura contendo 30% ácido acético e 70% água é alimentada a


1000 kg/h em um processo de extração em contracorrente. O solvente
uado é isopropil 99 wt% e éter 1 wt% ácido acético, com uma vazão de
entrada de 2500 kg/h. O rafinado de saída deve conter 5 wt% de ácido
acético.
a) Encontre o número de estágios de equilíbrio necessários para
atingir essa separação.
b) Calcule as correntes de saída de extrato e rafinado.
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio

Alimentação Solvente Rafinado Extrato Mistura

Ácido acético 30% 1% 5%

Água 70% 0%
0% 99%
Éter
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4.4 Método Maloney-Schubert

Método aplicado para líquidos


imiscíveis, tipo II. Geralmente opera-
se o sistema com refluxo para
aumentar a eficiência.
Construir diagrama em base livre de
solvente.

𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑣𝑒𝑛𝑡𝑒
𝑌=
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑓𝑎𝑠𝑒 𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 𝑙𝑖𝑣𝑟𝑒 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑣𝑒𝑛𝑡𝑒

𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜
𝑋=
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑓𝑎𝑠𝑒 𝑙í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑎 𝑙𝑖𝑣𝑟𝑒 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑣𝑒𝑛𝑡𝑒
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
• Líquidos imiscíveis

Escrever o balanço em termos das espécies que não se difundem.

Balanço global na coluna:

𝑥+ 𝑦%&! 𝑥% 𝑦!
𝐿’ + 𝑉’ = 𝐿’ + 𝑉’
1 − 𝑥+ 1 − 𝑦%&! 1 − 𝑥% 1 − 𝑦!

Balanço para ponto intermediário n:

𝑥+ 𝑦(&! 𝑥( 𝑦!
𝐿’ + 𝑉’ = 𝐿’ + 𝑉’
1 − 𝑥+ 1 − 𝑦(&! 1 − 𝑥( 1 − 𝑦!
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
• Líquidos imiscíveis

Exemplo 3 (12.7.3 Geankopolis)

Uma solução aquosa (100 kg/h) contendo fração mássica de 0,010


nicotina (A) em água é purificada com uma corrente de querosene (200
kg/h) contendo 0,0005 wt de nicotina em uma coluna de estágios em
contracorrente. Água e querosene são imiscíveis entre si. Deseja-se
reduzir a concentração do rafinado a 0,0010 wt de nicotina. Determine
o número de estágios teóricos necessários. Os dados de equilíbrio são
fornecidos a seguir.
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
5.4 Determinação dos estágios de
equilíbrio
• Soluções diluídas

Variações na taxa de escoamento são negligenciáveis e o coeficiente de


distribuição é constante, sendo conveniente usar o fator de extração E:

,#-
𝐸=
.

O número de estágios ideias pode ser escrito em função de E:

𝑙𝑛 𝑥/ − 𝑥/∗ / 𝑥0 − 𝑥0∗
𝑁=
𝑙𝑛𝐸
5.5 Operação com refluxo
O uso de refluxo na corrente de extrato promove a obtenção de um
produto mais rico em soluto.

𝐸’! = 𝐸’ = 𝑃’" + 𝑅’#

Em base livre de solvente


5.6 Lixiviação
Solvente solubiliza soluto na fase sólida;
Obtenção de minérios;

• Preparação do sólido
O sucesso da operação depende da capacidade do
solvente difundir-se por uma camada de sólido
insolúvel, interagir com o soluto, e então difundir para
fora do sólido.
- Diminuição do tamanho da partícula: menor diâmetro e maior área;
Ex: um minério de cobre pode ser lixiviado efetivamente com ácido
sulfúrico em até 8 h quando com uma granulometria de 60 mesh, 5 dias
com um diâmetro de 5 mm e até 6 anos com pedaços de 150 mm.

• Temperatura: maior temperatura, maior solubilidade.


5.6 Lixiviação
• Calcular o número de estágios para lixiviação ou quantidade de
soluto removida de um sólido.

- Eficiência: soluto pode não ser completamente dissolvido (devido a


tempo insuficiente, por exemplo); métodos de separação do sólido
não removem todo o solvente; soluto adsorvido pelo sólido.

- Assim como na extração líquido-líquido, tem-se o equilíbrio de três


compostos: solvente A, transporte B e soluto C.

- Concentração da fase B:
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑒 𝐵
𝑁=
𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 (𝐴 + 𝐶)
5.6 Lixiviação
- x = fração mássica de C na solução efluente
(base livre de B)
- y = fração mássica de C na lama (base livre de
B)

Para o sólido seco (antes da lixiviação):


N é a razão mássica da substância insolúvel pela
solúvel e y = 1.

Para o solvente puro:


N=0ex=0
5.6 Lixiviação
Curvas de equilíbrio
i) Soluto C infinitamente solúvel em A

Ex: óleo de soja (C), grão de soja (B) e hexano (A)

A curva DFE representa o sólido separado na operação,


e a curva GHJ representa a composição da solução
obtida, posicionada acima da linha N = 0, o que indica
que o sólido B é parcialmente solúvel no solvente ou
uma separação incompleta.
As linhas de amarração FH não são verticais:
- Tempo insuficiente de contato para solubilização do
solvente;
- Adsorção preferencial do soluto;
- Distribuição não igual do soluto entre sólido e
solvente no equilíbrio.
5.6 Lixiviação
Curvas de equilíbrio
ii) Não há adsorção do soluto
Solução lixiviada e da fase sólida têm a mesma
composição.

Neste caso, as linhas de amarração são verticais. No


diagrama retangular é uma reta de 45º. A linha KL é
horizontal e a solução lixiviada não apresenta o
componente B.
5.6 Lixiviação
Exemplo 4 (20.1 McCabe 5 ed)
Duas toneladas por dia de papel encerado serão tratadas com querosene por
extração em contracorrente. O papel encerado contém, por massa, 25% de cera
de parafina e 75% polpa de papel. A polpa extraída passa através de um
secador para evaporar o querosene. A polpa, que retém a cera não extraída
após a evaporação, não deve conter mais de 0,2 lb de cera por 100 lb de polpa
sem cera. O querosene usado para a extração contém 0,05 lb de cera por 100 lb
de querosene puro. Experimentos mostram que a polpa retém 2,0 lb de
querosene por libra de querosene e polpa livre de cera conforme é transferido
de célula. O extrato da bateria contém 5 lb de cera por 100 lb de querosene
puro. Quantos estágios são necessários?
5.6 Lixiviação
Curvas de equilíbrio
iii) Soluto C tem solubilidade limitada

Não é possível se obter solução com concentração


maior que xs, e as linhas unindo a fase extraída e a
fase de lama (slurry) devem convergir.

Mistura M: decanta em solução U e lama S

T representa a composição de sólido puro após


remoção da fase líquida.
5.6 Lixiviação
Único estágio
5.6 Lixiviação
Múltiplos estágios

V = fase leve, overflow


L = fase que escoa com o sólido, underflow
5.6 Lixiviação
Múltiplos estágios
L pode ser rafinado
Linha de operação:
V pode ser solvente
𝐿, 𝑉4 𝑦4 − 𝐿4 𝑥4
𝑦,*4 = 𝑥, +
𝑉,*4 𝑉,*4

Underflow (L) constante Underflow (L) variável

Massa de solução retida pelo sólido Densidade e viscosidade da solução são


independe da concentração; Linha de alteradas pela concentração do soluto.
operação é uma reta. Inclinação da reta de operação é
Para L = La, o número de estágios é: variável.
Determina-se pontos extremos e um

ln [(𝑦7*4 − 𝑦7*4 )/(𝑦4 − 𝑦4∗ )] intermediário.
𝑁= ∗
ln [(𝑦7*4 − 𝑦4 )/(𝑦7*4 − 𝑦4∗ )]
5.6 Lixiviação
Exemplo 5 (20.2 McCabe 5 ed)

Óleo será extraído de um sólido usando benzeno em um extrator contínuo


em contracorrente. A unidade trata 1000 kg de sólido (completamente livre
de óleo) por hora. O sólido não tratado contém 400 kg de óleo e 25 kg de
benzeno. O solvente fresco contém 10 kg de óleo e 655 kg de benzeno. A
corrente do rafinado contém 60 kg de óleo não extraído. Experimentos
conduzidos em condições idênticas mostram que a solução retida depende
da concentração conforme tabela abaixo. Encontre:
a) A concentração do extrato;
b) A concentração de solução aderida ao sólido extraído
c) A massa da solução saindo com o sólido extraído
d) A massa do extrato
e) O número de estágios requeridos.
5.6 Lixiviação

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