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2021

REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA


GOVERNO REGIONAL
SECRETARIA REGIONAL DE EDUCAÇÃO
Cursos de Educação e Formação
E BS Prof. Dr. Francisco de Freitas Branco, Porto
de Adultos – EFA
Santo Portaria n.º74/2011 de 30 de junho
N.º do Código do Estabelecimento de Ensino 3201201
Secretaria Regional de Educação
N.º de Telefone: 291 980030/Fax:291 980047/46

Nome | nº | Turma Ricardo Bruno Alves dos Santos

Identificação do trabalho

Área de Competência
STC
UC7
Formando /Número
Turma EFA_S
Data 12

UC7
DR2

RICARDO BRUNO ALVES DOS SANTOS | EFA


Senso comum
O senso comum, diz respeito às crenças naturais e ordinárias
produzidas por uma determinada cultura e transmitidas pela tradição referente
a tais culturas, e que são tomadas como plenamente verdadeiras. É bastante
comum encontrar o senso comum sendo referido de maneira pejorativa,
dizendo-se que é fundamentado em crenças e que, portanto, possui pouco
valor. Isto acontece, em grande medida, devido à forma como o conhecimento
científico é valorizado na cultura ocidental em geral e porque a filosofia
racionalista frequentemente critica e rejeita o senso comum.
Contudo, alguns filósofos da tradição filosófica escocesa do senso
comum oferecem suficientes justificativas para que se rejeite o ceticismo ou as
doutrinas chamadas revisionistas.
A sua origem, o termo comum remonta a Aristóteles, que utilizou este
termo para se referir à capacidade geral de sentir, tanto no sentido de
consciência das sensações quanto no de perceber as determinações sensíveis
comuns aos diversos sentidos, como a visão, o movimento, etc. Na idade
média, o termo foi aplicado com o significado de costume, gosto, modo comum
de viver ou falar.
Pode-se perceber, portanto, que as formas moderna e contemporânea
de se compreender o senso comum ainda guardam algumas características
dessa origem.

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Outros conhecimentos não científicos

Podemos dar vários exemplos de alguns conhecimentos que não


constituem ciência, como por exemplo o uso de plantas medicinais para
tratamento de doenças. Ao longo dos anos, o ser humano procura tratar várias
doenças através de plantas ou outros elementos da natureza.

Outro exemplo tem a ver com a associação que as pessoas fazem entre
o frio e a gripe, em que é de senso comum, dito principalmente pelos mais
antigos, em que afirmam que, se “apanharmos” frio ou “corrente de ar”, iremos
ficar doentes. É uma conexão sem fundamentação científica, pois a gripe é
uma doença causada por um vírus que se aproveita da fragilidade pulmonar
causada pelo frio. Logo, a infeção devido à gripe depende da situação
imunológica de cada pessoa.

Ainda posso dar outro exemplo como as fases da lua e a influência no


corte de cabelo, em que os mais antigos muitas vezes afirmavam que era
importante cortar o cabelo na lua crescente para que crescesse com mais força
e mais rápido. Os conselhos e ditados populares fazem parte do senso comum
e são tidos como verdades. Por isso, torna-se uma herança cultural seguida e
implementada no dia a dia pelo povo, sem sequer nos questionarmos.

Existe também o conhecimento religioso, onde é baseado na fé religiosa,


acreditando que ela detém a verdade absoluta.

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Em que consiste o método científico

Entende-se por “método científico”, um conjunto de regras para


desenvolver uma experiência com o objetivo de produzir novo conhecimento,
bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes.

O “método científico” é constituído por várias etapas, etapas essas que


passam por:

1. A observação;
2. A formulação da pergunta;
3. A formulação da hipótese;
4. Experiência controlada;
5. A análise dos dados e conclusão;
6. Generalização dos resultados obtidos para acontecimentos similares.

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Método indutivo

Muitas vezes já ouvimos dizer que nós não devemos generalizar. É


errado dizer, por exemplo, que “nenhum homem presta” ou que “mulheres não
sabem conduzir”. Estes são exemplos de generalização incorreta, feitas a partir
de uns poucos exemplos. De qualquer forma, o problema não está na
generalização em si, mas na forma como é feita.

Não há nada de errado em fazer generalização, desde que sejam feitas


de modo adequado. Quem defende o método indutivo na ciência inclusive
acredita que a generalização é fundamental para o conhecimento científico.

O que significa generalizar? Do ponto de vista lógico, significa chegar a


uma conclusão geral a partir de afirmações de observação.

Afirmações de observação são afirmações singulares, sobre a


ocorrência de algo específico em determinado tempo e espaço.

Exemplo disso:

a. No dia 25 de maio de 2021 choveu no Porto Santo.


b. Aqueci uma chaleira de água hoje e ferveu quando a temperatura atingiu
100 graus Celcius.

Estes dois exemplos de afirmações descrevem algo que foi observado por
alguém.

Afirmações gerais, por outro lado, aplica-se a todos ou a maioria das


pessoas de uma determinada classe.

Exemplo disso:

a. Os planetas movem-se em torno do sol.


b. Os metais se expandem quando aquecidos.

Estas duas afirmações não se referem a algo específico no espaço e


tempo, mas a todos os metais, a todos os planetas.

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O método indutivo nada mais é que o processo de generalizar a partir de
afirmações de observação. Algumas leis científicas que nós aprendemos na
escola, como a de que todos os objetos caem, na Terra, com a mesma taxa de
aceleração constante, são o resultado desse processo.

Precisamos compreender que existe uma diferença entre uma boa


generalização de uma má generalização.

De acordo com os defensores do método indutivo, para uma generalização


apropriada, ela deve respeitar pelo menos três condições:

1. O número de afirmações de observação que formam a base de uma


generalização deve ser grande;
2. As observações devem ser repetidas sob uma ampla variedade de
condições;
3. Nenhuma afirmação de observação deve conflitar com a generalização
realizada.

Quando definimos uma lei geral ou afirmamos algum princípio geral a partir
de observações feitas de um determinado fenômeno, assim como, a
identificação de repetições nessas observações. É baseado no facto de que se
um fenómeno se repete em futuras observações possivelmente ocorrerá
novamente.

A lógica do pensamento indutivo é que a partir de casos particulares


registrados e enumerados, podemos concluir algo.

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Método dedutivo

Em linhas gerais, o método dedutivo é um tipo de método de abordagem


que, parte de uma generalização para uma questão particularizada. Por outras
palavras, é o método que utiliza o raciocínio lógico para chegar a conclusões
mais particulares, a partir de princípios e preposições gerais.
Consiste, portanto, na extração de uma conclusão particular, a partir de
uma verdade geral.
Esse raciocínio lógico fez que esse método seja utilizado por
pesquisadores mais formalistas.
Em resumo, o método fundamenta-se nos silogismos: parte de uma
premissa maior, passando para uma premissa menor e chegando a uma
conclusão particular.
A premissa maior também pode ser denominada de axioma. E a
premissa menor pode ser chamada de teorema.
Esse método recebeu forte influência do filósofo grego Aristóteles, que
utilizou o silogismo para obter suas conclusões.
No entanto, nós devemos tomar muito cuidado. Uma argumentação que
se pauta no método dedutivo deve se certificar que toda a proposição seja
válida para que a conclusão também seja.
Há, portanto, uma relação lógica entre as premissas gerais e as
premissas particulares. Caso se considere a premissa geral inválida, a
conclusão também será.
Ou seja: se existir uma proposição inválida, todo o restante da aplicação
do método também será.
Por exemplo:
a. Premissa maior: Todos os organismos com asas podem voar.

b. Premissa menor: Os pinguins têm asas.

Conclusão: Os pinguins podem voar.

Pois bem. A conclusão é inválida porque partiu de uma premissa geral


falsa. Nem todos os organismos com asas podem voar. Sendo assim, a
aplicação do método também é inválida, já que a premissa não pode se
confirmar no contexto específico em que se aplicou.

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Revolução Científica de Thomas Kuhn

O conceito de paradigma científico de Kuhn é visto como um marco da


história da epistemologia e da própria ciência. Sua obra “A Estrutura das
Revoluções Científicas”, de 1962, demarca o início de um período no qual se
começou a questionar o que realmente é a ciência.
A atividade desorganizada e diversa que precede a formação da ciência
torna-se eventualmente estruturada e dirigida quando a comunidade científica
se insere a um único paradigma. Um paradigma é composto de suposições
teóricas gerais e de leis e técnicas para a sua aplicação adaptadas por uma
comunidade científica específica. Os que trabalham dentro de um paradigma,
seja ele a mecânica newtoniana, ótica de ondas, química analítica ou qualquer
outro, praticam aquilo que Kuhn chama de ciência normal. Os cientistas
normais articularão e desenvolverão o paradigma em sua tentativa de explicar
e de acomodar o comportamento de alguns aspetos relevantes do mundo real,
tais como relevados por meio dos resultados de experiências. Ao fazê-lo,
experimentarão, inevitavelmente, dificuldade e encontrarão falsificações
aparentes.
Se dificuldades desse tipo fugirem ao controle, um estado de crise irá
manifestar-se. Uma crise é resolvida quando surge um paradigma inteiramente
novo, que atrai a adesão de um número crescente de cientistas até que
eventualmente o paradigma original, problemático, é abandonado.
A mudança descontínua constituí uma revolução científica. O novo
paradigma, cheio de promessas e aparentemente não assediado por
dificuldades supostamente insuperáveis, orienta agora a nova atividade
científica normal até que também encontre problemas sérios e o resultado seja
outra revolução.
Cada paradigma verá o mundo como composto de diferentes tipos de
coisas. O paradigma aristotélico via o Universo dividido em dois reinos, a
região sobre lunar, incorruptível e imutável, e a região terrestre, corruptível e
mutável. Paradigmas posteriores viram o Universo todo como sendo composto
dos mesmos tipos de substâncias materiais.
Na química anterior a Lavoisier afirma-se que o mundo continha uma
substância chamada flogisto expulsa dos materiais quando queimados. O novo

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paradigma de Lavoisier implica que não havia semelhante coisa, ao passo que
existe o gás oxigênio que desempenha um papel muito diferente na
combustão.
A teoria eletromagnética de Maxweel implicava um éter que ocupava o
espaço todo, enquanto a recolocação radical de Einstein elimina o éter. A
ciência deve conter em seu interior um meio de substituir de um paradigma
para um paradigma melhor. Esta é a função das revoluções (Kuhn, 1962).
Todos os paradigmas serão inadequados, em alguma medida, no que se
refere à sua correspondência com a natureza. Quando esta falta de
correspondência se torna séria, isto é, quando aparece crise, a medida
revolucionária de substituir todo um paradigma por outro torna-se essencial
para o efetivo progresso da ciência.

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Três princípios fundamentais da Teoria Celular

A Teoria Celular é a teoria chave para o estudo da Biologia Celular, uma


vez que se refere à composição celular dos seres vivos. Esta teoria é composta
pela ideia de três pesquisadores, que, após anos de estudos, chegaram aos
três pilares que a sustentam.
A Teoria celular é composta, portanto, pelas ideias de Schwann,
Schleiden e Virchow e baseia-se em três ideias básicas:
1. Todos os organismos vivos são formados por uma ou mais
células e pelas estruturas por elas produzidas;
2. As células são consideradas unidades morfológicas e funcionais
de todas as formas de vida;
3. Todas as células originam-se de outra célula preexistente, ou
seja, todas as células apresentam capacidade de divisão.

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Lei de Lavoisier

A lei de Lavoisier pode ser enunciada assim:


- “Num sistema fechado, quando duas ou mais substâncias reagem
entre si, a massa total dos produtos é igual a soma das massas das
substâncias reagentes.”
Ou de maneira mais simples e já popularizada:
- “Na natureza nada se cria, nada se perde; tudo se transforma.”
Durante as reações químicas não há criação nem perda de massa; o que
ocorre é a transformação das substâncias reagentes em outras substâncias.

Exercício
Duas substâncias, uma com 15g de massa e outra com 13g, reagiram
entre si num sistema fechado. Da reação surgiram dois produtos: um gasoso,
outro sólido. Sabendo-se que o produto sólido tem massa de 10g, iremos
calcular a massa do gás que se desprendeu da reação.
Resolução:
Massa dos reagentes Massa dos Produtos
A + B  C + D
15g 13g 10g X
15g + 13g = 10g + X
28g = 10g + X
X = 28g – 10g
X = 18g
R.: O gás que se desprendeu tem massa de 18g.

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