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UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

ELISANGELA APARECIDA MORETTI


EMILY CRISTINA LIZARDO MARTINS
ISABELLA RADIS TIRADO
PATRICIA
RAÍSSA MONIQUE ANTONIO

DIREITO DA INOVAÇÃO
Políticas Públicas de Inovação de Israel

CAMPINAS
2021
ELISANGELA APARECIDA MORETTI
EMILY CRISTINA LIZARDO MARTINS
ISABELLA RADIS TIRADO
PATRICIA
RAÍSSA MONIQUE ANTONIO

DIREITO DA INOVAÇÃO
Políticas de Inovação de Israel

Trabalho apresentado no curso de Direito da


Inovação, correspondente a nota da primeira prova
intermediaria do 6º semestre, do curso de Direito da
Universidade Presbiteriana Mackenzie – campus
Campinas, avaliado pelo Prof essor Marcelo
Chiavassa de Mello Paula Lima.

CAMPINAS
2021
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO
2. DADOS DE ISRAEL
2.1. BREVE CONTEXTO HISTÓRICO
2.2. INFRAESTRUTURA
2.3. ECONOMIA
3. INOVAÇÃO EM ISRAEL
4. POLÍTICAS PÚBLICAS
4.1. CONTEXTUALIZAÇÃO
4.2. FINANCIAMENTOS PÚBLICOS
4.3. O RETORNO SOCIAL
4.4. ATORES
5. INICIATIVA PRIVADA
5.1. CONTEXTUALIZAÇÃO
5.2. MEIO ACADEMICO
5.3. POLOS DE COMPETITIVIDADE
5.4. PARQUES DE INOVAÇÃO
5.5. ATORES
6. ARTIFICIOS PARA IMPULSIONAR A INOVAÇÃO
6.1. CONTEXTUALIZAÇÃO
6.2. CULTURA
6.3. EDUCAÇÃO
6.4. EXÉRCITO
6.5. DEMAIS PRINCIPIOS
7. PANDEMIA
7.1. CHEGADA DA PANDEMIA EM ISRAEL
7.2. COMO O GOVERNO DE ISRAEL REGEU A SITUAÇÃO
8. CONCLUSÃO
9. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
1. INTRODUÇÃO
Este trabalho tem como objetivo dissertar sobre as políticas públicas de
inovação em Israel nos últimos 50 anos, analisando criteriosamente seu
desenvolvimento, bem como, todos os esforços que foram empregados para que o
país chegasse ao patamar atual. A trajetória econômica de um país deriva muito de
sua própria história e a de seu povo. O conceito introdutório de políticas públicas é
explicitado como medidas tomadas pelo governo a fim de garantir os direitos e a
assistência da população, possibilitando assim que a população tenha uma boa
qualidade de vida e oportunidades de crescimento.
Inovação pode ser definida como uma novidade que gera valor agregado em
algum aspecto, desde pequenas melhorias em algo já existente ou criações que
rompem por completo com o padrão existente, de maneira a evidenciar algo inédito
com relação a produtos ou a funcionalidades (SILVA et al., 2018).
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)
estima que a inovação é o principal fator para o crescimento econômico nos países
desenvolvidos, que apresentam alto nível de desenvolvimento econômico e social.
Esse fator permite maior competitividade, rápida adaptação às mudanças sociais e
garante um padrão de vida mais elevado nesses países.
Será realizado um paralelo das políticas públicas de inovação aos métodos e
estratégias adotados por Israel de forma a alavancar não somente a qualidade de
vida, mas também o desenvolvimento, a tecnologia, a educação e a economia do país.
Por fim, será feita uma análise entre as políticas públicas empregadas, vinculando-se
este fato com o crescimento da inovação do país, havendo ilustração em gráfico sobre
o constante crescimento industrial. É de suma importância social, econômica e
acadêmica compreender a aplicação de políticas inovadoras em um projeto estrutural
de tamanho sucesso como tem sido em Israel.
Identificar as causas e as consequências das diferentes medidas econômicas
e políticas de inovação, permite identificar as estratégias que elevaram Israel de um
país destruído pelo pós-guerra a uma potência de reconhecimento mundial na esfera
de inovações.
Nesse contexto, a inovação tem ganhado papel de destaque nas políticas
públicas, pois com frequência é uma característica associada ao sucesso; em regra,
empresas inovadoras atingem crescimento maior ou são mais bem-sucedidas do que
as que não inovam; e empresas com participação no mercado e lucros crescentes são
as que mais inovam (TIDD; BESSANT, 2015).

2. DADOS DE ISAREL

2.1. BREVE CONTEXTO HISTÓRICO


Israel, denominado oficialmente como Estado de Israel, é um país que dispõe
da sua independência desde 13 de maio de 1948, localizado no Oriente Médio,
centralizado em uma das regiões onde o conflito é contínuo, por questões religiosas
e políticas entre os habitantes por fazer fronteira com o Egito, a Jordânia, a Síria e
o Líbano.
Em um breve contexto histórico, logo após Israel conquistar sua independência,
em menos de um dia o povo israelita lutou a conhecida como “Guerra da
Independência”, mesmo na época considerados pouco preparados em questão de
armamento e um país recém-formado, ainda sim a Defesa de Israel (IDF) conseguiu
expulsar os invasores. Com o ocorrido, em 1949, para tentar melhorar as relações
internacionais, a Organização das Nações Unidas (ONU) tentou com que cada um
dos países que invadiram Israel entrasse em negociação entre eles, este plano deu
certo com exceção do Iraque, que se recusou com tal acordo com Israel.

2.2. INFRAESTRUTURA
Israel é considerado um país de um alto desenvolvimento, tem como um de
seus principais pontos as comunicações, energia, transporte, saúde e educação. O
desenvolvimento tecnológico e econômico do país é considerado um dos mais
modernos, considerando que Israel começou sua história em 1948, possui centros de
pesquisa e desenvolvimento, com finalidade de criar aplicativos e maneiras de facilitar
o trabalho humano, como por exemplo, na parte tecnológica podemos citar
o israelense Uri Levine, criador do Waze, aplicativo de transito orientado como GPS,
assim como inovaram os trabalhos agrícolas, como é o caso da irrigação por
gotejamento, desenvolvida em 1965 em Israel, visto que a agricultura era feita em
partes desérticas.
2.3. ECONOMIA
A economia de Israel, após a independência do país passou por um processo
de desenvolvimento em várias áreas, contudo, mesmo com um crescimento
relativamente rápido, houve dificuldades para tal evolução. Após 1948, Israel passou a ter
uma visão ótica do desenvolvimento, atingindo entre 1950 e 1964 a taxa média de crescimento
do produto nacional (PNB) de aproximadamente 11% ao ano. Com a evolução de Israel em
menos de 20 anos, passaram a ter objetivos fundamentais de cunho econômico e político,
que fizeram toda diferença para o crescimento do país.
Em 1949 até final da década de 60, ocorreu uma elevada taxa no crescimento
econômico no país, com o auxílio de instituições criadas para este fim, permitindo a imigração
e fazendo questão dela para o aumento da taxa, que se deu de um conjunto dos naturalizados
e imigrantes em Israel, ganhando neste período em questões como a pressão inflacionaria e
redução do déficit do balanço dos pagamentos. O crescimento do país foi tão rápido, que de
fato, em 1971, ao completar um pouco mais de 20 anos, a população de Israel chega em três
milhões de habitantes.
Contudo, o desenvolvimento do país não parou em instituições e imigração, não foi
apenas baseada nisto, Israel passou a ter um forte desenvolvimento em parque industrial e
agrícola, trazendo um novo ramo de lucro e aumento na economia. Contudo, a nível
internacional, começou a ser inserido a integração com a economia mundial com a
significativa relação de exportação durante os anos, sendo um país rico em pedrarias, mas
com outros ramos de serviços, como agricultura, minerais, metais, produtos químicos,
veículos, maquinário, eletrônicos, principalmente para a América do Norte, Europa e Asia,
desde 1995 até 2019.

Fonte: The Observatory of Economic Complexity - OEC

Considerando os produtos que Israel exportava, é possível observar seu crescimento


econômico e mundial, quando entramos nos anos 2000, com base nos dados do The
Observatory of Economic Complexity - OEC o maior produto continua sendo diamantes, com
29,6%, porém quando comparado com as décadas anteriores analisamos que é o maior, mas
não o único, muitos produtos como telefones por exemplo estão crescendo no país, tendo os
Estados Unidos como o local de maior exportação com 38,3%.
Por fim, é relevante a comparação do começo dos anos 2000 com 2019, os diamantes
passaram a ter apenas 9,15% de exportação, fazendo com que os demais produtos tivessem
espaço na economia de Israel, assim como na área da tecnologia em que telefones
diminuíram, mas os circuitos integrados eletrônicos aumentaram de 2,81% para 3,58%, se
fazendo mais exportado que os telefones nos anos 2000.

3. INOVAÇÃO
Israel é um país, de fato, novo em aspectos como o de desenvolvimento,
tecnologia, economia. Com 73 anos de história é possível notar que na questão de
inovação está acima de vários países, como é o caso do Start Up Ranking, no qual
ocupa a 10ª posição dentre vários países analisados, ou seja, é um país de economia
e desenvolvimento avançado, considerado seu tempo de independência.
Como já foi abordado, a inovação de Israel começou desde o começo, com
uma visão de desenvolvimento do país na tecnologia e economia, com isto, investem
em cunha de pesquisa cientifica e tecnológica, sem contar na informativa inserida nas
escolas. Após este breve contexto no que já foi abordado, é possível analisar de fato
a inovação no Estado de Israel e como uma das referências em alta tecnologia.
As Startups, que são empresas iniciantes buscando explorar as inovações do
mercado de trabalho, o termo foi criado em 1990 para separar as empresas e ideias
novas e inovadoras das empresas já criadas e desenvolvidas, em Israel tem uma
grande relevância no país tendo em vista o ramo da denominada Agtech, na qual diz
respeito as inovações de técnicas agrícolas, para melhorar o cuidado com plantas,
animais e microrganismos, assim como na área de Foodtech, abordando a inovação
em avanços alimentícios, visando a saúde dos consumidores e habitantes.
Portanto, Israel não incentiva apenas a tecnologia no ramo de eletrônicos,
sendo forte em inovações agrícolas e alimentares, mesmo que o país esteja
crescendo em questão de desenvolvimento atualmente, sua inovação está acima de
muitos países considerando sua idade. Quando pensamos na trajetória do país em
questão da inovação tecnológica, e analisamos as décadas anteriores, a conclusão
desde 1948 é de que cresce a cada década de uma maneira extraordinária, com forte
incentivo, publico e privado, como veremos seu processo posteriormente.

4. POLÍTICAS PÚBLICAS (PATRICIA)

4.1. CONTEXTUALIZAÇÃO
A inovação tem um importante papel no desenvolvimento da economia e da
competitividade no mercado mundial. Através da implantação de uma política de
inovação é possível realizar a interface entre investigação, política de
desenvolvimento tecnológico e política industrial. O Manual de Oslo afirma que: “Uma
inovação é a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou
significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou
um novo método organizacional nas práticas de negócios, na organização do local de
trabalho ou nas relações externas” (OCDE, 2005, p. 55). Assim, a inovação pode ser
dividida em quatro tipos: inovações de produto, inovações de processo, inovações
organizacionais e inovações de marketing. A inovação, em geral, está ligada com a
criação de um novo objeto ou forma de realizar algo ou às mudanças significativas de
um objeto ou forma de realizar algo já existente.
A evolução tecnológica que vem ocorrendo nas últimas décadas permitiu que
os fenômenos do capitalismo e da globalização se estabelecesse e se consolidarem
ao redor do mundo. A facilidade de circulação de mercadorias, pessoas e tecnologias
entre diferentes territórios de forma dinâmica e acelerada faz com que a capacidade
dos Estados em proporcionar um contexto institucional organizacional favorável ao
conhecimento e à inovação um fator essencial para fomentar sua economia e o
desenvolvimento do país. (GAMA; FERNANDES, 2013).
Se durante a primeira revolução industrial os recursos mais importantes para o
desenvolvimento eram as matérias-primas, as fontes de energia e a localização, na
atual economia mundial é o conhecimento e o domínio de competências técnicas
(“expertise”) que muitas vezes se tornam recursos decisivos para o desenvolvimento
industrial, principalmente considerando o destaque que as empresas digitais têm na
economia global (GAMA;FERNANDES, 2013).
Desta maneira, o Estado tem um importante papel em criar e apoiar políticas
públicas e instituições, como universidades e centros de pesquisa, que promovam o
desenvolvimento e que consigam arcar com o longo período de tempo e os altos riscos
de falha que estão ligados a procura por inovação, como também promover o encontro
entre estas tecnologias e o setor privado, procurando, assim, garantir sua
independência tecnológica e fortalecimento econômico. Com apenas 8,5 milhões de
habitantes, Israel é considerado o país mais inovador do mundo. A nação apresenta
mais empresas listadas na NASDAQ do que qualquer outro país, excetuando-se
Estados Unidos e China, possui o maior nível de investimento em pesquisa e
desenvolvimento (P&D) em relação ao PIB e o maior número de cientistas,
engenheiros, patentes médicas e profissionais em tecnologia em termos per capita.
Além disso, Israel possui o maior número de startups per capita, e o maior mercado
mundial de venture capital (VC) em relação ao PIB, superando até os Estados Unidos.
Tal performance, avassaladora, suscita imediatamente a pergunta: o que torna
Israel, com um território de tamanho equivalente ao do estado de Sergipe, de
vegetação predominantemente desértica, sem fontes de água suficientes para a sua
população e envolvido em contínuos conflitos territoriais com vizinhos, tão inovador?
A resposta certamente passa pelas próprias dificuldades enfrentadas pelo país,
associadas a massivos investimentos em pesquisa e inovação. Israel se tornou líder
mundial nas tecnologias de dessalinização e hoje 60% da água potável do País vem
do Mar Mediterrâneo, a partir de uma tecnologia disruptiva para isso e exportada para
mais de 40 países, entre eles os Estados Unidos. O estado judeu tem como prioridade
os investimentos no setor de defesa (é o país que mais aplica na área como proporção
do PIB, 4,7%) e desenvolveu significativas tecnologias militares, muitas das quais
acabaram sendo adaptadas para finalidades civis, o que o torna líder em segurança
cibernética, veículos autônomos, agricultura e saúde digitais.
Em Israel, todos os jovens aos 18 anos devem servir nas Forças Armadas. Os
homens passam ao menos três anos à disposição do Exército, Marinha e Aeronáutica,
as mulheres pelo menos dois. As mentes mais brilhantes são pinçadas para as áreas
estratégicas A principal delas é a Unidade 8200, que cuida da inteligência e
cibersegurança. Ali, os jovens recebem treinamento de elite e adquirem experiência
na utilização e no desenvolvimento de tecnologias. É o que leva muitos especialistas
em desenvolvimento de C&T considerar a Unidade 8200 como a maior máquina de
criar startups do mundo. A estimativa é de que mais de mil empresas tenham sido
criadas só por ex-integrantes dessa unidade. A lista inclui nomes de atuação global
como Waze, Wix, Check Point (inventora do firewall) e a Mirabilis (criadora o ICQ).
O rigor do serviço militar associado a ensino superior extensivo e de qualidade
(Israel é o 2º país com maior percentual de adultos com formação universitária)
acabam gerando uma avalanche de recursos humanos altamente qualificado ao
mercado de trabalho, o que atrai a atenção de gigantes da tecnologia mundial como
HP, Intel, IBM, Cisco, Huawei e Microsoft. Cerca de 300 multinacionais mantêm no
país centros de P&D, o que as torna responsáveis por mais da metade dos
investimentos em pesquisa e desenvolvimento em Israel. Em nenhum outro país do
mundo empresas estrangeiras investem tanto em P&D em relação ao tamanho da
economia.
Outro segredo israelense é a boa cooperação entre instituições de pesquisa
públicas e empresas. O país é apontado como o terceiro no mundo neste quesito de
acordo com os dados do Global Innovation Index 2018. Os escritórios de transferência
de tecnologia (TTOs na sigla em inglês) são referência mundial no assunto e provêm
uma importante ponte para conectar projetos early-stage de pesquisadores com
investidores e com possíveis parceiros do setor empresarial. Os TTOs israelenses são
considerados mais ágeis nesta tarefa do que suas contrapartes no mundo. E o motivo
para isso é que, enquanto na maior parte dos países os TTOs são públicos e geridos
por professores universitários, em Israel, eles são privados, geridos principalmente
por profissionais do mercado financeiro—e possuem fins lucrativos.
O modelo israelense coleciona políticas públicas bem-sucedidas. É o caso do
Yozma Program, estabelecido em 1993, e que é considerado um dos principais
responsáveis pelo desenvolvimento do segmento de venture capital no país. Como
resultado direto do programa, o mercado de VC israelense passou de um volume de
US$ 58 milhões em 1991 para US$ 3,3 bilh ões em 2000. Além disso, o país possui
programas que visam desenvolver novas empresas, a exemplo do Technological
Incubators, Early Stage Funds, Innovation Labs (TNUFA). Estas ações, organizadas
de maneira perene e contínua e sem cortes orçamentários, garantem os incentivos
necessários para a elevação dos investimentos privados.

4.2. FINANCIAMENTOS PÚBLICOS


VAI FAZER?

4.3. O RETORNO SOCIAL


VAI FAZER?
4.4. ATORES
VAI FAZER?

5. INICIATIVA PRIVADA

5.1. CONTEXTUALIZAÇÃO
A iniciativa privada em Israel começa a atuar de maneira efetiva após a
independência do país, mas, importa ressaltar que todo o processo de independência
do país foi cercado de instabilidade geopolítica. Assim, os primeiros resquícios de uma
possível movimentação industrial começam a partir do momento em que Israel abre
as suas fronteiras e ampara todo o povo judeu, garantindo a eles a possibilidade de
cidadania no país e apoiando a máxima de reunir os exilados.
O cenário israelense era composto por alguns fatores que não eram tão
favoráveis para uma futura iniciativa privada, pois, como foi dito anteriormente a
situação política no país era algo muito instável, além da escassez de recursos
hídricos e do território ser considerado pequeno em comparação com outros países.
Porém, apesar disso o desenvolvimento econômico de Israel obteve grandes avanços.
O início dos anos 90 foram marcados pelo subdesenvolvimento dos mercados
capitais que sofriam com a precariedade das empresas de tecnologias que ainda não
tinham fontes de financiamentos estáveis, assim, o auxílio governamental nesse
período não conseguia suprir a necessidade das indústrias. Portanto, o
desenvolvimento das indústrias no âmbito da inovação não se sustentava apenas com
o investimento nacional, ou seja, nesse período foram necessárias outras formas de
financiamentos para as empresas.

5.2. INICIATIVAS PRIVADAS DA POLÍTICA DE INOVAÇÃO


O Fundo Yozma desenvolvido nos anos 1990 foi uma forma de restaurar e
intensificar a participação governamental em conjunto com a inciativa privada com a
intenção de atrair investimentos para Israel e desenvolver o setor de venture capital
no país A opção de “ buy out” criada pelo fundo possibilitou a aceitação do mercado
ao projeto, sendo essa opção extremamente atrativa para a esfera privada, assim, até
meados de 1997 o programa conseguiu arrecadar em torno de 200 milhões de
dólares, sendo investido em 200 startups.
A iniciativa do governo em instalar esse fundo veio através da necessidade de
empregar os milhares de imigrantes que chegaram ao país, ou seja, o fundo Yozma
foi uma forma também de estimular a criação de startups no país, suprindo assim a
necessidade de empregos no local e investir no setor de alta tecnologia. Logo, a
expansão do grupo desenvolveu relacionamentos com instituições acadêmicas e
assim tiveram acesso as incubadoras tecnológicas e as outras empresas.

Figura 01: Características do Programa Yozma

No decorrer do tempo o Grupo foi privatizado, ou seja, a iniciativa privada agora


era o grupo maioritário do empreendimento e o governo era responsável somente por
uma parta minoritária, pois, se entendeu que após os resultados do Grupo a iniciativa
privada já era autossuficiente. Sendo assim, um dos fundos do Grupo existe até o
momento e são compostos pelos CEOs de empresas de tecnologia e os fundos que
foram privatizados e comprados durante esse período hoje administram o patrimônio
de 3 bilhões de dólares.
Dessa forma, no final dos anos 90 as indústrias começaram a ter um papel de
grande relevância no país, assim, o setor privado começou a liderar de maneira efetiva
aquilo que o governo alavancou inicialmente, como por exemplo, o Grupo Yazma que
no início do projeto tinha 50% de investimento governamental e com o protagonismo
da iniciativa privada esse investimento foi para 0% nos anos 2000.
O Programa Inbal, foi a primeira iniciativa voltada somente para o venture
capital, ou seja, o empreendimento era voltado para criar o capital de risco e n egociar
eles na Bolsa de Valores, mas, o projeto foi encerrado pouco tempo depois da sua
criação e isso ocorreu por falta de profissionais experientes no venture capital que
conseguissem gerenciar os seus respectivos fundos.

Figura 02: Dif erenças entre os programas Inbal e Yozma

5.3. VENTURE CAPITAL E STARTUPS


O venture capital foi algo que possibilitou expressivamente o crescimento do
PIB em Israel, sendo em 2002 70% do capital de risco investido por estrangeiros que
tinha perspectiva de que Israel era um país de perfil investidor e assim proporcionando
um aporte financeiro. A maioria das startups do país foram criadas a partir do capital
de risco e alta tecnologia se fez presente na maioria das startups. Assim, o setor de
tecnologia de acordo com o Ministério da Industria de Israel representava 37% do
setor trabalhista em 1965 e aumento gradualmente a cada década, chegando em 70%
em 2006. O P&D em Israel e composto por 5% do PIB do país, ou seja, existe um
grande investimento na área tecnológica e assim consequentemente o seu P&D, ou
seja, o Processo de Pesquisa e Desenvolvimento que é um dos elementos mais
importantes para alavancar o processo de inovação é um dos mais altos do mundo.

Figura 03: Gasto dos países com P&D

Os setores de inovação através dos investimentos do venture capital


conseguiram se desenvolver ao ponto de algumas empresas não precisarem serem
vendidas e conseguirem se estabelecer no país e serem uma forma de
desenvolvimento econômico no local. Dessa forma, o investimento e a procura para
se estabelecer e criar um negócio em Israel começou a gradativamente aumentar,
sendo as startups de Israel uma das bem mais sucedidas do mercado mundial com
um vasto portifólio em inovação, sendo assim, um dos fatores que auxiliou ao sucesso
da inovação do país foi a cultura empreendedora dos israelenses e entender sobre os
riscos dos empreendimentos e aceitar os fracassos. Além disso, as startups contam
com o apoio governamental de 4,2% do PIB do país sendo investido em inovação. E
em 1991 o governo com a intenção de apoiar a inovação estabeleceu que a cada dólar
investido nas empresas na esfera de alta tecnologia que estavam presentes no
programa de incubação o governo investiria a mesma quantidade na startup, porém,
se o empreendimento fosse bem-sucedido e conseguisse gerar um percentual de
lucro razoável, o Governo teria apenas o retorno do capital investido mais em juros.
5.4. MEIO ACADEMICO

5.5. POLOS DE COMPETITIVIDADE

5.6. PARQUES DE INOVAÇÃO

5.7. ATORES

6. ARTIFICIOS DAS INTITUIÇÕES PARA IMPULSIONAR A INOVAÇÃO

6.1. CONTEXTUALIZAÇÃO
Israel tem apenas 72 anos de existência, 9 milhões de habitantes em uma área
territorial menor que o estado de Sergipe, sendo 60% da sua área ocupada por um
deserto e, pensando na condição histórica, o país se encontra com uma gama de
sérias problemáticas, como conflitos militares, alta escassez de recursos naturais
(água e petróleo) e um mercado interno limitado. Mas apesar de todas essas
condições, ele é considerado a ‘’ Nação das Startups ‘’, com um PIB superior a US$
400 bilhões, o que confere esse reconhecimento ao país em sua maioria são as
inúmeras tecnologias produzidas e espalhadas em todo o mundo, para melhor
compreensão, no que diz respeito à inovação, Israel se encontra em 3° lugar no
ranking mundial em patentes concedidas. Os artifícios para impulsionar a inovação se
dão pelo forte investimento na combinação de quatro pilares: cultura, educação,
exército e alguns princípios.

6.2. CULTURA
A cultura é carregada pela mentalidade israelense, conhecida mais por
mindset, é a base de todos os demais fatores para impulsionar a inovação. Eles desde
crianças já são empreendedores, considerando são ensinados pela família,
professores e governo a serem cidadãos sinceros expondo aquilo que pensam sem
se preocupar em ferir o outro e migrando para o mundo dos negócios vemos uma
grande vantagem, os feedbacks sempre estarão visando não o profissional, mas um
retorno eficiente e eficaz ao trabalho. Também são ensinados a amarem o seu país e
com isso cria-se um grande senso de comunidade, fazendo com que sempre
cooperem e se dediquem por excelentes resultados pensando em um bem maior, e a
última coisa que é introduzida às crianças é a forma intensa de ser e realizar tudo o
que se dispõe a fazer.
O gráfico abaixo apresenta as diversas características de negociação
dos países existentes, assim podemos ver como a cultura do feedback influência de
maneira positiva.

Erin Meyer in “Getting to Sí, Ja, Oui, Ha and Da” – 2015

Assim é possível perceber que não se tem uma preocupação em evitar conflitos
com a outra pessoa que está recebendo o feedback caso ele não seja positivo, e sim
uma preocupação em ser honestos e sinceros quanto ao que acha a respeito do
trabalho.

6.3. EDUCAÇÃO
O pilar da educação é em grande parte responsabilidade do Estado, que
investe cerca de 5% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento, e é considerado o
país com maior porcentagem do PIB destinada a isso, se comparamos ao Brasil o
investimento é somente 1,2%. Ela tem como objetivo forte relevância no
conhecimento, na pátria, com incentivo em educação cientificam e na tecnologia, e
por fim, com forte orientação em valores humanos, considerando a parte religiosa do
país, não existe nenhuma exclusão, independentemente de ser judeu, árabe ou
imigrante, todos dispõem do direito a educação. A acessibilidade faz com que as casa
que possuem computadores portáteis, cerca de 60% a 70%, o país tenta fazer com
que o processo de aprendizagem vá além da escola, acarretando, na visão de Israel,
maior velocidade do conhecimento.
O financiamento à educação começa desde muito cedo, para que exista um
ponto sólido de partida, “A educação em Israel é pública e abrangente. Focamos muito
no que se aprende e com quem se aprende. O quanto se está disposto a aprender
também é importante. Para nós, esse é o futuro da educação e isso tem nos mostrado
e provado para esse mundo de incerteza, como iremos nos preparar”, aponta a
empreendedora em série e influencer israelense, Inbal Arieli. O estímulo maior do
governo é para cursos alinhados à necessidade do país. Por isso, boa parte da teoria
e pesquisa é voltada à demanda da tecnologia, e como consequência o avanço
tecnológico é grandioso. O resultado desse investimento feito na educação do país é
46% da população com formação universitária, um dos maiores índices do mundo.

6.4. EXÉRCITO
As forças armadas israelenses possuem conscrição, ou seja, o serviço militar
é obrigatório para todos os cidadãos, homens e mulheres, físicos e mentalmente aptos
após completarem 18 anos. Os homens servem por um período de três anos e
terminando o serviço obrigatório, são destinados a uma unidade de reserva, na qual
são incumbidos de servir por mais algum tempo, normalmente 30 a 60 dias no ano,
podendo ser estendido se houver necessidade, se desejar o cidadão pode seguir a
carreira militar. No caso das mulheres, após o recrutamento elas serviram o exército
por um período inicial de dois anos e quando esse período acabar elas servem apenas
uma vez ao ano até seus 24 anos, enquanto os homens vão até os 40.
No exército acontece o primeiro contato com tecnologia de ponta e incentivo do
Governo Israelense aos jovens para uma cultura empreendedora. As Forças Armadas
possuem um excelente orçamento para desenvolver tecnologia, que também ajudam
a facilitar a vida dos cidadãos para superarem as dificuldades do cotidiano e esse
orçamento se estende também para as técnicas de combate, tudo em prol da
segurança nacional, além do dinheiro contam com um exército formado por pessoas
de qualidade, especialmente os Times de Elite. Seguindo nesse pensamento, é
importante se ater à ideia de que na cultura deles servir ao exército, mesmo que seja
obrigatório, significa um ato de honra e coragem, além de um enorme investimento
em si mesmo e consequentemente aberturas de portas para o próprio futuro. Ao final
de todo esse serviço e ensinamentos que lhes são concedidos, é comum que os
cidadãos saiam e abram suas próprias businesses aumentando o número de startups,
somando a experiência somada ao exército juntamente com a capacitação adquirida
na graduação, como é o caso da fundação do Wix, plataforma para criação e edição
de sites, avaliada hoje em US$ 6 bilhões.

6.5. DEMAIS PRINCIPIOS


Os demais princípios que norteiam a ‘’Nação das Startups’’ tem a mesma
importância que os três primeiros e precisam ser trabalhados simultaneamente para
que se obtenha bons resultados.
A começar pelo princípio estabelecido pelo governo israelense onde, não se
pode ter medo de investir, porque o fracasso faz parte do sucesso. As falhas são vistas
como parte do processo de desenvolvimento, para se ter noção Israel investe em mais
de 70 empresas de risco.
Outro princípio estabelecido, e último, é o Ecossistema de Inovação, esse
conceito traz a ideia de um investimento governamental nas empresas que são de
Israel e nas empresas que vão para o país e pretende se manter nele, com todos os
setores sempre colaborando entre si e por meio de fundos, é oferecido uma verba de
até 50% do valor necessário para acelerar um empreendimento. “Por exemplo, a
Academia – toda Universidade Israelense possui um Centro de Inovação, centro de
P&D para um campo específico, ou um acelerador para ajudar os alunos com novas
ideias a desenvolvê-las da maneira mais eficiente possível. Há ainda uma colaboração
direta com programas governamentais e/ou empresas privadas.”, cita Taly Segal a
Cônsul para Assuntos Econômicos do Israel Trade & Investment.
Para melhor entendimento e conclusão da ideia apresentada sobre a inovação
em Israel, é possível ilustrar com base na figura, conforme abaixo.

Fonte: XXXXXX (EMILY)

7. PANDEMIA

7.1. CHEGADA DA PANDEMIA EM ISRAEL


A primeira onda da pandemia do COVID19 chegou em Israel em meio a um
governo de gestão, já que nenhuma nova coalizão governamental havia sido formada
desde a dissolução do governo em dezembro de Netanyahu continuou a agir como
primeiro-ministro, e foi acusado de adotar poderes adicionais no esforço de monitorar
e conter a propagação do vírus. Um governo de unidade nacional foi empossado em
17 de maio de 2020. Durante a segunda onda, movimentos como as "Bandeiras
Negras" e as reuniões em frente à residência de Netanyahu protestaram contra a
resposta de seu governo ao vírus. Durante a terceira onda, em 22 de dezembro de
2020, o governo de unidade nacional entrou em colapso, desencadeando uma quarta
eleição em dois anos.
E em meio ao caos político, o primeiro caso em Israel foi confirmado foi em 21
de fevereiro de 2020, quando uma cidadã testou positivo para COVID-19, após ter o
retorno da quarentena no navio Diamond Princess no Japão.

7.2. COMO O GOVERNO DE ISRAEL REGEU A SITUAÇÃO


O governo reagiu rápido e adotou as medias de recomendadas no
enfrentamento para conter a o contágio do vírus, com a finalidade de evitar o alto nível
de contaminação da população da Covid-19.

1- RESTRIÇÕES DE ENTRADA E VIAGEM


Em 26 de janeiro de 2020, Israel já advertiu contra viagens não essenciais
à China, depois em 30 de janeiro, suspendeu todos os voos da China, e em 17 de
fevereiro, estendeu a proibição para in cluir chegadas da Tailândia, Honguecongue,
Macau e Cingapura. As restrições foram ficando mais enérgicas e em 22 de fevereiro,
um vôo de Seul, Coreia do Sul, pousou no aeroporto israelense e apenas somente
cidadãos israelenses desembarcassem do avião, e todos os cidadãos não-israelenses
a bordo retornaram à sua origem, Coréia do Sul. Mais tarde, Israel proibiu a entrada
de não-residentes ou não-cidadãos de Israel que estavam na Coréia do Sul durante
os 14 dias anteriores a sua chegada a Israel. A mesma medida foi aplicada aos que
chegavam do Japão a partir de 23 de fevereiro e em 26 de fevereiro, Israel emitiu um
aviso de viagem para a Itália, e instou ao cancelamento de todas as viagens ao
exterior. Em virtude das mutações do vírus da Covid-19 pelo mundo, o governo de
Israel decidiu proceder ao fechamento hermético do aeroporto internacional do país,
Aeroporto Internacional Ben-Gurion, entre 26 e 31 de janeiro de 2020.

2- A QUARENTENA
Com a confirmação do primeiro caso Israel instituiu como regra, 14 dias de
isolamento doméstico para qualquer pessoa que tivesse estado na Coréia do Sul ou
no Japão. Vários turistas testaram positivo após visitar Israel, incluindo membros de
um grupo da Coréia do Sul duas pessoas da Romênia um grupo
de peregrinos gregos e uma mulher do Estado americano de Nova York. 200
estudantes israelenses foram colocados em quarentena após serem expostos a um
grupo de turistas religiosos da Coréia do Sul. Mais 1.400 israelenses foram colocados
em quarentena depois de terem viajado para o exterior. Também foi instituído 14 dias
de isolamento domiciliar para qualquer pessoa que tivesse visitado a coreia do sul ou
Japão, além de da proibição para não-residentes e não-cidadãos que estiveram na
Coréia do Sul durante 14 dias antes de sua chegada.
No dia 9 março, o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu declarou uma
quarentena obrigatória para todas as pessoas que entrassem em Israel, exigindo que
todos ficassem em quarentena por 14 dias ao entrar no país. A ordem entrou em vigor
imediatamente para todos os israelenses que retornassem e seria aplicada a partir de
13 de março para todos os cidadãos estrangeiros, que deveriam comprovar que
providenciaram acomodação durante o período de quarentena. Ainda durante
a páscoa, Israel declarou quarentena obrigatório para conter a propagação do novo
coronavírus.

Assim depois de um período de relaxamento das medidas restritivas, Israel


entra para a segunda da quarentena obrigatória em 18 de setembro, cujo relaxamento
se deu em 16 de outubro. No entanto, devido ao aumento de casos em 24 de
dezembro, o governo de Israel anuncia a terceira quarentena obrigatória, com vigor a
partir de 27 de dezembro de 2020.

3- Distanciamento social
Segundo Nexo Jornal, O país adotou políticas estritas de isolamento e
distanciamento social. Entre março e abril de 2020, apenas serviços essenciais
puderam funcionar e os israelenses podiam circular em um raio de apenas 100 metros
ao redor de suas casas e em setembro, uma na segunda quarentena similar foi
instituída, porém aumentando o raio de circulação para 1 km ao redor da residência
dos cidadãos.

4- Cabines especiais para votação


Em meio a uma crise política sem precedentes Israel, não poderia adiar o
processo eleitoral, assim em 2 de março de 2020, foram realizadas as eleições
legislativas israelenses. Para atender aos protocolos de segurança, foram instaladas
cabines especiais de votação, isoladas para todos os cidadãos israelenses que
cumpriram a quarentena e que eram elegíveis para votar.

5- Paralisação do Sistema Judiciário


O Ministro da Justiça Amir Ohana expandiu anunciou a paralisação das
atividades não urgentes em 15 de março para todos os tribunais seriam, assim o
julgamento por corrupção do Primeiro-Ministro Netanyahu que seira dia17 de março
ficou para 24 de maio. O Movimento pelo Governo de qualidade em Israel exortou o
Procurador-Geral a manter o novo regulamento.

6- Site Multilíngue com informações


Com a finalidade de orientar a não apenas os israelenses mas também os
estrangeiros, o governo criou um site multilíngüe com informações e instruções sobre
a pandemia, entre os idiomas: inglês, hebraico, árabe, russo, amárico, francês,
espanhol, ucraniano, romeno, tailandês, chinês, tigrínio, hindi, filipino.

O governo também criou um painel de controle onde as estatísticas diárias


podem ser vistas.

7- O Plano de vacinação Israelense


De acordo com especialistas em saúde pública ouvidos pelo jornal The New
York Times em 1º de janeiro, o sucesso de Israel na vacinação se deve a uma
conjunção de Fatores. O principal deles é a unidade na ação do governo federal, que
desde o início da pandemia tomou decisões claras e diretas de isolamento e
distanciamento social como forma de retardar as contaminações. Ao mesmo tempo,
foi tecendo negociações para o momento em que a vacina chegasse. Em novembro
de 2020, o governo de Israel fechou uma parceria com a Pfizer para a compra de 8
milhões de doses da vacina, assim que os resultados dos testes do imunizante foram
concluídos. A celeridade nas negociações contribuiu para que as doses começassem
a ser administradas rapidamente.

Junto das ações de isolamento e distanciamento, Israel fez uma ampla


campanha de conscientização durante a pandemia, tanto para alertar sobre os perigos
do vírus, como para incentivar a vacinação quando esta estivesse disponível. Também
contribuiu o fato de que, em Israel, é obrigatório a todo cidadão ter um dos quatro
planos de saúde estatais disponíveis no país, cujos valores são revertidos para a
manutenção do sistema público universal, considerado um dos melhores do mundo
desde 2014.
A vacinação em Israel teve início no dia 19 de dezembro de 2020, priorizando
profissionais da saúde, idosos e pessoas com comorbidades que as colocam em
grupos de risco. Cerca de 150 mil indivíduos desses grupos estão sendo imunizados
diariamente no país desde então. As ações do governo de direita de Netanyahu estão
sendo aplaudidas até mesmo pela oposição local. “Não podemos culpá-lo por todos
os problemas de Israel – críticas acertadas, na maioria das vezes – e então ignorar
sua contribuição quando algo funciona”, afirmou o colunista político Gideon Levy, do
jornal de esquerda Haaretz, em 27 de dezembro.

8- Inovação no combate a Pandemia


Além das medidas adotados por praticamente todos os países e como um país
reconhecido por seus investimentos em saúde e inovação, Israel se destacou no
combate e controle da pandemia.

Não é segredo que o mundo olha para Israel em busca de soluções inovadoras
e em tais circunstâncias não é diferente. Com isso em mente, separamos algumas
das contribuições de Israel e tecnologias incríveis que estão sendo utilizadas no
combate ao novo coronavirus.

Na área de telemedicina a Binah.ai atua no monitoramento de sinais vitais com


base em reconhecimento de imagem, sem contato.

Já a MyHomeDoc permite que os pacientes realizem exames primários


remotamente.

Na mesma linha a TytoCare fornece um kit de exame portátil e um aplicativo


que permite que os consumidores realizem exames médicos guiados com um
profissional de saúde remotamente.

Na linha de primeiros socorros e equipamentos a ArgamanTech e


a Sonovia fabricam tecidos e máscaras que matam vírus em contato.

A empresa Carbyne, originalmente atuante do setor de Segurança, cria um


ecossistema de comunicações para agências de segurança pública e centro de
operações que permite monitorar quarentenas e fazer uma pré-triagem à distância de
pacientes.
A inovadora Soapy desenvolveu um sabão antiviral Estações de micro-higiene
conectadas à Internet das Coisas que fornecem uma dose precisa de água e sabão.

Para o controle da disseminação a BATM desenvolveu Testes rápido para


Covid-19. Enquanto para o tratamento o CoughSync é um dispositivo desenvolvido
para facilitar significativamente o tratamento de vítimas de coronavírus que sofrem de
pneumonia e reduzir o risco de contágio para prestadores de serviços de saúde.

9- Prevenção com Inovação


Em 7 de fevereiro de 2021, as 7 horas da manhã (horário de Jerusalém), a
terceira quarentena foi encerrada. Em 21 de fevereiro, de 2021, o governo iniciou o
programa denominado "Passaporte Verde", em que detentores de certificado de
imunizados (10 dias após a segunda dose da vacina ou recuperados que possuem
anticorpos) poderão ingressar em eventos esportivos e culturais.

Em virtude das eleições nacionais, a Suprema Corte de Israel decidiu por abolir
o limite de quantidade de israelenses que podem entrar em Israel por dia.

Para combatê-los, os pesquisadores israelenses estão utilizando os números


obtidos através de testes ao seu favor com uma ferramenta de inteligência artificial
para determinar onde os próximos focos de infecção devem ocorrer. O algoritmo
funciona assim: primeiro os moradores locais relatam suas condições de saúde e o
que estão sentindo no momento, como dor de cabeça, febre e dificuldade de respirar.
Esses sintomas são classificados e separados por local pela inteligência artificial que
os utiliza para prever onde novos surtos poderão acontecer, o que permite realizar
projetos de prevenção.

8. CONCLUSÃO

9. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

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