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INQUÉRITO POLICIAL – ART.

4º e ss do CPP – conjunto de diligência de autoria


- O inquérito policial só informa, apurando as causas; é mera peça informativa.

Polícia Administrativa
• Policia Aduaneira visa restringir ou limitar, administrativamente o direito
• Polícia Rodoviária do cidadão

Polícia de Segurança (prevenção)


• Polícia Militar – encarregada de medidas preventivas, protegendo a ordem
pública. Seu exercício independe de qualquer ordem (inquérito militar
competência da policia militar)

Polícia Judiciária
• Polícia federal (inquérito competência da Polícia Federal)
a) apurar crimes contra a segurança nacional – lei 7.170/83
b) apurar crimes contra bens, serviços ou interesses da União ou entidades
autárquicas e empresas públicas
c) apurar crimes com repercussão interestadual ou internacional e que exijam
repressão uniforme – Lei 10.446/02
d) prevenir o tráfico de drogas, contrabando e descaminho
e) exercer polícia marítima , aeroportuária e portuária e em áreas de fronteira
f) exercer com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União

• Polícia Civil – apuração de infrações penais


• Objetivo – a prova de materialidade é o indício de autoria,
• Finalidade – apuração da infração penal

Conceito – conjunto de diligências realizadas pela polícia judiciária para apuração de


uma infração penal e de sua autoria, a fim de que o titular da ação penal possa ingressar
em juízo

Destinatários imediatos – MP e ofendido

Mediatos - Juiz

Objetivo
• A prova da materialidade delitiva
• Indícios de autoria

Finalidade
• Instruir a ação penal

Natureza jurídica
• Procedimento de índole administrativa
CARACTERÍSTICAS

Escrito podendo também ser datilografado ou digitado.

Sigiloso - Sumula Vinculante 14 – Sigilo que não se estende ao juiz e ao Ministério


Público. Conforme sumula vinculante o advogado tem acesso ao que já está feito; se o
advogado for impedido de ter conhecimento, ele pode entrar com mandado de
segurança.

Oficialidade – deve ser presidida por um oficial do estado.

Indisponibilidade – a autoridade que inicia o inquérito não pode terminar o inquérito.

Inquisitivo – porque é presidido por um único delegado.

Exceção (Lei 6.815/80, art. 70) – Estatuto do Estrangeiro: art. 70 - Compete ao


Ministério da Justiça, de ofício ou acolhendo de inquérito para a expulsão do
estrangeiro.
Neste caso o inquérito é presidido pela Polícia Federal, a requerimento do
Ministro da Justiça para a expulsão de estrangeiro, sendo obrigatório o contraditório.

Dispensabilidade – Art. 12 do CPP – O inquérito policial acompanhará a denuncia ou


queixa, sempre que servir de base a uma ou outra.
Embora seja possível que a denuncia seja oferecida sem o inquérito policial.

STF “não é essencial ao oferecimento da denúncia a instauração do IP, desde que a peça
acusatória esteja sustentada por documentos suficientes à caracterização da
materialidade do crime e de indícios suficientes da autoria”.
Hipóteses:
• Sindicância
• Processos administrativos
• Inquéritos militares
• Inquéritos parlamentares
• Incidentes processuais (falsidade de documento)

COMPETÊNCIA – É atribuída ao delegado de polícia de carreira. Art. 144 § 1º e § 2º


C.F/88.

Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é


exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio,
através dos seguintes órgãos:

§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela
União e estruturado em carreira, destina-se a:(Redação dada pela Emenda Constitucional nº
19, de 1998)

§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e


estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias
federais.(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
O ato praticado por uma autoridade incompetente não gera nulidade no inquérito
e nem possibilita relaxamento de prisão em flagrante, não contamina a ação penal; os
vícios ocorridos no inquérito não geram nulidade.

Critério territorial – onde se consumou o delito.


AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE – é competente para flagrar o auto a
autoridade do local onde efetuou a prisão. Devendo os atos conseqüentes ser praticados
pela autoridade do lugar onde se consumou o crime.

Critério material – razão de matéria = crime especializado em razão da matéria.

INQUÉRITOS EXTRA POLICIAIS

Inquérito Policial Militar – presidido pela própria policia militar, diz respeito a crimes
que envolvam militares.

Inquérito Civil – Lei 7.347/85 e arts. 8ºe 9º e 129, III da CF


• Interesses transindividuais ou metaindividuais
• Instaurado, presidido, arquivado pelo promotor de Justiça (Ministério Público).
• Visa apurar, a colher elementos para propositura da Ação Civil Pública.
• Ação Civil Pública envolve: crime contra o Meio Ambiente, contra o patrimônio
(histórico, paisagismo), contra a criança, adolescente e idoso, etc.

Comissão parlamentar de Inquérito – C.P.I. são criados pelo Senado ou pela Câmara em
conjunto ou separadamente.
• Decreta prisão em flagrante
• Pode decretar a quebra do sigilo bancário e fiscal
• Investiga fato certo por prazo determinado
• Necessita de 1/3 de parlamentares
• Tem poder instrutório de juiz
• Terminada a CPI é feito um relatório que é encaminhado para o MP

Termo Circunstanciado (Lei 9.099/95) – crime de menor potencial ( que não possui
grande relevância) , o delegado faz relatório bastante sucinto e encaminha a justiça; este
crime normalmente não tem pena.

INÍCIO DO INQUÉRITO POLICIAL DIA: 30/04/2010.

NOS CRIMES DE AÇÃO PENAL PRIVADA NOS CRIMES DE AÇÃO PENAL PÚBLICA
1. Requerimento – ofendido 1. Portaria – delegado de polícia
- representante legal
2. Requisição – juiz
2. Auto de Prisão em Flagrante – para ser lavrado - MP
deverá ser expressamente autorizado pela vítima.
Art. 100 C.P. - A ação penal é pública, salvo quando 3. Requerimento – ofendido
a lei expressamente a declara privativa do ofendido. - representante legal
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
4. Auto de Prisão em Flagrante
• Na ação penal privada - somente por meio de requerimento do ofendido ou
expressamente de seu representante legal, pois é privativa a vítima.
• Na ação penal pública condicionada - está condicionada a representação do
seu ofendido ou de seu representante legal, condicionada a requisição do
Ministro da Justiça, pois são crimes praticados por estrangeiros contra
brasileiros, crimes contra honra praticados contra chefes de governo estrangeiro
e presidente da república.
• O inquérito pode ter inicio por requerimento do Ministério Público ou pelo juiz
(podendo ser por ofício) ou requisição do Ministério da Justiça, a representação
é pelo ofendido.
Exemplo: se o juiz perceber em documentos uma falsidade ele pode de ofício
requerer o inicio do inquérito policial ao delegado ou ao MP.
• Na ação pública incondicionada – independe da vontade da vítima, ocorre por
portaria pela autoridade policial (sendo de oficio), pode ser por meio de
requisição do juiz ou do Ministério Público, e por requerimento pelo ofendido,
ou seu representante legal ou qualquer do povo.

DESENVOLVIMENTO – Art. 6º do CPP - A autoridade policial deve sempre dirigir-


se ao local onde ocorrer a prática da infração penal.

Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá:

I - dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das
coisas, até a chegada dos peritos criminais; (Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994)
(Vide Lei nº 5.970, de 1973)

II - apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos
criminais; (Redação dada pela Lei nº 8.862, de 28.3.1994)

III - colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas
circunstâncias;

IV - ouvir o ofendido;

V - ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no Capítulo III do
Título Vll, deste Livro, devendo o respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihe
tenham ouvido a leitura;

VI - proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações;

VII - determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer
outras perícias; (exame de corpo de delito, quando houver vestígios).

VIII - ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, se possível, e fazer


juntar aos autos sua folha de antecedentes; (identificação civil por meio de documentos,
identificação criminal por meio de fotografias e datiloscópica).

OBS: O indiciado civilmente não terá identificação criminal, salvo se: os documentos estiverem
rasurados, não estiverem legíveis, estiver rasgado, conter indícios de falsidade, o documento
for insuficiente para identificar o indiciado, quando o indiciado portar documento infantil.

• A Lei 12.037/2009 revogou a Lei 10.054, quando a identificação criminal for essencial
às investigações policiais, poderá ser realizado segundo despacho do juiz podendo
decidir de ofício ou mediante requerimento de autoridade policial, da defesa ou do MP.
Independente do delito.

IX - averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e


social, sua condição econômica, sua atitude e estado de ânimo antes e depois do crime e
durante ele, e quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu
temperamento e caráter. Esta previdência é muito importante para que o juiz possa definir a
pena diferenciada.

Diligências
• Preservação do local do crime
• Apreensão de objetos
• Colheita de provas
• Busca e apreensão – no local do crime
– em domicílio no período noturno
durante o dia
• A busca e apreensão é feita no local do crime ou pode ser feita no domicilio
(durante o dia com mandado judicial, e a noite em caso de desastre para prestar
socorro ou flagrante delito e com o consentimento do morador). A noite não é
necessário mandado, de dia somente com mandado.
• A busca pessoal pode ocorrer quando a busca for domiciliar e também das armas
e objetos, pois ocorre em caso de flagrante ou quando o envolvido está em sua
posse armas, objetos ou drogas ligadas ao inquérito.

• Acareações - o STF admite o reconhecimento por fotografia. Também pode ocorrer


por carta precatória.
• Reconhecimento de pessoas e coisas
• Exame de corpo de delito
• Reprodução simulada dos fatos reconstituição do crime
• Ouvida do ofendido e de testemunhas
• Ouvida do indiciado
• Identificação do indiciado  hipóteses

 Lei 12.037/2009, art. 3º, IV – a identificação


criminal for essencial às investigações policiais, segundo despacho da
autoridade judiciária competente, que decidirá de ofício ou mediante
representação da autoridade policial, do Ministério Público ou da defesa;

• Folha de antecedentes

• INDICIAMENTO - é uma comunicação ao indiciado que sobre ele convergem


as investigações. O Art. 21 C.P, foi revogado tacitamente, pois ofende os
princípios constitucionais, não sendo admitido que o réu fique incomunicável.
• Identificação
• Qualificação
• Tomada de informações da vida pregressa
• Interrogatório
• Inclusão do nome do indiciado em cadastro próprio da Polícia Judiciária
CONCLUSÃO – Art. 10 do CPP. O inquérito deverá terminar no prazo de 10
dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso
preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se
executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto,
mediante fiança ou sem ela.

§ 1o A autoridade fará minucioso relatório do que tiver sido apurado e


enviará autos ao juiz competente.

§ 2o No relatório poderá a autoridade indicar testemunhas que não


tiverem sido inquiridas, mencionando o lugar onde possam ser encontradas.

§ 3o Quando o fato for de difícil elucidação, e o indiciado estiver solto, a


autoridade poderá requerer ao juiz a devolução dos autos, para ulteriores
diligências, que serão realizadas no prazo marcado pelo juiz.

• Concluída as investigações, a autoridade policial fará um relatório


minucioso. A autoridade policial não pode apresentar vício nesta ação, o
despacho tem que ser fundamentado, a autoridade policial tem que
relatar como chegou a tal classificação; não podendo emitir nenhum
juízo de valor. Sendo o destinatário do inquérito o Ministério Público.

FORMA – o auto de prisão em flagrante tem que ser homologado pólo juiz.

PRAZO – o prazo para conclusão do inquérito será de dez dias, se o indiciado


estiver preso, e trinta dias se o indiciado estiver solto.
• 10 dias – indiciado preso
• 30 dias – indiciado solto

MODALIDADES PRESO SOLTO


CPP 10 dias 30 dias
Justiça Federal – Lei 5.010/06 15 dias + 15 30 dias
Tráfico – Lei 11.343/06 30 dias + 30 90 dias + 90
Economia Popular – Lei 1.521/51 10 dias 10 dias
IP Militar 20 dias 40 dias

PRISÃO TEMPORÁRIA
• Quando ocorrer a prisão a autoridade policial deve comunicar
imediatamente a autoridade judicial, em Joinville foi acordado que esta
comunicação será entregue toda manhã (em média às sete horas), mas
se o advogado estiver ciente deverá ser realizado no ato.
• Prazo de 05 dias, prorrogáveis por + 05
• Crime hediondo – 30 dias, prorrogável por + 30 – imperiosa
necessidade.

Prazo para conclusão – art. 798 do CPP – prazo processual

Art. 798. Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e


peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou dia feriado.
§ 1o Não se computará no prazo o dia do começo, incluindo-se, porém, o
do vencimento.

§ 2o A terminação dos prazos será certificada nos autos pelo escrivão;


será, porém, considerado findo o prazo, ainda que omitida aquela formalidade,
se feita a prova do dia em que começou a correr.

§ 3o O prazo que terminar em domingo ou dia feriado considerar-se-á


prorrogado até o dia útil imediato.

§ 4o Não correrão os prazos, se houver impedimento do juiz, força maior,


ou obstáculo judicial oposto pela parte contrária.

§ 5o Salvo os casos expressos, os prazos correrão:

a) da intimação;

b) da audiência ou sessão em que for proferida a decisão, se a ela estiver


presente a parte;

c) do dia em que a parte manifestar nos autos ciência inequívoca da


sentença ou despacho.

Para Tourinho Filho se solto prazo processual


se preso prazo penal (visa assegurar o mínimo tempo de
prisão)

DESTINATÁRIO DO IP MP

PROVIDÊNCIAS DO MP
• Requerer que os autos aguardem em cartório – prazo decadencial
aguarda a manifestação da parte em caso da ação penal condicionada,
pois o MP só vai dar inicio a ação penal com a representação ou
requisição do ministro da Justiça.

• Pedido de arquivamento deferimento arquivo

Indeferimento Art. 28

• Pedido de novas diligências deferimento retorno dos autos à origem

indeferimento correição parcial

• Oferecimento de denúncia rejeita (art. 395)


Recebe inicia-se a ação penal

Art. 395. A denúncia ou queixa será rejeitada quando: (Redação dada pela Lei
nº 11.719, de 2008).

I - for manifestamente inepta; (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).

II - faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação


penal; ou (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).

III - faltar justa causa para o exercício da ação penal. (Incluído pela Lei nº
11.719, de 2008).

ARQUIVAMENTO DO INQUÉRITO

Art. 28. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia,


requerer o arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de
informação, o juiz, no caso de considerar improcedentes as razões invocadas,
fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este
oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para
oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o
juiz obrigado a atender.

MP propõe Juiz discorda Art. 28 Procurador Geral


o arquivamento

oferecer a denuncia
Juiz concorda

Designar outro
Promotor para
Arquivado oferecer a denúncia
Se o Procurador Geral mandar arquivar, o juiz deverá aceitar.

- cabe ao Juiz a requerimento do MP


- a decisão é irrecorrível – arquivado o IP a ação penal não pode ser iniciada sem novas
provas – Súmula 524 do STF. Só poderão ser desarquivado se produzidas novas provas.

- Há EXCEÇÕES crime contra e economia popular – cabe recurso especial.

jogo do bicho – cabe recurso em sentido estrito.

VALOR PROBANTE - do inquérito policial é relativo, pois é mera pesa de


informação.
Tem valor probante, embora relativo

Confissão extrajudicial – se confirmada por outros elementos – pode servir de


convicção ao Juiz
TRANCAMENTO – quando houver
- Via Habeas Corpus tipicidade – a decisão é definitiva.
(quem entra é o indícios de autoria – neste caso podem ser reaberto,
acusado ) punibilidade ao fato e do agente – quando houver.

OBS: A decisão do inquérito policial proferida por Habeas Corpus determina o


trancamento, é que definitivo quando não houver a tipicidade, quando houver
extinguido a punibilidade, quando houver indicio de autoria com novas provas,
e as mesmas conseguirem chegar à autoria, o inquérito poderá ser aberto.
OBS: Outra consideração importante acerca do inquérito policial é sobre a
investigação a cargo do MP parte da doutrina admite e outra parte não. O STF
posicionou-se sobre a impossibilidade de investigação dentro do MP; o STJ
com a súmula 234 se posicionou no sentido do que a participação do MP na
fase investigativa criminal não acarreta no seu entendimento; esta posição não
é pacífica.

AÇÃO PENAL - é o direito público subjetivo de pedir ao Estado-Juiz a


aplicação do Direito Penal, em face daquele que praticou um fato infringente da
norma penal.

CARACTERÍSTICAS da ação penal


a) direito autônomo – independe do direito material.
b) direito abstrato – não depende do resultado final, não importa se a
sentença será condenatória ou absolutória, o final do processo
independe do resultado.
c) direito subjetivo – porque é praticada por um sujeito.
d) direito público – porque os órgãos encarregados da percepção penal são
públicos, oficiais.
ESPÉCIES

incondicionada

Pública
à rep. do ofentido/rep legal

condicionada
AÇÃO PENAL à requisição do Ministro
da Justiça

Privada
• Pública – em regra o MP é o titular.
• Privada – é a exceção.

CONDIÇÕES
a) Possibilidade jurídica do pedido – o pedido deve ser possível. Ex. o MP
não pode pedir pena de morte, pois não consta em nosso Código Penal.
b) Interesse de agir – deve haver necessidade, utilidade, adequação,
utilizando-se do meio adequado para requerer provimento útil.
- Necessidade, ex: quando tiver extinguido a punibilidade não há
necessidade.
- Utilidade – se tiver ocorrido a presunção.
- Adequação – deve estar adequada aos modos pré escritos, ex:
denuncia que não tiver a qualificação, narração dos fatos.
c) Legitimidade

AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA

Titularidade – MP

Princípios da Ação penal Pública.


a) Obrigatoriedade – o MP esta obrigado a propor a ação, não fica a seu
critério.
b) Indisponibilidade – não pode o MP dispor da ação, ele não pode desistir da
ação.
c) Oficialidade – os órgãos são públicos e oficiais.
d) Autoriedade – é uma conseqüência do Principio da Oficialidade, porque os
atos são praticados pelas autoridades, por órgãos públicos.
e) Oficiosidade – a autoridade deve agir de ofício.
f) Indivisibilidade – o MP não pode escolher dentre os acusados que ele vai
propor a ação, deverá propor contra todos os envolvidos. Contudo este
Principio é visto como o Princípio da Divisibilidade, pois pode-se aditar a
denuncia, ou seja, oferece denuncia a todos, mas a doutrina admite que o
MP pode oferecer a denuncia contra um e depois contra outros.

• Ação Penal Privada – não há o Princípio da Indisponibilidade porque o


ofendido pode dispor, pois é iniciativa da vítima.

AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA – apresenta condição que seria


mediante representação do ofendido ou requisição do Ministério Público.

Conceito – ação exercida pelo MP, mas só mediante representação do


ofendido ou requisição do Ministro da Justiça.

Titularidade – é do MP tanto a incondicionada como a condicionada.

Condição de procedibilidade

CONDICIONADA À REPRESENTAÇÃO

titularidade
princípios
Titularidade 18 anos
denúncia (ofendido/rep
Legal) 18 anos
prazo
natureza doente mental
jurídica
Idem, sem rep.
Forma representação
morte (art. 31,
CPP

destinatário pessoa jurídica


pode ser destinada para o juiz, prazo
o MP ou as autoridade policial. (Súmula 594, STF)

admite retratação? Permite retratação

Crimes cuja ação depende de representação:


• Crime de lesão corporal leve (art. 129, caput, c/c o art. 88 da lei
9.099/95)
• Crime de lesão corporal culposa (art. 129, § 6º, c/c 88 da Lei
9.099/95)
• Perigo de contágio venéreo (art. 130, § 2º)
• Crime contra a honra de func. público em razão de sua função (art.
141, II, c/c o art. 145, parágrafo único)
• Ameaça (art. 147, parágrafo único)
• Violação de correspondência (art. 151, § 4º)
• Correspondência comercial (art. 152, parágrafo único)
• Furto de coisa comum (art. 156, § 1º)
• Tomar refeição em restaurante, alojar-se ou utilizar-se de transporte
sem ter recursos para pagamento (art. 176, parágrafo único)
• Corrupção de preposto e violação de segredo de fábrica ou negócio
(art. 196, § 1º, X a XII, c/c o § 2º)
• Os delitos definidos nos Capítulos I e II do Título VI do CP “dos
crimes contra a dignidade sexual)

CONDICIONADA À REQUISIÇÃO
titularidade - MP

princípios

denúncia

prazo
Natureza jurídica titularidade - M. da Justiça

Forma requisição prazo enquanto não houver extinguido a punibilidade

admite retratação? Não admite

Destinatário
É o procurador Geral

Hipóteses:
• Crime cometido por estrangeiro contra brasileiro, fora do Brasil (art. 7º, §
3º, b, CP)
• Crime contra a honra cometidos contra chefe de governo estrangeiro
(art. 141, I, c/c o parágrafo único do art. 145)
• Crime contra a honra praticados contra o presidente da República (art.
141, I, c/c o art. 145, parágrafo único)

AÇÃO PENAL PRIVADA é aquela em que o estado, o qual é o titular


exclusivo do direito de punir transfere a legitimidade para propositura da ação
penal à vitima ou a seu representante legal.

Princípios – oportunidade ou conveniência; a vítima tem a faculdade de propor


a ação de acordo com a sua conveniência. A autoridade policial se deparando
com o flagrante de crime de ação privada, o autor só poderá ser preso
mediante autorização expressa da vítima.
Titularidade – o ofendido, ou seu representante legal.

Queixa

Prazo – decadencial de seis meses, contados a partir do


conhecimento da autoria.

Espécies
-- TIPOS
- Propriamente dita – é aquela onde o autor é a vítima ou seu representante
legal.
- Personalíssima – somente a vítima pode oferecer a queixa, nem mesmo seu
representante. Art. 236 CP (prazo de 6 meses contados do transito em julgado
da sentença no civil que anulou o casamento).
- Subsidiária da pública – quando decorrido o prazo o MP não oferece a
denuncia, pode a vítima oferecer a queixa, art. 29 CPP .

-- PRINCÍPIOS
- Disponibilidade – o ofendido pode desistir da ação, podendo fazer isto até o
trânsito em julgado.
- Indivisibilidade – a vítima não pode escolher dentre os agentes as pessoas
que praticam o crime, qual vai ser oferecido a denuncia, ela oferece contra
todos ou contra nenhum.

Hipóteses:
• Calúnia, difamação e injúria (arts. 138, 139, e 140, caput), salvo as
restrições do art. 145
• Alteração de limites, usurpação de águas e esbulho possessório,
quando não houver violência e a propriedade for privada (art. 161, § 1º,
I e II)
• Dano, mesmo quando cometido por motivo egoístico ou com prejuízo
considerável para a vítima (art. 163, caput, parágrafo único, IV)
• Introdução ou abandono de animais em propriedade alheia (art. 164 c/c
o art. 167)
• Fraude à execução (art. 179 e parágrafo único)
• Violação de direito autoral, usurpação de nome ou pseudônimo alheio,
salvo quando praticados em prejuízo de entidades de direito (arts. 184 a
186)
• Violação de privilégio de invenção (art. 187)
• Usurpação ou indevida exploração de modelo ou desenho privilegiado
(art. 189)
• Violação de direito de marca de indústria ou de comércio (art. 192)
• Concorrência desleal, propaganda desleal, desvio de clientela, falsa
indicação de procedência de produto, uso indevido de termos
retificativos, arbitrária aposição do próprio nome em mercadorias de
outro produtor, uso indevido de nome comercial ou título de
estabelecimento, falsa atribuição de distinção ou recompensa e
fraudulenta utilização de recipiente ou invólucro de outro produtor (art.
196, caput e § 1º, Ia IX, c/c o § 2º do mesmo artigo)
• Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento para fins
matrimoniais (art. 236 e seu parágrafo)
• Exercício arbitrário das próprias razões, desde que praticado sem
violência (art. 345, parágrafo único)