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MAPA DE RISCO

APOSTILA
ASPECTOS CONCEITUAIS DO MAPA DE RISCO
CAPÍTULO 01

CARGA HORÁRIA 10H


PROFESSOR LUIZ GUSTAVO SANTANA BOTELHO
Jouberto Uchôa de Mendonça Lucas Cerqueira do Vale
Reitor Gerente de Tecnologias Educacionais

Amélia Maria Cerqueira Uchôa Milena Almeida Nunes Pinto


Vice-Reitora Designer Instrucional

Jouberto Uchôa de Mendonça Júnior Alexandre Meneses Chagas


Superintendente Geral Supervisor

André Tavares Andrade Caroline Gomes Oliveira


Superintendente Administrativo e Financeiro Designer Gráfico

Ihanmarck Damasceno dos Santos Andira Maltas dos Santos


Superintendente de Relações Institucionais Edivan Santos Guimarães
e Mercado Diagramadores

Temisson José dos Santos Matheus Oliveira dos Santos


Superintendente Acadêmico Shirley Jacy Santos Gomes
Ilustradores
Paulo Rafael Monteiro Nascimento
Ana Lúcia Golob Machado
Diretor de Educação a Distância
Antonielle Menezes Souza
Lígia de Goes Costa
Flávia dos Santos Menezes
Assessoras Pedagógicas
Gerente de Operações

Jane Luci Ornelas Freire


Gerente de Ensino
Shutterstock
Banco de Imagens
APRESENTAÇÃO

Iniciamos o primeiro capítulo tecendo uma exposição sobre a


origem, composição e utilização do Mapa de Risco. O mapa se carac-
teriza em um instrumento legal capaz de orientar e informar a todos os
empregados que estejam envolvidos, direta e indiretamente os sobre os
riscos persentes no ambiente de trabalho, atribuindo notoriedade atra-
vés da exposição.
O Mapa de Risco atualmente é normatizado pela Portaria nº 25
de 29/12/1994, amparada na alínea ‘a’, do item 5.16 da Norma Regula-
mentadora nº 05 que compreende a obrigatoriedade e constituição da
CIPA, dentro de parâmetros da NR-9, onde estabelece a obrigatorieda-
de de identificar e tornar notório os riscos à saúde humana no ambiente
de trabalho. Fruto desse conjunto de exposição legal e normativa, apre-
sentarmos para você uma abordagem histórica, cujo objetivo é carac-
terizar e fundamentar as ações de construção de um Mapa de Risco,
possibilitando ações e transformações no ambiente de trabalho.
Dando seguimento ao tema, nos debruçaremos sobre os aspec-
tos que se relacionam, proporcionando condições de caracterizar a ins-
talação do Mapa de Risco, dentro de aspectos gerais que condicionam
todas as ações de saúde e segurança no trabalho.
O empregador, a CIPA, o SESMET (se houver), as mais diferentes
classes sindicais e empregados etc., juntos constituem partes que de-
verão integra-se na construção do processo contextualização e insta-
lação do Mapa de Risco.
A abordagem central tem como objetivo conduzir profissionais
da área de saúde e segurança do trabalho e áreas correlatas, a possi-
bilidade de aglutinar determinadas informações que sejam capazes de
subsidiar ações no campo do conhecimento. Além de versar sobre o
conjunto de ações relativas à segurança e medicina do trabalho, mais
restritamente a sua real necessidade no combate aos altos índices de
acidentes de trabalho no Brasil e no mundo.
Em síntese, nossa proposta, visa à possibilidade de qualificação e
orientação para o conteúdo apresentado, contribuindo na disponibilização
de elementos técnicos e teóricos que visam nortear ações que conduzam
a apresentação, instalação e aplicabilidade do Mapa de Risco.
Bons estudos!
SUMÁRIO

DIFERENTES CONCEITOS QUE ABORDAM O MAPA DE


RISCO................................................................................ 05
ARCABOUÇO QUE FUNDAMENTA O MAPA DE RISCO.... 06
Portaria nº 25, DE 29 de dezembro de 1994, nasce
obrigatoriedade.................................................................................. 08

OBRIGATORIEDADE EM CONSTITUIR O MAPA DE


RISCO................................................................................ 09
OBJETIVO EM CONSTITUIR O MAPA DE RISCO............. 10
O PRINCIPAL OBJETIVO DO MAPA DE RISCO É A PRE-
VENÇÃO............................................................................ 10
Composição do Mapa de Risco...................................................11

CONCLUSÃO..................................................................... 14
REFERÊNCIAS .................................................................. 14
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DIFERENTES CONCEITOS QUE ABORDAM O


MAPA DE RISCO

Dentre os muitos conceitos que definem o Mapa de Risco, pode-


mos apontar alguns no intuito de tornar mais amplo o conhecimento no
que se refere ao tema, tendo como proposta enriquecer os estudos, tra-
zendo mais clareza e amplitude na compreensão do assunto, pretendendo
condicionar maior esclarecimento aos aspectos que compõem a matéria.
O Mapa de Risco pode ser considerado como uma interpretação
gráfica que através de figura geométrica, destaca três tamanhos de cír-
culos, condicionados ao padrão de cores, cuja função é caracterizar o
grau de risco e natureza do risco, devendo impreterivelmente estar vi-
sível a todos os trabalhadores que circulam num ambiente de trabalho.
Outro conceito poderá ser bem compreendido como um con-
solidado de informações de cunho gráfico e natureza simplificada, ao
expor as condições de riscos que estão inseridos todos trabalhadores.
Sua natureza distingue a obrigatoriedade em caracterizá-lo, através de
um mapeamento de informações que visa explorar os riscos inerentes
dentro de um processo comum de trabalho.
Ainda, podemos escrevê-lo como uma representação gráfica dos ris-
cos de acidentes nos diversos setores ou locais de trabalho, inerentes ou não
ao processo produtivo. O mapa deve ser afixado em local de fácil acesso e
visualização com a finalidade e propriedade de informar e orientar todos os
trabalhadores que ali atuam e outros que eventualmente transitem pelo local,
determinados padrões de agravo laboral. Caracterizado por círculos com co-
res padrões e três diferentes tamanhos, mostrando os locais e os fatores que
podem gerar situações de perigo em função da presença de agentes físicos,
químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes.
Dentro de um contexto legal, o Mapa de Risco, conceitua-se com
base na Portaria nº 25, de 29 de dezembro de 1994, sendo uma exposi-
ção gráfica cujo objetivo é reunir as informações necessárias para es-
tabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho.
Além de possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e divulgação de
informações entre os trabalhadores, bem como, estimular participação
nas atividades de prevenção, estabelecida pele instituição ou empresa.
Identificamos diferentes conceitos que deverão fundamentar
nossos estudos, tais conceitos tornarão a abordagem mais aprofun-
dada, além de reunir diferentes parâmetros que irão nortear de forma
mais contextualizada nossos estudos.
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ARCABOUÇO QUE FUNDAMENTA


O MAPA DE RISCO

O primeiro mapeamento de risco surgiu na Itália, entre as déca-


das de 60 e 70, através das crescentes lutas dos movimentos sindicais,
a partir dali ganhavam cada vez mais impulso em todo mundo e tinha
como chamariz as lutas trabalhistas principalmente por melhores salá-
rios e melhores condições de trabalho, evidenciados crescentes abalos
a saúde do trabalhador.
O trabalhador sendo a mais importante peça de um processo de
trabalho, cada vez mais tecnificado, mostrava sua real fragilidade que
ao mesmo tempo era desprezada, em detrimento de uma produção em
série que exigia maior comprometimento laboral e maior desenvoltura
de suas habilidades intrínsecas de trabalho.
Em face às péssimas condições de trabalho, surgiram nessa
época, movimentos com o objetivo de defender o trabalhador, desen-
volvendo um modelo de atuação na investigação e controle das condi-
ções de acidentes no trabalho, onde eram retratadas experiências no
campo do operariado. Os trabalhadores passaram a ser observados
continuamente e ao mesmo tempo eram condicionados os agravos a
sua saúde laboral. Com a manifestação desses dados eram promovi-
das ações que revertessem o péssimo quadro de abalos laborais, atra-
vés de conjunto de medidas em prol da segurança no trabalho.
Dentro de sucessivas experiências foi condicionada uma espécie
de modelo padrão, o conhecido ‘Modelo Operário Italiano’. Tal modelo
tinha como premissas a formação de grupos homogêneos dentro da
vivência operária no campo da observação e percepção de acidentes
ocorridos ou que poderiam ocorrer, facultando assim, uma troca cada
vez maior com diferentes classes sindicais e frentes de trabalho. Nesse
contexto a interação ampliava-se, possibilitando a participação de um
número crescente de trabalhadores, profissionais e corpos sindicais
nas ações de planejamento e controle da saúde nos locais de trabalho.
Esse modelo com passar do tempo, transfigurou-se numa meto-
dologia importante no processo da Reforma Sanitária Italiana. A partir
dessa experiência instituiu-se o Serviço Sanitário Nacional Italiano, que
compreendia um conjunto de regras de caráter legal, onde determinava
padrões de controle dos riscos à saúde laboral, dentro dos mais varia-
dos processos de trabalhos. Surge o Mapa de Risco, uma metodologia
de cunho central participativo e autorregulável, que promove e controla
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em síntese o levantamento dos riscos à saúde laboral, com intuito na


eliminação dos mesmos no processo de trabalho.
O Mapa de Risco se disseminou por todo mundo, dentro de um
padrão característico próprio, construindo-se numa ferramenta padrão,
altamente eficaz, na medida em que condiciona um conjunto de infor-
mações de natureza simples e acumulativas e de fácil interpretação.
O mapa é capaz de satisfazer uma gama de trabalhadores dentro de
uma mesma percepção com relevância ao comprometimento da saúde
dentro dos processos laborais, preservando também, o aprimoramento
acompanhado dos crescentes níveis de manifestação dos riscos per-
cebidos e ainda não percebidos.
No início da década de 80, o aprimoramento e uma maior aber-
tura da globalização no Brasil, possibilitou a utilização das técnicas que
freassem os crescentes casos de danos à saúde laboral. A partir desse
panorama, duas versões do Mapa de Risco são instaladas: a primeira
atribuída à área sindical acadêmica, e em paralelo ao Departamento
Intersindical de Estudos em Saúde e Ambiente de Trabalho (DIESAT),
e a segunda linha, condiciona-se, à Fundação Jorge Duplat Figueiredo
de Segurança e Medicinado Trabalho, a então conhecida Fundacentro.
A difusão do Mapa de Risco no país deu-se através da Funda-
centro de Minas Gerais onde diversos estudos foram aprimorados e
designados dentro de métodos de trabalho com acompanhamentos de
resultados. Após um longo desenvolvimento nos estudos, começaram
a multiplicação das técnicas em todo país, a exemplo da metodologia
participativa, capaz de conter os agravos à saúde laboral, o Mapa de
Risco.
Em São Paulo no ano 1982, evidenciou-se a primeira parceria de
um agente público, formada pela Delegacia Regional do Trabalho de
Osasco, o movimento sindical dos Metalúrgicos de Osasco e a própria
Fundacentro, tendo como piloto aproximadamente 200 empresas, a
técnica do Mapa de Risco foi aplicada efetuando bons resultados.
Origina-se dessa forma o campo e a condição necessária para
as primeiras exposições do Mapa de Risco e em posterior sua conso-
lidação jurídica obrigatória dentro das empresas compreendendo ser
um instrumento capaz de levantar, apontar e orientar as ações de se-
gurança e medicina do trabalho, além ser uma ferramenta de caráter
informativo e educacional.
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Portaria nº 25, DE 29 de dezembro de 1994,


nasce obrigatoriedade

As avaliações de risco constituem um conjunto de procedimen-


tos com o objetivo de estimar o potencial de danos à saúde do traba-
lhador empregado, ocasionado pela exposição de indivíduos a agentes
ambientais que a curto ou longo prazo podem prejudicar a saúde.
As avaliações de risco servem de subsídio para o controle e a
prevenção dos mais diferentes tipos de exposições. Dentro do ambien-
te de trabalho, tal avaliação vem condicionar a percepção de agentes
de riscos, que de forma mais simples podem estar relacionados aos
mais diversificados processos de produção, desde o início da cadeia
de produção até a destinação de resíduos que são descartados ou re-
aproveitados.
Dessa forma, a Norma Regulamentadora NR-9, entre algumas
diretrizes, estabelece a obrigatoriedade de identificar os riscos à saúde
humana no ambiente de trabalho, atribuindo às Comissões Internas de
Prevenção de Acidentes (CIPA) a responsabilidade pela elaboração de
Mapas de Riscos Ambientais.
As ações do Mapa de Risco devem ser desenvolvidas com base
no PPRA (Programa de Prevenção a Riscos Ambientais) como condi-
ciona a NR 09 e tem com o intuito, o levantamento de informações,
dentro dos processos de trabalho, destacando um conjunto de riscos
relevantes que deverão compor um conjunto mais amplo de agravos
no apoio de medidas que diminuam os riscos de acidentes dentro de
estabelecimento de trabalho.
A elaboração desse método está mencionada na alínea ‘a’, do
item 5.16 da NR05, dentro de conjunto de atribuições que visam iden-
tificar os riscos do processo de trabalho com a participação do maior
número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde houver.
Fica claro no âmbito de cada estabelecimento da empresa ou
instituição, assegurado os aspectos legais, a responsabilidade do em-
pregador em cumprir e fazer cumprir, além de viabilizar todos os aspec-
tos decorrentes de custos e outras demandas que vissem construir e
consolidar o Mapa de Riscos, bem como sua atualização.
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OBRIGATORIEDADE EM CONSTITUIR
O MAPA DE RISCO

Como já vimos a Norma Regulamentadora NR-9, estabelece a


obrigatoriedade de identificar e sistematizar de forma ampla todos os
riscos à saúde humana no ambiente de trabalho, e em particular dentro
de um estabelecimento de trabalho, atribuindo às Comissões Internas
de Prevenção de Acidentes (CIPA) a responsabilidade pela elaboração
dos Mapas de Riscos Ambientais e ao empregador fazer cumprir no
âmbito da legislação específica e dar condições que seja promovido tal
trabalho.
A participação dos trabalhadores deve ser notória, pois de forma
pluralizada compõem-se, tal metodologia de aplicação que é o Mapa
de Risco, sendo sua abrangência e profundidade de salutar importância
no sentido de tornar mais precisas as características dos riscos e suas
ações de controle. Dessa forma, o Mapa de Risco do estabelecimento
deverá ser realizado por etapa, ou seja, a utilização de uma série de
procedimentos que se iniciam com o levantamento de informações que
versam sobre o conhecimento dos agravos aplicados, culminado em
sua publicação.
O mapeamento das condições de riscos em que estão inseridos
os trabalhadores possibilita o desenvolvimento de uma atitude mais
cautelosa por parte de todos, diante dos perigos identificados e grafica-
mente sinalizados. A obrigatoriedade vem contribuir, desse modo, para
observância, no que tange a eliminação e/ou controle dos riscos detec-
tados, devendo dessa forma ser compreendido sobe todos os aspectos
com grau de importância.
Posteriormente, o mapa deverá ser afixado em local visível, em
todas as seções ou estabelecimento comum de trabalho, independente
do número de empregados ou grau de risco peculiar, permanecendo no
local preferencialmente até uma nova gestão da CIPA, se houver, ou en-
quanto novos levantamentos de riscos deverão ser acrescentados com
efeito de tornar mais amplo e mais atual o conjunto de informações.
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OBJETIVO EM CONSTITUIR O MAPA DE RISCO

O Mapa de Risco tem como objetivo principal promover a cons-


cientização de todos os trabalhadores, através da informação sobre
a exposição dos riscos nos mais variados ambientes e processos de
trabalho, dentro das mais diversas características que poderão com-
prometer a saúde dos trabalhadores, possibilitando assim a disponibi-
lidade das condições normais do trabalho.
O conjunto de tais informações e sua exposição no ambiente la-
boral deverá contribuir para que se desenvolva uma condição mais am-
pla de atuação, na busca de melhor entender os parâmetros legais que
possibilitam o conforto dentro de um ambiente de trabalho, de forma a
torná-lo mais equacionado, ao padrão técnico de exposição aos riscos,
na busca de preservar a saúde e segurança no trabalho.
Promover a troca e divulgação de informações entre os trabalha-
dores, bem como estimular sua participação nas atividades de preven-
ção, garantindo a eficiência e qualidade na aplicação de tais informa-
ções é condição básica para o Mapa de Risco.
Possibilitar e estimular as atividades de prevenção é o dever primor-
dial dentro da caracterização do Mapa de Risco, ou seja, a troca estimulada
de um conjunto de informações correlacionadas com os mais diversos se-
tores de trabalho de forma simples e coesa, bem como o estímulo para a
participação das atividades de prevenção, deve ser o carro chefe na elabo-
ração desse esquema metodológico. Deve-se compor estrategicamente a
busca com o objetivo de proporcionar tal desprendimento, visando à troca
e acúmulo de informações, em tal prevenção.

O PRINCIPAL OBJETIVO DO MAPA DE RISCO


É A PREVENÇÃO

O papel primordial do Mapa de Risco é relatar as condições de


risco nos diversos ambientes de trabalho de forma continuada, sempre
focando na busca da eliminação dos riscos ou atenuação do mesmo
e de forma participativa promover um conjunto de informações que
condicionem um total levantamento de todos os agentes que estão di-
retamente envolvidos no ambiente comum de trabalho, solicitando me-
didas que reduzam ou equiparem seus agravos no intuito de promover
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condições normais de trabalho. Em prática sua missão é, portanto, a


preservação da saúde e integridade física dos trabalhadores, dentro de
suas atividades laborais.
A segurança do trabalhador e sua interação dentro do processo
de trabalho deve ser o foco principal na atividade de implementação do
Mapa de Risco, para tanto, sua utilização deve ser entendida dentro da
sistemática de trabalho.
O aprofundamento e a conscientização das boas condições de
trabalho é o elo preponderante a ser alcançado na utilização do Mapa
de Risco, na medida em que propicia à integração de agravos à saúde
laboral dentro de uma dinâmica de exposição das ideias e controle dos
riscos propriamente intrínsecos e não conhecidos.

Composição do Mapa de Risco


O Mapa de Risco é uma representação gráfica que deve ser vi-
sualizada por todos, dentro de um conjunto de fatores condicionantes
de riscos num ambiente de trabalho, capazes de acarretar prejuízos à
saúde dos trabalhadores.
É importante para fácil percepção uma ilustração adequada que
esteja devidamente instalada em condição apropriada que caracterize
através de planta do local ou croqui do setor de trabalho. Com o mapa
haverá a exposição de um conjunto de informações e levantamento que
são gerados com intuito principal de promover uma conscientização a
todos os trabalhadores, devendo ser fixado em cada local previamente
avaliado, de forma claramente visível e de fácil acesso.
Em decorrência de informações levantadas, a CIPA como agen-
te central para elaboração, deverá propor uma metodologia que seja
capaz de alcançar tais informações. Estas serão coletadas através de
reuniões, com proposta de encontrar um método participativo mais efi-
ciente com o objetivo de examinar e verificar cada risco a ser identifica-
do numa visita in loco nas variadas sessões do estabelecimento.
A classificação dos riscos e agravos, ali existentes conforme o
tipo de agente tem como modelo a representação conforme a Tabela
de Riscos Ambientais.
Para a determinação do quadro que deverá ser comentado mais
amplamente no segundo capítulo, torna-se necessário que a CIPA utili-
ze toda informação com o objetivo de embasar todos os riscos que es-
tejam submetidos os empregados oriundos do estabelecimento, seção
ou local comum de trabalho.
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Não existindo a CIPA, o designado deverá se familiarizar com o


apoio do SESMET ou profissional capacitado com a Tabela 1, anexa a
Portaria Ministerial nº 25, de 29 de dezembro de 1994, que legalmente
padroniza e classifica os riscos de acidentes de trabalho.

Grupo I Grupo II Grupo III Grupo IV Grupo V


Agentes Agentes Agentes Agentes
Agentes mecânicos
Biológicos Físicos biológicos ergonômicos
Trabalho Arranjo físico
Poeira Ruído Vírus
pesado deficiente
Fumos Posturas
Vibração Bactéria Máquinas sem proteção
Metálicos incorretas
Radiação
Treinamento ina-
ionizante e Matéria prima fora
Névoas Protozoários dequado/inexis-
não ioni- especificação
tente
zante
Equipamentos
Pressões Jornadas inadequados,
Vapores Fungos
anormais prolongadas defeituosos
ou inexistentes
Temperatu- Trabalho Ferramentas defeituo-
Gases Bacilos
ra extrema noturno so/inadequadas
Produtos Responsabilidade e
Iluminação deficiente
químicos em Frio Calor Parasitas conflito, tensões
eletricidade
geral emocionais
Substâncias,
Insetos, co- Incêndio,
compostos Desconforto, mo-
Umidade bras, aranhas edificações,
ou produtos notonia
etc. armazenamento
químicos
Outros Outros Outros Outros Outros
Vermelho Verde Marrom Amarelo Azul

Tabela 1 - Tabela dos Riscos Ambientais.


Fonte: TABELA I anexa a Portaria Ministerial nº 25, de 29 de dezembro de 1994.

Dentro da caracterização do Mapa de Risco, deve-se condicionar


cada risco encontrado, de forma a poder gerir e correlacioná-lo dentro
de cada seção no estabelecimento de trabalho. A padronização da sua
intensidade de abrangência deve ser caracterizada com os diferentes
tamanhos de círculo (pequeno, médio e grande), expondo-os numa
planta baixa ou croqui que se caracterize mais amplamente num con-
junto de riscos e agravos levantados dentro do estabelecimento e tendo
como intuito a consolidação de ações, de acordo com a grandeza do
agravo, que vise atuar ou extirpar, tal comprometimento.
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A cor do círculo representa o tipo de risco, conforme a figura 1.

Figura 1
Fonte: Autoria própria.

Os círculos que caracterizam a intensidade do risco devem ser


diretamente impressos no material gráfico ou colados de acordo com
área de indicação do risco. O importante é que os tamanhos e as cores
estejam padronizados em sua totalidade, correspondendo o lugar onde
existe o problema.
Existindo, num mesmo ponto de uma seção diversos riscos de
um só tipo, por exemplo, riscos físicos: ruído, vibração e calor não é
preciso colocar um círculo para cada um desses agentes, basta subdi-
vidi-los de acordo com as cores específicas.
Quando um risco qualquer afeta em maior proporção mais de
uma seção, por exemplo: o ruído que se espelha numa área maior, de-
ve-se representá-lo no meio do setor e acrescentar setas nas bordas,
indicando que aquele problema se espalha pela área toda.

Figura 2 - Risco Afetando a Seção Interna.


Fonte: Autoria própria.
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CONCLUSÃO

Dessa forma, o Mapa de Risco, deverá ser o principal elemento


que irá nortear as ações de controle dos riscos existentes dentro da
unidade que admite trabalhadores com carteira assinada. Ao tornar no-
tório todo o risco abriu-se um leque de oportunidades, onde ideias são
debatidas e efetuadas na busca de um maior controle da exposição
como também a eliminação dos riscos ali existentes.
A importância de envolver tais condutores implica em responsa-
bilizar em cada indivíduo um conjunto de medidas que irá proporcio-
nar maior segurança no que tange a segurança coletiva no trabalho, ou
seja, ao se tornar notório o Mapa de Risco, cada indivíduo passa a ser
uma peça importante na preservação da normalidade dos padrões de
segurança referentes à coletividade.
Em síntese o Mapa de Risco possibilita uma melhor condução
de medidas que venham tornar a vida laboral de cada indivíduo mais
segura, dentro de uma perspectiva mais inovadora, pois possibilita uma
melhor interação participativa das medidas em prol da segurança no
trabalho.

REFERÊNCIAS

BRASIL. Portaria 25, de 29 de dezembro de 1994. Brasília, DF: Diá-


rio oficial da União.Disponívelem:http://acesso.mte.gov.br/data/files/
FF8080812BE914E6012BEA44A24704C6/p_19941229_25.pdf>. Aces-
so em: 02 fev. 2016.

Filho, Antonio Luiz. Segurança e Medicina do Trabalho. 6. ed. São Pau-


lo: Editora Saraiva, 2010.

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