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12/03/2017 Brasil 

é o 2º maior mercado de oral care do mundo : Automação Industrial

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Brasil é o 2º maior mercado de oral care do mundo

O Brasil é o segundo maior mercado de cuidados bucais do planeta. Com 9% de market share, o País fica atrás apenas dos EUA, com 16% e uma nação obceada
com  a  saúde  dos  dentes.  Os  norte­americanos,  aliás,  não  perdem  a  oportunidade  de  brincar  sempre  que  podem,  com  as  cremalheiras  quase  sempre  amareladas  e
escuras dos seus colonizadores britâncos.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), a indústria de oral care movimentou em 2009 R$
2,2 bilhões (Ex­Factory, preço de saída de fábrica, sem adição de impostos). O resultado representou um crescimento de 17,54% em relação ao ano anterior. Nos
últimos cinco anos, o crescimento médio da categoria foi de 4,5% em tonelagem e 8,3% em valor.

O principal responsável pelo faturamento do mercado de higiene bucal são os cremes e géis dentais. Em 2010 esses itens responderam por 58,4% do faturamento
total  da  categoria.  Em  segundo,  vêm  as  escovas  de  dentes,  responsáveis  por  23,7%.  Esses  dois  segmentos  representam  o  mais  básico  degrau  da  higiene  oral.  E,
para o bem da nação, ambos possuem índice de penetração bastante elavado entre as famílias brasileiras de todas as classes. Os enxaguatórios bucais repondem por
13,2% da receita do mercado e é de longe a subcategoria que mais avança no segmento. Na rabeira da categoria, o fio dental mantém o seu público, mas não chega
a avançar, fica com 4,7%.

O segmento de Oral Care é um dos dois únicos segmentos do setor de HPPC onde o varejo responde pela totalidade das vendas da categoria (segundo a ABIHPEC,
99,98%,  para  ser  mais  preciso).  Tendo  em  vista  a  pujança  da  venda  direta  no  setor  de  beleza  por  aqui,  não  ter  que  se  preocupar  com  a  concorrência  e  com  o
avanço de Avon, Natura e Jequiti, pode ser considerada uma vantagem estratégica.

Segundo  a  Factor  de  Solução,  uma  empresaa  de  consultoria  ligada  ao  Kline  Group,  em  2010  a  categoria  de  Oral  Care  movimentou,  aproximadamente,  R$  2,6
bilhões no Brasil (dados também Ex­Factory).

Atuais  estrelas  da  categoria,  o  avanço  do  segmento  de  enxaguatórios  bucais  impressiona.  A  penetração  desses  itens  disparou  em  todas  as  classes  sociais.  Nas
famílias das classes A e B, a presença de enxaguatório saltou de 24% dos lares em 2004 para 78% em 2009. Na classe C a penetração saiu de 11% e foi para 58%.
E mesmo os preços ainda elevados dos produtos não impediram que nas classes D e E a penetração saltasse de míseros 3% para 37% em cinco anos.

Confirmando essa tendência, uma pesquisa de consumo realizado pelo Ibope entre fevereiro de 2009 e janeiro de 2010, com 20 mil pessoas, também aponta para o
grande potencial de desenvolvimento desse itens nas classes mais baixas. Mas, para o analista da Factor de Solução, Danilo Costa de Paula, este crescimento está
mais atrelado à questão da propaganda do que propriamente à rotina de higiene. “Acredito que o avanço se deve mais ao fato de que o consumidor quer ter um
hálito melhor, fresco, do que a uma questão relacionada a correta rotina de higiene oral. Antigamente havia uma ou duas marcas nessa subcategoria e é estranho
verificar que o aumento do consumo deste produto caminhou junto com o aumento do número de SKUs, mesmo com seus preços elevados”, observa Danilo.

Mesmo  nas  subcategorias  já  consolidadas,  como  a  de  cremes  dentais,  cuja  penetração  em  todas  as  classes  é  de  mais  de  90%,  existem  boas  oportunidades  para
avançar. De acordo com recomendações das entidades de Odontologia, o consumo médio per capita de creme dental deve ser de 12,2 tubos (80 g) ao ano. Contudo
nas  classes  D  e  E,  a  média  é  de  6,2  tubos;  na  classe  C,  de  6,9  tubos;  e,  no  topo  da  pirâmide,  ou  seja,  nas  classes  A  e  B  as  pessoas  consomem  apenas  7,3  tubos
anualmente. De fato, esse baixo consumo per capita no Brasil evidencia um grande potencial de crescimento. E também um grande desafio, relacionado a cultura
de uso e a correta difusão e entendimento dos consumidores da quantidade e da frequência correta de aplicação desse produtos.

Com a rotina básica bem resolvida, os consumidores brasileiros devem ser brindados nos próximos anos com artigos de Oral Care com graus de especificidade e
segmentação ainda maiores dos que temos hoje. Naturalmente, também temos como absorver ao longo dos próximos anos, produtos mais sofisticados, comuns aos
consumidores dos países desenvolvidos, mas ainda distantes da realidade brasileira e de outras nações emergentes.

Essa nova onda de sofisticação vai gerar um novo desafio para os varejistas do canal farma. Mais segmentação significa, invariavelmente, mais SKUs. Some­se a
isso  as  diferentes  e  altamente  multiplicadoras  opções  de  formatos  e  versões  dos  ítens  já  disponíveis.  É  preciso  dizer,  inclusive,  que  muitos  desses  produtos  são
lançados pela indústria com o único objetivo de ocupar mais espaço nas prateleiras, minimizando as possibilidades da entrada de novos players e de produtos da
concorrência. Trata­se de uma estratégia extremamente malévola e para a qual o lojista precisa estar muito atento. Afinal, se o objetivo da novidade não é gerar
benefícios reais de escolha para os consumidores, por que gastar dinheiro e espaço com ela?
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No  fim  das  contas,  como  sempre  nesses  casos,  o  desafio  estará  ligado  ao  dilema  enfrentado  por  10  em  cada  10  lojistas  de  perfumaria  e  farmácias:  a  questão  do
espaço. Os operadores precisam encontrar o ponto certo no delicado equilíbrio entre o espaço disponível e o correto entendimento dos consumidores de cada loja,
para que nelas possa ser ofertado o mix adequado ao seu público.

Fonte: Revista embanews
edição 294 – Setembro 2014

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