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EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL E SEU USO NA

ÁREA DA SAÚDE EM TEMPOS DE PANDEMIA

Franciele Cristine de Souza


Onélia Aparecida Santiago
Rita Kroth
William Charles Degering

Tutor Externo: Patrícia Frares

INTRODUÇÃO

Os riscos no ambiente de trabalho estão presentes em diversos locais e tipos de


profissões. Os perigos à segurança no trabalho são aqueles que incidem sobre a saúde e
o bem-estar dos trabalhadores nas diversas atividades profissionais. No Brasil, o
regulamento do EPI tem origem nos anos 70. E com o advento da lei 6.514, de
22.12.1977, foi alterado o Capítulo V, do Título II, da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT), relativo à segurança e medicina do trabalho. Então, com o fim de
regulamentar a nossa legislação, as Normas Regulamentadoras (NRs) foram aprovadas,
pela portaria 3.214/78 e, assim, foram dados os primeiros passos de conscientização
para a maior segurança aos trabalhadores e para o fiel cumprimento das leis trabalhistas
em relação aos aspectos de segurança e proteção ocupacional. Desta forma nasceram
assim algumas normas regulamentadoras, dentre elas, a NR6 (Norma Regulamentadora
de Equipamento de Proteção Individual) e NR9 (Programa de Prevenção de Riscos
Ambientais (PPRA)).
Os profissionais da área da saúde são aqueles que estão expostos diretamente a
muitos e diferentes riscos ocupacionais. No âmbito hospitalar, esses profissionais
também estão expostos a diversos riscos de natureza, tais como: químico, físico,
biológico e ergonômico, de acordo é claro, com seu ambiente de trabalho. Em tempos
de pandemia, como por exemplo, o covid-19, são esses profissionais que estão na linha
de frente da doença. O risco biológico é o mais frequente gerador de perigo. Esse risco
normalmente é o mais preocupante, pois os profissionais mantêm contato direto com
sangue e outros fluidos corporais.

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Prof. Patrícia Frares da Rosa dos Santos, Blumenau, SC. patricia.frares@uniasselvi.edu.br.
Durante a pandemia do Corona vírus, o Ministério da Saúde criou um guia
visando ajudar os profissionais e pacientes, com procedimentos específicos para a
proteção de ambos juntamente com medidas para detecção e controle de casos
suspeitos. Essas medidas visam reduzir a incidência de acidentes e contaminação
durante o trabalho. O uso de máscaras pela população em geral, também pode
influenciar drasticamente nos números de infectados pelo novo corona vírus.

FORMULAÇÃO DO PROBLEMA E JUSTIFICATIVA DA PESQUISA

No uso dos EPI’s A Norma Regulamentadora – NR6 estabelece EPI como todo
dispositivo ou produto, de uso individual que deve ser utilizado pelo trabalhador. O uso
de EPIs aliado às medidas de proteção coletivas é fundamental na prevenção de
acidentes e patologias ocupacionais, especialmente em hospitais ou centros de saúde. O
uso de EPI foi regulamentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego na norma
regulamentadora NR-6, que abrange as seguintes precauções: lavagem das mãos; uso de
luvas; uso de aventais limpos não estéreis: máscara, óculos e protetor facial;
equipamentos devidamente manuseados e higienizados (CHAGAS, 2011).
No âmbito hospitalar, laboratórios, postos de saúde e centro de análises clínicas
possuem um elevado grau de contaminação e disseminação. As atividades envolvem a
manipulação de reagentes químicos, fluidos biológicos, pessoas doentes e/ou com
traumas físicos. Nestes ambientes, pacientes e profissionais vivem constantes riscos, os
quais podem interferir diretamente em suas condições de saúde. Riscos biológicos,
químicos, físicos, psicossociais e ergonômicos andam de mãos dadas. Como estamos
passando por uma pandemia em nosso país iremos destacar especificamente o risco
biológico que se caracteriza como contaminação e disseminação de microrganismos,
fungos e bactérias que podem causar doenças. Gotículas de saliva, espirros, acessos de
tosse, contato próximo e superfícies contaminadas são os principais meios para se
infectar e é preciso adotar medidas diversificadas para reduzir o risco ocupacional.
Deste o início da pandemia, o Ministério da Saúde lançou um guia de procedimentos
para proteger ao máximo pacientes e profissionais. Além de criar uma padronização
para detecção precoce de casos suspeitos de síndrome gripal como, por exemplo, estado
clínico do paciente, histórico de viagem internacional, febre acima de 37,8°C, o
profissional deverá usar equipamentos de proteção individual como máscara cirúrgica,
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protetor ocular ou protetor de face, luvas, avental/capote ou jaleco e máscara N95/PFF2
(ou outras máscaras com eficácia mínima na filtração de 95% de partículas de até 0,3μ,
tipo N99, N100 ou PFF3). Existem ainda as medidas de controle do ambiente
assistencial que prevê, por exemplo, higienização adequada das mãos (e com
frequência), desinfecção de equipamentos, limpeza do ambiente com produtos
específicos e descarte adequado de resíduos. A segurança de profissionais e pacientes
ainda depende da total certeza de que todos os materiais necessários para medidas de
prevenção e controle estejam disponíveis. É evidente também a necessidade de se
realizar treinamento com a equipe envolvida em todo o processo. Desta forma é possível
diminuir consideravelmente o risco para todos.
Referente ao uso de máscaras pela população em geral, um estudo realizado pelo
cientista-pesquisador da Universidade de São Francisco, Jeremy Howard, e publicado
pelo jornal Washington Post, revelou que o seu uso pode eliminar, ou seja, levar a quase
zero, o contágio causado pelo do novo Covid-19. Sendo assim, é possível amenizar as
chances de contágio da doença. Levando em conta a efetividade de 60%, se 40% das
pessoas usarem as máscaras em vez de 20%, o fator de redução (R0) da epidemia cairia
de 2 para 1. Essa queda teria um efeito espetacular se tratando de exponenciais.
Exemplos de países que adotaram essa medida logo no inicio da pandemia são Taiwan,
Hong Kong e Mongólia. Todos tiveram êxito no combate ao corona vírus.

“Máscaras eficazes para achatar a curva podem ser feitas em casa com nada mais que uma camiseta e
uma tesoura. E, segundo o estudo, todos devem usá-las sempre que estiverem em público. É o chamado
efeito de rede, a minha máscara te protege e a sua máscara me protege.” (BERQUO, 1999, pag. 11-40,
apud por Uchôa, 2003, pag. 1).

As máscaras podem gerar o achatamento da curva e a queda o numero de casos


causados pela infecção. E o melhor disso é que podem ser feitas em casa por qualquer
um, apenas com um pedaço de tecido e uma tesoura.

OBJETIVO GERAL E ESPECÍFICO

O objeto deste estudo foi apontar a necessidade de intensificar as ações de


educação quanto ao uso dos equipamentos de segurança e salientar a importância dos
equipamentos de proteção individual em ambiente hospitalar. No Brasil, o regulamento
do EPIs remonta anos 70 e até hoje é discutido formas de aprimorar o mesmo.
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O uso de equipamento de proteção individual é absolutamente necessário para
que se possa promover a segurança, a prevenção de acidentes e prejuízos à saúde dos
trabalhadores e dos pacientes por eles assistida.
A negligência do profissional ou a não utilização das medidas de biossegurança
pelos profissionais pode gerar graves prejuízos à saúde do trabalhador e consequências
negativas ao seu bem estar. As informações de adesão ao uso de equipamento de
proteção individual abordada neste trabalho deixam evidente a importância da temática
nele abordada.

REFERÊNCIAS

COSTA, Antônio Tadeu. Manual de Segurança e Saúde no Trabalho: Normas


regulamentadoras. 7º ed. São Paulo: Difusão, 2012.

FREITAS, Ananda de. Estudo aponta que uso de máscaras por 100% da população pode
levar ao fim da pandemia. 2020. Todos contra o coronavírus. Grupo A Tarde Comunicação.
Disponível em < https://coronavirus.atarde.com.br/estudo-mostra-que-uso-de-mascaras-por-
100-da-populacao-pode-levar-ao-fim-da-pandemia/>. Acesso em: 28.mai.2020.

HOWARD, Jeremy. Máscaras simples de bricolagem podem ajudar a achatar a curva.


Todos nós devemos usa-las em público. The Washington Post. 28.mar.2020. Disponível em:
<https://www.washingtonpost.com/outlook/2020/03/28/masks-all-coronavirus/>. Acesso em:
01.jun.2020.

JORGE, Alexandre Outeda; SANTOS, Ariana Gomes; ROCUMBACK, Dérick Mensinger. A


enorme relevância dos equipamentos de proteção individual (EPIS) e fiscalização de seu
uso em meio à pandemia do novo coronavírus (COVID-19). 2020. Migalhas de Peso.
Disponível em: <https://m.migalhas.com.br/depeso/323779/a-enorme-relevancia-dos-
equipamentos-de-protecao-individuais-epis-e-fiscalizacao-de-seu-uso-em-meio-a-
pandemia-do-novo-coronavirus-covid-19>. Acesso em: 28.mai.2020.

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MARQUES, Marcela. COVID-19 – Em momentos de pandemia é preciso proteger os
profissionais da saúde. 2020. Especial Coronavírus. Disponível em:
<https://www.segurancadopaciente.com.br/protocolo-diretrizes/covid-19-em-momentos-
de-pandemia-e-preciso-proteger-os-profissionais-da-saude/>. Acesso em: 28.maio.2020.

PELLOSO, Eliza Fioravante. ZANDONADI, Francianne Baroni. Causas de Resistência ao


Uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI). Universidade Católica de Santos – São
Paulo, 2012.

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