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Prefeitura Municipal de Itanhandu/MG

QUADRO II

C) Processo de Registro do Patrimônio Imaterial

FUNDAÇÃO ITANHANDUENSE DE EDUCAÇÃO E


CULTURA “DILZA PINHO NILO”

Categoria: LUGAR DE MEMÓRIA


Endereço do bem cultural: Distrito Sede.
Rua Tiradentes, 17 – Centro – Itanhandu
Deliberação Normativa vigente: nº 20/2018

Ano 2020 / Exercício 2022


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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO..........................................................................................................................4

2 INFORME HISTÓRICO DO BEM CULTURAL...................................................................5


2.1 HISTÓRIA DO TAPETE DE CORPUS CHRISTI.............................................................................5

3 DEPOIMENTOS........................................................................................................................7

4 ANÁLISE DESCRITIVA DO BEM CULTURAL..................................................................8

5 DOCUMENTAÇÃO AUDIOVISUAL...................................................................................11

6 DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA..................................................................................12

7 PLANO DE SALVAGUARDA................................................................................................17
7.1 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO DO BEM NA OCASIÃO DO REGISTRO................................18
7.1.1 Problemas relacionados à manutenção, transmissão e difusão do saber:.............................................18
7.2 DIRETRIZES E MEDIDAS DE VALORIZAÇÃO DO BEM CULTURAL....................................19
7.3 DETALHAMENTO DAS AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS...............................................19
7.4 CRONOGRAMA...............................................................................................................................22

8 REFERÊNCIAS.......................................................................................................................23

9 PROPOSTA DE REGISTRO..................................................................................................24

10 ATA DO CONSELHO.............................................................................................................25

11 DECLARAÇÃO DE ANUÊNCIA...........................................................................................26

12 PUBLICAÇÃO.........................................................................................................................32

13 INSCRIÇÃO NO LIVRO DE RESGISTRO..........................................................................33

14 FICHA TÉCNICA....................................................................................................................34

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1 INTRODUÇÃO

O Registro da Fundação Itanhanduense de Educação e Cultura “Dilza Pinho Nilo” como um


bem cultural imaterial do município de Itanhandu/MG atende ao pedido encaminhado pela
Secretaria de Turismo e Cultura ao Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de
Itanhandu/MG. Tal processo atente a deliberação normativa vigente 20/2018 em seu item 2-
2.15 –” §1º O pedido de Registro poderá ser feito por qualquer cidadão, entidade ou
associação civil, membro do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, por órgão ou
entidade pública ou privada que detenha o conhecimento específico sobre a matéria.” O
pedido reconhece a relevância deste local como lugar de memória da população
Itanhanduense que desfrutou do antigo “Coleginho” em seus processos individuais e coletivos
para a educação e cultura no seu desenvolvimento como cidadãos onde tem seu cunho e
finalidades mantidas no decorrer de 75 (setenta e cinco) anos.

O trabalho de produção deste dossiê foi coordenado pela Minas Colosso Turismo e Produção
Cultural, desenvolvido pela Turismóloga com formação em patrimônio e cultura pelo Estado
de Minas Gerais e licenciatura em artes - Paula Alves Netto, pela historiadora Maria
Aparecida Duarte Nunes e pelo Advogado, artista plástico, pesquisador e fotógrafo com
formação também em cultura e patrimônio - Alexander Ivan de Almeida Oliveira. O objetivo
da investigação que deu origem a este dossiê centrou-se na identificação de fontes de
diferentes naturezas que pudessem dar sustentação ao pedido de Registro como Lugar de
Memória da Fundação de Educação e Cultura “Dilza Pinho Nilo”.

A metodologia utilizada dividiu-se em três fases. Na fase preliminar priorizou-se a busca de


leitura de fontes impressas e virtuais sobre a história do município de Itanhandu. Num
segundo momento, durante o trabalho de campo com o acompanhamento, foram realizadas
entrevistas e registros fotográficos. Na última fase, relacionada à escrita do dossiê, procurou-
se tecer e sistematizar a análise geral construída sobre este objeto de estudo.

Este dossiê apresenta-se como um dos instrumentos úteis para a ampliação da difusão da
relevância da Fundação dentro e fora do município de Itanhandu, tanto pela qualidade de suas
informações quanto pela sugestão de um Plano de Salvaguarda desenhado para auxiliar na
preservação e continuidade de suas práticas.

Esta é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de São Itanhandu/MG através da Secretaria de


Turismo e Cultura, com o apoio do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural. Cópias desse
documento podem ser encontradas na sede da Casa da Cultura da Prefeitura Municipal de
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Itanhandu, localizada na Fundação Itanhanduense de Educação e Cultura “Dilza Pinho Nilo” e


no IEPHA/MG.

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2 INFORME HISTÓRICO DO BEM CULTURAL

2.1 HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO ITANHANDUENSE DE EDUCAÇÃO E


CULTURA “DILZA PINHO NILO”

“O que passou não conta?

Indagarão as bocas desprovidas

Não deixa de valer nunca

O que passou ensina com sua


garra e seu mel

Por isso é que agora vou assim no


meu caminho

Publicamente andando”

Thiago de Mello

Em meados da década de 40, mais precisamente no ano de 1945, as freiras da congregação


‘Filhas da Caridade de São Vicente de Paula’ lançaram a pedra fundamental do futuro colégio
que planejavam construir em Itanhandu. As religiosas haviam chegado dois anos antes na
localidade, tendo nas figuras de quatro integrantes as lideranças dessas ações empreendedoras.
De acordo com a estudiosa Dilza Pinho Nilo, foram as irmãs Carvalho, Margarida Diniz,
Vicência Miranda e Luiza Pinheiro alguns dos principais nomes.
A referida congregação adquiriu o terreno ao lado da então recém-inaugurada Casa de
Caridade, além de receber uma doação de área do senhor Lafaiete Gomes Pinto. As obras
transcorreram rapidamente, tendo como destaque os trabalhos do projetista Benedito Lázaro
Ribeiro, mais conhecido como senhor Bibi.
Foi inaugurado já no ano de 1947, abrangendo em suas instalações a ‘Escola Coração
Eucarístico’, além das dependências destinadas à morada das religiosas. O plano político
pedagógico da instituição ancorava-se em preceitos morais, intelectuais e sociais da educação
católica, sendo formadas várias turmas de normalistas ao longo das diferentes temporalidades;
o nome ‘Coleginho’ era muito recorrente na cidade, entre as alunas, suas famílias e
conhecidos. As mudanças na edificação aconteceram paulatinamente, com vistas a atender às

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demandas circunstanciais, havendo desde os primeiros tempos a intenção de se ampliar a área


construída – nota-se até hoje, por exemplo, a presença das estruturas de ferro expostas ao ar
livre.
Nos finais dos anos 70, as irmãs vicentinas começaram a sofrer uma série de dificuldades
financeiras, o que ocasionou na interrupção do funcionamento da tradicional “Escola Coração
Eucarístico”, em 1982. Como possível saída para sanar as dívidas, as irmãs alugaram o espaço
para o ‘Colégio Pitágoras’ de Belo Horizonte. Essa alternativa durou apenas três anos, a qual
fora também entremeada por tentativas de parcerias com algumas escolas técnicas de
contabilidade. Em uma atitude que surpreendeu a muitos na cidade, a Prefeitura de Itanhandu
adquiriu o imóvel. A partir dessa aquisição, o poder público municipal decidiu dinamizar o
local através da ‘Fundação Itanhanduense de Educação e Cultura Dilza Pinho Nilo’, cuja atual
designação homenageia uma das mulheres que sempre priorizaram os valores culturais na
comunidade; aliás, a anexação do nome da referida senhora ocorreu somente em 1991. D.
Dilza Pinho Nilo nasceu em 7/9/1923 e faleceu no ano de 1990; bastante querida na
localidade, essa poetisa itanhanduense desenvolveu vários projetos interdisciplinares no
‘Dispensário São Vicente de Paula’.
Retornando às características físicas do prédio, duas significativas intervenções foram
realizadas também nesse contexto de mudanças: a antiga gruta de Nossa Senhora de Lourdes
foi transformada em um salão de eventos, além da construção de uma quadra poliesportiva em
meados da década de 90.
Atualmente, o imóvel conta com 13.600 metros quadrados de área total, sendo 3.039 metros
quadrados de área construída, esta última permanece apropriada como local que abriga as
repartições da ‘Fundação’, a qual se caracteriza por ser uma entidade com personalidade
jurídica própria. Consideravelmente dinâmica, essa instituição preconiza a promoção das
múltiplas facetas da cultura itanhanduense, valorizando diversos encontros, recitais, festivais e
outros tipos de sociabilidade entre os diferentes cidadãos.
A Biblioteca Pública Municipal Professor Brito, que também funciona nesse espaço, iniciou
suas atividades no ano de 1987, permanecendo como importante locus de conhecimento, na
medida em que atende a um diversificado público – principalmente alunos da rede escolar. O
regime de comodato está vinculado às instituições de ensino ‘Colégio Objetivo Minas
Austral’ (desde 1990), ‘Escola Técnica Profissional de Itanhandu’ (desde 2002) e
‘Universidade Presidente Antônio Carlos’ (desde 2006); há ainda uma sala destinada à
Academia de Itanhandu, que, desde 1985, oferece os cursos de ginástica, alongamento e jazz.

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Não obstante às itinerâncias dos usos e às mudanças internas no prédio,– estas últimas com
vistas a adequar o espaço às novas demandas contemporâneas do cotidiano escolar, importa
sublinhar que o antigo ‘Coleginho’ permanece como grande referência para as diferentes
gerações de itanhanduenses.

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2.2 DEPOIMENTOS

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2.3 ANÁLISE DESCRITIVA DO BEM CULTURAL

A Fundação Itanhanduense de Educação e Cultura “Dilza Pinho Nilo” está relacionada a


diferentes fases do processo de crescimento da cidade de Itanhandu. Assim, o histórico será
apresentado como introdução à narrativa sobre o desenvolvimento da Fundação e sua
relevância social.

2.3.1 Apontamentos sobre a História em Itanhandu

De acordo com a pesquisa em documentação arquivada na Secretaria de Turismo e Cultura de


Itanhandu, no início da década de 40 as famílias Itanhanduenses sentiam a necessidade de uma
escola onde a educação fosse exclusivamente feminina. Até então, as famílias com mais recursos
enviavam suas filhas para internatos de religiosas das cidades vizinhas.
Esse desejo foi de encontro ao sonho do Vigário da época, Padre Jansen Jatobá, que imaginava
fundar uma escola doméstica, semelhante a uma escola existente em Recife, sua terra natal.
Essa escola, além de proporcionar às alunas educação para o lar, teria também o objetivo de
formá-las, intelectual, moral e socialmente.
Padre Jansen Jatobá, reuniu-se com várias mães da sociedade local, onde a ideia foi firmada.
Procurou a direção das filhas da caridade de São Vicente de Paulo, afim de que elas assumissem
a administração e orientação da tão sonhada escola. Não foi fácil! Como as irmãs viviam para a
Santa Casa, ele conseguiu que quatro irmãs iniciassem essa obra, que tantos benefícios traria para
a cidade.
Foi assim, que no dia 19 de Março de 1943, chegaram de trem, com recepção da Banda de
Música, presença de autoridades, famílias e 19 alunas, já uniformizadas, as quatro primeiras
irmãs, irmã Carvalho – Diretora, Irmã Margarida Maria e irmã Vicência Miranda – Professoras e
irmã Luisa Pinheiro – enfermeira.
Foi uma grande festa. O primeiro uniforme (a exemplo da escola doméstica de Recife) se
compunha de sapatos e meias longas pretos, saia pregueada de sarja grená, blusa de fustão
branco, de mangas compridas e um chapéu confeccionado em brim branco, com fita grená, onde
havia a menção em letras douradas: “ESCOLA DOMÉSTICA CORAÇÃO EUCARÍSTICO”
Foi lavrada a ATA de Fundação da Escola Doméstica Coração Eucarístico por Padre Jansen
Jatobá, conforme consta, assinado por autoridades, muitos pais e professores presentes.

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O funcionamento, a título precário, foi iniciado em uma casa antiga, pertencente ao Sr. Luis
Perroni, que a cedeu generosamente sem nada cobrar, situada à Fernando Costa, esquina com a
Rua Governador Valadares. A semente estava lá e a Escola foi carinhosamente chamada de “O
Coleginho”.
Além das duas irmãs que lecionavam, a irmã Margarida Maria Diniz e irmã Miranda, algumas
professoras da cidade contribuíram, dando aulas gratuitamente, entre elas: Benedita Macedo,
Vera Brito, Rita Cunha, Maria Luiza , Elisa Gabriela Brito Pinto, “D. pequetita” , Inácia Jatobá e
Stela Toledo Grilo.
As alunas fundadoras foram: Zélia França, Maria da Glória Moreira, Aparecida Esteves, Luzia
Nascimento, Rafaela Miguel, Maria Auxiliadora Brito Pinto, Maria Scarpa Pinto, Maria José
Greca. Inicialmente ainda, não havia um curso normal. As irmãs, além das disciplinas,
ministravam aula de bordado, corte e costura, e no final do ano, era organizada uma exposição
com todos os trabalhos feitos pelas alunas, o que muito agradava os pais.
Irmã Carvalho e irmã Margarida Maria, iniciaram uma luta para a conquista de um terreno com a
finalidade de terem sede própria.
Adquiriram o Sr João de Oliveira e Silva e João Paulino da Silva, um terreno ao lado da Santa
Casa, e mais tarde, o Sr Lafaiete Gomes Pinto doou outro lote anexo ao aos anteriores, assim, no
dia 19 de Março de 1945 foi lançada a Pedra Fundamental do tão querido “Coleginho”.
O projeto do Colégio foi feito pelo Sr Benedito Lázaro Ribeiro, o seu “Bibi”.
As Irmãs muito trabalharam para angariar recursos para a construção do novo prédio do colégio.
Em 1947, com a dedicação do Sr Bibi e do Sr Adelino Esteves, com a supervisão da irmã
Carvalho, ficaram prontas as três primeiras salas de aula, a portaria, cozinha e a sala das irmãs.
Foi o primeiro ano em que funcionou o prédio novo, entre andaimes, lajes e madeiras. As
matrículas cresciam. Mais duas irmãs chegaram, Irmã Maria José e Irmã Catarina Amarante. A
primeira lecionava e dava aulas de piano, a segunda, alfabetizava as crianças, e a elas cobria com
sua ternura. Terminava a fase do “Coleginho”.

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Além das duas irmãs que lecionavam, a irmã Margarida Maria Diniz e irmã Miranda, algumas
professoras da cidade contribuíram, dando aulas gratuitamente, entre elas: Benedita Macedo,
Vera Brito, Rita Cunha, Maria Luiza , Elisa Gabriela Brito Pinto, “D. pequetita” , Inácia Jatobá e
Stela Toledo Grilo.
II – Prédio Novo, Cursos reconhecidos
Irmã Margarida Maria já acionava o MEC, para a criação do curso Ginasial e a Secretaria de
Educação, a fim de implantar o curso normal. Assim sendo, formou-se o curso de acomodação,
provisoriamente, preparando as alunas para o esperado Curso Normal.
Em 1946, as irmãs compraram do Dr. René Charlier, Diretor do Colégio Sul Mineiro, a Escola
Normal Fernando Costa. Neste ano, no mesmo prédio inicial do Sr Luis Perroni, funcionou o 3º
ano Normal, de acordo com a Legislação da época, que permitia que as alunas que tivessem
concluído a 5ª série Ginasial, cursar apenas o terceiro ano Normal, formando-se professoras
primárias. Beneficiaram-se as alunas Diva Gomes Mendes, Gen. Gomes Pinto, Heloísa Costa,
Isaura Pinho de Almeida, Júlia de Souza Brito, Maria Aparecida Mendes Ferreira, Maria
Aparecida Monteiro, Maria Imaculada Fonseca e Teresinha Gomes Pinto.
Com a reforma do ensino, o curso Normal passou a ser chamado curso de formação de
Professores Primários. As alunas do quarto ano de Acomodação foram matriculadas, em mil
novecentos e quarenta e oito, no primeiro ano do Curso de Formação.
Paralelamente, corria o processo para a criação do Curso Ginasial. Em seis de Fevereiro de 1947
foi publicado o reconhecimento do Ginásio Coração Eucarístico.
Em 1950 formou-se a primeira turma de professores do Colégio Coração Eucarístico: Cândida
Ribeiro Passos, Maria Figueiredo Mota, Maria Nadir Castro Rodrigues, Maria Nilba Gaspar,
Maria Rafaela Costa Miguel e Vilma Maria Vieira Costa. A festa da Formatura realizou-se no
salão do dormitório das internas e constou de uma peça teatral, entrega de diplomas e discurso do
Paraninfo, D. Inocêncio Engelk, bispo da Diocese de Campanha.
Assim, todos os anos formavam-se novas turmas de professores. Em mil novecentos e sessenta e
cinco, formaram-se os dois primeiros alunos do sexo masculino: Lino Candido Rosa e João
Candido da Silva. Até então somente moças seguiam o magistério.
A escola continuou sua missão, educando e formando professores até o ano de 1979.

III – As Diretoras, Irmãs e Atividades Extras


A primeira Diretora, irmã Carvalho, que também dirigia e administrava a Santa Casa, teve seu
tempo marcado pela luta e sacrifícios imensos, para conseguir levantar o prédio do Colégio.
Pessoa bondosa, firme e generosa, a quem muito deve o povo da cidade. Junto com ela chegou a
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irmã Margarida Maria Diniz, Jovem, no auge do seu fervor, do seu ideal. No “coleginho” era a
alma.
Irmã Margarida marca sua presença, pois como boa professora, era antes de tudo, a “boa
educadora” e com responsabilidade coloca sua aptidão de “professora” a serviço da integração
social de seus alunos. Com seus conhecimentos de psicologia, filosofia, biologia, pedagogia e
sociologia (matéria que lecionou) transmitiu a instrução, a experiência, a civilidade e a cultura.
Os dons de irmã Margarida, transformaram o Coleginho, carinhosamente designado, em
depositário do saber, cultura e progresso da Cidade de Itanhandu.
Sempre que a educação for tema de discussão no município de Itanhandu, irmã Margarida será
uma referência, pois seus ensinamentos continuam vivos e operantes na maioria dos atuais
professores, famílias e habitantes de Itanhandu.
A segunda foi a irmã Diniz, também era Superiora das Irmãs da Santa Casa, ativa e franca muito
conseguiu ampliando o prédio. Auxiliada por irmã Bernadete Mota, que era a secretária da escola
e por irmã Zoé Rodrigues, grande professora de português. Irmã Bernadete e Irmã Inês
esmeravam-se na realização de festas e demonstrações de ginástica, desfiles em uniformes de
gala, coral, festas com danças típicas como: húngaras, ciganas etc. Foi uma época de vivência
marcante. No esporte, o vôlei se destacou. Havia um time oficial composto pelas alunas Helisa
Maria, Lelena, Lesa, Dorinha Brito e Vera Aquino. Participavam em competições de outras
cidades e eram sempre vencedoras.
Irmã Zoé Rodrigues, portuguesa de nascimento, na sua delicadeza mantinha viva a chama de sua
admiração pelos grandes professores portugueses. Seus alunos não esqueceram seus
ensinamentos, através de Camões, Camilo e outros. Era também uma poetisa. Amante da
Literatura incentivou suas alunas na fundação de um jornal do colégio. Depois de muito trabalho
saiu o primeiro número do GLECE – Grêmio Lítero Esportivo Coração Eucarístico. As primeiras
redatoras foram: Carmem de Cássia Miguel e Cléa Duarte Pereira, do 3º ano normal, em mil
novecentos e cinqüenta e sete. As colaboradoras eram todas as alunas. A iniciativa foi aplaudida
por todos.
Irmã Perissé substituiu Irmã Diniz. Bondosa e calma, muito trabalhou junto aos pobres. Também
lecionava. Irmã Elizabeth de Lucca, cuidava do Jardim da Infância.
Em mil novecentos e cinqüenta e oito, chegou a quarta diretora – Irmã Brandão, de
temperamento dinâmica, exuberante, dona de uma linda voz, fundou o Coral do Coração
Eucarístico, que contava com cerca de quarenta alunos. Várias apresentações foram feitas, e
algumas alunas se sobressaíram como Ângela e Maria Tereza Lemes.
Em mil novecentos e sessenta e um, o colégio passou a ser misto. Os primeiros alunos forma
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matriculados: José Ernesto Ferreira Mendes, Luciano Pinho Nilo, Carlos Wagner Moiséis da
Mota, Inácio Jansen Pinho Bustamante, Joaquim Quirino de Souza, Roberto Costa Messora,
entre outros.
A fanfarra foi agilizada sob a direção de Heber Brito Pinto. Os desfiles eram maravilhosos e as
festas de formatura encantavam os pais e alunos.
Também fundou a Associação das Damas de Caridade, entidade que administrava o dispensário
de São Vicente de Paulo, a fim de dar assistência material aos mais pobres.
Irmã Celina de Paula, Irmã Rosalie Batista, Irmã Inês Bruno, Irmã Ana Maria e irmã Maria
Cunha, aumentaram o elenco das irmãs. Irmã Maria Cunha já velhinha veio para dar aulas de
piano. Mesmo cansada cumpria seus deveres com retidão e obediência. Possuía uma caligrafia
perfeita, e sabia como ninguém, colocar seus arabescos e iluminuras nos títulos e atas dos livros
da secretaria. Responsável, humilde e virtuosa, deixou muitos bons exemplos na convivência
diária.
Posteriormente irmã Margarida Diniz foi nomeada Diretora em substituição à Irmã Resende. A
irmã Ana Angélica da Cunha Lima veio para a direção em 1974, cheia de entusiasmo, logo se
entrosou com os professores, movimentando a parte social da escola. Algumas peças de teatro
foram encenadas pelos professores, com aplausos de todos. Entre elas foi a “Ceia dos Cardeais” ,
pelos professores João Cândido Ribeiro da Silva, Rogério Esteves da Fonseca e Fernando
Oliveira e Silva. Foi um sucesso. Recebeu da Prefeitura o curso de técnico em contabilidade.
Durante a direção da Irmã Angélica, várias festas de confraternização foram realizadas, que
muitas saudades trazem para todos. Professores e Irmãs preparavam jantares de final de ano,
trazendo suas famílias, participando do Coral e trocando presentes. Era tudo um ambiente de
amizade, confiança e alegria. Nas comemorações das datas cívicas, havia sempre jogos pelos
professores, como futebol. Participavam com os professores: Padre Rogério, Fernando, Jaiminho,
João Bosco Monteiro e outros.
Em seguida veio a direção da irmã Celina de Paula, Por já conhecer todos os professores, não
teve dificuldade. Mas já vislumbrava uma crise financeira, que seria intransponível. O número de
irmãs era insuficiente e com muitos contratos com professores leigos, o colégio tinha muitos
problemas – encargos sociais e exigências burocráticas.
Irmã Lucy Cunha, veio tentar salvar a crise do tão querido “Coleginho”. Infelizmente em 1979,
em face à crise econômica, o Colégio não teve alternativa senão a de alugar o prédio para o
Famoso Colégio Pitágoras, Belo Horizonte, por três anos. Esperavam que pudessem reiniciar no
fim do contrato. Quando o Colégio Pitágoras retornou para Belo Horizonte, a escola voltou para
as Irmãs, que então passaram para o Estado seus cursos de Magistério e Técnico em
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Contabilidade.

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IV FUNDAÇÃO ITANHANDUENSE DE EDUCAÇÃO E CULTURA “DILZA PINHO NILO”

Após o Colégio voltar, por alguns meses para a Direção das Irmãs, elas tomam uma resolução
inédita: vender o prédio para a Prefeitura Municipal, que o transformou na Fundação
Itanhanduense de Educação, Cultura e Desportos como consta na Lei nº 1027, de 28 de Março de
1985.
O primeiro Presidente da Recém Criada Fundação foi o Dr. Alisson Agostinho Lopes.
A partir de então, a Fundação tem se dedicado à promoção da cultura em Itanhandu,
estabelecendo Igualmente contato com fundações semelhantes de diversas cidades.
Com 35 anos de funcionamento, seria difícil relacionar pormenorizadamente as atividades
desenvolvidas por esta casa. Porém fazemos alusão à algumas para que se tenha ideia do trabalho
cultural que é realizado: Semana da Cultura, Concurso de Poesia, Encontros de Corais,
Lançamentos de Livros, Recitais de Piano, Festivais de Música, cursos diversos, peças teatrais,
palestras, comemorações, encontros etc.
A Fundação coloca seu espaço em disponibilidade para a promoção de Eventos Culturais da
cidade e de outras localidades. Mantém também convênio com o SENAC, através do qual
patrocinou.
A Fundação mantinha em suas dependências, no sistema de comodato, os seguintes cursos:
Academia Técnica de Cultura Física e Mental de Itanhandu, Colégio Minas Austral (Objetivo),
ensino Fundamental e Médio, Curso de Informática e mantinha também a escola Infantil Balão
Vermelho, extinta em 1997, tendo também integrado à Fundação o curso de datilografia em
convênio com o SENAC e academia de Judô.
Nas dependências, funciona a Biblioteca Municipal “Professor Brito”.
Em 1989 a presidência da Fundação passa a ser exercida pelo Dr. Evaldo Ribeiro de Barros, que
foi sucedido, a partir de 1992 pelos seguintes senhores, respectivamente: Heber Brito Pinto,
Carlos Magno Ivo Mendes, Sra. Ana Heloísa Ribeiro de Andrade e Sr Carlos Alves de Freitas.
A Fundação foi reconhecida de utilidade pública municipal pela Lei nº 1147/87, de 18 de
Dezembro de 1987. O reconhecimento de utilidade pública Estadual veio através da Lei nº 9697,
de 25 de Novembro de 1988.
Em 26 de Junho de 1991, pela Lei nº 051/91 de acordo com a decisão unânime do Conselho de
Curadores, a Fundação passou a denominar-se Fundação Itanhanduense de Educação e Cultura
“Dilza Pinho de Nilo”.
Em Fevereiro de 1995, de acordo com autorização concedida pela Portaria nº 686/94 de 21 de
Junho de 1994, , renovada pelo parecer nº 996/98 , processo nº 21.814, a Fundação instalou em
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suas dependências o curso regular de suplência, Ensino Fundamental e Médio, hoje denominado
curso de Educação de Jovens e Adultos.
A Fundação é entidade mantenedora da Fazenda Escola Municipal, criada em 25 de Abril de
1989, cuja prioridade é retirar crianças e adolescentes da situação de risco e garantir a
escolarização e reforço escolar. Evitar ociosidade da criança e do adolescente, que também
inaugurou uma brinquedoteca, para os alunos terem espaço para o recrear. Essa sala foi
proporcionada para os alunos pelo programa da SETASCAD – Brasil – Criança Cidadã. O
Programa foi realizado com o apoio da Prefeitura municipal , através do seu departamento de
assistência social, chefiado pela Sra. Beatriz Martuscelli de Almeida.
É uma entidade com personalidade Jurídica própria, tem sede e foro na cidade de Itanhandu e
rege-se por Estatuto, conforme Ata lavrada em livro próprio, e registrada no cartório de registro
civil, títulos e documentos.

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A Fundação oferece hoje Teatro, Capoeira, Projeto AABB, UAITEC (Universidade Aberta e
Integrada de Minas Gerais), UAITEC (Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais),
UAITEC (Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais), Banda, PAPP (Programa de apoio
ao produtor), Coral, Oficina Cultural (Violão), Esportes (Judô e Vôlei), Museu, Costura, Apoio à
Educação e o Projeto Fazenda Escola.

Quadro

Conselho Curador 2017/2020

Efetivos
Luiz Eugênio Bustamante Prota - Presidente
Raquel Lopes da Mota - Vice presidente
Walter Rangel da Silva Junior
Isabel Cristina Gomes da Silva
Gustavo Levenhagen Moura
Giovanna Levenhagen Moura Dias
Terezinha Maria Henriques Paiva

Suplentes
José Guilherme Ordine
Heitor Koeller Fonseca
Eruin Martuscelli Ribeiro
Débora Cristina Nogueira Leite
Antônio Galvão dos Santos Fonseca
Ricardo Augusto Pinto Costa
Pedro Henrique de Souza Raposo

Conselho Fiscal 2017/2020


Efetivos
Jorge Luiz Couto
Maria Aparecida da Silva Ribeiro
Carlos Roberto Dalcin
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Suplentes
Elisson Meirelles Lamim Jerônimo
Pedro Henrique Ribeiro Mendes
Maria Aparecida da Silva

Conselho Diretor 2017/2020


Luiz Eugênio Bustamante Prota – Diretor Presidente
Pedro Henrique de Souza Raposo – Diretor vice presidente
José Guilherme Ordine – Diretor Administrativo Financeiro

Funcionários da Instituição
Presidente – Luiz Eugênio Bustamante Prota (2017/2020 Cargo não remunerado)
Vice-Presidente – Raquel Lopes da Mota (2017/2020 Cargo não remunerado)
Superintendente – Janete Fonseca Monteiro (CLT)
Controlador Interno – Sônia Sales Antunes (CLT)

*Parceiros
Banco do Brasil
Prefeitura Municipal de Itanhandu através das secretarias de Educação, Turismo e
Cultura, Esporte e Desenvolvimento Econômico.

*Instituições Educacionais
Colégio Minas Austral – Objetivo (Ens. Infantil, Fundamental I e II e Ensino Médio)
FAPACI – Faculdade Presidente Antônio Carlos (Administração e Pedagogia)
ETEP – Escola Técnica de Eletrônica (Concomitante com Ens. Médio)

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4 DOCUMENTAÇÃO AUDIOVISUAL

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5 DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

FIG. 1 e 2. Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Junho / 2019 Itanhandu


Foto: José Leite Brandão

FIG. 3 e 4 . Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Junho / 2019 Itanhandu


Foto: José Leite Brandão

FIG. 5 e 6.. Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Junho / 2019 Itanhandu
Foto: José Leite Brandão

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FIG. 7 e 8. Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Itanhandu / Junho / 2019


Foto: José Leite Brandão

FIG. 9 e 10. Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Itanhandu / Junho / 2019
Foto: José Leite Brandão

FIG. 11 e 12. Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Itanhandu / Junho / 2019
Foto: José Leite Brandão

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FIG. 13 e 14. Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Itanhandu / Junho / 2019
Foto: José Leite Brandão

FIG. 15 e 16. Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Itanhandu / Junho / 2019
Foto: José Leite Brandão

FIG. 17 e 18 . Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Itanhandu / Junho / 2019


Foto: José Leite Brandão

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FIG. 19 e 20 Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Itanhandu / Junho / 2019


Foto: José Leite Brandão

FIG. 21 e 22. Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Itanhandu / Junho / 2019
Foto: José Leite Brandão

FIG. 23 e 24. Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Itanhandu / Junho / 2019
Foto: José Leite Brandão

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FIG. 25 e 26. Confecção dos Tapetes de Corpus Christi Itanhandu / Junho / 2019
Foto: José Leite Brandão

FIG. 27 e 28.

FIG. 29 e 30.

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6 PLANO DE SALVAGUARDA

O Plano de Salvaguarda se caracteriza como instrumento de apoio, gestão e fomento de bens


culturais registrados como patrimônio cultural. Diante da especificidade do contexto de
recriação dos lugares de memória, sentimentos de pertencimento junto a comunidade e do
processo dinâmico da cultura, as medidas de salvaguarda devem ser flexíveis, permitindo
ajustes de acordo com situações que eventualmente ocorram.

No entanto, é imprescindível que sejam traçados parâmetros gerais baseados em ações de


produção, reprodução, transmissão e divulgação dos saberes e práticas associadas ao bem,
além do apoio ao protagonismo das ações desenvolvidas e zelo por sua estrutura física.

De acordo com a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial (UNESCO,


2006):

Entende-se por “salvaguarda” as medidas que visam garantir a viabilidade


do patrimônio cultural imaterial, tais como a identificação, a documentação,
a investigação, a preservação, a proteção, a promoção, a valorização, a
transmissão – essencialmente por meio da educação formal e não-formal - e
revitalização deste patrimônio em seus diversos aspectos.

O reconhecimento da Fundação Itanhanduense de Educação e Cultura “Dilza Pinho Nilo”


como um bem cultural relevante para o município de Itanhandu é uma ação que reforça esta
valorização dos lugares de memória no estado de Minas Gerais. Mas esta importância não
deve se esgotar apenas neste ato institucional é preciso projetar uma série de ações que
possam contribuir para a continuidade de suas atividades e para a sua difusão dentro e fora do
município de Itanhandu. Este é a função do Plano de Salvaguarda aqui proposto, estabelecido
a partir dos principais problemas identificados durante o trabalho de campo e a coleta de
informações para a produção deste dossiê.

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7.1 Diagnóstico da situação do bem cultural imaterial na ocasião do início do


Processo de Registro

As informações e os depoimentos coletados durante o trabalho de campo permitiram


reconhecer os problemas que envolvem a recriação e apropriação dos Tapetes de Corpos
Christi como um bem cultural imaterial no município de Itanhandu. A seguir serão listados os
principais problemas identificados.

7.1.1 Problema relacionado à difusão da tradição:

• Problema 1: Falta de um site que divulgue os artistas – artesãos, e as artes desenvolvidas na


concepção dos Tapetes de Corpus Christi. É preciso reconhecer, conhecer para valoriza, e
partindo desta premissa é que colocamos como essencial um trabalho minucioso e pleno no
registro desta confecção no passar dos anos. Valorizando e promovendo a arte e o artista na
recriação do bem cultural para a s gerações futuras e para a apropriação da comunidade
perante o bem.
7.1.2 Problemas relacionados à execução da tradição:

Problema 1: Recursos financeiros escassos para compra de matéria-prima, divulgação ,


criação de plataforma web, cursos de aprendizagem para técnicas com materiais recicláveis
entre outros

Os recursos dos artistas voluntários e doações tanto da Paróquia como da comunidade e


empresários parceiros é o que tem disposto para a recriação deste bem.

Problema 2: Hoje, o voluntariado e todas as pessoas engajadas na confecção dos tapetes


partem da iniciativa das paróquias. Perfazendo uma espécie de apropriação da Igreja. Como
um bem patrimonial, sugerimos que mais iniciativas se apropriem dos Tapetes, com doações
maiores por parte da sociedade civil, apoio institucional da Prefeitura, através da Secretaria de
Turismo e Cultura, e empresariado, para que este bem possa permanecer mesmo se a igreja
não impulsioná-lo, considerando para este fator a questão de que desde 1962 não se celebrava
mais com a procissão e consequentemente com os tapetes de Corpus Christi. Podendo
Inclusive estender a confecção dos Tapetes por outros áreas do perímetro urbano de
Itanhandu.

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7.2 DIRETRIZES E MEDIDAS DE VALORIZAÇÃO DO BEM


CULTURAL

A dificuldade de mapear e conhecer os trabalhos artesanais da confecção dos tapetes, os


artistas - artesãos e por consequência os próprios Tapetes de Corpus Christi com o que tem de
íntima expressão cultural e modos de fazer do seu povo. Dar à população a possibilidade de
conhecer a história, de registrá-la e reconhecer seus protagonistas, pode gerar um tipo de
valorização dentro da “casa”, promovendo e apropriando a comunidade do bem patrimonial.

Por se tratar de modos de fazer, e que necessita de uma grande quantidade de matéria prima
para sua recriação, se torna indispensável o aporte para que a comunidade possa realizar sem
preocupação a arte dos Tapetes de Corpus Christi. Para tanto, sugerimos uma maior
interlocução com poder público, sociedade civil, entidades e empresários que possam doar, o
que muitas vezes é descartado, como a palha de arroz e casca de ovo – que tem grande
produção local.

O problema subsequente refere-se à apropriação deste bem legitimo junto a toda comunidade
de Itanhandu, de forma que a mesma possa ter iniciativa própria e engajamento junto as
paróquias na confecção, difusão e promoção dos Tapetes de Corpus Christi como Patrimônio
Municipal, somando forças e responsabilidades na sua recriação anual mantendo o Patrimônio
vivo de forma expressiva e sólida junto a toda comunidade de Itanhandu.

7.3 DETALHAMENTO DAS AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS

A partir da observação dos problemas e das sugestões indicadas nos tópicos acima foi
elaborado um plano de salvaguarda que sugere um conjunto de iniciativas que podem a curto,
médio e longo prazo, ajudar a conservar e difundir as práticas que envolvem a recriação dos
Tapetes de Corpus Christi.

AÇÃO 1 – Reuniões periódicas para a discussão sobre o Plano de Salvaguarda

A) Objetivo da ação

- Analisar as ações propostas pelo Plano de Salvaguarda que, como indicado, têm um caráter
sugestivo, podendo ser aplicadas ou modificadas conforme as análises dos representantes
envolvidos neste processo.
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B) Desenvolvimento da ação
- Estas reuniões deverão ocorrer ao longo do tempo previsto para a execução do Plano de
Salvaguarda e envolver representantes da Diretoria de Cultura, do Conselho Municipal do
Patrimônio Cultural , detentores dos Tapetes de Corpus Christi e comunidade de interlocução.

- As datas para a realização destes encontros deverão ser definidas pelos representantes
envolvidos neste debate, conforme suas disponibilidades.

C) Expectativa:

- O debate e acompanhamento das ações previstas ou inseridas no Plano de Salvaguarda


apresenta-se como essencial para o seu sucesso e, consecutivamente, para a preservação da
prática cultural dos Tapetes de Corpus Christi.

AÇÃO 2 – Divulgação sobre o Registro dos Tapetes de Corpus Christi em Espaço Digital.

A) Objetivo da ação: Difundir no Espaço Digital o reconhecimento oficial dos Tapetes de


Corpus Christi como um bem cultural imaterial importante para o município de Itanhandu ,
valorizando seus aspectos históricos e culturais e sua relação com a sociedade.

B) Desenvolvimento da ação: Adicionar aos sites da Prefeitura Municipal de Itanhandu, áreas


específicas que informem sobre o registro dos Tapetes de Corpus Christi como bem
imaterial da cidade. Criar mapeamento das ruas e artistas em plataforma web gerenciada
pela Secretaria de Turismo e Cultura.

C) Expectativa: A inclusão de informações sobre os tapetes no meio digital é uma forma


simples e dinâmica de valorizar a sua história e saberes, além de atingir um público mais
jovem e amplo.

AÇÃO 3 – Inclusão dos Tapetes de Corpus Christi em Roteiro de Visitação, e parcerias


com o setor público e privado

A) Objetivo da ação: Oportunizar novos olhares e apropriação dos Tapetes de Corpus


Christi

B) Desenvolvimento da ação: sugere-se elaboração de roteiro de visitação das escolas,


munícipes e turistas com horários que compreendam a confecção dos tapetes

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C) Expectativa: integração entre o público da cidade e os artistas - artesãos; estímulo à


conhecimento da recriação do bem, propiciando assim que o empresariado também conheça
e tenha visibilidade no apoio ao fomento da recriação deste bem junto a comunidade
detentora e todos os munícipes. Ampliando assim ações de diálogo com a sociedade ,
entidades, setor público e setor privado.

AÇÃO 4 – Oficinas de Confecção dos Tapetes

A) Objetivo da ação: Fomentar o aprendizado , as formas de fazer e os saberes que


compreendem a Confecção dos Tapetes de Corpus Christi.

B) Desenvolvimento da ação: Apoio com estrutura para que os nossos detentores dos
Tapetes de Corpus Christi, junto a todos os artistas e artesãos que participam da sua
elaboração e recriação, possam transmitir os saberes que envolvem à prática dos Tapetes de
Corpus Christi.

C) Expectativa: Ampliar a apropriação dos Tapetes de Corpus Christi, formando novos


cidadãos para recriarem esse patrimônio. Com a difusão do saber e dos modos de fazer a
possibilidade deste patrimônio não sobreviver ao longo dos anos é praticamente nula.

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7.4 CRONOGRAMA
*para as ações desenvolvidas marcar um X

CRONOGRAMA
2020 2021 2022

AÇÃO

1 Trimestre
2 Trimestre
3 Trimestre
4 Trimestre
1 Trimestre
2 Trimestre
3 Trimestre
4 Trimestre
1 Trimestre
2 Trimestre
3 Trimestre
4 Trimestre
AÇÃO 1 – Reuniões periódicas para
a discussão sobre o Plano de
Salvaguarda
AÇÃO 2 - Divulgação sobre o
Registro dos Coletivos dos Tapetes
de Corpus Christi em Espaço
Digital
AÇÃO 3 – Inclusão dos Tapetes de
Corpus Christi em Roteiro de
Visitação, e parcerias com o setor
público e privado.

AÇÃO 4 – Oficinas de Confecção dos


Tapetes

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8 REFERÊNCIAS

BIBLIOGRÁFICAS

ALVIM, Maria Rosinele Barbosa. et al. O artesão tradicional e seu papel na sociedade
contemporânea. Rio de Janeiro, FUNARTE/Instituto Nacional de Folclore, 1983.

ARAÚJO, Jackson; BRAGA, João. Lino Villaventura. Coleção Moda Brasileira. São Paulo:
Cosac Naify, 2007.

BARDI, Lina Bo. Tempos de Grossura: o design no impasse. São Paulo: Instituto Lina Bo e P. M.
Bardi, 1994.

BORGES, Adelia. Design + Artesanato: o caminho brasileiro. São Paulo: Editora Terceiro Nome,
2011.

CANCLINI, N.G. As culturas populares no capitalismo. Brasiliense, São Paulo, 1982.

CANCLINI, Néstor García. Culturas Híbridas. São Paulo: Edusp, 2008.

DIAS, M. E. B. As Areias Coloridas do Litoral Cearense Modeladas por Sábias Mãos. O público e o
privado n.2. 2003.

FERNANDES, V. SAMPAIO, C. A. C. S. Formulação de Estratégias de Desenvolvimento baseado no


conhecimento local. RAE-eletrônica, v. 5, n. 2, art. 11. São Paulo, 2006

MAGALHÃES, Aloísio. E Triunfo? A questão dos bens culturais no Brasil. Rio de Janeiro:
Nova Fronteira; Fundação Roberto Marinho, 1997.

SARAMAGO, José. A caverna. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

MIMAS COLOSSO. Dossiê de Registro dos Coletivos de Artesanato de São Lourenço.


Janeiro 2019. Prefeitura Municipal de São Lourenço, 2019.

PAZ, Octavio. Convergências – Ensaios sobre arte e literatura. Rio de Janeiro: Rocco, 1991.

PORTO, Daniele Resende; FRANCO, Amanda Cristina. A construção do território nas


cidades de lazer. Anais do XI Encontro da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa
em Planejamento Urbano e Regional. Salvador, 2005.

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9 PROPOSTA DE REGISTRO

São Lourenço, 21 de janeiro de 2019.

De: Diretoria de Cultura de São Lourenço/MG

Para: Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de São Lourenço/MG

Assunto: Proposta de Registro (apresenta)

Prezados (as) Srs. (as)

Pela presente apresentamos a proposta de Registro dos Coletivos de Artesanato como Bem
Cultural Imaterial de nossa cidade, nos termos da Lei Municipal nº 3.093 de 25 de abril de
2013, devido à sua importância cultural, histórica, social e simbólica para o município,
reconhecendo seus artesãos como detentores de um conhecimento tradicional, expressão de
um ritual coletivo, marcado pela tradição urbana.

Atenciosamente,

Paula Alves Netto


Diretora de Cultura de São Lourenço/MG

Ilmo. Sr. Daniel Apolônio


Presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de São Lourenço/MG

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10 ATA DO CONSELHO

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11 DECLARAÇÃO DE ANUÊNCIA

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12 PUBLICAÇÃO

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DECLARAÇÃO

Declaro que a publicação referente ao Registro Imaterial da Sociedade Musical Antônio de


Lorenzo foi realizada através da afixação do texto abaixo transcrito no Quadro de Avisos da
Prefeitura.

O Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de São Lourenço/MG torna público, para


conhecimento de todos quantos possam se interessar, que decidiu pela instauração do
processo de Registro de Natureza Imaterial do bem: Sociedade Musical Antônio de
Lorenzo, por seu valor histórico, simbólico, social e cultural, conforme deliberação
unânime, tomada em reunião de 17 de janeiro de 2018, nos termos da Lei Municipal nº
3.093 de 25 de abril de 2013, Decreto Federal nº 3.551 de 04 de agosto de 2000 e artigo
216 § 1º da Constituição da República de 1988.

São Lourenço, 23 de abril de 2019.

Célia Shiguematsu Cavalcanti Freitas Lima


Prefeita Municipal de São Lourenço/MG

Prefeitura Municipal de Itanhandu/MG – Prefeito: Evaldo Ribeiro de Barros


Secretaria de Turismo e Cultura – Chefe do Setor: Pedro Raposo
Processo de Registro do Patrimônio Imaterial – Fundação Itanhanduense de Página 61 de 59
Educação e Cultura - Ano 2020 | Exercício 2022

13 INSCRIÇÃO NO LIVRO DOS MODOS DE FAZER

Prefeitura Municipal de Itanhandu/MG – Prefeito: Evaldo Ribeiro de Barros


Secretaria de Turismo e Cultura – Chefe do Setor: Pedro Raposo
Página 62 de 59 Processo de Registro do Patrimônio Imaterial – Fundação Itanhanduense de
Educação e Cultura - Ano 2020 | Exercício 2022

14 FICHA TÉCNICA

PREFEITURA MUNICIPAL DE ITANHANDU /MG


Prefeito: Evaldo Ribeiro de Barros
Setor Responsável: Secretaria Municipal de
Turismo e Cultura Responsável: Pedro Raposo
Praça Prefeito Amador Guedes, 165 | Centro
Itanhandu/MG | CEP 37.464-000 | TEL.: (35) 3361.3618
e-mail: cultura@itanhandu.mg.gov.br

MINAS COLOSSO TURISMO E PRODUÇÃO CULTURAL LTDA


Av. Comendador Costa, 459 Sala 04 ‫ ׀‬Centro
São Lourenço/MG ‫ ׀‬CEP: 37470-000 ‫ ׀‬Tel.: (35) 3332-8351 / 98867-4236
e-mail: contato@minascolosso.com.br‫ ׀‬web site: www.minascolosso.com.br

SÓCIOS DIRETORES PRESTADORES DE SERVIÇO

Paula Alves Netto – Turismóloga com Formação em Patrimônio Adolfo Coimbra Alves – Técnico em Edificações
e Cultura Maria Aparecida Nunes – Historiadora

Alexander Ivan de Almeida Oliveira – Advogado OAB/MG 80303 Paula Menezes Serpa Cabizuca – Arquiteta
Fotógrafo

EXECUÇÃO
Levantamento (2019): Alexander Ivan de Almeida Oliveira (Advogado - especialista em Direito Público; e, Fotógrafo) / Maria
Aparecida Nunes (Historiadora) / Pedro Raposo (chefe do setor responsável) / Paula Alves Netto (Turismóloga com formação em
Cultura e Patrimônio).
Elaboração (Out/2019): Minas Colosso LTDA(Alexander Ivan de A. Oliveira / Paula Alves Netto)
Revisão (nov/2019): Minas Colosso LTDA.

Pedro Raposo Minas Colosso LTDA

Prefeitura Municipal de Itanhandu/MG – Prefeito: Evaldo Ribeiro de Barros


Secretaria de Turismo e Cultura – Chefe do Setor: Pedro Raposo

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