Você está na página 1de 25

ELIANA DA MOTTA DOS SANTOS

“Revista Veja e revista Time: Uma análise do discurso entre Brasil e


Estados Unidos sobre a construção da identidade dos cristãos católicos e
evangélicos”

Resumo

O projeto de pesquisa intitulado “Revista Veja e revista Time: Uma análise do


discurso entre Brasil e Estados Unidos sobre a construção da identidade dos
cristãos católicos e evangélicos”, pretende investigar o fenômeno de expansão
religiosa no Brasil e nos Estados Unidos, observando e comparando como os
jornalistas dessas redações retratam a religião cristã evangélica e seus fiéis,
estabelecendo um comparativo ao tratamento dado aos cristãos católicos, num
recorte temporal que compreende 32 anos, janeiro de 1981 a dezembro de
2013. Vale ressaltar que essa pesquisa é um desdobramento do Mestrado que
revisa e expande a pesquisa no Doutorado.

Palavras Chave: Comunicação, Imprensa, Revista Veja, Revista Time,


Religião.
Introdução

Marcados pelo sagrado, desde as origens indígenas com sua


simbologia, passando pela colonização europeia e pela inserção das religiões
dos escravos africanos e as populações de origem asiática, tanto o Brasil como
os Estados Unidos tornaram-se países plurais do ponto de vista religioso. Ao
contrário do Brasil, nos Estados Unidos a sociedade no tempo colonial, no
século 17, em sua maioria era cristã evangélica, mas segundo Catherine L.
Albanese1, há uma influência cultural e religiosa do índio americano e do
escravo africano e entre o colonizador europeu havia também os católicos
romanos e os judeus. A historiadora afirma que os primeiros historiadores que
registraram as experiências religiosas eram os representantes das principais
denominações, eles não tiveram um olhar neutro de um profissional, mas sim
de sua posição como religiosos. A hegemonia protestante era uma realidade,
mas a diversidade foi ignorada por esses historiadores.

Para que possamos compreender, o fenômeno religioso pentecostal


contemporâneo, nesses países, se faz necessário um breve relato de onde e
como surgiu o movimento pentecostal, segmento mais difundido do
cristianismo protestante que rompe com padrões, que caracterizavam as
igrejas protestantes tradicionais por séculos.

Esse movimento religioso surge nos Estados Unidos no final do século


XIX, no ano de 1901, com o pregador Charles Fox Parham, pioneiro na prática
de manifestações em transe e glossolalias (o falar em “línguas
desconhecidas”), e em aplicar a teoria do “batismo com o Espírito Santo”.
Parham liderava um movimento denominado The Apostólic Faith, enquanto foi
diretor-fundador do Bethel Bible College, na cidade de Topeka, no Kansas, no
sul dos EUA, onde difundia a cura divina em sua doutrina, dava assistência

1
Catherine L. Albanese é autora de A Republic of Mind and Spirit: A Cultural History of American Metaphysical Religion
- professora da cátedra J.F. Rowny de Religiões Comparadas e chefe do Departamento de Estudos Religiosos da
Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara.
material às pessoas pobres e treinamento para jovens em atividade
missionária. (CAMPOS, 2005)
Segundo Leonildo Silveira Campos a origem cultural do cristianismo
pentecostal teria como ponto de partida e localização, Montano, um cristão do
segundo século, que lutava pela recarismatização da cristandade. Por volta do
ano 150, os cristãos os cristãos abandonaram certos carismas como: “falar em
línguas”, “receber revelações divinas” ou esperar por “sinais, curas e
maravilhas”. (CAMPOS, 2005)

Dentre esses líderes, desponta no estado americano do Texas, em


Huston, em 1906, o pastor negro americano William Joseph Seymour, discípulo
de Parham na escola bíblica que tornou-se uma explosão mundial. Seymour
assistia às aulas de Paham em uma cadeira colocada no corredor do lado de
fora da sala, vítima da discriminação racial. Filho de ex-escravos Seymour
nasceu em Louisiana, estado com população predominante negra, porém, o
ódio racial intenso era difundido por terrorista por meio de movimentos como
Ku Klux Klan entre outros e agiam livremente no sul dos Estados Unidos.
(CAMPOS, 2005)

Seymour derrubou a existência de barreiras raciais em favor da "unidade


em Cristo“ e rejeitou barreiras às mulheres em qualquer forma de liderança em
uma igreja. O movimento chamou a atenção da imprensa e virou notícia nos
Estados Unidos.

Silveira Campos, diz que o jornal Los Angeles Times, em 18 de abril de


1906, publicou uma matéria que começava afirmando estarem os seus
repórteres diante de “uma sobrenatural babel de línguas” e de uma “nova seita
de fanáticos” formada em sua maioria por negros e imigrantes pobres,
liderados por um pregador negro, que atraia pobres, ignorantes e tolos ao
templo situado no número 312 da rua Azuza Street. (CAMPOS, 2005).

O surgimento e a disseminação do pentecostalismo entre os pobres,


imigrantes e deserdados nos Estados Unidos, do início do século XX, lhe
deram alguns traços que favoreceram o seu crescimento em outras partes do
mundo. Essas origens facilitaram a acomodação da religião evangélica às
culturas latinas, indígenas, africanas ou europeias no Brasil e podemos
identificar a mentalidade e o crescimento pentecostal na sociedade brasileira.

Numa breve contextualização histórica, o protestantismo, difundido na


Europa, chega ao Brasil no Rio de Janeiro, em 1555 com um grupo de
refugiados que fugiam da perseguição religiosa, porém a tentativa de
colonização terminou com a expulsão de Villegaignon, líder da expedição, em
1560. (CUNHA, 1999)

A religião cristã católica, por séculos, é hegemônica no Brasil, difundida


por padres jesuítas, fruto da colonização portuguesa, e encontrou respaldo na
Constituição Política do Império do Brasil promulgada em 25 de março de 1824
onde foi declarada como religião oficial do Império, impondo restrições de
outros cultos religiosos e tão pouco reuniões em locais com aparência exterior
de templo. Nos primeiros anos do século XIX, incentivados pela “abertura dos
portos às nações amigas” promovida pelo príncipe regente de Portugal Dom
João VI em janeiro de 1808, estabelecendo-se com relativa liberdade para sua
prática religiosa. (CUNHA, 1999)
Num salto histórico, para a década de 1980, ano em que inicia o recorte
temporal dessa pesquisa, destacamos o fenômeno de expansão religiosa dos
evangélicos, nunca foi visto no país, obrigando os meios de comunicação a
abrir cada vez mais espaço para a cobertura desse fenômeno social e uma das
motivações dessa pesquisa.
Atualmente, segundo dados do Censo Demográfico de 2000, divulgados
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 2, os segmentos
evangélicos crescem em todas as regiões do país. O número de fiéis da Igreja
Católica Apostólica Romana de 83,8% em 1991 caiu para 73,6% em 2000 e no
último censo de 2010 totalizam 64,6%. Já os evangélicos que, em 1991,
representavam 9,0% dos brasileiros, nove anos depois, saltaram para 15,4%
da população, ou seja, cerca de 25 milhões, o que representa um crescimento
de 70%. Já no censo de 2010 aponta um crescimento de 22,2%.

2
Censo Demográfico 2010 -
http://censo2010.ibge.gov.br/noticiascenso?view=noticia&id=1&idnoticia=2170&t=censo-2010-
numero-catolicos-cai-aumenta-evangelicos-espiritas-sem-religiao
De acordo com o IBGE, os que se declaram sem religião em 2000 eram
7,3% da população e em 2010 crescem 8,0%. Os espíritas totalizam 1,3% em
2000 e saltam para 2,0% em 2010, em contrapartida os espíritas de matriz
africana (Umbanda e Candomblê) mantiveram em 2000 e 2010 o mesmo índice
de 0,3%.

Evolução das Religiões no Brasil 2000 e 2010


80
70
60
50
40
30
20
10
0
Católicos Evangélicos Sem religião Espíritas Umbanda e
Candomblê

2000 2010

Fonte de pesquisa: IBGE

Nos EUA, de acordo com o site United States Censu Bureau, 2008, a
religião predominante é o cristianismo, com hegemonia protestante-evangélica,
aproximadamente 48% cerca de 73 a 80% dos americanos de identificam como
cristãos, sendo que 25% católicos e 51% cristãos de 30 segmentos religiosos
diferentes. O crescimento do protestantismo em larga escala nacional, nesses
países, obrigam os meios de comunicação a abrir cada vez mais espaço para a
cobertura desse fenômeno social e para a pesquisa acadêmica.
Religiões Cristãs nos Estados Unidos 2007

Evangélica-Protestante
Católica
Mórmon
Testemunhas de Jeová
Ortodoxa
Outras religiões cristãs

Fonte de pesquisa: Levantamento do Panorama Religioso dos EUA


Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública.

Outras religiões nos Estados Unidos 2007

Judaica
Budista
Muçulmana
Hindu
Outras religiões mundiais
Outros credos

Fonte de pesquisa: Levantamento do Panorama Religioso dos EUA


Fórum Pew sobre Religião e Vida Pública.
Vale ressaltar que nos Estados Unidos há vários pesquisadores
discutindo sobre Imprensa e Religião, porém no Brasil, poucas são as
pesquisas e poucos são os profissionais que investigam, e o que se observa
são as produções sobre as denominações religiosas e as mídias por elas
difundidas.

A proposta dessa pesquisa consiste em estudar a imprensa secular e


sua abordagem sobre a religião evangélica estabelecendo um comparativo
com a Igreja Católica Apostólica Romana quando esta for destaque nas
revistas Time e Veja. Um exemplo de cobertura desse fenômeno de
crescimento evangélico e difundido por religiosos latinos nos EUA, foi a matéria
de capa do dia 4 de abril de 2013, na revista Time, onde o periódico estampa a
manchete “The latino reformation – Inside the new ispanic churches
transforming religion in América” assinada por Elizabeth Dias. Em 2013, após
renúncia do Papa Banto XVI, o Papa Francisco, empossado nesse mesmo ano
e em visita ao Brasil expôs um dos objetivos da Jornada Mundial da Juventude,
evento católico, que ocorreu no Rio de Janeiro, onde foi revelada uma das
preocupações da Igreja Católica, a perda de fiéis.

A revista Veja na edição 2.332 em 31 de julho de 2013 estampou em


manchete de capa a vontade do religioso: “Quero que a Igreja vá para as ruas”.
Essa expressão de fé coletiva, manifesta publicamente, tem sido uma marca de
algumas igrejas pentecostais e neopentecostais que no ano de 2013 completou
20 anos de manifestações púbicas nas ruas da capital paulista, o evento
denominado Marcha para Jesus, é liderado pela Igreja Apostólica Renascer em
Cristo, onde tem reunido milhares de fiéis e sua 20ª edição ocorreu um mês
antes da chegada do pontífice ao Brasil.
Muitos são os estudiosos que investigam a influência da religião cristã
sócio-econômico-políticamente, principalmente do segmento evangélico, nos
Estados Unidos e alguns Brasil. Farão parte desse estudo os franceses Jean
Jacques Rousseau, Alexis de Tocqueville, Émile Durkheim, o sociólogo alemão
Max Weber, a historiadora americana Catherine L. Albanese, o sociólogo
estadunidense Robert N. Bellah que difunde o concito de “religião civil” do
filósofo Jean-Jacques Rousseau, onde sem ater-se a qualquer denominação
religiosa cristã, detecta o imaginário religioso cristão arraigado na sociedade
norte-americana, Birgit Meyier antropóloga cultural e investigadora na temática
mídia, religião e imaginário, bem como José Casanova um dos mais
respeitados sociólogos da religião na atualidade. No Brasil, fará parte dessa
discussão os cientistas sociais, Antônio Flávio Pierucci, Luis Mauro Sá Martino,
Magali N. Cunha, Leonildo Silveira Campos, entre outros.
O projeto de pesquisa intitulado “Revista Veja e revista Time: Uma
análise do discurso entre Brasil e Estados Unidos sobre a construção da
identidade dos cristãos católicos e evangélicos”, pretende investigar o
fenômeno de expansão religiosa no Brasil e nos Estados Unidos, observando e
comparando como os jornalistas dessas redações retratam a religião cristã
evangélica e seus fiéis, estabelecendo um comparativo ao tratamento dado aos
cristãos católicos. Vale ressaltar que essa pesquisa é um desdobramento do
Mestrado que revisa e expande a pesquisa no Doutorado.
Para a compreensão deste processo, com base no método qualitativo,
visando explorar, entender e descobrir como se dá a produção de notícias
nesses países, será utilizada a técnica de Análise do Discurso aliada à técnica
História de Vida, ou seja, a nova área de pesquisa, chamada de história oral,
onde especificamente nesse estudo, serão entrevistados grupos de jornalistas,
buscando a memória coletiva3, e por meio dessas entrevistas descobrir como é
construída a identidade dessas religiões.

A análise não objetiva “julgar” a “religião certa”, “religião errada”, “religião


séria”, “religião falsa” das diferentes correntes religiosas das sociedades,
brasileira ou norte-americana, mas avaliar o jornalismo de dois conceituados
periódicos que as reporta, nacional e internacionalmente, Time e Veja. O
sociólogo Emile Durkheim argumenta que “não existem religiões que sejam
falsas, todas são verdadeiras à sua maneira: todas respondem, ainda que de
diferentes modos, a determinadas condições de existência humana”.
(DURKHEIM, 2003)

Para alcançar tais objetivos, a pesquisa será orientada pela hipótese que
norteia esse estudo, de que, o discurso contido nas reportagens de capa,
imprimem o imaginário religioso dos jornalistas desses periódicos, construindo
uma imagem negativa do segmento religioso evangélico nesses países, por
meio de juízos de valor, e, consequentemente pelo coletivo editorial, que será
analisado por meio das técnicas de Análise do Discurso da linha francesa e
pela História Oral, buscando por meio de entrevistas com os jornalistas das
redações da revista Veja e Time, a memória coletiva, que segundo Maurice
Halbwachs, revela com fidelidade fenômenos construídos coletivamente.

A priori, a memória parece um fenômeno


individual, algo relativamente íntimo próprio da pessoa.
Mas Maurice Halbwachs, nos anos 20-30, já havia
sublinhado que a memória deve ser entendida também,
ou sobretudo, como um fenômeno coletivo e social, ou
seja, como um fenômeno construído coletivamente e
submetido a flutuações, transformações, mudanças
constantes. (POLLAK, 1922)

3
Livro de Michel Pollak, Memória e Identidade Social. In: Estudos Históricos, 1992.
A presente pesquisa para Doutorado estabelecerá uma comunicação
comparada, da abordagem jornalística entre esses países, numa ampla
contextualização e compreensão de como se dá a produção da notícia, nos
possibilitará entender como são produzidas, visto que o jornalismo brasileiro
segue padrões norte-americano.

Há uma escassez de pesquisa acadêmica e literatura sobre Imprensa e


Religião no Brasil, bem como, a produção da imprensa secular na cobertura
das religiões. Porém, há muita publicação sobre mídia religiosa, ou seja, os
meios de comunicação das instituições religiosas e os discursos de seus
líderes.

Nos EUA essa temática é muito difundida academicamente. O estudioso


estadunidense Mark Silk4, declara no site da Universidade de Harvard, que
religião e imprensa é uma conexão sempre muito complicada, podendo dizer
caótica e que os jornalistas em geral são hostis à religião ou a ignoram ou
(mais provável) ambos. De acordo com Silk, na década de 1990, a imprensa
dedicou mais espaço para a cobertura sobre religião, mas o autor faz críticas
ao premiado livro Blind Spot – When Journalists don´t get religion escrito por
Paul Marshall. Lela Gilbert, Roberta Greem Ahmanson onde descrevem que a
Teologia não precisa moldar o trabalho dos jornalistas e com o apoio de Centro
de Oxford para Religião e receberam contribuições de um conjunto
diversificado de cientistas sociais, professores de religião, pesquisadores
acadêmicos e é nesse contexto que essa pesquisa se insere.

O jornalista com toda sua experiência profissional, seus valores


pessoais, seus conhecimentos e sua visão de mundo constroem com sua
subjetividade as notícias. Benetti (2007), afirma que o jornalismo, ao se
apresentar como, objetivo e neutro posiciona-se como uma instituição que
estaria autorizada a retratar a realidade, porém, relata alguns mitos e falácias
que são constantes na definição de segmento: o jornalismo retrata a realidade

4
Mark R Silk. Diretor Leonard Greenberg - Centro para o Estudo da Religião na Vida Pública e professor de religião na vida pública
e em 1998, como editor fundou a Religião na News, uma revista publicada pelo Centro, que analisa a forma como a mídia lidar
com assuntos religiosos. Director, Leonard Greenberg Center for the Study of Religion in Public Life and Professor of Religion in
Public Life. Phone: (860) 297-2352, Office . (http://internet2.trincoll.edu/facProfiles/Default.aspx?fid=1000783)
como ela é; tudo o que é de interesse público assim é tratado pelo jornalismo; o
compromisso com a verdade não se subordina a outros interesses; o
jornalismo ouve as melhores fontes e as fontes oficiais costumam ser as mais
confiáveis; os melhores especialista são aqueles que falam na mídia; todos que
tem algo de relevante a dizer tem espaço no jornalismo dito sério ou de
referência.
Para o jornalista Perseu Abramo (2009), jornalisticamente, há diferenças
entre conceitos como objetividade, imparcialidade, neutralidade. A
imparcialidade e a neutralidade estão situadas no campo da ação (fazer, agir,
ser), porém, o conceito de objetividade permeia o campo do conhecimento e
está diretamente ligado com a relação do sujeito observador (jornalista) e o
objeto observável (no caso aqui estudado, as igrejas protestantes), ou seja, a
realidade externa ao sujeito ou por ele externalizada, em função de seu
conhecimento. Eduardo Martins diz que um texto noticioso deve limitar
adjetivos que envolvam avaliação ou carga elevada de subjetividade, os
adjetivos que induzirão o leitor a opiniões definidas sobre algo ou alguém.

Todos esses fatores denotam uma utopia jornalística e podem ser


associados a uma “doutrina da imparcialidade jornalística”, que são normas
instituídas pela imprensa americana, no início do século XX, e adotada por
diversos veículos de comunicação no Brasil, para combater o sensacionalismo,
resultando numa ilusão de imparcialidade, para conquistar a opinião pública.
A produção de notícias envolve o meio em que vive o jornalista, desde o
seu ambiente social, a sua formação cultural e ideológica. Esta hipótese se
assenta na compreensão de que os jornalistas não são profissionais técnicos
desprovidos de imaginação e visões de mundo. Neste sentido, a hipótese que
orienta esta pesquisa para Doutorado é a de que o material noticioso de Veja e
Time construído pelos jornalistas (desde a editoria até os repórteres)
constroem imagem negativa dos pentecostais.

Os jornalistas ao produzir as notícias participam de um processo que


Patrick Charaudeau (2009) denomina de transação, em que o jornalista segue
parâmetros hipotéticos sobre a identidade do outro (receptor), como saber, sua
posição social, seus interesses entre outros. É o contrato de leitura sendo
estabelecido e nesse processo de transação circulam saberes que um detém e
o outro desconhece.

Charaudeau (2009) diz que na produção de um discurso, pode estar


refletido a identidade e as intenções dos jornalistas e daqueles a quem este se
dirige. O discurso gera um sentido que é construído no ato de informar onde
descreve fatos identificando e qualificando-os; conta os fatos reportando os
acontecimentos e explica-os fornecendo as causas desses fatos e
acontecimentos.

Este projeto perceberá como se dá a interpretação a respeito de grupos


religiosos nas reportagens dos periódicos, a partir do método qualitativo por
meio das técnicas de Análise do Conteúdo das imagens da capa, das
fotografias, das cores, para identificar como se dá o processo de construção de
notícias pela Análise do Discurso, estudando a forma de construção textual,
analisando as figuras de linguagem utilizadas nas matérias e as figuras de
pensamento, também chamadas de figuras de imagísticas, são subdivisões
das figuras de linguagem, recursos estilísticos para tornar a expressão mais
contundente e provocar impacto no leitor (ou interlocutor) e essas figuras tem
origem no pensamento do jornalista. Entretanto, o efeito que provocam origina-
se mais das idéias que estão por trás das palavras do que por elas mesmas ou
pela construção das frases. Nesta análise serão identificadas a alusão, o
eufemismo, a hipérbole e a ironia. Essas figuras serão identificadas na matéria,
no título, no subtítulo, na legenda fotográfica, na retranca e serão elementos
que comporão um protocolo de análise.

Outra técnica a ser empregada é a história de vida, ou seja, história


oral, onde especificamente nesse estudo, serão entrevistados grupos de
jornalistas de Veja e Time, buscando a memória coletiva, e por meio dessas
entrevistas descobrir como é construída a identidade dessas religiões.

Encontrar possíveis respostas ao jornalismo praticado pelas revistas


Veja e Time, e como produzem convicções, crenças e percepções sobre a
identidade social dos evangélicos no Brasil e nos Estados Unidos, exigirá
intensa leitura dos periódicos, estudar Ética e Direito da Propriedade Intelectual
consultando livros e titulares sobre Direito Autoral nesses países.
O principal objetivo da pesquisa, é investigar como é reportado o
segmento pentecostal e o fenômeno de expansão dessa religião nesses
países, pela imprensa gênero revista semanal, analisando o discurso produzido
pelas comunidades interpretativas5, refiro-me aos jornalistas brasileiros e
estadunidense, analisando o imaginário religioso desses profissionais e
questões como ética estabelecendo um quadro comparativo com as demais
religiões que figurarem nos periódicos.

Para compreender este processo, a pesquisa tem como foco seguintes


questões:

1) Quais são as implicações jurídicas, americana, quando está


caracterizado o plágio?

2) Como respeitar eticamente os profissionais e o veículo de


comunicação em seus direitos autorais?

3) Como as revistas Veja e Time revelam/mostram/introduzem para o


leitor o segmento evangélico cristão?

4) Elas expõem uma avaliação por meio das reportagens?

5) A abordagem das revistas Veja e Time, privilegiam e/ou manifestam


preferência por algum grupo religioso? De que forma?

6) Como o imaginário dos jornalistas, sobre religião, determina a


construção de sentidos e constroem a realidade desse segmento religioso?

7) Como respeitar a privacidade do cidadão público religioso?

Buscar nos Estudos Culturais relacionados às Teorias do Imaginário, e


nas Teorias do Discurso e do Jornalismo e no Direito Internacional o suporte
teórico para compreender a construção das notícias sobre religião no Brasil e
nos Estados Unidos, pelos veículos da grande imprensa;

5
O conceito de comunidade interpretativa propõe que os jornalistas se unam através da interpretação coletiva sobre os
acontecimentos. “[...] Ao ter de dar conta como os acontecimentos foram coletivamente interpretados pelos jornalistas, sugere-se
que estes não só usam o discurso para dar sentido à prática jornalística, mas que o fazem de forma a assimilar elementos dessa
prática negligenciados pelas práticas de interpretações formalizadas da profissão” (ZELIZER, 2000, p. 34)
a) Compreender o lugar dos evangélicos na sociedade brasileira e
americana dentro do quadro de formação das religiões nesses países.
Para tanto, será estabelecido, um diálogo da Comunicação Social, do
Direito com as Ciências da Religião;

b) Estudar o critério de relevância, das revistas Veja e Time na seleção de


temas quando a abordagem refere-se às igrejas evangélicas verificando
se os periódicos manifestam preferência por algum grupo religioso.

c) Com base em estudo anterior à revista Veja, da autora (SANTOS, 2011)


segue o questionamento: Como coibir a arrogância de jornalistas, já que
a liberdade de expressão é a sua garantia?

Metodologia

Um estudo interdisciplinar, com o olhar das Ciências Sociais, aliado aos


Estudos Culturais, bem como às Teorias do Imaginário, juntamente com as
Teorias do Discurso, Teorias de Produção da Notícia, Estudo do Jornalismo e
do Direito Internacional praticado nesses países e ao estudo sócio-cultural da
Religião protestante nos Estados Unidos e Brasil, e uma clipagem das revistas
Time e Veja, num recorte temporal de janeiro 1981 a dezembro 2013, a cerca
das matérias de capa sobre, servirão de base para a compreensão do
fenômeno e para a análise do objeto, que será conduzida por meio de pesquisa
qualitativa, com o método da Análise do Discurso, visando explorar, entender e
descobrir a forma como as revistas Veja e Time reportam as igrejas
evangélicas no Brasil e nos Estados Unidos.
O corpus definido para análise das revistas Veja e Time são nove
edições, matérias de capa, que destacam o segmento evangélico e católico
durante os 32 anos que compreende o recorte histórico dessa pesquisa (ver
anexos).

Vale ressaltar que este número nove, foi definido para se estabelecer
paridade com o número de matérias referentes aos evangélicos e católicos dos
periódicos.
Numa pesquisa qualitativa, a Análise do Discurso, de linha francesa,
estuda a linguagem, como produção, media o ser humano e a realidade social
em que está inserido. Dentre muitas definições, a que se adéqua a esse estudo
é também chamada de “lingüística textual”, uma análise da relação texto e
contexto.

Os jornalista utilizam critérios discursivos, que precisam ser


compreendidos, na construção das notícias, que mediam o ser humano e
realidade social em que está inserido. Será analisado o imaginário religioso dos
jornalistas por meio do Estudo dos Sentidos e Estudo das Vozes nas matérias
de capa das revistas Veja e Time.

Todo discurso depende, para a construção de


seu interesse social, das condições específicas
da situação de troca na qual ele surge. A
situação de comunicação constitui assim o
quadro de referencia ao qual se reportam os
indivíduos de uma comunidade social quando
iniciam uma comunicação [...] A situação de
comunicação é como um palco, com suas
restrições de espaço, de tempo, de relações,
de palavras, no qual se encerram as trocas
sociais e aquilo que constitui o seu valor
simbólico. (CHARAUDEAU 2009: 67)

Serão objetos dessa análise, as matérias de capa sobre a editoria


Religião, protestante, da revista Time e da revista Veja, ao estudar os textos,
as fotos, os boxes, as capas por meio da aplicação do método da Análise de
Discurso, identificando os sentidos e as vozes do discurso das reportagens.

Resultados Esperados

Esse projeto é inédito em sua temática e busca facilitar o diálogo entre


as sociedades, instituições religiosas e em questão a imprensa, visando uma
cultura de paz e de respeito à diversidade religiosa e a pluralidade de idéias
presentes na sociedade brasileira e americana, enfatizando, neste sentido, os
valores éticos do profissional de comunicação e das Ciências Sociais.
Revisão de Literatura

a) Teorias do Discurso:

Com origem européia (França, Itália) essa corrente surge na década de


1960 e tem como suporte qualquer mídia dominante, sendo uma fonte de
recursos para pesquisa acadêmica. Sua visão de sociedade é estruturada,
discursiva e contraditória e seu questionamento é centralizado no significado
da mensagem. Os conceitos, as categorias e a metodologias são baseadas na
análise dos textos e discursos sociais, em questão, aqui a análise do discurso
da revista Veja e Time, a análise estrutural dos textos e análise intertextual do
discurso como recurso metodologia. (LIMA, 2001, p. 38-39)

Patrick Charaudeau, em “Discurso das Mídias”, busca respostas para


processos manipulatórios da mídia, ao analisá-la, traça os mecanismos de
construção do sentido, analisando a mídia como um dispositivo de legitimidade
e avaliando o “peso das palavras”. Na construção da notícia, avalia as
estratégias de seleção de fatos jornalísticos, identificas as fontes e analisa a
forma como se dá a organização do discurso da informação.

Analisar as capas de Veja e Time, é pensar no referente como um


"objeto imaginário (a saber, o ponto de vista do sujeito jornalista) e não da
realidade física" (Pêcheux, 1990), constituídas pelas formações imaginárias por
meio das interpretações feitas, do campo religioso pentecostal. A interpretação
de imagens, como a interpretação verbal, implica na formação cultural, social, e
histórica, do jornalista.

b) Estudos do Imaginário e Cultura

Originária da Filosofia a palavra imaginação que no grego significa


phantasia. Platão entendia a imaginação como um “misto de sensação e
opinião” que na teoria platônica da mímésis6, significa a capacidade de
imitação da realidade.

Aristóteles acrescenta reflexões que vão além da definição de Platão,


afirmando que “a imaginação é a faculdade da qual nós dizemos que uma
imagem se reproduz em nós” (ARISTÓTELES, 2002)

Opondo-se a Platão, diz que a imaginação, ou seja, a fantasia, é a


potência pela qual a alma julga e conhece um ser qualquer numa relação entre
imagem e pensamento. Aristóteles diz que a imaginação é o elemento
intermediário entre percepção e pensamento e Kant resume o pensamento de
Aristóteles em dois tipos de imaginação: a imaginação reprodutiva e a
imaginação produtiva.

A imaginação reprodutiva estabelece a imaginação como a reprodução


de impressões causadas pelos sentidos e guardadas na memória. Ela seria a
reorganização de situações e imagens que fomos recolhendo durante nossa
vida e que a memória guarda para podermos compor de diversas maneiras
possíveis. O seu funcionamento está sujeito à lei de associação e tem como
objetivo solidificar, numa imagem, o caos de sensações, ordená-lo para que a
mente possa contemplar. É uma simples serva da percepção, pois produz a
partir dos sentidos que a memória reteve.

A imaginação produtiva é entendida como um poder ativo espontâneo,


um processo que se inicia por si mesmo, através de um poder sintético que
combina os dados puramente sensoriais com apreensão puramente intelectual
(categorias da razão). Ela é essencialmente vital, não somente é fonte da arte,
mas o poder e o agente de toda a percepção humana, sendo uma forma de
estabelecer uma relação de profundidade com o mundo.

Michel Maf-fesoli, apresenta semelhanças e diferenças entre imaginário


e cultura, imaginário e ideologia, imaginário e apropriação individual de um
patrimônio social. Baseado no pensamento de Gilbert Durand, que existe
imaginário coletivo, Maf-fesoli diz que “o imaginário é algo que ultrapassa o

6
Aristóteles define mimésis, a capacidade de imitar, reproduzir, é o fundamento de toda a arte, que
segundo o autor abrange diversas áreas como: a prática esporte, os rituais religiosos, o aprendizado de
uma língua.
indivíduo, que impregna o coletivo ou, ao menos, parte do coletivo”.(SILVA,
2001)

Para Maf-fesoli o conceito “imaginário é ambíguo, opondo-se a verdade.


O imaginário seria uma ficção, algo sem consistência ou realidade, algo
diferente da realidade palpável como a realidade política, econômica entre
outras”. Com base nessa afirmação, essa teoria e contribuirá na resposta a
hipótese que norteia a pesquisa, se o imaginário religioso dos jornalistas
determina a construção de sentidos. (SILVA, 2001)

Breve histórico da revista Veja (Brasil) e revista Time (EUA)

A revista Time há 91 anos em circulação e a Veja há 46 anos, são as


maiores publicações no gênero revista semanal e foram escolhidas como
objeto de estudo dessa análise, visto que a revista Veja segue os moldes
gráficos e editoriais da revista Time desde seu surgimento. E para
entendermos melhor o momento histórico, ao qual o projeto de pesquisa está
delimitado, estudaremos o contexto sócio-político-religioso nos EUA e no Brasil
nos anos 80 e 90 e 2000. Vale ressaltar que entender a cultura midiática norte-
americana, se faz necessário um intercâmbio com aquele país, a fim de ampliar
pesquisa a cerca dessa sociedade, da imprensa, em específico a revista Time
e sua relação com a religião pentecostal, pois há poucas pesquisas
acadêmicas a cerca da mídia e da religião.

Em 3 de março de 1923, Briton Hadden e Henry Luce lançaram nos


Estados Unidos a revista Time, no gênero que chamamos de “newsmagazines”
ou “newsweeklies”, inovando com o conceito de revista semanal de notícias, e
teve como grande idéia: sumarizar as notícias importantes que os jornais
publicavam durante a semana, dando-lhes contexto e opinião.
A revista Time organizava o país e o mundo, a partir do que era
publicado nos jornais mais importantes. E apresentava o resultado dessa
compactação em 28 páginas, que podiam ser lidas em meia hora. O estilo em
que o texto era escrito também fazia parte da novidade: frases curtas, em
forma de narrativa, com informações pesquisadas e checadas. “O homem
ocupado não tem tempo para perder”, afirmavam Hadden e Luce em 1923.
Atualmente, Time é uma marca global multimídia, é a maior revista
semanal do mundo, com um público interno de 20 milhões e uma audiência
global de 25 milhões7; com edições mundiais da revista Time, nos EUA , na
Ásia , na South Pacific, na Europa, na África e no Oriente Médio , e outras
extensões de marca como a Time Estilo e Design e Time For Kids.
A revista Veja, de publicação brasileira, pertence a Editora Abril. Tem
sua primeira edição publicada em 1968, pelos jornalistas Victor Civita e Mino
Carta. Com uma tiragem superior a um milhão de exemplares, e atualmente é a
revista de maior circulação no Brasil.

A revista trata de temas do cotidiano da sociedade brasileira e


do mundo,como política,economia, cultura e comportamento; tecnologia, ecolo
gia e religião por vezes também são abordados. É composta por editorias fixas
como: cinema, literatura, música, entre outras variedades. Seus textos são
elaborados em sua maior parte por jornalistas, porém nem todas as seções são
assinadas. A revista publica eventualmente edições que tratam de assuntos
regionais como Veja São Paulo ou Veja Rio.

Veja tem tiragem8 atualmente de 1.249.947 milhão de exemplares,


sendo que vende 1.095.668 milhões, distribuídos em 927.645 assinaturas, e
168.023 revistas compradas em bancas, supermercados, etc. Em 2009, a
revista Veja libera o acesso a informação de todas as suas edições,
digitalizadas9.

7
Dados fornecidos pela rede social e Facebook - Fanpag da Revista Time - https://www.facebook.com/time/info
dados coletados em 21 janeiro de 2014.
8
http://publicidade.abril.com.br/marcas/veja/revista/informacoes-gerais, do Portal Abril
9
Acervo Digital da Revista VEJA http://veja.abril.com.br/busca/resultado-capas.shtml?Vyear=2013
Referências Bibliográficas

1. Referências Bibliográficas

ALTHUSSER, L. P. Aparelhos Ideológicos de Estado. 7ª ed. Rio de Janeiro:


Graal, 1998.

A REVISTA no Brasil. São Paulo: Abril, 2000.


ARISTÓTELES. De anima – Livros I-III (trechos)I. Lucas Angioni (tradução)
In: Textos Didáticos, IFCH/ UNICAMP, n. 38, 2002

Didáticos, IFCH/ UNICAMP, n. 38, 2002

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Fronteira da fé: alguns sistemas de sentido,


crenças e religiões no Brasil de hoje. Estud. av. [online]. 2004, vol.18, n.52,
pp. 261-288.

BARROS FILHO, Clóvis de. Ética na Comunicação: da informação ao


receptor. São Paulo: Moderna, 2001.

BARTHES, Roland. Mitologias. São Paulo: Difel, 1980.

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. Editora Hucitec. 12ª


edição, 2006. 200p.

BLUMER, Herbert. “A Massa, o Público e a Opinião Pública” in COHN, Gabriel,


Comunicação e Indústria Cultural. São Paulo: Editora Nacional, 1971.

BRETON, Philippe. A manipulação da palavra. São Paulo: Editora Loyola,


1999. 168p.

BUCCI, Eugênio. Sobre ética e imprensa. São Paulo: Companhia das Letras,
2000. 245p.

CAMPOS, Leonildo Silveira. As origens norte-americanas do


pentecostalismo brasileiro: observações sobre uma relação ainda pouco
avaliada. Revista USP, São Paulo, n.67, p. 100-115, setembro/novembro 2005

CASTORIADIS, Cornélios. A instituição imaginária da sociedade. 3 ed. Rio


de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

CESAR, Elben M. Lenz. História da Evangelização do Brasil: Dos Jesuítas


aos Neopentecostais. Viçosa – MG.Editora Ultimato, 2000.

CHAUÍ, Marilena. Simulacro e Poder. Uma análise da mídia. São Paulo:


Fundação Perseu Abramo, 2006.
CAVALCANTI, Jauranice Rodrigues, Considerações sobre o Ethos do
Sujeito Jornalista. In: MOTTA, Ana Raquel; SALGADO, Luciana. Ethos
Discursivo. São Paulo: Contexto, 2008.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL. São Paulo: Editora Escala, 2007.


224p.

CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DO IMPÉRIO DO BRASIL. Promulgada pela


Carta de Lei de 25 de março de 1824. <Disponível em:
http://www.bibliojuridica.org/libros/4/1960/5.pdf Acesso em 27 jan. 2010

CÓDIGO DE PROCESSO PENAL BRASILEIRO. <Disponível em:


http://www.amperj.org.br/store/legislacao/codigos/cpp_L3689.pdf Acesso em:
27 jan. 2010

CUNHA, Magali do Nascimento. A Explosão do Gospel: Um olhar das


ciências humanas sobre o cenário evangélico contemporâneo. Editora
Mauad, 2007. 232p.

CUNHA, Magali do Nascimento. Igrejas e universidades: uma aliança


necessária. In: MELO, José Marques de; GOBBI, Maria Cristina; ENDO, Ana
Claudia Braun. (Org.). Mídia e Religião na sociedade do espetáculo. São
Bernardo do Campo: Metodista, 2007, v. , p. 194-213.
CUNHA, Magali do Nascimento. Contra todo silenciamento e esquecimento:
Memória de uma experiência de contra-informação religiosa.1999.
<Disponível em:

http://64.233.169.104/u/usponline?q=cache:0boJ3bsHCmQJ:www.eca.usp.br/al
aic/Congreso1999/14gt/MagaliNascimento.doc+historia+dos+protestantes&hl=p
t-BR&ct=clnk&cd=11&ie=UTF-8 Acesso em: 03.jul.2008.>

CHARAUDEAU, Patrick. Discurso das Mídias. Editora Contexto, 2009. 288p.

CHARAUDEAU, Patrick. Dicionário de análise do discurso. Editora Contexto,


2008.

CAVALCANTI, Jauranice Rodrigues, Considerações sobre o Ethos do


Sujeito Jornalista. In: MOTTA, Ana Raquel; SALGADO, Luciana. Ethos
Discursivo. São Paulo: Contexto, 2008.

CORRÊA, Thomáz Souto. Breve história das idéias das grandes revistas
dos grandes homens e mulheres que as fizeram. Disponível em:
http://www.aner.org.br/Conteudo/1/imagens/Brevehistoriadasideiasdasgrandesr
evistasRESUMO.pdf. Acesso em 03/01/2011

DANTAS, Edna. O lado sombrio da Renascer. Revista Época. São Paulo: nº


209, 20 mai.2002.
DURKHEIM, Émile. As Formas Elementares da Vida Religiosa. São Paulo:
Martins Fontes, 2003

FIORIN, José Luiz. Elementos de Análise do Discurso. Editora Contexto,


2009.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 2005. 80p.

GOFFMAN, Erving. Estigma: Notas Sobre a Manipulação da Identidade


Deteriorada. 1988. 158p.

GONÇALVES Elizabeth Moraes, MENDOZA Babette de Almeida Prado,


SANTOS Lana Cristina Nascimento, STIEG Vanildo. O pensamento
comunicacional de Eliseo Veron. PCLA - Volume 3 - número 1: outubro /
novembro / dezembro 2001.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de
Janeiro:DP&A, 1999
HERNANDES, Nilton. A Mídia e seus Truques. São Paulo: Editora Contexto.
2006.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. <Disponível em:
http://www.ibge.gov.br Acesso em: 21.abr.2008.>

LASSWELL, Harold. “A Estrutura e a função da comunicação na sociedade”. In:


COHN, Gabriel (Org) Comunicação e Indústria Cultural. São Paulo: EDUSP,
1971. p. 105-109.

LIMA, Venício A. de. “Breve roteiro introdutório ao campo de estudos da


Comunicação Social no Brasil”. In LIMA, Venício. Mídia, Teoria e Política. São
Paulo: Perseu Abramo, 2001)

MACHADO, Márcia Benetti. A ironia como estratégia discursiva da revista


Veja. COMPÓS – Associação Nacional dos Programas da Pós-Graduação em
Comunicação – Grupo de Trabalho “Estudos de Jornalismo”, do XVI Encontro
da Compôs, Curitiba. 2007

MACHADO, Márcia Benetti. Metodologia de pesquisa em jornalismo.


Petrópolis, RJ: Vozes, 2007

MAFFESOLI, Michel. O imaginário é uma realidade. Revista FAMECOS,


Porto Alegre, 15, ago 2001. Entrevista concedida a Juremir Machado da Silva.
Disponível em:
http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/
3123/2395

MAINGUENEAU, Dominique. Análise de Texto em Comunicação. Sâo Paulo:


Ed. Cortez:2008
MAINGUENEAU, Dominique. Novas Tendências em Análise do Discurso.
Editora Pontes, 1997. 200p.

MARIANO, Ricardo. Neopentecostalismo: sociologia do novo


pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Editora Loyola, 1999. 246p.

MARTÍN-BARBERO, Jesús. Dos meios às Mediações. Rio de Janeiro: UFRJ,


1997.

MARTIN, Larry E. (org) The Topeka Outpuring. 2ª ed. Joplin, Christian Life
Books, 2000.

MARTINO, Luis Mauro Sá. Mídia e Poder Simbólico. Editora Paulus, 2003.
200p.

MATTELART, Armand e Michele. História das Teorias da Comunicação. São


Paulo: Editora Loyola, 2000. 220p.

MONTEIRO, Adriana Crisanto. Emoção no discurso da mídia impressa.


<Disponível em: http://www.bocc.ubi.pt/pag/monteiro-adriana-emocao-
discurso.pdf Acesso em 18.dez.2000

MORAES, Denis de.O imaginário vigiado. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro:


José Olympio, 1994.
MOREIRA, Vital. O direito de resposta na comunicação social. Coimbra:
Editora Coimbra, 1994.
MOTTA, Ana Raquel. Ethos Discursivo. São Paulo: Contexto, 2008.

ORLANDI, Eni Puccinelli. Análise de Discurso. Editora Pontes. 2005. 100p.

ORLANDI, Eni Puccinelli. Discurso e Texto. Campinas, SP. Editora Pontes,


2008

OLIVEIRA, Antônio Cláudio Mariz de. A realidade do combate ao crime das


elites. O Estado de São Paulo. São Paulo: 10 jan.2006, p.A-2
PIERUCCI, Antônio Flávio. O desencantamento do mundo: todos os passos
do conceito em Max Weber / Antônio Flávio Pierucci – São Paulo: USP,
Programa de Pós-Graduação em Sociologia da FFLCH-USP/Editora 34, 2013
(3ª Edição) 240 p.

PÊCHEUX, M. Estrutura ou Acontecimento. Campinas, SP, Pontes, 1990

POLLAK, Michel. Meméria e Identidade. In: Estudos Históricos, 1922.

PONTE, Cristina. Para entender as notícias: linha de análise do discurso


jornalístico. Florianópolis: Editora Insular, 2005. 248p
RESENDE, Viviane de Melo & RAMALHO, Viviane. Análise do Discurso
Crítica. Editora Contexto, 2006. 160p.

ROSSI, Clóvis. O que é jornalismo. São Paulo: Editora Brasiliense, 1980. 87p.

REVISTA TIME. God & Money – Gread, Secrecy and Scandal: an inside
look at Jim and Tammy Bakker´s bankrupt empire. 3 agosto de 1987 – Vol.
Nº 5.130.

REVISTA VEJA. Evangélicos – Como a religião está ajudando pessoas


humildes a conquistar o reino da terra. 2 de julho de 1997 – Vol. Nº 1502.

RUUTH, Anders; RODRIGUES, Donizete. Deus, o demônio e o homem: o


fenômeno Igreja Universal do Reino de Deus. Lisboa: Edições Colibri, 1999.

SALGADO, Luciana. Ethos Discursivo. São Paulo: Contexto, 2008.

SCADELAI, Erica. Ethos e Comentário de fala na notícia impressa. In:


MOTTA, Ana Raquel;

SIEPIERSKI, Carlos Tadeu. “De bem com a vida”: O sagrado num mundo
em transformação. Um estudo sobre a Igreja Renascer em Cristo e a
presença evangélica na sociedade brasileira contemporânea. 2001. 233f.
Departamento de Antropologia Social da Faculdade de Filosofia, Letras e
Ciências Humanas, Universidade de São Paulo. < Disponível em:
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8134/tde-19072002-131022/>
Acesso em: 26.set.2007

SILVA, Juremir Machado. Michel Maffesoli: o imaginário é uma realidade.


Revista FAMECOS – Porto Alegre – nº 15 – agosto 2001 – quadrimestral.

SOUZA, André Ricardo. O desempenho político eleitoral dos evangélicos


de 1986 a 2008. Revista Brasileira de História das Religiões – ANPUH.
Maringá (PR) v. 1, n. 3, 2009. ISSN 1983-2859

THOMPSON, John B. A Mídia e a Modernidade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.

TRAQUINA, Nelson. Teorias das Notícias: O Estudo do Jornalismo no


Século XX. São Leopoldo/ Brasil: Editora UNISINOS, 2001.

TUGENDHAT, Ernst. Lições Sobre Ética. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2003.

VILAÇA, Helena. Notas de pesquisa para o estudo dos grupos religiosos


minoritários em Portugal. Sociologia: revista da Faculdade de Letras do
Porto, n. 7, p. 31-51, 1997.
WEBER, Max . A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo:
Editora Martin Claret, 2007. 238p.

WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. São Paulo: Editora Presença, 1995.


255p.

Você também pode gostar