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Sumário

RESUMO............................................................................................................................................3
INTRODUÇÃO....................................................................................................................................4
1. Conceitos Fator de Potência......................................................................................................5
Conceitos Fator de Potência......................................................................................................6
Conceitos Fator de Potência......................................................................................................7
2. Carga puramente Resistiva....................................................................................................8
Carga puramente Indutiva.....................................................................................................9
Carga puramente Capacitiva................................................................................................10
3. Legislação................................................................................................................................11
4. Modelo Tarifário..................................................................................................................12
Modelo Tarifário..................................................................................................................13
5. Correção Fator de Potência.....................................................................................................14
5.a Métodos de Correção do Fator de Potência................................................................................
5.b Formas de Correção do Fator de Potência..............................................................................15
6. Benefícios resultantes da correção de Fator de Potência........................................................16
CONCLUSÃO....................................................................................................................................17
REFERÊNCIAS...................................................................................................................................18

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RESUMO

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INTRODUÇÃO

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1. Conceitos Fator de Potência.

O fator de potência (FP) de um sistema elétrico qualquer, que está operando em


corrente alternada (CA), é definido pela razão da potência real ou potência ativa
pela potência total ou potência aparente.

Ondas de tensão (V) e corrente (I) em fase. A carga possui característica resistiva
(se senoidal perfeita, FP=1). Ângulo de fase φ=0°.

Em circuitos de corrente alternada (CA) puramente resistivos, as ondas de tensão


e de corrente elétrica estão em fase, ou seja, mudando a sua polaridade no
mesmo instante em cada ciclo. Quando cargas reativas estão presentes, tais
como capacitores ou condensadores e indutores, o armazenamento de energia
nessas cargas resulta em uma diferença de fase entre as ondas de tensão e
corrente. Uma vez que essa energia armazenada retorna para a fonte e não
produz trabalho útil, um circuito com baixo fator de potência terá correntes
elétricas maiores para realizar o mesmo trabalho do que um circuito com alto fator
de potência.

O fluxo de potência em circuitos de corrente alternada tem três componentes:


potência ativa (P), medida em watts (W); potência aparente (S ou N), medida em
volt-ampères (VA); e potência reativa (Q), medida em var,(var), este grafado
sempre em letras minúsculas.

A potência ativa é a capacidade do circuito de produzir trabalho em um


determinado período de tempo.

A potência aparente devido aos elementos reativos da carga, a potência


aparente, que é o produto da tensão pela corrente do circuito, será igual ou maior
do que a potência ativa.

A potência reativa é a medida da energia armazenada que é devolvida para a


fonte durante cada ciclo de corrente alternada. É a energia que é utilizada para
produzir os campos elétrico e magnético necessários para o funcionamento de
certos tipos de cargas como, por exemplo, retificadores industriais e motores
elétricos.

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O fator de potência pode ser expresso como:

No caso de formas de onda perfeitamente senoidais, P, Q e S podem ser


representados por vetores que formam um triângulo retângulo, também conhecido
como triângulo de potências, sendo que:

Triângulo retângulo que representa a relação entre as potências aparente (S),


ativa (P) e reativa (Q).

Se φ é o ângulo de fase entre as de ondas de corrente e tensão, então o fator de


potência é igual a , e:

Por definição, o fator de potência é um número adimensional entre 0 e 1. Quando


o fator de potência é igual a zero (0), o fluxo de energia é inteiramente reativo, e a
energia armazenada é devolvida totalmente à fonte em cada ciclo. Quando o fator
de potência é 1, toda a energia fornecida pela fonte é consumida pela carga.
Normalmente o fator de potência é assinalado como atrasado ou adiantado para
identificar o sinal do ângulo de fase entre as ondas de corrente e tensão elétricas.

O fator de potência é determinado pelo tipo de carga ligada ao sistema elétrico,


que pode ser:

 Resistiva (ex:Ferros de passar roupa, lâmpadas incandescentes,chuveiros)


 Indutiva (ex:Motores, transformadores)
 Capacitiva (ex:Banco de capacitores, lâmpadas fluorescentes,
computadores).

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Onda de corrente (I) atrasada em relação à onda de tensão (V). A carga possui
característica indutiva. FP<1 (atrasado).

Onda de corrente (I) adiantada em relação à onda de tensão (V). A carga possui
característica capacitiva. FP<1 (adiantado).

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Cargas puramente Resistiva, Indutiva e Capacitiva.

2. Carga puramente Resistiva

Quando se liga em uma rede uma carga resistiva, a corrente que se circula por
essa carga também é alternada e acompanha exatamente a tensão aplicada.
Quando se é pico na tensão é pico na corrente e quando é vale na tensão é vale
na corrente. Quando isso ocorre diz-se que a tensão e a corrente estão em fase,
ou seja, sincronizadas. Logo a defasagem é de (0°), e cosseno de zero é 1. Toda
carga puramente resistiva possui Fator de Potência 1.

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Carga puramente Indutiva

Já uma carga indutiva, provoca um atraso da corrente. Ela faz com que, ao ser
ligado, a corrente comece a circular apenas quando se completa ¼ de ciclo, 90º,
da tensão. Isso ocorre devido a campos magnéticos criados pelos enrolamentos
de fios (bobinas) existentes nas cargas indutivas. Nesse caso o cosseno de 90º é
zero. Fator de potência é zero. Toda carga puramente indutiva possui Fator de
Potência zero.

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Carga puramente Capacitiva

Em contrapartida, uma carga capacitiva provoca um atraso na tensão. Ela faz


com que, ao ser ligado, a tensão só começa a aparecer apenas quando se
completa ¼ de ciclo, 90º, da corrente. Isso ocorre devido a campos elétricos
criados pelos capacitores existentes nessas cargas. Nesse caso o cosseno de 90º
é zero. Fator de potência é zero. Toda carga puramente capacitiva possui Fator
de Potência zero.

Porém isso só acontece quando a carga é puramente resistiva ou puramente


indutiva ou puramente capacitiva. Mas o mais comum é a mistura dessas cargas.
Uma carga pode ter características resistivas e indutivas ao mesmo tempo, assim
como resistivas e capacitivas, mas nunca indutiva e capacitiva. Nesse caso,
dependendo do grau dessas misturas, o ângulo da defasagem varia, podendo
atingir qualquer valor entre (0°) e 90º.

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3. Legislação.
No Brasil, a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL estabelece que o fator
de potência nas unidades consumidoras deve ser superior a 0,92 capacitivo
durante 6 horas da madrugada e 0,92 indutivo durante as outras 18 horas do dia.
Esse limite é determinado pelo Artigo nº 95 da Resolução ANEEL nº414 de 09 de
setembro de 2010, e quem descumpre está sujeito a uma espécie de multa que
leva em conta o fator de potência medido e a energia consumida ao longo de um
mês.
A mesma resolução estabelece que a exigência de medição do fator de potência
pelas concessionárias é obrigatória para unidades consumidoras de alta tensão
(supridas com mais de 1000 V) e facultativa para unidades consumidoras de
baixa tensão (abaixo de 1000 V, como residências em geral). A cobrança em
baixa tensão, na prática, raramente ocorre, pois o fator de potência deste tipo de
unidade consumidora geralmente está acima de 0,92. No Brasil, ainda não existe
legislação para regulamentar os limites das distorções harmônicas nas
instalações elétricas.

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4. Modelo Tarifário.

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5. Correção Fator de Potência.
A correção do Fator de Potência é uma orientação para termos uma correta
instalação, proporcionando maior qualidade e maior competitividade, para todos e
principalmente para as empresas.

5.a Métodos de correção do Fator de Potência.


A correção do Fator de Potência deve ser cuidadosamente analisada, obtendo
sempre critério e experiência para ser efetuado corretamente.
O Fator de Potência ideal tanto para os consumidores quanto para
concessionárias, é o valor unitário (1,0 ou 100%). Mas uma correção efetuada até
o valor (0,95 ou 95%) é considerada suficiente.

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5.b Formas de correção do Fator de Potência.
Correção passiva de fator de potência:
• Introduzir elementos passivos (resistores, capacitores,
indutores) para aumentar o fator de potência;
• Se o fator de potência da carga mudar, o circuito
compensador projetado ser tornará ineficiente;
• Circuitos passivos são robustos, mas são volumosos e
pesados.

Correção ativa de fator de potência:


• Introduzir elementos ativos (conversores) para aumentar
o fator de potência;
• Se o fator de potência da carga mudar, o circuito
compensador poderá se ajustar e continuar eficiente;
• Circuitos ativos são menos robustos, mas são mais leves
e menos volumosos.

Correção individual de Fator de Potência:


Na correção individual os capacitores são conectados diretamente aos terminais
das cargas individuais, sendo ligados simultaneamente.
Recomenda-se uma compensação individual para os casos onde haja grandes
cargas de utilização constante e longos períodos de operação.
Desta forma pode-se reduzir a bitola dos cabos de alimentação da carga.
Os capacitores geralmente podem ser conectados diretamente aos terminais das
cargas, sendo manobrado por meio de um único contator.

Correção para grupo de cargas do Fator de Potência:


Na compensação de um grupo de cargas, o sistema de compensação de reativos
estará relacionado a um grupo de cargas, que poderá ser composto, por ex., de
lâmpadas fluorescentes, que serão manobradas por meio de um contator ou de
disjuntor.

Correção centralizada das cargas do Fator de Potência:


Para a compensação centralizada são normalmente utilizados bancos de
capacitores ligados diretamente a um alimentador principal. Isto é particularmente
vantajoso quando a planta elétrica for constituída de diversas cargas com
diferentes potências e períodos de operação.
Vantagens:
• os bancos de capacitores, por estarem centralizados, podem ser
supervisionados mais facilmente
• ampliações futuras tornam-se mais simples
• a potência dos capacitores pode ser adaptada constantemente por aumento de
potência da planta elétrica
• considerando-se o fator de simultaneidade, geralmente a potência reativa
necessária é inferior à potência necessária para a compensação das cargas
individualmente.

Correção de fator de potência para motores assíncronos trifásicos:


A potência Qc de bancos de capacitores para motores assíncronos trifásicos não
poderá exceder 90% da potência reativa em vazio do motor, pois neste caso

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poderá ocorrer auto-excitação do motor no desligamento do mesmo, ocasionando
uma elevada sobretensão nos terminais do motor.

6. Benefícios resultantes da Correção de Fator de Potência


Além da redução do preço médio do KW/h consumido, a Correção Fator de
Potência traz os seguintes benefícios:
Libera certa parcela da capacidade em KVA dos transformadores;
Libera certa parcela da capacidade dos alimentadores e do sistema;
Reduz as perdas de energia das instalações e do sistema;
Reduz as quedas de tensão melhorando a nível da voltagem nas instalações.

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CONCLUSÃO

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REFERÊNCIAS

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