Você está na página 1de 14

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA

NÚCLEO DE TECNOLOGIAS PARA EDUCAÇÃO - UEMAnet


CURSO DE FÍSICA LICENCIATURA
EXPERIMENTAÇÃO DE OPTICA

FRANCISCO CLEITON DE AGUIAR ALMEIDA

REFLEXÃO TOTAL E ÂNGULO LIMITE

COELHO NETO

2021
INTRODUÇÃO:

TEORIA:

Para estudarmos a reflexão total da luz temos de entender alguns


conceitos antes. Primeiro veremos o que é refração da luz “ é o fenômeno que
consiste na mudança de direção de propagação de um feixe de luz, pelo fato
de a velocidade de propagação ser alterada”(referencia )

Figura 1
A grandeza que permite fazer comparações em diferentes meios de
propagação da luz é chamada de índice de refração representado pela letra n,
por sua vez é definida por essa razão:

c
n=
v

Onde c é a velocidade da luz no vácuo igual a 300 000 Km/s, e v é a da


luz em qualquer lugar diferente do vácuo.

Inserir tabela

Com a mudança do ambiente os raios luminosos sofrem uma mudança


de trajetória como podemos ver na figura 1. Frisando que essa mudança só
acontece na interface que separa os dois ambientes.

Para prosseguirmos em nosso estudo, nesse primeiro momento iremos


tratar o ar como meio 1 e a água como meio 2. Quando lançamos um feixe de
luz na extremidade que separa o ar e a água podemos observar que uma parte
volta ao meio 1 e a outra parte passa para o meio 2, como podemos ver na
figura Figura 2 abaixo.
Para entendermos melhor como funciona os raios de incidência, raio
refletido e raio refratado. Foram criadas a primeira e segunda lei da refração.

A primeira lei da refração trata da observação dos raios refletido e


refratado. Buscava-se entender por meio de uma equação que relacionasse os
ângulos incidente e refratado, e a relação que teria o meio nesse processo.

Somente no século XVII quando o matemático holandês Willenbrord


Snellius chegou a uma expressão que relacionou o fenômeno da refração da
luz entre os meios, os ângulos de incidência e os de reflexão. E ficou
conhecida como a segunda lei da refração ou lei de Snell-Descartes. Ele
relacionou por meio de uma razão constante os senos de θ 1e θ 2, dependendo
da propagação da luz nos dois meios. A velocidade da luz é representada por
v 1 e v 2.

senθ 1 v 1
=
senθ 2 v 2

c
Podemos usar a definição de índice de refração para o meio 1 tem-se n 1= ,
v1
c
e para o meio 2 tem-se n 2= . Substituindo temos a seguinte expressão.
v2

c
senθ 1 n 1 senθ 1 c n 2 senθ 1 n 2
= → = ∙ → =
senθ 2 c senθ 2 n 1 c senθ 2 n 1
n2

Obtém-se a forma mais comum da segunda lei da refração rearranjando


a equação acima.

n 1 ∙ senθ 1=n 2 ∙ senθ 2

Quando o raio de luz incidente é perpendicular à superfície que separa


dois meios distintos não ocorre desvio do raio refratado, apenas altera em sua
velocidade.
Figura 3

Se n 1<n 2 , o raio refratado se aproxima da normal.

Figura 4

Se n 1>n 2 , o raio refratado se afasta da normal.


Figura 5

Quando os raios refratados passam de um meio para outro, ou seja, de


um meio mais refrigente para outro menos refrigente. Com os raios refratados
se afastando da reta normal (θ 1<θ 2 ¿ e sua intensidade diminuindo conforme o
ângulo de incidência vai aumentando. Nessa situação temos o ângulo limite
onde em seu ápice temos o ângulo refratado desaparecendo com a interface.

Figura 6

Para que esse raio refratado suma é necessário ele ultrapassar o


ângulo- limite chamado de L, onde esse raio é refletido paralelo a interface que
separa os dois meios.
Figura 7

Para calcular esse ângulo-limite L iremos usar a lei de Snell levando em


conta que θ 2 seja igual a 90° .

n2
sen L=
n1

Quando não há passagem de raios de luz de meio para o outro, ou seja


os rios refratados somem ocorre nesse momento reflexão total é “quando o
ângulo de incidência passa a ser de valor acima do anglo-limite”(referencia).
Quando o ângulo de incidência é maior que ângulo-limite L não há passagem
de raios de luz para o meio 2, podemos dizer da seguinte maneira θ 1> L .

Figura 8

3- PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS:
3.1- Materiais utilizados:

Será utilizada uma simulação computacional, PhET Colorado.

Método: 

 Acessando o simulador, PhET colorado vamos até a cessão


desejada que é desvio da luz (A), e selecionar a opção mais
ferramentas (B).
Figura 9

 Após abrirmos o a cessão mais ferramenta vamos ligar o lazer e


inserir o transferidor no meio da normal, inserir o medidor de
intensidade que vai ser usado no raio refratado e no raio refletor e
por fim marque a opção ângulos.
Figura 10

RESULTADOS:

1. Inserir no simulador as seguintes configurações: vidro (Glass) como


material do meio 1(superior) e o material do meio 2(inferior) é o Ar (Air).
Determine

Figura 11

Considerando o índice de refração do ar 1 e o índice de refração do


vidro 1,5.

n 1. senL=n 2. sen 90 ° →
1,5. senL=sen 1 →
1
senL= →
1,5
senL=0,66 → 41,9 °

Diminuindo o ângulo de incidência do raio para valores menores que o ângulo


crítico. Podemos ver que os raios incidente, refratado e o refletido aproximam-
se da reta normal.
d) O que acontece se você aumenta o ângulo de incidência do raio para
valores maiores que o ângulo crítico?

2. Inserir no simulador as seguintes configurações: água (Water) como material


do meio 1(superior) e o material do meio 2(inferior) é o Ar (Air). Determine:

Figura 12

Considerando o índice de refração da água 1 e o índice de refração do


ar 1,35.

n 1. senL=n 2. sen 90 ° →
1 ,3 5. senL=sen 1→
1
senL= →
1 ,3 5
senL=0,740 → 48 °

3. Inserir no simulador as seguintes configurações: Vidro (Glass) como material


do meio 1(superior) e o material do meio 2(inferior) é água (Water). Determine:
Figura 13

Considerando o índice de refração do vidro 1.5 e o índice de refração da


água 1,333.

n 1. senL=n 2. sen 90 ° →
1 ,5 senL=1 , 333 sen 1 →
1 ,333
senL= →
1 ,5
senL=0 , 888 → 62°
4. À medida que o ângulo de incidência se aproxima do ângulo crítico, o que
acontece com a intensidade do raio refratado?
Figura 14

Como podemos ver na figura 14 no primeiro momento A a intensidade


do raio refratado está em 97% quando o raio incidente está próximo a reta
normal, na medida em que ele vai se aproximando do ângulo-limite a sua
intensidade vai diminuindo como podemos ver na figura 14 no momento B a
sua intensidade está em 15 % em um processo decrescente quanto mais o raio
incidente aproxima-se do ângulo limite mais o raio refratado vai ficando fraco

5. À medida que o ângulo de incidência se aproxima do ângulo crítico, o que


acontece com a intensidade do raio refletido?

Figura 15

Observando a figura 15 percebemos quanto mais o ângulo de incidência


aproxima-se do ângulo critico mais o raio refletido vai ficado forte como
podemos ver no momento A com a intensidade fraca apenas em 2% e
conforme o ângulo vai afastando-se da reta normal o raio refletido vai ficando
mais forte como podemos ver no momento B com a porcentagem em 95%.

6. O experimento para visualizar a reflexão interna total pode ser realizado com
os seguintes materiais: copo de vidro, maizena (para mistura na água
facilitando a visualização do raio luminoso) e um laser. Faça o experimento e
comente o observado (vídeo com exemplos no material complementar).

Observado o experimento na pratica vemos que realmente acontece a


reflexão total dependendo da inclinação do lazer, levando em conta que o vidro
atrapalha um pouco a observação por ser refringente o que pode ter mudado
um pouco a rota do laser.

DISCUSSÃO
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Você também pode gostar