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ALIMENTAÇÃO

http://www.jped.com.br/conteudo/00-76-s229/port.pdf

Conceituação e considerações sobre o comportamento alimentar da criança

Entende-se hábito como sendo um ato, uso e costume, ou um padrão de reação


adquirido por frequente repetição da atividade (aprendizagem). Esse termo também
pode ser aplicado, por generalização, a normas de comportamento. Assim, os
alimentos ou tipo de alimentação que os indivíduos consomem rotineiramente e
repetidamente no seu quotidiano caracterizam o seu hábito ou comportamento
alimentar. No entanto, não é simplesmente a repetição do consumo do alimento
que desenvolve o comportamento alimentar. Existe um quantum de fatores inter-
relacionados, de origem interna e externa ao organismo, que influenciam a aquisição
desse comportamento. Cabe ressaltar que o hábito alimentar não necessariamente é
sinónimo das preferências alimentares do indivíduo, ou seja, de consumir os
alimentos de que mais gosta. Porém, no caso específico dos pré-escolares, o hábito
alimentar caracteriza-se fundamentalmente pelas suas preferências alimentares. As
crianças desta faixa etária acabam consumindo somente alimentos de que gostam,
entre os disponíveis no seu ambiente, refutando aqueles de que não gostam. Dos
fatores interrelacionados na aquisição do comportamento alimentar infantil,
ressaltam-se os psicossociais, responsáveis pela transmissão da cultura alimentar e
aqui examinados sob a perspectiva familiar. Os fatores psicossociais influenciam as
experiências alimentares desde o momento do nascimento da criança,
proporcionando a aprendizagem inicial para a sensação da fome e da saciedade e
para a percepção dos sabores. A adequada introdução dos novos alimentos no
primeiro ano de vida, com uma correta socialização alimentar, a partir deste
período, bem como a disponibilização de variados alimentos saudáveis em ambiente
alimentar agradável, permite à criança iniciar a aquisição das preferências
alimentares responsáveis pela determinação do seu padrão de consumo. A
tendência das preferências alimentares das crianças na idade pré-escolar conduz ao
consumo de alimentos com quantidade elevada de carboidrato, açúcar, gordura e
sal, e baixo consumo de alimentos como vegetais e frutas, se comparados às
quantidades recomendadas. Esta tendência é originada na socialização alimentar da
criança e depende, em grande parte, dos padrões da cultura alimentar do grupo
social ao qual ela pertence.
A fase de crescimento é o momento o qual o corpo mais precisa de energia, pois é
nesse período que a criança desenvolve suas habilidades motoras e intelectuais. Ou
seja, se o organismo não está preparado para todas essas mudanças, algumas
dificuldades poderão surgir, como a falta de atenção nas aulas e o atraso na
formação psicomotora, por exemplo.
É assim que a educação alimentar se faz tão importante durante a infância, sendo
uma etapa de aprendizado sobre o que é certo e errado e de definição de
preferências e gostos.
Desse modo, os principais responsáveis pela inclusão de hábitos saudáveis na rotina
da criança — além dos pais — são os educadores, assegurando a compreensão sobre
os alimentos nutritivos, o respeito ao consumo e o incentivo ao crescimento sadio.
A estratégia é fazer com que ela passe a ter escolhas saudáveis voluntariamente. Isso
se torna possível a partir do momento em que uma alimentação equilibrada é
inserida no cotidiano escolar, pois é na escola onde o aluno tem a maior parte de
suas experiências e assimila os conhecimentos.
Todas essas atitudes reduzem os riscos de doenças cardíacas, deficiências
imunológicas, diabetes e obesidade — inclusive na infância — além de contribuir
com o desempenho educacional.
O PAPEL DA ESCOLA NA EDUCAÇÃO ALIMENTAR
Tudo é uma questão de exemplo e costume e faz parte do processo educativo
escolar acompanhar os hábitos alimentares da criança.
O objetivo é influenciar as práticas diárias dos alunos de maneira descontraída, para
que não se torne uma imposição ou até uma punição. Portanto, o ideal é introduzir a
educação alimentar de forma divertida e acessível.
Organizar atividades relacionadas à comida, falar sobre alimentação em sala de aula,
criar ambientes que estimulam a culinária e ter um planejamento em conjunto com
todas as áreas do colégio são exercícios que podem ser aplicados pela instituição de
ensino; de forma que os alunos aprendam na prática os benefícios de uma
alimentação saudável.
Ações como estas despertam a curiosidade e aumentam a vontade de provar novos
alimentos, estimulando, assim, o consumo de frutas, legumes e verduras.
Criar uma consciência sobre a comida é essencial para a mudança de hábitos e novas
atitudes partem, também, dos exemplos da família, em casa!

O ENVOLVIMENTO DA FAMÍLIA COM A SAÚDE NUTRICIONAL


Todo processo de aprendizagem necessita do apoio da família fora da escola. Por
isso, é importante que os pais estejam conscientes das atividades realizadas pela
instituição a favor de uma alimentação nutritiva.
Boas atitudes vão desde as refeições realizadas em casa até os lanches que a criança
leva ao colégio. Cabe, então, aos responsáveis participarem do incentivo à uma
alimentação saudável, sendo exemplos no dia a dia.
Quando mais novos, reproduzimos aquilo que estamos habituados a ver e conviver,
e isso não é diferente na alimentação. Quando a família está acostumada com
refeições mais equilibradas, a probabilidade da criança seguir essa rotina é maior. No
entanto, quando o filho vê seus pais comendo em frente à televisão, por exemplo, o
costume também será igual.
O ideal é fazer com que a criança tenha consciência do que ela está comendo,
evitando oferecer guloseimas e, principalmente, evitando alimentá-la enquanto ela
brinca ou assiste a um desenho.
https://www.sagradoeducacao.com.br/pagina/1447-a-alimentacao-escolar-como-
parte-do-processo-de-aprendizagem

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