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Historia e evolução da tabela periódica

A história da tabela periódica começa em 1829 com a "lei das tríades" de Johann


Wolfgang Döbereiner e termina com a disposição sistemática de Dmitri
Mendeleev e Lothar Meyer dos elementos químicos demonstrando a periodicidade dos
mesmos em uma tabela organizada. Teorias para explicar a matéria foram elaboradas
pelos filósofos gregos ainda na Antiguidade, pelo qual postulava-se que toda a matéria
era formada a partir de quatro elementos que poderiam ser transformados um no
outro, conceito explorado pela alquimia.
A partir da separação da alquimia da química no século XVI, e posteriormente o
trabalho de Antoine Lavoisier que incluiu a organização de uma lista com os elementos
conhecidos até a época, foram iniciados os avanços científicos para definição e
compreensão da matéria. Durante os anos seguintes, um grande volume de
conhecimento relativo às propriedades dos elementos e seus compostos foram
adquiridos pelos químicos.
Com o aumento do número de elementos descobertos, os cientistas iniciaram a
investigação de modelos para reconhecer as propriedades e desenvolver esquemas
de classificação. A primeira tentativa foi as tríades de Döbereiner, grupos de três
elementos com propriedades similares, ideia que foi expandida por outros cientistas. O
primeiro modelo organizado que contemplava todos os elementos foi o parafuso
telúrico de Chancourtois, porém sua teoria não teve aceitação
inicial. Newlands e Odling também publicaram tabelas que demonstravam
periodicidade, mas sem aceitação acadêmica.
A primeira tabela a ter aceitação entre os químicos foi elaborada por Dmitri
Mendeleev em 1869, que demonstrava avanços em relação às tentativas de seus
antecessores como, por exemplo, a previsão das propriedades de elementos ainda a
serem descobertos. Lothar Meyer também havia publicado uma tabela similar
concomitantemente, que posteriormente recebeu reconhecimento científico. Esta
versão da tabela de Mendeleev foi aprimorada ao longo do tempo para contemplar os
elementos que vieram a ser descobertos até atingir o formato padrão da atualidade.
As tentativas de organizar a matéria em função de suas propriedades remontam a Grécia
antiga, durante o qual filósofos como Tales de Mileto, Heráclito, Anaximandro e Anaximenes
conjecturavam sobre a divisão da matéria.

O alquimista árabe Geber postulou que todos os metais eram constituídos de mercúrio e
enxofre e o alquimista medieval, Paracelso postulou o conceito de que o mercúrio, enxofre e o
sal seriam princípios presentes em toda a matéria, teoria esta chamada de tria prima.

O livro The Sceptical Chymist (1661) de Robert Boyle é considerado um marco na história da
química por negar a existência dos elementais como constituintes da matéria e dar início a
uma abordagem científica da química ao prover a primeira definição de elemento químico.

O livro Traité Élémentaire de Chimie (1789) de Antoine Lavoisier foi o marco seguinte na
história da tabela periódica ao publicar uma lista com 33 substâncias elementares, isto é que
não podiam ser decompostas em reações químicas, e das quais muitas fazem parte da tabela
atual.

Com a sistematização da Lei das proporções definidas por Joseph Louis Proust e lei da
conservação da massa por Lavoisier, foi consolidado o conhecimento que permitiu o avanço da
teoria atômica por John Dalton que formulou o conceito do átomo como indivisível e imutável
e a lei das proporções múltiplas pela qual os átomos se combinavam numa proporção fixa.

Em 1817, Döbereiner observou que muitos elementos podiam ser agrupados em tríades, isto é
um grupo de três elementos, baseando-se em suas propriedades químicas.

Döbereiner também observou que, quando arranjados pela massa atômica relativa, o segundo
membro de cada tríade tinha aproximadamente a média do primeiro elemento com o terceiro,
o que ficou conhecido como a Lei das tríades.

Os grupos de quatro elementos, denominados tétrades, haviam sido identificados por Max
Von Pettenkofer e o grupo de cinco elementos, denominados pêntadas, por Jean-Baptiste
Dumas que também publicou um artigo em 1857 descrevendo as várias relações entre os
grupos de metais.

Com este arranjo em espiral ordenados por massa atômica relativa no cilindro, Chancourtois
demonstrou que os elementos tinham propriedades similares que pareciam ocorrer em
intervalos regulares
.

Em 1864, o químico alemão Julius Lothar Meyer publicou uma tabela com 44 elementos
arranjados pelo conceito da valência que havia sido fundamentado seis anos antes por August
Kekulé.

Esta tabela demonstrou que os elementos com propriedades similares às vezes


compartilhavam a mesma valência.[8] Concomitantemente, o químico inglês William Odling
publicou um arranjo de 57 elementos ordenados com base em suas massas atômicas relativas.

O químico inglês John Newlands publicou uma série de artigos entre 1863 e 1866


notando que quando os elementos eram listados em ordem crescente de massa
atômica, propriedades físicas e químicas ocorriam em intervalos de oito, o que ele
ligou a periodicidade das oitavas na escala musical. Porém estas observações, o qual
denominou "Lei das Oitavas", foi ridicularizada pelos contemporâneos de Newlands
em virtude da comparação com a escala musical e a Chemical Society se recusou a
publicar seu trabalho. Embora a tabela original proposta tivesse algumas falhas e
contradições, a Royal Society somente reconheceu a importância de suas descobertas
cinco anos depois de terem publicado o trabalho de Mendeleev, outorgando-lhe
a Medalha Davy por sua contribuição.
Outra proposta de tabela foi elaborada pelo acadêmico dinamarquês Gustavus
Hinrichs num sistema periódico em espiral baseado na massa atômica, espectro e
similaridades químicas, que foi publicado em 1867. Seu trabalho foi considerado uma
idiossincrasia, ostentosa e confusa o que pode ter limitado seu reconhecimento e
aceitação.

A tabela periódica, segundo Mendeleev e Meyer

O professor de química russo Dmitri Mendeleev e Meyer publicaram de forma


independente tabelas periódicas em 1869 e 1870, respectivamente. A tabela de
Mendeleev foi a primeira versão enquanto a de Meyer foi uma versão expandida da
tabela publicada em 1864.] Ambos construíram suas tabelas listando os elementos em
linhas ou colunas ordenados pela massa atômica e começando uma nova coluna ou
linha quando as características dos elementos começavam a se repetir.
O reconhecimento e aceitação da tabela de Mendeleev vieram de duas decisões que
havia feito. A primeira foi deixar espaços na tabela que pareciam corresponder a um
elemento que ainda não havia sido descoberto.] Ele não foi o primeiro químico a fazer
isto, porém foi o primeiro a ser reconhecido como usando a tendência em sua tabela
para predizer as propriedades dos elementos faltantes, tais como o gálio, o germânio e
o escândio. A segunda decisão foi ignorar ocasionalmente a ordem sugerida pelas
massas atômicas e trocar elementos adjacentes, tais como o telúrio e o iodo, para
classificá-los corretamente nas famílias químicas. Com o desenvolvimento das teorias
da estrutura atômica, parece que ele listou os elementos em ordem crescente de
massa atômica ou número atômico de modo não intencional.
A descoberta do número atômico
No final século XIX houve um avanço significativo na teoria atômica com as
descobertas dos Raios-X por Wilhelm Rontgen e da radioatividade natural por Henri
Becquerel por volta de 1895. Frederick Soddy e Ernest Rutherford constataram que as
emissões radioativas dos elementos resultavam em elementos químicos diferentes o
que levou a conclusão de que a massa atômica não era uma propriedade do átomo
adequada para indicar a periodicidade dos elementos químicos. Conforme
demonstrado por Soddy, o mesmo elemento químico poderia ter uma massa atômica
diferente, condição denominada como isótopos.
Em 1913, o cientista britânico Henry Moseley descobriu uma relação exata entre as
linhas espectrais fora da região do visível com um número ordinal,
denominado número atômico, que posteriormente constatou-se ser o número de
prótons do núcleo. Quando os átomos foram arranjados de acordo com o aumento do
número atômico, as inconsistências existentes na tabela de Mendeleev
desapareceram. Devido ao trabalho de Moseley, a tabela periódica moderna está
baseada no número atômico dos elementos.

As últimas modificações

Em 1871, Mendeleev publicou uma forma atualizada da tabela periódica, fornecendo


informações detalhadas de suas previsões para os elementos que havia notado
estarem faltando mas deveriam existir.
Com a descoberta do argônio em 1894 por William Ramsay e Lord Rayleigh, houve
uma dificuldade em acomodar o novo elemento de acordo com a sua massa atômica
na tabela periódica elaborada por Mendeleev.
Por vezes é afirmado que o último elemento químico encontrado na natureza a ser
descoberto foi o Frâncio, referido por Mendeleev como eka-césio, em 1939.Entretanto,
o Plutônio, produzido sinteticamente em 1940, foi identificado em traços como um
elemento natural em 1971, e em 2011 foi descoberto que todos os elementos até o
Califórnio podem ocorrer naturalmente como traços em minérios de Urânio através da
captura de nêutrons e decaimento beta.
formato popular da tabela periódica, também conhecido como forma comum ou
padrão, é atribuído ao químico americano Horace Groves Deming.
Com o desenvolvimento das teorias da mecânica quântica da configuração dos
elétrons dentro do átomo, ficou evidente que cada período (linha) na tabela
correspondia a um preenchimento de nível eletrônico dos elétrons.
Entretanto, a sugestão de Seaborg estava correta e ele foi subsequentemente
premiado com o prêmio Nobel de química em 1951 pelo seu trabalho na síntese dos
elementos actinídeos.
Por causa da maioria dos elementos transurânicos serem altamente instáveis e
decaírem rapidamente, são de difícil detecção e caracterização quando são
produzidos.
Tem havido algumas controvérsias em relação à nomenclatura e alegações de
descobertas concorrentes para alguns elementos, que exigem uma revisão
independente para determinar qual parte tem prioridade, e portanto os direitos de
nomear.
Em 2010, uma colaboração russo-americana em Dubna, alega ter sintetizado seis
átomos do ununseptium (número atômico 117) que é a mais recente descoberta
alegada.

Trabalho realizado por: Flávio A. e Ricardo F 10ºG Física e química

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