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AF - Lista 04

Professor Marcos Leandro


Turma de Doutorado 2018
17 de Junho de 2018

1. Sejam E um espaço vetorial normado, F ⊂ E um subespaço e T ∈ L(F, `∞ ). Então existe Te ∈


L(E, `∞ ) tal que Te é uma extensão de T a E e kTek = kT k.

Solution: Seja T ∈ L(E, `∞ ). Então T é linear,

kT xk∞ ≤ |c|kxkF , ∀x ∈ F, c ∈ K,

onde K é o corpo dos números reais ou complexos, e T = (T1 , T2 , · · · ).


Note que, para todo i ∈ N, Ti ∈ L(F, K), pois:

• Ti é linear
Como T é linear, para todo x, y ∈ F e α ∈ K,
T (x+αy) = T x+αT y ⇒ (T1 (x+αy), T2 (x+αy), · · · ) = (T1 x, T2 x, · · · )+α(T1 y, T2 y, · · · )

⇒ (T1 (x+αy), T2 (x+αy) = (T1 x+αT1 y, T2 x+αT2 y, · · · ) ⇒ Ti (x+αy) = Ti x+αTi y, ∀i ∈ N

• Ti é limitada
Como T é limitada, para cada i ∈ N e x ∈ F ,
|Ti x| ≤ sup |Ti x| = kT xk∞ ≤ |c|kxkF ,
i

onde c ∈ K é uma constante que depende de x.

Desta forma, pelo Teorema de Hahn-Banach (Corolário 1.2, veja Brezis), existem extensões
T̃i ∈ L(E, K) de Ti , para todo i ∈ N, com kT̃i k∞ = kTi k∞ . Considere T̃ = (T˜1 , T˜2 , · · · ) : E → `∞ .

Armação 1: T̃ está bem denida.


De fato, como T̃i ∈ L(E, K), para cada x ∈ E ,
kT̃ xk∞ = sup |T̃i x| ≤ sup |c|kxkE = sup |c|kxkE < ∞.
i i i

Assim, mostramos que T̃ x ∈ `∞ .

Armação 2: T̃ é linear. Para todo x, y ∈ E , α ∈ K,


T̃ (x + αy) = (T˜1 (x + αy), T˜2 (x + αy), · · · ) = (T˜1 x + αT˜1 y, T˜2 x + αT˜2 y, · · · )

= (T˜1 x, T˜2 x, · · · ) + α(T˜1 y, T˜2 y, · · · ) = T̃ x + αT̃ y.

Armação 3: T̃ é limitada.
Pois, pelo que mostramos na armação 1, kT̃ xk ≤ |c|kxkF .

1
Armação 4: T̃ é extensão de T .
Para todo x ∈ F ,
T̃ x = (T˜1 x, T˜2 x, · · · ) = (T1 x, T2 x, · · · ) = T x.

Armação 5: kT̃ k = kT k.
É claro que kT k ≤ kT̃ k, pois T = T̃ |F . Por outro lado,
kT̃ k = sup kT̃ xk∞ = sup sup |T̃i x| ≤ sup sup kT̃i kkxkE
x∈E,kxkE ≤1 x∈E,kxkE ≤1 i x∈E,kxkE ≤1 i

= sup kT̃i k = sup kTi k = sup sup |Ti x|.


i i i x∈F,kxkF ≤1

Mas,
kT k = sup kT xk∞ = sup sup |Ti x|,
x∈F,kxkF ≤1 x∈F,kxkF ≤1 i

e então obtemos que kT̃ k ≤ kT k. Portanto, kT̃ k = kT k.

2. Sejam E um espaço vetorial e G um subespaço fechado de E . Prove que:


(a) Se dimG < ∞, então G possui complemento topológico;
(b) Se codimG < ∞, então G possui complemento topológico.

Solution: (a) Seja e1 , · · · , en uma base de G. Então todo x ∈ G, pode ser escrito de maneira
única como n
P
x= xi ei , xi ∈ K.
i=1

Dena,
ϕi : G −→ K
x 7−→ xi
Note que ϕi é contínua. Usando o Teorema de Hahn-Banach (Corolário 1.2, veja Brezis), obtém-
se uma extensão ϕ̃i denida em E e que extende ϕi .
n
Armação: (ϕ̃i )−1 (0) é complemento topológico de G.
\
L=
i=1
• L é fechado
Tome (xn ) em L tal que xn → x. Daí,

ϕi (x) = lim ϕi (xn ) = lim 0 = 0, ∀i.


Portanto, x ∈ L e com isso L é fechado.
• G ∩ L = {0}
Tome x ∈ G ∩ L. Daí,
n
P
x= xi ei ⇒ x = ϕ̃1 (x)e1 + · · · + ϕ̃n (x)en ⇒ x = 0e1 + · · · + 0en = 0
i=1

Portanto, G ∩ L = {0}.
• G+L=E
Que G + L ⊂ E é claro. Provemos que E ⊂ G + L.
Note que todo espaço vetorial possui uma base de Hamel (Exercício 1, lista 3). Considere B uma
base de hamel de E que contenha e1 , · · · , en , isso é possível pois basta completarmos esta com
elementos de G. Denotemos B por [ei ]i∈I , onde I é um conjunto de índices que contém 1, · · · , n.
Daí, z ∈ E ⇒ ∃m (xi )n+p
i=1 e {ei }i=1 ⊂ B tal que
n+p

z = (x1 e1 + · · · + xn en ) + xn+1 en+1 + · · · + xn+p en+p =


x + (0e1 + · · · + 0en + xn+1 en+1 + · · · + xn+p en+p ) = x + y

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Usando a denição de ϕ̃ e a forma de y , temos que ϕ̃i (y) = 0 para i = 1, · · · , n ⇒ y =
n
(ϕ̃i )−1 (0) = L. Como x ∈ G, temos que z ∈ G + L.
\

i=1
Portanto L é complemento topológico.

(b) Suponha que dim E G = n e [e1 ], · · · , [en ] uma base para G,


E
onde [ei ] = ei + G, para
i = 1, · · · , n. Note que,

E = span{[e1 ], · · · , [en ]} = span{e1 , · · · , en } + G (1)


Dena L por span{e1 , · · · , en }.
Armação: L é o complemento topológico de G.
Pelo item (a) temos que L possui um complemento topológico. L é fechado, pois dim L = n.
Segue de 1, das propriedades de espaço quociente, que E = G + L e G ∩ L = {0}. Portanto, (b)
está vericada.

3. Sejam E um espaço vetorial normado e (xn ) ⊆ E tal que existe x ∈ E satisfazendo a seguinte
condição:
f (xn ) → f (x), ∀f ∈ E ∗ .
Prove que (kxn k) é limitada e que
kxk ≤ lim inf kxn k.
n

Solution: Como f (xn ) → f (x), ∀f ∈ E ∗ segue que {f (xn )}n=1 é limitada. Logo

supn |f (xn )| < ∞. Dena Jxn : E ∗ → R, por Jxn (f ) = f (xn ). Temos kJxn k = kxn k (Corolário
1.4, veja Brezis). Como supn |Jxn (f )| = supn |f (xn )| < ∞ e E ∗ é um espaço de Banach, segue
do princípio da limitação uniforme que supn kJxn k = supn kxn k < ∞, ou seja, (xn ) é limitada.
Além disso,
|f (xn )| ≤ kf k.kxn k,
para cada f ∈ E . Tomando o limite inferior, de ambos os lados, temos,

|f (x)| ≤ kf k. lim inf kxn k (2)


n→∞

Novamente, pelo Corolário 1.4, kxk = supkf k≤1 |f (x)|, daí, tomando o sup de ambos os lados
em 2, obtemos.
kxk ≤ lim inf kxn k.
n→∞

4. Seja 1 ≤ p < ∞, e seja (ηj )∞


j=1 uma sequência de números reais tal que a série converge
P∞
i=1 ξi ηi
para cada (ξj )j=1 ∈ ` . Prove que (ηj )∞
∞ p
j=1 ∈ ` , onde p + q = 1.
q 1 1

Solution: Isto é equivalente a provar que o funcional φ : lp → R, denido por φ(ξ) = i=1 ξi ηi ,
P∞
é linear e continua e assim φ ∈ (l ) = l , com o que (ηi ) ∈ l .
p ∗ q q

(a) Primeiro vamosPver que φ é linear: φ(ξ1 + λξ2 ) = ∞


P P∞
i=1 (ξ1 + λξ2 )ηi = i=1 (ξ1 ηi + λξ2 ηi ) =
. Para ver que é continuo vamos provar dois
P∞ ∞
ξ η
i=1 1 i + λ ξ η
i=1 2 i = φ(ξ 1 ) + λφ(ξ2 ) φ
armações e conseguiremos que phi é fechada:
(b) Seja (ξ n )n∈N ∈ lp uma sequencia tal que ξ n → ξ em lp quando n → ∞, então existe uma
subsequencia (ξ nj ) de (ξ n )n∈N , tal que ∀nj ∈ N e ∀i ≥ 1 |ξinj | ≤ |σi | para algum σ ∈ lp .

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Para provar isso,
P∞comonj+1
ξ n → ξ em lp temos ||ξ n − ξ||p → 0 e vai existir uma subsequencia
(ξ ) tal que j=1 ||ξ
nj
− ξ nj ||p = c < ∞. Seja ξ n0 = 0 e

n n
X
σi = |ξi j+1 − ξi j |,
j=0

se consideramos a suma parcial σiN = |ξi j+1 − ξi j | e aplicamos a desigualdade de


n n
PN
j=0
Minkowski teremos:
w w
wN w N ∞
X M in X X
||σ N ||p = w nj+1 nj w
||ξ nj+1 −ξ nj ||p ≤ ||ξ nj+1 −ξ nj ||p ≤ c+||ξ n1 ||p < ∞.
w w
w |ξ − ξ | w ≤
w j=0 w j=0 j=0
p

Então σiN esta limitada uniformemente e pelo teorema da convergência dominada de series
obtemos ||σ||p = || limN →∞ σ N ||p = limN →∞ ||σ N ||p ≤ c + ||ξ n1 ||p , logo σ ∈ lp . Vemos
CM

que ξi
nN +1
pode-se escrever como uma suma telescópica e:

N nj+1 N
X X
n n n n
|ξi j+1 − ξi j | = σiN ≤ σi .

j
|ξi N +1 | =
ξi − ξi ≤
j=0 j=0

(c) Vamos ver agora que φ é um funcional fechado. Temos que se existe (ξ n ) ⊂ lp tal que
ξ n → ξ , φ(ξ n ) → α implica ξ ∈ Dom(φ) e φ(ξ) = α ((ξ, α) ∈ Graf (φ)), então Graf (φ) é
fechado e φ vai ser fechada.

Seja ξ n → ξ em lp e φ(ξ n ) → α ∈ R. Pela parte (b) teremos que existe uma subsequencia
(ξ nj ) tal que |ξi j | ≤ σi e também que a subsequencia converge pontualmente ξi j → ξi
n n

∀i ∈ N. Logo ξi ηi → ξi ηi e |ξi ηi | ≤ σi |ηi | ∀i ∈ N, então podemos aplicar o teorema de


nj nj

convergência dominada pra series assim:


∞ ∞ ∞
n CD n
X X X
α = lim φ(ξ nj ) = lim ξi j η i = lim ξi j ηi = ξi ηi = φ(ξ).
nj →∞ nj →∞ nj →∞
i=0 i=0 i=0

Logo Graf (φ) é fechado.


Por tanto, como lp , R são espaços de Banach e φ é linear e fechada, pelo teorema do gráco
fechado temos que φ é continua e φ ∈ (lp )∗ = lq , com o que η ∈ lq .

5. Sejam X, Y espaços de Banach e (Tn ) ⊂ £ (X, Y ) tal que, para cada x ∈ X a sequência (Tn (x)) é
de Cauchy em Y . Mostre que (kTn k) é limitada.

Solution: Temos por hipótese que X, Y espaços de Banach, (Tn ) ⊂ £ (X, Y ) e para cada x ∈ X
a sequência (Tn (x)) é uma sequência de Cauchy em Y , ou seja,
lim Tn (x) = T (x) ∈ Y,
n→∞

portanto
supkTn (x)k< ∞, para cada x ∈ X.
satisfazendo assim as hipóteses do principio da limitaçõ uniforme (PLU). Logo, pelo PLU temos
que
supkTn k< ∞
n
e segue que,
kTn k≤ supkTn k< ∞.
n

Page 4
Portanto, (kTn k) é limitada.

n Np o
6. Considere P (R) := p : p(x) = ai xi , ai ∈ R munido da norma kpk = max |ai |. Considere a
X
i
i=1
sequencia Tn : P (R) → R tal que, para cada n, Tn (p) = a1 + ... + an−1 . Mostre que
1. Para cada n, Tn é um funcional linear contínuo;
2. Para cada p ∈ P (R), (kTn (p)k) é limitada;
3. supn kTn k = ∞ e conclua que P (R) não pode ser um espaço de Banach.

Solution:
Teorema 1 Seja Tn um funcional linear no espaço normado. Tn é continuo se e somente se
Tné limitado.
Teorema 2 Seja Tn uma sequencia de operadores lineares limitados Tn : X → Y de um espaço
de Banach X num espaço normado Y tal que (k Tx k) é limitado para cada x ∈ X , é dizer
k Tn x k≤ cx , n = 1, 2, ... (3)
onde cx é um numero real. Então a sequencia das normas k Tn k é limitada, isto é, existe um
c > 0 tal que
k Tn k≤ c, n = 1, 2, ... (4)

Observação 1 O numero cx em (6), varia, em geral, com x. O ponto essencial é que o cx não
depende de n
Para resolver o exercício, vamos usar os teoremas anteriores, a idéia baseia-se na construção de
uma sequencia de operadores lineares limitados em P (R) que satisfaz (6) mas não (7) de modo
que P (R) não pode ser completo, isto é P (R) não é Banach. Vamos mostrar que Tn é linear e
limitado e pelo Teorema 1 Tn é continuo .

Np Nq
De fato, sejam p, q ∈ P (R) assim p = p(x) = ai xi e q = q(x) = bi xi com ai , bi ∈ R. Mas
P P
i=1 i=1
podemos escrever p e q da seguinte forma

com ai = 0 se i > Np
X
p = p(x) = a i xi
i=1


com bi = 0 se i > Nq
X
q = q(x) = bi x i
i=1

Então

com ai = 0 se i > Np e bi = 0 se i > Nq
X
p+q = (ai + bi )xi
i=1

• Tn (p+q) = (a1 +b1 )+···+(an−1 +bn−1 ) = (a1 +···+an−1 )+(b1 +···+bn−1 ) = Tn (p)+Tn (q)

• αTn (p) = α(a1 + · · · + an−1 ) = αa1 + · · · + αan−1 = Tn (αp)

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Portanto Tn é linear. Tn é limitado. De fato, temos que | ai |≤ max |ai | então ka1 +···+an−1 k ≤
i
(n − 1) max |ai | então |Tn (p)| ≤ (n − 1) k p k. Pelo teorema 1 temos que Tn é continua. Assim
i
ca demostrada a) e b)

Além disso, para cada p ∈ P (R) xo, a sequencia (|Tn (p)|) satisfaz (6), porque qualquer polino-
mio de grau Np vai ter Np coecientes, então pela denição de Tn temos que
|Tn (p)| ≤ Np max |ai | = cp
i

Mostremos que (Tn ) não satisfaz (7), isto é, não existe c de modo que kTn k ≤ c para todo n.
Vamos escolher um polinomio em particular dado por
p = p(x) = x + x2 + · · · + xn

Então,kpk = 1 e
Tn (p) = 1 + 1 + · · · + 1 = n − 1 = (n − 1)kpk
Portanto kTn k ≥ |Tn (p)|
kpk = n − 1, já que sup kTn k = ∞ porque é para todo n.Portanto (kTn k)
n
não é limitada e assim P (R) não é Banach.

7. Sejam Se : `2 ⇒ `2 denido por


Se (ξ1 , ξ2 , ...) = (ξ2 , ξ3 , ...)
e Tn := Sen . Encontre kTn ξk e o operador de Banach-Steinhaus. Conclua que Tn não converge para
T em L(`2 ).

Solution: Primeiro note que


T1 ξ = (Se )1 (ξ) = (ξ2 , ξ3 , · · · ),

T2 ξ = (Se )2 (ξ) = (ξ3 , ξ4 , · · · ),


..
.
Tn ξ = (Se )n (ξ) = (ξn+1 , ξn+2 , · · · ).
Assim, para cada ξ ∈ `2 , temos que
  21
X∞
kTn ξk2 = k(Se )n (ξ)k2 = k(ξn+j )∞
j=1 k2 =
 |ξn+j |2  .
j=1

Além disso, temos que, para cada ξ ∈ `2 ,


  21 ! 21
∞ ∞
n→∞
X X
kTn ξ − 0k2 = k(ξn+j )∞
j=1 k2 = |ξn+j | 2
= |ξk | 2
−−−−→ 0.
j=1 k=n+1

Portanto,
n→∞
Tn ξ −−−−→ 0, ∀ξ ∈ `2 ,
pontualmente, Tn converge para o operador nulo.
Por outro lado, observe que
  21 ! 21
∞ ∞
(5)
X X
kTn ξk2 = k(ξn+j )∞
j=1 k2 =
 |ξn+j |2  ≤ |ξn | 2
= kξk2 ⇒ kTn k∞ ≤ 1.
j=1 n=1

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Agora, considere ξ = (ξj )∞
j=1 ∈ ` dado por
2

(
0 ,j < n
ξj = 1 .
j−n , j ≥ n
2 2

Então, para cada n ∈ N,


  12  1   21
∞ ∞ 2 2 ∞
X X 1 X 1
kTn ξk2 = k(ξn+j )∞ |ξn+j |2  =   = 12 = 1.

j=1 k2 =
 j  =
2 j
2
2
j=1 j=1 j=1

Assim, concluímos de (5) que kTn k∞ = 1, para todo n ∈ N. Isso nos mostra que a norma do
operador de Banach-Steinhaus (limite da sequência (Tn )) deve ser igual a 1, já que as normas
dos Tn são constantes iguais a 1, e a norma é um funcional contínuo. Desta forma, a sequência
(Tn ) não converge em L(`2 ) (o operador de Banach-Steinhaus não existe), pois ela converge
pontualmente para o operador nulo que tem norma zero (na norma de L(`2 )).

8. Sejam E, F espaços de Banach e (Tn ) ⊆ L(E, F ) tal que supn kTn k = +∞. Mostre que existe x0 ∈ E
tal que supn kTn x0 k = +∞ (x0 é dito ponto de ressonâcia).

Solution: Teorema de Banach-Steinhaus: Sejam E e F espaços de Banach e (Ti )i∈I uma


família(não necessariamente enumerável) de operadores lineares e contínuos de E em F . Se,
supkTi xk < ∞, ∀ x ∈ E, então supkTi kL(E,F ) < ∞.
i∈I i∈I

Temos que supkTn k = +∞, logo ∃ x0 ∈ E tal que supkTn x0 k = +∞, pois se não existisse
n n
teríamos que supkTn xk < ∞, ∀ x ∈ E, mas pelo Teorema de Banach-Steinhaus, supkTn k < ∞.
n n
Contradição já que supkTn k = +∞.
n

9. Sejam E, F espaços de Banach e T, T1 , T2 , ... ∈ L(E, F ). Se Tn (x) → T (x) para cada x ∈ E , então
para qualquer compacto K ⊂ E tem-se que
lim sup kTn (x) − T (x)k = 0,
n→∞ x∈K

ou seja, Tn (x) → T (x) uniformemente em K . Dica: Argumente por contradição.

Solution: Suponha por contradição que existe um compacto K0 ⊂ E tal que


lim sup ||Tn (x) − T (x)|| =
6 0
n→∞ x∈K0

isto é ∃ε > 0 tal que


sup ||Tn (x) − T (x)|| ≥ ε
x∈K0

da mesma maneira pela denição de valor supremo ∃x0 ∈ K0 tal que


||Tn (x0 ) − T (x0 )|| ≥ ε.

Por outro lado temos que por hipótese temos Tn (x) → T (x) ∀x ∈ E o que é
||Tn (x) − T (x)|| < ε ∀x ∈ E

Page 7
e como K0 ⊂ E particularmente temos que
||Tn (x0 ) − T (x0 )|| < ε x0 ∈ K0

mas isto contradiz nossa suposição. Assim então, se demostra a proposição.

obs: Como T (x) = limn→∞ Tn (x), o Teorema de Banach-Steinhaus garanta a continuidade


do operador, e conclui a demonstração

10. Sejam E, F espaços de Banach e T ∈ L(E, F ) bijetor, mostre que existem C1 , C2 > 0 tais que
C1 kξk ≤ kT ξk ≤ C2 kξk, ∀ξ ∈ E.

Solution: Considere o seguinte corolário do Teorema da Aplicação Aberta:


Corolário : Sejam E , F Banach e T ∈ L(E, F ) bijetivo. Então T −1 é contínua.
Vamos agora a resolução do exercício. Como T é contínua, existe C2 > 0;

k T ξ k≤ C2 k ξ k, ∀ξ ∈ E

Além disso, temos que T −1 é contínua pelo corolário. Logo

k T −1 (η) k≤ C3 k η k ∀η ∈ F

Como T é bijetiva, temos que η = T (ξ) para um único ξ em E . Assim,

k T −1 (T ξ) k≤ C3 k T ξ k
ou seja,

k ξ k≤ C3 k T ξ k ∀ξ ∈ E(pois T é bijetiva)

Em suma, temos que

1
k ξ k≤k T ξ k≤ C2 k ξ k ∀ξ ∈ E
C3
como queríamos.

11. Sejam E e F espaços de Banach e T : E −→ F um operador linear contínuo e sobrejetivo.


(a) Dada uma sequência (yn ) limitada em F , prove que existe uma sequência limitada (xn ) em E
tal que T xn = yn , para cada n.
(b) Dada uma sequência (yn ) em F que converge para 0, prove que existe uma sequência (xn ) em
E que converge para 0 e tal que T xn = yn para cada n.

Solution:
(a) Como (yn ) é limitada então existe k > 0 tal que kyn k ≤ k para cada n, ou seja, yn ∈ BkF (0)
para cada n.

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Como T ∈ L(E, F ) é sobrejiva, pelo Teorema da Aplicação Aberta,
∃c > 0; T (B1E (0)) ⊃ BcF (0)

Assim, yn ∈ BkF (0) ⊂ T (B Ek (0) para cada n. Isto implica que


c

∃xn ∈ B E
k (0); T (xn ) = yn ∀n.
c

E mais, kxn k ≤ k
c para cada n. Portanto, (xn ) ⊂ E é limitada.
(b) (yn ) ⊂ F e yn −→ 0.
Note que kn := kyn k −→ 0. Como T ∈ L(E; F ) é sobrejetivo, pelo Teorema da Aplicação
Aberta,
∃c > 0; BcF (0) ⊆ T (B1E (0).
Mas yn ∈ B2k
F
n 2kn (0)) para cada n.
(0) ⊆ T (B E
c

2kn (0) tal que T xn = yn para cada n e kxn k ≤ −→ 0.


2kn
∃xn ∈ B E c
c

Portanto, xn −→ 0.

12. Sejam E, F espaços de Banach, T ∈ L(E, F ) injetivo. Mostre que T −1 : Im(T ) ⇒ E limitado se, e
somente se, Im(T ) é fechado em F .

Solution: Mostremos inicialmente a implicação direta, isto é, Im(T ) é fechado em F , assumindo


que T −1 : Im(T ) → E é limitado. Tome uma sequência (yn ) ⊂ Im(T ), com yn −→ y . Dessa
forma existe uma sequência (xn ) ⊂ E tal que:
T (xn ) = yn . (6)
O operador T −1 : Im(T ) → E existe, pois T ∈ L(E, F ) e é injetivo. T −1 é limitado, isto é
∃M > 0 tal que kT (x)k ≤ M kxk, ∀x ∈ E.

Agora observe que, para todo ε > 0, ∃N tal que para N < n, m, tem-se:
kxn − xm k = kT −1 (yn − ym )k ≤ M kyn − ym k < M ε.

Logo, (xn ) é de cauchy em E ⇒ ∃x ∈ E tal que xn −→ x, pois E é Banach. Tomando o limite


em (6) com n → ∞, obtemos: T (x) = y ⇒ y ∈ Im(T ). Assim Im(T ) é fechado. Agora para
recíproca, utilizaremos o Teorema do Gráco Fechado, observe que Im(T ) sendo um subespaço
fechado de F , Im(T ) é Banach. T : E → F é linear contínuo. Se mostrarmos que o conjunto
Graf T −1 = (y, x); T −1 (y) = x é fechado,
 

T −1 será contínuo, consequentemente limitado. Para tanto, tomemos uma sequência (yn , xn ) ∈
Graf(T −1 ) com (yn , xn ) −→ (y, x). Dessa forma,
xn = T −1 (yn ). (7)
Aplicando T na igualdade em (7), e tomando o limite com n → ∞ obtemos:
T (xn ) = yn ⇒ T (x) = y ⇒ x = T −1 (y) ⇒ (y, x) ∈ Graf(T −1 ).

O que mostra o resultado.

Page 9
13. Mostre que o operador identidade Id : (C[0, 1], k.k1 ) ⇒ (C[0, 1], k.k∞ ), denido por Id (ϕ) = ϕ é
fechado, contudo não é limitado.

Solution: Ponha E1 := (C[0, 1], k.k1 ) e E2 := (C[0, 1], k.k∞ ). Assim, desejamos estudar Id :
Z 1
E1 → E2 . Lembremos que kϕk1 = |ϕ(t)|dt e que kϕk∞ = sup |ϕ(t)|, para cada ϕ ∈ C[0, 1].
0 0≤t≤1
Mostrar que Id : E1 → E2 é fechado, signica mostrar que o seu gráco, Gr(Id), é fechado em
(E1 ×E2 , k.k), onde k(ϕ, ψ)k = kϕk1 +kψk∞ . Como em E1 ×E2 estamos considerando a topologia
gerada pela norma k.k, temos que uma maneira equivalente de vericarmos que Gr(Id) é fechado
em E1 × E2 é mostrarmos que o limite de toda sequência em Gr(Id) convergente pertence a
Gr(Id). Seja pois
(8)
k→∞
(ϕk , Id(ϕk )) −−−−→ (ϕ, ψ) ∈ E1 × E2 ,
onde {ϕk }∞
k=1 ⊂ C[0, 1]. Da denição de E1 , temos que ϕ ∈ C[0, 1] = Dom(Id). Resta então
vericarmos que ψ = Id(ϕ) = ϕ. Ora, de (8) e da denição da norma em E1 × E2 , decorre que
k→∞ k→∞
kϕk − ϕk1 −−−−→ 0 e kId(ϕk ) − ψk∞ −−−−→ 0.

Assim, Z 1
kψ − ϕk1 = |ψ(t) − ϕ(t)|dt
0
Z 1 Z 1
≤ |ϕk (t) − ψ(t)|dt + |ϕk (t) − ϕ(t)|
0 0
≤ kϕk − ψk∞ + kϕk − ϕk1
k→∞
−−−−→ 0,
ou seja, kψ − ϕk1 = 0, e como k.k1 é norma em C[0, 1], segue que ψ = ϕ = Id(ϕ). Com isso,
mostramos que o gráco de Id : E1 → E2 é fechado. Mostraremos agora que essa aplicação
não é limitada (isso ocorre porque E1 não é um espaço de Banach - vide Teorema da Aplicação
aberta e exercício 9 da Lista 1).
Mostraremos que Id : E1 → E2 não é limitada, exibindo uma sequência de elementos {ϕn }∞
n=0 ⊂
E1 , todos com norma menor que ou igual a 1, mas que {ϕn = Id(ϕn )} ⊂ E2 é ilimitado. Ponha
então ϕn : [0, 1] → R denida por
 1
 n, se 0 ≤ t ≤
2n




3n 1 3

ϕn (t) = − n2 t, se ≤t≤
 2
 2n 2n


 3
 0, se ≤t≤1
2n
Neste ponto é instrutivo observar o gráco de cada ϕn . Note que ϕn é bem denida e que é
contínua em [0, 1]. Temos portanto {ϕn } ⊂ E1 . Além disso,
Z 1/2n Z 3/2n
3n
kϕn k1 = ndt + − n2 t)dt (
0 1/2n 2
2 2 !
n2
     
1 3n 3 1 3 1
= n −0 + − − −
2n 2 2n 2n 2 2n 2n
= 1/2 + 9/4 − 3/4 − 9/8 + 1/8
= 1

No entanto, vê-se facilmente que kϕn k∞ = n −−−−→ ∞, mostrando que Id(ϕn ) é ilimitada.
n→∞

Portanto, Id é não limitado.

Page 10
14. Sejam Y = C[0, 1] e X o subespaço de funções f ∈ C[0, 1] que são continuamente deriváveis em
C[0, 1] (f 0 (0) e f 0 (1) são derivadas laterais). Se T : X ←→ Y é denido por T f = f 0 , mostre que:
(a) T é um operador linear descontínuo;
(b) o gráco de T é fechado em X × Y ;
(c) explique porque as conclusões dos itens (a) e (b) não contradizem o Teorema do gráco fechado.

Solution:
(a) Para mostrar que T é descontinuo basta mostrar que não é limitado, isto é, que existe
f ∈ X tal que para toda constante c < 0 cumpre-se que |T (f )| > c||f ||. Seja fn :
[0, 1] −→ R denida por fn (x) = xn , assim ||fn ||∞ = 1, mas ||T (fn (x))||∞ = ||fn0 (x)||∞ =
||nxn−1 ||∞ = n, portanto encontramos um elemento de C 1 [0, 1] tal que para toda constante
c ≤ 0 cumpre-se ||T (fn )|| = n > c ∗ 1 = c||fn || para todo n ≥ 1.
(b) Vamos tomar uma sequência convergente no gráco de T e ver que converge para um
elemento no gráco de T . Seja (fn , T (fn )) ∈ Graf (T ), tal que (fn ) ⊂ C 1 ([0, 1]) com
fn → f e T (fn ) = fn0 → g na norma || · ||∞ , isto é, sup |fn − f | −→ 0 e sup |fn0 − g| −→ 0
n n
quando n −→ ∞, isto quer dizer que fn → f e T (fn ) = fn0 → g na convergência uniforme,
logo g = f 0 . O teorema fundamental do cálculo nos disse que
Z t
fn (t) = fn (0) + fn0 (s)ds;
0
passando o limite quando n vai para o innito temos
Z t
f (t) = f (0) + g(s)ds;
0

que novamente pelo teorema fundamental do cálculo implica que f ∈ C 1 ([0, 1]).
(c) As conclusões dos itens anteriores não contradizem o teorema do gráco fechado, pois o
espaço (C 1 ([0, 1]), || · ||∞ ) não é Banach, de fato não é completo

Lema 1 O espaço das funções continuamente deriváveis em [0, 1] munido da norma do innito,
(C 1 ([0, 1]), || · ||∞ ), não é Banach.

Demonstração 1 Sabemos que C 1 ([0, 1] é subespaço de C([0, 1]), que é Banach munido da
norma || · ||∞ , então só resta mostrar que C 1 ([0, 1]) não é fechado, mas o teorema de Stone-
Weierstrass garanta que quaisquer subálgebra (neste caso C 1 ([0, 1])) de um espaço compacto de
Hausdor (neste caso C([0, 1])) que contenha a função constante 1 e que separe pontos é densa
neste caso em C([0, 1]), portanto C 1 ([0, 1]) não é fechado e assim não é Banach.

15. Enuncie o Teorema da Aplicação aberta e dê exemplos mostrando que, em geral as hipóteses não
podem ser enfraquecidas.

Solution: TEOREMA DA APLICAÇÃO ABERTA(T.A.A): Sejam E e F espaços de


Banach e T um operador linear contínuo de E em F (T ∈ L(E, F )) que é sobrejetivo. Então
existe uma constante c > 0 tal que
BF (0, c) ⊂ T (BE (0, 1)).

Obs: Em outras palavras o Teorema diz que a imagem pela T de um conjunto aberto em E é
um conjunto aberto em F (justicando o nome do Teorema).
As Hipóteses do Teorema da Aplicação aberta são:

Page 11
i) T é Sobrejetivo;
ii) E é Banach;
iii) F é Banach;
iv) T linear;
Contra-exemplos:

i) Se retirarmos a hipótese de T ser sobrejetiva no T.A.A. Dena a aplicação


T : R2 −→ R2
(x1 , x2 ) 7−→ T (x1 , x2 ) = (x1 , 0)

Temos que R2 é Banach, T é linear e T é contínua. Além disso T não é sobrejetiva pois
suas imagens não são todo R2 .
Tome a bola aberta B(0, 1) ⊂ R2 . T (B(0, 1)) = (−1, 1) não é aberto em R2 . Logo T não
é aberto.
ii) Se retirarmos a hipótese de E ser Banach no T.A.A.
Sejam P [0, 1] o conjunto dos polinômios e considere o espaço normado E = (P [0, 1], ||·||∞ ).
E não é completo pois, basta tomar a sequência em E Pn = (x2 + n3 ) que é de Cauchy,
pois,
3 3 3 3
− x2 − || = || − || → 0.
||Pn − Pm || = ||x2 +
n m n m
e a sequência Pn converge para ||x||, que não pertence E . Assim, E não é Banach.
Dena a aplicação
Id : (P [0, 1]|| · ||∞ ) −→ (C[0, 1], || · ||∞ )
p 7−→ Id(p) = p

Temos que (C[0, 1], || · ||∞ ) é Banach (Ex10; lista1). Id linear, sobrejetiva e contínua.
Tome a bola aberta B(0, 1) ⊂ E , assim x ∈ B(0, 1) implica que {x = x(t) ∈ P [0, 1]| ||f (t)−
0||∞ < 1}. Além disso, ||x(t)||∞ = supt∈[0,1] |x(t)| = 1. E por m T (B(0, 1)) = 1 que não
é aberto.
iii) Se retirarmos a hipótese de F é Banach no T.A.A;
Sejam EP= (l1 = {x = (x1 , x2 , . . .)| ∞
i=1 |xi | < ∞}, || · ||1 ) e F = (Im(l1 ) ⊂ l1 , || · ||1 ), onde
P
||x||1 = i=1 |xi |. E é um espaços de Banach (Ex.11, Lista1). Dena a aplicação,

T : l1 −→ Im(l1 )
(x1 , x2 , . . . 7−→ (x1 , x22 , x33 , . . .)

T é sobrejetiva pois pois o contradominio é a própria imagem. T é linear pois, sejam


x = (x1 , x2 , . . .) e y = (y1 , y2 , . . .) em E e α ∈ F, temos

T (x + αy) = T (x1 + αy1 , x2 + αy2 , . . .) = (x1 + αy1 , x2 +αy 2


2
, . . .)
= (x1 + αy1 , 2 + α y22 , . . .)
x2

= (x1 , x22 , . . .) + (αy1 , α y22 , . . .)


= T (x) + αT (y).

Vamos agora mostrar que F, || · ||1 não é Banach. Para isso considere as sequências em F
S1 = (1, 0, 0, . . .)
1
S2 = (1, , 0, . . .)
2

Page 12
1 1
S3 = (1, , , 0 . . .)
2 3
1 1 1
S4 = (1, , , , 0 . . .)
2 3 4
..
.
(Sn ) é uma sequencia de Cauchy pois, para todo m, n ∈ N com m, n ≥ n0 , temos

X 1
||Sm − Sn ||1 ≤ .
k
k=p

No entanto, (Sn )n∈N não é convergente. Suponha por absurdo que fosse convergente, então
teria que convergir para S = (a1 , a2 , . . .), onde necessariamente an = n1 para todo n ∈ N.
 todo m ∈ N tal que m ≥ n temos que ||an − n || ≤ ||s−sn || e limm∈N ||s−sn || = 0.
Pois, Para 1

1 X1
Mas / l1 pois,
∈ é divergente. Assim F não é completo.
n n∈N n
n∈N

Agora tome uma bola aberta em l1 , ou seja, {x ∈ l1 | ||x − 0||1 < 1}, assim temos,
∞ ∞ ∞ ∞
X X X xi X 1
T (B(0, 1)) = T ( |xi |) = T (|xi o|) = | |≥ ,
i=1 i=1 i=1
i i=1
i

em que a ultima série diverge. Portanto a imagem da bola aberta, não pertence a F .
iv) Se retirarmos a hipótese de T ser linear no T.A.A.
Sejam E e F Espaços de Banach com a norma usual e x0 ∈ F . Dena a aplicação
T : (E, || · ||) −→ (x0 , || · ||)
x 7−→ x0

Temos que E é Banach, x0 é Banach. T é contínua, pois para todo x ∈ E vai existir um
C > 0 tal que ||x0 || ≤ C||x||. Temos também que T não linear, Pois T (x) + T (y) = x0 + x0
e T (x + y) = x0 .
Tome a bola aberta B(0, 1) ⊂ E . T (B(0, 1)) = x0 que não é aberto.

16. Calcule os operadores adjuntos dos seguintes operadores:


(a) Sd ∈ L(`1 ) denido por Sd (ξ1 , ξ2 , ...) = (0, ξ1 , ξ2 , ...);
(b) T ∈ L(`1 , c0 ) (prove isto) denido por
 
X∞ ∞
X ∞
X
T (ξ1 , ξ2 , ...) =  ξj , ξj , ξj , ... .
j≥1 j≥2 j≥3

Solution: (a)Primeiramente, temos a seguinte "igualdade": l1∗ = l∞ .


O operador adjunto de Sd é dado por Sd∗ : l1∗ = l∞ −→ l1∗ = l∞ , tal que

hSd (f ), (ξi )i i = hf, Sd ((ξi )i )i ∀f ∈ l1∗ e (ξi )i ∈ l1

pela correspondência entre


P∞l1 = l∞ , temos que para cada (ai )i ∈ l∞ existe um único funcional

f ∈ l1 dado por f (ξ) = i=1 ai ξi .


Assim, temos que,

Page 13
hSd∗ (f ), (ξi )i i = hf, Sd ((ξi )i )i = f (0, ξ1 , ξ2 , . . . ) = a1 0 + a2 ξ1 + a3 ξ2 + · · · = T f ((ξ)i )
onde
T : l1∗ −→ l1∗
f 7−→ T (f ) : l1 −→ R

de modoPque T (f )((ξ)i ) = a1 0 + a2 ξ1 + a3 ξ2 + . . . . Onde cada funcional f é dado na forma


i=1 i ξi , com (ai )i ∈ l∞ .

f (ξ) = a
Como hSd (f ), (ξi )i i = T f ((ξ)i ) ∀(ξi )i ∈ l1 e ∀f ∈ l1∗ , temos que Sd∗ ≡ T . É possível utilizar a

correspondência l1∗ = l∞ para obtermos uma aplicação Sd∗ : l∞ = l1∗ −→ l∞ = l1∗ denida em
l∞ . Para ver isso, observe que a aplicação que da a correspondência de l1∗ sobre l∞ é dado por
i=1 , onde ei é a base "canônica"de l1 . Assim,
f 7−→ (f (ei ))∞

Sd∗ (a1 , a2 , a3 , . . . ) = (a2 , a3 , a4 , . . . )

(b)Primeiramente, temos a seguinte "igualdade": c∗0 = l1 e l1∗ = l∞ .


Mostraremos primeiro que, T ∈ L(l1 , c0 ). Para isso, observe que para qualquer (ξi )i ∈ l1 , temos

P∞ P∞ P∞ P∞
k T ((ξi )i ) k k( i≥1 ξi , i≥2 ξi , . . . ) k supj∈N k i≥j ξi k k i=1 ξi k
= = = ≤1 (9)
k (ξi )i k k (ξi )i k k (ξi )i k k (ξi )i k

Logo, temos que T ∈ L(l1 , c0 )


O operador adjunto de T é dado por T ∗ : c∗0 = l1 −→ l1∗ = l∞ , tal que

hT ∗ (u), (ξi )i i = hu, T ((ξi )i )i ∀u ∈ c∗0 e (ξi )i ∈ l1

pela correspondência entre


P∞c0 = l1 , temos que para cada (ai )i ∈ l1 existe um único funcional

u ∈ c0 dado por u(ξ) = i=1 ai ξi .


Assim, temos que,


X∞ ∞
X ∞
X ∞
X

hT (u), (ξi )i i = hu, T ((ξi )i )i = u( ξi , ξi , . . . ) = ai ξi = a1 (ξ1 + ξ2 + . . . ) +
i≥1 i≥2 i=1 j≥i
+a2 (ξ2 + ξ3 + . . . ) + a3 (ξ3 + ξ4 + . . . ) + a4 (ξ4 + ξ5 + . . . ) + . . . (10)

Reorganizando o nal da equação (10), temos que

hT ∗ (u), (ξi )i i = hu, T ((ξi )i )i = a1 ξ1 + (a1 + a2 )ξ2 + (a1 + a2 + a3 )ξ3 + · · · = A(u)((ξi )i )

onde

A : c∗0 −→ l1∗
u 7−→ A(u) : l1 −→ R

de modo que A(u)((ξ)i ) =P a1 ξ1 + (a1 + a2 )ξ2 + (a1 + a2 + a3 )ξ3 + . . . . Onde cada funcional
u é dado na forma u(ξ) = i=1 ai ξi , com (ai )i ∈ l1 . Como hT ∗ (u), (ξi )i i = A(u)((ξ)i ) ∀(ξ)i ∈

l1 e ∀u ∈ c∗0 . Temos que, A ≡ T ∗ . É possível utilizar a correspondência c∗0 = l1 para obtermos


uma aplicação de l1 sobre l∞ . Para ver isso, observe que a aplicação que faz a correspondência
de c∗0 sobre l1 é dado por u 7→ (u(ei ))∞
i=1 . Logo, obtemos a aplicação de c0 sobre l∞ , dado por.

A(a1 , a2 , a3 , . . . ) = (a1 , a1 + a2 , a1 + a2 + a3 , . . . )

Page 14
17. Seja Ω ⊂ RN um aberto limitado. Dada K : Ω × Ω → R satisfazendo:
K ∈ L2 (Ω × Ω), K(x, y) = K(y, x), x, y ∈ Ω,
mostre que para cada u ∈ L2 (Ω) a expressão
Z
Au(x) = K(x, y)u(y)dy, x ∈ Ω,

dene um operador linear limitado, auto-adjunto A : L2 (Ω) → L2 (Ω). Qual a expressão do adjunto?

Solution: Tome α ∈ R e u, v ∈ L2 (Ω). Para x ∈ Ω, vale


Z Z
A(αu)(x) = K(x, y)(αu)(y)dy = α K(x, y)u(y)dy = αA(u(x))
Ω Ω
e
Z Z Z
A(v+u)(x) = K(x, y)(v+u)(y)dy = K(x, y)v(y)dy+ K(x, y)u(y)dy = A(v)(x)+A(u)(x).
Ω Ω Ω

Daí, podemos armar que A é linear. Agora, usando a desigualdade de Holder, temos
Z 2 Z Z Z
2 2 2 2 2
|Au(x)| ≤ |K(x, y)| |u(y)| dy ≤ |K(x, y)| dy |u(y)| dy = |K(x, y)| dy kuk2 .
Ω Ω Ω Ω

Integrando os dois membros com respeito a x segue que


Z Z
2 2 2 2 2
|Au(x)| dx ≤ kuk2 |K(x, y)| dydx = kuk2 kK(x, y)k2×2 < ∞.
Ω Ω×Ω

Isto implica que A está bem denida, ou seja, A(u(x)) ∈ L2 (Ω). Além disso, A é contínua pois
2
kAu(x)k2 2
2 ≤ kK(x, y)k2×2 =⇒ kAk2 ≤ kK(x, y)k2×2 .
kuk2
Como A é linear e L2 é reexivo vale, respectivamente, as igualdades D(A) = L2 = (L2 )∗ . Daí,
tem-se que A é densamente denida e, portanto, podemos introduzir o operador auto-adjunto
A∗ : D(A∗ ) ⊂ L2 −→ L2 . Note que, a partir da linearidade do operador A temos D(A∗ ) = L2 .
De fato, pois para todo v ∈ L2 vale
|v(A(u))| ≤ kvk2 kA(u)k2 ≤ kvk2 kAk kuk2 = C kuk ,
onde C = kvk2 kAk é uma constante. Dena A∗ da seguinte maneira
Z
A∗ v(x) = K(x, y)v(y)dy, x ∈ Ω. (11)

Note que L2 é um espaço de Hilbert e portanto cada funcional v ∈ L2 age em L2 por meio do
seguinte produto interno Z
hv, ui = v(x)u(x)dx, ∀u ∈ L2 ,

ou seja, v(u(x)) = hv, ui. Partindo disso, da denição dada em (11), do fato K(x, y) = K(y, x)
para todo x, y ∈ Ω e do teorema de Fubini, temos
Z Z Z
(A∗ v)(u) = hA∗ v, ui = K(x, y)v(y)dy u(x)dx = K(x, y)v(y)u(x)dydx =
Ω Ω Ω×Ω
Z Z
K(y, x)v(y)u(x)dydx = K(y, x)v(y)u(x)dxdy =
Ω×Ω Ω×Ω
Z Z
v(y) K(y, x)u(x)dxdy = hv, Aui = (v)(A(u)).
Ω Ω
Assim, podemos armar que o operador A∗ denido em (11) é o adjunto de A.

Page 15
18. Sejam E, F espaços de Banach e A : D(A) ⊆ E ⇒ F um operrador linear não limitado, densamente
denido. Mostre que:
(a) A∗ : D(A∗ ) ⊆ F ∗ ⇒ E ∗ é fechado,
(b) se D(A) = E então A∗ : F ∗ ⇒ E ∗ é contínuo.

Solution:
(a) Devemos mostrar que o gráco de A∗ dado por
Gr(A∗ ) = {(v, A∗ v) : v ∈ D(A∗ )} ⊂ F ∗ × E ∗

é fechado em F ∗ × E ∗ . Como este é um espaço métrico, isso é equivalente a mostrarmos que


Gr(A∗ ) é sequencialmente fechado, ou seja, que toda sequência em Gr(A∗ ) que converge
tem seu limite ainda em Gr(A∗ ). Considere então
n→∞
Gr(A∗ ) 3 (vn , A∗ vn ) −−−−→ (v, f ) ∈ F ∗ × E ∗ .

Assim,
(12)
n→∞
kvn − vkF ∗ + kA∗ vn − f kE ∗ = k(vn , A∗ vn ) − (v, f )k{ F ∗ × E ∗ } −−−−→ 0

Daí, temos que vn −−−−→ v em F ∗ , o que nos dá


n→∞

(13)
n→∞
hvn , Aui −−−−→ hv, Aui, ∀u ∈ D(A).

De (12) temos também que A∗ vn −−−−→ f em E ∗ , o que por sua vez nos dá
n→∞

(14)
n→∞
hvn , Aui = hA∗ vn , ui −−−−→ hf, ui, ∀u ∈ D(A)

De (13) e (14), juntamente com a unicidade do limite (em espaço métrico), segue que
hv, Aui = hf, ui, ∀u ∈ D(A).

Isso mostra que


|hv, Aui| = |hf, ui| ≤ kf kkuk ∀u ∈ D(A),
o que implica v pertencer ao domínio de A , e mostra também que f = A∗ v , uma vez que

D(A) = E .
(b) Como F ∗ e E ∗ são espaços de Banach e, pelo item (a), A∗ : D(A∗ ) ⊂ F ∗ → E ∗ é fechado,
se mostrarmos que D(A∗ ) = F ∗ , temos como consequência do Teorema do Gráco Fechado
que A∗ : F ∗ → E ∗ é contínuo. Ora,
f ∈ F ∗ ⇒ |hf, Aui| ≤ kf kkAuk ≤ kf kkAkkuk, ∀u ∈ D(A) = E.

Como kf k, kAk são nitos, segue que f ∈ D(A∗ ). Logo, F ∗ ⊂ D(A∗ ) ⊂ F ∗ , e portanto,
D(A∗ ) = F ∗ , como queríamos.

19. Sejam E um espaço de Banach e ϕ : E −→ (−∞, +∞) convexa e simcontínua inferiormente. Seja
x0 ∈ IntD(ϕ). Prove que:
(a) Existem M e R tal que
ϕ(x) ≤ M ∀x ∈ E tal que kx − x0 k ≤ R.
(b) Para todo r ≤ R, ∃L ≥ 0 tal que
| ϕ(x1 ) − ϕ(x2 ) |≤ L | x1 − x2 | ∀x1 , x2 ∈ E; kxi − x0 k ≤ r, i = {1, 2},

mais precisamente L = 2[M −ϕ(x0 )]


R−r

Page 16
Solution: Sem perca de generalidade faça x0 = 0. Dena Fn = {x ∈ E : kxk ≤ ρ e ϕ(x) ≤ n}.
Desta forma temos que
∪∞
n Fn = D(ϕ).

Logo pelo teorema de Baire ∃n0 tal que Int(Fn0 ) 6= ∅ . Tome x1 ∈ E e R > 0 tal que B(x1 , R) ⊂
Fn0 . Assim se x ∈ E com kxk ≤ R2 , e escreva x = 12 (x1 + 2x) + 12 (−x1 ). Sendo ϕ convexa
concluimos que ϕ(x) = ϕ( 12 (x1 + 2x) + 12 (−x1 ) ≤ 21 n0 + 12 ϕ(−x1). Faça M = 12 n0 + 21 ϕ(−x1) e
temos o resultado.
(b)
Tome y ∈ E com kyk = R e x2 = tx1 + (1 − t)y , com t ∈ (0, 1). Assim
ϕ(y) ≤ tϕ(x1 ) + (1 − t)M,

com isto ϕ(y) − ϕ(x1 ) ≤ (1 − t)[M − ϕ(x1 )]. Mas y − x1 = (1 − t) e ky − x1 k ≥ (1 − t)(R − r).
Daí
ky − x1 k
ϕ(y) − ϕ(x1 ) ≤ .[M − ϕ(x1 )], (I)
R−r
fazendo y = x0 = 0, obtemos que tkx1 k = (1 − t)R , mas
kx1 k 1
(1 − t) = ≤ ,
kx1 k + R 2

segue-se que ϕ(0)−ϕ(x1 )ϕ ≤ 12 −ϕ(x1 )], de modo que M −ϕ(x1 ) ≤ 2[M −ϕ(0)] = 2[M −ϕ(x0 )] ⇒
{M − ϕ(x1 ) ≤ 2[M − ϕ(x0 )]}(II) .
De (I) e (II)

ky − x1 k
| ϕ(y) − ϕ(x1 ) |≤ .2[M − ϕ(x0 )],
R−r
com L = 2[M −ϕ(x0 )]
R−r .

20. Sejam E e F dois espaços de Banach e (Tn )n uma sequência em L(E, F ). Assuma que para todo
x ∈ E , Tn x converge, quando n → ∞, para o limite denotado por T x. Mostre que se xn → x em E ,
então Tn xn → T x em F.

Solution: Observe que:


kTn xn − T xkF = k(Tn xn − Tn x) + (Tn x − T x)kF ≤ k(Tn xn − Tn x)kF + k(Tn x − T x)kF .

Utilizando a linearidade de Tn , segue que:


kTn xn − T xkF ≤ k(Tn (xn − x))kF + k(Tn x − T x)kF .

Perceba que como Tn x converge, para cada x, implica que supn ||Tn x|| < ∞ ∀x ∈ E, logo pelo
P.L.U, temos que existe c > 0, tal que ||Tn x|| ≤ c||x|| ∀n ∈ N. Então,
kTn xn − T xkF ≤ c kxn − xkF + k(Tn x − T x)kF .

Passando o limite, segue que:


lim kTn xn − T xkF = 0
n→∞

pois hipótese, xn → x em E e Tn x → T x para cada x ∈ E.

21. Sejam E e F espaços de Banach e a : E × F −→ R formas bilineares satisfazendo:

Page 17
i) Para cada x ∈ E xo, a aplicação
ψ1 = a(x, •) : F −→ R
y 7−→ ψ1 (y) = a(x, y) é contínua.

ii) Para cada y ∈ F xo, a aplicação


ψ2 = a(•, y) : E −→ R
x 7−→ ψ1 (y) = a(x, y) é contínua.

Prove que existe uma constante C ≥ 0 tal que


|a(x, y)| ≤ Ckxk.kyk∀x ∈ E, ∀y ∈ F.

Solution: Considere H = {a(x, •); x ∈ E, kxk ≤ 1} ⊆ L(F ; R).


Por hipótese ψ2 = a(•, y) é linear e contínua para cada y ∈ F , portanto, para todo x ∈ E ,
kxk ≤ 1 temos,

kψ2 (x)k ≤ kψ2 k.kxk = kψ2 k := Cy


Isto é,
ka(x, y)k ≤ k(a(•, y)k.kxk = ka(•, y)k := Cy

Assim, a família H é pontualmente limitada e, pelo Teorema de Banach-Steinhaus, existe uma


constante C tal que

supkxk≤1 supkyk≤1 ka(x, y)k := C.

Segue da bilinearidade de a que ka(x, y)k ≤ Ckxk.kyk.

22. Brezis 2.8 Sejam E um espaço de Banach e T : E −→ E ∗ um operador linear satisfazendo


hT x, xi ≥ 0 ∀x ∈ E.

Prove que T é limitado.

Solution: Seja G(T ) = {(x, T x); x ∈ E} o gráco de T : E −→ E ∗ .


Tome (xn , T xn ) uma sequência em G(T ) convergindo para um ponto (x, f ) ∈ E × E ∗ . Por
hipótese sabemos que
hT (xn − y), xn − yi ≥ 0, ∀y ∈ E
=⇒ hT xn − T y), xn − yi ≥ 0, ∀y ∈ E
Aplicando o limite quando n −→ 0, obtemos
hf − T y), x − yi ≥ 0, ∀y ∈ E

Tomando y = x − tz, t ∈ R, z ∈ E segue que:


hf − T (x + tz), x − (x + tz)i ≥ 0, ∀y ∈ E

=⇒ thT x − f, zi + t2 hT z, zi ≥ 0, ∀z ∈ E, ∀t ∈ R
=⇒ hT x − f, zi ≥ −thT z, zi, ∀z ∈ E, ∀t ∈ R
=⇒ (T x − f )(z) ≥ −thT z, zi, ∀z ∈ E, ∀t ∈ R

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=⇒ (T x − f )(z) ≥ α, α ∈ R, ∀z ∈ E
=⇒ (T x − f )(z) = 0, ∀z ∈ E
=⇒ (T x − f ) ≡ 0
=⇒ T x ≡ f
Portando a sequência (xn , T xn ) ∈ G(T ) converge para um ponto (x, f ) ∈ G(T ). Assim G(T ) é
fechado pois contem todos os seus pontos de aderência. Segue pelo Teorema do Gráco Fechado
que T é contínua.

23. Brezis 2.11 Seja E um Espaço de Banach, F = `1 , e seja T ∈ L(E, F ) tal que T ◦ S = IF , i.e. S
possui inversa à direita de T.

Solution: Tome a base canônica de Hamel de F = `1 dada por :

β`1 = {f1 , f2 , ..., fn , ...}

Pelo Teorema da Aplicação Aberta, temos que existe c > 0, constante, tal que
T (BE (0, 1)) ⊇ B`1 (0, c)

Agora seja en um elemento da bola BP


E (0, 1/c) tal que T (en ) = fn . Tome y ∈ Span(fn )n≥0 , note
que y pode ser escrita da forma y = i yi fi . Dena o operador S no conjunto Span(fn )n≥0 da
seguinte forma: !
X X
S(y) = S yi fi := yi ei
i i

Note que Span(fn )n≥0 é denso em `1 . Para mostrar que S estende-se à uma aplicação linear
limitada em `1 , é suciente mostrar que S é uniformemente contínua em Span(fn )n≥0 . Com
efeito,
X

X

X 1
yi f i) = yi ei ≤ |yi ei| ≤ ||y||1
c
S(
i i i

Portanto, S ∈ L(E, F ). E de fato S é a inversa a direita de T , com efeito, para um arbitrário


y ∈ `1 , !
X X X
(T ◦ S)(y) = T (S(y)) = T yi ei = yi T (ei ) = yi fi = y
i i i

E daí decorre que T admite inversa à direita, como queríamos demonstrar.

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