A Experiência da Alfabetização e da Educação Básica de Adultos em Cabo Verde Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo

Idioma: Português - URL: http://www1.worldbank.org/education/adultoutreach/portuguese/doc/CaboVerde port.doc Autor(es): SILVA, António Carlos Madeira Lopes da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Durante o período colonial, o ensino básico estava virado para as crianças mais privilegiadas ficando a grande maioria fora do sistema educativo, e os adultos não tinham acesso a esse tipo de ensino. A taxa de analfabetismo em 1975 era de 61,3% e o ensino público tinha uma abrangência muito reduzida. Com a independência nacional a sociedad e caboverdiana passa por grandes transformações econômicos, sociais e culturais e a prioridade estabelecida pelos primeiros governos vai para a educação e mais precisamente para a educação de base de crianças, jovens e adultos. Cópia do Texto: Durante o período colonial, o ensino básico estava virado para as crianças mais privilegiadas ficando a grande maioria fora do sistema educativo, e os adultos não tinham acesso a esse tipo de ensino. A taxa de analfabetismo em 1975 era de 61,3% e o ensino público tinha uma abrangência muito reduzida. Com a independência nacional a sociedade caboverdiana passa por grandes transformações econômicos, sociais e culturais e a prioridade estabelecida pelos primeiros governos vai para a educação e mais precisamente para a educação de base de crianças, jovens e adultos. É nesse momento que se começa a dar os primeiros passos para a implementação de um ensino primário, obrigatório e gratuito de 4 anos para as crianças e se organizam as primeiras campanhas de luta contra o analfa betismo no seio de jovens e de adultos, esta com base no voluntarismo dos estudantes e militantes adeptos ao processo da Independência Nacional. Era urgente a necessidade de aumentar a participação de toda a população na luta contra o subdesenvolvimento euma das formas mais eficazes era melhorar a capacidades educativas dessa população. Nessa altura a alfabetização e a educação de adultos define a sua identidade tomando a forma de uma campanha nacional que visava diminuir rapidamente a taxa de analfabetismo, então muito elevada No início, utilizava-se os materiais didáticos do ensino primário, e ensino era orientado pelo método silábico. As lições partiam de palavras chaves selecionadas e organizadas em função das suas características fonéticas. As silabas deviam ser memorizadas e remontadas para formar outras palavras. Já em 1976 criou-se o Departamento da Educação Extra Escolar, dependente da Direção Geral do Ensino em 1977 viria aparecer os primeiros manuais próprio para adultos, "No Djunta Mon" inspirado no método de alfabetização cultural de Paulo Freire. Em 1983 foi elaborado um novo manual, "Dja Djiga Ora" com o apoio do Instituto de Ação Cultural, instituição criada pelo pedagogo Paulo Freire. Foi esse mestre brasileiro que como coordenador de uma equipa de técnicos muito experientes, apoiou as primeiras campanhas de alfabetização em Cabo Verde, onde a alfabetização e a conscientização aparecem de mãos dadas. O paradigma pedagógico construído nessas práticas baseia-se num novo entendimento da relação entre a problemática educacional e a problemática social. Antes apontado como causa da pobreza e da marginalização, o analfabetismo passou a ser interpretado como efeito da situação da pobreza, gerada por uma estrutura social não igualitária. A alfabetizaçã e a o educação de base de adultos partiu de um exame crítico da realidade existencial dos educandos, da identificação da origem dos seus problemas e das possibilidades de superá -los. Para além da dimensão sócio - política, essas idéias pedagógicas têm um forte componente ético o que implica um profundo comprometimento do educador com o educando, e uma base

conscientizadora, de Paulo Freire, cujo o princípio básico está na seguinte frase: "A leitura do mundo precede a leitura da palavra". Em 1987 a Direção de Educação Extra Escolar dá lugar a uma Direção Geral e o sub-sistema de educação de adultos ganha maior autonomia. É nesse ano que surgiram novos manuais da 1 e 2ª fases elaborados por autores nacionais, que são utilizados até ao ano letivo 1997/98. Até ao ano de 1994 Alfabetização e educação básica de adultos fazia-se em duas fases : a primeira e a segunda de 9 meses cada, que equivalia para todos os efeitos a 4 anos de escolaridade primária. Embora o Estado tivesse um papel preponderante, de 1975 a 1990 as organizações de massa, quer de índole partidário quer sindical e mesmo públicas e privadas abraçaram o lema e participaram direta ou indiretamente no processo, que tinha como meta a diminuição drástica e rápida do analfabetismo que na altura se considerava até certo ponto uma das causas e não o efeito da situação social, cultural e econômica do país. Em 1990 a taxa de analfabetismo baixa para 38% e estabelece uma -se nova estratégia de alfabetização e educação de adultos, com os seguintes objetivos: · amp liar o sub sistema de educação de adultos com mais uma fase; · criar um corpo estável de animadores, com carreira própria integrada no estatuto do pessoal docente; · priorizar a alfabetização de jovens e adultos na faixa etária dos 15 a 35 anos; · desenvolver atividades de animação para a leitura e formação profissional de base integrados no contexto da animação comunitária; · implementar micro projetos de formação profissional básicos em articulação com a vertente acadêmica da formação básica de adultos nas 3 fases; · criar uma rede de leitura pública, móvel e fixa para a luta contra o analfabetismo de retorno a nível nacional. Com a implementação dessa nova estratégia, novos objetivos surgiram a partir de 1995, objetivos esses que fazem parte das orientações dadas pelo governo e parceiros sociais, e que se refletem quer no seu programa quer no Plano Nacional de Desenvolvimento. Cria -se legalmente a 3ª fase de educação de base de adultos, que completa um ciclo equivalente a 6 anos de escolaridade básica obrigatória, com experiências piloto em quatro conselhos, Praia, S. Vicente, S. Nicolau e Sal, em 1995/96, cuja a avaliação serviu para que no ano seguinte se generalizasse a experiência para os restantes conselhos do país. Com esta experiência a alfabetização e a educação de adultos, deixa de ser visto como um fenômeno de campanha, para ser considerado como fazendo parte de um processo de educação permanente de jovens e de adultos, integrado no próprio processo de desenvolvimento comunitário que se quer sustentado. O desenvolvimento de atividades de animação comunitária passa a ser considerado a base onde estão integradas todas as outras, desde a alfabetização, como a formação profissional de base e as bibliotecas fixas e móveis e visa a promoção social e cultural quer dos alfabetizados quer das localidades onde vivem. As bibliotecas móveis e fixas começaram a ser implementadas através de uma experiência piloto na Praia, no ano de 1995, atualmente cobre os seis conselhos de Santiago, três conselhos S. Antão, dois conselhos do Fogo, e um de S. Nicolau contam com cerca de 25.000 inscritos e mais de 300.000 requisições nas zonas rurais. As bibliotecas móveis percorrem 75 itinerários e 179 localidades rurais. De 1995 a esta data organizaram-se dois cursos articulados de formação em exercício para os animadores em educação de adultos, vinculados à implementação desse plano curricular, animadores esses que presentemente têm uma carreira própria integrada no Estatuto do Pessoal Docente e que são pagos pelo governo através do Ministério de Educação e Desporto. Ganhos: 1 A taxa de analfabetismo passou de 61,3% para cerca de 25% , Segundo o Censo de 2000. Na faixa etária dos 15 a 35 anos, grupo prioritário de intervenção, a taxa de analfabetismo é de 7,6%, estando a maior parte dos analfabetos na faixa etária dos 49 e mais anos, isso resultado analfabetismo de retorno. 2 Hoje, objetivo da alfabetização e da educação de adultos é Universalização da educação de base de jovens e de adultos equivalente a 6 anos de escolaridade obrigatória e não a simples alfabetização; 3 Articulação da formação geral (acadêmica) com a formação profissional de base através de microprojectos. De 1994 a 2000 mais de 6000 jovens de ambos os sexos fizeram uma formação profissional de base em todos os conselhos o país, integrando-se plenamente no tecido sócio econômico do país. 4 Integração das atividades de alfabetização e educação de adultos no

contexto do desenvolvimento local e comunitário. 5 Criação de uma rede de leitura pública com bibliotecas móveis em 12 dos 17 conselho do país e atendendo fundamentalmente as zonas rurais mais carentes. 6 Edição mensal de um jornal, "Alfa", com cerca de 12 páginas, virada, fundamentalmente, para a formação dos alfabetizado e com 8.000 exemplare s/tiragem e com 11 anos de existência. 7 Mais de 95% dos animadores em educação de adultos estão integrados na função pública. Desses animadores, 1/3 já têm a formação adequada e 2/3 a 1ª fase de formação em exercício. 8 Existência da Carreira do animado em educação de adultos integrada no Estatuto do Pessoal Docente. 9 Grande capacidade descentralizadora com centros conselhos de alfabetização e educação de adultos em todos os conselhos com grande autonomia; 10 Existência de uma proposta curricular para a alfabetização e educação de adultos, moderna e flexível, podendo adaptar-se às necessidades da formação de jovens e de adultos em cada região/ilha. 11 Existência de programas, manuais e guias, elaborados por técnicos nacionais e inseridos no contexto da realidade cabo verdeana; 12 Alfabetização e educação de base de jovens e adultos equivalente à educação de base formal para crianças e adolescentes. Existência de possibilidades de progressão e passagem do sub -sistema escolar para o sub-sistema extra escolar e vice-versa. 13 Quadros com formação adequada a nível central como resultado de uma política de formação de quadros contínua, tanto a nível profissional como a nível do bacharelato, da licenciatura e mesmo do mestrado. 14 Experiências em vários conselhos do país a nível do tronco comum, (7º e 8º anos de escolaridade) para adultos que terminaram a 3ª fase com vista a que, num futuro próximo, se possa adaptar a proposta curricular de adultos às novas exigências quer do mercado quer dos intervenientes diretos no processo educativo. 15 Utilização de metodologias de ensino à distancia, que articula aulas radiofônicas, materiais didáticos próprios e sessões presenciais de tutoria, para cursos de formação ocupacional, formação de professores e deanimadores. 16 Cursos a nível de licenciatura à distancia para jovens e adultos, em colaboração com a Universidade Aberta de Portugal. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 2 A natureza política do processo educativo na alfabetização de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Dissertação Idioma: Português URL: http://www.fae.ufmg.br/ceale/monteirom.pdf Autor(es): mestra: NUNES, Márcia Helena orientadora: SOARES, Magda Becker Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O trabalho é um estudo exploratório que procura relacionar resul t ados positivos obtidos por professoras alfabetizadoras de j ovens e adultos com sua postura político -i deológica no t rabalho educativo, a partir da hipótese de que alfabetizadoras bem sucedidas seri am professoras orientadas pela compreensão da dimensão política, cultural e ideológica do processo de alfabetização. A pesquisa, de natureza qual itativa, caracterizando-se como um est udo de caso, foi real izada com duas professoras da red municipal de ensino de Belo e Horizonte. Procurou-se identificar indícios da postura ideológica das prof essoras no processo de alfabetização de jovens e adultos através de observação de suas reações a situações de sala de aula; procurou-se, ainda, anal isar a concepção de alfabetização que ori entava a prática pedagógica das professoras; finalmente, buscou-se identificar, através do relato oral de vidas das professoras, que f at ores em sua formação determinaram a postura identificada em sua prát i ca de alfabetização. O suporte teórico é a natureza política de educação, proposta, f undamentalmente, por Paulo Freire. Os resultados revelaram que, embora as professoras fossem bem sucedidas, uma delas tinha sua prática pedagógica claramente ori entada por uma concepção do processo de alfabetização como prát i ca problematizadora, enquanto a outra se

mas levanta-se a hipótese. Vive-se hoje numa esquina do tempo onde o futuro é algo ainda mais indefinido do que normalmente seria.em torno de trinta e cinco por cento . Cópia do Texto: sem dados Data do Texto: 2000-08-31 00:00:00 3 A UFAC e a ciência em benefício dos justos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www. É método meu.html Autor(es): PORFIRO.br/imprensa/2001/abril2001/artigo161. da Universidade Federal do Acre. de início. levá-lo à apreciação dos meus pares na Academia. carente e não conta com uma assistência social tão eficaz que possa minorar-lhe os problemas. quando. para isto. e diferentes também os efeitos de um e de outro processo sobre os alunos e sua formação como ci dadãos. Dados do processo fami l iar e escolar das professoras permitem indicar possíveis razõe para essas s diferenças. Os cortes orçamentários são drásticos e os problemas se avolumam. da Universidade Federal do Acre. como sempre. as dificuldades surgem no dia-a-dia dos que buscam nas demandas populares a satisfação de pelo menos parte dos anseios da sociedade. através da celebração de convênios com parceiros sensíveis ao problema. E assim. Assim o fiz. do Governo Fe deral. em colaboração com o SESI . José Cláudio Mota Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Há dias passados. depois. de que será diferente a qual idade da aprendizagem. Desta forma. num e noutro caso. neutro.orientava por uma concepção de alfabetização como processo autônomo. com algumas parcerias dentre as quais podem ser destacados o Alfabetização Solidária. há a necessidade premente de parceiros que. possam ajudar-nos a apontar saídas para a problemática social com a qual todos nos deparamos e pouco são os que lhes buscam as soluções. A clientela dos programas de alfabetização levados a efeito pela UFAC é. os . com uma postura político-i deológica caract eri zada ela compreensão da dimensão ideológica de processo de alfabetização.ufac. em pouco tempo.Serviço Social da Indústria. a grosso modo. de início. O momento por que passam as Universidades brasileiras é crucial. depois. como inicialmente suposto. fui chamado pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Extensão. e o Telecurso 2000. a ser ainda investigada. Se não bastassem as carências do espírito. a elaborar um ante-projeto objetivando assistência oftalmológica para jovens e adultos em situação de alfabetização nos municípios do Estado do Acre. ainda nos deparamos com aquelas que dizem respeito à questão física. Todavia. fui chamado pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Extensão. Temos envidado todos os esforços possíveis para a manutenção e o desenvolvimento dos projetos/programas de alfabetização de jovens e adultos.de alunos de alfabetização que abandonam os cursos simplesmente porque os olhos não mais lhes permitem ver para buscar o conhecimento. como sempre. em convênio e em estreita colaboração. elaborar um documento primário e. elaborar um documento primário e. a elaborar um ante-projeto objetivando assistência oftalmológica para jovens e adultos em situação de alfabetização nos municípios do Estado do Acre. São problemas oftalmológicos que nos têm tirado os alunos das salas de aula. poderíamos. Assim o fiz. Há uma porcentagem considerável . deu certíssimo. ter esta questão perfeitamente contornada. levá-lo à apreciação dos meus pares na Academia. deu certíssimo Cópia do Texto: Há dias passados. contando. Assim. É método meu. Conclui-se que o sucesso da aprendizagem da leitura e da escrita obtido pelas duas professoras não se relaciona. não obstante os esforços feitos nos últimos anos na esfera estadual. E assim.

residentes em áreas de assentamento do INCRA. Melhor. em conformidade com uma agenda elaborada a partir de um acordo entre as partes envolvidas. Já estamos podendo contar com os serviços de um oftalmologista designado pela Secretaria de Estado da Saúde do Acre para iniciar os serviços sugeridos nesta proposta. Data do Texto: 2001-04-25 00:00:00 4 Abmes Participa do Fórum Brasil de Educação Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.800 alunos. as secretarias municipais e o INCRA/PRONERA.aprendervirtual. vindos de Brasília. o Programa de Alfabetização Solidária. vingue o propósito idealista da ajuda aos que dela necessitam. o Ministério da Saúde. os nossos jovens e adultos sem escolaridade possam atingir seus objetivos pessoais. conveniente estabelecer uma parceria. O principal benefício. assim.e aos que têm vínculo com o PRONERA . já foram atendidos os municípios de Rodrigues Alves. e tem sido difícil encontrar pessoas que possam participar de forma voluntária. além de prover meios que lhes facilitem a aquisição de óculos que possam corrigir-lhes os defeitos da visão e. em tão poucos dias. contribuir para com o melhor desempenho escolar. pode ser utilizado. É. onde a participação significará colaboração para com as pessoas de uma das regiões mais carentes deste País. O marco do atual programa do Ministério da Saúde. contemplando os alunos atendidos pelo pr grama o Alfabetização Solidária. e/ou quaisquer outros Estados.UnB. que objetiva levar médicos aos municípios das regiões mais necessitadas do Brasil. em fase de instalação. os municípios de Rio Branco.htm Autor(es): AMBES . entretanto. Ademais. Convém dar ênfase ao perfil de um profissional (oftalmologista) sensível às questões sociais. no s Acre. é preciso considerar o espírito voluntarista do qual busca revestir-se esta proposta. Enfim. através da participação em um empreendimento que significa solidariedade e tentativa dignificadora do resgate à cidadania dos nossos homens e mulheres da floresta. entre a UFAC. contudo. em realidade. com a visão corrigida. que queira enriquecer o currículo de estudos. o que garantiria resultados positivos para mais este empreendimento em educação e saúde. estudamos a possibilidade da contratação temporária de especialistas que estejam fazendo residência médica (R2) na Universidade de Brasília . aceitem a tarefa de contribuir para que. para o propósito em questão. Através do Projeto Ver 2000. então.Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária. Alvíssaras! Muitos fazem por fazer com que a arte de Hipócrates. onde a UFAC desenvolve atividades. aos alunos do Telecurso 2000. consiste em disponibilizar atendimento oftalmológico para esta clientela.Associação de mantenedoras de ensino superior Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: .Telesala UFAC . Santa Rosa do Purus e Boca do Acre. estejam onde estiverem. Tarauacá. Como o número de oftalmologi tas. ou no Instituto Can Robert de Oliveira. é ver que. a Secretaria de Estado da Saúde. por meio desta proposta de intervenção. o remédio surtiu efeito em ritmo vertiginoso. é mínimo. uma vez que as experiências de anos anteriores têm mostrado que é exatamente a falta de correção em defeitos da visão um dos fatores que se fazem desfavoráveis ao alcance pleno das nossas metas na alfabetização de jovens e adultos. Mâncio Lima e Manoel Urbano. com a finalidade de levar a efeito a participação de médicos oftalmologistas que. cuja meta para 2001 é alfabetizar 1. Há ainda que serem atendidos.com/caderno_abmes/2003_05_02_forum_brasil_educacao. existem as bases que poderiam ser as mesmas do mencionado Programa.benefícios das ações deste projeto serão dirigidos aos alunos de alfabetização do módulo atual e aos egressos do Programa de Alfabetização Solidária. Sena Madureira.

Riacho Fundo . em Brasília. José Carlos Almeida da Silva. Cândida Maiffre. no dia 18 de fevereiro. e do presidente do Conselho Nacional de Educação. com êxito. dentre os quais o Prêmio Top Educacional Professor Mário Palmério 1997. Com o espaço aberto por tal iniciativa. do Centro Universitário Monte Serrat. contam com parcerias importantes: governos estaduais e municipais. no Auditório Anísio Teixeira. por meio de propostas inovadoras e. Pesquisa e Extensão. empresas. Décio Batista Teixeira. treinando professores e promo vendo nossa diferença. além de alfabetizar. presidente da ABMES. participou. na sede do CNE. concreta e objetiva: organizar em cada instituição uma classe de alfabetização de jovens e adultos. IES Associadas Desenvolvem Programas de Alfabetização Para dar conseqüência às recomendações do "Fórum Brasil de Educação" e com o objetivo de promover o engajamento imediato das instituições de ensino superior associadas. da instalação do "Fórum Brasil de Educação" e o "I Encontro Nacional Formação para a Cidadania e o Trabalho". Conforme afirmou Itamar Diogo do Santos. secretários estaduais de Educação. no Auditório Anísio Teixeira. na Ilha de . Elizabeth Petarli Ribeiro. da instalação do "Fórum Brasil de Educação" e o "I Encontro Nacional Formação para a Cidadania e o Trabalho". É chegada a hora de enfrentarmos o analfabetismo de jovens e adultos como educadores. participaram da mesa os seguintes professores: Maria Ottília Pires Lanza. ao Programa de Alfabetização do MEC. instituído pela ABMES. O Programa. voluntários e outros setores da sociedade. Itamar Diogo dos Santos. Juan Carlos Tedesco e Jorge Werthein. em Brasília Cópia do Texto: Édson Franco. tem hoje uma área de abrangência muito grande. "Começamos com 30 crianças e hoje temos 130. Estamos fazendo a nossa parte. a presença da universidade na cidade periférica do Distrito Federal . bem como outros órgãos da sociedade aos nossos projetos". diretor-geral da ABMES. iniciado em 1997. Rosa Persona. busca desenvolver o processo ensino/aprendizagem em todos os seus aspectos: conviver melhor com a família e a comunidade.Édson Franco. da Universidade de Cuiabá. representantes de 29 entidades que indicam membros do Conselho Nacional de Educação. Sob a coordenação de Pe. baseado no método Salesiano de Alfabetização de Jovens e Adultos e destinado. Cristovam Buarque. Classes de jovens e adultos Maria Ottília Pires Lanza Com base na sua vasta experiência. inicialmente. da Unidade Bahiana de Ensino. afirmou. ABC O projeto "Ação Básica de Cidadania" (Projeto ABC). O Fórum tem como objetivo oferecer à sociedade espaço de debate e de interlocução para a compreensão e reflexão crítica sobre as perspectivas e desafios da educação no País. das Faculdades Integradas Curitiba. por isso. Mari Ottília Pires a Lanza relatou as atividades do "Projeto Educação e Cidadania" na alfabetização de crianças em estado de risco. a convite do Ministro da Educação. representantes de universidades privadas e públicas e de organismos internacionais e os membros da Unesco. comprovou-se o grande número de instituições que implementam. no dia 18 de fevereiro. da Universidade Católica de Brasília. programas de alfabetização de jovens e adultos. José Carlo Almeida s da Silva. socializar o saber produtivo e promover a melhoria da qualidade do ensino para todos. presidente da ABMES. das Faculdades Integradas Espírito-santenses e Cristina Surek. nos cortiços de Santos. e do presidente do Conselho Nacional de Educação. Cristovam Buarque. mesa redonda para discutir modelos de alfabetização. O trabalho da Unimonte conta com o apoio do Rotary e de quatro empresas de Santos. dirigentes do MEC. independentemente de recursos governamentais". "Somos capazes de mudar com a nossa política de educadores e de agregar voluntários. Lá estiveram presentes ministros de estado. Maria Ottília lançou uma proposta simples. ao atendimento da comunidade carente da instituição. socializando o saber". em Brasília. a convite do Ministro da Educação. a ABMES realizou no dia 18 de fevereiro. na sede do CNE.e em municípios dos estados da Paraíba e Ceará permite "a concretização de um processo de melhoria. Comunidade Educativa Itamar Diogo do Santos O "Programa Comunidade Educativa" da Universidade Católica de Brasília. na sua sede. como alfabetizadora e como dirigente da Unimonte. participou. Articula-se ao "Programa Comunidade Solidária" e é detentor de vários prêmios.

como o projeto de extensão. Melhorar e ajudar a comunidade. conforme o depoimento de Cândida Maiffre. São Pedro na ponta do lápis Elisabeth Petarli Ribeiro As Faculdades Integradas Espirito Santenses (Faesa) deram início. nos dias de hoje. abrange. em grande parte analfabetos. onde se localiza o Campus II da instituição região belíssima. visando à alfabetização e à formação do trabalhador. prestadores de serviços. o projeto rompe tais limites e atinge. AlfaUnic Rosa Persona Iniciado em 1995 e posteriormente articulado ao Programa Comunidade Solidária. fortalecer os compromissos da universidade com a comunidade. o projeto propõe-se a alfabetizar o aluno em 80 horas. são também propósitos do projeto. coordenado pelo curso de Pedagogia .Bacaninha Participa de Programa de Alfabetização Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://bacaninha. um contato com os ex-alunos. finalizou Cândida. aos moradores de São Pedro. Baseado na proposta libertadora de Paulo Freire. resgatar a herança cultural e valorizar o ser humano". adaptação do projeto internacional "Lighthouse".080 vocábulos contextualizados. dentre os quais se incluem os meninos de rua da região periférica de Curitiba. com 45 garis da Prefeitura Municipal. a Faesa oferece cursos de alfabetização. Data do Texto: 2003-05-02 00:00:00 5 Ação Social . alguns municípios dos estados do Amazonas e da Bahia. em parceria com o "Programa Comunidade Solidária". O professor. aproximar professores e alunos e revitalizar os cursos da Unic. o AlfaUnic visa. às suas ações na área de alfabetização de jovens e adultos. Orientada pelos princípios da educação popular de Paulo Freire. por intermédio do jornal "O Cidadão". de quatro horas/aula.Vera Cruz. Neste sentido. Baseado no método Paulo Freire. Minas Gerais e Sergipe. alguns municípios dos estados da Bahia. trabalhando 1. em 20 dias letivos. Amapá. a garantir a continuidade dos estudos dos alunos alfabetizados. acrescentando conhecimento novos e aproximando professores e alunos da realidade circundante". compostas por alunos de 17 a 73 anos. três turmas. por meio de temas geradores. o Bacaninha passou a financiar a alfabetização de 10 alunos do programa Alfabetização Solidária.000 trabalhadores. o projeto AlfaUnic desenvolve alternativas de alfabetização e pós-alfabetização de adultos. Projeto Iluminar Cristina Surek O "Iluminar". promover a qualificação e a requalificação profissional. na medida do possível. um programa inovador de alfabetização de . é desenvolvido pelas Faculdades Integradas de Curitiba. atualmente. em parceria com o Rotary Internacional e outras organizações. O projeto pretende ainda encaminhar os alunos alfabetizados para o ensino fundamental. cuja ocupação é marcada por conflitos de posse de terra. " a metodologia é bem freiriana: fazer coletivamente. hoje constituída de 45. e contextualizado com a realidade. De acordo com Cristina Surek. perpassar com solidariedade todas as ações desenvolvidas. e manter. a Faesa tem. Com o apoio da Câmara Municipal. "potencializando o que já fazem. o trabalho é feito a partir da realidade das pessoas. Além da comunidade carente do bairro onde se situa a instituição. de acordo com Rosa Persona."São Pedro na ponta do lápis".globo. preparar o ser humano para compreender o mundo em que vive. treinado para tal tarefa é o mediador do processo de alfabetização de jovens e adultos. em 2000. na própria instituição. de acordo com Elizabeth Petarli Ribeiro. A conferência da ONU sobre as cidades abriu espaços para o relato da experiência de tal comunidade.com/home/secoes/cidadania/2003/05/alfabetizacao_solidaria/ Autor(es): Bacaninha Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Na segunda Ação Social Bacaninha.

Dorgival Gonçalves Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Trata-se de uma contribuição importante ao tema no sentido de compreender expectativas dos adultos e jovens que buscam ou retornam tardiamente às escolas.html Autor(es): FERNANDES. se cada usuário do Bacaninha puder ajudar de alguma forma. prefeituras. pelo Bacaninha. um programa inovador de alfabetização de jovens e adultos. Ao inaugurar esse amplo processo de mobilização contra o analfabetismo.6 milhões de analfabetos no País acabam por ficar à margem da sociedade. Hoje. No futuro iremos ampliar ainda mais o número de alunos ajudados pelo Bacaninha. Responsável por um modelo de alfabetização simples. O Programa tem como objetivos reduzir os altos índices de analfabetismo e ampliar a oferta pública de educação de jovens e adultos no Brasil. governos estaduais e também com o Ministério da Educação (MEC). No esforço desenvolvido o Alfabetização Solidária consolidou resultados significativos: mantém parcerias com inúmeras empresas (uma delas agora o Bacaninha). o Bacaninha passou a financiar a alfabetização de 10 alunos do programa Alfabetização Solidária. nossos filhos e netos.com. do Alfabetização Solidária deu em razão da seriedade do -se programa e de sua finalidade principal: alfabetizar pessoas. Mas se todos fizerem um pouco. organizações. você está acessando e se divertindo no Bacaninha graças a alguém que um dia foi responsável pela sua alfabetização. com certeza teremos um Brasil melhor para nós. E isso tem tudo a ver com o espírito do Bacaninha. instituições de ensino superior e outras. pessoas físicas. A escolha. Data do Texto: 2003-05-00 00:00:00 6 ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Livro Idioma: Português URL: http://www. De acordo com o Censo 2000 do IBGE. o Programa Alfabetização Solidária é gerenciado por uma organização da sociedade civil. criada 1997 pelo Conselho do Comunidade Solidária.jovens e adultos. Cópia do Texto: livro Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 7 Alfabetização de jovens e adultos e o exercício da cidadania: a formação do educ Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tip Texto: Dissertação o Idioma: Português - .br/alfabetizacao_de_jovens.mediacao. Destina a todos educadores de jovens e -se adultos e gestores de educação. o que significa que 17. inovador e de baixo c usto. Representa consistente referencial teórico em termos de elaboração de propostas pedagógicas para esse segmento da educação. No futuro iremos ampliar ainda mais o número de alunos ajudados pelo Bacaninha Cópia do Texto: Na segunda Ação Social Bacaninha. o Programa abriu um novo caminho para a organização de ações sociais. Um dos aspectos inovadores do Alfabetização Solidária é a articulação de um conjunto inédito de parcerias. 12. O Bacaninha quer fazer a sua parte e ajudar a reduzir o analfabetismo no Brasil. ainda que sua ajuda seja ainda pequena quando comparada com o grande problema que é o analfabetismo no Brasil.8% dos brasileiros não sabem ler e escrever.

voluntários. Esse tipo de pesquisa prevê a observação da prática docente. tanto alfabetizadores quanto alfabetizandos alteram o seu destino.br/posgraduacao/mestrado/educacao/resumos/defesas8. Esse projeto implantado na Paraíba em 1997.URL: http://www.tche. Irene Skorupski Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Esta pesquisa narra o trabalho de capacitação e acompanhamento realizado pelo Programa Alfabetização Solidária. Se todos os 600 funcionários aderissem. melhorando-se e melhorando sua qualidade de vida. que denominamos de pesquisa -ação. de tendência dialética. beneficiou 301 pessoas e capacitou 215 professores. A SUA CONTRIBUIÇÃO FAZ TODA A DIFERENÇA!!!! Data do Texto: 2003-04-14 00:00:00 . o "Encontro para a Capacitação de Alfabetizadores de Jovens Adultos". Esse resultado. para.php?idmateria=19 Autor(es): sem dados Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A ONG MORADIA E CIDADANIA da Paraíba realizou nos dias 14 e 15 de abril. Bayeux: 30 alfabetizandos e 03 alfabetizadores . estado da Bahia. do registro de suas ações e da análise delas. O alfabetizador utiliza-se. interajam com os colegas. poderia se fazer muito. esta Coordenação Estadual promoveu o Encontro. denominada de memória. pode-se perceber o processo de conquistas realizado pelos alfabetizandos e alfabetizadores daquela cidade e pelo próprio programa ao longo de dois anos de atuação. Cópia do Texto: Alfabetização de Jovens e Adultos na Paraíba (PB) Encontro para a Capacitação de Alfabetizadores de Jovens Adultos A ONG MORADIA E CIDADANIA da Paraíba realizou nos dias 14 e 15 de abril. Atendendo a solicitação dos alfabetizadores. com alfabetizadores da cidade de Tucano. acima citado.se à prática e se caracteriza pela intervenção na realidade. só foi possível graças à colaboração de 77 empregados associados à ONG.html Autor(es): SARAIVA.voluntários. Os resultados obtid foram positivos com os relação à adoção da pesquisa-ação na formação de professores/alfabetizadores de jovens e adultos. Cópia do Texto: sem dados Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 8 Alfabetização de Jovens e Adultos na Paraíba PB Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. priorizando o processo de trabalho.org. nas cidades de Patos e Santa Luzia/PB. após um processo de reflexão. para que isso ocorra.br/noticias/ler_noticia. nas cidades de Patos e Santa Luzia/PB. contextualizando sua ação e conduzindo os alfabetizandos ao exercício da cidadania. se politizem e exercitem os princípios metodológicos do trabalho. Atualmente se tem: Patos: 90 alfabetizandos e 25 alfabetizadores . o "Encontro para a Capacita ção de Alfabetizadores de Jovens Adultos". quanto ao Método Dom Bosco utilizado no projeto "Alfabetização de Jovens e Adultos". Santa Luzia: 150 alfabetizandos e 11 alfabetizadores remunerados pela PMSL.moradiaecidadania. Graças ao tipo de pesquisa adotado. pois o diálogo e o exercício da escrita fazem com que esses desenvolvam a criticidade.upf. voltar. com o objetivo de nivelar o conhecimento dos alfabetizadores. revejam a sua prática. Nessa troca.

prosseguiu o secretário.750 pessoas serão atendidos em 350 turmas com 25 alunos cada. Vamos fazer a nossa história acontecer.. As turmas estarão espalhadas por toda a cidade: em centros comunitários. Parceria . "construiu o segundo PSM de Belém. Segundo dados oficiais. que desenvolveu um processo de alfabetização que possibilita aos educandos e educandas autonomia intelectual e leitura crítica da realidade. disse. Eles terão formação permanente com uma equipe técnica para assessorar todas as turmas. Esse fórum também desenvolverá atividades de cultura e lazer em conjunto com as ações educativas organizadas pelo movimento Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 10 . e Edmilson Rodrigues. A primeira delas é que todos têm o direito de aprender". escrever o mundo e transformá E fomos -lo.9 Alfabetização de jovens e adultos tem aula inaugural Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.O Mova é implementado pela Prefeitura de Belém em parceria com os movimentos sociais e fundamentado na proposta pedagógica do educador Paulo Freire.html Autor(es): Prefeitura de Belém Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Vamos ver o mundo. o Mova é um sonho que não se sonha sozinho. Belém possui cerca de 35 mil analfabetos e.com. A aula inaugural foi no dia 17 deste mês na Aldeia Cabana de Cultura Amazônica "Davi Miguel" e se encerrou com uma grande festa. animada pelas vozes dos cantores Andréa Pinheiro e Almino Henrique e pela participação de centenas de representantes dos centros comunitários. Mais de 350 entidades estão credenciadas pela Secretaria Municipal de Cultura (Semec) para participar do movimento e ceder espaço para o funcionamento de pelo menos uma sala de aula.prefeituradebelem. anualmente 8. Os versos do cantor e compositor Almino Henrique são a mais fiel expressão do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos Professor Paulo Freire (Mova). que pretende errad icar o analfabetismo em Belém até 2004. igrejas. Eles produziram um pôster em homenagem a Paulo Freire. Após mostrar toda a trajetória de vida do educador Paulo Freire. um educador que não pôde atuar no Brasil porque a ditadura militar não deixou. Gente que quer ensinar a escrever só para o cidadão assinar o título de eleitor".br/jp178/mat3.. além de cidadãos e cidadãs dos oito distritos de Belém. sindicatos e em qualquer outro espaço proposto pela sociedade organizada. Para Luiz Araújo. Os educadores foram indicados pelos movimentos sociais parceiros e passaram por um rigoroso treinamento. Ministrada pelos professores Luiz Araújo. deu Bolsa-Escola." Cópia do Texto: "Vamos ver o mundo. A aula inaugural contou ainda com a participação dos adolescentes do projeto "Cores de Belém".. espaço para consultas e propostas de políticas públicas para a educação de jovens e adultos. escrever o mundo. mas decidiu que este governo só valeria a pena se fosse possível ensinar a população a ler o mundo. associações. "Tem muita gente malvada no poder.. o prefeito Edmilson Rodrigues revelou que "se dispor a mudar o mundo é sonhar com um mundo sem miseráveis e sem preconceitos e Paulo Freire contribuiu para isso". que reúne os grafiteiros da cidade. "O Governo do Povo". Trata-se de uma construção coletiva. a aula se converteu em uma grande festa cidadã. criou a Escola Circo. igrejas. prefeito de Belém. aprender com Paulo Freire.". secretário municipal de Educação. Através do Mova foi criado o Fórum de Alfabetização. escrever o mundo. escolas. através do Mova. Vamos fazer a nossa história acontecer. os ensinamentos das coisas mais simples. O secretário lembrou que de todas as dívidas que os governos anteriores deixaram a maior delas é a do ensino. entidades e instituições da sociedade civil.

O movimento abolicionista em nossas terras culminaria com a abolição.seduc. constituindo sua maior característica a soma de esforços dos diversos segmentos da sociedade e do governo.258.2. o Programa será expandido progressivamente. e em mais três municípios (Redenção. como Alfabetização Solidária. será aberta.Associação das Primeiras Damas dos Municípios do Ceará .br/alfabetizacao.4 2000 1.108 24. em 1881. Em paralelo. 3. antecipando em alguns anos o que ocorreria no resto do país em 13 de maio de 1888.Universidade Sem Fronteiras UNISF . Bom Jardim e Aldeota Trilho). está sendo elaborado por educadores cearenses uma proposta de "Alfabetização através do Rádio" AÇÃO VOLUNTÁRIA O "Ação Voluntária" objetiva promover a interação entre a sociedade civil e o Governo do Estado. ações de Alfabetização desenv olvidas pela Associação de Cooperação Agrícola do Estado do Ceará (ACACE/MST). fruto do nosso trabalho. A exemplo do que ocorreu nos idos de 1888.gov. um bravo jangadeiro chamado Dragão do Mar.778 26. na cidade de Acarape. SENAI. Alfabetização para Trabalhadores e Produtores Rurais. na cidade de Acarape. SENAR).UNICEF Escritório Ceará / Rio Grande do Norte . o Ceará pretende fazer a 2ª abolição construindo um CEARÁ ALFABETIZADO.APDMC .54 2001 1. na faixa etária de 15 anos e mais. Ao que o povo teria respondido: "No porto do Ceará não se embarcam mais escravos!". e não irmãos acorrentados". um bravo jangadeiro chamado Dragão do Mar. 3.Governo do Estado . conclamou seus companheiros a não mais transportar escravos em suas embarcações. BB Educar/Fundação Banco do Brasil. conclamou seus companheiros a não mais transportar escravos em suas embarcações. SENAC.Centro de Desenvolvimento Humano CDH .ce. assim dizendo: "Nossas jangadas devem carregar os peixes do mar.459. SESI. Nos anos seguintes.asp Autor(es): Secretaria de educação do Ceará Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Nas escolas cearenses as crianças aprendem que. A "Escola do Rádio" é um projeto de alfabetização de jovens e adultos mediado pelas tecnologias da comunicação e da informação. a possibilidade de curso através da "Escola do Rádio". SUBPROJETOS QUE SE INTEGRAM AÇÕES GOVERNAMENTAIS O Projeto Alfabetização é Cidadania será desenvolvido através da integração de diferentes subprojetos. Para alcançar os mais distantes lugares. Realizará uma experiência piloto em três áreas do município de Fortaleza (Conjunto Palmeiras.3. Ao que o povo teria respondido: "No porto do Ceará não se embarcam mais escravos!". assim dizendo: "Nossas jangadas devem carregar os peixes do mar.CCV . em 1881. ainda. especialmente na zona rural. pela Cáritas Arquidiocesana.8 FONTE: IBGE/CENSO 2000 e PNAD/2001 3.Centro Ceará Voluntário . META Redução. pelo Sistema "S" (SESC. A exemplo do que ocorreu nos idos de 1888. pelo PRONERA. fruto do nosso trabalho. em 25 de março de 1884.ALFABETIZAÇÃO É CIDADANIA Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. antecipando em alguns anos o que ocorreria no resto do país em 13 de maio de 1888. de 100% do índice de analfabetismo no Estado. e não irmãos acorrentados". iniciativa desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas. JOVENS E ADULTOS ANALFABETOS NO CEARÁ ANO ABSOLUTO % 1991 1. em 25 de março de 1884. além de outras iniciativas estaduais e municipais.201 37. no período de 2003 a 2010 (oito anos). o Ceará pretende fazer a 2ª abolição construindo um CEARÁ ALFABETIZADO Cópia do Texto: Nas escolas cearenses as crianças aprendem que.310. conforme a seguinte previsão. Nesse sentido. programas / projetos anteriormente desenvolvidos terão continuidade. O movimento abolicionista em nossas terras culminaria com a abolição. A estrutura do "Ação Voluntária" é a seguinte: Conselho .Fundação Banco do Brasil Associação / Federação dos Jovens Empresários AJE / FAJECE . nos 184 municípios.4. Sobral e São Gonçalo do Amarante).

Coordenação Logística Secretaria de Ação Social SAS Coordenação Pedagógica Secretaria da Educação Básica SEDUC Secretaria Executiva Uma em cada área da experiência piloto (06) 3.4. MECANISMOS BÁSICOS DE IMPLEMENTAÇÃO Sensibilização das instituições governamentais, não-governamentais e da sociedade civil. Implantação da Rede Estadual de Educação de Jovens e Adultos (REEJA). Fortalecimento do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos. Fortalecimento da interinstitucionalidade nas ações do Programa. Desenvolvimento do "Ação Voluntária". Planejamento, execução do Censo para a Alfabetização e montagem de banco de dados. Estabelecimento de convênios/parcerias. Formação continuada dos técnicos, coordenadores e professores, utilizando, inclusive o sistema de infovias disponível no Estado. Programa da Secretaria de Cultura do Estad como o parte da mobilização e sensibilização das comunidades. Elaboração de um sistema de premiação para professores, escolas, empresas, CREDE e municípios que se destaquem no desenvolvimento do Projeto, incluindo a instituição do Troféu do Alfabetizador Cearense. Implementação do Programa do Alfabetizado-Empreendedor. 3.5. INSTITUIÇÕES PARCEIRAS Ministério da Educação (MEC) Secretarias Estaduais Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) Associação dos Prefeitos e Municípios do Ceará (APR ECE) União dos Dirigentes Municipais de Educação - Ceará (UNDIME-CE) / Secretarias Municipais de Educação e outras Secretarias Municipais parceiras Universidade Federal do Ceará (UFC) Universidade Estadual do Ceará (UECE) Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) Universidade Regional do Cariri (URCA) Universidade de Fortaleza (UNIFOR) Universidade sem Fronteiras (UNISF) Associação das Primeiras Damas dos Municípios do Ceará (APDMC) Poder Legislativo Poder Judiciário Ministério Público Federação das Indústrias do Estado do Ceará ( FIEC) Sistema "S" (SENAI, SENAC, SENAR, SESI, SESC) Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) Fundação Banco do Brasil Associação dos Jovens Empresários (AJE) / Federação das Associações dos Jovens Empresários do Ceará (FAJECE) Centro de Desenvolvimento Humano (CDH) Centro Ceará Voluntário (CCV) e outras Instituições Governamentais ou Não-Governamentais que queiram se engajar no Projeto Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 11 Alfabetização Solidária e Ministério da Educação assinam convênio Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.iuvb.edu.br/br/alfa/noticias/alfa_solid_ministerio.htm Autor(es): UVB Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Programa Alfabetização Solidária e o Ministério da Educação se uniram para oferecer às mães não-alfabetizadas dos alunos inscritos no Programa Bolsa Escola Federal a oportunidade de freqüentar cursos de alfabetização. O convênio foi assinado, no dia 1º de março, pela superintendente executiva do Programa Alfabetização Solidária, Regina Esteves, e pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, com a presença da presidente do Conselho do Comunidade Solidária, Ruth Cardoso. Cópia do Texto: O Programa Alfabetização Solidária e o Ministério da Educação se uniram para oferecer às mães não-alfabetizadas dos alunos inscritos no Programa Bolsa Escola Federal a oportunidade de freqüentar cursos de alfabetização. O convênio foi assinado, no dia 1º d e março, pela superintendente executiva do Programa Alfabetização Solidária, Regina Esteves, e pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, com a presença da presidente do Conselho do Comunidade Solidária, Ruth Cardoso. Com a assinatura deste convênio, o Programa vai localizar e sensibilizar as mães das crianças beneficiadas hoje pelo Programa Bolsa Escola

Federal para que participem das aulas do Alfabetização Solidária. Serão beneficiados todos os 2.010 municípios atendidos pelo Alfabetização Solidária. Inicialmente, um município de cada estado da federação, que possui salas de aula do Alfabetização Solidária, serão objetivos de uma mobilização mais concentrada e avaliação de resultados. A lista dos municípios participantes é: Rodrigues Alves (AC), Atalaia do Norte (AM), Arapiraca (AL), Tartarugalzinho (AP), Quixabeira (BA), Aiuaba (CE), Iconha (ES), Anápolis (GO), Cantanhede (MA), Santo Antônio do Jacinto (MG), Nossa Senhora do Livramento (MT), Garrafão Do Norte (PA), Picuí (PB), Belém de São Francisco (PE), Monsenhor Hipólito (PI), Brejinho (RN), Presidente Médici (RO), Caracaraí (RR), Porto da Folha (SE) e Carrasco Bonito (TO). Data do Texto: 2003-03-01 00:00:00 12 ALFABETIZAR: INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.cepain.com.br/brigadas/ Autor(es): SOUZA, José Pardinho Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O que significa alfabetizar? Cada um de nós, tem em sua cabeça uma compreensão desta palavra e sua prática. Quando a gente pergunta, as pessoas vão logo respondendo: alfabetizar é ensinar a ler e a escrever. É a resposta mais clássica. A própria palavra "alfabetizar" induz, em parte, a esta compreensão.Alfabetizar é ensinar o analfabeto. Será que esta compreensão é suficiente? E funcional? Sabendo ler e escrever saberemos o principal? É claro que o ler e o escrever são uma dimensão importante da educação e da alfabetização. Mas não é verdade que nos temos muita gente que sabe ler e escrever, ma são uns s verdadeiros analfabetos? E também não é verdade que muita gente que tem muita "sabedoria" são igualmente uns grandes analfabetos em relação à vida, ao pensamento, à solidariedade, à organização de nossa vida e trabalho em sociedade? Cópia do Texto: O que significa alfabetizar? Cada um de nós, tem em sua cabeça uma compreensão desta palavra e sua prática. Quando a gente pergunta, as pessoas vão logo respondendo: alfabetizar é ensinar a ler e a escrever. É a resposta mais clássica. A própria palavra "alfabetizar" induz, em parte, a esta compreensão.Alfabetizar é ensinar o analfabeto. Será que esta compreensão é suficiente? E funcional? Sabendo ler e escrever saberemos o principal? É claro que o ler e o escrever são uma dimensão importante da educação e da alfabetização. Mas não é verdade que nos temos muita gente que sabe ler e escrever, mas são uns verdadeiros analfabetos? E também não é verdade que muita gente que tem muita "sabedoria" são igualmente uns grandes analfabetos em relação à vida, ao pen samento, à solidariedade, à organização de nossa vida e trabalho em sociedade? Vivemos um quadro dramático em relação ao analfabetismo no Brasil. Existem hoje no Brasil 30 milhões de analfabetos que não sabem ler e escrever e outros tantos milhões de analfabetos em relação aos outros âmbitos da vida. Penso que alfabetizar é dar condições para as pessoas saberem ler e escrever e entender a sua história, sua vida, suas relações de trabalho, sua cultura, suas possibilidades e limitações. Muitas pessoas que não tiveram uma educação formal e que não participaram de nenhum programa oficial de alfabetização e que participam de movimentos sociais, de luta por seus direitos, demonstram um "saber" muito bonito e que tem uma funcionalidade: o serviço à vida. Penso que tal "saber" Paulo Freire também tinha e partilhava com os seus alunos no Rio Grande do Norte. A natureza, as pessoas, o trabalho, a vida sempre foram palco e razão dos ensinamentos de Paulo Freire. Veja as suas obras e escritos. Paulo Freire ensinava "a leitura dos fatos da vida" e confrontava as pessoas com a sua realidade. O

Projeto Brigadas do Trabalhado em si só já é uma denúncia de uma situa-cão injusta. Hoje há muito pouco para comemorar, mas muito para pensar e fazer. Sociedade como um todo terá de reagir diante de tamanha problemática. E um desafio para os órgãos governamentais, para a igreja, para os que trabalham na educação formal, em escolas, e para os movimentos e grupos sociais organizados no intuito defesa da cidadania e da vida. Se tivermos consciência da necessidade de agirmos, aí nós também vamos descobrir os espaços e as possibilidades de fazê-lo! Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 13 Analfabetismo: em busca de um ponto final Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.cidadania.org.br/imprimir.asp?conteudo_id=1708&secao_id=96 Autor(es): Rets Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O programa Brasil Alfabetizado, que o governo federal anuncia neste 8 de setembro, Dia Internacional da Alfabetização, pretende ser um marco inicial para o cumprimento da ambiciosa meta anunciada pelo ministro Cristovam Buarque ao assumir o Ministério da Educação: erradicar o analfabetismo em quatro anos. Da parte dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil, a expectativa é grande, assim como a preocupação de que o programa tenha continuidade e não crie uma nova leva de analfabetos funcionais gente que sabe pouco mais do que ler e escrever o próprio nome ou que até lê, mas não ent nde o que e está escrito. Cópia do Texto: O programa Brasil Alfabetizado, que o governo federal anuncia neste 8 de setembro, Dia Internacional da Alfabetização, pretende ser um marco inicial para o cumprimento da ambiciosa meta anunciada pelo ministro Cristovam Buarque ao assumir o Ministério da Educação: erradicar o analfabetismo em quatro anos. Da parte dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil, a expectativa é grande, assim como a preocupação de que o programa tenha continuidade e não crie uma nova leva de analfabetos funcionais gente que sabe pouco mais do que ler e escrever o próprio nome ou que até lê, mas não entende o que está escrito. Os dados oficiais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referemse a aproximadamente 16 milhões, mas estão incompletos. A Região Norte, por exemplo, não foi considerada nessa análise. Quando se fala em analfabetismo funcional, o volume é muito maior acrescentam-se outros 30 milhões de brasileiros. Reduzir a zero esses números é, portanto, um imenso desafio. A Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo trabalha com as seguintes metas: alfabetizar 3 milhões de pessoas em 2003, 6 milhões em 2004, 6 milhões em 2005 e 5 milhões em 2006. Em meio a uma intensa programaç o de ã seminários e debates, representantes da sociedade civil discutem expectativas, propostas e recomendações para que esse objetivo se cumpra. Preocupações também. Regina Esteves, superintendente executiva da Alfabetização Solidária, acha que a erradicaç ão do analfabetismo será possível quando houver uma política para educação de jovens e adultos e uma unidade no sistema de alfabetização, independentemente de métodos. "É preciso pensar no fortalecimento da EJA [Educação de Jovens e Adultos]. Se olharmos os números do Censo Escolar, tivemos um aumento em torno de 12% nas matrículas para esse público. Só que isso não atende às necessidades, a carência é muito maior. Existe ainda uma indefinição quanto a políticas e financiamento para a EJA. A erradicação do analfabetismo passa necessariamente por essa bandeira. E a gente lembra que o papel das entidades do terceiro setor é fomentar a ação, mas não pode substituir ou inibir a atuação do Estado". A questão do financiamento é

em Sarandi. já estava em prática é realizado por meio de convênios com prefeituras. segundo o titular da Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo. 37 convênios foram assinados e o programa chega a 1.Fórum de Educação de Jovens e Adultos. defende o período de um ano como mais adequado e capaz de dar maior segurança para que as pessoas continuem os estudos.tema recorrente em outros depoimentos e também faz parte do discurso da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. A outra luta é para que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) destine recursos também para a educação de jovens e adultos.768 municípios. é preciso que haja mais vagas. o que hoje não ocorre. O Ministério da Educação já encaminhou à Casa Civil um pedido para que seja aprovado o repasse do Fundef para a educação de jovens e adultos. A proposta precisa ser aprovada em Congresso e. diz Maria Alice de Paula Santos. Já Célio da Cunha. foi um tema bastante discutido durante o debate "Alfabetização e analfabetis o: m desafios para as políticas públicas". que reúne diversas organizações e redes de educação. coordenadora de Educação de Jovens e Adultos do Instituto Paulo Freire. e isso seria muito importante. secretária executiva adjunta da Ação Educativa e membro da Rede de Ação Alfabetizadora de Adultos do Brasil (RAAAB). mesmo antes de seu lançamento oficial.br/news/sarandi. Esta iniciativa propõe um período de seis meses de aula. Até o momento. é preciso ter financiamento". Sem reticências O programa Brasil Alfabetizado que. mas as instituições responsáveis poderão fazer ajustes conforme suas propostas pedagógicas.htm Autor(es): ASSOCIAÇÃO PARAENSE DE EDMINISTRADORES ESCOLARES Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A APEART . assessor da Unesco para Políticas Educacionais. As deliberações do seminário servirão de embasamento para o Fórum de Educação a ser promovido pela APEART. Para que haja mais vagas. no dia 3 de setembro. Data do Texto: 2003-09-10 00:00:00 14 APEART reúne educadores e educandos em Sarandi Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. o Seminário Pró . aliás. O evento contará com a participação de 300 pessoas que estarão discu tindo sobre temas como os índices do analfabetismo em pessoas jovens e adultas em Sarandi e região. organizado pela Ação Educativa.apade. assim como a formação dos educadores e a disposição das organizações governamentais e não governamentais em atender a demanda existente. Cópia do Texto: . Duas reivindicações têm mais destaque: uma é pela derrubada do veto do então presidente Fernando Henrique Cardoso ao item do Plano Nacional de Educação que comprometia o governo com o investimento mínimo de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. em São Paulo. escolas. ex-coordenadora do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA) do governo do Rio Grande do Sul e hoje assessora de gabinete da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre. não depende de decisão orçamentária do governo. Liana Borges. João Luiz Homem de Carvalho. acha inadmissível que se pense em um período inferior a oito meses. Para as pessoas irem para a escola. A duração ideal. "A EJA não recebe recursos do Fundef.Associação Projeto Educação do Assalariado Rural Temporário promove amanhã (25). organizações não-governamentais e empresas. Vera Masagão. previsto para agosto.com. foi além: considerou "lamentável" que ainda se discuta no Brasil quantos meses serão dedicados à alfabetização em um mundo em que o ideal mínimo de escolaridade é de 8 a 10 anos. pelo Instituto Itaú Cultural e pela Rede Sesc-Senac de Televisão.

com textos produzido pelos educandos da alfabetização de jovens e adultos. A programação da tarde começa às 13h30 com o tema Reflexões sobre a Educação de Jovens e Adultos: expectativas. estarão reunidos além da professora Maria das Graças.Na próxima semana. Às 8h45. As deliberações do seminário servirão de embasamento para o Fórum de Educação a ser promovido pela APEART. As turmas totalizam 230 alunos. Maria das Graças Ferreira. buscam-se métodos e práticas educativas adequadas à realidade cultu-ral e ao nível de subjetividade dos jovens e adultos. Para falar sobre o assunto. divulgar e articular expectativas. estadual e regional. ambos da APEART. Educadores terão curso de formação em Pinhão. nos dia 31 de maio e 1º de junh a APEART promoverá um curso de o. realizado em Pinhão. em Sarandi. Às 16 horas haverá uma plenária geral com o relato e sistematização dos grupos de trabalho.A APEART . que possibilitam um conhecimento teórico da prática pedagógica de jovens e adultos. chegamos a algumas conclusões bastante significa -tivas. Os estudos perpassam a história e o parâmetro legal da Educação de Jovens e Adul-tos e se fundamentam com Freire em Educação e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996). é o tema da plenária com a professora da UEL. O PEPO é um dos projetos que integra a APEART. será a abertura oficial e na seqüência o secretário de Educação de Sarandi. Em seguida haverá grupos de trabalho com representantes dos educandos.Associação Projeto Educação do Assalariado Rural Temporário promove amanhã (25). por .Pela manhã. ações. Com os resultados desse estudo. a fim de verificar sua adequação ao contexto dos alunos. A programação inclui o lançamento do livro do PEPO. Estará presente no seminário o prefeito de Sarandi. A programação começa às 8h30 com a apresentação. previsto para agosto. Marise Schmidt GUIMARÃES.br/jovens01. Em Sarandi a APEART possui 11 turmas de Educação de Jovens e Adultos. destas cinco foram viabilizadas por meio de um convênio com a prefeitura. José Luiz de Araújo fala sobre a Memória à Paulo Freire. Data do Texto: 2002-05-24 00:00:00 15 As Práticas Educativas na Educação de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. estratégias e experiências em torno da educação de jovens e adultos no município e região. assim como a formação dos educadores e a disposição das o rganizações governamentais e não governamentais em atender a demanda existente. As políticas de educação de Jovens e Adultos: perspectivas atuais.Fórum de Educação de Jovens e Adultos.Projeto de Educação dos Posseiros. educadores e entidades. Edmilson Feliciano Leite explica que "objetivo é debater as políticas de educação de jovens e adultos no âmbito nacional. Esta pesquisa busca investigar as práticas pedagógicas utilizadas nas primeiras sé-ries níveis um e dois de duas escolas públicas do Município de Petrópolis. O presidente da APEART. conhecer. O evento contará com a participação de 300 pessoas que estarão discutindo sobre temas como os índices do analfabetismo em pessoas jovens e adultas em Sarandi e região. Aparecido Farias Spada.pedagogiaemfoco. O Seminário Pró . o Seminário Pró . o padre Dirceu Luis Fumagalli e Giselia Duarte Dias.Fórum de Educação de Jovens e Adultos conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Sarandi por meio da Secretaria de Educação e Universidade Estadual de Londrina. práticas e estratégias de ação. Programação . Formação de educadores do PEPO . o seminário será realizado no Centro Cultural Irmã Antônia e a tarde será no CAIC. Helena de Azevedo VEIGA. Fuck em Alfabetização de Adultos (1994) e Ferreiro em Reflexões sobre alfabetiza -ção (2001). além de aprimorar a prática pedagógica dos educadores de jovens e adultos". Michele Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Há décadas.pro.html Autor(es): ROCHA. como. Halline Fialho da KARL.

desafiar. a educação não formal e toda a gama de oportunidades de educação informal e ocasional existentes em uma sociedade educativa e multicultural. A educação de adultos compre-ende a educação formal e permanente. Fuck em Alfabetização de Adultos (1994) e Ferreiro em Reflexões sobre alfabetiza-ção (2001).1. Mas isso não será possível se continuarmos bitolando os alfabetizandos com desenhos pré-formulados para colorir. a fim de verificar sua adequação ao contexto dos alunos.RESUMO Há décadas. descobrir. que trata especificamente dessa temática. Por isso. as Leis de Diretrizes e Bas s da e Educação Nacional e um histórico da EJA. sob orientação da professora Maria Adélia Teixeira Baffi. com métodos que não levam em conta a lógica de quem aprende.1 Análise dos dados 4. cujo entorno social considera adultos. METODOLOGIA 3. esse estudo contribuirá para um repensar do educador que atua nas classes da Educação de Jovens e Adultos.1 Histórico da escrita 2.1. para que ajude na formação de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade.exemplo. Como? Acreditando no educando.2 Questionário 4.2 Histórico da Educação de Jovens e Adultos 2. ------------------------------------------------------------------------------. na sua capacidade de aprender. fazendo-o refletir sobre sua prática pedagógica. chegamos a algumas conclusões bastante significa-tivas. com histórias que alienam. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR LISTA DE APÊNDICES I. do Curso de Pedagogia.Que a educação seja o processo através do qual o indivíduo toma a história em suas próprias mãos. 1994.SUMÁRIO 1.2 Interpretação dos dados 5. (Art. o conjunto de processos de aprendizagens.15) ------------------------------------------------------------------------------. Portanto. graças aos quais as pessoas. que possibilitam um conhecimento teórico da prática pedagógica de jovens e adultos. Política e Educação 2.1 Entrevista coletiva 4. A base teórica perpassa os estudos de Freire (1979). RESULTADOS 4. como. esse estudo contribuirá para um repensar do educador que atua nas classes da Educação de Jovens e Adultos. Fuck (1994) e Ferreiro (2001). enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias necessidades e as da sociedade. (FUCK. ao longo dessa pesquisa.4 Métodos e Práticas 3.1 INTRODUÇÃO O presente estudo tem como enfoque principal a Educação de Jovens e Adultos (EJA). 3º da Declaração de Ham-burgo sobre Educação de Adultos). Portanto. . ou seja. p. O interesse pelo tema em questão surgiu a partir do contato com a disciplina Educação de Adultos.3 Paulo Freire: Pensamento. INTRODUÇÃO 2. por exemplo. com caminhos pontilhados para seguir. propor. REFERENCIAL TEÓRICO 2. formais ou não formais. Com os resultados desse estudo. a fim de mudar o rumo da mesma. enfrentar. Será feito um estudo teórico aprofundado da EJA. buscam-se métodos e práticas educativas adequadas à realidade cultu-ral e ao nível de subjetividade dos jovens e adultos.UCP.1 Colet dos a dados 4. 14 . o ponto cêntrico do processo de aquisição da leitura e escrita dos educandos das classes de jovens e adultos: ser a utilização da cartilha. na qual se reconhecem os enfoques teóricos baseados na prática. Questionário para os educadores dos educandos sujeitos da pesquisa -------------------------------------------------------------------------------. escolher e assumir as conseqüências de sua escolha. Esta pesquisa busca investigar as práticas pedagógicas utilizadas na primeiras sé-ries s níveis um e dois de duas escolas públicas do Município de Petrópolis. desenvolvem suas capacidades. criar soluções. a documental e a de campo. o ponto cêntrico do processo de aquisição da leitura e escrita dos educandos das classes de jovens e adultos: ser a utilização da cartilha. ------------------------------------------------------------------------------. para que ajude na formação de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade. Neste projeto usam-se como metodologia a pesquisa bibliográfica. Cópia do Texto: Relatório de Pesquisa apresentado como requisito de conclusão do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Católica de Petrópolis . pretende-se conhecer e analisar os métodos e práticas educativas apli-cadas na EJA. com textos criados por outros para copiarem. fazendo -o refletir sobre sua prática pedagógica. Os estudos perpassam a história e o parâmetro legal da Educação de Jovens e Adul-tos e se fundamentam com Freire em Educação e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996).

buscando em novas formas. busca-se elucidar as seguintes questões: º caracterizar a educação básica da EJA. Esses termos têm sido popularizados principalmente por organi ações z . a adequação das metodologias empregadas nessa modalidade de ensino. servir de subsídio a um repensar dessa esco-lha. considerando que os jovens e adultos têm uma realidade cultural e um nível de subjetividade bastante diferentes em relação às crianças. nas escolas públicas (estadual e municipal) da cidade de Petrópolis? Segundo a problemática abordada. Este estudo busca compreender teórica e empiricamente as metodologias e recursos didáticos utilizados na EJA. º traçar o percurso histórico da EJA. O homem primitivo. fazendo o mesmo refletir sobre sua prática pedagógica. caçavam e pescavam para sobreviver. p. º compreender a EJA sob o ponto de vista legal. Segundo Pereira e Torres (1998). pois seria complicado organizar estratégias de caça. então. pesca e outros apenas por ruídos e gestos (mímicas).1 Histórico da escrita Antes de falar especificamente sobre a Educação de Jovens e Adultos. a principal modificação foi aperfeiçoar a comunicação entre eles. Por isso. º destacar as concepções teóricas de Freire (1979). o homem vem utilizando-a das mais diversas maneiras e por diferentes povos e que o mundo em que vivemos está rodeado de escrita. que se originou a linguagem falada. especialmente como formador de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade. o surgimento da escrita. percebendo que a necessidade de sobrevivência se tornava cada vez maior e por causas externas advindas do meio ambiente (frio intenso). represen-tando a sua vida diária. Para que tudo isso acontecesse. buscando compreender suas especificidades. o suprimento para a suas s necessidades. prática e proposta. Fuck (1994) e Ferreiro (2001) como principal enfoque na EJA. teórica e prática da educação. 2. Conforme a necessidade de sobrevivência do homem foi evoluindo. é necessário conhecer um pouco da história dessa modalidade de ensino.2 História da Educação de Jovens e Adultos Muitas vezes definimos erroneamente Educação de Jovens e Adultos. º realizar um levantamento do material didático utilizado na EJA nas escolas públicas (estadual e municipal) da cidade de Petrópolis. é necessário fazer uma viagem no tempo. os termos Educação de Adultos e Educação não-formal referem-se à mesma área disciplinar. Segundo Freire (apud Gadotti. Essa análise é necessária. pois nos leva a compreender que com o surgimento da escrita. antes de iniciar nosso estudo. Este estudo tem por finalidade contribuir para um repensar do educador atuante nas classes de EJA. Esses desenhos são os primeiros passos para o surgimento da escrita. o homem foi modificando o seu modo de viver. passou muito tempo dentro das cavernas e ali começou a fazer seus primeiros desenhos nas paredes. propõe-se o seguinte problema: quais são os materiais didáticos utilizados na Educação de Jovens e Adultos da 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. ou seja. a forma da escrita também foi evoluindo. as propostas metodológi-cas da EJA devem ser diferenciadas das turmas de 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. atendendo assim as suas necessidades. tendo as mãos como principal instrumento de sobrevivência. -------------------------------------------------------------------------------2 REFERENCIAL TEÓRICO O referencial teórico deste projeto de pesquisa está constituído dos seguintes itens: 2. moravam em cavernas e usavam pedaços de ma-deira e pedra para se protegerem dos ataques de animais grandes. Também pretende. º analisar o material didático levantado nas turmas da 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental nas escolas públicas (estadual e municipal) da cidade de Petrópolis. porém com finalidades distintas. com objetivo de confrontar a teoria e a prática. partindo do ponto onde tudo começou. na medida em que analisa profundamente o material utilizado. Os bandos não eram organizados e a comunicação entre eles era bastante primitiva : uivavam e gesticulavam. Sempre em pequenos bandos. 72) em Educação de Jovens e Adultos: teoria. Diante dessa temática. Foi a partir daí. mais seguras e eficientes. 1979.seguido de uma investigação empí-rica. os homens que habitavam a Terra viviam de forma muito diferente da nossa maneira de viver. visando a atender o princípio da adequação destes à realidade cultural e subjetiva dos jovens e adultos. relacionando-a aos objetivos da EJA previstos na legislação e no pensamento pedagógico vigente. há milhões de anos. sendo necessária. Com o aumento da população e a escassez de alimentos. Atendendo esse princípio.

Os cursos supletivos terão estrutura.692/71 atribui um capítulo para o ensino supletivo e recomenda aos Estados atender jovens e adultos. muito diferente da Educação não-formal. Art. no final dos anos 50. entendeu-se a alfabetização de Jovens e Adultos como a 1ª etapa da Educação Básica. a Educação de Adultos era entendida como uma extensão da escola formal. conforme as necessidades a atender. sobretudo para os menos privilegiados que habitavam as áreas das zo nas urbanas e rurais.Os exames supletivos compreenderão a parte do currículo resultante do núcleo-comum. realizada em Paris. b) Proporcionar. Dessa forma. p. permanente e como uma educação de base ou comunitária. Na década de 70. essas duas correntes continuar m a ser a entendidas como Educação não-formal e como suplência da mesma. A Educação de Adultos tem estado.25 O ensino supletivo abrangerá. sendo concebida como uma espécie de Educação Moral. existe uma diversidade de paradigmas dentro da Educação de Adultos. mediante repetida volta à escola. desde a iniciação no ensino de ler.Os exames supletivos . Ao nível de conclusão do ensino de 2º grau. §2º. com desenvolvimento comunitário. estudos de aperfeiçoamento ou atualização para os que tenham seguido o ensino regular no todo ou em parte. para os maiores de 18 anos. para os maiores de 21 anos. No entanto.Os cursos supletivos serão ministrados em classes ou mediante a utilização de rádio.internacionais .26. abranger somente o mínimo estabelecido pelo mesmo Conselho. a escola. reintroduzindo jovens e adultos.Os exames a que se refere este artigo deverão realizar-se: Ao nível de conclusão do ensino de 1º grau. surgindo o conceito de Educação de Adultos. duração e regime escolar que se ajustem às suas finalidades próprias e ao tipo especial de aluno a que se destinam. a Educação Popular era concebida como extensão da Educação formal para todos. desenvolve-se no Brasil a tão conhecida corrente: o sistema MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização). caracterizou-se pela pluralidade de conceitos. quando realizados para o exclusivo efeito de habilitação profissional de 2º grau. duas tendências significativas na Educação de Adultos: a Educação de Adultos entendida como uma educação libertadora (conscientizadora) pontificada por Paulo Freire e a Educação de Adultos entendida como educação funcional (profissional).O ensino supletivo abrangerá cursos e exames a serem organizados nos vários sistemas de acordo com as normas baixadas pelos respectivos Conselhos de Educação. não conseguindo superar tod os traumas causados pela os guerra. e poderão. A IV Conferência Internacional de Educação de Adultos. A partir da II Conferência Internacional de Educação de Adultos em Montreal. Segundo Freire (apud Gadotti. a cargo do Estado. Após a I Conferência Internacional de Educação de Adultos. Já na década de 50. Em 1990. a Educação de Adultos era entendida como uma educação de base. surgem. Até a 2º Guerra Mundial.24 . Com isso. escrever e contar e a formação profissional definida em lei específica até o estudo intensivo de disciplinas do ensino regular e a atualização de conhecimentos. no sistema formal de educação. que está vinculada a organizações não-governamentais. realizado em Jomtien. no ano de 1963. televisão. Art. principalmente para a zona rural. propondo princípios opostos aos de Paulo Freire. no ano de 1972. nos anos 40. Com isso.referindo-se a uma área especializada da Educação. a partir da 2ª Guerra Mundial. 1979. habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. Depois da III Conferência Internacional de Educação de Adultos em Tóquio. a Educação de Adultos volta a ser entendida como suplência da Educação Fundamental. em 1985. com a realização da Conferência Mundial sobre Educação para Todos. A Lei de Reforma nº 5. Parágrafo único . correspondência e outros meios de comunicação que permitam alcançar o maior número de alunos. 72). principalmente analfabetos. tendo como finalidade principal contribuir para o resgate do respeito aos direitos humanos e para a construção da paz duradoura. na Tailândia. fixado pelo Conselho Federal de Educação. §1º. realizada na Dinamarca. buscou fazer um "paralelo" fora dela.O ensino supletivo terá por finalidade: a) Suprir a escolarização regular para os adolescentes e adultos que não tenham seguido ou concluído na idade própria. consagrando a idéia de que a alfabetização não pode ser separada da pósalfabetização. em 1949. Capítulo IV Do ensino supletivo Art. a Educação de Adultos tomou outro rumo. §1º. a Educação de Adultos passou a ser vista sob dois enfoques distintos: como uma continuação da educação formal. §2º.UNESCO .

1995. pela primeira vez na história da educação.28 Os certificados de aprovação em exames supletivos e os relativos à conclusão d cursos de aprendizagem e e qualificação serão expedidos pelas instituições que os mantenham. 1991. foi aprovada em 11 de agosto de 1971 e veio substituir a Lei nº 4. Art. em complementação da escolarização regular. O ensino supletivo foi apresentado como um manancial inesgotável de soluções para ajustar. O passo seguinte foi dado pelo MEC quando instituiu um grupo de trabalho para defi-nir a política do Ensino Supletivo e propor as bases doutrinárias de Valnir Chagas. anualmente. a esse nível ou de 2º grau. A Lei nº 5692/71 concedeu flexibilidade e autonomia aos Conselhos Estaduais de Educação para normatizarem o tipo de oferta de cursos supletivos nos respectivos Estados. O que até então era a "madureza" passou ao controle do Estado. por outro lado. facilitando e sua compreensão e orientando sua execução. a cada instante.Os cursos de aprendizagem e os de qualificação darão direito a prosseguimento de estudos quando incluírem disciplinas. De acordo com Paiva (apud Gadotti. "elevando" o nível cultural da população. áreas de estudos e atividades que os tornem equivalentes ao ensino regular. durante o período entre 1964 e 1985. Segundo Soares (2002). p.024/61. 31). com perspectiva de democratizar oportunidades educacionais. levando treze anos para ser editada. ele viria a "detalhar" os principais aspectos da Lei nº 5.27. O Estado se propunha a oferecer uma educação de massas. após a LDB de 1971. A Lei de Reforma nº 5. por nove membros indicados pelo então Ministro da Educação Coronel Jarbas Passari-nho. p. a Educação de Adultos no Brasil era integrada à Educação Popular. do conselheiro Valnir Chagas. 31). Segundo Soares (apud Haddad. a realidade escolar às mudanças que se operavam em ritmo crescente no país e no mundo. um capítulo ao ensino supletivo. 1989) Segundo Paiva (apud Gadotti. cursos de aprendizagem. 189). Enquanto a última LDB foi resultado de um amplo processo de debate entre tendências do pensamento educacional brasileiro. Os cursos. Nesse sentido. nível este que vinha perdendo quali-dade pelo crescimento do nº de pessoas. pelos respectivos Conselhos de Educação. pode ser .692. a Lei de Reforma nº 5.ficarão a cargo de estabelecimentos oficiais ou reconhecidos. no que tange ao ensino supl tivo. e. foi revelado que o Estado procurava introduzir a utilização de tecnologias como meio de solu-ção para os problemas da Educação. foi redefinido e se transformou em Exames Supletivos. o Parecer nº 699/72. indicados nos vários sistemas. Isso gerou grande heterogeneidade nas modalidades implantadas nas unidades da federação. o departamento de Ensino Supletivo (DESU) em reconhecimento à importância crescente que essa modalidade de ensino vinha assumindo. ao nível de uma ou mais das quatro últimas séries do ensino de 1º grau. em 1975. Esta idéia de tecnologia a serviço do econômico e do pedagógico perdurou por todo o período estudado. ou seja. a Educação de Adultos. a partir da utilização de novas metodologias. segundo sua visão. difu-são do ensino elementar. §3º. O Parecer nº 699/72 foi elaborado para dar fundamentação ao que seria a doutrina de ensino superior. 1995. Parágrafo único . uma educação para o povo. conforme estabeleçam as normas dos vários sistemas.Os exames supletivos poderão ser unificados na jurisdição de todo um sistema de ensino. (HADDAD. Somente depois da 2ª Guerra Mundial é que a Educação de Adultos foi concebida como independente do ensino e lementar. Para implementar a legislação. de acordo com normas especiais baixadas pelo respectivo Conselho de Educação. As formas iniciais de atendimento a essa prerrogativa foram os exames e os cursos. cursos intensivos de qualificação profissional.Desenvolver-se-ão. ou parte deste. até a 2ª Guerra Mundial. A estrutura de Ensino Supletivo. Art. p. que dedicou. seguiu a orientação expressa na legislação de procurar suprir a escolarização regular daqueles que não tiveram oportunidade anteriormente na idade própria. ministrados a alunos de 14 a 18 anos.692/71 foi elaborada em um prazo de 60 dias. estabele -ceu a doutrina para o ensino supletivo. reformulando o ensino de 1º e 2º graus. Os exames supletivos passaram a ser organizados de forma centralizada pelos governos estaduais. A novidade trazida pelo Parecer nº 699/72 estava em implantar cursos que dessem outro tratamento ao atendimento da população que se encontrava fora da escola. a Secretaria Estadual da Educação criou. passaram a ser orga-nizados e regulamentados pelos respectivos Conselhos de Educação.692. em âmbito histórico. a custos baixos.

Esse fracasso. que foi concebido como um sistema que visava ao controle da al-fabetização da população. Apesar da vigência da Declaração Mundial sobre Educação para Todos.O MOBRAL. Seção V. principalmente a rural. para os maiores de dezoito anos. a formação do cidadão responsável e consciente de seus direitos. aliada à escassa produção de estudos e pesquisas sobre essa modalidade. Com o fechamento da Fundação Educar. seus interesses. Esse congresso abriu as portas para o problema da alfabetização que desencadeou o Plano Nacional de Alfabetização de Adultos. até onde podemos levar essa afirmação a sério? Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9. que o número de analfabetos no mundo tem aumentado e o Brasil engrossa cada vez mais essas estatísticas. constam no Título V. § 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: I. especificamente. Em 1989. no nível de conclusão do ensino médio. da evolução histórica da sociedade humana. A falta de recursos financeiros.39 4/96. coordenada inicialmente por Paulo Freire e depois por José Eustáquio Romão. que compreenderão a base nacional comum do currículo. § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos. condições de vida e trabalho. o Governo encontra desarmado -se teórica e praticamente para enfrentar o problema de oferecer educação de quali ade para d todos os brasileiros. 37 . Em 1958 foi realizado o 2º Congresso Nacional de Educação de Adultos. havendo um esvaziamento constatado pela inexistência de um ór -gão ou setor do Ministério da Educação voltado para esse tipo de modalidade de ensino. II. que não puderam efetuar os estudos na idade regular. através de dados.introdução: objetivos e prioridades dois) Apesar de todas essas propostas e segundo Freire (apud Gadotti. Envolve. para os maiores de quinze anos. da diversidade do espaço físico e político mundial da constituição brasileira. de acordo com . (Plano Nacional de Educação . foi criada.394/96. em comemoração ao Ano Internacional da Alfabetização. Assim sendo.A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. a UNESCO nos mostra. p. a Comissão Nacional de Alfabetização. No Plano Nacional de Educação. dirigido por Paulo Freire e extinto pelo Golpe de Estado de 1964. habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. Isso explica o histórico distanciamento entre sociedade civil e Estado no que diz respeito aos problemas educacionais brasileiros. § 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola. o Governo Federal ausenta desse cenário -se educacional. o Governo Brasileiro não vem honrando seus compromissos em relação a tão importante e delicado problema. dois Artigos relacionados. A alfabetização dessa população é entendida no sentdo i amplo de domínio dos instrumentos básico da cultura letrada. em 1990. mediante cursos e exames. a "Nova República" extinguiu o MOBRAL e criou a Fundação Educar. do Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem.dividida em três períodos: 1º . 3º . quando foram realizadas campanhas nacionais de iniciativa ofi-cial para erradicar-se o analfabetismo.Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos. 72). das operações matemáticas elementares. a Educação de Adultos foi enterrada pela "Nova República". A erradicação do analfabetismo faz parte dessa prioridade. principalmente os menos favorecidos. Capítulo II. temos como um dos objetivos e prioridades: Garantia de ensino fundamental a todos os que não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram. tendo a participação marcante de Paulo Freire. consideradas as características do alunado. Art. documentos da Conferência Mundial sobre Educação para Todos.de 1958 a 1964. considerando-se a alfabetização de jovens e adultos como ponto de partida e intrínseca desse nível de ensino. à Educação de Jovens e Adultos: Art. e da nova LDB nº 9. oportunidades educacionais apropriadas. 2º . não tem acesso à educação. Se sabemos que a grande maioria da população.de 1946 a 1958. § 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames. mediante ações integradas e complementares entre si. Sabemos que a educação é um direito de todos e um dever do Estado. Hoje. no Brasil. ainda. 1979. tem contribuído para que essa educação se torne uma mera reprodução do ensino para jovens e adultos. no nível de conclusão do ensino fundamental. 38 . Com a redemocratização (1985).

Paulo Freire é considerado o mais conhecido educador de nosso tempo. projetos que abrangem desde o jardim de infância até à educação de adultos. Ele estava convencido da capacidade inata das pessoas.3 Paulo Freire: pensamento. quando de cide organizar. o educador conseguirá promover a motivação necessária à aprendizagem. objetivando o desenvolvimento do currículo e a formação de professo res. contra a exclusão por motivos de raça. tais como: a concepção pedagógica e os problemas metodológicos. angústia e "complexo de inferioridade". Paulo Freire nasceu no Recife. para isso. ação em grupo. Foi encarcerado duas vezes em seu país e tornou -se famoso no exterior. p. Hoje. Mais tarde. Formou-se em Direito e desenvolveu um "sistema" de ensino para todos os níveis da educação. no círculo cultural que ele mesmo coordenava como monitor e cujos membros conhecia pessoalmente. que podia ser aplicado em todos os graus da educação formal e da não-formal. A fim de reduzir esses obstáculos e provocar um impulso motivador. um participante era capaz de ler artigos simples de jornal e escrever sentenças curtas. pode ser explicado por vários problemas. infelizmente. Depois de 30 horas (sendo uma hora por dia. 2. Por essa razão. protestantes e comunistas interpretam suas tarefas educativas de modo diferente e criam uma cartilha de alfabetização de adultos. A Educação de Jovens e Adultos deve ser sempre uma educação multicultural. Esses jovens e adultos são tão capazes como uma criança. O jovem e o adulto querem ver a aplicação imediata do que estão aprendendo e. Em 1960. enfatizando o caráter político da educação e sua neces-sária "reinvenção" em circunstâncias históricas diferentes. ao mesmo tempo. trabalhando como coordenador dos projetos de educação de adultos. mas. uma educação que desenvolva o conhecimento e a integração na diversidade cultural. 1979. ainda assim faltava o estímulo com que Freire poderia evocar o interesse pelas palavras e sílabas em pes-soas analfabetas. A experiência mostrou para ele que não era suficiente começar com uma discussão intensa da realidade. mesas redondas. entre outros. Os slides. pois somente conhecendo a realidade desses jovens e adultos é que haverá uma educação de qualidade. juntamente com paróquias católicas. Freire experimentou verificar a distinção entre as habilidades de seres humanos e de animais em seus ambientes particulares. Paulo Freire dá início a trabalhos com iniciativas populares. como afirma Gadotti (1979).Freire (apud Gadotti. Foi a partir do desenvolvimento desse projeto que se começou a falar de um sistema de técnicas educacionais. Paulo Freire foi contra essa prática. criavam grande interesse e contribuíam para a motivação dos participantes. pois já fizera experiências nos domínios visual e auditivo enquanto elas aprendiam a ler e a escrever. particularmente. Analfabetos são fortemente influenciados por suas falhas na escola e em outros ambientes de aprendizagem. Paulo Freire. O resultado desse trabalho foi partilhado com outros grupos: técnicas como estudo em grupo. um elemento do sistema foi interpretado sob a denominação "Método Paulo Freire" e "conscientização" como um passe-partout para a revolução. abrindo-lhes um maior campo para o atingimento do conhecimento. o "Sistema Paulo Freire". apóia a criação do Movimento de Cultura Popular (MCP). 72). escolhendo uma diretriz política de aborda-gem. na mais pobre área dessa grande nação latino-americana. o educador deve conhecer bem o próprio meio do educando. a fim de manipulá-los. militan-tes católicos. pois a mesma consistia no ensino de mensagens prontas aos analfabetos. uma educação para a compreensão mútua. política e educação Segundo estudos realizados por Gerhardt (2002) e elucidados em seu trabalho intitulado Uma voz européia: arqueologia de um pensamento. Freire começou a experimentar essa nova concepção na alfabetização. pois sua "ignorância" lhes trará ansiedade. Contudo. debates e distribuição de fichas temáticas eram prati cados nesse tipo de trabalho. cultura ou outras formas de discriminação e. Considerando a própria realidade dos educandos. no seu trabalho em alfabetização. nas décadas de 70 e 80. despertando neles interesses e entusiasmos. exi-gindo somente mais técnica e metodologia eficientes para esse tipo de modalidade. durante cinco dias da semana) a experiência foi . Freire relata que na 21ª hora de alfabetização. Paulo Freire parou de usar essas expressões. interessou-se pela educação dos oprimidos de sua região. Embora criado em uma família de clas-se média. sexo. precisam ser estimulados para resgatarem a sua auto-estima. Faltava a "consciência" dos termos individuais.

Como ocorria na prática dos "Projetos" do MCP. e em sua equipe. Somente após 1970. Dois participantes evadiram-se. "Escritório Especial para a Educação de Adultos". que claramente apontava para o dilema do mais famoso educador brasileiro. A segunda chance de Freire (apud Gadotti. ele lamentaria a perda de contacto com qualquer tipo de experiência pedagógica nos países em desenvolvimento. A intenção incipiente era enfatizar os princípios e fundamentos de uma educação que promove a prática da liberdade. Três participantes tinham aprendido a ler e escrever. buscar refúgio no Chile. O educador-agrônomo que não conhece o mundo do camponês não pode pretender sua mudança de atitude. interrompeu a grande experiência. O "método" teve um irresistível sucesso em todo o Brasil. enquanto o segundo promove a conscientização. durante a "administração Freire" na Secretaria Municipal de Educação. Freire permaneceu no Chile por quatro anos e meio. Reformistas e revolucionários de esquerda investiram em Freire. Assim nasceu o "Método Paulo Freire de Alfabetização". Essa prática não pode ser reduzida a um simples suporte técnico. 71). Freire analisou a questão da "extensão rural". embora houvesse mudanças na ordem e no conteúdo. Freire estava ciente das dificuldades e dos custos políticos envolvidos em seu programa pedagógico. Não se pode aprender. através da vitória de uma aliança populista. sugeriu que ficaria em Harvard apenas por seis meses. Podiam ler text curtos e os jornais e escrever cartas. Dinheiro surgia de todas as fontes e. p. Desse modo. sob a coordenação de Waldemar Cortéz. nos anos de 1983 -86 e. os governos reformistas do Nordeste e o Governo Federal populista de João Goulart. No Brasil. com a rápida expansão do Movimento Popular de Educação em seu país. Para ele. Era possível agora tornar os iletrados . Encarcerado duas vezes por causa de seu "método subversivo". para des-cobrir o Terceiro Mundo (guetos. em março de 1964. os vários passos do método permaneceram os mesmos. trabalhando no instituto governa-mental chamado ICIRA (Instituto de Pesquisa e Treinamento em Reforma Agrária) e. Considerava insatisfatório deixar a América do Sul e só estudar em bibliotecas. em um alto posto administrativo só ocorreria 25 anos depois e colocaria o mesmo dilema para si e seus colaboradores. Freire decidiu. Entretanto. O governo boliviano contratou seus serviços de consultor educacional para o Ministério da Educação. A derrubada do Governo Federal pelas forças militares brasileiras. Destacava que a interação entre os camponeses e os agrônomos deveria promover a comunicação dialógica. antes de 1964. cuja "ação cultural para a liberdade" encontrava obstáculos para ser implementada no contexto do sistema educacional em vigor no país. Paulo Freire passou a ser um dos seus líderes mais atuantes. Em 1967. Nesse período. vinte dias após sua chegada a La Paz. parcialmente. Entretanto. seus . Conquanto. Paulo Freire estava ansioso para "experimentar" a cultura norte-americana.concluída. 1979. então. Freire foi. Paulo Freire teve a embaixada da Bolívia como a única a aceitá-lo como refugiado político. o Projeto de Educação de Adultos desdobrava-se em outros programas ou projetos de menor amplitude. também governamental. Porém. favelas) no Primeiro Mundo. ele testemunhou um novo golpe de Estado contra a administração reformista de Paz Estensoro. pela primeira vez. Na sua aplicação na cidade de Diadema (SP). aos Estados Unidos como conferencista de se-minários promovidos nas universidades de vários Estados. onde. a teoria e a prática pedagógicas de Paulo Freire tornaram-se reco-nhecidas no Mundo. dentre elas. Com a criação do Movimento de Cultura Popular (MCP). na tão discutida estrutura do MOVA-SP na cidade de São Paulo (1989-92).eram cerca de 40 milhões nessa época .alfabetizados (como alfabetizados eles podiam votar) e conscientes dos problemas nacionais. Freire estava aten to às armadilhas que a implementação nacional de sua e de outras concepções poderia causar. Ele opôs o conceito de extensão da cultura ao de comunicação sobre cultura. de acordo com a situa-ção sócio-econômica dos vários locais de alfabetização. destacavam o escritório regional da -se Aliança para o Progresso de Recife. que logo se encarregou de implementar o Plano Nacional de Alfabetização (1963). já coordenador nacional da torrente alfabetizadora. o democrata -cristão Eduardo Frei assumira o poder. se o novo conhecimento é contraditório com o contexto do aprendiz. mas inclui o esforço humano para decifrar-se e decifrar os outros. A dificuldade expressou-se na campanha-piloto em Brasília. o primeiro é "invasor".

postulados epistemológicos conduziram-no a interpretar tais resistências como algo acidental e destinado a ser removido por meio de oposição tática a uma dada ditadura e seus respectivos interesses. Moçambique. com o conseqüe nte desejo dos comandos militares. recém libertado da colonização portuguesa. posteriormente. na Nicarágua e em vários outros países do Terceiro e do Primeiro Mundo. Ela aponta para a descoberta e a implementação de alternativas libertadoras na interação e transformação sociais. "Conscientização" foi definida como o processo no qual as pessoas atingem uma profunda compreensão. na Guiné-Bissau. parecia estar mais organizada e trabalhava nos seus próprios projetos políticos. do qual Paulo Freire tornou membro-fundador em -se 1980. destacava-se a fundação de um novo partido político. no sentido de uma ação criticamente reflexiva e de uma reflexão crítica que seja baseada na prática.mais uma vez radicalizava. Seu trabalho foi. cujo detalhado enfoque ultrapassaria os limites desse perfil. primariamente nos vários anos de seu ativo envolvimento na América Latina. O Estado africano de São Tomé e Príncipe. isto é. a compreensão da relação dialética entre ação e reflexão. Com a adoção explícita de uma perspectiva política nova. quanto os 72% que já tinham concluído o curso. Freire deslocou-se para o "estratégico". A prática educativa tornou-se uma práxis mais revolucionária e uma maior ênfase foi colocada no tema do compromisso para com o oprimido. tanto da realidade sócio -cultural que conforma suas vidas. confiou a Freire um programa de alfabetização. que combi-nava seu compromisso com a causa da libertação com o amor para com os oprimidos. Dentre eles. Ele participou da importação de doutrinas e idéias européias para o Brasil. Era uma época de crise econômica. O "processo de conscientização" tornou-se sinônimo de luta de classes. seus postulados teóricos relativos à ideologia e ao conhecimento mudaram. quanto de sua capacidade para transformá-la. Em agosto de 1979. Descobriu logo que os mesmos atores sociais dos idos da década de 60 ainda tinham influências políticas. diante da impopularidade do regime e das forças armadas. Freire trabalhou também em São Tomé e Príncipe. Do "tático". tais como Fenomenologia. na Suíça. Freire visitou o Brasil durante um mês e seu retorno definitivo ao Brasil ocorreu em março de 1980. Para decepção de muitos intelectuais acadêmicos tradicionais do Primeiro Mundo. A classe média . sua filosofia e "sistema" tornaram-se tão correntes e universais que os "temas geradores" permaneceram . Marxismo Humanista e Hegelianismo. Ela envolve entendimento praxiológico. Integração cultural mudou para revolução política. juntando forças com a classe trabalhadora. Paralelamente a essa mudança do pensamento de Freire. Existencialismo. um outro deslocamento também teve lugar em relação ao significado e implicações de um verdadeiro conceito de conscientização. Paulo teve de "reaprender" seu país. estava tendo seu segundo momento de influência. Freire r cebeu e uma correspondência do Ministro da Educação informando que tanto os 55% dos estudantes matriculados nas escolas não eram mais analfabetos. Paulo Freire idealizou e testou tanto um sistema educacional quanto uma filosofia de educação. em direção ao radicalismo re-volucionário. A concepção educacional frei eana centra-se no r potencial humano para a criatividade e a liberdade no interior de estruturas políticoeconômico-culturais opressoras. em São Tomé e Príncipe. Personalismo Cristão. A classe trabalhadora brasileira. Freire propõe uma abordagem praxiológica para a educação. o "Partido dos Trabalhadores" (PT). tornando a mais ativa na proposição da -se redemocratização do país (1978-1984). que durante a ditadura militar (1964-1984) tinha su-portado o maior ônus do "Milagre Brasileiro" e que ainda sofria a "Crise da Dívida Brasileira". sempre como um militante. e não apenas como um técnico. Freire chegou ao Brasil quando o Movimento de Educação Popular. assimilando-os às necessidades de uma situação sócioeconômica específica e. mesmo para os pensadores e intelectuais europeus e norte-americanos. Quatro anos depois. Os resultados desse programa superaram as expectativas. desenvolvido nos Estados Unidos. dessa forma. via processo de "conscientização". que ele ajudou a implantar nos anos 60. expandindo-as e refocalizando-as em um modo de pensar provocativo. Entre 1975 e 1980. O sistema educacional e a filosofia da educação de Freire têm suas referências em uma miríade de correntes filosóficas. de abandonar o governo.esmagada por consideráveis perdas na renda . Angola e Nicarágua.

(FERREIRO. notamos que desde os anos 70. como uma doação ou uma exposição. Por essa razão. assim. Esta é a razão pela qual procura-mos um método que fosse capaz de fazer instrumento também do educando e não só do educador e que identificasse. O sistema escrito não é um valor neutro. A alfabetização passa por questões de ordem lógico-intelectual. descobrir. a pesquisa empírica. tanto a nível onto-genético. priorizando. 14 e 15. escolher e assumir as conseqüências de sua escolha. com histórias que alienam. dessa forma. como claramente observou um jovem sociólogo brasileiro (Celso Beisiegel). ou até mesmo antes. p. 60. o conteúdo da aprendizagem com o processo de aprendizagem. como a nível filogenético. A pesquisa bibliográfica consiste no estudo das teorias de Freire em Educação e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996). não seguindo a padronização da cartilha que reduz o aprendizado a símbolos pré -determinados e que não condizem com o contexto: As cartilhas não consideram a peculiar lógica do desenvolvimento cognitivo do aluno. ajudando a transpor -os esse conhecimento para o "conhecimento letrado". A escrita não é um produto escolar. a pesquisa bibliográfica. a fim de mudar o rumo da mesma. com métodos que não levam em conta a lógica de quem aprende. adequadas à realidade do educando. mas de dentro para fora pelo próprio analfabeto. nesse processo. por fim. entre outros. com textos criados por outros para copia-rem. as posições de Paulo Freire com respeito à busca de novas práticas educativas ganham força e nos levam a refletir: Alfabetização é a aquisição da língua escrita. p. p. (FREIRE. com Paulo Freire: Por isso a alfabetização não pode se fazer de cima para baixo. apoiando-se tão-somente na lógica do sistema de escrita de ensinar. somente ajustado pelo educador. como uma das condições necessárias ao exercício da plena cidadania: exercer seus direitos e deveres frente à sociedade global. 2. recriar o mundo social. estabelecendo uma sociedade mais justa. com caminhos pontilhados para seguir. 1996) A alfabetização não pode ser reduzida a um aprendizado técnico-linguístico. (FREIRE. propor. mantendo sua fé na capacidade do povo em dizer sua palavra e. como um fato acabado e neutro. infelizmente. nos procedimentos e nas tradições das instituições e sistemas. mas sim um objeto cultural. um conhecimento teórico que servirá como alicerce para a fundamentação de conceitos que envolvam a prática educativa de jovens e adultos. 1979. Ferreiro em Reflexões sobre alfabetização (2001). ou simplesmente como uma construção pessoal intelectual. desafiar. 14. dos modos pelos quais as ideologias dominantes e opressivas estão encravada s nas regras. ele permanecerá o utópico que é. 1996) A aquisição do sistema escrito é um processo histórico. (FUCK.------. Fuck em Alfabetização de Adultos (1994). 59. essa problemática permeia os tempos atuais: Que a educação seja o processo através do qual o indivíduo toma a história em suas próprias mãos. (FREIRE. 1996) Essa reflexão leva-nos a buscar novas metodologias. (FREIRE. através do desvelamento crítico da realidade. Como? Acreditando no educando. como ontem. possibilitando. 43) -----------------------------------------------------------------------. que se dá num contexto discursivo de interlocução e intera-ção. 2001. criar soluções.4 Métodos e Práticas Há décadas que se buscam métodos e práticas adequadas ao aprendizado de jovens e adultos. Fazendo isso. 59. Freire experimentou várias expressões da opressão. p. o uso da cartilha e metodologias inadequadas na educação de jovens e adultos preocupavam os educadores da época e. por um processo de construção do conhecimento. O sistema escrito é produzido historicamente pela humanidade e utilizado de acordo com interesses políticos de classe. resultado do esforço coletivo da humanidade. sócio-cultural. enfrentar. 1994) Hoje. na sua capacidade de aprender. a pesquisa documental e. como por exemplo. p. O . 72) Com isso. Mas isso não será possível se continuarmos bitolando os alfabetizandos com desenhos pré -formulados para colorir. Ele as usou para formular sua crí tica e análise institucional.3 METODOLOGIA O presente estudo tem como referenciais metodológicos.no centro dos debates educacionais da pedagogia crítica nas últimas três décadas. 1994) O papel do educador é mediar a aprendizagem. p. afetiva. a bagagem de conhecimentos trazida por seus alunos. (FUCK. p. política e técnica. nem de fora para dentro. não acreditamos nas cartilhas que pretendem fazer uma montagem de sinalização gráfica como uma doação e que reduzem o analfabeto mais à condição de objeto de alfabetização do que de sujeito da mesma.

sendo 1 estadual (escola de grande porte. revista. cujas atividades profissionais são: faxineira. com educandos partícipes da pesquisa e um questioná-rio composto de questões abertas e fechadas para os docentes dos alunos.em uma Escola Estadual. gari.em uma Escola Estadual. Jornal. Quer tirar habilitação. a fim de embasar teoricamente toda a pesquisa. A fim de maximizar a confiabilidade dos resultados obtidos nessa pesquisa. cujas atividades profissionais são: aposentado. sujeitos da pesquisa. Com os educandos. Dos 25 alunos presentes. uma turma multisseriada (1ª série nível 1 e 1ª série nível 2). de fácil acesso. de difícil acesso. O campo de pesquisa consistiu em 2 escolas. confeccionista. localizada no centro da cidade. doméstica. du-rante o processo ensino-aprendizagem. Já na Escola Municipal. jardineiro e dama de com-panhia. CAMPO I . recebendo alunos oriundos de diversos distritos pertencentes a uma classe social menos favorecida) e 1 municipal (escola de pequeno porte. a regularização e as reformas legais que ocorreram ao longo da história da EJA. a amostra é composta por 40 alunos que freqüentam as classes de 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. A amostra foi composta por 20 alunos de uma Escola Estadual que freqüentam as classes de 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. feita em sala de aula. Necessidade para o trabalho Necessidade para o trabalho. vendedora. 1 aluno já havia estudado Dos 10 alunos presentes.desenvolvimento da pesquisa consiste na leitura de autores que desenvolveram pesquisas que perpassam a temática em estudo. O levantamento dos materiais didáticos utilizados na 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental foi realizado para que se torne possível a análise desse material a fim de verificar se há adequação ou não entre a realidade e as necessidades educativas dos jovens e adultos. folha mimeografada e caderno. Já a pesquisa documental analisa a implementação. Necessidade para o trabalho. serviços gerais. visto a mesma ser coletiva. CAMPO II . cujas atividades profissionais são: doméstica. composta por 40 alunos (25 alunos estavam presentes) em uma faixa etária entre 14 e 70 anos.4 RESULTADOS 4. Porque tem vontade de aprender. 1 aluno já havia estudado. realizamos a organização e análise do material coletado. localizada no centro da cidade.1 Coleta dos dados A pesquisa foi realizada em 3 turmas distintas. jogos (recorte e colagem) Aprendizagem sem a utilização de cartilha? . ------------------------------------------------------------------------------.1 Análise dos Dados 4. do lar e vendedora.1 Entrevista Coletiva ENTREVISTA COLETIVA QUESTÕES/ALUNOS CAMPO I CAMPO II CAMPO III Estudos antes da EJA Dos 10 alunos presentes. uma turma de 1ª série nível 2. manicure. jornal. Essa modalidade de pesquisa permite analisar documentos que se constituem de dados ricos e estáveis. Na pesquisa empírica foi realizada uma entrevista coletiva. a realização de um instrumento de registro das observações. Após a coleta dos dados. 7 já haviam estudado. Folha mimeografada e caderno. onde os sujeitos da pesquisa eram oriundos do ensino formal ou nunca tiveram acesso à Educação Básica. tem-se. Ajuda a ensinar os filhos O que gosta de fazer em sala de aula Aprender Aprender Leitura e operações matemática Como aprende Através da professora Através da professora Através da professora Utilização da cartilha Sim Sim Sim Satisfação com o uso da cartilha Todos os 10 alunos consideram a cartilha ótima Todos os 10 alunos consideram a cartilha ótima Dos 25 alunos presentes. sendo 2 em Escola Estadual e a outra em Escola Municipal. uma turma de 1ª série nível 1. como procedimento.em uma Escola Municipal. composta por 10 alunos (todos estavam presentes) em uma faixa etária entre 18 e 60 anos. doméstica. onde serão feitas as anotações de fatos relevantes ao estudo.1. outros livros. composta por 10 alunos (todos estav m a presentes) em uma faixa etária entre 30 e 70 anos. 5 alunos estão insatisfeitos com o uso da cartilha Utilização de outros materiais Jogos. Por que está estudando Antes se sentia humilhada. podendo ser obtidos sem um contato direto com o sujeito da pesquisa. um questionário composto por questões abertas e fechadas. CAMPO III . 3. foi realizada uma entrevista coletiva e com os educadores dos sujeitos da pesquisa. seguindo a -se interpretação dos resultados. sujeitos da pesquisa. recebendo alunos oriundos de diversos distritos também pertencentes a uma classe social menos favorecida). A observação do campo foi realizada concomitantemente com a entrevista para garantir uma maior confiabilidade. motorista. estampador e do lar.

ao longo de todo o ano. já que como determina a Lei 9394/96: Art. e. Essa turma já teve uma experiência no ano anterior com uma professora que não utilizava a cartilha e que trabalhava livremente a questão da leitura/escrita. falando muito e tentando responder as perguntas antes mesmo de serem feitas. ora realizava atividades direcionadas para determinados grupos da tur -ma. por não deixar a aprendizagem tornar-se fragmentada. na mesma sala. em uma folha mimeografada. não trouxe resultados positivos para os alunos. quanto pela professora. segura e bas-tante objetiva em suas respostas.Alfabetização .Art. mas cada aluno encontra-se em um estágio diferente e segue o seu próprio ritmo de aprendizagem. o conteúdo é repetitivo e massante. não foi observado essa diversidade de material. etc. Os alunos mencionaram a importância da cartilha. resultando em uma resolução bastante complexa para o nível da turma.oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas. deixando-nos realizar a pesquisa sem receio. A professora relatou que utilizava a cartilha como material de apoio. Já em primeira instância. recorte e colagem entre outras. Ao realizar a 1ª visita ao CAMPO II. Foi relatada. multisseriada (1ªNI e 1ªNII). Encontramos três grupos de trabalho na sala de aula: um grupo estava realizando atividades. onde. a própria sala de aula e a atividade que estava sendo realizada no momento da pesquisa já refletiam o que se pôde constatar ao término da mesma: um ambiente alfabetizador tradicional. segundo os próprios alunos. Os Municípios incumbir-se-ão de: V . Um fato que nos despertou a atenção foi que na escola o jantar é oferecido em "self-service". Notou-se que a postura da professora. o ensino fundamental. com muitos cartazes e jogos educativos. Essa turma também faz a utilização da cartilha. não colocando empecilho na aplicação da pesquisa. permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. infelizmente. retornamos e percebemos que durante toda a pesquisa a professora apresentou-se preocupada e ansiosa. em que é discutida .inciso V Ao realizar a visita ao CAMPO III." Título IV .Não Sim Sim Tipo de cartilha Tradicional Eu gosto de Ler e Escrever Célia Passos e Zeneide Silva Tradicional Eu gosto de Ler e Escrever Célia Passos e Zeneide Silva Construtivista Todas as letras . A experiência. tanto pelos alunos. oferecido pela Secretaria Municipal de Educação: "PCNs em ação". como trabalhos em grupo. 11 . funcionar uma turma de educação e special com a mesma professora. que utiliza assim os mesmos recursos. O trabalho realizado pela professora ao utilizar a cartilha é coletivo. mas. dando assim autonomia para os alunos escolherem o quanto e o que comer. no momento da pesquisa. que. a professora impediu a entrada das pesquisadoras na sala de aula. o que não nos impe-diu de realizar a pesquisa. por cobrança dos próprios alunos que mostram a necessitam de se ter um livro para ajudar na leitura e também como satisfação para os familiares. A professora demonstrou-se clara. a professora foi bastante receptiva. um outro estava tendo atendimento individualizado com a professora e o outro estava trabalhando com jogos educativos. Já os alunos demonstraram-se cautelosos. cartazes. era composta por mais de 40 alunos. com as quatro operações em grau elevado de dificuldade. Por ser uma escola municipal. A sala de aula apresentava -se um ambiente estimulador de leitura e escrita. Os educandos demonstraram estar satisfeitos com os resultados alcançados até o momento. Foi possível observar uma atividade d e matemática. com prioridade. a professora foi muito receptiva. No dia marcado. cartões e textos informativos. a preocupação com relação à continuidade dos estudos. pois. isto também se deveu ao fato de não terem vivenciado uma outra realidade. 11. a professora relatou que os educadores do EJA partici-pam de um curso mensal. os materiais didáticos (folha. notou-se um contexto diferenciado. cartilha e caderno). solicitando que as mesmas retornassem em data específica marcada por ela. Isso se deve ao fato de. A professora relatou a utilização de materiais didáticos como: cartazes. Percebemos que alguns alunos não se encontram satisfeitos com o uso da cartilha. A turma. ora a professora realiza atividades com toda a turma.Marisley Augusto Ao realizar a primeira visita ao CAMPO I. não conseguiram avançar em seu nível de aquisição da língua escrita. fazendo uso apenas do quadro-negro e giz.

p.Faltam muito e saem cedo. pudemos con -cluir que as práticas educativas desenvolvidas na EJA no município de Petrópolis não são adequadas ao contexto e às necessidades educativas dos jovens e adultos pois.alguns. Tanto na escola quanto na papelaria não encontrei livros específicos para adultos Não. de aprender. demonstrou boa vontade em responder o questio-nário. idade avançada.social através de uma consciência crítica. sendo as mesmas coerentes com a sua prática. slides. Falta de materia l. babás e manicure Baixa O material didático que você utiliza está coerente com a realidade de seus alunos? Por quê? Não. diminuindo. Por essa razão não acreditamos nas cartilhas que pretendem fazer uma montagem de sinalização gráfica como uma doação e que reduzem o analfabeto mais à condição de objeto de alfabetização do que de sujeito da mesma.essa modalidade de ensino e apresentado um material enviado pelo MEC. entre os mate -riais didáticos utilizados nessa modalidade. mas não fez a devolução do questionário respondido. Porque o material é quase sempre infantil Quais as dificuldades encontradas na prática profissional da EJA? A maior dificuldade é a realidade dos alunos. mostrou-se precisa e clara em suas respostas.. conhecer o aluno como indivíduo. desco brir. Muitos levantamse as 5 h para preparar o almoço e as marmitas. porteiros. faxineiros.horário de ônibus com muito espaço após as 20 h. pois recebem tudo "pronto". apesar de sua pouca formação específica na EJA. além de trabalhar durante o dia.2 Questionário QUESTIONÁRIO QUESTÕES CAMPO I CAMPO II CAMPO III Sexo Feminino Feminino Idade 57 31 Formação profissional Curso Normal . cartazes. Biscateiros. a alfabetização de jovens e adultos pode ser mais bem compreendida dentro da .garis. gratificante.2 Interpretação dos dados Após fazer a analise e refletixão sobre os dados obtidos na pesquisa. 72) Dessa forma. porque é o que mais se aproxima da realidade do EJA O que você acha dos recursos que utiliza na EJA? Por quê? Gostaria de ter conteúdos específicos para o EJA. cartões. Apesar de o uso da cartilha ser eficaz. contendo cenas do cotidiano. Já a professora do CAMPO III. A necessidade de se adequar as práticas educativas à realidade desses alunos se deve ao fato de os mesmos já possuírem um conhecimento cultural e um nível de subjetividade diferenciado das crianças do Ensino Regular. Gostaria que houvesse maior empenho por parte da S. (O EJA está passando para o município) Adaptando as idéias de Paulo Freire. assim. as desigualdades sociais e aumentando as chances de participação política . o que bitola e não leva em consideração a lógica de quem aprende. jogos e tudo o que pode melhorar o aprendizado Qual é a realidade sócio-econômica de seus alunos? Assalariados . noticiários. lavadeiras. em suas respostas. demonstrou -nos. 4.1. 1979. quais outros recursos que você utiliza na EJA? Quadro de giz. a cartilha é o ponto cêntrico para o processo da aquisição da leitura e escrita. escolher e assumir as conseqüências de sua escolha. (FREIRE. atuante no CAMPO II. Jornais. mesmo não tendo formação superior na área de educação nem especialização na EJA. revistas.E pela EJA Apaixonada Além dos livros didáticos. acho um trabalhado maravilhoso. etc.Pedagogia (Orientação Educacional) Formação de Professores -Fonoaudiologia Tempo de atuação no magistério 39 10 Tempo de atuação na EJA 12 6 Você fez alguma especialização para trabalhar com a EJA? Cursos de pequena duração Não O que você entende por EJA? Entendo que seja a oportunidade para o educando conquistar sua autonomia. o que infeliz-mente não foi o que pudemos constatar ao realizarmos a observação no campo. explorar o estudo das palavras e famílias silábicas. Motivos:. são acompanhantes a noite. criar soluções. estando o acesso restrito à Secretaria de Educação do Município de Petrópolis. específico para a EJA. comentários sobre Programas de TV. jardineiros. 4. Poucos e fracos. A professora. domésticas. como livros. antes de desenvolver o conhecimento cognitivo. atuante no CAMPO I. porque não há material específico para EJA Qual a sua visão da EJA? Como professora. A professora. dificuldade em reter conteúdos. inserindo-o num contexto social de onde deverá sair o conteúdo a ser trabalhado. Processo educativo para jovens e adultos Você trabalha com a EJA fundamentada em algum posicionamento teórico específico? Qual? Porquê? Preocupo -me.E. uma visão bastante crítica e consciente. ficam com sono durante as aulas cansaço. segundo FUCK (1994) os alfabetizandos são impedidos de se tornarem os construtores de seu próprio conhecimento.

mas também a flexibilidade das insttuições em i permitir a realização de um trabalho diferenciado e investir em material didático e na qualificação dos profissionais dessa área. CARNEIRO. Petrópolis: Vozes. para que esse espírito de transformação contagie e motive os educandos das classes da EJA. Rio de Janeiro. 1998. Legislação do Ensino Supletivo. que a cada dia que passa compõem mais e mais o nosso cotidiano? A partir dessas conclusões. Acesso em: 10 maio 2002. con-seguiria despertar o interesse em se utilizar as novas tecnologias. Ensino Supletivo. Brasília. FREIRE. MEC. Regulamenta o capítulo IV da Lei 5. por fim. pudemos concluir que toda a teoria sobre a EJA. que perpassa décadas e décadas. Com base em nosso estudo. O que impede esses educadores de colocar a teoria em prática? O que esses profis -sionais apontam como impedimento para uma prática educativa coerente com a realidade cul tural de seus educandos é a falta de suporte de cunho financeiro e institucional. saindo de uma etapa em que a modalidade conta apenas com a utilização da cartilha (que não é escolhida pelos professores do EJA. para que os mesmos também lutem para ser partícipes de uma prática educativa coerente com a realidade cultural por eles vivenciada. subsidiando materiais didáticos para que se possam criar ambientes estimuladores do processo da aquisição da leitura e da escrita. boa vontade e entusiasmo dos professores em assumir esse compromisso de mudança. A acomodação dos educandos é um outro fator que colabora para o estado de mes-mice dos educadores. MEC. partindo para uma etapa de estudo e reflexão para futuras mudanças. 1974. não basta somente revermos o material didáti-co. Será que não ocorreria uma resistência ao novo. pois esses se acostumaram com a cartilha como sendo o único meio de aquisição da leitura e escrita. LDB fácil: Leitura crítico-compreensiva: artigo a artigo. ______. porém é preciso não só o educador repensar o seu papel enquanto mediador de uma apren-dizagem que priorize a bagagem de conhecimento trazidos por seus alunos. ------------------------------------------------------------------------------. no sentido de não cobrar que a cartilha seja utilizada e preenchida em um tempo mínimo fixado e. o apoio devido do Município e a cobrança indevida da direção da instituição. ainda continua em plano utópico. Educação e mudança. temos em vista também algumas considerações no sentido de recomendar que sejam feitos cursos regulares de capacitação para os profissionais atuantes nas classes da EJA. São . levando o educando a tornar-se um cidadão cônscio de seu papel na sociedade global. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Departamento de Docu mentação e Divulgação. enfatiza que o processo de aquisição da língua escrita se dá em um contexto discursi vo de interlocução e interação. ao diferente em uma clien-tela com pouca oportunidade de estudo? Ou será que.692/71. poder contar com a disposição. ______. através da elucidação crítica da realidade. DFU. apesar dos educadores dessa modalidade terem este conhecimento e discurso embasados teoricamente. Moaci Alves. Plano Nacional de Educação. tradução de Moacir Gadotti e Lillian Lopes Martin. 1979. Para essa adequação se tornar viável. Disponível em: . a EJA no município de Petrópolis está entrando em um estágio de transição.08. a parceria dos familiares e da própria instituição de ensino.71. -------------------------------------------------------------------------------REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. mas sim o que excede no ensino regular) e do esforço individual dos profissionais da área. Organização de Moacir Gadotti. Pensamos como seria a reação e a desenvoltura desses educandos freqüentadores da EJA ao se tornarem partícipes de projetos que atualmente estão sendo propostos como a alfa-betização digital. ______. A experiência do MOVA. ______. Constituição Federal de Educação.5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Em nosso pensar.Lei de Diretrizes e Base da Educação nº 5692 de 11. Ministério da Educação e Desporto. capítulo IV. tais como: a f lta a de material específico. baseando no material fornecido -se pelo MEC e que está sendo analisado no curso "PCNs em Ação" oferecido pela Secretaria Municipal de Petrópolis. 06 de julho de 1972.PARECER nº 699/71. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Instituto Paulo Freire."experiência do MOVA" de FREIRE (1996) que. Acesso em: 10 maio 2002. o investimento por parte do Município. em dar credibilidade à atuação dos educadores. Disponível em: . para que os mesmos possam refletir sobre sua prática e criar estratégias para modificar essa prática descontextualizada. Paulo. sendo trabalhado de forma eficaz. ao explicar o processo de alfabe -tização. SP/ Brasil.

M. 2. 1998. 1994. MOURA. 360 p. Como elaborar projetos de pesquisa. P. Cláudia Lemos. 2. O interessado deve procurar o centro pessoalmente na W3 Norte.1985). SOARES. Alfabetização de Adultos. T. -------------------------------------. ed. M. O processo de pesquisa: iniciação.BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ALVES. Ano 13. 2000. 17. ______. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. 1991. 1997. 1996. Teoria do conhecimento. Rio de Janeiro: Eduerj. Estado e Educação de Adultos (1964 . M. para ser encaminhado ao Núcleo de Alfabetização mais próximo de sua casa ou trabalho. Heinz-Peter. SAUL. 1994. Menga. 1991. 1994. jun. Dos tempos da caverna ao computador.Paulo. das 15h às 18h. ed. Irene Terezinha. F. FERREIRO. HADDAD. In: Revista Universidade e Sociedade. Alda Judith. Faculdade de educação/UERJ. TORRES. Avaliação emancipatória. São Paulo: Atlas. ------------------------------------------------------------------------------. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. Johannes. ed. aprender: educação de Jovens e Adultos (Livro 1) São Paulo: Ação Educativa. Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. ANDRÈ. Quadra 506. Sergio. M.br/acs/acsweb/clipping/adultos. MOROZ. Metodologia do conhecimento científico. Marli. O planejamento de pesquisas qualitativas em Educação. FUCK. 1998. PÁDUA.) Dicionário em construção.. GERHARDT. Tratado de metodologia. Para tal. DEMO. GIANFALDONI. 1999. Rio de Janeiro: Record. HESSEN. 24. Pedro. ou então pelo telefone 9978-2518. São Paulo: Cortez. duração de seis a oito meses. S. Brasília: MEC. ______. ed. Ivani (org. M. et al. Petrópolis: Vozes. no prédio da Polícia Rodoviária Federal. 2001. Viver. São Paulo: Cortez. São Paulo: Cortez. Pesquisa e construção do conhecimento. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. 2 001. Elizabete M. Também a ONG Círculo Operário do Cruzeiro oferece curso gratuito de alfabetização de jovens e adultos para aqueles que ainda não tiveram a . 1994. Ana Maria. Coimbra: Aménio Amando. solicito a sua colaboração respondendo Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 16 Aulas de alfabetização para jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Leôncio José Gomes. 1978. n. PEREIRA. MARQUES. Campinas: Papirus. São Paulo: EPU. GOLDEMBERG. VÓVIO. Sala 1. Emília. V. Antônio Carlos.. de. Tradução Horácio Gonzales et al. Relato de uma experiência construtivista. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. Acesso em: 09 maio 2002. São Paulo: Faculdade de Educação da USP.htm Autor(es): Universidade de Brasília Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Centro de Voluntariado do Distrito Federal (Voluntários Candangos) está com matrículas abertas para pessoas que querem ser alfabetizadas. Manual de elaboração de projetos de pesquisa. precisamos obter algumas informações acerca de sua visão sobre o material didático que são utilizados na Educação de Jovens e Adultos (EJA). 5. No trabalho que ora desenvolvemos para a elaboração do nosso projeto de pesquisa. Disponível em: .. H. L. 3. 1995. 3. São Paulo: Cortez. Subsolo. LUDKE. Atualizada. Reflexões sobre alfabetização.-----------------------------------------APÊNDICE I Prezado (a) Professor (a). Disponível em: . Pesquisas e construção: metodologia científica no caminho de Habermas. GIL. ed. 28-30. 1998 p. OLIVEIRA. Acesso em: 11 maio 2002. Sílvio Luiz. 7. ed. A. 2000. FAZENDA. C. Brasília: 2002. A Política Educacional.unb. E. São Paulo: Atlas. Uma voz européia: Arqueologia de um pensamento. Miriam. O curso é gratuito e tem duração de seis a oito meses Cópia do Texto: O Centro de Voluntariado do Distrito Federal (Voluntários Candangos) está com matrículas abertas para pessoas que querem ser alfabetizadas O curso é gratuito e tem . ed.

do Serviço Social da Industria. Os organizadores esperam que o Encontro ajude a consolidar a prioridade conferida pelo governo federal conferida pelo governo federal à alfabetização de jovens e adultos e impulsione a ampliação de oportunidades de continuidade de estudos. da Comissão Nacional de Fóruns Permanente de Educação de Jovens e Adultos do Mato Grosso.mt@pop. educação inclus currículo. que organiza localmente o evento.oportunidade de aprender a ler e escrever.Está em debate a idéia de elaboração de uma "Carta de Cuiabá" que. dentre outras propostas.com.cedefes.Valores que transformam Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.br/noticia. Cópia do Texto: Vº ENEJA Avançam preparativos para o Vº ENEJA em Cuiabá Acontecerá entre 3 e 5 de setembro próximo Diretrizes para o V Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos. Lote 9 (atrás da agência do Correio). de professores e tecnologia.asp . O trabalho é acompanhado pelo Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização de Adultos do DF e Entorno (GTPA) e supervisionado por professores da Faculdade de Educação da UnB. que será realizado de 3 a 5 de setembro em Cuiabá (MT).br permite entrar em contato com o Fórum do Mato Grosso. da Comissão Nacional de Fóruns Permanente de Educação de Jovens e Adultos do Mato Grosso.A troca de experiências será realizada em grupos de interesse em torno aos temas da educação do Campo. favorecendo sua constituição naqueles estados onde ainda não existem. Informações: 233-0669 e 361-8203. dos Ministérios da Educação dos Estados .asp?acao=leitura&idmateria=TUJ0Y Autor(es): cedefes Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Diretrizes para o V Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos. que contou com representantes da Unesco. formação iva.fae. que fica no Cruzeiro Velho. serão convidadas autoridades federais e a programação colocará em discussão a Década da Alfabetização. Eles utilizam o Método Paulo Freire e as aulas são no Círculo. Para isso. a partir de março. dos Ministérios da Educação dos Estados . Outro objetivo do V ENEJA é projetar publicamente os Fóruns de Educação de Jovens e Adultos. AE 9. foram estabelecidas no inicio de maio em reunião dos promotores. da Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil. O e-mail cee. Data do Texto: 2003-02-28 00:00:00 17 Avançam preparativos para o V ENEJA em Cuiabá Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. das 19h30 às 22h. a inserção da educação de jovens e adultos e nos planos estaduais e municipais e no financiamento da educação básica. que contou com representantes da Unesco.org. da Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil. A programação preliminar prevê um painel inaugural sobre a Década de Alfabetização e tre mesas redondas sobre Políticas Públicas de educação de Jovens e Adultos e prioridades educacionais do Governo Lula. foram estabelecidas no inicio de maio em reunião dos promotores. que será realizado de 3 a 5 de setembro em Cuiabá (MT). demande a reconstituição da Comissão Nacional de Educação de Jovens e Adultos. Data do Texto: 2003-07-08 00:00:00 18 Bom Jesus Social .edu/bj_social_projetos_AC. do Serviço Social da Industria.

É destinado a alunos talentosos de baixa renda recrutados pelo Instituto Bom Aluno. os alunos são encaminhados para escolas públicas. existem atualmente 1600 softwares registrados no mundo para a alfabetização desse . os filhos de funcionários de baixa renda da prefeitura. desenvolvido pela Copel. colaboradores de pais e alunos e comunidade em geral. de 2a a 5a feira. O software usado no projeto está sendo desenvolvido pela Magic Web Design. sob a coordenação técnica e pedagógica da Copel. e é o primeiro programa brasileiro para a alfabetização de adultos. sob a coordenação técnica e pedagógica da Copel. O público beneficiado são pessoas de baixa renda e coletores de material reciclável do Parolim. Garante 100% de gratuidade para os alunos da 8a série ao Ensino Médio e 50% para os alunos da FAE Business School. em alguns casos. Concluída e 4a série do Ensino Fundamental. O público beneficiado são pessoas de baixa renda de Curitiba e Região Metropolitana. PROBOM Projeto Bom Aluno Bom Jesus Em parceria com o Instituto Bom Aluno.com. e é o primeiro programa brasileiro para a alfabetização de adultos. Cópia do Texto: A alfabetização de jovens e adultos com o uso da informática. jovens e adultos estão aprendendo a ler e a escrever de maneira rápida e divertida. com a participação de professores voluntários. Conheça alguns dos projetos neste sentido desenvolvidos pelo Bom Jesus Social: PROALFA Projeto Voluntário de Alfabetização de Jovens e Adulto O PROALFA é desenvolvido no Bom Jesus Água Verde. O software usado no projeto está sendo desenvolvido pela Magic Web Design. desenvolvido pela Copel. Conheça alguns dos projetos neste sentido desenvolvidos pelo Bom Jesus Social: Cópia do Texto: Projetos de ação comunitária Estes projetos têm co mo objetivo principal educar jovens e adultos de baixa renda em parceria com entidades governamentais e nãogovernamentais. Esse projeto beneficia. Segundo dados da Unesco. jovens e adultos estão aprendendo a ler e a escrever de maneira rápida e divertida. este projeto é desenvolvido pelo Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes e pela FAE Business School. já é realidade no Brasil. Graças ao projeto Luz das Letras. As turmas são formadas por pessoas de todas as idades.br/midia/magi_txt.php?flag=2&arquivo=noti_01. O Bom Jesus se responsabiliza pela doação de material escolar e. em parceria com a secretaria de Recursos Humanos da Prefeitura Municipal de Curitiba. já é realidade no Brasil. PROEJA Projeto de Educação de Jovens e Adultos Desenvolvido no Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes. Graças ao projeto Luz das Letras. o PROEJA oferece turmas de 1a a 4a série. com bolsa integral. até mesmo pela alimentação. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 19 BRASIL TEM O PRIMEIRO SOFTWARE PARA ALFABETIZAÇÃO Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.magicwebdesign.txt Autor(es): Magic Web Design Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A alfabetização de jovens e adultos com o uso da informática. PROJEM Projeto do Ensino Médio O PROJEM é desenvolvido pelo Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes.Autor(es): FAE Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Projetos de ação comunitária Estes projetos têm como objetivo p rincipal educar jovens e adultos de baixa renda em parceria com entidades governamentais e nãogovernamentais.

as salas de aula estão montadas em quatro laboratórios em Curitiba e outros municípios de Cascavel. Reserva do Iguaçu. Para incentivar o estudante. Ulysses de Oliveira Panisset. A intenção é disponibilizar o programa para download na internet. o mascote do programa é registrado com o nome do aluno. Para desenvolver o software. Qualquer funcionário que queira trabalhar uma hora por semana de forma voluntária no programa Luz das Letras ou em qualquer outro programa a empresa paga. a empresa Magic Web Design mantém uma equipe p ermanente de oito designers e programadores com dedicação exclusiva ao projeto. o h funcionário recebe um certificado que vai fazer parte de seu currículo social.adaptando à realidade de cada aluno para que ele esteja apto para enfrentar o mercado de trabalho ao final do curso. sendo que os quatro primeiros correspondem ao ensino de 1ª a 4ª séries. Atualmente.com/2000/03/01/010050. O Brasil ainda não dispunha de qualquer aplicativo exclusi o para v esse uso. que interage com o personagem do primeiro ao último módulo.". Desse total.segmento da população. no auditório da FIEC Cópia do Texto: O objetivo era possibilitar uma discussão mais aprofundada sobre as novas perspectivas para a Educação de Jovens e Adultos. Qualquer pessoa que tem uma empregada doméstica analfabeta poderá baixar o programa na internet e aplicar os módulos em casa. "A empresa remunera o funcionário que se dedica ao trabalho voluntário. A pedagoga Simone Flauzino. comemora Lindolfo Zimmer. No Brasil. o presidente da Câmara de Educação Básica. Entre os participantes. A ousadia da equipe empenhada em desenvolver o software vai mais longe. apesar de ter 10% da população de analfabetos absolutos e 30% de analfabetos funcionais (que só sabem escrever o nome). Data do Texto: 2001-02-19 00:00:00 20 CNE discute diretrizes para a alfabetização de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://diariodonordeste. André Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Pensando no baixo nível de escolaridade e concebendo que a alfabetização é direito humano fundamental. é a responsável pelo conteúdo programático do Luz das Letras. os alunos acabam aprendendo a utilizar o e -mail e passam a usá-lo dentro da empresa. o CNE promoveu a primeira audiência pública no país. somando um total de 50 milhões de pessoas. sendo que já há alunos em condições de passar para o módulo 3". entre outros. A cada 100 horas trabal adas. Segundo ele.globo. "As primeiras turmas estão cursando os módulos 1 e 2. a rapidez e o fascínio que o computador oferece são os principais componentes para o sucesso do programa. O curso referente ao Ensino Fundamental (que levaria 3. Pinhão. 70% são mulheres com idade entre 40 e 55 anos. "Queremos universalizar o programa. em pouco tempo de aula. "Como estão em contato com o computador.htm Autor(es): LIMA. Todas as aulas são monitoradas por professores contratados e funcionários da Copel voluntários do programa. explica Zimmer. Nessa fase experimental.200 horas no ensino tradicional) pode ser completo em 200 horas. conta Zimmer. O programa é dividido em cinco módulos. 300 alunos participam do programa. um total de 15 milhões de ." destaca Zimmer. O projeto piloto do programa Luz das Letras foi iniciado em julho do ano passado. passando mensagens para os colegas". Essa é uma ferramenta importante para a redução do analfabetismo no Brasil. funcionária da Copel com mais de dez anos de especialização na educação de adultos. O quinto e último módulo é de profissionalização básica . Desde dezembro passado o currículo social conta pontos na ascensão funcional dentro da Copel. diretor de Marketing da Copel e idealizador do Luz das Letras.

Programa Supletivo) 0041 . avisa.asp?cod_programa=0047&titul o=Educa%E7%E3o+de+Jovens+e+Adultos Autor(es): Senado Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Ações previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as esferas Cópia do Texto: Ação Subtítulo Total proposto 0081 .850.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Garantia de Padrão Mínimo .102. de 1996.00 mais detalhes 0081 . estabelece metas e prazos para focalizar jovens e adultos na faixa etária de 15 a 30 anos.No Estado do Mato Grosso 364. O conselheiro Jamil Cury explica que o estabelecimento educacional ao avaliar o indivíduo poderá atribuir créditos à experiência dele. As estatísticas preocupantes atingem o Ceará.senado.No Estado de Minas Gerais 2. a educação de adultos é um direito ao exercício da cidadania. alerta para as sanções rígidas que serão impostas às escolas.Programa Supletivo) 0016 . O Plano Nacional de Educação.00 mais detalhes 0081 .No Estado do Amapá 460.Programa Supletivo) 0051 . De um universo de sete milhões de habi antes. acumulada ao longo da vida.755. a Câmara de Educação apresentou durante a audiência. perfazendo um total de 14.br/orcamento/LOA/consultas/acoes. Se as novas diretrizes curriculares forem homologadas pelo Ministério da Educação. no direito à educação permanente Data do Texto: 2000-03-01 00:00:00 21 Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2002 Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www3.008. que deverá se constituir em diretrizes nacionais dos currículos escolares. a versão preliminar do parecer.No Estado do Paraná 153. um milhão t ainda não tiveram acesso aos bancos escolares. a partir de maio.351. Esse saber não reconhecido deve ser identificado pela escola. Segundo o relator do parecer da Câmara. organizar e sistematizar esse conjunto de diretrizes.Programa Supletivo) 0031 .gov. Somando-se aos chamados "iletrados" ou analfabetos funcionais cidadãos com até três anos de escolaridade . O novo projeto pedagógico se baseia no princípio da contextualização.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 0081 . Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). os conselheiros estaduais e municipais possam aplicar essas novas diretrizes.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . Para mudar a estrutura da educação de jovens e adu ltos.00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 .356.No Estado do Amazonas 6. Entre elas. A idéia é que o currículo tradicional considere a experiência de vida dos adultos não escolarizados. A previsão é de que. "A escola será desautorizada a continuar funcionando".Programa Supletivo) 0013 .7% da faixa populacional. conselheiro Carlos Roberto Jamil Cury. o número sobe para 34 milhões de brasileiros. a que estende a modalidade de Educação de Jovens e Adultos nas unidades escolares que ofertam os cursos de Ensino Fundamental.pessoas com idade acima de 15 anos são analfabetas. Explica também que a escola terá autonomia para avaliar. Para evitar que sejam emitidos certificados irregulares. enviado pelo governo ao Congresso.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . O CNE está dialogando com o Ministério da Educação para incluir essa nova modalidade de ensino no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). elas terão força de lei.970.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .

591.755.Nacional 15.517.00 mais detalhes 0081 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0004 .No Estado da Bahia .Projeto Alvorada 16.No Estado de Goiás 268.216.Programa Supletivo) 0125 .Nacional 4.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .937.AC mais detalhes 2047 .321.Programa Supletivo) 0141 .202.Projeto Alvorada 11.Projeto Alvorada 10.000.Nacional 15.Programa Supletivo) 0121 .Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0012 .906.00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 4397 .No Espírito Santo 299.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .881.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado do Maranhão .No Estado do Acre .671.Projeto Alvorada 39.Programa Supletivo) 0131 .No Estado de Alagoas .de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .509.00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 2047 .Fomento a Projetos Especiais para a Oferta de Ensino Fundamental na Diocese de Rio Branco .000.Programa Supletivo) 0052 .00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 2335 .00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 7857 .496.881.Programa Supletivo) 0129 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .461.Programa Supletivo) 0119 .222.037.Nacional 555.991.Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0001 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço Programa Supletivo) 0127 .000.00 mais detalhes 2263 .Projeto Alvorada 20.146.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Alfabetização Solidária para Jovens e Adultos 0101 Nacional .Programa Supletivo) 0143 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Programa Supletivo) 0137 .Projeto Alvorada 98.Projeto Alvorada 61.Projeto Alvorada 45.00 mais detalhes 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .518.Nacional 10.113.784.462.Rio Branco .No Estado de Sergipe .Projeto Alvorada 20.926.Produção e Distribuição de Programas da Rádio-escola para Jovens e Adultos 0001 .268.No Estado de Rondônia .000.No Estado do Piauí .723.000.Programa Supletivo) 0181 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .242.Projeto Alvorada 30.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .679.00 mais detalhes 0507 Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0006Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos Itanhaém .Projeto Alvorada 9.Alfabetização Solidária para Jovens e Adultos 0001 .00 mais detalhes 0081 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .SP mais detalhes 0507 .No Estado da Paraíba .Projeto Alvorada 10.Projeto Alvorada 4.00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 .Formação Continuada de Professores de Jovens e Adultos 0001 .Projeto Alvorada 8.No Estado de Pernambuco .00 mais detalhes 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado do Ceará .546.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado do Rio Grande do Norte .Material Didático-Pedagógico para Educação de Jovens e Adultos 0001 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Projeto Alvorada 26.00 mais detalhes 0081 .No Estado de Tocantins .Programa Supletivo) 0135 .00 mais detalhes 0081 .Alfabetização de jovens e adultos nas áreas de reforma .Programa Supletivo) 0113 .Estado do Maranhão mais detalhes 0507 .00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 .418.No Estado do Pará .Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos .No Estado de Roraima .789.Programa Supletivo) 0139 .00 mais detalhes 0081 .Programa Supletivo) 0115 .000.000.00 mais detalhes 0507 .Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0014 .Programa Supletivo) 0133 .929.616.184.357.

00 mais detalhes 0081 .247.Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária .00 mais detalhes 7857 .Programa Supletivo) 0011 .488.Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0006 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Na Região Norte 2.Programa Supletivo) 0023 .senado.006.Na Região Centro-Oeste 1.776.00 mais detalhes 7857 .00 mais detalhes 0081 .100.Programa Supletivo) 0012 .No Estado do Acre 10.Na Região Sudeste 456.No Estado de Roraima 4.No Estado do Piauí 21.825.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - .Programa Supletivo) 0017 .00 mais detalhes 0081 .000.No Estado do Amapá 461.00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0010 .355.no Estado de Roraima mais detalhes 7857 .asp?cod_programa=00 47&titulo=Educa%E7%E3o+de+Jovens+e+Adultos Autor(es): Senado Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Ações previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as esferas Cópia do Texto: Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2003 Ações previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as esferas Ação Subtítulo Total proposto 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 22 Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2003 Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www3.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 7857 .Programa Supletivo) 0014 .Programa Supletivo) 0022 .Programa Supletivo) 0015 .00 mais detalhes Não foi possível executar a consulta ao banc de dados.875.000.Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0050 .275.No Estado do Rio Grande do Norte 26.842.No Estado do Amazonas 6.295.395.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado de Rondônia 8.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Programa Supletivo) 0024 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Programa Supletivo) 0016 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0020 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0040 .00 mais detalhes 0081 .000.00 mais detalhes 0081 .000.755. Descrição do erro: o Invalid use of Null TOTAL 478.033.160.Nacional mais detalhes 7857 .00 mais detalhes 0081 .738.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .br/orcamento/LOA/consultas/loa2003/acoes.Na Região Nordeste 2.955.060.gov.000.Programa Supletivo) 0021 .No Estado do Maranhão 30.agrária .No Estado do Ceará 39.00 mais detalhes 7857 .000.895.670.937.321.00 mais detalhes 0081 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado do Pará 60.No Estado de Tocantins 10.675.489.Programa Supletivo) 0013 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0030 .Na Região Sul 423.150.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .

740.00 mais detalhes 0081 .110.Programa Supletivo) 0032 . priorizando dinheiro para o ensino fundamental.736. Pelo lado do Ministério da Educação.após quatro ou cinco de abandono .Nacional 94.o ministro Paulo Renato Souza está admitindo que projetos de ensino fundamental voltados a jovens e adultos recebam recursos do Fundef.702.730.000. mais baixos do que altos. Como destaque.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Programa Supletivo) 0025 .00 mais detalhes 2263 Produção e Distribuição de Programas da Rádio-escola para Jovens e Adultos 0001 .No Estado do Mato Grosso 364.00 mais detalhes 0081 .No Estado de Pernambuco 44.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .615.00 mais detalhes 4397 .000.000.Material Didático-Pedagógico para Educação de Jovens e Adultos 0001 .Nacional 10.foi uma catástrofe para a educação de jovens e adultos. produzida pela organização não-governamental Ação Educativa.710.00 mais detalhes 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . Acabou com alguns programas e enxugou outros.No Estado de Sergipe 10.No Estado de Goiás 268.00 mais detalhes 0507 .585.00 mais detalhes 0081 .Programa Supletivo) 0027 .00 mais detalhes 0081 .060.00 mais detalhes 2335 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . há a nova orientação curricular para esse tipo de ensino.890.886.Nacional 2.00 Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 23 Contradição marca política de alfabetização Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0001 .000.375.00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 .000.Formação Continuada de Professores de Jovens e Adultos 0001 .00 mais detalhes 7857 Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0001 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado de Alagoas 20.980.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço Programa Supletivo) 0026 .00 mais detalhes TOTAL 457.Programa Supletivo) 0052 . Cópia do Texto: Contradição marca política de alfabetização A questão do analfabetismo de jovens e adultos mostra uma das principais contradições da política do governo Fernando Henrique Cardoso na área social.000.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado de Minas Gerais 2.Programa Supletivo) 0028 .475.com.Nacional 555.00 mais detalhes 0081 .317.No Estado do Paraná 153.uol.Programa Supletivo) 0041 . Este ano .000.No Estado da Bahia 10.000.Nacional 10.Programa Supletivo) 0031 .064. o governo teve altos e baixos em geral.965.000.00 mais detalhes 4641 Publicidade de Utilidade Pública 0001 .No Estado da Paraíba 16.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .br/aprendiz/n_colunas/f_rossetti/id130900.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . Fernando Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A questão do analfabetismo de jovens e adultos mostra uma das principais contradições da política do governo Fernando Henrique Cardoso na área social.000. Mas o Fundef o fundo que redistribui os recursos da educação. o chamado fundão .Programa Supletivo) 0029 .htm Autor(es): ROSSETTI.No Estado do Espírito Santo 299.Nacional 15. Mas faz tempo que não aparece dinheiro novo .832.000.Programa Supletivo) 0051 .

A esperança é que o governo federal consiga finalmente resolver essa contradição Data do Texto: 2001-07-21 00:00:00 24 Curso de Alfabetização para Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. revistas. É. receitas. panfletos. Ou seja. Os alunos não escolarizados são atendidos em pólos de alfabetização. que é o direito de aprender a ler e escrever. A chave do sucesso é o trabalho de estímulo e afetividade: nas salas. marcada não só pela emoção do aluno por esta conquista. os alunos recebem certificado e podem dar continuidade aos estudos. A formatura é sempre uma festa. um bom modelo de alfabetização de jovens e adultos. Cópia do Texto: As pessoas que não tiveram acesso à escolarização formal encontram o estímulo certo no Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos. falta política para a educação de jovens e adultos. enquanto cidadãos. que acompanham integralmente o aprendizado.bsgi. em síntese. pioneiro. Enquanto isso. que é o direito de aprender a ler e escrever. Os profissionais envolvidos também recebem aperfeiçoamento constante para a consecução das metas do projeto.br/cgi-bin/bsgi/jump/bsgi/bsgi. reunindo Alfabetização Solidária e Ministério da Educação.para a área. uma proposta bastante consistente de estruturação de políticas sociais. está à margem das políticas educacionais. no Rio. como forma efetiva de contribuir. consolidado na proposta de alfabetização em 40 horas por série. a primeira-dama. é resultado de experimentações realizadas durante cinco anos (1983-1987) pelo Departamento de Alfabetização para Jovens e Adultos. os alunos contam com professor e vários monitores. De outro. São utilizados diferentes materiais e recursos: cadernos de avaliação. conforme seus interesses e necessidades. O problema é que o Alfabetização Solidária não está articulado às políticas do Ministério da Educação. que desde 1987 vem conferindo o principal passaporte para a cidadania. O método. Pelo contrário. monitores e pessoal de apoio) é formada por membros da BSGI.Brasil Soka Gakkai Internacional Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: As pessoas que não tiveram acesso à escolarização formal encontram o estímulo certo no Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos.org. A equipe do curso (professores. Na conclusão do curso. que doam seu tempo livre para a atuação voluntária no projeto. materiais audiovisuais. letras de música e tudo o que faz parte do cotidiano do aluno. Formatura do Curso de Alfabetização. de um lado. para um dos vários projetos de responsabilidade social que vem sendo executados pela BSGI. O fato de ocorrer uma reunião do governo sobre alfabetização de jovens e adultos. na qual o Estado desempenha o papel de articul dor de a alianças e parcerias. distribuídos em diferentes localidades de São Paulo e também em alguns Estados do Brasil. totalizando 160 horas. mantido por uma rede de parcerias e recursos dos setores público e privado.pl?subd=ceduc&idpg=pg2 Autor(es): BSGI . Ruth Cardoso. mas pela alegria dos familiares e amigos. Geralmente funcionam nas sedes regionais da BSGI ou em salas oferecidas pelas escolas públicas. é muito importante. há um modelo que não conseguiu virar política pública. com não mais de 20 pessoas. que também são convidados para o dia Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 25 Diretor da Unesco diz que projetos de alfabetização precisam mudar . jornais. criou o Alfabetização Solidária. que desde 1987 vem conferindo o principal passaporte para a cidadania.

Essa parceria envolve a presença de agriculturas familiares em .6 millhões de pessoas .Universidade federal de lavras Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Educação de jovens e adultos Este projeto pri rizou a alfabetização de jovens e o adultos.ded. O índice de analfabetismo caiu de 19. Entusiasta do Programa Alfabetização Solidária . Metodologia adotada: Orientou-se pela proposta de Paulo Freire que se fundamenta em uma educação dialógica. Foi realizado e março a dezembro de 2002.correspondente ás 3ª e 4ª série do ensino fundamental.12. porém. Fortalecimento ao Núcleo de Apoio à Reforma Agrária .asp?acao=leitura&idmateria=DNPK1 Autor(es): Centro de documentação Eloy Ferreira da Silva Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Brasil precisa ampliar e redefinir seus programas de alfabetização de jovens e adultos Cópia do Texto: O Brasil precisa ampliar e redefinir seus programas de alfabetização de jovens e adultos. É o que precisa fazer se quiser mudar a realidade de 17. Data do Texto: 2002-10-04 00:00:00 26 Educação de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Cópia do Texto: Educação de jovens e adultos Este projeto priorizou a alfabetização de jovens e adultos.br/noticia. em 1991. em 2000. bem como daqueles que participam dos estágios de Vivência em Acampamentos e Assentamentos de Reforma Agrária. funcionários da Universidade Federal de Lavras.. Alfabetização avançada.NARA. A avaliação é de Adama Ouane.. quer dizer. Projeto Padre Justino de Educação Ambiental no Alto Jequitinhonha." Assim buscamos orientar o processo educativo de produção o conhecimento considerando: Alfabetização básica: entendida como a construção do saber corresponde á primeira e segunda séries do ensino fundamental. órgão voltado para a alfabetização de pessoas com mais de 15 anos..8%. Tendo ambos os níveis conteúdos relativos ao conhecimentos do mundo do trabalho e ao exercício da cidadania crítica. de transforma-lo através de nossa prática consciente.Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica Turmalina .7%.) De alguma maneira.org. podemos ir mais longe dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida da leitura do mundo mas por uma certa forma de "escreve-lo" ou de "rescrevê-lo".br/ext/r_nara_nuet_ext.cedefes.organização não-governamental custeada pelo governo federal e pela iniciativa privada -. Foi realizado e março a dezembro de 2002.htm Autor(es): UFLA . Formação de estudantes de graduação envolvendo o aprendizado da relação dialética educador educando. da população para 12.que ainda não sabem ler nem escrever. Professora colaboradora com processo de formação dos estudantes que se constituem em parceiros das ações do CAV .Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Ouane classifica o projeto como "notável".8% da população .ufla. critica e transformadora ou seja: " a leitura do mundo precede a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele (. diretor do Instituto de Educação da Unesco. funcionários da Universidade Federal de Lavras. Professora colaboradora em iniciativas de formação dos estudantes integrantes do NARA ..Minas Gerais. mas diz que o Brasil precisaria agora criar ações diferenciadas de educação.

técnica e política -necessária. dotando a população trabalhadora e o lamentável contingente de desempregados de instrumentos indispensáveis para o exercício da cidadania e para a ampliação da capacidade de perceber o mundo e nele influir Para isso. históricos e complexos. O analfabetismo. da sociedade brasileira.adusp. de outro. filmes. de outro. sem a atuação de educadores com ela totalmente comprometidos. Ao mesmo tempo. e. Núcleo Universitário de Estudos sobre o Trabalho . face mais perversa dessa problemática.cursos e seminários na UFLA e presença dos estudantes e professores em campo realizando pesquisas e programas de ação construídas a partir das demandas das comunidades locais. analisá-la enquanto integrante do processo educacional. para a busca e escolha de caminhos e tomada de decisões. o desenvolvimento da habilidade de problematização. mas de desequilíbrios estruturais. Cópia do Texto: Educação de Jovens e Adultos e Erradicação do Analfabetismo Estabelecer metas para o ensino fundamental e para a progressiva extensão da educação básica a toda a população excluída implica. os programas de . pelo fato de esta não dar conta das necessidades de leitura e escrita na sociedade em que vivemos. simultaneamente. afetivas e culturais de cada grupo. Essa proposta político-pedagógica não se realizará. de um lado. analisar a educação de jovens e adultos como parte da problemática da educação brasileira.livros. intelectual. . Assim send a o.br/arquivo/pne/pneandes/PNEANDESedujovens. analisar a educação de jovens e adultos como parte da problemática da educação brasileira.htm Autor(es): Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Estabelecer metas para o ensino fundamental e para a progressiva extensão da educação básica a toda a população excluída implica. a utilização de fontes variadas de informação . no nível de qualidade social indispensável.org. Integrante da equipe de coordenação interdepartamental que desenvolve estudos e ações vinculados à discussão sobre o trabalho e a organização dos trabalhadores Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 27 Educação de Jovens e Adultos e Erradicação do Analfabetismo Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www.Nuet. a resposta educativa para o contingente de analfabetos não se resume à alfabetização. Caberá sobretudo às universidades participação ativa e igualmente comprometida nos processos de preparação desses profissionais e de elaboração de materiais pedagógicos e de apoio. Educação de Jovens e Adultos se define como processo permanente de organização de grupos para a discussão dos mais diferentes assuntos e situações. vídeos. não decorre apenas da ineficiência do ensino ou de sua inadequação. analisá-la enquanto integrante do processo educacional. É indispensável pensar um processo contínuo que vá da alfabetização ao final da educação básica. simultaneamente. e articular as ações coletivas no sentido da resolução de problemas. social e cultural. Educação de Jovens e Adultos devem partir do reconhecimento das características sócio políticas. a busca do conhecimento necessário à compreensão da realidade e à articulação de ações coletivas. o que remete à formação específica . numa perspectiva de conquista da cidadania. Essa modalidade educativa tem como objetivos: a elaboração das diferentes linguagens de expres são e comunicação. Não significa só compensação de perdas ou preenchimento de lacunas. de um lado. A educação é uma das práticas sociais que pode instrumentalizar o processo de elaboração dos conhecimentos e aquisição das habilidades necessários para a compreensão das situações vividas por indivíduos e grupos. possibilitando a transformação social. além de. e. A Educação de Jovens e Adultos considera o desenvolvimento afetivo.

enquanto questão de justiça. às necessidades do alunado. novas formas de relações sociais e de participação no mundo. como amplamente justificado nos estudos que fundamentaram a seção Financiamento da Educação deste PNE. será adequado. diferenças culturais. além de programas especificamente destinados à erradicação do analfabetismo. para a produção e sistematização de conhecimentos na área. programáticas e metodológicas significativas para os alunos. no prazo de um ano. Os programas de erradicação do analfabetismo deverão contemplar. Realizar.deverão ser chamados. num verdadeiro esforço nacional para superação desse déficit educacional. e de acesso a todos os recursos pedagógicos e culturais da escola. no entanto. mais que isso. ainda que produtores de bens culturais e materiais. financiado pelo poder público. A situação do analfabetismo exige uma tomada de consciência quanto ao que significa. programas de erradicação do analfabetismo que atendam. movimentos organizados etc . O cumprimento estrito da Constituição Federal e da legislação trabalhista pertinente deve ter precedência e poder limitador sobre quaisquer ações dos empregadores. direito à cidadania e necessidade nacional. associações de moradores e outros setores organizados da sociedade civil. integradas ao esforço nacional de erradicação do analfabetismo. ao final de 10 anos.Organizações Não Governamentais (ONGs).000. valendo-se de metodologias adequadas aos trabalhadores e outros cidadãos que tiveram sua escolaridade interrompida. Estabelecer. assegurando o poder público os recursos financeiros e materiais necessários e fiscalizando tais providências -se através de mecanismos de controle social. atenção especial aos portadores de deficiências e necessidades especiais. O ensino noturno público e gratuito. até sua total erradicação. chegar a um novo século. estudantis e acadêmicas. para o resgate dessa imensa dívida social. 10 mihões de l pessoas. tornando realidade o preceito constitucional. outros segmentos da sociedade civil. pela pesquisa. associações profissionais. ritmo e organização das comunidades em que o trabalho de alfabetização se realiza. desenvolvimento de ações culturais para todos. Alocar os recursos financeiros públicos necessários aos programas de erradicação do analfabetismo. de cursos profissionalizantes. o oferecimento do ensino fundamental. O enfrentamento da erradicação do analfabetismo se fará. por meio de compatibilização de horários para alunos trabalhadores. Esses cursos deverão ampliar os conhecimentos dessas pessoas. seja do setor privado seja do setor público. através de ampla mobilização nacional. a exigência da habilitação mínima para o . reduzindo-se ano a ano. num prazo de 5 anos. de distribuição harmônica do tempo. levantamento e avaliação de experiências populares em alfabetização de jovens e adultos. como integrante da Educação Básica. Para isso. Diretrizes A Educação de Jovens e Adultos se coloca como prioridade social e dever do Estado.00 por aluno/ano. com financiamento do poder público. do ensino médio. regular ou supletivo. em torno de uma unidade de princípios. tomando como referência o custo de R$1. à matemática e às ciências. respeite e preserve formas de organização e atuação social. A Educação de Jovens e Adultos inclui. sindicatos. enquanto instrumentos de compreensão da realidade social e do mundo do trabalho. um programa intensivo de formação de professores alfabetizadores com universidades. de opções curriculares. obrigatoriamente: domínio gradativo do conhecimento da íngua l portuguesa e da reflexão crítica sobre sua utilização social. do ensino supletivo. e de melhoria da qualidade de vida. ONGs. onde ciência e tecnologia organizam novas linguagens. de trabalho. em condição de cidadania restrita. Metas Estabelecer. cerceadoras do direito dos/as trabalhadores/as à educação. para um ser humano. de acesso à educação superior e participar social e politicamente da sociedade para a qual produzem. entidades sindicais. contribuir. para que. além das instituições escolares e universitárias . mantendo-se. para que possam defender uma melhor qualidade de vida. a médio prazo (até cinco anos) elas sejam reproduzidas e/ou sirvam de referência para outras experiências. aí incluídos os alunos com necessidades educativas especiais. O acesso ao ensino fundamental gratuito será garantido àqueles que não freqüentaram a escola na idade esperada. em cada etapa de escolarização. inicialmente. garantindo-se. o financiamento das ações pelo poder público. de nível fundamental e médio. a partir de 1998. introdução à história. como perspectiva de qualidade. de saúde. que.especialmente. no prazo de um ano.

exercício do magistério nas séries iniciais do ensino fundamental (modalidade normal do ensino médio). Incluir. profissionalizante e alfabetização de jovens e adultos. todos os alunos que procuraram a Escola Bosque encontraram vaga. Atribuir aos Conselhos Sociais a coordenação. o financiamento e incentivos fiscais federal e estaduais para a produção e divulgação de material didático e bibliográfico. como estratégia complementar de acesso ao conhecimento. a conclusão de estudos equivalentes aos primeiros 4 anos do ensino fundamental a 50% da população que teve sua escolaridade interrompida. Adultos são alfabetizados e fazem cursos profissionalizantes na Escola Bosque Cópia do Texto: MACAPÁ . São 685 alunos e a escola tem capacidade para 900. a construção a Escola Bosque reflete um aumento de quatro para 11 anos de escolaridade disponível para os moradores do arquipélago. inclusive quanto ao programa de formação de professores alfabetizadores. em 10 anos. a Educação de Jovens e Adultos nas formas de financiamento da Educação Básica. Em todo o arquipélago. nos primeiros cinco anos do esforço nacio nal de erradicação do analfabetismo. Organizar um sistema de informações estatísticas e de divulgação das avaliações da política e dos resultados das ações político -pedagógicas na educação de jovens e adultos. garantindo os recursos pedagógicos. a conclusão de estudos equivalentes aos 8 anos do ensino fundamental a toda a população de 14 a 35 anos. Ampliar. Reestruturar. e. com currículos e modos de funcionamento adequados às necessidades da população à qual se destinam. no respectivo Estado. materiais e financeiros e corpo docente especializado. Ana Paula Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Escola Bosque do Bailique é a primeira da região a oferecer classes de ensino fundamental. ampliem os horizontes culturais da população.amapa. Incentivar a criação nas empresas públicas e privadas de programas permanentes de Educação de Jovens e Adultos para os seus trabalhadores. · Garantir. estabelecendo as linhas gerais norteadoras. no Amapá. e as normas para sua multiplicação nos Municípios. nos primeiros cinco anos do esforço nacional de erradicação do analfabetismo. Criar. suplência e formação profissional públicos e gratuito.gov. Ou seja. nas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. com ou sem formação superior Data do Texto: 1998-02-00 00:00:00 28 Escola Bosque é a única do arquipélago de Bailique que vai além da 4a série Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Re portagem Idioma: Português URL: http://www. Neste ano. que atendendo às diversidades regionais. criar e fortalecer. empregados ou não.htm Autor(es): CHINELLI. para atender as necessidades de educação continuada de adultos. do esforço de mobilização para a alfabetização. o número cursos de suplência. a partir de 1998. nas unidades esco lares do ensino fundamental e do ensino médio. programas de ação cultural. Até 1998. centros públicos de formação profissional para atender às demandas específicas e permanentes de qualificação de jovens e adultos. Garantir aos portadores de necessidades educativas especiais o acesso aos programas de alfabetização. Criar. médio. com amplo apoio da sociedade. a partir de 1998. setores com a incumbência de promover a erradicação do analfabetismo e a educação de jovens e adultos. em cinco anos. em cinco anos. todas as escolas públicas ofereçam esse serviço educacional.700 .br/reportagem-esp/2001/mai/re-ig-07. há 1. Garantir nas instituições de ensino superior a oferta de cursos de extensão. Garantir.O arquipélago do Bailique. abriga uma comunidade de 6 mil pessoas e tem apenas um escola com classes além da 4a série do ensino fundamental. em 5 anos. de modo que. os alunos que terminavam a 4a série nas outras 26 escolas tinham que se mudar para Macapá ou outra cidade e continuar os estudos.

br/noticia. Eu queria ser dono de um jardim. Os cursos serão oferecidos de acordo com a necessidade local e a capacidade de absorção de mão de obra. a necessidade mais imediata é a formação de pessoas que possam trabalhar em um hotel a 200 metros da escola. Reinaldo Carvalho da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Eu tenho a esperança de ser sempre feliz ao teu lado. "São feitos sob medida para não ter desemprego o u emigração". No período da tarde houve reunião dos segmentos que compõe o . Além dos ensinos infantil.br/alfa_producoes. Cópia do Texto: Aconteceu no dia 04 de julho a reunião do 39º Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos reunindo várias entidades envolvidas com atividades de EJA (Educação de Jovens e Adultos). as vagas serão abertas de acordo com os empregos que serão oferecidos no hotel". "A idéia é que. Por isso. as outras passem a desenvolver um método sócio ambiental de ensino". até guias turísticos e administradores do hotel. Cópia do Texto: Esperança (Reinaldo Carvalho da Rocha) Eu tenho a esperança de ser sempre feliz ao teu lado. Leobino Almeida dos Santos. A Escola Bosque é diferente também na metodologia de ensino. a Escola Bosque oferece o médio-profissionalizante.. Hoje. a Professora Maria Amélia Giovannetti da UFMG proferiu uma Palestra sobre aspectos significantes da Prática educativa de EJA dando ênfase na importância da formação de educadores. ressalta o diretor da escola. que deve ser inaugurado parcialmente em agosto. "Precisamos desde camareiras.htm Autor(es): ROCHA. Edna minha querida esposa. querida mulher. a alfabetização de jovens e adultos e cursos profissionalizantes. esposa minha. mas como eu não tenho um jardim eu tenho o teu coração.asp?acao=leitura&idmateria=997CY Autor(es): cedefes. eu Reinaldo O dono do seu coração! Data do Texto: 2002-10-21 00:00:00 30 Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos 39 Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Data do Texto: 2001-05-21 00:00:00 29 esperança Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. a partir do exemplo da Escola Bosque.ogamita. cozinheiras. ó doce amada.org.estudantes matriculados. pois incorpora os conceitos de preservação do ambiente e valorização da cultura do Bailique no currículo. Estes devem oferecer uma oportunidade de os jovens continuarem na região com perspectiva de emprego ou capacidade de ser um empreendedor. das 38 comunidades que formam o Bailique.. disse. Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O tema foi a formação de educadores Aconteceu no dia 04 de julho a reunião do 39º Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos reunindo várias entidades envolvidas com atividades de EJA (Educação de Jovens e Adultos). disse Léo. ó minha doce amada. fundamental e médio. Durante a manhã.cedefes.com. conhecido como Leo.

instituições de ensino superior e pessoas físicas. Japaratinga/AL. Até dezembro de 2001. foi criado em janeiro de 1997 pelo Conselho da Comunidade Solidária.pr. As atividades realizadas durante o processo de capacitação visam ampliar a capacidade de expressão corporal.br/noticias/13. plástica.gov. capacitou mais 55 pessoas. Passo do Camaragibe/AL. leitura. o telefone para contato e mais informações é 0800. realizado no ISCA Faculdades entre os dias 8 e 27 de julho de 2002.pontagrossa. O Programa Alfabetização Solidária. e também de Limeira.html Autor(es): LANZNASTER. e também de Limeira. A Alfabetização Solidária disponibiliza aos interessados um site na Internet através do endereço www. Pedagogia e Serviço Social da instituição na preparação de novos alfabetizadores.br onde informa o andamento do programa e como colaborar nas parcerias. a fim de reduzir os índices de analfabetismo entre jovens e adultos do Brasil.org. Todo o trabalho é realizado com base em parcerias.iscafaculdades. além da reflexão sobre o valor de conhecer os alunos para poder desenvolver um trabalho que atenda as necessidades. que conta com o trabalho de professores e estudantes dos cursos de Ciências Sociais.com. escrita.Fórum para a escolha dos delegados para o V ENEJA que acontecerá em setembro na cidade de Cuiabá MT. Logo após o treinamento recebido.br/ccs/20010818/primeiro. Essa foi a nona preparação de alfabetizadores com participantes vindos das cidades de Itapiúna/CE.alfabetizacao. Essa foi a nona preparação de alfabetizadores com participantes vindos das cidades de Itapiúna/CE. instituições. realizado no ISCA Faculdades entre os dias 8 e 27 de julho de 2002. Para participar da campanha "Adote um aluno". mantidas com o Ministério da Educação (MEC).700017. Data do Texto: 2002-08-09 00:00:00 32 I seminario paulo freire Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. O CEDEFES foi indicado como entidade a enviar delegados ao V ENEJA. 2. Data do Texto: 2003-07-04 00:00:00 31 Grupo participou de capacitação no ISCA Faculdades Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Itaguaçú/ES. governos estaduais.4 milhões de jovens e adultos foram atendidos pelo Programa. Japaratinga/AL. os alfabetizadores retornam às cidades para trabalharem na alfabetização de jovens e adultos carentes. elaborada pelo programa. pelo Instituto Pró-Cidadania e Meio Ambiente Cópia do Texto: O Programa Alfabetização Solidária.php Autor(es): ISCA Faculdades Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Programa Alfabetização Solidária. empresas. capacitou mais 55 pessoas. Itaguaçú/ES. Elenita Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: . interpretação e produção de textos. oral. pelo Instituto Pró-Cidadania e Meio Ambiente. Passo do Camaragibe/AL. possibilitando a utilização das diferentes manifestações culturais como recursos à construção do conhecimento.

falou sobre o programa institucional do atual governo municipal. durante o evento. and unwashed windows. Na abertura do evento. durante o seminário. no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. com a presença do professor e escritor Carlos Rodrigues Brandão. Cópia do Texto: Brightly colored political posters. Uns dos objetivos do seminário é produzir uma reflexão sobre educação e proporcionar uma contribuição e fortalecimento da metodologia Paulo Freire entre os educadores. incentivando e chamando os jovens e adultos a participar do movimento. no mesmo local. Baseado no método Paulo Freire. O prefeito Péricles de Holleben Mello. a secretária municipal de Educação.No período da tarde de hoje (18). encontro prossegue hoje. O Programa Integrar vem sendo desenvolvido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa/CUT desde 1. facilitar o acesso às salas de aula . a secretária municipal de Educação.998. "Vamos implantar o programa em cinco núcleos educacionais ainda este ano". no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.edu/ace/Resources/Documents/FreireIssues. com certificação do Ministério da Educação (MEC). acontece a elaboração de um documento com propostas e diretrizes de Educação de Jovens e Adultos. even more than mismatched chairs. que a Prefeitura Municipal vai institucionalizar o Programa Integrar. que vai ministrar a palestra "Vida e Obra de Paulo Freire". Eight Hispanic adults-- . Mauro César Carvalho Pereira (político) e Faustino Pereira Filho (técnico). Esméria de Lourdes Saveli.não apenas de espaço físico. Data do Texto: 2001-08-18 00:00:00 33 Issues in Freirean Pedagogy Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Inglês URL: http://nlu. o Movimento de Alfabetização para Jovens e Adultos de Ponta Grossa (Mova PG). o Mova PG pretende ampliar o atendimento às pessoas com idade acima de 14 anos que não sabem ler e escrever. O seminário é uma realização conjunta entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a Prefeitura Municipal. da Copel. com início às 8 horas.nl. enfatizou. set this classroom apart from other schools. estadual e municipal e foram apresentadas experiências e práticas na área. worn carpeting. Em seguida haverá debate entre os participantes. estiveram presentes o prefeito Péricles de Holleben Mello. ontem. cerca de 400 pessoas que atuam na área de educação no município e em diversas cidades do Paraná Cópia do Texto: O 1º Seminário Paulo Freire de Educação de Jovens e Adultos dos Campos Gerais reuniu ontem (17). mas também criar estratégias de horários -. em apenas 10 meses. disse.html Autor(es): HEANEY. além de edificar uma cultura de alfabetização. Nesse contexto. cerca de 400 pessoas que atuam na área de educação no município e em diversas cidades do Paraná O . foram feitas análises de conjuntura sobre a trajetória de educação de jovens e adultos. Tom Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: For first-time readers. Freirean literature is a maze of neologisms. Entre as várias experiências apresentadas com relação à alfabetização. o programa forma adultos com idade acima de 25 anos no ensino fundamental e no ensino médio. Prêmio Paulo Freire . Esméria de Lourdes Saveli. A brief glossary of frequently used terms has been included at the end of this text. O encerramento acontece às 17 horas de hoje. Gerveson Tramontin Silveira. os coordenadores do Programa Integrar. encaminhamento e definição de data para realização de um próximo seminário. o presidente da Câmara de Vereadores. Será realizada também proposta de instituição do Prêmio Paulo Freire.O 1º Seminário Paulo Freire de Educação de Jovens e Adultos dos Campos Gerais reuniu ontem (17). como o Luz das Letras. nos níveis nacional. De acordo com Esméria.

it was Maria who interrupted and said. so has schooling on all levels. For such educators. Paulo Freire. instead of giving advice or encouragement. its roots would lie in pragmatism." the design of which more frequently serves employers. and together let's talk about how to make them so. found their way into the thought of Eduard Lindeman (1961) and others. found ready acceptance among many community -based.words to which the class would return. This is true not only in programs for the "disadvantaged. Not only must skills be developed in bodies and minds." and a growing solidarity among the women. He argued that any curriculum which ignores racism. had come to resume her studies. Echoes of "education for freedom. and good work habits. the origins of knowledge. molded. but attitudes must be formed which are supportive of a technological superstructure within which adult labor is organized. Maria had arrived late. Practical and expedient interests play a determining role in educational policy-making.three women and five men--gathered with their teacher to resume their lessons in literacy." "wife"-. asked the group for help. Brazilian educator. all need specialized components a nd tightly managed coordination. American adult education has grown without an articulated philosophy. acceptance of domestic violence against women as `normal." with beginnings in Froebel and Dewey. experts. popular educators who organized adult learning outside established schools and institutions. It inhibits the expansion of consciousness and blocks creative and liberating social action for change. He didn't want her going out to classes at night and argued that her three children were being neglected. and other forms of oppression at the same time supports the status quo. visited Harvard and published an English translation of his best known work. or the meaning of freedom. As technology has become more complex and specialized.' a presumption that women are "asking for trouble" if they go outside at night and that Maria had the major responsibility for her children. generally replicates patterns of earlier schooling: a top-down model of instruction which fosters respect for authority. The discussion was energetic. visibly distraught." "violence "mother. I'll tell you how they should be. and formed for just that milieu" (1964). His general critique of education presented an analysis which challenged the neutrality of the technological model dominant in American schools. As to the pursuit of happiness--in Jacques Ellul's words. Schooling must encourage competition (rule of the fittest). while maintaining order and cooperation (social conformism). Most adult educators have not delved into complex issues of human consciousness. if we had not been worked on. gentler controls: career choices (specialization). if society is to hold together without the overt force of a police state. sexism. Even defenders of traditional schools have admitted that. schooling must adapt learners to kinder. If an expressed philosophy were to exist. and political machines have similar needs. "You've told me the way things are. In the early 1970's. Finally. The members reflected on the Maria's experience and. industrial." She effectively shifted the focus of the group from the patronizing solicitude of some who accepted the present reality to a strategy for social transformation. in the process. identified several issues: a husband's putative "rights" over his wife. Freire's critique of education was not new. "education makes us happy in a milieu which normally would have made us unhappy. but "freedom" remained an abstraction lost in a discussion of method and technique. and the good life (consumerism). While the group continued discussing these issues. but also in programs for those aspiring to middle and upper management positions." and . Her teacher. authority (dependency). All require exchangeable and renewable parts. w strong ith sentiments expressed by some who appealed frequently to "the way things are. "Freirean" Education Since the 1930's. Freire's pedagogy for freedom. exemplified in his work in South America. for the practice of adult education in the United States has paralleled the advance of a technological society. Adult educators uncritically accept an ancillary role in the service of economic interests. discipline. Maria. the teacher recorded words on an improvised blackboard: "woman. whether for remediation or for career advancement. the exploitation of workers. Adult education. Pedagogy of the Oppressed. Social. leaving the argument unresolved. once their meaning had been expanded and enriched through the groups' discussion. explaining that her husband had threatened her. Freire's critique .

authoritarian. for it does not act upon the world as an object. In the experience of women's groups." This stage is characterized by depth in the interpretation of problems. and over the coordination of all learning activities. seeks expression in collective. for all who enter the learning process. by testing one's own findings and openness to revi sion and . learning to take control and achieving power are not individual objectives. would challenge the "givenness" of the world and enable learners to reflect on their experience historically. Liberation achieved by individuals at the expense of others is an act of oppression. a future. Education for liberation provides a forum open to the imaginings and free exercise of control by learners. whose interests center almost totally around matters of survival. the first phase in the emergence of consciousness is. civil rights workers. The second stage of consciousness is "naive transitivity. giving their immediate reality a beginning. Shared power in learning is exercised in control over the curriculum. and who are impermeable to challenges situated outside the demands of biological necessity. transforming social action (Mackie. but the power of the many who find strength and purpose in a common vision. Transforming actions in aggregate comprise a revolutionary stance which simultaneously announces an egalitarian. nostalgia for the past. Critical Consciousness Freire suggests three stages in the progression by which critical consciousness is attained (1973)." Consciousness of and action upon reality are two constituents of a critical relationship with the world. a present. The Freirean Philosophy In Freire's view of education. and alienating systems of organizations. contributing to the marginalization of minorities and the poor. an underestimation of ordinary people. Empowerment is both the means and the outcome of this pedagogy which some have come to call "liberatory education. teachers. to limited spheres. Personal freedom and the development of individuals can only occur in mutuality with others. Total intransitivity is not a form of consciousness at all. participatory." Verbs which do not act upon an object are "intransitive. and many others committed to liberatory action." Where before they reacted to particulars. but with their own world. a strong tendency to gregariousness. not the power of a few who improve themselves at the expense of others. Whatever its formal structure or precise purpose. Power is shared. Its process is dialogical. collective power and collegiality protect the individual far more than authoritarian and hierarchial modes of organization. The third and final stage is "critical transitivity. and the community. strength is in numbers and social change is accomplished in unity." Freire characterizes this stage of consciousness by an over-simplification of problems. Therefore. and by the practice of polemics rather than dialogue. a fascination with fanciful explanations of reality. a disinterest in investigation. this remains a lifelong task. Education for liberation. in Freire's view. now they react to the general scope of a particular problem. The first of these stages is "semi-intransitive consciousness. and increase their capacity to enter into dialogue not only with others. its contents and methods. Freire observes that when these persons amplify their power to perceive and respond to suggestions and questions arising in their context. and democratic social order and denounces hierarchial. as in a "boot strap" theory of empowerment. their consciousness becomes "transitive. The governance of liberatory education reflects and anticipates the social order announced by its vision. such education is a component of and subordinate to a liberatory praxis which seeks to transform the social order." Liberatory education is mutually supported learning for empowerment. affirming the mutual and coequal roles of teachers and learners. 1980). Semi-intransitive consciousness is the state of those whose sphere of perception is limited. It would awaken in adult learners the expectation of change--a power which. once awakened. Consciousness which does not challenge the world is therefore uncritical and intransitive. The content of liberatory education is both critical consciousness and the development of appropriate skills and competencies related to liberatory praxis. most importantly. semi-intransitivity. and. while also providing for the development of those skills and competencies without which the exercise of power would be impossible. for Freire. Naive transitivity is never totally and irrevocably surpassed.of traditional schooling validated their own conclusions that schools were part of the problem. For poor and dispossessed people.

It neither submerges human will under psychological determinism. By the early 80's. elections were to take place Seldom. these same educators were often denied access to funds available to their less effective competitors--the schools and community colleges. technical and financial support was available for economic development. frequently sponsored by academics who sought to learn from and work with "grass roots" educators. Rather. Consciousness is not without focus. giving rise to national networks of liberatory educators attempting to adapt methods used in rural and underdeveloped countries to the urban barrios and ghettos of North America. It was these techniques which many literacy and basic education programs immediately incorporated into their practice: reflection on the political content of learner's day-to-day experience. in the United . have these conditions of liberatory education been replicated. Paulo Freire assisted in this development and participated in numerous conferences and workshops. Opportunities for collective action were antecedent to learning: land redistribution was underway. Freire advocated dialogue and critical thought as a substitute for "banking" education in which the riches of knowledge were deposited in the empty vault of a learner's mind. It finds hope neither in the unconscious within. by receptivity to the new without rejecting the old. but in historical participation in the creation of a just and a free society. Freirean programs in this country have "raised consciousness. then that perspective. how-to-do-it methods--which gave them sought-after tools for the reconstruction of urban adult education. by the attempt to avoid distortion when perceiving problems and to avoid preconceived notions when analyzing them. interrogative. by rejecting passivity. "Effectiveness" in this case means that their "numbers"--enrollments. and completion rates--were often significantly higher than in traditional programs. viewing it from first this. as the generalizations in the third stage might suggest. the inquirer has a vantage point and moves about reality. it was his pedagogy--the practical. Institutionalization While Freire's theoretical framework gave many community-based educators grounds for hope.reconstruction. "Freirean" programs multiplied during the seventies. Their revolutionary bark has clearly been more fearsome than their bite. and the use of "people's knowledge" as the basis for curriculum. He suggested several pedagogical techniques based on the mass literacy campaigns he organized in Brazil and Chile--campaigns integral to broadly defined programs of revolution and social change. One facet of Freire's pedagogy not easily translated into the American scene was the link between learning and action. The political apparatus was at hand into which the r leased e energy of liberated minds and bodies could flow. It is perspective which is the horizontal plane on the matrix of consciousness. abandoned schools. Reality is not grasped in its totality. retention rates. many Freirean centers came under the wing . In some instances. nor in providence beyond. by the practice of dialogue rather than polemics. which would indicate the direction and focus of consciousness. It links learning with action through which transformation can and does occur. The vantage point of liberatory education is political--a point of view which affirms the transforming role for humankind in history and culture and supports the political apparatus by which this role can be exercised. Neither are the three stages mutually exclusive. and dialogical forms of life. but on a horizontal plane as well. As a result. restless. Their effectiveness made Freirean programs attractive to publicly supported institutions whose funding was based on formulas affected by such numbers. and low rent offices." but seldom directly influenced social change. and by permeable. the organization of "culture circles" which promote dialogue and peer interaction. They are generalizations which describe the values to which all learning can subscribe. The literacy campaigns upon which Freire`s work was based occurred in the context of revolutionary social change. States. It proclaims the future as ours to determine and seeks the liberation of the human will to do so thro ugh learning and social action. Liberatory education holds no monopoly on fostering these characteristics of consciousness. nor does it subordinate it to divine or mechanical imperatives. networks of community-based programs lobbied to sit at the public trough as a solution to their constant struggle for foundation support. They not only admit of degrees on the vertical plane extending from semi intransitivity to critical transitivity. Occupying storefronts.

but not different in its social and cultural consequences. who tend to interpret all approaches to learning as variations in pedagogical technique. in some instances. the long term cost of survival in `the system' is that social and political empowerment as a collective goal is replaced with the more anemic goal of individual enrichment. then it can be tolerated as a variation within traditional systems of education. The dynamics of limited cooperation frequently involve the use of "deviance credits. schools or community colleges began their own "alternatives" based on a Freirean model. Bureaucratic systems impose their own logic on liberatory practices." a strategy developed by liberatory women's groups for sabotage in the work place. The strategy works like this: while establishing a pattern of cooperation one simultaneously accumulates deviance credits--that is. Its success as a form of engagement depends on the frequency with which boundary-violating demands are placed upon the group accumulating the deviance credits. but underlying contradictions remain. Limited cooperation involves the establishment of an overall pattern of cooperation which will regularly. In the process. nonetheless emphasize individual growth over collective empowerment and preempt local agendas for action. either rejecting outright any public subsidies which would tie their program to a traditional educational purposes or accepting partial support. Two nationally recognized and highly successful community-based programs. conformity with a system's norms and standards increases the tolerance of that system for an occasional lapse into deviant behavior. In addition. Some liberatory programs have fought to maintain their independence. However. Limited Cooperation As long as liberatory education can be interpreted as methodologically distinct. On the one hand. For them. Even the rhetoric of revolution sometimes used to describe the purposes of liberatory programs has proven acceptable to traditional school sponsors as a gimmick for increasing enrollments. but almost imperceptibly. energy." On the other hand. which transform partisan politics into civics lessons and substitute a technology of government for political conflict. Those who sought to build limited cooperative relationships with schools and community colleges without succumbing to domination by these more affluent and powerful institutions have purchased their survival at considerable cost.of city-wide bureaucracies and. however important to national policy. the cumulative consequences of deviance can lead to increased repression. be punctuated by dissent. independence has meant bare-bones budgets. too many Freirean programs have become little more than low-budget versions of the senior institutions upon which they have come to depend--their most emancipatory initiatives effectively blocked by economic sanctions imposed by their institutional sponsors. or incentive left for critical teaching and transforming action. began to experience this repression in the late 70's. very few of the experiments of the 70's remain intact. while building a diversified funding base. Official school publications make reference to Paulo Freire. move to protect their own political hegemony. Both strategies have been fraught with problems. governmental funding programs-from the Joint Training and Partnership Act (JTPA) and the Workplace Literacy Program to the State Local Impact Assistance Grant program (SLIAG)--have lured many financially-beset community-based programs to refocus their activities on federal priorities which. after out-performing all public programs in the state for almost ten . bound in a cooperative relationship with the City Colleges of Chicago. from 1964 to 1979! A sanitized and depoliticized Freire is now featured in the reading lists of graduate programs on adult education and Freire himself has been invited to address mainstream organizations such as the American Association of Adult and Continuing Education. as did the Brazilian military during the years of Freire's exile. as sponsoring institutions. As a result. cooperation with mainstream educational institutions takes its toll on staff for whom the limited interests of their sponsors dictate priorities and moderate action. liberatory education is likely to be viewed this way by many educators. and staff "burn out. There is no free lunch and programs which thought that the residuals of public funding would sustain the "liberatory" aspects of their program find that the obligations they have incurred under government funding so occupy staff that there is little time. In fact. having succumbed to at least partial public subsidy. a diversion of energy from education to fund-raising and the coordination of volunteers.

or by neutralizing the opposition through superior power or force. Freire. was simply closed down. bureaucratic systems of schooling (Mezirow. Freirean-based high school for adults. community -based adult education continues to provide a working model for resolving the problem of illiteracy in the United States. As Fanon observed. Literacy and other basic skills can be acquired with astonishing speed when the development of those skills is linked with other activities. seek through their programs to destroy the symmetry of conventional social boundaries by building within learners a heightened sense of alien ation. when alienation remains beneath the surface of consciousness. the last two strategies overcome alienation by a positive and "creative" affirmation of position. Liberatory education provides a working model because it links the problem of illiteracy with broader social and political ills and because it does not propose merely educational solutions to these problems. Creative alienation is not to be confused with marginality. Only a few embody creative alienation--a small but vocal minority who. 1979). These characteristics are evident in veterans of struggles with public agencies throughout the 70's and early 80's. Self-conscious alienation can also lead to critical reflection on reality and thereafter to action. The first strategy eliminates alienation by accommodation and cooptation. the experience of alienation provides stability--a corrective for bureaucratic systems which prescribe the future as a continuation of the past. Alienation Alienation is oppositional otherness --the simultaneous presence of conflict and distance. a by-product of cooperative arrangements with other. maintaining continuity with one's own identity and principles and building upon them in consistent ways. When alienation becomes conscious. Darkenwald. and the ability to exist without the constant flow of validation which is so constant and pervasive a part of nonalienated life and the absence of which for faculty members is so destructive (1973). aggressiveness. it provokes anger. 1970. an alternative. although no longer based on principles put forward by Freire in the previous decade. passivity. the capacity for self validation which in other circumstances would be condemned as arrogance. but the survivors value their sense of alienation and take pride in their uniqueness and marginality among adult educators. it results in ennui. and fear. Hunter and Harmon. 1987). Shor. but with a greatly reduced program and mostly unpaid staff. the capacity to endure over long periods problem exposure and solution postponement. Freirean. to resist their oppression. psychic insulation. Self-consciously alienated people learn to fight back. and anxiety (1968). mainstream institutions. Embedded within many community-based programs is a depoliticized vision. not even because its connections with "grass roots" organizations enhances recruitment efforts and grounds learning in the day-to-day experience of the people. Action will effectively overcome alienation to the extent that it can reduce conflict either by eliminating the distance through adaptation or compromise. Conclusions Literacy work is generally recognized as most effective when undertaken by or in the context of community based organizations--and least effective when directly managed by large. and Knox. a sensitivity to cultural incoherence. the intended outcome of which is change in conditions of oppression (Adams. Its hope and its promise lies in social action for change as an intended consequence of critical understanding. For them. broke its ties with its sponsoring institution and remains committed to its initial vision today. hostility. a Hispanic center for literacy and political education. The trauma of independence and remaining truely based in the local community exacts much from liberatory educators who built their programs outside the dominant educational system.years. with political clarity. the other. These programs. frustration. not because it incorporates more effective methods of instruction. They value those conditions identified by Morse Peckham in his discussion of art as the institutionalization of alienation: These are social protection. the ability to tolerate disorientation and the desire to seek disorientation actively. or by increasing the distance through movement outside the sphere of oppositional influence. . Creative alienation is self-conscious. Most community -based programs built on Freirean principles are marginal to what is now a highly funded and widely respected adult education enterprise. 1975. 1975. submissiveness. One program. the capacity to tolerate tension. the preference for tension rather than tension reduction.

Boulder. F. New York: Grove Press. destroying the neutrality of the schools and unmasking their complicity in maintaining the economic and political imbalance of the social order. Critical Teaching and Everyday Life (3rd printing). a number of neologisms and old words with new meanings have been introduced into the discourse of educators. G. In particular. 1970. and Knox. --Pedagogy in Process. Washington. I. New York. liberatory programs for literacy have been sustained by government only during the brief time following a revolution. a drawing. Illiteracy in the United States. New York: Seabury. New York: Seabury. Mezirow. This process is the heart of liberatory education. J. Darkenwald. ready-made its knowledge. but the critique of social and economic oppression linked with collective action for social change creates dissonance. Freire. This approach is also referred to as "digestive" and as "narrational" education. New York: Alfred Knopf. material constraints. and they evidence care and respect for their neighbors which leads to mutual trust and perseverance. Between Struggle and Hope. 1970.. Unearthing Seeds of Fire. 1985.. and thought itself.) Educational Reconstruction. --Pedagogy of the Oppressed. or even a word. the photograph or word is an abstraction which permits dialogue leading to an analysis of the concrete reality represented.Glossary With the writings of Paulo Freire. 1973. ------------------------------------------------------------------------------.S. "Banking" Education: In the "banking" method of education passive learners receive depos of pre-selected. as in Nicaragua (Miller. Cultural Action for Freedom. It is affected by any process which limits a person's power to know the world. E. D. Most Freirean programs. political structures. J.. NC: Blair. Fanon." in Shimahara. It differs from "consciousness raising" in that the latter frequently involves "banking" education-the transmission of pre-selected knowledge. The survivors--those liberatory programs in the United States which have maintained their vision--await the revolution and attempt to prepare learners for political options not yet available.nonetheless are frequently more effective in reaching and retaining hard-core illiterate adults simply because they are closer to the problems of the neighborhood.C. Ohio: Merrill. Mackie. 1978)--a time when the possibilities for change are real and the political apparatus for accomplishing those changes is at hand.A. As a representation. Participatory and democratic pedagogical practices might be adapted to American schools.References Adams. Winston-Salem. Columbus. MA: Harvard Educational Review Press. Lindeman. The Technological Society. The following lists some of the more common terms currently in use. London: Pluto Press. Montreal: Harvest House. have been condemned to a marginal existence.: Adult Education Association of the U. F. D. 1968. Alienation: The term is derived from Marx and refers to the domination of people by power elites. and thus dehumanizes the world itself (see Humanization ). Codification: A codification is a representation of the learner's day-to-day situations. Historically. CO: Westview Press. Hunter. Chicago: University of Chicago Press. terms are derived from Marxist literature with new interpretations. and Harmon. Codifications mediate between reality and its theoretical context.. Cambridge. A. in 1926). New York: Seabury. 1975. New York: Harper & Row. It can be a photograph. 1973. Ultimately. 1964. There is little which school-based educators can emulate in the practice of their "liberatory" counterparts. on the other hand. The pedagogy of Paulo Freire has limited potential outside such chaotic and transitional periods in a nation's history. 1979. 1985) or Guinea Bisseau (Freire. --Education for Critical Consciousness. 1975. The learner's mind is seen as an empty vault into which the riches of approved knowledge are placed. Literacy and Revolution: the Pedagogy of Paulo Freire. Ellul. Miller. 1987. "Arts for the Cultivation of Radical Sensitivity.. 1980. M. Conscientization means breaking through . The Wretched of the Earth. Conscientization: Conscientization is an ongoing process by which a learner moves toward critical consciousness). ------------------------------------------------------------------------------. they less resemble the more formal schools with which previous "failure" has been identified. R. P. Last Gamble on Education. (ed. Shor. 1961 (Originally published by New Republic. together with their definitions. V. It interferes with the production of authentic culture (see Culture ). as well as between educators and learners who together seek to unveil the meanings of their existence. The Meaning of Adult Education. alienation is the separation of humankind from its labor. N. C. Inc. 1978. Peckham.

pyramidal structure. Authority resides in the center-most circle. Critical consciousness is brought about not through an individual or intellectual effort. thereby effectively silencing the people. we must be able to imagine its opposite (antithesis). This imposed silence does not signify an absence of response. history by the town hall meeting. that is. Oppressed people internalize negative images of themselves (images created and imposed by the oppressor) and feel incapable of self-governance. awareness of oppression. with significant parallels in highly developed countries. Thus. the individual rejects passivity. mores). Alienated and oppressed people are not heard by the dominant members of their society. value systems. is contrast to some liberatory .prevailing mythologies to reach new levels of awareness--in particular. The key aim of liberatory education is to regain dominion over the creation and use of culture. anthropological sense as including all that is humanly fabricated. and is represented by a series of concentric circles. Decodification: (see Codification) Decodification dissolves a codification into its constituent elements and is the operation by which learners begin to perceive relationships between elements of the codification and other experiences in their day-to-day life and among the elements themselves. receptivity to the new without rejecting the old because it is old. "Culture of Silence": The "culture of silence" is a characteristic which Freire attributes to oppressed people in colonized countries. consensus represents the willingness of a minority "not to oppose" a decision. artifacts. but rather a response which lacks a critical quality. Change occurs as this tension leads to a new conception of reality (synthesis). In striving toward critical consciousness. through testing one's own findings with openness to revision. revealing the previously unperceived meanings of the reality represented by that codification. The process of conscientization involves identifying contradictions in experience through dialogue and becoming a "subject" with other oppressed subjects--that is. and dialogical forms of life. Consensual Governance: Decision -making by consensus requires the discussion of issues until all are in agreement-this in contrast to decision-making by voting in which rule by the majority is imposed on those who dissent. A collegial model has been frequently associated with liberatory education programs . in conceiving anything (thesis). decodification is analysis which takes place through dialogue. designed. This model is characteristic of participatory democracies as occasionally exemplified in U. Dialectic: Dialectic is a term referring to a dynamic tension within any given system and the process by which change occurs on the basis of that tension and resulting conflict. factories. attempting to avoid distortion when perceiving problems and preconceived notions when analyzing them. as well as materially derived products such as social class and the socio/political order. Culture Circle (Circulo de Cultura): The circulo de cultura is a discussion group in which educators and learners use codifications (see Codification) to engage in dialogue about the reasons for their existential situation. Decodification is the principal work of a circulo de cultura (see Culture Circle). It should be noted that Marx. articulated.S. becoming part of the process of changing the world. Based on the writings of Hegel. Dialogue and self-government are impossible under such conditions. every concept implies its negation. Culture: Culture is used in its broadest. restless. It contrasts with a hierarchical. both material (buildings. The dominant members prescribe the words to be spoken by the oppressed through control of the schools and other institutions. Decision-making by consensus is time consuming and difficult. but equidistant from each. The peer group provides the theoretical context for reflection and for transforming interpretations of reality from mere opinion to a more critical knowledge. practicing dialogue rather than polemics. slum housing) and immaterial (ideology. being an "object" in a world where only "subjects" have power. not over the others. conceived. interrogative. At times. but through collective struggle and praxis. and using permeable. Critical Consciousness: This is a level of consciousness characterized by depth in the interpretation of problems. Collegiality: Collegiality is a form of social organization based on shared and equal participation of all its members. Culture includes products which are humanly produced. or dire cted. but the ultimate benefit of this model is that no one is excluded by a decision. so that authority can listen and reflect the consensus of the whole (see Consensual Governance). endowed.

" In problem-solving. postulated that such tensions and contradictions were embedded in concrete culture (thus. They are derived from a study of the specific history and circumstances of the learners. dialectic materialism) and not merely found in contradictions between the existential world and our thoughts about the world. The content and purpose of liberatory education is the collective responsibility of learners. The approach challenges the way knowledge is produced with conventional social science methods and disseminated by dominant educational institutions. liberate their oppressors. malnutrition. Problematization: Problematization is the antithesis of "problem-solving. Humanization: The central task in any movement toward liberation is to become more fully human through the creation of humanly-enhancing culture--in a word. all teach and all learn. Characteristics of praxis include selfdetermination (as opposed to coercion). unemployment is "mystified" as personal failure rather than as a failure of the economy. etc. Programs of liberatory education support and compliment larger social struggles for liberation. and become critically conscious human beings. Dialogical Method: The dialogical approach to learning is characterized by co-operation and acceptance of interchangeability and mutuality in the roles of teacher and learner. Portuguese). This contrasts with an anti dialogical approach which emphasizes the teacher's side of the learning relationship and frequently results in one-way communiques perpetuating domination and oppression. its expression is collective action on behalf of mutually agreed upon goals. superficial. through dialogue. intentionality (as opposed to reaction). The task of the oppressed is to liberate themselves and.g." This historical task is countered by the negative forces of dehumanization which. Praxis: Praxis is a complex activity by which individuals create culture and society. creativity (as opposed to homogeneity). through oppressive manipulation and control. not merely uncritically adapt themselves to it. illiteracy. and naive interpretations of culture prevent the emergence of critical consciousness. Empowerment: Empowerment is a consequence of liberatory learning. Liberatory Education: Education which is liberatory encourages learners to challenge and change the world. Generative words have been most useful in relation to languages which are phonetically based (e. Through alternate methods. Praxis comprises a cycle of action reflection-action which is central to liberatory education. The theoretical basis for this discovery is provided by critical consciousness. as well as economic and personal empowerment. seek political. Power is not given. and the community alike who. it puts the production of knowledge back into the hands of the people where it can infuse their struggles for social equality. and without communication. Education for empowerment further differs from schooling both in its emphasis on groups (rather than individuals) and in its focus on cultural transformation (rather than social adaptation). Generative Themes/Words: Generative themes are codifications of complex experiences which are charged with political significance and are likely to generate considerable discussion and analysis. an expert takes . Mystification: Mystification is the process by which the alienating and oppressive features of culture are disguised and hidden. there is no communication. generative themes can be codified into generative words--that is. and rationality (as opposed to chance). Empowerment is distinct from building skills and competencies. teachers. tri-syllabic words that can be broken down into syllabic parts and used to "generate" other words. there can be no liberatory education. in the process. but created within the emerging praxis in which co-learners are engaged. In this method. False. Spanish. Revolutions are humanized to the extent that the new regime confronts its tendency to replicate the oppression of the old (see Transformation of the World). thus making it difficult for the unemployed to critically understand their situation. demanding an atmosphere of mutual acceptance and trust. and for the elimination of dependency and its symptoms: poverty.g. these being commonly associated with conventional schooling. Without dialogue. "humanization. Participatory Research: Participatory research is an approach to social change process used --a by and for people who are exploited and oppressed. compromise human values for personal gain and power. In a literacy program.educators. Educational systems are key instruments in the dissemination of mystifications: e.

organizações sindicais e não governamentais (ONGs). de um direito básico que lhes garante a Constituição nacional. Transformation of the World: To transform the world is to humanize it (see Humanization ). uma das grandes inovações implementadas pelas . conscientes de seu papel. Universidades. All transformations do not result in liberation. Conselhos de Educação. educadores. nos estados brasileiros vieram se organizando Fóruns de Educação de Jovens e Adultos. organizações sindicais e não governamentais (ONGs). Conselhos de Educação. Problematization recognizes that "solutions" are often difficult because the wrong problems are being addressed. organismos Sistema S. diversos grupos e organizações vêm atuando há longa data no campo da alfabetização e da educação básica de jovens e adultos. As people act upon the world effectively.g. transforming it by work. assessorar e ampliar a responsabilidade pública e formação cidadã. Universidades. Only history reveals the problematic nature of being human and the consequences of having chosen one path over the other. agregando administrações públicas. Problem-posing is a logically prior task which allows all previous conceptualizations of a problem to be treated as questionable. educadores. the development of the V-2 rocket in World War II). consciousness is in turn historically and culturally conditioned. portanto.distance from reality and reduces it to dimensions which are amenable to treatment as though they were mere difficulties to be solved. educandos. educandos. assessorar e ampliar a responsabilidade pública e social com a Educação de Jovens e Adultos. LUIS INÁCIO LULA DA SILVA Educadores e educadoras populares associados à Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil (RAAAB). com a finalidade de reunir forças. articulando-se nacionalmente. reunidos em São Paulo nos dias 12 e 13 do corrente mês.br/IR51enc. manifestam ao Governo eleito seu integral apoio e.com. Fóruns esses que expressam posições.acaoeducativa. nos Encontros Nacionais de Educação de Jovens e Adultos (ENEJAs). Neste contexto nacional. To "problematize" is to engage a group in the task of codifying reality into symbols which can generate critical consciousness and empower them to alter their relations with nature and oppressive social forces. participantes dos Fóruns Estaduais de Educação de Jovens e Adultos e Membros da Coordenação Nacional dos Movimentos de Alfabetização (MOVAs). Inspirados pelo grandioso legado de Paulo Freire. Desde 1996.pdf Autor(es): Ação educativa Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Educadores e educadoras populares associados à Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil (RAAAB). Cópia do Texto: MANIFESTO AO PRESIDENTE ELEITO. The transformation of the world is humankind's entry into history. LUIS INÁCIO LULA DA SILVA Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. Transforming action could dehumanize the world with an oppressor's curious and inventive presence (e. desde 1999. participantes dos Fóruns Estaduais de Educação de Jovens e Adultos e Membros da Coordenação Nacional dos Movimentos de Alfabetização (MOVAs). tecem as seguintes considerações: No Brasil existem mais de 16 milhões de pessoas jovens e adultas analfabetas absolutas e cerca de 65 milhões com escolaridade inferior ao Ensino Fundamental completo. com a finalidade de reunir forças. Conscientization) is the result of action which transforms the world and leads to humanization Data do Texto: 1995-06-20 00:00:00 34 MANIFESTO AO PRESIDENTE ELEITO. discutindo e propondo políticas públicas para essa modalidade. excluídas. envolvendo toda a sociedade civil em parcerias com os poderes públicos para a garantia da alfabetização enquanto ação cultural.

· É importante reafirmar a concepção consagrada na V Conferência Internacional de Hamburgo (1997). Hamburgo (1997) e Dakar (2000). o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA). e de intervir na realidade social (Declaração de Hamburgo. cabe ao Governo Federal potencializar a ação local coordenada nos Municípios e nos Estados. mas deve atingir a terminalidade do ensino fundamental . o Plano Nacional de Formação Profissional (PLANFOR) e o Programa Recomeço. valorizando os profissionais da área e as especificidades da ação pedagógica. · É urgente reconstruir e acionar a Comissão Nacional de Educação de Jovens e Adultos. · É fundamental realizar diagnóstico e avaliação das diferentes ações educativas do Governo Federal voltadas aos jovens e adultos. parte de um direito mais amplo que não se restringe à alfabetização. como processo de educação ao longo da vida. por meio do Ministério da Educação. orientando pelas diretrizes do parecer -se 11/2000 e pelas lutas populares em defesa da educação pública para todos. como requisito básico para a educação continuada durante a vida e para a formação de cidadãos leitores e escritores críticos e éticos. · O Governo Federal. tais como o Programa de Alfabetização Solidária (PAS). assim. 1997). · Nessa perspectiva. etnia. em São Paulo. na busca da autonomia e do senso de responsabilidade das pessoas e das comunidades. ultrapassando. a alfabetização é concebida como apreensão de conhecimentos básicos de leitura e de escrita da palavra e do mundo. Os MOVAs vêm promovendo uma ação alfabetizadora popular que extrapola a visão da alfabetização apenas como decodificação da escrita. controle e avaliação das políticas públicas. · É necessário garan a tir formação continuada dos educadores de Educação de Jovens e Adultos. de gênero. formada por pessoas e organizações atuantes nessa área. pelas prefeituras e secretarias municipais e estaduais. de modo a garantir o princípio da ampla participação social na proposição. na cultura e nas relações sociais. que compreende a formação de jovens e adultos. as ações empreendidas pelas redes de organizações da Sociedade Civil. para tanto. A Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil RAAAB.Administrações Populares municipais e estaduais são os Movimentos de Alfabetização de Jovens e Adultos MOVAs. de portadores de necessidades especiais e de outros grupos. bem como as parcerias com as iniciativas da Sociedade Civil. pelos MOVAs e pelos Fóruns Estaduais de Educação de Jovens e Adultos. vêm rompendo com as práticas das antigas campanhas com vieses assistencialistas descomprometidas com a continuidade da escolarização e com a transformação da sociedade brasileira. entre campo e cidade. no contexto da transição da administração federal. na elaboração e na implementação de políticas públicas. toma a iniciativa de manifestar sua posição em relação aos rumos de uma política nacional de educação de jovens e adultos: · É fundamental garantir o cumprimento do preceito constitucional do direito de todos à educação até hoje não efetivado. fortalecendo a capacidade de lidar com as transformações que ocorrem na economia. envolvendo toda a sociedade civil em parcerias com os poderes públicos para a garantia da alfabetização enquanto ação cultural. · É fundamental evitar que o MOVA Brasil tenha qualquer semelha nça com campanhas e ações assistencialistas já realizadas historicamente. no trabalho. capazes de expressar suas culturas e experiências. enfatizamos a necessidade de inclusão da Educação de Jovens e Adultos nos mecanismos de financiamento da educação básica. descomprometidas com a continuidade e terminalidade da escolarização e com a transformação da sociedade brasileira. vem apoiando essas articulações nacionais e. sob o princípio "reflexão sobre a ação". órgão consultivo composto por representantes de instituições governamentais e não governamentais. a visão equivocada de que a universalização da alfabetização de jovens e . · Considerando a descentralização da educação básica de jovens e adultos. que a partir da experiência de Paulo Freire. considerando as diferenças geracionais. · É fundamental que o Governo Federal reafirme os compromissos relativos à alfabetização e à educação de pessoas adultas firmados nas conferências internacionais de Jomtien (1990). deve ser o articulador de uma política pública que incorpore a Educação de Jovens e Adultos definitivamente ao Sistema Nacional de Educação. para o que deve contar com uma estrutura administrativa capaz de responder a esse enorme desafio. · É importante reconhecer e legitimar. pautando nos princípios da formação -a cidadã.

e o procurador da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca).600 jovens acima de 15 anos e adultos.com.315. João Pedro Stédile.840 alfabetizadores nos 26 estados e no Distrito Federal para alfabetizar 27. que integram a coleção É só o começo. agosto e dezembro.Sempre é tempo de aprender é o slogan que o MST vai levar a todos os assentamentos e acampamentos para motivar o ingresso dos adultos nas turmas de alfabetização. Ionice Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Luiz Antônio Pasquetti. Seguem-se mais de 300 assinaturas de instituições. o MST luta para derrubar três cercas: do latifúndio.488. assinaram hoje. e O triste fim de Policarpo Quaresma. assinaram hoje. Cópia do Texto: O diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). 19. intraministeriais e interministeriais de modo a promover convergências entre as diversas propostas de ensino e iniciativas educacionais. 19. "É tão importante ocupar o latifúndio como ocupar a escola". para quem o homem do campo precisa se libertar pelo conhecimento e chegar ao ensino fundamental.800. educandos etc Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 35 MEC libera 3. diz ele. um convênio no valor de R$ 3.3 milhões para alfabetização de jovens e adultos nos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). ao . explicou Homem de Carvalho. Para João Pedro Stédile.348. do Programa Brasil Alfabetizado: Garibaldi e Manoela: uma história de amor. desde o princípio. porque é um gesto concreto rumo à erradicação do analfabetismo". intelectuais. do capital e da ignorância. parlamentares. Para Hermes de Paula. entregou ao presidente do MST. decidimos pela formação de um grupo de trabalho com representação da RAAAB. este ano. totalizando R$ 3. A proposta do Brasil Alfabetizado. Os recursos serão repassados pelo FNDE em parcelas em junho. Já o secretário de Erradicação do Analfabetismo. gestores. o MST se compromete a capacitar. Hermes de Paula. João Homem de Carvalho. um dos programas-chave do ministro da Educação. Os recursos vão custear a formação dos alfabetizadores e depois pagar os professores. nos próximos dias. · É imprescindível estabelecer articulações intersetoriais. educadores. uma proposta para o MOVA Brasil que contemple a concepção de educação popular que permeia este manifesto.3 milhões para alfabetização de jovens e adultos nos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). os três primeiros clássicos da literatura brasileira dirigidos aos adultos recém-alfabetizados.moderna. Na parceria. 1. o convênio do MEC com o MST tem "um significado político e social muito grande. Pelo convênio. e o procurador da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca). o FNDE entra com R$ 3. A Escrava Isaura. é es timular a leitura e a seqüência dos estudos para além da alfabetização dos adultos.br/noticias_educacionais/acoes_governamentais/0226 Autor(es): LORENZONI. Em conformidade com os princípios acima expostos. A estimativa do MST é de que a alfabetização no campo tenha duração de seis a oito meses.adultos possa ser alcançada por métodos milagreiros e em curtíssimo prazo. Slogan . um convênio no valor de R$ 3. da Comissão Nacional dos MOVAs e de membros dos Fóruns de Educação de Jovens e Adultos que apresentará. Hermes de Paula. Cristovam Buarque.312 e a Anca com R$ 33.3 milhões para alfabetização no campo Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Luiz Antônio Pasquetti.

mas não tem compreensão adequada do que está lendo. em três meses "é possível colocar alguém em nível alfabético". "Faltam ao vídeo algumas características importantes.Paulo dizem ter dúvidas sobre a eficácia do método cubano de ensino adotado pelo governo venezuelano.org." A campanha venezuelana prevê duas horas de aula ao dia.folha. "É impossível alfabetizar adequadamente em três meses". não é possível alfabetizar com aulas por vídeo. professora livre-docente da Faculdade de Educação da USP e coordenadora do Núcleo de Estudos de Educação de Jovens e Adultos. O método. entre eles sua criadora. "estamos criando a oportunidade de romper com a terceira cerca. o método relaciona números às letras do alfabeto para ensiná-los a ler. Cópia do Texto: Especialistas em alfabetização de adultos consultados pela Folha de S. eu posso". Leonela Relys. "Alfabetizar demanda incentivo. Partindo do princípio de que os analfabetos conhecem os numerais e podem realizar operações matemáticas simples. Leonela Relys. afirma Stela Bertolo Piconez.br/folha/mundo/ult94u60667.undime.br Autor(es): MEC / ACS . treinados por 74 técnicos cubanos que estão na Venezuela para supervisionar a implementação do programa. Com esse convênio. aprese ntadas aos alunos por "facilitadores". diz. treinados por 74 técnicos cubanos que estão na Venezuela para supervisionar a implementação do programa. batizado de "Sim. consiste de 65 lições gravadas em vídeo. durante três meses. o que significa que a pessoa pode conhecer as letras e saber como juntá-las para formar uma palavra. se para ela operação significa só cirurgia". "Os analfabetos fazem registros próprios para números. consiste de 65 lições gravadas em vídeo. de segunda a sexta. afirma Data do Texto: 2003-07-27 00:00:00 37 Ministro da Educação anuncia nova equipe Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: www. professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) que coordenou o programa Mova (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos).shtml Autor(es): WASSERMANN. como a interatividade com o educador e o relacionamento entre as pessoas".com. entre eles sua criadora. à universidade e à pós-graduação." Data do Texto: 2003-05-20 00:00:00 36 Método cubano para alfabetização é alvo de críticas Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www1. batizado de "Sim. Rogério Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Especialistas em alfabetização de adultos consultados pela Folha de S. Para Maria Stela Graciani.Paulo dizem ter dúvidas sobre a eficácia do método cubano de ensino adotado pelo governo venezuelano.uol. disse. o desenvolvimento de autovalorização e de autoconfiança. promovido pela Prefeitura de São Paulo no governo de Luiza Erundina (1989-1993).médio. mas não há relação entre o registro e a idéia de texto". essa idéia é duvidosa. apresentadas aos alunos por "facilitadores". eu posso". Segundo ela. Para Stela Piconez. O método. "Não adianta nada a pessoa ler um enunciado que diz para efetuar uma operação matemática. afirma. a da ignorância.

Marcos Dantas (secretário de educação a distância). ajustando a atuação da secretaria a um novo tratamento metodológico. absorverá as ações da Secretaria de Inclusão Educacional. Henriques disse que serão mantidas as linhas gerais do trabalho iniciado pela equipe anterior. já que o FNDE é a principal fonte de financiamento das políticas gestadas nas secretarias do MEC". Cláudia Pereira Dutra. Ricardo Henriques. Jairo Jorge da Silva (chefe de gabinete). mas também para estabelecer relações de cooperação. "Eles têm um papel importante na interface com programas de inclusão educacional e precisamos preservar esta transversalidade". já anunciou os nomes dos novos secretários. atuando em conjunto com Tarso Genro e Fernando Haddad. justificou. Tarso Genro. em 2003. Francisco das Chagas Fernandes (secretário de educação infantil e fundamental). e de educação especial. Cópia do Texto: Ministro da Educação anuncia nova equipe Autor: Secretaria executiva nacional Data: 3/2/2004 O ministro da Educação. Benício Schmidt (coordenador-geral de cooperação internacional da Capes). interinamente. Nelson Maculan Filho (secretário de educação superior). A idéia do novo secretário é interagir também com os ministérios do Trabalho. m Antônio Carlos Lopes (secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica). afirmou. Francisco . Segundo o Mi istro é n desnecessária a separação entre inclusão educacional e luta contra o analfabetismo. levando em conta os parâmetros colocados pelo ministro. Jairo Jorge da Silva. "Essa sintonia é necessária. Jorge Almeida Guimarães (presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Capes). Marcos Dantas (secretário de educação a distância). para inclusão de jovens e adultos nos sistemas de ensino".Capes). Nelson Maculan Filho (secretário de educação superior). José Henrique Paim Fernandes (presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação FNDE). Henriques adiantou ainda que sua secretaria atuará junto a outras instâncias da área social do governo federal. O secretário Extraordinário de Erradicação do Analfabetismo. "O sucesso de programas de inclusão educacional depende da associação com outros programas de distribuição de renda". salientou. São eles: Fernando Haddad (secretário executivo). o secretário de Educação Infantil e Fundamental (SEIF). da Saúde e Cultura. O secretário já conversou sobre o assunto com o ministro do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome. será o chefe de gabinete. As secretarias de Inclusão Educacional e de Erradicação do Analfabetismo serão integradas e quem assumirá. Ronaldo Mota (secretário executivo do Conselho Nacional de Educação). São eles: Fernando Haddad (secretário executivo). já anunciou os nomes dos novos secretários. Jairo Jorge da Silva (chefe de gabinete). Fran cisco das Chagas Fernandes (secretário de educação infantil e fundamental). "Mas estabeleceremos padrões e sistemas de avaliação. salientou a necessidade de a instituição estabelecer uma "sintonia fina" com o MEC. Patrus Ananias. Tarso Genro. de solidariedade com todos os demais órgãos do governo que trabalham com políticas sociais". Antônio Carlos Lopes (secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica). que será extinta. Paim Fernandes disse que sua primeira missão é montar o calendário do trabalho a ser desenvolvido pelo Fundo a partir de março. acrescentou Henriques que. À frente da secretaria responsável por políticas que beneficiam 70% dos alunos da educação básica nas redes públicas. José Henrique Paim Fernandes. Foram mantidos os secretários de educação média e tecnológica. que também assume como coordenador político do gabinete do ministro. Ronaldo Mota (secretário executivo do Conselho Nacional de Educação). Ricardo Henriques (secretário extraordinário de erradicação do analfabetismo). foi secretário-executivo do extinto Ministério da Assistência Social. Antonio Ibañez Ruiz. O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). defendeu.FNDE). "Essa integração é necessária não só para potencializar os recursos que o ministério dispõe. Ricardo Henriques (secretário extraordinário de erradicação do analfabetismo). Benício Schmidt (coordenador-geral de cooperação internacional da Capes). Jorge Almeida Guimarães (presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior .Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O ministro da Educação. José Henrique Paim Fernandes (presidente do Fundo Nacional de Desenvolvi ento da Educação .

fundamental e média -. Fonte: MEC Data do Texto: 2004-02-03 00:00:00 38 Ministro elogia projeto de alfabetização da Uniara Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. foi fruto de um convênio entre a Uniara e a Fundação Nacional de Amparo ao Preso (Funap). que desenvolveu tese de doutorado sobre Educação Escolar na Prisão. continuaremos o trabalho da gestão anterior e até avançaremos e aprofundaremos os programas voltados à formação dos trabalhadores da educação". e o deputado federal Dimas Ramalho. Cláudia Dutra.gov. Fernando Passos e Dimas Ramalho entregaram ao ministro uma cópia do projeto da Uniara de erradicação do analfabetismo e de criação do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos. disse que pretende dar continuidade aos trabalhos que vinham sendo desenvolvidos. mas não estão aprendendo. "Para isso. ainda. que a atuação de sua secretaria será em conjunto com as secretarias de Educação Média e Tecnológica (Semtec) e de Educação Especial (Seesp). em Brasília. a partir de programas e ações desenvolvidos na instituição desde 1995. Profa Dra. o principal desafio à frente da SEIF é a inclusão de milhões de crianças que ainda estão fora da escola e de outros milhões que estão na escola. A iniciativa de criação de um projeto de alfabetização de jovens e adultos na Uniara foi do Departamento de Ciências Humanas e Sociais. Elenice al Camarosano Onofre.asp?codigo=101 Autor(es): UNIARA Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O chefe do Departamento de Ciências Jurídicas do Centro Universitário de Araraquara Uniara. foram recebidos na última quinta-feira.com.br. Para ele. como preceitua a Lei de ais Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O primeiro projeto. e consistia na alfabetização de adultos presos da Penitenciária de Araraquara. e pela professora do mesmo curso Luciana Maria Giovanni Cópia do Texto: Ministro elogia projeto de alfabetização da Uniara O chefe do Departamento de Ciências Jurídicas do Centro Universitário de Araraquar a Uniara. Fernando Passos e Dimas Ramalho entregaram ao ministro uma cópia do projeto da Uniara de erradicação do analfabetismo e de criação do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos. prevista para breve. e o resultado prático do trabalho foi .das Chagas Fernandes. dia 8 de maio. Profa Dra. que ocupa o cargo desde março de 2003. Segundo o advogado Fernando Passos. Sob orientação da professora Elenice Camarosano Onofre. Para mais informações. o ministro não apenas elogiou a iniciativa da Uniara mas também se dispôs a lançar o projeto em Araraquara.uniara. Fernando Passos. foram recebidos na última quinta-feira. envolvendo programas para toda a educação básica . Ela disse que esse trabalho poderá avançar em muito com a regulamentação da Lei da Acessibilidade. principalmente na capacitação de professores para o atendimento aos alunos com necessidades especiais nas redes de ensino. além do atendimento de alunos portadores de necessidades especiais. e pela professora do mesmo curso Luciana Maria Giovanni. pelo ministro da Educação Cristóvam Buarque. elaborado pela coordenadora do curso Norm Superior. e o deputado federal Dimas Ramalho.que inclui a educação infantil. Na ocasião. acesse a página do MEC www. Elenice Camarosano Onofre. Fernando Passos. em Brasília. Na ocasião. A secretária de Educação Especial. dia 8 de maio.mec. os estudantes ministraram aulas na Penitenciária. Ele disse.br/projeto/noticia. afirmou. elaborado pela coordenadora do curso Normal Superior. pelo ministro da Educação Cristóvam Buarque. frisou que sua secretaria tem uma peculiaridade: "Trabalhar com um universo em que o patrão são os governos estadu e municipais". em data a ser definida. de extensão universitária. coordenados pelos cursos de Pedagogia e Normal Superior.

o Educador Paulo Freire oficializou o MOVA na cidade de São Paulo. além da tese sobre Educação Escolar na Prisão. com carga horária de 90 horas além de estágio superv isionado. Mais informações do MOVA. "No campo do ensino. "Mas o trabalho de alfabetização não se limita à extensão universitária". do processo de construção do conhecimento. O MOVA tem o objetivo de estimular a aprendizagem de homens e mulheres que foram excluídos. acima dos 15 anos. Ele começou a ser gestado na década de 50 pela Igrejas e movimentos. afirma a coordenadora Elenice. organizar junto à comunidade grupos de 10 a 15 pessoas e indicar os seus educadores populares para contribuir no processo de alfabetização. Ele começou a ser gestado na década de 50 pela Igrejas e movimentos Cópia do Texto: O Movimento de Alfabetização é uma luta de muitos anos. Data do Texto: 2003-05-00 00:00:00 39 MOVA: Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. portanto. Pois queremos. Ainda no campo da extensão universitária. ultrapassando os limites de sala de aula e os limites da educação. podemos destacar uma série de monografias de conclusão de curso de nossos alunos que tratam do tema do analfabetismo". que não sabem ler e escrever. Entendemos que o acesso ao conhecimento. entidades religiosas. Com o Golpe Militar.org. Data do Texto: 2003-03-12 00:00:00 40 Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos .php?link=noticias1. com o compromisso de assegurar a Alfabetização de Jovens e Adultos do campo e da cidade. também autora do projeto que foi entregue ao ministro Cristóvam Buarque. sindicatos. das mais diferentes formas. O MOVA é uma alfabetização para a cidadania. A Secretaria Municipal de Educação assumiu o desafio de criar o MOVA-Chapecó como uma política de garantia de acesso a leitura e à escrita. a Uniara prepara seus graduandos para que atuem na formação de jovens e adultos.php&arquivo=16 Autor(es): Diocese Chapecó Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Movimento de Alfabetização é uma luta de muitos anos. as turmas que já estão acontecendo em Chapecó. e no campo da pesquisa. sua conquista depende da responsabilidade coletiva da sociedade. quanto ao seu histórico e como funcionam as turmas em Chapecó. como cidadãos. buscando envolver toda a comunidade. onde a EJA (Educação de Jovens e Adultos) não consegue atingir. conselhos escolares.um elevado índice de aprovação dos presos nos exames de Suplência promovidos pela Secretaria da Educação. setores empresariais e lideranças em geral. Em 1989 com a Administração Popular. complementa.diocesechapeco. Toda a sociedade está convidada a identificar pessoas. é um direito de todos e. ao letramento.br/index1. a Uniara firmou parceria este ano com o Centro de Atendimento ao Adolescente no Programa Reintegra Brasil para colaboração em reforço escolar de Comunicação Oral e Escrita e Educação Matemática. na Secretaria Municipal de Educação de Chapecó. movimentos populares. ainda mais. ampliar. a Ditadura dispensou com muitas iniciativas inclusive a luta pela alfabetização dos adultos. como aqueles que ainda não se sentem motivados a participar da escola. Se fortalece o apoio das associações comunitárias.

aticaeducacional. Cópia do Texto: BRASÍLIA . assumiu a Secretaria Nacional Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo com a meta de alfabetizar. secretarias municipais. além de apoio de organizações multilaterais e não governamentais. Em entrevista ao Jornal do Brasil. Até maio de 2004 . todas estão sendo sensibilizadas e mobilizadas para o processo e envolvimento. além de apoio de organizações multilaterais e não governamentais. trabalho personalizado.br/prefeitura/secretarias/educacao/2003/030403. Em tempo.ce. às 08:00 da manhã no Ginásio Poliesportvo.5 bilhão por ano em recursos federais. ele é a continuidade e o fim de um processo iniciado em 1986. João Luiz Homem de Carvalho.O engenheiro agrônomo e professor da Universidade de Brasília. pretende ser um elemento poderoso de mobilizção popular em torno da luta de erradicação do analfabetismo. 17 milhões de jovens e adultos que estão excluídos da sociedade moderna por não saberem ler nem escrever. Carvalho acredita que a mobilização da sociedade é a chave para acabar com o analfabetismo. através do GEEMPA (Grupo de Estudos sobre Educação. O momento trabalhará prioritariamente dentro da proposta pós-construtivista. em busca do analfabetismo zero. em quatro anos. prazo previsto para o 1° momento do movimento. ele disse que pretende incentivar os estudantes a desenvolverem projetos de alfabetização. as entidades locais. atingindo os grupos resistentes específicos como pescadores e mulheres.gov. Para executar a tarefa espera contar com R$ 1.800 alfabetizandos e reduzir o percentual atual em pelo menos 53%. As escolas. Nestes 17 anos o município reduziu em mais de 20% as taxas de jovens e adultos não escolarizados e agora pretende fazer um amplo e participativo processo de alfabetização.icapui. Metodologia de Pesquisa e Ação) em etapa de alfabetização em 03 meses. Carvalho acredita que a mobilização da sociedade é a chave para acabar com o analfabetismo.htm Autor(es): secretaria de educação Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos de Icapuí. Para executar a tarefa espera contar com R$ 1. Em entrevista ao Jornal do Br sil. atendendo por período cerca de 400 novos alunos. pretende ser um elemento i poderoso de mobilizção popular em torno da luta de erradicação do analfabetismo Cópia do Texto: O Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos de Icapuí. assumiu a Secretaria Nacional Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo com a meta de alfabetizar. André Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: BRASÍLIA . que será lançado dia 11 de abril de 2003. em quatro anos. 17 milhões de jovens e adultos que estão excluídos da sociedade moderna por não saberem ler nem escrever. João Luiz Homem de Carvalho.O engenheiro agrônomo e professor da Universidade de Brasília. federações. fazendo. associações. que será lançado dia 11 de abril de 2003.br/asp/secoes/noticias. às 08:00 da manhã no Ginásio Poliesportivo. se for preciso.com. Data do Texto: 2003-04-12 00:00:00 41 Não há mobilização para alfabetizar Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. a Secretaria da Educação pretende atingir cerca de 2.Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. ele a . inclusive.5 bilhão por ano em recursos federais.asp?cod=573 Autor(es): NOBLAT. novas turmas estão sendo implantadas na rede de ensino. Atualmente.

O dinheiro para pagarmos os alfabetizadores e os gastos com a estrutura da campanha chegarão através de parcerias com o BID. O Ministro de Estado da Cópia do Texto: Nota Informativa . . Assembléia Geral Ordinária ocorreu um acontecimento de relevância histórica. que está em torno de 13% de analfabetos . onde já existem programas.disse que pretende incentivar os estudantes a desenvolverem projetos de alfabetização. Estudantes. Isso representa o dinheiro que será dado como incentivo para as pessoas se alfabetizarem. Data do Texto: 2003-01-27 00:00:00 42 Nota Informativa . SP. firmou parceria com a CNBB.Existe muita discussão sobre qual seria a metodologia correta de alfabetizar os adultos. . Se nós tivermos êxito na mobilização da sociedade para a alfabetização de jovens e adultos. Professor Cristovam Buarque. . sob orientação do nosso corpo técnico. 02/05/2003 Senhores Bispos. torna-se fácil. sindicatos. em quatro anos.Eu acho que a primeira coisa é concentrar esforços com quem já está trabalhando. dá continuidade a uma parceria histórica com o Governo Federal.Presidência do MEB Itaici .5 bilhão por ano. O Ministro de Estado da Educação. acho que passará a ser uma tarefa fácil. Agora. como pretende o ministro Cristovam Buarque? .Em torno de R$ 1. Dom Augusto Alves da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Durante a visita do Presidente Lula e seus Ministros e Assessores à 41a. estados.Presidência do MEB Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.Quando o ministério pretende pôr esse trabalho em prática? .Daqui a um mês estaremos entregando um programa com metas para o presidente Lula.. Durante a visita do Presidente Lula e seus Ministros e Assessores à 41a. a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Unesco. numa perspectiva de retomada histórica de seu compromisso com a promoção da pessoa humana e com a proposta de construção de uma sociedade justa e igualitária. Temos que trabalhar com as diversas metodologias de educação que existem no país. através do Movimento de Educação de Base. para Alfabetização de Jovens e Adultos.17 milhões de pessoas.Indaiatuba. através do Ministério da Educação. que é o dado do IBGE. .Eu acho que para termos êxito. .meb. . e colocamos gás nos garotos para o projeto para funcionar. à sociedade .É possível erradicar o analfabetismo em quatro anos.Quanto vai custar a erradicação do analfabetismo para o governo? . . por exemplo. buscando oferecer.htm Autor(es): ROCHA. Assembléia Geral Ordinária ocorreu um acontecimento de relevância histórica. O projeto da Rede de Alfabetização e Formação de Jovens e Adultos representa a reafirmação da Missão da Igreja do Brasil. Nós os estimulamos a fazerem um projeto. O programa com metas específicas será entregue no final de fevereiro. prefeituras. Ao conceber a Rede de Alfabetização de Jovens e Adultos.br/noticia_03. através do Movimento de Educação de Base. Se você quiser levar como Ministério da Educação eu acho que fica muito difícil. mais ou menos. Não sei se dariam conta de todo o serviço. a primeira coisa é não ter uma metodologia única. Eu devo ir para Recife. então temos de incentivar quem mais quiser participar..Quantos milhões de analfabetos vão ser atendidos? . Mas nós pretendemos ir atrás do Tribunal Superior Eleitoral e das secretarias estaduais de Educação para refazer esse mapa do analfabetismo.Como deve acontecer essa participação da sociedade? . Senão você começa a excluir pessoas que querem trabalhar mas não querem utilizar determinada metodologia.Nós temos alguns dados que não são exatamente confiáveis. se você quiser levar apenas como partícipe de uma sociedade mobilizada. Sergipe e Fortaleza.É difícil hoje porque não se vê com clareza uma mobilização para isso.org.

comunitário e pedagógico. pelo fax (61) 225-2943 e pelo correio eletrônico meb@meb.br/noticia10. como formadoras. 2 horas diárias para o trabalho junto à Rede de Alfabetização. via correio.htm Autor(es): KEHRLE. A primeira ação dos Srs. via correio. há três meses. de Erradicação do Analfabetismo no Brasil. junto à REDE.000 pessoas alfabetzadas e i 3. A síntese do projeto já foi enviada a os Srs. em função de seus interesses e das necessidades na região. Vilany Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Criado pelo Ministério da Educação. no mês de março p. Sua operacionalização está sendo feita pela Secretaria Extraordinária Nacional de Erradicação do Analfabetismo (SEEA/MEC). orçamento de R$ 273 milhões para programas e projetos de alfabetização em todo o País. organismos.org.750. assumir outras tarefas. Esclarecemos que: Não é necessário que as pessoas indicadas tenham qualquer experiência anterior em alfabetização de jovens e adultos. Dia 16 . em 4 anos. DOM AUGUSTO ALVES DA ROCHA PRESIDENTE MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE Data do Texto: 2003-05-02 00:00:00 43 O que é o Programa Brasil Alfabetizado Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. 30. como a de coordenação.000 alfabetizadores e 30.. que trabalha em parceria com organismos governamentais e não -governamentais com experiência na Alfabetização de jovens e adultos. paróquias. O alcance do projeto para o primeiro ano (2003) será de 750. o Programa Brasil Alfabetizado tem como objetivo abolir o analfabetismo no Brasil. pelo telefone (61) 225-2999. isto é. encaminhará. em tempo oportuno. Sob a coordenação de João Luiz Homem de Carvalho. serão as pessoas responsáveis por capacitar os alfabetizadores e poderão.br .cfh.brasileira. eventualmente. há três meses. Nesta perspectiva é que vimos solicitar especial atenção dos Senhores para os próximos encaminhamentos concretos desta ação. que trabalha em parceria com organismos governamentais e não-governamentais com experiência na Alfabetização de jovens e adultos. considerando que este é um dos passos fundamentais para a superação de desigualdades sociais profundas. pelo menos. a Secretaria tem. este projeto está inserido em dois amplos contextos: O Mutirão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para a Superação da Miséria e da Fome. Façam parte da comunidade diocesana e encontrem-se engajadas em projetos ligados à diocese.p. Bispos. o Programa Brasil Alfabetizado tem como objetivo abolir o analfabetismo no Brasil. e Quaisquer outros esclarecimentos podem ser feitos diretamente à equipe do MEB. este ano. escolase universidades católicas ou outras ações da Igreja na região.Assessoria de Comunicação Social O que é o Programa Brasil Alfabetizado Criado pelo Ministério da Educação.000 salas de aula. e Tenham motivação para o trabalho social. 3 pessoas que preencham os seguintes quesitos: Sejam portadoras de curso superior. supervisão e alfabetização. Os primeiros convênios foram assinados semana passada. em sua Diocese. Institucionalmente. Sua operacionalização está sendo feita pela Secretaria Extraordinária Nacional de Erradicação do Analfabetismo (SEEA/MEC). Estas pessoas atuarão. em Brasília.000 pessoas até o ano de 2006. O MEB. em qualquer área do conhecimento. pastorais. através do Ministério da Educação. a partir do momento em que o Ministério da Educação concretizar o repasse dos recursos necessários à montagem da Rede de Alfabetização. Cópia do Texto: MEC .ufsc. e A proposta do Governo Federal. a prestação de um serviço essencial à construção plena da cidadania. as fichas de cadastramento dos formadores. Tenham disponibilidade de. envolvendo a formação de 1000 formadores. Bispos será a de identificar.

20 milhões. Essas medidas visa dar m assistência ao aluno alfabetizado. No próximo mês. os governos estaduais e municipais deverão dar a contrapartida. No ano que vem. bibliotecas domiciliares. o ministro da Educação. merenda durante as aulas. o MEC aceitará o tempo para alfabetização que for proposto pelo conveniado. uma forma de o Governo continuar a acompanhar o aprendizado. deverá ser implementado o projeto Mala do Livro. a quantia de R$ 20. para continuar o convênio.Abril/2003 . Ao trabalhar em parceria. Nove mil exemplares de três obras literárias . a duração da alfabetização é de três a oito meses. Na maioria dos projetos. Ele lembra que continua em estudo projeto de lei para inclusão de livros na cesta básica. Repórter: Vilany Kehrle Fonte: Notícias . Se esta for positiva. a proposta gira em torno de seis meses. Filosofia O MEC está propondo parcerias. na primeira fase. serão atendidas 150 mil. ser professores. O que significa que. Os alfabetizadores não precisam. para atender 9 mil pessoas.br/alfa_producoes. por exemplo. o Programa dará suporte para articular a aquisição de óculos de grau. Duração Como não há exigência ou imposição de uma metodologia própria. totalizando 150 mil alunos naquele estado. Além disso. especificamente. Em quatro anos. foi a vez da Pastoral da Criança assinar convênio no valor de R$ 1 milhão. necessariamente. para o alfabetizador. Cássio Cunha Lima. no valor de R$ 13 milhões para alfabetização de 35 mil jovens e adultos. Além de assinarem convênios com o MEC. e queira ser alfabetizadora. No entanto. Metodologia O MEC não vai adotar nenhum método específico de alfabetização. se um alfabetizador orienta 20 alunos.Escrava Isaura. o contrato será mantido.chegarão às mãos de jovens e adultos que aprenderam a ler e escrever nos primeiros meses deste ano. entre outras ações. após a execução do primeiro convênio será feita uma avaliação pelo Ministério. também. Hoje. Na sala de aula aconselha-se ter um mínimo de 15 e um máximo de 25 alunos. que consiste em montar bibliotecas domés ticas na casa de voluntários para utilização da comunidade.deste mês. No dia 17 deste mês. Para este ano a proposta é pagar R$ 15. às 15h. no Rio de Janeiro. o Ministério vai aceitar as metodologias propostas pelos parceiros. o segundo grau. Nos projetos que foram apresentados ao Ministério. de Bernardo Guimarães. e até 2006.SEEA Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 44 O que é poesia? Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. outros 115 mil serão alfabetizados. se não. ela terá que passar por um sistema de capacitação que varia segundo as metodologias aplicadas. será assinado convênio com o Serviço Social da Indústria (Sesi) para alfabetização de dois milhões de pessoas. ele vai ganhar por mês R$ 300. A previsão do MEC é alfabetizar este ano 3 milhões. até 2006. como transporte de alunos. Cristovam Buarque. Triste Fim de Policarpo Quaresma. para criar o hábito da leitura. Com a colaboração do Alfabetização Solidária. de Lima Barreto e Garibaldi e Manuela: uma História de Amor. própria para adultos recém -alfabetizados. também em quatro anos. assinou convênio com o governador da Paraíba. a SEEA lançará o projeto Só Começo. livros para os novos alfabetizados. serão sugeridas modificações.00 para a formação desse alfabetizador. o que corresponde a 10% da meta estabelecida pelo governo federal. até o momento.00. mas devem ser pessoas com experiência na área de alfabetização de jovens e adultos.00 por aluno alfabetizado.ogamita. além de fiscalizar a aplicação dos recursos. Caso uma pessoa tenha.com. disse Homem de Carvalho. Seu objetivo é produzir e distribuir livros de literatura brasileira e mundial. de Josué Guimarães .htm Autor(es): texto coletivo . em linguagem simples. Nossa idéia é montar cem mil minibibliotecas dessas no Brasil. O Ministério oferece. durante a Bienal Internacional do Livro. dinheiro destinado.

Na oportunidade a profissional Célia L. no Programa SESI Educação do TrabalhadorAlfabetização um total de 1289 matrículas. mas o número de analfabetos adultos ainda é grande. representando 125% da meta proposta. por isso nós precisamos conservar a poesia. As poesias brincam com as palavras do povo que contam as suas histórias com beleza. na segunda metade da década de 90. No ensino médio do trabalhador. Instituições. atingimos 7. técnicas de Educação e gerencia regional do SESI/Oeste. por ocasião do Dia Mundial da Alfabetização.1ª a 4ª série. com superação de mais de 550% da meta estabelecida. Guaraniaçú. a entrega e formalização de 22 Termos de Acordo para Programa em Parceria com CEEBJA´s e Secretarias Municipais de Educação das cidades de abrangência da região Oeste e Sudoeste do Estado. para prestar apoio técnico ás instituições parceiras e também oferece material pedagógico em beneficio de jovens e adultos que estão inseridos nos Programas de Educação de jovens e Adultos. movimentos sociais e organizações governamentais e não governamentais estão buscando se envolver na questão educacional de jovens e adultos. concordando que a parceria é uma estratégia privilegiada para o .1% para 13.sesipr.br/destaques/eja_reg_oeste. afeto e carinho. Francisco Beltrão. universidades.923 alunos matriculados. Registramos na Regional Oeste no ano de 2002.4% deste total.3%. Foz do Iguaçu. Toledo. a Unesco divulgou. em setembro de 2001.1 milhões de jovens e adultos que não sabem ler e escrever. o que corresponde a 20% da população mundial. órgãos públicos. o menor índice está no Sul. O maior índice concentra"se no Nordeste. representando a superação da meta proposta em 554%. que todo mundo gosta de ouvir. Guairá e Ibema.1%. mesmo considerando que. Pato Branco. que todo mundo gosta de ouvir. No campo da alfabetização de jovens e adultos. que tem como objetivo elevar a escolaridade básica da força de trabalho com vistas ao domínio de competências para o exercício da cidadania e inserção produtiva. Foi registrado que existem ainda cerca de 875 milhões de analfabetos. Através das parcerias em destaque.Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A poesia é uma fantasia. São Miguel. O Brasil tem feito avanços.716. O evento contou com a participação de diretores das Unidades de CEEBJA. superando em 63% das metas estabelecidas.com. acumulamos 8.729 matriculas. O país entrou no novo milênio com 15. com uma perspectiva de redução para 830 milhões até 2010. Cópia do Texto: A poesia é uma fantasia. No Programa SESI Educação do Trabalhador . As poesias são feitas para ler e elas falam de sentimento. e ainda de 5ª a 8ª série 8. Capanema. o SESI coloca a disposição as profissionais da região. Dois Vizinhos. Vigorena destacou a importância do trabalho desenvolvido através de parcerias para o fortalecimento do Programa SESI Educação do Trabalhador. empresas. Secretários Municipais de Educação. com 18. Cópia do Texto: No último dia 19 aconteceu no SESI/Regional Oeste. a entrega e formalização de 22 Termos de Acordo para Programa em Parceria com CEEBJA´s e Secretarias Municipais de Educação das cidades de abrangência da região Oeste e Sudoeste do Estado. a taxa caiu de 17. Data do Texto: 2002-11-00 00:00:00 45 O SESI ESTÁ DANDO UMA AULA DE EDUCAÇÃO Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. com 7.htm Autor(es): SESI .Paraná Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: No último dia 19 aconteceu no SESI/Regional Oeste. Marechal Cândido Rondon. Os municípios que irão se beneficiar são: Cascavel. sindicatos. Chopinzinho. índices atualizados sobre a questão.

com.br/jp178/mat3. Teve a coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização. instituições e organizações. Data do Texto: 2003-06-19 00:00:00 46 Parceria com Bolsa-Escola para alfabetização de adultos Area de Conhecimento: educação de adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação Cópia do Texto: . Pode diagnosticar também o consenso pelo -se alargamento do conceito de educação de jovens e adultos na direção da formação básica e continuada ao longo da vida. Data do Texto: 2003-00-01 00:00:00 47 Paulo Freire. Para o ministro da Educação. atingindo cerca de 8. Pernambuco.br/br/alfa/noticias/parceria_com_bolsa. Inicialmente serão convidados os pais de um município de cada estado do País que possua salas de aula do programa Alfabetização Solidária. Hoje (01). no Recife.470 municípios.iuvb.4 milhões de alunos atendidos em 1. de professor de escola a c riador de idéias e "métodos". De acordo com dados do MEC.8 milhões de famílias carentes. os dois programas assinaram um termo de parceria que disponibiliz a o cadastro do Bolsa-Escola para o Alfabetização poder identificar seus futuros alunos. sete governos estaduais e 204 universidades e capacitou mais de 113 mil alfabetizadores.desenvolvimento de programas nesta área.htm Autor(es): IUVB .mec. em dezembro de 2001. com a parceria de 93 empresas.Universidade Virtual Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: União entre Alfabetização Solidária e Bolsa-Escola vai levar pais de alunos carentes à escola Cópia do Texto: Os pais analfabetos dos alunos carentes cadastrados no programa Bolsa -Escola Federal serão convidados pelo Alfabetização Solidária para voltarem a sala de aula para a alfabetização. com o cadastro do Bolsa-Escola.html Autor(es): Prefeitura de Belém Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Paulo Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921.e tem como objetivo reduzir os índices de analfabetismo registrados no Brasil.Associação de Apoio ao Programa Alfabetização Solidária -. afirmou durante a cerimônia de assinatura do acordo.2 milhões de crianças e 4. Segundo informações do programa. o Alfabetização alcançou a marca de 2. exemplo de brasileiro Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www. o Bolsa-Escola está presente em 5. o programa Alfabetização Solidária vai "poder identificar famílias mais carentes onde se concentra o analfabetismo e desenvolver programas focalizados a estas famílias". Depois serão chamados os analfabetos de 2. O Alfabetização Solidária é gerenciado por uma organização não-governamental -. Foi quase tudo o que se pode ser como educador.prefeituradebelem.010 municípios atendidos pelo Alfabetização. compreendida como direito básico da cidadania.578 municípios brasileiros. Paulo Renato Souza.edu.br.gov. Mais informações no site do MEC www.

M.M. Data do Texto: 2003-05-12 00:00:00 49 Professores vão ganhar 100 por aluno alfabetizado Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação. E. de professor de escola a criador de idéias e "métodos". E.Paulo Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921.rj. Pernambuco. deixou uma lacuna na vida intelectual do país. por isso. retornou ao Brasil. Primeiro ele foi para o Chile. Irineu Marinho (Corrêas).M. foi convencido a deixar o país. mais de 200 pessoas acima de 14 anos estarão sendo beneficiadas com aulas noturnas de alfabetização. ele foi acusado de subverter a ordem instituída. E. por exemplo. Foi um dos primeiros brasileiros a serem exilados pelo regime militar. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 48 Prefeitura dá início a Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: www.asp?idNoticia=38 Autor(es): Prefeitura de Petrópolis Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A Prefeitura deu início esta semana (12/05) à implantação das Classes de Alfabetização de Jovens e Adultos em 10 escolas municipais Cópia do Texto: Prefeitura dá início a Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos A Prefeitura deu início esta semana (12/05) à implantação das Classes de Alfabetização de Jovens e Adultos em 10 escolas municipais.br/ultimas. João Pires Fernandes e E. Escola São Francisco de Assis (Moinho Preto).gov.php?chave=377 Autor(es): Escola Brasil Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Serão três aulas por semana (de três horas cada).org. Educação Especial Santos Dumont (Rua Montecaseros . Para se cadastrar. Benjamin Simas (Fagundes). até o fim de abril. Depois de 72 dias de reclusão. no Recife. Em maio de 1997. a quando de seu falecimento.M.M. um professor para cada grupo de 20 alunos.M. em diversos bairros.petropolis. em Uganda. muita lição de casa e um custo de R$ 20 milhões. Oswaldo da Costa Frias (Posse). Foi quase tudo o que se pode ser como educador. Tudo para.M.Centro). mas também levou sua pedagogia para os países da África e da América Latina. Sua metodologia foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização e. tornou-se secretário de Educação no Município de São Paulo. Teve a coragem de pôr em prática um autên tico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização.br/educacao/noticias/ detalheNoticia. E. comparável aos grandes nomes nacionais como Darcy Ribeiro e Florestan Fernandes.escolabrasil.M. Moçambique e na Nicarágua. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e. ensinar . Escola Paroquial Alcobaça (Samambaia). Nilo Peçanha (Pedro do Rio). lecionando. Nesta primeira etapa. sendo preso após o Golpe Militar de 1964. E. Dom Pedro de Alcântara (Santa Rosa). Em 1980. o interessado deve entrar em contato com uma das seguintes unidades escolares: E. E. Major Julio Frederico Koeler (Pedras Brancas). em 1989.

você pode até ficar destreinado mas.o que fará com que o governo gaste R$ 20 milhões apenas na recompensa para formar esse primeiro grupo de 100 mil pessoas. afirma Sônia Couto. pelo menos. "Temos R$ 410 milhões no orçamen do MEC para a to alfabetização de jovens e adultos. É uma forma mais natu e mais rápida de ral alfabetização"." A técnica já foi testada no Nordeste pela ONG Geempa. R$ 100 garantem supermercado farto a uma família de quatro pessoa por 15 dias. O treinamento dura cinco dias. Tudo para. "Vamos ensinando a partir do interesse dos estudantes. até o fim de abril. por meio da secretaria de Alfabetização. As turmas. Ou. os analfabetos terão de passar por uma entrevista com nove tarefa s. se precisar. Piauí. "Os docentes são selecionados pelas prefeituras participantes do programa e serão treinados pelo ministério". da qual Esther faz parte. O dinheiro está garantido. Como todas as tarefas são em grupo. conta. "E R$ 100 é uma boa ajuda. s "Aqui quase ninguém ganha mais do que um salário mínimo (R$ 211)". pelo menos. muita lição de casa e um custo de R$ 20 milhões. diz. como Quixadá. Depois de amanhã. Sergipe. a entender o básico para que possam preencher fichas de emprego. não tem cartilha". produzir textos simples e entender orientações escritas. A primeira etapa do projeto vai atingir municípios do Acre. participando da primeira capacitação e aprendendo o método inovador. Cada grupo escolhe uma letra ou uma palavra para começar a ser alfabetizado e. além de um adicional pelas aulas . após três meses. garante Esther. Aprenderão apenas a usar a nova técnica. produzir textos simples e entender orientações escritas Cópia do Texto: Serão três aulas por semana (de três horas cada)." Um jeito "diferente" de alfabetizar O jeito de ensinar "diferente". Em três meses não dá para alfabetizar ninguém". Nas cidades pobres do nordeste. São Paulo. é incentivado a começar a escrever desenhando ou apenas copiando as letras. esse líder é quem deve organizálas. afirma a vendedora Meire dos Santos. É como andar de bicicleta. explica a secretária. é uma proposta pós-construtivista. a verba não é problema. Os professores também receberão R$ 100 por aluno formado. Além de aprender o bê-á-bá. a partir daí. os alunos são capazes de ler e escrever o básico. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. os analfabetos ainda vão receber gratificação em dinheiro: aqueles que conseguirem escrever uma carta simples ao final do curso ganharão R$ 100. mas os educadores ainda vêem a proposta com receio. Esther Grossi. "Neste tempo é possível capacitar bem os docentes porque eles já sabem como alfabetizar. Tomara que seja verdade." Segundo Esther. ensinar 100 mil brasileiros a ler e a escrever. Com um jeito de ensinar "diferente". Ou. "E a divisão em grupos desestimula as faltas porque se alguém não vai à aula o trabalho dos colegas é prejudicado. "Não há o risco deles se esquecerem mesmo se deixarem de usar a escrita. em apenas 90 dias é possível concluir a alfabetização. Quando alguém é alfabetizado de verdade não se esquece mais. a entender o básico para que possam preencher fichas de emprego. um professor para cada grupo de 20 alunos. "Eles começarão a dar aula em fevereiro". Essa é a proposta do Ministério da Educação (MEC) que. são divididas em pequenos grupos e cada um elege um líder." Também há tarefas para casa e. pretende acabar com o analfabetismo de jovens e adultos (são 19 milhões no País) até o fim do governo Lula. no interior do Ceará. Pernambuco. "Acho que o principal problema está na duração. segundo a futura secretária da pasta. 500 professores estarão em Quixadá. "Isso permitirá aos professores identificar possíveis oportunistas. de 40 anos. afirma a secretária.100 mil brasileiros a ler e a escrever. coordenadora do Movimento de Educação de Jovens e Adultos do Instituto Paulo Freire. diz Esther. A secretária explica como funciona o método: "A gente não ensina letra por letra. Para serem aceitos no programa. Ceará." Data do Texto: 2003-01-07 00:00:00 50 Programa de Alfabetização começa a ser implementado . Bahia. que já saibam ler e só estejam querendo os R$ 100". Paraná. vai lembrar como faz.

Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Susan Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Um milhão de alfabetizandos e 25 mil alfabetizadores. os municípios. serão beneficiados 6 milhões. das cidades de Igaraçu.336. Dezenas de projetos de várias partes do País têm chegado ao Ministério da Educação para serem avaliados. 23.mec. podem pleitear recursos do Brasil Alfabetizado os estados. Esta é a meta que o Brasil Alfabetizado pretende cumprir nos próximos quatro meses. Com a Câmara dos Deputados também assinou um protocolo de intenções para alfabetizar cerca de 800 servidores terceirizados da Esplanada dos Ministérios. nos próximos quatro anos. Na área rural. que utilizará sua experiência pedagógica para alfabetizar os trabalhadores do campo. No dia 16. Toritama. estão os da prefeitura de Natal (RN). Data do Texto: 2003-04-25 00:00:00 . em todo o País. Petrolina. Vertentes. secretário extraordinário de Alfabetização. Trabalho que começa a ser feito com parcerias e contará. mais 6 milhões.O Ministério da Educação já firmou parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia e Inovação e a Fundação de Apoio às Escolas Técnicas (Fatec) do Rio de Janeiro. Esta é a meta que o Brasil Alfabetizado pretende cumprir nos próximos quatro meses. mencionando as iniciativas da área privada para participar do programa. de uma série de três.00 par a alfabetização de a 150 mil jovens e adultos. publicada dia 8 deste mês. assinou convênio no valor de R$ 4. que está recebendo R$ 4 milhões e 500 mil da Pirelli e o do Sesi". o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre a solenidade de assinatura do convênio entre o Ministério da Educação e o Serviço Socia da l Indústria (Sesi) para alfabetização de dois milhões de pessoas nos próximos quatro anos. O ministro Cristovam Buarque acertou com o governador do Rio Grande do Sul. a utilização do ensino a distância para capacitação de alfabetizadores naquele Estado. o governador da Paraíba. em Brasília. o convênio é assinado com a SEEA e o conveniado tem o prazo de um mês para entregar a listagem das pessoas que vão ser alfabetizadas. equivalente a 50% do valor total. Recife. com recursos de R$ 273 milhões do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC). estaduais. Convênios já firmados . Orobó e Olinda (PE). Outras parcerias . Para 2004. Cássio Cunha Lima. Dentre os projetos protocolados no MEC e em análise pela Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo (SEEA). sem fins lucrativos. o programa já conta com recursos em torno de R$ 80 milhões Cópia do Texto: Um milhão de alfabetizandos e 25 mil alfabetizadores. Em 2005. o Distrito Federal.br/ASPAR/asp/noticias/noticiasId. Germano Rigotto. Se a documentação estiver em dia. a mobilização contra o analfabetismo começa com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. será liberada a primeira parcela. que coordena o programa. Os projetos devem ser feitos com base na resolução. No dia 17 deste mês.asp?Id=304 Autor(es): AGUILAR. até o final deste ano. e 5 milhões. As regras do programa estão na Resolução nº 6. Segundo ele. as prioridades para a assinatura dos convênios serão as ligadas a municípios com maior índice de analfabetismo e regiões mais pobres do País.2 milhões para custear a alfabetização de 150 mil jovens e adultos. foi a Pastoral da Criança que firmou convênio no valor de R$ 798. De acordo com a resolução publicada no DOU dia 8 deste mês.Hoje. entidades federais. Santa Cruz do Capibaribe. municipais e privadas de Educação Superior. o programa já conta com recursos em torno de R$ 80 milhões. no Diário Oficial da União. O objetivo é alfabetizar três milhões de pessoas em 2003. "Temos o Acre. Para isso. Para isso. explica João Luiz Homem de Carvalho. que aprenderão a ler e escrever. Tânia FARIA.gov. em 2006. Em seguida. e os primeiros convênios já estão sendo firmados. na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI). organizações não-governamentais que desenvolvem e executam projetos de alfabetização de jovens e adultos e organizações da sociedade civil de interesse público que já trabalham nesta área.

51 programa permanente de alfabetizaçao de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www.mpdft.gov.br/assjur/ldf/1995/849.htm Autor(es): MINISTÉRIO PÚBLICO DO DF E TERRITÓRIOS Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Dispõe sobre a criação do Programa Permanente de Alfabetização e EducaçãoBásica para jovens e adultos no âmbito do DF e dá outras providências Cópia do Texto: SEÇÃO DE LEGISLAÇÃO, JURISPRUDÊNCIA E CONSOLIDAÇÃO LEI nº 849, de 08 de março de 1995 (DODF de 09.03.1995) Dispõe sobre a criação do Programa Permanente de Alfabetização e EducaçãoBásica para jovens e adultos no âmbito do DF e dá outras providências. O Governador do Distrito Federal, faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - Fica instituído o Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica para Jovens e Adultos no âmbito do Distrito Federal. Art. 2º - O Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica para Jovens e Adultos tem por objetivos: I - criar as condições para erradicar o analfabetismo no Distrito Federal; II promover a educação básica de jovens e adultos que não tiveram acesso ou foram excluídos da escola; III - garantir o direito de todos à educação para o pleno exercício da cidadania. Art. 3º - O Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica para Jovens e Adultos será coordenado e implementado pela Secretaria de Educação, através da Fundação Educacional do Distrito Federal, mediante: I - formulação de políticas e projetos específicos e o estabelecimento de normas operacionais; II - envolvimento dos movimentos sociais organizados, entidades não governamentais e instituições de estudo e pesquisa que desenvolvam atividades de alfabetização e educação básica de jovens e adultos, na formulação e execução das políticas e projetos previstos no Inciso I; III - estímulo à capacitação dos professores e instrutores responsáveis pelas atividades de ensino inerentes aos projetos; IV divulgação ampla do programa, utilizando os meios de comunicação disponíveis: V - geração, difusão e aprimoramento de metodologias de ensino centradas na prática social e na sistematização das experiências do aluno. ' Art. 4º- - Para a consecução dos objetivos do programa a Fundação Educacional do Distrito Federal fica autorizada a celebrar convênios e cooperação técnica-financeira: I - com universidades públicas e organizações não governamentais para assessoria pedagógica e seus núcleos de alfabetização, incluindo: a)oferta de cursos de formação de alfabetizadores; b)elaboração de material didático adequado à alfabetização e educação básica de jovens e adultos; c)reciclagem de professores que atuam no ensino fundamental, na alfabetização e na educação básica de jovens e ad ultos; d) realização de projetos de pesquisas voltados para a solução dos problemas ligados à alfabetização e à universalização do ensino fundamental; II - com entidades da sociedade civil e grupos comunitários que desenvolvam ou pretendam desenvolver expe riências de alfabetização e educação básica de jovens e adultos, visando apoio financeiro, material e pedagógico; III - com instituições públicas e privadas para cessão de espaços físicos destinados à viabilização de projetos de alfabetização e educação básica de jovens e adultos. Art. 5º - O Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica de Jovens e Adultos será implementado preferencialmente em instalações da rede pública de ensino do Distrito Federal, cabendo às unidades escolares públicas a obri atoriedade de ação na sua área de g influência. Art. 6º - O Poder Público criará mecanismos institucionais capazes de incentivar a participação de empresas públicas e privadas no combate ao analfabetismo e na promoção da educação básica de jovens e adultos. Art. 7º - O Programa Permanente de Alfabetização e

Educação Básica de Jovens e Adultos será custeado por: I - dotações orçamentárias próprias; II - contribuições, doações e recursos advindos de convênios e financiamentos de organismos nacionais e internacionais de cooperação; III - doações de pessoas físicas ou jurídicas; IV demais receitas percebidas a qualquer título. Art. 8º - O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias contados de sua publicação. Art. 9º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 10 - Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 26 de dezembro de 1991 103º da República e 32º de Brasília JOAQUIM DOMINGOS RORIZ Governador do Distrito Federal Data do Texto: 1995-03-08 00:00:00 52 Programa Tempo de Aprender Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.redemundial.com.br/programas/tempodeaprender.html Autor(es): Rede Mundial Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Programa Tempo de Aprender - Alfabetização de Jovens e Adultos - foi criado com a finalidade de atender ao jovem e adulto que, quando criança, não teve a oportunidade de freqüentar a escola e aprender a ler e escrever Cópia do Texto: O Programa Tempo de Aprender - Alfabetização de Jovens e Adultos - foi criado com a finalidade de atender ao jovem e adulto que, quando criança, não teve a oportunidade de freqüentar a escola e aprender a ler e escrever. Segundo dados do IBGE (Censo 2000), mais de 20 milhões de pessoas não sabem nem assinar o próprio nome. Este número de jovens e adultos analfabetos no país demonstra a necessidade da mobilização dos recursos e esforços da sociedade para, se não erradicar, pelo menos minimizar essa estatística. É uma das formas da Rede Mundial A TV da Educação fazer a sua parte e contribuir para a inclusão social. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 53 Programa vai alfabetizar 44 mil jovens e adultos no RN Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.iuvb.edu.br/br/alfa/noticias/programa_vai_alfabetizar.htm Autor(es): IUVB Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Convênio entre a universidade federal e a Potiguar, instituição associada ao iuvb.br, pretende erradicar o analfabetismo no Estado Cópia do Texto: Um projeto de grande alcance social, para alfabetizar cerca de 88 mil pessoas, está sendo iniciado em Mossoró (RN), com aula inaugural na Reitoria da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), do Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos (PROEEJA). Ao todo serão 489 turmas, sendo que serão alfabetizados 44 mil alunos no primeiro semestre e o mesmo número no segundo semestre deste ano, com investimentos da ordem de R$ 6 milhões. O evento, contará ainda com as presenças dos secretários estaduais Henrique Eduardo Alves (Governo e Projetos Especiais) e Pedro Almeida (Educação, Cultura e Desportos), que firmaram parceria para a alfabetização de pessoas que não tiveram

oportunidade de receber algum tipo de instrução escolar fundamental. Também estarão envolvidos no projeto 1.440 professores e 167 supervisores, um para cada município do Estado. Ainda fazem parte da pareceria a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Potiguar (UnP), sediadas em Natal. O secretário Henrique Eduardo Alves lembra que ao assumir a Segov, em fevereiro do ano passado, uma questão logo chamou a sua atenção: os altos índices de analfabetismo no Rio Grande do Norte, atingindo 25,5% da população acima de 15 anos. Ao invés da taxa de analfabetismo, segundo ele, o que mais preocupa é a persistência dessa questão, até porque o Estado foi pioneiro, nos anos 60, no enfrentamento do problema com a aplicação inicial do Método Paulo Freire, reconhecido internacionalmente, em Angicos, com a campanha 'De Pé no Chão Também se Aprende a Ler", e em Natal, com as Escolas Radiofônicas do Movimento de Natal, por todo o interior." Em Mossoró, o Proeeja já iniciou a alfabetização de 16.600 alunos, número superior a meta inicial prevista, que era de 14.700 até julho. A alfabetização de Jovens e Adultos tem o objetivo de reduzir o número de analfabetos no Estado e irá desenvolver ações de educação voltadas para uma parcela da população, além de buscar sensibilizar os poderes públic municipais para a os continuidade dos estudos em nível de ensino fundamental e ensino médio. Segundo dados do Censo Escolar 2001, o número de matrículas na Educação de Jovens e Adultos entre 2000 e o ano passado cresceu 36%, sendo 94% do total de matrículas da rede pública de ensino. Pedro Almeida acrescentou ainda que a SECD tem dado especial atenção para a atualização da proposta curricular de Educação de Jovens e Adultos com base nos Parâmetros Curriculares, conforme propostas estabelecidas já em 1996 Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 54 PROJETO ALFABETIZAÇÃO JÁ MOVA-RJ Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.acap.hpg.ig.com.br/mova.htm Autor(es): ACAP Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Através de convênio firmado entre a ACAP e o Governo do Estado do Rio de Janeiro (pela Secretaria Estadual de Educação), o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos está sendo o patrocinador do Projeto Alfabetização Já!. Este projeto, com du ração de 10 meses, alfabetiza pessoas a partir dos 15 anos, que são analfabetas ou semi-analfabetas. Cópia do Texto: Através de convênio firmado entre a ACAP e o Governo do Estado do Rio de Janeiro (pela Secretaria Estadual de Educação), o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos está sendo o patrocinador do Projeto Alfabetização Já!. Este projeto, com duração de 10 meses, alfabetiza pessoas a partir dos 15 anos, que são analfabetas ou semianalfabetas. O Governo do Estado do Rio de Janeiro repassa para a ACAP o valor mensal de R$ 720,00 (setecentos e vinte reais) para custear o repasse de R$ 200,00 (duzentos reais) para cada um das três educadoras do projeto e R$ 40,00 (quarenta reais) para manutenção de cada uma das salas de alfabetização, que são 3: duas funcionando na sede da ACAP e uma no bairro Banco de Areia, em Mesquita. Além do repasse financeiro, cada sala recebe também o kit didático composto de: caderno, borracha, papel ofício, lápis preto, lápis de cor, lápis de cera, estêncil, giz branco, giz colorido, apontador, cola, fita adesiva, papel pardo, cartolina, régua, tesoura e pilot. Além das supervisões realizadas pela Coordenadoria Estadual de Educação de Belford Roxo, a ACAP também realiza sua própria supervisão, coordenada pela Professor Katia a Vanessa A. dos Santos, que realiza reuniões com as educadoras. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00

Se de 15 a 19 anos a percentagem é de 6%. com a Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento e com as Paróquias da Diocese de Santo Amaro Cópia do Texto: PROJETO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTO DA DIOCESE DE SANTO AMARO O Instituto Tecnológico Diocesano (ITD) assinou um convenio com a Secretaria Estadual da Educação( SEESP) para alfabe.quadro negro . há indicadores de que as políticas focalizadas no atendimento à educação escolar obrigatória estão promovendo uma queda mais acelerada do analfabetismo nas faixas etárias mais jovens. · Material escolar grátis.55 PROJETO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTO DA DIOCESE DE SANTO AMARO Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Este contingente plural e heterogêneo de jovens e adultos. · Carga horária: 02 horas diárias durante 04 dias da semana.providenciar inscrição dos alunos com o preenchimento das fichas específicas ( até final de julho de 2002) -recrutar candidatos a monitores Data do Texto: 2002-06-00 00:00:00 .2 meses ( junho e julho de 2002).5%. os monitores serão recrutados nas comunidades. · Tempo de duração da execução: 22 meses.local adequado . com a Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento e com as Paróquias da Diocese de Santo Amaro A Educação de Jovens e Adultos é destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.br/proj_alfabetizacao. · Um (01) dia por semana será para capacitação contínua (duas horas) dos monitores. de agosto de 2002 à maio de 2004. · Número de núcleos: 280.CIEE . · Número de pessoas atin gidas : 7.com. · Material didático grátis.meninopolis.CIEE . · Número de alunos por núcleo: aproximadamente 25 alunos. Ao mesmo tempo. Terão capacitação contínua . · Número de monitores: 280.1% da po pulação brasileira com 20 anos e mais de idade e até quatro anos de escolarização INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO: · Curso inteiramente grátis da 1ª à 4ª série do primeiro ciclo do ensino fundamental.htm Autor(es): Colégio Diocesano de Santo Amaro Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Instituto Tecnológico Diocesano (ITD) assinou um convenio com a Secretaria Estadual da Educação( SEESP) para alfabe. · Os 28 Coordenadores de classe serão responsáveis pela capacitação dos monitores .tizar 7000 jovens e adultos de cidade de São Paulo. os analfabetos funcionais perfazem 34. Os candidatos a parceiros executores devem apresentar: . Para atingir todos os objetivos propostos o ITD.25 carteiras ou cadeiras .000 jovens 9 acima de 14 anos) e adultos. fez parceria com o CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA . · Está prevista uma ajuda de custo para os monitores e coordenadores de classe. PARCEIRAS EXECUTORAS Os núcleos de alfabetização podem ser formados nas igrejas. num total de 8 horas semanais. a cif a r será muito maior. nas associações de bairro. predominantemente marcado pelo trabalho. · Tempo da implantação do projeto.10 núcleos para cada coordenador. De acordo com o MEC.ESCOLA .tizar 7000 jovens e adultos de cidade de São Paulo.. A taxa de pessoas analfabetas cresce à medida do avanço da idade. a de 50 anos ou mais é de 31.25 alunos por núcleo . fez parceria com o CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA ESCOLA . pelos agentes comunitários ou em qualquer outra entidade que trabalhe com excluídos. É claro que se somarmos o número dos analfabetos ao dos jovens e adultos com menos de quatro anos de estudo. é o destinatário primeiro e maior desta modalidade de ensino. Para atingir todos os objetivos propostos o ITD.demanda própria . obedecendo critérios como experiência pedagógica e compromisso comunitário.

O estabelecimento de parcerias com a Administração Municipal e com outras entidades que atuam na região é essencial não apenas no que se refere à cessão de espaços.htm Autor(es): SESC .plementar a outras faixas etárias.br/sescler. que dispõem de um variado acervo. integrando os objetivos curriculares a um amplo leque de exigências socioculturais.do mediante a utilização de outros espaços complementares cedidos por entidades dispostas a estabelecer parcerias. a ser implantados no interior dos estados brasileiros Cópia do Texto: O SESCLER é um projeto educativo que visa alfabetizar jovens e adultos no Brasil por meio da criação de Centros Educacionais de caráter interdisciplinar e participativo. além de outros espaços próprios para atividades esportivas. possibilitando também o atendimento com. Para tanto. organização para o trabalho: esses são alguns dos desdobramentos necessários à ação alfabetizadora. De fato. identificação de oportunidades econômicas. cultural. o SESC entende que tais parcerias são estratégicas no sentido de viabilizar desdobramentos futuros de sua ação. reforçando seu potencial transformador e afastando o risco de regressão ao analfabetismo. esportes. Nesse caso. O raio de abrangência dos Centros Educacionais pode ser amplia. tais centros devem funcionar em horário integral. O público dos Centros Educacionais deve ter acesso não só a salas de aula como também às salas de leitura. A combinação de atividades que os Centros Educacionais oferecem ao seu público expressa a concepção de alfabetização do Projeto SESC LER. circuitos culturais. Esses Centros Educacionais representam uma proposta inovadora.anped. social e político. Maria Cecilia de Castello Branco . de modo que jovens e adultos possam refletir sobre suas próprias experiências e desenvolver a consciência crítica sobre suas relações com o meio ambiente físico. culturais e de atendimento à saúde. Inserção ou reinserção nos sistemas de educação fundamental. ação comunitária.Amazonas Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O SESCLER é um projeto educativo que visa alfabetizar jovens e adultos no Brasil por meio da criação de Centros Educacionais de caráter interdisciplinar e participativo.sesc-am. Sua proposta é que o aprendizado da leitura e da escrita se realize numa constante prática de diálogo entre professores e alunos. o SESC se responsabiliza pela contratação dos profissionais. educação para a saúde. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 57 REPRESENTAÇÕES QUANTITATIVAS E ESPACIAIS ENTRE JOVENS E ADULTOS DO MORRO DE SÃO Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.org.rtf Autor(es): FANTINATO.com.56 PROJETO SESC LER Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Tais espaços se caracterizam por um trabalho de excelência didático-pedagógica. a ser implantados no interior dos estados brasileiros. seu treinamento e o fornecimento de material didático. jazer e saúde. formação profissional. cuja característica mais marcante consiste na combinação de ativi dades de alfabetização de jovens e adultos com ações que o SESC já oferece nas áreas de cultura. além de supervisão pedagógica e apoio à divulgação.br/26/trabalhos/mariaceciliafantinato.

Desenvolvendo inicialmente uma pesquisa exploratória em uma escola supletiva noturna de nível fundamental. Procurando avançar na compreensão das formas próprias de conhecimento . quando à palavra dúzia foi acrescentada outra. havia uma contradição. por políticas educacionais a ele destinadas. Mas a efetivação de tal premissa não parece ser tarefa simples e levanta algumas interrogações. outros.escolarizado" (OLIVEIRA. desenvolvida exclusivamente no ambiente escolar. as propostas nessa área não têm levado em consideração a especificidade dessa clientela. O que seriam "conhecimentos prévios" de jovens e adultos? Não haveria uma grande diversidade entre os mesmos. quanto à faixa etária. quanto à forma. já apontada por muitas pesquisas. que aparentemente não estava conseguindo relacionar a palavra dúzia à quantidade doze. Situações como essa apontavam para uma vinculação do contexto sociocultural com as produções desses alunos. em sentido negativo: ele é um "a-nalfabeto". 1999). 1997:100). entre outros fatores? Cópia do Texto: REPRESENTAÇÕES QUANTITATIVAS E ESPACIAIS ENTRE JOVENS E ADULTOS DO MORRO DE SÃO CARLOS FANTINATO. Como diz MACHADO (1999:1): A falta de conhecimento dos fatos ou a opção política por desconsiderá-los acaba por fazer com que a EJA esteja permanentemente "reinventando a roda". o que pensa. oportunismo e baixa qualidade. pude constatar que supostos erros dos educandos jovens/adultos. próximo de sua vivência profissional. o que sabe. experiências profissionais. ovos que forneceu um significado prático. Mas a efetivação de tal premissa não parece ser tarefa simples e levanta algumas interrogações. experiências profissionais e cotidianas. Tais estudos já indicavam também diferenças entre esses dois tipos de conhecimento matemático. CARRAHER & SCHLIEMAN (1989). porque a instituição formal de ensino não parecia ser o espaço mais adequado para a manifestação desses saberes . experiências profissionais. mas pôde automaticamente calcular mentalmente o valor de seis dúzias como equivalente a 72. entre outros fatores? Em sua grande maioria. e formas de aprendizagem. o que aprende na escola. uns predominantemente baseados no cálculo mental. Existia portanto uma demanda de estudos que ajudassem a caracterizar o educando jovem/adulto no sentido de sua positividade. Um exemplo significativo é o de uma cozinheira. como a administração do orçamento doméstico ou no exercício profissional. como se pensa. "nãocriança". Tal pesquisa exploratória. o que o faz voltar à escola. Mas ainda havia necessidade de melhor compreensão desse distanciamento. níveis de escolaridade anterior. ou fortalecendo características indesejáveis como descontinuidade. CARVALHO (1995 e 1997). ao cálculo mais abstrato que lhe fôra solicitado. e algumas dificuldades apresentadas na aprendizagem da linguagem matemática formal (CARRAHER. Maria Cecilia de Castello Branco . de acordo com grupos culturais. por exemplo. níveis de escolaridade anterior. como vive. . de acordo com grupos culturais. entre o sucesso no desempenho de adultos em situações da vida cotidiana que envolvem habilidades matemáticas.UFF/USP GT: Educação de Pessoas Jovens e Adultas /n. entre outros motivos. com o uso da linguagem matemática escrita como principal ferramenta. 1997:100). apontou também para a necessidade de estudos sobre os conhecimentos matemáticos informais de jovens e adultos em contextos não escolares. O que seriam "conhecimentos prévios" de jovens e adultos? Não haveria uma grande diversidade entre os mesmos. respondendo a perguntas do tipo : quem ele é. o que faz. em tarefas como o treino das técnicas operatórias.18 Agência Financiadora: CAPES (PICDT) Introdução Propostas educacionais voltadas para a clientela jovem/adulta costumam defender que "o ponto de partida para a aquisição dos conteúdos matemáticos deve ser os conhecimentos prévios dos educandos" (RIBEIRO. "não.Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Propostas educacionais voltadas para a clientela jovem/adulta costumam defender que "o ponto de partida para a aquisição dos conteúdos matemáticos deve ser os conhecimentos prévios dos educandos" (RIBEIRO. indicavam pistas de como eles pareciam estar raciocinando matematicamente. Especificamente em relação ao campo da educação matemática. Esse sujeito historicamente tem sido caracterizado.

Em primeiro lugar. Seu trabalho procura integrar os conhecimentos matemáticos desenvolvidos por esses jovens e adultos. mais primitiva portanto. analsei a i contribuição de autores brasileiros em educação de jovens e adultos. porque atende às demandas de um grupo social na defesa de seus interesses de produtores agrícolas. considerando-se as relações de poder implícitas nesse confronto. Alexandrina Monteiro é outra pesquisadora de educação matemática que lidou com trabalhadores rurais de um assentamento localizado no estado de São Paulo. ao se apropriarem de novos elementos. elaborei meu projeto de pesquisa de Doutorado buscando responder às seguintes questões iniciais: Que tipos de conhecimento matemático são construídos por alunos jovens/adultos da classe trabalhadora.. podendo o ensino da matemática contribuir. para instrumentalizar esses homens e mulheres na sua luta pela posse da terra e cultivo da mesma. pode contribuir para práticas educativas voltadas para essa clientela? Referencial teórico A fundamentação teórica da referida pesquisa baseou-se nas contribuições de duas áreas: a educação matemática de jovens e adultos e a etnomatemática. porque estabelece um diálogo entre os diferentes tipos de conhecimento matemático. ou não. DUARTE (1985). a educação matemática de jovens e adultos seria um instrumento de conscientização política. não apenas com o saber institucional ou local. Para um primeiro grupo.postura de compromisso. Para autores como GARCIA (1985). uma das metas da educação de jovens e adultos passaria a ser precisamente a reversão dessa situação. Nas palav de Paulo Freire : ras Eu acho que no momento em que você traduz a naturalidade da matemática como uma condição de estar no mundo. mas um compromisso político. Tendo sido o educando jovem/adulto um excluído da escola regular. que. Newton Duarte vê uma dimensão política intrínseca na forma como é socializado o conteúdo matemático. Poderia ser hoje criticado por um certo evolucionismo. ao se fazerem presentes. profissional ou doméstica? Que relações esses conhecimentos. procurando classificar a produção na área de acordo com as metas prioritárias dos estudos/pesquisas/propostas em questão. a aprendizagem do código escrito da língua materna e do código matemático formal contribui para o desvelamento da situação de oprimido do educando jovem/adulto. como também.Você democratiza a possibilidade da naturalidade da matemática: isso é cidadania. que exige uma: . com a matemática acadêmica. Nessa perspectiva de educação de jovens e adultos. produzidos em contextos extra -escolares.matemático construídas por jovens e adultos trabalhadores em contextos de vida cotidiana. Construí três eixos de análise.. você trabalha contra um certo elitismo dos matemáticos. em seus contextos de vida social. que busca no processo educacional um espaço para vozes selecionadas diante de um saber institucional dominante. uma das primeiras adaptações das idéias de Paulo Freire para a educação matemática. para as transformações sociais. é política também. possuem com os conhecimentos matemáticos escolares? Como uma melhor compreensão dos diferentes tipos de conhecimento matemático. embora permaneça a preocupação com a dimensão política da educação matemática de jovens e adultos. para o desenvolvimento de sua cons cientização política. construídos por jovens e adultos do ensino fundamental. A autora procurou seguir a perspectiva da etnomatemática na sua proposta pedagógica. A aprendizagem da "Matemática dos livros" é vista como essencial. . e tendo o ensino da matemática formal contribuído parcialmente nesse processo de exclusão. Gelsa Knijnik desenvolve há anos um trabalho de ensino e pesquisa junto ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de formação de professores para os projetos de educação de adultos do movimento. particularmente daqueles relacionados à aprendizagem e ao ensino da matemática. de uma escala evolutiva que leva até o estágio final do conhecimento matemático formal: Em trabalhos mais recentes. a perspectiva evolucionista do conhecimento matemático já não aparece. Consultei também algumas publicações internacionais recentes sobre o tema. Sua proposta foi bastante inovadora na época. possibilitem refletir e compreender diferentes práticas e procedimentos. porque o conhecimento matemático dos alunos é visto por ele como uma etapa inicial.. como fruto de suas experiências de trabalhadores do campo (como formas próprias de cálculo da área a ser plantada).. a aprendizagem da matemática é política.

eleger qual procedimento ou destino a seguir. até então calados. uma perspectiva política : «. alunos e alunas da EJA percebem-se pressionados pelas demandas do mercado de trabalho e pelos critérios de uma sociedade onde o saber letrado é altamente valorizado. apresenta a característica comum de valorização da escolaridade formal e da aprendizagem da linguagem matemática oficial. e conosco. o tema dos processos de construção de conhecimento do aluno adulto é ainda pouco explorado pelos pesquisadores. 1997) e do computador (SINGH. por exemplo.. com o domínio de linguagens tecnológicas por parte do educandos. Identifiquei assim uma terceira categoria de análise dos trabalhos em educação de jovens e adultos. é uma representante do grupo. voltada para os modos próprios de raciocínio matemático do educando. 2000:12) Este autor preocupa-se com a análise da numeracia necessária à vida adulta e como pode ser ensinada. As palavras de FONSECA (2002). O objetivo de sua pesquisa é "investigar o processo de transição entre a oralidade na resolução de problemas e suas representações numéricas e gráficas. Diante de nós. em relação. CARVALHO (1995 e 1997). (MONTEIRO. como forma de tornar o jovem e adulto mais inserido na sociedade que o exclui de diversas maneiras. 2002:85). cada vez mais exigente. apesar de sua facilidade para realização de . por exemplo. capacidades comunicativas e habilidades de resolução de problemas. Mas trazem em seu discurso não apenas as referências à necessidade: reafirmam o investimento na realização de um desejo e a consciência (em formação) da conquista de um direito. que os indivíduos necessitam de maneira a se engajarem autonomamente e administrarem efetivamente situações de numeracia. Além disso. alguns trabalhos têm uma perspectiva mais psicológica. Nem sempre a validação é pautada pela lógica dedutiva. hábitos mentais. e nem é necessário explicá-los oralmente. 2002). As soluções estão impregnadas pelas condições circunstanciais nas quais o problema foi gerado. disposições. guardadas as diferenças existentes entre cada trabalho. crenças. aparece o conceito de numeracia definido por Iddo Gal como : um agregado de habilidades. portanto. conhecimentos. Essa autora fala em diferenças entre um e outro tipo de conhecimento. indicam claramente o porquê da opção da autora por uma proposta de educação escolar para jovens e adultos: Naturalmente. com as representações numéricas e gráficas ensinadas pela escola. para a compreensão e interpretação dos signos. ao referencial no qual se validam. e com o s papel da educação matemática na consecução desse objetivo." (TOLEDO. O conhecimento matemático da prática deve ser eficaz. educadores da EJA.. (FONSECA. por exemplo.coerentes com o propósito de contribuir para a conquista de melhores e mais inclusivas condições de cidadania para seus alunos e alunas » (FONSECA. mulheres e homens que precisam . pois. Enquadra nessa categoria porque o -se domínio das citadas habilidades matemáticas é apontado como meio de acesso. (CARVALHO. Dentro dessa vertente. Todavia. deve "funcionar". A autora procura relacionar os procedimentos próprios que um grupo de adultos do ensino fundamental desenvolve para a resolução de matemáticas cotidianas. ou informação visual ou textual baseada em idéias matemáticas ou que tenha elementos matemáticos embutidos (GAL.permita aos grupos. propostas de ensino com o uso da calculadora (LOPES. 2002:49) De acordo com OLIVEIRA (1999). 1997:13) Outro exemplo dentro dessa linha mais influenciada pela Psicologia é o estudo de Maria Elena Toledo sobre os registros matemáticos dos adultos. estudando a interação entre « conhecimento matemático da prática » e o conhecimento escolar. estarão. os procedimentos adquiridos na prática não precisam ser genéricos. do ponto de vista cognitivo e/ou cultural. que envolvem números. Essa segunda linha de estudos e pesquisas. que querem e que reivindicam a Escola. orientação e destreza para manter-se num mundo em rápidas e constantes mudanças. 1998:114) Essas propostas em educação de jovens e adultos possuem. 1997:36). Um segundo grupo de estudos e pesquisas associa a educação matemáticade jovens e adultos a uma instrumentação para o mercado de trabalho. Defendem. Maria Elena Toledo constatou uma dificuldade entre os alunos jovens e adultos pesquisados. das sociedade urbanas e industriais. informação quantitativa ou quantificável. existem estudos que procuram levar em conta as características dos modos de pensar e agir do adulto. Em alguns textos estrangeiros analisados. Autores dessa linha estão basicamente preocupados com a requalificação.

Minha pesquisa. esse resgate das raízes do indivíduo. entre outras. que é seu sentimento de autodesvalia. o alqueire. podemos situar Mary Harris dentro dessa terceira categoria. ela declara: "te nho aprendido muito sobre os modos de viver e trabalhar das populações rurais. O criador do termo. a vertente mais importante da etnomatemática. Somente um contato longo no campo. Sua proposta parte do raciocínio matemático de adultos. prática essencial dos estudos antropológicos. 2001:42) No campo da educação de jovens e adultos. por sua perspectiva sociocultural no estudo dos processos de raciocínio desse grupo." (OLIVEIRA. entre outras características dos educandos. Essa é. a quarta. através do reconhecimento de estratégias de resolução de problemas que fogem da matemática convencional. resgate esse que confere poder ao lado desprivilegiado: A etnomatemática se encaixa nessa reflexão sobre a descolonização e na procura de reais possibilidades de acesso para o subordinado. "reside em fatores sociais e históricos que efetivamente associaram ao gênero tanto a matemática como o trabalho das mulheres. Discute a associação dessas atividades tradicionais ao universo feminino. Os conhecimentos matemáticos prévios do aluno jovem/adulto são levados em conta. faixa etária. . Tendo trabalhado com integrantes do MST durante muitos anos. pois busca desenvolver a autoestima de mulheres. representava um desafio. o trabalho de Helena Oliveira é um exemplo desse tipo. 2000:271). assim como sobre seus modos particulares de medir terras. que têm sido consideradas incapazes de aprender matemática. no meu pensar. situa-se dentro desse terceiro grupo. atuaria positivamente num dos maiores inibidores da aprendizagem do aluno jovem/adulto. o celamin. algumas das pesquisas relatadas acima (CARVALHO. ou como objeto de comparação (no caso de Carvalho). desenvolvendo estudos que procuram integrar a matemática ao trabalho. num processo de síntese. segundo a autora. onde a matemática escolar é visivelmente mais valorizada que outras manifestações do pensamento matemático. quando na realidade. é restaurar a di nidade de seus g indivíduos. que considere os modos próprios de produção e sistematização de conhecimento matemático por adultos em contextos não escolares. a costura e a tecelagem. Reconhecer e respeitar as raízes de um indivíduo não significa ignorar e rejeitar as raízes do outro. reconhecendo e respeitando suas raízes.(D AMBROSIO. para o marginalizado e para o excluído. Procedimentos metodológicos A etnografia."(HARRIS. No panorama internacional. como é uma turma de jovens e adultos. foi considerada a linha de pesquisa mais adequada para o estudo dos saberes de um grupo de jovens e adultos. em atividades tradicionais como o tricô. Partindo de uma perspectiva mais antropológica. especificamente das mulheres. Trabalhar dentro de uma proposta etnomatemática com um universo multicultural.1997) voltam-se para a produção de conhecimento apenas no contexto escolar. atribui a todas as etapas da pesquisa em etnomatemática uma função de resgate das raízes culturais de um outro. porque buscava-se entender as formas culturais de pensamento matemático de um outro. existiam diversos outros naquele contexto. em seus contextos de vida cotidiana. de sua dignidade cultural . definindo a matemática como um tema masculino e o trabalho com agulhas como o estereótipo do feminilidade. Apesar de serem propostas de estudo de formas próprias de conhecimento matemático do adulto. ocupação. ela desenvolveu um trabalho pedagógico com jovens e adultos vinculados ao MST.cálculos matemáticos. A origem dessa situação. o hectare. nas sociedades que estão em transição da subordinação para a autonomia. mas. TOLEDO. e da negação da matemática que lhes é inerente. Ubiratan D Ambrosio. trazendo os saberes dos agricultores para a sala de aula. A estratégia mais promissora para a educação. A contribuição de Harris é simultaneamente educativa e política. mas numa perspectiva evolucionista explícita (no caso de Toledo). na medida em que tinha como objeto o estudo dos processos mentais e práticas de matematizar de grupos culturais específicos. 2002:44) A partir do reconhecimento dessas práticas. A etnomatemática surgiu como uma alternativa teórica condizente com o problema que eu queria investigar. sobre os conhecimentos matemáticos de jovens e adultos de uma favela carioca. reforçar suas próprias raízes. devido à diversidade de origem geográfica. onde o ideal a ser atingido é o conhecimento matemático escolar.1995. como unidades de medida rurais: a braça.

Um exemplo é a inversão de mão de direção. senão um grupo cultural. é um aspecto que chama a atenção de um observador externo: entrando-se numa rua qualquer do morro. Paralelamente. realizei entrevistas gravadas com educandos. ao menos um grupo social. de um número mínimo de passageiros. Fiz essa escolha após um contato que estabeleci com a coordenadora de projetos educativos na igreja católica local. Nem sempre a ordem crescente da numeração ao longo da rua é obedecida. também existe flexibilidade nessa regra. Essa particularidade permitiria um contato simultâneo com o contexto escolar e com o ambiente externo à escola. por exemplo. e à medida em que ia sendo estabelecida uma relação de confiança mútua. por exemplo. formais e informais. uma casa 14 seguida de uma casa 2. Os conhecimentos matemáticos. e portanto o "fato etnográfico" (PEIRANO. procurando familiarizar-se com o "exótico" e tornando exótico o que era familiar (DA MATTA. 2001). ou seja. ditada por normas sociais. no que se referem a representações quantitativas em situações cotidianas. ao longo da pesquisa de campo. Observei algumas relações quantitativas e espaciais na comunidade. também despertaram minha atenção. porque lá havia um curso de jovens e adultos freqüentado por moradores da comunidade. pude realizar observações da vida comunitária. quando a lotação é de dez passageiros. Pelo fato de os educandos compartilharem a mesma escola e o mesmo local de moradia. que não pagam se permanecerem em pé ou no colo de alguém. e também por não haver uma sinalização clara para o motorista no local da curva. pelo fato de contrariar as regras de trânsito oficiais. porque esse limite não inclui crianças até oito anos. pode-se observar casas numeradas. A numeração das casas dentro da favela. Desenvolvi portanto uma pesquisa etnográfica no morro de São Carlos de Maio a Dezembro de 2000. visitando as moradias e alguns pontos de referência locais. o calcular de cabeça aparece associado à uma marca de identidade . por vezes. mas desconhecida por estranhos à comunidade. mas de uma forma diferente do que se encontra no resto da cidade. utilizados pelos sujeitos investigados em contextos da vida cotidiana. professoras. Assim. havendo.com momentos indissociáveis e articulados: o "estar lá" e o "estar aqui" (D OLNE CAMPOS. com registro minucioso em caderno de campo. comunidade de ba ixa renda da cidade do Rio de Janeiro. com cerca de setenta anos de existência. Enquanto a subida do veículo é condicionada a um critério econômico. Resultados e discussão Tratarei. O local escolhido para a pesquisa de campo foi o morro de São Carlos. com sua cultura. passa a ser matéria-prima do pesquisador etnográfico. Além das técnicas citadas. A rotina de duas turmas do curso de jovens e adultos local foi acompanhada por meio de observação participante. pode acontecer de um carro subir com dezessete pessoas. Desse modo. constituíram outro eixo de análise. Em algum deles. coordenadoras do projeto e outros moradores da comunidade. característica importante para um estudo que buscava as relações entre os con hecimentos matemáticos escolares e aqueles da vida cotidiana. Para localização de uma moradia. suas representações e significados. são utilizados também critérios não numéricos. ao invés de negada. Algumas características do sistema de transporte local. conhecida e utilizada por moradores ou visitantes familiarizados. observei o uso de procedimentos de cálculo mental na totalidade dos sujeitos. com seu universo de significados. portanto. O pesquisador é parte integrante do processo de conhecimento e descoberta. não escolar. que ocorre numa curva acentuada de subida ao morro. Algumas regras sociais internas também parecem influenciar representações espaciais no São Carlos. aqui. É a chamada mão inglesa. circulando pela favela. muitas vezes associado a algum tipo de registro escrito. 1995) já indica que houve seleção no que foi observado e interpretação no relato: a subjetividade. dos principais resultados desta pesquisa sobre conhecimentos matemáticos escolares e extra -escolares de jovens e adultos do São Carlos. por meio de kombis. com alto índice de ocupação demográfica. poderia considerá-los. 1978). Dentre eles. Ocorre. como na fala de uma moradora: "Ali é o 20 da Dona Maria". repetição de números. com diversos retornos posteriores à comunidade até o presente ano. poderia proporcionar um diálogo com o outro (representado aqui pelos jovens/adultos). utilizei também na minha pesquisa a documentação fotográfica e a análise de documentos escritos. que dificilmente pode vir a ser prevista por pessoas estranhas que chegam na comunidade.

Que se a gente não tivesse a prática. sendo a primeira vista mais como teórica. abaixo: . Eu falo assim. de vinte e cinco centavos. sem saber calcular. maquinazinha. Paulo Freire é um dos autores que mencionam a existência de um sentimento auto-depreciativo entre educandos de baixa escolaridade: "A autodesvalia é outra característica dos oprimidos. Posso citar o caso de uma educanda costureira. Numa sociedade urbana. sociais. Essa introjeção a que se refere Paulo Freire resulta numa alienação sobre as condições concretas. evitando passar por uma situação constrangedora.1974:54). moradores de favela. uma diferença de cinco centavos é representativa. 09/10/00) Em uma população desvalorizada socialmente. como fica claro na fala de um educando. S pagas por peça. 28/09/00) A aluna utiliza uma estratégia de arredondamento para cima. 15/11/00). que aí eu pago e sei que não vou passar vergonha no caixa. representa 20% de aumento sobre o valor anterior. ter sido excluído precocemente da escola não apenas limita o acesso ao mercado de trabalho. Talvez por habitarem numa comunidade.. embora seja um valor baixo. eu falo. Como é que a gente ia sobreviver? Sem saber nada. que ele transfere para outros setores de sua vida. detentores de saberes tradicionais próprios). né? Lá no Norte é na cabeça. "calculando exagerado" (nas palavras de outro educando). e o que ão arrecadam está sempre dentro dos valores dos centavos. a gente não tinha condições de sobreviver. como em outras da pesquisa. então. letrada. que por ser dominada pelo tráfico de drogas. Como bem fala uma educanda: Que na escola é a teoria.Pra mim poder saber se o meu dinheiro vai dar pra mim pagar! Se uma coisa é um real e oitenta. agora ela vai me pagar trinta " (E14.cultural. Deu cinco e quarenta. diante da pergunta: Aonde você utiliza matemática na sua vida cotidiana? Apresento abaixo as palavras de uma educanda. voltada para as estratégias de sobrevivência. o raciocínio matemático passa a ser uma ferramenta voltada para a sobrevivência. que trabalha dividindo tarefas com sua cunhada. O sentimento expresso de não querer passar vergonha foi mencionado por todos educandos entrevistados.. que acarreta na produção completa de uma peça de roupa.. A atividade rotineira de fazer compras no mercado apareceu como uma referência significativa para os educandos do São Carlos. cinco centavos. os limites entre trabalhadores/bandidos não sejam claramente percebidos pela sociedade de fora. ainda que funciona ao menos funciona! (E10. Resulta da introjeção que fazem êles da visão que dêles têm os opressores. Uma outra possível hipótese explicativa para o sentimento acima apresentado. relativo à motivação para o cálculo nessa situação: Se uma coisa é dois reais e oitenta centavos. e a segunda mais prática. está na baixa auto-estima do educando jovem/adulto.. e particularmente os moradores de favela (VERGNE. equilibrando um orçamento apertado e a auto-estima do indivíduo. Eu faço assim. em seus discursos. como ela diz: "ela me pagava vinte e cinco um biquíni desses. Uma delas é a imagem negativa de que são destinatárias as pessoas das camadas de menor poder aquisitivo. usuários de tecnologias modernas) e nós (nordestinos. Cabe observar que nessa situação. moradores de favela.a gente trabalha na cabeça! O pessoal do Norte tá mais apto que o pessoal do Sul. precisa. da matemática do dia a dia. eu ponho seis reais. que produz a vergonha. é três reais. tenderam a separar a matemática aprendida na escola.. Outro aspecto que se destacou na pesquisa foi a importância dos números pequenos entre os alunos jovens e adultos pesquisados. Os educandos da pesquisa . Talvez possamos deduzir que essas pessoas associem o fato de não ter o suficiente para pagar a um sentimento de incapacidade. eu falo. co mo também parece trazer danos de natureza psicológica para o indivíduo nessa situação. Nesse contexto. Nessa situação. na qual esse tipo de julgamento poderia ser feito sobre eles. E na prática. (E7. sem saber vender. como seria a de jovens/adultos.. dois reais. que a gente tá aprendendo. cada uma delas representando só uma peça de uma engrenagem maior. 2002). sentem necessidade de evitar passar por uma situação." (FREIRE. Realmente as coisas . que os levaram a se encontrar na posição de "oprimidos". um elemento diferenciador entre os outros (sulistas. o calcular de cabeça passa a ser.O pessoal do Sul agora é tudo máquina. né. a gente já tem a prática do dia a dia. e pode ser interpretado de diferentes maneiras. que representam um sentimento comum a todos. sem saber contar. sem saber contar. levandoo a crer em sua incapacidade pessoal de aprender. de inferioridade.

ou. a máquina bate. Ele diz: A hegemonia se caracteriza pelo que ela inclui mas também pelo que ela exclui: pelo que ela apresenta como marginal. mais estudados. está muito presenta em nossa sociedade. como na de COSTA(1998). são vistos como diferentes de matemática. em relação aos conhecimentos matemáticos. então. 09/10/00) O pragmatismo do conhecimento matemático do cotidiano. é somente aquilo que se aprende na escola. Essa estratégia. a matemática só se aprende no colégio (E10) De fato. 28/09/00) A educanda opõe a exigência escolar da resposta correta. também aparece em outras pesquisas em etnomatemática. para muitos educandos. s rabiscos. serve.. Outro aspecto diferenciador entre esses dois tipos de saberes é que « as soluções estão impregnadas pelas condições circunstanciais nas quais o problema foi gerado. « pra tirar as dúvidas » (E4). pude observá -lo errando um problema proposto. » (CARVALHO. O processo de alienação. cálculo de porcentagem. (E7. Mas os resultados de minha pesquisa indicaram também que tal polarização também pode ser por vezes invertida. A separação já começa na forma de nomear: matemática..começam pela comida. Considerações finais Os resultados da pesquisa apresentaram algumas respostas para a pergunta: como a matemática escolar e a matemática da vida cotidiana se relacionam entre um grupo de jovens e adultos da classe trabalhadora ? Para o jovem/adulto do São Carlos. sem fazer uma verdadeira interpretação do mesmo. a uma certa flexiblidade de situações cotidianas que envolvem representa ções matemáticas. que torna os conhecimentos próprios dos jovens/adultos de certa forma invisíveis. Enquanto isso. pelo sabão pra botar na máquina de lavar roupa (E10. Pude observar adultos resolvendo situações propostas pela professora. O feijão tem que ficar quarenta minutos. se a gente errar um algarismo.. assim sabia utilizando a calculadora como um recurso em seu trabalho. não tem problema. Em caso se eu..cinco quilos. Uma das explicações para essa separação entre o mundo da vida cotidiana e o mundo da escola. na nossa sociedade. foi pelo uso simultâneo de diferentes procedimentos. mas o objetivo de confirmar o resultado era o mesmo. outro algoritmo escolar com o qual estavam mai familiarizados. que este conhecimento serve como um valor de referência. a valorização da matemática formal é tanta. O efeito da educação hegemônica é tal. No desempenho das tarefas do cotidiano. quando comparada pelos adultos com seus conhecimentos práticos. seja um algoritmo informal. mas se eu botar cinco quilos e cem. ou seja. uma das formas por meio da qual conhecimentos matemáticos prévios apareceram interagindo com conhecimentos matemáticos que estavam sendo ensinados. presente na fala da aluna.. que algumas situações da vida diária exigem muita precisão. dominam. a leitura formalizada dos saberes não parece ser importante como saber desempenhar as tarefas de maneira a ser bem sucedido.a gente aprende conta. A comparação quanto à maior ou menor precisão também foi apontada pelos jovens/adultos do São Carlos. está na própria sociedade e em suas hierarquias de poderes e saberes. cálculo mental. se ficar quarenta e cinco também. Cito o exemplo de um educando.. ou que pode haver maior complexidade nos procedimentos extra-escolares do que nos escolares. julga inferior e torna invisível. Os procedimentos variavam. aparentemente motivado por um sentimento de insegurança sobre a exatidão do primeiro. que vi recorrendo a diversos procedimentos mentais e escritos. Esses últimos podem também ser reconhecidos como matemática. onde um tipo de saber atende às necessidades de um mundo e outro tipo de saber de outro. ela está sendo de qualquer maneira mitificada. diferentes tipos de conhecimento matemático parecem pertencer a dois mundos distintos. etc. 1997 :13). que torna-se quase possível . na escola. Incluindo-se ou negando-se a presença da matemática no cotidiano. ou os conhecimentos que outros. vendedor de uma mercearia da comunidade. tem uma explicação por um autor. ao resolvê-lo de forma mecânica. nas palavras dos educandos. Munir Fasheh. com a unicidade de resultados. Entre jovens/adultos do morro de São Carlos. Essa concepção de matemática enquanto ciência comprometida com a precisão.. Duas falas de educandos merecem ser apresentadas : Sabe que eu não tinha pensado que a gente tava trabalhando com matemática? (E7) (na vida).. utilizando-se paralelamente de algum outro procedimento que dominavam. Diferente e difícil Tudo certinho! Senão. como no depoimento abaixo : É diferente.

T. na escola zero . 1998 (Dissertação de Mestrado). Campinas: Faculdad de e Educação da UNICAMP. A interação entre o conhecimento matemático da prática e o escolar. A busca de uma possível integração dos conhecimentos matemáticos escolares com os do cotidiano não pode ser um pretexto para a desvalorização do conhecimento primeiro do educando. entre outras habilidades matemáticas. por meio do reingresso numa escolarização. teria algumas considerações a fazer. no mundo da vida cotidiana. E. DA MATTA. parecem ser formas de resistir a um processo de anulação de identidade.. o morador do São Carlos afirma eu penso diferente. As reações a esse processo de exclusão social podem aparecer de diferentes formas. Talvez porque sinta essa desvalorização oculta. 1997 (11-24). que os jovens/adultos também buscam acessar. utilize os que já domina. Os fatores afetivo emocionais. esse adulto não dialoga como poderia. de O. Em primeiro lugar. os matemáticos dentre eles. São Paulo: Cortez Editora. essa pesquisa representou uma tentativa de dar voz. (FASHEH. Os conhecimentos matemáticos do cotidiano são ricos. Esse mundo da vida cotidiana que parece estar tão afastado do mundo da escola tem muito a ensinar a educadores matemáticos. como o cálculo mental. para facilitar a aprendizagem desses outros conhecimentos matemáticos. Se há horizontalidade.1978 (23-35).& SCHLIEMANN. morador de comunidade de baixa renda. identificadas nessa pesquisa. Os ceramistas do vale do Jequitinhonha: uma investigação etnomatemática. mede-se. se professores e profissionais da educação compreendessem os motivos que levam os adultos a resistir a uma simples passagem dos conhecimentos matemáticos práticos para os conhecimentos matemáticos escolares.) A aventura sociológica. desde os primórdios da formação da cidade. os formais. também apareceram como um significativo eixo de análise para o processo de construção/aprendizagem/utilização de conhecimentos matemáticos dos jovens/adultos do São Carlos. CARVALHO. W. De algum modo. portanto não aprende como poderia. 1995 (Tese de Doutorado). parecem ser uma estratégia de afirmação de identidade. U. "O ofício de etnólogo. (org. _________ ____ "A educação matemática dos jovens e adultos nas séries iniciais do ensino básico". há menos resistência. Em segundo lugar. Se há respeito. Tudo indica que. para as práticas pedagógicas em educação de jovens e adultos. Buscando -se possíveis contribuições desse meu estudo.de definir o ambiente real por aquilo que a educação formal marginaliza ou exclui. São Paulo: RAAAB. quando este diz que: "é a relação de poder que deve mudar para que o agente possa decodificar o que os grupos populres têm a dizer. são motivações para que o jovem/adulto trabalhador construa conhecimentos matemáticos novos. sobre suas formas de conhecimento. que se configuram como potenciais de auto-estima." (GARCIA. 1984:101) Referências bibliográficas CARRAHER. COSTA. a um grupo de jovens e adultos do ensino fundamental. O mundo da favela é um mundo à parte dentro da cidade grande: seus habitantes têm sido estigmatizados. Precisam ser legitimados pela escola. estima-se. D. R. A. é que o contexto parece intervir nessa representação tão dicotomizada. D. ou como ter "anthropological blues". Os conhecimentos matemáticos do cotidiano atendem primordialmente às necessidades de sobrevivência econômica e social. mas antes de um diálogo que deve ser respeitoso de parte a parte. rememore procedimentos aprendidos no passado. lógicos. há troca. Na vida dez. Etnomatemática: elo entre as tradições . Campinas: Faculdade de Educação da UNICAMP. Alfabetização e Cidadania 6. acredito que o afastamento mundo da vida cotidiana/mundo da escola talvez viesse a ser menor. Não se trata de uma ponte.1991:59) Essa valorização social do saber escolar hegemônico leva que o jovem adulto procure ter acesso a ele. quanto a conservação de práticas de raciocínio próprias. 1989. Até os saberes construídos por esse grupo social. G. em relação a essa separação mundo da vida cotidiana/mundo escolar. calcula-se. L. In NUNES. dominar informações básicas para orientação espacial na cidade. para se conseguir sobreviver nas condições adversas que fazem parte da vida diária de um excluído do sistema escolar. Concordo com Pedro Garcia. Rio de Janeiro: Zahar Editores. desempenhar-se bem nas tarefas profissionais. CARRAHER. Outra observação que pode ser feita. D AMBROSIO. Tanto as regras sociais particulares do morro. para dizer eu existo. mesmo que tardia. N. complexos. Driblar um orçamento doméstico apertado.

Cresskill. A favor da etnografia. Caxambu: ANPED. K.. I. Belo Horizonte: Autêntica Editora. metacognição e aprendizagem matemática de jovens e adultos » Anais da 25a Reunião Anual da Associação de PósGraduação e Pesquisa em Educação. Rio de Janeiro: Departamento de Psicologia da PUC/RJ. NJ: Hampton Press. KNIJNIK.. São Paulo : Ação Educativa. M. SINGH. A história dos rostos esquecidos: a violência no olhar sobre os moradores de favelas cariocas. Rio de Janeiro: Paz e Terra.1995. M. M. D. 2002. NJ: Hampton Press. O. PEIRANO. F. Etnomatemática: as possibilidades pedagógicas num curso de alfabetização para trabalhadores rurais assentados. Pedagogia do Oprimido. FONSECA.) Adult Numeracy Development: Theory. E. Harris (Ed. "Etnociência ou Etnografia de Saberes. São Paulo: RAAAB.com. London/NewYork/Philadelphia: The Falmer Press. Cresskill. "Jovens e Adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem" Revista Brasileira de Educação. VERGNE. M. 2002 (1-15) (Publicação em CD-ROM). Gal (ed.1997 (67 -79). A J. 1991 (57-61). M. R. H. Anais do II Congresso Internacional de Etnomatemática.2000 (269-301). M. desafios e contribuições. D OLNE CAMPOS. R. Brasília: MEC.) A questão política da educação popular. Practice. « Numeramento. MACHADO.1997. LOPES. A. HARRIS. Research. E. (coordenção e texto final) Educação de jovens e adultos : proposta curricular para o 1o segmento do ensino fundamental. Belo Horizonte: Autêntica. C.e a modernidade. Inc. 1998 (Tese de Doutorado). Practice. "Explorando o uso da calculadora no ensino de matemática para jovens e adultos". RIBEIRO. 2001 . M. 1999 (mimeo). GAL. P. FASHEH. "Mathematics and the Traditional Work of Women". "Entre quartas. Research.) Adult Numeracy Development: Theory. FREIRE. Exclusão e resistência: Educação matemática e legitimidade cultural. Educação matemática de jovens e adultos: especificidades. Alfabetização e Cidadania 14. Coleção Tendências em Educação Matemática. 2002 (1-4) (Publicação em CD-ROM). 2001. 12. São Paulo: Editora Brasiliense.br/noticias/indice. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. M. OLIVEIRA. 2002 (Dissertação de Mestrado). TOLEDO. Ouro Preto. 1999 (59 -73). P. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 58 Ribeirão Claro dará cesta básica e eletrodomésticos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.1984 (88-121). Brandão (org. M. 2000 (9-31). M. "Educação popular: algumas reflexões em torno da questão do saber". "Adult numeracy and new Technology in the UK".html# Autor(es): Prefeitura de Ribeirão Claro Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Prefeito Mário Augusto Pereira quer acabar o constrangimento de adultos na hora de procurar ajuda para aprender a ler e escrever Cópia do Texto: Ribeirão Claro dará cesta básica e eletrodomésticos para incentivar a alfabetização de jovens e adultos Prefeito Mário Augusto Pereira quer acabar o constrangimento de adultos na . Técnicas e Práticas?" Anais do I Seminário de Etnobiologia e de Etnoecologia do Sudeste. São Paulo: ANPED Associação Nacional de Pesquisa e PósGraduação em Educação. In I. R.) School. OLIVEIRA. 2002 (4351). MONTEIRO.1996. "Mathematics in a Social Context: Math within Education as Praxis versus Math within Education as Hegemony". M.1974. G. Inc. M. São Paulo: Programa de Estudos Pós Graduados em Educação. "Política Educacional para Jovens e Adultos : Lições da História" . In C. n. Campinas: Faculdade de Educação da UNICAMP. L. Rio Claro. Alfabetização e Cidadania 6. Rio de Janeiro: Relume-Dumará. São Paulo: RAAAB. V. GARCIA. Mathematics and Work. Porto Alegre: Artes Médicas. "The Numeracy Challenge" In I. Gal (ed. In M.ribeiraoclaro. B. C. braças e hectares: a educação matemática enraizada no rural".

"Queremos baixar esse percentual". Cópia do Texto: Por educação de adultos entende-se o conjunto de processos de aprendizagem. A novidade. Ribeirão Claro mantém em funcionamento turmas com 74 alunos para a alfabetização de jovens e adultos no Tiro de Guerra e Escola Municipal Correia Defreitas. (Art. Para incentivar o bom aproveitamento das aulas. a educação não formal e toda a gama de oportunidades de educação informal e ocasional existentes em uma sociedade educativa e multicultural. na qual se reconhecem os enfoques teórico e baseados na prática". enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias necessidades e as da sociedade. será implantada em Ribeirão Claro tão logo a Câmara Municipal aprove projeto de lei neste sentido. diz o prefeito Mário Augusto Pereira.org/education/adultoutreach/portuguese/doc/Haddad&P ierroportug uese. disse o prefeito Mário Augusto Pereira. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 59 Satisfação das necessidades básicas de aprendizagem de jovens e adultos no Brasi Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www1. a educação não formal e toda a gama de oportunidades de educação informal e .worldbank. Atualmente. 14 são servidores públicos que freqüentam as aulas no Tiro de Guerra na última hora do expediente de trabalho. que já foi encaminhado pelo Executivo. eles têm vergonha da condição em que se encontram e evitam a escola por constrangimento".hora de procurar ajuda para aprender a ler e escrever Ribei ão Claro . anunciada pelo prefeito Mário Augusto Pereira. enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias necessidades e as da sociedade. "Queremos incentivar a alfabetização de jovens e adultos". graças aos quais as pessoas cujo entorno social considera adultos desenvolvem suas capacidades. uma taxa estimada em 11% de jovens e adultos que não sabem ler e escrever. Rogéria Aparecida Camargo Lima Bellia. A meta é implantar o curso também nos bairros rurais da Cachoeira e dos Três Corações. obedecendo os critérios de aproveitamento e freqüência". Maria Clara Di Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Por educação de adultos entende-se o conjunto de processos de aprendizagem. formais ou não formais. Sérgio PIERR. A educação de adultos compreende a educação fo rmal e permanente. As aulas de alfabetização são ministradas por uma professora da re municipal de ensino. "Normalmente. De acordo com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). A educação de adultos compreende a educação formal e permanente. Ribeirão Claro tem na população de 11 mil habitantes. de acordo com a secretaria municipal de Educação. Dos 74 alunos j vens e o adultos que freqüentam as salas de alfabetização. formais ou não formais. O de combate ao analfabetismo entre jovens e adultos foi adotado pelo prefeito Mário Augusto Pereira para erradicar o analfabetismo no município. entre 17h00 e 18h00.doc Autor(es): HADDAD. 3o. da Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos). graças aos quais as pessoas cujo entorno social con sidera adultos desenvolvem suas capacidades.Os jovens e adultos r ribeirão-clarenses que procurarem a rede pública de ensino para aprender a ler e escrever concorrerão a uma cesta básica mensal e a um eletrodoméstico no fim do ano. o texto do projeto de lei destaca no artigo terceiro: "a coordenação (do programa) e professores da educação de jovens e adultos serão responsáveis pela avaliação e indicação dos alunos que participarão do sorteio.

Amazonas. promovidos por diferentes órgãos governamentais e não governamentais. 1. e não àquela analfabeta pelos critérios censitários. Parece prioritário e viável apreciar alguns aspectos da educação escolar de jovens e adultos. extensão agrícola. não só por ser um objeto acessível e mensurável. capacitação para o uso de recursos informáticos.401.943 18. Recomenda ainda que a eficácia dos programas seja avaliada em função de mudanças de comportamento e de seus impactos na melhoria das condições de saúde.07 1996* 107.. de formação para a cidadania.977 33.50 1991 95. Declínio do analfabetismo e evolução dos níveis de escolaridade O Brasil continua a deter o maior contingente de analfabetos absolutos e pessoas jovens e adultas com baixa escolaridade do continente.233. 1990) e no Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem. Pará e Amapá.541. Ainda que compartilhemos o conceito amplo de educação de jovens e adultos formulado em Hamburgo. 1997) promovida pela UNESCO formulou um conceito amplo de formação de pessoas adultas que compreende uma multiplicidade de processos formais e informais de aprendizagem e educação continuada ao largo da vida. exigiria a realização de surveys de grande porte. porém. A metodologia de avaliação proposta pela UNESCO sugere que se analise a ampliação das oportunidades escolares e extra-escolares para jovens e adultos proporcionadas por múltiplos provedores governamentais e não governamentais.758 20.50 1960 40.282 11.008. refletindo-se nos indicadores de avaliação da década. mas toda uma gama diversa de atividades socioculturais. o Brasil não conseguirá atingir a meta assumida em Jomtien de reduzir até o ano 2000 o analfabetismo a metade dos índices de 1990.60 1970 54.1920/1996 Ano/Censo Total Analfabetos % 1920 17. de formação política e informação sobre direitos.715 64.249.709. Um desses indicadores refere-se ao objetivo de ampliação dos serviços de educação básica e capacitação de pessoas jovens e adultas em competências essenciais à vida cotidiana. Também em termos rel tivos. capacitação de conselheiros e agentes comunitários.540.269.7 *Refere-se à população sem instrução. A avaliação de impactos sobre as condições de vida da população.043 1 9. mas teve uma queda importante no transcorrer dos anos 90. qualificação e atualização para o trabalho e para a geração de renda. Acre. mas também porque incide sobre um direito básico da cidadania que é o acesso à alfabetização e ao ensino básico. A seguir nesse ritmo.602 15.837. incluindo programaspreventivos de saúde.557. na qual se reconhecem os enfoques teórico e baseados na prática". o analfabetismo começa a recuar também em números absolutos. Pela primeira vez na história.03 1997** . de gênero.852 39. **Exclusive a população rural de Rondônia.847 25. que são raros ou não se encontram disponíveis no acervo de pesquisa sobre educação de jovens e adultos no Brasil . não está ao nosso alcance realizar uma avaliação tão complexa e abrangente.272. (Art. Ce nsos Demográficos e Contagem da . étnica e geracional). etc.146. Evolução do analfabetismo no Brasil entre pessoas de 15 anos ou mais . ao trabalho e à participação cidadã.60 1980 73. preferentemente longitudinais. sua pertinência frente às necessidades de aprendizagem dos indivíduos e comunidades.964. os a índices de analfabetismo e as taxas de escolaridade da população são bastante inferiores aos países latino-americanos com nível de desenvolvimento equivalente. conteúdos.90 1940 23. considerando indicadores de eqüidade (territorial.018. Uma avaliação dessa natureza implicaria abarcar não só os programas de educação escolar de jovens e adultos.960 13. A V Conferência Internacional de Educação de Adultos (Hamburgo.423 15. Fontes: IBGE. 3o. legislação e avaliação). de promoção de jovens. materiais e métodos) e gestão (políticas públicas. da Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos).278. Essa concepção ampliada já estivera presente na Conferência Mundial de Educação Para Todos (Jomtien. mulheres e idosos.381 56.14.981 14. aprendizagem de línguas estrangeiras. combinados a estudos qualitativos. declinando mais de cinco pontos percentuais entre 1991 e 1997. O analfabet ismo absoluto vinha regredindo em ritmo lento ao longo deste século.00 1950 30. equiparando aos -se países menos desenvolvidos da América Latina e Caribe.ocasional existentes em uma sociedade educativa e multicultural. emprego e produtividade dos indivíduos e grupos. por sua vez. qualidade (formação dos educadores.716. financiamento. qualificação e atualização profissional.632 50.604 18.769 13. Roraima.

duradouras e articuladas a outras estratégias de desenvolvimento econômico.2 1.093 26.5 5.782.0 5.418.667 9.875 32.0 458.Contagem da População 1996.815 10.097 8.6 701.465. Na faixa etária de 15 a 19 anos.2 4.8 28.095.622 9.2 1.125 19. Há.9 13. PNAD 1997.592 33.0 127.7 1.0 1.554 833.8 981.5 89.6% 9.926.736 16.643 28. ainda hoje.057 38.405.261.9 82.6 2.211.507.751 31.187 33.217 45.741 23.382 6.9 4.3 3.091 22.7 418.0 1. pois.085.5 1.5 78.226.257.259.415 1.4 92.0 214.128 4.6 40 a44 9.586 16.8 1.894 0.818 1.275.553 24.6 1.318.845.6% 46.496.302 788.0 4.1 2.1 96. Brasil: Crianças e adolescentes que não freqüentam escola por idade e sexo .0 5.722 1. Contagem da População de 1996.559 24.750. por exemplo.482 27.573.3% 7.474 17.385 3.560 19.091 1.082 7.401 32.408 24.1996 População Anos de Instrução Idade Total Nenhuma % .079.075 1.018.4 904.5 1.800.5 50 ou + 22.2 36.4 17. Oeste 7.7 3.716.859 16.7 12.018.009.998.749.626 1.9 Sul 16.280.123.7 604. Brasil: Anos de estudo da população com 15 anos ou mais . Brasil: Defasagem entre a idade e . a distribuição do fenômeno no território nacional continua a ser assimétrica.0 92.455 33.7 5.5 26.414.522 26.9 Sudeste 48.0 147.099 732. que exige políticas públicas consistentes.7 275.960 13.383 12.4 56.145.453 15.178.289.4 Rural 21.995.7 Fonte: IBGE .155.997 19.102.8 35 a 39 10.488.324 36. Embora o índice médio de analfabetismo absoluto tenha diminuído.549 23. Outro fator de exclusão educacional são os elevados índices de reprovação.1 6.6 82.942 0.1% 9.655 9.857 34.935. com um diferencial negativo para aquela do sexo masculino.304.4 5.133.021.153 0.342 930. evidências de que os progressos observados resultam antes da democratização das oportunidades educacionais na infância e adolescência que dos esforços empreendidos ao longo das últimas décadas no campo da educação das pessoas adultas. o percentual daqueles que seguiram mais de três anos de estudos continua a ser reduzido.9 15 a 19 16.2% deles têm menos de quatro anos de estudos.419 5. evasão e reingresso no sistema escolar.População 1996.705.445.895.515.1996 Grupo etário Total Masculino Feminino 4 a 6 anos 44.961 4.7 Urbano 85.5 Nordeste 28.704 34.828 9.743.434 3.1822.452.579.6 972.623.334.432 8.990.929 0.7 2. social e cultural.3 C. pois.606 18.589 0.249 13.603 34.110 0.090 27.4% 43.721.674 11.086. A desagregação das estatísticas por faixas etárias permite verificar que a elevação das taxas de alfabetização está diretamente relacionadas aos grupos etários mais jovens.1 2.de 1 % 1 a 3 % 4 a 7 % 8 a 11 % 12 ou + % Total 106.8 33.794 10.1 5.3 93.268.464 8.1 19. Brasil: População sem instrução nas Grandes Regiões e Zonas Rurais.974 7.025. registrando-se taxas muito elevadas na Região Nordeste e nas zonas rurais de todo o país.257 17.336 11.7 768. Produção social do analfabetismo e o comportamento dos indicadores de eqüidade Dentre os fatores de produção social do analfabetismo mediados pelo sistema escolar.583.837 1.393.990.604. pois apenas um terço da população jovem e adulta concluiu os oito anos de escolaridade obrigatória e.295. 190 12.870 9.0 2.153 4.900.296 6.714 26.819 60.041 6.8 Norte 6.7% 7 a 9 anos 8.5 1. e sim uma questão complexa do presente.207.9 Ignorada 337.535 31.9% Fonte: IBGE.3 29. Entretanto.764 31.5 3.1 1.259.3 383.0 6.617 7.993 30.423 3.980 14.321 618.329 9.638.070. Contagem da População 1996.193 32.159 17.588 15.3 Fonte: IBGE.607.446.029.015.488 8. que resultam em acentuada defasagem na relação idade/série ideal.5 45 a 49 7.433 1.137.609 21.8 2. mesmo entre os adultos jovens. O analfabetismo no Brasil não é.255 36.592 1.7 20 a 24 14.153 30.512 9.7 7.412 5.874. dois terços dos jovens não concluíram o ensino fundamental e 21.689 15.0 1.198 6.359.175 2.814 1.433.1 7.9% 10 a 14 anos 10.5 30 a 34 12.851 14.771 18.534.735 0.3 3.480. 2.8 25 a 29 12.1996 Grandes População com 15 anos ou + Sem Instrução Regiões Total Rural Total % Rural % Brasil 107.332 14.875. apenas um problema residual herdado do passado (suscetível de tratamento emergencial ou passível de superação mediante a simples sucessão geracional).921.355 1. Também neste caso observa-se um diferencial negativo para os estudantes do sexo masculino.5% 11. não está assegurado a parcelas expressivas da população. há que considerar-se primeiramente o acesso e permanência na escola durante a infância e adolescência que. há fortes indícios de que os baixos índices de permanência e progressão no sistema de ensino público e seus escassos resultados qualitativos e stejam reproduzindo continuamente um contingente numeroso de analfabetos funcionais .

as populações rurais e urbanas e das diferentes regiões do país.3 86.034 25. cor e sexo 1991 População com 15 anos ou mais Feminina Masculina Cor Total (%) Analfabet. especialmente os do sexo feminino.231.433 11.8 19.781 19.592 5.3 59. Assim.4 243. 133. a Emenda 14.580 17.850.3 18.892 4.4 Fonte: IBGE.1 10.9 74. étnicos e de gênero.040 0.662.7 33.129.8 Mulher 54.7 46.5 86.394 tenha reiterado os direitos constitucionais da população jovem e adulta ao ensino fundamental. sobredeterminando as diferenças observadas entre os grupos etários.9 63.8 89.5 70.708. 1997. Brasil .331.258 30.587.459 19.091.819 3.9 52.190 6.4 49.699 8.386. Fem.763 40.4 82.650 13. 4o da LDB 9. apud Anuário Estatístico 1992.4 9. aprovada ao final de 1996.1 Indígena 171.5 11. o Art.359. que combinam -se entre si para produzir acentuados desníveis educativos.852 31.306 45.376.7 8.2% * Exclusive a população rural de Rondônia. em média.0 9.085.960 13. permanência e desempenho escolar nas novas gerações.8 68.8 36.234.2 36.069 0.8 28. Fonte: PNAD 1990. enquanto gênero e raça operam como fatores relativamente independentes da condição socioeconômica na determinação das oportunidades educacionais. espaciais. Rur.4 8.502 18.822.7 7.1 24.4 8.594 32. (%) Total 95.906 0.7 29.1 3.6 79.2 S/ inform.026 19.167 16. Em seu texto original.189 5.Anos de estudo da população com 15 anos ou mais por sexo .310 9 13. geracionais.647 100 18.5 45. Contagem da Po pulação de 1996 A renda familiar vem sendo principal fator de discriminação no acesso à alfabetização no Brasil. (%) Total Analfabet.0 654.5 71.415 828.4 65.9 26.059 28.455 33.1 Negra 5.1 11. PNAD.5 40.706 27.7 4.1 19. 318.623.538 27.3 Fonte: IBGE.1 5.482.3 3.2 52.7 33.7 166.044 2.0% 22.810. (%) Total Analfabet.6 23. Roraima.8 Mulheres 13. Acre.4 13.8 84.7 40 ou + 27.863 53.6 1.739 9.5 23. Embora o Art.5 37.2 Parda 38.537. resultado das condições diferenciais de acesso.249 19. Os direitos constitucionais e outros marcos legais Pela primeira vez na história brasileira.895.1997* Total Branca Preta Parda 14.980 54.231.1 13.925.297 6.8 15 a 19 12.1 1.7 2.1996 População Anos de Instrução Idade Total Nenhuma % de 1 % 1 a 3 % 4 a 7 % 8 a 11 % 12 ou + % Total 106.3 20.948 9.721 18.8 13.2 75.418.8 22.6 24.177 786.859 31.4 23. p. Brasil: População com 15 anos ou mais por condição de alfabetização.181 27.7 242. As mulheres brasileiras têm hoje.8 7.série escolar na população de 7 a 18 anos (em %) Idade em anos 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Homens 14.1 18.174.957.9 6. 3. 50 das Disposições Transitórias da Constituição de 1988 conferiu um prazo de dez anos para a universalização do ensino fundamental e a erradicação do analfabetismo.3 60.8 19.3 9. o Art.5 30 a 39 13.873 1. A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) tramitou no Congresso por oito anos e foi.9 62. uma sutil vantagem nos níveis de escolaridade em relação aos homens.965 47.707 11.4 26.683.210 19. Censo Demográfico 1991. 208 da Constituição de outubro de 1988 conferiu à população jovem e adulta o direito à educação fundamental.9 29.2% 22. Brasil: Taxas de analfabetismo na população com 15 anos ou mais por cor .951 34.2 571.3 15.5 20 a 24 11. renda e situação de domicílio.9 57.1 6.0 3.0 Fonte: IBGE .1 Branca 51.157.787.2 54.5 6.382 5.614.832 27.6 65.1 1.384 6. citado por Rosemberg & Piva.3 1.471.9 22.936.2 59. Até ¼ De ¼ a ½ De ½ a 1 De 1 a 2 + de 2 Urb.407.7% 9.2 86.0 151.4 6.8 11. Pará e Amapá. é legítimo concluir que as oportunidades educacionais da população jovem e adulta brasileira continuam a ser negativamente afetadas por fatores socioeconômicos.1990 Região Sexo Rendimento Familiar (em salários mínimos) Domicílio e Idade Masc.132.7 40.504 33.652.851 14. aprovada quase na mesma . Fonte: IBGE.6 77.3 25 a 29 11.192 7.296.0 35.728.226.2 1.274.9 Amarela 485. A pertinência aos subgrupos étnicoraciais constitui fator de diferenciação no acesso à alfabetização e combina-se ao gênero para produzir uma acentuada desvantagem nos níveis de escolaridade de indígenas e afro descendentes.018.5 2.2 29.5 * Exclusive população rural da Região Norte.9 23. Amazonas. Homem 51.531. período durante o qual as três esferas de governo ficavam obrigadas a dedicar a esses objetivos 50% dos recursos públicos vinculados à educação.8 14.945 50.6 5.2 5.5 26. responsabilizando os poderes públicos pela oferta universal e gratuita desse nível de ensino àqueles que a ele não tiveram acesso e progressão na infância e adolescência. finalmente.6 3.726 12.601.1 17.4 73.8 24. Brasil*: Analfabetismo (%) por faixa etária.795 5.467 7.5 42. Total 23.515. sexo.177 40.1 1.606 18.093 26.8 81.482 1.8 45.355 1.382 6.Contagem da População 1996.

0 1. apud: MEC.921 26.4 171. Contagem da População 1996.0 Freqüenta escolas 11.977.311. refletindo antes a capacidade instalada dos sistemas de ensino em financiar programas e prover vagas.687 65.65 55.4 Ensino Médio 5.829 41. 1o.925 2. Censo Escolar 1997.378.098 6.325 844 0.815 0. Contagem da População 1996.1 Ensino Fundamental 6.525 11.201 30. séries % (B/A) 5a.482 63.8 1997 2. 4. Evolução da matrícula inicial no Ensino Fundamental de Joven e s Adultos .5 506.083. fundamental regular % Ens. Indicadores de cobertura Os dados censitários do IBGE disponíveis para o ano de 1996 informaram que 11% da população brasileira com idade igual ou superior a 15 anos participava em alguma modalidade do ensino básico. 2 o da Lei 9424/96.5 2 Fonte: MEC/INEP. excluindo as matrículas no ensino fundamental de jovens e adultos dos cálculos para a redistribuição de recursos vinculados entre esferas de governo através do FUNDEF. alterou a redação do Art. por exemplo.152 39.081.600 23.663. O atendimento encontra altamente urbanizado.6 Fonte: IBGE.8 1998 2. Sinopse Estatística da Educação Básica.043. 135.325 4. Brasil: População com 15 anos ou mais que freqüenta a escola básica .41 2.210.7 251. -se tendo pois reduzida incidência sobre o analfabetismo e os baixos níveis de escolar ização da população rural. segundo esta fonte. às quais cabe a oferta de ensino fundamental à população jovem e adulta. A distribuição regional das matrículas não mantinha correspondência com demanda potencial. as instâncias subnacionais de governo. MEC.83% .1995/1998 Ano Total Federal % Estadual % Municipal % Particular % 1995 2. na qual vivem 48.01 1.1 Alfabetização 97. Cotejadas as estatísticas de atendimento produzidas pelo sistema educacional. de modo a desobrigar jovens e adultos da freqüência à escola.815 0.098 64.data. Contagem da População 1996 A maior parte da população com 15 anos ou mais que freqüentava o ensino fundamental não o fazia em programas de educação de adultos.639 18.38 Fontes: IBGE.840 4.188 3.83% Matrícula inicial em cursos de educação básica de jovens e adultos por nível (B) Alfabetização e 1a.136.1996 Grau Total (T)l % População 107.534.407.873 7. 208 da Constituição.253 3. fundamental de adultos % 15. o que já em 1998 se fez refletir na redução das matrículas.958 4. que regulamentou a Emenda 14. foram objetivamente desestimuladas a expandir esse nível e modalidade educativos.0 1. MEC.760 97.863.SEF. situavam-se em menos de 1% da demanda potencial por alfabetização e exatos 4% da demanda por ensino fundamental.210.e 2o. substituindo o compromisso decenal com a erradicação do analfabetismo e a universalização do ensino fundamental por um mecanismo de operacionalização do regime de cooperação entre as esferas de governo: os Fundos de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (FUNDEF).INEP.0 1. tal mudança no texto constitucional deu margem a interpretações que descaracterizam o direito público subjetivo. 50 das Disposições Constitucionais Transitórias. desobrigando os poderes públicos da oferta universal de ensino fundamental gratuito para esse grupo etário.324.2 629.506 6. 1999.316.773 8. População com 15 ou mais por anos de estudo (1996) e freqüência ao ensino supletivo (1997) Anos de estudos da população com 15 anos ou mais com escolaridade básica incompleta(A) Sem instrução a 3 anos 4 a 7 anos 8 a 10 anos 34. Embora não tenha sido esta a intenção do legislador.40% 16. os índices de cobertura dos programas especificamente destinados a jovens e adultos (ensino supletivo) situam em -se torno dos 3% da demanda potencial por cada um dos segmentos específicos do ensino básico (alfabetização. A Região Nordeste.63 390.INEP. a 8a séries % (B/A) Ensino médio % (B/A) 1.segmentos do ensino fundamental e ensino médio).00 Fonte: IBGE.753 11. Censo Escolar 1996.652. Popu lação com 15 ou mais por anos de estudo e freqüência ao ensino fundamental -1996 Anos de estudos da população com 15 anos ou mais Sem instrução e menos de 1 ano 1 a 7 anos de estudos Freqüentam escola Freqüentam escola Total Alfabetização de adultos % Total Ens. Esse processo de desconstituição dos direitos educativos consolidou no veto -se presidencial ao inciso II do Art.454. A Emenda 14 alterou a redação do Art.609 100.016.77% 36.750 561 0. Os índices de cobertura dos programas de educação de jovens e adultos.8 582.150. Diante das limitações ao financiamento decorrente dessa media. a 4a. sendo constituída por jovens que assistiam ao ensino fundamental regular com algum grau de defasagem na relação idade/série ideal.508 285 0.

dos analfabetos do país, tem apenas 27,86% das matrículas no ensino fundamental de jovens e adultos. Brasil: População com 15 anos ou mais sem instrução por regiões - 1996 REGIÃO TOTAL % RURAL % URBANO % Norte 1.086.588 7,75 604.553 55,64 482.035 44,36 Nordeste 6.845.549 48,83 3.607.057 52,69 3.238.492 47,31 Centro -Oeste 788.674 5,62 214.997 27,26 573.677 72,74 Sudeste 4.021.464 28,68 904.771 22,50 3.116.693 77,50 Sul 1.275.974 9,10 418.336 32,79 857.638 67,21 BRASIL 14.018.249 100,00 5.749 .714 41,02 8.268.535 58,98 Fonte: IBGE. Contagem da População 1996. Brasil: Matrícula inicial no ensino fundamental supletivo por regiões - 1997 REGIÃO TOTAL % RURAL % URBANO % Norte 298.977 12,70 18.376 6,15 280.601 93,85 Nordeste 655.867 27,86 55.721 8,5 600.146 91,50 Centro-Oeste 0 151.948 6,45 5.205 3,43 146.743 96,57 Sudeste 938.568 39,86 23.422 2,50 915.146 97,50 Sul 309.081 13,13 5.232 1,69 303.849 98,31 BRASIL 2.354.441 100,00 107.956 4,59 2.246.485 95,41 Fonte: MEC/INEP/SEEC. 1997. O INEP/MEC não co leta dados de atendimento em educação de jovens e adultos por idade, sexo e cor, sendo, pois, impossível apreciar questões de equidade relativas a geração, gênero e etnia. 5. Distribuição do atendimento pelas esferas de governo Os 2,8 milhões de estudantes da educação de jovens e adultos (aí incluídas as matrículas no ensino profissionalizante) representavam, em 1997, 5,85% do alunado do ensino básico brasileiro; 2,2 milhões deles estavam matriculados no ensino fundamental e 65,8% nas redes estaduais de ensino. Brasil: Matrículas no ensino básico de jovens e adultos por dependência administrativa - 1997 Dependência Administrativa Modalidade Total % Federal % Estadual % Municipal % Particular % Ens. de jovens e adultos 2.881.770 5,85 1.609 0,05 1.808.161 62,7 683.078 23,7 388.922 13,5 Total do ensino básico 49.235.117 100,0 166.955 0,34 25.368.006 51,5 17.106.588 34,7 6.593.578 13,4 Fonte: MEC. INEP. 1998. Sinopse Estatística da Educação Básica. Censo Escolar 1997. Brasília, 1998. Apesar da acentuada "estadualização" das matrículas, a análise de séries históricas permite reconhecer uma tendência à municipalização do ensino fundamental de jovens e adultos (vide tabela apresentada no tópico 3). 6. O financiamento da educação de jovens e adultos Os dados sobre o financiamento público da educação são de difícil acesso, especialmente no que concerne aos governos subnacionais. Um esforço de coleta e compatibilização vem sendo desenvolvido pelo IPEA para alguns anos da década de 90. Segundo essa fonte e metodologia, as despesas efetuadas pelas três esferas de governo na educação de jovens e adultos representou 0,3% do gasto total com educação nos anos de 1994 e 95. Os Estados responderam por mais de 2/3 das despesas efetuadas com educação de jovens e adultos e os municípios por quase ¼ dos gastos, uma proporção que corresponde aproximadamente às respectivas participações nas matrículas. Gasto consolidado das três esferas de governo em educação de jovens e adultos 1994/1995 Ano Categoria Governo Governos Estaduais Gover nos Municipais TOTAL % de Gasto Federal Transfer. Recursos TOTAL Transfer. Transfer. Recursos TOTAL Recursos NegociaOrçament. Negocia- de Orçament do Orça- das do Governo das do Governos Governo mento Gov. Fed. Estadual Gov. Fed. Estaduais Municipal 94 Ensino 212 3.134 29.133 32.267 1.916 0 12.406 14.322 46.801 0,31 Supletivo 0,45% 68,94% 30,60% 100% Total 3.607.734 598.145 6.453.312 7.051.457 308.119 152.379 3.837.001 4.297.498 14.956.689 100 % s/ Total 24,12% 4,00% 43,14% 47,14% 2,06% 1,02% 25,65% 28,73% 100% 95 Ensino 3.955 5.699 59.599 65.298 1.486 0 23.056 24.542 93.795 0,33 Supletivo 4,21% 69,62% 26,16% 100% Total 5.638.131 1.081.973 12.636.983 13.718.956 220.133 566.554 7.789.429 8.576.116 27.933.203 100 % s/ Total 20,18% 3,87% 45,24% 49,11% 0,79% 2,03% 27,88% 30,70% 100% Fonte: IPEA/DIPOS, com base em SIAFI/SIFOR para esfera federal, e IBGE/DNCA para esferas subnacionais. Para o governo federal há dados mais recentes, pelos quais observa uma tendência sutil de -se crescimento do gasto com educação de jovens e adultos, embora o setor continue a perceber a menor parcela do orçamento atribuído a todos os níveis e modalidades de ensino. Governo Federal: Execução de Despesas em Educação por Programa 1995/97 (em R$ mil de 1995) % sobre Total % do PIB Programas 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 Educ. 0 a 6 anos 244.425 240.347 235.311 2,98 3,15 3,11 0,04 0,03 0,03 Ensino Fundamental 2.579.478 2.593.328 2.734.135 31,46 33,96 36,14 0,38 0,37 0,38 Ensino Médio 570.036 458.313 433.461

6,95 6,00 5,73 0,08 0,07 0,06 Ensino Superior 4.694.436 4.220.443 4.027.490 57,25 55,27 53,23 0,69 0,61 0,56 Ensino Supletivo 14.229 21.314 23.728 0,17 0,28 0,31- - - Educ. Física e Desp. 59.162 47.982 79.633 0,72 0,63 1,05 0,01 0,01 0,01 Assist. a Educandos 27.061 20.2790 0,33 0,27 0 - - - Educação Especial 10.835 33.808 32.145 0,13 0,44 0,42 - - - Administ. e outros 1.627.798 1.325.910 1.555.479 16,56 14,80 17,05 0,24 0,19 0,22 TOTAL 9.827.460 8.961.724 9.121.381 100,00 100,00 100,00 1,45 1,29 1,27 Fontes: Ministério da Fazenda/CGC; Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal. A maior parcela dos recursos federais é destinada a transferências voluntárias aos Estados e Municípios mediante convênios firmados com o FNDE, mas os valores conveniados têm sido muito inferiores aos demandados e, inclusive, aos orçados, revelando um baixo grau de eficiência desse sistema de transferências. Demanda e conveniamento de recursos federais para EJA por órgão executor 1995/97 (em R$) Ano 1995 1996 1997 Tipo Demandado Conveniado % Demandado Conveniado % Demandado Conveniado % Estados e DF 7.749.309 5.347.281 69 48.315.450 14.598.103 30 29.988.266 16.252.952 54 Municípios 1.830.763 1.485.764 81 10.273.377 3.869.105 37 18.862.949 12.115.158 64 ONGs 6.379.007 3.954.554 62 13.695.536 6.639.155 48 7.324.450 5.110.240 69 Total 15.959.079 10.787.601 67 72.284.364 25.106.364 34 56.175.666 33.478.350 59 Fonte: MEC/SEF/FNDE A distribuição das transferências voluntárias da União aos Estados e Municípios não obedece um comportament uniforme do qual se o possa depreender tendências, exceto à ampliação dos valores conveniados com organizações da sociedade civil. 7. Os programas federais de formação de pessoas adultas Embora não possua rede própria de escolas de ensino fundamental, o go verno federal detém meios para induzir ações dos governos subnacionais e da sociedade civil, ou impulsionar programas próprios de educação de pessoas adultas. No período recente, são três os programas federais em desenvolvimento: PLANFOR, Alfabetização Solidária e PRONERA. A Secretaria de Formação do Ministério do Trabalho aplicou, no triênio 1995/97, quase R$ 600 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) no Programa de Qualificação e Requalificação Profissional (PLANFOR), que chegou a 3.800 municípios brasileiros em 1997. O Programa é descentralizado nos estados e implementado em parceria com toda sorte de agentes de formação profissional (empresas, sindicatos patronais e de trabalhadores, universidades, escolas técnicas, organizações não governamentais, etc.). Embora o modelo gerencial não favoreça o desenvolvimento de cursos de duração alongada e o grau de articulação dos organismos de formação profissional com os sistemas de ensino básico seja reduzido, o Programa dispõe de um volume substancial de recursos que potencializam iniciativas de educação básica de jovens e adultos, articuladas a oportunidades de formação profissional. A maior parte dos recursos (67,85%) vem sendo utilizada para cursos rápidos (com 103 horas de duração média) de qualificação e atualização profissional, mas o Programa incorpora um componente de formação em habilidades básicas (leitura, escrita, cálculo, etc.) pelo qual passaram 1,8 milhão de trabalhadores e desempregados no triênio 1995/97. Quando se analisa a escolaridade do s treinandos do PLANFOR verifica-se que aqueles que não possuem qualquer escolaridade estão subrepresentados, pois constituem 14,7% da população com 14 anos ou mais e são apenas 5% dos beneficiários do programa. Escolaridade dos Treinandos do Programa Naci nal de o Qualificação do Trabalhador 1997* Condição Homens % Mulheres % Total % Nenhuma 61 60 40 40 101 5 Fundamental Incompleto 414 53 371 47 785 42 Fundamental 218 45 262 55 480 26 Ensino Médio 184 43 239 57 423 22 Ensino Superior 37 40 55 60 92 5 Total 9 49 967 51 14 1.881 100 *Em milhares de treinandos. Exclui casos sem informação e treinandos em educação a distância. Fonte: BRASIL. MTb. SEFOR. Avaliação gerencial do PLANFOR : 2o. triênio : resultados 1997. O Conselho da Comunidade Solidária, organismo vinculado à Presidência da República que implementa ações sociais emergenciais de combate à pobreza, desenvolve desde 1996 o Programa Alfabetização Solidária - PAS -, promovido em parceria entre o Ministério da Educação, empresas, universidades e municípios. O PAS consiste em uma campanha de alfabetização inicial desenvolvida em apenas um semestre, dirigida aos municípios mais pobres que apresentam os índices mais elevados de analfabetismo na faixa

etária de 15 a 19 anos. O Ministério fornece materiais didático-pedagógicos e alimentação escolar; os municípios mobilizam alfabetizadores, alfabetizandos e espaços para instalação de salas de aula improvisadas; as universidades realizam a coordenação e orientação pedagógica e capacitam os educadores; as empresas cobrem os custos operacionais das universidades e remuneram os educadores (em sua maioria jovens com escolaridade básica incompleta). Em seu segundo módulo semestral de 1997 o PAS alcançou 120 municípios, envolveu 22 empresas e 102 universidades públicas e privadas, criou 690 classes de alfabetização (70% das quais nas zonas rurais), formou 759 jovens alfabetizadores e atingiu dez mil educandos (a maioria dos quais são homens) dos quais apenas 19% podiam ler e escrever pequenos textos ao concluir o curso. O Programa Alfabetização Solidária padece de algumas das conhecidas limitações das campanhas de alfabetização de jovens e adultos: maneja um conceito de alfabetização estreito e não assegura continuidade de estudos ou oportunidades de consolidação das aprendi agens z realizadas; recorre em parte a educadores leigos; e não incide sobre os fatores socioeconômicos e culturais que geram e reproduzem o analfabetismo. O Ministério Extraordinário da Política Fundiária deu início em 1998 ao Programa Nacional de Educaçãona Reforma Agrária, elegendo como prioridade a alfabetização dos trabalhadores rurais assentados. O PRONERA maneja recursos do Ministério da Educação e do FAT, é desenvolvido em parceria e co-gerido por um conselho que reúne agentes governamentais, univer sidades, igrejas, sindicatos e organizações da sociedade civil, inclusive o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. A meta inicial do PRONERA para o primeiro ano era alfabetizar cem mil trabalhadores rurais assentados, mas os recursos alocados no Pro grama naquele ano só permitiriam contemplar 7% dessa meta. 8. Conclusões Ao longo da década de Educação para Todos, não houve uma ampliação das significativa das oportunidades educacionais para a população brasileira jovem e adulta e, consequentemente, o p não conseguirá atingir ao aís final do milênio a meta de redução dos índices de analfabetismo a metade daqueles vigentes em 1990. Os avanços obtidos no campo da alfabetização durante a década não resultaram dos esforços empreendidos na educação de jovens e adultos, e sim da combinação do perfil etário e da dinâmica demográfica à melhoria das condições de acesso das novas gerações ao ensino fundamental. O analfabetismo funcional apresenta-se como um fenômeno extenso, difundido por todas as faixas etárias (inclusive entre os jovens), uma vez que a escolaridade média da população e os níveis de aprendizagem alcançados situam-se abaixo dos mínimos socialmente necessários para que as pessoas mantenham e desenvolvam as competências características do alfabetismo. A inserção marginal da educação de jovens e adultos na reforma educacional em curso no país faz com que a cobertura escolar para essa faixa etária continue a ser extremamente deficitária e inequitativa, considerados os critérios territorial, de renda, gênero, etnia ou geração. A tendência à descentralização do atendimento em direção aos municípios pode ser interrompida pelas limitações ao financiamento decorrentes da implantação do FUNDEF. A persistirem as atuais condições do financiamento público, francamente insuficiente, não se pode vislumbrar perspectivas de ampliação dos níveis de atendimento escolar e, portanto, será impossível cumprir as metas do Plano Nacional de Educação. Embora o marco legal vigente assegure o direito universal à educação fundament l, as políticas a públicas em curso tendem a deslocar a alfabetização de jovens e adultos para o terreno dos programas assistenciais que visam atenuar os efeitos perversos da exclusão social. Nesse deslocamento, a responsabilidade pública pela oferta da educação básica à população jovem e adulta vem sendo progressivamente transferida do aparato governamental para a sociedade civil, especialmente por meio de estratégias de convênio com organizações sociais as mais variadas. O discurso governamental a esse respeito é marcado pela ambigüidade: de um lado, convoca a sociedade civil organizada cooperar solidariamente na promoção da alfabetização e, de outro, resiste a assimilar as organizações sociais como interlocutoras legítimas para a formulação e avaliação das políticas públicas de educação. 9. Referências bibliográficas BRASIIL. MEC. SEF. Apoio financeiro à educação de jovens e adultos: relatório 95/98. Brasília, 1999, 31p. BRUSCHINI, Maria Cristina A. Trabalho das mulheres no Brasil : continuidades e

na sede da Secretaria Municipal de Ação Social. Edith (1997). e de modo a ver quais comunidades necessitam das turmas de alfabetização que . o passo seguinte será a realização de um censo no município para identificar exatamente onde estão os analfabetos do município. quando se realiza. Maria Eugenia Gálvez. Hoje será realizado na cidade um seminário enfocando os avanços e a importância da erradicação do analfabetismo Cópia do Texto: Com a parceria Sesi/Fiec. políticas de população e direitos sociais. (Idéias. 19). de Educação de Jovens e Adultos.com/opovo/ceara/265254. Vera Maria Masagão. 255p. 10. Sérgio (coord.125-148. 1997. a partir de agosto próximo. 285 p. Segundo Daniel Monteiro. LETELIER. IN: BÓGUS. São Paulo : Ação Educativa. coordenador municipal dos programas Alfabetização Solidária e Recomeço. São Paulo : Fundação Carlos Chagas. p. 26p. ROSEMBERG.125 jovens e adultos analfabetos. HADDAD. É como está sendo denominada a data de hoje. Escolaridade e inse rção no mercado de trabalho : um estudo comparativo entre a Grande São Paulo (Brasil) e e a Grande Santiago (Chile). Declaración de Hamburgo sobre la Educación de Adultos y Plan de Acción para el Futuro. Fúlvia. através da qual serão implantadas 20 novas turmas de alfabetização de jovens e adultos no município. Resoluciones de la V Conferencia Internacional sobre Educación de Adultos (Hamburgo: 14-18 de julio de 1997). Lúcia. em parceria com a Universidade Gama Filho. a parceria que começa a ser desenvolvida com a cidade. Subordinação de gênero e alfabetização no Brasil. IN: Alfabetização : passado. Alfabetismo funcional na cidade de São Paulo. 1997. PAULINO. que de acordo com o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. mimeo. 1993. Notas Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 60 Seminário debate sobre analfabetismo Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.mudanças no período 1985-1995. Hamburgo : UIE/UNESCO. Campinas : Papirus. 115 -142.). Após firmados os compromissos no evento de hoje. hoje será apresentado pelo Serviço Social da Indústria e Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Sesi/Fiec). e anexos.html Autor(es): NO OLHAR Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Com a parceria Sesi/Fiec. Erradic o analfabetismo entre os seus ar moradores com idade superior a 15 anos é uma das preocupações de Aracoiaba. Monteiro afirma que Aracoiaba já conta com 10 turmas do programa Alfabetização Solidária. Outras 10 turmas já funcionam por meio de parceria com outra entidade. UNESCO. gênero e raça no Brasil. ago. Analfabetismo. p. que é financiado pelo Ministério da Educação (MEC). nem escrever. Alfabetismo e atitudes : pesquisa com jovens e adultos. São Paulo. o município de Aracoiaba vai poder implantar mais 20 turmas de alfabetização de jovens e adultos a partir de agosto próximo. o município de Aracoiaba vai poder implantar mais 20 turmas de alfabetização de jovens e adultos a partir de agosto próximo. cidade localizada a 82 quilômetros de Fortaleza. 1999. presente. conta com 26% da sua população nessa faixa etária sem saber ler. mantidas através do Programa Recomeço. Políticas de emprego. 1998. futuro. Yara (orgs. ROSEMBERG. e 40 turmas de supletivo 1ª a 4ª e de 5ª a 8ª séries. PIVA.). Hoje será realizado na cidade um seminário enfocando os avanços e a importância da erradicação do analfabetismo [18 Junho 00h46min] Um dia ''D'' para marcar a história de Aracoiaba. 78 p. Isso totaliza 6. São Paulo : Educ. São Paulo : FDE. RIBEIRO.noolhar. o I Seminário de Políticas Públicas para a Educação de Jovens e Adultos do Município. a partir das 9 horas. 1999 (Tese de Doutoramento). Fúlvia. São Paulo : Ação Educativa. Outras 10 turmas já funcionam por meio de parceria com outra entidade. CONFINTEA V.

estão buscando os Programas de Educação de Jovens e Adultos oferecidos pelos sistemas de ensino destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. filhos de trabalhadores rurais. Uma equipe do Centro de Desenvolvimento da Educação (Crede 8). para não concluir. Solange Pereira da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Resumo Este trabalho apresenta uma abordagem histórica da educação de jovens e adultos na América Latina e no Brasil até os dias atuais. apostar na busca do eterno novo. lançado pelo Governo do Estado. notadamente. ou uma pessoa adulta interessada em aperfeiçoar seus conhecimentos em áreas como artes. por exemplo. Geralmente esse aluno é um migrante. com passagem curta e não sistemática na escola. segundo indicativos da LDB 9394/96. Foi realizada através de uma pesquisa qualitativa. por certo. a análise dos dados nos permitiu descrever e compreender a realidade vivenciada pelos sujeitos da educação. (muito freqüentemente analfabetos). que chega nas cidades provenientes d e áreas rurais empobrecidas. por considerarmos importante a cotidianidade dos sujeitos. mão de obra não-qualificada. Palavra chave . oriundos da região Nordeste. Sem contar com as donas e ou funcionárias do lar que por casarem cedo e assumirem a responsabilidade de construir uma família e posteriormente cuidar dos filhos.br/artigos/artigo. com baixo nível de instrução escolar.Alfabetização de jovens e adultos Apresentação O presente trabalho é fruto de uma pesquisa etnográfica realizado em uma escola da rede pública municipal de Marabá com o objetivo de compreendermos a situação da Educação de Jovens e Adultos no primeiro segmento. continuamos refletindo sobre a temática abordada acreditando que a modificação da estrutura dominante só virá quando a educação for um ponto de partida para a transformação social. mas. mas primordialmente.Alfabetização de jovens e adultos Cópia do Texto: Resumo Este trabalho apresenta uma abordagem histórica da educação de jovens e adultos na América Latina e no Brasil até os dias atuais. não qualificados. apostar na busca do eterno novo. após uma vasta experiência no trabalho rural na infância e juventude. E.asp?entrID=461 Autor(es): SILVA. Palavra chave . O trabalho está organizado em três capítulos. algumas . por considerarmos importante a cotidianidade dos sujeitos.vão ser implantadas. porque esse território da educação não diz respeito somente a reflexões e ações educativas dirigidas a qualquer jovem ou adulto visto que. línguas estrangeiras ou música.psicopedagogia. este não é um estudante universitário ou profissional qualificado que freqüenta cursos de formação continuada ou de especialização. apresentando no primeiro. estará presente no seminário para apresentar o projeto ''Alfabetização é Cidadania". outros. para não concluir. trabalhando em ocupações urbanas como contingente populacional manobrável. continuamos refletindo sobre a temática abordada acreditando que a modificação da estrutura dominante só virá quando a educação for um ponto de partida para a transformação social. mas. que serão.com. a análise dos dados nos permitiu descrever e compreender a realidade vivenciada pelos sujeitos da educação. E. Foi realizada através de uma pesquisa qualitativa. a uma questão de especificidade cultural. Considerando que. refletir sobre a Alfabetização de Jovens e Adultos não nos remete apenas a uma questão de especificidade etária. Data do Texto: 2003-06-18 00:00:00 61 SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM UMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE ENSINO Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.

político e cultural próprio dos paises dependentes e que afetam grande parte da população. Em análises comparadas entre os países latinos americanos o fenômeno do analfabetismo possui grande relevâ ncia entre si. os dados apresentados devem pois. São os chamados analfabetos funcionais . Os aspectos apontados serviram de guia. as histórias de vida. conforme declarou o diretor da UNESCO na V Conferência Mundial de . O analfabetismo é uma realidade social que persiste nos países da América Latina com exceção de Cuba. as habilidades da leitura. entre outros. Chile. Venezuela. notadamente. e chegarmos. reflexão e estudo mais aprofundado. Nesse sentido. Não se trata de um trabalho que tenha trazido todas as respostas para todas as questões relacionadas aos temas. até a década de 80 existia aproximadamente cinqüenta milhões de analfabetos acima de quinze anos em todo o continente. políticas e culturais que a sociedade oferece a quem se apropria da leitura e da escrita. Dessa forma. segundo Torres (1992:39). Apesar de alguns esforços realizados nesses países para amenizar o analfabetismo após a segunda guerra mundial. o que afasta qualquer pretensão de análise conclusiva. que estão impossibilitados de ter acesso às vantagens econômicas. Ressaltamos que. O segundo capítulo apresenta os pressuposto teóricos da pesquisa etnográfica. tendo como base.reflexões sobre a persistência do analfabetismo na América Latina. situar o universo da pesquisa. a desaparecer. Brasil. entrevistas. Essa política subsidiaria os gastos que a escola básica requer. social. a nossa pesquisa não teria validade se não considerássemos as opiniões. além da ausência de uma política educacional e cultural por parte dos governos. análises de documentos. Países como. As questões formuladas foram divididas em quatro momentos. Guatemala. e que continua se reproduzindo. a concentração de renda e superexploração da força do trabalho geram as situações extremas de pobreza e de miséria das incontáveis famílias e são responsáveis pela sua capacidade insuficiente ou nula de reprodução social. possibilitando assim. Isso significa dizer que. resistindo. exploratório. além de não conseguirem resolver o problema do analfabetismo já existente. uma vez que. como ele (a) considera a vida cotidiana de homens e mulheres simples que participam desses programas institucionalizados? No quarto questionamento discutimos a possibilidade de diferenciação do currículo da EJA em relação à alfabetização do ensino fund amental? O terceiro capítulo analisamos os dados obtidos no trabalho de campo que nos permitiram descrever e interpretar as questões formuladas em nossa pesquisa. sendo a primeira interroga sobre os motivadores que levam homens e mulheres a ingressar e permanecer nos cursos institucionalizados? A segunda questão discute acerca de se jovem e adultos encontram na escola as condições necessárias para continuar estudando? Nosso terceiro questionamento se refere à postura do educador(a). Capítulo I. desde o período jesuítico até os dias atuais. sinalizam uma aposta na busca do eterno novo. Uruguai. mas. foram vítimas de longas ditaduras militares que destruiu qualquer organização sistemática de movimentos populares voltada para a construção de uma educa ção pública popular. Embora. dirigidas especificamente para esses setores. a conclusões de que a Educação de Jovens e Adultos em Marabá precisa ser mais bem estudada. A persistência do analfabetismo na América Latina. o fator econômico. assim como para não concluir. analisada e reconstruída dentro de uma proposta que considere seus participantes como seres históricos e sociais. parte da população nunca freqüentou a educação básica de primeira à quarta série. continua sendo um dos importantes determinantes do analfabetismo. seguido do histórico da Educação de Jovens e Adultos no Brasil. cada um desses países o analfabetismo tenha características próprias. por acreditarmos que. sem dúvida. não conseguiram evitar a sua reprodução. portanto. o próprio cotidiano da es cola. destacar as observações.essa denominação é utilizada pela UNESCO. nos Programas de alfabetização destinados a jovens e adultos -. parcialmente. a metodologia utilizada para a realização da pesquisa. em termos gerais e particulares elas continuam sendo as mesmas de sempre: os efeitos estruturais do tipo econômico. as operações matemáticas. não adquiriu ou não domina os códigos da escrita. formulamos questionamentos que somente com o contato com os sujeitos encontraríamos respostas ou justificativas. ser considerados à luz desse caráter inicial. seguindo uma descrição do perfil dos sujeitos envolvidos.

a educação se constituiu em um dos instrumentos utilizados para interesses dos sucessivos grupos que ocuparam o poder. ancorando a sua linha curricular de forma muito competente. Neste sentido.o que significa que 44% dos habitantes da América Latina viviam na pobreza e 21% na indigência.7%). Seriam os padres jesuítas meros controladores das mentes de brancos. Quase todos os países latinos americano são marcados por grandes desigualdades sociais. A educação jesuítica pretendia chegar até eles através do ensino das crianças. acabariam por influenciar seus pais. garantiria o direito e a qualidade da educação. No Brasil. com exceção. A atuação sobre os meninos(as) indígenas não era somente um meio eficaz de preparar as novas geraçõ de aliados. e que não relegou suas funções como dominadores espirituais. que. e. mas es também de influenciar os índios adultos. A falta de uma política dessa natureza desestimula a permanência dos alunos na escola. sabe o quanto são insuficiente às -se verbas que a maioria dos governos reserva a ela. de certa forma. subordinava-a aos imperativos do meio social.Educação de Adultos (CONFINTEA). Isso é inegável. que. Desta forma. marchava paralelo a ele. Inicialmente. de 1991 destaca que há mais de 35 milhões de pessoas maiores de catorze anos que não completaram a quarta série do ensino escolar. a modernização do campo. responsáveis pelo fato de em 1989.1. aumentaram a escolarização. no que se refere à educação naquele país. não é válida para o caso de Cuba.7 milhões de pessoas residem nas cidades. índios e mestiços? Parece -nos que o controle das almas exigia extrema habilidade. Em relação aos recursos destinados à educação. mas. nos grandes centros urbanos e entre grupos indígenas. não se pode perder de vista os objetivos práticos da ação dos jesuítas no Novo Mundo que tinha como finalidade catequizar a população indígena e garantir a conversão à fé católica. eximem o Estado das responsabilidades sobre as suas políticas sociais e de ser o gestor da educação. Contudo. Essas condições são responsáveis não apenas pela persistência do analfabetismo nas regiões menos desenvolvidas. por profundas mudanças estruturais. num processo de cristianização e aculturação dos nativos. O ensino jesuítico. pois. Na verdade. e. por sua vez. essa c afirmação. entre homens e mulheres. as taxas de escolarização não possibilitam comparações. pelos Estados Unidos. mas também nas áreas rurais. manter inabalável a estrutura da sociedade nascente com a predominância de uma minoria dominante sobre um grande número de escravos e agregados. o desenvolvimento da industria. Também. das crianças que nascem biologicamente incapacitadas para o aprend izado (2. para promover e preservar essa dependência. Tratava da -se aculturação sistemática dos nativos através da educação que perdurou por 210 anos. pelo pagamento da dívida externa. por exemplo. provocadas pela crise econômica. As elevadas taxas de crescimento apresentadas pelos paises da região podem até expressar a ampliação das forças produtivas. das áreas urbanas. segundo Bertussi (1992:40). dessa pequena cota. pelas orientações neoliberais. através da alfabetização e da transmissão do idioma português tentavam a catequização direta dos indígenas adultos. Sua marginalidade era a essência de que vivia e se alimentava. em contrapartida. do comercio e dos serviços. cerca de 15. Educação brasileira no período colonial Historicamente. Inglaterra e por último. o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). fazendo maciço investimento na erudição de seus alunos. pois era preciso mediante o ensino . mas não se deve perder de vista as conseqüências adversas dessas mudanças. sem aprofundar a sua atividade e sem outras preocupações senão o recrutamento de fiéis ou de servidores tornava possível a estrutura vigente. 37% do total das famílias viverem em situação de pobreza e 17% em indigência . Pensar a educação a partir do marco da história da educação no Brasil nos remete ao sistema educacional fundado pelos jesuítas. destas. sendo estes os primeiros relatos de educação de adultos no país . Na avaliação de Sodré (1994:17). 1. acreditando que estes na relação familiar. Pode-se até argumentar que essas situações estão mudando na medida em que o país da América Latina tem passado nas últimas décadas. afetado por um modelo de acumulação. o Brasil sempre foi mantido numa situação de dependência. não é estranho que cada vez mais os setores populares sejam excluídos de qualquer benefí io. é claro. por outro lado. por Portugal. é bem pouco oque se destina à promoção da educação básica.3%) todas as demais desfrutam da escolarização (97.

A crise no sistema colonial e os caminhos percorridos pela educação popular A idéia de adotar uma política colonizadora através da conversão dos indígenas no Brasil colonial. Os padres acabaram ministrando. surgiu a necessidade de se ter um certo domínio de conhecimento e que se apresentasse algumas habilidades de trabalho. 1987:55). Afinal. com o ensino literário de fundo clássico. parte da qual continuou nos colégios preparando-se para o ingresso na classe sacerdotal. Os dados históricos permitem-nos concluir que o sistema educacional dos jesuítas era completamente alheio à realidade de vida da colônia e foi usado como um instrumento de cristianização e de sedimentação do domínio português. 1. permitiu aos jesuítas desempenhar o papel de principais promotores e organizadores do sistema de educação. da leitura e escrita não se fizeram necessárias para os membros da sociedade colonial. alienada e alienante (ROMANELLI. no Maranhão. a educação de elite. de modo que pudesse atender a demanda necessária com qualidade. A educação dos adultos indígenas tornou se irrelevante. mas a educação das classes dirigentes. pois a educação popular era quase inexistente. 1997:35). A crise do sistema escravocrata e a necessidade de uma nova forma de produção são alguns dos motivos para a difusão das escolas noturnas. Já não era somente pela propriedade da terra e pelo número de escravos que se media a importância ou se avaliava a situação social dos colonos: os graus de bacharel e os de mestre em artes passaram a exercer o papel de escada ou de elevador.512 -513). esta se baseava principalmente na exportação da matéria prima. E neste momento que ainda antecede a Proclamação da República. 1996. num momento em que quase não possuíamos uma rede elementar de ensino. que começou a ser industrial e urbana. que já estabeleciam fins específicos para sua educação. A educação jesuítica refletia claramente o seu caráter elitista. educação elementar para a população índia e branca em geral (salvo as mulheres). por auxiliar na perpetuação de uma classe dominante. 1987:165). não havia preocupação em expandir a educação a todos os setores sociais. um papel de grande importância na formação de nossas elites culturais. o domínio das técnicas. de modo que a escola passou a assumir a função de educar para a vida e para a aprend izagem do trabalho. não a educação popular primária profissional. A universidade de Coimbra passou a ter. e educação superior religiosa só para esta última (ROMANELLI. mas..(PAIVA. por isso. Antes de 1870. é que nasce juntamente com a educação elementar comum no Brasil à educação de adultos sob responsabilidade das províncias e funcionando em condições precárias. Na verdade. na hierarquia social da colônia.(AZEVEDO. fez com que a coroa combatesse a ampliação desse controle provocando a regressão do sistema educativo implantado. A educação de elite possuía seu público alvo. onde quem mais sofrera com sua expulsão fora a elite. ao contrário. em princípio. No desenvolvimento da sociedade. essas escolas tiveram um alto índice de evasão o que contribuiu . educação média para os homens de classe dominante. além de fortalecer a organização social da época. ao mesmo tempo. alimentava uma cultura intelectual transplantada. o sistema educacional dos jesuítas. pois não se destinou recurso suficiente para que se expandisse o sistema de ensino. De acordo com Azevedo (1996:520). como nas províncias do Pará e do Maranhão. que os homens do povo pudessem ter compreensão dos seus direitos e deveres. No ano de 1854 surge à primeira escola noturna e. visava-se dar instrução aos escravos como forma de contribuir para a sua educação e. (PAIVA. entretanto. sua autonomia na colônia. já existiam 117 escolas por todo o país. grandes discussões foram travadas sobre a obrigatoriedade do ensino. assim. Com a vinda da família real portuguesa para o Brasil modificou-se o panorama educacional brasileiro. Essas considerações nos levam a pensar que a educação no períod o colonial não visava à formação do povo. já que. Assim.. a vocação dos jesuítas era outra certamente. daí se justifica o fato de que mesmo a educação sendo obrigatória para todos não s eja. o povo foi excluído do sistema educacional dos jesuítas. Segundo Paiva (1987:167). Tornou se necessário à organização de sistema de ensino para atender a demanda educacional da aristocracia portuguesa e preparar quadros para as novas ocupações técnico-burocráticas. 1978:35). tornou-se bastante influente no sistema educacional da Companhia de Jesus. Segundo os interesses políticos que predominavam.2. em 1876. no Pará. acessível. e servia como patamar de ascensão social.

um predomínio de um movimento conhecido como entusiasmo pela educação.] coincidindo com a maior firmeza conseguida pelo industrialismo [. é que o analfabetismo passa a ser associado à incompetência. trataram de encontrar um novo e complementar mecanismo de seleção: a instrução como o único meio capaz de excluir os escravos libertos ou os indivíduos das classes trabalhadoras que lograssem ultrapassar a barreira da renda.consideravelmente para o seu fracasso.. chegando-se a cogitar a extensão da obrigatoriedade escolar aos adolescentes e adultos nos lugares em que se comprovasse a in existência de escolas noturnas (PAIVA. nem preparo. e ele não era um especialista em educação. diminuída a sua importância.. Por isso. após a divulgação de uma estatística realizada pelos Estados Unidos q ue apontava o Brasil como um país líder em analfabetismo. ser chefe de família exercer o pátrio poder. mas um político de grande cultura e com a opinião de que. Esse período se concretizou pelo entusiasmo pela educação. 1987:168). da idéia de democratizar o ensino. patriotismo. Há agora no país. que servirá como um dos pontos de apoio do entusiasmo pela educação. E nada disso existe no Brasil. que permaneceria até a metade do século XX quando a educação de adultos terá maior relevância social. só voltando novamente a receber destaque quando se inicia um novo período de instabilidade política. com o poder de transformação de todos os problemas sociais.. Mas esta pregação perdeu nas -se transformações políticas do regime e na política dos governadores e a instrução popular viu . se caracterizou por preocupações eminentes quantitativas em relação à difusão do ensino. visava à imediata eliminação do analfabetismo [. (PAIVA. Ressurgindo novamente em 1880. A constituição republicana de 1891 deu origem ao preconceito contra o analfabeto. nem organização. da valorização da educação como instrumento de ascensão social. Sem o alfabeto não haveria. E. nem civismo. a maior parte das discussões sobre o problema da educação popular trava-se no Parlamento (através do debate dos projetos de reforma do Município Neutro) e seus debatedores eram políticos interessados no problema. 1974:39)..] não impedia de ganhar dinheiro. O entusiasmo pela educação. esta era a situação usual da maioria da população e a instrução não era condição para a atividade do país. muitos são os que acreditam na realização dos ideais democráticos e defendem a divisão do ensino primário.. que iniciou desde 1891 com a seleção pela instrução. Percebe -se que. porque o povo brasileiro ainda não sabe o alfabeto (NAGLE. nem evolução. embora a seleção pela renda ampliava a consulta ao tornar a eleição direta. Não existem ainda profissionais ou técnicos da educação. Para Paiva (1987:27). A chave da civilização é o alfabeto. teríamos de buscá-lo em Rui Barbosa. que teve como um dos principais objetivos combater o analfabetismo. 1987:27). com o estímulo dado pela reforma eleitoral . tal vinculo é resultado da ação dos liberais. segundo Paiva (1988:83). nem progresso. no período que sucede a Proclamação da República.. A educação vista como meio de desenvolvimento e progresso para o país.] que aparece [. Começaram então a adotar o discurso de que era preciso combater a chaga do analfabetismo que nos envergonhava e nos imp edia de pertencer ao grupo das nações culturais. levanta-se no Brasil uma onda de nacionalismo. com o desencadeamento da primeira guerra mundial em 1914. a dignidade. não saber ler não afetava o bom senso. quem não tinha preocupação quantitativa imediata para a difus do ensino elementar ão . nem cultura.lei Saraiva -. Nesse parecer levantouse uma discussão política vinculando a luta pela difusão do ensino para a construção de uma nação de progresso. Podemos observar na criação da lei Saraiva a seleção dos que poderiam fazer parte da vida política.]. principalmente. parece estar ligado ao problema da ampliação das bases eleitorais através do número de votantes proporcionado pela multiplicação das oportunidades de instrução elementar para o povo. o conhecimento [. Até a Primeira Guerra Mundial. se quiséssemos identificar algum no século XIX. nem previsão. Até o final do império não havia sido colocado em dúvida à capacidade do analfabeto.. com seu célebre parecer. a partir do momento em que a mesma se expandisse para todas as classes. no mundo. Somente quando a educação se converte em instrumento de identificação das classes dominantes (que a ela tem acesso). identificado como indivíduo incapaz. comprometendo o orgulho nacional daqueles que representavam o poder no Brasil. mas particularmente.. na década de 10.

A necessidade de se universalizar à instrução elementar cumpria uma finalidade menos consciente. a educação popular vinculada pelo entusiasmo na educação nada mais foi do que uma expansão das bases eleitorais. como meio de preparação de mão-de-obra qualificada para atender a economia urbana industrial. vítima do controle político que se mantinha nas mãos das oligarquias agrárias. 1. No plano político. no preparo técnico. Já no seu primeiro discurso à nação o presidente Vargas anuncia a necessidade da reorganização do trabalho e da educação. forma-se a nova burguesia urbana e estratos emergentes de uma pequena burguesia exigem o acesso à educação. eleições. A educação pelo trabalho no Brasil: um projeto de classes sociais Considera-se a década de 30 um período crucial da evolução histórica do país. sobretudo a partir de 1937. pois a preocupação maior estava vinculada ao aumento do poder da classe burguesa (PAIVA. Foram os políticos que se encarregaram de promover a oportunidade para a educação elementa e se permitiram a teorizar sobre o r assunto. Nos anos 20 aparecem os primeiros profissionais da educação que tentaram sustentar a crença em seu descompromisso com idéias políticas defendendo o tecnicismo em educação e trazendo implícita a aceitação das idéias políticas dos que governam. tornase uma necessidade promover a educação do povo para acompanhar a fase de desenvolvimento que se instalava no país. A própria. dos meios de trabalhos e de cultura popular. era preciso formar os contingentes de mão-de-obra necessários para atender ao crescimento das indústrias.3. O que vai correr. como representante de um grupo que detém o poder. com a industrialização e urbanização. deslocando da economia e da formação social a origem dos problemas relevantes. nem no terreno pedagógico. novos rumos pela criação de mecanismos institucionais voltados para a sustentação do crescimento industrial. Na verdade. Ciência e Cultura (UNESCO) órgão vinculado a Organização das Nações .era considerado antinacional. Organização das Nações Unidas para a Educação. no plano educacional. como instrumento de transformação. enquanto que o restante da população continua analfabeta e inferiorizada. política e cultural. pois. na incorporação de novos elementos na educação popular. Enquanto os movimentos populares de oposição tentam se utilizar. na preparação de técnicos para a indústria e para o setor de serviços. a preparação técnica que aparece como a necessidade de formar trabalhadores para a indústria. ajudando a mascarar os verdadeiros problemas que o país enfrentava. passa a utilizar o sistema educativo e a educação escolar como forma de difusão ideológica através de um currículo homogêneo tradicional e conservador. Um exemplo de oposição e resistência que aconteceu neste período foi à fundação da União Nacional dos Estudantes (UNE).4. através dos centros culturais.. nem no sentido mais geral. como o elemento responsável pelo escasso progresso do pais e pela impossibilidade de Brasil participar do conjunto das nações de culturas. 1. mas não menos verdadeira: a de mascarar a análise da realidade. propõe-se a criação do Estado-nação onde sobressai à criação de um sistema de educação que deverá se articular com a organização do trabalho. o próprio governo. Após a Primeira Guerra Mundial. no plano econômico. a crise sócio -econômica. na avaliação de Paiva (1987:28). A educação de adultos convertida a partir de campanhas No final da década de 40 e início dos anos 50. nova Constituição. 1987:28). para a disciplina do trabalho. Fala-se a partir daí. com a decretação do Estado Novo. sendo seu traço mais especifico a preponderância dos interesses ligados à industrialização. com a sedimentação do Estado Novo e o reconhecimento de que a educação possa ser um instrumento de manutenção ou transformação social. difusão do ensino técnico -profissional. No plano ideológico. Essa necessidade de promover a educação e qualificação foi justificada por várias teorias ligada à política e a ampliação das bases eleitorais do país. Nesse período. que viria a ter grande importância no meio educacional. associam a posição o preconceito contra o analfabeto. a educação começa a ser concebida como um problema nacional e as crises sócio-econômicas e culturais passam a ser atribuídas à ignorância da população. havia uma mistura de preconceito contra o analfabeto que perpetuava numa visão humanitarista com sentimentos patrióticos. e com incentivo externo. esse segmentos aspiram por uma educação acadêmica e elitista. Já. Ressaltamos ainda que não havia profissionais da educação..

conforme o pronunciamento de Lourenço Filho: devemos educar os adultos. e com muitas discussões sobre a necessidade da educação de adultos. só que com um discurso eivado de consideração e justificação técnica. criando até um slogan ser brasileiro é ser alfabetizado. defendida de forma simplista. ficou a cargo do Instituto Nacional de Estud os Pedagógicos (INEP). observa Paiva (198 7:179) que. e em janeiro de 1947 foi aprovado o plano de Campanha de Educação de Adolescente e Adultos (CEAA). provem antes de tudo os 55% de analfabetos. os delegados do estado apoiaram a idéia de se realizar o I Congresso de Educação de Adultos que aconteceu num clima de entusiasmo pelo programa. a alfabetização funcional tende a dar aos adultos iletrados os recursos pessoais apropriados para trabalhar produzir e consumir mais. o ministro da educação convoca os delegados estaduais e municipais para uma reunião a fim de tratar dos problemas relativos à campanha. A respeito das intenções da CEAA. de formação técnica e profissional do adulto em sua forma inicial . a educação dos adultos se converteu num requisito indispensável para uma melhor reorganização social com sentido democrático e num recurso social da maior importância para desenvolver entre as populações marginalizadas o sentido de ajustamento social. para que o marginalismo desapareça. maior de 18 anos era analfabeta (recenseamento de 1940). distribuição de auxilio em material escolar para quem se dispusesse a contribuir na campanha de educação de adultos. um processo educativo diversificado que objetiva converter os alfabetizados em elementos conscientes e eficazes na produção em geral. A incorporação de alguns discursos baseado no preconceito contra o analfabeto de alguns participantes do debate. como pré -requisito para a inserção plena do indivíduo no ambiente cultural e afirma a necessidade de transmissão de conhecimento técnico-profissional que habilitassem o educando para o trabalho. porque concorrerá para que todos saibam trabalhar mais eficientemente. do ponto de vista social a facilitar-lhe sua passagem de uma cultura oral a uma cultura escrita (CUNHA. quando foi criado o Fundo Nacional de Ensino Primário. retomaram alguns aspectos do entusiasmo pela educação. política. 1988:15). E na base de tudo isto estava algumas idéias defendidas pelos entusiastas da educação que colocavam o analfabetismo como causa e não efeito da situação econômica. principalmente após a revelação de que 55% da população brasileira. inclusive criando um conceito de educação funcional. era a mesma idéia de integração política dos analfabetos e de democratização das oportunidades educacionais como armas para a eliminação do marginalismo social. atendendo basicamente aos apelos da UNESCO. que elaborou propostas para a ampliação de ensino como: criação de escolas noturnas. que determinava concessão de auxílio federal ao ensino primário e estabelecia 25% de seus recursos ao ensino supletivo de adultos analfabetos. E devemos educá-los porque essa é a obra de defesa nacional. devemos educá-los para que cada homem ou mulher possa ajustar-se à vida social e às preocupações de bem estar e progresso social. O conceito de educação elaborado pela UNESCO enfatizava a relação entre educação e desenvolvimento. segundo Paiva (1987:185). Lourenço também defendeu a campanha responsabilizando a falta de educação do povo. Este procedimento marcou o iníco da i institucionalização da educação de adultos pela União. menos sofisticada. A campanha significava o combate ao marginalismo. A própria situação mundial e nacional intensificou os trabalhos na área de educação de adultos que vinha se realizando lentamente desde 1942. Em 1947. Nesse conceito é explicitada a necessidade de desenvolver uma metodologia especial para a educação de adultos entendida como: um processo global e integrado. social e cultural do país. econômica e social.feito em função da vida e das necessidades do trabalho. que. por parte dos problemas sociais: em seu entendimento ele afirmava que a grave crise social do país. seu fundamento político evidenciava uma campanha de salvação nacional.Unidas (ONU). Os apelos da UNESCO foram absorvidos no Brasil. Na verdade a idéia de integração esteve presente em toda a teorização da . A responsabilidade de organizar um plano geral da Educação de Jovens e Adultos. antes de tudo. e o país possa ser mais coeso e mais solidário. Do ponto de vista econômico. passou a estimular a criação de programas nacionais de educação de adultos analfabetos. uma nova abolição. Após a aprovação do p lano de campanha.

contudo. as duas campanhas seguiram rumos desvinculados da realidade dos grupos que se queria atingir. onde seus representantes defendiam que a escola não ia bem. e que. como se a mera aplicação de técnicas fosse suficiente para provocar o desenvolvimento sócio. material didático especifico que ensinavam a leitura e a escrita para o adulto. ligando todos os problemas sócio-econômicos. A idéia central do diretor da campanha era a de que o adulto analfabeto é um ser marginal que não pode estar ao corrente da vida nacional e a esta idéia se associa a crença de que o adulto analfabeto é incapaz. Os promotores desta experiência acreditavam explicitamente que a esperança da melhoria das condições de vida econômica estaria fundamentalmente na educação de base. que o seu fracasso era eminente por causa do método tradicional que não levava em conta as necessidades dos alunos no planejamento. busca de soluções adequadas para o problema.no caso a organização social da comunidade . CNER. político e cultural das pessoas. pela primeira vez. em detrimento do meio rural. Tanto a CEAA. justificando todos os problemas do país pela falta de educação e cultura do povo brasileiro. O IIº congresso foi convocado e patrocinado por diversas entidades publicas e privadas e com o apoio do ministro da educação professor Clovis. 1. sobre o seu modo de produção. e nas li ões ç finais era formados de pequenos textos contendo orientação sobre saúde. A educação teria por objetivos integrar o homem a vida cívica e unificar a cultura brasileira. e mais a condensação do curso primário em dois períodos de sete meses. foram considerados inoportunas. ela se associa às características do otimismo pedagógico. era uma espécie de missões rurais que tinham como objetivo principal passar de ação extensiva para ação em profundidade. Desvincula-se a reflexão sobre os métodos educativos a serem empregados na comunidade . acabando por excluí-los. a idéia de valor humano e o sentido de suficiência e responsabilidade para que não se acentuassem as diferenças entre a cidade e o campo. com a ignorância da população. Dez anos após o lançamento das campanhas. (PAIVA. numa primeira etapa uma ação extensiva que previa a alfabetização em três meses. O próprio método de ensino e de leitura dos adultos conhecido como Laubach inspiraram a iniciativa do Ministério da Educação de produzir. os programas de educação em comunidades rurais promoveriam o seu desenvolvimento. foi um dos fatores relevantes para a convocação do IIº Congresso de educação de adultos. quanto a CNER. Depois seguiria uma etapa de ação em profundidade voltada à capacitação profissional e ao desenvolvimento comunitário.econômico. sua formação social e suas conseqüências. entre 9 e 16 de julho de 1958. que deveria ser memorizada remontada para formar palavras. e que. formando novos contingentes eleitorais. era preciso buscar outros caminhos para solucionar os problemas. considerando a cultura dominante como a única e verdadeira se mantendo fiel ao seu fundamento político. era orientado pelo método silábico. devido a sua atuação não ter sido suficiente para atender aos princípios pedagógicos esperados. e a conclusão de que a mesma era insuficiente. 1987:200). criou a -se Campanha Nacional de Educação Rural (CNER). Por isso. encontra nessa campanha a crença de que os problemas do meio rural podem ser solucionados através da educação.da reflexão sobre a sociedade como um todo. Paralelo a Campanha de Adolescente e Adulto. técnicas simples de trabalhos e mensagem de moral e cívica. e pretendiam contribuir para acelerar o processo evolutivo do homem rural despertando nele o espírito comunitário. e que além de produzir pouco é explorado freqüentemente em seu trabalho. Por isso as missões educativas penetravam no interior para incentivar a elevação dos padrões de vida e a solução dos problemas coletivos através da organização comunitária.5. Pressupostos teóricos para uma nova alfabetização A necessidade de discutir propostas para a educação de adultos. com o lançamento da campanha em 1947. Sua finalidade maior era estudar o . independente das reais condições econômicas das mesmas. e o fracasso da CEAA. políticos e culturais. realizou-se no Rio de Janeiro. estava ligadas as modificações que o país atravessava no final da década de 50. chegou-se à conclusão de que era preciso outro congresso nacional para rediscutir a educação de adultos. pretendia-se. como uma tentativa de uma revisão conjunta dos profissionais da educação daquilo que se fizera no país em matéria de educação de adultos e.campanha. da difusão da idéia e do valor da auto ajuda.

que podiam ocorrer com uma alfabetização em massas da população rural [. o congresso ofereceu oportunidade para a manifestação de diversos grupos de educadores. particularmente durante o governo Goulart. Esses diversos grupos de educadores foram se articulando e passaram a pressionar o governo federal para que os apoiasse e estabel cesse e uma coordenação nacional de iniciativas. Em janeiro de 1964. inspiraram as principais proposta de alfabetização e educação popular que se realizaram no país no inicio dos anos 60 essas propostas foram . que visava oferecer um ensino para as camadas populares. 1987:211)..] Outros consideravam que os trabalhadores não poderiam ficar a mercê de uma minoria que constitui o governo e decide o destino da pátria. mas também participa de sua transformação. Por seu lado. estudar as finalidades. com idéias de se tomar como ponto de partida o universo real de conhecimentos do educando dentro de uma prática educacional que valorizasse a cultura popular e que viesse a lutar contra a marginalização cultural do homem das classes pobres. Atuaram e desenvolveram atividades aplicando essas novas diretrizes. pois. algumas das teses defendia a educação que servisse como instrumento que prevenisse a sub versão. visando seu aperfeiçoamento. Com o abandono do otimismo pedagógico e a re-introdução da reflexão sobre o social na elaboração das idéias pedagógicas. assim como sua proposta para a alfabetização de adultos. A equipe pernambucana tratava de identificar no pauperismo e na ignorância as causas imediatas do analfabetismo (PAIVA. Várias teses foram defendidas pelos participantes. Nordeste e Centro Oeste com o apoio do poder público. outras aconselhavam um procedimento cauteloso para evitar perturbações sociais. empreendidos por intelectuais. clamavam pela erradicação do analfabetismo. seus problemas de organização e administração. intelectuais. que reuniam artistas. Segundo Paiva. para Paiva (1987:209) este trabalho. Ressaltamos que o trabalho de educação popular em particular de alfabetização foram todos inspirados nas idéias de Paulo Freire. bem como. chamava a atenção para as causas sociais do analfabetismo e condicionando a sua eliminação ao desenvolvimento da sociedade. deixavam de lado as -se causas pedagógicas. e tinham apoio das administrações municipais. estudantes católicos engajados numa ação política junto aos grupos populares. fazer uns balanços das realizações brasileiras.. sobretudo analfabetas. O pensamento pedagógico de Paulo Freire. (1987:252). 1987:209). a consideração dos aspectos internos do processo educativo a lado de uma vinculação com a vida da sociedade. sindicatos. e . todos num objetivo de buscar encontrar caminhos de transformar a educação de adultos. formas e aspectos sociais da educação dos adultos. que previa a disseminação por todo o Brasil da proposta orientada por Paulo Freire. (1987: 209). por intermédio de emissoras de rádio. partido da compreensão de que o aluno não apenas sabe da realidade em que vive. afim de que se pudesse ter no Brasil uma verdadeira democracia e esta somente era possível quando todos os maiores soubessem ler a chapa do candidato da sua escolha. mas o que chamou mais a atenção foi o do congressista Paulo Freire que apresentou um trabalho com o tema: a educação dos adultos e as populações marginais: o problema dos mocambos. tornando-o agente de sua própria educação. A preparação do plano contou com forte engajamento de es tudantes.problema da educação dos adultos em seus múltiplos aspectos. ou seja. a chamada Pedagogia da Libertação ou Pedagogia dos Oprimidos. A educação das massas seria o único caminho para a revolução brasileira. esse educador constituiu uma proposta de mudança radical na orientação e objetivos do ensino. O II congresso marca o inicio da transformação do pensamento pedagógico brasileiro. foi aprovado o Plano Nacional de Alfabetização. os educadores do Movimento de Educação de Base (MEB).. Inúmeros trabalhos fora apresentado. nos estados do Norte. segundo Paiva. foi possível constatar aspectos característico do realismo em educação. nos Centros de Cultura Popular. Além dos métodos e processos pedagógicos mais adequados a esse tipo de educação. ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).. (CPCs). preocupados estes em buscar novos métodos para a alfabetização dos adu ltos. e todas com um ideal de educação de adulto que não condizia com a realidade. Eram discussões com mistura de entusiasmo e realismo em educação que se manifestavam em cada palestrante. as preocupações quantitativas não se acompanham mais do preconceito contra o analfabeto (PAIVA.

Os analfabetos deveriam ser reconhecidos como homens e mulheres produtivos que possuíam culturas. optou pela utilização de temas geradores que era a pesquisa sobre a realidade existencial do grupo com o qual iria atuar. Nessa época ele referia-se a uma consciência ingênua ou intransitiva. pois nele os dois pólos se ligam. O que caracterizava esses materiais era não apenas a referência à realidade imediata dos adultos. inaugurou-se uma nova etapa na educação de adulto no Brasil.diversos grupos estimulados pela efervescência política da época. só aí há comunicação. a religião. levar o educando assumir-se como sujeito de sua aprendizagem. se antes este era visto como uma causa da pobreza e da marginalização. querendo participar e decidir. Paulo Freire criticou a chamada educação bancária. como ser capaz e responsável. Primeiro deveria contribuir para o homem perceber o seu papel como sujeito e não como mero objeto de base para a mudança de suas atitudes. abandonando sua condição de objeto da história. se havia rachado e entrado em trânsito. ou seja. qual o conteúdo desse dialogo? Seria. Esses materiais continham palavras geradoras acompanhadas de imagens relacionada a temas para debate. Tomando o educando como sujeito de sua aprendizagem. onde a reflexão sempre partia da própria análise da sociedade brasileira como uma sociedade em trânsito. uma es pécie de tabula rasa (gaveta vazia) onde o educador deveria depositar o conhecimento. Fazia-se necessário. mas que fosse transformado através do dialogo. Rejeitando a utilização das cartilhas. o objetivo era. Freire propunha ainda o momento inicial em que o conteúdo do dialogo educativo girava em torno do conceito antropológico de cultura. que sempre reduziu o analfabeto à condição antes de objeto. Neste sentido o diálogo parecia ser o único caminho possível. e realizaria o estudo da escrita e a leitura a partir da realidade do grupo. que o processo educativo interferisse na estrutura social que produzia o analfabetismo. a arte. herança de uma sociedade agrária e oligárquica. o analfabetismo passava a ser interpretado agora como um efeito da situação de pobreza gerada por uma estrutura social não igualitária. notadamente o conteúdo mais adequado para ajudar o analfabeto a superar a sua compreensão mágica do mundo e desenvolver uma postura critica diante de sua realidade. Nesse período foram produzidos diversos materiais de alfabetização orientados por esses princípios. Depois através dos debates iniciava-se o processo de alfabetização. Freire propunha uma educação que não negasse sua cultura. normalmente elaborados regional ou localmente. Com a proposta de Paulo Freire. ou seja . se fazem críticos na busca de algo e. cujo princípio básico pode ser traduzido numa frase que ficou célebre: A leitura do mundo precede a leitura da Palavra. implicando um profundo comprometimento do educador com os educandos. antes mesmo de iniciar o aprendizado da escrita. faria um levantamento das palavras utilizadas pelo grupo e desse universo selecionaria as palavras com maior intensidade e. por isso. principalmente. portanto. que deveria ser transformada em consciência crítica. Freire elaborou uma proposta de alfabetização de adultos conscientizadora. procurando expressar o universo vivencial dos alfabetizando. de uma educação alienada. que de sujeito. a intenção de problematizar essa realidade.1987:251). mas. O povo emergia nesse processo. da identificação das origens dos seus problemas e das possibilidades de superá-los. os ideais pedagógicos que se difundiam tinham um forte componente ético. chegara o momento de sua passagem para uma sociedade aberta e democrática (PAIVA. Para Paulo Freire: a sociedade tradicional brasileira fechada. Antes de entrar para os estudos dessas palavras geradoras. Surgiu uma . Mas. a alfabetização e a educação de base de adultos deveria partir sempre de um exame critico da realidade existencial dos educandos. inserindo-se nele criticamente. que considerava o analfabeto ignorante. o trabalho. 2001:92 Evitando repetir os erros ). Dessa perspectiva. utilizando uma serie de ilustração que deveriam dirigir a discussão na qual fosse evidenciado o papel ativo dos homens como produtores de culturas e as diferentes formas de cultura: a cultura letrada e a não letrada. Além dessa dimensão social e política. O pensamento de Paulo Freire se construiu numa prática baseada num novo entendimento da relação entre a problemática educacional e a problemática social. desta forma organizava o conteúdo segundo os diversos padrões silábicos existentes. necessária ao engajamento ativo no desenvolvimento político e econômico da nação (FREIRE.

a ABC pretendia oferecer ensino profissional ao adulto recém . inclusive cartilhas. o governo da União retoma as atividades da educação através do ministério educação. provocado pela instalação do governo revolucionário que desencadeou. essa mudança da reorientação observou imediatamente no nível -se didático. O preconceito contra o analfabeto. o segundo. Finalmente. 1. atendendo puramente aos objetivos da política governamental sem desenvolver atividades que contrariassem os interesses do Brasil. passando o MEB da ênfase sobre a conscientização para dar ênfase sobre a ajuda mútua. que tem dois elementos distintos. o seu regime político e os valores éticos da civilização cristã. em 1967. Sobrevivendo apenas algumas iniciativas. em seguida recebeu apoio financeiro do Estado e. Dentro das suas atividades a Cruzada preocupou com a formação de -se pessoal treinado para a educação de adultos (supervisores e professores) e com a preparação de material didático. foi financiado pelo governo da União e da Fundação Norte Americana Agnes Erskine (USAID). também fazia parte dos discursos do Ministério da Educação. viver é lutar substituído por Mutirão.alfabetizado. Nos dois primeiros anos do novo governo. saber discernir e escolher seus próprios dirigentes e decidir pela sua própria vida. o problema da educação dos adultos é deixado de lado pelo ministério da educação. afim de que ele deixasse de ser um peso morto para a sociedade. caracterizou-se pelo desaparecimento ou pela paralisação progressiva das atividades de um grande número de movimentos destinados a educação dos adultos. em que os oprimidos vão revelando o mundo da opressão e vão compromentendo se na práxis. a cruzada ABC assinou um convênio com o Ministério da Educação (MEC) e um compromisso de atingir um total de 2 milhões de adultos e analfabetos num prazo de 5 anos.pedagogia que explicitando seus fundamentos filosóficos e metodológicos. inspirados numa mística protestante. grandemente combatido no período anterior. forte repressão sobre os grupos e instituições que atuavam em projetos d educação e popular rompendo com os projetos centrados na libertação. um to programa equivalente ao primário regular. transformada a realidade opressiva. em que. foi alvo de criticas no Seminário realizado pela Superintendência para o . cada uma pretendendo oferecer. Na verdade o adulto analfabeto foi visto pela Cruzada ABC como um parasita econômico incapaz de contribuir para o desenvolvimento do país. além disso. e o plano complementar. e do seu material didático e da modificação do método Paulo Freire. após o Golpe Militar de 64. voltava -se exclusivamente para os adultos. e do apoio a Cruzada da Ação Básica Cristã (ABC) que teve origem quando um grupo de professores do colégio de Pernambuco criou um programa voltado para a educação de adultos. Entretanto. passou a encontrar resistência nos mais diversos setores (PAIVA. O primeiro. Segundo Emmanuel de Kant. Neste sentido Freire (1982:41) se expressa definindo sua pedagogia como: uma pedagogia humana e libertadora. como o Movimento de Educação Básica (MEB) devido ao seu vinculo com a Conferência Nacional do Bispo do Brasil (CNBB) que aceitou a re formulação de sua metodologia. no conjun das fases. os compromisso internacionais do Brasil na área educativa incluía o combate ao analfabetismo. uma vez que a maioria dos indivíduos empenhados no trabalho era evangélica e estavam ligadas as igrejas protestantes norte-americana. 1987:263) Além de ser defendido pela cruzada. A ditadura militar e o retrocesso na educação de adulto O período posterior a abril de 1964. sucessivamente. a paralisação dos esforços brasileiros no sentido de diminuir sua porcentagem de analfabetos e de educar sua população adulta repercutia mal internacionalmente e a UNESCO voltava a reiterar aos paises membros seus apelos no sentido de que desenvolvessem tais programas. Em 10 de agosto de 1967. no interior. passando a produzir para o seu bem estar. Entretanto. Na opinião de PAIVA (1987:283). a politização era substituída pela cristianização (grifo nosso). Esse programa começou num bairro pobre do Recife. A cruzada do ABC tinha como objetivo preparar o semi-analfabeto para estar em condições de além de receber o grau de instrução primária em 2 anos. o programa Cruzada do ABC. Seu programa de alfabetização era realizado em 4 fases (5 meses cada fase). o que se constitui como um retrocesso à concepção que se tinha no inicio das primeiras campanhas de educação de massa.6. esta pedagogia deixa de ser a do oprimido e passa a ser a pedagogia dos homens em processo de permanente libertação.

895. segundo Cunha (1991: 286). livros de integração que transmitiam as idéias relativas à comunidade. isso sim. Neste sentido. como estava pouco habilitada no terreno que desejava atuar. instalando-se em todos os municípios do Brasil por meio de comissões municipais constituído através de negociações entre o prefeito e a sociedade civil local. Na verdade. desvinculada da sua condição histórica e social transformando as idéias pedagógicas de Freire num emaranhado de técnicas neutras descontextualizadas. não foi sequer distribuído. priorizando -se principalmente aqueles municípios com maior possibilidade de desenvolvimento. Agora dentro das competências do MEC e com finalidade . baseadas na alfabetização funcional que na opinião do professor de OLIVEIRA (1985:30). o governo da união resolveu dar ênfase ao planejamento educacional. um desperdício enorme de recursos financeiros. de Fundação Educar. seja nas suas intenções eleitoreiras. O documento final do seminário embora transformado em publicação. não estimulando o exercício da cidadania. contudo modificar sua estrutura e orientação. permitindo observar as modificações sofridas pela abordagem do fenômeno educativo nesses meios. o MOBRAL foi concebido como um sistema educacional que visava o controle da população. Entretanto. Representou. O MOBRAL constituiu-se como organização autônoma em relação ao MEC. isto é.Desenvolvimento do Norte (SUDENE) em 1967. começou pela rejeição de grande profissionais da educação brasileira que não concordava com os seus métodos e se recusaram a participar do programa. assim a denominar -se. com um desconhecimento absoluto da experiência brasileira em educação de adultos. com sede em Brasília. através do decreto nº 57. o MEC determinou que. Os técnicos deixaram claro sua oposição a este tipo de educação e consideraram a entidade incapaz de dar continuidade ao programa. pátria. com o propósito de não concorrer para a formação de grupos de pressão. mas as mensagens apelavam sempre ao esforço individual dos adultos analfabetos. ilustrados por dados estatísticos inexistente. não contribuiu para alfabetizar. o seminário permitiu verificar os balanço das políticas educacionais publicas. E. Em sua totalidade o MOBRAL foi um malogro. pois. Nasceu. a solução encontrada para o MOBRAL não foi à extinção foi à troca dos nomes da organização. No entanto. Em 1985. mas sim para despolitizar o movimento de alfabetização de adultos por Paulo Freire. segundo Paiva (1987:209). tomando como base os estudos desenvolvidos pela economia da educação. pois. as discussões e sugestões do que realmente poderia ser feito. se a realização do Seminário ofereceu oportunidade de contato a muitos profissionais da educação do país. deveres cívicos etc. e ainda se intitulava a única entidade qualificada do país na tarefa de educação de adultos precisava enviar técnicos para curso nos estados unidos. Apesar de não ter sido distribuído o documento elaborado no seminário. nem por isso foi extinto completamente. fortalecendo o modelo de dominação vigente através de materiais didáticos. As orientações metodológicas e as matérias didáticas do MOBRAL reproduziram muitos procedimentos consagrados nas experiências de inícios dos anos 60. e defenderam uma educação abordada dentro de um a de educação de base. buscando uma educação para o desenvolvimento para uma sociedade em mudança. o potencial político eleitoral da organização foi o de maior abrangência em todo território nacional só comparada com a da Igreja Católica o que lhe conferiu argumento para sua extinção. o MOBRAL passou. suas diretrizes pouca influência exerceram. a ligado ao desenvolvimento comunitário. com o propósito de não estimular a consciência critica. família. seja na intenção de promover a alfabetização das grandes massas de iletrados do país. Assumiu o controle dessa atividade lançando o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). a responsabilidade de elaboração do programa intensivo de erradicação do analfabetismo caberia ao Departamento Nacional de Educação. mas esvaziando de -os todo o sentido crítico e problematizador. sem. Propunha-se a alfabetização a partir de palavras chave retiradas da vida simples do povo. das novas condições políticas do país. Esse programa era a resposta do regime militar à ainda grave situação do analfabetismo no país. formando op iniões de uma grande camada da população através de um redirecionamento que impedia qualquer prática de libertação e conscientização do ser humano visando à integração a um modelo brasileiro que ansiava para a hegemonia de um regime político.

Ressaltamos que esse movimento não foi idéia de Paulo Freire. com proposta clara de prioridades que possibilitaram a implantação de instrumentos de participação popular. ele se originou de uma parceria entre os movimentos sociais e o setor público (SOUZA. a proposta de emenda constitucional introduziu uma novidade por meio de uma sutil alteração no inciso I do artigo 208. Diferente das campanhas realizada durante os vinte anos de ditadura militar. em 1990.7. Paulo Freire foi o escolhido como uma opção mais lógica. reconhecendo que a sociedade foi incapaz de garantir escola bási a para todos na idade c adequada. para se tornar possível essa democratização foi necessário respeitar autonomia dos movimentos sociais e suas organizações. Somente alguns estados que sempre tiveram grupos com história política voltada para organização popular se preocuparam em firmar convênios que possibilitasse melhores perspectivas de educação e participação popular. um verdadeiro mito da pedagogia critica (GADOTTI & TORRES. fazendo-a pública também. Dentre elas a necessidade urgente de indicar um novo secretario municipal de educação. em que se primara pela preservação da ordem e. pouco se alfabetizou após a implantação do regime militar. para Gadotti (2001:94). Conseqüentemente. que pudesse liderar democraticamente a construção de um novo projeto pedagógico e. colocando a educação de jovens e adultos no mesmo patamar da educação infantil. essa fundação não executava diretamente os programas. Entretanto. 2001:181) O Mova foi estruturado em estreita colaboração como os movimentos populares de alfabetização de adultos da cidade de São Paulo. É possível o empenho de ir tentando começar ou aprofundar o esforço de tornando a escola publica menos má. São Paulo. de 0rganizações não Governamentais (ONGs) e de empresas. com grupos populares que já desenvolviam trabalhos de alfabetização juntos com outros setores como as igrejas. refazer medidas que aprimorem o processo de democratização da escola publica. ao contrário. estava sendo definida uma nova concepção de Educação de Jovens e Adultos a partir da Constituição Federal de 1988. chegamos à década de 90 com políticas públicas educacionais pouco favoráveis a este setor. passava a fornecer apoio técnico e financeiro as ações de outros níveis públicos. Com base nesses pressupostos políticos pedagógicos é que se implantou em São Paulo. pois em sua opinião: é possível rever. para o próprio Freire. e no ano seguinte criaram o Plano Nacional de Alfabetização (PNAC) extinto um ano depois.especificas de alfabetização. a educação de adultos foi levada a uma estagnação política e pedagógica vazia e superficial. sobretudo o aprimoramento do processo de democratização da escola publica. O governo manteve a gratuidade da educação pública a todos que não tiveram acesso à escolaridade básica. 1992:12). Experiências isoladas de educação popular após a década de 80 Foi nesta perspectiva que em 1º de janeiro de 1989 um partido popular assumia a maior cidade do país. pois. Na opinião de Garote (2001:92). Para Paulo Freire o compromisso de um governo democrático à frente da secretaria municipal de educação era. As ações do MOVA-SP foram norteadas com princípios e objetivos de reforçar e ampliar o trabalho dos grupos populares que já trabalhavam com alfabetização na periferia. e. reforçando o incentivo à participação popular e a luta pelos direitos sociais do cidadão. A Fundação Educar foi extinta em 1990. Embalado pelo discurso de desqualificação da educação de pessoas jovens e adultas contido nas propostas de educadores brasileiros e da assessoria do Banco Mundial. Apesar do artigo que definiu na constituição a educação como direito de todos. porque os programas que foram ofertados após 1988 est iveram longe de atender a demanda populacional. independente da idade. membro este do Partido dos Trabalhadores (PT). A filosofia do MOVA demarcou uma nova concepção de educação e de alfabetização baseados na concepção . 1. o Movimento de Alfabetização (MOVA). abrindo canais a partir da nova administração com muita transparência administrativa. ele fez parte de uma estratégia de ação cultural voltada para o resgate da cidadania: formar governantes. multiplicadores de uma ação social libertadora o MOVA-SP estava contribuindo com esse objetivo ao fortalecer os movimentos sociais populares e estabelecer novas alianças entre sociedade civil e Estado. formar pessoas com maior capacidade de autonomia intelectual. pela desumanização em massa. possibilitando ao educando uma leitura critica da realidade e conscientização política.

a alfabetização é vista em profundidade. onde os grupos. multiplicadores de uma ação social libertadora. a população que necessita de educação e alfabetização é muito especifica. de palavras. a administração que assumiu a prefeitura em 1993 extinguiu o projeto. A década de 90 está marcada pela ampliação de estudos voltados à educação de adultos. vem desenvolvendo uma proposta educacional com embasamento político pedagógico voltada aos interesses e necessidades daqueles cidadãos que não tiveram acesso à educação. desde então. Estudos realizados têm comprovado que na América Latina. e. os alunos do pro grama. está claro que os programas de educação de adultos não podem preencher a brecha existente entre os modos deprodução tradicional e muito menos os avançados. o MOVA-SP. formar governantes. deve. na opinião de Gadotti (1992:94). portanto. A nova administração não comungava desses princípios. com a criação do Serviço de Educação de Jovens e Adultos (SEJA) que. O MOVA-SP foi uma nova e importante contribuição associada a outros programas da secretaria municipal de educação de São Paulo. O projeto MOVA é um dos raros exemplos de parceria entre sociedade civil e Estado. os programas educacionais representam uma inversão educacional na medida em que refletem uma estratégia econômica do estado cujos objetivos é que as pessoas tenham uma melhor formação e acesso a cargos mais interess ntes no a mercado de trabalho. diferente das políticas e programas de educação de adultos adotadas em toda a América Latina. porque na maioria é constituída de uma população rural ou estabelecida há pouco tempo nas cidades. no ano de 1989. não é apenas o momento em que mecanicamente a mente burocrática do educador inicia o tratamento burocratizante da mente dos alfabetizando. 1992:20). Outra experiência isolada de educação de adultos aconteceu em Porto Alegre. 2000:116). em especial no Brasil. Ressaltamos a coerência desses argumentos em relação a esses programas educacionais para adultos. onde estes estão baseados. o empenho de se governar junto aos movimentos sociais. sobretudo. de letras e de exclamações (FREIRE. uma resposta real a nova demanda de mão-de-obra capacitada? Por meios de programas insuficientes que não preparam sequer para empregos primários. o compromisso de se garantir participação crítica dos alfabetizando no processo político. como sujeito histórico também constituía com o educador e a educadora.libertadora de educação onde o alfabetizando era ativo em seu processo de conhecimento e. e o SEJA parte do pressuposto que as classes populares. como. nem tão pouco satisfazer as necessidades dos pobres em curto prazo. de sílabas. recebiam da prefeitura recursos financeiros e técnicos. (SP) teve um significado notável para muitos educadores populares que sempre estiveram no terreno da sociedade civil e quase sempre no campo da oposição. aproximando os alfabetizando de uma compreensão da linguagem. e não existe uma preocupação por parte do governo em criar programas que considerem o perfil psicológico ou as necessidades concretas. por sua seriedade constituir um tempo de introdução. no argumento de que. Para Paulo freire. sobretudo um encontro político pedagógico de reinvenção da linguagem escrita e necessariamente lida. formar pessoas com maior capacidade de autonomia intelectual. fazia parte de uma estratégia de ação cultural voltada para o resgate da cidadania. Ela é. possuem um . A presença de Paulo freire à frente da secretaria municipal de educação do município de São Paulo. Para Torres (1992:24). mas isso não aconteceu. políticas e econômicas dos ben eficiários (TORRES. o mútuo respeito às diversidades das pessoas envolvidas. como pretendem freqüentemente os políticos. Até que ponto em uma sociedade dependente estes representaria. realizadas tanto na América Latina. O caráter desse movimento isolado não se compara a nenhuma das campanhas de alfabetização fracassadas. como o ensino regular e o supletivo. respeitando o saber do senso comum. na avaliação d Torres e (1992:18). sem perderem suas identidades. essa experiência com os grupos populares consolidou uma prática substantivamente democrática a partir de um intenso e criativo trabalho pedagógico. recheando-as de frases. os sujeitos construtores da dialogicidade no processo de alfabetização e de todos os processos educativos emancipadores. engajados numa política de educação para humanização. e. e. O que mais interessava aos seus idealizadores e aos movimentos populares era que o projeto tivesse continuidade como parte integrante do sistema municipal.

gerando alunos dependentes e sem noção da realidade social que os cerca. Porém. nem em relação ao ensino primário e principalmente a educação de jovens e adultos. levando em consideração a proposta construtivista (a partir de uma perspectiva dialógica freireana) requisitada pelo cliente. Neste sentido. desde 1932. mesmo em 1934 após a promulgação da constituinte. A proposta educacional do programa SEJA é a de proporcionar a este aluno acesso e apropriação do conhecimento científico. conforme Aranha (1996:198). 1. A Constituição de 1934 põe o ensino primário extensivo aos adultos como componente da educação e como dever do Estado e direito do cidadão. não saiu mais dela desde essa época. pela produção coletiva do compromisso com a criação de professores-pesquisadores. por isso o software necessita de uma navegação atraente e acessível.8. Andréia SILVA. quanto ao saber. e que. Educação de jovens e adultos na década de 90 Para falar sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na década de 90 é necessário retomar a questão política educacional que direcionou durante várias décadas a história brasileira. além da possibilidade de inclusão de novos dados pelo professor e níveis de dificuldade. temos a impossibilidade das devidas apropriações por parte do sujeito no processo de aprendizagem.inf. utilizando-se deste para uma leitura mais crítica do seu meio social. Jaqueline Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O software deverá representar um reforço ao que foi visto em sala de aula (atividades de iniciação à leitura e à escrita) e oferecer jogos para motivar. Aline RAMOS. Quando o saber e o conhecimento estão dissociados. mas também a ua obrigatoriedade pública e gratuita. além da possibilidade de inclusão de novos dados pelo professor e níveis de dificuldade. Para Moura (1992: S/p). que nos apropriamos pela experiência prática. que o manifesto dos pioneiros da Educação Nova liderado por Fernando Azevedo e assinado por vários educadores. não é de hoje que a educação de jovens e adultos tem espaço no texto legal da constituição brasileira. pertence ao outro e isolado não nos auxilia no processo educacional. então podemos vislumbrar um real processo de aprendizagem. vinham defendendo não só o direito de cada indivíduo à s educação integral. é articulado conjuntamente com a teoria. Convém lembrar que os futuros usuários não têm noção de informática. esse manifesto foi de muita importância na historia da pedagogia brasileira porque representou a tomada de consciência da defasagem entre a educação e as exigências do desenvolvimento.doc Autor(es): LEITE. Esta formulação avançada expressa bem os movimentos sociais da época em prol da escola como espaço integrante de um projeto de sociedade democrática. o engajamento do professor passa pela reflexão do fazer pedagógico.saber cultural. Letícia Lopes SANTOS. O manifesto procurou romper com a velha ordem e reivindicar que o ensino fosse la Data do Texto: 2003-10-16 00:00:00 62 Software Educacional para Alfabetização de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Projeto Pedagógico Idioma: Português URL: http://www.pucrs. cujas ações das práticas docentes e da pesquisa possibilitam a construção do conhecimento GADOTTI (2001:98). o conhecimento se refere à teoria. esse direito não tinha saído do papel. por exemplo. Convém lembrar que os futuros . Cópia do Texto: Definição do conteúdo O software deverá representar um reforço ao que foi visto em sala de aula (atividades de iniciação à leitura e à escrita) e oferecer jogos para motivar. As atividades desenvolvidas devem apresentar a opção de impressão. As atividades desenvolvidas devem apresentar a opção de impressão. esta data de 1934 e. referenciado pela experiência de vida e trabalho deste jovem ou adulto. No plano legislativo. por falta de escolas.br/~lleite/seII/material/projeto_SE-EJA%20Aline. Nesse sentido. praticamente. Daiane MAISSAT.

silábico. estes. como por exemplo "a mesma letra de bola". alfabético) em que o aluno se encontra. inserindo novos dados. o avanço será possível somente após o término do presente módulo. possibilidade de compra de outros softwares que forem necessários. Assim. devemos proporcionar ao aluno uma participação global. a história seria seriada (apresentada em módulos). Como método analítico. podendo imprimi-la. § Participação do professor: autor/co-autor/executor Neste software. quando o usuário errar a resposta o software dará uma dica. utilizaremos a metodologia de alfabetização analítica global. o tratamento do erro será definido pelos desenvolvedores. por isso o software necessita de uma navegação atraente e acessível. e não querer que o mesmo aprenda a ler e escrever através de palavras soltas. além de fornecer ao professor um relatório das atividades realizadas pelo aluno. Como os usuários vão imprimir os textos. Pentium II. que deveria ser ordenada pelos alunos em dupla. de acordo com o que estes julgarem mais adequado aos usuários. de textos ou de contos.usuários não têm noção de informática. seguindo a ordem: textoðfraseðpalavraðsílabaðletra. uma impressora. os alunos teriam acesso às atividades relacionadas ao texto. os alunos a terão completa. devido à composição da história. Em seguida. etc. será linear. Finalmente. os alunos discutiriam com a turma a história. o professor poderá acompanhar o desenvolvimento da escrita dos alunos. § Controle de acesso aos diferentes níveis do programa O acesso aos diversos módulos somente será possívelapós o término do módulo-requisito. silábicoalfabético. § Objetivos específicos Identificar o nível (pré-silábico. Elaboração do esquema organizacional d seqüência de a execução do sistema Elaboração do projeto de interação usuário-sistema Ao iniciar o software. Para orientar a elaboração da história a partir dos quadros. seria apresentada uma história em quadrinhos sem falas e em desordem. As atividades propostas no software deverão fornecer feedback imediato ao aluno (além de um registro do seu caminho). help. levando em consideração a propost construtivista (a partir de uma a perspectiva dialógica freireana) requisitada pelo cliente. Contudo. o aluno pode (e deve) expor também as suas vivências extra-escolares. Quando da finalização da história. conseqüentemente. necessita -se ter em vista que os alunos utilizarão os microcomputadores em duplas. e coautor. Como educadores. contudo. Nos posicionamos a favor desta metodologia pois acreditamos que ela se torna mais significativa para o aluno. Hardwares disponíveis: kit multimídia. Através dessa metodologia. § Infraestrutura de ambiente: hardware e software Softwares disponíveis: Windows. parte das unidades maiores da língua (todo) para as unidades menores (partes). para a professora ir ordenando-a conforme as sugestões dos alunos no quadro. o professor poderá participar como executor. Além disso.) O help apresentará explicações acerca da realização das atividades. só será possibilitado ao aluno o acesso aos jogos daquele módulo e aos do módulo anterior. § Apoio ao usuário (manuais. Durante a implementação deste software. Todo o caminho feito pelo aluno ficará registrado no software. Assim. Definição dos objetivos do ambiente de ensino § Objetivo geral Auxiliar o processo de alfabetização de jovens e adultos. Office. por sua vez. e terão acesso ao laboratório somente duas horas por semana. enquanto a professora escreveria no quadro de giz (ou quadro branco) o texto criado oralmente pelos alunos. Escolhas fundamentais (definição de requisitos) § Modelo de ambiente de ensino A partir de uma proposta construtivista embasada em Paulo Freire. em vez de fazer cópias e "mastigar" a mesma palavra diversas vezes. orientadores da aprendizagem. tornando a aprendizagem mais fácil e agradável. Front Page. o software deverá apresentar manual com explicações claras (possivelmente. ele será usado somente pelo professor). (representados por gráficos . ou letras. Definição dos aspectos pedagógicos considerados pelo sistema § Tipo de feedback No que diz respeito ao tratamento do erro. despertando seu interesse e. virão junto com o software e o manual os quadros referentes às histórias. uma câmera digital. levando em consideração as im agens de cada quadro. o representando os níveis de dificuldade solicitados. disco rígido de 40Gb. a professora poderia questionar os alunos. digitariam o texto num editor de texto (já incluído no próprio software). um scanner. ou sílabas. a interação do usuário ocorrerá principalmente a partir de links. A partir da criação desta história. realizando as tarefas propostas. e a navegação.

o usuário digita a palavra e o computador "verbaliza" a mesma.Diversas sílabas na tela e o usuário deve montar palavras a partir das mesmas. Paulo Freire: a Critical Encounter. bem como auxiliando reflexões não só de educadores. terão opção de áudio. mas também de médicos. Todos os botões. cientistas sociais. . para além da América Latina. filósofos. . de impressão. alfabético). o módulo sofreria as alterações necessárias. Atividades .Forca.fortalecendo teorias e práticas educacionais. mas também de médicos.Cruzadinhas. . MÉTODO E EXPERIÊNCIAS FREIREANAS. que novamente fariam as mudanças necessárias. possibilidade de voltar à tela anterior. como no diz Henry Giroux (in Peter Maclaren and Peter Leonard.org/frontera_p. verificando possíveis erros durante a execução. habilita/desabilita som. Caso o cliente e seus usuários ainda detectassem erros. menu (página principal). criando raízes nos mais variados solos desde os mocambos do Recife às comunidades burakunins do Japão . saída. que poderá ser desabilitada pelo usuário a qualquer momento.que.Aparece na tela uma imagem.Caça-palavras. Ela deve ser lida dentro do contexto da "natureza profundamente radical de sua teoria e prática anti-colonial e de seu discurso post-colonial". Validação do projeto de sistema Para validar o projeto de sistema. seria disponibilizado ao cliente o produto para teste. propiciando a noção do nível em que o aluno se encontra (pré-silábico. Ao professor é fornecido um relatório (constando todos os erros e acertos do aluno). terapeutas. bem como o help. . Moacir Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: As teorias de Paulo Freire cruzaram as fronteiras das disciplinas.paulofreire. cientistas sociais. vocabulário inadequado. para além da América Latina. identificando qual era a palavra que deveria ser digitada e a que foi escrita pelo usuário. organizadores. . ao passar do mouse.htm Autor(es): GADOTTI. As teorias de Paulo Freire cruzaram as fronteiras das disciplinas.Diversas palavras na tela e o usuário deve montar frases. antropólogos e outros profissionais. Ao mesmo tempo em que as suas reflexões foram aprofundando o tema que ele perseguiu por toda a vida a educação como prática da liberdade suas abordagens transbordaram-se para outros campos do conhecimento. . MÉTODO E EXPERIÊNCIAS FREIREANAS Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www. apresentará o comentário da função do mesmo). Verificação do projeto de sistema A verificação do projeto seria realizada ao final de cada módulo. por Moacir Gadotti. das ciências. bem como auxiliando reflexões não só de educadores. entre outros. Cópia do Texto: TEORIA.Aparece uma cena e o usuário escreve uma frase relatando o que acontece na cena. durante 30 dias. ou reduzir sua obra a uma técnica ou metodologia. antropólogos e outros profissionais. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 63 TEORIA. Ao mesmo tempo em que as suas reflexões foram aprofundando o tema que ele perseguiu por toda a vida a educação como prática da liberdade suas abordagens transbordaram-se para outros campos do conhecimento. Seu pensamento é considerado um modelo de transdisciplinaridade. o software retornaria para os desenvolvedores. quando o cliente teria a oportunidade de utilizar o protótipo em desenvolvimento com seus futuros usuários. das ciências. criando raízes nos mais variados solos desde os mocambos do Recife às comunidades burakunins do Japão fortalecendo teorias e práticas educacionais. filósofos. silábico-alfabético. Não podemos ver a Freire apenas como um educador de adultos ou como um acadêmico. De acordo com a avaliação realizada nesta etapa. Os botões apresentados em todas as telas serão o help. silábico. . terapeutas. Seu pensamento é considerado um modelo de transdisciplinaridade.

Sua filosofia educacional expressou-se primeiramente em 1958 na sua Tese de concurso para a Universidade do Recife. p. A coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização. Rio Grande do Norte. depois de apresentar brevemente alguns dados biobibliográficos de Paulo Freire. As primeiras experiências de Paulo Freire. trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). envolveu-se. A metodologia por ele desenvolvida foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização conscientizadora e. em estreita colaboração com numerosos grupos engajados em novas experiências educacionais tanto em zonas rurais quanto urbanas. A última grande experimentação prática de suas idéias deu-se no início da década de 90 em São Paulo (Brasil). formal e impositiva ele se contrapôs a ela. tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo. em Genebra (Suíça). na década de 70. no Recife. depois de 16 anos de exílio. Foi preso após o Golpe Militar de 1964 e. Duran te . aplicando o método que leva o seu nome. mostrando o pouco do seu legado como educador. com a educação de adultos. onde ele foi Secretário de Educação. logo cedo. precedida por trabalhos desenvolvidos tanto em Pernambuco quanto no Estado da Paraíba. Isso nos vai mostrar que Freire assumiu o risco de cru fronteiras zar para poder ler melhor o mundo e facilitar novas posições sem sacrificar seus compromissos e princípios. trabalhou como professor na Universidade de Harvard. deu consultoria educacional junto a vários governos do "Terceiro Mundo". foi Consultor Especial do Departamento de Educação do Conselho Mundial das Igrejas. passando pelo Chile na década de 60 e auxiliando a reconstrução post colonial de novos sistemas educacionais em diversos países da África. e os diferentes contextos. 1993. principalmente na África. 177). Em 1989. foi convencido a deixar o país. capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação. A seguir. O que oferecia ele de tão original para serse conhecido internacionalmente? Numa época de educação burocrática. pôde experimentar as dificuldades de sobrevivência das classes populares. de professor de escola a criador de idéias e "métodos". bem como em suas primeiras experiências de alfabetização como a de Angicos. Os intelectuais e educadores que ocupam fronteiras muito estreitas não percebem que elas também tem a capacidade de aprisioná-los. Exilou-se primeiro no Chile. na construção democrática da escola pública popular na América Latina. onde. e. Pernambuco (Brasil). a reestruturação curricular e a interdisciplinaridade. Seu método pedagógico aumentava a participação ativa e consciente. depois de 72 dias de reclusão. mais tarde. Nesse sentido. por isso. ele foi acusado de subverter a ordem instituída. Foi aí que escreveu. Durante os 10 anos seguintes. Voltando ao Brasil. datam da década de 50. Ele foi quase tudo o que deve ser como educador. Trabalhou inicialmente no SESI (Serviço Social da Indústria) e no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife. a educação de adultos. sociais. durante 5 anos. na década de 80. Apresentando Paulo Freire Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921. desenvolveu. retornou ao Brasil para "reaprender" seu país. encontrando um clima social e político favorável ao desenvolvimento de suas idéias. 1. Nesse período. fez dele um dos primeiros brasileiros a serem exilados. Ele procurava empoderar as pessoas mais necessitadas para que elas mesmas pudessem tomar suas próprias decisões. Seria ingênuo considerar a sua pedagogia como uma pedagogia só aplicável no chamado "Terceiro Mundo". a sua principal obra: Pedagogia do oprimido. no nordeste brasileiro. levando em conta as necessidades e problemas da comunidade e as diferenças étnico-culturais. como afirmou na época. depois de 16 anos de exílio. de gênero. como professor de História e Filosofia da Educação daquela Universidade. procurarei mostrar os temas centrais de sua teoria e os passos do seu método pedagógico. promovendo a formação crítica do professor. Em 1969. enfocando principalmente a práxis político-pedagógica dos seus últimos anos dentro do contexto educacional brasileiro. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). As barreiras e fronteiras estão sempre à nossa volta. uma das regiões mais pobres do país. Em 1980.Routledge. em 1963. onde. maior cidade do Brasil. em 1968. autonomamente. é preciso relevar a importância da obra de Paulo Freire em termos mais globais.

na constituição do seu método pedagógico. casou-se com Ana Maria Araújo Freire. Eu não vou recordar aqui a sua longa trajetória de educador. vítima de um infarto agudo do miocárdio. entre outros. recebeu. À sombra desta mangueira (1995). Ele forjou seu pensamento na luta. em 1944. Foi reconhecido mundialmente pela sua práxis educativa através de numerosas homenagens. Entre elas: r Educação: prática da liberdade (1967).seu mandato. no Nordeste brasileiro e o contexto latino-americano da época do exílio no Chile. A sua teoria da codificação e da descodificação das palavras e temas geradores (interdisciplinaridade). 1980). Todavia. O que chamou a atenção dos educadores e políticos da época foi o fato de que o método Paulo Freire "acelerava" o processo de alfabetização de adultos. Pedagogia da esperança (1992). O momento histórico que Paulo Freire viveu no Chile foi fundamental para explicar a consolidação da sua obra. Essa experiência foi fundamental para a formação do seu pensamento político-pedagógico. Originalidade do "Método Paulo Freire" Com certeza. Casou-se. os seguintes prêmios: "Prêmio Rei Balduíno para o Desenvolvimento" (Bélgica. na práxis. como Educador do Continentes (1992). iniciada no Brasil. foi ele o primeiro a sistematizar e experimentar um método inteiramente criado para a educação de adultos. Após a morte de sua primeira esposa. como ele a definia. bastante conhecida. De maneira esquemática. durante a década de 50. principalmente para estudantes estrangeiros. permitindo-lhe reestudar seu método em outro contexto. "Prêmio UNESCO da Educação para a Paz" (1986) e "Prêmio Andres Bello" da Organização dos Estados Americanos. é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior. Pedagogia do oprimido (1968). teve importância capital a metodologia das ciências sociais. Cartas à Guiné -Bissau (1975). conviveram sempre presentes tanto o senso de humor e quanto a não menos constante indignação contra todo tipo de injustiça. Morreu em plena atividade intelectual. Vivi e trabalhei intimamente com Paulo Freire durante 23 anos. pela qual aluno e professor buscam. Paulo Freire faleceu no dia 2 de maio de 1997 em São Paulo. Ele nos dizia que práxis nada tinha a ver com a conotação freqüente de "prática" em sua acepção pragmatista ou utilitária. a leitura do contexto onde nasceu e viveu. caminhou passo a passo com o desenvolvimento da chamada pesquisa participante. rico e desafiante. Paulo Freire é auto de muitas obras. 2. lançou seu último livro. Além de ter seu nome adotado por muitas instituições. Em Paulo Freire. Esta é a etapa da descoberta do universo vocabular. A situação de intensa mobilização política desse período teve uma importância fundamental na consolidação do pensamento de Paulo Freire. intitulado "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa". quero enfatizar o quanto foi importante para a constituição da sua teoria do conhecimento. É verdade. No dia 10 de abril de 1997. com um livro para terminar e muitos projetos a caminho. com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. em que . que foi. Pretendia oferecer vários cursos. Todavia. Para ela práxis é ação transformadora. de revisão curricular e empenhou-se na recuperação salarial dos professores. avaliá-lo na prática e sistematizá-lo teoricamente. No Chile. A sociedade brasileira e latino-americana da década de 60 pode ser considerada como o grande laboratório onde se forjou aquilo que ficou conhecido como o "Método Paulo Freire". na década de 60. podemos dizer que o "Método Paulo Freire" consiste de três momentos dialética e interdisciplinarmente entrelaçados: a) A investigação temática. com quem teve cinco filhos. cujas origens remontam à década de 50. A Paulo Freire foi outorgado o título de doutor Honoris Causa por vinte e sete universidades. as pal vras e a temas centrais de sua biografia. principalmente a psicologia e a sociologia. entendida esta como "ação + reflexão". no universo vocabular do aluno e da sociedade onde ele vive. social e educativo muito dinâmico. Por outro lado. para ele um espaço de discussão nas novas perspectivas educacionais. Paulo Freire fundamenta va-se nas ciências da educação. uma ex-aluna. outros já estavam pensando da mesma forma. podemos dizer que o pensamento de Paulo Freire é um produto existencial e histórico. Por seus trabalhos na área educacional. Paulo Freire não estava aplicando ao adulto alfabetizando o mesmo método de alfabetização aplicado às crianças. Alguns dias antes de sua morte estávamos discutindo vários projetos para serem desenvolvidos pelo Instituto Paulo Freire (IPF). ele encontrou um espaço político. fez um grande esforço na implementação de movimentos de alfabetização.

Carlos Alberto Torres. política. b) A tematização. construindo. a inflação. no saber do aluno. sentido suas preocupações e captando elementos de sua cultura. É nesta fase que são elaboradas as fichas para a decomposição das famílias fonéticas. No início dos anos 60 o que chamou a atenção dos educadores e dos políticos era o fato de que o método Paulo Freire "acelerava" o processo de alfabetização dos adultos. na qual eles buscam superar uma primeira visão mágica por uma visão crítica. 1998. relacionados com os que foram inicialmente levantados. Paulo Freire foi o primeiro a sistematizar e experimentar um método criado inteiramente para a educação de adultos. As teorias construtivistas atuais também se apoiam no significado da experiência vivida. Descobrem-se assim limites e possibilidades existenciais concretas captadas na primeira etapa. pintura. nos primeiros documentos da Secretaria de Educação de "Escola Pública Popular". Pia Linquist Wong. outros já haviam pensando nessa idéia. visitaram centros e coletaram informações. Descobrem-se assim novos temas geradores. o que Paulo Freire chamava. social. Os educadores entrevistaram pais e estudantes. Evidencia-se a necessidade de uma ação concreta. Education and Democracy: Paulo Freire. · Jornais Conferências/ Escrita/ Análise lingüística/ análise de campanhas de publicidade e padrão de consumo Projetos em grupo Ciên cias · Debates · Entrevistas · Discussões em grupo Meio Ambiente/ Reciclagem/ Poluição/ Saneamento básico/ Conservação/ O corpo Corpo humano e reprodução/ Espaço mental e físico/ Nutrição Projetos em grupo/ escritos referentes a temas comunitários Matemática · Questionários · Debates Custo de vida/ Computação básica/ Sistemas monetários/ Porcentagens -Frações Colocando em tabelas o custo de vida. Portanto é preciso conhecê-lo e sistematizá-lo. Nesta ida e vinda do concreto para o abstrato e do abstrato para o concreto. e temas) Aplicação do Conhecimento (projetos e tarefas) Arte-educação · Artes visuais: colagem. Porém. pela qual professor e aluno codificam e decodificam esses temas. cultural. etc. voltase ao concreto problematizando-o. Contudo. tomando assim consciência do mundo vivido. avisos. modelagem · Atividades musicais · Entendendo paisagens: naturais e construídas Semana de atividades de arte moderna/ Música folclórica como forma de questionar a realidade Artes visuais/ Música/ Poesia/ Dramatizações História · Questionários · Entrevistas · Debates Indústria/ A luta entre as classes sociais/ Patrão de vida/ Poluição/ Discriminação/ Colonização/ Direitos Humanos Ensaios / Projetos em Grupo Idioma (Linguagem e Artes) · Folder. do valor fonético e principalmente em função do significado social para o grupo.são levantadas palavras e temas geradores relacionados com a vida cotidiana dos alfabetizandos e do grupo social a que eles pertencem. ambos buscam o seu significado social. Tema Gerador: Os seres humanos e o planeta Sobreviverão? Estudos da realidade (inclui atividades dos estudantes) Organização do Conhecimento (identifica o conteúdo básico. na prática. É verdade. A descoberta desse universo vocabular pode ser efetuada através de encontros informais com os moradores do lugar em que se vai trabalhar. 201-202. Social Movements and Educational Reform in São Paulo. de obstáculos ao processo de hominização. catalogaram as atividades e serviços dos bairros. c) A problematização. partindo para a transformação do contexto vivido. dando subsídios para a leitura e a escrita. visando à superação de situações-limite. pp. A realidade opressiva é experimentada como um processo passível de superação. Essas palavras geradoras são selecionadas em função da riqueza silábica. A educação para a libertação deve desembocar na práxis transformadora. dados sobre salários / Análise escrita Geografia · Entrevistas · Debates · Reportagens · Mapas Grupos sociais/ Classes sociais/ Desemprego/ Violência/ Espaço Social e Físico/ Migração e explosão da população Desenhando mapas/ Projetos em grupos sobre a urbanização dos bairros Educação Física · Questionários · Entrevistas · Debates Conhecimento do corpo/ Tempo livre Demonstração de hábitos saudáveis Fonte: Maria del Pilar O Cádiz. isto é. conceitos. convivendo com eles. Westview. o construtivismo freireano vai além da pesquisa e da tematização. Na coleta de dados levaram em consideração o nível geral da educação entre as famílias dos bairros e organizaram e aplicaram este conhecimento nas atividades da escola. O construtivismo freireano . Paulo Freire não estava usando os mesmos métodos com os adultos que eram usados para com as crianças.

Para ilustrá-la daremos abaixo um exemplo: seu trabalho como administrador público (1989-1991). com uma realidade a ser transformada. sejam esquemas do poder acadêmico. A finalidade da educação será libertar-se da realidade opressiva e da injustiça. portanto. Ele não pensa a realidade como um sociólogo que procura apenas entendê-la. Todo o seu pensamento tem uma relação direta com a realidade. Pelo contrário. Mas a criança. ato de apreender o conteúdo ou o objeto cognoscível. à frente da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (Brasil). a formação. Cada um. situa-se no horizonte de uma visão utópica da sociedade e do papel da educação. para torná-la mais humana. onde o conhecimento é significativo para eles. O mundo que nos rodeia é um mundo inacabado e isso implica a denúncia da realidade opressiva. da realidade injusta (inacabada) e.mostrou não só que todos podem aprender (Piaget). poder intervir de forma mais eficaz nela. Não há ninguém que possa ser considerado definitivamente educado ou definitivamente formado. Para que o ato de ensinar se constitua como tal. tanto os alunos quanto o professor são transformados em pesquisadores críticos. Essa seria uma leitura libertária. Paulo Freire pode ainda ser lido pelo seu gosto pela liberdade. É preciso fazê-lo. Essa é a dimensão mais importante da sua obra. "O professor deve ensinar. Contudo. A libertação. Por isso. essas duas dimensões implicam numa outra: Paulo Freire não as separa da política. Paulo Freire deve ser considerado também como um político. A pedagogia tradicional também afirmava isso. 188). o jovem e o adulto só aprendem quando tem um projeto de vida. A educação torna-se um processo de formação comum e permanente. só que em Paulo Freire o educador também aprende do educando da mesma maneira que este aprende dele. A educação visa à libertação. não foi surpresa a sua capacidade administrativa. acima de tudo. com que o educando se torna produtor também do conhecimento que lhe foi ensinado" (Paulo Freire. ou concomitante ao. a seu modo. A educação. Os alunos não são uma lata vazia para ser e nchida pelo professor. Comprometeu-se. p. Ele busca. como objetivo da educação. A liberdade é a categoria central de sua concepção educativa desde suas primeiras obras. de anúncio de outra realidade. O segredo dele foi saber governar de forma democrática. compreendendo mais cientificamente a realidade. consequentemente. Essa nova realidade do amanhã é a utopia do educador de hoje. Ele não se comprometeu com esquemas burocráticos. Mas. Como muitos dos seus intérpretes afirmam. tia não. a tese central da sua obra é a tese da liberdade-libertação. Nos quase dois anos e meio à frente da Secretaria da educação. como ato de conhecimento e como ato criador. pode aprender e descobrir novas dimensões e possibilidades da realidade na vida. No pensamento de Paulo Freire. Essa é sua marca. Não se trata de conceber a educação apenas como transmissão de conteúdos por parte do educador. nas ciências. Aprender e alfabetizar-se é um ato tão natural quanto comer e andar. 3. para permitir que os homens e as mulheres sejam reconhecidos como sujeitos da sua história e não como objetos. à transformação radical da realidade. trata-se de estabelecer um diálogo. Isso significa que aquele que educa está aprendendo também. É o sujeito que aprende através de sua própria ação transformadora sobre o mundo. é preciso que o ato de aprender seja precedido do. Paulo Freire propõe uma nova concepção da relação pedagógica. ou como educador. junto com os outros. devem permitir uma leitura crítica do mundo. Professora sim. A libertação é o fim da educação. elementos para. As experiências de Paulo Freire como Secretário de Educação em São Paulo (19891991) Para os que conheciam de perto Paulo Freire. mas que todos sabem alguma coisa e que o sujeito é responsável pela construção do conhecimento e pela ressignificação do que aprende. Só que ensinar não é transmitir conhecimento. organiza o seu mundo e transforma o mundo. para melhorá-la. de crítica transformadora. O anúncio é necessário como um momento de uma nova realidade a ser criada. É ele que constrói suas próprias categorias de pensamento. Podemos citar várias instâncias que demonstram a coerência entre a teoria e a prática de Paulo Freire. ele conseguiu criar uma equipe de cinco ou seis auxiliares que podiam trabalhar com muita autonomia e podiam substituí lo em qualquer - . sejam eles esquemas do poder político. ele pensa a educação ao mesmo tempo como ato político. A obra de Paulo Freire é interdisciplinar e pode ser vista tomando-o como pesquisador e cientista.

os cursos explicativos teóricos em torno da democracia. b) a necessidade de suprir elementos de formação básica aos educadores nas diferentes áreas do conhecimento humano. Acabou tendo êxito nessa sua tarefa.emergência. A prática da democracia vale muito mais do que um curso sobre democracia. Paulo Freire defendia ardorosamente suas opiniões. pelos educadores. Por isso. teve grande repercussão tanto na cidade de São Paulo como . o "Fórum dos movimentos populares de alfabetização de adul os da cidade de São Paulo" t (Moacir Gadotti e José E. material didático e pagamento aos alfabetizadores e supervisores. novos rumos eram tomados. estruturado em estreita colaboração com os Movimentos sociais e populares da capital que criaram. No entanto. amorosidade e sobretudo com o exercício da democracia. ou seja. o programa de alfabetização de jovens e adultos e a prática da interdisciplinaridade. Para ilustrar esse processo de mudança vou apresentar três exemplos: o programa de formação permanente. mas exercia-a de forma democrática. com decisão política. "o avanço maior ao nível da autonomia da escola foi o de permitir no seio da escola a gestação de projetos pedagógicos próprios que com apoio da administração pudessem acelerar a mudança da escola". 80): a) o educador é o sujeito da sua prática. Se fosse necessário. prática e proposta. Cabia ao Fórum. 2º O programa de alfabetização de jovens e adultos. Desde o início da administração. Paulo Freire deu início a um movimento de alfabetização em parceria com os movimentos populares. Já tem quase 500 anos de tradição autoritária. Esse programa de formação dos educadores teve como eixos básicos: a) a fisionomia da escola que se quer. mas sabia trabalhar em equipe. pp. Não se pode esperar que em poucos anos isso seja superado. Paulo Freire queria formar professores para uma nova postura pedagógica. considerando sobretudo a tradição autoritária brasileira. Além do intenso programa de formação do educador. definir os critérios para celebração de convênios nos quais as entidades conveniadas se responsabilizavam pela criação dos núcleos de alfabetização. A formação se dá através da prática. cumprindo a ele criá-la e recriá-la através da reflexão sobre o seu cotidiano. transcende. A Secretaria de Educação. Foram restabelecidos os conselhos de escola e os grêmios estudantis. 1º O programa de formação permanente do professor. através de convênios com as entidades integrantes deste Fórum. da real participação. Dizia que o trabalho de mudança na educação exigia paciência histórica porque a educação é um processo a longo prazo. locação de salas. muito longe do espontaneísmo de que havia sido acusado. Paulo Freire tinha a intenção de sugerir à nova Prefeita um projeto de alfabetização. d) o programa de formação dos educadores é condição para o processo de reorientação curricular da escola. Existia apenas uma reunião semanal em que se discutiam as linhas gerais da política da Secretaria. enquanto horizonte da proposta pedagógica. p. Convidado. propôs imediatamente um projeto que se chamaria MOVA-SP (Movimento de Alfabetização da Cidade de São Paulo). Ele tinha autoridade. iniciado efetivamente em janeiro de 1990. 79-80): "as mudanças estruturais mais importantes introduzidas na escola incidiram sobre a autonomia da escola". ao lado da expansão do ensino noturno e do ensino supletivo. de como se dá o processo de conhecer. dos avanços científicos do conhecimento humano que possam contribuir para a qualidade da escola que se quer. Romão (orgs). Paulo Freire pôs à prova a sua conhecida paciência pedagógica. 85-90). O Brasil nasceu autoritário. b) a formação do educador deve ser permanente e sistematizada. A formação do educador ultrapassa. porque a prática se faz e refaz. Educação de jovens e adultos: teoria. Antes mesmo de assumir a Secretaria de educação. c) a prática pedagógica requer a compreensão da própria gênese do conhecimento. junto com a Secretaria. c) a apropriação. inicialmente sob a coordenação de Pedro Pontual. pp. Quais as mudanças estruturais mais importantes introduzidas nas escolas da rede municipal de ensino por Paulo Freire? É ele mesmo quem responde eu seu livro sobre a sua experiência à frente da Secretaria (A educação na cidade. continua Paulo Freire. Seu programa de formação do magistério foi orientado pelos seguintes princípios (A educação na cidade. Enfrentava situações conflituosas com muita paciência. Com esse programa. Paulo Freire insistia que estava profundamente empenhado na questão da formação permanente dos educadores. Esse projeto. competência técnica. para isso. oferecia os recursos financeiros e técnicos.

sindicatos (CUT) e Oganizações Não-Governamentais como o Instituto Paulo Freire. 3º A prática da interdisc iplinaridade.513 39 Maio de 1991 557 11. É evidente que nessas circunstâncias a relação não é sempre harmoniosa.853 45 Dezembro de 1991 868 17. Stromquist. Literacy for Citizenship: Gender and Grassroots Dynamics in Brazil. bem como por estudos realizados por pesquisadores e observadores estrangeiros. Mulheres Voluntárias 12 16 Grupos Religiosos 11 15 Grupos de Trabalhadores 6 8 Grupos de Direitos Humanos 2 3 Associações Esportivas 1 1 Total 74 100 Evolução do MOVA em termos de Classes.21. sobretudo. a teoria do conhecimento q parte da ue prática concreta na construção do saber. intelectual. Em 1987 e 1988. característica de quase todas as administrações públicas.em outros Estados. formar pessoas com maior capacidade de autonomia intelectual. isto é. 173. Ela é perpassada por tensões. o Programa MOVA-SP foi avaliado positivamente pelos seus organizadores. para os educandos. Essas reflexões foram reunidas por Débora Mazza e Adriano Nogueira e publicada com o título Na escola que fazemos (1988). Apesar da descontinuidade administrativa.114 69 Junho de 1992 .766 68 Maio de 1992 920 20. 214 As tabelas acima demonstram o sucesso do Programa MOVA. principalmente porque são agências de forte impacto na comunidade. o MOVA continuou em outras municipalidades e espaços de formação. evidenciando o papel da educação na construção de um novo projeto histórico. pp. O MOVA-SP fez parte de uma estratégia de ação cultural voltada para o resgate da cidadania: formar governantes. Ele serviu de referência para outras experiências e se constituiu num processo muito significativo de formação para todos os que o promoveram. SUNY Press. Estudantes. Para que um movimento de alfabetização se constitua num esforço coletivo. não leva à criação e ao desenvolvimento das organizações populares. O MOVA-SP estava contribuindo com esse objetivo ao fortalecer os movimentos sociais populares e estabelecer novas alianças entre Sociedade Civil e Estado. Mesmo sem impor nenhuma metodologia.Fonte: Nelly P. O MOVA-SP não impôs uma única orientação metodológica ou. Procurou-se manter o pluralismo. empenhados num projeto de educação popular informal. No ano seguinte. Mesmo extinto pela nova administração (1993). Tipos de Movimentos Populares no MOVA e Evolução em termos de Classes. Mas essa é a condição necessária para um trabalho partidário entre o Estado e os movimentos populares. Ele demandou um crescimento permanente em termos de número de classes e de Movimentos envolvidos. Em três anos atendemos cerca de 80 mil alfabetizandos. A enormidade da obra de Paulo Freire e o seu trânsito por várias áreas do conhecimento e da prática nos levam a um outro tema central de sua obra: a interdisciplinaridade. 1997. Paulo Freire desenvolve o conceito de interdisciplinaridade dialogando com educadores de várias áreas na Universidade de Campinas. o educando como sujeito do conhecimento e a compreensão da alfabetização não apenas como um processo lógico. Foi um dos raros exemplos de parceria entre a Sociedade Civil e o Estado. Mães. multiplicadores de uma ação social libertadora. como se costuma dizer. ela se reduz apenas a um conhecimento intelectual que não leva à formação crítica da consciência e nem ao fortalecimento do poder popular. Os movimentos populares conduzem muitas atividades que envolvem a alfabetização de adultos no Brasil. Estudantes. Do contrário. O conceito de interdisciplinaridade surge da análise da prática concreta e da experiência vivida do grupo de reflexão. pela proposta de fortalecimento dos movimentos populares. no Brasil. mas também profundamente afetivo e social. e Movimentos Populares Tempo Classes Estudantes Movimentos Populares Fevereiro de 1991 451 9. A importância dos Movimentos Populares e Sociais no provimento de programas de alfabetização dos países "em desenvolvimento" é reconhecida por muitas razões. Albany. foram sustentados os princípios político-pedagógicos da teoria educacional de Paulo Freire. Universidades (PUC SP). já .000 . o "Método Paulo Freire". e Movimentos Populares Tipo de Associação Número Porcentagem Comunidade ou Associação de Bairros 30 40 Grupos de Educação/ Cultura 13 14 Grupos de Mulheres. só não se aceitando métodos pedagógicos anti-científicos e filosóficos autoritários ou racistas. sintetizados numa concepção libertadora de educação. A avaliação realizada mostrou que ele trouxe ganhos relevantes para a formação dos educadores e. é necessário que a experiência seja a fonte primordial do conhecimento.

é compartimentada e fragmentada. jogos. vivência. tanto da criança quanto do adulto. sendo competente para inserir a sua escola numa comunidade. Como Paulo Freire. não resta dúvida de que existem muitos pontos comuns nas pedagogias que eles defendem. 144). Na minha experiência de trabalhar junto com Freire por mais de duas décadas particularmente como seu Chefe de Gabinete na administração da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e especialmente coordenando o MOVA-SP aprendi que devido às condições históricas da centralização e autoritarismo das instituições brasileiras. fica" . apropriaçã e o. de uma escola com outra "cara". A interdisciplinaridade não é apenas um método pedagógico ou uma atitude do professor. livros. Articular sabe r. é capaz de elaborar programas e métodos de ensino-aprendizagem. p. Pia Linquist Wong. É uma exigência da própria natureza do ato pedagógico. Autonomia não só da escola. o diálogo e o contato com a realidade do aluno.. Paulo Freire deu início a uma grande reorientação curricular que foi chamada de projeto da interdisciplinaridade. Education and Democracy: Paulo Freire.. é necessário buscar a autonomia da escola em todos os níveis. na escola tradicional. E nisso Paulo Freire estava de acordo. educador. mas também do aluno e do professor. sem uma efetiva autonomia da escola. temas geradores Noções. saindo. Fonte: Maria del Pilar O'Cádiz. Paulo Freire continuou uma presença ativa na Secretaria. Westview. utilizava-se do chamado método global de alfabetização.como Secretário Municipal de São Paulo. p. é o objetivo da interdisciplinaridade que se traduz na prática por um trabalho coletivo e solidário na organização do trabalho na escola. Podemos encontrar grande afinidade entre Paulo Freire e o revolucionário educador francês Célestin Freinet (1896 -1966). situações significativas. Entrevistas Abordagem do educador e atitude/ Requisitos cognitivos e afetivos Conhecimento: ação. comunidade. portanto. Social Movements and Educational Reform in São Paulo. hipóteses. reconstrução Questionários. Na tabela abaixo podemos ver o processo que envolve cada momento (fase) no Projeto Interdisciplinaridade e as condições necessárias e os resultados esperados com essa abordagem metodológica. como afirma no epílogo do seu livro A educação na cidade (p. teorias Ferramentas: ambientes naturais e construídos. e comunidade A realidade e o conhecimento sistematizado valiação e planejamento para a transformação do estudante. associando a leitura da palavra à leitura do mundo. Na sua despedida afirmou: "mesmo sem ser mais secretário continuarei junto de vocês de outra forma. 111. O objetivo fundamental da interdisciplinaridade é experimentar a vivência de uma realidade global que se inscreve nas experiências cotidianas do aluno. meio-ambiente etc. revistas. Paulo Freire no contexto das pedagogias contemporâneas O pensamento de Paulo Freire pode ser relacionado com o de muitos educadores contemporâneos. preocupou-se com a educação das classes populares. Depois de quase dois anos e meio. fraterna e democrática" (A educação na cidade. Freire. na medida em que ambos acreditam na capacidade de o aluno organizar sua própria aprendizagem. oferecendo sua larga experiência traduzida na prática dos projetos que a Secretaria realizou. Insistia na necessidade. Na verdade. Carlos Alberto Torres. conhecimento. como faz o psicoterapeuta Carl Rogers (1912-1987). Fases do Projeto Intedisciplinaridade Estudo da Realidade Organização do Conhecimento Aplicação do Conhecimento Problematização Seleção das áreas do conteúdo programático Implementação do programa que foi organizado Discussão e histórias dos estudantes. Não há interdisciplinaridade sem descentralização d o poder.. educadores. mais alegre. do professor e do povo e que. 1998. o desenho livre. 143). Paulo Freire deixou a Secretaria Municipal de Educação dia 27 de maio de 1991. etc. Embora Paulo Freire não defenda o princípio da não-diretividade na educação. O educador. e comunidade Visitas. sobretudo no que diz respeito à liberdade de expressão . Seu método de trabalho incluía a imprensa. Freinet deu enorme importância ao que chamou de "texto livre". A ação pedagógica através da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade aponta para a construção de uma escola participativa e decisiva na formação do sujeito social. sujeito de sua ação pedagógica. 4. Paulo voltou à sua biblioteca e às suas atividades acadêmicas "à maneira de quem. Continuem contando comigo na construção de uma política educacional. escola. de ler o texto entendendo Como Paulo -o. pressupostos.

O que a pedagogia de Paulo Freire aproveita do pensamento de John Dewey é a idéia de "aprender fazendo". ela adquire uma conotação antropológica. A teoria da escrita de Vygotsky contém uma descrição dos processos internos que caracterizam a produção das palavras escritas. o pedagogo russo e o psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980). Essa referência não podia deixar de existir. com sentimentos e emoções. nem as provas e exames são os instrumentos que permitirão verificar se o conhecimento continua na cabeça do aluno e se este o guarda do jeito que o professor o ensinou. seus problemas. em Paulo Freire. os dois demandaram que os educadores buscassem seu desenvolvimento próprio e a libertação coletiva para combater a alienação das escolas e propondo o redescobrimento da autonomia criadora. Ele não acredita que a escola tradicional tenha futuro. citando-lhe a obra Democracia e educação. o indivíduo muda e desenvolve o discurso interno com a idade e a experiência. já que a ação educativa é sempre situada na cultura do aluno. a relação entre teoria e prática. Por isso seria necessário "desescolarizar" a sociedade.individual. em todos os discursos humanos. o conhecido filósofo e educador norte-americano. ligado ao autoritarismo e ao elitismo da educação brasileira. Apesar deste pontos em comum. Porém podemos encontrar uma diferença na noção de cultura. A educação deve ter uma visão do aluno como pessoa inteira. Vygotsky reconhece que. O que une Illich e Freire é sua crença profunda em revolucionar os conteúdos e a pedagogia da escola atual. pois não envolve a problemática social. Como John Dewey (1859-1952). pois a linguagem é o meio pelo qual a criança e os adultos sistematizam suas percepções. racial e étnica. existem consideráveis divergências. de quem se considera discípulo e com o qual concordava na denúncia do excessivo centralismo. publicada no Brasil em 1936. Em Dewey. assim como para Paulo Freire. a responsabilidade da educação está no próprio estudante. possuidor das forças de crescimento e auto-avaliação. Também podemos evidenciar a semelhança de pontos de vista de Paulo Freire e Lev Vygotsky (1896 1934). ao passo que. Desde a tese de concurso para a cadeira de História e Filosofia da Educação da Universidade de Pernambuco. o método de iniciar o trabalho educativo pela fala (linguagem) dos alunos. Foi Anísio Teixeira quem introduziu o pensamento de Dewey no Brasil. ela é simplificada. pois Paulo Freire era um grande admirador da pedagogia de Anísio Teixeira (1900-1971). A linguagem é tão extraordinariamente importante na sofisticação cognitiva crescente das crianças quanto no aumento de sua afetividade social. desde que motivados interiormente para isso. A escola pode mudar e deve ser mudada pois joga um papel importante na transformação social. Piaget sustenta que aprendemos somente quando queremos e somente quanto o que aprendemos é significativo para nós mesmos. eles próprios. a abordagem de ambos enfatiza aspectos fundamentais. Para Rogers. Paulo Freire faz referências a John Dewey (18591952). O que tem em comum Paulo Freire com Ivan Illich (1926). Em Paulo Freire encontramos otimismo. o filósofo austríaco? Nos dois podemos encontrar a crítica da escola tradicional. Diz ele que a fonte mental de recursos da escrita é o "discurso interno". que evolui a partir do discurso egocentrado da criança. Quando separamos a produção do conhecimento . podem encontrar um pessimismo em relação à escola. Embora Vygotsky e Freire tenham vivido em tempos e hemisférios diferentes. E a aula não é o momento em que se deve despejar conhecimentos no aluno. o aluno deve ser senhor de sua própria aprendizagem. Freire se concentra no desenvolvimento de estratégias pedagógicas e na análise da linguagem. Os dois acreditam que essa m udança é ao mesmo tempo política e pedagógica e que a crítica da escola é parte de uma crítica mais ampla à civilização contemporânea. No trabalho de Ivan Illich. o trabalho cooperativo. Paulo Freire estava de acordo com essa tese de Piaget e insistia: necessitamos desenvolver a "curiosidade" do aprendiz para poder desenvolver o ato de aprendizagem. Paulo Freire insiste no conhecimento da vida e da comunidade local. Entre a burocratização da instituição escolar atual. relativos a mudanças sociais e educacionais que se interpenetram. Para Piaget o papel da ação é fundamental para o desenvolvimento da criança porque é a característica essencial do pensamento lógico para ser operativo. em vez de centrar-se no professor ou no ensino. A educação deve estar centrada nele. à crença na possibilidade de os homens resolverem. Enquanto Vygotsky enfoca a dinâmica psicológica.

"indutivista". Seu método seria autoritário na medida em que ele obriga a todos a participarem na transformação. da razão de ser das coisas. mas não a sua pessoa. por sua vez. Suas teorias. mas também para os países ricos. Não respondia a críticas pessoais. Ele tem outra fama: a de ter sido o educador que recebeu o maior número de rótulos. f particularmente pelos conservadores. a defesa de uma educação para a liberdade. pré-condição da vida democrática. O humor é construtivo e a polêmica. não polemizou com nenhum de seus críticos. Paulo Freire acreditava que o humor era uma arma pedagógica progressista. indiretamente. "esponteneista". muitas vezes. Leituras legítimas e sérias. a defesa da educação como um ato de diálogo no descobrimento rigoroso. Não há lugar para a hipocrisia. Quando respondia. Considerava as críticas positivamente e procurava aprender com elas. Outros o acusam de autoritarismo afirmando que o seu método supõe a transformação da realidade e nem todos desejam transf rmá-la. Paulo Freire foi imfluenciado de diferentes maneiras: seu pensamento humanista foi inspirado no personalismo de Emmanuel Mounier (1905-1950) e pelo existencialismo (Martin Buber). A força da obra de Paulo Freire não está na sua teoria do conhecimento mas em ter insistido na idéia de que é possível. Sua personalidade era transparente. Raízes. Paulo Freire não é apenas o educador mais lido hoje no Brasil. asas e sonhos As idéias desafiantes de Paulo Freire e suas repercussão mundial não agradaram a todos. menos feia e mais justa. Ele foi chamado de "nacional desenvolvimentista". imaginativo. A pedagogia de Paulo Freire adquiriu sentido universal a partir da relação entre oprimido e opressor. demonstrando que isso ocorre em todo o mundo. como ele mesmo afirma na Pedagogia da esperança (p. têm sido enriquecidas por muitas e variadas experiências em muitos países. da manipulação. o seria um método não científico (porque não aplicável universalmente). ele oi criticado. Ele integra os elementos fundamentais destas doutrinas filosóficas sem repeti-las de uma forma mecânica ou preconceituosa. mas também porque despertava nelas a capacidade de sonhar com uma realidade mais humana. podemos destacar: a educação como produção e não meramente como transmissão do conhecimento. É claro que . Deixou-a como legado. destrutiva. "neo-anarquista católico" etc. neste caso. urgente e necessário mudar as coisas. podemos dizer que existe uma evolução no seu pensamento em que ia vai superando certas "ingenuidades" cometidas anteriormente. pela fenomenologia (Georg Hegel) e pelo Marxismo (Antonio Gramsci e Jürgen Habermas). 67). antes de mais nada. em seus livros . . Por isso. da ideologização que surge também ao estabelecer hierarquias rígidas entre o professor que sabe (e por isso ensina) e o aluno que tem que aprender (e por isso estuda). a recusa do autoritarismo. E isso não serve apenas para os países pobres. Mas existem também críticas que provêem de leituras muito diferentes e até contraditórias da própria obra de Paulo Freire. Em todos casos. mostrando que ele era filho do seu tempo. "escolan ovista popular". Portanto. muitos outros tem "aplicado" suas idéias e seu método com resultados muito positivos. Ele não só convenceu tantas pessoas em tantas partes do mundo pelas suas teorias e práticas. as escolas podem ser facilment e transformadas em lojas de venda de conhecimento. Paulo Fre ire tinha o direito de discordar dessas leituras e não se reconhecer nelas. Também não polemizava com os críticos à sua obra.Como Paulo Freire reage diante das críticas à sua pessoa ou à sua obra? Os ataques à sua pessoa são raríssimos porque suas idéias podem gerar polêmica.e isso ele o fez sistematicamente . porém. Ele se interessaria apenas pelo produto. Nesse sentido. Contudo. Entre as intuições originais do paradigma da educação popular que ele inspirou. 5. Além dos países em que o próprio Paulo Freire trabalhou diretamente. Apesar de sua enorme capacidade de diálogo e sua humildade. por outro lado. Ele foi uma espécie de guardião da utopia.ele procurava.do descobrimento do conhecimento que já existe. o seu pensamento funda numa explícita teoria -se antropológica do conhecimento. "não-diretivista". a noção de uma ciência aberta às necessidades populares e um planejamento comunitário e participativo. Isso não é verdade: antes de mais nada. contextualizar as suas obras. Certos críticos conservadores afirmam que ele não tem uma teoria do conhecimento porque não estuda as relações entre o sujeito do conhecimento e o objeto. não se pode dizer que Paulo Freire tenha sido eclético. mas a polêmica não.

de um lado. sem questioná-lo. Paulo nos encantou com a sua ternura. sua seriedade. sobretudo.mas numa teoria crítica enraizada numa filosofia social e política. mas. da palavra. Adorar Freire como um totem. com eles lutam".com a tarefa de orientar e dirigir o processo educativo como um ser que também busca. deu dignidade a ele.conseguiu manter-se fiel à utopia. Confessou certa vez que "não tinha vergonha de ser professor". A pedagogia freireana. ele sempre será lembrado porque nos deixou raízes. seu compromisso. ao qual não se pode tocar mas se deve apenas adorar. com eles sofrem. menos malvado. Além do testemunho de uma vida de compromisso com a causa dos oprimidos. Paulo Freire foi.essa crítica ignora que Paulo Freire não aceita a idéia de uma teoria pura . Como disse um professor logo que ouviu falar de seu falecimento "ele nos deixou mais pobres porque partiu. No desenvolvimento da sua teoria da educação. Ele rejeita a idéia da neutralidade científica . Ao lado do amor e da esperança. a "pedagogia do diálogo". acreditava na importância da escola. que deve ser seguido por discípulos. e. sustentava a tese de que a escola tudo podia. Esse é o legado de Freire. ele também nos deixou um legado de indignação diante da injustiça. "molhado de existência" e de história. para o qual a escola era meramente reprodutora do status quo. e aos que neles se descobrem e. pelo menos na América Latina. uma rica biografia. Suas palavras e suas ações foram palavras e ações de luta por um mundo "menos feio.e argumenta que os conservadores.cedefes. Ele nos deixou teorias e exemplos que nos podem levar muito além de onde estamos hoje.asp?acao=leitura&idmateria=64Y06 . visionário. acima de tudo. não significa tratá-lo como um "Totem". uma ferramenta de mudança das condições de vida daqueles que não têm acesso à existência plena. Diante dela.como recusa o academicismo . sonhando sonhos possíveis. um criador de espíritos. ele nos deixou uma imensa obra. mas estamos mais ricos porque ele existiu". desmistificar os sonhos do pedagogismo dos anos 60. Nela se encontra uma pedagogia revolucionária. de outro lado.br/noticia. Paulo Freire conseguiu. assim descobrindo -se. Não copiá-lo.para ele uma ilusão . um conhecimento que deve ser. sobre a capa da neutralidade política de uma teoria pura escondem a sua ideologia conservadora. Essa nova qualidade não será medida pela quantidade absorvida de conteúdos técnico -científicos apenas. respeitando o educando e colocando o professor ao lado dele . Esta tarefa ele deixou a todos nós. sua coerência. sobretudo. do saber. a melhor maneira de homenageá-lo é reinventá-lo. da cultura. seu carisma. do educador. que. conseguiu superar o pessimismo dos anos 70. Por isso deve ser tratado como um grande educador popular. Para esta tarefa. Fazer hoje o possível de hoje para amanhã fazer o impossível de hoje. Nada menos freireano do que esta idéia. sua doçura. Por isso não devemos repetir Freire. dizia que não podemos "adocicar" nossas palavras. estampada em muitas edições de seus livros. Paulo Freire foi um ser humano completo. em artigos e vídeos espalhados pelo mundo. Como criador de espíritos. É levar adiante o esforço de uma educação com uma nova qualidade para todos. asas e sonhos como herança. A pedagogia conservadora humilha o aluno. não significa também tratá-lo como um "gurú". tão claramente expressa já no Pedagogia do oprimido. quando o dedicou "aos esfarrapados do mundo. Dar continuidade a Freire. significa destruir Freire como educador. não designou esta ou aquela pessoa ou instituição. o professor é também um aprendiz. Doce guerreiro das palavras. como ele mesmo dizia. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 64 Uma em cada três chefes de família brasileiros é analfabeto funcional Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Qual é o legado que Paulo Freire nos está deixando? Em primeiro lugar. menos desumano". Como um plantador do futuro. ele nos deixou sua vida. mas "reinventá-lo". Como o aluno. pela produção de um tipo novo de conhecimento. mas. Fazendo isso .org.superando o pedagogismo ingênuo e o pess imismo negativista .

um evento promovido pela representação da Unesco no Brasil. têm menos de quatro anos de estudo. escrevem o nome e até algumas frases. mas estão muito longe de refletir condições ideais de desenvolvimento. Giovana de Sousa PAULINO. A solenidade contou também com o apoio do Conselho Nacional de Educação (CNE). São chamadas de analfabetos funcionais -em geral. São chamadas de analfabetos funcionais -em geral. Maria das Graças Rodrigues Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: This research intends to characterize the manifested positions about linguistical varieties by MST (Landless Worker s Movement) and SINDUSCON-MG (Construction Industry . um evento promovido pela representação da Unesco no Brasil. respectivamente. do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED). segundo o IBGE.7%).br/prpg/dow_anais/cien_humanas/educacao_3/giovana. Hoje. uma em cada três famílias brasileiras ainda é comandada por um analfabeto funcional (34. mas são incapazes de interpretar um texto. Os índices são menores que no começo da década de 90 -caíram dez e cinco pontos percentuais. escrevem o nome e até algumas frases. Cópia do Texto: Uma em cada três chefes de família brasileiros é analfabeto 'funcional' Dados educaconaisdo Censo Demográfico de 2000 Estimativas do Unicef indicam que há no mundo cerca de 855 milhões de pessoas que lêem sem entender o que leram.asp?id=415 Autor(es): agencia de noticias ANABB Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Foi lançada nesta terça-feira (20/05) a Década das Nações Unidas para a Alfabetização. da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB). Na ocasião. Cópia do Texto: Foi lançada nesta terça-feira (20/05) a Década das Nações Unidas para a Alfabetização. Os recursos foram captados pela Unesco junto ao governo japonês.anabb.ufmg.2% deles são absolutamente analfabetos. mas são incapazes de interpretar um texto. (AF) Data do Texto: 2002-10-02 00:00:00 65 Unesco promove evento para a alfabetização Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.br/new/area_imprensa/agencia. segundo o Censo 2000 17. Data do Texto: 2003-05-21 00:00:00 66 variedades lingüísticas nos programas de alfabetização de jovens e adultos do ms Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. a Unesco e o Ministério da Educação assinaram um acordo de cooperação que prevê a transferência de US$ 200 mil para serem usados em projetos de alfabetização.org.doc Autor(es): RODRIGUES. têm menos de quatro anos de estudo.Autor(es): CEDEFES Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Estimativas do Unicef indicam que há no mundo cerca de 855 milhões de pessoas que lêem sem entender o que leram.

at one side. Cópia do Texto: SEM DADOS Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 . in teacher s depositions and in teacher s practice) the existence of reports among the political pedagogycal principles of the promotive organizations of the programmes. in the other side. to Language Sociology.Union in Minas Gerais) beginning literacy programmes for young and adults. It s situated at language and literacy area and appeal to Sociolinguistic. to verify (in written documents. to Educational Sociology and to Discourse Analysis. and the manifested positions about linguistical varieties.

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