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Primeira, segunda e terceira Geração de

Terapias Comportamentais
Profª. Patricia G. Interaminense
• Movimento da Terapia
Comportamental;
• Funda nova fase na Psicologia
Clínica;
Introdução • Rompimento de práticas
psicológicas dominantes;
• Embasamento científico;
• Objetividade e
racionalidade;

O que • Rigor Científico;


caracteriza a
abordagem? • Desenvolvimento de leis de
aprendizagem;

• Validação empírica.
• As teorias deveriam ser
construídas a partir de princípios
básicos bem estabelecidos do
ponto de vista científico e as
tecnologias utilizadas deveriam
Defesa dos ser bem especificadas e testadas;
comportamenta
-listas • Instaura-se um movimento de
promoção de saúde mental
através da observação, predição
e modificação de
comportamento (Skinner, 1953).
• A primeira geração foi um
movimento contra concepções
clínicas predominantes na época;
• As intervenções eram vagas;
• Poucas evidências científicas;
DESENVOLVIMENTO
DA ABORDAGEM • Pouco impacto positivo;

• Movimento de contraposição à
subjetividade e a ineficácia das
psicoterapias, em especial a
Psicanálise.
DESENVOLVIMENTO
DA ABORDAGEM
• A terapia Comportamental
contemporânea surge no séc. XX;
• Década de 1950: estudos de Hans
Eysenck.
• Examinou a efetividade das Terapias
de Insight (Psicanálise).
• Conclusão do estudo: As pessoas
tratadas com terapias de insight não
tinham maior probabilidade de
melhoras do que as pessoas que não
recebiam tratamento algum.
• O termo adequado para designar
as três gerações: Terapia
Terminologias: Comportamental.
Terapia
Comportamental ou • Terapia Cognitivo-Comportamental
Terapia Cognitivo- é utilizado para se referir
comportamental? especificamente a tratamentos que
incluem estratégias de
reestruturação cognitiva.
• Científica: precisão, validação,
suporte empírico;
Terapia • Ativa: os pacientes devem fazer
Comportamental: algo para lidar com seus
problemas. Terapia de ação, dentro
temas e e fora do setting. Tarefas de casa.
características
• Focada no presente:
centrais procedimentos empregados visam
a mudança de fatores atuais que
afetam o comportamento do cliente.
• Focada na aprendizagem:
problemas comportamentais são
desenvolvidos, mantidos e
mudados a partir da aprendizagem
Terapia (condicionamento clássico,
Comportamental: operante). Forte componente
temas e educacional na terapia;
características
centrais • Individualizada: foco nas
características pessoais e
cisrcunstâncias em que o problema
ocorre.
• Progressiva: move-se do mais
simples para o mais complexo, do
Terapia mais fácil para o mais difícil.
Comportamental:
temas e • Breve: Em geral breve, menos
características sessões do que as terapias
centrais tradicionais. O tempo varia
conforme a complexidade do
problema.
• Refere-se à Terapia
Comportamental tradicional, à
Terapia Cognitivo-Comportamental,
Análise Clínica do Comportamento,
Terapia Cognitiva e Terapias de
Terapia Terceira geração.
Comportamental
• O termo Terapia Cognitivo-
Comportamental geralmente é
utilizado com modalidades que
utilizam técnica de reestruturação
cognitiva.
• É empregado de forma genérica
para se referir a uma ampla
variedade de intervenções que
podem ser usadas para tartar
Terapia problemas psicológicos.
Comportamental
• Seus métodos focam somente em
comportamentos ou na combinação
entre comportamentos,
pensamentos e sentimentos.
Por que classificá-las em
gerações ou ondas?
• Steven Hayes o grande difusor da
ideia de evolução da Terapia
Comportamental em três gerações.

• Terapias de Terceira Geração:


conjunto de terapias que emergiu nos
anos 1990.

• Principais terapias:
- Terapia de Aceitação e Compromisso
(Hayes);
- Psicoterapia Analítico-Funcional
(Kohlenberg);
- Terapia Comportamental Dialética
(Lenehan);
Por que classificá-las em
gerações ou ondas?

• Publicação do livro: Accepttance


and Commitment Therapy, Relational
Frame Teory, and the Trird Wave of
Behavioral and Cognitive Therapies
(2004);

• Ondas sucessivas das Terapias:


métodos e objetivos dominantes de
cada movimento.
• Influência da tese
de Darwin;
• Século XX;
• Ivan Pavlov:
condicionamento
clássico,
Pavloviano;
• Influenciou Watson
(Pai do
Behaviorismo);
• Tratamentos
eficazes:
dessensibilização in
vivo e modelagem;

Primeria geração:
aspectos históricos
Primeira geração:
aspectos hitóricos
• Aplicação dos conceitos
comportamentais ao contexto clínico;

• Pequeno Albert;

• É possível produzir resposta de


ansiedade condicionada a um rato
branco ao combinar o aparecimento
do animal com um barulho forte;

• Generaliação do condicionamento;
• Thorndike, Tolman:
Estudo do
fortalecimento e
enfraquecimento de
comportamentos por
meio da modificação de
suas consequências
(agradáveis e
desagradáveis);
• Lei do efeito;
• Condicionamento
operante ou
instrumental

Primeria geração:
aspectos históricos
• Década de 1930;
• Edmund Jacobson;
• Relaxamento muscular
como tratamento para
fobias;

Primeria geração:
aspectos históricos
Primeria geração:
aspectos históricos
• África do Sul/Grã-Bretanha;
• Joseph Wolpe;
• Trabalho sobre as “neuroses
experimentais em gatos”;
• Novas técnicas para a eliminação do
medo;
• Experimento:
- Aplicar choque em gatos a medida
que ele se aproximava da comida;
- Alimentar os animais em lugares
próximos ao lugar original;

Moreira e Medeiros (2007)


Primeria geração:
aspectos históricos

• Desssensibilização sistemática
(condicionamento clássico);

• Técnica que expõe o indivíduo


gradativmente a estímulos que eliciam
respostas de menor magnitude até o
estímulo condicionado original.

• Aproveitou as técnicas de
relaxamento.

Moreira e Medeiros (2007)


• A base teórica da abordagem de exposição é aquela segundo a qual
os objetos temidos constituem estímulos aos quais a ansiedade se
tornou condicioada (estímulos condicionados);

• O medo condicionado não desaparece porque o paciente


desenvolveu comportamentos de evitação e fuga;

• Para que o medo desapareça, o paciente deve se expor aos


estímulos temidos.

Primeria geração:
aspectos históricos
Primeira geração:
aspectos históricos
• Técnicas análogas foram desenvolvidas;

• Terapia de Aversão para o tratamento


de alcoolismo ou desvios de
comportamento;

• Induzir ou aumentar a ansiedade


associadas a estímulos ou
comportamentos indesejados;

• - Ineficáca e questões éticas;


Primeria geração:
aspectos históricos
• Na América do Norte;
• B. F. Skinner;

• Condicionamento operante;
• Comportamento que modifica (que
opera sobre) o ambiente e é afetado
por suas modificações;

• Ex. Quando falamos modificamos o


coportamento de outras pessoas;

Moreira e Medeiros (2007)


Primeria geração:
aspectos históricos
• Abordagem operante ou Análise do
Comportamento Aplicada;

• Aplicações clínicas: medição e


mudança de comportamento
laboratorial de pessoas mentalmente
deficientes e crianças pequenas;

• Em adultos: modificação de
comportamentos violentos, etc.

Moreira e Medeiros (2007)


Primeria geração:
aspectos históricos
• O reforço deve ser definido de acordo
com o efeito sobre o comportamento;
• Complexificou a “Lei do Efeito”;
- Ex. Reforço pode ser comer sozinho em
uma sala ou comer com várias pessoas;

• Em 1961, Ayllon Azrin;


• Desenvolveu o método da economia de
fichas;
• Fichas reforçadoras em troca de
privilégios;
• Eficaz no tratamento de pacientes com
Esquizofrenia.

Moreira e Medeiros (2007)


• Influência nos coneitos do
Primeira Behavirismo;
Geração: • Foco nas emoções;
• Foco nos comportamentos
aspectos problemáticos;
• Pouco foco na relação Terapêutica;
clínicos
• Se consolida a partir dos estudos
com pessoas depressivas;

• As intervenções puramente
comportamentais não eram tão
eficazes neste contexto;
Segunda • Pessoas com depressão, mesmo
Geração desenvolvendo atividades
reforçadoras, avaliavam
negativamente o seu próprio
desempenho;

• Torna-se mais evidente que fatores


cognitivos precisavam ser
avaliados.
Segunda Geração:
aspectos históricos
• Década de 1960;
• Albert Bandura;
• Psicólogo Canadense;

• Teoria da Aprendizagem Social;


- Condicionamento clássico;
- Condicionamento operante;
- Aprendizagem por observação;
- Ênfase no papel das cognições;
- Modelagem x Modelação;
Segunda Geração:
aspectos históricos
- Modelagem: aprendizagem por
reforços diferenciais de aproximações
sucessivas do comportamento alvo;
(Foco no ambiente que reforça)

- Modelação: Aprendizagem
observacional que não exige resposta
ou reforçamento. Exige ação,atenção,
motivação, característica do modelo
observado.

(Foco no ambiente e na pessoa)


Segunda Geração:
aspectos históricos
• Modelo de auto-regulação (auto-
eficácia);

- Toda mudança de comportamento


voluntária é medida pelas percepções
que os indivíduos têm da sua
capacidade de adotar o comportamento
em questão.
Experimento de Bandura
• A maioria dos terapeutas
comportamentais acreditava que lidar
somente com comportamentos
observáveis era muito restritivo;

• Meichenbaum: mudança de
Segunda comportamento pode ser provocada
pela mudança das instruções que os
Geração: pacientes dão a si mesmos.
Afastamento de pensamentos
desadaptativos. Autoconversas mais
aspectos adaptativas.

históricos • Aaron Beck – Terapia Cognitivo


Comportamental (Modelo cognitivo);

• Albert Ellis – Terapia Comportamental


Racional Emotiva;
• Mudanças nas cognições mal-
adaptativas que contribuíssem para
os transtornos psicológicos;

• Reexame sobre a relação entre


Segunda cognições disfuncionais e
comportamentos desadaptativos;
Geração: • Terapeutas ajudam pacientes a
aspectos reavaliar padrões de pensamentos
distorcidos;
históricos
• A psicologia não se baseava mais
somente na aprendizagem, mas
também no processamento da
informação.
• Expansão da abordagem nas
décadas de 70, 80, 90.
Segunda
• Muitas publicações em revistas
Geração: científicas;

aspectos • Ênfase na linguagem,


históricos pensamentos, cognição no
tratamento de transtornos;
• A TCC adiciona a cognição como
um dos alvos do tratamento,
juntamente com os
comportamentos e as emoções;
Segunda
• Cognições mal-adaptativas, estão
Geração: relacionadas ao sofrimento
emocional;
aspectos
Clínicos • Ênfase na relação terapêutica
colaborativa. A relação otimiza a
eficácia das técnicas utilizadas;

• Valoriza o ser humano racional.


• Efeito do urso branco;

• Estudo de Wegner,
Schneider e Carter;

• Tentar não pensar em um


urso branco – 5 minutos;
• Efeito rebote;

• Supressão involuntária do
pensameto pode ser
contraproducente.

Críticas à segunda
geração
Estratégias desenhadas
para nos libertar de
pensamentos
desconfortáveis geralemnte
acabam por aumentar a
frequência e a intensidade
dos mesmos pensamentos
que desejamos evitar ou
diminuir.

Críticas à segunda
geração
• Ambas utilizam exercícios de
exposição, habildiades de
Segunda e resolução de problemas, role
playing, tarefas de casa e
Terceira modelagem.
ondas:
semelhanças • Ambas estabelecem objetivos
claros e observáveis, encorajam
maior consciência do pensamento.
• Cognições para a 3ª onda: devem
ter a sua função alterada;

ACT: não refuta cognições. Ensina a


Segunda e aceitar emoções e pensamentos
indesejáveis.
Terceira
ondas: • Cognições para a 2ª onda: devem
diferenças ter seus conteúdos modificados;

TCC: cognições disfuncionais


mantém os transtornos emocionais.
Devem ser modificadas.
• Terapias que se destinam a aliviar
o sofrimento dos clients através de
práticas de aceitação e
mindfulness:

- Terapia de Aceitação e
Compromisso (ACT);
Terceira geração de - Ativação comportamental;
Terapias - Terapia Cognitiva Baseada em
Mindfulness;
Comportamentais
- Programa de Redução de Estresse
baseado em Mindfulness;
- Terapia Comportamental Integrativa
de casais;
- Psicoterapia Analítico-Funcional;
- Terapia Focada na Compaixão;
- Terapia Comportamental Dialética.
• Ambiental: context social e
interpessoal. Meio em que vivemos,
ambiente social, cultural, normas e
valores;
Dimensões
contextuais • Relação Terapêutica: contexto da
importantes da 3º propria psicoterapia. Ambiente de
geração aprendizagem.

• Pessoal: pessoa como um


indivíduo socioverbal. História de
vida e métodos de enfrentamento.
• HAWTON, K. et al. Terapia Cognitivo-
Comportamental para problemas
psiquiátricos: um guia prático. São Paulo:
Martins Fontes, 1997. (Cap. 1).
• LUCENA-SANTOS, P.; PINTO-GOUVEIA, J.;
OLIVEIRA, M. S. Primeira, segunda e terceira
geração de terapias comportamentais. In
Referências LUCENA-SANTOS, P.; PINTO-GOUVEIA, J.;
OLIVEIRA, M. S. Terapias Comportamentais
de terceira geração: guia para profissionais.
Novo Hamburgo: Sinopsys, 2015.
• Moreira, M. e Medeiros, C. Princípios
básicos da análise do comportamento.
Porto Alegre: Artmed, 2007.
GRATIDÃO!

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