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Portefólio Reflexivo de

Aprendizagens
FORMANDO/A:ALEXANDRA CORREIA DUARTE
Índice
Carla Feliz| Ação: Técnico/a de Contabilidade EFA-PRO - Chaves | 2019/2020
Apresentação........................................................................................................................................ 2
Aprendizagens efetuadas no âmbito da rede relacional.................................................................3
UFCD-0649 - Estrutura e comunicação organizacional.................................................................7
UFCD-0567 Noções de Fiscalidade.............................................................................................. 11
UFCD- 0577 Imposto sobre o Património (IMI)........................................................................13
UFCD- 0563 Legislação Comercial............................................................................................. 14
UFCD- 0576 Imposto sobre o Rendimento Comercial (IRC)....................................................16
UFCD-568 – Imposto sobre o valor acrescentado (IVA)...........................................................17
Aprendizagens efetuadas ao longo do percurso escolar...................................................................18
UFCD-0578- Médias, Percentagens e Proporcionalidades.......................................................20
Aprendizagens efetuadas ao longo do percurso profissional...........................................................20
UFCD-0567 Imposto sobre o Rendimento (IRS).......................................................................22
UFCD-0678 Recurso Humanos-Processamento de Vencimentos............................................23
UFCD-0616 – Aplicações Informáticas de Gestão Pessoal........................................................25
UFCD-0571 – Aplicações Informáticas de Gestão......................................................................26
UFCD-0584- Sistema de Custeio................................................................................................ 30
Aprendizagens efetuadas ao longo do percurso formativo..............................................................30
UFCD-0670 Contrato de Compra e Venda................................................................................33
UFCD-0574 Encerramento Anual de Contas.............................................................................34
UFCD-06736- Recursos Humanos – relatório único.................................................................35
Aprendizagens efetuadas em atividades de tempos livres e atividades sociais...............................35
Aprendizagens efetuadas no contexto doméstico............................................................................36
UFCD-0653 Organização e Manutenção de Arquivo................................................................37
UFCD - 0668 Ficheiros de Armazenagem e Contas Correntes........................................................40
Aprendizagens efetuadas no serviço militar.....................................................................................40

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Apresentação
Chamo-me Alexandra Correia Duarte, nasci em Chaves a 11 de junho de 1984, resido
na freguesia de Vale de Anta de onde sou natural. Devido a uma má formação
congénita na anca direita fui internada logo aos 2 meses de idade, onde fiz sete
operações e passei quatro anos e meio com gesso nas pernas.

Atualmente encontro-me em situação de desemprego, devido à falta de oportunidade


na minha área de formação académica.

Inscrevi-me para esta formação porque espero ter mais oportunidades de trabalho nesta
área.

“O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos
fazemos do que os outros fizeram de nós.”

Jean-Paul Sartre

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APRENDIZAGENS EFETUADAS NO ÂMBITO DA REDE RELACIONAL

“De tudo que existe, nada é tão estranho como as relações humanas, com suas
mudanças, sua extraordinária irracionalidade.” Virgínia Woolf

Do meu ponto de vistas as relações interpessoais ou intercâmbios pessoais deixo ao


critério adotar o melhor conceito, serão sempre positivos. Deste modo crescemos e
evoluímos para nos tornarmos seres muito melhores, claro que depois há aqueles que
dizem que o Homem é o lobo da sociedade, filosoficamente falando é claro. Com isto
quero dizer que a sociedade é que nos molda, influência e nos encaixa nos seus
próprios padrões. E outros afirmam que o Homem não foi feito para viver sozinho.

Aglomerando todos estes díspares pensamentos ou ideias o que posso retirar delas é
que no meu ponto de vista o importante nas relações diárias é sermos capazes de retirar
o seu néctar, ou seja, sermos capazes de ser flexíveis, transversais, aptidão de permutas
ideias sem criticar ou cairmos na tentação de contrariar o outro.

De facto, tenho que admitir que as minhas relações com os outros são muito frutíferas,
retiro sempre algo de positivo para aplicar no meu dia a dia. E a prova disso mesmo é
frequentar o IEFP onde existem pessoas tão diferentes e tão iguais.

Obvio que as pessoas que realmente me conhecem verdadeiramente são poucas. Sou
defensora da ideia de que mais vale poucos amigos, mas que sejam bons. E digo bons
não só como predicado, igualmente no pensamento, nas” escolhas a fazer”, no modo de
agir com o próximo, no discernimento e cooperação (entreajuda).

Sou a mais nova de 4 irmãos e cresci com uma senhora já de certa idade que era nossa
catequista na aldeia, uma vez que os meus pais trabalhavam e não tinham onde me
deixar ( ultima opção seria levar-me para o local de trabalho) e os meus irmãos já eram
adultos e não se encontravam presentes.

Recordo-me perfeitamente de me levar com ela a visitar os enfermos da aldeia ou


quando uma criança nascia fazer lhe visita em casa. A minha infância foi
extremamente feliz e com ensinamentos altruístas incutidos por estas senhora.

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Extraordinário de tudo isto, é que criamos laços com pessoas que jamais
imaginaríamos conhecer e, que perduram ao longo do tempo. Reflete-se claramente nas
poucas amizades que criei nesta instituição.

Neste âmbito a conclusão que chego é que tal como somos capazes de gerir as nossas
vidas e as nossas relações sejam ela de que cariz for (Amor/Amizade) também
devemos gerir a nossa vida a nível de deveres de Cidadania (cumprimento com o
pagamento de impostos e taxas aplicadas pelo nosso estado) que tal como na nossa
vida pessoal se não cumprirmos com as nossas obrigações vamos ter consequências
negativas.

Temos de ser capazes de criar projetos a longo prazo não só nas relações, a nível
profissional também. Na concretização de projetos e sonhos.

Se olharmos para uma família portuguesa tradicional, podemos afirmar que esta se
pode comparar à criação de uma empresa, onde é imprescindível uma hierarquia sólida
e definida.

A formação do casal podemos olhar para ela como hierarquia excelsa, ou seja, o chefe
máximo que lidera essa mesma família. Os filhos que advém destes, comparam-se aos
recursos humanos da fundação (família) onde cada e todos tem funções e obrigações
distintas a cumprir.

Falando um pouco mais a nível pessoal, os meus pais o Sr. Alberto e a D. Cacilda eram
um jovem casal de noivos e com poucos recursos financeiros para um firme e
auspicioso início de vida. O Sr. Alberto meu pai tinha como profissão técnico de frio e
o 4º de escolaridade, entretanto como serviço militar era obrigatório naqueles tempos
teve de cumprir serviço nas ex. colonias portuguesas, a tão conhecida Guerra de
Ultramar. A minha mãe tinha o 9º ano de escolaridade, mas, como não quis seguir os
estudos tirou um curso de modista Singer com apenas 16 anos de idade. Contudo os
meus pais não descuravam das suas funções, educar, incutir valores morais, incentivá-
los a ser melhores pessoas e assegura-lhe todos os bens essenciais como saúde e
escolaridade sempre presentes na sua vida.

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A natureza nos uniu em uma imensa família, e devemos viver nossas vidas
unidos, ajudando uns aos outros.

Sêneca

Para que se possa criar uma empresa sólida e fidedigna num mercado tão competitivo e
em constante mudança é necessário atestar alguns parâmetros para que as bases desta
sejam duráveis às ameaças e forças externas que possam advir da concorrência, que
muitas vezes não é leal nem justa. O capitalismo apoderou-se da bolsa e do mercado
internacional, manda quem tem o maior poder financeiro (dinheiro).

“Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão


de organização.”

Sun Tzu

Uma empresa não é mais do que uma instituição, que pode ser de cariz público,
privado ou misto, concede e/ou vende serviços à população. Esta tem um sistema
organizativo e hierárquico constituído por:

Recursos humanos
Recursos financeiros
Recursos materiais/físicos

O objetivo da mesma é obter LUCRO. Para tal é necessário fazer um estudo de


mercado, criando o seu produto e à posteriori lançá-lo para o dar a conhecer. Sem
desmazelar que tem de ter em conta, qual o seu setor de atividade em que vai apostar e,
à sua atividade económica.

“Uma empresa que visa o lucro é, não apenas falsa, mas também irrelevante. O lucro não é a
causa da empresa, mas sua validação. Se quisermos saber o que é uma empresa, devemos
partir de sua finalidade, que será encontrada fora da própria empresa. E essa finalidade é criar
um cliente.”

Peter Drucker

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Para que tudo esteja harmoniosamente bem organizado, é de salientar a importância de
uma boa comunicação dentro de qualquer empresa. O saber transmitir aos funcionários
e respetivos departamentos (se estes existirem) as tarefas a realizar dentro dela é de
extrema relevância para que tudo seja feito dentro de prazos a cumprir.

“Um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-


se. Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a
paz ou a guerra.

Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a
forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos,
grandes problemas. A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se
a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta. Mas
se a envolvemos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura,
certamente será aceita com facilidade”

Contos árabes

A gestão do tempo é outro fator a sublinhar. A falha deste pode causar prejuízos
nefastos, pondo em causa todo um conjunto de fatores importantes que podem deixar
uma má imagem dessa mesma empresa.

“Basicamente, a Gestão significa influenciar a ação. Gestão é sobre ajudar


as organizações e as unidades fazerem o que tem que ser feito, o que
significa ação”.

Henry Mintzberg

Para que haja uma boa gestão de tempo é crucial definir tarefas e selecionar as
prioridades, adotando métodos de criação de cronogramas.

“O tempo é o único capital das pessoas que têm como fortuna apenas a sua
inteligência.”

Honoré de Balzac

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Já a comunicação envolve todo um processo onde se dispõe em encadeamento uma ou
mais fontes de informação de tipo formal, informal ou técnica com o intuito de
transferir e tomar esclarecimento, para que haja incorporação nos objetivos da empresa
e estímulo para os alcançar.

“Comunicação não é só falar, ver ou ouvir, é fazer entender!”

Renato Ribeiro

UFCD-0649 - Estrutura e comunicação organizacional

O lucro desta vai ter de ser declarado ao Estado e a uma entidade que gere a
Fiscalidade que são as Finanças.

Neste módulo abordamos três tipos de receitas.

 Receitas Patrimoniais Taxas Diretos


 Receitas Tributários Impostos Indiretos
 Receitas Creditícios Segurança Social

Das três receitas abordadas vou fazer referência apenas a uma delas: Receitas
Tributárias.

Uma vez que as outras, nós contribuintes (sujeitos passivos) não estamos ligadas
diretamente a elas, pois estas o Estado adquire através do seu património (venda de
produtos e prestação de serviços a preços contratualmente estabelecidos) ou creditícias
(quando recorre ao crédito interna ou externamente gerando divida pública).

Primeiramente para que se possa entender o que é um imposto, vou dar uma breve
acepção sobre este.

Imposto: é toda a soma de dinheiro que os cidadãos de um país devem pagar ao


Estado para garantir o funcionamento de serviços públicos e coletivos.

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Cumprir com a obrigatoriedade do pagamento de impostos deverá ser uma
incumbência do sujeito passivo.

Tal para pessoas físicas como para pessoas jurídicas, com o objetivo de financiar as
despesas com saúde, educação, segurança, saneamento, transportes, cultura, etc. o

O Imposto é uma tributação consagrada no:

artigo 5º da Lei geral tributária

fins da tributação:

1- A tributação visa a satisfação das necessidades financeiras do Estado e de


outras entidades públicas e promove a justiça social, igualdade de
oportunidades e as necessárias correções das desigualdades na distribuição da
riqueza e do rendimento.

Artigo 6.º

Características da tributação e situação familiar

1 - A tributação direta tem em conta:


a) A necessidade de a pessoa singular e o agregado familiar a que pertença disporem de
rendimentos e bens necessários a uma existência digna;
b) A situação patrimonial, incluindo os legítimos encargos, do agregado familiar;
c) A doença, velhice ou outros casos de redução da capacidade contributiva do sujeito
passivo.
2 - A tributação indireta favorece os bens e consumos de primeira necessidade.
3 - A tributação respeita a família e reconhece a solidariedade e os encargos familiares,
devendo orientar-se no sentido de que o conjunto dos rendimentos do agregado
familiar não esteja sujeito a impostos superiores aos que resultariam da tributação
autónoma das pessoas que o constituem.

Artigo 7.º

Objetivos e limites da tributação

1 - A tributação favorecerá o emprego, a formação do aforro e o investimento


socialmente relevante.
2 - A tributação deverá ter em consideração a competitividade e internacionalização da

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economia portuguesa, no quadro de uma sã concorrência.
3 - A tributação não discrimina qualquer profissão ou atividade nem prejudica a prática
de atos legítimos de carácter pessoal, sem prejuízo dos agravamentos ou benefícios
excepcionais determinados por finalidades económicas, sociais, ambientais ou outras.

Artigo 8.º

Princípio da legalidade tributária

1 - Estão sujeitos ao princípio da legalidade tributária a incidência, a taxa, os


benefícios fiscais, as garantias dos contribuintes, a definição dos crimes fiscais e o
regime geral das contraordenações fiscais.
2 - Estão ainda sujeitos ao princípio da legalidade tributária:
a) A liquidação e cobrança dos tributos, incluindo os prazos de prescrição e
caducidade;
b) A regulamentação das figuras da substituição e responsabilidade tributárias;
c) A definição das obrigações acessórias;
d) A definição das sanções fiscais sem natureza criminal;
e) As regras de procedimento e processo tributário.

Artigo 9.º

Acesso à justiça tributária

1 - É garantido o acesso à justiça tributária para a tutela plena e efetiva de todos os


direitos ou interesses legalmente protegidos.
2 - Todos os atos em matéria tributária que lesem direitos ou interesses legalmente
protegidos são impugnáveis ou recorríveis nos termos da lei.
3 - O pagamento do imposto nos termos de lei que atribua benefícios ou vantagens no
conjunto de certos encargos ou condições não preclude o direito de reclamação,
impugnação ou recurso, não obstante a possibilidade de renúncia expressa, nos termos
da lei.

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Artigo 10.º

Tributação de rendimentos ou atos ilícitos

O carácter ilícito da obtenção de rendimentos ou da aquisição, titularidade ou


transmissão dos bens não obsta à sua tributação quando esses atos preencham os
pressupostos das normas de incidência aplicáveis.

Capítulo II

Normas tributárias
Artigo 11.º

Interpretação

1 - Na determinação do sentido das normas fiscais e na qualificação dos factos a que as


mesmas se aplicam são observadas as regras e princípios gerais de interpretação e
aplicação das leis.
2 - Sempre que, nas normas fiscais, se empreguem termos próprios de outros ramos de
direito, devem os mesmos ser interpretados no mesmo sentido daquele que aí têm,
salvo se outro decorrer diretamente da lei.
3 - Persistindo a dúvida sobre o sentido das normas de incidência a aplicar, deve
atender-se à substância económica dos factos tributários.
4 - As lacunas resultantes de normas tributárias abrangidas na reserva de lei da
Assembleia da República não são susceptíveis de integração analógica.

Artigo 12.º

Aplicação da lei tributária no tempo

1 - As normas tributárias aplicam-se aos factos posteriores à sua entrada em vigor, não
podendo ser criados quaisquer impostos retroativos.
2 - Se o facto tributário for de formação sucessiva, a lei nova só se aplica ao período
decorrido a partir da sua entrada em vigor.
3 - As normas sobre procedimento e processo são de aplicação imediata, sem prejuízo
das garantias, direitos e interesses legítimos anteriormente constituídos dos
contribuintes.
4 - Não são abrangidas pelo disposto no número anterior as normas que, embora

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integradas no processo de determinação da matéria tributável, tenham por função o
desenvolvimento das normas de incidência tributária.

Artigo 13.º

Aplicação da lei tributária no espaço

1 - Sem prejuízo de convenções internacionais de que Portugal seja parte e salvo


disposição legal em sentido contrário, as normas tributárias aplicam-se aos factos que
ocorram no território nacional.
2 - A tributação pessoal abrange ainda todos os rendimentos obtidos pelo sujeito
passivo com domicílio, sede ou direção efetiva em território português,
independentemente do local onde sejam obtidos.

Artigo 14.º

Benefícios fiscais e outras vantagens de natureza social

1 - A atribuição de benefícios fiscais ou outras vantagens de natureza social concedidas


em função dos rendimentos do beneficiário ou do seu agregado familiar depende, nos
termos da lei, do conhecimento da situação tributária global do interessado.
2 - Os titulares de benefícios fiscais de qualquer natureza são sempre obrigados a
revelar ou a autorizar a revelação à administração tributária dos pressupostos da sua
concessão, ou a cumprir outras obrigações previstas na lei ou no instrumento de
reconhecimento do benefício, nomeadamente as relativas aos impostos sobre o
rendimento, a despesa ou o património, ou às normas do sistema de segurança social,
sob pena de os referidos benefícios ficarem sem efeito.
3 - A criação de benefícios fiscais depende da clara definição dos seus objetivos e da
prévia quantificação da despesa fiscal.

Os meus pais depois de 15 anos a residirem na capital, pós 25 de Abril, resolvem voltar
à terra natal, a terra que os vira nascer e unir-se como casal.

Com algum dinheiro que tinham amealhado das suas poupanças apostaram em comprar
um terreno para construção da casa que tanto sonharam.

UFCD-0567 Noções de Fiscalidade

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Para isso tiveram de escolheram o local onde queriam fazer a construção, mas, as
poupanças que guardavam não eram suficientes para pagar esse mesmo terreno. A
princípio ficaram descrentes e receosos, a única opção seria pedir um empréstimo ao
banco ou teriam que ir pela via de arrendamento de uma casa o que estaria descartado
desde um princípio.

Depois de muito conversarem e pensarem sobre o assunto, ganham coragem e com


muita determinação lá vão ao banco pedir todas as informações e esclarecimentos
sobre o empréstimo a fazer.

Todavia ainda tinham outro entrave, dinheiro para a construção da casa.

O banco deu lhe todos os esclarecimentos pedidos e a medo lá fizeram o empréstimo


para o terreno (pagamento de Imposto de Selo) e a construção do edifício (casa).

O banco pediu-lhes alguns documentos importantes para ceder o empréstimo, entre os


quais os rendimentos do casal e o número de filhos.

Com o rendimento de ambos o banco aplicou uma de juro no empréstimo cedido ao


casal. De prestação mensal pagavam 320 €. Fazendo referência que o casal trabalhava
para uma instituição do estado (funcionários públicos).

Após 5 anos os meus pais já tinham a casa construída no local que tanto desejavam.

Naquela época estavam isentos de pagar o IMI durante 10 anos. Lei aplicada pelo
governo da altura. É a denominada exceção ou benefícios fiscais (competências
apreendidas no módulo de Noções de Fiscalidade). Passados os 10 anos começaram a
pagar o imposto cobrado pelo Estado sobre o património pessoal do casal, (houve uma
extinção dos benefícios fiscais que se denomina por caducidade).

No que diz respeito aos impostos que caem diretamente sobre os rendimentos do casal
é de realçar que os filhos foram crescendo e as despesas foram aumentando.

A crise económica levou a uma instabilidade financeira, obrigando as empresas a


aumentarem o IVA a 23 % de alguns alimentos tais como: o pão, as bebidas
refrigeradas, a farinha entre outros (tabaco, bebidas alcoólicas).

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Dentro dos impostos indiretos existem as taxas que são pagas e recebemos um serviço
imediato.

Um dia já não me recordo bem qual um dos meus irmãos desencadeou uma
intoxicação alimentar. Teve de ir de imediato ao hospital onde foi atendido e
devidamente medicado. Como já era maior de idade e já trabalhava foi obrigado a
pagar ao hospital as taxas moderadoras.

UFCD- 0577 Imposto sobre o Património (IMI)

No ano de 1998 a minha irmã mais velha casou-se. O marido tem como profissão
“talhante”. É o dono da empresa em nome individual. Ou seja, uma empresa singular
administrada por um só empresário.

Para poder exercer a profissão, obrigatoriamente, teve que dirigir-se ao registo


comercial, no âmbito de especificar o ramo de atividade ao qual se iria dedicar.

A atividade das empresas e dos empresários é regulada pelo Direito. O Direito


ramifica-se nas diversas áreas do mesmo.

Mas também se subdivide em dois grandes ramos: Direito Público (refere-se ao


conjunto das normas jurídicas de natureza pública, abarcando tanto o conjunto de
normas jurídicas que regula a relação entre o particular e o Estado, como o conjunto de
normas jurídicas que regula as atividades, as funções e organizações de poderes do
Estado e dos seus servidores, estando o Estado sempre numa posição de poder) e
Direito Privado (refere-se ao conjunto de normas jurídicas que disciplina as relações
privadas, ou seja, estabelecidas entre particulares, numa relação de igualdade entre as
partes envolvidas).

O Direito Comercial (ramo do direito que se refere ao comércio, à indústria e à


prestação de serviços. Envolve um conjunto de normas concernentes aos comerciantes
no exercício da sua profissão podendo, ser uma sociedade ou um comerciante
individual, e o seu principal objetivo é obter o maior lucro possível).

O Direito Comercial é um ramo que cabe ao Direito Privado, uma vez que se trata de
particulares e se direciona para o exercício da atividade comercial.

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A empresa tem obrigatoriamente uma configuração jurídica que está regulado pela
legislação. Só são admitidas as tipologias de empresas previstas na legislação
comercial.

Os empresários e as empresas têm sempre o mesmo objetivo comercial: visam o lucro.

Conseguir lucros pode ser também suportar eventuais prejuízos, que podem levar à
ruina dessa mesma empresa, estando dependente da forma jurídica desta, ou seja,
nalguns casos, a ruína da empresa pode conduzir também à falência do próprio
empresário.

Existem vários tipos de empresa e a forma jurídica que o empresário escolhe para a
empresa é relevante para o futuro negócio. Deverá ter em conta o património, o capital
social, e se pretende trabalhar sozinho ou com mais sócios.

Falando no meu caso pessoal, a empresa que o meu cunhado decidiu abrir foi uma
empresa singular, em nome individual. Nestas empresas o nome do proprietário, é
precisamente o nome comercial da empresa, que se designa firma. A firma pode ser
formada pelo nome completo ou abreviado do empresário. Existe também a
possibilidade de acrescentar ao nome uma expressão relacionada com a atividade do
negócio.

O meu cunhado, sendo um empresário em nome individual não tem o seu património
pessoal separado do património da empresa. Este é o principal risco das empresas
singulares como esta. No caso da empresa do meu cunhado ter dívidas qualquer credor
pode atacar não só o património da empresa, ou seja, os bens que pertencem ao talho
de que ele é proprietário, mas, no caso desses bens não serem suficientes, todo o
património pessoal do meu cunhado e da minha irmão pode ser diminuído e penhorado
para responder pelas dívidas da empresa. É por esta razão que a responsabilidade dos
empresários em nome individual se classifica de responsabilidade ilimitada.

“Construção de um negócio é saber fazer algo para se orgulhar, é criar algo que vai
fazer uma diferença real na vida de outras pessoas” - Richard Bronson

UFCD- 0563 Legislação Comercial

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Em relação às empresas, estas também estão obrigadas a pagar um imposto direto que
é o IRC.

Vou fazer referência à base do imposto, sobre “O que” e “Quem” ele recai, incidências
reais e objetivas VS incidências pessoais ou subjetivas.

Quem são os sujeito a tributação de IRC?

De acordo com o artigo 2º do Código do Imposto sobre o Rendimento Coletivo


(CIRC), estão sujeitos a IRC os seguintes sujeitos passivos:

Residentes com personalidade jurídica: sociedades comerciais, sociedades civis sob a


forma comercial, cooperativas e outras pessoas coletivas.

Residentes sem personalidade jurídica: sociedades irregulares, heranças jacentes,


fundos de investimentos, associações e sociedades civis.

Não residentes com ou sem personalidade jurídica sem sede ou direção efeito em
território nacional, com rendimentos passíveis de IRS.

Que rendimentos estão sujeitos a IRC?

De acordo com o artigo 3º do CIRC, os rendimentos que são sujeitos a IRC são os
seguintes:

lucro obtido pelas entidades residentes que operam a título principal uma
atividade comercial, industrial ou agrícola;
rendimento global que corresponde aos rendimentos de todas as categorias de
IRS, bem como os incrementos patrimoniais recebidos gratuitamente (no caso
dos residentes que não exercem a título principal uma atividade nas áreas
agrícola, comercial ou industrial);
rendimento de todas as categorias de IRS obtidas pelas entidades não
residentes, sem estabelecimento estável, ou com rendimentos que não podem
ser imputados a um estabelecimento estável;
lucro obtido pelas entidades não residentes, mas que possuem estabelecimento
estável em território nacional.

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No meu caso em concreto, como o meu cunhado exercia em nome individual, como
tal, de acordo com o CIRC (Código de Imposto sobre o Rendimento Comercial) reúne
as condições necessárias para serem enquadrado neste regime fiscal (IRC). Para o
efeito terá que de acordo com o período de tributação estipulado para este imposto,
deverá efetuar as devidas entregas nos períodos consideradas, assim como as respetivas
obrigações a este inerentes. De realçar que esta empresa poderá ainda, estar sujeito a
impostos acessórios tais como: a derrama municipal; ao pagamento por conta e ao
pagamento especial por conta. Neste sentido, existem regras aplicáveis a cada regime
em concreto podendo a referida empresa estar ou não sujeita a estes impostos
acessórios.

Dado que esta empresa possui um volume de negócios reduzido, não efetua os
pagamentos por conta tão pouco o pagamento especial. Encontrando-se isenta da
derrama municipal.

UFCD- 0576 Imposto sobre o Rendimento Comercial (IRC)

Com toda a obrigatoriedade fiscal a ser cumprida existe também uma taxa sobre os
produtos na qual se denomina IVA. Mas o que é realmente o IVA? A quem incumbe
pagar esta taxa? Sobre o que e quem recai?

O IVA é um imposto geral sobre o consumo caindo sobre as transmissões de bens, as


prestações de serviços, as aquisições intracomunitárias e as importações. É um imposto
plurifásico pois é liquidado em todas as fases do circuito económico, desde o produtor
ao retalhista. Sendo um imposto plurifásico não é cumulativo (o pagamento do imposto
devido é fracionado pelos vários intervenientes do circuito económico, através do
método do crédito do imposto).

Sujeição objetiva e subjetiva estão sujeitas a IVA as:

 · Transmissões de bens e prestações de serviços realizadas a título oneroso;

· Importação de bens;

· Aquisições intracomunitárias de bens e serviços.

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 Existem ainda algumas intervenções que são assimiladas a transmissões de bens ou
prestações de serviços realizadas a título oneroso e, como tal, são também sujeitas a
IVA (exemplo: ofertas de bens e não devolução no prazo de 1 ano de bens enviados à
consignação)

 São sujeitos passivos de IVA as pessoas singulares ou coletivas que exerçam uma
atividade económica ou que, praticando uma só operação tributável, essa operação
preencha os pressupostos de incidência real de IRS ou IRC.

 O Estado e as demais pessoas coletivas de direito púbico não são sujeitos passivos de
imposto quando realizem operações no exercício dos seus poderes de autoridade.

Taxas

As taxas de IVA são as seguintes:

· Taxa reduzida – 6% (4% nos Açores e 5% na Madeira) para bens e serviços


tributados constantes da Lista I anexa ao Código do IVA;

· Taxa intermédia – 13% (9% nos Açores e 12% na Madeira) para bens e serviços
tributados constantes da Lista II anexa ao Código do IVA;

· Taxa geral – 23% (18% nos Açores e 22% na Madeira) para outros bens e serviços.

 Beneficiam da taxa reduzida alguns produtos alimentares, publicações periódicas,


livros, produtos farmacêuticos, alojamento hoteleiro, bens de produção agrícolas e
transporte de passageiros.

 Beneficiam da taxa intermédia alguns produtos alimentares e entradas em espetáculos


de canto, dança, música, teatro, cinema, tauromaquia e circo.

No meu caso pessoal, ou melhor dizendo, m relação ao talho do meu cunhado a taxa de
IVA aplicada à comercialização de carnes é de 6%.

Os produtos que são considerados bens de primeira necessidade são taxados à


percentagem mínima.

“No imposto profissional o justo paga mais e o injusto menos, sobre o mesmo
rendimento.” - Platão

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UFCD-568 – Imposto sobre o valor acrescentado (IVA)

Aprendizagens efetuadas ao longo do percurso escolar

Aos 6 anos de idade entrei no 1º ano de escolaridade na Escola Santo Amaro onde
conclui o meu 1ºCiclo. Aos 10 anos de idade transitei para o 2º ciclo do básico na
Escola EB 2/3 Dr. Francisco Gonçalves Carneiro.

O meu ensino secundário completo foi consolidado na Escola Secundária Fernão de


Magalhães. Após ter finalizado este, comecei a trabalhar na Modalfa. Durante este
momento tomava conta da minha avó paterna que era portadora de Alzheimer, estava
acamada e alimentava-a por uma sonda. No ano de 2007 entrei no ensino superior no
Instituto Politécnico de Bragança na Escola Superior de Educação, frequentei ainda
Mestrado em 1º e 2º Ciclo do Ensino Básico na mesma instituição

As médias, percentagens e proporcionalidades no nosso dia a dia é aplicado sobretudo


no trabalho doméstico, na cozinha quando elaboramos um prato para calcular as
medidas exatas, ao efetuar trabalhos manuais entre outros.

A primeira vez que tive contato com a matéria foi no 10º ano de Humanidades na
disciplina de Métodos Quantitativos.

Para efetuar a média de notas por turma ou por cada aluno e respetiva disciplina.

Em termos matemático a média aritmética simples de dois ou mais termos, é o


quociente do resultado da divisão da soma de vários elementos ou números, pela
quantidade dos números que foram somados.

Σ xi x 1+ x 2+ x 3+ x 4+… .
x=
n
ou Ms = n
Legenda:

x e Ms = média simples

x1 x2 x3 = valor de dados

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n = número de dados

Já na média aritmética ponderada apesar de ser similar

à media aritmética simples, a diferença é que a média aritmética ponderada pondera a


frequência, leva em consideração à relevância ou o peso de cada termo, porque existem
termos que contribuem mais que outros no ato de calcular.

Σp xx
xp = Legenda:
∑p

p = peso

x = valor dos dados

Mp = média ponderada

Exemplo:

Considerando as notas e os respetivos pesos de cada uma delas indique qual a media
que o aluno obteve no curso.

DISCIPLINA NOTA PESO

BIOLOGIA 13 3

FÍSICA 12 2

GEOGRAFIA 16 4

FILOSOFIA 7,8 2

HISTÓRIA 11 2

PORTUGUÊS 9,5 3

MATEMÁTICA 13 4

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(3∗13)+(2∗12)+(4∗16)+(2∗7,8)+(2∗11)+(3∗9,5)+(4∗13)
xp = 3+2+4 +2+2+3+ 4

245,1
xp = 20

xp = 12,25

UFCD-0578- Médias, Percentagens e Proporcionalidades

Aprendizagens efetuadas ao longo do percurso profissional

Comecei a trabalhar a part-time com 21 anos de idade na empresa SONAE-Modalfa.


Mantive-me na empresa durante 1 ano e meio e no último meio ano trabalhei a full-
time. Sai da empresa porque entrei no ensino superior e uma vez que era longe tive de
prescindir do mesmo. Ao longo do meu percurso académico, continuei a trabalhar
como operadora de caixa no Continente de Bragança, onde tive o prazer de conhecer
pessoas extraordinárias de quem guardo boas recordações. Como trabalhei sempre por
conta de outrem e auferia de um ordenado no valor de 450€ logo fazia retenção na
fonte e a categoria a que pertencia no IRS era à A.
Fiz reforços de natal na Well’s (2012) e Continente (2013/2014 caixas). Porém devido
às escassas oportunidades de trabalho na cidade decidi candidatar-me a uma fábrica de
metalomecânica em Bragança de seu nome Faurecia no ano de 2014 onde estive 1 ano
e 3 meses. Dois meses dos quais em formação na República Checa na cidade de Pìsek.
 O último trabalho que incluí foi há cerca de 1 mês numa loja de brinquedos onde
permaneci em uma substituição de férias.
Os meus pais também pertenciam à mesma categoria por serem funcionários públicos.
Neste momento pertencem à categoria H por estarem aposentados.

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E a questão chave é: O que é o IRS? Como se define? Em que casos o podemos
aplicar?
O IRS não é mais do que um imposto direto, nacional, estadual, pessoal, subjetivo, de
quotidade e progressivo por escalões que tributa o valor anual dos rendimentos obtidos
por pessoas singulares ou físicas depois de efetuadas as correspondentes deduções e
abatimentos. Este de acordo com o art.º 1 do CIRS incide sobre salários, lucros, juros,
rendas entre outros, e que resida em território português as que nele não residem aqui,
mas obtenham rendimentos.
Os rendimentos da categoria A, são rendimentos do trabalho dependente todas as
remunerações pagas ou postas à disposição do seu titular, provenientes de:
 Trabalho por conta de outrem prestado ao abrigo de contrato individual de
trabalho ou de outro a ele legalmente equiparado;
 Trabalho prestado ao abrigo de contrato de aquisição de serviços ou outro de
idêntica natureza, sob autoridade e a direção da pessoa ou entidade que ocupa a
posição de sujeito ativo na relação jurídica dele resultante;
 Exercício de função, serviço ou cargos públicos;
 Situações de pré-reforma, pré-aposentação ou reserva, com ou sem prestação de
trabalho, bem como de prestações atribuídas, não importa a que titulo, antes de
verificados os requisitos exigidos nos regimes obrigatórios de segurança social
aplicáveis para a passagem à situação de reforma.
Na categoria H enquadram-se as pensões. O que são e a quem se destinam?

 As prestações devidas a título de pensões de aposentação ou reforma,


velhice invalidez ou sobrevivência, bem como outras de idêntica natureza, e
ainda as pensões de alimentos;
 As prestações a cargo de companhias de seguros, fundos de pensões, ou
quaisquer outras entidades, devidas no âmbito de regimes complementares
de segurança social em razão de contribuições da entidade patronal, e que
não sejam consideradas rendimentos do trabalho dependente;
 As pensões e subvenções não compreendidas nas alíneas anteriores;
 As rendas temporárias ou vitalícias.

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“Com o fisco, paga-se sempre e nunca se questiona, porque naturalmente
depois é-se obrigado a pagar mais.”

José Maria Eça de Queirós

UFCD-0567 Imposto sobre o Rendimento (IRS)

Para que tudo isto se gere é necessário o processamento dos vencimentos aos
trabalhadores.
Os meus pais como eram funcionários públicos recebiam um vencimento líquido (já
com os devidos descontos efetuados no salário bruto).
A gestão de vencimentos era efetuada pela secção de pessoal do Hospital de Chaves.
Abordando os conteúdos lecionados na UFCD, o salário não é mais do que uma
remuneração ou recompensa pelos serviços prestados a outrem e é pago em numerário
(dinheiro) ou em espécie recebido de forma frequente (ou não) e habitual pelo
empregado.
Este pode assumir duas formas, o salário fixo (acima descrito e mencionado) ou
variável. À parte deste existem subsídios que normalmente são chamados de
retribuições, o mais conhecido é o subsídio de alimentação e o outro complemento por
doença. Depois existem os mais específicos como o subsídio de turno.
A remuneração e os subsídios de caráter regular e periódico têm a designação de
retribuição. Na retribuição o seu valor deve ser delimitado com base na quantidade,
natureza e qualidade do trabalho. Não se atentam retribuições as gratificações ou
prestações excecionais deferidas como recompensa ou premio dos bons resultados
adquiridos pela empresa.
A fórmula utilizada para calcular a retribuição é:

(Rm*12)
(52*n)
Achar-se Rm da retribuição mensal e n do período normal de trabalho semanal.
Igualmente expusemos conceitos tais como abonos, incentivos e benefícios, ajudas de
custos, deslocações diárias, assiduidade, prémio de assiduidade, comissões, subsídio de

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refeições, diuturnidade, seguro de vida, plano de pensões/plano de pensões de
benefício definido, cuidados de saúde, despesas de educação.
Voltando atrás apresenta-se a fórmula de cálculo de plano de pensão.
P= 0,5%xTSxSP em que:
P= Pensão anual
TS= Tempo de serviço na empresa
SP= Salário Pensionável
O objetivo de obter o mesmo será conceder aos trabalhadores um auxílio na data de
reforma por velhice ou invalidez.
A retribuição do período de férias e do subsídio de ferias (art.º 264 do CT) é calculado
com base nos 22 dias uteis de férias, ou seja, a fórmula de calculo é:
Cálculo de nº de dias proporcionais
12 meses = 22 dias
(12- mês de entrada+1) X dias remunerados

Trabalhando sempre por conta de outrem e obtinha um ordenado no valor de 450€,


fazia retenção na fonte e a categoria a que pertencia no IRS era categoria A.

UFCD-0678 Recurso Humanos-Processamento de Vencimentos

No Software Primavera Recursos Humanos tem diversas funções de entre as quais


emissão de vencimentos, mapas de ferias, informações de funcionários, listas, etc.

Esta solução suporta e agiliza os processos de negócio mais complexos, graças a um


conjunto de áreas operacionais totalmente interligadas entre si, nomeadamente:

Logística

Área Financeira

Contatos e Oportunidades

Projetos e Serviços

Recursos Humanos

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Equipamentos e Ativos

Elevado nível de integração:

O recurso a uma Shell Integrada garante uma perfeita integração dos vários módulos
que compõem o ERP Primavera, conferindo-lhe um elevado grau de usabilidade, na
medida em que o utilizador pode aceder a qualquer área da solução a partir da mesma
aplicação.

Soluções verticais integradas:

As nossas soluções verticais orientadas para determinados sectores de atividade


beneficiam de uma integração plena com o ERP, assegurando uma visão global e
totalmente integrada dos negócios.

Ferramentas de apoio na tomada de decisão:

Esta solução está dotada de mecanismos de Business Intelligence que permitem


acompanhar a evolução do negócio e sustentar a tomada de decisão através da
disponibilização automática de um alargado conjunto de indicadores de gestão que
fornecem informação em tempo real.

A solução PRIMAVERA Manufacturing é um sistema de gestão da produção que


permite estruturar estratégias, planear a produção, antecipar a procura e maximizar a
capacidade de produção instalada na indústria produtiva.

Com o PRIMAVERA Construction, a PRIMAVERA BSS coloca à disposição das


empresas do sector da Construção Civil e Obras Públicas uma solução aberta,
facilmente adaptável, que lhe permite evoluir o seu sistema de gestão à medida do
crescimento da sua organização e das necessidades específicas do seu negócio.

Usufruindo das inúmeras potencialidades desta ferramenta universal, o PRIMAVERA


Office Extensions garante total facilidade e rapidez de acesso à informação do ERP,
agilizando o processo de reporting.

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O Elevation Mobile é uma solução que permite aceder a informação de negócio e a
determinadas funcionalidades do ERP PRIMAVERA a partir de dispositivos móveis,
possibilitando assim a tomada de decisão célere e a execução de tarefas relevantes num
contexto de mobilidade.

https://www.ciben.pt/solucoes/erp-primavera/

A primeira vez que tive contato com este tipo de documentação foi no ano de 2006
quando iniciei o meu primeiro emprego na Modalfa.

Era-nos facultado um recibo de vencimento mensalmente para termos conhecimento


do nosso salário bruto, base, descontos efetuados para a segurança social e outras
regalias (prémio mensal de vendas e cumprimento de orçamento).

Confesso que nunca tive contato com programas informáticos de software de gestão.
Ser-me-á muito útil num futuro próximo para laborar na área de contabilidade não só
na pratica profissional, mas na gestão da minha vida pessoal.

Estou imensamente satisfeito com todo o conhecimento e e informação que me foi


facultada e disponibilizada pela Formadora, pois suscitou-me muita curiosidade em
trabalhar no programa.

A informática e as telecomunicações serão para o século XXI o que as


rodovias foram para o século XX.

Bill Clinton

UFCD-0616 – Aplicações Informáticas de Gestão Pessoal

No ano de 2006, quando iniciei o meu primeiro emprego tive a oportunidade de entrar
em contacto com documentação comercial.

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Quando recebíamos mercadoria da central, vinha sempre uma guia para conferir o
material recém-chegado à loja. Cabia a nós desfazer as paletes e abrir as caixas onde
vinha a roupa. Conferir se os artigos vinham em perfeitas condições e contabilizá-los.

Essa mesma guia era emitida através de um programa de faturação certificado, que se
baseava num software de faturação que deve cumprir um conjunto de requisitos legais
mínimos destinados sobretudo a impedir a adulteração de faturas emitidas e a dificultar
ilícitos de evasão fiscal.

A certificação de um programa de faturação consiste no compromisso por parte do


produtor do software em como o programa cumpre os requisitos aplicáveis. No
entanto, pode haver programas que, apesar de certificados, não cumpram todas as
normas legais aplicáveis ao software de faturação.

Ao escolher um programa de faturação, deve certificar-se de que esse programa é de


uma empresa fidedigna que lhe ofereça garantias quanto à qualidade do produto. Isto é
ainda mais importante tratando-se de uma aplicação de faturação online, uma vez que é
necessário garantir a proteção dos dados enquanto circulam pela Internet e durante o
armazenamento, bem como dispor de uma arquitetura resiliente a falhas de hardware e
que ofereça alta disponibilidade.

A informática tem cada vez mais seriedade no dia-a-dia do cidadão comum e ganhou
também uma maior importância estratégica no mundo dos negócios.

As empresas requerem tecnologias de informação cada vez mais intricadas e


sofisticadas, muito além do simples tratamento de dados. Desde a informatização da
produção – gestão de stocks, planeamento ou robotização – à informatização da parte
administrativa - contabilidade, gestão pessoal, gestão de clientes e fornecedores ou
faturação – tudo tem de alguma forma uma ligação aos computadores.

A internet também contribuiu para fomentar e dinamizar os negócios.

Sem este tipo de programa jamais se conseguiria realizar balanços na empresa,


controlar entrada e saída mercadorias, controlo de gastos entre outros. O que viria a
acarretar graves consequências para a boa gestão e funcionamento de uma empresa.

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UFCD-0571 – Aplicações Informáticas de Gestão

O Sistema de Custeio, não é mais do que a Contabilidade Analítica, que se desenvolve


segundo a base de cálculo dos custos (análise de dados para o controlo da empresa;
para o planeamento e para tomada de decisões).

Sistema de Custeio divide-se em dois sistemas:

Sistemas de Custeio Total

Através deste podemos avaliamos as existências de produtos acabados pelo custo total
de produção.

Consideram-se custo do produto todos os custos industriais. Neste os custos fixos e


variáveis são custos dos produtos.

Sistema de Custeio Variável

Os custos dos produtos apenas compreendem os custos variáveis industriais, enquanto


os custos fixos de produção são na totalidade custos do período. Subsistem ainda
outros sistemas para apurar os custos, como por exemplo:

- Custeio por absorção

- Custeio direto ou variável

- Custeio padrão

- Custeio marginal

- Custeio ABC

- Custeio RKW

Para efetuar estes cálculos, é estritamente necessário utilizar as fórmulas do Sistema de


Custeio, tendo assim a noção de que empresa obtém Lucro ou Prejuízo.

Sistema de Custeio Total

 Custo do Produto CIPA = CIV+CIF

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(custo industrial dos produtos acabados= custos industriais variáveis +Custos
industriais fixos)

 Custo do período CIPV= cipa*Q. V

(custo industrial dos produtos vendido= custo industrial unitário dos produtos acabados
* quantidades vendidas)

 CP=CIPV+CÑI

(custo do período = custo industrial dos produtos vendidos + custos não vaiáveis)

 CIPA=CIV

(custo industrial dos produtos acabados = custos industriais variáveis)

 Cipa = CIPA/Quantidade Produzida

(custo industrial unitário dos produtos acabados = custo industrial dos produtos
acabados/ quantidades produzidas)

 Custo por Período

(custo industrial dos produtos acabados)

Sistema de Custeio na Indústria

 Custo complexivo = CI + Custos não industriais


 Custo Primo = MOD + MP
 CIT ou CIPF = MP + MOD + GGF
 CET = CC+ CF
 CI unit. ou CIPF unit. = CIPF / Unidades Produzidas
 CT = MOD + GGF

Se compararmos os dois sistemas de custeios conseguimos analisar as vantagens e


desvantagens de ambos para optar aquele que enverede pelo caminho do Lucro.

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No SCT tem tanto em conta os custos fixos como os custos variáveis.

Vantagens:

 Não minimiza a importância e indisponibilidade dos custos fixos;


 Evita perdas fictícias;
 Consistência com a informação externa, ou seja, o que é refletido é o ideal.

Desvantagens:

 Arbitrariedade das repartições dos gastos indiretos;


 Instabilidade dos custos ao longo do exercício;
 Um aumento das vendas pode ser acompanhado por uma diminuição do Lucro.

Sistema de Custeio Variável ou Direto

Vantagens:

Evidência a variabilidade dos lucros;


Evidência a existência de custos fixos;
Maior interesse para a análise da situação económica da empresa;
Simplifica o trabalho contabilístico;
Os resultados não são influenciados pelas variações no volume de produção.

Desvantagens:

Dificuldade na separação dos custos em fixos e variáveis;


Custo incompleto dos produtos.

No ano de 2014 trabalhei numa fábrica de produção de escapes e catalisadores. Toda


esta informação apreendida na UFCD de Sistema de Custeios era aplicada.

Como será de salientar que até ao momento de iniciar a UFCD, não tinha qualquer
noção ou conhecimento de que por de trás de todo aquele material produzido tinha toda

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uma orgânica de custos tão complexos. Desde a mão de obra até ao produto
acabado/final é imprescindível fazer um balanço do lucro e dos prejuízos (quebras,
material defeituoso, etc.). Ambos os sistemas deverão ser exequíveis na sua aplicação.
De outro modo um mal cálculo de x produção poderá trazer consequências à empresa.

Se acha que a competência custa caro, experimente a incompetência.

Miguel Monteiro

UFCD-0584- Sistema de Custeio

Aprendizagens efetuadas ao longo do percurso formativo

Por decisão própria em 2016 dirigi-me ao Centro de Formação Profissional de Chaves


inscrever-me numa formação modular Gestão de Eventos, onde fiz outras formações
modulares de Técnico de Apoio à Gestão, técnico de Vendas, Cabeleireiro EFA-PRO
(enquanto frequentava a formação de cabeleireiro, trabalhava aos sábados num salão,
onde estive durante 1 ano e 2 meses), formação modular Estética. No ano de 2017
frequentei e conclui com a Formação de CCP na instituição CONSULTUA de Chaves.
Os formadores foram todos excecionais, muito profissionais, com todos eles aprendi
algo de novo e de fundamental para o meu futuro numa organização, a eles agracio a
disponibilidade prestada, a simpatia e competência.
Agradeço também à entidade IEFP de Chaves pela oportunidade, e pelo
profissionalismo durante estes 3 anos.
Momentos inesquecíveis!
Durante o período que me encontrava a trabalhar no salão de cabeleireiro, constatei
que a dona do salão teria assinado um contrato de exclusividade com uma determinada
marca de coloração e produtos de cabeleireiro entre os quais champôs, descolorantes,
máscaras capilares, séruns capilares, etc.
Na compra de um certo número de produtos, usufruía de descontos ou acumulava
pontos, e quantos mais pontos obtinha, mais produtos angariava gratuitamente.

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As encomendas eram realizadas através de uma nota de encomenda criada pela
empresa vendedora(deve conter o número de nif, identificações, quantidades,
condições de entrega/pagamento e a assinatura do comprador) enviada por uma
transportadora na data acordada que poderia ser imediata, a pronto ou a prazo com guia
de remessa (documento que acompanha a mercadoria e serve de comprovativo ao
verificar os artigos recebidos, é impresso em triplicado pelo motivo de que o original
ficará com o comprador o duplicado para casual fiscalização e durante o seu transporte
o triplicado pertenceria ao vendedor) e respetiva fatura ( esta deverá ser emitida ate ao
5º dia útil após a concretização do cálculo, é completada em duplicado e serve como
suporte contabilístico por ambas partes, o comprador e vendedor) ou fatura/recibo (a
fatura-recibo é um comprovativo final, adjudicado após a transação financeira, onde se
corrobora o pagamento do produto ou serviço. Este impede a emissão de dois
documentos separados: a fatura, e, após realização do pagamento, o recibo), o original
pertencia ao vendedor e o duplicado seria entregue ao comprador no salão de
cabeleireiro. A liquidação era informada pelo vendedor com documentos tais como:
fatura, nota de débito (manifesto afeto à fatura e, só deverão ser emitidas quando há
carecimento de corrigir a não aplicação do IVA na fatura, ou a aplicação de uma taxa
de IVA inferior à que devia ter sido aplicada), nota de crédito ( manifesto legal de
ajuste de contas, que invalida total ou completamente uma ou mais faturas. É empregue
para “retirar” valor à fatura ou até mesmo a totalidade do montante)., descontos e
abatimentos. O pagamento era efetuado por transferência bancária (pagamento
antecipado no qual é realizado antes da entrega da mercadoria) mal a nota de
encomenda estivesse pronta, era gerada uma referência e entidade com o respetivo
valor.

Contudo esta experiência fez-me ganhar conhecimentos de como tudo funciona num
contrato de compra/venda entre um comprador e um vendedor.

Encomendas

Fases da Entrega
Compra e
Venda
Liquidação

Pagamento
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Podemos definir este termo como um documento escrito bilateral e oneroso onde são
estabelecidas regras ou parâmetros (preços de artigos, duração de contrato,
exclusividade desde que esta tenha sido estabelecida por ambas as partes, representar a
marca do vendedor e forma de pagamento do comprador) que tem de ser rigorosamente
respeitados tanto pelo comprador como pelo vendedor. Deverá ser redigido pelo
departamento jurídico da empresa vendedora, apresentado ao comprador e este assumir
o acordo ou não, deste mesmo documento. Mas não existem só contratos comerciais,
podemos falar de contratos civis em que também existe um acordo bilateral ou seja
existe uma troca de um bem por dinheiro (compra de um carro, casa, etc.).
Numa primeira fase, a encomenda é elaborada e define as quantidades do produto que
o comprador pretende adquirir, exigindo a qualidade deste e acordando o preço com a
empresa que vende.
São várias as formas de realizar a encomenda de um artigo, vou mencionar as que são
mais frequentes.
Temos a encomenda por catálogo que não é mais do que escolher os artigos mediante
um catálogo exposto pela empresa vendedora.
Exemplo: livros, loiças, vestidos de noiva, etc.
Encomenda por amostra é realizada através de pequenos exemplares de produtos pelos
quais dá para experienciar cheiros, sabores, texturas entre outras.
Encomenda por análise é mais complexa pois é executada dentro de um laboratório em
condições rigorosas e estritas para que não sofram alterações (ex.: azeite, minérios, etc.
Encomenda à vista é a mais comum de todas, onde é apresentado ao comprador a
mercadoria que ele pretende podendo este testar e verificar a sua qualidade (ex.:
eletrodomésticos, moveis, joias, etc.)
Encomenda tipo determinado é menos usual e também a menos recorrida. É
apresentado através de uma caraterística especifica e única (ex.: Lençóis de Seda pura)
Encomenda por marca como o próprio nome indica é efetuada através de uma marca
que o comprar deseja encomendar (ex.: Vinho do Porto Ferreira, Telemóvel Samsung,
etc.)

PÁGINA 32
À parte disto também devemos mencionar que as quantidades são igualmente
importantes para transacionar as mercadorias.
A quantidade de esmo (a olho) em bloco ou partida inteira é calculada por
aproximação, sem se proceder à contagem, pesagem ou medição, sendo a essa porção
concedida a um preço estabelecido e acordado.
Depois temos outra forma a que podemos recorrer que é por peso, conta e medida. E
esta não é mais do que encomenda através de um peso, conta ou medida feita através
do comprador.
Fazendo referência à encomenda também esta esta associada ao título de crédito dado
ao comprador por parte do vendedor. Podemos dizer que é um documento que
comprova que foi contraído um crédito, ou seja, uma divida a receber. Os mais
utilizados são: os cheques, as letras e as livranças já não tao usuais, podendo ser
transmissíveis e obter o seu recebimento antes do prazo acordado.
Direcionando-me objetivamente para os cheques estes podem ser endossados a outrem,
ou não à ordem sendo que só o beneficiário do cheque o pode receber. Existem três
intervenientes até que este seja levantado/recebido/depositado. O sacador que é o
titular da conta, o sacado que neste caso é o banco quem vai pagar o cheque, e o
beneficiário que não é mais do que o individuo que vai receber esse mesmo pagamento
em divida.
Para finalizar relativamente à sua emissão podemos caraterizá-los da seguinte forma:
nominativos ou à ordem, ao portador, não à ordem e por último, cheques visados
(utilizados só em grandes avultadas quantias de dinheiro como por exemplo na
aquisição de um imóvel, carro, etc.).
Os seus intervenientes são o endossante, o endossado e o avalista.
Podemos de dizer que o contrato de compra e venda é todo um processo complexo e
com normas a cumprir respeitosamente por ambas partes.

“Contrato é como um casal. Só um pode fazer o que quiser e o outro tem de ser fiel?

Essa postura tem de existir dos dois lados. Meu contrato nem tem multa. Só quis que

fosse cumprido o que está lá.”

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UFCD-0670 Contrato de Compra e Venda

Na UFCD- Encerramento Anual de Contas, ficamos a saber que todas as instituições


sejam elas PE ou ME no final do ano tem a obrigatoriedade de prestar contas ao
Estado, através da entrega do balanço, demonstração de resultados e demais
demonstrações financeiras. No sentido de uma maior uniformização das práticas
contabilísticas e melhor comparação das demonstrações financeiras foram criadas as
Normas contabilísticas e de relato financeiro (NCRF). Estas normas são aplicáveis a
todas as empresas, com exceção das microempresas e pequenas empresas, que podem
optar pela aplicação das normas contabilísticas para micro entidades (NCRF-ME) e
normas contabilísticas para pequenas entidades (NCRF-PE) de acordo com
determinados critérios estabelecidos no decreto-lei 98/2015. Nesta ufcd fizemos as
regularizações anuais necessárias para o encerramento do exercício económico,
elaboraram-se todos os cálculos finais para o balanço final de cada empresa.
Elaborámos demonstrações de resultados. Numa forma geral, através de cálculos
auxiliares, passamos as contas da Classe 6 (Gastos) e 7 (Rendimentos) para a Classe 8
(Resultados) no sentido do apuramento do apuramento do resultado do período. O
saldo da conta 31, também é transferido para a conta 32. Na classe 3 verificámos as
existências em armazém, na classe 4 as amortizações dos Ativos fixos e nas da classe
6, todos os gastos que a empresa suporta coma sua atividade e dizem respeito a esse
ano contabilístico. Elaborámos vários exercícios de trabalho onde aplicámos estes
conhecimentos, que foram úteis para uma maior compreensão do que nos foi
transmitido teoricamente. Adquiri novos conhecimentos, quer a nível pessoal quer a
nível profissional, que me poderão vir a ser úteis futuramente.

UFCD-0574 Encerramento Anual de Contas

O relatório único tem como principal objetivo recolher informação da identificação,


estrutura e atividade da empresa, e como ponto de referência será a sede social da
empresa.

É um documento de entrega obrigatória pelo empregador com trabalhadores ao seu


serviço, através do Sistema de Gestão de Unidades Locais.

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As entidades sem trabalhadores estão isentas da entrega deste relatório. Os
trabalhadores independentes só estão obrigados a entregar o relatório único se tiverem
trabalhadores ao seu serviço. Salvo algumas exceções em contrário ou prolongamento
dos prazos, o relatório deve ser entregue por meio informático, durante o período de 16
de março a 15 de abril do ano seguinte àquele que respeita.

Este deve ser exclusivamente entregue através de um formulário eletrónico disponível


(Sistema de Gestão de Unidades Locais). Primeiramente é preenchido o formulário
inicial constituído por IX quadros. De seguida veem os anexos A, B, C, D e E que são
de natureza profissional e de formação dos trabalhadores na empresa.

Em anexo vou expor esse mesmo formulário para ter conhecimento de como se
preenche e a quem é dirigido.

UFCD-06736- Recursos Humanos – relatório único

Aprendizagens efetuadas em atividades de tempos livres e


atividades sociais
Os meus hobbies favoritos são a culinária, ler, ouvir música, caminhadas, ir à praia e
fazer meditação.

Criei um blog de culinária com a ajuda da formadora Olga Andrezo, mas de momento
devido à falta de tempo não o tenho atualizado.

O meu maior sonho é ser mãe, a minha viagem de sonho é a Veneza, Egito, Israel e
Índia.

Já tive a oportunidade de viajar para República Checa (Pìsek e Praga) e na Polónia,


visitei os campos de concentração Nazi Auschwitz e os guetos de Bikernau.

PÁGINA 35
Aprendizagens efetuadas no contexto doméstico
Os meus pais decidiram unanimemente migrar de Chaves para Lisboa, a capital era
uma atração cheia de oportunidades para um início de vida a dois.

A seguir chegaram os filhos, no total eram 4, dois rapazes e duas raparigas. Como a
minha mãe não tinha possibilidade de deixá-los numa creche, quem assumiu essa
responsabilidade foi a irmã mais velha que tomava conta dos outros três, mudava
fraldas, alimentava-os, ajudava a minha mãe a dar-lhes banho entre tantas outras
tarefas.

Para organizar toda a faturação das contas diárias, mensais, trimestrais, semestrais e
anuais optei por criar um arquivo em capa, onde cada separador(micas) correspondia a
um tipo de despesa, e acondiciono dentro de um armário de madeira na sala de estar.

“Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito.”

Pitágoras

Para se perceber o que é um arquivo vou deixar uma breve definição deste.

PÁGINA 36
O arquivo não é nada mais do que um aglomerado de documentos que,
independentemente da sua data, forma ou suporte material, criados ou recebidos por
um órgão publico ou privado, do seu setor de atividade deverá ser sustentado para fins
administrativos (no caso da escritura da compra de uma casa, este tipo de documento é
vitalício, ou seja, dará para toda a vida).

O objetivo com o qual criei o arquivo é para recolher e ordenar documentação, na


ajuda de provimento rápido e infalível dos diversos documentos arrecadados e na
fiscalização de atos administrativos. Este precave deterioração não só dos documentos,
proporciona as condições de salvaguarda ideais de modo a não se danificarem os
suportes (fatores externos: sol, humidade, calor, etc…).

Tem também o exercício de inquirição para todo o setor administrativo, sendo o núcleo
de informação para posteriores tomadas de decisões tanto de empresários como de
outros executivos. Outro ponto a mencionar é o local onde se armazena todo o arquivo
obtido. Primeiro devemos refletir sobre a localização do mesmo, terá de ser alcançável
e capacitado para futura expansão. Segundo ponto será sobre a iluminação, esta não
agradecerá luz solar direta, pois vai destruir o documento. É proveitoso que seja uma
iluminação vasta, bem distribuída e sobretudo bem espairecido.

Terceiro ponto de mencionar é a higienização, organização e segurança dos arquivos.


Convém que seja um local limpo, desinfetado sistematicamente, fácil consulta e
conservação, amplo para movimentar as pastas de arquivo e de salientar que é crucial
que seja material resistente contra incêndios, roubos, infiltrações, etc.

Mas para que tudo isto seja possível, é imprescindível seguir algumas etapas
fundamentais para o armazenamento desta informação tão importante.

As etapas são: inspeção, leitura, seleção, hora e data de entrada de um documento,


classificação e ordenação.

Referente à classificação podemos ainda sublinhar que esta deve ser elaborada por
ordem alfabética, ordenação cronológica, ordenação geográfica, ordenação numérica e
ordenação ideológica. Análogas a estas classificações existem ainda as ordenações
automáticas e alfanuméricas. A classificação dos arquivos tem em conta o ciclo de vida
dos documentos e o seu sistema de arquivo. Os ciclos de vida podem ser ativos, semi-

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ativos e/ou inativos. Quanto ao sistema ele pode ser vertical, horizontal ou rotativo,
sendo que o vertical é o método preferencial de entre os três, por ser de fácil manuseio,
baixo custo, possibilitando um arquivo de maior armazenagem num determinado
espaço.Com um “se não” de que se houver necessidade de retirar um documento ou
ficha para fazer anotações complementares vai ser um pouco mais difícil.

“Organização é o princípio de tudo, mantê-la significa competência”.

Alfredo Valente Júnior

UFCD-0653 Organização e Manutenção de Arquivo

À medida que foram crescendo, todos tinham cargos distribuídas igualmente pelos
quatro, uma vez que os meus pais trabalhavam mais de 8h a maior parte do tempo.

A mais velha estava incumbida de cozinhar e pôr a mesa, o irmão a seguir tinha a
tarefa de fazer as camas e arrumar os quartos, os dois mais novos um limpava a
cozinha e a sala e a outra limpava o pó, passava a ferro e preocupava-se em fazer a
parte da gestão familiar (compras).

Atualmente, tenho o conhecimento que toda a gestão e organização que o meu irmão
fazia da despensa seria nada mais do que aprovisionamento, compras, mercado, gestão
de stocks (vantagens e desvantagens deste), valorização de existências e inventário, tal
como os bens, direitos e obrigações que os meus pais adquiriram se denominava de
património.

Todos estes conceitos são realizados “inconscientemente” nas nossas casas


diariamente.

Apesar de se misturarem muitas vezes, compras e aprovisionamento são contrários. Na


verdade, compras alude-se a um conjunto de atuações iniciadas pelo reconhecimento
de uma necessidade e compreendem, regularmente a seleção de um ou mais
fornecedores, acordo de preço e restantes condições de venda. Já o aprovisionamento

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pode não ter envolto a ação de comprar, de encomendar, de stocks, na receção e
armazenamento de produtos.

É apreciado um setor crucial da atividade comercial, sendo quase resolutivo,


analogamente aos resultados finais, uma vez que é fácil vender bem o que foi
comprado.

A gestão de stocks abarca nas empresas modernas um papel elementar, sendo um dos
instrumentos mais importantes ao dispor da gestão para acrescer os seus resultados
líquidos. A administração de um nível adequado de stock é um desafio que é colocado
aos gestores e que é necessário reduzir os custos de stock, não pondo em risco a
operacionalidade de toda a logística das empresas.

Esta consiste nada mais do que na organização, planeamento, controle de forma eficaz
desde o ponto de origem ao ponto de consumo para satisfação do serviço a clientes.
Para que haja uma solução otimizada em relação a este termo entende-se que o gerir
deve conter termos:

 Físicos
 Administrativos
 Económicos

A armazenagem são sistemas de arrumação e aviamento, estandardização, sinalética,


segurança de pessoas, bens e equipamentos.

Se uma empresa não tiver a oportunidade de ter um sistema informático que de


respostas às suas necessidades, tem como opção o preenchimento de um documento
que se designa de ficha de armazém. Nela podemos adquirir informações tais como:

Conhecer o stock existente


Evitar ruturas de artigos
Calcular o custo de um determinado produto à saída do armazém
Permitir uma fácil leitura dos dados

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Dentro do património pode dividir-se em dois: património individual e o património da
empresa.

Património individual: é o combinado de direitos e obrigações convertíveis a um valor


pecuniário, afetos a determinada pessoa.

Património da empresa: é o combinado de bens, direitos e obrigações de uma empresa,


em determinada data, convenientemente valorados e empregues para atingir objetivos
específicos.

Podemos assim referir que os elementos patrimoniais correspondem a bens (conjunto


de bens pertencentes a uma pessoa ou empresa) que podem ser tangíveis, intangíveis,
imoveis ou moveis, direitos (valores a receber) e obrigações (contas a pagar, dividas).

Podemos assim afirmar que todos estes conceitos definem perfeitamente o Património.

“Quando se dissipa o património com loucuras, procura-se restaurá-lo com


culpas”. Tácito Roma Antiga

UFCD - 0668 Ficheiros de Armazenagem e Contas Correntes

Aprendizagens efetuadas no serviço militar

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