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Bruno Santos Ribeiro

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Educação de jovens e adultos

14/12/2021
Camaçari-BA
SUMÁRIO

Educação de Jovens e Adultos......................................................................................................... 3

Quem a EJA atende? ....................................................................................................................... 3

Como se dá esse atendimento? ........................................................................................................ 4

A Educação de Jovens e Adultos no contexto contemporâneo ......................................................... 4

Conheça opções de avaliações e cursos para estudos de jovens e adultos ......................................... 5

Bibliografia ..................................................................................................................................... 6

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Educação de Jovens e Adultos
A educação de jovens e adultos (EJA) é um campo que engloba práticas, estudos e pesquisas,
legislação e formação. A EJA se situa numa área mais ampla reconhecida internacionalmente como
Educação de Adultos. Desde 1949, a Unesco vem realizando a cada década a Conferência
Internacional de Educação de Adultos (CONFINTEA), que nos permite conhecer como se dão as
diversas práticas educativas, do formal ao não formal, em diferentes partes do mundo. Entendemos
por EJA um processo de formação das pessoas ao longo da vida. Esse processo de formação sempre
existiu. Mesmo antes das ações do poder público, grupos dos mais diversos como de igreja, de bairro,
de associação, de sindicato, se reuniam e continuam a se reunir para dar prosseguimento a formação
àqueles que, por várias razões, tiveram seus estudos interrompidos.
No mesmo artigo, é definida a idade mínima para a realização dos exames:
- Maiores de 15 anos podem prestar exames para a conclusão do Ensino Fundamental.
- Maiores de 18 anos podem prestar exames para a conclusão do Ensino Médio. 1

Quem a EJA atende?


Como já dito, a EJA atende toda a população acima dos quinze anos que nunca frequentou uma escola
ou que tenha interrompido seus estudos. A inclusão do segmento jovem ao campo da educação de
adultos vem se dando devido à ausência de políticas educacionais voltadas exclusivamente a esse
segmento etário. De modo geral, os sistemas de ensino atendem o segmento juvenil nas etapas que
permitem completar a educação básica.
No caso do Brasil, espera-se que o jovem, ou adolescente conclua o ensino fundamental até completar
quinze anos de idade. Como a LDB, em vigor, estabelece a idade de quinze anos para o ingresso na
EJA no ensino fundamental, e de dezoito anos, para o ingresso na EJA no ensino médio, muitas redes
de ensino têm naturalizado a prática de encaminhar para a EJA, que em geral tem sido no noturno,
alunos precoces para estar entre jovens, adultos e idosos.

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Adolescentes com idades inferiores as estabelecidas acima devem frequentar as escolas regulares.
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos no Ensino Fundamental foram publicadas em
três segmentos e estão disponíveis no site do MEC. Já o currículo para o EJA no Ensino Médio utiliza como referência a
Base Nacional Comum, que deve ser complementada por uma parte que atenderá a diversidade dos estudantes.

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Se pudermos destacar uma característica comum a EJA é o fato dela atender a uma diversidade de
sujeitos. A EJA é por si heterogênea. A primeira delas que salta aos olhos de qualquer um que chegue
a uma sala de aula, é a heterogeneidade etária. Ali encontramos adolescentes, jovens, adultos e idosos.

Como se dá esse atendimento?


Como já dito, historicamente o atendimento a educação dos adolescentes, dos jovens, dos adultos e
dos idosos sempre foi realizado por iniciativas de grupos populares, associações, igrejas, sindicatos e
movimentos sociais. Em parte, esse trabalho sempre foi caracterizado como de educação popular. Em
alguns estados e municípios foram sendo criados, aos poucos, programas de educação de adultos com
foco na alfabetização e predominantemente no noturno de escolas públicas.
A ação governamental que marcou o início do atendimento a esse público foi a Primeira Campanha
Nacional de Educação de Adultos lançada pelo Ministério da Educação e Saúde em 1947. Foram
criadas dez mil classes de alfabetização em todos os municípios brasileiros. São características de
campanha o improviso, o voluntariado e o espontaneidade. Um dos resultados dessa campanha foi a
criação, em muitos estados, do Serviço de Educação de Adultos (SEA) que propiciou o incremento
da oferta nos municípios.
No final dos anos de 1950 e início de 1960 emergiram movimentos de educação e cultura popular
como o Movimento de Cultura Popular (MCP), em Recife; o Movimento de Educação de Base
(MEB), ligado à Igreja Católica; o Centro Popular de Cultura (CPC), da UNE, e a Campanha “De pé
no Chão Também se Aprende a Ler”, de Natal.

A Educação de Jovens e Adultos no contexto contemporâneo


As principais características das ações do governo em relação à Educação de Jovens e Adultos no
século XX foram de políticas assistencialistas, populistas e compensatórias. A Educação de Jovens e
Adultos no Brasil começou com os Jesuítas na época do Brasil colônia, através da catequização das
nações indígenas. A Educação dada pelos jesuítas tinha preocupação com os ofícios necessários ao
funcionamento da economia colonial, constando de trabalhos manuais, ensino agrícola e, muito
raramente, leitura e escrita. No Período Imperial (1822 a 1889), a partir do decreto n. 7.031 de 6 de
setembro de 1878 foram criados cursos noturnos para adultos analfabetos nas escolas públicas de
educação elementar, para o sexo masculino, no município da corte. Foi somente a partir da década de
1940, que a Educação de Jovens e Adultos, começou a se delinear e se constituir como política
educacional.

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A identidade própria da Educação de Jovens e Adultos (modalidade da Educação Básica) considerará
entre outras: as situações, os perfis dos estudantes, as faixas etárias desse alunado. Além disso,
considerará:

1. O Princípio da Equidade: (a distribuição específica dos componentes curriculares a fim de


propiciar um modelo igualitário de formação e restabelecer a igualdade de direitos e de oportunidades
face ao direito à educação);
2. O Princípio da Diferença: (a identificação e o reconhecimento da alteridade própria e inseparável
dos jovens e dos adultos em seu processo formativo, da valorização do mérito de cada qual e do
desenvolvimento de seus conhecimentos e valores);
3. O Princípio da Proporcionalidade: (a disposição e adequação dos componentes curriculares face
às necessidades próprias da Educação de Jovens e Adultos com espaços e tempos nos quais as práticas
pedagógicas garantam aos seus estudantes identidade formativa comum aos demais participantes da
escolarização básica);
4. A Proposição de Modelo Pedagógico Próprio: (apropriação e contextualização das diretrizes
curriculares nacionais).
As Políticas públicas em curso que estão voltadas à Educação de Jovens e Adultos no Brasil são:
Brasil Alfabetizado, Pró-Jovem, Fazendo Escola, FUNDEB.
Devemos lembrar que, o aluno da Educação de Jovens e Adultos já desenvolve os conteúdos, se
envolvendo nas práticas sociais. Falta-lhe sistematizar. A dimensão política e social deve fazer parte
das discussões em aula a partir do momento em que o interesse do jovem e do adulto, trabalhador ou
não, é estar engajado e participante no contexto social e cultural em que está inserido.

Conheça opções de avaliações e cursos para estudos de jovens e adultos


Os jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de iniciar ou concluir os ensinos Fundamental
ou Médio na idade adequada, de acordo com a legislação, podem ter acesso a essas etapas da
escolaridade por meio de cursos e avaliações voltadas à modalidade de ensino de Educação de Jovens
e Adultos (EJA).
Entre eles estão o ENCCEJA (Exame Nacional para Certificação de Competências para Jovens e
Adultos), os cursos da EJA (Educação para Jovens e Adultos), os CEEJA (Centros Estaduais de
Educação para Jovens e Adultos), além do PEP (Programa de Educação nas Prisões), que conta com
o apoio da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária).

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Bibliografia
http://rbeducacaobasica.com.br/educacao-de-jovens-e-adultos/
https://www.infoescola.com/educacao/de-jovens-e-adultos/
https://www.educacao.sp.gov.br/educacao-jovens-adultos
https://fasam.edu.br/wp-content/uploads/2020/07/Educa%C3%A7%C3%A3o-de-jovens-e-
adultos.pdf
https://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-docente/a-educacao-jovens-adultos.htm
https://www.google.com/imgres?imgurl=https%3A%2F%2Ffalacajazeiras.com.br%2Fwp-
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