Você está na página 1de 218

A carga elétrica

elementar
Experimentalmente, concluiu-se que as
quantidades de carga elétrica do elétron e
do próton são iguais em valores absolutos.
A este valor deu-se o nome de quantidade
de carga elétrica elementar (e):
e = 1,60 . 10-19 C
onde a unidade de medida é C (Coulomb)
Quantidade de Carga
Elétrica
Para a determinação da quantidade de
carga elétrica total (Q) que um corpo possui,
utiliza-se a expressão:

Q=±n.e
Onde:
n = nº de elétrons perdidos ou recebidos.
e = carga elétrica elementar.
Quantização da Carga
• A carga era considerada como um fluido
elétrico contínuo (base em Fís. Clássica).
Com base na teoria atômica da matéria
(Fís. Quânt.), foi mostrado que os fluídos
não são contínuos, mas sim formados de
átomos, que por sua vez são constituídos
de uma certa quantidade mínima de carga
elétrica (e). Logo,
Onde:
Q=±n.e
n = nº de elétrons perdidos ou recebidos.
e = carga elétrica elementar.
Unidade de Carga (MKS)

• A unidade de carga (C) é definida a


partir da unidade de corrente elétrica.

• O Coulomb é a quantidade de carga


que atravessa em 1s a seção reta de
um fio percorrido por uma i constante
de 1A.
Corpo Neutro: Possui o mesmo número
de prótons e elétrons.

Corpo Eletrizado: Possui número diferente


de prótons e elétrons.

- Positivamente eletrizado: mais (+) que (-).


- Negativamente: mais (-) que (+).

Em uma eletrização sempre são os elétrons


que se movem de um corpo para outro.
Conservação da Carga
• Normalmente um corpo é neutro (+) = (-). Quando eles são
atritados, ficam carregados com cargas de mesmo valor
absoluto, mas de sinal contrário. Esta hipótese, formulada
pela 1ª vez por Benjamin Franklin, é considerada a 1ª
formulação da lei de conservação de carga elétrica.
• Isto sugere a idéia de que o processo de atrito não cria
cargas, mas apenas as transfere de um objeto para outro,
perturbando ligeiramente o estado eletricamente neutro de
cada um.
• Confirmação por experiências muito precisas no macro e
micro (Física Atômica e Nuclear => decaimento radioativo e
reações nucleares).
• Ex: aproximação e-e+ aniquilam => γγ ( )
Como: qtotal = 0 (antes e depois) => conservação da carga, mas
Obs: m não é conservada, pois é transformada em E.
Os meios materiais, quanto ao
comportamento elétrico, podem ser
classificados em:

Condutores e Isolantes

1729- Stephen Gray: as cargas elétricas (elétrons) podiam ser


transmitidos por diferentes materiais.
Condutores e Isolantes
Condutores:
São materiais nos quais os portadores de
carga elétrica têm grande liberdade de
movimento; podem ser de três tipos:
Eletrônicos (1ª ordem ou classe)
Os portadores de carga são os
elétrons livres.
Ex.: metais e grafite, etc.
Iônicos (2ª ordem ou classe):
Os portadores de cargas são íons
(átomos ou grupos de átomos que
receberam ou perderam elétrons – cátions e
ânions).
Ex.: soluções eletrolíticas (ácidos, bases e
sais em solução).
Gasosos (3ª ordem ou classe)
Os portadores de carga que se
movimentam são os elétrons e os íons.
Ex.: gases ionizados (néon, argônio, etc).
Condutores, Semicondutores
e Isolantes
Condutores, Semicondutores
e Isolantes
Condutores, Semicondutores
e Isolantes
Condutores, Semicondutores
e Isolantes
Modelo Kronig-Penney
Condutores, Semicondutores
e Isolantes
Isolantes ou Dielétricos
São materiais nos quais os portadores
de carga elétrica não encontram facilidade
de movimento.
Ex.: ar atmosférico, água pura, ebonite,
vidro, borracha, mica, plástico, etc.
POTENCIAL ELÉTRICO (V)
Poder de atração ou repulsão dentro do campo elétrico

Q
q

Unidade: Volt(V)
POTENCIAL ELÉTRICO (V)

g Se uma carga de prova for colocada num


campo eletrostático E, a força sobre a carga
será q0E:

g Então essa força q0E é conservativa. Pois, o WF


depende apenas dos pontos inicial e final e não
do caminho entre eles.
g O trabalho (W) realizado por um agente externo
que desloca a carga (sem variar a energia
cinética) é igual ao negativo do trabalho feito
pela força q0E.
g Num deslocamento infinitesimal ds, o trabalho do
CAMPO ELÉTRICO será:

E para um deslocamento finito de A a B :


F
O potencial elétrico num ponto arbitrário é igual ao trabalho necessário, por
unidade de carga, para trazer uma carga de prova positiva (+q0) do infinito
até o ponto considerado.
Se VA = 0 no infinito :

Conclusão: Isto nos permite definir o potencial elétrico num ponto P.

A unidade SI de potencial é o joule por coulomb, definido como uma


unidade chamada volt (V) :

Ou seja: é necessário efetuar 1 J de trabalho sobre uma carga


de 1 C para cobrir uma ddp de 1 V.
Campo elétrico entre duas placas planas paralelas com cargas
opostas

d = 0,3 cm

E=?
Movimento de um próton em um campo elétrico uniforme

E = 8x104 V/m

ΔV = ?

d = 0,5 m
CAPACITORES E DIELÉTRICOS
● Capacitor é um dispositivo capaz de
armazenar energia eletrostática que
pode ser liberada de maneira
controlada durante um curto período
de tempo.
● Um capacitor consiste de dois
condutores separados
espacialmente que podem ser
carregados +Q e -Q
respectivamente. Com formatos
arbitrários (qualquer simetria, serão
chamados de placas).
● Em 1746, Pieter Van M., Prof. em Leiden,
descobre a “garrafa de Leiden”, o 1º
capacitor (ou condensador), capaz de
armazenar carga elétrica.
Representação: + -
Capacidade Elétrica ou Capacitância (C)
Seja um condutor inicialmente neutro e isolado. Ao ser
eletrizado com carga Q, este adquire um potencial V.
Q como: Q α V, assim temos:

ou
V

Se construirmos o gráfico
de Q versus V, teremos:
● A capacitância é definida como a
razão entre a carga num condutor
do capacitor e a ddp aplicada.

● A capacitância é uma característica do capacitor


e não depende da carga ou da ddp.

A capacitância de uma montagem depende da disposição


geométrica dos condutores.

Os submúltiplos do Farad (F): 1 mili-Farad 1 mF = 10 – 3 F


1 micro-Farad 1 μF = 10 – 6 F
Q
1 nano-Farad 1 nF = 10 – 9 F
U 1 pico-Farad 1pF = 10 – 12 F
Capacitores ou Condensadores
Capacitores ou condensadores são
elementos elétricos capazes de armazenar
carga elétrica e, conseqüentemente, energia
potencial elétrica.
Podem ser esféricos, cilíndricos ou
planos, constituindo-se de dois condutores
denominados armaduras que, ao serem
eletrizados, armazenam cargas elétricas de
mesmo valor absoluto, porém de sinais
contrários
CAPACITÂNCIA DE UM CONDUTOR
ESFÉRICO
O campo no exterior de uma distribuição esferossimétrica de carga, é radial e vale
CAPACITÂNCIA DE UM CONDUTOR
ESFÉRICO +Q

O segundo condutor é uma esfera R


condutora, concêntrica à primeira,
oca e com raio infinito.
Linhas de
campo
Vr = 0 no infinito (r →∞) saem

C é proporcional ao
raio R e independe da
carga Q e da ddp (ΔV).

Ex: Condutor esférico (Terra) => RT = 6370km e εo = 0,00000000000885

C↑ para poder escoar bastante carga para a Terra sem alterar o seu potencial.
CAPACITOR CILÍNDRICO
É constituído por 2 cilindros coaxiais.

E é o campo na região: a < r < b

lei de Gauss achamos:

Então:

Se, Portanto, o capacitor


cilíndrico é como um
capacitor plano “enrolado”.
a = 5cm, l = 20cm e d = 1mm
(garrafa de Leiden)
CAPACITOR DE PLACAS PLANAS
PARALELAS dielétrico (vácuo)
σ =Q/A
É constituído por duas placas iguais, planas e
paralelas que, ao serem conectadas a uma
bateria, adquirem cargas elétricas de sinais
contrários, como mostra a figura.
Assim, podemos considerar E entre as placas
como uniforme.
Obs: Desprezaremos os efeitos de borda dos planos
d <<< L comprimento das placas (infinito).
dielétrico
(vácuo)
σ =Q/A
g A figura mostra que o campo é uniforme na
região central entre as placas e não
uniforme nas bordas das placas.
A capacidade eletrostática (ou
capacitância) do capacitor plano A
depende das seguintes grandezas:
– área das placas: A ε
– distância entre as placas: d d
D
– permitividade elétrica do dielétrico: ε

A expressão anterior permite concluir que a capacidade


eletrostática de um capacitor plano é:

• diretamente proporcional a constante dielétrica do


meio ε entre as placas;
• diretamente proporcional a área das placas A;
• Inversamente proporcional a distância d entre as
placas.
Lembrando que no caso de o meio entre
as placas ser o vácuo, o valor da constante
dielétrica é:
εo = 8,85 . 10 – 12 F/m
A permitividade elétrica típica da
membrana celular é aproximadamente:
ε = 10 εo
Como exemplo pode-se imaginar a
membrana celular como um capacitor no
qual duas soluções condutoras estão
separadas por uma delgada camada
isolante – a membrana plasmática.
Associação de Capacitores em Série ligados
aos terminais (ou pólos) de uma bateria
C1 C2 C3
+ - + - + -
Associação de Capacitores em Paraliloe
ligados aos terminais (ou pólos) de uma bateria
C1
+ -

+ C2
-

C3 As placas formam um conjunto


+ - único de carga total:
ENERGIA ARMAZENADA EM
CAPACITORES
g Suponhamos que q seja a carga no capacitor, em certo
instante, durante o processo de carregamento.
g Nesse instante, a diferença de potencial no capacitor é
V=q/C.
g O trabalho necessário para transferir uma carga dq, da
placa com a carga -q para a placa com a carga +q, é
dado por:

47
ENERGIA DE UM CAPACITOR

g O trabalho efetuado no processo de carga do


capacitor pode ser considerada como a
energia potencial U armazenada no
capacitor. Como Q=CV, a energia
eletrostática num capacitor carregado será:

48
DENSIDADE DE ENERGIA

g Num capacitor de placas paralelas :

g Esse resultado se aplica a qualquer capacitor,


independentemente de sua geometria.
49
CAPACITORES COM
DIELÉTRICOS
g Dielétrico é um material não condutor,
como borracha, vidro, ou papel.
g Quando se insere um dielétrico entre as
placas de um capacitor, um campo elétrico
é gerado dentro do dielétrico em sentido
contrário ao campo entre as placas. O
campo elétrico resultante diminui por um
fator K denominado constante dielétrica.

50
E
+ - + -
- +
- +
- +
Ei

ET = E - E i

51
CAPACITORES COM
DIELÉTRICOS
g As placas do capacitor são
carregadas com carga Qo ,
aplicando-se diferença de
potencial Vo , e em seguida
desligadas da bateria.
g O dielétrico é colocado entre as
placas (desligadas da bateria). A
carga nas placas continua a
mesma.
g Como o campo elétrico diminui, a
diferença de potencial também
diminui por um fator K :
onde V0=Q0/C0.
52
CAPACITORES COM
DIELÉTRICOS
g Uma vez que V < V0 teremos K > 1.
g Como a carga Q0 no capacitor não se altera:

onde C0 é a capacitância na ausência do


dielétrico.
53
CAPACITORES COM
DIELÉTRICOS

g Portanto a capacitância aumenta por um K


quando o dielétrico enche toda a região entre
as placas.
g A nova capacitância quando o capacitor estiver
com o dielétrico será:

54
CAPACITORES COM
DIELÉTRICOS

1. O dielétrico aumenta a capacitância de um


capacitor.
2. O dielétrico eleva a voltagem operacional
máxima de um capacitor, devido a maior
rigidez dielétrica (campo elétrico máximo que pode
existir sem provocar rompimento dielétrico).
3. O dielétrico pode proporcionar suporte
mecânico entre as duas placas condutoras.

55
CAPACITORES COM
DIELÉTRICOS
g O capacitores comerciais são feitos de uma
folha metálica enrolada a folhas delgadas de
papel parafinado, ou mylar que servem de
material dielétrico. Essas camadas
alternadas, são enroladas como cilindros.

56
ESTUDA AS CARGAS ELÉTRICAS EM
MOVIMENTO
■ A maioria das aplicações práticas envolve cargas em movimento.
■ Equipamentos domésticos operam com correntes alternadas.
Movimento desordenado
dos elétrons.
DEFINIÇÃO

Corrente elétrica: Movimento ordenado de


elétrons.

Condição

Deve existir uma diferença de potencial


(DDP) em volt(V)
Aplicando-se uma diferença de potencial:
Criando pólos (+ e -) nos extremos
Sentidos da corrente elétrica

Real Convencional
CÁLCULO DA CORRENTE ELÉTRICA

• Intensidade de corrente elétrica (i): é a medida da


quantidade de carga elétrica total que atravessa
uma secção transversal do condutor, na unidade de
tempo.

Coulomb/segundo (Ampere)
Corrente Elétrica
Relação da corrente com o movimento das partículas carregadas

• Volume de um elemento de
comprimento Δx e área A:
• Volume = A Δx
• Se n for a densidade de
por-tadores de carga móveis
por unidade de volume:
n° portadores no volume considerado

Carga no elemento de volume


Onde vd é a velocidade dos portadores.

e dividindo por Δt

A velocidade vd dos portadores de carga é uma velocidade média

Velocidade de migração
vd

E
Resistência Elétrica e Lei de Ohm
Um campo elétrico pode existir dentro de um condutor que está fora do equilíbrio
eletrostático

Densidade de corrente por unidade de área

σ = condutividade

Lei de Ohm

ρ = resistividade
Resistência Elétrica e Lei de Ohm

I
A

V
Vb
a
l

E
Resistência Elétrica e Lei de Ohm

mas

Lei de Ohm
Tipos de corrente
• Corrente eletrônica
É quando for submetida apenas por elétrons livres
em movimento (metais condutores).

• Corrente iônica
É obtida pela movimentação de íons (+) e (-).
Ex: Em soluções eletrônicas (sais,ácidos ,bases).
Tipos de corrente
• Corrente contínua (cc): os deslocamento dos
elétrons livres ocorre num único sentido.
Ex: pilhas e baterias.

Obs: quando a corrente apresentar sentido e intensidade


constantes ela é dita contínua e constante.
Tipos de corrente
• Propriedade Gráfica da Corrente contínua
(cc):
Tipos de corrente
• Corrente Alternada (ca): os deslocamento dos
elétrons livres ocorrem com alternância de
sentidos periodicamente no decorrer do tempo.
EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA

• Efeito Fisiológico
• Efeito Térmico ou Joule
• Efeito Químico
• Efeito Magnético
EFEITO FISIOLÓGICO
Corresponde a passagem da corrente elétrica através de
organismos vivos, atua diretamente no sistema nervoso e
produz contrações musculares. Mas conhecido como CHOQUE
ELÉTRICO.
EFEITOS DA CORRENTE ELÉTRICA NO CORPO HUMANO

Corrente Elétrica
Duração Efeitos mais graves
(60 Hz)
0 a 0,5 mA qualquer nenhum
0,5 a 2 mA qualquer limiar de percepção
2 a 10 mA qualquer dor, contração e descontrole muscular
contração muscular, dificuldade respiratória
10 a 25 mA minutos
e aumento da pressão arterial
paralisia respiratória, fibrilação ventricular e
25 a 50 mA segundos
inconsciência
mais de um fibrilação ventricular, inconsciência,
50 a 200 mA
ciclo cardíaco paralisia respiratória e marcas visíveis
menos de um fibrilação ventricular, inconsciência e
acima de 200 mA
ciclo cardíaco marcas visíveis
mais de um parada cardíaca reversível, inconsciência e
acima de 200 mA
ciclo cardíaco queimaduras
EFEITO TÉRMICO OU JOULE
Consiste no aquecimento de um condutor
quando percorrido por uma corrente elétrica. É
causado pelo choque entre os elétrons livres e os
átomos dos condutores.

James P. Joule
(1818 - 1889)

“É a transformação de energia elétrica em


energia térmica (Calor)”
FÍSICA Eletrodinâmi
ca
EFEITO QUÍMICO
Corresponde a certas reações químicas que ocorrem quando a
corrente elétrica atravessa as soluções eletrolíticas. Esse efeito é
muito utilizado no recobrimento de peças como NIQUELAMENTO,
CROMAÇÃO, PRATEAÇÃO, etc.
EFEITO MAGNÉTICO
Corresponde a existência de um CAMPO MAGNÉTICO na
região em torno de um condutor quando percorrido por corrente
elétrica. Esse efeito é o único que sempre ocorre, sendo assim o
mais importante.
EFEITO LUMINOSO
A corrente elétrica ao atravessar um gás sob baixa pressão
provoca a emissão de luz. O efeito luminoso é utilizado nas
lâmpadas de vapor de sódio, nas Lâmpadas fluorescente, etc.
RESISTOR
Dispositivo que transforma energia elétrica em
energia térmica (efeito Joule).

SÍMBOLOS DO RESISTOR
RESISTÊNCIA ELÉTRICA

Assim, temos:

ou
A equação anterior é a representação
analítica da 1ª LEI DE OHM. A constante R é
denominada RESISTÊNCIA ELÉTRICA do
condutor, esta não depende da ddp (U) aplicada
nem da intensidade de corrente (i), depende
apenas do condutor e de sua temperatura.

George S. Ohm
(1787-1854)

Os resistores que obedecem à lei de Ohm são chamados ôhmicos.


Unidades:

No SI.: R → Ω (Ohm); U → V (Volt);


i → A (Ampère)
RESISTÊNCIA DO RESISTOR

- +

Unidade de Resistência:
Volt/Ampere = (ohm,Ω)

U
1ª Lei de OHM
Mantendo-se constante a temperatura do
resistor, sua resistência elétrica permanecerá
constante.

Resistor ôhmico
A lei de Ohm
Objetivos
● Pode explicar característica elétrica dominante de um
componente.
● Conceituar o que é um componente eletrônico.
passivo e um componente eletrônico ativo, dando
exemplos.
● Descrever os processos construtivos dos
componentes eletrônicos passivos.
● Compreender o conceito de curva característica.
● Fazer a leitura dos valores nominais dos
componentes eletrônicos passivos.
● Enumerar os critérios mais importantes para a
especificação de resistores, capacitores e indutores.
Componentes ativos
Em eletricidade, qualquer elemento que
produz energia sob a forma elétrica a partir de
outras formas de energia é um elemento ativo.
Um elemento capaz de converter energia
elétrica que se apresenta com certas
características, transmutando-a ainda em
energia elétrica, porém dotada de outras
características, também é considerado um
elemento ativo.
Componentes passivos
● Um elemento passivo é um elemento que
consome energia elétrica.

● São inúmeros os componentes passivos


utilizados em eletricidade. Três são os mais
simples, e mais usados. Eles são o resistor, o
capacitor, e o indutor.
Resistores
Resistores são componentes eletrônicos cuja
principal finalidade é controlar a passagem de
corrente elétrica. Denomina-se resistor todo
condutor, no qual a energia elétrica consumida é
transformada exclusivamente, em energia
térmica.
Constituição do Resistor
ü A resistência elétrica é diretamente
proporcional ao comprimento do condutor (L)

ü A resistência elétrica é inversamente


proporcional àseção transversal do condutor (A)

ü A resistência elétrica depende do material do


condutor (ρ).
2ª LEI DE OHM

(Resistividade do material (ohm.m))


Segunda lei de Ohm
• R= ρ. L/A

u R: valor da resistência (Ω)


u ρ : resistividade do material (Ω.m)
u L: comprimento do material (m)
u A: Área da secção transversal (m2).
Resistividade como função da temperatura

α:: coeficiente de temperatura da resistividade (1/ºC)


ρ : resistividade do material (Ω.m)
T: temperatura do material (ºC)

Fazendo ρ→ρo e T→To (condição), temos:

Equação empírica da reta tracejada.


Resistência como função da temperatura

Logo,
Processos de Fabricação

Por deposição de filme Fio resistivo enrolado


de material resistivo

ü Resistência de carbono ü Resistência bobinada


aglomerado
ü Resistência de película ü Resistência bobinada
de carbono vitrificada
ü Resistência de película
metálica
Resistores de carbono
aglomerado
Estes resistores são fabricados utilizando uma
mistura de pó de grafite com um material neutro
(talco, argila, areia ou resina acrílica). A
resistência é dada pela densidade de pó de
grafite na mistura.
O acabamento deste componente é feito com
camadas de verniz, esmalte ou resina.
Características
Desvantagens Vantagens
â Apresenta baixa precisão
â Tolerâncias de 5%, 10 e â baixo custo de 3 a 6
20 %. vezes menor que os de
â A oxidação do carbono película metálica.
pode provocar a alteração
do valor nominal da
resistência.
â Apresenta altos níveis de
tensão de ruído .
Resistor de película de
carbono
Este componente é fabricado pela deposição
em vácuo de uma fina película de carbono
cristalino e puro sobre um bastão cerâmico,
para resistores de valor elevado , o valor é
ajustado pela abertura de um suco espiralado
sobre sua superfície.
Vantagens
â Estes resistores são bastante precisos.
â Apresentam baixos níveis de ruído.
â Apresentam grande estabilidade nos circuitos.
â São fabricados com tolerância de ± 1%
â Alcançam valores de 100 MΩ.
Resistor de película metálica

Este componente é fabricado de um modo


muito semelhante ao do resistor de carbono
onde o grafite é substituido por uma liga
metálica que apresenta alta resistividade ou
por um óxido metálico. A película
normalmente é inoxidável, o que impede a
variação do valor da resistência com o passar
do tempo. Pode ser fabricado em espiral o
que aumenta a resistência.
Características
Vantagens Desvantagens

â Apresentam grande â alto custo


precisão

â Tolerâncias entre 0,1% e â baixa potência de


2%. dissipação.
Apresentação
ü Resistência de carbono
aglomerado

ü Resistência de película
de carbono

ü Resistência de película
metálica
Resistor bobinado

Este componente pode ser fabricado com


um material de resistência específica ou pela
união de vários materiais, ou pelo uso de
ligas metálicas. O fio condutor é enrolado em
um tubo cerâmico e para evitar curto-circuito
entre as espiras, é feito o recobrimento do fio
com esmalte que suporta altas temperaturas.
Caracterísiticas
Vantagens Desvantagens

â Baixo custo. â Grandes dimensões

â Alta dissipação de â Baixa precisão


potência.
Resistor bobinado vitrificado

O processo de fabricação é o mesmo do


resistor bobinado, tendo como diferenças que
o tubo onde é enrolado o condutor é
vitrificado e a isolacão entre as espiras é feita
com uma camada de material vítreo de
grande espessura. Isto permite um melhor
isolamento térmico da resistência de outros
componentes que podem interferir em suas
características elétricas.
Apresentação

ü Resistência bobinada

ü Resistência bobinada
vitrificada
Resistores variáveis
Também existem resistores com valores variáveis. Estes
componentes são bastantre empregados em controle de
volume, controle de fontes de alimentação e em filtros,
são conhecidos por “Trimpots”, “potenciômetros” ou
“reostatos” e podem ser fabricados tanto com películas de
carbono, metálicas ou por fio enrolado, e a variação da
resistência é obtida pela variação comprimento do
condutor ou pela área da película metálica definida entre o
cursor e e os terminais do componente.
Apresentação

Potênciometros
Apresentação

Potênciometros
deslizantes
Representação gráfica
A representação de um resistor está
associada à sua principal característica de
dificultar a passagem de corrente elétrica.
Ocorreram variações nesta representação
na década de 70 por isso apresentamos
as duas representações, que podem ser
encontradas em circuitos elétricos.
Esquema da posição dos
anéis de valores

Os resistores das
séries E6, E12 e E 24
não apresentam o 4°
anel com isso o fator de
multiplicação é dado
pelo 3° anel.
Esquema da posição dos anéis
de valores (código de cores)
1.Identidicar a cor do primeiro anel, e verificar através da tabela de cores
o algarismo correspondente à cor. Este algarismo será o primeiro dígito
do valor do resistor.
2.Identificar a cor do segundo anel. Determinar o algarismo
correspondente ao segundo dígito do valor da resistência.
3.Identificar a cor do terceiro anel. Determinar o valor para multiplicar o
número formado pelos itens 1 e 2. Efetuar a operação e obter o valor
da resistência.
4.Identificar a cor do quarto anel e verificar a porcentagem de tolerância
do valor nominal da resistência do resistor.
Exemplo
1º Faixa Vermelha = 2
2º Faixa Violeta = 7
3º Faixa Marrom = 10
4º Faixa Ouro = 5%
O valor será 270W com 5% de tolerância. Ou seja, o valor exato da
resistência para qualquer elemento com esta especificação estará entre
256,5W e 283,5W.
Curva Característica
A curva característica
de um resistor é
dada pela 1° lei de
Ohm
U=R.I
Onde:
U: tensão aplicada
R: Resistência
I: Corrente
Movimento
ORDENADO de
Cargas elétricas.
Térmico
Luminoso
EFEITOS Químico
Fisiológico
Magnético

Expressa a oposição
Dos condutores à
Passagem da corrente
Elétrica.
Energia (E) e Potência (P) Elétrica
Onde: τ = E →
trabalho ou energia.
Δt = Intervalo de tempo de
consumo de energia.

Teremos:
Unidades:
No S.I.:
P → W (Watt); τ =E → J (Joule) Δt → s (segundo)

Múltiplos: 1kW = 103 W e 1MW = 106 W


Unidade usual de energia:
kWh → quilowatt-hora (Distribuidoras de energia)
1kWh = 1kW x 1h

P.Δt
E=
1000
A potência elétrica pode também ser dada
por:
P = i.U
Em que:
i → intensidade da corrente elétrica
U → ddp ou tensão elétrica
Dessa forma temos que:
1 W = 1V x 1 A

Prof. Msc. Marcelo Pessoa


POTÊNCIA ELÉTRICA DO RESISTOR

Com: U=R.i e P=i.U, podemos facilmente chegar a:

e
2
U
P = R.i 2 P=
R

Prof. Msc. Marcelo Pessoa


Associação de Resistores
-Série
RESUMO
ASSOCIAÇÃO EM SÉRIE

I=CONSTANTE U=U1+U2+U3 Req=R1+R2+R3


Associação de Resistores
-Paralelo

Prof. José Patrocínio


U = U1 = U2 = U3 = CONSTANTE
i = i1 + i2 + i3
RESUMO

ASSOCIAÇÃO EM PARALELO

U = constante I = i1 + i2 + i3 1/Req=1/R1+1/R2+1/R3
Associação de 2 Resistores em Paralelo
Associação de n Resistores iguais em
Paralelo
-A corrente é a A ddp é a mesma pra
Mesma pra todos Todos os resistores.
Os resistores.

Resistor equivalente

Resistor equivalente
Curto-Circuito

i i

i
REGRA DOS NÓS
Calcular a Resistência equivalente (Req) entre A e B
a) Nomear os nós (encontro de três ou mais fios), de tal forma que se entre dois
nós não existir resistência, receberão o mesmo nome (curto-circuito).
b) Seguir a sequência dos nós, onde o início do circuito se dá no ponto A e seu
final no ponto B.
c) Dois (ou mais) caminhos entre nós diferentes representa ligação em paralelo.

Prof. José Patrocínio


1.(IME)-A intensidade da corrente elétrica de um condutor metálico varia com
o tempo, de acordo com o gráfico a seguir. Sendo a carga elementar de um
elétron 1,6x10-19C, determine:

a) a carga elétrica que atravessa uma secção do condutor


entre os instantes o e 8s.

I(mA) Q = área da figura ⇒ Q = (B+b) . h


2
64
Q = ( 8 + 2) . 64
2
Q = 320mC
t(s)
0 2 4 8
Q = 0,32C.
b) o número de elétrons que atravessa uma
secção do condutor entre os instantes 0 e 8s.

Q = n.e ⇒ 0,32 = n .1,6.10-19 ⇒ n = 0,32


1,6. 10-19
n = 0,2.1019 elétrons ou n = 2.1018 elétrons

c) i = Q ⇒ i = 0,32 ⇒ I = 0,04A ou
Δt 8 I = 40mA
2.
Faça o circuito esquemático da montagem abaixo e indique o
sentido da corrente, quando a chave estiver fechada.

12V
- +

chave

+
-

Ch i
Texto para responder às questões 3;4;5 e 6.
No esquema abaixo, os fios a,b,e c são os três fios de entrada
de energia elétrica numa residência. As tensões estão
indicadas na figura. F1 e F2 são dois fusíveis.

Aparelhos i U
Lâmpada 1A 110V
Refrigerador 4A 110V
Ferro elétrico 2A 110V
Televisor 2A 110V
Chuveiro elétrico 15A 220V
F1
a +

110V
E B

D
b -
+
110V C
A
F2
c -

3. As tensões elétricas

Uab = 110V Ubc = 110V Uac = 220V


F1
a +

110V
E B

D
b -
+
110V C
A
F2
c -

4. Dos aparelhos apresentados, o aparelho D é,


necessariamente:
o Chuveiro (220V)
19A
F1
a +

2A 2A 15A
110V
E B

D
b -
+
110V C
A
F2
c -

5. Sendo B e E os aparelhos de mesma corrente elétrica,


então a intensidade total de corrente em F1 , será de :

i = 15 A + 2A + 2A = 19A
F1
a +

110V
E B

D
b -
+
1A 4A
110V C 15A
A
F2
c -

20A
6.Considerando que A e C são os dois outros possíveis
aparelhos, então a corrente total em F2 será de:

i = 15A + 4A + 1A = 20A
GERADOR ELÉTRICO
Dispositivo que transforma uma certa
forma de energia em energia elétrica.
SÍMBOLO DO GERADOR

r
FORÇA ELETROMOTRIZ (E)
É a ddp total do gerador.

E
EQUAÇÃO DO
GERADOR

U = E – r.i
Gerador ideal
r=0

U=E
GRÁFICO DO GERADOR

icc
i
RECEPTOR ELÉTRICO

Dispositivo que transforma energia elétrica


em outra modalidade de energia que não
seja exclusivamente calor.
Motores Elétricos
Acumuladores
SÍMBOLO DO RECEPTOR

Onde: U = Ddp nos terminais do receptor


E’ = Força contra-Eletromotriz (fcem)
r’ = Resistência interna do receptor
i = corrente elétrica
FORÇA CONTRA-ELETROMOTRIZ
(E’)
É a ddp ÚTIL do RECEPTOR.
E’
U

U = E’ + r´.i
GRÁFICO DO RECEPTOR

E

tg θ = r’
POTÊNCIAS DO RECEPTOR

PT = P u + P d
RENDIMENTO DE UM RECEPTOR
LEIS DE KIRCCHOFF
As leis de Kircchoff são aplicadas a circuito complexos não
reduzíveis a uma malha.

DEFINIÇÕES BÁSICAS
NÓ: é o ponto comum a três ou mais condutores.
RAMO: é o trecho de circuito entre dois nós
consecutivos.
MALHA: é o conjunto de ramos que delimitam um
percurso fechado.
REDE: é o conjunto de malhas.
Prof. Msc. Marcelo
AS LEIS DE KIRCCHOFF

1ª LEI OU LEI DOS NÓS:


Baseiam-se no princípio da conservação das cargas elétricas.

“ Em um nó, a soma das correntes


elétricas que chegam é igual a soma das
correntes que saem”

Prof. Msc. Marcelo


LEIS DE KIRCHHOFF
Lei dos nós
2ª LEI OU LEI DAS MALHAS:

Baseiam-se no princípio da conservação da energia.

“ Percorrendo-se uma malha num certo


sentido, partindo-se de um ponto e
chegando-se a esse mesmo ponto, a soma
algébrica das ddp’s é nula”

Prof. Msc. Marcelo


LEI DAS MALHAS
APLICAÇÃO DAS LEIS DE KIRCCHOFF NA RESOLUÇÃO DE
CIRCUITO
Seja o circuito abaixo, onde se deseja determinar as correntes
dos ramos do circuito elétrico.

Prof. Msc. Marcelo


PROCEDIMENTOS
1) Atribuir letras aos pontos do circuito e escolher,
arbitrariamente, um sentido para as correntes nos ramos.

Prof. Msc. Marcelo


2) Aplicar a 1ª Lei de Kircchoff.
Para o nó B temos:

Prof. Msc. Marcelo


3) Escolher um sentido para percorrer as malhas.

Prof. Msc. Marcelo


3) Aplicar a Lei das Malhas, observando a conversão de sinais.

Obs: Como o sentido da corrente coincide com o sentido da malha,


o produto da resistência pela corrente é positivo: + R.i

Prof. Msc. Marcelo


Obs: Como o sentido da corrente é contrária ao sentido da malha,
então o produto da resistência pela corrente será negativo: -
R.i

Prof. Msc. Marcelo


Obs: Como o sentido da malha entrou no pólo negativo, então: - E.

Prof. Msc. Marcelo


Obs: Como o sentido da malha entrou no pólo positivo, então: + E.

Prof. Msc. Marcelo


PONTE DE WHEATSTONE
É um dispositivo utilizado para se determinar a resistência
elétrica desconhecida de um resistor.

Prof. Msc. Marcelo


LEI DE OHM GENERALIZADA
1)
1º Passo : Cálculo da Resistência Equivalente

a) Resistências em paralelo.
b) Resistência equivalente.

Curto(ideal) ⇒ R=0


2º Passo : Cálculo da corrente total


3º Passo : Leitura do Voltímetro

V=ε - R.i

Voltímetro Ideal ⇒ r= ∞
(Não esquecer !)
4º Passo : Cálculo da potência no resistor de 7 Ω.
5º Passo : Cálculo energia consumida pelo
resistor de 7Ω em 10h.
IMÃ: Dispositivo capaz de atrair Fe, Co, Ni,
Aço (ferromagnéticos)
TIPOS DE IMÃS

NATURAL TEMPORÁRIO

MAGNETIT CORRENTE
CONTATO ATRITO
A ELÉTRICA
PÓLOS DE UM IMÃ

N S

N
N

S
S

N S
INSEPARABILIDADE DOS PÓLOS
DOMINÍOS MAGNÉTICOS
MAGNETISMO E TEMPERATURA
Todo imã natural perde o poder magnético
ao atingir uma determinada temperatura,
chamada de Ponto de Curie.

Ferro: Temperatura de Curie: 770°C


Cobalto Cobalto: Temperatura de
Curie: 1075°C Níquel: Temperatura de
Curie: 365°C
- Dois pólos ⇒ Norte e Sul
-Pólos de mesmo nome se repelem e de
Nomes contrários se atraem.
- Inseparabilidade dos pólos.
-Pólo norte aponta para o norte geográfico
Da Terra.

-Campo Magnético ⇒ Sai do pólo norte e


entra no pólo sul.
- Imãs elementares ⇒ Organizados.
- 1820 – Experiência de Oersted.
- Relação entre fenômenos
Elétricos e fenômenos
magnéticos.

FORÇA
CAMPO

Variação do fluxo
magnético.
MAGNETISMO DA TERRA
CAMPO MAGNÉTICO
Experiência de Oersted

N N

S S
i
+ +
- -
i
Uma corrente elétrica
induz, em um
condutor, o
surgimento de um
campo magnético
(imã).
CAMPO MAGNÉTICO EM UM FIO
RETILÍNEO

i
r

- + A
Módulo do Campo Magnético

μ0 é a constante de
Unidade de permeabilidade magnética do
B: tesla (T) vácuo e vale 4πx10-7 T.m/A
Configuração do Campo
Magnético
REGRA DA MÃO DIREITA

i
Campo magnético no centro da
Espira Circular

i
i

B
� � i
B
i

i
i

N
S
Solenóides

Você também pode gostar