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Fernanda Ferreira Batista – RA: 17039276

Jorge Luiz André dos Santos – RA: 2018029805

Karina Carvalho Silva – RA: 2018026363

Maria Veronica da Silva Lourenço – RA: 2018029598

Roberto Dutra Alves da Silva – RA: 2018025844

DIADEMA/SP
AO DOUTO JUÍZO FEDERAL DA 1ª VARA DO TRABALHO DE BETIM/MG

Processo Nº 0001129-2018.5.08.0128

VEÍCULOS MUNDIAIS S/A, já qualificada nos autos do processo acima descrito, por seu
advogado que esta subscreve, na Reclamação Trabalhista proposta por JUVENAL NICKSON,
inconformado com a respeitável sentença, vem, tempestiva e respeitosamente ante este douto
Juízo, interpor, RECURSO ORDINÁRIO, com fundamento no artigo 895, inc. I, da CLT de acordo
com a razões em anexo, as quais requer que sejam recebidas e remetidas ao Egrégio Tribunal
Regional da 3 Região.

Segue comprovante do recolhimento das custas e depósito recursal

Nesses Termos,

Pede Deferimento.

26/11/2021

ADVOGADO(A)

OAB/ Nº___
EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 3ª REGIÃO

AUTOS Nº 0001129-2018.5.08.0128

RECORRENTE: VEÍCULOS MUNDIAIS S/A

RECORRIDO : JUVENAL NICKSON

RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO

COLENDA CORTE

EMÉRITOS JULGADORES

A decisão de 1º grau

I - HISTÓRICO PROCESSUAL

Foi ajuizada reclamação trabalhista em face do recorrente


pleiteando Da diferença salarial, Horas extras, Adicional Noturno, Multa art.467 da CLT,
Intervalo Intrajornada, Descontos relativos ao prejuízo causado pelo empregado, Justa
causa/rescisão indireta, Retificação de CTPS, Multa do artigo 477 da CLT e Descontos
previdenciários e fiscais, entretanto entendeu o MM. Juízo a quo, em julgar parcialmente
procedentes os pedidos formulados pelo Recorrido, nas quais foram:

a) diferença em horas extras, assim entendida aqueles excedentes à 8ª diária e/ou 44ª semanal
acrescidas de 50%, com reflexos em aviso prévio, férias acrescidas de 1/3, 13º salários, repousos
remunerados e feriados;

b) diferença em adicional noturno de 20% sobre as horas laboradas das 22 às 5h, acrescidas de
50% por ser consideradas horas extraordinárias e mais 50%, com reflexos em aviso-prévio, férias
acrescidas de 1/3, 13º salários, repousos remunerados e feriados;

c) FGTS incidente sobre as verbas deferidas nos itens a, b e c supra, com o acréscimo de 40%.
II - CABIMENTO DO PRESENTE RECURSO ORDINÁRIO

A decisão proferida na Vara do Trabalho trata-se de uma sentença, dessa forma


encerrando a atividade jurisdicional do Douto Juízo de primeira instância.

Neste contexto, o reexame da decisão supra citada só poderá ser feita através de
Recurso Ordinário, conforme preceitua o artigo 895, inciso I da CLT.

Cumpre ressaltar que segue cópia das custas e depósito recursal devidamente
recolhidas, além do presente recurso ter sido interposto tempestivamente.

Dessa forma, preenchidos os pressupostos de admissibilidade, requer seja o presente


recurso processado e o seu mérito apreciado.

III - DO MÉRITO RECURSAL

a) DA DIFERENÇA EM HORAS EXTRAS E REFLEXOS

O juiz a “quo” condenou a Recorrente ao pagamento das horas extras excedentes à


8ª diária e/ou 44ª semanal acrescidas de 50%, com reflexos em aviso prévio, férias acrescidas
de 1/3, 13º salários, repousos remunerados e feriados, o que não merece ser acolhido.

Nobre julgadores, a recorrente trouxe aos autos do processo os cartões de ponto e


compensação das horas extras, ao contrário do quanto decidido pela r. sentença, tais
documentos prevalecem como prova da jornada laboral realizada pelo recorrido, eis que este
não produziu provas para que fosse desconstituída tais documentos.

Nesse sentido, r se faz necessário destacar que tais registros juntados aos autos
prevalecem como prova fidedigna da jornada praticada pelo recorrido.

Desse modo, resta comprovado, de forma incontroversa, que o recorrido sempre


anotava corretamente a sua jornada, inclusive eventual trabalho extraordinário.

Não obstante, a testemunha trazida aos autos pela reclamante deixa claro que nas 3as.
feiras à tarde - muito embora a testemunha da ré não saiba afirmar se laborava todas as 3as.
Feiras.

Assim, não se deve ser considerado apenas os depoimentos prestados pelas


testemunhas de que houve o labor nas terças-feiras, sem considerar o conjunto probatório nos
autos, qual seja o devido pagamento de horas extras ou compensação, assim demonstrando a
validade dos cartões de ponto.

Diante do exposto, tendo em vista a juntada do controle de ponto e compensação de


horas, de igual forma, não há que se falar em condenação ao pagamento de horas extras.

Portanto, pelos fundamentos acima esposados, há que se reformar a r. sentença,


excluindo-se da condenação o pagamento de horas extras e reflexos decorrentes da
prorrogação de jornada excedentes à 8ª hora diária ou 44ª semanal.

b) ADICIONAL NOTURNO e DA MULTA DO ART.467 CLT

A respeitável sentença condenou a Recorrente em pagamento do adicional noturno e


da multa do art.467, entretanto, não merece ser acolhido.

Apesar de o recorrido informar que durante todo o pacto laboral se ativou em


jornada noturna sem supostamente receber o devido adicional noturno, diga-se de passagem,
que é no mínimo estranho só agora, depois tanto tempo laborando em respectivo turno,
venha a requerer o pagamento do adicional correspondente.

Denota-se nas folhas de ponto, conjuntamente com os contracheques do recorrido,


que todas as horas noturnas eventualmente laboradas foram devidamente quitadas, com o
adicional respectivo, respeitada a redução legal, conforme prevê a Convenção Coletiva da
categoria do recorrido.

Não obstante, não há que se falar em confissão por não ser arguido em tese de
contestação quanto ao adicional noturno, posto que notoriamente em TODOS os
contracheques/recebidos de pagamento acostadas com a defesa, há remuneração do adicional
noturno.

Ainda que não o fosse, há de se destacar que, quanto aos documentos supracitados, o
recorrido não impugnou especificamente, ainda que por amostragem, suposta diferença que
entende devidas, mais uma vez atraindo para si o ônus, conforme dispõe o artigo 818, I da CLT.

Respeiteis julgadores, não há que se falar a multa art.467 da CLT, tendo em vista que
o pedido de adicional de noturna não é verba introversa.

Conforme dispõe o Art. 467. Em caso de rescisão de contrato de trabalho, havendo


controvérsia sobre o montante das verbas rescisórias, o empregador é obrigado a pagar ao
trabalhador, à data do comparecimento à Justiça do Trabalho, a parte incontroversa dessas
verbas, sob pena de pagá-las acrescidas de cinquenta por cento.
Diante disso, requer a reforma da respeitável sentença, julgando improcedente a
condenação do adicional noturno e reflexos, bem como, improcedência da multa do art.467 da
CLT.

c) DO FGTS com o acréscimo de 40%.

Nobres julgadores, diante da improcedência da ação trabalhista, não há que se falar


em incidência do FGTS + 40% ao recorrido.

Requer a reforma da sentença que conferiu o FGTS incidente sobre as verbas


deferida no item a, b e c, com o acréscimo de 40% por sua improcedência.

d) HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS

O Juízo de origem, ao julgar procedente em parte a ação, condenou a parte Recorrente


ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais no patamar de 15% sobre o valor
sobre o crédito final bruto do reclamante, além das custas de R$1.000,00, sobre o valor de
R$50.000,00 (2% do valor da condenação, segundo artigo 789 da CLT.

Nobres julgadores, o valor fixado na condenação da Recorrente é exorbitante, tendo


em vista que o Art. 791-A. determina a fixação entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o
máximo de 15% (quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da sentença, do
proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da
causa.

Sendo assim, se restar provado sucumbências a parte da Recorrente, requer a fixação


dos honorários advocatícios no patamar mínimo, ou seja, de 5%(Cinco por cento).

“4. O artigo 90, § 4º, CPC é expresso ao afirmar que se o réu reconhecer a procedência
do pedido e, simultaneamente, cumprir integralmente a prestação reconhecida, os honorários
serão reduzidos pela metade.”

Para fins de redução dos honorários advocatícios pela metade, o artigo 90, § 4º, do
Código de Processo Civil exige que, simultaneamente, seja reconhecida a procedência do pedido
formulado pela parte autora e adimplida a obrigação.”

Sendo assim, se restar provado sucumbências a parte da Recorrente, requer a fixação


dos honorários advocatícios no patamar mínimo, ou seja, de 5%(Cinco por cento), bem como,
subsidiariamente não tendo a parte recorrente sucumbido em nenhuma das suas pretensões,
não há de se falar em pagamento de honorários de sucumbência aos causídicos que assistem a
parte recorrida.
e) DOS RECOLHIMENTOS FISCAIS

Olvida-se, “ad cautelam”, ainda a eg. Junta de primeira instância ser merecedora a
reforma da r. sentença de primeira instância, pois determinou que a Recorrente procedesse ao
pagamento dos encargos fiscais e previdenciários sobre as verbas a que foi condenada, sem
contudo, autorizar aos descontos cabíveis entendendo ser de responsabilidade exclusiva da
Recorrente, o referido recolhimento, entendimento esse, do qual discorda inteiramente a
Recorrente pelos motivos de que nada tem a pagar referente verbas contratual, haja vista as
mesmas já foram anteriormente descontadas e recolhidas as contribuições pela Recorrente à
época da retenção, consoante restou demonstrado em toda a instrução processual.

Destarte, a lealdade processual da reclamada, ora recorrente, estar-se-á presente nos


autos que não recusou-se a pagar o que é devido de direito ao reclamante, ora recorrido durante
todo o período laborado, mas clama reforma da r. sentença de primeira instância também neste
item de litigância de má-fé, onde a condenação foi calcada em presunções sem nenhuma
fundamentação, haja vista os documentos elencados e o cerceamento de defesa para provar a
realidade dos fatos argumentados durante a instrução.

Face ao exposto, invocando os suplementos jurídicos sábios e justos dos Eminentes


Julgadores, espera que esse Egrégio Tribunal conheça do presente recurso, dando-lhe
provimento para reformar a sentença recorrida dando a improcedência da ação, com base nas
razões aqui demonstradas e como medida da mais lídima e salutar.

II - DOS PEDIDOS

Diante das argumentações acima expostas, requer e espera-se que a Colenda Turma
Julgadora digne-se receber, conhecer, processar e acolher este recurso ordinário, com os
respectivos acolhimentos de preliminar e de mérito, e com a consequente reforma da
respeitável decisão “a quo”, acolhendo na integralidade os pleitos acima mencionados e
julgando improcedentes os pedidos da inicial, pelos mais puros motivos da J U S T I Ç A ! ! !.

Nesses Termos, Pede Deferimento.

ADVOGADO(A)

OAB/ Nº___

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