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MÓDULO DE:

A CIDADE E A NATUREZA

AUTORIA:

Carlos Cariacás

Copyright © 2011, ESAB – Escola Superior Aberta do Brasil


Módulo de: A Cidade e a Natureza
Autoria: Dr. Carlos Cariacás

CITAÇÃO DE MARCAS NOTÓRIAS

Várias Marcas Registradas São Citadas No Conteúdo Deste Módulo. Mais Do Que
Simplesmente Listar Esses Nomes E Informar Quem Possui Seus Direitos De Exploração Ou
Ainda Imprimir Logotipos, O Autor Declara Estar Utilizando Tais Nomes Apenas Para Fins
Editoriais Acadêmicos.

Declara ainda, que sua utilização tem como objetivo, exclusivamente na aplicação didática,
beneficiando e divulgando a marca do detentor, sem a intenção de infringir as regras básicas
de autenticidade de sua utilização e direitos autorais.

E Por Fim, Declara Estar Utilizando Parte De Alguns Circuitos Eletrônicos, Os Quais Foram
Analisados Em Pesquisas De Laboratório E De Literaturas Já Editadas, Que Se Encontram
Expostas Ao Comércio Livre Editorial.

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A presentação

Seja bem-vind@ ao estudo do módulo “A cidade e a Natureza”.

O módulo “A cidade e a Natureza” se configura como um espaço para repensar a cidade sob
a ótica da ecologia. Abordando a vida na cidade em relação à Natureza. Contém uma parte
teórica sobre a história do surgimento e desenvolvimento das cidades. Passando por
análises filosóficas sobre a relação cidade e Natureza. E, por fim, a discussão acerca da
sustentabilidade das cidades sob a ótica do panorama ambiental.

Na última parte do módulo o assunto analisado serão as modificações provocadas pela


Agenda 21.

Obs.: Este módulo possui as seguintes características:

- Textos selecionados pelo viés da fácil compreensão e profundidade e, na sequência,


baterias de exercícios e dicas complementares.

- O material produzido não serve somente para estudo do aluno da ESAB. Foi pensado e
desenvolvido para que sirva de apoio didático na prática cotidiana da Educação Ambiental

- O módulo incentiva a pesquisa e o uso da internet como forma de conhecer e interagir, em


rede, com instituições e espaços acadêmicos e cidadãos que abordam a questão ambiental.
Objetivando a questão da sustentabilidade.

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O bjetivo

Levantar algumas premissas de como deve acontecer à relação entre a cidade e a Natureza,
que não podem se separar.

E menta

Sobre a origem das cidades; história do desenvolvimento das cidades; reflexões filosóficas
sobre a Natureza; a cidade e a Natureza: convergência e divergências.

S obre o Autor

Carlos Cariacás:

http://lattes.cnpq.br/0031719315013253

Doutor em Ciências da Religião(PUC-SP);graduado em Filosofia (PUC-MINAS); mestre em


Educação, Administração e Comunicação (USM); professor universitário.

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S UMÁRIO

UNIDADE 1 ......................................................................................................................................... 7
Cidade e Campo: nosso imaginário e opções .................................................................................. 7
UNIDADE 2 ....................................................................................................................................... 11
Os Fatores Que Compensem Ou Desfavorecem A Vida Na Cidade E No Campo. ........................ 11
UNIDADE 3 ....................................................................................................................................... 14
O Surgimento Das Cidades. ........................................................................................................... 14
UNIDADE 4 ....................................................................................................................................... 19
História das Cidades na Antiguidade ............................................................................................. 19
UNIDADE 5 ....................................................................................................................................... 23
História Das Cidades Na Idade Média E Renascimento ................................................................. 23
UNIDADE 6 ....................................................................................................................................... 27
História Das Cidades Na Modernidade. ......................................................................................... 27
UNIDADE 7 ....................................................................................................................................... 32
História Das Cidades Na Atualidade. ............................................................................................. 32
UNIDADE 8 ....................................................................................................................................... 34
Sobre A Concepção Grega De Natureza. .......................................... Erro! Indicador não definido.
UNIDADE 9 ....................................................................................................................................... 35
Sobre A Concepção Grega De Natureza: A Ordem Mutável Da Cidade. ....................................... 35
UNIDADE 10 ..................................................................................................................................... 38

UNIDADE 11 ..................................................................................................................................... 41

UNIDADE 12 ..................................................................................................................................... 42

UNIDADE 13 ..................................................................................................................................... 43

UNIDADE 14 ..................................................................................................................................... 44
A Concepção Técnica Da Natureza E O Desgaste Da Terra. ............ Erro! Indicador não definido.
UNIDADE 15 ..................................................................................................................................... 45
A Técnica Como Desnaturalização E Salvaguarda Da Natureza. ...... Erro! Indicador não definido.
UNIDADE 16 ..................................................................................................................................... 47
A Cidade E A Natureza – Observações. ............................................ Erro! Indicador não definido.
UNIDADE 17 ..................................................................................................................................... 50

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Seu Conhecimento Sobre Os Conceitos Sustentável/Sustentabilidade.............. Erro! Indicador não
definido.
UNIDADE 18 ..................................................................................................................................... 53
O Que É Sustentabilidade? ................................................................ Erro! Indicador não definido.
UNIDADE 19 ..................................................................................................................................... 56
Quando Uma Cidade É Sustentável? ............................................................................................. 56
UNIDADE 20 ..................................................................................................................................... 59
O Que É AGENDA 21? .................................................................................................................. 59
UNIDADE 21 ..................................................................................................................................... 61
Agenda 21: Dimensões Sociais E Econômicas. ................................. Erro! Indicador não definido.
UNIDADE 22 ..................................................................................................................................... 62
Agenda 21: Conservação E Gestão Dos Recursos Para O Desenvolvimento. ... Erro! Indicador não
definido.
UNIDADE 23 ..................................................................................................................................... 63
Agenda 21: Fortalecimento Do Papel Dos Grupos Principais. ............ Erro! Indicador não definido.
UNIDADE 24 ..................................................................................................................................... 64
Agenda 21: Meios De Execução. ................................................................................................... 64
UNIDADE 25 ..................................................................................................................................... 65
Análise Das Ações Geradas Pelo Impulso Da Agenda 21 (I). ............ Erro! Indicador não definido.
UNIDADE 26 ..................................................................................................................................... 68
Análise Das Ações Geradas Pelo Impulso Da Agenda 21 (II). ........... Erro! Indicador não definido.
UNIDADE 27 ..................................................................................................................................... 70
Exemplificando As Ações Municipais De Gestão Ambiental: O Caso Carangola. .......................... 70
UNIDADE 28 ..................................................................................................................................... 74
Panorama Político Institucional Brasileiro: A População E A Questão Ambiental. ..... Erro! Indicador
não definido.
UNIDADE 29 ..................................................................................................................................... 77
A Busca Pela Natureza Em Oposição À Cidade: O Caso Da Prática Esportiva. Erro! Indicador não
definido.
UNIDADE 30 ..................................................................................................................................... 81
Os Problemas Do Afastamento Da Natureza: Uma Questão Inicial E Final.................................... 81
GLOSSÁRIO ..................................................................................................................................... 85

BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................. 89

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U NIDADE 1
Objetivo: Pensar o imaginário e as opções acerca da cidade e do campo.

Cidade e Campo: nosso imaginário e opções

A cidade, na temática ambiental, é um assunto dos mais caros (e rodeado de preocupações).


Afinal, é na cidade que a vida e o problema ambiental se dinamizam de forma acentuada.

A maioria da população, hoje, habita as cidades. A vida no campo, no estilo estereotipado


(humilde e sem conforto) ficou no passado e na imaginação (sonhadora) das pessoas.

Para que você estudará este módulo? Qual a serventia deste módulo para o seu campo de
atuação?

Estas e outras questões serão respondidas por você, na medida em que for entrando em
contato com os textos selecionados e for realizando as atividades sugeridas.

O módulo “A cidade e a Natureza” se configura como um espaço para repensar a cidade sob
a ótica da Ecologia. Abordando as proximidades e distâncias da vida na cidade em relação à
Natureza. Contém uma parte teórica sobre a história do surgimento e desenvolvimento das
cidades. Passando por análises filosóficas sobre a relação cidade e Natureza. Caindo, por
fim, na discussão acerca da sustentabilidade das cidades, sob o ponto de vista do panorama
ambiental

Atenção!

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Como todos os módulos pertencentes ao programa de Educação Ambiental
Urbana, este possui as seguintes características:

 Textos selecionados pelo viés da fácil compreensão e profundidade;

 São dispostos para leitura em fragmentos e, na sequência, discorrem


baterias de exercícios e dicas complementares;

 O material produzido não serve somente como estudo para o aluno da


ESAB, pois foi pensado e desenvolvido para que sirva de apoio didático na
prática cotidiana da Educação Ambiental;

 O módulo incentiva a pesquisa e o uso da internet como forma de


conhecer e interagir, em rede, com instituições e espaços acadêmicos e
cidadãos que abordam a questão ambiental. Objetivando a questão da
sustentabilidade.

Agora, uma observação válida para a leitura de todos os textos selecionados neste nosso
módulo:

As referências bibliográficas das citações encontram-se na página virtual: BIBLIOGRAFIA.


As citações no corpo deste módulo vêm sinaladas por um asterisco (*). Portanto, é
importante que você dirija-se à página virtual para conferir, por unidades, o que foi lançado.

Agora, ao acabar de ler o conteúdo introdutório do módulo,


faça um breve balanço sobre seu modo de pensar a cidade.

Para facilitar, responda algumas perguntas, na forma de um


questionário. Estas questões você poderá usar em seu
trabalho de Educação Ambiental. Ao mesmo tempo, você
deverá entrevistar quatro pessoas: (uma que nasceu na cidade e sempre morou na cidade;
uma que nasceu na cidade e foi morar na zona rural; uma que nasceu na zona rural e foi
morar na cidade; uma que sempre morou na zona rural e nunca morou na cidade).

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Marque um (X) nas questões que correspondem a sua história pessoal de relação com a
cidade.

Pessoa A ( ) Nasci na cidade.

Pessoa B ( ) Nasci na zona rural.

Pessoa C ( ) Nasci na cidade e sempre morei na cidade.

Pessoa D ( ) Nasci na zona rural e continuo morando na zona rural.

Pessoa E ( ) Nasci na cidade e já morei / moro na zona rural.

Pessoa F ( ) Nasci na zona rural e fui morar na cidade.

Trace paralelos das respostas comparando as categorias abaixo elencadas.

Questão A:

O que lhe vem à mente quando você pensa sobre a vida na cidade e a vida no campo?

Avaliação Pessoa A Pessoa B Pessoa C Pessoa D Pessoa E Pessoa F

Cidade

Campo

Avalie a medida das respostas favoráveis e desfavoráveis (em sua medida de valor) à cidade
e ao campo.

3) Com base no que foi respondido pergunte as pessoas (e questione-se) se elas trocariam a
trajetória de vida delas (dentro do formato de pessoa acima estruturado) por outra trajetória.
Peça para que elas apresentem uma explicação para a sua possível opção.

Avaliação Pessoa A Pessoa B Pessoa C Pessoa D Pessoa E Pessoa F

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Opção de mudança
ou trajetória

Faça um balanço das respostas e questione-se acerca das opções lançadas.

Reprodução

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U NIDADE 2
Objetivo: Repensar os conceitos de favorecimento/desfavorecimento da vida na cidade e no
campo.

Os Fatores Que Compensem Ou Desfavorecem A Vida Na Cidade E No Campo.

Reprodução

1) Apresente o que, na sua visão, faz com que o campo ou a cidade seja a melhor opção
para você viver.

Avaliação Pessoa A Pessoa B Pessoa C Pessoa D Pessoa E Pessoa F

Cidade

Campo

2) O que faz com que as pessoas procurem a cidade ou o campo para viver?

Pessoa A Pessoa B Pessoa C Pessoa D Pessoa E Pessoa F

Cidade

Campo

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Você acha que a cidade favorece/desfavorece a vida em unidade e companheirismo?
Justifique: No campo as pessoas são mais unidas e companheiras? Colete a opinião das
pessoas e apresente a sua.

Pessoa A Pessoa B Pessoa C Pessoa D Pessoa E Pessoa F

Leia abaixo um trecho do texto de Rita Amaral (*) que fala sobre o que caracteriza a
formação da ideia Cidade.

Texto:

A “diversidade é uma das características mais marcantes da Cidade. É o que lhe imprime
contorno e ritmo únicos. A imagem da cidade é composta de um sem número de traços,
linhas, cores, sinais gráficos, sons, sotaques, letras, roupas, números, cheiros, frases,
massas, volumes, movimentos, etc. É aqui, o lugar onde convivem as relações capitalistas
impessoais com o nepotismo, os direitos legais com as "panelinhas", o concurso público
com o "pistolão", a religião com a ciência, a família com o individualismo crescente, o
isolamento individual com a comunicação internacional e, em termos de espaço físico,
centros superconstruídos com periferias vazias, arranha-céus com favelas, palacetes e
cortiços, avenidas com pracinhas; a arquitetura tradicional e de estilo convive lado a lado
com a ultramoderna, mas, principalmente, a cidade é o lugar onde convivem pobres e ricos,
velhos com jovens, mendigos e doutores, católicos e protestantes, ateus e macumbeiros,
gregos e baianos, a "japonesa loura, a nordestina moura", o empresário e o funcionário, o
operário e o ladrão, o malandro e o otário... Na cidade, a cultura até mesmo cria a Natureza.
Parques florestais, praças, bosques, jardins, por exemplo, estão presentes apenas onde o
homem deseja ou permite. Tudo isto dificulta uma definição do que seja a cidade, que pode
ser, ao mesmo tempo, tudo e nada. Então, será que, levando-se em conta tamanha
diversidade, a cidade realmente existe como totalidade e pode ser pensada, como categoria
antropológica? Como uma variável explicativa dos fenômenos que abriga? Como se define,
então, a cidade?

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Lefebvre definiu a cidade como a "projeção da sociedade sobre um dado território". Essa
afirmação parece bastante elementar e, ao mesmo tempo, um ponto de partida
indispensável, porque se é necessário ultrapassar o empirismo da descrição geográfica,
corre-se o risco de imaginar o espaço como uma "página em branco" sobre a qual se
inscreve a ação dos personagens sociais e das instituições, sem encontrar obstáculos, a
não ser o "desenho" das gerações anteriores. Isso corresponderia a conceber a Natureza
como totalmente moldada pela cultura e, assim, que toda problemática social tem origem na
união destes dois termos, através do processo dialético pelo qual "uma espécie biológica
particular (dividida em classes)", o homem, se transforma e transforma o seu
desenvolvimento na luta pela vida e pela apropriação diferencial do produto de seu trabalho.

Para os autores que a pensam como uma variável dependente, a cidade não se autoexplica,
uma vez que ela não é uma totalidade, mas apenas a objetivação de uma totalidade maior
na qual se insere. Estes autores geralmente estão interessados em fatores históricos e
estudam a cidade como produto de diversas causas econômicas, políticas e sociais. De
acordo com diferentes circunstâncias e forças históricas, existiriam cidades de tipos
diferentes, (portos, santuários, industriais, etc.) desempenhando funções ligadas às áreas
nas quais estão inseridas. Entre os autores que aderem a esta perspectiva, parece
suficiente citar Karl Marx e Max Weber, por sua importância e influência nas ciências
sociais. Apesar “de suas divergências teóricas serem profundas, ambos caracterizam a
cidade ocidental como um lugar de mercado”.

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U NIDADE 3
Objetivo: Abordar o surgimento histórico das cidades e alargar o campo dos conhecimentos
gerais.

O Surgimento Das Cidades.

Certamente você já deve ter tido esta curiosidade: como surgiram as cidades?Esta unidade e
as que se seguem descreverão a história das cidades ao longo da história humana. Para
tanto, leia alguns fragmentos de um texto produzido por Fábio Costa Pedro e Olga M. A.
Fonseca Coulon (*) com a intenção de fazê-lo refletir sobre a origem e os fundamentos da
cidade. Este estudo tem a importância de fazer com que você se situe dentro da
problemática. È um assunto interessante e prazeroso. Bom estudo!

No primeiro momento o texto abordará: O Surgimento das Cidades.

O desenvolvimento da agricultura irrigada nas planícies dos grandes rios foi o fator
econômico decisivo na fundação das primeiras cidades, no Oriente Próximo. O principal
progresso técnico que a acompanhou foi a descoberta e uso do bronze (metal
conseguido a partir da mistura do cobre e do estanho), que substituiu definitivamente a
pedra na manufatura de todas as espécies de armas e ferramentas.

As primeiras cidades surgiram entre 3 500 e 3000 a.C. nos vales dos rios Nilo, no Egito e
Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia; posteriormente, mais ou menos em 2 500 a.C., no
vale do rio Indo, na Índia e por volta de 1 500 a. C., na China.

O surgimento das cidades foi intimamente unido a dois fatores: a agriculturta e o trabalho.

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As enchentes periódicas dos rios deixavam nas margens uma camada de húmus que
favorecia a produtividade da terra. Entretanto, os rios que fertilizavam o solo e serviam de
acesso às fontes de matérias primas precisavam ser drenados e controlados, o que
demandava a cooperação entre os homens.

A abertura de canais de irrigação, a drenagem de pântanos, a construção de represas e


poços eram obras que requeriam o trabalho coletivo da população de várias aldeias, para o
melhor aproveitamento das águas. Exigiam também uma direção centralizada, capaz de
dividir e racionalizar as tarefas.

A necessidade de centralização levou ao aparecimento da cidade, centro administrativo que


reunia várias aldeias surgidas em torno do templo do principal deus totêmico da
comunidade. Nesse templo era armazenada a produção excedente das aldeias; à sua volta,
viviam as pessoas que se dedicavam à administração, ao comércio e ao artesanato.

Entre os servidores do templo, destacavam-se os sacerdotes (herdeiros dos “feiticeiros” das


aldeias neolíticas), intérpretes da vontade dos deuses, que acabavam por assumir a função
de dirigentes das cidades. Exerciam tarefas de muita importância. Como a distribuição das
águas e das sementes, a supervisão das colheitas e a armazenagem dos grãos,
apropriando-se também de boa parte das terras e da produção dos camponeses como
pagamento de impostos devidos aos deuses.

A dinâmica da vida na cidade, mediada pelo trabalho, ocasionou a divisão do trabalho


que,como consequência, geraram as desigualdades sociais – culminando na formação do
Estado.

“Além do desenvolvimento da agricultura, com direção centralizada dos trabalhos coletivos


de irrigação, outros fatores contribuíram para transformar as aldeias em cidades. As
técnicas de trabalhar metais, ouro, prata, bronze, se desenvolveram com rapidez,
tornando-se profissões especializadas, como joalheiros e metalúrgicos.

A existência das primeiras cidades dependia também da possibilidade de se organizar o

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transporte eficaz de grandes quantidades de produtos e de matérias primas. Os habitantes
das cidades precisavam receber com regularidade alimentos vindos dos campos ou de
localidades distantes. Era indispensável ir buscar em florestas e montanhas, por vezes
longínquas, madeira, metais e até pedra.

Essas necessidades levaram a um grande aperfeiçoamento dos meios de transporte e ao


desenvolvimento do comércio.

As canoas primitivas foram sendo aperfeiçoadas, até se transformarem em autênticos


navios, capazes de transportar artigos volumosos. A descoberta da vela aumentou o raio
de ação dos navios. De igual significação foi o desenvolvimento dos transportes terrestres,
com a invenção da roda, da tração animal e também do arado de metal.

O comércio, de início, se processava por simples troca; depois, pelo uso do gado (pecúnia)
como unidade de troca, ou por meio de artigos valiosos facilmente transportáveis, tais como
os metais (cobre e posteriormente ouro e prata). O aparecimento de mercadores
especializados deveu-se à necessidade de se adquirir produtos estrangeiros em regiões
distantes, transformando essa atividade numa profissão.

O desenvolvimento do comércio e da vida urbana em geral tornou inevitável a invenção da


escrita, dos processos de contagem, dos padrões de medida e do calendário, que foram
sendo melhorados com o tempo.

Nas cidades, os cidadãos passaram a ser classificados de acordo com a sua função,
incluindo os sacerdotes, os escribas, os mercadores, os artesãos, os soldados, os
camponeses, os escravos domésticos, os estrangeiros. A divisão do trabalho e as
desigualdades de riquezas entre os cidadãos criaram a necessidade de leis e de forças
capazes de fazer cumprir as leis. A liderança natural do grupo, que nas aldeias era
exercida pelos mais velhos e sábios, cedeu lugar ao governo de um só homem, geralmente
o principal administrador do templo ou um grande chefe guerreiro, surgindo assim a Cidade
- estado.

“Por volta de 3 500 a.C., as cidades dos vales dos rios Nilo, Tigre e Eufrates já constituíam
civilizações com governo centralizado nas mãos do rei e o trabalho baseado na servidão

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dos camponeses”.

Reprodução- Fórum Romano

 Pensar a cidade como a


própria casa.

 Pensar a própria casa


como extensão da cidade.

 Pensar a própria vida como


construtora da cidade

ATIVIDADE OPTATIVA

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Sugiro que você elabore uma pesquisa acerca da origem da cidade em que você
mora. Esta mesma pesquisa pode ser aplicada em seu trabalho de Educação
Ambiental. Ela tem como objetivo, levar o pesquisador a pensar, admirar, se
apropriar da história e da vida da cidade onde mora.

“É impossível amar algo sem conhecer”. Ensina o pensamento popular.

Investigue:

 Quando a cidade foi fundada.

 Quem fundou (fundadores).

 Data de fundação

 Dificuldades encontradas no período de fundação.

 Dificuldades encontradas no período de existência da cidade.

 Acontecimentos marcantes na fundação da cidade.

 Desenvolvimento cultural, social e religioso da cidade.

 Desenvolvimento econômico e educacional.

A preocupação ambiental desde a sua fundação.

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U NIDADE 4
Objetivo: Compreender a história das cidades na Antiguidade.

História das Cidades na Antiguidade

A leitura da unidade anterior é muito esclarecedora e de grande valia para se entender os


processos atuais das relações sociais. Esta unidade, na perspectiva de resgatar a totalidade
da história das cidades, destinará a sua atenção para a história das cidades na Antiguidade.
È uma unidade que não possui estudo dirigido – sendo simplesmente a leitura de um texto
(*). Gostaria de alertá-lo de que este texto foi usado para a elaboração das questões para as
provas – por isto, não pule o estudo desta unidade simplesmente por não ser seguido de
algum estudo dirigido ou não possuir uma atividade específica.

A primeira questão que fica para a análise é saber: como eram as cidades na Antiguidade?

As primeiras cidades desenvolveram-se na Mesopotâmia, mais especificamente,


em torno do Rio Eufrates, em torno de 3500 a.C. Em torno de 2000 a.C, as
primeiras cidades começaram a desenvolver-se em torno do Rio Nilo e na China.
Tais cidades eram significantemente maiores do que as vilas neolíticas. Estas
cidades também dispunham de estruturas mais complexas, inexistentes nestas
vilas, como grandes depósitos para estoque de alimentos e templos religiosos. A
maioria dos habitantes destas cidades já não trabalhavam mais na agricultura, e
sim no artesanato ou no comércio de produtos e serviços em geral.

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Reprodução - Mapa do centro de Roma durante o Império Romano.

Na sequência observe (*) a organização das cidades na Antiguidade.

A maioria das cidades da antiguidade não possuíam mais do que dez mil habitantes, e não eram
maiores do que 1 km². Porém, algumas delas eram muito maiores - em termos populacionais e
territoriais.(...). As cidades da antiguidade localizavam-se quase sempre próximos à beira de uma
fonte de água potável e próximas à grandes corpos de água, tais como rios e mares, para facilitar o
transporte de carga de uma região à outra, bem como obtenção de água potável. Quando as fontes
de água doce eram insuficientes, trabalhadores livres ou escravos traziam água de fontes próximas
à cidade. Avanços tecnológicos também ajudaram. (...). A maioria das cidades da antiguidade
clássica dispunha de um ou mais reservatórios públicos, onde a água potável era armazenada.
Alguns destes reservatórios também coletavam água da chuva, principalmente os reservatórios das
cidades no norte da África.

Porém, água não era mais o único fator para a localização de uma cidade. Com o aparecimento de
guerras entre diferentes povos, proteção também tornou-se um fator importante. Algumas destas
cidades localizavam-se em serras de difícil acesso, como Roma e Atenas, por exemplo. A grande
maioria das cidades antiga era cercadas por muralhas. As muralhas de pequenas cidades eram
geralmente feitas de madeira, enquanto as muralhas de cidades importantes ou grandes cidades
eram feitas de pedra, mármore e cimento.

O crescimento populacional nestas cidades começou a criar sérios problemas, quanto ao


saneamento básico. A coleta de lixo era inexistente na maior parte das cidades. Habitantes da
classe trabalhadora simplesmente jogavam seu lixo nas ruas - muitas, dos quais, não

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pavimentadas. Como consequência, doenças eram muito comuns na época, e a taxa de
mortalidade era alta. Este problema era agravado com chuvas - que inundavam as casas da cidade
com lama contaminada com lixo e microorganismos causadores de doenças. Outras cidades,
porém, coletavam o lixo das casas e os jogavam fora das muralhas da cidade. (...)

Uma vez sabendo como as cidades estavam organizadas, observe o estudo acerca da
administração das mesmas.

À medida que antigas vilas rurais cresciam e tornavam-se cidades, maior organização passou a ser
necessária. Sistemas governamentais foram criados. Estes eram responsáveis pelo fornecimento de
serviços tais como construção de estruturas, tais como muralhas ou templos religiosos, centros de
entretenimento populares, a organização do comércio, criação de leis e da defesa da cidade contra
ataques inimigos, por exemplo.

Geralmente, as cidades eram governadas por cidadãos da elite. Estes cidadãos atuavam em nome
do Chefe de Estado do império da qual a cidade fazia parte. Algumas cidades, porém, não faziam
parte de um país. Nesta categoria, destacam-se as Cidades-Estados da Grécia Antiga, que eram
cidades independentes.

Os administradores da cidade passaram a cobrar impostos dos habitantes da classe trabalhadora da


cidade - artesãos, fazendeiros e comerciantes, por exemplo. O intuito dos fundos econômicos
arrecadados através dos impostos era primariamente o financiamento dos programas da cidade.
Porém, em várias cidades, vários administradores gananciosos passaram a roubar parte deste
dinheiro para si mesmos, no que é para muitos um dos pilares da origem da corrupção. Geralmente,
os cidadãos da classe trabalhadora tinham pouca ou nenhuma voz na administração local. Porém,
algumas cidades possuíam uma forma de governo relativamente democrática, como Atenas e
Cidades-Estados aliadas, onde todas as pessoas do sexo masculino, não estrangeiros e não
escravos tinham o direito de determinar políticas e regras do governo da cidade.

Por fim: como se organizava a economia nas cidades da Antiguidade?

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Inicialmente, as vilas neolíticas e pequenas cidades dependiam basicamente da agricultura. À medida
que novos e melhores métodos de cultivo e domesticação e criação de animais surgiam, mais
pessoas deixaram de trabalhar na agricultura e foram para as cidades, em busca de trabalho e
entretenimento. Muitos passaram a trabalhar em ocupações dentro destas vilas, passando a não
trabalharem mais no campo, tornando-se artesãos, fabricantes de roupas, calçados e outros
suprimentos, vendendo os produtos fabricados ou oferecendo serviços para outros habitantes da
comunidade urbana e rural.

A criação de estradas conectando várias cidades e vilas entre si, inovações tecnológicas tais como
navios e a roda, que permitiu o surgimento de veículos movidos à tração animal, fez com que a
importância da agricultura e a proximidade de minérios fosse reduzida. Os agricultores e criadores de
animais passaram a mandar seus produtos até uma feira comercial, onde, então, eram vendidos.
Também surgiram os mercantes, comerciantes que vendiam produtos produzidos por outras pessoas.
Estes mercantes geralmente compravam produtos de locais distantes, transportando-nos em navios
ou em veículos movidos à tração animal até os mercados, onde eram vendidos por altos preços.

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U NIDADE 5
Objetivo: Compreender a história das cidades na Idade Média e Renascimento.

História Das Cidades Na Idade Média E Renascimento

Espero que os estudos das unidades anteriores lhe estejam sendo preciosos no sentido de
responder questões referentes à tentativa de compreender o hoje mediante o olhar para o
passado. A história é uma preciosidade! Não se pode sustentar a explicação do hoje sem
avaliar o passado. Espero que você tenha consciência disto. É horrível quando pessoas
tentam produzir conhecimentos e intervenções sociais no hoje sem levarem em conta o
passado – toda tentativa neste sentido, além de não ser científica, certamente será em vão.

Esta unidade dedica-se ao estudo das cidades no período medieval.

Reprodução: Pintura de Paris de 1493.

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Para este estudo, primeiro, dedique sua atenção para o resgate do que veio a ser a Idade
Média e o Renascimento.

Durante a Antiguidade, várias das cidades do vasto Império Romano tinham mais de 50 mil
habitantes. As maiores chegavam a ter mais do que 350 mil habitantes (...). Em 286, o Império
Romano foi dividido em dois. O Império Romano do Ocidente, cuja capital era Roma, logo
passou a sofrer constantes ataques dos bárbaros. Estes bárbaros atacaram várias cidades
romanas. Lentamente, várias tribos bárbaras ocuparam áreas anteriormente ocupadas pelos
romanos, fragmentando o império. Tais tribos bárbaras eram primariamente guerreiros,
fazendeiros e caçadores, e tinham pouco interesse no comércio. Eventualmente, o Império
Romano do Ocidente acabaria em 476, período na qual a Idade Média tem início.

O intenso medo, o colapso comercial e a reduzida produtividade agrícola por parte da população
urbana do Império Romano do Ocidente fez com que a vasta maioria dos habitantes destas
áreas urbanas na Europa gradualmente migrassem para o campo, mais exatamente em direção
aos feudos, que ofereciam proteção. Entre o século III e o século X, a população das cidades
europeias gradualmente caiu. O comércio entre cidades caiu drasticamente, para somente
crescer após o século X, época onde a população das cidades voltou a crescer lentamente. (...)
(*).

Na mesma estrutura da Unidade anterior, passe para a abordagem sobre a organização das
cidade na Idade Média.

As cidades europeias da Idade Média mudaram muito em relação às cidades do Império Romano da
Antiguidade. Eram geralmente muito menores que as cidades romanas, não possuíndo mais do que
1 km². A população destas cidades também era muito pequena. Na Média, uma cidade medieval
típica tinha entre 250 a 500 habitantes. (...)

(...)

Nas cidades da Europa Ocidental, a Igreja Católica Romana teve grande influência na arquitetura e
organização destas áreas urbanas. Estas cidades dispunham de uma igreja - que era geralmente a
estrutura mais alta e cara da cidade, construída sob os padrões do estilo gótico - no centro da
cidade. Edifícios governamentais e as casas da elite localizavam-se próximas à igreja, e a classe

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pobre, próximo às muralhas.

Como em cidades da antiguidade, geralmente, o lixo era despejado diretamente na rua. Por causa
disso, e também por causa da alta densidade populacional, ora ou grandes epidemias mataram uma
grande quantidade de pessoas. (...)

As grandes cidades da Europa Ocidental como Veneza, Florença, Paris e Londres atraíam pessoas
de várias etnias. Estas pessoas instalavam-se geralmente em um bairro povoado majoritariamente
por pessoas do mesmo grupo étnico. Vários destes bairros eram cidades em miniatura, com seus
próprios mercados, reservatórios de água e igrejas ou sinagogas. Isto limitou conflitos entre pessoas
de diferentes etnias e religiões, porém, também limitando a difusão cultural. Alguns bairros,
chamados de guetos, eram usados para abrigar pessoas consideradas indesejáveis, tais como
judeus, por exemplo.

(...) (*).

E a administração das cidades, como eram?

Na Europa Ocidental, o feudalismo desenvolveu-se ao longo dos primeiros séculos da Idade Média.
Reinos continuaram a existir, porém, estes estavam divididos em várias secções chamadas de
feudos. As cidades continuaram a fazer parte de um dado país, mas o Rei deste reino tinha o
controle apenas sob as áreas que eram de sua propriedade, e não sob seu reino. Isto efetivamente
diminuiu muito o poder destes chefes de estado. Uma dada cidade era de facto governada pelo
dono - um Senhor ou um bispo, membro da Igreja Católica - do feudo onde a cidade estava
localizada.

No século XI, com o crescimento populacional e do comércio, a burguesia em crescimento destas


cidades começaram a ressentir o forte controle dos senhores feudais nas cidades. Em várias
cidades, a burguesia lutou contra os senhores feudais pelo direito da administração da cidade. Em
algumas, estas lutas foram bem-sucedidas - especialmente na Península Itálica. (...). As cidades
continuaram a possui um alto degrau de independência, onde cidadãos criavam leis e apontavam
seus oficiais. Eventualmente, durante o século XIV e o século XV, os governos dos reinos da
Europa Ocidental passaram a gradualmente serem solidificados em torno do chefe de estado, o Rei.
A autonomia destas cidades declinou, e mesmo a importância de grandes cidades-estados como

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Veneza, Gênova e Lübeck, caiu drasticamente.

No Oriente e em civilizações avançadas na América, o governo de impérios e reinos na maioria dos


casos centralizados nas mãos de um Imperador ou Rei. Estes geralmente escolhiam os
administradores das cidades. Exceções incluem Sakai, uma cidade japonesa que desfrutou de um
alto degrau de autonomia durante o fim da Idade Média (*).

Por fim, o entendimento sobre a economia no período medieval:

Na Europa, o sistema econômico de feudalismo dividiu a terra entre vários senhores feudais, onde os
vassalos trabalhavam, em troca de proteção. Este sistema entrou em decadência no século X. Vários
destes vassalos migraram então para as cidades, com alguns se tornando artesãos ou mercantes, e
outros fazendeiros em terras próximas à cidade, e vendendo seus produtos diretamente no mercado
da cidade. O crescimento do comércio entre as cidades e a migração de pessoas do campo para a
cidade foram duas importantes razões que contribuíram para o crescimento populacional das cidades
após o século X.

Artesãos, auxiliados por avanços tecnológicos e pela invenção de novos produtos como pólvora,
barril e relógios, por exemplo, conseguiam criar e vender cada vez mais produtos em um dado
espaço de tempo. Os mercantes, auxiliados pela estimulação do comércio interurbano, também
prosperaram. Tanto artesões quanto mercantes formaram uma nova classe econômica - a classe
média. Porém, ainda assim a maioria da população das cidades vivia na pobreza, trabalhando muito
e ganhando pouco, morando em casas superlotadas e em péssimas condições sanitárias”.

Este estudo não se destaca sobre curiosidades mas na perspectiva do entendimento dos
fundamentos da vida nas cidades e os problemas decorrentes do aumento populacional.

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U NIDADE 6
Objetivo: Compreender a história das cidades na Modernidade.

História Das Cidades Na Modernidade.

A modernidade é a responsável pelo modelo de cidade que se encontra na atualidade

Texto (*):

“As cidades europeias - e a vida urbana destas cidades - não haviam mudado muito com a
chegada do Renascimento, mesmo com o gradual crescimento populacional das cidades.
Porém, durante o século XVIII, a Revolução Industrial teve início, com a invenção da
máquina a vapor, e de outros equipamentos industriais. Este período perdurou até o final do
século XIX nos atuais países desenvolvidos. Inúmeras cidades europeias e americanas
mudaram drasticamente por causa da Revolução Industrial, tornando-se grandes centros
industriais.

Várias grandes cidades localizadas em países em desenvolvimento - localizados na Ásia,


América Latina e África - começaram a industrializar-se a partir do final do século XIX em
diante. Algumas destas cidades tornaram-se grandes centros industriais, tais como Buenos
Aires, México, Shangai e São Paulo”.

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Reprodução - Coalbrookdale, cidade britânica, considerada um dos berços da Revolução Industrial .

Texto:

“ A industrialização das cidades causou grandes mudanças na vida urbana. Produtos que artesãos
levavam horas para fazer eram produzidas em questão de minutos nas fábricas, ainda mais, em
grande quantidade, e a preços mais baixos. Os artesãos passaram a ter crescente dificuldade em
encontrar clientes dispostos a comprarem produtos que passaram a ser produzidos por preços mais
baixos nas fábricas. Muitos destes artesãos desistiram de seus negócios.

A população das cidades industrializadas cresceu bastante. Isto ocorreu por causa de dois fatores. O
primeiro fator era as altas taxas de crescimento populacional da época. O segundo fator foi o início de
um forte êxodo rural, onde um crescente número de agricultores passaram a deixar os campos, indo
em direção às cidades. Muitos destes agricultores mudaram-se para as cidades porque avanços
tecnológicos na área da agropecuária haviam reduzido a necessidade de mão de obra humana,
outros foram às cidades simplesmente em busca de uma vida melhor. Ex-agricultores - incluindo
crianças - passaram a trabalhar nas fábricas nas cidade, geralmente morando em bairros próximos às
fábricas.

O crescimento de algumas cidades em especial se destaca pelo seu grande crescimento. Manchester
tinha apenas quatro mil habitantes em 1790. Seis décadas depois, a cidade alcançaria os 350 mil
habitantes. Chicago tinha 4,5 mil habitantes em 1840. Em duas décadas, em 1860 a população saltou
para 112 mil habitantes. Em 1880, a população da cidade alcançou 500 mil habitantes, dobrando na

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década seguinte. A maior cidade durante 1825 até o fim do século XIX foi Londres, a primeira área
urbanizada a superar os cinco milhões de habitantes do mundo. Tóquio era anteriormente a cidade
mais populosa do mundo.

As condições sanitárias da cidade industrial típica da década de 1830 eram péssimas. Elas,
geralmente, não dispunham de abastecimento de água e esgoto - nem mesmo nos bairros onde as
casas e apartamentos da burguesia e da elite estavam localizados. Gradualmente, tais serviços foram
instituídos nas cidades, primeiramente nos bairros da elite e da burguesia, ao longo do século XIX.
Somente posteriormente, já no início do século XX, os bairros da classe trabalhadora passaram a
receber estes serviços. Isto, nos países desenvolvidos. Mesmo hoje, várias cidades industriais em
países em desenvolvimento não possuem estas instalações.

A poluição tornou-se um grande problema nas cidades industrializadas. A falta de instalações


sanitárias adequadas e a poluição fizeram com que as taxas de mortalidade das cidades industriais
tornassem muito altas. A industrialização da grande maioria das cidades ocorreu de modo totalmente
desorganizado. Fábricas e bairros residenciais eram construídos uns próximos aos outros”.

Texto:

“O rápido crescimento dos problemas urbanos - pobreza, poluição, desorganização - durante os anos
do século XVIII e do século XIX forçaram países e cidades a tomarem medidas para tentar minimizar
estes problemas. Durante o final do século XIX, leis trabalhistas foram aprovadas nos Estados Unidos
e na Inglaterra, com o intuito de proteger os trabalhadores - que até então possuíam praticamente
nenhum direito. Entre outras medidas, estas leis proibiam o uso do trabalho infantil nas fábricas.
Outras medidas como melhorias na assistência médica e hospitalar para a classe trabalhista,
fornecimento de abrigo e alimento aos desempregados também foram tomadas.

Além disso, os sérios problemas causados pela desorganização e pela poluição levaram,
eventualmente, nos Estados Unidos e na Europa, à adoção de políticas de planejamento urbano, tais
como leis antipoluição, construção de estradas e a implementação de um sistema de transporte
público (tais como linhas de ônibus e metrô) e zoneamento”.

Por fim, a Economia:

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“ A indústria tornou-se a principal fonte de renda das grandes cidades do século XVIII e do século
XIX. Fábricas ocuparam o lugar que anteriormente pertenciam aos artesãos, produzindo os mesmos
produtos, de forma mais rápida, fácil, e que eram mais baratos. Grandes números de artesãos
ficaram desempregados. Vários deles foram obrigados a trabalhar em fábricas para sustentar-se.

O comércio interurbano tornara-se mais forte do que nunca. Grandes quantidades de produtos
industrializados, fabricados em uma cidade, eram transportados em trens e navios a vapor até outras
cidades.

O imenso custo da construção e manutenção das fábricas, e da obtenção de matéria-prima, foram um


dos motivos da ascensão do capitalismo, onde bancos e investidores, através de empréstimos e
parcerias econômica, ajudavam a cobrir os custos da construção e manutenção destas fábricas.
Várias cidades tornaram-se grandes centros bancários e financeiros, como Londres, Paris, Nova
Iorque, Montreal e Chicago”.

reprodução

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 O que a compreensão do surgimento e desenvolvimento das cidades lhe trouxe de
entendimento sobre a vida nas cidades hoje?

 Qual o fato que lhe chamou mais a atenção?

 Mediante as entrelinhas dos textos para estudo, como você imagina ter sido a relação
homem x Natureza no contexto histórico?

O que este estudo lhe trouxe de serventia para o modo de pensar e repensar a cidade pelo viés
de um mundo diferente?

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U NIDADE 7
Objetivo: Compreender a história das cidades no momento contemporâneo.

História Das Cidades Na Atualidade.

Texto

“As cidades cresceram mais do que nunca no século XX, mesmo com crises tais como a Grande
Depressão da década de 1930 - onde as cidades foram fortemente atingidas pelo desemprego,
especialmente naquelas dependentes primariamente da indústria pesada. Em 2000,
aproximadamente 2 900 cidades dispunham de mais de cem mil habitantes, e destas, cerca de 225
dispunham de mais de um milhão de habitantes (estimativas variam entre 180 a 300). Atualmente,
estima-se que 45% da população mundial vivam em cidades. São duas as principais razões deste
grande crescimento populacional. A primeira foi a queda nas taxas de mortalidade, gerada após
inovações na área da Medicina e de leis contra indústrias poluentes, bem como maior reorganização
da cidade através da implementação de leis de zoneamento e de planejamento urbano.

A segunda razão foi a grande migração da população rural para as cidades, provocada por avanços
tecnológicos na agropecuária e pela diversificação da economia urbana. Esta migração, chamada de
êxodo rural, foi mais acentuado nos países em desenvolvimento. Diferentes cidades nos países em
desenvolvimento industrializaram-se durante o século XX, atraindo grandes quantidades de pessoas
não somente do campo como de outras cidades, que buscam por melhores condições de vida.
Exemplos notáveis incluem São Paulo, Buenos Aires, Cidade do México, Shangai e Seul.

O grande crescimento populacional das cidades foi a causa principal do aparecimento das regiões
metropolitanas, isto é, cidades diferentes que estão divididas entre si através de fronteiras político-
administrativas, mas que, economicamente, demograficamente, socialmente e culturalmente, formam
uma única área urbana. Todas as grandes áreas urbanizadas do mundo atualmente são metrópoles
formadas por diversas cidades diferentes.

Quanto à qualidade de vida, a maioria dos habitantes das grandes cidades dos países desenvolvidos
desfrutam de um alto padrão de qualidade de vida, graças à implementação de leis trabalhistas,

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políticas de planejamento urbano, serviços públicos de qualidade (tais como cobertura policial,
bombeiros, Educação e Saúde pública) e da economia em crescimento destes países. Muitos
habitantes de cidades em países industrializados em desenvolvimento, por outro lado, ainda
enfrentam problemas como pobreza e péssimas condições de vida, além de altas taxas de
criminalidade.

Veículos motorizados ajudaram no desenvolvimento das cidades. O automóvel permitiu para milhões
de pessoas viver longe do local de trabalho, escolas e de centros comerciais. Atualmente, existem
cerca 520 milhões de automóveis no mundo, a maior parte deles operando nas cidades”.

Antes de dar continuidade aos seus estudos é fundamental que você acesse sua SALA
DE AULA e faça a Atividade 1 que se refere às Unidades 04, 05, 06 e 07 no “link”
ATIVIDADES.. Gostaria de alertar que, seguindo a tônica destes exercícios, a sua
avaliação será um sucesso.

Bom trabalho!

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U NIDADE 8
Objetivo: revisar o conteúdo estudado.

Uma vez lido os textos de caráter informativo sobre o desenvolvimento histórico das cidades
passaremos para uma rápida revisão do conteúdo. E o faremso na forma de reflexão. Abaixo
você encontrará dois exercícios, faça-os.

1) O texto abaixo é de autoria de Sávio Laet de Barros Campos – que trata sobre Santo
Agotinho e a cidade de Deus. Relacione o mesmo com os textos da Unidade 5
analisando: a) qual a relação da imagem acerca da Cidade de Deus em Santo
Agostinho com conteúdo sobre as cidade medievais?; b) Em que medida a idéia de
ausência de segregação não foi realizada pelo império cristão?

Os cristãos, como os pagãos, também buscam a paz temporal e não a buscam


através de outras virtudes senão aquelas mesmas que animam os não-cristãos
na persecução da mesma paz. Neste sentido, podemos dizer que não lá lugar,
numa sociedade cristã, para nenhuma forma de segregação social. Os cristãos se
veem como consortes de todos aqueles que buscam a paz temporal, na justiça.
Porém, os cristãos buscam esta paz não como fim e sim como meio, e isto acaba
tornando-se o único aspecto que os distingue dos demais cidadãos. Significa,
ademais, que, na práxis das virtudes sociais, não há diferença entre o nãocristão
e o cristão, salvo que o cristão tem consciência de que é viandante neste mundo,
porquanto busca, como fim último de sua vida, uma paz que não é como a deste
mundo e que ele logrará apenas no além-túmulo. Com isso, a teologia
agostiniana, longe de apresentar-se como um caminho para a intolerância
religiosa, abre espaço para uma convivência pacífica e respeitosa entre cristãos e
não cristãos, posto que estes só se distinguem pela intenção que os anima e não
pela práxis que os une. De fato, ambos buscam, um como fim e outro como meio,
a paz da cidade dos homens.

Disponível em: http://www.filosofante.org/filosofante/not_arquivos/pdf/Agostinho_Cidade_Deus.pdf

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U NIDADE 9
Objetivo: Debater as concepções éticas da antiguidade grega acerca da relação Natureza e
cidade.

Sobre A Concepção Grega De Natureza: A Ordem Mutável Da Cidade.

Leia atentamente o texto que segue e depois responda as questões apresentadas como
reflexão. O título do fragmento (*) é: a ordem mutável da cidade e a Natureza como problema
ético. Texto:

“Hoje já não é a ordem necessária da Natureza, o seu lógos, que dita às leis da pólis, mas são as
leis da pólis que devem encarregar-se do destino da Natureza. A cidade dos homens, que outrora
era espaço circunscrito dentro do mundo natural, hoje tomou o lugar da Natureza, reduzida a um
espaço circunscrito no mundo artificial da cidade.

Na cidade, a Natureza pode viver unicamente graças à assistência da técnica, a mesma que um dia
comprometeu a Natureza como paisagem habitual e, com o comprometimento da paisagem
modificou a existência do ser humano e a sua reposição orgânica com a Natureza. Uma e outra
coisa, que para os gregos eram um dado originário e indiscutível, de que decorria toda ideia
reguladora seja para o fazer técnico, seja para o agir humano, hoje se tornaram o primeiro problema
ético, enquanto pressuposto fundamental para qualquer outro problema que a Ètica viesse a pôr-se.
A vulnerabilidade da Natureza ocasionada pela técnica abre um cenário que Platão e Aristóteles
nem de longe haviam vislumbrado, e por isso as suas éticas emudecem por não terem instrumentos
para conceber a Natureza como responsabilidade humana.

Mas também não basta assumir esta responsabilidade, que Hans Jonas pede sublinhando a sua
urgência e sua impostergabilidade, porque isso está viciado pelo pressuposto antropocêntrico que
transforma a conservação da Natureza em valor ético unicamente porque tal conservação é o

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primeiro interesse do ser humano e da continuação da sua espécie.

Partindo deste pressuposto, o problema não se resolve, pois hoje a técnica não acontece como
consequência das ações humanas, mas como resultado cumulativo dos próprios procedimentos, no
qual os efeitos são adicionados de modo tal que os êxitos finais já não são atribuíveis aos agentes
iniciais. Isso significa que o efeito técnico supera de longe o saber previsional, e isso basta para tirar
do ser humano a possibilidade de controle que ele presume ter sobre as consequência últimas da
intervenção técnica sobre a Natureza.

“Para superar o pressuposto antropocêntrico urge compreendê-lo nas suas origens, mais
precisamente no mundo judaico-cristão onde encontra suas raízes”.

Disponível em: http://www.socitec.pro.br/e-prints_vol.1_n.1_tecnica_e_natureza.pdf

 Quais as diferenças, segundo o texto, do destino das cidades no mundo grego antigo
e o hodierno?

 Qual o destino da Natureza nas cidades de hoje? Exponha a sua opinião frente a
afirmação do autor.

 Comente a afirmativa, mais do que urgente, na reflexão ética acerca da relação cidade
e Natureza sobre a vulnerabilidade da Natureza ocasionada pela técnica e o
pensamento de Platão e Aristóteles.

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O endurecimento da cidade é paralelo à ampliação da intencionalidade na produção dos
lugares, atribuindo-lhes valores específicos e mais precisos, diante dos usos
preestabelecidos. Esses lugares, que transmitem valor às atividades que aí se localizam,
dão margem a uma nova modalidade de criação de escassez, e a uma nova segregação.
Esse é o resultado final do exercício combinado da ciência e da técnica e do capital e do
poder, na reprodução da cidade.
O domínio do capital impõe a técnica enquanto base do processo de globalização e seu
domínio sobre o ser humano. Daí pode-se compreender o imenso fosso entre a lógica da
acumulação versus a fragilizada distribuição de renda, que comporta um dos problemas
fundamentais do desenvolvimento socioeconômico.
Na fase atual de globalização, o uso das técnicas conhece uma importante mudança
qualitativa e quantitativa. Migra-se de um uso ‘imperialista’ que era também, um uso
desigual e combinado, segundo os continentes e lugares, a uma presença obrigatória em
todos os países dos sistemas técnicos hegemônicos, graças ao papel unificado das técnicas
de informação. (SANTOS, 2001, p.52).
Desse modo, a construção do território possui, enquanto conteúdo, a técnica e, por
conseqüência, a cidade também a possui. As diferenças nos processos de urbanização
historicamente construídos traduzem não mais a cidade como produto cultural, mas como
um produto técnico. Percebe-se, portanto, um significado social, político e econômico na
elaboração dos sistemas técnicos. São estes significados que possibilitam diferentes
incorporações técnicas no ambiente urbano, tornando-o mais ou menos apto às exigências
da globalização. As redes viárias, os sistemas de comunicação, os fluxos financeiros e
produtivos, os deslocamentos entre diferentes pontos do espaço são respostas espaciais ao
processos de especialização e divisão social do trabalho.

SOUZA, Mariângela Alice Pieruccini. Cidade, Técnica e Indignação. Disponível em:


http://www.unioeste.br/campi/cascavel/ccsa/IIISeminario/artigos/Artigo%2009.pdf

Procure pesquisar acerca da importância da natureza para as civilizações antigas e contribua


com este fórum afirmando qual a contribuição da civilização X ou Y para a relação homem e
cidade e qual a serventia de tal ensinamento para nossos contemporâneos.

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U NIDADE 10
Objetivo: bem estar e degredação ambiental na revolução industrial.

A maior parte da vida humana foi regida pela dita Revolução agrícola onde, conforme
estudado em unidades passadas (no tangente a vida das cidades na antiguidade) o campo
era onde a vida acontecia. Entretanto, veio a revolução industrial que ocasionou muitos
impactos na vida humana.

Nesta unidade sugiro que acesse a internet e assista os dois vídeos e responda as seguintes
questões – como forma de fixar o conteúdo.

Vídeo 01:

http://www.youtube.com/watch?v=meSQG6bNvOM

1) Como se deu a passagem da vida no campo para as cidades e qual o lugar da


Revolução Industrial?

2) Como a vida humana era tratada no referido período?

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Vídeo 02

http://www.youtube.com/watch?v=UUMO7xQlGIQ&feature=related

1) Como as relações sociais, tendo em vista a qualidade, foi pensada pelo socialismo?

2) Em que sentido a questão proletária contribui para a qualidade da vida humana?

Antes de dar continuidades aos seus estudos é fundamental que você acesse sua
SALA DE AULA e faça a Atividade 1 no “link” ATIVIDADES.

SAIBA MAIS

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http://educacao.uol.com.br/geografia/ult1701u57.jhtm

http://www.suapesquisa.com/o_que_e/urbanizacao.htm

http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=2576236

http://www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/secretaria-de-habitacao/pac

reprodução

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U NIDADE 11
Objetivo: discussão sobre a urbanização no Brasil.

Para ilustrar o impacto da modernidade industrial no Brasil sugerimos que assista ao vídeo
indicado e responda as questões dispostas:

http://www.youtube.com/watch?v=kQ2U8-Dwia4&feature=related

Exercício de fixação:

1) Qual a diferença entre crescimento urbano e urbanização e o que esta questão tem a
ver com a problemática ambiental?

2) Cite alguns itens que apresentam o processo de formação da urbanização dos séculos
XIX e XX.

3) Quais são as 4 fases da urbanização e o que a caracteriza?

4) Quais são as conseqüências históricas da urbanização?

5) Explique as conseqüências históricas da urbanização.

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U NIDADE 12
Objetivo: Dinamizar o pensar sobre a urbanização no Brasil.

Uma dica importante para o estudo das cidades é adentrar na contribuição fornecida pelos
pesquisadores da geografia. Neste sentido,acesse os links abaixo e em seguida
dialogue com as questões propostas:

https://educacao.uol.com.br/disciplinas/geografia/urbanizacao-do-brasil-consequencias-e-
caracteristicas-das-cidades.htm

http://www.urutagua.uem.br/011/11silva.htm

1) Como se deu inicialmente a urbanização do Brasil?


2) Qual a contribuição das telecomunicações para a expanção da urbanização?
3) Como se dá a relação entre campo e cidade?
4) Como se deu o planejamento das cidades? Aponte os problemas.
5) O que é favela? Como ela pode ser pensada frente a questão urbana?
6) Faça um panorama do problema da violência nas cidades. Em que sentido a ausência da
natureza pode contribuir para a incidência de violência?

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U NIDADE 13
Objetivo: Exemplificar o estudado na undiade anterior com um estudo de caso.

Século XX: Os primeiros tempos – panorama histórico brasileiro

http://www.youtube.com/watch?v=RKlGUQOKP7g

1) Descreva o processo de mudança urbana no Rio de Janeiro.


2) Qual o impacto da vida européia sobre a vida popular brasileira?
3) Quem eram os atores co cenário carioca de então?
4) Como se deu o processo administrativo no Brasil de então?

reprodução

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U NIDADE 14
Objetivo: expor a relação entre natureza e cidade.

Podemos dizer que esta e a próxima unidade é o centro deste módulo. Trabalharemos com
um artigo de EnzoScandurra intitulado A Natureza e a Cidade (traduzido por Maria Margarida
Cavalcanti Limena). E para tanto solicito que se dirija a página indicada e imprima o material
para o estudo. O presente estudo se prolongará por todo o restante do módulo; uma vez que
remeteremos as discussões sempre em comparação ao texto em questão. Por favor,
imprima-o:

http://www.pucsp.br/margem/pdf/m15es.pdf

Solicito, uma vez impresso, que o leia. O exercício de leitura é imprescindível para o bom
andamento das unidades daqui para frente.

Logo a primeira página o autor apresenta o resumo de seu trabalho que assim diz:

Com o objetivo de fornecer uma reflexão capaz de valorizar a diversidade de questões


presentes nas cidades contemporâneas e de refundar as bases, a partir da
identificação de uma perspectiva cultural, científica, política e social, de um
pensamento urbano mais fortemente conectado aos valores da evolução natural, este
texto apresenta uma discussão sobre a relação natureza-cidade.

Neste viés vamos a primeira pergunta:

O pensamento dominante, segundo o autor, ilude a sociedade. Em que sentido?


Aponte um exemplo seu que vá de encontro a esta crítica (vide página 136)

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U NIDADE 15
Objetivo: expor a relação entre natureza e cidade.

Continuamos com o estudo do texto A natureza e a cidade de EnzoScandurra contida na


pagina: http://www.pucsp.br/margem/pdf/m15es.pdf

O autor tem um posicionamento que coloca em cheque o enfrentamento da crise ambiental


pelo ocidente. Por favor, em que consiste a crítica (vide página 137)?

E mais, em que medida a fala de EnzoScandurra comunga, ou não, com o posicionamento


de Benilson Borinelli.

Quanto às instituições políticas do Estado, a modernização ecológica propõe corrigir o papel


do Estado e da política ambiental na perspectiva de uma certa modernização política ou de
uma “governança reflexiva” (LEBLANSCH (1993) apud MOL,1997). Embora critique a
intervenção estatal no processo produtivo, a modernização ecológica acredita que ele tenha
um papel indispensável na gestão ambiental. Nesta nova postura, a função do Estado é
alterada: de curativa e reativa à preventiva, da decisão política “fechada” à decisão
participativa, do centralizado ao descentralizado, do “dirigismo” à orientação
contextualizada. Outro ponto essencial desta corrente é a defesa da transferência do Estado
para o mercado de tarefas, responsabilidades e incentivos para a reestruturação ambiental.
Neste sentido, o papel de atores econômicos privados abarcaria a certificação de processos
e produtos, auditorias ambientais, competição sobre a performance ambiental e criação de
nichos de mercados.

BORINELLI, Benilson: Instituições e Crise Ambiental: Contribuições da Sociologia Ambiental. Disponível


em: http://www.uel.br/revistas/ssrevista/c-v9n2_benilson.htm

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 http://www.anped.org.br/reunioes/25/excedentes25/laudemirluizzartt03.rtf

 http://www.efdeportes.com/efd89/ativ.htm

 http://www.eicos.psycho.ufrj.br/programaeicos/banco_teses/arqteses/

 bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/brasil/pesqui/cavalcanti1.rtf

Atividade Dissertativa

Com base em outras contribuições (cite quais) disserte acerca da desnaturalização que a
técnica provoca na vida humana e, em seguida, procure confrontar este posicionamento
mostrando como que a técnica pode contribuir para o ressurgimento saudável das cidades.

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U NIDADE 16
Objetivo: Gerar consciência sobre a construção das cidades e o espaço da Natureza no
projeto.

O autor em estudo apresenta a seguinte reflexão:

Hoje, conforme afirma Bateson, tornamo-nos muito sábios no poder de destruir o


mundo com as melhores intenções. E, com efeito, nem a potência da tecnologia
nem a do mercado estariam em condições de negar adequadamente os
problemas ecológicos por eles produzidos. Em linha geral, poderíamos sintetizar
a atual condição do homem contemporâneo deste modo: ou o homem tornou-se
muito inteligente (homo sapiens-demens), a ponto de ter para si que é
completamente liberto e autônomo em sua relação com a natureza, ocultando
suas raízes biológicas, ou não foi suficientemente hábil na limitação de sua
cobiça e na utilização daqueles meios que levam a uma convivência mais pacífica
com o sistema evolutivo global.

EnzoScandurra. A natureza e a cidade. Disponível em:


http://www.pucsp.br/margem/pdf/m15es.pdf

Diante do exposto sugiro que você discuta com as questões do autor a partir da realidade da
fundação e construção de sua cidade. Vendo em que medida o citados imperativos estão
presentes (inteligência ou inabilidade na convivência dos cidadãos com o meio em que
vivem).

Uma observação, este questionário reflexivo pode ser usado em suas atividades de
conscientização no campo da Educação Ambiental Urbana. Você poderá, também,
estabelecer relações entre as questões acima dispostas e a questão da qualidade de vida.
Boa reflexão e trabalho!

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1. Sobre a arquitetura da sua cidade.

a. As construções foram planejadas ou feitas aleatoriamente?

b. Que estilo arquitetônico resplandece nas construções?

c. As pessoas se sentem bem com as construções levantadas na cidade ou


apresentam parecer desfavoráveis?

d. Qual a medida da presença da Natureza na arquitetura das construções de sua


cidade?

2. Sobre as ruas.

a. As ruas e avenidas foram, em sua opinião, bem planejadas?

b. O que poderia ter nas ruas e avenidas da sua cidade para elas serem
melhores?

c. As ruas foram feitas pensando nos pedestres ou tem primazia os automóveis?

d. A sinalização é satisfatória/ou não?

e. Qual a medida da presença da Natureza nas ruas e avenidas de sua cidade?

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3. Sobre as praças

a. Existem muitas praças e espaços de convivência em sua cidade?

b. Estes espaços de convivência existem no centro e nos bairros?

c. Como os bairros mais periféricos são atendidos pelo poder público com
espaços de convivência?

d. Qual a medida da presença da Natureza nos espaços de convivência de sua


cidade?

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Objetivo: Pesquisar e avançar na compreensão dos conceitos sustentável/sustentabilidade.

EnzoScandurra (p. 138) retira a questão de pensar a responsabilidade sobre a questão


ecológica somente da esfera técnica – visto que há a idéia de que a técnica é que salvará a
vida. Ele levanta, por outra sorte, que todos nós somos responsáveis,

O problema não é somente técnico ou exclusivamente econômico, pois esse possível


desenvolvimento de qualidade requer uma outra epistemologia de nosso pensamento
e de nossa ação (...)

O autor apresenta outro posicionamento onde há de se construir outro paradigma de vida


oposto ao velho

A ele se opõe a nossa cobiça que resulta no controle, nas idéias impregnadas de dualismos,
finalismos e racionalidade utilitarista, nosso modo de nos sentirmos como a espécie eleita,
nossa preparação cultural baseada em saberes fragmentados, incapazes de conceber a
natureza como um todo nossa miopia sistêmica e nossa ignorância ecossistêmica. Em uma
palavra, a nossa epistemologia ou o modo pelo qual tradicionalmente conhecemos e
sentimos o mundo em torno e dentro de nós.

EnzoScandurra. A natureza e a cidade. Disponível em: http://www.pucsp.br/margem/pdf/m15es.pdf

Ora, o conceito de cidade sustentável está dentro deste paradigma. E a partir de agora
nos dedicaremos a desvendá-lo, a estudá-lo. É por isto pergunto:

O QUE SÃO CIDADES SUSTENTÁVEIS?

Esta é a questão que você deverá pesquisar nesta unidade.

Será um estudo dirigido. O êxito de sua perspectiva chegará ao seu clímax se você se
empenhar em se dedicar à pesquisa.

Para tanto foi elaborado um pequeno questionário que você deverá responder pesquisando
na internet. Este material você poderá usar em seu trabalho de Educação Ambiental quando
for abordar o que as pessoas entendem por sustentabilidade.

Pense e trace a sua trajetória pessoal de contato com as palavras: sustentabilidade e,


sustentável. Atente para os seguintes itens:

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 Momento inicial de contato com a questão;

 Quem apresentou o conceito (TV; rádio; amigo; professor; comunidade...);

 Qual a abordagem dada por quem apresentou (positiva, negativa, ampla ou simplória);

 Se o conceito foi pesquisado posteriormente;

 Se, após a pesquisa, o conceito teve novas abordagens;

 Por onde caminharam estas abordagens no que diz respeito a sua consciência;

 Quanto tempo faz que esta história de consciência se iniciou;

 Como você era/é (ante/ hoje) após a descoberta e a influência deste conceito.

1. Existe alguma diferença entre os termos sustentável e sustentabilidade?

2. Como as empresas se apropriam destes termos?

3. Como a questão da sustentabilidade e sustentação é apropriada pela linguagem


capitalista das grandes empresas?

4. Qual o real envolvimento das empresas com a questão da “sustentabilidade”?

5. Qual o real envolvimento das empresas com a questão “sustável”?

Selecione uma propaganda de uma empresa de grande porte que polui consideravelmente a
cidade e investe em programas ecológicos. Apresente as contradições da propaganda com
os dados acerca do prejuízo ocasionado por ela no âmbito da problemática
sustentável/sustentabilidade.

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Uma sugestão preciosa para apresentar em seu trabalho. Há uma série sobre o problema da
arquitetura e a questão ecológica. É uma série longa, mas valiosa. Caso deseje assisti-la e
usá-la se dirija ao link abaixo e na sequencia rastreie os demais.

http://www.youtube.com/watch?v=duL2pygNPME&feature=related

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U NIDADE 18
Objetivo: Apresentar os conceitos: sustentável e sustentabilidade.

Em determinado momento (p. 143) EnzoScandurra mostra um olhar que a muito seguiu o
homem em sua relação com a natureza eno modo como, à partir deste olhar, surgem as
cidades. Vamos ao fragmento para que possas entender melhor a questão.

A espécie homo vive constantemente a contradição de ser uma espécie que necessita da
tecnologia para sobreviver num ambiente (o ambiente) para o qual não está adaptada
(espécie carente). Necessita de um ambiente artificial (a cidade) que a defenda daquele
natural, não dispondo, diferentemente de outras espécies animais, de um ambiente
entendido como um conjunto de condições naturais de vida a ele consignado
especificamente pela natureza .. Segundo essa concepção antropológica (a espécie
carente de Gehlen), o homem é obrigado a empreender uma luta inevitável com a
natureza...

EnzoScandurra. A natureza e a cidade. Disponível em: http://www.pucsp.br/margem/pdf/m15es.pdf


Por isto pergunto: em que medida este olhar inviabiliza a sustentabilidade?

Mas para responder isto você precisa saber o que é sustentabilidade. Por isto leia o texto
abaixo – extraído da Carta da Comunidade Européia sobre as cidades e sua sustentabilidade
(*).

Sobre o Conceito e Princípios de Sustentabilidade

“Nós, cidades, compreendemos que o conceito de desenvolvimento sustentável nos ajuda a adotar
um modo de vida baseado no capital da Natureza. Esforçamo-nos para alcançar a justiça social,
economias sustentáveis e sustentabilidade ambiental. A justiça social terá que assentar
necessariamente na sustentabilidade económica e na equidade que por sua vez requerem
sustentabilidade ambiental.

Sustentabilidade ambiental significa manutenção do capital natural. Exige que a taxa de consumo de
recursos renováveis, nomeadamente água e energia, não exceda a respectiva taxa de reposição e
que o grau de consumo de recursos não renováveis não exceda a capacidade de desenvolvimento de
recursos renováveis sustentáveis. Sustentabilidade ambiental significa também, que a taxa de

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emissão de poluentes não deve ser superior à capacidade de absorção e transformação, por parte do
ar, da água e do solo.

Além disso, a sustentabilidade ambiental garante a preservação da biodiversidade, da saúde humana


e da qualidade do ar, da água e do solo, a níveis suficientes para manter a vida humana e o bem
estar das sociedades, bem como a vida animal e vegetal para sempre.

Por favor, sintetize os conceitos apresentados:

A segunda abordagem é dada pela Wikipedia (acessada em 24/09/2007).

Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos,


sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a
sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e
expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os
ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção
indefinida desses ideais.

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta
inteiro.

Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse
empreendimento tem de ser:

 ecologicamente correto;

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 economicamente viável;

 socialmente justo;

 culturalmente aceito.

Mais uma síntese.

Qual a diferença e a aproximação entre as duas abordagens acima levantadas?

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Objetivo: Ampliar a compreensão sobre o que vem a ser cidades sustentáveis.

Quando Uma Cidade É Sustentável?

EnzoScandurra afirma (p. 143):

A separação entre cidade e natureza não é outra coisa senão o reflexo da separação entre
mente e natureza, entre artificial e natural, entre natureza e cultura, entre natureza e
técnica. Hoje a crise ecológica se manifesta e se expressa como conflito específico entre
esses dois componentes. A própria cidade é um artefato (.feita com arte.,
artifício=expediente hábil e engenhoso destinado a suprir as deficiências da natureza), uma
gigantesca prótese mecânica, um ambiente artificial, um segundo ambiente (noosfera
versus biosfera), um ambiente tecnológico sob medida e para sua adaptação.
EnzoScandurra. A natureza e a cidade. Disponível em: http://www.pucsp.br/margem/pdf/m15es.pdf

Abaixo você encontra a Carta das Cidades Européias pela Sustentabilidade. Esta unidade
quer ser motivo de fixação de sentidos para pensar a cidade sustentável. Por isto iremos
fazer uma série de exercícios nos quais você deverá extrair palavras-chave de cada tópico
que remete a contrução teórica acerca do que vem a ser uma cidade sustentável –
mostrando as características do pensar a cidade sustentável (inseparável da natureza).
Vamos aos fragmentos:

“As cidades com as famílias e as comunidades vizinhas, têm sido os pilares das nossas
sociedades e Estados, bem como os centros de indústria, artesanato, comércio, Educação e
administração (*) ”.

Abaixo segue algumas caracterísiticas de cidades tidas como sustentáveis(*). Ache a


palavra-chave de cada uma destas:

CARACTERÍSTICA:_Pilar da produção humana (sociedade, estado, cultura)

“Compreendemos que o atual modo de vida urbano, particularmente as nossas estruturas -


repartição do trabalho e funções, ocupação dos solos, transportes, produção industrial,
agricultura, consumo e atividades recreativas nos responsabiliza majoritariamente pelos

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numerosos problemas ambientais com os quais a humanidade se confronta. Este fato é
extremamente relevante, pois 80% da população europeia vive nas zonas urbanas(*)”.

CARACTERÍSTICA:________________________________________

“Estamos convencidas que a cidade é a maior unidade com capacidade para gerir os
numerosos desequilíbrios urbanos que afetam o mundo moderno: arquitetônicas, sociais,
econômicos, políticos, recursos naturais e ambientais, mas é também a menor unidade na
qual se poderão resolver estes problemas, de uma forma eficaz, integrada, global e
sustentável. Uma vez que todas as cidades são diferentes, é necessário que cada uma
encontre o seu próprio caminho para alcançar a sustentabilidade. Deve-se integrar os
princípios da sustentabilidade em todas as políticas e fazer das especificidades de cada
cidade a base das estratégias locais adequadas” (*).

CARACTERÍSTICA:______________________________________________

“Nós, cidades, reconhecemos que não podemos permitir a transferência dos nossos
problemas, nem às comunidades mais alargadas, nem às gerações futuras. Logo, devemos
resolver as nossas dificuldades e desequilíbrio quer por nós mesmas, quer com a ajuda
duma maior entidade nacional ou regional. Este é o princípio da negociação aberta, cuja
implementação dará a cada cidade uma maior liberdade na escolha do tipo de atividades a
estabelecer(*)”.

CARACTERÍSTICA:_________________________________________

“Nós, cidades, compreendemos que o fator limitativo do nosso desenvolvimento econômico é


o capital natural, isto é, a atmosfera, o sol, a água e as florestas. Logo, devemos investir
neste capital, respeitando a ordem de prioridade seguinte:

investir na conservação do capital natural restante (reservas de água subterrânea, solos,


habitat de espécies raras)(...) (*)”.

CARACTERÍSTICA:__________________________________________

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“Nós, cidades, estamos conscientes que as populações pobres são as mais afetadas pelos
problemas ambientais (ruído, poluição atmosférica proveniente do tráfego, falta de
amenidades, alojamentos insalubres, falta de espaços verdes) e as menos aptas em os
resolverem. A desigualdade das riquezas está na origem de comportamentos insustentáveis,
tornando a evolução mais difícil. Nós pretendemos integrar na proteção ambiental as
necessidades sociais básicas das populações, bem como programas de ação sanitária, de
emprego e habitação. Nós desejamos aprender com as primeiras experiências sobre modos
de vida sustentáveis, de maneira a podermos melhorar a qualidade de vida dos cidadãos em
vez de simplesmente otimizarmos o consumo(*)”.

CARACTERÍSTICA:_____________________________________________

Atividade Dissertativa

Envie para o tutor um texto de cinco parágrafos dissertando sobre a questão da


realização de alguma ação de sustentabilidade ambiental comunitária que você conhece.
Detenha-se nos seguintes pontos: origem da ação, objetivos, desenvolvimento e avanços
sociais.

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U NIDADE 20
Objetivo: Apresentar uma breve definção sobre :

 O que é Agenda 21;

 Sua perspectiva de atuação.

Para tanto sugiro que assista ao vídeo em tela. E durante o seu contato com o
conteúdo do mesmo pense: qual o motivo que me leva a pensar na causa ambiental?

http://www.youtube.com/watch?v=0uxPGcqxZkc&feature=related

Diante do exposto vem a pergunta: O Que É AGENDA 21?

A Agenda 21 foi um dos principais resultados da conferência Eco-92, ocorrida no Rio de Janeiro,
Brasil, em 1992. É um documento que estabeleceu a importância de cada país se comprometer
a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não
governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para
os problemas socio ambientais. Cada país, em nínel federal, estadual e municipal, desenvolve a
sua Agenda 21 e no Brasil as discussões são coordenadas pela Comissão de Política de
desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 nacional (CPDS) (*).

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Qual a importância da Agenda 21?

Texto:

A Agenda 21 se constitui num poderoso instrumento de reconversão da sociedade industrial rumo a


um novo paradigma, que exige a reinterpretação do conceito de progresso, contemplando maior
harmonia e equilíbrio holístico entre o todo e as partes, promovendo a qualidade, não apenas a
quantidade do crescimento.

Com a Agenda 21 criou-se um instrumento aprovado internacionalmente, que tornou possível


repensar o planejamento. Abriu-se o caminho capaz de ajudar a construir politicamente as bases de
um plano de ação e de um planejamento participativo em nível global, nacional e local, de forma
gradual e negociada, tendo como meta um novo paradigma econômico e civilizatório.

As ações prioritárias da Agenda 21 brasileira são os programas de inclusão social (com o acesso de
toda a população à Educação, Saúde e distribuição de renda), a sustentabilidade urbana e rural, a
preservação dos recursos naturais e minerais e a ética política para o planejamento rumo ao
desenvolvimento sustentável. Mas o mais importante ponto dessas ações prioritárias, segundo este
estudo, é o planejamento de sistemas de produção e consumo sustentáveis contra a cultura do
desperdício. A Agenda 21 é um plano de ação para ser adotado global, nacional e localmente, por
organizações do sistema das Nações Unidas, governos e pela sociedade civil, em todas as áreas
em que a ação humana impacta o meio ambiente(*).

Pesquise em sites e procure obras que tratem sobre a origem e desenvolvimento mundial da agenda
21. Observe a aplicação da Agenda 21 em seu Estado e Município e apresente um parecer no Fórum
On-line da ESAB sobre a referida aplicação. Vamos partilhar nossas vivências e informações para o
sucesso e o avanço do bem público.

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U NIDADE 21
Objetivo: refletir sobre o lugar da Agenda 21 no Brasil.

Antes de dar continuidades aos seus estudos é fundamental que você acesse sua
SALA DE AULA e faça a Atividade 2 no “link” ATIVIDADES.

A Agenda 21 Global é um instrumento para gestar sociedades sustentáveis. È mais do


que uma proposta. È um espaço para colocar Estado e sociedade Civil para a
discussão acerca de programas para a perpetuação vital.
Assista ao vídeo abaixo e, na seqüência, explique:
1. Qual a importância da Agenda 21 para o desenvolvimento local?
2. O que vem a ser a Carta da Terra?
3. No que consiste a agenda 21 Brasileira? Quais as ações prioritárias da mesma?
4. Segundo Marina Silva, qual o local do Brasil em relação a implantação da Agenda 21?
Compare o vídeo assistido com o conteúdo disposto sobre a questão pelo Banco
Mundial. Para tanto acesse o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=BVItUDLVMf4

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U NIDADE 22
Objetivo: Problematizar o uso da agenda 21 no Brasil.

Ora, a Agenda 21 está longe de ser uma proposta impossível. A sua aplicação é viável,
necessária e imprescindível.

Para tanto disporemos de um estudo feito pelo professor Altair Rosa (da PUC-PR) sobre a
Agenda 21 como um instrumento de gestão pública democrática. E o interessante é que a
pesquisa do ilustre professor se deu na observação da aplicação da mesma no município
paranaense de Araucária.

Solicito que você se dirija a página em tela:

http://www.unifae.br/publicacoes/pdf/IIseminario/pdf_praticas/praticas_08.pdf

E pergunto (da página 1 a 7):

1. Qual a análise do professor acerca do uso da Agenda 21 na gestão política?

2. Em que medida o texto abaixo (da referida autoria) comunga ou acrescenta o


entendimento dado pela Agenda 21 conforme proposto na ECO 92?

A Agenda 21, segundo Ribeiro (1998), é um "método prático para ecologizar uma
administração municipal, estadual ou nacional, em cada um de seus setores". Conforme o
Ministério do Meio Ambiente, trata-se de um plano de ação, um processo participativo, para
ser adotado nos níveis acima citados por organizações do sistema das Nações Unidas,
governos e pela sociedade civil, em todas as áreas em que aconteça algum tipo de ação
humana, através da preparação e implementação de um plano de ação estratégica, de longo
prazo, dirigido às questões prioritárias para o desenvolvimento sustentável.
3. Como o homem com a relação com o meio ambiente pensados dentro do contexto
disposto pela pesquisa de Altair Rosa?

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U NIDADE 23
Objetivo: Problematizar o uso da agenda 21 no Brasil.

Para aquecer a continuação do Estudo de Altair Rosa, sugiro que assista ao vídeo abaixo
apresentado (da SWU):

http://www.youtube.com/watch?v=w6J-0kYVhxY&feature=related

Agora, responda a partir das categorias de Altair Rosa o que é sustentabilidade. E analise
como a sustentabilidade se torna um conceito necessário para produzir a idéia de
desenvolvimento.

O autor, por sua vez distingue planejamento estratégico do participativo. Ora, como ambos
interagem?

O Planejamento Estratégico é uma das mais novas técnicas trazidas do setor privado para o setor
público. Constitui-se em um esforço disciplinado para produzir uma série de decisões
fundamentais e ações capazes de determinar os caminhos a serem seguidos para a consecução
do objetivo final: ‘é um processo que sensibiliza, mobiliza, envolve e compromete os envolvidos na
escolha e na construção de seu futuro. p. 07
(...) planejamento participativo é a busca de uma visão múltipla, integrada e sustentável de
desenvolvimento. Participação significa ser responsável não somente pelas decisões, mas
também pela execução, fiscalização e avaliação. É um compromisso entre a iniciativa privada, a
sociedade e o poder público visando a construção do bem comum, de bem estar, convivência e
realização. p. 08
Solicito que persiga as linhas do autor e termine a leitura do texto que se dá da página 10 a
17. Nestas linhas você verá um típico projeto de caráter ambiental. Sugiro que observe a
metodologia, o problema a hipótese e o desenvolvimento das premissas da pesquisa. Boa
leitura.

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Objetivo: Problematizar o uso da agenda 21 no Brasil.

Uma vez tendo ciência da pesquisa desenvolvida por Altar Rosa solicito que você
levante as seguintes reflexões consigo:
1) A partir de seu olhar: qual a medida do esforço (pessoal, comunitário, político) para
implantar a Agenda 21 local?
2) Assista o vídeo sobre a Agenda 21 Praia Grande (São Paulo) e o compare com as
ações dadas em Araucária.
3) Diante do vídeo, pergunto: é possível o uso destas técnicas de gestão ambiental nas
cidades de grande porte como São Paulo (Capital)?

Leitura Complementar:

GESTÃO AMBIENTAL MUNICIPAL : Preservação ambiental e o desenvolvimento


sustentável de EVANIA SCHNEIDER. Acesse:

http://www.portalga.ea.ufrgs.br/acervo/ds_art_05.pdf

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Objetivo: analisar o que são cidades sustentáveis.

A agenda 21 fala em cidades sustentáveis.

Ora, o que viria a ser uma cidade sustentável?

Como pensar em sustentabilidade em meio ao meio urbano onde o avanço do crescimento


desordenado e o uso dos recursos estão fiando escassos?

É possível ter uma cidade sustentável assim? Quais os exemplos de cidades no mundo que
podemos contemplar como viáveis para serem aplicados aqui?

Como, politicamente, ações podem ser implantadas?

Para responder o itinerário acima, assista ao instrutivo vídeo em tela (Programa Cidades
Sustentáveis WMV):

http://www.youtube.com/watch?v=5sTDik3rUug

Texto de Fabiana Gonçalves Ferreira (*) nos ajudará, de modo breve, a pensar no que vem a
ser uma cidade sustentável.

O documento Cidades Sustentáveis, elaborado pelo Consórcio Parceria 21, tem por objetivo geral
subsidiar a formulação da Agenda 21 brasileira com propostas que introduzam a dimensão
ambiental nas políticas urbanas (...). Os diagnósticos disponíveis evidenciam o agravamento dos

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problemas urbanos e ambientais das cidades, decorrentes de adensamentos desordenados,
ausência de recursos e serviços, obsolescência da infraestrutura e dos espaços construídos,
padrões atrasados de gestão e agressões ao ambiente. O documento parte de algumas
premissas e faz o desenvolvimento de muitas proposições e estratégias. Ele apresenta algumas
recomendações de iniciativas e providências a serem tomadas no âmbito federal, que serão
analisadas a seguir.

Há, no documento, seis recomendações que visam gerar iniciativas. Vejamos fragmentos do
texto (*)

1. “Reforço da descentralização das políticas ambientais e urbanas”;

2. “Articulação, compatibilização e integração das políticas e ações públicas federais


que afetam o desenvolvimento urbano sustentável”;

3. “Regulamentação de dispositivos constitucionais que dispõem sobre matéria de


interesse das cidades e sua sustentabilidade”;

4. “Agilização da aprovação dos estatutos legais em tramitação no Congresso Nacional”;

5. “Definição, institucionalização e adoção de formas efetivas de cooperação


intergovernamental entre a União, os Estados e Municípios, viabilizando a
implementação da Agenda 21 em todos os níveis”;

6. “Reconhecimento e apoio das iniciativas de construção e implementação da Agenda


21 local”.

Afinal, estas iniciativas visam:

Fortalecimento da democracia: sem democracia não há sustentabilidade;

Gestão integrada e participativa: desenvolvimento de novas formas de gestão urbana, integração das
ações setoriais, participação ativa da sociedade e mobilização de meios através de novas parcerias

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urbanas.

Foco na ação local: a ação local produz maior eficácia e, portanto, deve-se promover a
descentralização da execução das políticas urbanas e ambientais

“Informação para tomada de decisão: aumentam a consciência ambiental da população urbana”.

Veja exemplos de cidades sustentáveis:

1) http://www.camarasverdes.pt/tema-especial/442-cidades-sustentaveis-as-cidades-do-
futuro.html

2) http://cidadesinteligentes.blogspot.com/

3) http://www.ciclovivo.com.br/noticia.php/743/plataforma_cidades_sustentaveis_aprese
nta_exemplos_que_deram_certo/

4) http://www.eurofound.europa.eu/pubdocs/1997/56/pt/1/ef9756pt.pdf

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Objetivo: recomendações para gestar cidades sustentáveis.

O texto de Fabiana Gonçalves Ferreira (*) sobre o documento acerca das cidades
sustentáveis traz recortes sobre algumas recomendações acerca da questão. Observem
quais são:

1. “Seja reforçada a descentralização das políticas públicas ambientais e urbanas,


respeitado o princípio da subsidiaridade, acompanhando a delegação de funções da
necessária transferência de recursos, considerando que compete ao Município a
gestão democrática da cidade sustentável”.

2. “Sejam promovidas, em benefício das cidades sustentáveis, as indispensáveis


articulação, compatibilização e integração das políticas e ações públicas federais que
afetam o desenvolvimento urbano sustentável”.

3. “Sejam regulamentados os dispositivos constitucionais que dispõem sobre matéria de


interesse das cidades e sua sustentabilidade, em particular o artigo 182 da
Constituição Federal”.

4. “Seja agilizada a aprovação dos estatutos legais em tramitação no Congresso


Nacional, que tratam de matéria de interesse do desenvolvimento urbano e da
sustentabilidade das cidades, bem como seja feita a revisão dos instrumentos legais,
normativos e de regulação de iniciativa federal visando incorporar a dimensão
ambiental nas políticas urbanas”.

5. “Sejam definidas, institucionalizadas e adotadas formas mais efetivas de cooperação


intergovernamental, entre a União, os Estados e Municípios, que assegurem as
necessárias condições políticas e institucionais de implementação da Agenda 21 em
todos os níveis”.

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6. “Sejam reconhecidas e apoiadas particularmente às iniciativas de construção e
implementação de Agendas 21 locais, envolvendo os Municípios e os atores
relevantes da sociedade, estimulando a sua multiplicação em todo o país”.

7. “(...) a inclusão dos macroobjetivos e diretrizes específicas referentes ao


desenvolvimento urbano, com a finalidade de assegurar os meios de implementação
de políticas urbanas e ações necessários à sustentabilidade das cidades”.

8. “Seja promovida a ampla divulgação em todo o território nacional do documento de


referência “Cidades Sustentáveis”, dirigida especialmente aos Municípios, visando a
mobilização dos dirigentes municipais e da sociedade local em torno de suas
propostas para o desenvolvimento sustentável das cidades”.

De Ulisses Franz Bremer, “Por nossas cidades sustentáveis”:

http://www.natbrasil.org.br/Docs/por_nossas_cidades_sustentaveis.pdf

De Rita Gomes, “Cidade Sustentáveis - o Contexto Europeu”:

http://www.ambiente.sp.gov.br/proclima/artigos_dissertacoes/dissertacoes_portugues/
rita_gomes.pdf

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Objetivo: Exemplificar um caso de sucesso da aplicação das categorias de gestão, na
perspectiva da Agenda 21.

Exemplificando As Ações Municipais De Gestão Ambiental: O Caso Carangola.

Neste ponto do módulo, você deve estar se questionando. Como tratar de Educação
Ambiental em espaços públicos de modo mais evidente. Os textos, o processo de criação de
questionários e os exercícios propostos para a sua reflexão, se constituem como ponto
basilar para a ampliação da consciência e de práticas para o desenvolvimento sustentável.

Nesta unidade e na próxima será trabalhado uma circular da prefeitura do Município de


Carangola divulgada pela Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo (*). Ela é muito
interessante e você gostará muito das sugestões de como se trabalhar questões ecológicas
relacionadas a preocupação cidadã com o destino do lixo e o papel do cidadão com a
limpeza e a sustentabilidade da cidade.

Logo em seu início a circular lança mão de um artigo que tem um teor reflexivo:

"Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de
defendê-lo e preservá-lo para: as presentes e futuras gerações." Art. 225. CRFB/1988

Em seguida, uma reflexão sobre a limpeza urbana direcionando a responsabilidade (de modo
velado) à consciência do cidadão.

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Observe a estrutura da carta e veja a construção da mesma. Baseiam-se na
responsabilidade do cidadão para com a questão levantada:

Caríssimos cidadãos e cidadãs Carangolenses

A Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo convoca toda a população residente em Carangola,


especialmente você, que se preocupa e não está nada satisfeito com a limpeza e higiene de
nossa cidade. Queremos nossa cidade limpa!

Porém, para que isso aconteça, é fundamental que tenhamos consciência, responsabilidade e,
sobretudo, espírito de colaboração.

Esta responsabilidade é levada para a esfera reflexiva. Neste sentido a circular começa a
erguer alguns questionamentos para que o cidadão pense sobre o seu papel na
problemática. Observe:

Por isso, perguntamos:

- Afinal, qual o tipo de cidade que sonhamos para nós e para nossos filhos? Qual a nossa
responsabilidade com a destinação do lixo que nós mesmos produzimos em nossas casas? O que
cada um de nós podemos fazer para melhorar o ambiente em que vivemos?

Se desejamos, nossos rios, nossas ruas, praças e jardins sempre limpos, também temos que dar a
nossa contribuição. Afinal, cidade limpa não é a que mais se varre e sim a que menos se suja.

Nossas ruas e praças merecem especial atenção não apenas das autoridades, mas de toda a
população. Ajude-nos a conservar a cidade limpa, não depositando o lixo indiscriminadamente, não
sujando, não depredando, não poluindo...

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Depois a circular levanta alguns problemas ocasionados pela própria população. Leia a
sequência e, em seguida, exercite a sua análise anotando – em seu caderno – os problemas
percebidos pela secretaria e apresentados para a população de modo discreto.

A Prefeitura de Carangola, através da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo e da firma


encarregada da limpeza urbana dos resíduos domiciliares (...) - tem procurado acertar, mas todo
esse esforço muitas vezes é anulado pela ação de alguns poucos que não têm tido nenhuma
consciência e responsabilidade com a nossa cidade e dispõem todo tipo de resíduos (lixo) em
embalagens e horários indevidos na rua, sujando o que já estava limpo... Limpamos a cidade hoje,
amanhã voltamos pra limpá-la novamente nos mesmos pontos e locais. Um custo altíssimo nesse
serviço, que praticamente não aparece, por causa dessas atitudes inconscientes de alguns de nós.

A Limpeza Pública é um serviço que jamais pode parar e se toda população colaborar, a cidade não
só vai ficar muito mais limpa, como vamos poder usufruir outras obras e serviços públicos. Porque o
tempo e o recurso despendidos apenas com a limpeza, poderiam estar sendo direcionados para
outras áreas de interesse, tais como: melhorias das nossas vias públicas, estradas da zona rural
embelezamento de nossas praças, saneamento e uma melhor qualidade de vida e saúde da
população.

Que tal a partir de agora, adotarmos uma atitude ambientalmente e ecologicamente correta? Os
resíduos (lixo) por nós produzidos além de poluírem o meio ambiente podem causam inúmeras
doenças que de várias formas chegam até nós, seja na contaminação do lençol freático (nossas
águas) seja através de vetores como vento, insetos e pássaros. A dengue é o maior exemplo disso
e tem nos afetado diretamente, de quem é a responsabilidade? Do Poder Público? Da População?
Juntos poderemos resolver esse e outros importantes problemas e os resultados certamente
melhorarão para todos nós.

A circular sugeri algumas atitudes de mudança de consciência. Observe:

OS 3 RS PARA UMA MUDANÇA DE ATITUDE

Os 3 Rs para controle do lixo são REDUZIR, REUTILIZAR e RECICLAR. Reduzindo e reutilizando


evitar-se-á que uma grande quantidade de produtos se transforme em lixo. Reciclando protege-se
os recursos naturais, além de se reduzir o volume dos resíduos.

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Reduzir: Reduzir o lixo em nossas casas implica reduzir o consumo e o desperdício de tudo.
Principalmente restos de alimentos, que correspondem a cerca de 60% dos resíduos sólidos
domiciliares. Enquanto milhares passam fome, desperdiçamos comida e dinheiro.

Reutilizar: Reutilizar significa usar um produto de várias maneiras.

Reciclar: Reciclar é uma maneira de lidar com o lixo de forma a reduzir e reusar. Este processo
consiste em fazer coisas novas a partir de coisas usadas. A reciclagem reduz o volume do lixo, o
que contribui para diminuir a poluição e a contaminação, bem como na recuperação natural do
meio ambiente, assim como economiza os materiais e a energia usada para fabricação de outros
produtos.

A história das coisas não acaba quando as jogamos no lixo. Tampouco acaba a nossa
responsabilidade!

Diante da circular, pergunto:

1) Como o teor emotivo da carta permite estabelecer pontes com a comunidade?

2) Como que a consciência é chamada a atuação?

3) O que você acrescentaria na carta que seria importante levantar?

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U NIDADE 28
Objetivo: Demonstar segundo o parâmetro legal a situação das políticas ambientais nas
cidades brasileiras..

Esta unidade estudará, de modo breve, um panorama das políticas ambientais no Brasil
discorrendo sobre o texto de Lígia Raimo de Oliveira (*) – que tem a graça de facilitar o
nosso olhar sobre o Brasil de hoje na conjuntura do Estatuto das Cidades.

O texto, sobre o assunto acima levantado, apresenta uma garantia legal que deve ser levada
em conta quando o assunto é a garantia e exigência de direitos. No caso em questão a
autora trata do uso da água em São Paulo pelo viés das garantias legais:

As leis que dirimem as questões sobre saneamento ambiental garantem às populações o acesso aos
serviços de abastecimento de água potável e coleta dos esgotos sanitários, ou o seu afastamento,
graças ao estabelecimento da meta de universalização ao acesso destes serviços determinado pela
Política Nacional de Saneamento Ambiental – PNSA. Outros serviços compõem o arcabouço da
prestação dos serviços de saneamento ambiental. Segundo a Lei N° 7.750/92, que instituiu a Política
Estadual de Saneamento do Estado de São Paulo, saneamento ou saneamento ambiental é o
conjunto de ações, serviços e obras com o objetivo de alcançar níveis crescentes de salubridade
ambiental, através do abastecimento de água potável, coleta e disposição sanitária dos resíduos
líquidos, sólidos e gasosos, promoção da disciplina sanitária do uso e ocupação do solo, drenagem
urbana, controle de vetores de doenças transmissíveis e demais serviços e obras especializados’.

Não basta a existência de leis para garantir o uso adequado da água.

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A questão do uso da água envolve outros agentes como os cidadãos, as instituições
responsáveis pela economia. A autora alerta para um grave problema que envolve estes
agentes:

Hoje, o maior problema relativo ao gerenciamento dos recursos hídricos no país relaciona-se ao
lançamento dos esgotos domésticos in natura (esgotos brutos sem nenhum tipo de tratamento)
nos corpos d’água, intensificado pela ocupação desordenada do solo, pelo aumento da
população e consequente aumento dos problemas urbanos. Tais problemas deterioram o
ambiente e a qualidade de vida da população, tornam a intervenção no meio ambiente cada vez
mais difícil, além de mais onerosa; seja pelo montante requerido, seja pela capacitação dos
recursos humanos envolvidos, seja pelo conhecimento técnico necessário, seja pelo próprio
aparelhamento do Estado quanto às políticas institucionais inovadoras.

Por isto, a necessidade de que o uso das águas passe por um processo de elaboração de
programas.

Neste sentido a autora cita a Lei N° 10.257, de 10 de julho de 2001 (Estatuto das Cidades),
que:

“(...) regulamentou o desenvolvimento urbano que traz como objetivo o pleno desenvolvimento das
funções sociais da cidade e as garantias ao bem-estar de seus habitantes, garantindo a
titularidade da execução dos serviços ao poder municipal – embora a Constituição Federal de
1988 já garantisse a titularidade da prestação dos serviços aos municípios”.

As diretrizes gerais do Estatuto das Cidades lançam uma série de observações que geram a
ideia de garantias ao direito, como:

“(...) direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura, ao


transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer para as presentes e futuras
gerações”.

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“(...) a gestão democrática, a cooperação entre governos em seus vários níveis, a ordenação
e o controle do uso do solo, de forma a evitar, entre outros, a deterioração das áreas
urbanas, a poluição e a degradação ambiental – sendo uma das preocupações relevantes do
Estatuto das Cidades a manutenção do crescimento econômico dentro dos limites da
sustentabilidade ambiental”.

Em nível Federal:

“A Constituição Federal estabelece que a União deve definir as diretrizes para o desenvolvimento
urbano, inclusive saneamento básico. A promoção de programas de melhoria das condições
habitacionais e de saneamento básico é competência comum da União, dos Estados e dos
municípios”.

Em nível municipal apresenta as competências destes em:

“(...) legislar sobre assuntos de interesse local; suplementar a legislação federal ou estadual no que
couber; organizar e prestar, diretamente ou sob o regime de concessão ou permissão, os serviços
públicos de interesse local – muito embora, as regiões metropolitanas ou os casos em que os
sistemas sejam totalmente ou parcialmente interligados obedeçam ao estabelecimento de normas e
práticas de cooperação entre os entes públicos envolvidos, o que na prática, dá ao Estado a
titularidade sobre a prestação dos serviços públicos de interesse comum”.

Diante dos dados relatados pergunto:

1) Você acha que somente o que contemplaste neste curso é suficiente para lidar com a
abrangência dos assuntos que a questão ambiental provoca no concernente as
cidades?

2) Onde você poderá buscar apoio para ver outras questões que aqui não foram tratadas
como, por exemplo, a questão da poluição dos ares?

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U NIDADE 29
Objetivo: Refletir sobre o lugar das práticas físicas no contexto da fuga das cidades para o
espaço da natureza.

Há um fenômeno que tem se estendido nos grandes centros urbanos: a fuga para a Natureza
(sobretudo nos fins de semana e feriado) por parte dos urbanos com a finalidade de realizar
práticas esportivas. Tatiane Piucco (*) estudou este hábito e, por meio do olhar desta
queremos estudar agora esta realidade tão comum.

Escolheu-se este tema para estudo tendo em vista que a prática de atividades física junto à
Natureza é um dos principais cartões postais do desenvolvimento da consciência ambiental.

Dinamizaremos este estudo fazendo perguntas ao texto de Piucco que, por sua vez, será
respondido mediante recorte do escrito da mesma. Então, vamos ao trabalho!

1) Hoje em dia é muito comum a divulgação da cultura corporal. O que motiva esta
procura?

A modernidade se caracteriza por uma cultura corporal fundamentada no esforço, na


coletividade, na superação e no rendimento, sendo esse máximo paradigma representado pelos
esportes "coletivo" (desporto) e pelo fitness. Nessas atividades prevalece o espírito competitivo, o
corpo obediente, o esforço, o sacrifício e a vontade de superação, que são características
necessárias ao bom trabalhador industrial (...).

2) Como se desenvolveu esta cultura?

Durante a segunda metade do nosso século, no âmbito de escapar do estresse e da aceleração


causada pela modernidade, está crescendo o número de adeptos às novas práticas alternativas e
aos esportes individuais ou "não dependentes do coletivo". Essas atividades caracterizam-se pela
individualização, retratada na sociedade contemporânea. O modernismo e seus princípios de
produção, coletivismo, consumo e sacrifício está sendo deixado para trás em busca ao prazer e a

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liberdade individualizada.

As culturas corporais contemporâneas são fundamentadas na subcultura da juventude, já que


os jovens geralmente não participam dos aspectos centrais da sociedade como o poder e o
comando, mais sim dos aspectos periféricos, como o estudo e o ócio (...). Porém, diante das
inúmeras dificuldades de tempo, locomoção e dinheiro, muitos estudantes buscam como
alternativas de lazer a prática de atividades no meio natural.

3) Sabe-se que o desenvolvimento desta cultura corporal – na modernidade -está


intimamente unido à questão ambiental. Por que esta aderência? Como ela funciona?

As atividades no meio natural trazem ao homem a vontade de voar como as aves, de nadar
como os peixes, deslizar como o vento. Não existe o desejo de superação física para ser o
melhor, somente existe o "fazer pelo fazer", como também há a busca pelo risco, pelos desafios e
pela autosuperação.

Essas práticas alternativas podem funcionar, ainda que temporariamente, como forma de
suspensão das tensões sociais presentes no seu cotidiano, linearmente prestabelecido, onde seu
corpo convive com uma Natureza que lhe é exterior, mas que, porém é subordinada ao seu
intelecto.

A vivência de atividades intimamente ligadas à Natureza vem se tornando uma nova


perspectiva no âmbito do lazer, no sentido do preenchimento da inquietação humana em busca
da melhoria da qualidade existencial, especialmente na área da Educação Física, cujo universo
tem se ampliado em direção a novos segmentos de prática, como por exemplo, as atividades
físicas de aventura na Natureza.

4) Quais os benefícios reais dos esportes realizados em conexão com a Natureza?

(...) Os esportes de aventura oferecem a possibilidade de vivenciar sentimentos de prazer, em


função de suas características que promovem, inclusive, a ampliação do senso de limite da
liberdade e da própria vida, conforme evidenciado nos estudos (...).

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As atividades físicas de aventura são dotadas de características consideradas atualmente sob
a premissa de "radicais", entre as quais se configuram o risco, a vertigem e a superação de limites
internos e externos, numa busca incessante pelo prazer, pela conquista do "estar livre", fazendo
concretizar um ideal de liberdade de vida, e pela satisfação da superação pessoal em vivências
significativas, onde os seres humanos, atraídos pelo entretenimento, por emoções e pela
oportunidade de aventura, buscam as práticas alternativas e criativas, tais como os esportes
radicais, os quais requerem o meio natural como cenário principal para sua realização.

5) Como este contato favorece o resgate existencial do homem que se vê perdido em


meio ao caos urbano?

(...), a este respeito, acredita que hoje se vive uma fase complexa, com perdas de valores e estilos
de vida, vazio existencial e incômodo permanentes. Busca-se algo desconhecido e indefinido, daí o
interesse cada vez maior em tais atividades, as quais estão centradas na aventura e no risco
controlado.

Atividades Físicas de Aventura na Natureza (AFAN) entendidas como aquelas atividades físicas de
tempo livre que buscam uma aventura imaginária sentindo emoções e sensações hedonistas
fundamentalmente individuais em interação com um ambiente ecológico ou natural. São atividades
que se situam e seguem com os novos valores sociais da pós-modernidade. (...).

Nesse pressuposto, os sujeitos envolvidos nas vivências junto à Natureza têm efetivas
oportunidades de autodesafio e de rompimento com a monotonia do dia a dia, pois o risco
controlado pelo auxílio de dispositivos utilizados nas práticas de atividade física de aventura;
proporcionam sensações, emoções e percepções bastante diversas daquelas do cotidiano,
associadas aos sabores da aventura, do ineditismo, da novidade, que são características nessas
práticas de lazer.

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 O que faz, em sua opinião, com que as pessoas que buscam a Natureza, para as suas
práticas esportivas, a procurem tendo em vista a contestação social?

 As práticas esportivas junto a Natureza não seriam um engodo visto que depois o
praticante voltaria para o convívio daquela sociedade que ele mesmo abomina?

 Quais as dificuldades encontradas para a prática de atividades junto a Natureza, segundo


a autora?

 Você acha que é possível um trabalho urbano em contato com a Natureza para pessoas
que não tem possibilidades em chegar a um espaço, conforme abordado no texto?

Como você imagina um trabalho em contato com a Natureza para pessoas que não têm viabilidades
financeiras para tal?

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U NIDADE 30
Objetivo: Trabalhar com categorias de reflexão filosófica acerca do problema da exclusão da
Natureza por parte do homem moderno.

Os Problemas Do Afastamento Da Natureza: Uma Questão Inicial E Final.

Esta unidade irá tratar de uma reflexão de caráter filosófico, sobre os males ocasionados
pela separação do homem da Natureza.

Tatiane Piucco afirma:

O homem passa por momento de reconciliação com a Natureza, descobrindo que o


contato do corpo com as matas e com as águas pode aliviar muitos problemas e renovar
o espírito.

Todavia, a modernidade caminhou em sentido contrário. E o contrári, pelo visto, não lhe fez
bem. Muitos humanos mostram exaustão da modernidade. E uma das formas de se refazer é
a busca pela natureza. Piucco recorda a improtância do termo Physis que dá sentido ao
nosso termo natureza:

(...) physis, do grego, significava fazer brotar, fazer surgir, produzir (...). É a Natureza que
se transforma e dá origem a todo ser, e todas as forças do Universo se expressavam na
Natureza, dando gradativamente lugar a um tipo de conhecimento racional e a noção de
totalidade.

E gradativamente, dos pré-socráticos até os modernos (Copérnico, Galileu...) o homem foi se


distanciando da natureza. A ponto de ter em si, mediante o uso de sua razão, motivo para
viver e ser. Como afirma Piucco:

(...) como a única fonte de certeza é o conhecimento é então sinônimo de medir e quantificar. Essa

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nova ciência propicia ao homem moderno tomar posse do mundo que o cerca, buscando o
conhecimento de uma Natureza externa ao homem. A Ciência partiu a pleno vapor para o domínio
da Natureza e da vida dos homens. “O “território” corporal como um microcosmo também sofre o
reflexo dessa nova perspectiva via ciências biomédicas”.

Este desenvolvimento ocasionou a separação do homem com o mundo, o que causou


problemas ambientais. Isto por que:

A alienação e adoção dos modelos de pensamento que favorecem a razão domesticam, dominam e
reduzem a composição biológica do corpo mensurável, desfavorecendo desta forma às conexões
entre as dimensões do humano, do racional e do Universo onde o indivíduo está inserido.

Assim, a autora redefine o conceito homem em sua classificação:

(...) O homem moderno poderia ser classificado como uma nova espécie animal, pois adquiriu
características comportamentais bem distintas daquelas dos seus ancestrais. Hoje o homem
da selva de pedras se tornou dependente das parafernálias inventadas pela indústria e
dificilmente suportaria viver sem um carro, um celular, um forno elétrico, tv, roupas, escova de
dente, papel higiênico, "miojo", chocolate, coca-cola, etc.

Veja a lista de problemas ambientais, ocasionados por esta separação:

“Além de intensificar a extração de matéria prima da Natureza para transformação em


produtos industriais, o resultado de todo esse "capricho" é a produção de lixos, gases e
resíduos que afetam diretamente o ecossistema”.

“(...) tudo o que não está transformado pelo capitalismo é mais valorizado e almejado, desde
objetos a pessoas. A maioria das pessoas sonha em ter um sítio e uma casa num lugar
tranqüilo, em meio a Natureza, a comer produtos naturais, sem agrotóxico (...)”.

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“(...) pensamento de superioridade, sente-se no direito de intervir da maneira que mais lhe
favoreça na Natureza, como fazer queimadas (...)”.

E aqui fica a proposta: conciliar o homem com a natureza é sinal de que as cidades serão
sustentáveis e que a vida se manterá.

ATIVIDADE OPTATIVA

Descreva a construção da história da proximidade e afastamento da Natureza pela Filosofia –


citando os principais pensadores com as suas contribuições.
Quais os principais problemas gerados pelo afastamento do homem em relação à Natureza
especificada pela autora?
O que este texto lhe sugere para refazer as pegadas de afastamento e problemas ambientais
ocasionados pela Natureza?
O texto de Piucco lhe sugere algumas pistas de como desenvolver terapia corporal em
meio à Natureza com vistas os processos de educação ambiental?

Antes de dar continuidade aos seus estudos é fundamental que você acesse sua SALA DE
AULA e faça a Atividade 3, que correspondem as unidades 20, 25, 26, 28, 29 e 30, no “link”
ATIVIDADES.

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Atividades dissertativas

Acesse sua sala de aula, no link “Atividade Dissertativa” e faça o exercício proposto.

Bons Estudos!

Chegamos ao fim desta introdução à problemática da relação da cidade com a


natureza. Espero que o material levantado e os questionamentos tenham sido
proveitosos.

Ora, o que você deve guardar do estudado?

Guarde as noções gerais da história da cidade, sua urbanização e projetos atuais para
lidar com ela; o lugar da agenda 21 e a importância de se pensar cidades sustentáveis.

Você está se dando conta desta linha teórica? Como você avalia a sua percepção
desta condução.

Não temos a presunção de dizer que este curso é o máximo do processo de captação
da temática. Antes pretendemos introduzi-lo nesta reflexão. Espero que tenha sido
válida esta aproximação. E lembre-se: é uma introdução, a vida e o engajamento é que
aprofundará

Desejo-lhe toda a fortuna!

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G LOSSÁRIO

A
Imaginário: “adj. Que só existe na imaginação; quimérico: um bem imaginário (fonte:.
http://www.dicio.com.br/imaginario/).

C
Crescimento populacionaL “O crescimento populacional é a mudança positiva do número
de indivíduos de uma população dividida por uma unidade de tempo. O
termo população pode ser aplicado a qualquer espécie viva, mas aqui refere-se
aos humanos.A população mundial em 1950 era de 2,5 bilhões de pessoas. Em 2000 já
havia mais de 6 bilhões de humanos no planeta.Para um estudo da população, é essencial a
análise estatísticaacompanhada das
características históricas e geográficas dassociedades existentes no planeta. Alguns locais
que apresentam elevadas taxas de densidades demográficas são: Sudeste
Brasileiro,nordeste dos Estados Unidos da América, leste da China e sul daÁfrica. Cada
umas dessas regiões tem as suas particularidades socioeconômicas, culturais e ambientais
(Fonte: Wiki)”. .

Cidades sustentáveis: “(...) são cidades que possuem uma política de desenvolvimento
para promover o meio ambiente natural e construído, de forma que não atrapalhe a
natureza. A estrutura urbana de uma cidade, como edifícios, ruas, as condutas de gás,
água, luz, e etc. acabam condicionando o clima deste ecossistema, como a temperatura, a
umidade, o vento e a pressão atmosférica. (Fonte: www.significados.com.br)”.

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Consciência ambiental: “Consciência ambiental refere-se a agir no cotidiano com a máxima
atenção referente às atitudes ambientais corretas. É ter responsabilidade social, saber fazer
as escolhas com inteligência ao gerar resíduos. É saber enxergar a curto, médio e longo
prazo o resultado de seu relacionamento com a natureza. Ou seja, uma pessoa consciente
representa o contrário do agir por impulsos ou agir sem pensar, em nosso caso, frente ao
meio ambiente (Fonte: Alexandre Arrenius Elias)”.

D
Diversidade: “ termo diversidade diz respeito à variedade e convivência de ideias,
características ou elementos diferentes entre si, em determinado
assunto, situação ou ambiente.A ideia de diversidade está ligada aos conceitos de
pluralidade, multiplicidade, diferentes ângulos de visão ou de abordagem, heterogeneidade e
variedade. E, muitas vezes, também, pode ser encontrada na comunhão de contrários,
na intersecção dediferenças, ou ainda, na tolerância mútua (Fonte: Wiki)”.

Desenvolvimento: “Entendemos por desenvolvimento um processo de fomento de novas


forças produtivas e de instauração de novas relações de produção, de modo a promover um
processo sustentável de crescimentoeconômico, que preserve a natureza e redistribua os
frutos do crescimento a favor dos que se encontram marginalizados da produção social e da
fruição dos resultados da mesma (Fonte: Peter Singer)”.

E
Economia: “(...) ou ciência económica, consiste
na produção, distribuição e consumo de bens e serviços. O termo economia vem
do grego οικονομία (de οἶκος , translit. oikos, 'casa' + νόμος , translit. nomos, 'costume ou lei',
ou também 'gerir, administrar': daí "regras da casa" ou "administração doméstica" (Fonte:
Wiki)”.

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I
Industrialização: “ é um processo histórico e social através do qual a indústria se torna o
setor dominante de uma economia, mediante a substituição de instrumentos, técnicas e
processos de produção, resultando em aumento da produtividade dos fatores e a geração
de riqueza.(Fonte Wiki)”.

P
Processo administrativo: O processo administrativo é o meio pelo qual o Estado estabelece
normas gerais e isonômicas para alcançar a solução da lide (conflito) entre a Administração
Pública e qualquer outro interessado, podendo ser dois entes da por via legal, sendo definida
por conjunto de
princípios e normas jurídicas que regem a solução de conflitos de interesses por meio do
exercício do processo Administrativo. Ele um caráter instrumental, e buscam garantir a
legalidade dos atos administrativos (Fonte: http://biblioteconomiaparaconcursos.com).

Planejamento ambiental: “João da Silva e Rozely Santos definem planejamento ambiental


como "um processo contínuo que envolve coleta, organização e análise sistematizada das
informações, por meio de procedimentos e métodos, para se chegar a decisões ou escolhas
acerca das melhores alternativas para o aproveitamento dos recursos disponíveis em função
de suas potencialidades, e com a finalidade de atingir metas específicas no futuro, tanto em
relação a recursos naturais quanto à sociedade." (Fonte: Wiki)”.

S
Sistema Econômico: “(...) pode ser definido como sendo a forma política, social e
econômica pelo qual estar organizada uma sociedade. Engloba o tipo de propriedade, a

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gestão da economia, os processos de circulação das mercadorias, o consumo e os níveis de
desenvolvimento tecnológico e da divisão do trabalho. (Fonte: Carlos Escóssia)”.

U
Urbanização: “Urbanização é a acção e o efeito de urbanizar e o núcleo residencial
urbanizado. O termo costuma ser usado para fazer referência ao conjunto de construções
edificadas num antigo meio rural.

Na hora de desenvolver a urbanização de um terreno, este é geralmente dividido em


diversas entidades (polígonos, quarteirões, parcelas, etc.) a fim de construir os edifícios e a
infra-estrutura necessária. Uma urbanização requer electricidade, água potável, recolha de
resíduos e transporte, entre outros serviços básicos para a vizinhança (Fonte: Wiki)”.

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B IBLIOGRAFIA

Caso haja dúvidas sobre algum termo ou sigla utilizada, consulte o link Bibliografia em sua
sala de aula, no site da ESAB.

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