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MATERIAL DO CURSO
MANEJO DE GADO DE CORTE

APOSTILA
PRINCIPAIS SUPLEMENTOS MÚLTIPLOS E CONCENTRADOS
PARA GADO DE CORTE
PRINCIPAIS SUPLEMENTOS MÚLTIPLOS E CONCENTRADOS PARA
GADO DE CORTE

A produção de bovinos no Brasil é predominantemente baseada na utilização


de pasto, sendo esta a fonte mais econômica de nutrientes para os ruminantes
tropicais. Contudo, variações quantitativas e qualitativas de forragens ao longo
dos anos comprometem os índices produtivos, afetando na produção por
animal e por área. Nos períodos de seca, há uma diminuição nos nutrientes
das plantas, principalmente de proteínas e minerais com o avanço do processo
de maturação das pastagens. Já nos períodos das águas, embora as
pastagens não sejam consideradas deficientes em proteínas, os ganhos de
peso obtidos nestas condições estão aquém do observado sob condições de
suplementação. Desta forma a curva de crescimento animal fica comprometida,
aumentando a idade ao abate e ao primeiro parto. Diante disso, se faz
importante avaliar a utilização dos suplementos múltiplos e concentrados, já
que para um ganho de peso satisfatório temos que ajustar as deficiências das
pastagens e intensificar nosso sistema de produção.

IMPORTÂNCIA DA SUPLEMENTAÇÃO PROTEICA

A suplementação proteica de animais em pastejo é uma ferramenta que nos


permite corrigir dietas desbalanceadas, melhorando o ganho de peso vivo, a
conversão alimentar, e por consequência diminuir os ciclos produtivos da
pecuária de corte.

A habilidade de se alterar a composição corporal dos animais mantidos a pasto


depende da obtenção de alta relação energia/proteína, em relação aos
nutrientes absorvidos. O simples aumento dos teores proteicos do material
INGERIDO NÃO É UMA GARANTIA DE MAIOR SUPRIMENTO INTESTINAL
DE PROTEÍNA POR unidade de matéria seca ingerida, ou maior quantidade de
proteína absorvida. Tal eficiência no aproveitamento da fração proteica,
depende da disponibilidade de energia para os microrganismos ruminais
utilizarem a amônia oriunda da proteína degradada. Sempre que os teores
proteicos das gramíneas estivem abaixo do valor mínimo de 7% de PB, se
torna um fator limitante para atividade dos microrganismos do rúmen, para
animais em mantença, a digestibilidade de forragem fica comprometida.

Neste contexto, o fornecimento de suplementos proteicos/energéticos/mineral


ampliaria a disponibilidade de proteína metabolizável aumentando a relação
proteína: energia absorvida, propiciando consequentemente melhorias no
desempenho animal.
PRINCIPAIS SUPLEMENTOS: MÚLTIPLOS/CONCENTRADOS/PROTEINADO

O desempenho dos bovinos é função de fatores genéticos, nutricionais,


sanitários, manejo e suas interações. O uso de maiores quantidades de
alimentos concentrados para bovinos de corte e inevitável, uma vez que o
melhoramento genético dos animais e acompanhado ao aumento das
exigências nutricionais. Nos últimos anos houve um grande aumento na
utilização de concentrados nas dietas e desta forma, na pecuária moderna os
planos nutricionais para o gado de corte a pasto são cada vez mais baseados
em fontes suplementares, como as misturas múltiplas, concentrados,
proteinados/energéticos, buscando sempre o melhor ajuste das exigências
nutricionais e maior desempenho.

Os alimentos concentrados têm por características apresentarem altos valores


proteicos e energéticos nas suas composições e são eles:

PROTEICOS:

 Farelo de soja (48 a 50% de PB e 82% de NDT).


 Farelo de algodão (38 a 41% de PB e 66 a 75% de NDT).
 UREIA (45% de N, PB tem 16% de N, logo, o equivalente de ureia é
281% Cada kg de ureia equivale a 2,81 kg de PB.
 Outros: Farelo de amendoim, cevada, glúten de milho, etc.

ENERGÉTICOS:

 Milho
 Sorgo
 Milheto
 Polpa cítrica
 Farelo de trigo
 Farelo de mandioca, entre outros.
 75 a 92% de NDT (%MS) e < 12% de PB

Podemos falar então, que esses alimentos/nutrientes juntamente com os


minerais essenciais compõem a suplementação mistura múltipla, também
chamadas de proteinado.
O uso de maiores quantidades de alimentos desse tipo para bovinos de corte e
inevitável, uma vez que a utilização melhora o desempenho produtivo dos
animais, aumenta o consumo, auxilia na digestibilidade da dieta basal (pasto),
acelera a taxa de passagem dos componentes indigestíveis pelo trato
gastrintestinal e principalmente quando bem trabalhado, o retorno e as
margens de lucro podem ser significativas. O uso estratégico de suplementos,
nas diversas fases do sistema (cria, recria e engorda) e épocas do ano, de ser
alvo tanto dos produtos quanto dos técnicos, visando sempre aumentar a taxa
de desfrute do rebanho e os lucros.
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