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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ – CAMPUS SOBRAL

CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA


DISCIPLINA DE CIRCUITOS ELÉTRICOS II
PROFESSOR: MARCUS ROGÉRIO DE CASTRO

RELATÓRIO DE PRÁTICA Nº 04
POTÊNCIA MONOFÁSICA

EPITÁCIO JUNIOR MAURIZ DE MOURA COSTA FEITOSA


398711

SOBRAL
2020
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 3
1.1. Potência Ativa ou Média .......................................................................................... 3
1.2. Potência Reativa ...................................................................................................... 3
1.3. Potência Aparente .................................................................................................... 4
1.4. Fator de Potência (FP).............................................................................................. 4
2. OBJETIVOS ................................................................................................................... 5
3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ........................................................................... 5
3.1. Materiais/Equipamentos........................................................................................... 5
3.2. Resultados adquiridos .............................................................................................. 5
3.3. Circuito 3R .............................................................................................................. 6
3.4. Circuito 2L .............................................................................................................. 7
3.5. Circuito 1C .............................................................................................................. 7
3.6. Circuito 3R//2L ........................................................................................................ 8
3.7. Circuito 3R//1C........................................................................................................ 9
3.8. Circuito 3R//2L//1C ................................................................................................. 9
3.9. Tabela Preenchida .................................................................................................. 10
4. QUESTIONÁRIO......................................................................................................... 10
5. CONCLUSÃO .............................................................................................................. 12
6. REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 13
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1. INTRODUÇÃO
O relatório irá abordar as simulações referentes a potência monofásica em circuitos CA.
Esses circuitos apresentam uma corrente elétrica variável com o tempo, sendo assim chamados
de circuitos de corrente alternada ou circuito CA. Neles, a forma de onda da tensão e da corrente
são observadas na forma senoidal, onde há ou não um ângulo de defasagem entre si. Esse ângulo
de defasagem é observado quando a carga não é puramente resistiva, ou seja, resultando em um
fator de potência diferente de 1. Para as cargas que apresentam ângulo de defasagem, tem-se as
seguintes equações:

𝒗(𝒕) = 𝑽𝒎 𝑪𝒐𝒔(𝝎𝒕 + 𝜽𝒗) (1)

𝒊(𝒕) = 𝑰𝒎 𝑪𝒐𝒔(𝝎𝒕 + 𝜽𝒊) (2)

O ângulo de defasagem entre as duas ondas, pode ser observado através da equação 3:
𝜽 = 𝜽𝒗 − 𝜽𝒊 (3)

1.1. Potência Ativa ou Média


Essa potência também é conhecida como potência útil ou real. Ela condiz com a potência
dissipada em um ciclo, sendo assim, a parte da potência recebida que é de fato transformada
em trabalho. Essa potência é observada através da equação 4, a seguir:

𝑷 = 𝑽𝒆𝒇 ∗ 𝑰𝒆𝒇 ∗ 𝑪𝒐𝒔𝜽 (4)

Onde, Vef e Ief representam os valores de tensão e corrente eficazes.

1.2. Potência Reativa


A potência reativa é a parte da potência que não é “utilizada”, visto que não é convertida
em trabalho, dessa forma é armazenada e devolvida ao gerador. Pode ser observada em aparelho
que apresentam a capacidade de armazenar energia, sendo eles os indutores ou capacitores. O
valor desse tipo de potência é dado a partir da seguinte equação:

𝑄 = |𝑉 | ∗ |𝐼 | ∗ 𝑠𝑒𝑛𝜃 (5)
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1.3. Potência Aparente

A potência aparente, também conhecida como energia total ou fator de potência (FP), é
a potência observada pela carga e é gerada a partir da soma fasorial entre a potência ativa e
reativa de um circuito. Sua forma fasorial é dada pela expressão 6:

𝑆 = 𝑉𝑒𝑓 ∗ 𝐼𝑒𝑓 ∗ (6)

Onde 𝐼𝑒𝑓 ∗ representa o conjugado complexo da corrente, onde na forma retangular é


calculado pela equação 7:

𝑆 = √𝑃2 + 𝑄2 (7)
Sabemos que, P é a potência ativa e Q é a potência reativa.

1.4. Fator de Potência (FP)


O fator de potência (FP) é um número adimensional dado pela razão entra a potência
média (ou ativa) e a potência aparente. No caso senoidal, é obtido através da equação 8,
onde 𝜃 é o ângulo da impedância Z da carga.

𝑷 𝑷
𝑭𝑷 = =𝑽 = 𝑪𝒐𝒔 𝜽 (8)
𝑺 𝒆𝒇 𝑰𝒆𝒇

Nas potências puramente resistivas, a tensão e corrente estão em fase, logo, 𝜃 = 0º e o


fator de potência é 1. Nessa configuração, as potências ativas e aparente são iguais. Em uma
carga puramente reativa, 𝜃 = ± 90º, logo, o fator de potência e a potência ativa são iguais a
zero. Nesse caso, a carga é indutiva (𝜃=90º) ou capacitiva (𝜃=-90º), a corrente e a tensão
diferem em fase de 90º.
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2. OBJETIVOS
 Determinar a potência complexa de cargas tipicamente indutivas e capacitivas;
 Determinar o fator de potência de cargas monofásicas.

3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
3.1. Materiais/Equipamentos
 Varivolt 0-240 V (Tensão Alternada);
 Banco de Resistores de Valor Nominal 300 Ω ± 10%;
 Banco de Indutores de Valor Nominal 400 mH ± 10%;
 Banco de Capacitores de Valor Nominal 30 µF ± 10%;
 Multímetro;
 Osciloscópio;
 Fonte de alimentação 80 V;
 Software MULTISIM.

3.2. Resultados adquiridos


Primeiramente, pediu-se para simular as várias situações de circuitos com base no
circuito da figura 1, vista a seguir, com o intuito de determinar os valores de corrente da entrada,
da tensão e da potência ativa, obtidas através de um amperímetro, voltímetro e wattímetro,
respectivamente. O manual de prática propôs seis tipos de associações diferentes entre
resistores (R), indutores (L) e capacitores (C), foram elas: 3R, 2L, 1C, 3R//2L, 3R//1C,
3R//2L//1C. As duas últimas representações indicam ligações paralelas entre os componentes.

Com isso, será possível determinar as potências aparente e reativa do circuito, sendo
assim, possível de determinar a potência complexa.
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Figura 1 – Cargas em paralelo para ensaio em laboratório

Fonte: (MANUAL DE PRÁTICA, 2020)

3.3. Circuito 3R
Com base no circuito da figura 1, simulou-se o circuito 3R, ou seja, três resistores
associados em paralelo, utilizando um banco resistivo, no software MULTISIM, como é
mostrado na figura 2:

Figura 2 – Simulação do Circuito 3R

Fonte: (AUTOR, 2020)

Tendo em vista que o valor nominal proposto para o resistor equivale a 300 Ω e, com a
associação em paralelo entre os três resistores, tem-se uma resistência equivalente de 100 Ω.
Como o circuito é puramente resistivo, não há defasagem entre a tensão e a corrente, logo, estão
em fase. Além disso, a potência ativa apresentou valor de 64,5 W e a potência reativa foi de
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aproximadamente zero, como era de se esperar. Já a potência aparente pode-se calcular pela
equação (6), onde encontra-se: 𝑆 = 80.2 ∗ 0.8 ≅ 64 VA.

3.4. Circuito 2L
Essa associação é feita com dois indutores em paralelo. Foi injetado 80V na fonte do
circuito, obtendo-se uma corrente de entrada de 1,1 A. Além disso, obteve-se uma potência
ativa de 1,47W e uma potência reativa de 84,88 Var. A seguir, é vista a simulação do circuito
2L:

Figura 3 – Simulação do Circuito 2L

Fonte: (AUTOR, 2020)

Pelo cálculo da equação (6), teremos um valor para a potência aparente de 88 VA.

3.5. Circuito 1C
Nesse circuito haverá somente um capacitor ligado a uma fonte de tensão, logo, sabe-se
que o circuito é puramente capacitivo e, portanto, a potência ativa será zero. Além disso, obteve-
se uma potência reativa de Q = -72,38 Var, sinal negativo devido ao capacitor. Sendo assim,
teremos uma aparente de S = 72,38 VA, pelo circuito percebe-se que P = 0W. A seguir é vista
a simulação realizada no Software MULTISIM:
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Figura 4 – Simulação do Circuito 1C

Fonte: (AUTOR, 2020)

3.6. Circuito 3R//2L


Após a realização das associações puramente resistivas, indutivas e capacitivas,
simulou-se um circuito onde três resistores estavam em paralelo com dois indutores. Através
da simulação, têm-se 65,95 W para a potência ativa e uma potência reativa de 84,88 VAr.
Assim, pela equação (6), teremos uma potência aparente S = 107, 48 VA.

Figura 5 – Simulação do Circuito 3R//2L

Fonte: (AUTOR, 2020)


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3.7. Circuito 3R//1C


Nesse circuito, simulou-se uma associação entre três resistores em paralelo com um
capacitor. Obteve-se uma potência ativa de 64,48 W e uma potência reativa de -72,38 VAr. Da
equação (6), obtém-se uma potência aparente de 97,14 VA. O sinal negativo da potência reativa
se dá devido a presença de um capacitor no circuito.2

Figura 6 – Simulação do Circuito 3R//1C

Fonte: (AUTOR, 2020)

3.8. Circuito 3R//2L//1C


O último circuito simulado compõe-se de 3 resistores, 2 indutores e 1 capacitor, todos
associados em paralelo. Da simulação, obteve-se uma potência ativa de P = 65, 95 W e uma
potência reativa de Q = 12,50 VAr. Sendo assim, da equação (6), obteve-se uma potência
aparente de S= 67,12 VA.

Figura 7 – Simulação do Circuito 3R//2L//1C

Fonte: (AUTOR, 2020)


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3.9. Tabela Preenchida


Com os valores obtidos com a montagem dos circuitos propostos, montou-se a tabela
seguinte:

Tabela 1 – Determinação da Potência Complexa

Condição de Tensão(V) I (A) S (VA) P (W) Q (Var) Potência


Carga Complexa
3R 0,80 64 64,5 0 64,5
2L 1,10 88,0 0 88,0 j88
1C 80 0,9 72,38 0 -72,38 -j72,38
3R//2L 1,40 112,0 65,95 84,88 65,95 + j84,88
3R//1C 1,20 96,0 64,48 -72,38 64,48 – j72,38
3R//2L//1C 0,86 68,8 65,95 12,50 65,95 + j12,50
Fonte: (AUTOR, 2020)

A potência complexa foi elaborada através da equação 9:

𝑺 = 𝑷 + 𝒋𝑸 (9)

Através das relações obtidas acerca da tabela 1, percebe-se que, para a condição
individual de 3R não há presença de parte imaginária, visto que o circuito é puramente resistivo,
não havendo defasagem entre tensão e corrente. Já para a carga indutiva, que apresenta fator de
potência atrasado, temos que 0 < 𝜃 ≤ 90º, onde Q é positivo. Para a carga capacitiva, onde o
fator de potência está adiantado, tem-se que −90º ≤ 𝜃 < 0, onde Q é negativo.

4. QUESTIONÁRIO
1) Calcule o fator de potência para cada configuração montada no
laboratório.

Da tabela 1, vimos que foi possível obter os dados necessários a fim de calcular o fator de
potência (FP). Sabe-se que o fator de potência é calculado a partir da equação 10, vista a seguir:

P
𝐹𝑃 = 𝑐𝑜𝑠ϕ = (10)
S

Onde ϕ é o ângulo definido pelo triângulo de potência visto a seguir:


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Figura 8 – Triângulo de Potência

Fonte: Portal da Eletricidade

Diante disso, calcula-se o FP para as configurações propostas, a partir da tabela 1:

- Circuito 3R:

𝑃 64,5
𝐹𝑃3𝑅 = = ≈1
𝑆 64

-Circuito 2L:

𝑃 0
𝐹𝑃2𝐿 = = 88 = 0
𝑆

-Circuito 1C:

𝑃 0
𝐹𝑃1𝐶 = = 72,38 = 0
𝑆

-Circuito 3R//2L:

𝑃 65,95
𝐹𝑃 = = = 0,58
𝑆 112

-Circuito 3R//1C:

𝑃 64,48
𝐹𝑃 = = = 0,67
𝑆 96

-Circuito 3R//2L//1C:

𝑃 65,45
𝐹𝑃 = = = 0,95
𝑆 68,8
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5. CONCLUSÃO
Nessa quarta simulação de Circuitos Elétricos II, todos os objetivos foram cumpridos,
de modo que foi possível determinar a potência complexa de cargas tipicamente indutivas e
capacitivas. Além disso, determinou-se o fator de potência de cargas monofásicas.
Aprofundando os conhecimentos a respeito do cálculo e da medição do valor da potência em
um circuito.

Na parte experimental, montou-se diferentes arranjos de circuitos, sendo eles os


seguintes circuitos: 3R, 2L, 1C, 3R//2L, 3R//1C e 3R//2L//1C. Através da manipulação dos
instrumentos no MULTISIM, foi possível medir a tensão, a corrente e a potência ativa do
circuito, utilizando o voltímetro, o amperímetro e o wattímetro, respectivamente. Com esses
dados, calculou-se a potência aparente e reativa.

Por intermédio do questionário, obteve-se o fator de potência do circuito, que consiste


na razão entre a potência ativa e a potência aparente. A determinação do fator de potência é
bastante importante, visto que permite avaliar a eficiência energética do circuito e verificar as
perdas no sistema.

Além disso, montou-se o diagrama fasorial para cada configuração montada no


software, o que permitiu observar o ângulo de fase das correntes e da tensão presentes no
circuito. Para um melhor estudo das potências, foi desenhado o triângulo de potência, obtendo,
assim, o ângulo entre a potência ativa e a potência aparente.

Portanto, analisa-se que a realização correta dos procedimentos pré-estabelecidos


auxilia na obtenção de dados nos quais estejam adequados com o conhecimento teórico.
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6. REFERÊNCIAS
[1] HAYT, Jr., W.H., KEMMERLY, J.E. Análise de Circuitos em Engenharia. São Paulo:
McGraw-Hill do Brasil, 1973.

[2] JOHNSON, David E; HILBURN, John L.; JOHNSON, Johnny R. Fundamentos de


Análise de Circuitos Elétricos. 4. Ed. Rio de Janeiro: LTC, 1927.

[3] CASTRO, Marcus Rogério de. Manual de Prática III: Potência Monofásica. Sobral:
UFC,2020.

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