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Eixo: Família Y Pareja

PSICANÁLISE DA VINCULARIDADE DE FAMÍLIA /


CASAL E A PESSOA DO ANALISTA *1
Lia Rachel Colussi Cypel

I. Considerações iniciais

Como Freud mesmo considerou vital atestar através da metáfora da “ Peste” , a


Psicanálise sempre trouxe, inerente à sua natureza e desenvolvimento, o
aspecto transgressivo e inovador.
A referência dirigia-se, naquele momento inicial, à resistência da sociedade
frente ao conhecimento adquirido sobre os fenômenos inconscientes.
Atualmente, deparamo-nos com as dificuldades de termos um passado,
antepassados, termos constituído uma “família”, uma história. Como
conseqüência de avanços teóricos e técnicos, estamos tendo que lidar com
conflitos gerados por instâncias advindas não somente “de fora”, mas
principalmente “de dentro”, da própria sociedade psicanalítica como tal, e “de
dentro” de cada um dos psicanalistas que a representam, e que podem ameaçar
todo o potencial subversivo da descoberta freudiana e, portanto, sua essência e
desenvolvimento.
Lida-se com o perigo, como menciona Didier Anzieu, de que “a doutrina
psicanalítica se torne um dogma, sua arte uma rotina, o processo um ritual e a
formação analítica uma carreira ...”
Momento especial da evolução da Psicanálise que demanda, mais do que
sempre, tornar-se sujeito e objeto de si mesma; um momento de antítese no
universo psicanalítico, em busca de uma síntese mais inteligível, embora
inalcançável, da constelação de paradigmas efetivamente vigentes em nossa
prática atual. Angústias conceituais “sem nome” em busca de resignificação ?
Torna-se necessário convivermos com rupturas, contradições teóricas e clínicas,
em busca das representações que atualmente sejam mais fiéis à teoria e à
prática que exercemos e que se aproximem mais, na medida do possível , aos
fundamentos mais genuínos da Psicanálise, possibilitando expansão de seu
próprio campo de conhecimento e realizações.

*
A
versão mais ampla e modificada deste texto foi publicada na Revista IDE (2002) e foi
apresentado no 3° Forum de Reflexão e Debate sobre Psicanálise de Família/Casal na SBPSP.
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Ter que tolerar dúvidas e perdas na reformulação de conceitos, suportar


medo e dor na mudança de vértices serão passos inevitáveis . Será que seriam
demandas desta ordem que apontariam para possíveis elaborações
transgressivas em relação ao establishment clássico, até agora em vigor no
mundo psicanalítico, e lhe resgatariam os elementos revitalizantes? Talvez o
caminho mais árduo seja o de conseguir tolerar a angústia desencadeada por
esta situação, utilizando recursos emocionais de nossa continência pessoal,
para que ela possa ser reenfocada, não somente como problemática e conflitiva,
mas como fator de enriquecimento e evolução .Talvez seja muito necessário,
além disso, aprofundarmo-nos o mais seriamente possível na direção da
resignificação das várias contribuições ocorridas no decorrer do processo
histórico da Psicanálise, num esforço para recontextualizá-las à luz da sua
conjuntura atual.
Mas, vejo como especialmente importante o esforço individual do analista
na busca da apreensão do vértice metapsicológico como elemento vital de
expansão e fortalecimento de sua função analítica. É o vértice que balizaria a
trajetória pessoal. Transcende o indivíduo , mas retorna a ele, posicionando-o
sempre em relação ao seu contexto, ao grupo, o que o aproxima mais fielmente
da realidade externa e da sua realidade psíquica.
Esta condição se expandiria de modo mais favorável, à medida que
pudesse suportar cada vez mais as elaborações resultantes de seu trânsito na
dimensão de intersecção da área de realidade individual com a de inserção na
área de relações . Isto leva à que pudesse suportar necessidade, portanto, de
lidar com questões narcísicas e social-istas (grupalistas), à semelhança da
condição primeira do desenvolvimento do indivíduo, na medida que este se
depara com o grupo familiar, desde que nasce, e com o grupo de sua espécie,
desde sempre.
A grosso modo, temos uma evolução da área teórica, partindo da noção de
pulsão como valor central essencial à compreensão do desenvolvimento da
psique, para chegar às teorias que se organizaram em torno da importância vital
das relações de objeto. Estas, são num primeiro momento, essencialmente
focadas no mundo interno do paciente e, posteriormente, na visão da
importância da relação propriamente dita, trazendo como conseqüência a figura
do analista mais à cena,com sua presença real, também com seu mundo
interno, como fatores essenciais às transformações psíquicas do analisando.
Considerando este novo vértice , ao ter o analista que se deparar com
sua condição mais ampla, mais livre e pessoal de ser humano, buscando
representação (através da sua função analítica ) para a experiência emocional
desconhecida e convivida com seu analisando, intensifica, e muito, sua
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necessidade de apurar instrumentos que o balizem em sua maior


responsabilidade no vínculo. Teria que buscar, desse modo, tanto solidificar
conhecimentos teóricos na sua pluralidade atual,permitir-se diversidade de
vértices, como apurar opções técnicas.E teria principalmente que ser mais
exigente no cuidado com suas condições emocionais ( que ficarão mais
solicitadas e expostas ), para poder alcançar e exercer sua liberdade na relação
com o analisando, com bom senso e consistência, e poder direcionar-se para o
mais ousado, criativo e desconhecido, com competência e coerência. Coerência
pede exercício de correlação de vértices contrários ou complementares e
tolerância para com o diferente, bem como capacidade para harmonizar
paradoxos. .
Considerando este vértice, a humanização do analista no setting analítico,
e o establishment como a situação na qual tem prevalecido uma “espécie de
medo da transgressão, ocupando o analista uma posição de privilégio (P.
Depressiva) em relação ao paciente (P. Esquizoparanóide), sempre com uma
teoria muito forte como referencial para decodificar o inconsciente deste último”
(Ferro, 1995), parece que somos levados novamente ao ponto anteriormente
assinalado , no qual a circunstância de questionamento do establishment
reaparece. Mas reaparece novamente associada à necessidade de elaborá-la
com seriedade para que, ao se tentar alterações no antigo possa acessar-se a
um “novo conhecimento em essência renovador” e que não reedite apenas, com
outro nome, as mesmas condições dogmáticas, autoritárias e oniscientes do
estado anterior do ser analista.
. A psicanálise da vincularidade da família e casal aparece no panorama
atual psicanalítico, como um universo previlegiado para a reflexão e discussão
de temas teóricos,clínicos e principalmente da sua especial relação com o tema
proposto no congresso, sobre a presença do analista
É a psicanálise que nos faz pousar o olhar exatamente naquele ponto de
intersecção do indivíduo e seus vínculos: no seu tempo e espaço atual, no
encontro com sua história passada, com sua família de origem e vivência
transgeracional, na inserção do indivíduo no contexto inicial de sua capacidade
para pensar e de onde se desenvolve a própria função analítica de sua
personalidade.

II. Abordagem psicanalítica dos vínculos de família e casal

Pensar e trabalhar psicanaliticamente com família e casal significa dispor-


se a se aproximar de uma área ampla e complexa e que mobiliza desafios e
resistências de diferentes ordens, devido: 1) ao objeto mesmo de estudo e
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contato, reduto de poderosas forças emocionais e 2) dificuldade de fazer face à


demanda contínua de elaboração dos recursos psicanalíticos que possam ser
adequados e úteis para tratá-las e de como utilizá-los, uma vez que de sua
prática vão resultando novas indagações e descobertas que ampliam setores da
teoria revelando áreas inexploradas.
A passagem do vértice de psicanálise individual para vincular tem exigido,
da pessoa do psicanalista interessado nesta área, profundo trabalho de
elaboração psíquica quanto à sua função analítica não somente quando
presente no setting familiar e de casal, mas igualmente no tocante ao trabalho
na análise individual. Acredito que a busca de coerência e veracidade entre
estes dois vértices de trabalho analítico tem desencadeado atualmente
significativo processo de investigação e desenvolvimento e agregado para
ambos os processos, individual e vincular, benefícios mútuos. Em sua rota mais
enriquecedora é abordada não simplesmente como uma aplicação da
psicanálise, como se faz com objeto de arte ou literatura, na qual só se buscam
confirmações de suas próprias teorias, mas sim, como expansão da psicanálise,
dado que se realiza um diálogo analítico numa relação humana e, portanto,
mobiliza possibilidades de transformações nos indivíduos que a constituem:
paciente-família, casal e analista.
Esta questão tem levantado preocupação e cuidados para que, na
expansão da psicanálise, não se perca sua essência, método e valor
transformativo e tampouco perca o psicanalista sua identidade.
No entanto, torna-se inevitável que, como em qualquer situação de
crescimento, possa haver acréscimo de conteúdo significativo ou possibilidades
de mudanças de paradigmas em busca de dar conta do novo que vai emergindo.
Faz parte do espírito psicanalítico avançar na adversidade e preservar sua
liberdade de investigar e pensar, justamente por haver compreensão e respeito
pelos limites do conhecimento psicanalítico atual.
Como mencionam Puget e Berenstein (1993) em seu livro Psicanálise do
Casal : “A maior consistência da base científica do método psicanalítico – do seu
estatuto – não poderá derivar do fato de que o mesmo permaneça notadamente
atrelado ao modelo histórico que o originou, mas sim, o contrário: que a
possibilidade de apropriação explicativa das diversas manifestações do
inconsciente pelo método é que o promove a mentor de uma psicanálise
legitimada”.

III. Fundamentos psicanalíticos

O trabalho psicanalítico com família supõe uma metodologia que tem como
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referência os parâmetros psicanalíticos habituais que se articulam na


caracterização da função do analista, tais como: regra de abstinência do
analista, associação de idéias, o fenômeno inconsciente, bem como a escuta e
interpretação psicanalíticas que buscam transformação dos fenômenos
inconscientes envolvidos no vínculo por meio das vivências transferencial e
contratransferencial e/ou do aprender com a experiência emocional vivida pela
dupla analista/analisando no decorrer do processo.
Supõe-se, no entanto, que este referencial básico sofra variações e
manifeste-se na experiência clínica conforme a corrente conceitual do analista,
tanto no que se refere à própria apreensão do que para ele seja psicanálise
como ao modelo teórico que o orienta na compreensão da vincularidade de
família e de casal.
Num olhar mais panorâmico talvez pudéssemos distinguir duas principais
abordagens que de certo modo têm se colocado com importantes diferenças.
Uma corrente conceitual estaria centrada na noção de relações de objeto
(relativas á ausência) resultando numa concepção da dinâmica familiar como a
decantação de uma rede de identificações projetivas cruzadas, determinada pelo
mundo intrapsíquico individual e infantil dos envolvidos, na qual o “outro”
funcionaria como objeto intra-subjetivo, ou seja, como representação do desejo e
fantasia unilaterais do sujeito.
Um outro referencial estaria buscando romper com esta linha de
pensamento no trabalho com família, na tentativa de diferenciar relação de
objeto (tomada como aquela entre um ego e suas representações de objeto) do
que seria vínculo ou relação intersubjetiva, a qual busca redefinir como relação
entre dois egos (relativa à presença). Esta ,na qual o outro, por ser diferente e
distinto, irredutível ao desejo e à fantasia do sujeito, desencadearia uma
circunstância nova, uma origem para cada um dos envolvidos (que vai além do
desejo singular e infantil) que iriam ser determinados por esta relação de
presença como um novo sujeito: o sujeito do vínculo.
Berenstein, enfatiza que “a subjetividade não é somente determinada pelo
pulsional através da rede de identificações e das relações de objeto decorrentes,
mas também através de cada vínculo significativo”.
E continua: “no vínculo que podemos também chamar ‘relação de sujeito’,
distinto da relação de objeto, o sujeito não somente preexiste, estando
predeterminado, mas também se constitui nesta relação. Há um sujeito novo,
sujeito da mudança, um tornar-se como resultado do acontecer e da recusa da
repetição”.
Assim, cada vínculo significativo investe no ego como sujeito
indeterminado, agregando-se à sua unidade imaginária e faz a sua multiplicidade
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(“sujeito múltiplo”). O encontro é significativo se modifica quem o produz.E


finaliza:” Eis por que o infantil, sendo uma origem, não é a única”.
Conforme minha experiência clínica, tenho encontrado razoável
possibilidade de fazer articulações entre estas várias contribuições pela
utilização das idéias de Bion (1962) que por si já contêm em seu âmago o vértice
intersubjetivo, previlegiando o contato com o desconhecido da experiência
emocional com um outro(s),no “aqui e agora “da sessão, mesmo para as
análises individuais.
Considero este, não um processo reducionista de somatória ou
sobreposição superficial de conceitos,mas sim um processo de integração
resultante de esforços de correlação teórico-clínica,baseada em experiencia
vivida e extremamente necessário para o apuramento da função analítica de
cada analista ,que poderá ter aí o eixo de sua presença..
Esta visão permite-me ver as diferenças não de modo radical, tampouco
como sendo mutuamente exclusivas, mas sim refletindo a complexidade e a
dinâmica mais verdadeira dos elementos psíquicos que se entrecruzam nas
diversas dimensões vividas pelos sujeitos nas relações familiares, configurando
movimentos dialéticos numa dinâmica permanentemente de alternância entre o
indivíduo e o grupo familiar, entre a família externa real e a família internalizada
de cada um dos membros, entre a repetição e o novo, entre a “história” e o “aqui
e agora”, entre o intra e o interpsíquico.
A mente do analista, que estará privilegiando o enfoque vincular, buscará
estar livre o suficiente para ser sensível ao “fato selecionado” que dará
significado aos diferentes acontecimentos emocionais ali ocorridos e se utilizará
daqueles que naquele momento expressar melhor a psicodinâmica apreendida.

IV. Correlação teórico-clínica

Desta forma, como mencionei, vejo a teoria bioniana como podendo


oferecer estes elementos integradores dessas diversas contribuições, através
dos quais toma-se a família como a responsável pela instauração do psiquismo,
como matriz da capacidade para pensar; e toma-se ao seu atendimento, como
visando provê-la de maior expansão do espaço para pensar os próprios estados
afetivos e assim desenvolver capacidade para conter e lidar com frustração e dor
psíquica de seus membros, respondendo criativamente e com aprendizado da
própria experiência vivida (tomada como formação interior), em contraste com
reações de descargas impulsivas ou estereotipadas.
Estes seriam fatores nucleares para dar significado à própria experiência
emocional e, portanto, para a construção da identidade e definição do “si
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mesmo”.
Essas idéias levam-nos a eleger um processo terapêutico que favoreça
transformações de uma família estéril, em termos de vida mental, aprisionada
num funcionamento fusional, rígido e repetitivo (que poderíamos chamar de
“figura familiar combinada”), com seus membros mantendo relações
indiferenciadas quanto às suas funções e papéis, com negação da diferença
sexual e geracional, em um campo psíquico fértil, que possa expandir-se para
propiciar contenção e elaboração do sofrimento mental e desenvolvimento de
seus membros, de modo que possam individualizar-se com autonomia e
liberdade.
Convém lembrar que funcionamento individual e grupal não são certamente
separáveis em qualquer sentido simples. E um dos fatores mais importantes que
fica clarificado pelo trabalho psicanalítico com famílias é a forma pela qual os
mecanismos da mente individual encontram expressão em termos de grupo
familiar, e como ao tratar a família como um tipo de entidade ou unidade
psíquica, os processos inconscientes podem ser revelados. O sintoma individual
encontra seu significado na combinação das dinâmicas vinculares entre os
membros da família.
Por este vértice tomamos a clínica familiar e de casal como
fundamentalmente voltada para o contato com a relação dialética entre o
intrapsíquico e o intersubjetivo, buscando significado no contexto da sessão.
Acredito, por conseguinte, buscando a integração dessas idéias, que o
analista deverá encontrar espaço na sessão tanto para a análise da
subjetividade constituída em torno dos conflitos infantis e à repetição das marcas
primeiras dos objetos, ou seja, “marca da ausência”, como também para a
dimensão criativa advinda da relação entre o ego e o “outro em presença”, que
deverá brindar as demais dimensões desconhecidas provenientes do vincular,
portanto, do fato psíquico novo.
Haverá contato com o nível de angústia frente ao desconhecido e o medo
da mudança ao trabalhar-se “na transferência” e não “com a transferência”. A
compreensão da dinâmica no “aqui e agora” da sessão, por meio da função de
rêverie do terapeuta, aproxima-nos do impensável, do estranho ou terrorífico
sem nome vivido inconscientemente pela família.
De modo que entendo que a interpretação na análise de família deva
dirigir-se não somente à transferência tomada como projeção das experiências
emocionais vividas em outro tempo original em seus modelos identificatórios e
de relação de objeto (a subjetividade – o intrapsíquico advindo do infantil), mas
também aos acontecimentos inconscientes ocorrendo no “aqui e agora” da
sessão resultantes do vínculo singular estabelecido (dando acesso à
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multisubjetividade de cada um da família gerada no contexto intersubjetivo do


“vir a ser”).
Por este vértice, não será o passado histórico explicando o presente (numa
relação causal e perigosa de ser racionalizante), mas a compreensão do
presente re-significando o passado e com isto podendo alcançar reintegração,
agora elaborada, da família nuclear com as famílias de origem, de modo a dar
continuidade à linhagem, aos elos filogenéticos e haver reconciliação interna
com a tradição transgeracional e ancestral.
São vários os níveis emocionais ou direções que a interpretação pode
alcançar, seja relacionada ao conteúdo ou à forma da comunicação, ou ao clima
emocional dos eventos da sessão, mas aquela será eleita conforme
contratransferencialmente emerja para o analista como a que faz mais sentido
comum, como expressão fiel da interação predominante na dinâmica familiar que
ele observa e participa.
Esta condição se acompanha da postura mental do analista de se colocar
não como “aquele que sabe”, mas o que está disponível para descobrir e viver a
experiência emocional lidando com o desconhecido e com o “vir a criar”.
A função analítica assim estabelecida deve gerar condições favoráveis
para processos de transformação em ambos, família e analista, evidência de
fertilização dos vínculos terapêuticos e do grupo familiar.
Concluindo, o trabalho compartilhado sobre a história familiar e a
explicitação dos significados particulares que permite se falar do que nunca se
falou antes na presença do outro, costuma ser uma experiência emocional
inédita de imprevisíveis conseqüências estruturantes,seja na presença da
pessoa do analista ,seja na presença do outro familiar .

Resumo
A partir de uma visão sobre as novas demandas da psicanálise atualmente
e a necessidade de, em sua expansão, trabalhar psicanaliticamente com
famílias, são feitas algumas reflexões metapsicológicas, visando fundamentar de
modo cada vez mais consistente esta prática.
São discutidos os conceitos de subjetividade (ligado ao infantil, ao
repetitivo) e multisubjetividade (ligado ao momento atual, ao fato psíquico novo),
e, respectivamente, os de relação de objeto e relação de sujeito decorrentes.
Baseadas em Bion, questões são levantadas sobre a possibilidade de
articulação entre diferentes vértices quanto ao enfoque teórico-clínico
relacionadas com a transferência, contratransferência, e a interpretação no
contexto familiar.
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Referências Bibliográficas:
- Berenstein, I (2001) – El sujeto y El outro: de la ausência a la presencia.
Buenos Aires, Paidos.
- Bion, W (1962) – Learning from experience. London: W.Heimann.
- Cypel, L R C (1998) – A Transgressão: da aquisição da capacidade para
pensar à conquista do pensamento livre. Sua expressão no indivíduo,
família e instituição. Rev. Bras. Psicanal, 32(2)
- Ferro, A. (1995) – A técnica da psicanálise infantil. Rio de Janeiro: Imago.

Palavras – chaves : Psicodinâmica de Família / Casal, Teoria, Técnica.

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