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UNIVERSIDADE POTIGUAR

ESCOLA DA SAÚDE
CURSO DE ODONTOLOGIA

EXAMES COMPLEMENTARES NO
DIAGNÓSTICO DAS AFECÇÕES BUCAIS

Objetivo da aula:
Empregar as etapas do exame clínico para elaboração de
diagnóstico
Exames Complementares

Introdução

 Conceito  constituem uma série de

provas ou testes que, somados aos


dados do exame clínico, possibilitam
estabelecer o diagnóstico.
Exames Complementares

Introdução

 Tipos

• Citologia esfoliativa

• Biópsia

• Imagenológicos
Exames Complementares

Introdução

 Tipos

• Hematológicos
• Bioquímicos
Exames complementares de
imagem e histopatológicos

Objetivos da aula:
- Empregar as etapas do exame clínico para elaboração de
diagnóstico
- Solicitar e interpretar adequadamente exames
complementares necessários à condução de casos clínicos
Exames Imagenológicos

 Radiografia Digital

 Presença de um sensor ligado a um


microcomputador, possibilitando o
estudo das imagens (contraste, cores e
zoom)
Radiografia digital
Exames Imagenológicos

 Sialografia  syalo = glândula; grafia = imagem.


  radiografia com injeção de contraste.
Exames Imagenológicos

 Ultra-sonografia  imagens por meio de sons.


  exame das glândulas salivares.
Exames Imagenológicos

 Cintilografia  cyntilos = ; grafia =

  utilização de radioisótopos para fornecer


imagem demarcada de alguns tecidos.
Exames Imagenológicos

 Tomografia computadorizada (TC)

  tomo = secção, corte.


  imagem por secção de corte.
  custo x benefício
  10x mais radiação
Exames Imagenológicos

 Ressonância magnética (RM)


  imagens obtidas mediante um campo magnético
e ondas de rádio-frequência.
  campo magnético = 20 a 30x maior que o da terra.
  custo X risco X benefício.
Exames Radiográficos

 Indicações

• Doença periodontal

• Dentes impactados

• Trauma facial

• Tumefação
Citologia Esfoliativa

 Conceito  exame que utiliza células


esfoliadas para análise microscópica.

 Finalidades

  detecção de lesões malignas;


  diagnóstico de doenças fúngicas.
Citologia Esfoliativa

 Indicações

  citologia oncótica;
  controle de lesões cancerizáveis;
  diagnóstico de lesões ulceradas
persistentes.
Citologia esfoliativa

 Material:

 Espátula metálica ou citobrush


 Lâmina de vidro
 Fixação do material com álcool-éter
90%
 Corado com hematoxilina-eosina
 Microscopia
 Técnica
- Raspagem da lesão
- Esfregaço em lâmina de vidro
- Coloração
- Exame microscópico
Citologia Esfoliativa

 Classificação (Papanicolau)

  Classe 0 = material insuficiente para


diagnóstico
  Classe I Normal = células poligonais com
relação núcleo/citoplasma conservada.

  Classe II Células inflamatórias (sem


característica de malignidade
Citologia Esfoliativa

 Classificação (Papanicolau)

  Classe III - sugestiva de


malignidade = algumas mitoses,
células multinucleadas e núcleos
grandes em relação ao citoplasma.
Citologia Esfoliativa

 Classificação (Papanicolaou)

  Classe IV – fortemente sugestivo de


malignidade = núcleos picnóticos e presença
de mitoses.

  Classe V - Malignidade = o núcleo das


células tumorais ocupa todo o citoplasma.
BIÓPSIA

Conceito

 Etimologia  grego: bios = vida;


opsis = visão.

 Remoção de tecido, para exame e


diagnóstico histopatológico.
BIÓPSIA
Indicações
 Lesões que não cicatrizam em 15 dias;
 Diagnóstico diferencial  nódulos, úlceras,
lesões negras, brancas e vermelhas, lesões
ósseas....
 Citologia esfoliativa classes III, IV e V
 Determinar se a exérese da lesão foi
adequada
 Observar o resultado de certas formas
terapêuticas
 Reconhecimento das metástases tumorais
BIÓPSIA

 Tipos:

- Incisional – remove parte da lesão


- Excisional – remove toda a lesão
- Por instrumentos – saca-bocados, bisturi,
curetagem
- Por congelação – resultados de emergência
BIÓPSIA

“ A escolha da técnica
depende do bom senso
do profissional.”
BIÓPSIA

Princípios da Técnica

 Assepsia e antissepsia;
 Anestesia  periferia;
 Instrumental  ótimas condições;
 Evitar manipulação exagerada dos
tecidos.
BIÓPSIA

Princípios da Técnica

 Sólido = vidro com formol a 10%; Volume


do formol

 Líquido = lâmina de vidro (álcool/éter)


BIÓPSIA

Encaminhamento ao Laboratório

 Tampar bem o vidro;

 Rótulo = nome paciente, nome


profissional e data;

 Ficha de Biópsia = mais completa


possível.
EXAMES COMPLEMENTARES

Conclusões

 Para solicitar exames complementares,


as hipóteses diagnósticas devem ser
bem orientadas;

 A biópsia é o principal meio de


diagnóstico do câncer bucal.

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