A Experiência da Alfabetização e da Educação Básica de Adultos em Cabo Verde Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo

Idioma: Português - URL: http://www1.worldbank.org/education/adultoutreach/portuguese/doc/CaboVerde port.doc Autor(es): SILVA, António Carlos Madeira Lopes da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Durante o período colonial, o ensino básico estava virado para as crianças mais privilegiadas ficando a grande maioria fora do sistema educativo, e os adultos não tinham acesso a esse tipo de ensino. A taxa de analfabetismo em 1975 era de 61,3% e o ensino público tinha uma abrangência muito reduzida. Com a independência nacional a sociedad e caboverdiana passa por grandes transformações econômicos, sociais e culturais e a prioridade estabelecida pelos primeiros governos vai para a educação e mais precisamente para a educação de base de crianças, jovens e adultos. Cópia do Texto: Durante o período colonial, o ensino básico estava virado para as crianças mais privilegiadas ficando a grande maioria fora do sistema educativo, e os adultos não tinham acesso a esse tipo de ensino. A taxa de analfabetismo em 1975 era de 61,3% e o ensino público tinha uma abrangência muito reduzida. Com a independência nacional a sociedade caboverdiana passa por grandes transformações econômicos, sociais e culturais e a prioridade estabelecida pelos primeiros governos vai para a educação e mais precisamente para a educação de base de crianças, jovens e adultos. É nesse momento que se começa a dar os primeiros passos para a implementação de um ensino primário, obrigatório e gratuito de 4 anos para as crianças e se organizam as primeiras campanhas de luta contra o analfa betismo no seio de jovens e de adultos, esta com base no voluntarismo dos estudantes e militantes adeptos ao processo da Independência Nacional. Era urgente a necessidade de aumentar a participação de toda a população na luta contra o subdesenvolvimento euma das formas mais eficazes era melhorar a capacidades educativas dessa população. Nessa altura a alfabetização e a educação de adultos define a sua identidade tomando a forma de uma campanha nacional que visava diminuir rapidamente a taxa de analfabetismo, então muito elevada No início, utilizava-se os materiais didáticos do ensino primário, e ensino era orientado pelo método silábico. As lições partiam de palavras chaves selecionadas e organizadas em função das suas características fonéticas. As silabas deviam ser memorizadas e remontadas para formar outras palavras. Já em 1976 criou-se o Departamento da Educação Extra Escolar, dependente da Direção Geral do Ensino em 1977 viria aparecer os primeiros manuais próprio para adultos, "No Djunta Mon" inspirado no método de alfabetização cultural de Paulo Freire. Em 1983 foi elaborado um novo manual, "Dja Djiga Ora" com o apoio do Instituto de Ação Cultural, instituição criada pelo pedagogo Paulo Freire. Foi esse mestre brasileiro que como coordenador de uma equipa de técnicos muito experientes, apoiou as primeiras campanhas de alfabetização em Cabo Verde, onde a alfabetização e a conscientização aparecem de mãos dadas. O paradigma pedagógico construído nessas práticas baseia-se num novo entendimento da relação entre a problemática educacional e a problemática social. Antes apontado como causa da pobreza e da marginalização, o analfabetismo passou a ser interpretado como efeito da situação da pobreza, gerada por uma estrutura social não igualitária. A alfabetizaçã e a o educação de base de adultos partiu de um exame crítico da realidade existencial dos educandos, da identificação da origem dos seus problemas e das possibilidades de superá -los. Para além da dimensão sócio - política, essas idéias pedagógicas têm um forte componente ético o que implica um profundo comprometimento do educador com o educando, e uma base

conscientizadora, de Paulo Freire, cujo o princípio básico está na seguinte frase: "A leitura do mundo precede a leitura da palavra". Em 1987 a Direção de Educação Extra Escolar dá lugar a uma Direção Geral e o sub-sistema de educação de adultos ganha maior autonomia. É nesse ano que surgiram novos manuais da 1 e 2ª fases elaborados por autores nacionais, que são utilizados até ao ano letivo 1997/98. Até ao ano de 1994 Alfabetização e educação básica de adultos fazia-se em duas fases : a primeira e a segunda de 9 meses cada, que equivalia para todos os efeitos a 4 anos de escolaridade primária. Embora o Estado tivesse um papel preponderante, de 1975 a 1990 as organizações de massa, quer de índole partidário quer sindical e mesmo públicas e privadas abraçaram o lema e participaram direta ou indiretamente no processo, que tinha como meta a diminuição drástica e rápida do analfabetismo que na altura se considerava até certo ponto uma das causas e não o efeito da situação social, cultural e econômica do país. Em 1990 a taxa de analfabetismo baixa para 38% e estabelece uma -se nova estratégia de alfabetização e educação de adultos, com os seguintes objetivos: · amp liar o sub sistema de educação de adultos com mais uma fase; · criar um corpo estável de animadores, com carreira própria integrada no estatuto do pessoal docente; · priorizar a alfabetização de jovens e adultos na faixa etária dos 15 a 35 anos; · desenvolver atividades de animação para a leitura e formação profissional de base integrados no contexto da animação comunitária; · implementar micro projetos de formação profissional básicos em articulação com a vertente acadêmica da formação básica de adultos nas 3 fases; · criar uma rede de leitura pública, móvel e fixa para a luta contra o analfabetismo de retorno a nível nacional. Com a implementação dessa nova estratégia, novos objetivos surgiram a partir de 1995, objetivos esses que fazem parte das orientações dadas pelo governo e parceiros sociais, e que se refletem quer no seu programa quer no Plano Nacional de Desenvolvimento. Cria -se legalmente a 3ª fase de educação de base de adultos, que completa um ciclo equivalente a 6 anos de escolaridade básica obrigatória, com experiências piloto em quatro conselhos, Praia, S. Vicente, S. Nicolau e Sal, em 1995/96, cuja a avaliação serviu para que no ano seguinte se generalizasse a experiência para os restantes conselhos do país. Com esta experiência a alfabetização e a educação de adultos, deixa de ser visto como um fenômeno de campanha, para ser considerado como fazendo parte de um processo de educação permanente de jovens e de adultos, integrado no próprio processo de desenvolvimento comunitário que se quer sustentado. O desenvolvimento de atividades de animação comunitária passa a ser considerado a base onde estão integradas todas as outras, desde a alfabetização, como a formação profissional de base e as bibliotecas fixas e móveis e visa a promoção social e cultural quer dos alfabetizados quer das localidades onde vivem. As bibliotecas móveis e fixas começaram a ser implementadas através de uma experiência piloto na Praia, no ano de 1995, atualmente cobre os seis conselhos de Santiago, três conselhos S. Antão, dois conselhos do Fogo, e um de S. Nicolau contam com cerca de 25.000 inscritos e mais de 300.000 requisições nas zonas rurais. As bibliotecas móveis percorrem 75 itinerários e 179 localidades rurais. De 1995 a esta data organizaram-se dois cursos articulados de formação em exercício para os animadores em educação de adultos, vinculados à implementação desse plano curricular, animadores esses que presentemente têm uma carreira própria integrada no Estatuto do Pessoal Docente e que são pagos pelo governo através do Ministério de Educação e Desporto. Ganhos: 1 A taxa de analfabetismo passou de 61,3% para cerca de 25% , Segundo o Censo de 2000. Na faixa etária dos 15 a 35 anos, grupo prioritário de intervenção, a taxa de analfabetismo é de 7,6%, estando a maior parte dos analfabetos na faixa etária dos 49 e mais anos, isso resultado analfabetismo de retorno. 2 Hoje, objetivo da alfabetização e da educação de adultos é Universalização da educação de base de jovens e de adultos equivalente a 6 anos de escolaridade obrigatória e não a simples alfabetização; 3 Articulação da formação geral (acadêmica) com a formação profissional de base através de microprojectos. De 1994 a 2000 mais de 6000 jovens de ambos os sexos fizeram uma formação profissional de base em todos os conselhos o país, integrando-se plenamente no tecido sócio econômico do país. 4 Integração das atividades de alfabetização e educação de adultos no

contexto do desenvolvimento local e comunitário. 5 Criação de uma rede de leitura pública com bibliotecas móveis em 12 dos 17 conselho do país e atendendo fundamentalmente as zonas rurais mais carentes. 6 Edição mensal de um jornal, "Alfa", com cerca de 12 páginas, virada, fundamentalmente, para a formação dos alfabetizado e com 8.000 exemplare s/tiragem e com 11 anos de existência. 7 Mais de 95% dos animadores em educação de adultos estão integrados na função pública. Desses animadores, 1/3 já têm a formação adequada e 2/3 a 1ª fase de formação em exercício. 8 Existência da Carreira do animado em educação de adultos integrada no Estatuto do Pessoal Docente. 9 Grande capacidade descentralizadora com centros conselhos de alfabetização e educação de adultos em todos os conselhos com grande autonomia; 10 Existência de uma proposta curricular para a alfabetização e educação de adultos, moderna e flexível, podendo adaptar-se às necessidades da formação de jovens e de adultos em cada região/ilha. 11 Existência de programas, manuais e guias, elaborados por técnicos nacionais e inseridos no contexto da realidade cabo verdeana; 12 Alfabetização e educação de base de jovens e adultos equivalente à educação de base formal para crianças e adolescentes. Existência de possibilidades de progressão e passagem do sub -sistema escolar para o sub-sistema extra escolar e vice-versa. 13 Quadros com formação adequada a nível central como resultado de uma política de formação de quadros contínua, tanto a nível profissional como a nível do bacharelato, da licenciatura e mesmo do mestrado. 14 Experiências em vários conselhos do país a nível do tronco comum, (7º e 8º anos de escolaridade) para adultos que terminaram a 3ª fase com vista a que, num futuro próximo, se possa adaptar a proposta curricular de adultos às novas exigências quer do mercado quer dos intervenientes diretos no processo educativo. 15 Utilização de metodologias de ensino à distancia, que articula aulas radiofônicas, materiais didáticos próprios e sessões presenciais de tutoria, para cursos de formação ocupacional, formação de professores e deanimadores. 16 Cursos a nível de licenciatura à distancia para jovens e adultos, em colaboração com a Universidade Aberta de Portugal. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 2 A natureza política do processo educativo na alfabetização de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Dissertação Idioma: Português URL: http://www.fae.ufmg.br/ceale/monteirom.pdf Autor(es): mestra: NUNES, Márcia Helena orientadora: SOARES, Magda Becker Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O trabalho é um estudo exploratório que procura relacionar resul t ados positivos obtidos por professoras alfabetizadoras de j ovens e adultos com sua postura político -i deológica no t rabalho educativo, a partir da hipótese de que alfabetizadoras bem sucedidas seri am professoras orientadas pela compreensão da dimensão política, cultural e ideológica do processo de alfabetização. A pesquisa, de natureza qual itativa, caracterizando-se como um est udo de caso, foi real izada com duas professoras da red municipal de ensino de Belo e Horizonte. Procurou-se identificar indícios da postura ideológica das prof essoras no processo de alfabetização de jovens e adultos através de observação de suas reações a situações de sala de aula; procurou-se, ainda, anal isar a concepção de alfabetização que ori entava a prática pedagógica das professoras; finalmente, buscou-se identificar, através do relato oral de vidas das professoras, que f at ores em sua formação determinaram a postura identificada em sua prát i ca de alfabetização. O suporte teórico é a natureza política de educação, proposta, f undamentalmente, por Paulo Freire. Os resultados revelaram que, embora as professoras fossem bem sucedidas, uma delas tinha sua prática pedagógica claramente ori entada por uma concepção do processo de alfabetização como prát i ca problematizadora, enquanto a outra se

como inicialmente suposto. fui chamado pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Extensão. com algumas parcerias dentre as quais podem ser destacados o Alfabetização Solidária. de que será diferente a qual idade da aprendizagem. a elaborar um ante-projeto objetivando assistência oftalmológica para jovens e adultos em situação de alfabetização nos municípios do Estado do Acre. José Cláudio Mota Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Há dias passados. quando. de início. fui chamado pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Extensão. as dificuldades surgem no dia-a-dia dos que buscam nas demandas populares a satisfação de pelo menos parte dos anseios da sociedade. em colaboração com o SESI . carente e não conta com uma assistência social tão eficaz que possa minorar-lhe os problemas.em torno de trinta e cinco por cento .html Autor(es): PORFIRO. num e noutro caso. É método meu. com uma postura político-i deológica caract eri zada ela compreensão da dimensão ideológica de processo de alfabetização. para isto. como sempre. e o Telecurso 2000. mas levanta-se a hipótese. neutro. ainda nos deparamos com aquelas que dizem respeito à questão física.ufac. da Universidade Federal do Acre. É método meu. Vive-se hoje numa esquina do tempo onde o futuro é algo ainda mais indefinido do que normalmente seria. como sempre. contando. Assim. Dados do processo fami l iar e escolar das professoras permitem indicar possíveis razõe para essas s diferenças.de alunos de alfabetização que abandonam os cursos simplesmente porque os olhos não mais lhes permitem ver para buscar o conhecimento. poderíamos. a ser ainda investigada.Serviço Social da Indústria. deu certíssimo Cópia do Texto: Há dias passados. e diferentes também os efeitos de um e de outro processo sobre os alunos e sua formação como ci dadãos. Os cortes orçamentários são drásticos e os problemas se avolumam. através da celebração de convênios com parceiros sensíveis ao problema. não obstante os esforços feitos nos últimos anos na esfera estadual. de início. há a necessidade premente de parceiros que.br/imprensa/2001/abril2001/artigo161. os . Desta forma. possam ajudar-nos a apontar saídas para a problemática social com a qual todos nos deparamos e pouco são os que lhes buscam as soluções. deu certíssimo. A clientela dos programas de alfabetização levados a efeito pela UFAC é. a grosso modo. elaborar um documento primário e. Todavia. do Governo Fe deral.orientava por uma concepção de alfabetização como processo autônomo. Cópia do Texto: sem dados Data do Texto: 2000-08-31 00:00:00 3 A UFAC e a ciência em benefício dos justos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www. Temos envidado todos os esforços possíveis para a manutenção e o desenvolvimento dos projetos/programas de alfabetização de jovens e adultos. Assim o fiz. a elaborar um ante-projeto objetivando assistência oftalmológica para jovens e adultos em situação de alfabetização nos municípios do Estado do Acre. Conclui-se que o sucesso da aprendizagem da leitura e da escrita obtido pelas duas professoras não se relaciona. Se não bastassem as carências do espírito. em convênio e em estreita colaboração. da Universidade Federal do Acre. levá-lo à apreciação dos meus pares na Academia. São problemas oftalmológicos que nos têm tirado os alunos das salas de aula. E assim. levá-lo à apreciação dos meus pares na Academia. Há uma porcentagem considerável . Assim o fiz. depois. O momento por que passam as Universidades brasileiras é crucial. ter esta questão perfeitamente contornada. E assim. em pouco tempo. elaborar um documento primário e. depois.

Alvíssaras! Muitos fazem por fazer com que a arte de Hipócrates. pode ser utilizado. Como o número de oftalmologi tas. já foram atendidos os municípios de Rodrigues Alves. aos alunos do Telecurso 2000. além de prover meios que lhes facilitem a aquisição de óculos que possam corrigir-lhes os defeitos da visão e. em fase de instalação. os nossos jovens e adultos sem escolaridade possam atingir seus objetivos pessoais. Enfim. contudo. o remédio surtiu efeito em ritmo vertiginoso.Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária. o Ministério da Saúde. vingue o propósito idealista da ajuda aos que dela necessitam. Através do Projeto Ver 2000. para o propósito em questão. e tem sido difícil encontrar pessoas que possam participar de forma voluntária. Tarauacá. O marco do atual programa do Ministério da Saúde. conveniente estabelecer uma parceria. cuja meta para 2001 é alfabetizar 1. assim. residentes em áreas de assentamento do INCRA. no s Acre. Santa Rosa do Purus e Boca do Acre. então. onde a participação significará colaboração para com as pessoas de uma das regiões mais carentes deste País.800 alunos.benefícios das ações deste projeto serão dirigidos aos alunos de alfabetização do módulo atual e aos egressos do Programa de Alfabetização Solidária. que queira enriquecer o currículo de estudos. É. Já estamos podendo contar com os serviços de um oftalmologista designado pela Secretaria de Estado da Saúde do Acre para iniciar os serviços sugeridos nesta proposta. a Secretaria de Estado da Saúde. em tão poucos dias. O principal benefício.UnB. aceitem a tarefa de contribuir para que. Melhor. ou no Instituto Can Robert de Oliveira. contemplando os alunos atendidos pelo pr grama o Alfabetização Solidária.Telesala UFAC . vindos de Brasília. e/ou quaisquer outros Estados.e aos que têm vínculo com o PRONERA . consiste em disponibilizar atendimento oftalmológico para esta clientela.Associação de mantenedoras de ensino superior Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: . Há ainda que serem atendidos. que objetiva levar médicos aos municípios das regiões mais necessitadas do Brasil. entretanto. estudamos a possibilidade da contratação temporária de especialistas que estejam fazendo residência médica (R2) na Universidade de Brasília . Mâncio Lima e Manoel Urbano. os municípios de Rio Branco. com a finalidade de levar a efeito a participação de médicos oftalmologistas que. em conformidade com uma agenda elaborada a partir de um acordo entre as partes envolvidas.htm Autor(es): AMBES . contribuir para com o melhor desempenho escolar. é ver que.aprendervirtual. as secretarias municipais e o INCRA/PRONERA. existem as bases que poderiam ser as mesmas do mencionado Programa. Sena Madureira. onde a UFAC desenvolve atividades. Convém dar ênfase ao perfil de um profissional (oftalmologista) sensível às questões sociais. em realidade. estejam onde estiverem. o Programa de Alfabetização Solidária. através da participação em um empreendimento que significa solidariedade e tentativa dignificadora do resgate à cidadania dos nossos homens e mulheres da floresta. uma vez que as experiências de anos anteriores têm mostrado que é exatamente a falta de correção em defeitos da visão um dos fatores que se fazem desfavoráveis ao alcance pleno das nossas metas na alfabetização de jovens e adultos. Data do Texto: 2001-04-25 00:00:00 4 Abmes Participa do Fórum Brasil de Educação Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. é preciso considerar o espírito voluntarista do qual busca revestir-se esta proposta. o que garantiria resultados positivos para mais este empreendimento em educação e saúde. entre a UFAC. com a visão corrigida. é mínimo. por meio desta proposta de intervenção.com/caderno_abmes/2003_05_02_forum_brasil_educacao. Ademais.

da instalação do "Fórum Brasil de Educação" e o "I Encontro Nacional Formação para a Cidadania e o Trabalho". secretários estaduais de Educação. das Faculdades Integradas Curitiba. participaram da mesa os seguintes professores: Maria Ottília Pires Lanza. dirigentes do MEC. Classes de jovens e adultos Maria Ottília Pires Lanza Com base na sua vasta experiência. Lá estiveram presentes ministros de estado. afirmou. Décio Batista Teixeira. "Somos capazes de mudar com a nossa política de educadores e de agregar voluntários. Juan Carlos Tedesco e Jorge Werthein. O Programa. ao Programa de Alfabetização do MEC. busca desenvolver o processo ensino/aprendizagem em todos os seus aspectos: conviver melhor com a família e a comunidade. concreta e objetiva: organizar em cada instituição uma classe de alfabetização de jovens e adultos. no Auditório Anísio Teixeira. no dia 18 de fevereiro. das Faculdades Integradas Espírito-santenses e Cristina Surek.Riacho Fundo . "Começamos com 30 crianças e hoje temos 130. empresas. a convite do Ministro da Educação. Estamos fazendo a nossa parte. José Carlos Almeida da Silva. da Universidade de Cuiabá. O Fórum tem como objetivo oferecer à sociedade espaço de debate e de interlocução para a compreensão e reflexão crítica sobre as perspectivas e desafios da educação no País. ao atendimento da comunidade carente da instituição. e do presidente do Conselho Nacional de Educação. bem como outros órgãos da sociedade aos nossos projetos". Maria Ottília lançou uma proposta simples. na sede do CNE. comprovou-se o grande número de instituições que implementam. dentre os quais o Prêmio Top Educacional Professor Mário Palmério 1997. instituído pela ABMES. Rosa Persona. a ABMES realizou no dia 18 de fevereiro. por meio de propostas inovadoras e. Itamar Diogo dos Santos. Comunidade Educativa Itamar Diogo do Santos O "Programa Comunidade Educativa" da Universidade Católica de Brasília. por isso. do Centro Universitário Monte Serrat. independentemente de recursos governamentais". Mari Ottília Pires a Lanza relatou as atividades do "Projeto Educação e Cidadania" na alfabetização de crianças em estado de risco. da instalação do "Fórum Brasil de Educação" e o "I Encontro Nacional Formação para a Cidadania e o Trabalho". Sob a coordenação de Pe. Conforme afirmou Itamar Diogo do Santos. representantes de universidades privadas e públicas e de organismos internacionais e os membros da Unesco. Elizabeth Petarli Ribeiro. programas de alfabetização de jovens e adultos. representantes de 29 entidades que indicam membros do Conselho Nacional de Educação. presidente da ABMES. participou. voluntários e outros setores da sociedade. na sede do CNE. e do presidente do Conselho Nacional de Educação. José Carlo Almeida s da Silva. socializando o saber". ABC O projeto "Ação Básica de Cidadania" (Projeto ABC). a convite do Ministro da Educação. a presença da universidade na cidade periférica do Distrito Federal . Pesquisa e Extensão. treinando professores e promo vendo nossa diferença. em Brasília. participou. na Ilha de . no Auditório Anísio Teixeira. na sua sede. da Universidade Católica de Brasília. É chegada a hora de enfrentarmos o analfabetismo de jovens e adultos como educadores. socializar o saber produtivo e promover a melhoria da qualidade do ensino para todos. com êxito. da Unidade Bahiana de Ensino. Cândida Maiffre.e em municípios dos estados da Paraíba e Ceará permite "a concretização de um processo de melhoria. iniciado em 1997. além de alfabetizar. nos cortiços de Santos. diretor-geral da ABMES. em Brasília.Édson Franco. O trabalho da Unimonte conta com o apoio do Rotary e de quatro empresas de Santos. inicialmente. Articula-se ao "Programa Comunidade Solidária" e é detentor de vários prêmios. como alfabetizadora e como dirigente da Unimonte. mesa redonda para discutir modelos de alfabetização. Com o espaço aberto por tal iniciativa. Cristovam Buarque. IES Associadas Desenvolvem Programas de Alfabetização Para dar conseqüência às recomendações do "Fórum Brasil de Educação" e com o objetivo de promover o engajamento imediato das instituições de ensino superior associadas. presidente da ABMES. tem hoje uma área de abrangência muito grande. contam com parcerias importantes: governos estaduais e municipais. no dia 18 de fevereiro. baseado no método Salesiano de Alfabetização de Jovens e Adultos e destinado. Cristovam Buarque. em Brasília Cópia do Texto: Édson Franco.

acrescentando conhecimento novos e aproximando professores e alunos da realidade circundante"."São Pedro na ponta do lápis". visando à alfabetização e à formação do trabalhador. onde se localiza o Campus II da instituição região belíssima. é desenvolvido pelas Faculdades Integradas de Curitiba. em grande parte analfabetos. a Faesa oferece cursos de alfabetização. compostas por alunos de 17 a 73 anos. Minas Gerais e Sergipe. Com o apoio da Câmara Municipal. o projeto rompe tais limites e atinge. por meio de temas geradores. em 20 dias letivos. Amapá. por intermédio do jornal "O Cidadão". Orientada pelos princípios da educação popular de Paulo Freire. e manter. finalizou Cândida. nos dias de hoje. De acordo com Cristina Surek. prestadores de serviços. " a metodologia é bem freiriana: fazer coletivamente. coordenado pelo curso de Pedagogia . dentre os quais se incluem os meninos de rua da região periférica de Curitiba. conforme o depoimento de Cândida Maiffre. Baseado no método Paulo Freire. alguns municípios dos estados do Amazonas e da Bahia.080 vocábulos contextualizados. treinado para tal tarefa é o mediador do processo de alfabetização de jovens e adultos. preparar o ser humano para compreender o mundo em que vive. aos moradores de São Pedro. o Bacaninha passou a financiar a alfabetização de 10 alunos do programa Alfabetização Solidária. com 45 garis da Prefeitura Municipal.globo. Data do Texto: 2003-05-02 00:00:00 5 Ação Social . de acordo com Rosa Persona. cuja ocupação é marcada por conflitos de posse de terra. na medida do possível. promover a qualificação e a requalificação profissional.Bacaninha Participa de Programa de Alfabetização Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://bacaninha.Vera Cruz. atualmente. O professor. Baseado na proposta libertadora de Paulo Freire. AlfaUnic Rosa Persona Iniciado em 1995 e posteriormente articulado ao Programa Comunidade Solidária. um contato com os ex-alunos. de acordo com Elizabeth Petarli Ribeiro. Projeto Iluminar Cristina Surek O "Iluminar". como o projeto de extensão. em parceria com o Rotary Internacional e outras organizações. Neste sentido. hoje constituída de 45. O projeto pretende ainda encaminhar os alunos alfabetizados para o ensino fundamental. um programa inovador de alfabetização de . o trabalho é feito a partir da realidade das pessoas. São Pedro na ponta do lápis Elisabeth Petarli Ribeiro As Faculdades Integradas Espirito Santenses (Faesa) deram início. às suas ações na área de alfabetização de jovens e adultos. Além da comunidade carente do bairro onde se situa a instituição. alguns municípios dos estados da Bahia. são também propósitos do projeto. na própria instituição.000 trabalhadores. A conferência da ONU sobre as cidades abriu espaços para o relato da experiência de tal comunidade. em parceria com o "Programa Comunidade Solidária". o AlfaUnic visa. fortalecer os compromissos da universidade com a comunidade. o projeto propõe-se a alfabetizar o aluno em 80 horas. a Faesa tem. resgatar a herança cultural e valorizar o ser humano". em 2000. o projeto AlfaUnic desenvolve alternativas de alfabetização e pós-alfabetização de adultos. de quatro horas/aula. abrange. a garantir a continuidade dos estudos dos alunos alfabetizados. trabalhando 1. Melhorar e ajudar a comunidade. adaptação do projeto internacional "Lighthouse". "potencializando o que já fazem. aproximar professores e alunos e revitalizar os cursos da Unic. perpassar com solidariedade todas as ações desenvolvidas. três turmas. e contextualizado com a realidade.com/home/secoes/cidadania/2003/05/alfabetizacao_solidaria/ Autor(es): Bacaninha Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Na segunda Ação Social Bacaninha.

A escolha. inovador e de baixo c usto. se cada usuário do Bacaninha puder ajudar de alguma forma.mediacao. pessoas físicas. um programa inovador de alfabetização de jovens e adultos. você está acessando e se divertindo no Bacaninha graças a alguém que um dia foi responsável pela sua alfabetização. 12. o que significa que 17. nossos filhos e netos. Representa consistente referencial teórico em termos de elaboração de propostas pedagógicas para esse segmento da educação. Cópia do Texto: livro Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 7 Alfabetização de jovens e adultos e o exercício da cidadania: a formação do educ Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tip Texto: Dissertação o Idioma: Português - . Mas se todos fizerem um pouco. o Programa Alfabetização Solidária é gerenciado por uma organização da sociedade civil. Hoje. pelo Bacaninha.6 milhões de analfabetos no País acabam por ficar à margem da sociedade. organizações. Destina a todos educadores de jovens e -se adultos e gestores de educação. O Bacaninha quer fazer a sua parte e ajudar a reduzir o analfabetismo no Brasil. com certeza teremos um Brasil melhor para nós. instituições de ensino superior e outras. No futuro iremos ampliar ainda mais o número de alunos ajudados pelo Bacaninha Cópia do Texto: Na segunda Ação Social Bacaninha. Data do Texto: 2003-05-00 00:00:00 6 ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Livro Idioma: Português URL: http://www. Responsável por um modelo de alfabetização simples. O Programa tem como objetivos reduzir os altos índices de analfabetismo e ampliar a oferta pública de educação de jovens e adultos no Brasil. Dorgival Gonçalves Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Trata-se de uma contribuição importante ao tema no sentido de compreender expectativas dos adultos e jovens que buscam ou retornam tardiamente às escolas. criada 1997 pelo Conselho do Comunidade Solidária. E isso tem tudo a ver com o espírito do Bacaninha.com.8% dos brasileiros não sabem ler e escrever. do Alfabetização Solidária deu em razão da seriedade do -se programa e de sua finalidade principal: alfabetizar pessoas.jovens e adultos. o Programa abriu um novo caminho para a organização de ações sociais. No esforço desenvolvido o Alfabetização Solidária consolidou resultados significativos: mantém parcerias com inúmeras empresas (uma delas agora o Bacaninha). ainda que sua ajuda seja ainda pequena quando comparada com o grande problema que é o analfabetismo no Brasil. De acordo com o Censo 2000 do IBGE. Ao inaugurar esse amplo processo de mobilização contra o analfabetismo. o Bacaninha passou a financiar a alfabetização de 10 alunos do programa Alfabetização Solidária. No futuro iremos ampliar ainda mais o número de alunos ajudados pelo Bacaninha. Um dos aspectos inovadores do Alfabetização Solidária é a articulação de um conjunto inédito de parcerias. governos estaduais e também com o Ministério da Educação (MEC).br/alfabetizacao_de_jovens. prefeituras.html Autor(es): FERNANDES.

voltar. interajam com os colegas.voluntários. Nessa troca. Cópia do Texto: Alfabetização de Jovens e Adultos na Paraíba (PB) Encontro para a Capacitação de Alfabetizadores de Jovens Adultos A ONG MORADIA E CIDADANIA da Paraíba realizou nos dias 14 e 15 de abril. A SUA CONTRIBUIÇÃO FAZ TODA A DIFERENÇA!!!! Data do Texto: 2003-04-14 00:00:00 . pois o diálogo e o exercício da escrita fazem com que esses desenvolvam a criticidade. Esse resultado. Cópia do Texto: sem dados Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 8 Alfabetização de Jovens e Adultos na Paraíba PB Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Se todos os 600 funcionários aderissem. Bayeux: 30 alfabetizandos e 03 alfabetizadores . esta Coordenação Estadual promoveu o Encontro.se à prática e se caracteriza pela intervenção na realidade. Atualmente se tem: Patos: 90 alfabetizandos e 25 alfabetizadores . acima citado.org. melhorando-se e melhorando sua qualidade de vida. Os resultados obtid foram positivos com os relação à adoção da pesquisa-ação na formação de professores/alfabetizadores de jovens e adultos.URL: http://www. contextualizando sua ação e conduzindo os alfabetizandos ao exercício da cidadania. Atendendo a solicitação dos alfabetizadores.br/posgraduacao/mestrado/educacao/resumos/defesas8. revejam a sua prática. denominada de memória. para que isso ocorra. com alfabetizadores da cidade de Tucano. Graças ao tipo de pesquisa adotado. do registro de suas ações e da análise delas.tche. se politizem e exercitem os princípios metodológicos do trabalho. Esse tipo de pesquisa prevê a observação da prática docente. quanto ao Método Dom Bosco utilizado no projeto "Alfabetização de Jovens e Adultos". o "Encontro para a Capacitação de Alfabetizadores de Jovens Adultos". poderia se fazer muito. priorizando o processo de trabalho.moradiaecidadania. após um processo de reflexão. O alfabetizador utiliza-se. para.upf. pode-se perceber o processo de conquistas realizado pelos alfabetizandos e alfabetizadores daquela cidade e pelo próprio programa ao longo de dois anos de atuação. Esse projeto implantado na Paraíba em 1997. o "Encontro para a Capacita ção de Alfabetizadores de Jovens Adultos". Santa Luzia: 150 alfabetizandos e 11 alfabetizadores remunerados pela PMSL.html Autor(es): SARAIVA. nas cidades de Patos e Santa Luzia/PB.php?idmateria=19 Autor(es): sem dados Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A ONG MORADIA E CIDADANIA da Paraíba realizou nos dias 14 e 15 de abril. só foi possível graças à colaboração de 77 empregados associados à ONG. tanto alfabetizadores quanto alfabetizandos alteram o seu destino.br/noticias/ler_noticia. beneficiou 301 pessoas e capacitou 215 professores. nas cidades de Patos e Santa Luzia/PB. que denominamos de pesquisa -ação. estado da Bahia. Irene Skorupski Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Esta pesquisa narra o trabalho de capacitação e acompanhamento realizado pelo Programa Alfabetização Solidária.voluntários. de tendência dialética. com o objetivo de nivelar o conhecimento dos alfabetizadores.

aprender com Paulo Freire.. Os versos do cantor e compositor Almino Henrique são a mais fiel expressão do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos Professor Paulo Freire (Mova). associações.html Autor(es): Prefeitura de Belém Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Vamos ver o mundo. Vamos fazer a nossa história acontecer. espaço para consultas e propostas de políticas públicas para a educação de jovens e adultos. "construiu o segundo PSM de Belém. Ministrada pelos professores Luiz Araújo. o prefeito Edmilson Rodrigues revelou que "se dispor a mudar o mundo é sonhar com um mundo sem miseráveis e sem preconceitos e Paulo Freire contribuiu para isso". prefeito de Belém. criou a Escola Circo. Eles produziram um pôster em homenagem a Paulo Freire. igrejas. que reúne os grafiteiros da cidade. que pretende errad icar o analfabetismo em Belém até 2004. Após mostrar toda a trajetória de vida do educador Paulo Freire. entidades e instituições da sociedade civil. os ensinamentos das coisas mais simples. Os educadores foram indicados pelos movimentos sociais parceiros e passaram por um rigoroso treinamento. animada pelas vozes dos cantores Andréa Pinheiro e Almino Henrique e pela participação de centenas de representantes dos centros comunitários.br/jp178/mat3. a aula se converteu em uma grande festa cidadã.com.O Mova é implementado pela Prefeitura de Belém em parceria com os movimentos sociais e fundamentado na proposta pedagógica do educador Paulo Freire. anualmente 8.". escrever o mundo. A aula inaugural foi no dia 17 deste mês na Aldeia Cabana de Cultura Amazônica "Davi Miguel" e se encerrou com uma grande festa. que desenvolveu um processo de alfabetização que possibilita aos educandos e educandas autonomia intelectual e leitura crítica da realidade. escrever o mundo. Para Luiz Araújo. Eles terão formação permanente com uma equipe técnica para assessorar todas as turmas. Através do Mova foi criado o Fórum de Alfabetização." Cópia do Texto: "Vamos ver o mundo.. um educador que não pôde atuar no Brasil porque a ditadura militar não deixou. Vamos fazer a nossa história acontecer. A primeira delas é que todos têm o direito de aprender". além de cidadãos e cidadãs dos oito distritos de Belém. Segundo dados oficiais. o Mova é um sonho que não se sonha sozinho. deu Bolsa-Escola. Mais de 350 entidades estão credenciadas pela Secretaria Municipal de Cultura (Semec) para participar do movimento e ceder espaço para o funcionamento de pelo menos uma sala de aula. igrejas.prefeituradebelem. As turmas estarão espalhadas por toda a cidade: em centros comunitários. "Tem muita gente malvada no poder. Esse fórum também desenvolverá atividades de cultura e lazer em conjunto com as ações educativas organizadas pelo movimento Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 10 .9 Alfabetização de jovens e adultos tem aula inaugural Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Gente que quer ensinar a escrever só para o cidadão assinar o título de eleitor".. mas decidiu que este governo só valeria a pena se fosse possível ensinar a população a ler o mundo.. secretário municipal de Educação. prosseguiu o secretário. disse. Belém possui cerca de 35 mil analfabetos e. A aula inaugural contou ainda com a participação dos adolescentes do projeto "Cores de Belém". Parceria . escolas. Trata-se de uma construção coletiva. através do Mova. "O Governo do Povo". sindicatos e em qualquer outro espaço proposto pela sociedade organizada.750 pessoas serão atendidos em 350 turmas com 25 alunos cada. e Edmilson Rodrigues. O secretário lembrou que de todas as dívidas que os governos anteriores deixaram a maior delas é a do ensino. escrever o mundo e transformá E fomos -lo.

fruto do nosso trabalho. e não irmãos acorrentados". SENAC. O movimento abolicionista em nossas terras culminaria com a abolição. antecipando em alguns anos o que ocorreria no resto do país em 13 de maio de 1888. SENAR).8 FONTE: IBGE/CENSO 2000 e PNAD/2001 3.seduc. A exemplo do que ocorreu nos idos de 1888. na cidade de Acarape. o Ceará pretende fazer a 2ª abolição construindo um CEARÁ ALFABETIZADO. 3.4.258. ainda. na cidade de Acarape. será aberta.CCV . conclamou seus companheiros a não mais transportar escravos em suas embarcações.108 24.gov. conclamou seus companheiros a não mais transportar escravos em suas embarcações.3. SENAI. pelo Sistema "S" (SESC. Ao que o povo teria respondido: "No porto do Ceará não se embarcam mais escravos!".ce. Sobral e São Gonçalo do Amarante). em 1881. o Ceará pretende fazer a 2ª abolição construindo um CEARÁ ALFABETIZADO Cópia do Texto: Nas escolas cearenses as crianças aprendem que. fruto do nosso trabalho. SESI. na faixa etária de 15 anos e mais.Governo do Estado . o Programa será expandido progressivamente.2.Universidade Sem Fronteiras UNISF . assim dizendo: "Nossas jangadas devem carregar os peixes do mar.ALFABETIZAÇÃO É CIDADANIA Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.201 37.778 26. Realizará uma experiência piloto em três áreas do município de Fortaleza (Conjunto Palmeiras. JOVENS E ADULTOS ANALFABETOS NO CEARÁ ANO ABSOLUTO % 1991 1. e em mais três municípios (Redenção. Em paralelo. está sendo elaborado por educadores cearenses uma proposta de "Alfabetização através do Rádio" AÇÃO VOLUNTÁRIA O "Ação Voluntária" objetiva promover a interação entre a sociedade civil e o Governo do Estado. ações de Alfabetização desenv olvidas pela Associação de Cooperação Agrícola do Estado do Ceará (ACACE/MST). além de outras iniciativas estaduais e municipais. em 25 de março de 1884. Bom Jardim e Aldeota Trilho). de 100% do índice de analfabetismo no Estado. A exemplo do que ocorreu nos idos de 1888. BB Educar/Fundação Banco do Brasil. A "Escola do Rádio" é um projeto de alfabetização de jovens e adultos mediado pelas tecnologias da comunicação e da informação.Fundação Banco do Brasil Associação / Federação dos Jovens Empresários AJE / FAJECE .4 2000 1. META Redução. Nesse sentido. constituindo sua maior característica a soma de esforços dos diversos segmentos da sociedade e do governo.APDMC . em 25 de março de 1884. iniciativa desenvolvida pela Fundação Getúlio Vargas.UNICEF Escritório Ceará / Rio Grande do Norte . pelo PRONERA.Centro Ceará Voluntário . Ao que o povo teria respondido: "No porto do Ceará não se embarcam mais escravos!".54 2001 1. Para alcançar os mais distantes lugares. programas / projetos anteriormente desenvolvidos terão continuidade. como Alfabetização Solidária. um bravo jangadeiro chamado Dragão do Mar. 3. Nos anos seguintes. assim dizendo: "Nossas jangadas devem carregar os peixes do mar. em 1881. pela Cáritas Arquidiocesana. conforme a seguinte previsão.310. e não irmãos acorrentados".459. A estrutura do "Ação Voluntária" é a seguinte: Conselho . a possibilidade de curso através da "Escola do Rádio". no período de 2003 a 2010 (oito anos). nos 184 municípios.Associação das Primeiras Damas dos Municípios do Ceará .asp Autor(es): Secretaria de educação do Ceará Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Nas escolas cearenses as crianças aprendem que. especialmente na zona rural. um bravo jangadeiro chamado Dragão do Mar. O movimento abolicionista em nossas terras culminaria com a abolição. Alfabetização para Trabalhadores e Produtores Rurais. SUBPROJETOS QUE SE INTEGRAM AÇÕES GOVERNAMENTAIS O Projeto Alfabetização é Cidadania será desenvolvido através da integração de diferentes subprojetos.br/alfabetizacao.Centro de Desenvolvimento Humano CDH . antecipando em alguns anos o que ocorreria no resto do país em 13 de maio de 1888.

Coordenação Logística Secretaria de Ação Social SAS Coordenação Pedagógica Secretaria da Educação Básica SEDUC Secretaria Executiva Uma em cada área da experiência piloto (06) 3.4. MECANISMOS BÁSICOS DE IMPLEMENTAÇÃO Sensibilização das instituições governamentais, não-governamentais e da sociedade civil. Implantação da Rede Estadual de Educação de Jovens e Adultos (REEJA). Fortalecimento do Fórum Estadual de Educação de Jovens e Adultos. Fortalecimento da interinstitucionalidade nas ações do Programa. Desenvolvimento do "Ação Voluntária". Planejamento, execução do Censo para a Alfabetização e montagem de banco de dados. Estabelecimento de convênios/parcerias. Formação continuada dos técnicos, coordenadores e professores, utilizando, inclusive o sistema de infovias disponível no Estado. Programa da Secretaria de Cultura do Estad como o parte da mobilização e sensibilização das comunidades. Elaboração de um sistema de premiação para professores, escolas, empresas, CREDE e municípios que se destaquem no desenvolvimento do Projeto, incluindo a instituição do Troféu do Alfabetizador Cearense. Implementação do Programa do Alfabetizado-Empreendedor. 3.5. INSTITUIÇÕES PARCEIRAS Ministério da Educação (MEC) Secretarias Estaduais Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) Associação dos Prefeitos e Municípios do Ceará (APR ECE) União dos Dirigentes Municipais de Educação - Ceará (UNDIME-CE) / Secretarias Municipais de Educação e outras Secretarias Municipais parceiras Universidade Federal do Ceará (UFC) Universidade Estadual do Ceará (UECE) Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) Universidade Regional do Cariri (URCA) Universidade de Fortaleza (UNIFOR) Universidade sem Fronteiras (UNISF) Associação das Primeiras Damas dos Municípios do Ceará (APDMC) Poder Legislativo Poder Judiciário Ministério Público Federação das Indústrias do Estado do Ceará ( FIEC) Sistema "S" (SENAI, SENAC, SENAR, SESI, SESC) Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) Fundação Banco do Brasil Associação dos Jovens Empresários (AJE) / Federação das Associações dos Jovens Empresários do Ceará (FAJECE) Centro de Desenvolvimento Humano (CDH) Centro Ceará Voluntário (CCV) e outras Instituições Governamentais ou Não-Governamentais que queiram se engajar no Projeto Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 11 Alfabetização Solidária e Ministério da Educação assinam convênio Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.iuvb.edu.br/br/alfa/noticias/alfa_solid_ministerio.htm Autor(es): UVB Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Programa Alfabetização Solidária e o Ministério da Educação se uniram para oferecer às mães não-alfabetizadas dos alunos inscritos no Programa Bolsa Escola Federal a oportunidade de freqüentar cursos de alfabetização. O convênio foi assinado, no dia 1º de março, pela superintendente executiva do Programa Alfabetização Solidária, Regina Esteves, e pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, com a presença da presidente do Conselho do Comunidade Solidária, Ruth Cardoso. Cópia do Texto: O Programa Alfabetização Solidária e o Ministério da Educação se uniram para oferecer às mães não-alfabetizadas dos alunos inscritos no Programa Bolsa Escola Federal a oportunidade de freqüentar cursos de alfabetização. O convênio foi assinado, no dia 1º d e março, pela superintendente executiva do Programa Alfabetização Solidária, Regina Esteves, e pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza, com a presença da presidente do Conselho do Comunidade Solidária, Ruth Cardoso. Com a assinatura deste convênio, o Programa vai localizar e sensibilizar as mães das crianças beneficiadas hoje pelo Programa Bolsa Escola

Federal para que participem das aulas do Alfabetização Solidária. Serão beneficiados todos os 2.010 municípios atendidos pelo Alfabetização Solidária. Inicialmente, um município de cada estado da federação, que possui salas de aula do Alfabetização Solidária, serão objetivos de uma mobilização mais concentrada e avaliação de resultados. A lista dos municípios participantes é: Rodrigues Alves (AC), Atalaia do Norte (AM), Arapiraca (AL), Tartarugalzinho (AP), Quixabeira (BA), Aiuaba (CE), Iconha (ES), Anápolis (GO), Cantanhede (MA), Santo Antônio do Jacinto (MG), Nossa Senhora do Livramento (MT), Garrafão Do Norte (PA), Picuí (PB), Belém de São Francisco (PE), Monsenhor Hipólito (PI), Brejinho (RN), Presidente Médici (RO), Caracaraí (RR), Porto da Folha (SE) e Carrasco Bonito (TO). Data do Texto: 2003-03-01 00:00:00 12 ALFABETIZAR: INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.cepain.com.br/brigadas/ Autor(es): SOUZA, José Pardinho Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O que significa alfabetizar? Cada um de nós, tem em sua cabeça uma compreensão desta palavra e sua prática. Quando a gente pergunta, as pessoas vão logo respondendo: alfabetizar é ensinar a ler e a escrever. É a resposta mais clássica. A própria palavra "alfabetizar" induz, em parte, a esta compreensão.Alfabetizar é ensinar o analfabeto. Será que esta compreensão é suficiente? E funcional? Sabendo ler e escrever saberemos o principal? É claro que o ler e o escrever são uma dimensão importante da educação e da alfabetização. Mas não é verdade que nos temos muita gente que sabe ler e escrever, ma são uns s verdadeiros analfabetos? E também não é verdade que muita gente que tem muita "sabedoria" são igualmente uns grandes analfabetos em relação à vida, ao pensamento, à solidariedade, à organização de nossa vida e trabalho em sociedade? Cópia do Texto: O que significa alfabetizar? Cada um de nós, tem em sua cabeça uma compreensão desta palavra e sua prática. Quando a gente pergunta, as pessoas vão logo respondendo: alfabetizar é ensinar a ler e a escrever. É a resposta mais clássica. A própria palavra "alfabetizar" induz, em parte, a esta compreensão.Alfabetizar é ensinar o analfabeto. Será que esta compreensão é suficiente? E funcional? Sabendo ler e escrever saberemos o principal? É claro que o ler e o escrever são uma dimensão importante da educação e da alfabetização. Mas não é verdade que nos temos muita gente que sabe ler e escrever, mas são uns verdadeiros analfabetos? E também não é verdade que muita gente que tem muita "sabedoria" são igualmente uns grandes analfabetos em relação à vida, ao pen samento, à solidariedade, à organização de nossa vida e trabalho em sociedade? Vivemos um quadro dramático em relação ao analfabetismo no Brasil. Existem hoje no Brasil 30 milhões de analfabetos que não sabem ler e escrever e outros tantos milhões de analfabetos em relação aos outros âmbitos da vida. Penso que alfabetizar é dar condições para as pessoas saberem ler e escrever e entender a sua história, sua vida, suas relações de trabalho, sua cultura, suas possibilidades e limitações. Muitas pessoas que não tiveram uma educação formal e que não participaram de nenhum programa oficial de alfabetização e que participam de movimentos sociais, de luta por seus direitos, demonstram um "saber" muito bonito e que tem uma funcionalidade: o serviço à vida. Penso que tal "saber" Paulo Freire também tinha e partilhava com os seus alunos no Rio Grande do Norte. A natureza, as pessoas, o trabalho, a vida sempre foram palco e razão dos ensinamentos de Paulo Freire. Veja as suas obras e escritos. Paulo Freire ensinava "a leitura dos fatos da vida" e confrontava as pessoas com a sua realidade. O

Projeto Brigadas do Trabalhado em si só já é uma denúncia de uma situa-cão injusta. Hoje há muito pouco para comemorar, mas muito para pensar e fazer. Sociedade como um todo terá de reagir diante de tamanha problemática. E um desafio para os órgãos governamentais, para a igreja, para os que trabalham na educação formal, em escolas, e para os movimentos e grupos sociais organizados no intuito defesa da cidadania e da vida. Se tivermos consciência da necessidade de agirmos, aí nós também vamos descobrir os espaços e as possibilidades de fazê-lo! Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 13 Analfabetismo: em busca de um ponto final Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.cidadania.org.br/imprimir.asp?conteudo_id=1708&secao_id=96 Autor(es): Rets Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O programa Brasil Alfabetizado, que o governo federal anuncia neste 8 de setembro, Dia Internacional da Alfabetização, pretende ser um marco inicial para o cumprimento da ambiciosa meta anunciada pelo ministro Cristovam Buarque ao assumir o Ministério da Educação: erradicar o analfabetismo em quatro anos. Da parte dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil, a expectativa é grande, assim como a preocupação de que o programa tenha continuidade e não crie uma nova leva de analfabetos funcionais gente que sabe pouco mais do que ler e escrever o próprio nome ou que até lê, mas não ent nde o que e está escrito. Cópia do Texto: O programa Brasil Alfabetizado, que o governo federal anuncia neste 8 de setembro, Dia Internacional da Alfabetização, pretende ser um marco inicial para o cumprimento da ambiciosa meta anunciada pelo ministro Cristovam Buarque ao assumir o Ministério da Educação: erradicar o analfabetismo em quatro anos. Da parte dos movimentos sociais e das organizações da sociedade civil, a expectativa é grande, assim como a preocupação de que o programa tenha continuidade e não crie uma nova leva de analfabetos funcionais gente que sabe pouco mais do que ler e escrever o próprio nome ou que até lê, mas não entende o que está escrito. Os dados oficiais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referemse a aproximadamente 16 milhões, mas estão incompletos. A Região Norte, por exemplo, não foi considerada nessa análise. Quando se fala em analfabetismo funcional, o volume é muito maior acrescentam-se outros 30 milhões de brasileiros. Reduzir a zero esses números é, portanto, um imenso desafio. A Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo trabalha com as seguintes metas: alfabetizar 3 milhões de pessoas em 2003, 6 milhões em 2004, 6 milhões em 2005 e 5 milhões em 2006. Em meio a uma intensa programaç o de ã seminários e debates, representantes da sociedade civil discutem expectativas, propostas e recomendações para que esse objetivo se cumpra. Preocupações também. Regina Esteves, superintendente executiva da Alfabetização Solidária, acha que a erradicaç ão do analfabetismo será possível quando houver uma política para educação de jovens e adultos e uma unidade no sistema de alfabetização, independentemente de métodos. "É preciso pensar no fortalecimento da EJA [Educação de Jovens e Adultos]. Se olharmos os números do Censo Escolar, tivemos um aumento em torno de 12% nas matrículas para esse público. Só que isso não atende às necessidades, a carência é muito maior. Existe ainda uma indefinição quanto a políticas e financiamento para a EJA. A erradicação do analfabetismo passa necessariamente por essa bandeira. E a gente lembra que o papel das entidades do terceiro setor é fomentar a ação, mas não pode substituir ou inibir a atuação do Estado". A questão do financiamento é

acha inadmissível que se pense em um período inferior a oito meses. organizado pela Ação Educativa.com. Duas reivindicações têm mais destaque: uma é pela derrubada do veto do então presidente Fernando Henrique Cardoso ao item do Plano Nacional de Educação que comprometia o governo com o investimento mínimo de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação.Associação Projeto Educação do Assalariado Rural Temporário promove amanhã (25). organizações não-governamentais e empresas. defende o período de um ano como mais adequado e capaz de dar maior segurança para que as pessoas continuem os estudos. o Seminário Pró . Vera Masagão. A duração ideal. Esta iniciativa propõe um período de seis meses de aula. João Luiz Homem de Carvalho. assim como a formação dos educadores e a disposição das organizações governamentais e não governamentais em atender a demanda existente. A outra luta é para que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) destine recursos também para a educação de jovens e adultos. já estava em prática é realizado por meio de convênios com prefeituras. coordenadora de Educação de Jovens e Adultos do Instituto Paulo Freire. escolas. foi um tema bastante discutido durante o debate "Alfabetização e analfabetis o: m desafios para as políticas públicas". Para as pessoas irem para a escola.br/news/sarandi. e isso seria muito importante.tema recorrente em outros depoimentos e também faz parte do discurso da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. previsto para agosto. no dia 3 de setembro. A proposta precisa ser aprovada em Congresso e.apade. é preciso que haja mais vagas. As deliberações do seminário servirão de embasamento para o Fórum de Educação a ser promovido pela APEART.htm Autor(es): ASSOCIAÇÃO PARAENSE DE EDMINISTRADORES ESCOLARES Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A APEART .768 municípios. assessor da Unesco para Políticas Educacionais. aliás. em São Paulo. "A EJA não recebe recursos do Fundef. é preciso ter financiamento". mesmo antes de seu lançamento oficial. Para que haja mais vagas. O evento contará com a participação de 300 pessoas que estarão discu tindo sobre temas como os índices do analfabetismo em pessoas jovens e adultas em Sarandi e região. Data do Texto: 2003-09-10 00:00:00 14 APEART reúne educadores e educandos em Sarandi Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. O Ministério da Educação já encaminhou à Casa Civil um pedido para que seja aprovado o repasse do Fundef para a educação de jovens e adultos. não depende de decisão orçamentária do governo. o que hoje não ocorre. em Sarandi. foi além: considerou "lamentável" que ainda se discuta no Brasil quantos meses serão dedicados à alfabetização em um mundo em que o ideal mínimo de escolaridade é de 8 a 10 anos. pelo Instituto Itaú Cultural e pela Rede Sesc-Senac de Televisão. segundo o titular da Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo. ex-coordenadora do Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (MOVA) do governo do Rio Grande do Sul e hoje assessora de gabinete da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre. Liana Borges.Fórum de Educação de Jovens e Adultos. que reúne diversas organizações e redes de educação. diz Maria Alice de Paula Santos. mas as instituições responsáveis poderão fazer ajustes conforme suas propostas pedagógicas. Sem reticências O programa Brasil Alfabetizado que. secretária executiva adjunta da Ação Educativa e membro da Rede de Ação Alfabetizadora de Adultos do Brasil (RAAAB). Cópia do Texto: . Até o momento. Já Célio da Cunha. 37 convênios foram assinados e o programa chega a 1.

html Autor(es): ROCHA. As políticas de educação de Jovens e Adultos: perspectivas atuais. Em Sarandi a APEART possui 11 turmas de Educação de Jovens e Adultos. conhecer. A programação começa às 8h30 com a apresentação. práticas e estratégias de ação. ambos da APEART. será a abertura oficial e na seqüência o secretário de Educação de Sarandi. Educadores terão curso de formação em Pinhão. a fim de verificar sua adequação ao contexto dos alunos. ações.pro. o seminário será realizado no Centro Cultural Irmã Antônia e a tarde será no CAIC. assim como a formação dos educadores e a disposição das o rganizações governamentais e não governamentais em atender a demanda existente. Formação de educadores do PEPO .Na próxima semana. Em seguida haverá grupos de trabalho com representantes dos educandos. estratégias e experiências em torno da educação de jovens e adultos no município e região.Fórum de Educação de Jovens e Adultos conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Sarandi por meio da Secretaria de Educação e Universidade Estadual de Londrina. educadores e entidades.br/jovens01.A APEART . Com os resultados desse estudo. buscam-se métodos e práticas educativas adequadas à realidade cultu-ral e ao nível de subjetividade dos jovens e adultos. José Luiz de Araújo fala sobre a Memória à Paulo Freire. o padre Dirceu Luis Fumagalli e Giselia Duarte Dias. chegamos a algumas conclusões bastante significa -tivas. Halline Fialho da KARL. Às 8h45. estadual e regional. estarão reunidos além da professora Maria das Graças. O Seminário Pró . As turmas totalizam 230 alunos.Associação Projeto Educação do Assalariado Rural Temporário promove amanhã (25). destas cinco foram viabilizadas por meio de um convênio com a prefeitura. o Seminário Pró . Programação . O PEPO é um dos projetos que integra a APEART.pedagogiaemfoco. Às 16 horas haverá uma plenária geral com o relato e sistematização dos grupos de trabalho. Esta pesquisa busca investigar as práticas pedagógicas utilizadas nas primeiras sé-ries níveis um e dois de duas escolas públicas do Município de Petrópolis. realizado em Pinhão. divulgar e articular expectativas. Aparecido Farias Spada. A programação da tarde começa às 13h30 com o tema Reflexões sobre a Educação de Jovens e Adultos: expectativas. nos dia 31 de maio e 1º de junh a APEART promoverá um curso de o.Projeto de Educação dos Posseiros. além de aprimorar a prática pedagógica dos educadores de jovens e adultos".Fórum de Educação de Jovens e Adultos. é o tema da plenária com a professora da UEL. O evento contará com a participação de 300 pessoas que estarão discutindo sobre temas como os índices do analfabetismo em pessoas jovens e adultas em Sarandi e região. Estará presente no seminário o prefeito de Sarandi. Para falar sobre o assunto. Fuck em Alfabetização de Adultos (1994) e Ferreiro em Reflexões sobre alfabetiza -ção (2001). Michele Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Há décadas. Data do Texto: 2002-05-24 00:00:00 15 As Práticas Educativas na Educação de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. com textos produzido pelos educandos da alfabetização de jovens e adultos. por . As deliberações do seminário servirão de embasamento para o Fórum de Educação a ser promovido pela APEART. Edmilson Feliciano Leite explica que "objetivo é debater as políticas de educação de jovens e adultos no âmbito nacional. Maria das Graças Ferreira. que possibilitam um conhecimento teórico da prática pedagógica de jovens e adultos.Pela manhã. como. Os estudos perpassam a história e o parâmetro legal da Educação de Jovens e Adul-tos e se fundamentam com Freire em Educação e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996). em Sarandi. A programação inclui o lançamento do livro do PEPO. previsto para agosto. O presidente da APEART. Marise Schmidt GUIMARÃES. Helena de Azevedo VEIGA.

que possibilitam um conhecimento teórico da prática pedagógica de jovens e adultos.1. Questionário para os educadores dos educandos sujeitos da pesquisa -------------------------------------------------------------------------------. pretende-se conhecer e analisar os métodos e práticas educativas apli-cadas na EJA.2 Interpretação dos dados 5. sob orientação da professora Maria Adélia Teixeira Baffi. graças aos quais as pessoas. 3º da Declaração de Ham-burgo sobre Educação de Adultos). descobrir. que trata especificamente dessa temática. enfrentar.exemplo.Que a educação seja o processo através do qual o indivíduo toma a história em suas próprias mãos. propor. a documental e a de campo.3 Paulo Freire: Pensamento. a educação não formal e toda a gama de oportunidades de educação informal e ocasional existentes em uma sociedade educativa e multicultural. desenvolvem suas capacidades. buscam-se métodos e práticas educativas adequadas à realidade cultu-ral e ao nível de subjetividade dos jovens e adultos. Portanto. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR LISTA DE APÊNDICES I. Com os resultados desse estudo. com caminhos pontilhados para seguir. a fim de verificar sua adequação ao contexto dos alunos. . enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias necessidades e as da sociedade. ou seja. para que ajude na formação de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade.1 Colet dos a dados 4. cujo entorno social considera adultos. ------------------------------------------------------------------------------. criar soluções.4 Métodos e Práticas 3. as Leis de Diretrizes e Bas s da e Educação Nacional e um histórico da EJA. RESULTADOS 4. Por isso. o ponto cêntrico do processo de aquisição da leitura e escrita dos educandos das classes de jovens e adultos: ser a utilização da cartilha. Esta pesquisa busca investigar as práticas pedagógicas utilizadas na primeiras sé-ries s níveis um e dois de duas escolas públicas do Município de Petrópolis. 1994. ao longo dessa pesquisa. METODOLOGIA 3. o ponto cêntrico do processo de aquisição da leitura e escrita dos educandos das classes de jovens e adultos: ser a utilização da cartilha. Será feito um estudo teórico aprofundado da EJA. INTRODUÇÃO 2. 14 . do Curso de Pedagogia. Neste projeto usam-se como metodologia a pesquisa bibliográfica. REFERENCIAL TEÓRICO 2. esse estudo contribuirá para um repensar do educador que atua nas classes da Educação de Jovens e Adultos. ------------------------------------------------------------------------------. (FUCK. o conjunto de processos de aprendizagens.UCP. Portanto.15) ------------------------------------------------------------------------------. com métodos que não levam em conta a lógica de quem aprende.1 Entrevista coletiva 4. com textos criados por outros para copiarem. na sua capacidade de aprender. a fim de mudar o rumo da mesma. escolher e assumir as conseqüências de sua escolha.SUMÁRIO 1. para que ajude na formação de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade.1. A base teórica perpassa os estudos de Freire (1979). Fuck (1994) e Ferreiro (2001). (Art. por exemplo. Mas isso não será possível se continuarmos bitolando os alfabetizandos com desenhos pré-formulados para colorir. esse estudo contribuirá para um repensar do educador que atua nas classes da Educação de Jovens e Adultos.RESUMO Há décadas. Política e Educação 2. como. fazendo-o refletir sobre sua prática pedagógica.2 Histórico da Educação de Jovens e Adultos 2.1 Análise dos dados 4. formais ou não formais. Os estudos perpassam a história e o parâmetro legal da Educação de Jovens e Adul-tos e se fundamentam com Freire em Educação e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996).1 Histórico da escrita 2. Cópia do Texto: Relatório de Pesquisa apresentado como requisito de conclusão do Curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade Católica de Petrópolis . desafiar. Como? Acreditando no educando. p. fazendo -o refletir sobre sua prática pedagógica.2 Questionário 4. na qual se reconhecem os enfoques teóricos baseados na prática. A educação de adultos compre-ende a educação formal e permanente. com histórias que alienam.1 INTRODUÇÃO O presente estudo tem como enfoque principal a Educação de Jovens e Adultos (EJA). chegamos a algumas conclusões bastante significa-tivas. O interesse pelo tema em questão surgiu a partir do contato com a disciplina Educação de Adultos. Fuck em Alfabetização de Adultos (1994) e Ferreiro em Reflexões sobre alfabetiza-ção (2001).

os termos Educação de Adultos e Educação não-formal referem-se à mesma área disciplinar. O homem primitivo. º compreender a EJA sob o ponto de vista legal. ou seja. então. Segundo Pereira e Torres (1998). sendo necessária. pesca e outros apenas por ruídos e gestos (mímicas). passou muito tempo dentro das cavernas e ali começou a fazer seus primeiros desenhos nas paredes. especialmente como formador de cidadãos cônscios de seu papel na sociedade. caçavam e pescavam para sobreviver. o suprimento para a suas s necessidades. 1979. Os bandos não eram organizados e a comunicação entre eles era bastante primitiva : uivavam e gesticulavam. -------------------------------------------------------------------------------2 REFERENCIAL TEÓRICO O referencial teórico deste projeto de pesquisa está constituído dos seguintes itens: 2. nas escolas públicas (estadual e municipal) da cidade de Petrópolis? Segundo a problemática abordada. º realizar um levantamento do material didático utilizado na EJA nas escolas públicas (estadual e municipal) da cidade de Petrópolis. a adequação das metodologias empregadas nessa modalidade de ensino. Sempre em pequenos bandos. as propostas metodológi-cas da EJA devem ser diferenciadas das turmas de 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. porém com finalidades distintas. é necessário fazer uma viagem no tempo. considerando que os jovens e adultos têm uma realidade cultural e um nível de subjetividade bastante diferentes em relação às crianças. com objetivo de confrontar a teoria e a prática. Essa análise é necessária. o surgimento da escrita. buscando compreender suas especificidades.seguido de uma investigação empí-rica. visando a atender o princípio da adequação destes à realidade cultural e subjetiva dos jovens e adultos. relacionando-a aos objetivos da EJA previstos na legislação e no pensamento pedagógico vigente. a principal modificação foi aperfeiçoar a comunicação entre eles. pois seria complicado organizar estratégias de caça. é necessário conhecer um pouco da história dessa modalidade de ensino. servir de subsídio a um repensar dessa esco-lha. busca-se elucidar as seguintes questões: º caracterizar a educação básica da EJA. o homem vem utilizando-a das mais diversas maneiras e por diferentes povos e que o mundo em que vivemos está rodeado de escrita. Atendendo esse princípio. 2. fazendo o mesmo refletir sobre sua prática pedagógica. moravam em cavernas e usavam pedaços de ma-deira e pedra para se protegerem dos ataques de animais grandes. º traçar o percurso histórico da EJA. tendo as mãos como principal instrumento de sobrevivência.1 Histórico da escrita Antes de falar especificamente sobre a Educação de Jovens e Adultos. antes de iniciar nosso estudo. a forma da escrita também foi evoluindo. Fuck (1994) e Ferreiro (2001) como principal enfoque na EJA. o homem foi modificando o seu modo de viver. há milhões de anos. Conforme a necessidade de sobrevivência do homem foi evoluindo. Para que tudo isso acontecesse. 72) em Educação de Jovens e Adultos: teoria. percebendo que a necessidade de sobrevivência se tornava cada vez maior e por causas externas advindas do meio ambiente (frio intenso). º analisar o material didático levantado nas turmas da 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental nas escolas públicas (estadual e municipal) da cidade de Petrópolis. Foi a partir daí. represen-tando a sua vida diária. prática e proposta. Esses termos têm sido popularizados principalmente por organi ações z . mais seguras e eficientes. Com o aumento da população e a escassez de alimentos. atendendo assim as suas necessidades. Diante dessa temática. que se originou a linguagem falada. na medida em que analisa profundamente o material utilizado. Este estudo busca compreender teórica e empiricamente as metodologias e recursos didáticos utilizados na EJA. propõe-se o seguinte problema: quais são os materiais didáticos utilizados na Educação de Jovens e Adultos da 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. teórica e prática da educação. Este estudo tem por finalidade contribuir para um repensar do educador atuante nas classes de EJA. partindo do ponto onde tudo começou.2 História da Educação de Jovens e Adultos Muitas vezes definimos erroneamente Educação de Jovens e Adultos. Segundo Freire (apud Gadotti. Esses desenhos são os primeiros passos para o surgimento da escrita. pois nos leva a compreender que com o surgimento da escrita. Por isso. p. º destacar as concepções teóricas de Freire (1979). Também pretende. buscando em novas formas. os homens que habitavam a Terra viviam de forma muito diferente da nossa maneira de viver.

Os exames supletivos . estudos de aperfeiçoamento ou atualização para os que tenham seguido o ensino regular no todo ou em parte. Dessa forma. Em 1990. surgem. Art. §1º.O ensino supletivo terá por finalidade: a) Suprir a escolarização regular para os adolescentes e adultos que não tenham seguido ou concluído na idade própria.Os exames a que se refere este artigo deverão realizar-se: Ao nível de conclusão do ensino de 1º grau.692/71 atribui um capítulo para o ensino supletivo e recomenda aos Estados atender jovens e adultos. com desenvolvimento comunitário. No entanto. A Educação de Adultos tem estado. conforme as necessidades a atender. Até a 2º Guerra Mundial. Depois da III Conferência Internacional de Educação de Adultos em Tóquio. a escola. permanente e como uma educação de base ou comunitária. a cargo do Estado. buscou fazer um "paralelo" fora dela. mediante repetida volta à escola. no final dos anos 50. 1979. habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. Parágrafo único . §2º. Ao nível de conclusão do ensino de 2º grau. essas duas correntes continuar m a ser a entendidas como Educação não-formal e como suplência da mesma. para os maiores de 21 anos. A Lei de Reforma nº 5. a Educação de Adultos volta a ser entendida como suplência da Educação Fundamental. com a realização da Conferência Mundial sobre Educação para Todos. Com isso. não conseguindo superar tod os traumas causados pela os guerra. Segundo Freire (apud Gadotti. nos anos 40. na Tailândia.25 O ensino supletivo abrangerá. consagrando a idéia de que a alfabetização não pode ser separada da pósalfabetização. realizada na Dinamarca. a Educação de Adultos passou a ser vista sob dois enfoques distintos: como uma continuação da educação formal. Com isso. fixado pelo Conselho Federal de Educação. 72). tendo como finalidade principal contribuir para o resgate do respeito aos direitos humanos e para a construção da paz duradoura. para os maiores de 18 anos. a Educação Popular era concebida como extensão da Educação formal para todos. existe uma diversidade de paradigmas dentro da Educação de Adultos. b) Proporcionar. A partir da II Conferência Internacional de Educação de Adultos em Montreal. Art. Após a I Conferência Internacional de Educação de Adultos.O ensino supletivo abrangerá cursos e exames a serem organizados nos vários sistemas de acordo com as normas baixadas pelos respectivos Conselhos de Educação. duração e regime escolar que se ajustem às suas finalidades próprias e ao tipo especial de aluno a que se destinam. §2º. que está vinculada a organizações não-governamentais. caracterizou-se pela pluralidade de conceitos. A IV Conferência Internacional de Educação de Adultos. abranger somente o mínimo estabelecido pelo mesmo Conselho. e poderão. propondo princípios opostos aos de Paulo Freire. quando realizados para o exclusivo efeito de habilitação profissional de 2º grau.24 . em 1949. a partir da 2ª Guerra Mundial.Os exames supletivos compreenderão a parte do currículo resultante do núcleo-comum. desenvolve-se no Brasil a tão conhecida corrente: o sistema MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização). correspondência e outros meios de comunicação que permitam alcançar o maior número de alunos. em 1985. muito diferente da Educação não-formal. principalmente para a zona rural. p. surgindo o conceito de Educação de Adultos. realizada em Paris.referindo-se a uma área especializada da Educação. a Educação de Adultos era entendida como uma educação de base. reintroduzindo jovens e adultos. escrever e contar e a formação profissional definida em lei específica até o estudo intensivo de disciplinas do ensino regular e a atualização de conhecimentos. Na década de 70. Já na década de 50. realizado em Jomtien. televisão. desde a iniciação no ensino de ler. no sistema formal de educação. sendo concebida como uma espécie de Educação Moral. entendeu-se a alfabetização de Jovens e Adultos como a 1ª etapa da Educação Básica.UNESCO . principalmente analfabetos. duas tendências significativas na Educação de Adultos: a Educação de Adultos entendida como uma educação libertadora (conscientizadora) pontificada por Paulo Freire e a Educação de Adultos entendida como educação funcional (profissional). a Educação de Adultos era entendida como uma extensão da escola formal.26.Os cursos supletivos serão ministrados em classes ou mediante a utilização de rádio. §1º. sobretudo para os menos privilegiados que habitavam as áreas das zo nas urbanas e rurais.Os cursos supletivos terão estrutura. no ano de 1963. no ano de 1972. a Educação de Adultos tomou outro rumo. Capítulo IV Do ensino supletivo Art.internacionais .

692/71 foi elaborada em um prazo de 60 dias.024/61. seguiu a orientação expressa na legislação de procurar suprir a escolarização regular daqueles que não tiveram oportunidade anteriormente na idade própria. Parágrafo único . foi aprovada em 11 de agosto de 1971 e veio substituir a Lei nº 4. Nesse sentido. pelos respectivos Conselhos de Educação. a esse nível ou de 2º grau. 1991. um capítulo ao ensino supletivo. Os exames supletivos passaram a ser organizados de forma centralizada pelos governos estaduais. de acordo com normas especiais baixadas pelo respectivo Conselho de Educação. reformulando o ensino de 1º e 2º graus. p. As formas iniciais de atendimento a essa prerrogativa foram os exames e os cursos. em complementação da escolarização regular. segundo sua visão. a realidade escolar às mudanças que se operavam em ritmo crescente no país e no mundo. estabele -ceu a doutrina para o ensino supletivo. a Lei de Reforma nº 5. A novidade trazida pelo Parecer nº 699/72 estava em implantar cursos que dessem outro tratamento ao atendimento da população que se encontrava fora da escola. 189). p. por outro lado. o Parecer nº 699/72. o departamento de Ensino Supletivo (DESU) em reconhecimento à importância crescente que essa modalidade de ensino vinha assumindo.28 Os certificados de aprovação em exames supletivos e os relativos à conclusão d cursos de aprendizagem e e qualificação serão expedidos pelas instituições que os mantenham. foi revelado que o Estado procurava introduzir a utilização de tecnologias como meio de solu-ção para os problemas da Educação.Desenvolver-se-ão.ficarão a cargo de estabelecimentos oficiais ou reconhecidos. O passo seguinte foi dado pelo MEC quando instituiu um grupo de trabalho para defi-nir a política do Ensino Supletivo e propor as bases doutrinárias de Valnir Chagas.692. Para implementar a legislação. §3º. "elevando" o nível cultural da população. A Lei nº 5692/71 concedeu flexibilidade e autonomia aos Conselhos Estaduais de Educação para normatizarem o tipo de oferta de cursos supletivos nos respectivos Estados. 1995. a Secretaria Estadual da Educação criou. Isso gerou grande heterogeneidade nas modalidades implantadas nas unidades da federação. O Estado se propunha a oferecer uma educação de massas. a Educação de Adultos no Brasil era integrada à Educação Popular. em âmbito histórico. a Educação de Adultos. cursos de aprendizagem. por nove membros indicados pelo então Ministro da Educação Coronel Jarbas Passari-nho. após a LDB de 1971. uma educação para o povo. passaram a ser orga-nizados e regulamentados pelos respectivos Conselhos de Educação. ou parte deste. 31). Os cursos. facilitando e sua compreensão e orientando sua execução. Art. pode ser . Esta idéia de tecnologia a serviço do econômico e do pedagógico perdurou por todo o período estudado. Segundo Soares (2002). do conselheiro Valnir Chagas. A Lei de Reforma nº 5. (HADDAD. cursos intensivos de qualificação profissional. Segundo Soares (apud Haddad. ao nível de uma ou mais das quatro últimas séries do ensino de 1º grau. O que até então era a "madureza" passou ao controle do Estado.27. 1989) Segundo Paiva (apud Gadotti. p. até a 2ª Guerra Mundial. ou seja. difu-são do ensino elementar. O Parecer nº 699/72 foi elaborado para dar fundamentação ao que seria a doutrina de ensino superior. foi redefinido e se transformou em Exames Supletivos. A estrutura de Ensino Supletivo. e. conforme estabeleçam as normas dos vários sistemas.Os cursos de aprendizagem e os de qualificação darão direito a prosseguimento de estudos quando incluírem disciplinas. Enquanto a última LDB foi resultado de um amplo processo de debate entre tendências do pensamento educacional brasileiro.Os exames supletivos poderão ser unificados na jurisdição de todo um sistema de ensino. durante o período entre 1964 e 1985. a cada instante. 1995. no que tange ao ensino supl tivo. com perspectiva de democratizar oportunidades educacionais.692. pela primeira vez na história da educação. que dedicou. indicados nos vários sistemas. áreas de estudos e atividades que os tornem equivalentes ao ensino regular. nível este que vinha perdendo quali-dade pelo crescimento do nº de pessoas. levando treze anos para ser editada. 31). anualmente. a partir da utilização de novas metodologias. ministrados a alunos de 14 a 18 anos. O ensino supletivo foi apresentado como um manancial inesgotável de soluções para ajustar. Art. em 1975. De acordo com Paiva (apud Gadotti. ele viria a "detalhar" os principais aspectos da Lei nº 5. a custos baixos. Somente depois da 2ª Guerra Mundial é que a Educação de Adultos foi concebida como independente do ensino e lementar.

a Comissão Nacional de Alfabetização. No Plano Nacional de Educação. § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos. de acordo com . à Educação de Jovens e Adultos: Art. das operações matemáticas elementares. no nível de conclusão do ensino fundamental.dividida em três períodos: 1º . principalmente os menos favorecidos. que foi concebido como um sistema que visava ao controle da al-fabetização da população. p. Seção V. A falta de recursos financeiros. que o número de analfabetos no mundo tem aumentado e o Brasil engrossa cada vez mais essas estatísticas. § 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: I. Capítulo II. 37 . principalmente a rural. para os maiores de dezoito anos. Hoje. A erradicação do analfabetismo faz parte dessa prioridade. foi criada.A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. aliada à escassa produção de estudos e pesquisas sobre essa modalidade. havendo um esvaziamento constatado pela inexistência de um ór -gão ou setor do Ministério da Educação voltado para esse tipo de modalidade de ensino. Com a redemocratização (1985). considerando-se a alfabetização de jovens e adultos como ponto de partida e intrínseca desse nível de ensino. documentos da Conferência Mundial sobre Educação para Todos. coordenada inicialmente por Paulo Freire e depois por José Eustáquio Romão. 3º . Esse congresso abriu as portas para o problema da alfabetização que desencadeou o Plano Nacional de Alfabetização de Adultos. especificamente. no Brasil. consideradas as características do alunado. condições de vida e trabalho. da diversidade do espaço físico e político mundial da constituição brasileira. através de dados. Em 1958 foi realizado o 2º Congresso Nacional de Educação de Adultos.Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos. para os maiores de quinze anos. em 1990. a Educação de Adultos foi enterrada pela "Nova República". do Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem. que compreenderão a base nacional comum do currículo. mediante ações integradas e complementares entre si. da evolução histórica da sociedade humana. que não puderam efetuar os estudos na idade regular. 1979. Apesar da vigência da Declaração Mundial sobre Educação para Todos. em comemoração ao Ano Internacional da Alfabetização. temos como um dos objetivos e prioridades: Garantia de ensino fundamental a todos os que não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram. a formação do cidadão responsável e consciente de seus direitos.39 4/96. 2º . até onde podemos levar essa afirmação a sério? Na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/96.O MOBRAL. II. dirigido por Paulo Freire e extinto pelo Golpe de Estado de 1964. seus interesses. dois Artigos relacionados.de 1958 a 1964. Se sabemos que a grande maioria da população. Esse fracasso. habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. Assim sendo. quando foram realizadas campanhas nacionais de iniciativa ofi-cial para erradicar-se o analfabetismo. constam no Título V. mediante cursos e exames. Isso explica o histórico distanciamento entre sociedade civil e Estado no que diz respeito aos problemas educacionais brasileiros. ainda. Art. a "Nova República" extinguiu o MOBRAL e criou a Fundação Educar.introdução: objetivos e prioridades dois) Apesar de todas essas propostas e segundo Freire (apud Gadotti. a UNESCO nos mostra. tem contribuído para que essa educação se torne uma mera reprodução do ensino para jovens e adultos.de 1946 a 1958. o Governo Federal ausenta desse cenário -se educacional. oportunidades educacionais apropriadas. § 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola. Com o fechamento da Fundação Educar. o Governo encontra desarmado -se teórica e praticamente para enfrentar o problema de oferecer educação de quali ade para d todos os brasileiros. A alfabetização dessa população é entendida no sentdo i amplo de domínio dos instrumentos básico da cultura letrada. 72). Envolve. e da nova LDB nº 9. 38 . no nível de conclusão do ensino médio. o Governo Brasileiro não vem honrando seus compromissos em relação a tão importante e delicado problema. não tem acesso à educação. Em 1989. (Plano Nacional de Educação . § 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames. tendo a participação marcante de Paulo Freire. Sabemos que a educação é um direito de todos e um dever do Estado.

criavam grande interesse e contribuíam para a motivação dos participantes. A Educação de Jovens e Adultos deve ser sempre uma educação multicultural. A experiência mostrou para ele que não era suficiente começar com uma discussão intensa da realidade. um elemento do sistema foi interpretado sob a denominação "Método Paulo Freire" e "conscientização" como um passe-partout para a revolução. o educador deve conhecer bem o próprio meio do educando. ao mesmo tempo. Hoje. pois sua "ignorância" lhes trará ansiedade. Contudo. no seu trabalho em alfabetização. no círculo cultural que ele mesmo coordenava como monitor e cujos membros conhecia pessoalmente. Paulo Freire dá início a trabalhos com iniciativas populares. tais como: a concepção pedagógica e os problemas metodológicos. o "Sistema Paulo Freire". entre outros. juntamente com paróquias católicas. precisam ser estimulados para resgatarem a sua auto-estima. exi-gindo somente mais técnica e metodologia eficientes para esse tipo de modalidade. política e educação Segundo estudos realizados por Gerhardt (2002) e elucidados em seu trabalho intitulado Uma voz européia: arqueologia de um pensamento. O resultado desse trabalho foi partilhado com outros grupos: técnicas como estudo em grupo. mesas redondas. debates e distribuição de fichas temáticas eram prati cados nesse tipo de trabalho. cultura ou outras formas de discriminação e. Embora criado em uma família de clas-se média. apóia a criação do Movimento de Cultura Popular (MCP). militan-tes católicos. projetos que abrangem desde o jardim de infância até à educação de adultos. ainda assim faltava o estímulo com que Freire poderia evocar o interesse pelas palavras e sílabas em pes-soas analfabetas. contra a exclusão por motivos de raça. mas. como afirma Gadotti (1979). que podia ser aplicado em todos os graus da educação formal e da não-formal. pode ser explicado por vários problemas. Paulo Freire. pois a mesma consistia no ensino de mensagens prontas aos analfabetos. pois já fizera experiências nos domínios visual e auditivo enquanto elas aprendiam a ler e a escrever. Formou-se em Direito e desenvolveu um "sistema" de ensino para todos os níveis da educação. Esses jovens e adultos são tão capazes como uma criança. ação em grupo. infelizmente. o educador conseguirá promover a motivação necessária à aprendizagem. Freire começou a experimentar essa nova concepção na alfabetização. pois somente conhecendo a realidade desses jovens e adultos é que haverá uma educação de qualidade. abrindo-lhes um maior campo para o atingimento do conhecimento. trabalhando como coordenador dos projetos de educação de adultos. Considerando a própria realidade dos educandos. para isso. protestantes e comunistas interpretam suas tarefas educativas de modo diferente e criam uma cartilha de alfabetização de adultos. Mais tarde. nas décadas de 70 e 80. Analfabetos são fortemente influenciados por suas falhas na escola e em outros ambientes de aprendizagem. escolhendo uma diretriz política de aborda-gem. despertando neles interesses e entusiasmos. O jovem e o adulto querem ver a aplicação imediata do que estão aprendendo e. Depois de 30 horas (sendo uma hora por dia. Freire relata que na 21ª hora de alfabetização. 72). particularmente. na mais pobre área dessa grande nação latino-americana. Paulo Freire parou de usar essas expressões. angústia e "complexo de inferioridade". Por essa razão. uma educação para a compreensão mútua.Freire (apud Gadotti.3 Paulo Freire: pensamento. interessou-se pela educação dos oprimidos de sua região. objetivando o desenvolvimento do currículo e a formação de professo res. Ele estava convencido da capacidade inata das pessoas. Faltava a "consciência" dos termos individuais. Os slides. Paulo Freire é considerado o mais conhecido educador de nosso tempo. Foi encarcerado duas vezes em seu país e tornou -se famoso no exterior. uma educação que desenvolva o conhecimento e a integração na diversidade cultural. Foi a partir do desenvolvimento desse projeto que se começou a falar de um sistema de técnicas educacionais. p. a fim de manipulá-los. quando de cide organizar. Paulo Freire foi contra essa prática. A fim de reduzir esses obstáculos e provocar um impulso motivador. 2. durante cinco dias da semana) a experiência foi . 1979. um participante era capaz de ler artigos simples de jornal e escrever sentenças curtas. sexo. enfatizando o caráter político da educação e sua neces-sária "reinvenção" em circunstâncias históricas diferentes. Freire experimentou verificar a distinção entre as habilidades de seres humanos e de animais em seus ambientes particulares. Em 1960. Paulo Freire nasceu no Recife.

para des-cobrir o Terceiro Mundo (guetos. sugeriu que ficaria em Harvard apenas por seis meses. Somente após 1970. Paulo Freire estava ansioso para "experimentar" a cultura norte-americana. a teoria e a prática pedagógicas de Paulo Freire tornaram-se reco-nhecidas no Mundo. também governamental. 1979. o Projeto de Educação de Adultos desdobrava-se em outros programas ou projetos de menor amplitude. sob a coordenação de Waldemar Cortéz. Desse modo. Dois participantes evadiram-se. cuja "ação cultural para a liberdade" encontrava obstáculos para ser implementada no contexto do sistema educacional em vigor no país. p. A dificuldade expressou-se na campanha-piloto em Brasília. Nesse período. os governos reformistas do Nordeste e o Governo Federal populista de João Goulart. interrompeu a grande experiência. Ele opôs o conceito de extensão da cultura ao de comunicação sobre cultura. em um alto posto administrativo só ocorreria 25 anos depois e colocaria o mesmo dilema para si e seus colaboradores. A segunda chance de Freire (apud Gadotti.alfabetizados (como alfabetizados eles podiam votar) e conscientes dos problemas nacionais. Não se pode aprender. durante a "administração Freire" na Secretaria Municipal de Educação. O educador-agrônomo que não conhece o mundo do camponês não pode pretender sua mudança de atitude. se o novo conhecimento é contraditório com o contexto do aprendiz. A intenção incipiente era enfatizar os princípios e fundamentos de uma educação que promove a prática da liberdade. Essa prática não pode ser reduzida a um simples suporte técnico. parcialmente. Dinheiro surgia de todas as fontes e. A derrubada do Governo Federal pelas forças militares brasileiras. nos anos de 1983 -86 e. Três participantes tinham aprendido a ler e escrever. onde. o democrata -cristão Eduardo Frei assumira o poder. ele testemunhou um novo golpe de Estado contra a administração reformista de Paz Estensoro. e em sua equipe. Paulo Freire passou a ser um dos seus líderes mais atuantes. Destacava que a interação entre os camponeses e os agrônomos deveria promover a comunicação dialógica. Era possível agora tornar os iletrados . antes de 1964. Freire estava aten to às armadilhas que a implementação nacional de sua e de outras concepções poderia causar. enquanto o segundo promove a conscientização. ele lamentaria a perda de contacto com qualquer tipo de experiência pedagógica nos países em desenvolvimento. O "método" teve um irresistível sucesso em todo o Brasil. Entretanto. vinte dias após sua chegada a La Paz. embora houvesse mudanças na ordem e no conteúdo. No Brasil. Freire analisou a questão da "extensão rural". pela primeira vez. favelas) no Primeiro Mundo. Como ocorria na prática dos "Projetos" do MCP.concluída. o primeiro é "invasor". já coordenador nacional da torrente alfabetizadora. que logo se encarregou de implementar o Plano Nacional de Alfabetização (1963). dentre elas. Conquanto. Encarcerado duas vezes por causa de seu "método subversivo". que claramente apontava para o dilema do mais famoso educador brasileiro. Em 1967.eram cerca de 40 milhões nessa época . Entretanto. Porém. Freire foi. mas inclui o esforço humano para decifrar-se e decifrar os outros. Para ele. de acordo com a situa-ção sócio-econômica dos vários locais de alfabetização. Freire decidiu. os vários passos do método permaneceram os mesmos. Considerava insatisfatório deixar a América do Sul e só estudar em bibliotecas. Podiam ler text curtos e os jornais e escrever cartas. destacavam o escritório regional da -se Aliança para o Progresso de Recife. buscar refúgio no Chile. seus . Freire permaneceu no Chile por quatro anos e meio. aos Estados Unidos como conferencista de se-minários promovidos nas universidades de vários Estados. O governo boliviano contratou seus serviços de consultor educacional para o Ministério da Educação. "Escritório Especial para a Educação de Adultos". trabalhando no instituto governa-mental chamado ICIRA (Instituto de Pesquisa e Treinamento em Reforma Agrária) e. Assim nasceu o "Método Paulo Freire de Alfabetização". Paulo Freire teve a embaixada da Bolívia como a única a aceitá-lo como refugiado político. Na sua aplicação na cidade de Diadema (SP). em março de 1964. através da vitória de uma aliança populista. 71). Freire estava ciente das dificuldades e dos custos políticos envolvidos em seu programa pedagógico. com a rápida expansão do Movimento Popular de Educação em seu país. então. Reformistas e revolucionários de esquerda investiram em Freire. Com a criação do Movimento de Cultura Popular (MCP). na tão discutida estrutura do MOVA-SP na cidade de São Paulo (1989-92).

posteriormente. um outro deslocamento também teve lugar em relação ao significado e implicações de um verdadeiro conceito de conscientização. que combi-nava seu compromisso com a causa da libertação com o amor para com os oprimidos.esmagada por consideráveis perdas na renda . no sentido de uma ação criticamente reflexiva e de uma reflexão crítica que seja baseada na prática. Para decepção de muitos intelectuais acadêmicos tradicionais do Primeiro Mundo. "Conscientização" foi definida como o processo no qual as pessoas atingem uma profunda compreensão. na Guiné-Bissau. em direção ao radicalismo re-volucionário. o "Partido dos Trabalhadores" (PT). O "processo de conscientização" tornou-se sinônimo de luta de classes. parecia estar mais organizada e trabalhava nos seus próprios projetos políticos. Do "tático". isto é. do qual Paulo Freire tornou membro-fundador em -se 1980. estava tendo seu segundo momento de influência. expandindo-as e refocalizando-as em um modo de pensar provocativo. dessa forma. Seu trabalho foi. que ele ajudou a implantar nos anos 60. destacava-se a fundação de um novo partido político. em São Tomé e Príncipe. Marxismo Humanista e Hegelianismo. assimilando-os às necessidades de uma situação sócioeconômica específica e. Quatro anos depois. via processo de "conscientização". tais como Fenomenologia.mais uma vez radicalizava. A classe trabalhadora brasileira. diante da impopularidade do regime e das forças armadas. sua filosofia e "sistema" tornaram-se tão correntes e universais que os "temas geradores" permaneceram . Paralelamente a essa mudança do pensamento de Freire. quanto os 72% que já tinham concluído o curso. tornando a mais ativa na proposição da -se redemocratização do país (1978-1984). Freire chegou ao Brasil quando o Movimento de Educação Popular. cujo detalhado enfoque ultrapassaria os limites desse perfil. na Nicarágua e em vários outros países do Terceiro e do Primeiro Mundo. Ela aponta para a descoberta e a implementação de alternativas libertadoras na interação e transformação sociais. Descobriu logo que os mesmos atores sociais dos idos da década de 60 ainda tinham influências políticas. Personalismo Cristão. quanto de sua capacidade para transformá-la. A concepção educacional frei eana centra-se no r potencial humano para a criatividade e a liberdade no interior de estruturas políticoeconômico-culturais opressoras. Ele participou da importação de doutrinas e idéias européias para o Brasil. Era uma época de crise econômica. Freire trabalhou também em São Tomé e Príncipe. Ela envolve entendimento praxiológico. com o conseqüe nte desejo dos comandos militares. primariamente nos vários anos de seu ativo envolvimento na América Latina. e não apenas como um técnico. Moçambique. juntando forças com a classe trabalhadora. O sistema educacional e a filosofia da educação de Freire têm suas referências em uma miríade de correntes filosóficas. Paulo teve de "reaprender" seu país. recém libertado da colonização portuguesa. Dentre eles. A classe média . Freire propõe uma abordagem praxiológica para a educação. de abandonar o governo. sempre como um militante. desenvolvido nos Estados Unidos. Freire deslocou-se para o "estratégico". confiou a Freire um programa de alfabetização. Integração cultural mudou para revolução política. Freire r cebeu e uma correspondência do Ministro da Educação informando que tanto os 55% dos estudantes matriculados nas escolas não eram mais analfabetos. A prática educativa tornou-se uma práxis mais revolucionária e uma maior ênfase foi colocada no tema do compromisso para com o oprimido. a compreensão da relação dialética entre ação e reflexão. na Suíça. Existencialismo.postulados epistemológicos conduziram-no a interpretar tais resistências como algo acidental e destinado a ser removido por meio de oposição tática a uma dada ditadura e seus respectivos interesses. Em agosto de 1979. Paulo Freire idealizou e testou tanto um sistema educacional quanto uma filosofia de educação. mesmo para os pensadores e intelectuais europeus e norte-americanos. Com a adoção explícita de uma perspectiva política nova. tanto da realidade sócio -cultural que conforma suas vidas. O Estado africano de São Tomé e Príncipe. que durante a ditadura militar (1964-1984) tinha su-portado o maior ônus do "Milagre Brasileiro" e que ainda sofria a "Crise da Dívida Brasileira". Freire visitou o Brasil durante um mês e seu retorno definitivo ao Brasil ocorreu em março de 1980. seus postulados teóricos relativos à ideologia e ao conhecimento mudaram. Os resultados desse programa superaram as expectativas. Angola e Nicarágua. Entre 1975 e 1980.

(FREIRE. a pesquisa bibliográfica. recriar o mundo social. com Paulo Freire: Por isso a alfabetização não pode se fazer de cima para baixo. nesse processo. na sua capacidade de aprender. desafiar. Ele as usou para formular sua crí tica e análise institucional. com métodos que não levam em conta a lógica de quem aprende. 1996) A aquisição do sistema escrito é um processo histórico. p. como por exemplo. dos modos pelos quais as ideologias dominantes e opressivas estão encravada s nas regras. O . o conteúdo da aprendizagem com o processo de aprendizagem. entre outros. possibilitando.3 METODOLOGIA O presente estudo tem como referenciais metodológicos. com histórias que alienam. ajudando a transpor -os esse conhecimento para o "conhecimento letrado". A escrita não é um produto escolar. (FREIRE. O sistema escrito não é um valor neutro. afetiva. a fim de mudar o rumo da mesma. política e técnica. 59. tanto a nível onto-genético. A alfabetização passa por questões de ordem lógico-intelectual. 43) -----------------------------------------------------------------------. através do desvelamento crítico da realidade. as posições de Paulo Freire com respeito à busca de novas práticas educativas ganham força e nos levam a refletir: Alfabetização é a aquisição da língua escrita. Freire experimentou várias expressões da opressão. um conhecimento teórico que servirá como alicerce para a fundamentação de conceitos que envolvam a prática educativa de jovens e adultos.no centro dos debates educacionais da pedagogia crítica nas últimas três décadas. nem de fora para dentro. mantendo sua fé na capacidade do povo em dizer sua palavra e. p. notamos que desde os anos 70. criar soluções. mas sim um objeto cultural. com textos criados por outros para copia-rem. como um fato acabado e neutro. 59. ele permanecerá o utópico que é. como ontem. p. p.4 Métodos e Práticas Há décadas que se buscam métodos e práticas adequadas ao aprendizado de jovens e adultos. a bagagem de conhecimentos trazida por seus alunos. assim. Como? Acreditando no educando. mas de dentro para fora pelo próprio analfabeto. com caminhos pontilhados para seguir. ou até mesmo antes. A pesquisa bibliográfica consiste no estudo das teorias de Freire em Educação e Mudança (1979) e A experiência do MOVA (1996). dessa forma. por um processo de construção do conhecimento. 2. Ferreiro em Reflexões sobre alfabetização (2001). não seguindo a padronização da cartilha que reduz o aprendizado a símbolos pré -determinados e que não condizem com o contexto: As cartilhas não consideram a peculiar lógica do desenvolvimento cognitivo do aluno. priorizando. (FERREIRO. O sistema escrito é produzido historicamente pela humanidade e utilizado de acordo com interesses políticos de classe. que se dá num contexto discursivo de interlocução e intera-ção.------. (FREIRE. sócio-cultural. 72) Com isso. como uma doação ou uma exposição. Fazendo isso. 1996) Essa reflexão leva-nos a buscar novas metodologias. ou simplesmente como uma construção pessoal intelectual. (FUCK. 1979. 2001. escolher e assumir as conseqüências de sua escolha. Esta é a razão pela qual procura-mos um método que fosse capaz de fazer instrumento também do educando e não só do educador e que identificasse. 1996) A alfabetização não pode ser reduzida a um aprendizado técnico-linguístico. como claramente observou um jovem sociólogo brasileiro (Celso Beisiegel). propor. infelizmente. descobrir. nos procedimentos e nas tradições das instituições e sistemas. somente ajustado pelo educador. 60. Por essa razão. o uso da cartilha e metodologias inadequadas na educação de jovens e adultos preocupavam os educadores da época e. enfrentar. p. p. adequadas à realidade do educando. (FUCK. p. a pesquisa empírica. por fim. não acreditamos nas cartilhas que pretendem fazer uma montagem de sinalização gráfica como uma doação e que reduzem o analfabeto mais à condição de objeto de alfabetização do que de sujeito da mesma. Mas isso não será possível se continuarmos bitolando os alfabetizandos com desenhos pré -formulados para colorir. a pesquisa documental e. 1994) O papel do educador é mediar a aprendizagem. resultado do esforço coletivo da humanidade. como uma das condições necessárias ao exercício da plena cidadania: exercer seus direitos e deveres frente à sociedade global. Fuck em Alfabetização de Adultos (1994). estabelecendo uma sociedade mais justa. (FREIRE. como a nível filogenético. 1994) Hoje. essa problemática permeia os tempos atuais: Que a educação seja o processo através do qual o indivíduo toma a história em suas próprias mãos. apoiando-se tão-somente na lógica do sistema de escrita de ensinar. 14 e 15. 14.

sujeitos da pesquisa. composta por 10 alunos (todos estavam presentes) em uma faixa etária entre 18 e 60 anos.4 RESULTADOS 4.1 Coleta dos dados A pesquisa foi realizada em 3 turmas distintas.desenvolvimento da pesquisa consiste na leitura de autores que desenvolveram pesquisas que perpassam a temática em estudo. cujas atividades profissionais são: aposentado. Por que está estudando Antes se sentia humilhada. revista. gari. Necessidade para o trabalho. podendo ser obtidos sem um contato direto com o sujeito da pesquisa. doméstica. Dos 25 alunos presentes. jogos (recorte e colagem) Aprendizagem sem a utilização de cartilha? . folha mimeografada e caderno.em uma Escola Municipal. localizada no centro da cidade. cujas atividades profissionais são: faxineira. Porque tem vontade de aprender. O levantamento dos materiais didáticos utilizados na 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental foi realizado para que se torne possível a análise desse material a fim de verificar se há adequação ou não entre a realidade e as necessidades educativas dos jovens e adultos.1 Análise dos Dados 4. sendo 2 em Escola Estadual e a outra em Escola Municipal. A observação do campo foi realizada concomitantemente com a entrevista para garantir uma maior confiabilidade. recebendo alunos oriundos de diversos distritos também pertencentes a uma classe social menos favorecida). Essa modalidade de pesquisa permite analisar documentos que se constituem de dados ricos e estáveis. Já a pesquisa documental analisa a implementação. Já na Escola Municipal. Na pesquisa empírica foi realizada uma entrevista coletiva. uma turma de 1ª série nível 2. a regularização e as reformas legais que ocorreram ao longo da história da EJA. outros livros. a fim de embasar teoricamente toda a pesquisa. 5 alunos estão insatisfeitos com o uso da cartilha Utilização de outros materiais Jogos. ------------------------------------------------------------------------------.1 Entrevista Coletiva ENTREVISTA COLETIVA QUESTÕES/ALUNOS CAMPO I CAMPO II CAMPO III Estudos antes da EJA Dos 10 alunos presentes.em uma Escola Estadual. do lar e vendedora. composta por 40 alunos (25 alunos estavam presentes) em uma faixa etária entre 14 e 70 anos. confeccionista.1. du-rante o processo ensino-aprendizagem. A amostra foi composta por 20 alunos de uma Escola Estadual que freqüentam as classes de 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. de difícil acesso. sendo 1 estadual (escola de grande porte. seguindo a -se interpretação dos resultados. recebendo alunos oriundos de diversos distritos pertencentes a uma classe social menos favorecida) e 1 municipal (escola de pequeno porte. visto a mesma ser coletiva. 1 aluno já havia estudado Dos 10 alunos presentes. CAMPO I . cujas atividades profissionais são: doméstica. jardineiro e dama de com-panhia. Necessidade para o trabalho Necessidade para o trabalho.em uma Escola Estadual. onde os sujeitos da pesquisa eram oriundos do ensino formal ou nunca tiveram acesso à Educação Básica. Jornal. motorista. uma turma de 1ª série nível 1. localizada no centro da cidade. jornal. 7 já haviam estudado. doméstica. feita em sala de aula. CAMPO III . manicure. Com os educandos. sujeitos da pesquisa. A fim de maximizar a confiabilidade dos resultados obtidos nessa pesquisa. Quer tirar habilitação. foi realizada uma entrevista coletiva e com os educadores dos sujeitos da pesquisa. a amostra é composta por 40 alunos que freqüentam as classes de 1ª série nível 1 e nível 2 do 1º segmento do Ensino Fundamental. serviços gerais. onde serão feitas as anotações de fatos relevantes ao estudo. 1 aluno já havia estudado. de fácil acesso. tem-se. vendedora. O campo de pesquisa consistiu em 2 escolas. composta por 10 alunos (todos estav m a presentes) em uma faixa etária entre 30 e 70 anos. realizamos a organização e análise do material coletado. estampador e do lar. um questionário composto por questões abertas e fechadas. como procedimento. 3. CAMPO II . com educandos partícipes da pesquisa e um questioná-rio composto de questões abertas e fechadas para os docentes dos alunos. uma turma multisseriada (1ª série nível 1 e 1ª série nível 2). Ajuda a ensinar os filhos O que gosta de fazer em sala de aula Aprender Aprender Leitura e operações matemática Como aprende Através da professora Através da professora Através da professora Utilização da cartilha Sim Sim Sim Satisfação com o uso da cartilha Todos os 10 alunos consideram a cartilha ótima Todos os 10 alunos consideram a cartilha ótima Dos 25 alunos presentes. Folha mimeografada e caderno. Após a coleta dos dados. a realização de um instrumento de registro das observações.

Essa turma já teve uma experiência no ano anterior com uma professora que não utilizava a cartilha e que trabalhava livremente a questão da leitura/escrita.Art. mas. ao longo de todo o ano. não colocando empecilho na aplicação da pesquisa. Já em primeira instância. Um fato que nos despertou a atenção foi que na escola o jantar é oferecido em "self-service". A professora relatou que utilizava a cartilha como material de apoio. o conteúdo é repetitivo e massante. Essa turma também faz a utilização da cartilha. já que como determina a Lei 9394/96: Art. Foi relatada.oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas. a professora foi muito receptiva. em uma folha mimeografada. que. A sala de aula apresentava -se um ambiente estimulador de leitura e escrita. cartilha e caderno). fazendo uso apenas do quadro-negro e giz. permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. 11. ora a professora realiza atividades com toda a turma. falando muito e tentando responder as perguntas antes mesmo de serem feitas. a preocupação com relação à continuidade dos estudos. que utiliza assim os mesmos recursos. No dia marcado.Marisley Augusto Ao realizar a primeira visita ao CAMPO I. não trouxe resultados positivos para os alunos. a própria sala de aula e a atividade que estava sendo realizada no momento da pesquisa já refletiam o que se pôde constatar ao término da mesma: um ambiente alfabetizador tradicional. com prioridade. A professora demonstrou-se clara. 11 . oferecido pela Secretaria Municipal de Educação: "PCNs em ação". como trabalhos em grupo. Os Municípios incumbir-se-ão de: V .Alfabetização . não foi observado essa diversidade de material. notou-se um contexto diferenciado. com muitos cartazes e jogos educativos. cartões e textos informativos. mas cada aluno encontra-se em um estágio diferente e segue o seu próprio ritmo de aprendizagem." Título IV . A experiência. pois. multisseriada (1ªNI e 1ªNII). um outro estava tendo atendimento individualizado com a professora e o outro estava trabalhando com jogos educativos. tanto pelos alunos. onde. isto também se deveu ao fato de não terem vivenciado uma outra realidade. ora realizava atividades direcionadas para determinados grupos da tur -ma.Não Sim Sim Tipo de cartilha Tradicional Eu gosto de Ler e Escrever Célia Passos e Zeneide Silva Tradicional Eu gosto de Ler e Escrever Célia Passos e Zeneide Silva Construtivista Todas as letras . a professora foi bastante receptiva. retornamos e percebemos que durante toda a pesquisa a professora apresentou-se preocupada e ansiosa. Isso se deve ao fato de. deixando-nos realizar a pesquisa sem receio. A turma. a professora impediu a entrada das pesquisadoras na sala de aula. com as quatro operações em grau elevado de dificuldade. o ensino fundamental. infelizmente. resultando em uma resolução bastante complexa para o nível da turma. funcionar uma turma de educação e special com a mesma professora. Os alunos mencionaram a importância da cartilha. dando assim autonomia para os alunos escolherem o quanto e o que comer. Notou-se que a postura da professora. Ao realizar a 1ª visita ao CAMPO II. Os educandos demonstraram estar satisfeitos com os resultados alcançados até o momento. o que não nos impe-diu de realizar a pesquisa. por cobrança dos próprios alunos que mostram a necessitam de se ter um livro para ajudar na leitura e também como satisfação para os familiares. os materiais didáticos (folha. segundo os próprios alunos. cartazes. A professora relatou a utilização de materiais didáticos como: cartazes. Encontramos três grupos de trabalho na sala de aula: um grupo estava realizando atividades. não conseguiram avançar em seu nível de aquisição da língua escrita. Percebemos que alguns alunos não se encontram satisfeitos com o uso da cartilha. O trabalho realizado pela professora ao utilizar a cartilha é coletivo. na mesma sala. recorte e colagem entre outras. Foi possível observar uma atividade d e matemática. solicitando que as mesmas retornassem em data específica marcada por ela. etc. a professora relatou que os educadores do EJA partici-pam de um curso mensal. no momento da pesquisa.inciso V Ao realizar a visita ao CAMPO III. e. por não deixar a aprendizagem tornar-se fragmentada. segura e bas-tante objetiva em suas respostas. em que é discutida . era composta por mais de 40 alunos. quanto pela professora. Já os alunos demonstraram-se cautelosos. Por ser uma escola municipal.

as desigualdades sociais e aumentando as chances de participação política . escolher e assumir as conseqüências de sua escolha.1. dificuldade em reter conteúdos. idade avançada. Biscateiros. conhecer o aluno como indivíduo.alguns. Processo educativo para jovens e adultos Você trabalha com a EJA fundamentada em algum posicionamento teórico específico? Qual? Porquê? Preocupo -me.E. Motivos:. etc. jogos e tudo o que pode melhorar o aprendizado Qual é a realidade sócio-econômica de seus alunos? Assalariados . pois recebem tudo "pronto". jardineiros. como livros. a alfabetização de jovens e adultos pode ser mais bem compreendida dentro da . 4. em suas respostas. babás e manicure Baixa O material didático que você utiliza está coerente com a realidade de seus alunos? Por quê? Não. Porque o material é quase sempre infantil Quais as dificuldades encontradas na prática profissional da EJA? A maior dificuldade é a realidade dos alunos.social através de uma consciência crítica. apesar de sua pouca formação específica na EJA. de aprender. Apesar de o uso da cartilha ser eficaz. diminuindo. demonstrou boa vontade em responder o questio-nário.. domésticas. Jornais. a cartilha é o ponto cêntrico para o processo da aquisição da leitura e escrita. revistas. explorar o estudo das palavras e famílias silábicas.E pela EJA Apaixonada Além dos livros didáticos. porteiros. mostrou-se precisa e clara em suas respostas. (O EJA está passando para o município) Adaptando as idéias de Paulo Freire. segundo FUCK (1994) os alfabetizandos são impedidos de se tornarem os construtores de seu próprio conhecimento. Gostaria que houvesse maior empenho por parte da S.2 Interpretação dos dados Após fazer a analise e refletixão sobre os dados obtidos na pesquisa. estando o acesso restrito à Secretaria de Educação do Município de Petrópolis. atuante no CAMPO I. cartões. cartazes. A necessidade de se adequar as práticas educativas à realidade desses alunos se deve ao fato de os mesmos já possuírem um conhecimento cultural e um nível de subjetividade diferenciado das crianças do Ensino Regular. mas não fez a devolução do questionário respondido. Muitos levantamse as 5 h para preparar o almoço e as marmitas. A professora. lavadeiras. acho um trabalhado maravilhoso. porque não há material específico para EJA Qual a sua visão da EJA? Como professora. Poucos e fracos. A professora. Já a professora do CAMPO III. Por essa razão não acreditamos nas cartilhas que pretendem fazer uma montagem de sinalização gráfica como uma doação e que reduzem o analfabeto mais à condição de objeto de alfabetização do que de sujeito da mesma. antes de desenvolver o conhecimento cognitivo. noticiários. quais outros recursos que você utiliza na EJA? Quadro de giz. 72) Dessa forma. 4. mesmo não tendo formação superior na área de educação nem especialização na EJA.horário de ônibus com muito espaço após as 20 h.Pedagogia (Orientação Educacional) Formação de Professores -Fonoaudiologia Tempo de atuação no magistério 39 10 Tempo de atuação na EJA 12 6 Você fez alguma especialização para trabalhar com a EJA? Cursos de pequena duração Não O que você entende por EJA? Entendo que seja a oportunidade para o educando conquistar sua autonomia. assim. são acompanhantes a noite. (FREIRE. entre os mate -riais didáticos utilizados nessa modalidade.2 Questionário QUESTIONÁRIO QUESTÕES CAMPO I CAMPO II CAMPO III Sexo Feminino Feminino Idade 57 31 Formação profissional Curso Normal . atuante no CAMPO II. criar soluções. uma visão bastante crítica e consciente. Tanto na escola quanto na papelaria não encontrei livros específicos para adultos Não. slides. Falta de materia l. desco brir. demonstrou -nos. sendo as mesmas coerentes com a sua prática. inserindo-o num contexto social de onde deverá sair o conteúdo a ser trabalhado. o que infeliz-mente não foi o que pudemos constatar ao realizarmos a observação no campo. porque é o que mais se aproxima da realidade do EJA O que você acha dos recursos que utiliza na EJA? Por quê? Gostaria de ter conteúdos específicos para o EJA. específico para a EJA.Faltam muito e saem cedo.essa modalidade de ensino e apresentado um material enviado pelo MEC. 1979. contendo cenas do cotidiano. ficam com sono durante as aulas cansaço. comentários sobre Programas de TV.garis. p. pudemos con -cluir que as práticas educativas desenvolvidas na EJA no município de Petrópolis não são adequadas ao contexto e às necessidades educativas dos jovens e adultos pois. além de trabalhar durante o dia. faxineiros. o que bitola e não leva em consideração a lógica de quem aprende. gratificante.

Brasília. pois esses se acostumaram com a cartilha como sendo o único meio de aquisição da leitura e escrita. Legislação do Ensino Supletivo. Educação e mudança. a parceria dos familiares e da própria instituição de ensino. através da elucidação crítica da realidade. para que os mesmos também lutem para ser partícipes de uma prática educativa coerente com a realidade cultural por eles vivenciada. ______. o apoio devido do Município e a cobrança indevida da direção da instituição. enfatiza que o processo de aquisição da língua escrita se dá em um contexto discursi vo de interlocução e interação. em dar credibilidade à atuação dos educadores. pudemos concluir que toda a teoria sobre a EJA. saindo de uma etapa em que a modalidade conta apenas com a utilização da cartilha (que não é escolhida pelos professores do EJA. não basta somente revermos o material didáti-co. ______. FREIRE. mas sim o que excede no ensino regular) e do esforço individual dos profissionais da área. porém é preciso não só o educador repensar o seu papel enquanto mediador de uma apren-dizagem que priorize a bagagem de conhecimento trazidos por seus alunos. subsidiando materiais didáticos para que se possam criar ambientes estimuladores do processo da aquisição da leitura e da escrita. para que os mesmos possam refletir sobre sua prática e criar estratégias para modificar essa prática descontextualizada. Departamento de Docu mentação e Divulgação. Petrópolis: Vozes. Plano Nacional de Educação. sendo trabalhado de forma eficaz.Lei de Diretrizes e Base da Educação nº 5692 de 11. o investimento por parte do Município. temos em vista também algumas considerações no sentido de recomendar que sejam feitos cursos regulares de capacitação para os profissionais atuantes nas classes da EJA. para que esse espírito de transformação contagie e motive os educandos das classes da EJA. ______. capítulo IV. mas também a flexibilidade das insttuições em i permitir a realização de um trabalho diferenciado e investir em material didático e na qualificação dos profissionais dessa área. 1998. ao diferente em uma clien-tela com pouca oportunidade de estudo? Ou será que. Regulamenta o capítulo IV da Lei 5. con-seguiria despertar o interesse em se utilizar as novas tecnologias. Organização de Moacir Gadotti. ------------------------------------------------------------------------------. por fim. Ministério da Educação e Desporto."experiência do MOVA" de FREIRE (1996) que. Constituição Federal de Educação. O que impede esses educadores de colocar a teoria em prática? O que esses profis -sionais apontam como impedimento para uma prática educativa coerente com a realidade cul tural de seus educandos é a falta de suporte de cunho financeiro e institucional. MEC. Instituto Paulo Freire. Pensamos como seria a reação e a desenvoltura desses educandos freqüentadores da EJA ao se tornarem partícipes de projetos que atualmente estão sendo propostos como a alfa-betização digital. ainda continua em plano utópico. Para essa adequação se tornar viável. levando o educando a tornar-se um cidadão cônscio de seu papel na sociedade global. Acesso em: 10 maio 2002.08. poder contar com a disposição. que a cada dia que passa compõem mais e mais o nosso cotidiano? A partir dessas conclusões. Moaci Alves. LDB fácil: Leitura crítico-compreensiva: artigo a artigo. A experiência do MOVA.692/71. MEC. SP/ Brasil. Disponível em: . 06 de julho de 1972. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. a EJA no município de Petrópolis está entrando em um estágio de transição. A acomodação dos educandos é um outro fator que colabora para o estado de mes-mice dos educadores. 1979. -------------------------------------------------------------------------------REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. baseando no material fornecido -se pelo MEC e que está sendo analisado no curso "PCNs em Ação" oferecido pela Secretaria Municipal de Petrópolis. partindo para uma etapa de estudo e reflexão para futuras mudanças. ao explicar o processo de alfabe -tização. Será que não ocorreria uma resistência ao novo. ______. tradução de Moacir Gadotti e Lillian Lopes Martin. Com base em nosso estudo. Paulo.5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES Em nosso pensar. São . DFU. boa vontade e entusiasmo dos professores em assumir esse compromisso de mudança. Acesso em: 10 maio 2002. tais como: a f lta a de material específico. Ensino Supletivo. apesar dos educadores dessa modalidade terem este conhecimento e discurso embasados teoricamente. no sentido de não cobrar que a cartilha seja utilizada e preenchida em um tempo mínimo fixado e. CARNEIRO. que perpassa décadas e décadas. Rio de Janeiro.PARECER nº 699/71. Disponível em: .71. 1974. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Tradução Horácio Gonzales et al. 3. Subsolo. HESSEN. Tratado de metodologia. Reflexões sobre alfabetização. TORRES. S.br/acs/acsweb/clipping/adultos. 360 p. Manual de elaboração de projetos de pesquisa. São Paulo: Cortez. Viver.BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ALVES. ed. O planejamento de pesquisas qualitativas em Educação. PÁDUA. Estado e Educação de Adultos (1964 . Alfabetização de Adultos. et al. T. 2001. duração de seis a oito meses. 2 001. LUDKE. PEREIRA. 1996. M. 2. Ano 13. 2000. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. ______. 3. Teoria do conhecimento. Quadra 506. ed. E. 2. ou então pelo telefone 9978-2518. 1998. Acesso em: 09 maio 2002. P. Uma voz européia: Arqueologia de um pensamento.htm Autor(es): Universidade de Brasília Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Centro de Voluntariado do Distrito Federal (Voluntários Candangos) está com matrículas abertas para pessoas que querem ser alfabetizadas. GOLDEMBERG. Rio de Janeiro: Record. Avaliação emancipatória. 1998 p. Metodologia do conhecimento científico. O interessado deve procurar o centro pessoalmente na W3 Norte. 1991. 1995. ______. para ser encaminhado ao Núcleo de Alfabetização mais próximo de sua casa ou trabalho. 24. 1994. solicito a sua colaboração respondendo Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 16 Aulas de alfabetização para jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. SAUL. São Paulo: Cortez. Pesquisa em Educação: Abordagens Qualitativas. L.1985). aprender: educação de Jovens e Adultos (Livro 1) São Paulo: Ação Educativa. Sala 1. 1994.. 1998. Disponível em: . M. 1994. H. Atualizada. Dos tempos da caverna ao computador. Irene Terezinha. 7. Para tal. Cláudia Lemos. Relato de uma experiência construtivista. de. Pesquisa e construção do conhecimento. 1997.. ed. ANDRÈ. O processo de pesquisa: iniciação. C. HADDAD. São Paulo: Atlas. Leôncio José Gomes. Elizabete M. Marli. n. Coimbra: Aménio Amando. Johannes. Campinas: Papirus. VÓVIO.-----------------------------------------APÊNDICE I Prezado (a) Professor (a). No trabalho que ora desenvolvemos para a elaboração do nosso projeto de pesquisa. ed. Sílvio Luiz. MOURA. São Paulo: Cortez. GERHARDT. Ana Maria. Também a ONG Círculo Operário do Cruzeiro oferece curso gratuito de alfabetização de jovens e adultos para aqueles que ainda não tiveram a . SOARES. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. precisamos obter algumas informações acerca de sua visão sobre o material didático que são utilizados na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Petrópolis: Vozes. M. Faculdade de educação/UERJ. V. Sergio. São Paulo: Faculdade de Educação da USP. 1994. Heinz-Peter. GIANFALDONI.) Dicionário em construção. A. Emília. jun. A Política Educacional. Menga. Ivani (org. 1999. In: Revista Universidade e Sociedade. M. 5. ed. DEMO. ed. MARQUES. 2000. São Paulo: Cortez. Rio de Janeiro: Eduerj. F. GIL. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: EPU. Pesquisas e construção: metodologia científica no caminho de Habermas. FUCK. Pedro. 1978. Alda Judith. ------------------------------------------------------------------------------. 28-30. -------------------------------------. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. 1991. MOROZ. O curso é gratuito e tem duração de seis a oito meses Cópia do Texto: O Centro de Voluntariado do Distrito Federal (Voluntários Candangos) está com matrículas abertas para pessoas que querem ser alfabetizadas O curso é gratuito e tem . Brasília: 2002. Disponível em: . São Paulo: Atlas. FAZENDA. no prédio da Polícia Rodoviária Federal.. Metodologia da pesquisa: abordagem teórico-prática. Antônio Carlos. Brasília: MEC.Paulo. M. das 15h às 18h. Acesso em: 11 maio 2002. FERREIRO. OLIVEIRA. Miriam. ed.unb. 17.

A programação preliminar prevê um painel inaugural sobre a Década de Alfabetização e tre mesas redondas sobre Políticas Públicas de educação de Jovens e Adultos e prioridades educacionais do Governo Lula. que contou com representantes da Unesco. das 19h30 às 22h.A troca de experiências será realizada em grupos de interesse em torno aos temas da educação do Campo. O trabalho é acompanhado pelo Grupo de Trabalho Pró-Alfabetização de Adultos do DF e Entorno (GTPA) e supervisionado por professores da Faculdade de Educação da UnB. a inserção da educação de jovens e adultos e nos planos estaduais e municipais e no financiamento da educação básica. a partir de março. do Serviço Social da Industria.com.asp .asp?acao=leitura&idmateria=TUJ0Y Autor(es): cedefes Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Diretrizes para o V Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos. dentre outras propostas. da Comissão Nacional de Fóruns Permanente de Educação de Jovens e Adultos do Mato Grosso. educação inclus currículo. demande a reconstituição da Comissão Nacional de Educação de Jovens e Adultos. de professores e tecnologia.mt@pop. que será realizado de 3 a 5 de setembro em Cuiabá (MT).edu/bj_social_projetos_AC. da Comissão Nacional de Fóruns Permanente de Educação de Jovens e Adultos do Mato Grosso.br/noticia. Os organizadores esperam que o Encontro ajude a consolidar a prioridade conferida pelo governo federal conferida pelo governo federal à alfabetização de jovens e adultos e impulsione a ampliação de oportunidades de continuidade de estudos.org.fae. que contou com representantes da Unesco. Data do Texto: 2003-07-08 00:00:00 18 Bom Jesus Social . dos Ministérios da Educação dos Estados . formação iva.br permite entrar em contato com o Fórum do Mato Grosso.cedefes. Para isso. da Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil. do Serviço Social da Industria. favorecendo sua constituição naqueles estados onde ainda não existem. Cópia do Texto: Vº ENEJA Avançam preparativos para o Vº ENEJA em Cuiabá Acontecerá entre 3 e 5 de setembro próximo Diretrizes para o V Encontro Nacional de Educação de Jovens e Adultos. que organiza localmente o evento. serão convidadas autoridades federais e a programação colocará em discussão a Década da Alfabetização. Data do Texto: 2003-02-28 00:00:00 17 Avançam preparativos para o V ENEJA em Cuiabá Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. que será realizado de 3 a 5 de setembro em Cuiabá (MT). foram estabelecidas no inicio de maio em reunião dos promotores.oportunidade de aprender a ler e escrever. foram estabelecidas no inicio de maio em reunião dos promotores. Informações: 233-0669 e 361-8203. que fica no Cruzeiro Velho.Está em debate a idéia de elaboração de uma "Carta de Cuiabá" que. Lote 9 (atrás da agência do Correio). AE 9. Outro objetivo do V ENEJA é projetar publicamente os Fóruns de Educação de Jovens e Adultos.Valores que transformam Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. dos Ministérios da Educação dos Estados . Eles utilizam o Método Paulo Freire e as aulas são no Círculo. O e-mail cee. da Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil.

txt Autor(es): Magic Web Design Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A alfabetização de jovens e adultos com o uso da informática. Segundo dados da Unesco. os filhos de funcionários de baixa renda da prefeitura. O Bom Jesus se responsabiliza pela doação de material escolar e. este projeto é desenvolvido pelo Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes e pela FAE Business School. O público beneficiado são pessoas de baixa renda de Curitiba e Região Metropolitana. PROJEM Projeto do Ensino Médio O PROJEM é desenvolvido pelo Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes. em alguns casos. Graças ao projeto Luz das Letras. sob a coordenação técnica e pedagógica da Copel. Cópia do Texto: A alfabetização de jovens e adultos com o uso da informática.com. O software usado no projeto está sendo desenvolvido pela Magic Web Design. até mesmo pela alimentação. Conheça alguns dos projetos neste sentido desenvolvidos pelo Bom Jesus Social: PROALFA Projeto Voluntário de Alfabetização de Jovens e Adulto O PROALFA é desenvolvido no Bom Jesus Água Verde.php?flag=2&arquivo=noti_01. O público beneficiado são pessoas de baixa renda e coletores de material reciclável do Parolim.Autor(es): FAE Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Projetos de ação comunitária Estes projetos têm como objetivo p rincipal educar jovens e adultos de baixa renda em parceria com entidades governamentais e nãogovernamentais. Concluída e 4a série do Ensino Fundamental. existem atualmente 1600 softwares registrados no mundo para a alfabetização desse . sob a coordenação técnica e pedagógica da Copel.magicwebdesign. e é o primeiro programa brasileiro para a alfabetização de adultos.br/midia/magi_txt. PROBOM Projeto Bom Aluno Bom Jesus Em parceria com o Instituto Bom Aluno. colaboradores de pais e alunos e comunidade em geral. já é realidade no Brasil. desenvolvido pela Copel. o PROEJA oferece turmas de 1a a 4a série. já é realidade no Brasil. desenvolvido pela Copel. jovens e adultos estão aprendendo a ler e a escrever de maneira rápida e divertida. e é o primeiro programa brasileiro para a alfabetização de adultos. os alunos são encaminhados para escolas públicas. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 19 BRASIL TEM O PRIMEIRO SOFTWARE PARA ALFABETIZAÇÃO Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. O software usado no projeto está sendo desenvolvido pela Magic Web Design. Esse projeto beneficia. com a participação de professores voluntários. com bolsa integral. As turmas são formadas por pessoas de todas as idades. Garante 100% de gratuidade para os alunos da 8a série ao Ensino Médio e 50% para os alunos da FAE Business School. de 2a a 5a feira. em parceria com a secretaria de Recursos Humanos da Prefeitura Municipal de Curitiba. jovens e adultos estão aprendendo a ler e a escrever de maneira rápida e divertida. Graças ao projeto Luz das Letras. Conheça alguns dos projetos neste sentido desenvolvidos pelo Bom Jesus Social: Cópia do Texto: Projetos de ação comunitária Estes projetos têm co mo objetivo principal educar jovens e adultos de baixa renda em parceria com entidades governamentais e nãogovernamentais. É destinado a alunos talentosos de baixa renda recrutados pelo Instituto Bom Aluno. PROEJA Projeto de Educação de Jovens e Adultos Desenvolvido no Bom Jesus Nossa Senhora de Lourdes.

". comemora Lindolfo Zimmer. Entre os participantes." destaca Zimmer. Para desenvolver o software. Desse total.globo.com/2000/03/01/010050. Desde dezembro passado o currículo social conta pontos na ascensão funcional dentro da Copel. O curso referente ao Ensino Fundamental (que levaria 3. "A empresa remunera o funcionário que se dedica ao trabalho voluntário. é a responsável pelo conteúdo programático do Luz das Letras. no auditório da FIEC Cópia do Texto: O objetivo era possibilitar uma discussão mais aprofundada sobre as novas perspectivas para a Educação de Jovens e Adultos. o mascote do programa é registrado com o nome do aluno. sendo que já há alunos em condições de passar para o módulo 3". entre outros. A pedagoga Simone Flauzino. O projeto piloto do programa Luz das Letras foi iniciado em julho do ano passado. 300 alunos participam do programa. passando mensagens para os colegas".segmento da população. em pouco tempo de aula. O programa é dividido em cinco módulos. a empresa Magic Web Design mantém uma equipe p ermanente de oito designers e programadores com dedicação exclusiva ao projeto. "As primeiras turmas estão cursando os módulos 1 e 2. o CNE promoveu a primeira audiência pública no país. A cada 100 horas trabal adas. diretor de Marketing da Copel e idealizador do Luz das Letras. André Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Pensando no baixo nível de escolaridade e concebendo que a alfabetização é direito humano fundamental. O quinto e último módulo é de profissionalização básica . Reserva do Iguaçu. A ousadia da equipe empenhada em desenvolver o software vai mais longe. Atualmente.htm Autor(es): LIMA. "Como estão em contato com o computador. somando um total de 50 milhões de pessoas. O Brasil ainda não dispunha de qualquer aplicativo exclusi o para v esse uso. funcionária da Copel com mais de dez anos de especialização na educação de adultos. Data do Texto: 2001-02-19 00:00:00 20 CNE discute diretrizes para a alfabetização de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://diariodonordeste. o h funcionário recebe um certificado que vai fazer parte de seu currículo social. No Brasil. que interage com o personagem do primeiro ao último módulo. Pinhão. Para incentivar o estudante. um total de 15 milhões de . as salas de aula estão montadas em quatro laboratórios em Curitiba e outros municípios de Cascavel. a rapidez e o fascínio que o computador oferece são os principais componentes para o sucesso do programa. Essa é uma ferramenta importante para a redução do analfabetismo no Brasil. Qualquer pessoa que tem uma empregada doméstica analfabeta poderá baixar o programa na internet e aplicar os módulos em casa. sendo que os quatro primeiros correspondem ao ensino de 1ª a 4ª séries. A intenção é disponibilizar o programa para download na internet. Nessa fase experimental. o presidente da Câmara de Educação Básica. Todas as aulas são monitoradas por professores contratados e funcionários da Copel voluntários do programa. Ulysses de Oliveira Panisset. os alunos acabam aprendendo a utilizar o e -mail e passam a usá-lo dentro da empresa. 70% são mulheres com idade entre 40 e 55 anos. "Queremos universalizar o programa. explica Zimmer. apesar de ter 10% da população de analfabetos absolutos e 30% de analfabetos funcionais (que só sabem escrever o nome). Segundo ele. conta Zimmer.adaptando à realidade de cada aluno para que ele esteja apto para enfrentar o mercado de trabalho ao final do curso.200 horas no ensino tradicional) pode ser completo em 200 horas. Qualquer funcionário que queira trabalhar uma hora por semana de forma voluntária no programa Luz das Letras ou em qualquer outro programa a empresa paga.

Explica também que a escola terá autonomia para avaliar.850.970.No Estado do Amazonas 6.senado.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . no direito à educação permanente Data do Texto: 2000-03-01 00:00:00 21 Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2002 Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www3. Para evitar que sejam emitidos certificados irregulares. que deverá se constituir em diretrizes nacionais dos currículos escolares.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 0081 . acumulada ao longo da vida. De um universo de sete milhões de habi antes. um milhão t ainda não tiveram acesso aos bancos escolares. Esse saber não reconhecido deve ser identificado pela escola.00 mais detalhes 0081 .Programa Supletivo) 0041 . Segundo o relator do parecer da Câmara.Garantia de Padrão Mínimo .00 mais detalhes 0081 .No Estado de Minas Gerais 2.356. avisa.No Estado do Paraná 153.Programa Supletivo) 0031 . Entre elas. Somando-se aos chamados "iletrados" ou analfabetos funcionais cidadãos com até três anos de escolaridade . O CNE está dialogando com o Ministério da Educação para incluir essa nova modalidade de ensino no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). O conselheiro Jamil Cury explica que o estabelecimento educacional ao avaliar o indivíduo poderá atribuir créditos à experiência dele. perfazendo um total de 14.No Estado do Mato Grosso 364.br/orcamento/LOA/consultas/acoes. A previsão é de que. organizar e sistematizar esse conjunto de diretrizes. Para mudar a estrutura da educação de jovens e adu ltos. a educação de adultos é um direito ao exercício da cidadania.008.Programa Supletivo) 0016 . a partir de maio.00 mais detalhes 0081 . a versão preliminar do parecer.7% da faixa populacional. o número sobe para 34 milhões de brasileiros. a que estende a modalidade de Educação de Jovens e Adultos nas unidades escolares que ofertam os cursos de Ensino Fundamental. alerta para as sanções rígidas que serão impostas às escolas. enviado pelo governo ao Congresso. "A escola será desautorizada a continuar funcionando".pessoas com idade acima de 15 anos são analfabetas.gov.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . As estatísticas preocupantes atingem o Ceará.asp?cod_programa=0047&titul o=Educa%E7%E3o+de+Jovens+e+Adultos Autor(es): Senado Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Ações previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as esferas Cópia do Texto: Ação Subtítulo Total proposto 0081 . a Câmara de Educação apresentou durante a audiência.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . de 1996. conselheiro Carlos Roberto Jamil Cury. O novo projeto pedagógico se baseia no princípio da contextualização. estabelece metas e prazos para focalizar jovens e adultos na faixa etária de 15 a 30 anos.102. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).351. Se as novas diretrizes curriculares forem homologadas pelo Ministério da Educação.755. os conselheiros estaduais e municipais possam aplicar essas novas diretrizes. A idéia é que o currículo tradicional considere a experiência de vida dos adultos não escolarizados.Programa Supletivo) 0051 .Programa Supletivo) 0013 .No Estado do Amapá 460. O Plano Nacional de Educação.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . elas terão força de lei.00 mais detalhes 0081 .

Alfabetização de jovens e adultos nas áreas de reforma .Projeto Alvorada 11.Projeto Alvorada 20.00 mais detalhes 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .518.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 0081 .418.146.Projeto Alvorada 39.No Estado do Ceará .Formação Continuada de Professores de Jovens e Adultos 0001 .Programa Supletivo) 0119 .Projeto Alvorada 10.Programa Supletivo) 0133 .00 mais detalhes 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .SP mais detalhes 0507 .881.929.Rio Branco .AC mais detalhes 2047 .00 mais detalhes 0081 .Projeto Alvorada 9.00 mais detalhes 2263 .113.Projeto Alvorada 61.No Estado de Roraima .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .000.No Estado da Paraíba .Projeto Alvorada 98.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 0081 .Projeto Alvorada 4.517.216.222.000.357.00 mais detalhes 0081 .de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .000.321.462.Projeto Alvorada 26.No Espírito Santo 299.Projeto Alvorada 45.926.461.509.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .591.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado de Sergipe .242.Programa Supletivo) 0113 .00 mais detalhes 2335 .Programa Supletivo) 0125 .00 mais detalhes 0081 .No Estado do Piauí .00 mais detalhes 0081 .906.Programa Supletivo) 0139 .037.No Estado do Acre .No Estado do Maranhão .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0004 .Projeto Alvorada 20.Estado do Maranhão mais detalhes 0507 .Programa Supletivo) 0137 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado do Pará .Nacional 15.00 mais detalhes 0081 .723.No Estado da Bahia .Projeto Alvorada 10.No Estado de Pernambuco .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço Programa Supletivo) 0127 .000.671.679.Nacional 4.00 mais detalhes 2047 .Programa Supletivo) 0143 .No Estado de Rondônia .184.Projeto Alvorada 8.991.00 mais detalhes 0081 .546.Programa Supletivo) 0052 .755.Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos .Projeto Alvorada 30.00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 7857 .No Estado do Rio Grande do Norte .Nacional 10.00 mais detalhes 0507 Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0006Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos Itanhaém .Nacional 15.784.Alfabetização Solidária para Jovens e Adultos 0101 Nacional .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Fomento a Projetos Especiais para a Oferta de Ensino Fundamental na Diocese de Rio Branco .Programa Supletivo) 0141 .Material Didático-Pedagógico para Educação de Jovens e Adultos 0001 .000.No Estado de Goiás 268.789.00 mais detalhes 4397 .00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0507 .616.202.496.Programa Supletivo) 0129 .Programa Supletivo) 0131 .Produção e Distribuição de Programas da Rádio-escola para Jovens e Adultos 0001 .000.268.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0012 .Programa Supletivo) 0115 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Programa Supletivo) 0135 .00 mais detalhes 0081 .Nacional 555.Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0001 .881.No Estado de Alagoas .Programa Supletivo) 0181 .No Estado de Tocantins .000.Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0014 .Alfabetização Solidária para Jovens e Adultos 0001 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .937.Projeto Alvorada 16.Programa Supletivo) 0121 .00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .

00 mais detalhes 0081 .00 Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 22 Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2003 Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www3.489.No Estado de Roraima 4.842.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 0081 .150.No Estado do Pará 60.000.Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0040 .395.00 mais detalhes Não foi possível executar a consulta ao banc de dados.355.060.no Estado de Roraima mais detalhes 7857 .No Estado do Amazonas 6.00 mais detalhes 7857 .Na Região Sudeste 456.Na Região Norte 2.asp?cod_programa=00 47&titulo=Educa%E7%E3o+de+Jovens+e+Adultos Autor(es): Senado Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Ações previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as esferas Cópia do Texto: Consulta ao Projeto da Lei Orçamentária Anual para 2003 Ações previstas para: Educação de Jovens e Adultos Esfera: Todas as esferas Ação Subtítulo Total proposto 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .825.00 mais detalhes 0081 .No Estado de Tocantins 10.Programa Supletivo) 0023 .Programa Supletivo) 0011 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço - .Programa Supletivo) 0024 .Na Região Nordeste 2.875.No Estado do Rio Grande do Norte 26.Programa Supletivo) 0017 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0050 .No Estado de Rondônia 8.00 mais detalhes 7857 .00 mais detalhes 0081 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0006 .033.00 mais detalhes 0081 .No Estado do Ceará 39.Programa Supletivo) 0014 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Programa Supletivo) 0012 .00 mais detalhes 0081 .670.295.895.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado do Piauí 21.gov.006.00 mais detalhes 0081 . Descrição do erro: o Invalid use of Null TOTAL 478.br/orcamento/LOA/consultas/loa2003/acoes.Programa Supletivo) 0022 .00 mais detalhes 0081 .247.675.00 mais detalhes 7857 .000.00 mais detalhes 0081 .955.776.755.000.Na Região Centro-Oeste 1.Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária .00 mais detalhes 0081 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0020 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0010 .agrária .000.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .488.738.No Estado do Amapá 461.Programa Supletivo) 0016 .Programa Supletivo) 0013 .Nacional mais detalhes 7857 .senado.160.00 mais detalhes 0081 .275.000.321.Programa Supletivo) 0021 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .00 mais detalhes 7857 .Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0030 .100.000.No Estado do Acre 10.937.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado do Maranhão 30.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Na Região Sul 423.Programa Supletivo) 0015 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .

Nacional 10.No Estado de Minas Gerais 2.No Estado da Paraíba 16.00 mais detalhes 0081 .832.com.736.Nacional 10.00 mais detalhes 2335 .Fomento a Projetos Especiais para Oferta de Ensino Fundamental a Jovens e Adultos 0001 . Mas o Fundef o fundo que redistribui os recursos da educação.000.00 mais detalhes 7857 Alfabetização de Jovens e Adultos nas Áreas de Reforma Agrária 0001 . Acabou com alguns programas e enxugou outros.00 mais detalhes 0081 .No Estado de Pernambuco 44.Programa Supletivo) 0025 .htm Autor(es): ROSSETTI.foi uma catástrofe para a educação de jovens e adultos.00 mais detalhes 0081 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .Programa Supletivo) 0051 .00 Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 23 Contradição marca política de alfabetização Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço Programa Supletivo) 0026 .uol. Este ano .Nacional 555.000.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado do Espírito Santo 299.o ministro Paulo Renato Souza está admitindo que projetos de ensino fundamental voltados a jovens e adultos recebam recursos do Fundef.após quatro ou cinco de abandono .886.No Estado de Sergipe 10.000.000.br/aprendiz/n_colunas/f_rossetti/id130900. o chamado fundão . há a nova orientação curricular para esse tipo de ensino.Nacional 94. priorizando dinheiro para o ensino fundamental.00 mais detalhes 4397 .Programa Supletivo) 0041 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .No Estado do Paraná 153.Programa Supletivo) 0029 .Programa Supletivo) 0052 .00 mais detalhes 0081 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .000.475.Programa Supletivo) 0027 .Programa Supletivo) 0028 .702.00 mais detalhes 0507 .585.00 mais detalhes 0081 Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .000.00 mais detalhes 4641 Publicidade de Utilidade Pública 0001 .317. o governo teve altos e baixos em geral.No Estado do Mato Grosso 364.730.890.00 mais detalhes 0081 .00 mais detalhes 0081 . Cópia do Texto: Contradição marca política de alfabetização A questão do analfabetismo de jovens e adultos mostra uma das principais contradições da política do governo Fernando Henrique Cardoso na área social.No Estado da Bahia 10.000. produzida pela organização não-governamental Ação Educativa.00 mais detalhes 0081 . Pelo lado do Ministério da Educação.Nacional 2. Como destaque.Programa Supletivo) 0031 .110.Formação Continuada de Professores de Jovens e Adultos 0001 .Nacional 15.060.740.00 mais detalhes TOTAL 457.Material Didático-Pedagógico para Educação de Jovens e Adultos 0001 .064.615.710.No Estado de Goiás 268. Fernando Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A questão do analfabetismo de jovens e adultos mostra uma das principais contradições da política do governo Fernando Henrique Cardoso na área social.965.000.No Estado de Alagoas 20.000.000.375. mais baixos do que altos.000.00 mais detalhes 2263 Produção e Distribuição de Programas da Rádio-escola para Jovens e Adultos 0001 .00 mais detalhes 0081 .Programa Supletivo) 0032 .Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço .980.Garantia de Padrão Mínimo de Qualidade para o Ensino Fundamental de Jovens e Adultos (Recomeço . Mas faz tempo que não aparece dinheiro novo .

Na conclusão do curso. uma proposta bastante consistente de estruturação de políticas sociais. como forma efetiva de contribuir. O método. há um modelo que não conseguiu virar política pública. Enquanto isso. A chave do sucesso é o trabalho de estímulo e afetividade: nas salas. distribuídos em diferentes localidades de São Paulo e também em alguns Estados do Brasil. pioneiro. na qual o Estado desempenha o papel de articul dor de a alianças e parcerias. É. receitas. A esperança é que o governo federal consiga finalmente resolver essa contradição Data do Texto: 2001-07-21 00:00:00 24 Curso de Alfabetização para Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. que desde 1987 vem conferindo o principal passaporte para a cidadania. está à margem das políticas educacionais. Ou seja. mantido por uma rede de parcerias e recursos dos setores público e privado. enquanto cidadãos. revistas. no Rio. monitores e pessoal de apoio) é formada por membros da BSGI. letras de música e tudo o que faz parte do cotidiano do aluno. mas pela alegria dos familiares e amigos. De outro. conforme seus interesses e necessidades.para a área. com não mais de 20 pessoas. São utilizados diferentes materiais e recursos: cadernos de avaliação. é resultado de experimentações realizadas durante cinco anos (1983-1987) pelo Departamento de Alfabetização para Jovens e Adultos.org.Brasil Soka Gakkai Internacional Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: As pessoas que não tiveram acesso à escolarização formal encontram o estímulo certo no Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos. marcada não só pela emoção do aluno por esta conquista. Pelo contrário. os alunos contam com professor e vários monitores. que acompanham integralmente o aprendizado. que também são convidados para o dia Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 25 Diretor da Unesco diz que projetos de alfabetização precisam mudar .br/cgi-bin/bsgi/jump/bsgi/bsgi. Os alunos não escolarizados são atendidos em pólos de alfabetização. A formatura é sempre uma festa.bsgi. é muito importante. criou o Alfabetização Solidária. jornais. A equipe do curso (professores. um bom modelo de alfabetização de jovens e adultos. que é o direito de aprender a ler e escrever. falta política para a educação de jovens e adultos. panfletos. totalizando 160 horas. que é o direito de aprender a ler e escrever. Os profissionais envolvidos também recebem aperfeiçoamento constante para a consecução das metas do projeto. O problema é que o Alfabetização Solidária não está articulado às políticas do Ministério da Educação. a primeira-dama.pl?subd=ceduc&idpg=pg2 Autor(es): BSGI . Geralmente funcionam nas sedes regionais da BSGI ou em salas oferecidas pelas escolas públicas. Ruth Cardoso. consolidado na proposta de alfabetização em 40 horas por série. que desde 1987 vem conferindo o principal passaporte para a cidadania. Cópia do Texto: As pessoas que não tiveram acesso à escolarização formal encontram o estímulo certo no Curso de Alfabetização de Jovens e Adultos. os alunos recebem certificado e podem dar continuidade aos estudos. que doam seu tempo livre para a atuação voluntária no projeto. reunindo Alfabetização Solidária e Ministério da Educação. em síntese. Formatura do Curso de Alfabetização. para um dos vários projetos de responsabilidade social que vem sendo executados pela BSGI. materiais audiovisuais. de um lado. O fato de ocorrer uma reunião do governo sobre alfabetização de jovens e adultos.

Entusiasta do Programa Alfabetização Solidária . critica e transformadora ou seja: " a leitura do mundo precede a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele (. podemos ir mais longe dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida da leitura do mundo mas por uma certa forma de "escreve-lo" ou de "rescrevê-lo".) De alguma maneira. A avaliação é de Adama Ouane.7%.NARA.12.organização não-governamental custeada pelo governo federal e pela iniciativa privada -. Foi realizado e março a dezembro de 2002. Foi realizado e março a dezembro de 2002.Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Professora colaboradora em iniciativas de formação dos estudantes integrantes do NARA . Fortalecimento ao Núcleo de Apoio à Reforma Agrária . porém. órgão voltado para a alfabetização de pessoas com mais de 15 anos.br/ext/r_nara_nuet_ext. funcionários da Universidade Federal de Lavras. O índice de analfabetismo caiu de 19. da população para 12.ded. mas diz que o Brasil precisaria agora criar ações diferenciadas de educação. Ouane classifica o projeto como "notável". Alfabetização avançada..org. É o que precisa fazer se quiser mudar a realidade de 17. diretor do Instituto de Educação da Unesco. Essa parceria envolve a presença de agriculturas familiares em .htm Autor(es): UFLA .Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica Turmalina .cedefes. quer dizer.6 millhões de pessoas .8% da população . Professora colaboradora com processo de formação dos estudantes que se constituem em parceiros das ações do CAV . em 2000.. Data do Texto: 2002-10-04 00:00:00 26 Educação de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www..asp?acao=leitura&idmateria=DNPK1 Autor(es): Centro de documentação Eloy Ferreira da Silva Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Brasil precisa ampliar e redefinir seus programas de alfabetização de jovens e adultos Cópia do Texto: O Brasil precisa ampliar e redefinir seus programas de alfabetização de jovens e adultos. Tendo ambos os níveis conteúdos relativos ao conhecimentos do mundo do trabalho e ao exercício da cidadania crítica.ufla.Minas Gerais. em 1991.br/noticia.8%. funcionários da Universidade Federal de Lavras. Metodologia adotada: Orientou-se pela proposta de Paulo Freire que se fundamenta em uma educação dialógica." Assim buscamos orientar o processo educativo de produção o conhecimento considerando: Alfabetização básica: entendida como a construção do saber corresponde á primeira e segunda séries do ensino fundamental.. de transforma-lo através de nossa prática consciente.que ainda não sabem ler nem escrever.correspondente ás 3ª e 4ª série do ensino fundamental. Cópia do Texto: Educação de jovens e adultos Este projeto priorizou a alfabetização de jovens e adultos. Projeto Padre Justino de Educação Ambiental no Alto Jequitinhonha.Universidade federal de lavras Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Educação de jovens e adultos Este projeto pri rizou a alfabetização de jovens e o adultos. Formação de estudantes de graduação envolvendo o aprendizado da relação dialética educador educando. bem como daqueles que participam dos estágios de Vivência em Acampamentos e Assentamentos de Reforma Agrária.

simultaneamente. numa perspectiva de conquista da cidadania.Nuet. sem a atuação de educadores com ela totalmente comprometidos. social e cultural. Cópia do Texto: Educação de Jovens e Adultos e Erradicação do Analfabetismo Estabelecer metas para o ensino fundamental e para a progressiva extensão da educação básica a toda a população excluída implica. Caberá sobretudo às universidades participação ativa e igualmente comprometida nos processos de preparação desses profissionais e de elaboração de materiais pedagógicos e de apoio. Educação de Jovens e Adultos se define como processo permanente de organização de grupos para a discussão dos mais diferentes assuntos e situações. Integrante da equipe de coordenação interdepartamental que desenvolve estudos e ações vinculados à discussão sobre o trabalho e a organização dos trabalhadores Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 27 Educação de Jovens e Adultos e Erradicação do Analfabetismo Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. A Educação de Jovens e Adultos considera o desenvolvimento afetivo. É indispensável pensar um processo contínuo que vá da alfabetização ao final da educação básica. a resposta educativa para o contingente de analfabetos não se resume à alfabetização. o que remete à formação específica . de outro. vídeos. no nível de qualidade social indispensável.adusp. da sociedade brasileira. não decorre apenas da ineficiência do ensino ou de sua inadequação. simultaneamente. os programas de . além de.org. históricos e complexos. . mas de desequilíbrios estruturais. Educação de Jovens e Adultos devem partir do reconhecimento das características sócio políticas. dotando a população trabalhadora e o lamentável contingente de desempregados de instrumentos indispensáveis para o exercício da cidadania e para a ampliação da capacidade de perceber o mundo e nele influir Para isso. o desenvolvimento da habilidade de problematização.br/arquivo/pne/pneandes/PNEANDESedujovens. face mais perversa dessa problemática. a busca do conhecimento necessário à compreensão da realidade e à articulação de ações coletivas. Assim send a o. Não significa só compensação de perdas ou preenchimento de lacunas. a utilização de fontes variadas de informação . analisar a educação de jovens e adultos como parte da problemática da educação brasileira. pelo fato de esta não dar conta das necessidades de leitura e escrita na sociedade em que vivemos. para a busca e escolha de caminhos e tomada de decisões. Essa modalidade educativa tem como objetivos: a elaboração das diferentes linguagens de expres são e comunicação. O analfabetismo. de um lado. e.livros. e articular as ações coletivas no sentido da resolução de problemas. de um lado. analisá-la enquanto integrante do processo educacional. Ao mesmo tempo. A educação é uma das práticas sociais que pode instrumentalizar o processo de elaboração dos conhecimentos e aquisição das habilidades necessários para a compreensão das situações vividas por indivíduos e grupos.técnica e política -necessária. Essa proposta político-pedagógica não se realizará. afetivas e culturais de cada grupo. analisá-la enquanto integrante do processo educacional. de outro. Núcleo Universitário de Estudos sobre o Trabalho . intelectual.htm Autor(es): Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Estabelecer metas para o ensino fundamental e para a progressiva extensão da educação básica a toda a população excluída implica. analisar a educação de jovens e adultos como parte da problemática da educação brasileira. filmes. e. possibilitando a transformação social.cursos e seminários na UFLA e presença dos estudantes e professores em campo realizando pesquisas e programas de ação construídas a partir das demandas das comunidades locais.

em torno de uma unidade de princípios. O enfrentamento da erradicação do analfabetismo se fará. inicialmente. às necessidades do alunado. no prazo de um ano. estudantis e acadêmicas. Esses cursos deverão ampliar os conhecimentos dessas pessoas. integradas ao esforço nacional de erradicação do analfabetismo. O acesso ao ensino fundamental gratuito será garantido àqueles que não freqüentaram a escola na idade esperada. mais que isso. regular ou supletivo. no entanto. O ensino noturno público e gratuito. a médio prazo (até cinco anos) elas sejam reproduzidas e/ou sirvam de referência para outras experiências. A situação do analfabetismo exige uma tomada de consciência quanto ao que significa. ritmo e organização das comunidades em que o trabalho de alfabetização se realiza. em condição de cidadania restrita.000. pela pesquisa. de trabalho. financiado pelo poder público. para que possam defender uma melhor qualidade de vida. de cursos profissionalizantes. movimentos organizados etc . será adequado. novas formas de relações sociais e de participação no mundo.Organizações Não Governamentais (ONGs). além de programas especificamente destinados à erradicação do analfabetismo.especialmente. entidades sindicais. garantindo-se. de saúde. direito à cidadania e necessidade nacional. ONGs. chegar a um novo século. num prazo de 5 anos. enquanto instrumentos de compreensão da realidade social e do mundo do trabalho. programas de erradicação do analfabetismo que atendam. Diretrizes A Educação de Jovens e Adultos se coloca como prioridade social e dever do Estado. como amplamente justificado nos estudos que fundamentaram a seção Financiamento da Educação deste PNE. O cumprimento estrito da Constituição Federal e da legislação trabalhista pertinente deve ter precedência e poder limitador sobre quaisquer ações dos empregadores. levantamento e avaliação de experiências populares em alfabetização de jovens e adultos. tomando como referência o custo de R$1. o oferecimento do ensino fundamental. de nível fundamental e médio. respeite e preserve formas de organização e atuação social.00 por aluno/ano.deverão ser chamados. com financiamento do poder público. no prazo de um ano. do ensino médio. à matemática e às ciências. assegurando o poder público os recursos financeiros e materiais necessários e fiscalizando tais providências -se através de mecanismos de controle social. 10 mihões de l pessoas. como perspectiva de qualidade. associações de moradores e outros setores organizados da sociedade civil. como integrante da Educação Básica. obrigatoriamente: domínio gradativo do conhecimento da íngua l portuguesa e da reflexão crítica sobre sua utilização social. sindicatos. um programa intensivo de formação de professores alfabetizadores com universidades. em cada etapa de escolarização. do ensino supletivo. e de melhoria da qualidade de vida. ainda que produtores de bens culturais e materiais. a exigência da habilitação mínima para o . reduzindo-se ano a ano. num verdadeiro esforço nacional para superação desse déficit educacional. de opções curriculares. mantendo-se. diferenças culturais. que. desenvolvimento de ações culturais para todos. para que. outros segmentos da sociedade civil. de distribuição harmônica do tempo. associações profissionais. valendo-se de metodologias adequadas aos trabalhadores e outros cidadãos que tiveram sua escolaridade interrompida. introdução à história. Alocar os recursos financeiros públicos necessários aos programas de erradicação do analfabetismo. ao final de 10 anos. onde ciência e tecnologia organizam novas linguagens. de acesso à educação superior e participar social e politicamente da sociedade para a qual produzem. programáticas e metodológicas significativas para os alunos. A Educação de Jovens e Adultos inclui. atenção especial aos portadores de deficiências e necessidades especiais. Metas Estabelecer. enquanto questão de justiça. Os programas de erradicação do analfabetismo deverão contemplar. Estabelecer. através de ampla mobilização nacional. aí incluídos os alunos com necessidades educativas especiais. cerceadoras do direito dos/as trabalhadores/as à educação. para o resgate dessa imensa dívida social. para um ser humano. por meio de compatibilização de horários para alunos trabalhadores. o financiamento das ações pelo poder público. seja do setor privado seja do setor público. Para isso. contribuir. além das instituições escolares e universitárias . e de acesso a todos os recursos pedagógicos e culturais da escola. até sua total erradicação. para a produção e sistematização de conhecimentos na área. Realizar. tornando realidade o preceito constitucional. a partir de 1998.

gov. nas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. a construção a Escola Bosque reflete um aumento de quatro para 11 anos de escolaridade disponível para os moradores do arquipélago. todos os alunos que procuraram a Escola Bosque encontraram vaga. Criar. nos primeiros cinco anos do esforço nacio nal de erradicação do analfabetismo. criar e fortalecer. · Garantir. o financiamento e incentivos fiscais federal e estaduais para a produção e divulgação de material didático e bibliográfico. Garantir aos portadores de necessidades educativas especiais o acesso aos programas de alfabetização. a conclusão de estudos equivalentes aos primeiros 4 anos do ensino fundamental a 50% da população que teve sua escolaridade interrompida. inclusive quanto ao programa de formação de professores alfabetizadores. Ou seja. Incentivar a criação nas empresas públicas e privadas de programas permanentes de Educação de Jovens e Adultos para os seus trabalhadores. Em todo o arquipélago. em 10 anos. e. empregados ou não. Reestruturar. de modo que. como estratégia complementar de acesso ao conhecimento.htm Autor(es): CHINELLI. e as normas para sua multiplicação nos Municípios. Garantir.exercício do magistério nas séries iniciais do ensino fundamental (modalidade normal do ensino médio). com ou sem formação superior Data do Texto: 1998-02-00 00:00:00 28 Escola Bosque é a única do arquipélago de Bailique que vai além da 4a série Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Re portagem Idioma: Português URL: http://www.O arquipélago do Bailique. Adultos são alfabetizados e fazem cursos profissionalizantes na Escola Bosque Cópia do Texto: MACAPÁ . São 685 alunos e a escola tem capacidade para 900. a partir de 1998. Neste ano. que atendendo às diversidades regionais. estabelecendo as linhas gerais norteadoras.700 . com currículos e modos de funcionamento adequados às necessidades da população à qual se destinam. em cinco anos. Incluir. em cinco anos.br/reportagem-esp/2001/mai/re-ig-07. há 1. os alunos que terminavam a 4a série nas outras 26 escolas tinham que se mudar para Macapá ou outra cidade e continuar os estudos. programas de ação cultural. Criar. Atribuir aos Conselhos Sociais a coordenação. nas unidades esco lares do ensino fundamental e do ensino médio. Até 1998. médio. suplência e formação profissional públicos e gratuito. materiais e financeiros e corpo docente especializado. nos primeiros cinco anos do esforço nacional de erradicação do analfabetismo. Ana Paula Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Escola Bosque do Bailique é a primeira da região a oferecer classes de ensino fundamental.amapa. do esforço de mobilização para a alfabetização. a partir de 1998. ampliem os horizontes culturais da população. todas as escolas públicas ofereçam esse serviço educacional. em 5 anos. com amplo apoio da sociedade. setores com a incumbência de promover a erradicação do analfabetismo e a educação de jovens e adultos. abriga uma comunidade de 6 mil pessoas e tem apenas um escola com classes além da 4a série do ensino fundamental. no Amapá. Garantir nas instituições de ensino superior a oferta de cursos de extensão. centros públicos de formação profissional para atender às demandas específicas e permanentes de qualificação de jovens e adultos. Organizar um sistema de informações estatísticas e de divulgação das avaliações da política e dos resultados das ações político -pedagógicas na educação de jovens e adultos. Ampliar. no respectivo Estado. para atender as necessidades de educação continuada de adultos. o número cursos de suplência. garantindo os recursos pedagógicos. a Educação de Jovens e Adultos nas formas de financiamento da Educação Básica. profissionalizante e alfabetização de jovens e adultos. a conclusão de estudos equivalentes aos 8 anos do ensino fundamental a toda a população de 14 a 35 anos.

estudantes matriculados.br/noticia. das 38 comunidades que formam o Bailique.org. A Escola Bosque é diferente também na metodologia de ensino. Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O tema foi a formação de educadores Aconteceu no dia 04 de julho a reunião do 39º Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos reunindo várias entidades envolvidas com atividades de EJA (Educação de Jovens e Adultos). a alfabetização de jovens e adultos e cursos profissionalizantes. fundamental e médio. "São feitos sob medida para não ter desemprego o u emigração". Durante a manhã.ogamita. a Escola Bosque oferece o médio-profissionalizante. Os cursos serão oferecidos de acordo com a necessidade local e a capacidade de absorção de mão de obra. pois incorpora os conceitos de preservação do ambiente e valorização da cultura do Bailique no currículo. as vagas serão abertas de acordo com os empregos que serão oferecidos no hotel". a partir do exemplo da Escola Bosque. Hoje. Cópia do Texto: Esperança (Reinaldo Carvalho da Rocha) Eu tenho a esperança de ser sempre feliz ao teu lado. Edna minha querida esposa. "Precisamos desde camareiras. Por isso. disse Léo. Além dos ensinos infantil. No período da tarde houve reunião dos segmentos que compõe o . ressalta o diretor da escola. cozinheiras. mas como eu não tenho um jardim eu tenho o teu coração. querida mulher..cedefes. ó minha doce amada. até guias turísticos e administradores do hotel. Data do Texto: 2001-05-21 00:00:00 29 esperança Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. Estes devem oferecer uma oportunidade de os jovens continuarem na região com perspectiva de emprego ou capacidade de ser um empreendedor. as outras passem a desenvolver um método sócio ambiental de ensino".br/alfa_producoes. eu Reinaldo O dono do seu coração! Data do Texto: 2002-10-21 00:00:00 30 Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos 39 Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.com.asp?acao=leitura&idmateria=997CY Autor(es): cedefes. a necessidade mais imediata é a formação de pessoas que possam trabalhar em um hotel a 200 metros da escola. ó doce amada. Reinaldo Carvalho da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Eu tenho a esperança de ser sempre feliz ao teu lado. "A idéia é que. esposa minha. disse.htm Autor(es): ROCHA. Leobino Almeida dos Santos. a Professora Maria Amélia Giovannetti da UFMG proferiu uma Palestra sobre aspectos significantes da Prática educativa de EJA dando ênfase na importância da formação de educadores.. que deve ser inaugurado parcialmente em agosto. Eu queria ser dono de um jardim. Cópia do Texto: Aconteceu no dia 04 de julho a reunião do 39º Fórum Mineiro de Educação de Jovens e Adultos reunindo várias entidades envolvidas com atividades de EJA (Educação de Jovens e Adultos). conhecido como Leo.

Passo do Camaragibe/AL.br onde informa o andamento do programa e como colaborar nas parcerias. Data do Texto: 2002-08-09 00:00:00 32 I seminario paulo freire Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. o telefone para contato e mais informações é 0800. Elenita Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: . Para participar da campanha "Adote um aluno". a fim de reduzir os índices de analfabetismo entre jovens e adultos do Brasil. realizado no ISCA Faculdades entre os dias 8 e 27 de julho de 2002. A Alfabetização Solidária disponibiliza aos interessados um site na Internet através do endereço www. Essa foi a nona preparação de alfabetizadores com participantes vindos das cidades de Itapiúna/CE.php Autor(es): ISCA Faculdades Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Programa Alfabetização Solidária. pelo Instituto Pró-Cidadania e Meio Ambiente Cópia do Texto: O Programa Alfabetização Solidária. possibilitando a utilização das diferentes manifestações culturais como recursos à construção do conhecimento.br/noticias/13. pelo Instituto Pró-Cidadania e Meio Ambiente. escrita. 2.alfabetizacao. capacitou mais 55 pessoas. capacitou mais 55 pessoas.Fórum para a escolha dos delegados para o V ENEJA que acontecerá em setembro na cidade de Cuiabá MT.gov.pontagrossa. oral. interpretação e produção de textos. Itaguaçú/ES. As atividades realizadas durante o processo de capacitação visam ampliar a capacidade de expressão corporal. além da reflexão sobre o valor de conhecer os alunos para poder desenvolver um trabalho que atenda as necessidades. instituições de ensino superior e pessoas físicas. O CEDEFES foi indicado como entidade a enviar delegados ao V ENEJA. Data do Texto: 2003-07-04 00:00:00 31 Grupo participou de capacitação no ISCA Faculdades Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.br/ccs/20010818/primeiro.org. instituições. Passo do Camaragibe/AL. Até dezembro de 2001.pr. Todo o trabalho é realizado com base em parcerias. leitura. Japaratinga/AL. governos estaduais. realizado no ISCA Faculdades entre os dias 8 e 27 de julho de 2002. e também de Limeira. Essa foi a nona preparação de alfabetizadores com participantes vindos das cidades de Itapiúna/CE.html Autor(es): LANZNASTER. Japaratinga/AL.iscafaculdades. Itaguaçú/ES.4 milhões de jovens e adultos foram atendidos pelo Programa. O Programa Alfabetização Solidária. empresas. elaborada pelo programa.com. os alfabetizadores retornam às cidades para trabalharem na alfabetização de jovens e adultos carentes. e também de Limeira. foi criado em janeiro de 1997 pelo Conselho da Comunidade Solidária. Pedagogia e Serviço Social da instituição na preparação de novos alfabetizadores. que conta com o trabalho de professores e estudantes dos cursos de Ciências Sociais. Logo após o treinamento recebido.700017. plástica. mantidas com o Ministério da Educação (MEC).

não apenas de espaço físico.O 1º Seminário Paulo Freire de Educação de Jovens e Adultos dos Campos Gerais reuniu ontem (17). o Movimento de Alfabetização para Jovens e Adultos de Ponta Grossa (Mova PG). Em seguida haverá debate entre os participantes. Será realizada também proposta de instituição do Prêmio Paulo Freire. que vai ministrar a palestra "Vida e Obra de Paulo Freire". set this classroom apart from other schools. Gerveson Tramontin Silveira. cerca de 400 pessoas que atuam na área de educação no município e em diversas cidades do Paraná O . Tom Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: For first-time readers. facilitar o acesso às salas de aula . como o Luz das Letras. ontem. durante o evento. enfatizou. Entre as várias experiências apresentadas com relação à alfabetização. O seminário é uma realização conjunta entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a Prefeitura Municipal.998. com certificação do Ministério da Educação (MEC). em apenas 10 meses. no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. o Mova PG pretende ampliar o atendimento às pessoas com idade acima de 14 anos que não sabem ler e escrever. com a presença do professor e escritor Carlos Rodrigues Brandão. A brief glossary of frequently used terms has been included at the end of this text. O prefeito Péricles de Holleben Mello.nl. o presidente da Câmara de Vereadores. even more than mismatched chairs. estadual e municipal e foram apresentadas experiências e práticas na área. encaminhamento e definição de data para realização de um próximo seminário. O Programa Integrar vem sendo desenvolvido pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Ponta Grossa/CUT desde 1.html Autor(es): HEANEY. De acordo com Esméria. foram feitas análises de conjuntura sobre a trajetória de educação de jovens e adultos. no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. a secretária municipal de Educação. incentivando e chamando os jovens e adultos a participar do movimento. "Vamos implantar o programa em cinco núcleos educacionais ainda este ano". worn carpeting. Mauro César Carvalho Pereira (político) e Faustino Pereira Filho (técnico). os coordenadores do Programa Integrar. disse. acontece a elaboração de um documento com propostas e diretrizes de Educação de Jovens e Adultos. Uns dos objetivos do seminário é produzir uma reflexão sobre educação e proporcionar uma contribuição e fortalecimento da metodologia Paulo Freire entre os educadores. Prêmio Paulo Freire . a secretária municipal de Educação. cerca de 400 pessoas que atuam na área de educação no município e em diversas cidades do Paraná Cópia do Texto: O 1º Seminário Paulo Freire de Educação de Jovens e Adultos dos Campos Gerais reuniu ontem (17). além de edificar uma cultura de alfabetização. Esméria de Lourdes Saveli. Na abertura do evento. durante o seminário. Freirean literature is a maze of neologisms. Cópia do Texto: Brightly colored political posters. O encerramento acontece às 17 horas de hoje. Esméria de Lourdes Saveli. no mesmo local. da Copel. encontro prossegue hoje. que a Prefeitura Municipal vai institucionalizar o Programa Integrar.No período da tarde de hoje (18). mas também criar estratégias de horários -. Eight Hispanic adults-- . Nesse contexto. falou sobre o programa institucional do atual governo municipal. and unwashed windows. Baseado no método Paulo Freire. o programa forma adultos com idade acima de 25 anos no ensino fundamental e no ensino médio. com início às 8 horas. estiveram presentes o prefeito Péricles de Holleben Mello. nos níveis nacional.edu/ace/Resources/Documents/FreireIssues. Data do Texto: 2001-08-18 00:00:00 33 Issues in Freirean Pedagogy Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Inglês URL: http://nlu.

and formed for just that milieu" (1964)." and a growing solidarity among the women. Adult educators uncritically accept an ancillary role in the service of economic interests. Practical and expedient interests play a determining role in educational policy-making. if we had not been worked on. the origins of knowledge. and together let's talk about how to make them so. As technology has become more complex and specialized.' a presumption that women are "asking for trouble" if they go outside at night and that Maria had the major responsibility for her children. The discussion was energetic. it was Maria who interrupted and said. molded. Schooling must encourage competition (rule of the fittest). but attitudes must be formed which are supportive of a technological superstructure within which adult labor is organized. Pedagogy of the Oppressed. Adult education. As to the pursuit of happiness--in Jacques Ellul's words. discipline. Maria had arrived late. all need specialized components a nd tightly managed coordination. Brazilian educator. found their way into the thought of Eduard Lindeman (1961) and others.words to which the class would return. so has schooling on all levels. but also in programs for those aspiring to middle and upper management positions. He argued that any curriculum which ignores racism. Freire's pedagogy for freedom. American adult education has grown without an articulated philosophy. whether for remediation or for career advancement." She effectively shifted the focus of the group from the patronizing solicitude of some who accepted the present reality to a strategy for social transformation. Paulo Freire." the design of which more frequently serves employers." and . and the good life (consumerism). While the group continued discussing these issues. generally replicates patterns of earlier schooling: a top-down model of instruction which fosters respect for authority. It inhibits the expansion of consciousness and blocks creative and liberating social action for change. Her teacher. explaining that her husband had threatened her. Freire's critique . leaving the argument unresolved. Finally. He didn't want her going out to classes at night and argued that her three children were being neglected. visited Harvard and published an English translation of his best known work. industrial. while maintaining order and cooperation (social conformism)." with beginnings in Froebel and Dewey. If an expressed philosophy were to exist. exemplified in his work in South America. or the meaning of freedom. but "freedom" remained an abstraction lost in a discussion of method and technique. gentler controls: career choices (specialization). and other forms of oppression at the same time supports the status quo. and good work habits. For such educators. asked the group for help. Social. its roots would lie in pragmatism. found ready acceptance among many community -based. instead of giving advice or encouragement. "education makes us happy in a milieu which normally would have made us unhappy. once their meaning had been expanded and enriched through the groups' discussion. w strong ith sentiments expressed by some who appealed frequently to "the way things are. The members reflected on the Maria's experience and. in the process. All require exchangeable and renewable parts. sexism. Most adult educators have not delved into complex issues of human consciousness." "wife"-. Echoes of "education for freedom. In the early 1970's. I'll tell you how they should be. for the practice of adult education in the United States has paralleled the advance of a technological society. experts.three women and five men--gathered with their teacher to resume their lessons in literacy. "Freirean" Education Since the 1930's. identified several issues: a husband's putative "rights" over his wife. Freire's critique of education was not new. had come to resume her studies. His general critique of education presented an analysis which challenged the neutrality of the technological model dominant in American schools. authority (dependency). Not only must skills be developed in bodies and minds. Even defenders of traditional schools have admitted that. and political machines have similar needs. acceptance of domestic violence against women as `normal. the exploitation of workers. popular educators who organized adult learning outside established schools and institutions." "violence "mother. This is true not only in programs for the "disadvantaged. the teacher recorded words on an improvised blackboard: "woman. schooling must adapt learners to kinder. Maria. if society is to hold together without the overt force of a police state. visibly distraught. "You've told me the way things are.

giving their immediate reality a beginning. by testing one's own findings and openness to revi sion and . participatory. nostalgia for the past. not the power of a few who improve themselves at the expense of others. civil rights workers. Education for liberation. a future. a fascination with fanciful explanations of reality. and by the practice of polemics rather than dialogue. Power is shared. and democratic social order and denounces hierarchial. Therefore. The Freirean Philosophy In Freire's view of education. Its process is dialogical. Freire observes that when these persons amplify their power to perceive and respond to suggestions and questions arising in their context. Consciousness which does not challenge the world is therefore uncritical and intransitive. this remains a lifelong task. to limited spheres. teachers. Whatever its formal structure or precise purpose. such education is a component of and subordinate to a liberatory praxis which seeks to transform the social order. and over the coordination of all learning activities." Where before they reacted to particulars. while also providing for the development of those skills and competencies without which the exercise of power would be impossible." Verbs which do not act upon an object are "intransitive. and. The third and final stage is "critical transitivity. The governance of liberatory education reflects and anticipates the social order announced by its vision." Freire characterizes this stage of consciousness by an over-simplification of problems. 1980). a disinterest in investigation. Critical Consciousness Freire suggests three stages in the progression by which critical consciousness is attained (1973). The second stage of consciousness is "naive transitivity. in Freire's view. Liberation achieved by individuals at the expense of others is an act of oppression. For poor and dispossessed people. their consciousness becomes "transitive. Semi-intransitive consciousness is the state of those whose sphere of perception is limited. for Freire. most importantly. and alienating systems of organizations. and the community. contributing to the marginalization of minorities and the poor. learning to take control and achieving power are not individual objectives." Consciousness of and action upon reality are two constituents of a critical relationship with the world. strength is in numbers and social change is accomplished in unity. and who are impermeable to challenges situated outside the demands of biological necessity. now they react to the general scope of a particular problem. and increase their capacity to enter into dialogue not only with others. seeks expression in collective. It would awaken in adult learners the expectation of change--a power which. as in a "boot strap" theory of empowerment. but with their own world. an underestimation of ordinary people." This stage is characterized by depth in the interpretation of problems. Personal freedom and the development of individuals can only occur in mutuality with others." Liberatory education is mutually supported learning for empowerment. The first of these stages is "semi-intransitive consciousness. transforming social action (Mackie. Shared power in learning is exercised in control over the curriculum. but the power of the many who find strength and purpose in a common vision. In the experience of women's groups. Naive transitivity is never totally and irrevocably surpassed. and many others committed to liberatory action.of traditional schooling validated their own conclusions that schools were part of the problem. a strong tendency to gregariousness. collective power and collegiality protect the individual far more than authoritarian and hierarchial modes of organization. semi-intransitivity. would challenge the "givenness" of the world and enable learners to reflect on their experience historically. affirming the mutual and coequal roles of teachers and learners. The content of liberatory education is both critical consciousness and the development of appropriate skills and competencies related to liberatory praxis. Total intransitivity is not a form of consciousness at all. for all who enter the learning process. authoritarian. the first phase in the emergence of consciousness is. Empowerment is both the means and the outcome of this pedagogy which some have come to call "liberatory education. a present. its contents and methods. for it does not act upon the world as an object. Transforming actions in aggregate comprise a revolutionary stance which simultaneously announces an egalitarian. whose interests center almost totally around matters of survival. Education for liberation provides a forum open to the imaginings and free exercise of control by learners. once awakened.

"Freirean" programs multiplied during the seventies. but on a horizontal plane as well. In some instances. by the attempt to avoid distortion when perceiving problems and to avoid preconceived notions when analyzing them. The vantage point of liberatory education is political--a point of view which affirms the transforming role for humankind in history and culture and supports the political apparatus by which this role can be exercised. nor in providence beyond. and by permeable. it was his pedagogy--the practical. Reality is not grasped in its totality.reconstruction. Paulo Freire assisted in this development and participated in numerous conferences and workshops. Neither are the three stages mutually exclusive. The literacy campaigns upon which Freire`s work was based occurred in the context of revolutionary social change. Freire advocated dialogue and critical thought as a substitute for "banking" education in which the riches of knowledge were deposited in the empty vault of a learner's mind. networks of community-based programs lobbied to sit at the public trough as a solution to their constant struggle for foundation support. the organization of "culture circles" which promote dialogue and peer interaction. by the practice of dialogue rather than polemics. and completion rates--were often significantly higher than in traditional programs. Their effectiveness made Freirean programs attractive to publicly supported institutions whose funding was based on formulas affected by such numbers. nor does it subordinate it to divine or mechanical imperatives. It links learning with action through which transformation can and does occur. by rejecting passivity. One facet of Freire's pedagogy not easily translated into the American scene was the link between learning and action. elections were to take place Seldom. as the generalizations in the third stage might suggest. and low rent offices. It finds hope neither in the unconscious within. It is perspective which is the horizontal plane on the matrix of consciousness. and the use of "people's knowledge" as the basis for curriculum. They are generalizations which describe the values to which all learning can subscribe. technical and financial support was available for economic development. abandoned schools. interrogative. retention rates. States. in the United . Rather. and dialogical forms of life. frequently sponsored by academics who sought to learn from and work with "grass roots" educators. Freirean programs in this country have "raised consciousness. then that perspective. these same educators were often denied access to funds available to their less effective competitors--the schools and community colleges. It neither submerges human will under psychological determinism. The political apparatus was at hand into which the r leased e energy of liberated minds and bodies could flow. He suggested several pedagogical techniques based on the mass literacy campaigns he organized in Brazil and Chile--campaigns integral to broadly defined programs of revolution and social change. viewing it from first this. giving rise to national networks of liberatory educators attempting to adapt methods used in rural and underdeveloped countries to the urban barrios and ghettos of North America. restless. Liberatory education holds no monopoly on fostering these characteristics of consciousness. "Effectiveness" in this case means that their "numbers"--enrollments. but in historical participation in the creation of a just and a free society. It was these techniques which many literacy and basic education programs immediately incorporated into their practice: reflection on the political content of learner's day-to-day experience. It proclaims the future as ours to determine and seeks the liberation of the human will to do so thro ugh learning and social action. By the early 80's." but seldom directly influenced social change. Institutionalization While Freire's theoretical framework gave many community-based educators grounds for hope. many Freirean centers came under the wing . Occupying storefronts. They not only admit of degrees on the vertical plane extending from semi intransitivity to critical transitivity. the inquirer has a vantage point and moves about reality. As a result. have these conditions of liberatory education been replicated. Consciousness is not without focus. how-to-do-it methods--which gave them sought-after tools for the reconstruction of urban adult education. which would indicate the direction and focus of consciousness. Their revolutionary bark has clearly been more fearsome than their bite. Opportunities for collective action were antecedent to learning: land redistribution was underway. by receptivity to the new without rejecting the old.

be punctuated by dissent. from 1964 to 1979! A sanitized and depoliticized Freire is now featured in the reading lists of graduate programs on adult education and Freire himself has been invited to address mainstream organizations such as the American Association of Adult and Continuing Education. nonetheless emphasize individual growth over collective empowerment and preempt local agendas for action. which transform partisan politics into civics lessons and substitute a technology of government for political conflict. The dynamics of limited cooperation frequently involve the use of "deviance credits. Both strategies have been fraught with problems. There is no free lunch and programs which thought that the residuals of public funding would sustain the "liberatory" aspects of their program find that the obligations they have incurred under government funding so occupy staff that there is little time. as did the Brazilian military during the years of Freire's exile. or incentive left for critical teaching and transforming action. Two nationally recognized and highly successful community-based programs. but underlying contradictions remain. Some liberatory programs have fought to maintain their independence. In addition. Its success as a form of engagement depends on the frequency with which boundary-violating demands are placed upon the group accumulating the deviance credits. cooperation with mainstream educational institutions takes its toll on staff for whom the limited interests of their sponsors dictate priorities and moderate action. governmental funding programs-from the Joint Training and Partnership Act (JTPA) and the Workplace Literacy Program to the State Local Impact Assistance Grant program (SLIAG)--have lured many financially-beset community-based programs to refocus their activities on federal priorities which. Bureaucratic systems impose their own logic on liberatory practices. move to protect their own political hegemony. but almost imperceptibly. independence has meant bare-bones budgets. who tend to interpret all approaches to learning as variations in pedagogical technique. As a result. but not different in its social and cultural consequences. as sponsoring institutions. a diversion of energy from education to fund-raising and the coordination of volunteers. while building a diversified funding base. conformity with a system's norms and standards increases the tolerance of that system for an occasional lapse into deviant behavior.of city-wide bureaucracies and. The strategy works like this: while establishing a pattern of cooperation one simultaneously accumulates deviance credits--that is. However. however important to national policy. too many Freirean programs have become little more than low-budget versions of the senior institutions upon which they have come to depend--their most emancipatory initiatives effectively blocked by economic sanctions imposed by their institutional sponsors. Those who sought to build limited cooperative relationships with schools and community colleges without succumbing to domination by these more affluent and powerful institutions have purchased their survival at considerable cost." On the other hand. began to experience this repression in the late 70's. Official school publications make reference to Paulo Freire. liberatory education is likely to be viewed this way by many educators." a strategy developed by liberatory women's groups for sabotage in the work place. In fact. Even the rhetoric of revolution sometimes used to describe the purposes of liberatory programs has proven acceptable to traditional school sponsors as a gimmick for increasing enrollments. either rejecting outright any public subsidies which would tie their program to a traditional educational purposes or accepting partial support. then it can be tolerated as a variation within traditional systems of education. energy. the long term cost of survival in `the system' is that social and political empowerment as a collective goal is replaced with the more anemic goal of individual enrichment. having succumbed to at least partial public subsidy. In the process. schools or community colleges began their own "alternatives" based on a Freirean model. very few of the experiments of the 70's remain intact. Limited cooperation involves the establishment of an overall pattern of cooperation which will regularly. Limited Cooperation As long as liberatory education can be interpreted as methodologically distinct. after out-performing all public programs in the state for almost ten . For them. bound in a cooperative relationship with the City Colleges of Chicago. and staff "burn out. the cumulative consequences of deviance can lead to increased repression. On the one hand. in some instances.

The first strategy eliminates alienation by accommodation and cooptation. 1987). the capacity to tolerate tension. Creative alienation is not to be confused with marginality. Alienation Alienation is oppositional otherness --the simultaneous presence of conflict and distance. frustration. Conclusions Literacy work is generally recognized as most effective when undertaken by or in the context of community based organizations--and least effective when directly managed by large. it results in ennui. or by increasing the distance through movement outside the sphere of oppositional influence. a by-product of cooperative arrangements with other. not because it incorporates more effective methods of instruction. the ability to tolerate disorientation and the desire to seek disorientation actively. Self-conscious alienation can also lead to critical reflection on reality and thereafter to action. mainstream institutions. and anxiety (1968). the intended outcome of which is change in conditions of oppression (Adams. and the ability to exist without the constant flow of validation which is so constant and pervasive a part of nonalienated life and the absence of which for faculty members is so destructive (1973). a Hispanic center for literacy and political education. Freirean. Action will effectively overcome alienation to the extent that it can reduce conflict either by eliminating the distance through adaptation or compromise. Embedded within many community-based programs is a depoliticized vision. maintaining continuity with one's own identity and principles and building upon them in consistent ways. or by neutralizing the opposition through superior power or force. Darkenwald. Most community -based programs built on Freirean principles are marginal to what is now a highly funded and widely respected adult education enterprise. Liberatory education provides a working model because it links the problem of illiteracy with broader social and political ills and because it does not propose merely educational solutions to these problems. When alienation becomes conscious. Only a few embody creative alienation--a small but vocal minority who. 1979). was simply closed down. broke its ties with its sponsoring institution and remains committed to its initial vision today. . For them. The trauma of independence and remaining truely based in the local community exacts much from liberatory educators who built their programs outside the dominant educational system.years. the capacity to endure over long periods problem exposure and solution postponement. These programs. They value those conditions identified by Morse Peckham in his discussion of art as the institutionalization of alienation: These are social protection. Shor. aggressiveness. One program. the experience of alienation provides stability--a corrective for bureaucratic systems which prescribe the future as a continuation of the past. the preference for tension rather than tension reduction. seek through their programs to destroy the symmetry of conventional social boundaries by building within learners a heightened sense of alien ation. bureaucratic systems of schooling (Mezirow. the other. and Knox. psychic insulation. to resist their oppression. an alternative. These characteristics are evident in veterans of struggles with public agencies throughout the 70's and early 80's. submissiveness. not even because its connections with "grass roots" organizations enhances recruitment efforts and grounds learning in the day-to-day experience of the people. but with a greatly reduced program and mostly unpaid staff. the last two strategies overcome alienation by a positive and "creative" affirmation of position. Freirean-based high school for adults. As Fanon observed. 1975. but the survivors value their sense of alienation and take pride in their uniqueness and marginality among adult educators. Creative alienation is self-conscious. Self-consciously alienated people learn to fight back. hostility. it provokes anger. Freire. and fear. when alienation remains beneath the surface of consciousness. Its hope and its promise lies in social action for change as an intended consequence of critical understanding. the capacity for self validation which in other circumstances would be condemned as arrogance. although no longer based on principles put forward by Freire in the previous decade. Literacy and other basic skills can be acquired with astonishing speed when the development of those skills is linked with other activities. 1970. 1975. passivity. community -based adult education continues to provide a working model for resolving the problem of illiteracy in the United States. a sensitivity to cultural incoherence. with political clarity. Hunter and Harmon.

as well as between educators and learners who together seek to unveil the meanings of their existence.. It is affected by any process which limits a person's power to know the world. P. Montreal: Harvest House. alienation is the separation of humankind from its labor. Columbus. Hunter. The Meaning of Adult Education. in 1926). 1961 (Originally published by New Republic. The learner's mind is seen as an empty vault into which the riches of approved knowledge are placed. C. D. Inc. Historically. V. New York: Harper & Row. ------------------------------------------------------------------------------. 1985) or Guinea Bisseau (Freire.C. Freire. It can be a photograph. The pedagogy of Paulo Freire has limited potential outside such chaotic and transitional periods in a nation's history. a number of neologisms and old words with new meanings have been introduced into the discourse of educators.. Codification: A codification is a representation of the learner's day-to-day situations. (ed. Ultimately. 1964. The Wretched of the Earth. Literacy and Revolution: the Pedagogy of Paulo Freire. J. Ellul. destroying the neutrality of the schools and unmasking their complicity in maintaining the economic and political imbalance of the social order. 1975. D. It interferes with the production of authentic culture (see Culture ). New York: Alfred Knopf. Illiteracy in the United States. CO: Westview Press. --Education for Critical Consciousness. material constraints.: Adult Education Association of the U. as in Nicaragua (Miller. New York: Grove Press. 1973. 1980. 1987. Ohio: Merrill. G. the photograph or word is an abstraction which permits dialogue leading to an analysis of the concrete reality represented. 1970.A. and Knox. 1978)--a time when the possibilities for change are real and the political apparatus for accomplishing those changes is at hand. 1973. "Banking" Education: In the "banking" method of education passive learners receive depos of pre-selected. 1970. Most Freirean programs. A. F. Shor. It differs from "consciousness raising" in that the latter frequently involves "banking" education-the transmission of pre-selected knowledge. NC: Blair. on the other hand. This process is the heart of liberatory education. Washington. Mackie. and thus dehumanizes the world itself (see Humanization ). Cambridge. N. New York. London: Pluto Press. There is little which school-based educators can emulate in the practice of their "liberatory" counterparts. "Arts for the Cultivation of Radical Sensitivity. Critical Teaching and Everyday Life (3rd printing). 1975.Glossary With the writings of Paulo Freire. and thought itself. ready-made its knowledge. E. Conscientization means breaking through .. terms are derived from Marxist literature with new interpretations. 1985. This approach is also referred to as "digestive" and as "narrational" education. I. a drawing.S. Lindeman. Miller. Alienation: The term is derived from Marx and refers to the domination of people by power elites. In particular. Participatory and democratic pedagogical practices might be adapted to American schools. Unearthing Seeds of Fire. Last Gamble on Education. As a representation. 1978. Darkenwald. MA: Harvard Educational Review Press. Mezirow. Fanon. Between Struggle and Hope. F. they less resemble the more formal schools with which previous "failure" has been identified. The Technological Society. The survivors--those liberatory programs in the United States which have maintained their vision--await the revolution and attempt to prepare learners for political options not yet available.nonetheless are frequently more effective in reaching and retaining hard-core illiterate adults simply because they are closer to the problems of the neighborhood. Cultural Action for Freedom. or even a word. Peckham. New York: Seabury. Codifications mediate between reality and its theoretical context. together with their definitions. ------------------------------------------------------------------------------. Conscientization: Conscientization is an ongoing process by which a learner moves toward critical consciousness).References Adams. The following lists some of the more common terms currently in use. liberatory programs for literacy have been sustained by government only during the brief time following a revolution. Chicago: University of Chicago Press. political structures. New York: Seabury." in Shimahara.) Educational Reconstruction. have been condemned to a marginal existence. --Pedagogy of the Oppressed. New York: Seabury. and they evidence care and respect for their neighbors which leads to mutual trust and perseverance. 1968. R. 1979. and Harmon. J. Boulder. Winston-Salem. --Pedagogy in Process. M... but the critique of social and economic oppression linked with collective action for social change creates dissonance.

A collegial model has been frequently associated with liberatory education programs . This model is characteristic of participatory democracies as occasionally exemplified in U. Dialectic: Dialectic is a term referring to a dynamic tension within any given system and the process by which change occurs on the basis of that tension and resulting conflict. Consensual Governance: Decision -making by consensus requires the discussion of issues until all are in agreement-this in contrast to decision-making by voting in which rule by the majority is imposed on those who dissent. At times. and using permeable. The key aim of liberatory education is to regain dominion over the creation and use of culture. that is. and is represented by a series of concentric circles. Decision-making by consensus is time consuming and difficult. artifacts. awareness of oppression. Alienated and oppressed people are not heard by the dominant members of their society. Culture: Culture is used in its broadest. endowed. anthropological sense as including all that is humanly fabricated. attempting to avoid distortion when perceiving problems and preconceived notions when analyzing them. as well as materially derived products such as social class and the socio/political order. is contrast to some liberatory . The dominant members prescribe the words to be spoken by the oppressed through control of the schools and other institutions. Decodification: (see Codification) Decodification dissolves a codification into its constituent elements and is the operation by which learners begin to perceive relationships between elements of the codification and other experiences in their day-to-day life and among the elements themselves. restless. It contrasts with a hierarchical. but the ultimate benefit of this model is that no one is excluded by a decision. In striving toward critical consciousness. but rather a response which lacks a critical quality. and dialogical forms of life. Culture includes products which are humanly produced. not over the others. we must be able to imagine its opposite (antithesis). or dire cted. revealing the previously unperceived meanings of the reality represented by that codification. The peer group provides the theoretical context for reflection and for transforming interpretations of reality from mere opinion to a more critical knowledge. conceived. through testing one's own findings with openness to revision. The process of conscientization involves identifying contradictions in experience through dialogue and becoming a "subject" with other oppressed subjects--that is. Critical consciousness is brought about not through an individual or intellectual effort. but equidistant from each. "Culture of Silence": The "culture of silence" is a characteristic which Freire attributes to oppressed people in colonized countries. decodification is analysis which takes place through dialogue. This imposed silence does not signify an absence of response. designed. slum housing) and immaterial (ideology. Oppressed people internalize negative images of themselves (images created and imposed by the oppressor) and feel incapable of self-governance.S. every concept implies its negation. Dialogue and self-government are impossible under such conditions.prevailing mythologies to reach new levels of awareness--in particular. thereby effectively silencing the people. Change occurs as this tension leads to a new conception of reality (synthesis). interrogative. but through collective struggle and praxis. consensus represents the willingness of a minority "not to oppose" a decision. in conceiving anything (thesis). with significant parallels in highly developed countries. history by the town hall meeting. articulated. Collegiality: Collegiality is a form of social organization based on shared and equal participation of all its members. Culture Circle (Circulo de Cultura): The circulo de cultura is a discussion group in which educators and learners use codifications (see Codification) to engage in dialogue about the reasons for their existential situation. being an "object" in a world where only "subjects" have power. factories. Based on the writings of Hegel. both material (buildings. so that authority can listen and reflect the consensus of the whole (see Consensual Governance). the individual rejects passivity. Thus. mores). Authority resides in the center-most circle. becoming part of the process of changing the world. pyramidal structure. It should be noted that Marx. Decodification is the principal work of a circulo de cultura (see Culture Circle). Critical Consciousness: This is a level of consciousness characterized by depth in the interpretation of problems. practicing dialogue rather than polemics. receptivity to the new without rejecting the old because it is old. value systems.

Empowerment is distinct from building skills and competencies. as well as economic and personal empowerment. They are derived from a study of the specific history and circumstances of the learners. and naive interpretations of culture prevent the emergence of critical consciousness. Programs of liberatory education support and compliment larger social struggles for liberation. teachers. generative themes can be codified into generative words--that is. through dialogue. The content and purpose of liberatory education is the collective responsibility of learners. Without dialogue.g. Through alternate methods. False. and become critically conscious human beings. illiteracy. Revolutions are humanized to the extent that the new regime confronts its tendency to replicate the oppression of the old (see Transformation of the World). and for the elimination of dependency and its symptoms: poverty. malnutrition. Education for empowerment further differs from schooling both in its emphasis on groups (rather than individuals) and in its focus on cultural transformation (rather than social adaptation). postulated that such tensions and contradictions were embedded in concrete culture (thus. Problematization: Problematization is the antithesis of "problem-solving. and rationality (as opposed to chance). Generative words have been most useful in relation to languages which are phonetically based (e." This historical task is countered by the negative forces of dehumanization which. in the process. Dialogical Method: The dialogical approach to learning is characterized by co-operation and acceptance of interchangeability and mutuality in the roles of teacher and learner. Generative Themes/Words: Generative themes are codifications of complex experiences which are charged with political significance and are likely to generate considerable discussion and analysis. tri-syllabic words that can be broken down into syllabic parts and used to "generate" other words. there can be no liberatory education. but created within the emerging praxis in which co-learners are engaged. The approach challenges the way knowledge is produced with conventional social science methods and disseminated by dominant educational institutions." In problem-solving. it puts the production of knowledge back into the hands of the people where it can infuse their struggles for social equality. superficial. demanding an atmosphere of mutual acceptance and trust. In a literacy program. Liberatory Education: Education which is liberatory encourages learners to challenge and change the world.educators. Educational systems are key instruments in the dissemination of mystifications: e. liberate their oppressors. unemployment is "mystified" as personal failure rather than as a failure of the economy. all teach and all learn. not merely uncritically adapt themselves to it. Characteristics of praxis include selfdetermination (as opposed to coercion). compromise human values for personal gain and power. Power is not given. etc. Participatory Research: Participatory research is an approach to social change process used --a by and for people who are exploited and oppressed. and without communication. In this method. "humanization. Empowerment: Empowerment is a consequence of liberatory learning. its expression is collective action on behalf of mutually agreed upon goals. thus making it difficult for the unemployed to critically understand their situation. these being commonly associated with conventional schooling. The task of the oppressed is to liberate themselves and. dialectic materialism) and not merely found in contradictions between the existential world and our thoughts about the world. Humanization: The central task in any movement toward liberation is to become more fully human through the creation of humanly-enhancing culture--in a word. Mystification: Mystification is the process by which the alienating and oppressive features of culture are disguised and hidden. intentionality (as opposed to reaction). Portuguese). there is no communication.g. Spanish. Praxis comprises a cycle of action reflection-action which is central to liberatory education. an expert takes . creativity (as opposed to homogeneity). Praxis: Praxis is a complex activity by which individuals create culture and society. seek political. The theoretical basis for this discovery is provided by critical consciousness. This contrasts with an anti dialogical approach which emphasizes the teacher's side of the learning relationship and frequently results in one-way communiques perpetuating domination and oppression. through oppressive manipulation and control. and the community alike who.

discutindo e propondo políticas públicas para essa modalidade. transforming it by work. LUIS INÁCIO LULA DA SILVA Educadores e educadoras populares associados à Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil (RAAAB). com a finalidade de reunir forças. uma das grandes inovações implementadas pelas . The transformation of the world is humankind's entry into history. nos Encontros Nacionais de Educação de Jovens e Adultos (ENEJAs). Conscientization) is the result of action which transforms the world and leads to humanization Data do Texto: 1995-06-20 00:00:00 34 MANIFESTO AO PRESIDENTE ELEITO. diversos grupos e organizações vêm atuando há longa data no campo da alfabetização e da educação básica de jovens e adultos. Neste contexto nacional. com a finalidade de reunir forças. participantes dos Fóruns Estaduais de Educação de Jovens e Adultos e Membros da Coordenação Nacional dos Movimentos de Alfabetização (MOVAs). portanto. Universidades. organismos Sistema S. educandos.distance from reality and reduces it to dimensions which are amenable to treatment as though they were mere difficulties to be solved. Cópia do Texto: MANIFESTO AO PRESIDENTE ELEITO. agregando administrações públicas. To "problematize" is to engage a group in the task of codifying reality into symbols which can generate critical consciousness and empower them to alter their relations with nature and oppressive social forces.br/IR51enc.pdf Autor(es): Ação educativa Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Educadores e educadoras populares associados à Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil (RAAAB). educandos. the development of the V-2 rocket in World War II). Inspirados pelo grandioso legado de Paulo Freire. All transformations do not result in liberation. Fóruns esses que expressam posições. reunidos em São Paulo nos dias 12 e 13 do corrente mês. As people act upon the world effectively. Transforming action could dehumanize the world with an oppressor's curious and inventive presence (e. conscientes de seu papel.acaoeducativa. Universidades. educadores. Desde 1996. Only history reveals the problematic nature of being human and the consequences of having chosen one path over the other. envolvendo toda a sociedade civil em parcerias com os poderes públicos para a garantia da alfabetização enquanto ação cultural. Problem-posing is a logically prior task which allows all previous conceptualizations of a problem to be treated as questionable. tecem as seguintes considerações: No Brasil existem mais de 16 milhões de pessoas jovens e adultas analfabetas absolutas e cerca de 65 milhões com escolaridade inferior ao Ensino Fundamental completo. organizações sindicais e não governamentais (ONGs). desde 1999. excluídas. manifestam ao Governo eleito seu integral apoio e. Problematization recognizes that "solutions" are often difficult because the wrong problems are being addressed. LUIS INÁCIO LULA DA SILVA Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. assessorar e ampliar a responsabilidade pública e social com a Educação de Jovens e Adultos. educadores. organizações sindicais e não governamentais (ONGs). Transformation of the World: To transform the world is to humanize it (see Humanization ). assessorar e ampliar a responsabilidade pública e formação cidadã. Conselhos de Educação. consciousness is in turn historically and culturally conditioned. de um direito básico que lhes garante a Constituição nacional. nos estados brasileiros vieram se organizando Fóruns de Educação de Jovens e Adultos.com.g. Conselhos de Educação. participantes dos Fóruns Estaduais de Educação de Jovens e Adultos e Membros da Coordenação Nacional dos Movimentos de Alfabetização (MOVAs). articulando-se nacionalmente.

e de intervir na realidade social (Declaração de Hamburgo. enfatizamos a necessidade de inclusão da Educação de Jovens e Adultos nos mecanismos de financiamento da educação básica. pelos MOVAs e pelos Fóruns Estaduais de Educação de Jovens e Adultos. fortalecendo a capacidade de lidar com as transformações que ocorrem na economia. envolvendo toda a sociedade civil em parcerias com os poderes públicos para a garantia da alfabetização enquanto ação cultural. órgão consultivo composto por representantes de instituições governamentais e não governamentais. para tanto. pautando nos princípios da formação -a cidadã. capazes de expressar suas culturas e experiências. no contexto da transição da administração federal. entre campo e cidade. na elaboração e na implementação de políticas públicas. valorizando os profissionais da área e as especificidades da ação pedagógica. bem como as parcerias com as iniciativas da Sociedade Civil. tais como o Programa de Alfabetização Solidária (PAS). considerando as diferenças geracionais. o Plano Nacional de Formação Profissional (PLANFOR) e o Programa Recomeço. controle e avaliação das políticas públicas. vem apoiando essas articulações nacionais e. Os MOVAs vêm promovendo uma ação alfabetizadora popular que extrapola a visão da alfabetização apenas como decodificação da escrita. em São Paulo. de modo a garantir o princípio da ampla participação social na proposição. A Rede de Apoio à Ação Alfabetizadora do Brasil RAAAB. · É fundamental realizar diagnóstico e avaliação das diferentes ações educativas do Governo Federal voltadas aos jovens e adultos. no trabalho. etnia. para o que deve contar com uma estrutura administrativa capaz de responder a esse enorme desafio. a alfabetização é concebida como apreensão de conhecimentos básicos de leitura e de escrita da palavra e do mundo. a visão equivocada de que a universalização da alfabetização de jovens e . como processo de educação ao longo da vida. na cultura e nas relações sociais. 1997). · É fundamental evitar que o MOVA Brasil tenha qualquer semelha nça com campanhas e ações assistencialistas já realizadas historicamente. descomprometidas com a continuidade e terminalidade da escolarização e com a transformação da sociedade brasileira. de gênero. que compreende a formação de jovens e adultos. pelas prefeituras e secretarias municipais e estaduais. orientando pelas diretrizes do parecer -se 11/2000 e pelas lutas populares em defesa da educação pública para todos. as ações empreendidas pelas redes de organizações da Sociedade Civil. · É fundamental que o Governo Federal reafirme os compromissos relativos à alfabetização e à educação de pessoas adultas firmados nas conferências internacionais de Jomtien (1990). · É urgente reconstruir e acionar a Comissão Nacional de Educação de Jovens e Adultos. que a partir da experiência de Paulo Freire. · O Governo Federal. sob o princípio "reflexão sobre a ação". ultrapassando. o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA).Administrações Populares municipais e estaduais são os Movimentos de Alfabetização de Jovens e Adultos MOVAs. deve ser o articulador de uma política pública que incorpore a Educação de Jovens e Adultos definitivamente ao Sistema Nacional de Educação. · Considerando a descentralização da educação básica de jovens e adultos. · Nessa perspectiva. de portadores de necessidades especiais e de outros grupos. · É necessário garan a tir formação continuada dos educadores de Educação de Jovens e Adultos. · É importante reafirmar a concepção consagrada na V Conferência Internacional de Hamburgo (1997). parte de um direito mais amplo que não se restringe à alfabetização. na busca da autonomia e do senso de responsabilidade das pessoas e das comunidades. como requisito básico para a educação continuada durante a vida e para a formação de cidadãos leitores e escritores críticos e éticos. assim. · É importante reconhecer e legitimar. Hamburgo (1997) e Dakar (2000). cabe ao Governo Federal potencializar a ação local coordenada nos Municípios e nos Estados. formada por pessoas e organizações atuantes nessa área. mas deve atingir a terminalidade do ensino fundamental . por meio do Ministério da Educação. toma a iniciativa de manifestar sua posição em relação aos rumos de uma política nacional de educação de jovens e adultos: · É fundamental garantir o cumprimento do preceito constitucional do direito de todos à educação até hoje não efetivado. vêm rompendo com as práticas das antigas campanhas com vieses assistencialistas descomprometidas com a continuidade da escolarização e com a transformação da sociedade brasileira.

explicou Homem de Carvalho. Luiz Antônio Pasquetti. um convênio no valor de R$ 3. que integram a coleção É só o começo.312 e a Anca com R$ 33. diz ele. 19. este ano.3 milhões para alfabetização de jovens e adultos nos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). da Comissão Nacional dos MOVAs e de membros dos Fóruns de Educação de Jovens e Adultos que apresentará. para quem o homem do campo precisa se libertar pelo conhecimento e chegar ao ensino fundamental. · É imprescindível estabelecer articulações intersetoriais.moderna. Slogan . o convênio do MEC com o MST tem "um significado político e social muito grande. A estimativa do MST é de que a alfabetização no campo tenha duração de seis a oito meses. e o procurador da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca). uma proposta para o MOVA Brasil que contemple a concepção de educação popular que permeia este manifesto. decidimos pela formação de um grupo de trabalho com representação da RAAAB. Os recursos serão repassados pelo FNDE em parcelas em junho. porque é um gesto concreto rumo à erradicação do analfabetismo". agosto e dezembro.adultos possa ser alcançada por métodos milagreiros e em curtíssimo prazo. intelectuais. entregou ao presidente do MST. nos próximos dias. 19.3 milhões para alfabetização de jovens e adultos nos assentamentos e acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Cristovam Buarque.600 jovens acima de 15 anos e adultos. parlamentares. um dos programas-chave do ministro da Educação.br/noticias_educacionais/acoes_governamentais/0226 Autor(es): LORENZONI. o MST se compromete a capacitar. assinaram hoje. educandos etc Data do Texto: 2002-00-00 00:00:00 35 MEC libera 3. ao .com. o FNDE entra com R$ 3. do capital e da ignorância. os três primeiros clássicos da literatura brasileira dirigidos aos adultos recém-alfabetizados. Para Hermes de Paula.315. é es timular a leitura e a seqüência dos estudos para além da alfabetização dos adultos. Hermes de Paula. Hermes de Paula. Na parceria. gestores. João Homem de Carvalho. Ionice Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).840 alfabetizadores nos 26 estados e no Distrito Federal para alfabetizar 27. intraministeriais e interministeriais de modo a promover convergências entre as diversas propostas de ensino e iniciativas educacionais.488. Cópia do Texto: O diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Para João Pedro Stédile. desde o princípio. Pelo convênio. Luiz Antônio Pasquetti. um convênio no valor de R$ 3. do Programa Brasil Alfabetizado: Garibaldi e Manoela: uma história de amor. Seguem-se mais de 300 assinaturas de instituições. "É tão importante ocupar o latifúndio como ocupar a escola". educadores. assinaram hoje. Já o secretário de Erradicação do Analfabetismo. totalizando R$ 3. e O triste fim de Policarpo Quaresma. o MST luta para derrubar três cercas: do latifúndio. e o procurador da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca).3 milhões para alfabetização no campo Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. A proposta do Brasil Alfabetizado. A Escrava Isaura. João Pedro Stédile. 1.Sempre é tempo de aprender é o slogan que o MST vai levar a todos os assentamentos e acampamentos para motivar o ingresso dos adultos nas turmas de alfabetização.800.348. Em conformidade com os princípios acima expostos. Os recursos vão custear a formação dos alfabetizadores e depois pagar os professores.

apresentadas aos alunos por "facilitadores". professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) que coordenou o programa Mova (Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos). se para ela operação significa só cirurgia". Com esse convênio. treinados por 74 técnicos cubanos que estão na Venezuela para supervisionar a implementação do programa.uol. batizado de "Sim. Leonela Relys. afirma Data do Texto: 2003-07-27 00:00:00 37 Ministro da Educação anuncia nova equipe Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: www. diz.Paulo dizem ter dúvidas sobre a eficácia do método cubano de ensino adotado pelo governo venezuelano. treinados por 74 técnicos cubanos que estão na Venezuela para supervisionar a implementação do programa. "Não adianta nada a pessoa ler um enunciado que diz para efetuar uma operação matemática. Para Stela Piconez.Paulo dizem ter dúvidas sobre a eficácia do método cubano de ensino adotado pelo governo venezuelano." Data do Texto: 2003-05-20 00:00:00 36 Método cubano para alfabetização é alvo de críticas Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www1. durante três meses. como a interatividade com o educador e o relacionamento entre as pessoas".undime. aprese ntadas aos alunos por "facilitadores". eu posso".médio.br Autor(es): MEC / ACS .com. consiste de 65 lições gravadas em vídeo. a da ignorância.folha. eu posso". Partindo do princípio de que os analfabetos conhecem os numerais e podem realizar operações matemáticas simples. Para Maria Stela Graciani. Cópia do Texto: Especialistas em alfabetização de adultos consultados pela Folha de S. entre eles sua criadora.shtml Autor(es): WASSERMANN.br/folha/mundo/ult94u60667. Segundo ela. Rogério Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Especialistas em alfabetização de adultos consultados pela Folha de S. professora livre-docente da Faculdade de Educação da USP e coordenadora do Núcleo de Estudos de Educação de Jovens e Adultos. "É impossível alfabetizar adequadamente em três meses".org. O método. entre eles sua criadora. o que significa que a pessoa pode conhecer as letras e saber como juntá-las para formar uma palavra. mas não há relação entre o registro e a idéia de texto". "Os analfabetos fazem registros próprios para números. promovido pela Prefeitura de São Paulo no governo de Luiza Erundina (1989-1993). em três meses "é possível colocar alguém em nível alfabético"." A campanha venezuelana prevê duas horas de aula ao dia. de segunda a sexta. disse. não é possível alfabetizar com aulas por vídeo. o desenvolvimento de autovalorização e de autoconfiança. batizado de "Sim. "Alfabetizar demanda incentivo. "Faltam ao vídeo algumas características importantes. "estamos criando a oportunidade de romper com a terceira cerca. mas não tem compreensão adequada do que está lendo. o método relaciona números às letras do alfabeto para ensiná-los a ler. Leonela Relys. consiste de 65 lições gravadas em vídeo. à universidade e à pós-graduação. essa idéia é duvidosa. afirma Stela Bertolo Piconez. O método. afirma.

ajustando a atuação da secretaria a um novo tratamento metodológico. Francisco das Chagas Fernandes (secretário de educação infantil e fundamental). Jorge Almeida Guimarães (presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior . m Antônio Carlos Lopes (secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica). Fran cisco das Chagas Fernandes (secretário de educação infantil e fundamental). Nelson Maculan Filho (secretário de educação superior). levando em conta os parâmetros colocados pelo ministro. em 2003. José Henrique Paim Fernandes (presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação FNDE). mas também para estabelecer relações de cooperação. defendeu. À frente da secretaria responsável por políticas que beneficiam 70% dos alunos da educação básica nas redes públicas. Benício Schmidt (coordenador-geral de cooperação internacional da Capes). já anunciou os nomes dos novos secretários. "Essa integração é necessária não só para potencializar os recursos que o ministério dispõe.Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O ministro da Educação. Ronaldo Mota (secretário executivo do Conselho Nacional de Educação). As secretarias de Inclusão Educacional e de Erradicação do Analfabetismo serão integradas e quem assumirá. Marcos Dantas (secretário de educação a distância). São eles: Fernando Haddad (secretário executivo). Jorge Almeida Guimarães (presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Capes). Paim Fernandes disse que sua primeira missão é montar o calendário do trabalho a ser desenvolvido pelo Fundo a partir de março. Jairo Jorge da Silva. já anunciou os nomes dos novos secretários. de solidariedade com todos os demais órgãos do governo que trabalham com políticas sociais". para inclusão de jovens e adultos nos sistemas de ensino". que será extinta. Ricardo Henriques (secretário extraordinário de erradicação do analfabetismo). Antônio Carlos Lopes (secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica). salientou a necessidade de a instituição estabelecer uma "sintonia fina" com o MEC. Patrus Ananias. o secretário de Educação Infantil e Fundamental (SEIF). Benício Schmidt (coordenador-geral de cooperação internacional da Capes). Ronaldo Mota (secretário executivo do Conselho Nacional de Educação). interinamente. "Essa sintonia é necessária. Henriques disse que serão mantidas as linhas gerais do trabalho iniciado pela equipe anterior. absorverá as ações da Secretaria de Inclusão Educacional. Marcos Dantas (secretário de educação a distância). já que o FNDE é a principal fonte de financiamento das políticas gestadas nas secretarias do MEC". O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). justificou. "Mas estabeleceremos padrões e sistemas de avaliação. da Saúde e Cultura. O secretário já conversou sobre o assunto com o ministro do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome. O secretário Extraordinário de Erradicação do Analfabetismo. "O sucesso de programas de inclusão educacional depende da associação com outros programas de distribuição de renda". que também assume como coordenador político do gabinete do ministro. e de educação especial. Cópia do Texto: Ministro da Educação anuncia nova equipe Autor: Secretaria executiva nacional Data: 3/2/2004 O ministro da Educação. foi secretário-executivo do extinto Ministério da Assistência Social. Cláudia Pereira Dutra.Capes). José Henrique Paim Fernandes. salientou. acrescentou Henriques que. Antonio Ibañez Ruiz. São eles: Fernando Haddad (secretário executivo).FNDE). Ricardo Henriques. será o chefe de gabinete. Foram mantidos os secretários de educação média e tecnológica. atuando em conjunto com Tarso Genro e Fernando Haddad. "Eles têm um papel importante na interface com programas de inclusão educacional e precisamos preservar esta transversalidade". Ricardo Henriques (secretário extraordinário de erradicação do analfabetismo). afirmou. José Henrique Paim Fernandes (presidente do Fundo Nacional de Desenvolvi ento da Educação . Jairo Jorge da Silva (chefe de gabinete). Nelson Maculan Filho (secretário de educação superior). Segundo o Mi istro é n desnecessária a separação entre inclusão educacional e luta contra o analfabetismo. Tarso Genro. Tarso Genro. Henriques adiantou ainda que sua secretaria atuará junto a outras instâncias da área social do governo federal. Francisco . A idéia do novo secretário é interagir também com os ministérios do Trabalho. Jairo Jorge da Silva (chefe de gabinete).

e consistia na alfabetização de adultos presos da Penitenciária de Araraquara. frisou que sua secretaria tem uma peculiaridade: "Trabalhar com um universo em que o patrão são os governos estadu e municipais". continuaremos o trabalho da gestão anterior e até avançaremos e aprofundaremos os programas voltados à formação dos trabalhadores da educação".das Chagas Fernandes. Fonte: MEC Data do Texto: 2004-02-03 00:00:00 38 Ministro elogia projeto de alfabetização da Uniara Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Ela disse que esse trabalho poderá avançar em muito com a regulamentação da Lei da Acessibilidade.asp?codigo=101 Autor(es): UNIARA Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O chefe do Departamento de Ciências Jurídicas do Centro Universitário de Araraquara Uniara. Na ocasião. dia 8 de maio.gov. Para mais informações. Elenice al Camarosano Onofre. A secretária de Educação Especial.br/projeto/noticia. envolvendo programas para toda a educação básica . que ocupa o cargo desde março de 2003. a partir de programas e ações desenvolvidos na instituição desde 1995. além do atendimento de alunos portadores de necessidades especiais.mec. pelo ministro da Educação Cristóvam Buarque. o ministro não apenas elogiou a iniciativa da Uniara mas também se dispôs a lançar o projeto em Araraquara. mas não estão aprendendo. Na ocasião. o principal desafio à frente da SEIF é a inclusão de milhões de crianças que ainda estão fora da escola e de outros milhões que estão na escola.br. fundamental e média -. Elenice Camarosano Onofre. acesse a página do MEC www. O primeiro projeto.com. pelo ministro da Educação Cristóvam Buarque.uniara. Cláudia Dutra. e pela professora do mesmo curso Luciana Maria Giovanni Cópia do Texto: Ministro elogia projeto de alfabetização da Uniara O chefe do Departamento de Ciências Jurídicas do Centro Universitário de Araraquar a Uniara. Ele disse. como preceitua a Lei de ais Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). disse que pretende dar continuidade aos trabalhos que vinham sendo desenvolvidos. Fernando Passos. Profa Dra. foram recebidos na última quinta-feira.que inclui a educação infantil. afirmou. Profa Dra. foram recebidos na última quinta-feira. e pela professora do mesmo curso Luciana Maria Giovanni. Para ele. que desenvolveu tese de doutorado sobre Educação Escolar na Prisão. que a atuação de sua secretaria será em conjunto com as secretarias de Educação Média e Tecnológica (Semtec) e de Educação Especial (Seesp). de extensão universitária. em Brasília. prevista para breve. Fernando Passos e Dimas Ramalho entregaram ao ministro uma cópia do projeto da Uniara de erradicação do analfabetismo e de criação do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos. "Para isso. em data a ser definida. Sob orientação da professora Elenice Camarosano Onofre. principalmente na capacitação de professores para o atendimento aos alunos com necessidades especiais nas redes de ensino. Fernando Passos e Dimas Ramalho entregaram ao ministro uma cópia do projeto da Uniara de erradicação do analfabetismo e de criação do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos. A iniciativa de criação de um projeto de alfabetização de jovens e adultos na Uniara foi do Departamento de Ciências Humanas e Sociais. e o deputado federal Dimas Ramalho. em Brasília. e o deputado federal Dimas Ramalho. os estudantes ministraram aulas na Penitenciária. dia 8 de maio. foi fruto de um convênio entre a Uniara e a Fundação Nacional de Amparo ao Preso (Funap). e o resultado prático do trabalho foi . elaborado pela coordenadora do curso Norm Superior. Segundo o advogado Fernando Passos. ainda. elaborado pela coordenadora do curso Normal Superior. Fernando Passos. coordenados pelos cursos de Pedagogia e Normal Superior.

portanto. Ele começou a ser gestado na década de 50 pela Igrejas e movimentos. conselhos escolares. buscando envolver toda a comunidade. ainda mais. a Uniara prepara seus graduandos para que atuem na formação de jovens e adultos. ampliar. Ele começou a ser gestado na década de 50 pela Igrejas e movimentos Cópia do Texto: O Movimento de Alfabetização é uma luta de muitos anos. das mais diferentes formas. é um direito de todos e. movimentos populares. como aqueles que ainda não se sentem motivados a participar da escola. complementa. como cidadãos. também autora do projeto que foi entregue ao ministro Cristóvam Buarque. quanto ao seu histórico e como funcionam as turmas em Chapecó. com carga horária de 90 horas além de estágio superv isionado. e no campo da pesquisa. Com o Golpe Militar. as turmas que já estão acontecendo em Chapecó. sindicatos. Em 1989 com a Administração Popular. entidades religiosas. acima dos 15 anos.php?link=noticias1. que não sabem ler e escrever.diocesechapeco. afirma a coordenadora Elenice. além da tese sobre Educação Escolar na Prisão. Ainda no campo da extensão universitária. Data do Texto: 2003-03-12 00:00:00 40 Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos . podemos destacar uma série de monografias de conclusão de curso de nossos alunos que tratam do tema do analfabetismo".um elevado índice de aprovação dos presos nos exames de Suplência promovidos pela Secretaria da Educação. a Uniara firmou parceria este ano com o Centro de Atendimento ao Adolescente no Programa Reintegra Brasil para colaboração em reforço escolar de Comunicação Oral e Escrita e Educação Matemática. Data do Texto: 2003-05-00 00:00:00 39 MOVA: Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Pois queremos. o Educador Paulo Freire oficializou o MOVA na cidade de São Paulo. com o compromisso de assegurar a Alfabetização de Jovens e Adultos do campo e da cidade. sua conquista depende da responsabilidade coletiva da sociedade.php&arquivo=16 Autor(es): Diocese Chapecó Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Movimento de Alfabetização é uma luta de muitos anos. a Ditadura dispensou com muitas iniciativas inclusive a luta pela alfabetização dos adultos. Entendemos que o acesso ao conhecimento. A Secretaria Municipal de Educação assumiu o desafio de criar o MOVA-Chapecó como uma política de garantia de acesso a leitura e à escrita.br/index1. organizar junto à comunidade grupos de 10 a 15 pessoas e indicar os seus educadores populares para contribuir no processo de alfabetização. "No campo do ensino. O MOVA tem o objetivo de estimular a aprendizagem de homens e mulheres que foram excluídos. Toda a sociedade está convidada a identificar pessoas. O MOVA é uma alfabetização para a cidadania. setores empresariais e lideranças em geral. ultrapassando os limites de sala de aula e os limites da educação. ao letramento. Mais informações do MOVA. na Secretaria Municipal de Educação de Chapecó.org. do processo de construção do conhecimento. "Mas o trabalho de alfabetização não se limita à extensão universitária". onde a EJA (Educação de Jovens e Adultos) não consegue atingir. Se fortalece o apoio das associações comunitárias.

Até maio de 2004 . além de apoio de organizações multilaterais e não governamentais. 17 milhões de jovens e adultos que estão excluídos da sociedade moderna por não saberem ler nem escrever.800 alfabetizandos e reduzir o percentual atual em pelo menos 53%. ele a . associações. Nestes 17 anos o município reduziu em mais de 20% as taxas de jovens e adultos não escolarizados e agora pretende fazer um amplo e participativo processo de alfabetização.Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. as entidades locais. Carvalho acredita que a mobilização da sociedade é a chave para acabar com o analfabetismo. que será lançado dia 11 de abril de 2003. 17 milhões de jovens e adultos que estão excluídos da sociedade moderna por não saberem ler nem escrever. que será lançado dia 11 de abril de 2003.5 bilhão por ano em recursos federais. fazendo. André Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: BRASÍLIA . Atualmente. em busca do analfabetismo zero. As escolas.5 bilhão por ano em recursos federais. em quatro anos. federações. além de apoio de organizações multilaterais e não governamentais.O engenheiro agrônomo e professor da Universidade de Brasília. Cópia do Texto: BRASÍLIA .gov. Em tempo. através do GEEMPA (Grupo de Estudos sobre Educação.htm Autor(es): secretaria de educação Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos de Icapuí. Metodologia de Pesquisa e Ação) em etapa de alfabetização em 03 meses. às 08:00 da manhã no Ginásio Poliesportvo. Para executar a tarefa espera contar com R$ 1. a Secretaria da Educação pretende atingir cerca de 2. João Luiz Homem de Carvalho. inclusive.icapui. pretende ser um elemento poderoso de mobilizção popular em torno da luta de erradicação do analfabetismo. assumiu a Secretaria Nacional Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo com a meta de alfabetizar. ele é a continuidade e o fim de um processo iniciado em 1986. trabalho personalizado. atingindo os grupos resistentes específicos como pescadores e mulheres. às 08:00 da manhã no Ginásio Poliesportivo. Em entrevista ao Jornal do Brasil. Para executar a tarefa espera contar com R$ 1.br/prefeitura/secretarias/educacao/2003/030403.br/asp/secoes/noticias.O engenheiro agrônomo e professor da Universidade de Brasília. João Luiz Homem de Carvalho. pretende ser um elemento i poderoso de mobilizção popular em torno da luta de erradicação do analfabetismo Cópia do Texto: O Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos de Icapuí. novas turmas estão sendo implantadas na rede de ensino. se for preciso.aticaeducacional.ce. prazo previsto para o 1° momento do movimento. em quatro anos. Data do Texto: 2003-04-12 00:00:00 41 Não há mobilização para alfabetizar Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. atendendo por período cerca de 400 novos alunos. secretarias municipais.asp?cod=573 Autor(es): NOBLAT. assumiu a Secretaria Nacional Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo com a meta de alfabetizar. todas estão sendo sensibilizadas e mobilizadas para o processo e envolvimento. ele disse que pretende incentivar os estudantes a desenvolverem projetos de alfabetização. Em entrevista ao Jornal do Br sil. Carvalho acredita que a mobilização da sociedade é a chave para acabar com o analfabetismo. O momento trabalhará prioritariamente dentro da proposta pós-construtivista.com.

numa perspectiva de retomada histórica de seu compromisso com a promoção da pessoa humana e com a proposta de construção de uma sociedade justa e igualitária.Quanto vai custar a erradicação do analfabetismo para o governo? .Quando o ministério pretende pôr esse trabalho em prática? . O programa com metas específicas será entregue no final de fevereiro. Assembléia Geral Ordinária ocorreu um acontecimento de relevância histórica.Eu acho que a primeira coisa é concentrar esforços com quem já está trabalhando.org.Como deve acontecer essa participação da sociedade? . O projeto da Rede de Alfabetização e Formação de Jovens e Adultos representa a reafirmação da Missão da Igreja do Brasil. através do Movimento de Educação de Base. por exemplo.É difícil hoje porque não se vê com clareza uma mobilização para isso. dá continuidade a uma parceria histórica com o Governo Federal. . firmou parceria com a CNBB.htm Autor(es): ROCHA. como pretende o ministro Cristovam Buarque? . através do Ministério da Educação. Senão você começa a excluir pessoas que querem trabalhar mas não querem utilizar determinada metodologia. onde já existem programas. O Ministro de Estado da Educação. Mas nós pretendemos ir atrás do Tribunal Superior Eleitoral e das secretarias estaduais de Educação para refazer esse mapa do analfabetismo. Se nós tivermos êxito na mobilização da sociedade para a alfabetização de jovens e adultos. acho que passará a ser uma tarefa fácil.Em torno de R$ 1.É possível erradicar o analfabetismo em quatro anos. buscando oferecer. mais ou menos.17 milhões de pessoas.Nós temos alguns dados que não são exatamente confiáveis.. Temos que trabalhar com as diversas metodologias de educação que existem no país. Unesco. . a primeira coisa é não ter uma metodologia única.Eu acho que para termos êxito. .Daqui a um mês estaremos entregando um programa com metas para o presidente Lula. 02/05/2003 Senhores Bispos. em quatro anos.br/noticia_03. para Alfabetização de Jovens e Adultos.disse que pretende incentivar os estudantes a desenvolverem projetos de alfabetização. Assembléia Geral Ordinária ocorreu um acontecimento de relevância histórica. Sergipe e Fortaleza. que está em torno de 13% de analfabetos . . Durante a visita do Presidente Lula e seus Ministros e Assessores à 41a. Professor Cristovam Buarque.Existe muita discussão sobre qual seria a metodologia correta de alfabetizar os adultos. à sociedade .Presidência do MEB Itaici . O Ministro de Estado da Cópia do Texto: Nota Informativa . SP.. se você quiser levar apenas como partícipe de uma sociedade mobilizada. Eu devo ir para Recife. Estudantes.Presidência do MEB Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. então temos de incentivar quem mais quiser participar. . torna-se fácil. Dom Augusto Alves da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Durante a visita do Presidente Lula e seus Ministros e Assessores à 41a. Isso representa o dinheiro que será dado como incentivo para as pessoas se alfabetizarem. sindicatos. sob orientação do nosso corpo técnico. Data do Texto: 2003-01-27 00:00:00 42 Nota Informativa . . a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.meb. . Agora. O dinheiro para pagarmos os alfabetizadores e os gastos com a estrutura da campanha chegarão através de parcerias com o BID. e colocamos gás nos garotos para o projeto para funcionar. que é o dado do IBGE. Não sei se dariam conta de todo o serviço.Indaiatuba. estados.Quantos milhões de analfabetos vão ser atendidos? . prefeituras.5 bilhão por ano. através do Movimento de Educação de Base. Se você quiser levar como Ministério da Educação eu acho que fica muito difícil. Ao conceber a Rede de Alfabetização de Jovens e Adultos. Nós os estimulamos a fazerem um projeto.

Bispos será a de identificar. A primeira ação dos Srs. Estas pessoas atuarão. Esclarecemos que: Não é necessário que as pessoas indicadas tenham qualquer experiência anterior em alfabetização de jovens e adultos. Nesta perspectiva é que vimos solicitar especial atenção dos Senhores para os próximos encaminhamentos concretos desta ação. eventualmente. comunitário e pedagógico.brasileira. de Erradicação do Analfabetismo no Brasil. envolvendo a formação de 1000 formadores. escolase universidades católicas ou outras ações da Igreja na região.br/noticia10. serão as pessoas responsáveis por capacitar os alfabetizadores e poderão. Sua operacionalização está sendo feita pela Secretaria Extraordinária Nacional de Erradicação do Analfabetismo (SEEA/MEC). Institucionalmente. 2 horas diárias para o trabalho junto à Rede de Alfabetização. orçamento de R$ 273 milhões para programas e projetos de alfabetização em todo o País. no mês de março p. em Brasília. em função de seus interesses e das necessidades na região. 30. Vilany Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Criado pelo Ministério da Educação. O alcance do projeto para o primeiro ano (2003) será de 750. considerando que este é um dos passos fundamentais para a superação de desigualdades sociais profundas.Assessoria de Comunicação Social O que é o Programa Brasil Alfabetizado Criado pelo Ministério da Educação. este projeto está inserido em dois amplos contextos: O Mutirão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para a Superação da Miséria e da Fome.000 salas de aula. Sua operacionalização está sendo feita pela Secretaria Extraordinária Nacional de Erradicação do Analfabetismo (SEEA/MEC).000 alfabetizadores e 30. e Tenham motivação para o trabalho social. pastorais.000 pessoas até o ano de 2006. há três meses. através do Ministério da Educação.org. encaminhará. e A proposta do Governo Federal. o Programa Brasil Alfabetizado tem como objetivo abolir o analfabetismo no Brasil.p. supervisão e alfabetização. Bispos.750. 3 pessoas que preencham os seguintes quesitos: Sejam portadoras de curso superior. junto à REDE. Os primeiros convênios foram assinados semana passada. isto é. pelo fax (61) 225-2943 e pelo correio eletrônico meb@meb. organismos. A síntese do projeto já foi enviada a os Srs. pelo menos.000 pessoas alfabetzadas e i 3. Tenham disponibilidade de. este ano. Cópia do Texto: MEC . assumir outras tarefas. a Secretaria tem.cfh. as fichas de cadastramento dos formadores. e Quaisquer outros esclarecimentos podem ser feitos diretamente à equipe do MEB. como formadoras. o Programa Brasil Alfabetizado tem como objetivo abolir o analfabetismo no Brasil. como a de coordenação. a partir do momento em que o Ministério da Educação concretizar o repasse dos recursos necessários à montagem da Rede de Alfabetização. Façam parte da comunidade diocesana e encontrem-se engajadas em projetos ligados à diocese. em 4 anos. via correio. paróquias. O MEB.ufsc. que trabalha em parceria com organismos governamentais e não-governamentais com experiência na Alfabetização de jovens e adultos.. Dia 16 . via correio. em sua Diocese.htm Autor(es): KEHRLE. a prestação de um serviço essencial à construção plena da cidadania. em qualquer área do conhecimento. em tempo oportuno. há três meses. pelo telefone (61) 225-2999. Sob a coordenação de João Luiz Homem de Carvalho. DOM AUGUSTO ALVES DA ROCHA PRESIDENTE MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE Data do Texto: 2003-05-02 00:00:00 43 O que é o Programa Brasil Alfabetizado Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.br . que trabalha em parceria com organismos governamentais e não -governamentais com experiência na Alfabetização de jovens e adultos.

de Lima Barreto e Garibaldi e Manuela: uma História de Amor. o ministro da Educação. uma forma de o Governo continuar a acompanhar o aprendizado. e até 2006. a quantia de R$ 20. Seu objetivo é produzir e distribuir livros de literatura brasileira e mundial. Hoje. totalizando 150 mil alunos naquele estado. Caso uma pessoa tenha. Com a colaboração do Alfabetização Solidária. após a execução do primeiro convênio será feita uma avaliação pelo Ministério. que consiste em montar bibliotecas domés ticas na casa de voluntários para utilização da comunidade.00 para a formação desse alfabetizador. outros 115 mil serão alfabetizados. por exemplo. em linguagem simples. serão sugeridas modificações.Abril/2003 . bibliotecas domiciliares. livros para os novos alfabetizados. o contrato será mantido. No entanto. se um alfabetizador orienta 20 alunos. Duração Como não há exigência ou imposição de uma metodologia própria. serão atendidas 150 mil. na primeira fase. de Bernardo Guimarães. 20 milhões. a duração da alfabetização é de três a oito meses.br/alfa_producoes. Na sala de aula aconselha-se ter um mínimo de 15 e um máximo de 25 alunos. às 15h. Ao trabalhar em parceria. mas devem ser pessoas com experiência na área de alfabetização de jovens e adultos. Na maioria dos projetos.SEEA Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 44 O que é poesia? Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. a SEEA lançará o projeto Só Começo. Cássio Cunha Lima. Nossa idéia é montar cem mil minibibliotecas dessas no Brasil. a proposta gira em torno de seis meses. Metodologia O MEC não vai adotar nenhum método específico de alfabetização. para o alfabetizador.ogamita. o que corresponde a 10% da meta estabelecida pelo governo federal. Em quatro anos. própria para adultos recém -alfabetizados. para criar o hábito da leitura. assinou convênio com o governador da Paraíba. também em quatro anos. No dia 17 deste mês. Os alfabetizadores não precisam. e queira ser alfabetizadora. No próximo mês. A previsão do MEC é alfabetizar este ano 3 milhões. até o momento. Cristovam Buarque. se não.chegarão às mãos de jovens e adultos que aprenderam a ler e escrever nos primeiros meses deste ano. para atender 9 mil pessoas. O que significa que. entre outras ações. Além de assinarem convênios com o MEC.com.deste mês. os governos estaduais e municipais deverão dar a contrapartida. ele vai ganhar por mês R$ 300. o Programa dará suporte para articular a aquisição de óculos de grau. Para este ano a proposta é pagar R$ 15.htm Autor(es): texto coletivo . Nos projetos que foram apresentados ao Ministério. necessariamente. merenda durante as aulas. disse Homem de Carvalho. também. até 2006. o segundo grau. no Rio de Janeiro. No ano que vem. de Josué Guimarães . Triste Fim de Policarpo Quaresma. durante a Bienal Internacional do Livro. Ele lembra que continua em estudo projeto de lei para inclusão de livros na cesta básica. será assinado convênio com o Serviço Social da Indústria (Sesi) para alfabetização de dois milhões de pessoas.00. dinheiro destinado. Além disso. deverá ser implementado o projeto Mala do Livro. o Ministério vai aceitar as metodologias propostas pelos parceiros. para continuar o convênio. Essas medidas visa dar m assistência ao aluno alfabetizado.Escrava Isaura. Se esta for positiva. no valor de R$ 13 milhões para alfabetização de 35 mil jovens e adultos. ser professores.00 por aluno alfabetizado. ela terá que passar por um sistema de capacitação que varia segundo as metodologias aplicadas. como transporte de alunos. Nove mil exemplares de três obras literárias . o MEC aceitará o tempo para alfabetização que for proposto pelo conveniado. especificamente. além de fiscalizar a aplicação dos recursos. O Ministério oferece. Repórter: Vilany Kehrle Fonte: Notícias . foi a vez da Pastoral da Criança assinar convênio no valor de R$ 1 milhão. Filosofia O MEC está propondo parcerias.

Marechal Cândido Rondon. No ensino médio do trabalhador. a Unesco divulgou. Cópia do Texto: No último dia 19 aconteceu no SESI/Regional Oeste. técnicas de Educação e gerencia regional do SESI/Oeste. Instituições. Registramos na Regional Oeste no ano de 2002. com superação de mais de 550% da meta estabelecida.htm Autor(es): SESI . O maior índice concentra"se no Nordeste.716. Foz do Iguaçu. Através das parcerias em destaque. Data do Texto: 2002-11-00 00:00:00 45 O SESI ESTÁ DANDO UMA AULA DE EDUCAÇÃO Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. por isso nós precisamos conservar a poesia. movimentos sociais e organizações governamentais e não governamentais estão buscando se envolver na questão educacional de jovens e adultos. índices atualizados sobre a questão. com 18.4% deste total.br/destaques/eja_reg_oeste. em setembro de 2001.1%. atingimos 7.1ª a 4ª série. empresas. no Programa SESI Educação do TrabalhadorAlfabetização um total de 1289 matrículas. afeto e carinho. O Brasil tem feito avanços. representando a superação da meta proposta em 554%. que todo mundo gosta de ouvir. a entrega e formalização de 22 Termos de Acordo para Programa em Parceria com CEEBJA´s e Secretarias Municipais de Educação das cidades de abrangência da região Oeste e Sudoeste do Estado. e ainda de 5ª a 8ª série 8. São Miguel.729 matriculas. Toledo. universidades. que todo mundo gosta de ouvir. órgãos públicos. o que corresponde a 20% da população mundial.3%. que tem como objetivo elevar a escolaridade básica da força de trabalho com vistas ao domínio de competências para o exercício da cidadania e inserção produtiva. superando em 63% das metas estabelecidas. Francisco Beltrão. sindicatos. O país entrou no novo milênio com 15. a entrega e formalização de 22 Termos de Acordo para Programa em Parceria com CEEBJA´s e Secretarias Municipais de Educação das cidades de abrangência da região Oeste e Sudoeste do Estado.com. mas o número de analfabetos adultos ainda é grande. com uma perspectiva de redução para 830 milhões até 2010. representando 125% da meta proposta.sesipr. por ocasião do Dia Mundial da Alfabetização. na segunda metade da década de 90. mesmo considerando que. Cópia do Texto: A poesia é uma fantasia.Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A poesia é uma fantasia. Pato Branco. No Programa SESI Educação do Trabalhador . a taxa caiu de 17. Capanema. acumulamos 8. para prestar apoio técnico ás instituições parceiras e também oferece material pedagógico em beneficio de jovens e adultos que estão inseridos nos Programas de Educação de jovens e Adultos. com 7. o SESI coloca a disposição as profissionais da região. Dois Vizinhos. As poesias são feitas para ler e elas falam de sentimento. Vigorena destacou a importância do trabalho desenvolvido através de parcerias para o fortalecimento do Programa SESI Educação do Trabalhador.1% para 13. o menor índice está no Sul. Na oportunidade a profissional Célia L. Guairá e Ibema. Foi registrado que existem ainda cerca de 875 milhões de analfabetos. Guaraniaçú. No campo da alfabetização de jovens e adultos. Os municípios que irão se beneficiar são: Cascavel. concordando que a parceria é uma estratégia privilegiada para o . O evento contou com a participação de diretores das Unidades de CEEBJA. Secretários Municipais de Educação.923 alunos matriculados. Chopinzinho.1 milhões de jovens e adultos que não sabem ler e escrever. As poesias brincam com as palavras do povo que contam as suas histórias com beleza.Paraná Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: No último dia 19 aconteceu no SESI/Regional Oeste.

Pernambuco. o Bolsa-Escola está presente em 5.Associação de Apoio ao Programa Alfabetização Solidária -. os dois programas assinaram um termo de parceria que disponibiliz a o cadastro do Bolsa-Escola para o Alfabetização poder identificar seus futuros alunos.4 milhões de alunos atendidos em 1.html Autor(es): Prefeitura de Belém Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Paulo Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921. Para o ministro da Educação. atingindo cerca de 8.edu.br/br/alfa/noticias/parceria_com_bolsa.desenvolvimento de programas nesta área. Teve a coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização. Data do Texto: 2003-06-19 00:00:00 46 Parceria com Bolsa-Escola para alfabetização de adultos Area de Conhecimento: educação de adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Foi quase tudo o que se pode ser como educador. Segundo informações do programa.com. Hoje (01). em dezembro de 2001. compreendida como direito básico da cidadania. capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação Cópia do Texto: . o Alfabetização alcançou a marca de 2. Data do Texto: 2003-00-01 00:00:00 47 Paulo Freire. Pode diagnosticar também o consenso pelo -se alargamento do conceito de educação de jovens e adultos na direção da formação básica e continuada ao longo da vida. Depois serão chamados os analfabetos de 2.gov. afirmou durante a cerimônia de assinatura do acordo. Paulo Renato Souza. o programa Alfabetização Solidária vai "poder identificar famílias mais carentes onde se concentra o analfabetismo e desenvolver programas focalizados a estas famílias".8 milhões de famílias carentes.iuvb.578 municípios brasileiros.470 municípios.Universidade Virtual Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: União entre Alfabetização Solidária e Bolsa-Escola vai levar pais de alunos carentes à escola Cópia do Texto: Os pais analfabetos dos alunos carentes cadastrados no programa Bolsa -Escola Federal serão convidados pelo Alfabetização Solidária para voltarem a sala de aula para a alfabetização. de professor de escola a c riador de idéias e "métodos". exemplo de brasileiro Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www.prefeituradebelem. Mais informações no site do MEC www.br. De acordo com dados do MEC.2 milhões de crianças e 4.br/jp178/mat3. sete governos estaduais e 204 universidades e capacitou mais de 113 mil alfabetizadores. com o cadastro do Bolsa-Escola.htm Autor(es): IUVB . O Alfabetização Solidária é gerenciado por uma organização não-governamental -.e tem como objetivo reduzir os índices de analfabetismo registrados no Brasil.010 municípios atendidos pelo Alfabetização. instituições e organizações. com a parceria de 93 empresas.mec. Inicialmente serão convidados os pais de um município de cada estado do País que possua salas de aula do programa Alfabetização Solidária. no Recife.

php?chave=377 Autor(es): Escola Brasil Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Serão três aulas por semana (de três horas cada). muita lição de casa e um custo de R$ 20 milhões.M. a quando de seu falecimento. Primeiro ele foi para o Chile. Foi um dos primeiros brasileiros a serem exilados pelo regime militar. deixou uma lacuna na vida intelectual do país. mas também levou sua pedagogia para os países da África e da América Latina. de professor de escola a criador de idéias e "métodos".M.escolabrasil. Foi quase tudo o que se pode ser como educador. em diversos bairros. Em 1980. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e.gov. retornou ao Brasil. E.Centro). Depois de 72 dias de reclusão. E. Irineu Marinho (Corrêas). comparável aos grandes nomes nacionais como Darcy Ribeiro e Florestan Fernandes.rj. até o fim de abril. E. Oswaldo da Costa Frias (Posse).br/educacao/noticias/ detalheNoticia. Dom Pedro de Alcântara (Santa Rosa).M.M. mais de 200 pessoas acima de 14 anos estarão sendo beneficiadas com aulas noturnas de alfabetização. um professor para cada grupo de 20 alunos. Para se cadastrar. por isso. Escola Paroquial Alcobaça (Samambaia). por exemplo. lecionando. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 48 Prefeitura dá início a Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: www.org. Nesta primeira etapa. ele foi acusado de subverter a ordem instituída. E.Paulo Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921. ensinar . Sua metodologia foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização e. Teve a coragem de pôr em prática um autên tico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização.M.M. no Recife. capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação.asp?idNoticia=38 Autor(es): Prefeitura de Petrópolis Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: A Prefeitura deu início esta semana (12/05) à implantação das Classes de Alfabetização de Jovens e Adultos em 10 escolas municipais Cópia do Texto: Prefeitura dá início a Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos A Prefeitura deu início esta semana (12/05) à implantação das Classes de Alfabetização de Jovens e Adultos em 10 escolas municipais. Nilo Peçanha (Pedro do Rio). Educação Especial Santos Dumont (Rua Montecaseros .petropolis. em Uganda. Em maio de 1997. João Pires Fernandes e E. Major Julio Frederico Koeler (Pedras Brancas). Escola São Francisco de Assis (Moinho Preto). Moçambique e na Nicarágua.M. Pernambuco. Tudo para. o interessado deve entrar em contato com uma das seguintes unidades escolares: E. Data do Texto: 2003-05-12 00:00:00 49 Professores vão ganhar 100 por aluno alfabetizado Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. foi convencido a deixar o país. E. sendo preso após o Golpe Militar de 1964.M. Benjamin Simas (Fagundes). em 1989. tornou-se secretário de Educação no Município de São Paulo. E.br/ultimas.

Aprenderão apenas a usar a nova técnica. Além de aprender o bê-á-bá. diz Esther. Depois de amanhã. Essa é a proposta do Ministério da Educação (MEC) que. "E R$ 100 é uma boa ajuda. A primeira etapa do projeto vai atingir municípios do Acre. produzir textos simples e entender orientações escritas. Ou." Um jeito "diferente" de alfabetizar O jeito de ensinar "diferente". se precisar. afirma Sônia Couto. é incentivado a começar a escrever desenhando ou apenas copiando as letras. por meio da secretaria de Alfabetização. O treinamento dura cinco dias. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul." Segundo Esther. a entender o básico para que possam preencher fichas de emprego. Tomara que seja verdade. afirma a secretária. a entender o básico para que possam preencher fichas de emprego. "Neste tempo é possível capacitar bem os docentes porque eles já sabem como alfabetizar. além de um adicional pelas aulas . ensinar 100 mil brasileiros a ler e a escrever. Como todas as tarefas são em grupo. que já saibam ler e só estejam querendo os R$ 100". A secretária explica como funciona o método: "A gente não ensina letra por letra. pretende acabar com o analfabetismo de jovens e adultos (são 19 milhões no País) até o fim do governo Lula. a verba não é problema. "Não há o risco deles se esquecerem mesmo se deixarem de usar a escrita. Bahia.100 mil brasileiros a ler e a escrever. os analfabetos terão de passar por uma entrevista com nove tarefa s. Pernambuco. "Acho que o principal problema está na duração. explica a secretária. Nas cidades pobres do nordeste. "Vamos ensinando a partir do interesse dos estudantes. coordenadora do Movimento de Educação de Jovens e Adultos do Instituto Paulo Freire. Tudo para. são divididas em pequenos grupos e cada um elege um líder. muita lição de casa e um custo de R$ 20 milhões. O dinheiro está garantido. até o fim de abril. s "Aqui quase ninguém ganha mais do que um salário mínimo (R$ 211)". garante Esther. em apenas 90 dias é possível concluir a alfabetização. Cada grupo escolhe uma letra ou uma palavra para começar a ser alfabetizado e. Quando alguém é alfabetizado de verdade não se esquece mais. Para serem aceitos no programa. "Isso permitirá aos professores identificar possíveis oportunistas. no interior do Ceará. os alunos são capazes de ler e escrever o básico. um professor para cada grupo de 20 alunos. Sergipe. R$ 100 garantem supermercado farto a uma família de quatro pessoa por 15 dias. da qual Esther faz parte. "Temos R$ 410 milhões no orçamen do MEC para a to alfabetização de jovens e adultos. Esther Grossi. É como andar de bicicleta. "Eles começarão a dar aula em fevereiro". Em três meses não dá para alfabetizar ninguém"." Data do Texto: 2003-01-07 00:00:00 50 Programa de Alfabetização começa a ser implementado .o que fará com que o governo gaste R$ 20 milhões apenas na recompensa para formar esse primeiro grupo de 100 mil pessoas. como Quixadá. Paraná. pelo menos. a partir daí. Os professores também receberão R$ 100 por aluno formado. segundo a futura secretária da pasta. mas os educadores ainda vêem a proposta com receio. Ceará. "Os docentes são selecionados pelas prefeituras participantes do programa e serão treinados pelo ministério". Ou. As turmas. pelo menos. você pode até ficar destreinado mas. Piauí. produzir textos simples e entender orientações escritas Cópia do Texto: Serão três aulas por semana (de três horas cada). 500 professores estarão em Quixadá. conta. participando da primeira capacitação e aprendendo o método inovador. diz. É uma forma mais natu e mais rápida de ral alfabetização". os analfabetos ainda vão receber gratificação em dinheiro: aqueles que conseguirem escrever uma carta simples ao final do curso ganharão R$ 100. "E a divisão em grupos desestimula as faltas porque se alguém não vai à aula o trabalho dos colegas é prejudicado. de 40 anos." Também há tarefas para casa e. é uma proposta pós-construtivista. afirma a vendedora Meire dos Santos. Com um jeito de ensinar "diferente". esse líder é quem deve organizálas. após três meses." A técnica já foi testada no Nordeste pela ONG Geempa. não tem cartilha". vai lembrar como faz. São Paulo.

O ministro Cristovam Buarque acertou com o governador do Rio Grande do Sul. Susan Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Um milhão de alfabetizandos e 25 mil alfabetizadores. Dezenas de projetos de várias partes do País têm chegado ao Ministério da Educação para serem avaliados. no Diário Oficial da União. o Distrito Federal. mencionando as iniciativas da área privada para participar do programa. com recursos de R$ 273 milhões do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC).mec. o programa já conta com recursos em torno de R$ 80 milhões.Hoje. organizações não-governamentais que desenvolvem e executam projetos de alfabetização de jovens e adultos e organizações da sociedade civil de interesse público que já trabalham nesta área. Tânia FARIA. No dia 17 deste mês. e 5 milhões. "Temos o Acre. Com a Câmara dos Deputados também assinou um protocolo de intenções para alfabetizar cerca de 800 servidores terceirizados da Esplanada dos Ministérios. em 2006. a mobilização contra o analfabetismo começa com o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Para isso. na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Trabalho que começa a ser feito com parcerias e contará. que utilizará sua experiência pedagógica para alfabetizar os trabalhadores do campo. assinou convênio no valor de R$ 4. estaduais. Se a documentação estiver em dia. Para isso.336. o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre a solenidade de assinatura do convênio entre o Ministério da Educação e o Serviço Socia da l Indústria (Sesi) para alfabetização de dois milhões de pessoas nos próximos quatro anos. Cássio Cunha Lima. estão os da prefeitura de Natal (RN). Recife. municipais e privadas de Educação Superior. mais 6 milhões. Para 2004. O objetivo é alfabetizar três milhões de pessoas em 2003.2 milhões para custear a alfabetização de 150 mil jovens e adultos. até o final deste ano. secretário extraordinário de Alfabetização. foi a Pastoral da Criança que firmou convênio no valor de R$ 798. Os projetos devem ser feitos com base na resolução.Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. serão beneficiados 6 milhões. as prioridades para a assinatura dos convênios serão as ligadas a municípios com maior índice de analfabetismo e regiões mais pobres do País. Outras parcerias . Germano Rigotto. o convênio é assinado com a SEEA e o conveniado tem o prazo de um mês para entregar a listagem das pessoas que vão ser alfabetizadas. explica João Luiz Homem de Carvalho. No dia 16.asp?Id=304 Autor(es): AGUILAR. equivalente a 50% do valor total. Santa Cruz do Capibaribe. entidades federais. que aprenderão a ler e escrever.O Ministério da Educação já firmou parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia e Inovação e a Fundação de Apoio às Escolas Técnicas (Fatec) do Rio de Janeiro. Em 2005. que está recebendo R$ 4 milhões e 500 mil da Pirelli e o do Sesi". Orobó e Olinda (PE).00 par a alfabetização de a 150 mil jovens e adultos. Segundo ele. a utilização do ensino a distância para capacitação de alfabetizadores naquele Estado. Esta é a meta que o Brasil Alfabetizado pretende cumprir nos próximos quatro meses.gov. Na área rural. nos próximos quatro anos. em Brasília. em todo o País. publicada dia 8 deste mês. Data do Texto: 2003-04-25 00:00:00 . o programa já conta com recursos em torno de R$ 80 milhões Cópia do Texto: Um milhão de alfabetizandos e 25 mil alfabetizadores. As regras do programa estão na Resolução nº 6. será liberada a primeira parcela. Em seguida.br/ASPAR/asp/noticias/noticiasId. 23. das cidades de Igaraçu. o governador da Paraíba. Toritama. podem pleitear recursos do Brasil Alfabetizado os estados. que coordena o programa. De acordo com a resolução publicada no DOU dia 8 deste mês. os municípios. Vertentes. Dentre os projetos protocolados no MEC e em análise pela Secretaria Extraordinária de Erradicação do Analfabetismo (SEEA). e os primeiros convênios já estão sendo firmados. Convênios já firmados . Esta é a meta que o Brasil Alfabetizado pretende cumprir nos próximos quatro meses. Petrolina. sem fins lucrativos. de uma série de três.

51 programa permanente de alfabetizaçao de jovens e adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www.mpdft.gov.br/assjur/ldf/1995/849.htm Autor(es): MINISTÉRIO PÚBLICO DO DF E TERRITÓRIOS Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Dispõe sobre a criação do Programa Permanente de Alfabetização e EducaçãoBásica para jovens e adultos no âmbito do DF e dá outras providências Cópia do Texto: SEÇÃO DE LEGISLAÇÃO, JURISPRUDÊNCIA E CONSOLIDAÇÃO LEI nº 849, de 08 de março de 1995 (DODF de 09.03.1995) Dispõe sobre a criação do Programa Permanente de Alfabetização e EducaçãoBásica para jovens e adultos no âmbito do DF e dá outras providências. O Governador do Distrito Federal, faço saber que a Câmara Legislativa do Distrito Federal decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - Fica instituído o Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica para Jovens e Adultos no âmbito do Distrito Federal. Art. 2º - O Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica para Jovens e Adultos tem por objetivos: I - criar as condições para erradicar o analfabetismo no Distrito Federal; II promover a educação básica de jovens e adultos que não tiveram acesso ou foram excluídos da escola; III - garantir o direito de todos à educação para o pleno exercício da cidadania. Art. 3º - O Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica para Jovens e Adultos será coordenado e implementado pela Secretaria de Educação, através da Fundação Educacional do Distrito Federal, mediante: I - formulação de políticas e projetos específicos e o estabelecimento de normas operacionais; II - envolvimento dos movimentos sociais organizados, entidades não governamentais e instituições de estudo e pesquisa que desenvolvam atividades de alfabetização e educação básica de jovens e adultos, na formulação e execução das políticas e projetos previstos no Inciso I; III - estímulo à capacitação dos professores e instrutores responsáveis pelas atividades de ensino inerentes aos projetos; IV divulgação ampla do programa, utilizando os meios de comunicação disponíveis: V - geração, difusão e aprimoramento de metodologias de ensino centradas na prática social e na sistematização das experiências do aluno. ' Art. 4º- - Para a consecução dos objetivos do programa a Fundação Educacional do Distrito Federal fica autorizada a celebrar convênios e cooperação técnica-financeira: I - com universidades públicas e organizações não governamentais para assessoria pedagógica e seus núcleos de alfabetização, incluindo: a)oferta de cursos de formação de alfabetizadores; b)elaboração de material didático adequado à alfabetização e educação básica de jovens e adultos; c)reciclagem de professores que atuam no ensino fundamental, na alfabetização e na educação básica de jovens e ad ultos; d) realização de projetos de pesquisas voltados para a solução dos problemas ligados à alfabetização e à universalização do ensino fundamental; II - com entidades da sociedade civil e grupos comunitários que desenvolvam ou pretendam desenvolver expe riências de alfabetização e educação básica de jovens e adultos, visando apoio financeiro, material e pedagógico; III - com instituições públicas e privadas para cessão de espaços físicos destinados à viabilização de projetos de alfabetização e educação básica de jovens e adultos. Art. 5º - O Programa Permanente de Alfabetização e Educação Básica de Jovens e Adultos será implementado preferencialmente em instalações da rede pública de ensino do Distrito Federal, cabendo às unidades escolares públicas a obri atoriedade de ação na sua área de g influência. Art. 6º - O Poder Público criará mecanismos institucionais capazes de incentivar a participação de empresas públicas e privadas no combate ao analfabetismo e na promoção da educação básica de jovens e adultos. Art. 7º - O Programa Permanente de Alfabetização e

Educação Básica de Jovens e Adultos será custeado por: I - dotações orçamentárias próprias; II - contribuições, doações e recursos advindos de convênios e financiamentos de organismos nacionais e internacionais de cooperação; III - doações de pessoas físicas ou jurídicas; IV demais receitas percebidas a qualquer título. Art. 8º - O Poder Executivo regulamentará a presente lei no prazo de 120 (cento e vinte) dias contados de sua publicação. Art. 9º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 10 - Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 26 de dezembro de 1991 103º da República e 32º de Brasília JOAQUIM DOMINGOS RORIZ Governador do Distrito Federal Data do Texto: 1995-03-08 00:00:00 52 Programa Tempo de Aprender Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.redemundial.com.br/programas/tempodeaprender.html Autor(es): Rede Mundial Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Programa Tempo de Aprender - Alfabetização de Jovens e Adultos - foi criado com a finalidade de atender ao jovem e adulto que, quando criança, não teve a oportunidade de freqüentar a escola e aprender a ler e escrever Cópia do Texto: O Programa Tempo de Aprender - Alfabetização de Jovens e Adultos - foi criado com a finalidade de atender ao jovem e adulto que, quando criança, não teve a oportunidade de freqüentar a escola e aprender a ler e escrever. Segundo dados do IBGE (Censo 2000), mais de 20 milhões de pessoas não sabem nem assinar o próprio nome. Este número de jovens e adultos analfabetos no país demonstra a necessidade da mobilização dos recursos e esforços da sociedade para, se não erradicar, pelo menos minimizar essa estatística. É uma das formas da Rede Mundial A TV da Educação fazer a sua parte e contribuir para a inclusão social. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 53 Programa vai alfabetizar 44 mil jovens e adultos no RN Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.iuvb.edu.br/br/alfa/noticias/programa_vai_alfabetizar.htm Autor(es): IUVB Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Convênio entre a universidade federal e a Potiguar, instituição associada ao iuvb.br, pretende erradicar o analfabetismo no Estado Cópia do Texto: Um projeto de grande alcance social, para alfabetizar cerca de 88 mil pessoas, está sendo iniciado em Mossoró (RN), com aula inaugural na Reitoria da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), do Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos (PROEEJA). Ao todo serão 489 turmas, sendo que serão alfabetizados 44 mil alunos no primeiro semestre e o mesmo número no segundo semestre deste ano, com investimentos da ordem de R$ 6 milhões. O evento, contará ainda com as presenças dos secretários estaduais Henrique Eduardo Alves (Governo e Projetos Especiais) e Pedro Almeida (Educação, Cultura e Desportos), que firmaram parceria para a alfabetização de pessoas que não tiveram

oportunidade de receber algum tipo de instrução escolar fundamental. Também estarão envolvidos no projeto 1.440 professores e 167 supervisores, um para cada município do Estado. Ainda fazem parte da pareceria a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Potiguar (UnP), sediadas em Natal. O secretário Henrique Eduardo Alves lembra que ao assumir a Segov, em fevereiro do ano passado, uma questão logo chamou a sua atenção: os altos índices de analfabetismo no Rio Grande do Norte, atingindo 25,5% da população acima de 15 anos. Ao invés da taxa de analfabetismo, segundo ele, o que mais preocupa é a persistência dessa questão, até porque o Estado foi pioneiro, nos anos 60, no enfrentamento do problema com a aplicação inicial do Método Paulo Freire, reconhecido internacionalmente, em Angicos, com a campanha 'De Pé no Chão Também se Aprende a Ler", e em Natal, com as Escolas Radiofônicas do Movimento de Natal, por todo o interior." Em Mossoró, o Proeeja já iniciou a alfabetização de 16.600 alunos, número superior a meta inicial prevista, que era de 14.700 até julho. A alfabetização de Jovens e Adultos tem o objetivo de reduzir o número de analfabetos no Estado e irá desenvolver ações de educação voltadas para uma parcela da população, além de buscar sensibilizar os poderes públic municipais para a os continuidade dos estudos em nível de ensino fundamental e ensino médio. Segundo dados do Censo Escolar 2001, o número de matrículas na Educação de Jovens e Adultos entre 2000 e o ano passado cresceu 36%, sendo 94% do total de matrículas da rede pública de ensino. Pedro Almeida acrescentou ainda que a SECD tem dado especial atenção para a atualização da proposta curricular de Educação de Jovens e Adultos com base nos Parâmetros Curriculares, conforme propostas estabelecidas já em 1996 Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 54 PROJETO ALFABETIZAÇÃO JÁ MOVA-RJ Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www.acap.hpg.ig.com.br/mova.htm Autor(es): ACAP Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Através de convênio firmado entre a ACAP e o Governo do Estado do Rio de Janeiro (pela Secretaria Estadual de Educação), o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos está sendo o patrocinador do Projeto Alfabetização Já!. Este projeto, com du ração de 10 meses, alfabetiza pessoas a partir dos 15 anos, que são analfabetas ou semi-analfabetas. Cópia do Texto: Através de convênio firmado entre a ACAP e o Governo do Estado do Rio de Janeiro (pela Secretaria Estadual de Educação), o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos está sendo o patrocinador do Projeto Alfabetização Já!. Este projeto, com duração de 10 meses, alfabetiza pessoas a partir dos 15 anos, que são analfabetas ou semianalfabetas. O Governo do Estado do Rio de Janeiro repassa para a ACAP o valor mensal de R$ 720,00 (setecentos e vinte reais) para custear o repasse de R$ 200,00 (duzentos reais) para cada um das três educadoras do projeto e R$ 40,00 (quarenta reais) para manutenção de cada uma das salas de alfabetização, que são 3: duas funcionando na sede da ACAP e uma no bairro Banco de Areia, em Mesquita. Além do repasse financeiro, cada sala recebe também o kit didático composto de: caderno, borracha, papel ofício, lápis preto, lápis de cor, lápis de cera, estêncil, giz branco, giz colorido, apontador, cola, fita adesiva, papel pardo, cartolina, régua, tesoura e pilot. Além das supervisões realizadas pela Coordenadoria Estadual de Educação de Belford Roxo, a ACAP também realiza sua própria supervisão, coordenada pela Professor Katia a Vanessa A. dos Santos, que realiza reuniões com as educadoras. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00

. os monitores serão recrutados nas comunidades. · Um (01) dia por semana será para capacitação contínua (duas horas) dos monitores. a cif a r será muito maior. nas associações de bairro. · Número de alunos por núcleo: aproximadamente 25 alunos.meninopolis. com a Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento e com as Paróquias da Diocese de Santo Amaro Cópia do Texto: PROJETO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTO DA DIOCESE DE SANTO AMARO O Instituto Tecnológico Diocesano (ITD) assinou um convenio com a Secretaria Estadual da Educação( SEESP) para alfabe. Terão capacitação contínua . · Tempo da implantação do projeto.25 alunos por núcleo . predominantemente marcado pelo trabalho. Para atingir todos os objetivos propostos o ITD.br/proj_alfabetizacao.CIEE . Ao mesmo tempo. Este contingente plural e heterogêneo de jovens e adultos.5%. Para atingir todos os objetivos propostos o ITD. de agosto de 2002 à maio de 2004.quadro negro . · Material didático grátis.htm Autor(es): Colégio Diocesano de Santo Amaro Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O Instituto Tecnológico Diocesano (ITD) assinou um convenio com a Secretaria Estadual da Educação( SEESP) para alfabe. · Número de pessoas atin gidas : 7. · Carga horária: 02 horas diárias durante 04 dias da semana. · Os 28 Coordenadores de classe serão responsáveis pela capacitação dos monitores . É claro que se somarmos o número dos analfabetos ao dos jovens e adultos com menos de quatro anos de estudo.55 PROJETO DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTO DA DIOCESE DE SANTO AMARO Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. num total de 8 horas semanais. com a Secretaria do Estado de Agricultura e Abastecimento e com as Paróquias da Diocese de Santo Amaro A Educação de Jovens e Adultos é destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. · Número de núcleos: 280. · Material escolar grátis.000 jovens 9 acima de 14 anos) e adultos.10 núcleos para cada coordenador.local adequado . há indicadores de que as políticas focalizadas no atendimento à educação escolar obrigatória estão promovendo uma queda mais acelerada do analfabetismo nas faixas etárias mais jovens. De acordo com o MEC.tizar 7000 jovens e adultos de cidade de São Paulo.1% da po pulação brasileira com 20 anos e mais de idade e até quatro anos de escolarização INFORMAÇÕES SOBRE O PROJETO: · Curso inteiramente grátis da 1ª à 4ª série do primeiro ciclo do ensino fundamental.25 carteiras ou cadeiras . PARCEIRAS EXECUTORAS Os núcleos de alfabetização podem ser formados nas igrejas.demanda própria . Se de 15 a 19 anos a percentagem é de 6%.2 meses ( junho e julho de 2002). A taxa de pessoas analfabetas cresce à medida do avanço da idade. a de 50 anos ou mais é de 31.tizar 7000 jovens e adultos de cidade de São Paulo. os analfabetos funcionais perfazem 34. fez parceria com o CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA . · Número de monitores: 280.com. · Tempo de duração da execução: 22 meses.ESCOLA . obedecendo critérios como experiência pedagógica e compromisso comunitário.providenciar inscrição dos alunos com o preenchimento das fichas específicas ( até final de julho de 2002) -recrutar candidatos a monitores Data do Texto: 2002-06-00 00:00:00 . é o destinatário primeiro e maior desta modalidade de ensino. fez parceria com o CENTRO DE INTEGRAÇÃO EMPRESA ESCOLA . Os candidatos a parceiros executores devem apresentar: . pelos agentes comunitários ou em qualquer outra entidade que trabalhe com excluídos.CIEE . · Está prevista uma ajuda de custo para os monitores e coordenadores de classe.

o SESC entende que tais parcerias são estratégicas no sentido de viabilizar desdobramentos futuros de sua ação.anped.com. além de outros espaços próprios para atividades esportivas.htm Autor(es): SESC . De fato. social e político. identificação de oportunidades econômicas.plementar a outras faixas etárias.br/sescler. seu treinamento e o fornecimento de material didático. educação para a saúde. cuja característica mais marcante consiste na combinação de ativi dades de alfabetização de jovens e adultos com ações que o SESC já oferece nas áreas de cultura. organização para o trabalho: esses são alguns dos desdobramentos necessários à ação alfabetizadora. que dispõem de um variado acervo. além de supervisão pedagógica e apoio à divulgação. circuitos culturais.Amazonas Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O SESCLER é um projeto educativo que visa alfabetizar jovens e adultos no Brasil por meio da criação de Centros Educacionais de caráter interdisciplinar e participativo. esportes. Esses Centros Educacionais representam uma proposta inovadora. Sua proposta é que o aprendizado da leitura e da escrita se realize numa constante prática de diálogo entre professores e alunos. jazer e saúde. Maria Cecilia de Castello Branco . Tais espaços se caracterizam por um trabalho de excelência didático-pedagógica. cultural.do mediante a utilização de outros espaços complementares cedidos por entidades dispostas a estabelecer parcerias. O raio de abrangência dos Centros Educacionais pode ser amplia. integrando os objetivos curriculares a um amplo leque de exigências socioculturais.rtf Autor(es): FANTINATO. possibilitando também o atendimento com. tais centros devem funcionar em horário integral. ação comunitária. Nesse caso. culturais e de atendimento à saúde.br/26/trabalhos/mariaceciliafantinato. Para tanto.56 PROJETO SESC LER Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. o SESC se responsabiliza pela contratação dos profissionais. O estabelecimento de parcerias com a Administração Municipal e com outras entidades que atuam na região é essencial não apenas no que se refere à cessão de espaços. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 57 REPRESENTAÇÕES QUANTITATIVAS E ESPACIAIS ENTRE JOVENS E ADULTOS DO MORRO DE SÃO Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www. Inserção ou reinserção nos sistemas de educação fundamental.org. A combinação de atividades que os Centros Educacionais oferecem ao seu público expressa a concepção de alfabetização do Projeto SESC LER. reforçando seu potencial transformador e afastando o risco de regressão ao analfabetismo. a ser implantados no interior dos estados brasileiros Cópia do Texto: O SESCLER é um projeto educativo que visa alfabetizar jovens e adultos no Brasil por meio da criação de Centros Educacionais de caráter interdisciplinar e participativo. formação profissional. O público dos Centros Educacionais deve ter acesso não só a salas de aula como também às salas de leitura.sesc-am. de modo que jovens e adultos possam refletir sobre suas próprias experiências e desenvolver a consciência crítica sobre suas relações com o meio ambiente físico. a ser implantados no interior dos estados brasileiros.

Procurando avançar na compreensão das formas próprias de conhecimento . Mas a efetivação de tal premissa não parece ser tarefa simples e levanta algumas interrogações. Tais estudos já indicavam também diferenças entre esses dois tipos de conhecimento matemático.Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Propostas educacionais voltadas para a clientela jovem/adulta costumam defender que "o ponto de partida para a aquisição dos conteúdos matemáticos deve ser os conhecimentos prévios dos educandos" (RIBEIRO. o que o faz voltar à escola. em sentido negativo: ele é um "a-nalfabeto". CARRAHER & SCHLIEMAN (1989). . Maria Cecilia de Castello Branco . "não. Desenvolvendo inicialmente uma pesquisa exploratória em uma escola supletiva noturna de nível fundamental. Como diz MACHADO (1999:1): A falta de conhecimento dos fatos ou a opção política por desconsiderá-los acaba por fazer com que a EJA esteja permanentemente "reinventando a roda". já apontada por muitas pesquisas. níveis de escolaridade anterior.UFF/USP GT: Educação de Pessoas Jovens e Adultas /n. 1997:100). indicavam pistas de como eles pareciam estar raciocinando matematicamente. experiências profissionais. Situações como essa apontavam para uma vinculação do contexto sociocultural com as produções desses alunos. experiências profissionais e cotidianas. Mas ainda havia necessidade de melhor compreensão desse distanciamento.escolarizado" (OLIVEIRA. Existia portanto uma demanda de estudos que ajudassem a caracterizar o educando jovem/adulto no sentido de sua positividade. outros. "nãocriança". ovos que forneceu um significado prático. mas pôde automaticamente calcular mentalmente o valor de seis dúzias como equivalente a 72. quanto à faixa etária. e algumas dificuldades apresentadas na aprendizagem da linguagem matemática formal (CARRAHER. apontou também para a necessidade de estudos sobre os conhecimentos matemáticos informais de jovens e adultos em contextos não escolares. Esse sujeito historicamente tem sido caracterizado. entre o sucesso no desempenho de adultos em situações da vida cotidiana que envolvem habilidades matemáticas. por exemplo. em tarefas como o treino das técnicas operatórias. 1997:100). ou fortalecendo características indesejáveis como descontinuidade. de acordo com grupos culturais. como vive. quando à palavra dúzia foi acrescentada outra. havia uma contradição. que aparentemente não estava conseguindo relacionar a palavra dúzia à quantidade doze. Mas a efetivação de tal premissa não parece ser tarefa simples e levanta algumas interrogações. CARVALHO (1995 e 1997). o que aprende na escola. as propostas nessa área não têm levado em consideração a especificidade dessa clientela. níveis de escolaridade anterior. porque a instituição formal de ensino não parecia ser o espaço mais adequado para a manifestação desses saberes . pude constatar que supostos erros dos educandos jovens/adultos. o que pensa. O que seriam "conhecimentos prévios" de jovens e adultos? Não haveria uma grande diversidade entre os mesmos. uns predominantemente baseados no cálculo mental. o que faz. oportunismo e baixa qualidade. com o uso da linguagem matemática escrita como principal ferramenta. quanto à forma.18 Agência Financiadora: CAPES (PICDT) Introdução Propostas educacionais voltadas para a clientela jovem/adulta costumam defender que "o ponto de partida para a aquisição dos conteúdos matemáticos deve ser os conhecimentos prévios dos educandos" (RIBEIRO. Especificamente em relação ao campo da educação matemática. e formas de aprendizagem. Tal pesquisa exploratória. ao cálculo mais abstrato que lhe fôra solicitado. desenvolvida exclusivamente no ambiente escolar. 1999). O que seriam "conhecimentos prévios" de jovens e adultos? Não haveria uma grande diversidade entre os mesmos. como se pensa. próximo de sua vivência profissional. respondendo a perguntas do tipo : quem ele é. Um exemplo significativo é o de uma cozinheira. de acordo com grupos culturais. o que sabe. entre outros fatores? Cópia do Texto: REPRESENTAÇÕES QUANTITATIVAS E ESPACIAIS ENTRE JOVENS E ADULTOS DO MORRO DE SÃO CARLOS FANTINATO. experiências profissionais. entre outros fatores? Em sua grande maioria. entre outros motivos. por políticas educacionais a ele destinadas. como a administração do orçamento doméstico ou no exercício profissional.

A aprendizagem da "Matemática dos livros" é vista como essencial. analsei a i contribuição de autores brasileiros em educação de jovens e adultos. mas um compromisso político.. para as transformações sociais. como fruto de suas experiências de trabalhadores do campo (como formas próprias de cálculo da área a ser plantada). DUARTE (1985). uma das metas da educação de jovens e adultos passaria a ser precisamente a reversão dessa situação. Tendo sido o educando jovem/adulto um excluído da escola regular. porque o conhecimento matemático dos alunos é visto por ele como uma etapa inicial.. porque estabelece um diálogo entre os diferentes tipos de conhecimento matemático.. procurando classificar a produção na área de acordo com as metas prioritárias dos estudos/pesquisas/propostas em questão. possibilitem refletir e compreender diferentes práticas e procedimentos. Poderia ser hoje criticado por um certo evolucionismo. Em primeiro lugar. que. pode contribuir para práticas educativas voltadas para essa clientela? Referencial teórico A fundamentação teórica da referida pesquisa baseou-se nas contribuições de duas áreas: a educação matemática de jovens e adultos e a etnomatemática. Gelsa Knijnik desenvolve há anos um trabalho de ensino e pesquisa junto ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de formação de professores para os projetos de educação de adultos do movimento. a aprendizagem da matemática é política. e tendo o ensino da matemática formal contribuído parcialmente nesse processo de exclusão. a educação matemática de jovens e adultos seria um instrumento de conscientização política. produzidos em contextos extra -escolares. é política também. Para autores como GARCIA (1985).matemático construídas por jovens e adultos trabalhadores em contextos de vida cotidiana. para o desenvolvimento de sua cons cientização política.postura de compromisso. a perspectiva evolucionista do conhecimento matemático já não aparece. não apenas com o saber institucional ou local. Para um primeiro grupo. Newton Duarte vê uma dimensão política intrínseca na forma como é socializado o conteúdo matemático. com a matemática acadêmica. você trabalha contra um certo elitismo dos matemáticos. em seus contextos de vida social. como também. ao se fazerem presentes. Consultei também algumas publicações internacionais recentes sobre o tema. para instrumentalizar esses homens e mulheres na sua luta pela posse da terra e cultivo da mesma. profissional ou doméstica? Que relações esses conhecimentos.Você democratiza a possibilidade da naturalidade da matemática: isso é cidadania. ao se apropriarem de novos elementos. A autora procurou seguir a perspectiva da etnomatemática na sua proposta pedagógica. particularmente daqueles relacionados à aprendizagem e ao ensino da matemática. construídos por jovens e adultos do ensino fundamental. considerando-se as relações de poder implícitas nesse confronto. possuem com os conhecimentos matemáticos escolares? Como uma melhor compreensão dos diferentes tipos de conhecimento matemático. uma das primeiras adaptações das idéias de Paulo Freire para a educação matemática. podendo o ensino da matemática contribuir. a aprendizagem do código escrito da língua materna e do código matemático formal contribui para o desvelamento da situação de oprimido do educando jovem/adulto. Alexandrina Monteiro é outra pesquisadora de educação matemática que lidou com trabalhadores rurais de um assentamento localizado no estado de São Paulo. embora permaneça a preocupação com a dimensão política da educação matemática de jovens e adultos. que exige uma: . Seu trabalho procura integrar os conhecimentos matemáticos desenvolvidos por esses jovens e adultos. elaborei meu projeto de pesquisa de Doutorado buscando responder às seguintes questões iniciais: Que tipos de conhecimento matemático são construídos por alunos jovens/adultos da classe trabalhadora. Sua proposta foi bastante inovadora na época. ou não. mais primitiva portanto. Nessa perspectiva de educação de jovens e adultos. que busca no processo educacional um espaço para vozes selecionadas diante de um saber institucional dominante. de uma escala evolutiva que leva até o estágio final do conhecimento matemático formal: Em trabalhos mais recentes. .. Nas palav de Paulo Freire : ras Eu acho que no momento em que você traduz a naturalidade da matemática como uma condição de estar no mundo. Construí três eixos de análise. porque atende às demandas de um grupo social na defesa de seus interesses de produtores agrícolas.

com as representações numéricas e gráficas ensinadas pela escola. crenças. para a compreensão e interpretação dos signos. As soluções estão impregnadas pelas condições circunstanciais nas quais o problema foi gerado. deve "funcionar". estarão. (MONTEIRO. Identifiquei assim uma terceira categoria de análise dos trabalhos em educação de jovens e adultos. Defendem. Diante de nós. Enquadra nessa categoria porque o -se domínio das citadas habilidades matemáticas é apontado como meio de acesso. eleger qual procedimento ou destino a seguir. Essa segunda linha de estudos e pesquisas. O objetivo de sua pesquisa é "investigar o processo de transição entre a oralidade na resolução de problemas e suas representações numéricas e gráficas. estudando a interação entre « conhecimento matemático da prática » e o conhecimento escolar. Todavia. mulheres e homens que precisam . Dentro dessa vertente. 1997:36). orientação e destreza para manter-se num mundo em rápidas e constantes mudanças. disposições. que querem e que reivindicam a Escola. 2002:49) De acordo com OLIVEIRA (1999). A autora procura relacionar os procedimentos próprios que um grupo de adultos do ensino fundamental desenvolve para a resolução de matemáticas cotidianas. por exemplo. apresenta a característica comum de valorização da escolaridade formal e da aprendizagem da linguagem matemática oficial. ao referencial no qual se validam. 1998:114) Essas propostas em educação de jovens e adultos possuem. informação quantitativa ou quantificável. 2000:12) Este autor preocupa-se com a análise da numeracia necessária à vida adulta e como pode ser ensinada. As palavras de FONSECA (2002). os procedimentos adquiridos na prática não precisam ser genéricos." (TOLEDO. ou informação visual ou textual baseada em idéias matemáticas ou que tenha elementos matemáticos embutidos (GAL. educadores da EJA. (CARVALHO. que os indivíduos necessitam de maneira a se engajarem autonomamente e administrarem efetivamente situações de numeracia. guardadas as diferenças existentes entre cada trabalho. 1997) e do computador (SINGH. por exemplo. conhecimentos. e nem é necessário explicá-los oralmente. hábitos mentais. aparece o conceito de numeracia definido por Iddo Gal como : um agregado de habilidades. portanto.permita aos grupos. por exemplo. pois.. Em alguns textos estrangeiros analisados. como forma de tornar o jovem e adulto mais inserido na sociedade que o exclui de diversas maneiras. 2002). alguns trabalhos têm uma perspectiva mais psicológica. capacidades comunicativas e habilidades de resolução de problemas. Nem sempre a validação é pautada pela lógica dedutiva. 1997:13) Outro exemplo dentro dessa linha mais influenciada pela Psicologia é o estudo de Maria Elena Toledo sobre os registros matemáticos dos adultos. cada vez mais exigente. em relação. apesar de sua facilidade para realização de . 2002:85).. Maria Elena Toledo constatou uma dificuldade entre os alunos jovens e adultos pesquisados. das sociedade urbanas e industriais. propostas de ensino com o uso da calculadora (LOPES. o tema dos processos de construção de conhecimento do aluno adulto é ainda pouco explorado pelos pesquisadores. Mas trazem em seu discurso não apenas as referências à necessidade: reafirmam o investimento na realização de um desejo e a consciência (em formação) da conquista de um direito. Um segundo grupo de estudos e pesquisas associa a educação matemáticade jovens e adultos a uma instrumentação para o mercado de trabalho. Autores dessa linha estão basicamente preocupados com a requalificação. uma perspectiva política : «.coerentes com o propósito de contribuir para a conquista de melhores e mais inclusivas condições de cidadania para seus alunos e alunas » (FONSECA. CARVALHO (1995 e 1997). indicam claramente o porquê da opção da autora por uma proposta de educação escolar para jovens e adultos: Naturalmente. que envolvem números. e com o s papel da educação matemática na consecução desse objetivo. é uma representante do grupo. até então calados. e conosco. do ponto de vista cognitivo e/ou cultural. voltada para os modos próprios de raciocínio matemático do educando. Essa autora fala em diferenças entre um e outro tipo de conhecimento. com o domínio de linguagens tecnológicas por parte do educandos. existem estudos que procuram levar em conta as características dos modos de pensar e agir do adulto. (FONSECA. O conhecimento matemático da prática deve ser eficaz. Além disso. alunos e alunas da EJA percebem-se pressionados pelas demandas do mercado de trabalho e pelos critérios de uma sociedade onde o saber letrado é altamente valorizado.

onde o ideal a ser atingido é o conhecimento matemático escolar. foi considerada a linha de pesquisa mais adequada para o estudo dos saberes de um grupo de jovens e adultos. atribui a todas as etapas da pesquisa em etnomatemática uma função de resgate das raízes culturais de um outro. Reconhecer e respeitar as raízes de um indivíduo não significa ignorar e rejeitar as raízes do outro. TOLEDO. podemos situar Mary Harris dentro dessa terceira categoria. Partindo de uma perspectiva mais antropológica. ocupação. na medida em que tinha como objeto o estudo dos processos mentais e práticas de matematizar de grupos culturais específicos. mas numa perspectiva evolucionista explícita (no caso de Toledo). Apesar de serem propostas de estudo de formas próprias de conhecimento matemático do adulto.(D AMBROSIO. quando na realidade. o alqueire. ela declara: "te nho aprendido muito sobre os modos de viver e trabalhar das populações rurais. a vertente mais importante da etnomatemática. A etnomatemática surgiu como uma alternativa teórica condizente com o problema que eu queria investigar. 2001:42) No campo da educação de jovens e adultos. devido à diversidade de origem geográfica. segundo a autora. nas sociedades que estão em transição da subordinação para a autonomia. o celamin. ou como objeto de comparação (no caso de Carvalho). através do reconhecimento de estratégias de resolução de problemas que fogem da matemática convencional. representava um desafio. Essa é. porque buscava-se entender as formas culturais de pensamento matemático de um outro. Os conhecimentos matemáticos prévios do aluno jovem/adulto são levados em conta. resgate esse que confere poder ao lado desprivilegiado: A etnomatemática se encaixa nessa reflexão sobre a descolonização e na procura de reais possibilidades de acesso para o subordinado.cálculos matemáticos. faixa etária. que têm sido consideradas incapazes de aprender matemática. desenvolvendo estudos que procuram integrar a matemática ao trabalho. e da negação da matemática que lhes é inerente. a quarta. o hectare. No panorama internacional.1995. 2002:44) A partir do reconhecimento dessas práticas. o trabalho de Helena Oliveira é um exemplo desse tipo. que considere os modos próprios de produção e sistematização de conhecimento matemático por adultos em contextos não escolares. para o marginalizado e para o excluído. especificamente das mulheres. A origem dessa situação.1997) voltam-se para a produção de conhecimento apenas no contexto escolar. por sua perspectiva sociocultural no estudo dos processos de raciocínio desse grupo. Tendo trabalhado com integrantes do MST durante muitos anos. Discute a associação dessas atividades tradicionais ao universo feminino. A estratégia mais promissora para a educação." (OLIVEIRA. definindo a matemática como um tema masculino e o trabalho com agulhas como o estereótipo do feminilidade. em seus contextos de vida cotidiana. A contribuição de Harris é simultaneamente educativa e política. em atividades tradicionais como o tricô. num processo de síntese. reforçar suas próprias raízes. a costura e a tecelagem. trazendo os saberes dos agricultores para a sala de aula. atuaria positivamente num dos maiores inibidores da aprendizagem do aluno jovem/adulto. prática essencial dos estudos antropológicos. é restaurar a di nidade de seus g indivíduos."(HARRIS. pois busca desenvolver a autoestima de mulheres. mas. de sua dignidade cultural . ela desenvolveu um trabalho pedagógico com jovens e adultos vinculados ao MST. Minha pesquisa. . Trabalhar dentro de uma proposta etnomatemática com um universo multicultural. algumas das pesquisas relatadas acima (CARVALHO. 2000:271). assim como sobre seus modos particulares de medir terras. esse resgate das raízes do indivíduo. no meu pensar. O criador do termo. Sua proposta parte do raciocínio matemático de adultos. Procedimentos metodológicos A etnografia. Ubiratan D Ambrosio. entre outras. Somente um contato longo no campo. entre outras características dos educandos. sobre os conhecimentos matemáticos de jovens e adultos de uma favela carioca. como é uma turma de jovens e adultos. onde a matemática escolar é visivelmente mais valorizada que outras manifestações do pensamento matemático. situa-se dentro desse terceiro grupo. reconhecendo e respeitando suas raízes. como unidades de medida rurais: a braça. que é seu sentimento de autodesvalia. "reside em fatores sociais e históricos que efetivamente associaram ao gênero tanto a matemática como o trabalho das mulheres. existiam diversos outros naquele contexto.

2001). pode-se observar casas numeradas. pelo fato de contrariar as regras de trânsito oficiais. com alto índice de ocupação demográfica. uma casa 14 seguida de uma casa 2. com cerca de setenta anos de existência. circulando pela favela. O pesquisador é parte integrante do processo de conhecimento e descoberta. Resultados e discussão Tratarei. no que se referem a representações quantitativas em situações cotidianas. 1995) já indica que houve seleção no que foi observado e interpretação no relato: a subjetividade. por meio de kombis. ao longo da pesquisa de campo. Fiz essa escolha após um contato que estabeleci com a coordenadora de projetos educativos na igreja católica local. não escolar. Algumas características do sistema de transporte local. que dificilmente pode vir a ser prevista por pessoas estranhas que chegam na comunidade. de um número mínimo de passageiros. pude realizar observações da vida comunitária. Os conhecimentos matemáticos. são utilizados também critérios não numéricos. Para localização de uma moradia. e também por não haver uma sinalização clara para o motorista no local da curva. coordenadoras do projeto e outros moradores da comunidade. procurando familiarizar-se com o "exótico" e tornando exótico o que era familiar (DA MATTA. e à medida em que ia sendo estabelecida uma relação de confiança mútua. ao invés de negada. Ocorre. Nem sempre a ordem crescente da numeração ao longo da rua é obedecida. quando a lotação é de dez passageiros. Desenvolvi portanto uma pesquisa etnográfica no morro de São Carlos de Maio a Dezembro de 2000. 1978). muitas vezes associado a algum tipo de registro escrito. suas representações e significados. repetição de números. passa a ser matéria-prima do pesquisador etnográfico. portanto. comunidade de ba ixa renda da cidade do Rio de Janeiro. e portanto o "fato etnográfico" (PEIRANO. utilizei também na minha pesquisa a documentação fotográfica e a análise de documentos escritos. com seu universo de significados. Além das técnicas citadas. é um aspecto que chama a atenção de um observador externo: entrando-se numa rua qualquer do morro. como na fala de uma moradora: "Ali é o 20 da Dona Maria". Em algum deles. É a chamada mão inglesa. com registro minucioso em caderno de campo. Paralelamente. também existe flexibilidade nessa regra. Desse modo. poderia considerá-los. Observei algumas relações quantitativas e espaciais na comunidade. com diversos retornos posteriores à comunidade até o presente ano. também despertaram minha atenção. A rotina de duas turmas do curso de jovens e adultos local foi acompanhada por meio de observação participante. O local escolhido para a pesquisa de campo foi o morro de São Carlos. conhecida e utilizada por moradores ou visitantes familiarizados. Essa particularidade permitiria um contato simultâneo com o contexto escolar e com o ambiente externo à escola. por exemplo. mas desconhecida por estranhos à comunidade. professoras. ou seja.com momentos indissociáveis e articulados: o "estar lá" e o "estar aqui" (D OLNE CAMPOS. Dentre eles. com sua cultura. Assim. utilizados pelos sujeitos investigados em contextos da vida cotidiana. Algumas regras sociais internas também parecem influenciar representações espaciais no São Carlos. ao menos um grupo social. o calcular de cabeça aparece associado à uma marca de identidade . visitando as moradias e alguns pontos de referência locais. por exemplo. aqui. mas de uma forma diferente do que se encontra no resto da cidade. que ocorre numa curva acentuada de subida ao morro. característica importante para um estudo que buscava as relações entre os con hecimentos matemáticos escolares e aqueles da vida cotidiana. dos principais resultados desta pesquisa sobre conhecimentos matemáticos escolares e extra -escolares de jovens e adultos do São Carlos. Pelo fato de os educandos compartilharem a mesma escola e o mesmo local de moradia. Enquanto a subida do veículo é condicionada a um critério econômico. pode acontecer de um carro subir com dezessete pessoas. senão um grupo cultural. A numeração das casas dentro da favela. havendo. porque esse limite não inclui crianças até oito anos. porque lá havia um curso de jovens e adultos freqüentado por moradores da comunidade. observei o uso de procedimentos de cálculo mental na totalidade dos sujeitos. ditada por normas sociais. poderia proporcionar um diálogo com o outro (representado aqui pelos jovens/adultos). por vezes. formais e informais. que não pagam se permanecerem em pé ou no colo de alguém. Um exemplo é a inversão de mão de direção. realizei entrevistas gravadas com educandos. constituíram outro eixo de análise.

como seria a de jovens/adultos. Como é que a gente ia sobreviver? Sem saber nada. uma diferença de cinco centavos é representativa. Uma outra possível hipótese explicativa para o sentimento acima apresentado. um elemento diferenciador entre os outros (sulistas. sentem necessidade de evitar passar por uma situação. Talvez possamos deduzir que essas pessoas associem o fato de não ter o suficiente para pagar a um sentimento de incapacidade. co mo também parece trazer danos de natureza psicológica para o indivíduo nessa situação. S pagas por peça. evitando passar por uma situação constrangedora. sendo a primeira vista mais como teórica. Nesse contexto. como fica claro na fala de um educando. os limites entre trabalhadores/bandidos não sejam claramente percebidos pela sociedade de fora. está na baixa auto-estima do educando jovem/adulto. que representam um sentimento comum a todos. Numa sociedade urbana. sem saber contar. na qual esse tipo de julgamento poderia ser feito sobre eles. eu ponho seis reais. Essa introjeção a que se refere Paulo Freire resulta numa alienação sobre as condições concretas. moradores de favela. 15/11/00). letrada. que ele transfere para outros setores de sua vida. relativo à motivação para o cálculo nessa situação: Se uma coisa é dois reais e oitenta centavos.. Os educandos da pesquisa . 28/09/00) A aluna utiliza uma estratégia de arredondamento para cima.. voltada para as estratégias de sobrevivência. que aí eu pago e sei que não vou passar vergonha no caixa. e a segunda mais prática. que a gente tá aprendendo. agora ela vai me pagar trinta " (E14.. equilibrando um orçamento apertado e a auto-estima do indivíduo. o raciocínio matemático passa a ser uma ferramenta voltada para a sobrevivência. o calcular de cabeça passa a ser. Uma delas é a imagem negativa de que são destinatárias as pessoas das camadas de menor poder aquisitivo. sem saber contar. Como bem fala uma educanda: Que na escola é a teoria. "calculando exagerado" (nas palavras de outro educando)." (FREIRE. Resulta da introjeção que fazem êles da visão que dêles têm os opressores. né? Lá no Norte é na cabeça. (E7. 2002). E na prática. detentores de saberes tradicionais próprios). de vinte e cinco centavos. que trabalha dividindo tarefas com sua cunhada. dois reais. diante da pergunta: Aonde você utiliza matemática na sua vida cotidiana? Apresento abaixo as palavras de uma educanda. que produz a vergonha. precisa. de inferioridade.. da matemática do dia a dia. em seus discursos. é três reais. que os levaram a se encontrar na posição de "oprimidos".a gente trabalha na cabeça! O pessoal do Norte tá mais apto que o pessoal do Sul. como em outras da pesquisa. moradores de favela. abaixo: . Paulo Freire é um dos autores que mencionam a existência de um sentimento auto-depreciativo entre educandos de baixa escolaridade: "A autodesvalia é outra característica dos oprimidos. O sentimento expresso de não querer passar vergonha foi mencionado por todos educandos entrevistados. usuários de tecnologias modernas) e nós (nordestinos. ter sido excluído precocemente da escola não apenas limita o acesso ao mercado de trabalho. cada uma delas representando só uma peça de uma engrenagem maior. Que se a gente não tivesse a prática.cultural. e o que ão arrecadam está sempre dentro dos valores dos centavos. sem saber vender. representa 20% de aumento sobre o valor anterior. eu falo. Deu cinco e quarenta. a gente já tem a prática do dia a dia. como ela diz: "ela me pagava vinte e cinco um biquíni desses. maquinazinha. Nessa situação. Eu falo assim. Cabe observar que nessa situação. então.. sociais. cinco centavos.. e particularmente os moradores de favela (VERGNE.1974:54). A atividade rotineira de fazer compras no mercado apareceu como uma referência significativa para os educandos do São Carlos. Outro aspecto que se destacou na pesquisa foi a importância dos números pequenos entre os alunos jovens e adultos pesquisados. levandoo a crer em sua incapacidade pessoal de aprender. 09/10/00) Em uma população desvalorizada socialmente. embora seja um valor baixo. eu falo. a gente não tinha condições de sobreviver. sem saber calcular. Realmente as coisas . né.O pessoal do Sul agora é tudo máquina. que por ser dominada pelo tráfico de drogas. ainda que funciona ao menos funciona! (E10. que acarreta na produção completa de uma peça de roupa. e pode ser interpretado de diferentes maneiras. tenderam a separar a matemática aprendida na escola. Talvez por habitarem numa comunidade. Posso citar o caso de uma educanda costureira. Eu faço assim.Pra mim poder saber se o meu dinheiro vai dar pra mim pagar! Se uma coisa é um real e oitenta.

Pude observar adultos resolvendo situações propostas pela professora. nas palavras dos educandos. cálculo de porcentagem.. são vistos como diferentes de matemática. a uma certa flexiblidade de situações cotidianas que envolvem representa ções matemáticas. Enquanto isso. Outro aspecto diferenciador entre esses dois tipos de saberes é que « as soluções estão impregnadas pelas condições circunstanciais nas quais o problema foi gerado. para muitos educandos. Essa concepção de matemática enquanto ciência comprometida com a precisão.. utilizando-se paralelamente de algum outro procedimento que dominavam. também aparece em outras pesquisas em etnomatemática. ou. Mas os resultados de minha pesquisa indicaram também que tal polarização também pode ser por vezes invertida. serve. ou seja. cálculo mental. quando comparada pelos adultos com seus conhecimentos práticos. julga inferior e torna invisível. que algumas situações da vida diária exigem muita precisão. mais estudados. 1997 :13). que torna-se quase possível . vendedor de uma mercearia da comunidade. seja um algoritmo informal. a leitura formalizada dos saberes não parece ser importante como saber desempenhar as tarefas de maneira a ser bem sucedido. Esses últimos podem também ser reconhecidos como matemática. 09/10/00) O pragmatismo do conhecimento matemático do cotidiano. se a gente errar um algarismo... Entre jovens/adultos do morro de São Carlos.. Incluindo-se ou negando-se a presença da matemática no cotidiano. Diferente e difícil Tudo certinho! Senão. aparentemente motivado por um sentimento de insegurança sobre a exatidão do primeiro. mas se eu botar cinco quilos e cem. assim sabia utilizando a calculadora como um recurso em seu trabalho. está na própria sociedade e em suas hierarquias de poderes e saberes.cinco quilos. então. A separação já começa na forma de nomear: matemática. » (CARVALHO. Duas falas de educandos merecem ser apresentadas : Sabe que eu não tinha pensado que a gente tava trabalhando com matemática? (E7) (na vida). como na de COSTA(1998).começam pela comida. a valorização da matemática formal é tanta.. Uma das explicações para essa separação entre o mundo da vida cotidiana e o mundo da escola. ela está sendo de qualquer maneira mitificada. é somente aquilo que se aprende na escola. s rabiscos. não tem problema. Munir Fasheh. presente na fala da aluna. Considerações finais Os resultados da pesquisa apresentaram algumas respostas para a pergunta: como a matemática escolar e a matemática da vida cotidiana se relacionam entre um grupo de jovens e adultos da classe trabalhadora ? Para o jovem/adulto do São Carlos. Os procedimentos variavam. ou que pode haver maior complexidade nos procedimentos extra-escolares do que nos escolares. uma das formas por meio da qual conhecimentos matemáticos prévios apareceram interagindo com conhecimentos matemáticos que estavam sendo ensinados. (E7. 28/09/00) A educanda opõe a exigência escolar da resposta correta. O feijão tem que ficar quarenta minutos. No desempenho das tarefas do cotidiano. outro algoritmo escolar com o qual estavam mai familiarizados. sem fazer uma verdadeira interpretação do mesmo. foi pelo uso simultâneo de diferentes procedimentos. a matemática só se aprende no colégio (E10) De fato.. Essa estratégia. Em caso se eu. na escola. mas o objetivo de confirmar o resultado era o mesmo. como no depoimento abaixo : É diferente. Ele diz: A hegemonia se caracteriza pelo que ela inclui mas também pelo que ela exclui: pelo que ela apresenta como marginal. está muito presenta em nossa sociedade. pelo sabão pra botar na máquina de lavar roupa (E10. O processo de alienação. se ficar quarenta e cinco também. O efeito da educação hegemônica é tal. diferentes tipos de conhecimento matemático parecem pertencer a dois mundos distintos. em relação aos conhecimentos matemáticos. que este conhecimento serve como um valor de referência.a gente aprende conta. onde um tipo de saber atende às necessidades de um mundo e outro tipo de saber de outro. a máquina bate. dominam. « pra tirar as dúvidas » (E4). ao resolvê-lo de forma mecânica. pude observá -lo errando um problema proposto. A comparação quanto à maior ou menor precisão também foi apontada pelos jovens/adultos do São Carlos. ou os conhecimentos que outros. que torna os conhecimentos próprios dos jovens/adultos de certa forma invisíveis.. na nossa sociedade. tem uma explicação por um autor. etc. Cito o exemplo de um educando. com a unicidade de resultados. que vi recorrendo a diversos procedimentos mentais e escritos.

1984:101) Referências bibliográficas CARRAHER. de O. Se há respeito. Campinas: Faculdade de Educação da UNICAMP. desde os primórdios da formação da cidade. _________ ____ "A educação matemática dos jovens e adultos nas séries iniciais do ensino básico". os matemáticos dentre eles. Não se trata de uma ponte. portanto não aprende como poderia. quando este diz que: "é a relação de poder que deve mudar para que o agente possa decodificar o que os grupos populres têm a dizer. que se configuram como potenciais de auto-estima. Em segundo lugar. Os conhecimentos matemáticos do cotidiano atendem primordialmente às necessidades de sobrevivência econômica e social. o morador do São Carlos afirma eu penso diferente. COSTA. mede-se. São Paulo: Cortez Editora. São Paulo: RAAAB. essa pesquisa representou uma tentativa de dar voz. mas antes de um diálogo que deve ser respeitoso de parte a parte. As reações a esse processo de exclusão social podem aparecer de diferentes formas. D AMBROSIO. Alfabetização e Cidadania 6. para facilitar a aprendizagem desses outros conhecimentos matemáticos. Campinas: Faculdad de e Educação da UNICAMP. Até os saberes construídos por esse grupo social. Driblar um orçamento doméstico apertado. L. lógicos. para dizer eu existo. calcula-se. G. na escola zero . os formais. parecem ser formas de resistir a um processo de anulação de identidade. também apareceram como um significativo eixo de análise para o processo de construção/aprendizagem/utilização de conhecimentos matemáticos dos jovens/adultos do São Carlos. rememore procedimentos aprendidos no passado. quanto a conservação de práticas de raciocínio próprias. identificadas nessa pesquisa.de definir o ambiente real por aquilo que a educação formal marginaliza ou exclui. esse adulto não dialoga como poderia. W. é que o contexto parece intervir nessa representação tão dicotomizada. se professores e profissionais da educação compreendessem os motivos que levam os adultos a resistir a uma simples passagem dos conhecimentos matemáticos práticos para os conhecimentos matemáticos escolares. Outra observação que pode ser feita. A busca de uma possível integração dos conhecimentos matemáticos escolares com os do cotidiano não pode ser um pretexto para a desvalorização do conhecimento primeiro do educando. ou como ter "anthropological blues".) A aventura sociológica. (org. In NUNES. CARRAHER. Talvez porque sinta essa desvalorização oculta. 1995 (Tese de Doutorado)." (GARCIA. dominar informações básicas para orientação espacial na cidade. D. Concordo com Pedro Garcia. são motivações para que o jovem/adulto trabalhador construa conhecimentos matemáticos novos. 1998 (Dissertação de Mestrado). Os conhecimentos matemáticos do cotidiano são ricos. no mundo da vida cotidiana. Rio de Janeiro: Zahar Editores. 1989. Buscando -se possíveis contribuições desse meu estudo. (FASHEH. Os ceramistas do vale do Jequitinhonha: uma investigação etnomatemática. em relação a essa separação mundo da vida cotidiana/mundo escolar. T.1978 (23-35). como o cálculo mental. A. parecem ser uma estratégia de afirmação de identidade.& SCHLIEMANN. a um grupo de jovens e adultos do ensino fundamental. R. complexos. Tudo indica que. morador de comunidade de baixa renda. acredito que o afastamento mundo da vida cotidiana/mundo da escola talvez viesse a ser menor. De algum modo. utilize os que já domina. CARVALHO. Na vida dez. há menos resistência. O mundo da favela é um mundo à parte dentro da cidade grande: seus habitantes têm sido estigmatizados. Se há horizontalidade. DA MATTA. sobre suas formas de conhecimento. Tanto as regras sociais particulares do morro. que os jovens/adultos também buscam acessar. E. Precisam ser legitimados pela escola. há troca. Em primeiro lugar. para se conseguir sobreviver nas condições adversas que fazem parte da vida diária de um excluído do sistema escolar. N.1991:59) Essa valorização social do saber escolar hegemônico leva que o jovem adulto procure ter acesso a ele.. "O ofício de etnólogo. estima-se. teria algumas considerações a fazer. entre outras habilidades matemáticas. mesmo que tardia. desempenhar-se bem nas tarefas profissionais. A interação entre o conhecimento matemático da prática e o escolar. Esse mundo da vida cotidiana que parece estar tão afastado do mundo da escola tem muito a ensinar a educadores matemáticos. para as práticas pedagógicas em educação de jovens e adultos. 1997 (11-24). Os fatores afetivo emocionais. U. Etnomatemática: elo entre as tradições . D. por meio do reingresso numa escolarização.

L. São Paulo: RAAAB. 1998 (Tese de Doutorado). FASHEH. 1999 (mimeo). n.1974. Practice. F. NJ: Hampton Press.) School. OLIVEIRA. São Paulo: ANPED Associação Nacional de Pesquisa e PósGraduação em Educação. Campinas: Faculdade de Educação da UNICAMP. Inc. M. M. "Explorando o uso da calculadora no ensino de matemática para jovens e adultos". 12. E. M. Rio de Janeiro: Departamento de Psicologia da PUC/RJ. FREIRE. B. MACHADO. Mathematics and Work. « Numeramento. 2002 (Dissertação de Mestrado). Pedagogia do Oprimido. Data do Texto: 2003-00-00 00:00:00 58 Ribeirão Claro dará cesta básica e eletrodomésticos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Técnicas e Práticas?" Anais do I Seminário de Etnobiologia e de Etnoecologia do Sudeste.e a modernidade. 2001. R. Cresskill. Anais do II Congresso Internacional de Etnomatemática. GAL. OLIVEIRA.. MONTEIRO. Cresskill. Belo Horizonte: Autêntica Editora. P. Alfabetização e Cidadania 14. Alfabetização e Cidadania 6. VERGNE. GARCIA. Rio de Janeiro: Paz e Terra. São Paulo: RAAAB.) Adult Numeracy Development: Theory. 2002 (1-4) (Publicação em CD-ROM). 2002 (1-15) (Publicação em CD-ROM).2000 (269-301). M.1997 (67 -79). SINGH.) A questão política da educação popular. I. Rio Claro. TOLEDO. M. "Política Educacional para Jovens e Adultos : Lições da História" .1997.1995. Gal (ed. Research. M. Exclusão e resistência: Educação matemática e legitimidade cultural. G. C. "Entre quartas. In M. 2000 (9-31). São Paulo : Ação Educativa. P. M. R. M. Coleção Tendências em Educação Matemática.1984 (88-121). LOPES. Rio de Janeiro: Relume-Dumará. "The Numeracy Challenge" In I. D. "Etnociência ou Etnografia de Saberes.ribeiraoclaro. In I. A favor da etnografia. braças e hectares: a educação matemática enraizada no rural". FONSECA. Belo Horizonte: Autêntica. São Paulo: Programa de Estudos Pós Graduados em Educação. PEIRANO. H. "Mathematics and the Traditional Work of Women". M. V.1996. K. E.) Adult Numeracy Development: Theory. São Paulo: Editora Brasiliense. O..html# Autor(es): Prefeitura de Ribeirão Claro Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Prefeito Mário Augusto Pereira quer acabar o constrangimento de adultos na hora de procurar ajuda para aprender a ler e escrever Cópia do Texto: Ribeirão Claro dará cesta básica e eletrodomésticos para incentivar a alfabetização de jovens e adultos Prefeito Mário Augusto Pereira quer acabar o constrangimento de adultos na . London/NewYork/Philadelphia: The Falmer Press. metacognição e aprendizagem matemática de jovens e adultos » Anais da 25a Reunião Anual da Associação de PósGraduação e Pesquisa em Educação. desafios e contribuições. Inc. M. Brandão (org. 2002 (4351). Etnomatemática: as possibilidades pedagógicas num curso de alfabetização para trabalhadores rurais assentados. 1991 (57-61). A história dos rostos esquecidos: a violência no olhar sobre os moradores de favelas cariocas. C. Porto Alegre: Artes Médicas. Caxambu: ANPED. (coordenção e texto final) Educação de jovens e adultos : proposta curricular para o 1o segmento do ensino fundamental. "Mathematics in a Social Context: Math within Education as Praxis versus Math within Education as Hegemony". M. Practice. Gal (ed. HARRIS. NJ: Hampton Press. D OLNE CAMPOS. Harris (Ed. A J. "Jovens e Adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem" Revista Brasileira de Educação. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 1999 (59 -73). "Adult numeracy and new Technology in the UK". "Educação popular: algumas reflexões em torno da questão do saber".com. 2001 . A. R. 2002. Research. M.br/noticias/indice. KNIJNIK. Brasília: MEC. Educação matemática de jovens e adultos: especificidades. Ouro Preto. In C. RIBEIRO.

da Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos). graças aos quais as pessoas cujo entorno social considera adultos desenvolvem suas capacidades.hora de procurar ajuda para aprender a ler e escrever Ribei ão Claro . graças aos quais as pessoas cujo entorno social con sidera adultos desenvolvem suas capacidades. 14 são servidores públicos que freqüentam as aulas no Tiro de Guerra na última hora do expediente de trabalho. De acordo com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Ribeirão Claro tem na população de 11 mil habitantes. na qual se reconhecem os enfoques teórico e baseados na prática". que já foi encaminhado pelo Executivo. (Art.org/education/adultoutreach/portuguese/doc/Haddad&P ierroportug uese. disse o prefeito Mário Augusto Pereira. Atualmente. Cópia do Texto: Por educação de adultos entende-se o conjunto de processos de aprendizagem. a educação não formal e toda a gama de oportunidades de educação informal e . uma taxa estimada em 11% de jovens e adultos que não sabem ler e escrever. Para incentivar o bom aproveitamento das aulas. Dos 74 alunos j vens e o adultos que freqüentam as salas de alfabetização. de acordo com a secretaria municipal de Educação. A novidade. "Queremos baixar esse percentual". enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias necessidades e as da sociedade. anunciada pelo prefeito Mário Augusto Pereira. A meta é implantar o curso também nos bairros rurais da Cachoeira e dos Três Corações. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 59 Satisfação das necessidades básicas de aprendizagem de jovens e adultos no Brasi Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www1. Sérgio PIERR.Os jovens e adultos r ribeirão-clarenses que procurarem a rede pública de ensino para aprender a ler e escrever concorrerão a uma cesta básica mensal e a um eletrodoméstico no fim do ano. enriquecem seus conhecimentos e melhoram suas competências técnicas ou profissionais ou as reorientam a fim de atender suas próprias necessidades e as da sociedade. a educação não formal e toda a gama de oportunidades de educação informal e ocasional existentes em uma sociedade educativa e multicultural. formais ou não formais. obedecendo os critérios de aproveitamento e freqüência". diz o prefeito Mário Augusto Pereira. entre 17h00 e 18h00. formais ou não formais. 3o. o texto do projeto de lei destaca no artigo terceiro: "a coordenação (do programa) e professores da educação de jovens e adultos serão responsáveis pela avaliação e indicação dos alunos que participarão do sorteio. Rogéria Aparecida Camargo Lima Bellia. "Normalmente.doc Autor(es): HADDAD. A educação de adultos compreende a educação formal e permanente.worldbank. será implantada em Ribeirão Claro tão logo a Câmara Municipal aprove projeto de lei neste sentido. "Queremos incentivar a alfabetização de jovens e adultos". eles têm vergonha da condição em que se encontram e evitam a escola por constrangimento". O de combate ao analfabetismo entre jovens e adultos foi adotado pelo prefeito Mário Augusto Pereira para erradicar o analfabetismo no município. As aulas de alfabetização são ministradas por uma professora da re municipal de ensino. Maria Clara Di Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Por educação de adultos entende-se o conjunto de processos de aprendizagem. A educação de adultos compreende a educação fo rmal e permanente. Ribeirão Claro mantém em funcionamento turmas com 74 alunos para a alfabetização de jovens e adultos no Tiro de Guerra e Escola Municipal Correia Defreitas.

étnica e geracional).716.960 13. emprego e produtividade dos indivíduos e grupos. **Exclusive a população rural de Rondônia.943 18.00 1950 30.381 56. da Declaração de Hamburgo sobre Educação de Adultos). de formação política e informação sobre direitos.146. Um desses indicadores refere-se ao objetivo de ampliação dos serviços de educação básica e capacitação de pessoas jovens e adultas em competências essenciais à vida cotidiana. não está ao nosso alcance realizar uma avaliação tão complexa e abrangente.632 50.557. 1990) e no Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem. preferentemente longitudinais.269.50 1991 95.272.964.07 1996* 107. e não àquela analfabeta pelos critérios censitários. conteúdos. mas também porque incide sobre um direito básico da cidadania que é o acesso à alfabetização e ao ensino básico. Acre. (Art.14.540. capacitação de conselheiros e agentes comunitários. mas teve uma queda importante no transcorrer dos anos 90. mas toda uma gama diversa de atividades socioculturais. não só por ser um objeto acessível e mensurável. Ce nsos Demográficos e Contagem da . Uma avaliação dessa natureza implicaria abarcar não só os programas de educação escolar de jovens e adultos. promovidos por diferentes órgãos governamentais e não governamentais.60 1970 54. por sua vez. 1997) promovida pela UNESCO formulou um conceito amplo de formação de pessoas adultas que compreende uma multiplicidade de processos formais e informais de aprendizagem e educação continuada ao largo da vida. Também em termos rel tivos. qualificação e atualização profissional. Ainda que compartilhemos o conceito amplo de educação de jovens e adultos formulado em Hamburgo. qualidade (formação dos educadores. Evolução do analfabetismo no Brasil entre pessoas de 15 anos ou mais . declinando mais de cinco pontos percentuais entre 1991 e 1997.423 15.981 14. etc. extensão agrícola. sua pertinência frente às necessidades de aprendizagem dos indivíduos e comunidades.1920/1996 Ano/Censo Total Analfabetos % 1920 17. o Brasil não conseguirá atingir a meta assumida em Jomtien de reduzir até o ano 2000 o analfabetismo a metade dos índices de 1990. 3o. Declínio do analfabetismo e evolução dos níveis de escolaridade O Brasil continua a deter o maior contingente de analfabetos absolutos e pessoas jovens e adultas com baixa escolaridade do continente.541. Essa concepção ampliada já estivera presente na Conferência Mundial de Educação Para Todos (Jomtien. Recomenda ainda que a eficácia dos programas seja avaliada em função de mudanças de comportamento e de seus impactos na melhoria das condições de saúde.847 25. Pará e Amapá.018.401.249. financiamento. na qual se reconhecem os enfoques teórico e baseados na prática".90 1940 23. A avaliação de impactos sobre as condições de vida da população. os a índices de analfabetismo e as taxas de escolaridade da população são bastante inferiores aos países latino-americanos com nível de desenvolvimento equivalente. combinados a estudos qualitativos. materiais e métodos) e gestão (políticas públicas.758 20. de gênero.008. Roraima. ao trabalho e à participação cidadã. O analfabet ismo absoluto vinha regredindo em ritmo lento ao longo deste século.ocasional existentes em uma sociedade educativa e multicultural. refletindo-se nos indicadores de avaliação da década. que são raros ou não se encontram disponíveis no acervo de pesquisa sobre educação de jovens e adultos no Brasil . capacitação para o uso de recursos informáticos. Parece prioritário e viável apreciar alguns aspectos da educação escolar de jovens e adultos.278. equiparando aos -se países menos desenvolvidos da América Latina e Caribe. 1. Fontes: IBGE. A V Conferência Internacional de Educação de Adultos (Hamburgo.60 1980 73. de formação para a cidadania. exigiria a realização de surveys de grande porte. porém. A metodologia de avaliação proposta pela UNESCO sugere que se analise a ampliação das oportunidades escolares e extra-escolares para jovens e adultos proporcionadas por múltiplos provedores governamentais e não governamentais. o analfabetismo começa a recuar também em números absolutos. incluindo programaspreventivos de saúde.604 18.769 13.602 15.852 39. legislação e avaliação). Pela primeira vez na história.709..03 1997** . A seguir nesse ritmo.715 64.043 1 9. Amazonas. mulheres e idosos. aprendizagem de línguas estrangeiras.7 *Refere-se à população sem instrução. de promoção de jovens.233. qualificação e atualização para o trabalho e para a geração de renda.282 11.50 1960 40.977 33.837. considerando indicadores de eqüidade (territorial.

617 7.412 5. registrando-se taxas muito elevadas na Região Nordeste e nas zonas rurais de todo o país.819 60.482 27.837 1.6 40 a44 9.1 2.082 7. ainda hoje.4 56.622 9.099 732.3% 7.8 1.874.2 36.433.549 23.900.de 1 % 1 a 3 % 4 a 7 % 8 a 11 % 12 ou + % Total 106.9 Sudeste 48. Brasil: Crianças e adolescentes que não freqüentam escola por idade e sexo .9% 10 a 14 anos 10. Na faixa etária de 15 a 19 anos. Brasil: Anos de estudo da população com 15 anos ou mais .7% 7 a 9 anos 8.9 Ignorada 337.588 15.8 35 a 39 10. que resultam em acentuada defasagem na relação idade/série ideal.5 1.029. Brasil: Defasagem entre a idade e .9 82.434 3.0 1.8 25 a 29 12.0 214.800.0 458.5 5.960 13.814 1.935.638.583.974 7. há fortes indícios de que os baixos índices de permanência e progressão no sistema de ensino público e seus escassos resultados qualitativos e stejam reproduzindo continuamente um contingente numeroso de analfabetos funcionais .318.0 5.405.268.5 1.393. pois.875 32.419 5.296 6.355 1.423 3.845.4 92.870 9.750.Contagem da População 1996. Contagem da População 1996.607. e sim uma questão complexa do presente.302 788.153 30.455 33.057 38.385 3.075 1.5 89.7 275.1% 9.667 9.722 1.7 418.6% 46.175 2.145.275. não está assegurado a parcelas expressivas da população.086.7 5.7 3.716.589 0.8 981.626 1.2 1.7 768.3 Fonte: IBGE.4 5.324 36.995.9% Fonte: IBGE.110 0.4 17.289.025.070. Oeste 7.5 50 ou + 22.480. Há.359. Produção social do analfabetismo e o comportamento dos indicadores de eqüidade Dentre os fatores de produção social do analfabetismo mediados pelo sistema escolar.155.7 Fonte: IBGE .764 31.015. 190 12. Também neste caso observa-se um diferencial negativo para os estudantes do sexo masculino. Entretanto.704 34.187 33.8 33. Brasil: População sem instrução nas Grandes Regiões e Zonas Rurais.217 45.993 30. dois terços dos jovens não concluíram o ensino fundamental e 21.133.643 28.6 972. O analfabetismo no Brasil não é.153 0.0 4. Outro fator de exclusão educacional são os elevados índices de reprovação.5 Nordeste 28.990. o percentual daqueles que seguiram mais de três anos de estudos continua a ser reduzido.257 17.6 82. PNAD 1997.População 1996.0 127.5% 11.095.414.465. Embora o índice médio de analfabetismo absoluto tenha diminuído. há que considerar-se primeiramente o acesso e permanência na escola durante a infância e adolescência que.990.749. com um diferencial negativo para aquela do sexo masculino.091 1. A desagregação das estatísticas por faixas etárias permite verificar que a elevação das taxas de alfabetização está diretamente relacionadas aos grupos etários mais jovens.178.257.332 14.3 383.5 26.554 833.5 45 a 49 7.259.496.980 14.921.7 1.085.2% deles têm menos de quatro anos de estudos.1996 População Anos de Instrução Idade Total Nenhuma % .418. por exemplo. evidências de que os progressos observados resultam antes da democratização das oportunidades educacionais na infância e adolescência que dos esforços empreendidos ao longo das últimas décadas no campo da educação das pessoas adultas.1996 Grupo etário Total Masculino Feminino 4 a 6 anos 44.2 4.4% 43.193 32.021.280.4 904.579.1996 Grandes População com 15 anos ou + Sem Instrução Regiões Total Rural Total % Rural % Brasil 107.097 8.159 17.6 701.735 0.452.623.3 29.512 9.689 15.818 1.079.433 1.606 18.9 15 a 19 16.942 0.736 16.705.128 4.093 26.0 1.488 8.6 2.0 6.1822. mesmo entre os adultos jovens.255 36.895.714 26.090 27.259.997 19.0 2.961 4.741 23.488.8 28.8 2. pois apenas um terço da população jovem e adulta concluiu os oito anos de escolaridade obrigatória e.0 147. duradouras e articuladas a outras estratégias de desenvolvimento econômico.815 10.415 1.1 96.383 12.674 11.091 22.859 16.207.1 6.4 Rural 21.304.295.3 C.828 9.998.1 2.446.875.592 1.507.586 16.3 3. social e cultural.453 15.0 5.249 13. a distribuição do fenômeno no território nacional continua a ser assimétrica.9 4.8 Norte 6.782.5 30 a 34 12.382 6.198 6.603 34.0 92.125 19.445.211.6% 9. evasão e reingresso no sistema escolar.153 4.137.929 0.342 930. Contagem da População de 1996.604.522 26.5 78.474 17.592 33. que exige políticas públicas consistentes. pois.573.534.743.794 10.851 14.3 93.857 34.123.721.535 31.7 604.6 1.1 7.401 32.1 5.1 1.321 618.018.559 24.226.2 1.336 11.464 8.771 18.9 Sul 16.3 3.7 7.018.7 2.655 9.261.7 12. 2. apenas um problema residual herdado do passado (suscetível de tratamento emergencial ou passível de superação mediante a simples sucessão geracional).334.515.751 31.5 1.9 13.926.408 24.102.1 19.009.7 Urbano 85.041 6.329 9.0 1.894 0.7 20 a 24 14.553 24.609 21.5 3.432 8.560 19.

Homem 51.249 19.331.936.296. 133.167 16.787.965 47.8 Mulheres 13. Fonte: IBGE. Pará e Amapá. (%) Total Analfabet.4 82.382 6.376. o Art.040 0. em média. (%) Total Analfabet.1 3.721 18.699 8.4 49. aprovada quase na mesma . 3.026 19.5 11.531.069 0.728.3 15.7% 9.5 37.6 79.4 13.482 1.587.5 6. sexo.832 27.7 40.4 8.925.1 Negra 5.132.059 28.8 45.189 5.415 828.683.851 14. enquanto gênero e raça operam como fatores relativamente independentes da condição socioeconômica na determinação das oportunidades educacionais.226.707 11.181 27.8 28.822.9 Amarela 485.1996 População Anos de Instrução Idade Total Nenhuma % de 1 % 1 a 3 % 4 a 7 % 8 a 11 % 12 ou + % Total 106. 208 da Constituição de outubro de 1988 conferiu à população jovem e adulta o direito à educação fundamental.1 10.157.5 71. especialmente os do sexo feminino.0 Fonte: IBGE .482. 4o da LDB 9.5 45. (%) Total 95.4 9.650 13.4 8.8 81.8 36.810. a Emenda 14.9 62.5 86. Brasil*: Analfabetismo (%) por faixa etária.231.1 5.Contagem da População 1996. o Art.3 18.2 86.2 54.0 151.177 786.2 Parda 38.4 6.1 18. cor e sexo 1991 População com 15 anos ou mais Feminina Masculina Cor Total (%) Analfabet. Total 23.9 23.8 15 a 19 12.7 2.386. Contagem da Po pulação de 1996 A renda familiar vem sendo principal fator de discriminação no acesso à alfabetização no Brasil.467 7.2 5. apud Anuário Estatístico 1992.455 33.3 60. A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) tramitou no Congresso por oito anos e foi.592 5.018.0 35.4 26.1 6.708.4 243.7 33.129. Censo Demográfico 1991.série escolar na população de 7 a 18 anos (em %) Idade em anos 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Homens 14.3 9.6 3. espaciais.502 18. geracionais.091.2 S/ inform. Fonte: PNAD 1990. A pertinência aos subgrupos étnicoraciais constitui fator de diferenciação no acesso à alfabetização e combina-se ao gênero para produzir uma acentuada desvantagem nos níveis de escolaridade de indígenas e afro descendentes.1 1.538 27.190 6.852 31.945 50.7 46.355 1.960 13.906 0.5 20 a 24 11.2% * Exclusive a população rural de Rondônia.382 5.1 1. As mulheres brasileiras têm hoje.093 26.5 30 a 39 13.537.5 2.8 7.2 1. renda e situação de domicílio. Embora o Art.2% 22. é legítimo concluir que as oportunidades educacionais da população jovem e adulta brasileira continuam a ser negativamente afetadas por fatores socioeconômicos.234. permanência e desempenho escolar nas novas gerações.6 5.394 tenha reiterado os direitos constitucionais da população jovem e adulta ao ensino fundamental.8 24. p.418.1997* Total Branca Preta Parda 14.1 24.763 40.4 65.210 19.8 22.647 100 18.980 54.5 23. PNAD.0% 22.0 3.9 26.6 1.948 9.8 19.5 42.8 19.863 53. citado por Rosemberg & Piva. período durante o qual as três esferas de governo ficavam obrigadas a dedicar a esses objetivos 50% dos recursos públicos vinculados à educação.1990 Região Sexo Rendimento Familiar (em salários mínimos) Domicílio e Idade Masc.034 25.7 40 ou + 27.297 6.433 11.7 166.623.2 571.1 1.8 89. uma sutil vantagem nos níveis de escolaridade em relação aos homens.9 57.231.3 86.8 68.726 12. Fem.471.7 242.6 24. resultado das condições diferenciais de acesso.9 29.957.1 19.2 52. Brasil .6 77.850.6 23.3 25 a 29 11.895.3 Fonte: IBGE. que combinam -se entre si para produzir acentuados desníveis educativos.274.192 7. Até ¼ De ¼ a ½ De ½ a 1 De 1 a 2 + de 2 Urb.5 * Exclusive população rural da Região Norte. responsabilizando os poderes públicos pela oferta universal e gratuita desse nível de ensino àqueles que a ele não tiveram acesso e progressão na infância e adolescência.359. Em seu texto original.1 13.652. Brasil: Taxas de analfabetismo na população com 15 anos ou mais por cor .2 59.044 2.384 6.1 11.3 1.5 40.4 Fonte: IBGE. finalmente.9 74.7 7.2 36.662.306 45.177 40.0 654.819 3.258 30.781 19.9 52.7 33.8 84. étnicos e de gênero.174.085. aprovada ao final de 1996.951 34.1 Branca 51.4 23.Anos de estudo da população com 15 anos ou mais por sexo .6 65. 50 das Disposições Transitórias da Constituição de 1988 conferiu um prazo de dez anos para a universalização do ensino fundamental e a erradicação do analfabetismo.8 14.515.9 63.7 4.7 29. Roraima.8 Mulher 54.459 19.580 17. Brasil: População com 15 anos ou mais por condição de alfabetização.892 4.407.601.594 32. Rur.739 9. as populações rurais e urbanas e das diferentes regiões do país.859 31.9 6.9 22.606 18. sobredeterminando as diferenças observadas entre os grupos etários. 318.873 1. 1997.504 33.8 11.2 75. Assim.795 5. Acre.1 17.5 26.614.310 9 13.1 Indígena 171.4 73. Amazonas.3 59.5 70.3 3.706 27. Os direitos constitucionais e outros marcos legais Pela primeira vez na história brasileira.7 8.8 13.3 20.2 29.0 9.

2 629. 208 da Constituição.1996 Grau Total (T)l % População 107.508 285 0. MEC. na qual vivem 48.40% 16.8 1997 2.407.534.segmentos do ensino fundamental e ensino médio).63 390.311.316.977.6 Fonte: IBGE.01 1.325 844 0.4 Ensino Médio 5.1 Alfabetização 97.0 1. fundamental regular % Ens. séries % (B/A) 5a.325 4.210.77% 36. Diante das limitações ao financiamento decorrente dessa media.098 64.324. A Emenda 14 alterou a redação do Art.043. A distribuição regional das matrículas não mantinha correspondência com demanda potencial.INEP.525 11.482 63. Esse processo de desconstituição dos direitos educativos consolidou no veto -se presidencial ao inciso II do Art.00 Fonte: IBGE.829 41.815 0.081.773 8. tal mudança no texto constitucional deu margem a interpretações que descaracterizam o direito público subjetivo. a 4a. O atendimento encontra altamente urbanizado.083. as instâncias subnacionais de governo. Popu lação com 15 ou mais por anos de estudo e freqüência ao ensino fundamental -1996 Anos de estudos da população com 15 anos ou mais Sem instrução e menos de 1 ano 1 a 7 anos de estudos Freqüentam escola Freqüentam escola Total Alfabetização de adultos % Total Ens.8 1998 2.925 2. 135.210.4 171. Contagem da População 1996.750 561 0. às quais cabe a oferta de ensino fundamental à população jovem e adulta. MEC.188 3. desobrigando os poderes públicos da oferta universal de ensino fundamental gratuito para esse grupo etário. Brasil: População com 15 anos ou mais que freqüenta a escola básica . de modo a desobrigar jovens e adultos da freqüência à escola.454.1995/1998 Ano Total Federal % Estadual % Municipal % Particular % 1995 2. foram objetivamente desestimuladas a expandir esse nível e modalidade educativos.753 11.201 30. População com 15 ou mais por anos de estudo (1996) e freqüência ao ensino supletivo (1997) Anos de estudos da população com 15 anos ou mais com escolaridade básica incompleta(A) Sem instrução a 3 anos 4 a 7 anos 8 a 10 anos 34.152 39.INEP. 1o. Evolução da matrícula inicial no Ensino Fundamental de Joven e s Adultos .5 506. Sinopse Estatística da Educação Básica.38 Fontes: IBGE.0 1. a 8a séries % (B/A) Ensino médio % (B/A) 1.652.639 18.873 7.815 0. por exemplo. 2 o da Lei 9424/96.840 4.7 251. Indicadores de cobertura Os dados censitários do IBGE disponíveis para o ano de 1996 informaram que 11% da população brasileira com idade igual ou superior a 15 anos participava em alguma modalidade do ensino básico.SEF.0 1. Cotejadas as estatísticas de atendimento produzidas pelo sistema educacional. Contagem da População 1996 A maior parte da população com 15 anos ou mais que freqüentava o ensino fundamental não o fazia em programas de educação de adultos.65 55.83% .83% Matrícula inicial em cursos de educação básica de jovens e adultos por nível (B) Alfabetização e 1a.41 2. alterou a redação do Art. segundo esta fonte.8 582. fundamental de adultos % 15.609 100.e 2o.253 3.760 97.863.150. Os índices de cobertura dos programas de educação de jovens e adultos.0 Freqüenta escolas 11. excluindo as matrículas no ensino fundamental de jovens e adultos dos cálculos para a redistribuição de recursos vinculados entre esferas de governo através do FUNDEF. Embora não tenha sido esta a intenção do legislador.098 6. situavam-se em menos de 1% da demanda potencial por alfabetização e exatos 4% da demanda por ensino fundamental. o que já em 1998 se fez refletir na redução das matrículas.600 23.1 Ensino Fundamental 6. que regulamentou a Emenda 14. A Região Nordeste. Contagem da População 1996. sendo constituída por jovens que assistiam ao ensino fundamental regular com algum grau de defasagem na relação idade/série ideal. Censo Escolar 1996. Censo Escolar 1997.5 2 Fonte: MEC/INEP.136.378.958 4.921 26.506 6.016. substituindo o compromisso decenal com a erradicação do analfabetismo e a universalização do ensino fundamental por um mecanismo de operacionalização do regime de cooperação entre as esferas de governo: os Fundos de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (FUNDEF). -se tendo pois reduzida incidência sobre o analfabetismo e os baixos níveis de escolar ização da população rural. apud: MEC.data. os índices de cobertura dos programas especificamente destinados a jovens e adultos (ensino supletivo) situam em -se torno dos 3% da demanda potencial por cada um dos segmentos específicos do ensino básico (alfabetização. refletindo antes a capacidade instalada dos sistemas de ensino em financiar programas e prover vagas. 4. 50 das Disposições Constitucionais Transitórias.687 65.663. 1999.

dos analfabetos do país, tem apenas 27,86% das matrículas no ensino fundamental de jovens e adultos. Brasil: População com 15 anos ou mais sem instrução por regiões - 1996 REGIÃO TOTAL % RURAL % URBANO % Norte 1.086.588 7,75 604.553 55,64 482.035 44,36 Nordeste 6.845.549 48,83 3.607.057 52,69 3.238.492 47,31 Centro -Oeste 788.674 5,62 214.997 27,26 573.677 72,74 Sudeste 4.021.464 28,68 904.771 22,50 3.116.693 77,50 Sul 1.275.974 9,10 418.336 32,79 857.638 67,21 BRASIL 14.018.249 100,00 5.749 .714 41,02 8.268.535 58,98 Fonte: IBGE. Contagem da População 1996. Brasil: Matrícula inicial no ensino fundamental supletivo por regiões - 1997 REGIÃO TOTAL % RURAL % URBANO % Norte 298.977 12,70 18.376 6,15 280.601 93,85 Nordeste 655.867 27,86 55.721 8,5 600.146 91,50 Centro-Oeste 0 151.948 6,45 5.205 3,43 146.743 96,57 Sudeste 938.568 39,86 23.422 2,50 915.146 97,50 Sul 309.081 13,13 5.232 1,69 303.849 98,31 BRASIL 2.354.441 100,00 107.956 4,59 2.246.485 95,41 Fonte: MEC/INEP/SEEC. 1997. O INEP/MEC não co leta dados de atendimento em educação de jovens e adultos por idade, sexo e cor, sendo, pois, impossível apreciar questões de equidade relativas a geração, gênero e etnia. 5. Distribuição do atendimento pelas esferas de governo Os 2,8 milhões de estudantes da educação de jovens e adultos (aí incluídas as matrículas no ensino profissionalizante) representavam, em 1997, 5,85% do alunado do ensino básico brasileiro; 2,2 milhões deles estavam matriculados no ensino fundamental e 65,8% nas redes estaduais de ensino. Brasil: Matrículas no ensino básico de jovens e adultos por dependência administrativa - 1997 Dependência Administrativa Modalidade Total % Federal % Estadual % Municipal % Particular % Ens. de jovens e adultos 2.881.770 5,85 1.609 0,05 1.808.161 62,7 683.078 23,7 388.922 13,5 Total do ensino básico 49.235.117 100,0 166.955 0,34 25.368.006 51,5 17.106.588 34,7 6.593.578 13,4 Fonte: MEC. INEP. 1998. Sinopse Estatística da Educação Básica. Censo Escolar 1997. Brasília, 1998. Apesar da acentuada "estadualização" das matrículas, a análise de séries históricas permite reconhecer uma tendência à municipalização do ensino fundamental de jovens e adultos (vide tabela apresentada no tópico 3). 6. O financiamento da educação de jovens e adultos Os dados sobre o financiamento público da educação são de difícil acesso, especialmente no que concerne aos governos subnacionais. Um esforço de coleta e compatibilização vem sendo desenvolvido pelo IPEA para alguns anos da década de 90. Segundo essa fonte e metodologia, as despesas efetuadas pelas três esferas de governo na educação de jovens e adultos representou 0,3% do gasto total com educação nos anos de 1994 e 95. Os Estados responderam por mais de 2/3 das despesas efetuadas com educação de jovens e adultos e os municípios por quase ¼ dos gastos, uma proporção que corresponde aproximadamente às respectivas participações nas matrículas. Gasto consolidado das três esferas de governo em educação de jovens e adultos 1994/1995 Ano Categoria Governo Governos Estaduais Gover nos Municipais TOTAL % de Gasto Federal Transfer. Recursos TOTAL Transfer. Transfer. Recursos TOTAL Recursos NegociaOrçament. Negocia- de Orçament do Orça- das do Governo das do Governos Governo mento Gov. Fed. Estadual Gov. Fed. Estaduais Municipal 94 Ensino 212 3.134 29.133 32.267 1.916 0 12.406 14.322 46.801 0,31 Supletivo 0,45% 68,94% 30,60% 100% Total 3.607.734 598.145 6.453.312 7.051.457 308.119 152.379 3.837.001 4.297.498 14.956.689 100 % s/ Total 24,12% 4,00% 43,14% 47,14% 2,06% 1,02% 25,65% 28,73% 100% 95 Ensino 3.955 5.699 59.599 65.298 1.486 0 23.056 24.542 93.795 0,33 Supletivo 4,21% 69,62% 26,16% 100% Total 5.638.131 1.081.973 12.636.983 13.718.956 220.133 566.554 7.789.429 8.576.116 27.933.203 100 % s/ Total 20,18% 3,87% 45,24% 49,11% 0,79% 2,03% 27,88% 30,70% 100% Fonte: IPEA/DIPOS, com base em SIAFI/SIFOR para esfera federal, e IBGE/DNCA para esferas subnacionais. Para o governo federal há dados mais recentes, pelos quais observa uma tendência sutil de -se crescimento do gasto com educação de jovens e adultos, embora o setor continue a perceber a menor parcela do orçamento atribuído a todos os níveis e modalidades de ensino. Governo Federal: Execução de Despesas em Educação por Programa 1995/97 (em R$ mil de 1995) % sobre Total % do PIB Programas 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 Educ. 0 a 6 anos 244.425 240.347 235.311 2,98 3,15 3,11 0,04 0,03 0,03 Ensino Fundamental 2.579.478 2.593.328 2.734.135 31,46 33,96 36,14 0,38 0,37 0,38 Ensino Médio 570.036 458.313 433.461

6,95 6,00 5,73 0,08 0,07 0,06 Ensino Superior 4.694.436 4.220.443 4.027.490 57,25 55,27 53,23 0,69 0,61 0,56 Ensino Supletivo 14.229 21.314 23.728 0,17 0,28 0,31- - - Educ. Física e Desp. 59.162 47.982 79.633 0,72 0,63 1,05 0,01 0,01 0,01 Assist. a Educandos 27.061 20.2790 0,33 0,27 0 - - - Educação Especial 10.835 33.808 32.145 0,13 0,44 0,42 - - - Administ. e outros 1.627.798 1.325.910 1.555.479 16,56 14,80 17,05 0,24 0,19 0,22 TOTAL 9.827.460 8.961.724 9.121.381 100,00 100,00 100,00 1,45 1,29 1,27 Fontes: Ministério da Fazenda/CGC; Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal. A maior parcela dos recursos federais é destinada a transferências voluntárias aos Estados e Municípios mediante convênios firmados com o FNDE, mas os valores conveniados têm sido muito inferiores aos demandados e, inclusive, aos orçados, revelando um baixo grau de eficiência desse sistema de transferências. Demanda e conveniamento de recursos federais para EJA por órgão executor 1995/97 (em R$) Ano 1995 1996 1997 Tipo Demandado Conveniado % Demandado Conveniado % Demandado Conveniado % Estados e DF 7.749.309 5.347.281 69 48.315.450 14.598.103 30 29.988.266 16.252.952 54 Municípios 1.830.763 1.485.764 81 10.273.377 3.869.105 37 18.862.949 12.115.158 64 ONGs 6.379.007 3.954.554 62 13.695.536 6.639.155 48 7.324.450 5.110.240 69 Total 15.959.079 10.787.601 67 72.284.364 25.106.364 34 56.175.666 33.478.350 59 Fonte: MEC/SEF/FNDE A distribuição das transferências voluntárias da União aos Estados e Municípios não obedece um comportament uniforme do qual se o possa depreender tendências, exceto à ampliação dos valores conveniados com organizações da sociedade civil. 7. Os programas federais de formação de pessoas adultas Embora não possua rede própria de escolas de ensino fundamental, o go verno federal detém meios para induzir ações dos governos subnacionais e da sociedade civil, ou impulsionar programas próprios de educação de pessoas adultas. No período recente, são três os programas federais em desenvolvimento: PLANFOR, Alfabetização Solidária e PRONERA. A Secretaria de Formação do Ministério do Trabalho aplicou, no triênio 1995/97, quase R$ 600 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) no Programa de Qualificação e Requalificação Profissional (PLANFOR), que chegou a 3.800 municípios brasileiros em 1997. O Programa é descentralizado nos estados e implementado em parceria com toda sorte de agentes de formação profissional (empresas, sindicatos patronais e de trabalhadores, universidades, escolas técnicas, organizações não governamentais, etc.). Embora o modelo gerencial não favoreça o desenvolvimento de cursos de duração alongada e o grau de articulação dos organismos de formação profissional com os sistemas de ensino básico seja reduzido, o Programa dispõe de um volume substancial de recursos que potencializam iniciativas de educação básica de jovens e adultos, articuladas a oportunidades de formação profissional. A maior parte dos recursos (67,85%) vem sendo utilizada para cursos rápidos (com 103 horas de duração média) de qualificação e atualização profissional, mas o Programa incorpora um componente de formação em habilidades básicas (leitura, escrita, cálculo, etc.) pelo qual passaram 1,8 milhão de trabalhadores e desempregados no triênio 1995/97. Quando se analisa a escolaridade do s treinandos do PLANFOR verifica-se que aqueles que não possuem qualquer escolaridade estão subrepresentados, pois constituem 14,7% da população com 14 anos ou mais e são apenas 5% dos beneficiários do programa. Escolaridade dos Treinandos do Programa Naci nal de o Qualificação do Trabalhador 1997* Condição Homens % Mulheres % Total % Nenhuma 61 60 40 40 101 5 Fundamental Incompleto 414 53 371 47 785 42 Fundamental 218 45 262 55 480 26 Ensino Médio 184 43 239 57 423 22 Ensino Superior 37 40 55 60 92 5 Total 9 49 967 51 14 1.881 100 *Em milhares de treinandos. Exclui casos sem informação e treinandos em educação a distância. Fonte: BRASIL. MTb. SEFOR. Avaliação gerencial do PLANFOR : 2o. triênio : resultados 1997. O Conselho da Comunidade Solidária, organismo vinculado à Presidência da República que implementa ações sociais emergenciais de combate à pobreza, desenvolve desde 1996 o Programa Alfabetização Solidária - PAS -, promovido em parceria entre o Ministério da Educação, empresas, universidades e municípios. O PAS consiste em uma campanha de alfabetização inicial desenvolvida em apenas um semestre, dirigida aos municípios mais pobres que apresentam os índices mais elevados de analfabetismo na faixa

etária de 15 a 19 anos. O Ministério fornece materiais didático-pedagógicos e alimentação escolar; os municípios mobilizam alfabetizadores, alfabetizandos e espaços para instalação de salas de aula improvisadas; as universidades realizam a coordenação e orientação pedagógica e capacitam os educadores; as empresas cobrem os custos operacionais das universidades e remuneram os educadores (em sua maioria jovens com escolaridade básica incompleta). Em seu segundo módulo semestral de 1997 o PAS alcançou 120 municípios, envolveu 22 empresas e 102 universidades públicas e privadas, criou 690 classes de alfabetização (70% das quais nas zonas rurais), formou 759 jovens alfabetizadores e atingiu dez mil educandos (a maioria dos quais são homens) dos quais apenas 19% podiam ler e escrever pequenos textos ao concluir o curso. O Programa Alfabetização Solidária padece de algumas das conhecidas limitações das campanhas de alfabetização de jovens e adultos: maneja um conceito de alfabetização estreito e não assegura continuidade de estudos ou oportunidades de consolidação das aprendi agens z realizadas; recorre em parte a educadores leigos; e não incide sobre os fatores socioeconômicos e culturais que geram e reproduzem o analfabetismo. O Ministério Extraordinário da Política Fundiária deu início em 1998 ao Programa Nacional de Educaçãona Reforma Agrária, elegendo como prioridade a alfabetização dos trabalhadores rurais assentados. O PRONERA maneja recursos do Ministério da Educação e do FAT, é desenvolvido em parceria e co-gerido por um conselho que reúne agentes governamentais, univer sidades, igrejas, sindicatos e organizações da sociedade civil, inclusive o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. A meta inicial do PRONERA para o primeiro ano era alfabetizar cem mil trabalhadores rurais assentados, mas os recursos alocados no Pro grama naquele ano só permitiriam contemplar 7% dessa meta. 8. Conclusões Ao longo da década de Educação para Todos, não houve uma ampliação das significativa das oportunidades educacionais para a população brasileira jovem e adulta e, consequentemente, o p não conseguirá atingir ao aís final do milênio a meta de redução dos índices de analfabetismo a metade daqueles vigentes em 1990. Os avanços obtidos no campo da alfabetização durante a década não resultaram dos esforços empreendidos na educação de jovens e adultos, e sim da combinação do perfil etário e da dinâmica demográfica à melhoria das condições de acesso das novas gerações ao ensino fundamental. O analfabetismo funcional apresenta-se como um fenômeno extenso, difundido por todas as faixas etárias (inclusive entre os jovens), uma vez que a escolaridade média da população e os níveis de aprendizagem alcançados situam-se abaixo dos mínimos socialmente necessários para que as pessoas mantenham e desenvolvam as competências características do alfabetismo. A inserção marginal da educação de jovens e adultos na reforma educacional em curso no país faz com que a cobertura escolar para essa faixa etária continue a ser extremamente deficitária e inequitativa, considerados os critérios territorial, de renda, gênero, etnia ou geração. A tendência à descentralização do atendimento em direção aos municípios pode ser interrompida pelas limitações ao financiamento decorrentes da implantação do FUNDEF. A persistirem as atuais condições do financiamento público, francamente insuficiente, não se pode vislumbrar perspectivas de ampliação dos níveis de atendimento escolar e, portanto, será impossível cumprir as metas do Plano Nacional de Educação. Embora o marco legal vigente assegure o direito universal à educação fundament l, as políticas a públicas em curso tendem a deslocar a alfabetização de jovens e adultos para o terreno dos programas assistenciais que visam atenuar os efeitos perversos da exclusão social. Nesse deslocamento, a responsabilidade pública pela oferta da educação básica à população jovem e adulta vem sendo progressivamente transferida do aparato governamental para a sociedade civil, especialmente por meio de estratégias de convênio com organizações sociais as mais variadas. O discurso governamental a esse respeito é marcado pela ambigüidade: de um lado, convoca a sociedade civil organizada cooperar solidariamente na promoção da alfabetização e, de outro, resiste a assimilar as organizações sociais como interlocutoras legítimas para a formulação e avaliação das políticas públicas de educação. 9. Referências bibliográficas BRASIIL. MEC. SEF. Apoio financeiro à educação de jovens e adultos: relatório 95/98. Brasília, 1999, 31p. BRUSCHINI, Maria Cristina A. Trabalho das mulheres no Brasil : continuidades e

cidade localizada a 82 quilômetros de Fortaleza. nem escrever. 1993. PIVA. HADDAD. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. hoje será apresentado pelo Serviço Social da Indústria e Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Sesi/Fiec). São Paulo : Educ. de Educação de Jovens e Adultos.mudanças no período 1985-1995. Hoje será realizado na cidade um seminário enfocando os avanços e a importância da erradicação do analfabetismo Cópia do Texto: Com a parceria Sesi/Fiec. São Paulo : FDE. CONFINTEA V. que de acordo com o Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 255p. a parceria que começa a ser desenvolvida com a cidade. Hamburgo : UIE/UNESCO. São Paulo : Fundação Carlos Chagas.com/opovo/ceara/265254. a partir de agosto próximo. UNESCO. 10. mantidas através do Programa Recomeço. RIBEIRO. o município de Aracoiaba vai poder implantar mais 20 turmas de alfabetização de jovens e adultos a partir de agosto próximo. IN: Alfabetização : passado. futuro. Declaración de Hamburgo sobre la Educación de Adultos y Plan de Acción para el Futuro.). 285 p. LETELIER. 1997. Notas Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 60 Seminário debate sobre analfabetismo Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. conta com 26% da sua população nessa faixa etária sem saber ler. Subordinação de gênero e alfabetização no Brasil. e de modo a ver quais comunidades necessitam das turmas de alfabetização que . presente. Fúlvia. São Paulo. É como está sendo denominada a data de hoje. ROSEMBERG. Campinas : Papirus. ago. 115 -142. Edith (1997). 19). 78 p. Analfabetismo. na sede da Secretaria Municipal de Ação Social. Hoje será realizado na cidade um seminário enfocando os avanços e a importância da erradicação do analfabetismo [18 Junho 00h46min] Um dia ''D'' para marcar a história de Aracoiaba. 26p. Monteiro afirma que Aracoiaba já conta com 10 turmas do programa Alfabetização Solidária. IN: BÓGUS.125 jovens e adultos analfabetos. Outras 10 turmas já funcionam por meio de parceria com outra entidade. o I Seminário de Políticas Públicas para a Educação de Jovens e Adultos do Município. políticas de população e direitos sociais. Políticas de emprego. 1998. Alfabetismo e atitudes : pesquisa com jovens e adultos. Fúlvia. São Paulo : Ação Educativa. 1999. (Idéias. e 40 turmas de supletivo 1ª a 4ª e de 5ª a 8ª séries. 1997. Lúcia. gênero e raça no Brasil. o passo seguinte será a realização de um censo no município para identificar exatamente onde estão os analfabetos do município.html Autor(es): NO OLHAR Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Com a parceria Sesi/Fiec. Alfabetismo funcional na cidade de São Paulo. Maria Eugenia Gálvez. Vera Maria Masagão. São Paulo : Ação Educativa. 1999 (Tese de Doutoramento). p.125-148. o município de Aracoiaba vai poder implantar mais 20 turmas de alfabetização de jovens e adultos a partir de agosto próximo.). Outras 10 turmas já funcionam por meio de parceria com outra entidade. p. Isso totaliza 6. através da qual serão implantadas 20 novas turmas de alfabetização de jovens e adultos no município.noolhar. Escolaridade e inse rção no mercado de trabalho : um estudo comparativo entre a Grande São Paulo (Brasil) e e a Grande Santiago (Chile). coordenador municipal dos programas Alfabetização Solidária e Recomeço. Erradic o analfabetismo entre os seus ar moradores com idade superior a 15 anos é uma das preocupações de Aracoiaba. Após firmados os compromissos no evento de hoje. Yara (orgs. ROSEMBERG. quando se realiza. a partir das 9 horas. Sérgio (coord. Segundo Daniel Monteiro. PAULINO. Resoluciones de la V Conferencia Internacional sobre Educación de Adultos (Hamburgo: 14-18 de julio de 1997). que é financiado pelo Ministério da Educação (MEC). em parceria com a Universidade Gama Filho. e anexos. mimeo.

Sem contar com as donas e ou funcionárias do lar que por casarem cedo e assumirem a responsabilidade de construir uma família e posteriormente cuidar dos filhos. este não é um estudante universitário ou profissional qualificado que freqüenta cursos de formação continuada ou de especialização. que chega nas cidades provenientes d e áreas rurais empobrecidas. Uma equipe do Centro de Desenvolvimento da Educação (Crede 8). algumas .Alfabetização de jovens e adultos Cópia do Texto: Resumo Este trabalho apresenta uma abordagem histórica da educação de jovens e adultos na América Latina e no Brasil até os dias atuais. com passagem curta e não sistemática na escola. oriundos da região Nordeste. Considerando que. O trabalho está organizado em três capítulos.br/artigos/artigo. por certo. continuamos refletindo sobre a temática abordada acreditando que a modificação da estrutura dominante só virá quando a educação for um ponto de partida para a transformação social.asp?entrID=461 Autor(es): SILVA. a análise dos dados nos permitiu descrever e compreender a realidade vivenciada pelos sujeitos da educação. outros. Geralmente esse aluno é um migrante. segundo indicativos da LDB 9394/96. após uma vasta experiência no trabalho rural na infância e juventude. ou uma pessoa adulta interessada em aperfeiçoar seus conhecimentos em áreas como artes. mão de obra não-qualificada. com baixo nível de instrução escolar. a uma questão de especificidade cultural. Foi realizada através de uma pesquisa qualitativa. a análise dos dados nos permitiu descrever e compreender a realidade vivenciada pelos sujeitos da educação.vão ser implantadas. porque esse território da educação não diz respeito somente a reflexões e ações educativas dirigidas a qualquer jovem ou adulto visto que. trabalhando em ocupações urbanas como contingente populacional manobrável. filhos de trabalhadores rurais. continuamos refletindo sobre a temática abordada acreditando que a modificação da estrutura dominante só virá quando a educação for um ponto de partida para a transformação social. não qualificados. Data do Texto: 2003-06-18 00:00:00 61 SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS EM UMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE ENSINO Area de Conhecimento: educação de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www. Palavra chave . E. (muito freqüentemente analfabetos). Palavra chave . por exemplo. estará presente no seminário para apresentar o projeto ''Alfabetização é Cidadania". línguas estrangeiras ou música. por considerarmos importante a cotidianidade dos sujeitos. notadamente. mas. que serão. Solange Pereira da Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Resumo Este trabalho apresenta uma abordagem histórica da educação de jovens e adultos na América Latina e no Brasil até os dias atuais. para não concluir. apostar na busca do eterno novo. lançado pelo Governo do Estado.psicopedagogia. mas. por considerarmos importante a cotidianidade dos sujeitos. E. estão buscando os Programas de Educação de Jovens e Adultos oferecidos pelos sistemas de ensino destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria. Foi realizada através de uma pesquisa qualitativa. apostar na busca do eterno novo.com. apresentando no primeiro.Alfabetização de jovens e adultos Apresentação O presente trabalho é fruto de uma pesquisa etnográfica realizado em uma escola da rede pública municipal de Marabá com o objetivo de compreendermos a situação da Educação de Jovens e Adultos no primeiro segmento. para não concluir. mas primordialmente. refletir sobre a Alfabetização de Jovens e Adultos não nos remete apenas a uma questão de especificidade etária.

notadamente. Não se trata de um trabalho que tenha trazido todas as respostas para todas as questões relacionadas aos temas. as operações matemáticas. em termos gerais e particulares elas continuam sendo as mesmas de sempre: os efeitos estruturais do tipo econômico. sendo a primeira interroga sobre os motivadores que levam homens e mulheres a ingressar e permanecer nos cursos institucionalizados? A segunda questão discute acerca de se jovem e adultos encontram na escola as condições necessárias para continuar estudando? Nosso terceiro questionamento se refere à postura do educador(a). conforme declarou o diretor da UNESCO na V Conferência Mundial de . reflexão e estudo mais aprofundado. por acreditarmos que. nos Programas de alfabetização destinados a jovens e adultos -. além da ausência de uma política educacional e cultural por parte dos governos. cada um desses países o analfabetismo tenha características próprias. foram vítimas de longas ditaduras militares que destruiu qualquer organização sistemática de movimentos populares voltada para a construção de uma educa ção pública popular. Nesse sentido. Uruguai.reflexões sobre a persistência do analfabetismo na América Latina. além de não conseguirem resolver o problema do analfabetismo já existente. parcialmente. e que continua se reproduzindo. Capítulo I. as habilidades da leitura. e chegarmos. parte da população nunca freqüentou a educação básica de primeira à quarta série. Países como. o que afasta qualquer pretensão de análise conclusiva. a concentração de renda e superexploração da força do trabalho geram as situações extremas de pobreza e de miséria das incontáveis famílias e são responsáveis pela sua capacidade insuficiente ou nula de reprodução social. a conclusões de que a Educação de Jovens e Adultos em Marabá precisa ser mais bem estudada. Embora. seguindo uma descrição do perfil dos sujeitos envolvidos. O analfabetismo é uma realidade social que persiste nos países da América Latina com exceção de Cuba. seguido do histórico da Educação de Jovens e Adultos no Brasil. ser considerados à luz desse caráter inicial. situar o universo da pesquisa. os dados apresentados devem pois. sinalizam uma aposta na busca do eterno novo. tendo como base. continua sendo um dos importantes determinantes do analfabetismo. Chile. a nossa pesquisa não teria validade se não considerássemos as opiniões. As questões formuladas foram divididas em quatro momentos. assim como para não concluir. o próprio cotidiano da es cola. análises de documentos. Isso significa dizer que. portanto. Apesar de alguns esforços realizados nesses países para amenizar o analfabetismo após a segunda guerra mundial. a metodologia utilizada para a realização da pesquisa. entre outros. que estão impossibilitados de ter acesso às vantagens econômicas. o fator econômico. Venezuela. destacar as observações. não conseguiram evitar a sua reprodução. uma vez que. políticas e culturais que a sociedade oferece a quem se apropria da leitura e da escrita. dirigidas especificamente para esses setores. Ressaltamos que. exploratório. Os aspectos apontados serviram de guia. resistindo. segundo Torres (1992:39). Brasil. Dessa forma. como ele (a) considera a vida cotidiana de homens e mulheres simples que participam desses programas institucionalizados? No quarto questionamento discutimos a possibilidade de diferenciação do currículo da EJA em relação à alfabetização do ensino fund amental? O terceiro capítulo analisamos os dados obtidos no trabalho de campo que nos permitiram descrever e interpretar as questões formuladas em nossa pesquisa. sem dúvida. Guatemala. social. formulamos questionamentos que somente com o contato com os sujeitos encontraríamos respostas ou justificativas. até a década de 80 existia aproximadamente cinqüenta milhões de analfabetos acima de quinze anos em todo o continente. desde o período jesuítico até os dias atuais. A persistência do analfabetismo na América Latina. analisada e reconstruída dentro de uma proposta que considere seus participantes como seres históricos e sociais. Essa política subsidiaria os gastos que a escola básica requer. político e cultural próprio dos paises dependentes e que afetam grande parte da população. mas. Em análises comparadas entre os países latinos americanos o fenômeno do analfabetismo possui grande relevâ ncia entre si. entrevistas.essa denominação é utilizada pela UNESCO. possibilitando assim. não adquiriu ou não domina os códigos da escrita. as histórias de vida. a desaparecer. São os chamados analfabetos funcionais . O segundo capítulo apresenta os pressuposto teóricos da pesquisa etnográfica.

o que significa que 44% dos habitantes da América Latina viviam na pobreza e 21% na indigência. Seriam os padres jesuítas meros controladores das mentes de brancos. as taxas de escolarização não possibilitam comparações. o Brasil sempre foi mantido numa situação de dependência. de certa forma. No Brasil. do comercio e dos serviços.1. é bem pouco oque se destina à promoção da educação básica. por sua vez. Sua marginalidade era a essência de que vivia e se alimentava. Inglaterra e por último. Na avaliação de Sodré (1994:17). Essas condições são responsáveis não apenas pela persistência do analfabetismo nas regiões menos desenvolvidas. mas não se deve perder de vista as conseqüências adversas dessas mudanças. não se pode perder de vista os objetivos práticos da ação dos jesuítas no Novo Mundo que tinha como finalidade catequizar a população indígena e garantir a conversão à fé católica. responsáveis pelo fato de em 1989. mas es também de influenciar os índios adultos. não é estranho que cada vez mais os setores populares sejam excluídos de qualquer benefí io. Isso é inegável. não é válida para o caso de Cuba. essa c afirmação. através da alfabetização e da transmissão do idioma português tentavam a catequização direta dos indígenas adultos. a educação se constituiu em um dos instrumentos utilizados para interesses dos sucessivos grupos que ocuparam o poder. Pensar a educação a partir do marco da história da educação no Brasil nos remete ao sistema educacional fundado pelos jesuítas. A educação jesuítica pretendia chegar até eles através do ensino das crianças. ancorando a sua linha curricular de forma muito competente. As elevadas taxas de crescimento apresentadas pelos paises da região podem até expressar a ampliação das forças produtivas. pelos Estados Unidos. destas. Quase todos os países latinos americano são marcados por grandes desigualdades sociais. entre homens e mulheres. que. de 1991 destaca que há mais de 35 milhões de pessoas maiores de catorze anos que não completaram a quarta série do ensino escolar. pois.Educação de Adultos (CONFINTEA). Contudo. índios e mestiços? Parece -nos que o controle das almas exigia extrema habilidade. mas. 37% do total das famílias viverem em situação de pobreza e 17% em indigência . num processo de cristianização e aculturação dos nativos. aumentaram a escolarização. subordinava-a aos imperativos do meio social. das áreas urbanas. por profundas mudanças estruturais. a modernização do campo. A atuação sobre os meninos(as) indígenas não era somente um meio eficaz de preparar as novas geraçõ de aliados. fazendo maciço investimento na erudição de seus alunos. A falta de uma política dessa natureza desestimula a permanência dos alunos na escola. eximem o Estado das responsabilidades sobre as suas políticas sociais e de ser o gestor da educação. cerca de 15. com exceção. no que se refere à educação naquele país. e.7 milhões de pessoas residem nas cidades. por outro lado. por Portugal. o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Educação brasileira no período colonial Historicamente. nos grandes centros urbanos e entre grupos indígenas. em contrapartida. que. marchava paralelo a ele. pois era preciso mediante o ensino . afetado por um modelo de acumulação. acreditando que estes na relação familiar. sabe o quanto são insuficiente às -se verbas que a maioria dos governos reserva a ela. mas também nas áreas rurais. para promover e preservar essa dependência. é claro. Inicialmente. provocadas pela crise econômica. manter inabalável a estrutura da sociedade nascente com a predominância de uma minoria dominante sobre um grande número de escravos e agregados.3%) todas as demais desfrutam da escolarização (97. Desta forma. Também. das crianças que nascem biologicamente incapacitadas para o aprend izado (2. Na verdade. segundo Bertussi (1992:40).7%). e. sem aprofundar a sua atividade e sem outras preocupações senão o recrutamento de fiéis ou de servidores tornava possível a estrutura vigente. o desenvolvimento da industria. Tratava da -se aculturação sistemática dos nativos através da educação que perdurou por 210 anos. e que não relegou suas funções como dominadores espirituais. pelas orientações neoliberais. sendo estes os primeiros relatos de educação de adultos no país . Neste sentido. 1. dessa pequena cota. Pode-se até argumentar que essas situações estão mudando na medida em que o país da América Latina tem passado nas últimas décadas. O ensino jesuítico. por exemplo. pelo pagamento da dívida externa. garantiria o direito e a qualidade da educação. Em relação aos recursos destinados à educação. acabariam por influenciar seus pais.

1987:55). o povo foi excluído do sistema educacional dos jesuítas. no Pará. mas a educação das classes dirigentes. Os dados históricos permitem-nos concluir que o sistema educacional dos jesuítas era completamente alheio à realidade de vida da colônia e foi usado como um instrumento de cristianização e de sedimentação do domínio português.2. essas escolas tiveram um alto índice de evasão o que contribuiu .. parte da qual continuou nos colégios preparando-se para o ingresso na classe sacerdotal. na hierarquia social da colônia. um papel de grande importância na formação de nossas elites culturais. a vocação dos jesuítas era outra certamente.(PAIVA. E neste momento que ainda antecede a Proclamação da República. De acordo com Azevedo (1996:520).(AZEVEDO. já existiam 117 escolas por todo o país. Na verdade. onde quem mais sofrera com sua expulsão fora a elite. 1. com o ensino literário de fundo clássico. A crise do sistema escravocrata e a necessidade de uma nova forma de produção são alguns dos motivos para a difusão das escolas noturnas. o domínio das técnicas. em princípio. 1987:165). Tornou se necessário à organização de sistema de ensino para atender a demanda educacional da aristocracia portuguesa e preparar quadros para as novas ocupações técnico-burocráticas. tornou-se bastante influente no sistema educacional da Companhia de Jesus. A educação jesuítica refletia claramente o seu caráter elitista. esta se baseava principalmente na exportação da matéria prima. não a educação popular primária profissional. Essas considerações nos levam a pensar que a educação no períod o colonial não visava à formação do povo. que começou a ser industrial e urbana. alimentava uma cultura intelectual transplantada. A crise no sistema colonial e os caminhos percorridos pela educação popular A idéia de adotar uma política colonizadora através da conversão dos indígenas no Brasil colonial. por auxiliar na perpetuação de uma classe dominante. educação média para os homens de classe dominante. visava-se dar instrução aos escravos como forma de contribuir para a sua educação e. acessível. Segundo os interesses políticos que predominavam. que já estabeleciam fins específicos para sua educação. daí se justifica o fato de que mesmo a educação sendo obrigatória para todos não s eja. Os padres acabaram ministrando. No ano de 1854 surge à primeira escola noturna e. mas.512 -513). em 1876. de modo que pudesse atender a demanda necessária com qualidade. A educação de elite possuía seu público alvo. Afinal. No desenvolvimento da sociedade. 1997:35). já que. entretanto. no Maranhão. alienada e alienante (ROMANELLI. fez com que a coroa combatesse a ampliação desse controle provocando a regressão do sistema educativo implantado. de modo que a escola passou a assumir a função de educar para a vida e para a aprend izagem do trabalho. pois a educação popular era quase inexistente. grandes discussões foram travadas sobre a obrigatoriedade do ensino. 1996. o sistema educacional dos jesuítas. ao mesmo tempo. é que nasce juntamente com a educação elementar comum no Brasil à educação de adultos sob responsabilidade das províncias e funcionando em condições precárias. Já não era somente pela propriedade da terra e pelo número de escravos que se media a importância ou se avaliava a situação social dos colonos: os graus de bacharel e os de mestre em artes passaram a exercer o papel de escada ou de elevador. A universidade de Coimbra passou a ter. permitiu aos jesuítas desempenhar o papel de principais promotores e organizadores do sistema de educação.. e educação superior religiosa só para esta última (ROMANELLI. (PAIVA. surgiu a necessidade de se ter um certo domínio de conhecimento e que se apresentasse algumas habilidades de trabalho. Antes de 1870. da leitura e escrita não se fizeram necessárias para os membros da sociedade colonial. Segundo Paiva (1987:167). 1978:35). educação elementar para a população índia e branca em geral (salvo as mulheres). assim. pois não se destinou recurso suficiente para que se expandisse o sistema de ensino. ao contrário. sua autonomia na colônia. como nas províncias do Pará e do Maranhão. num momento em que quase não possuíamos uma rede elementar de ensino. que os homens do povo pudessem ter compreensão dos seus direitos e deveres. a educação de elite. além de fortalecer a organização social da época. A educação dos adultos indígenas tornou se irrelevante. por isso. não havia preocupação em expandir a educação a todos os setores sociais. Assim. e servia como patamar de ascensão social. Com a vinda da família real portuguesa para o Brasil modificou-se o panorama educacional brasileiro.

Para Paiva (1987:27). só voltando novamente a receber destaque quando se inicia um novo período de instabilidade política. Podemos observar na criação da lei Saraiva a seleção dos que poderiam fazer parte da vida política. após a divulgação de uma estatística realizada pelos Estados Unidos q ue apontava o Brasil como um país líder em analfabetismo.. da valorização da educação como instrumento de ascensão social. se caracterizou por preocupações eminentes quantitativas em relação à difusão do ensino. Por isso. com o poder de transformação de todos os problemas sociais. não saber ler não afetava o bom senso. nem cultura. Até a Primeira Guerra Mundial. a partir do momento em que a mesma se expandisse para todas as classes. teríamos de buscá-lo em Rui Barbosa. identificado como indivíduo incapaz.]. Até o final do império não havia sido colocado em dúvida à capacidade do analfabeto. porque o povo brasileiro ainda não sabe o alfabeto (NAGLE.] não impedia de ganhar dinheiro. ser chefe de família exercer o pátrio poder. 1974:39). O entusiasmo pela educação. tal vinculo é resultado da ação dos liberais. Não existem ainda profissionais ou técnicos da educação. esta era a situação usual da maioria da população e a instrução não era condição para a atividade do país. que servirá como um dos pontos de apoio do entusiasmo pela educação. um predomínio de um movimento conhecido como entusiasmo pela educação. nem organização. parece estar ligado ao problema da ampliação das bases eleitorais através do número de votantes proporcionado pela multiplicação das oportunidades de instrução elementar para o povo.] que aparece [. chegando-se a cogitar a extensão da obrigatoriedade escolar aos adolescentes e adultos nos lugares em que se comprovasse a in existência de escolas noturnas (PAIVA.. a dignidade. levanta-se no Brasil uma onda de nacionalismo. nem evolução.lei Saraiva -. Mas esta pregação perdeu nas -se transformações políticas do regime e na política dos governadores e a instrução popular viu . a maior parte das discussões sobre o problema da educação popular trava-se no Parlamento (através do debate dos projetos de reforma do Município Neutro) e seus debatedores eram políticos interessados no problema. visava à imediata eliminação do analfabetismo [. Somente quando a educação se converte em instrumento de identificação das classes dominantes (que a ela tem acesso). que permaneceria até a metade do século XX quando a educação de adultos terá maior relevância social.. Ressurgindo novamente em 1880. E.. se quiséssemos identificar algum no século XIX.] coincidindo com a maior firmeza conseguida pelo industrialismo [. da idéia de democratizar o ensino.. é que o analfabetismo passa a ser associado à incompetência. nem preparo. Começaram então a adotar o discurso de que era preciso combater a chaga do analfabetismo que nos envergonhava e nos imp edia de pertencer ao grupo das nações culturais. Percebe -se que. E nada disso existe no Brasil. e ele não era um especialista em educação.. mas um político de grande cultura e com a opinião de que. com seu célebre parecer. no período que sucede a Proclamação da República. patriotismo.. 1987:168). diminuída a sua importância. A constituição republicana de 1891 deu origem ao preconceito contra o analfabeto. muitos são os que acreditam na realização dos ideais democráticos e defendem a divisão do ensino primário. com o estímulo dado pela reforma eleitoral . trataram de encontrar um novo e complementar mecanismo de seleção: a instrução como o único meio capaz de excluir os escravos libertos ou os indivíduos das classes trabalhadoras que lograssem ultrapassar a barreira da renda. A chave da civilização é o alfabeto. nem progresso. Esse período se concretizou pelo entusiasmo pela educação. embora a seleção pela renda ampliava a consulta ao tornar a eleição direta.. que teve como um dos principais objetivos combater o analfabetismo. segundo Paiva (1988:83). o conhecimento [. mas particularmente. A educação vista como meio de desenvolvimento e progresso para o país. na década de 10. quem não tinha preocupação quantitativa imediata para a difus do ensino elementar ão . nem previsão. Há agora no país. Sem o alfabeto não haveria. no mundo. comprometendo o orgulho nacional daqueles que representavam o poder no Brasil.consideravelmente para o seu fracasso. principalmente. que iniciou desde 1891 com a seleção pela instrução. nem civismo. 1987:27). (PAIVA. Nesse parecer levantouse uma discussão política vinculando a luta pela difusão do ensino para a construção de uma nação de progresso. com o desencadeamento da primeira guerra mundial em 1914.

1987:28). com a decretação do Estado Novo. deslocando da economia e da formação social a origem dos problemas relevantes. enquanto que o restante da população continua analfabeta e inferiorizada. pois. Um exemplo de oposição e resistência que aconteceu neste período foi à fundação da União Nacional dos Estudantes (UNE). a educação começa a ser concebida como um problema nacional e as crises sócio-econômicas e culturais passam a ser atribuídas à ignorância da população. na preparação de técnicos para a indústria e para o setor de serviços. era preciso formar os contingentes de mão-de-obra necessários para atender ao crescimento das indústrias. esse segmentos aspiram por uma educação acadêmica e elitista.3. Essa necessidade de promover a educação e qualificação foi justificada por várias teorias ligada à política e a ampliação das bases eleitorais do país. nem no terreno pedagógico. com a industrialização e urbanização. que viria a ter grande importância no meio educacional.era considerado antinacional. a preparação técnica que aparece como a necessidade de formar trabalhadores para a indústria. Nesse período. e com incentivo externo. com a sedimentação do Estado Novo e o reconhecimento de que a educação possa ser um instrumento de manutenção ou transformação social. ajudando a mascarar os verdadeiros problemas que o país enfrentava. nova Constituição. A educação de adultos convertida a partir de campanhas No final da década de 40 e início dos anos 50. Na verdade. como meio de preparação de mão-de-obra qualificada para atender a economia urbana industrial.4. eleições. nem no sentido mais geral. novos rumos pela criação de mecanismos institucionais voltados para a sustentação do crescimento industrial. mas não menos verdadeira: a de mascarar a análise da realidade. forma-se a nova burguesia urbana e estratos emergentes de uma pequena burguesia exigem o acesso à educação. propõe-se a criação do Estado-nação onde sobressai à criação de um sistema de educação que deverá se articular com a organização do trabalho. política e cultural. No plano político. sendo seu traço mais especifico a preponderância dos interesses ligados à industrialização. Já no seu primeiro discurso à nação o presidente Vargas anuncia a necessidade da reorganização do trabalho e da educação. Já. para a disciplina do trabalho. pois a preocupação maior estava vinculada ao aumento do poder da classe burguesa (PAIVA. tornase uma necessidade promover a educação do povo para acompanhar a fase de desenvolvimento que se instalava no país. como representante de um grupo que detém o poder. difusão do ensino técnico -profissional. 1. Enquanto os movimentos populares de oposição tentam se utilizar.. Após a Primeira Guerra Mundial. Ressaltamos ainda que não havia profissionais da educação. 1. no plano econômico. como o elemento responsável pelo escasso progresso do pais e pela impossibilidade de Brasil participar do conjunto das nações de culturas. A educação pelo trabalho no Brasil: um projeto de classes sociais Considera-se a década de 30 um período crucial da evolução histórica do país. passa a utilizar o sistema educativo e a educação escolar como forma de difusão ideológica através de um currículo homogêneo tradicional e conservador. na incorporação de novos elementos na educação popular. vítima do controle político que se mantinha nas mãos das oligarquias agrárias. A própria. sobretudo a partir de 1937.. Nos anos 20 aparecem os primeiros profissionais da educação que tentaram sustentar a crença em seu descompromisso com idéias políticas defendendo o tecnicismo em educação e trazendo implícita a aceitação das idéias políticas dos que governam. a crise sócio -econômica. a educação popular vinculada pelo entusiasmo na educação nada mais foi do que uma expansão das bases eleitorais. o próprio governo. Ciência e Cultura (UNESCO) órgão vinculado a Organização das Nações . associam a posição o preconceito contra o analfabeto. A necessidade de se universalizar à instrução elementar cumpria uma finalidade menos consciente. no plano educacional. através dos centros culturais. No plano ideológico. Foram os políticos que se encarregaram de promover a oportunidade para a educação elementa e se permitiram a teorizar sobre o r assunto. na avaliação de Paiva (1987:28). dos meios de trabalhos e de cultura popular. Fala-se a partir daí. como instrumento de transformação. O que vai correr. havia uma mistura de preconceito contra o analfabeto que perpetuava numa visão humanitarista com sentimentos patrióticos. no preparo técnico. Organização das Nações Unidas para a Educação.

criando até um slogan ser brasileiro é ser alfabetizado. só que com um discurso eivado de consideração e justificação técnica. 1988:15). a alfabetização funcional tende a dar aos adultos iletrados os recursos pessoais apropriados para trabalhar produzir e consumir mais. a educação dos adultos se converteu num requisito indispensável para uma melhor reorganização social com sentido democrático e num recurso social da maior importância para desenvolver entre as populações marginalizadas o sentido de ajustamento social. um processo educativo diversificado que objetiva converter os alfabetizados em elementos conscientes e eficazes na produção em geral. distribuição de auxilio em material escolar para quem se dispusesse a contribuir na campanha de educação de adultos. defendida de forma simplista. devemos educá-los para que cada homem ou mulher possa ajustar-se à vida social e às preocupações de bem estar e progresso social. A campanha significava o combate ao marginalismo. maior de 18 anos era analfabeta (recenseamento de 1940).feito em função da vida e das necessidades do trabalho. Na verdade a idéia de integração esteve presente em toda a teorização da . econômica e social. O conceito de educação elaborado pela UNESCO enfatizava a relação entre educação e desenvolvimento. o ministro da educação convoca os delegados estaduais e municipais para uma reunião a fim de tratar dos problemas relativos à campanha. social e cultural do país. A responsabilidade de organizar um plano geral da Educação de Jovens e Adultos. antes de tudo. observa Paiva (198 7:179) que. A própria situação mundial e nacional intensificou os trabalhos na área de educação de adultos que vinha se realizando lentamente desde 1942. política. e o país possa ser mais coeso e mais solidário. E devemos educá-los porque essa é a obra de defesa nacional. principalmente após a revelação de que 55% da população brasileira. que elaborou propostas para a ampliação de ensino como: criação de escolas noturnas. seu fundamento político evidenciava uma campanha de salvação nacional. quando foi criado o Fundo Nacional de Ensino Primário. e em janeiro de 1947 foi aprovado o plano de Campanha de Educação de Adolescente e Adultos (CEAA). que determinava concessão de auxílio federal ao ensino primário e estabelecia 25% de seus recursos ao ensino supletivo de adultos analfabetos. Do ponto de vista econômico. como pré -requisito para a inserção plena do indivíduo no ambiente cultural e afirma a necessidade de transmissão de conhecimento técnico-profissional que habilitassem o educando para o trabalho. Em 1947.Unidas (ONU). provem antes de tudo os 55% de analfabetos. Nesse conceito é explicitada a necessidade de desenvolver uma metodologia especial para a educação de adultos entendida como: um processo global e integrado. A incorporação de alguns discursos baseado no preconceito contra o analfabeto de alguns participantes do debate. uma nova abolição. Lourenço também defendeu a campanha responsabilizando a falta de educação do povo. para que o marginalismo desapareça. de formação técnica e profissional do adulto em sua forma inicial . menos sofisticada. Os apelos da UNESCO foram absorvidos no Brasil. e com muitas discussões sobre a necessidade da educação de adultos. E na base de tudo isto estava algumas idéias defendidas pelos entusiastas da educação que colocavam o analfabetismo como causa e não efeito da situação econômica. porque concorrerá para que todos saibam trabalhar mais eficientemente. inclusive criando um conceito de educação funcional. por parte dos problemas sociais: em seu entendimento ele afirmava que a grave crise social do país. era a mesma idéia de integração política dos analfabetos e de democratização das oportunidades educacionais como armas para a eliminação do marginalismo social. retomaram alguns aspectos do entusiasmo pela educação. conforme o pronunciamento de Lourenço Filho: devemos educar os adultos. os delegados do estado apoiaram a idéia de se realizar o I Congresso de Educação de Adultos que aconteceu num clima de entusiasmo pelo programa. atendendo basicamente aos apelos da UNESCO. que. ficou a cargo do Instituto Nacional de Estud os Pedagógicos (INEP). passou a estimular a criação de programas nacionais de educação de adultos analfabetos. Após a aprovação do p lano de campanha. A respeito das intenções da CEAA. segundo Paiva (1987:185). do ponto de vista social a facilitar-lhe sua passagem de uma cultura oral a uma cultura escrita (CUNHA. Este procedimento marcou o iníco da i institucionalização da educação de adultos pela União.

A idéia central do diretor da campanha era a de que o adulto analfabeto é um ser marginal que não pode estar ao corrente da vida nacional e a esta idéia se associa a crença de que o adulto analfabeto é incapaz. e que. Tanto a CEAA. acabando por excluí-los. e pretendiam contribuir para acelerar o processo evolutivo do homem rural despertando nele o espírito comunitário.no caso a organização social da comunidade . Paralelo a Campanha de Adolescente e Adulto. justificando todos os problemas do país pela falta de educação e cultura do povo brasileiro. (PAIVA.campanha. com a ignorância da população. entre 9 e 16 de julho de 1958. encontra nessa campanha a crença de que os problemas do meio rural podem ser solucionados através da educação. A educação teria por objetivos integrar o homem a vida cívica e unificar a cultura brasileira. chegou-se à conclusão de que era preciso outro congresso nacional para rediscutir a educação de adultos. técnicas simples de trabalhos e mensagem de moral e cívica. pela primeira vez. Dez anos após o lançamento das campanhas. as duas campanhas seguiram rumos desvinculados da realidade dos grupos que se queria atingir. busca de soluções adequadas para o problema. e o fracasso da CEAA. ela se associa às características do otimismo pedagógico. Pressupostos teóricos para uma nova alfabetização A necessidade de discutir propostas para a educação de adultos. sobre o seu modo de produção. realizou-se no Rio de Janeiro. CNER. criou a -se Campanha Nacional de Educação Rural (CNER). Os promotores desta experiência acreditavam explicitamente que a esperança da melhoria das condições de vida econômica estaria fundamentalmente na educação de base.5. contudo. Sua finalidade maior era estudar o . Desvincula-se a reflexão sobre os métodos educativos a serem empregados na comunidade . onde seus representantes defendiam que a escola não ia bem. estava ligadas as modificações que o país atravessava no final da década de 50. material didático especifico que ensinavam a leitura e a escrita para o adulto. político e cultural das pessoas. e nas li ões ç finais era formados de pequenos textos contendo orientação sobre saúde. foram considerados inoportunas. considerando a cultura dominante como a única e verdadeira se mantendo fiel ao seu fundamento político. O IIº congresso foi convocado e patrocinado por diversas entidades publicas e privadas e com o apoio do ministro da educação professor Clovis. Depois seguiria uma etapa de ação em profundidade voltada à capacitação profissional e ao desenvolvimento comunitário. da difusão da idéia e do valor da auto ajuda. e a conclusão de que a mesma era insuficiente. quanto a CNER. era orientado pelo método silábico. foi um dos fatores relevantes para a convocação do IIº Congresso de educação de adultos. em detrimento do meio rural. era preciso buscar outros caminhos para solucionar os problemas. independente das reais condições econômicas das mesmas. a idéia de valor humano e o sentido de suficiência e responsabilidade para que não se acentuassem as diferenças entre a cidade e o campo. políticos e culturais.da reflexão sobre a sociedade como um todo. como se a mera aplicação de técnicas fosse suficiente para provocar o desenvolvimento sócio. os programas de educação em comunidades rurais promoveriam o seu desenvolvimento. sua formação social e suas conseqüências. e mais a condensação do curso primário em dois períodos de sete meses. O próprio método de ensino e de leitura dos adultos conhecido como Laubach inspiraram a iniciativa do Ministério da Educação de produzir. pretendia-se. 1987:200). e que além de produzir pouco é explorado freqüentemente em seu trabalho. que o seu fracasso era eminente por causa do método tradicional que não levava em conta as necessidades dos alunos no planejamento. era uma espécie de missões rurais que tinham como objetivo principal passar de ação extensiva para ação em profundidade. numa primeira etapa uma ação extensiva que previa a alfabetização em três meses. Por isso. 1. devido a sua atuação não ter sido suficiente para atender aos princípios pedagógicos esperados. Por isso as missões educativas penetravam no interior para incentivar a elevação dos padrões de vida e a solução dos problemas coletivos através da organização comunitária. formando novos contingentes eleitorais. como uma tentativa de uma revisão conjunta dos profissionais da educação daquilo que se fizera no país em matéria de educação de adultos e. e que.econômico. que deveria ser memorizada remontada para formar palavras. com o lançamento da campanha em 1947. ligando todos os problemas sócio-econômicos.

. Por seu lado. Ressaltamos que o trabalho de educação popular em particular de alfabetização foram todos inspirados nas idéias de Paulo Freire.. chamava a atenção para as causas sociais do analfabetismo e condicionando a sua eliminação ao desenvolvimento da sociedade. ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A preparação do plano contou com forte engajamento de es tudantes. empreendidos por intelectuais. Atuaram e desenvolveram atividades aplicando essas novas diretrizes. deixavam de lado as -se causas pedagógicas. os educadores do Movimento de Educação de Base (MEB). (CPCs). e todas com um ideal de educação de adulto que não condizia com a realidade. algumas das teses defendia a educação que servisse como instrumento que prevenisse a sub versão. o congresso ofereceu oportunidade para a manifestação de diversos grupos de educadores. todos num objetivo de buscar encontrar caminhos de transformar a educação de adultos. particularmente durante o governo Goulart. foi aprovado o Plano Nacional de Alfabetização.] Outros consideravam que os trabalhadores não poderiam ficar a mercê de uma minoria que constitui o governo e decide o destino da pátria. nos Centros de Cultura Popular. O pensamento pedagógico de Paulo Freire. mas o que chamou mais a atenção foi o do congressista Paulo Freire que apresentou um trabalho com o tema: a educação dos adultos e as populações marginais: o problema dos mocambos. que podiam ocorrer com uma alfabetização em massas da população rural [. Segundo Paiva. A educação das massas seria o único caminho para a revolução brasileira. assim como sua proposta para a alfabetização de adultos. O II congresso marca o inicio da transformação do pensamento pedagógico brasileiro. pois. Eram discussões com mistura de entusiasmo e realismo em educação que se manifestavam em cada palestrante. fazer uns balanços das realizações brasileiras. nos estados do Norte. formas e aspectos sociais da educação dos adultos. para Paiva (1987:209) este trabalho.problema da educação dos adultos em seus múltiplos aspectos. ou seja. com idéias de se tomar como ponto de partida o universo real de conhecimentos do educando dentro de uma prática educacional que valorizasse a cultura popular e que viesse a lutar contra a marginalização cultural do homem das classes pobres. 1987:211). Em janeiro de 1964. segundo Paiva. A equipe pernambucana tratava de identificar no pauperismo e na ignorância as causas imediatas do analfabetismo (PAIVA. 1987:209). as preocupações quantitativas não se acompanham mais do preconceito contra o analfabeto (PAIVA. sindicatos. bem como. esse educador constituiu uma proposta de mudança radical na orientação e objetivos do ensino. (1987:252). Esses diversos grupos de educadores foram se articulando e passaram a pressionar o governo federal para que os apoiasse e estabel cesse e uma coordenação nacional de iniciativas. e . outras aconselhavam um procedimento cauteloso para evitar perturbações sociais. estudar as finalidades. inspiraram as principais proposta de alfabetização e educação popular que se realizaram no país no inicio dos anos 60 essas propostas foram . clamavam pela erradicação do analfabetismo. seus problemas de organização e administração. tornando-o agente de sua própria educação. sobretudo analfabetas. preocupados estes em buscar novos métodos para a alfabetização dos adu ltos. afim de que se pudesse ter no Brasil uma verdadeira democracia e esta somente era possível quando todos os maiores soubessem ler a chapa do candidato da sua escolha.. mas também participa de sua transformação. por intermédio de emissoras de rádio. a chamada Pedagogia da Libertação ou Pedagogia dos Oprimidos. intelectuais. Com o abandono do otimismo pedagógico e a re-introdução da reflexão sobre o social na elaboração das idéias pedagógicas. que visava oferecer um ensino para as camadas populares. foi possível constatar aspectos característico do realismo em educação. (1987: 209). Várias teses foram defendidas pelos participantes. a consideração dos aspectos internos do processo educativo a lado de uma vinculação com a vida da sociedade. Além dos métodos e processos pedagógicos mais adequados a esse tipo de educação. que reuniam artistas. e tinham apoio das administrações municipais. que previa a disseminação por todo o Brasil da proposta orientada por Paulo Freire.. estudantes católicos engajados numa ação política junto aos grupos populares. Nordeste e Centro Oeste com o apoio do poder público. partido da compreensão de que o aluno não apenas sabe da realidade em que vive. Inúmeros trabalhos fora apresentado. visando seu aperfeiçoamento.

mas que fosse transformado através do dialogo. inaugurou-se uma nova etapa na educação de adulto no Brasil. Neste sentido o diálogo parecia ser o único caminho possível. faria um levantamento das palavras utilizadas pelo grupo e desse universo selecionaria as palavras com maior intensidade e. a intenção de problematizar essa realidade. Dessa perspectiva. ou seja . Freire propunha ainda o momento inicial em que o conteúdo do dialogo educativo girava em torno do conceito antropológico de cultura. Mas. o trabalho. que sempre reduziu o analfabeto à condição antes de objeto. O povo emergia nesse processo. o objetivo era. antes mesmo de iniciar o aprendizado da escrita. Freire propunha uma educação que não negasse sua cultura. o analfabetismo passava a ser interpretado agora como um efeito da situação de pobreza gerada por uma estrutura social não igualitária. utilizando uma serie de ilustração que deveriam dirigir a discussão na qual fosse evidenciado o papel ativo dos homens como produtores de culturas e as diferentes formas de cultura: a cultura letrada e a não letrada. procurando expressar o universo vivencial dos alfabetizando. 2001:92 Evitando repetir os erros ). Os analfabetos deveriam ser reconhecidos como homens e mulheres produtivos que possuíam culturas. inserindo-se nele criticamente. Fazia-se necessário. a alfabetização e a educação de base de adultos deveria partir sempre de um exame critico da realidade existencial dos educandos. Para Paulo Freire: a sociedade tradicional brasileira fechada. Tomando o educando como sujeito de sua aprendizagem. O pensamento de Paulo Freire se construiu numa prática baseada num novo entendimento da relação entre a problemática educacional e a problemática social. se fazem críticos na busca de algo e. se havia rachado e entrado em trânsito. ou seja. que deveria ser transformada em consciência crítica. Primeiro deveria contribuir para o homem perceber o seu papel como sujeito e não como mero objeto de base para a mudança de suas atitudes. cujo princípio básico pode ser traduzido numa frase que ficou célebre: A leitura do mundo precede a leitura da Palavra. optou pela utilização de temas geradores que era a pesquisa sobre a realidade existencial do grupo com o qual iria atuar. Nessa época ele referia-se a uma consciência ingênua ou intransitiva. a religião. Paulo Freire criticou a chamada educação bancária. Nesse período foram produzidos diversos materiais de alfabetização orientados por esses princípios. Rejeitando a utilização das cartilhas. a arte. querendo participar e decidir. chegara o momento de sua passagem para uma sociedade aberta e democrática (PAIVA. implicando um profundo comprometimento do educador com os educandos. portanto. os ideais pedagógicos que se difundiam tinham um forte componente ético. levar o educando assumir-se como sujeito de sua aprendizagem. notadamente o conteúdo mais adequado para ajudar o analfabeto a superar a sua compreensão mágica do mundo e desenvolver uma postura critica diante de sua realidade. Freire elaborou uma proposta de alfabetização de adultos conscientizadora. que considerava o analfabeto ignorante. por isso. que de sujeito. abandonando sua condição de objeto da história. Surgiu uma . se antes este era visto como uma causa da pobreza e da marginalização. principalmente. desta forma organizava o conteúdo segundo os diversos padrões silábicos existentes. como ser capaz e responsável. Esses materiais continham palavras geradoras acompanhadas de imagens relacionada a temas para debate. O que caracterizava esses materiais era não apenas a referência à realidade imediata dos adultos. pois nele os dois pólos se ligam. da identificação das origens dos seus problemas e das possibilidades de superá-los. mas. Antes de entrar para os estudos dessas palavras geradoras. Depois através dos debates iniciava-se o processo de alfabetização. onde a reflexão sempre partia da própria análise da sociedade brasileira como uma sociedade em trânsito. herança de uma sociedade agrária e oligárquica.diversos grupos estimulados pela efervescência política da época. normalmente elaborados regional ou localmente. que o processo educativo interferisse na estrutura social que produzia o analfabetismo. uma es pécie de tabula rasa (gaveta vazia) onde o educador deveria depositar o conhecimento. qual o conteúdo desse dialogo? Seria. Além dessa dimensão social e política. Com a proposta de Paulo Freire. necessária ao engajamento ativo no desenvolvimento político e econômico da nação (FREIRE. só aí há comunicação. de uma educação alienada.1987:251). e realizaria o estudo da escrita e a leitura a partir da realidade do grupo.

foi financiado pelo governo da União e da Fundação Norte Americana Agnes Erskine (USAID). cada uma pretendendo oferecer. A cruzada do ABC tinha como objetivo preparar o semi-analfabeto para estar em condições de além de receber o grau de instrução primária em 2 anos.6. afim de que ele deixasse de ser um peso morto para a sociedade. 1. 1987:263) Além de ser defendido pela cruzada. o segundo. e do seu material didático e da modificação do método Paulo Freire. Entretanto. caracterizou-se pelo desaparecimento ou pela paralisação progressiva das atividades de um grande número de movimentos destinados a educação dos adultos. os compromisso internacionais do Brasil na área educativa incluía o combate ao analfabetismo. Neste sentido Freire (1982:41) se expressa definindo sua pedagogia como: uma pedagogia humana e libertadora. em que os oprimidos vão revelando o mundo da opressão e vão compromentendo se na práxis. no conjun das fases. Em 10 de agosto de 1967. e o plano complementar. a paralisação dos esforços brasileiros no sentido de diminuir sua porcentagem de analfabetos e de educar sua população adulta repercutia mal internacionalmente e a UNESCO voltava a reiterar aos paises membros seus apelos no sentido de que desenvolvessem tais programas. Dentro das suas atividades a Cruzada preocupou com a formação de -se pessoal treinado para a educação de adultos (supervisores e professores) e com a preparação de material didático. a politização era substituída pela cristianização (grifo nosso). o programa Cruzada do ABC. inclusive cartilhas. a ABC pretendia oferecer ensino profissional ao adulto recém . Entretanto. o problema da educação dos adultos é deixado de lado pelo ministério da educação. transformada a realidade opressiva. passou a encontrar resistência nos mais diversos setores (PAIVA. Segundo Emmanuel de Kant. esta pedagogia deixa de ser a do oprimido e passa a ser a pedagogia dos homens em processo de permanente libertação. um to programa equivalente ao primário regular. a cruzada ABC assinou um convênio com o Ministério da Educação (MEC) e um compromisso de atingir um total de 2 milhões de adultos e analfabetos num prazo de 5 anos. que tem dois elementos distintos.alfabetizado. em seguida recebeu apoio financeiro do Estado e. Sobrevivendo apenas algumas iniciativas. Seu programa de alfabetização era realizado em 4 fases (5 meses cada fase). Esse programa começou num bairro pobre do Recife. sucessivamente. Nos dois primeiros anos do novo governo. Na opinião de PAIVA (1987:283). O primeiro. A ditadura militar e o retrocesso na educação de adulto O período posterior a abril de 1964. atendendo puramente aos objetivos da política governamental sem desenvolver atividades que contrariassem os interesses do Brasil. O preconceito contra o analfabeto. após o Golpe Militar de 64. viver é lutar substituído por Mutirão. essa mudança da reorientação observou imediatamente no nível -se didático. o governo da União retoma as atividades da educação através do ministério educação. Na verdade o adulto analfabeto foi visto pela Cruzada ABC como um parasita econômico incapaz de contribuir para o desenvolvimento do país. no interior. o seu regime político e os valores éticos da civilização cristã. e do apoio a Cruzada da Ação Básica Cristã (ABC) que teve origem quando um grupo de professores do colégio de Pernambuco criou um programa voltado para a educação de adultos. em que. provocado pela instalação do governo revolucionário que desencadeou. como o Movimento de Educação Básica (MEB) devido ao seu vinculo com a Conferência Nacional do Bispo do Brasil (CNBB) que aceitou a re formulação de sua metodologia. forte repressão sobre os grupos e instituições que atuavam em projetos d educação e popular rompendo com os projetos centrados na libertação. também fazia parte dos discursos do Ministério da Educação.pedagogia que explicitando seus fundamentos filosóficos e metodológicos. passando a produzir para o seu bem estar. voltava -se exclusivamente para os adultos. foi alvo de criticas no Seminário realizado pela Superintendência para o . uma vez que a maioria dos indivíduos empenhados no trabalho era evangélica e estavam ligadas as igrejas protestantes norte-americana. saber discernir e escolher seus próprios dirigentes e decidir pela sua própria vida. inspirados numa mística protestante. Finalmente. passando o MEB da ênfase sobre a conscientização para dar ênfase sobre a ajuda mútua. grandemente combatido no período anterior. o que se constitui como um retrocesso à concepção que se tinha no inicio das primeiras campanhas de educação de massa. em 1967. além disso.

sem. Em 1985. o governo da união resolveu dar ênfase ao planejamento educacional. contudo modificar sua estrutura e orientação. desvinculada da sua condição histórica e social transformando as idéias pedagógicas de Freire num emaranhado de técnicas neutras descontextualizadas. suas diretrizes pouca influência exerceram. permitindo observar as modificações sofridas pela abordagem do fenômeno educativo nesses meios. buscando uma educação para o desenvolvimento para uma sociedade em mudança. de Fundação Educar. com sede em Brasília. Entretanto. não contribuiu para alfabetizar. baseadas na alfabetização funcional que na opinião do professor de OLIVEIRA (1985:30). E. a ligado ao desenvolvimento comunitário. Neste sentido. Agora dentro das competências do MEC e com finalidade .895. As orientações metodológicas e as matérias didáticas do MOBRAL reproduziram muitos procedimentos consagrados nas experiências de inícios dos anos 60. Em sua totalidade o MOBRAL foi um malogro. fortalecendo o modelo de dominação vigente através de materiais didáticos. e defenderam uma educação abordada dentro de um a de educação de base. pois. livros de integração que transmitiam as idéias relativas à comunidade. O documento final do seminário embora transformado em publicação. o MEC determinou que. as discussões e sugestões do que realmente poderia ser feito. se a realização do Seminário ofereceu oportunidade de contato a muitos profissionais da educação do país. Representou. nem por isso foi extinto completamente. segundo Paiva (1987:209). Propunha-se a alfabetização a partir de palavras chave retiradas da vida simples do povo. um desperdício enorme de recursos financeiros. tomando como base os estudos desenvolvidos pela economia da educação. mas sim para despolitizar o movimento de alfabetização de adultos por Paulo Freire. formando op iniões de uma grande camada da população através de um redirecionamento que impedia qualquer prática de libertação e conscientização do ser humano visando à integração a um modelo brasileiro que ansiava para a hegemonia de um regime político. Os técnicos deixaram claro sua oposição a este tipo de educação e consideraram a entidade incapaz de dar continuidade ao programa. mas esvaziando de -os todo o sentido crítico e problematizador. através do decreto nº 57. No entanto. como estava pouco habilitada no terreno que desejava atuar. isto é. priorizando -se principalmente aqueles municípios com maior possibilidade de desenvolvimento. a solução encontrada para o MOBRAL não foi à extinção foi à troca dos nomes da organização. O MOBRAL constituiu-se como organização autônoma em relação ao MEC. e ainda se intitulava a única entidade qualificada do país na tarefa de educação de adultos precisava enviar técnicos para curso nos estados unidos. deveres cívicos etc. pátria. a responsabilidade de elaboração do programa intensivo de erradicação do analfabetismo caberia ao Departamento Nacional de Educação. assim a denominar -se. das novas condições políticas do país. Apesar de não ter sido distribuído o documento elaborado no seminário. ilustrados por dados estatísticos inexistente. seja nas suas intenções eleitoreiras. o MOBRAL passou. Esse programa era a resposta do regime militar à ainda grave situação do analfabetismo no país. isso sim. família. não estimulando o exercício da cidadania. com um desconhecimento absoluto da experiência brasileira em educação de adultos. Nasceu. o potencial político eleitoral da organização foi o de maior abrangência em todo território nacional só comparada com a da Igreja Católica o que lhe conferiu argumento para sua extinção. o MOBRAL foi concebido como um sistema educacional que visava o controle da população.Desenvolvimento do Norte (SUDENE) em 1967. pois. com o propósito de não concorrer para a formação de grupos de pressão. segundo Cunha (1991: 286). seja na intenção de promover a alfabetização das grandes massas de iletrados do país. não foi sequer distribuído. com o propósito de não estimular a consciência critica. Assumiu o controle dessa atividade lançando o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL). começou pela rejeição de grande profissionais da educação brasileira que não concordava com os seus métodos e se recusaram a participar do programa. Na verdade. mas as mensagens apelavam sempre ao esforço individual dos adultos analfabetos. instalando-se em todos os municípios do Brasil por meio de comissões municipais constituído através de negociações entre o prefeito e a sociedade civil local. o seminário permitiu verificar os balanço das políticas educacionais publicas.

Diferente das campanhas realizada durante os vinte anos de ditadura militar. Para Paulo Freire o compromisso de um governo democrático à frente da secretaria municipal de educação era. possibilitando ao educando uma leitura critica da realidade e conscientização política. refazer medidas que aprimorem o processo de democratização da escola publica. pela desumanização em massa. fazendo-a pública também. um verdadeiro mito da pedagogia critica (GADOTTI & TORRES. ele se originou de uma parceria entre os movimentos sociais e o setor público (SOUZA. para o próprio Freire. em 1990. Experiências isoladas de educação popular após a década de 80 Foi nesta perspectiva que em 1º de janeiro de 1989 um partido popular assumia a maior cidade do país. a educação de adultos foi levada a uma estagnação política e pedagógica vazia e superficial. 2001:181) O Mova foi estruturado em estreita colaboração como os movimentos populares de alfabetização de adultos da cidade de São Paulo. essa fundação não executava diretamente os programas. abrindo canais a partir da nova administração com muita transparência administrativa. independente da idade. para se tornar possível essa democratização foi necessário respeitar autonomia dos movimentos sociais e suas organizações. em que se primara pela preservação da ordem e. pois. com proposta clara de prioridades que possibilitaram a implantação de instrumentos de participação popular. pouco se alfabetizou após a implantação do regime militar. chegamos à década de 90 com políticas públicas educacionais pouco favoráveis a este setor. Apesar do artigo que definiu na constituição a educação como direito de todos. com grupos populares que já desenvolviam trabalhos de alfabetização juntos com outros setores como as igrejas. 1992:12). reforçando o incentivo à participação popular e a luta pelos direitos sociais do cidadão. sobretudo o aprimoramento do processo de democratização da escola publica. o Movimento de Alfabetização (MOVA). Dentre elas a necessidade urgente de indicar um novo secretario municipal de educação. e. Ressaltamos que esse movimento não foi idéia de Paulo Freire. Embalado pelo discurso de desqualificação da educação de pessoas jovens e adultas contido nas propostas de educadores brasileiros e da assessoria do Banco Mundial. de 0rganizações não Governamentais (ONGs) e de empresas. Conseqüentemente. a proposta de emenda constitucional introduziu uma novidade por meio de uma sutil alteração no inciso I do artigo 208. para Gadotti (2001:94). Com base nesses pressupostos políticos pedagógicos é que se implantou em São Paulo.especificas de alfabetização. colocando a educação de jovens e adultos no mesmo patamar da educação infantil. É possível o empenho de ir tentando começar ou aprofundar o esforço de tornando a escola publica menos má. membro este do Partido dos Trabalhadores (PT).7. formar pessoas com maior capacidade de autonomia intelectual. São Paulo. passava a fornecer apoio técnico e financeiro as ações de outros níveis públicos. As ações do MOVA-SP foram norteadas com princípios e objetivos de reforçar e ampliar o trabalho dos grupos populares que já trabalhavam com alfabetização na periferia. ele fez parte de uma estratégia de ação cultural voltada para o resgate da cidadania: formar governantes. A Fundação Educar foi extinta em 1990. Somente alguns estados que sempre tiveram grupos com história política voltada para organização popular se preocuparam em firmar convênios que possibilitasse melhores perspectivas de educação e participação popular. estava sendo definida uma nova concepção de Educação de Jovens e Adultos a partir da Constituição Federal de 1988. Na opinião de Garote (2001:92). ao contrário. O governo manteve a gratuidade da educação pública a todos que não tiveram acesso à escolaridade básica. Entretanto. que pudesse liderar democraticamente a construção de um novo projeto pedagógico e. reconhecendo que a sociedade foi incapaz de garantir escola bási a para todos na idade c adequada. Paulo Freire foi o escolhido como uma opção mais lógica. porque os programas que foram ofertados após 1988 est iveram longe de atender a demanda populacional. 1. pois em sua opinião: é possível rever. multiplicadores de uma ação social libertadora o MOVA-SP estava contribuindo com esse objetivo ao fortalecer os movimentos sociais populares e estabelecer novas alianças entre sociedade civil e Estado. e no ano seguinte criaram o Plano Nacional de Alfabetização (PNAC) extinto um ano depois. A filosofia do MOVA demarcou uma nova concepção de educação e de alfabetização baseados na concepção .

Estudos realizados têm comprovado que na América Latina. e o SEJA parte do pressuposto que as classes populares. o compromisso de se garantir participação crítica dos alfabetizando no processo político. A nova administração não comungava desses princípios. mas isso não aconteceu. de sílabas. de letras e de exclamações (FREIRE. e não existe uma preocupação por parte do governo em criar programas que considerem o perfil psicológico ou as necessidades concretas. onde os grupos. a população que necessita de educação e alfabetização é muito especifica. na opinião de Gadotti (1992:94). aproximando os alfabetizando de uma compreensão da linguagem. os sujeitos construtores da dialogicidade no processo de alfabetização e de todos os processos educativos emancipadores. por sua seriedade constituir um tempo de introdução. o mútuo respeito às diversidades das pessoas envolvidas. porque na maioria é constituída de uma população rural ou estabelecida há pouco tempo nas cidades. em especial no Brasil. como pretendem freqüentemente os políticos. O projeto MOVA é um dos raros exemplos de parceria entre sociedade civil e Estado. O que mais interessava aos seus idealizadores e aos movimentos populares era que o projeto tivesse continuidade como parte integrante do sistema municipal. não é apenas o momento em que mecanicamente a mente burocrática do educador inicia o tratamento burocratizante da mente dos alfabetizando. os programas educacionais representam uma inversão educacional na medida em que refletem uma estratégia econômica do estado cujos objetivos é que as pessoas tenham uma melhor formação e acesso a cargos mais interess ntes no a mercado de trabalho. engajados numa política de educação para humanização. realizadas tanto na América Latina. essa experiência com os grupos populares consolidou uma prática substantivamente democrática a partir de um intenso e criativo trabalho pedagógico. Ela é.libertadora de educação onde o alfabetizando era ativo em seu processo de conhecimento e. com a criação do Serviço de Educação de Jovens e Adultos (SEJA) que. sobretudo um encontro político pedagógico de reinvenção da linguagem escrita e necessariamente lida. possuem um . A presença de Paulo freire à frente da secretaria municipal de educação do município de São Paulo. e. e. Outra experiência isolada de educação de adultos aconteceu em Porto Alegre. Até que ponto em uma sociedade dependente estes representaria. políticas e econômicas dos ben eficiários (TORRES. desde então. o MOVA-SP. e. A década de 90 está marcada pela ampliação de estudos voltados à educação de adultos. a administração que assumiu a prefeitura em 1993 extinguiu o projeto. fazia parte de uma estratégia de ação cultural voltada para o resgate da cidadania. formar pessoas com maior capacidade de autonomia intelectual. a alfabetização é vista em profundidade. Para Paulo freire. onde estes estão baseados. 1992:20). o empenho de se governar junto aos movimentos sociais. no argumento de que. (SP) teve um significado notável para muitos educadores populares que sempre estiveram no terreno da sociedade civil e quase sempre no campo da oposição. está claro que os programas de educação de adultos não podem preencher a brecha existente entre os modos deprodução tradicional e muito menos os avançados. Ressaltamos a coerência desses argumentos em relação a esses programas educacionais para adultos. vem desenvolvendo uma proposta educacional com embasamento político pedagógico voltada aos interesses e necessidades daqueles cidadãos que não tiveram acesso à educação. como o ensino regular e o supletivo. respeitando o saber do senso comum. no ano de 1989. uma resposta real a nova demanda de mão-de-obra capacitada? Por meios de programas insuficientes que não preparam sequer para empregos primários. nem tão pouco satisfazer as necessidades dos pobres em curto prazo. O MOVA-SP foi uma nova e importante contribuição associada a outros programas da secretaria municipal de educação de São Paulo. como. diferente das políticas e programas de educação de adultos adotadas em toda a América Latina. recheando-as de frases. sobretudo. os alunos do pro grama. sem perderem suas identidades. de palavras. recebiam da prefeitura recursos financeiros e técnicos. O caráter desse movimento isolado não se compara a nenhuma das campanhas de alfabetização fracassadas. formar governantes. como sujeito histórico também constituía com o educador e a educadora. deve. Para Torres (1992:24). multiplicadores de uma ação social libertadora. 2000:116). na avaliação d Torres e (1992:18). portanto.

quanto ao saber. desde 1932. Nesse sentido. e que. esse manifesto foi de muita importância na historia da pedagogia brasileira porque representou a tomada de consciência da defasagem entre a educação e as exigências do desenvolvimento. A proposta educacional do programa SEJA é a de proporcionar a este aluno acesso e apropriação do conhecimento científico. mesmo em 1934 após a promulgação da constituinte.inf. por exemplo. Convém lembrar que os futuros . Daiane MAISSAT. é articulado conjuntamente com a teoria. Quando o saber e o conhecimento estão dissociados. No plano legislativo. Porém. que o manifesto dos pioneiros da Educação Nova liderado por Fernando Azevedo e assinado por vários educadores. por falta de escolas.pucrs. pertence ao outro e isolado não nos auxilia no processo educacional. Jaqueline Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: O software deverá representar um reforço ao que foi visto em sala de aula (atividades de iniciação à leitura e à escrita) e oferecer jogos para motivar. além da possibilidade de inclusão de novos dados pelo professor e níveis de dificuldade. mas também a ua obrigatoriedade pública e gratuita.8. A Constituição de 1934 põe o ensino primário extensivo aos adultos como componente da educação e como dever do Estado e direito do cidadão. esse direito não tinha saído do papel. não saiu mais dela desde essa época. temos a impossibilidade das devidas apropriações por parte do sujeito no processo de aprendizagem. Neste sentido. o engajamento do professor passa pela reflexão do fazer pedagógico.br/~lleite/seII/material/projeto_SE-EJA%20Aline. praticamente. por isso o software necessita de uma navegação atraente e acessível. além da possibilidade de inclusão de novos dados pelo professor e níveis de dificuldade. levando em consideração a proposta construtivista (a partir de uma perspectiva dialógica freireana) requisitada pelo cliente. utilizando-se deste para uma leitura mais crítica do seu meio social. 1. Aline RAMOS. vinham defendendo não só o direito de cada indivíduo à s educação integral. não é de hoje que a educação de jovens e adultos tem espaço no texto legal da constituição brasileira. As atividades desenvolvidas devem apresentar a opção de impressão.doc Autor(es): LEITE. pela produção coletiva do compromisso com a criação de professores-pesquisadores. gerando alunos dependentes e sem noção da realidade social que os cerca. nem em relação ao ensino primário e principalmente a educação de jovens e adultos. o conhecimento se refere à teoria.saber cultural. Convém lembrar que os futuros usuários não têm noção de informática. referenciado pela experiência de vida e trabalho deste jovem ou adulto. Para Moura (1992: S/p). Cópia do Texto: Definição do conteúdo O software deverá representar um reforço ao que foi visto em sala de aula (atividades de iniciação à leitura e à escrita) e oferecer jogos para motivar. então podemos vislumbrar um real processo de aprendizagem. Letícia Lopes SANTOS. Andréia SILVA. que nos apropriamos pela experiência prática. conforme Aranha (1996:198). esta data de 1934 e. cujas ações das práticas docentes e da pesquisa possibilitam a construção do conhecimento GADOTTI (2001:98). Esta formulação avançada expressa bem os movimentos sociais da época em prol da escola como espaço integrante de um projeto de sociedade democrática. As atividades desenvolvidas devem apresentar a opção de impressão. O manifesto procurou romper com a velha ordem e reivindicar que o ensino fosse la Data do Texto: 2003-10-16 00:00:00 62 Software Educacional para Alfabetização de Jovens e Adultos Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Projeto Pedagógico Idioma: Português URL: http://www. Educação de jovens e adultos na década de 90 Para falar sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA) na década de 90 é necessário retomar a questão política educacional que direcionou durante várias décadas a história brasileira.

Pentium II. o software deverá apresentar manual com explicações claras (possivelmente. Para orientar a elaboração da história a partir dos quadros. e não querer que o mesmo aprenda a ler e escrever através de palavras soltas. o aluno pode (e deve) expor também as suas vivências extra-escolares. a interação do usuário ocorrerá principalmente a partir de links. de textos ou de contos. silábico. Office. Elaboração do esquema organizacional d seqüência de a execução do sistema Elaboração do projeto de interação usuário-sistema Ao iniciar o software. disco rígido de 40Gb. seguindo a ordem: textoðfraseðpalavraðsílabaðletra. inserindo novos dados. § Participação do professor: autor/co-autor/executor Neste software. ou letras. help. enquanto a professora escreveria no quadro de giz (ou quadro branco) o texto criado oralmente pelos alunos. Como os usuários vão imprimir os textos. Em seguida. o avanço será possível somente após o término do presente módulo. digitariam o texto num editor de texto (já incluído no próprio software). silábicoalfabético. despertando seu interesse e. orientadores da aprendizagem. § Controle de acesso aos diferentes níveis do programa O acesso aos diversos módulos somente será possívelapós o término do módulo-requisito. conseqüentemente. A partir da criação desta história. devemos proporcionar ao aluno uma participação global. um scanner. como por exemplo "a mesma letra de bola". devido à composição da história. e a navegação. por isso o software necessita de uma navegação atraente e acessível. tornando a aprendizagem mais fácil e agradável. Como método analítico. que deveria ser ordenada pelos alunos em dupla. Nos posicionamos a favor desta metodologia pois acreditamos que ela se torna mais significativa para o aluno. Todo o caminho feito pelo aluno ficará registrado no software. os alunos a terão completa. os alunos discutiriam com a turma a história. (representados por gráficos . de acordo com o que estes julgarem mais adequado aos usuários. uma câmera digital. e terão acesso ao laboratório somente duas horas por semana. para a professora ir ordenando-a conforme as sugestões dos alunos no quadro. Através dessa metodologia. Finalmente. o tratamento do erro será definido pelos desenvolvedores. seria apresentada uma história em quadrinhos sem falas e em desordem. Definição dos objetivos do ambiente de ensino § Objetivo geral Auxiliar o processo de alfabetização de jovens e adultos. necessita -se ter em vista que os alunos utilizarão os microcomputadores em duplas. será linear. realizando as tarefas propostas. Escolhas fundamentais (definição de requisitos) § Modelo de ambiente de ensino A partir de uma proposta construtivista embasada em Paulo Freire. Contudo. Assim. Como educadores. podendo imprimi-la. estes. Hardwares disponíveis: kit multimídia. ele será usado somente pelo professor). em vez de fazer cópias e "mastigar" a mesma palavra diversas vezes. uma impressora. Quando da finalização da história. § Objetivos específicos Identificar o nível (pré-silábico. levando em consideração a propost construtivista (a partir de uma a perspectiva dialógica freireana) requisitada pelo cliente. As atividades propostas no software deverão fornecer feedback imediato ao aluno (além de um registro do seu caminho). Front Page.) O help apresentará explicações acerca da realização das atividades. só será possibilitado ao aluno o acesso aos jogos daquele módulo e aos do módulo anterior. os alunos teriam acesso às atividades relacionadas ao texto. por sua vez. a história seria seriada (apresentada em módulos). ou sílabas. Além disso. parte das unidades maiores da língua (todo) para as unidades menores (partes). o professor poderá acompanhar o desenvolvimento da escrita dos alunos. utilizaremos a metodologia de alfabetização analítica global. § Apoio ao usuário (manuais. Assim. etc. alfabético) em que o aluno se encontra. possibilidade de compra de outros softwares que forem necessários. quando o usuário errar a resposta o software dará uma dica. o representando os níveis de dificuldade solicitados. Definição dos aspectos pedagógicos considerados pelo sistema § Tipo de feedback No que diz respeito ao tratamento do erro. levando em consideração as im agens de cada quadro. virão junto com o software e o manual os quadros referentes às histórias. o professor poderá participar como executor. § Infraestrutura de ambiente: hardware e software Softwares disponíveis: Windows. a professora poderia questionar os alunos.usuários não têm noção de informática. contudo. além de fornecer ao professor um relatório das atividades realizadas pelo aluno. Durante a implementação deste software. e coautor.

antropólogos e outros profissionais.Cruzadinhas. que novamente fariam as mudanças necessárias. cientistas sociais. . Não podemos ver a Freire apenas como um educador de adultos ou como um acadêmico. antropólogos e outros profissionais. entre outros.Diversas palavras na tela e o usuário deve montar frases.org/frontera_p. menu (página principal). Ao professor é fornecido um relatório (constando todos os erros e acertos do aluno). das ciências. Seu pensamento é considerado um modelo de transdisciplinaridade. organizadores. seria disponibilizado ao cliente o produto para teste. possibilidade de voltar à tela anterior. . mas também de médicos. bem como o help. de impressão. Validação do projeto de sistema Para validar o projeto de sistema. Ela deve ser lida dentro do contexto da "natureza profundamente radical de sua teoria e prática anti-colonial e de seu discurso post-colonial". para além da América Latina.que.Diversas sílabas na tela e o usuário deve montar palavras a partir das mesmas. terapeutas. . criando raízes nos mais variados solos desde os mocambos do Recife às comunidades burakunins do Japão fortalecendo teorias e práticas educacionais. ou reduzir sua obra a uma técnica ou metodologia.htm Autor(es): GADOTTI. das ciências. Cópia do Texto: TEORIA. terapeutas. . silábico. Caso o cliente e seus usuários ainda detectassem erros.paulofreire. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 63 TEORIA. identificando qual era a palavra que deveria ser digitada e a que foi escrita pelo usuário. As teorias de Paulo Freire cruzaram as fronteiras das disciplinas.Caça-palavras. Moacir Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: As teorias de Paulo Freire cruzaram as fronteiras das disciplinas. vocabulário inadequado. Seu pensamento é considerado um modelo de transdisciplinaridade.Aparece na tela uma imagem. mas também de médicos. verificando possíveis erros durante a execução. que poderá ser desabilitada pelo usuário a qualquer momento. terão opção de áudio. criando raízes nos mais variados solos desde os mocambos do Recife às comunidades burakunins do Japão . como no diz Henry Giroux (in Peter Maclaren and Peter Leonard. Ao mesmo tempo em que as suas reflexões foram aprofundando o tema que ele perseguiu por toda a vida a educação como prática da liberdade suas abordagens transbordaram-se para outros campos do conhecimento. .Aparece uma cena e o usuário escreve uma frase relatando o que acontece na cena. bem como auxiliando reflexões não só de educadores. bem como auxiliando reflexões não só de educadores. para além da América Latina. apresentará o comentário da função do mesmo). filósofos. . durante 30 dias. o usuário digita a palavra e o computador "verbaliza" a mesma. silábico-alfabético. Atividades .Forca. quando o cliente teria a oportunidade de utilizar o protótipo em desenvolvimento com seus futuros usuários. ao passar do mouse. habilita/desabilita som. o software retornaria para os desenvolvedores. alfabético). De acordo com a avaliação realizada nesta etapa. Todos os botões.fortalecendo teorias e práticas educacionais. Paulo Freire: a Critical Encounter. . MÉTODO E EXPERIÊNCIAS FREIREANAS Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Artigo Idioma: Português URL: http://www. MÉTODO E EXPERIÊNCIAS FREIREANAS. Ao mesmo tempo em que as suas reflexões foram aprofundando o tema que ele perseguiu por toda a vida a educação como prática da liberdade suas abordagens transbordaram-se para outros campos do conhecimento. filósofos. Verificação do projeto de sistema A verificação do projeto seria realizada ao final de cada módulo. cientistas sociais. o módulo sofreria as alterações necessárias. Os botões apresentados em todas as telas serão o help. saída. por Moacir Gadotti. propiciando a noção do nível em que o aluno se encontra (pré-silábico.

1. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). A coragem de pôr em prática um autêntico trabalho de educação que identifica a alfabetização com um processo de conscientização. trabalhou como professor na Universidade de Harvard. bem como em suas primeiras experiências de alfabetização como a de Angicos. Nesse sentido. onde. retornou ao Brasil para "reaprender" seu país. durante 5 anos. As primeiras experiências de Paulo Freire. 177). p. Nesse período. tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo. foi convencido a deixar o país. precedida por trabalhos desenvolvidos tanto em Pernambuco quanto no Estado da Paraíba. fez dele um dos primeiros brasileiros a serem exilados. Durante os 10 anos seguintes. aplicando o método que leva o seu nome. de gênero. em estreita colaboração com numerosos grupos engajados em novas experiências educacionais tanto em zonas rurais quanto urbanas. formal e impositiva ele se contrapôs a ela. enfocando principalmente a práxis político-pedagógica dos seus últimos anos dentro do contexto educacional brasileiro. a educação de adultos. O que oferecia ele de tão original para serse conhecido internacionalmente? Numa época de educação burocrática. depois de 16 anos de exílio. foi Consultor Especial do Departamento de Educação do Conselho Mundial das Igrejas. Em 1969. logo cedo. onde ele foi Secretário de Educação. As barreiras e fronteiras estão sempre à nossa volta. Pernambuco (Brasil). Foi aí que escreveu. passando pelo Chile na década de 60 e auxiliando a reconstrução post colonial de novos sistemas educacionais em diversos países da África. em 1968. pôde experimentar as dificuldades de sobrevivência das classes populares. Trabalhou inicialmente no SESI (Serviço Social da Indústria) e no Serviço de Extensão Cultural da Universidade do Recife. capacitando o oprimido tanto para a aquisição dos instrumentos de leitura e escrita quanto para a sua libertação. promovendo a formação crítica do professor. como afirmou na época. A última grande experimentação prática de suas idéias deu-se no início da década de 90 em São Paulo (Brasil). no Recife. desenvolveu. Isso nos vai mostrar que Freire assumiu o risco de cru fronteiras zar para poder ler melhor o mundo e facilitar novas posições sem sacrificar seus compromissos e princípios. depois de apresentar brevemente alguns dados biobibliográficos de Paulo Freire. procurarei mostrar os temas centrais de sua teoria e os passos do seu método pedagógico. com a educação de adultos. Ele procurava empoderar as pessoas mais necessitadas para que elas mesmas pudessem tomar suas próprias decisões. principalmente na África. no nordeste brasileiro. por isso. datam da década de 50. a reestruturação curricular e a interdisciplinaridade. Em 1980. Rio Grande do Norte. como professor de História e Filosofia da Educação daquela Universidade. ele foi acusado de subverter a ordem instituída.Routledge. na construção democrática da escola pública popular na América Latina. mais tarde. onde. na década de 70. maior cidade do Brasil. encontrando um clima social e político favorável ao desenvolvimento de suas idéias. Voltando ao Brasil. Seu método pedagógico aumentava a participação ativa e consciente. sociais. autonomamente. depois de 72 dias de reclusão. 1993. e. Ele foi quase tudo o que deve ser como educador. A seguir. Sua filosofia educacional expressou-se primeiramente em 1958 na sua Tese de concurso para a Universidade do Recife. Seria ingênuo considerar a sua pedagogia como uma pedagogia só aplicável no chamado "Terceiro Mundo". deu consultoria educacional junto a vários governos do "Terceiro Mundo". trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA). Duran te . uma das regiões mais pobres do país. Foi preso após o Golpe Militar de 1964 e. Em 1989. depois de 16 anos de exílio. a sua principal obra: Pedagogia do oprimido. em Genebra (Suíça). Os intelectuais e educadores que ocupam fronteiras muito estreitas não percebem que elas também tem a capacidade de aprisioná-los. na década de 80. A metodologia por ele desenvolvida foi muito utilizada no Brasil em campanhas de alfabetização conscientizadora e. mostrando o pouco do seu legado como educador. envolveu-se. é preciso relevar a importância da obra de Paulo Freire em termos mais globais. e os diferentes contextos. Exilou-se primeiro no Chile. em 1963. Apresentando Paulo Freire Paulo Reglus Neves Freire nasceu no dia 19 de setembro de 1921. levando em conta as necessidades e problemas da comunidade e as diferenças étnico-culturais. de professor de escola a criador de idéias e "métodos".

cujas origens remontam à década de 50. rico e desafiante. Além de ter seu nome adotado por muitas instituições. Foi reconhecido mundialmente pela sua práxis educativa através de numerosas homenagens. Em Paulo Freire. A sua teoria da codificação e da descodificação das palavras e temas geradores (interdisciplinaridade). 1980). É verdade. com a professora primária Elza Maia Costa Oliveira. permitindo-lhe reestudar seu método em outro contexto. em 1944. A sociedade brasileira e latino-americana da década de 60 pode ser considerada como o grande laboratório onde se forjou aquilo que ficou conhecido como o "Método Paulo Freire". principalmente a psicologia e a sociologia. com quem teve cinco filhos. quero enfatizar o quanto foi importante para a constituição da sua teoria do conhecimento. casou-se com Ana Maria Araújo Freire. com um livro para terminar e muitos projetos a caminho. avaliá-lo na prática e sistematizá-lo teoricamente. Essa experiência foi fundamental para a formação do seu pensamento político-pedagógico. De maneira esquemática. Paulo Freire faleceu no dia 2 de maio de 1997 em São Paulo. uma ex-aluna. no universo vocabular do aluno e da sociedade onde ele vive. Originalidade do "Método Paulo Freire" Com certeza. é cidadão honorário de várias cidades no Brasil e no exterior.seu mandato. as pal vras e a temas centrais de sua biografia. Ele forjou seu pensamento na luta. teve importância capital a metodologia das ciências sociais. intitulado "Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa". podemos dizer que o "Método Paulo Freire" consiste de três momentos dialética e interdisciplinarmente entrelaçados: a) A investigação temática. caminhou passo a passo com o desenvolvimento da chamada pesquisa participante. No dia 10 de abril de 1997. a leitura do contexto onde nasceu e viveu. Pedagogia do oprimido (1968). como ele a definia. para ele um espaço de discussão nas novas perspectivas educacionais. como Educador do Continentes (1992). no Nordeste brasileiro e o contexto latino-americano da época do exílio no Chile. Entre elas: r Educação: prática da liberdade (1967). A situação de intensa mobilização política desse período teve uma importância fundamental na consolidação do pensamento de Paulo Freire. "Prêmio UNESCO da Educação para a Paz" (1986) e "Prêmio Andres Bello" da Organização dos Estados Americanos. na práxis. pela qual aluno e professor buscam. À sombra desta mangueira (1995). O que chamou a atenção dos educadores e políticos da época foi o fato de que o método Paulo Freire "acelerava" o processo de alfabetização de adultos. Casou-se. os seguintes prêmios: "Prêmio Rei Balduíno para o Desenvolvimento" (Bélgica. Morreu em plena atividade intelectual. 2. foi ele o primeiro a sistematizar e experimentar um método inteiramente criado para a educação de adultos. vítima de um infarto agudo do miocárdio. Após a morte de sua primeira esposa. Para ela práxis é ação transformadora. bastante conhecida. principalmente para estudantes estrangeiros. Pedagogia da esperança (1992). A Paulo Freire foi outorgado o título de doutor Honoris Causa por vinte e sete universidades. Todavia. O momento histórico que Paulo Freire viveu no Chile foi fundamental para explicar a consolidação da sua obra. lançou seu último livro. que foi. Paulo Freire é auto de muitas obras. iniciada no Brasil. Por seus trabalhos na área educacional. Eu não vou recordar aqui a sua longa trajetória de educador. entendida esta como "ação + reflexão". Todavia. Ele nos dizia que práxis nada tinha a ver com a conotação freqüente de "prática" em sua acepção pragmatista ou utilitária. No Chile. outros já estavam pensando da mesma forma. entre outros. na década de 60. fez um grande esforço na implementação de movimentos de alfabetização. Pretendia oferecer vários cursos. ele encontrou um espaço político. social e educativo muito dinâmico. durante a década de 50. em que . Cartas à Guiné -Bissau (1975). Esta é a etapa da descoberta do universo vocabular. Paulo Freire fundamenta va-se nas ciências da educação. conviveram sempre presentes tanto o senso de humor e quanto a não menos constante indignação contra todo tipo de injustiça. podemos dizer que o pensamento de Paulo Freire é um produto existencial e histórico. Por outro lado. Paulo Freire não estava aplicando ao adulto alfabetizando o mesmo método de alfabetização aplicado às crianças. de revisão curricular e empenhou-se na recuperação salarial dos professores. Alguns dias antes de sua morte estávamos discutindo vários projetos para serem desenvolvidos pelo Instituto Paulo Freire (IPF). recebeu. Vivi e trabalhei intimamente com Paulo Freire durante 23 anos. na constituição do seu método pedagógico.

· Jornais Conferências/ Escrita/ Análise lingüística/ análise de campanhas de publicidade e padrão de consumo Projetos em grupo Ciên cias · Debates · Entrevistas · Discussões em grupo Meio Ambiente/ Reciclagem/ Poluição/ Saneamento básico/ Conservação/ O corpo Corpo humano e reprodução/ Espaço mental e físico/ Nutrição Projetos em grupo/ escritos referentes a temas comunitários Matemática · Questionários · Debates Custo de vida/ Computação básica/ Sistemas monetários/ Porcentagens -Frações Colocando em tabelas o custo de vida. catalogaram as atividades e serviços dos bairros. isto é. pela qual professor e aluno codificam e decodificam esses temas. Evidencia-se a necessidade de uma ação concreta. a inflação. Portanto é preciso conhecê-lo e sistematizá-lo. de obstáculos ao processo de hominização. Education and Democracy: Paulo Freire. pp. dados sobre salários / Análise escrita Geografia · Entrevistas · Debates · Reportagens · Mapas Grupos sociais/ Classes sociais/ Desemprego/ Violência/ Espaço Social e Físico/ Migração e explosão da população Desenhando mapas/ Projetos em grupos sobre a urbanização dos bairros Educação Física · Questionários · Entrevistas · Debates Conhecimento do corpo/ Tempo livre Demonstração de hábitos saudáveis Fonte: Maria del Pilar O Cádiz. nos primeiros documentos da Secretaria de Educação de "Escola Pública Popular". b) A tematização. construindo. É verdade. Essas palavras geradoras são selecionadas em função da riqueza silábica. partindo para a transformação do contexto vivido. A descoberta desse universo vocabular pode ser efetuada através de encontros informais com os moradores do lugar em que se vai trabalhar. do valor fonético e principalmente em função do significado social para o grupo. cultural. sentido suas preocupações e captando elementos de sua cultura. visando à superação de situações-limite. A realidade opressiva é experimentada como um processo passível de superação. outros já haviam pensando nessa idéia. modelagem · Atividades musicais · Entendendo paisagens: naturais e construídas Semana de atividades de arte moderna/ Música folclórica como forma de questionar a realidade Artes visuais/ Música/ Poesia/ Dramatizações História · Questionários · Entrevistas · Debates Indústria/ A luta entre as classes sociais/ Patrão de vida/ Poluição/ Discriminação/ Colonização/ Direitos Humanos Ensaios / Projetos em Grupo Idioma (Linguagem e Artes) · Folder. avisos. pintura. Paulo Freire não estava usando os mesmos métodos com os adultos que eram usados para com as crianças. etc. Westview. o construtivismo freireano vai além da pesquisa e da tematização. voltase ao concreto problematizando-o. Social Movements and Educational Reform in São Paulo. ambos buscam o seu significado social. conceitos. c) A problematização. na qual eles buscam superar uma primeira visão mágica por uma visão crítica. o que Paulo Freire chamava. na prática. O construtivismo freireano . É nesta fase que são elaboradas as fichas para a decomposição das famílias fonéticas. Nesta ida e vinda do concreto para o abstrato e do abstrato para o concreto. Descobrem-se assim novos temas geradores. Na coleta de dados levaram em consideração o nível geral da educação entre as famílias dos bairros e organizaram e aplicaram este conhecimento nas atividades da escola. Contudo. no saber do aluno. Descobrem-se assim limites e possibilidades existenciais concretas captadas na primeira etapa. e temas) Aplicação do Conhecimento (projetos e tarefas) Arte-educação · Artes visuais: colagem. 201-202. social. Tema Gerador: Os seres humanos e o planeta Sobreviverão? Estudos da realidade (inclui atividades dos estudantes) Organização do Conhecimento (identifica o conteúdo básico. relacionados com os que foram inicialmente levantados. Pia Linquist Wong. A educação para a libertação deve desembocar na práxis transformadora. Porém. 1998. visitaram centros e coletaram informações. política. Paulo Freire foi o primeiro a sistematizar e experimentar um método criado inteiramente para a educação de adultos. tomando assim consciência do mundo vivido. dando subsídios para a leitura e a escrita.são levantadas palavras e temas geradores relacionados com a vida cotidiana dos alfabetizandos e do grupo social a que eles pertencem. convivendo com eles. Carlos Alberto Torres. No início dos anos 60 o que chamou a atenção dos educadores e dos políticos era o fato de que o método Paulo Freire "acelerava" o processo de alfabetização dos adultos. Os educadores entrevistaram pais e estudantes. As teorias construtivistas atuais também se apoiam no significado da experiência vivida.

portanto. devem permitir uma leitura crítica do mundo. nas ciências. sejam esquemas do poder acadêmico. ele conseguiu criar uma equipe de cinco ou seis auxiliares que podiam trabalhar com muita autonomia e podiam substituí lo em qualquer - . ele pensa a educação ao mesmo tempo como ato político. Por isso. a tese central da sua obra é a tese da liberdade-libertação. Todo o seu pensamento tem uma relação direta com a realidade. A educação. Nos quase dois anos e meio à frente da Secretaria da educação. para melhorá-la. Essa seria uma leitura libertária. Pelo contrário. a seu modo. Não há ninguém que possa ser considerado definitivamente educado ou definitivamente formado. Contudo. é preciso que o ato de aprender seja precedido do. A obra de Paulo Freire é interdisciplinar e pode ser vista tomando-o como pesquisador e cientista. A educação torna-se um processo de formação comum e permanente. Professora sim. Cada um. Isso significa que aquele que educa está aprendendo também. organiza o seu mundo e transforma o mundo. Paulo Freire pode ainda ser lido pelo seu gosto pela liberdade. Podemos citar várias instâncias que demonstram a coerência entre a teoria e a prática de Paulo Freire. 188). o jovem e o adulto só aprendem quando tem um projeto de vida. A educação visa à libertação. da realidade injusta (inacabada) e. com que o educando se torna produtor também do conhecimento que lhe foi ensinado" (Paulo Freire. Ele não se comprometeu com esquemas burocráticos. É ele que constrói suas próprias categorias de pensamento. para torná-la mais humana. elementos para. mas que todos sabem alguma coisa e que o sujeito é responsável pela construção do conhecimento e pela ressignificação do que aprende. A libertação. É o sujeito que aprende através de sua própria ação transformadora sobre o mundo. onde o conhecimento é significativo para eles. É preciso fazê-lo. compreendendo mais cientificamente a realidade. à frente da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (Brasil). "O professor deve ensinar. consequentemente. de crítica transformadora. tanto os alunos quanto o professor são transformados em pesquisadores críticos. ou como educador. essas duas dimensões implicam numa outra: Paulo Freire não as separa da política. Mas a criança. Só que ensinar não é transmitir conhecimento. para permitir que os homens e as mulheres sejam reconhecidos como sujeitos da sua história e não como objetos. Paulo Freire deve ser considerado também como um político. a formação. ato de apreender o conteúdo ou o objeto cognoscível. Ele não pensa a realidade como um sociólogo que procura apenas entendê-la. O mundo que nos rodeia é um mundo inacabado e isso implica a denúncia da realidade opressiva. 3. p. A libertação é o fim da educação. As experiências de Paulo Freire como Secretário de Educação em São Paulo (19891991) Para os que conheciam de perto Paulo Freire. O segredo dele foi saber governar de forma democrática. Essa é sua marca. ou concomitante ao. Os alunos não são uma lata vazia para ser e nchida pelo professor. Não se trata de conceber a educação apenas como transmissão de conteúdos por parte do educador. Mas. tia não. No pensamento de Paulo Freire. como objetivo da educação. situa-se no horizonte de uma visão utópica da sociedade e do papel da educação. de anúncio de outra realidade. como ato de conhecimento e como ato criador. Para ilustrá-la daremos abaixo um exemplo: seu trabalho como administrador público (1989-1991). Essa nova realidade do amanhã é a utopia do educador de hoje. Essa é a dimensão mais importante da sua obra. A pedagogia tradicional também afirmava isso. A finalidade da educação será libertar-se da realidade opressiva e da injustiça. Para que o ato de ensinar se constitua como tal. Ele busca. sejam eles esquemas do poder político. A liberdade é a categoria central de sua concepção educativa desde suas primeiras obras. acima de tudo. Aprender e alfabetizar-se é um ato tão natural quanto comer e andar. trata-se de estabelecer um diálogo. Comprometeu-se. só que em Paulo Freire o educador também aprende do educando da mesma maneira que este aprende dele. à transformação radical da realidade. pode aprender e descobrir novas dimensões e possibilidades da realidade na vida. junto com os outros.mostrou não só que todos podem aprender (Piaget). Como muitos dos seus intérpretes afirmam. com uma realidade a ser transformada. O anúncio é necessário como um momento de uma nova realidade a ser criada. Paulo Freire propõe uma nova concepção da relação pedagógica. não foi surpresa a sua capacidade administrativa. poder intervir de forma mais eficaz nela.

continua Paulo Freire. Paulo Freire deu início a um movimento de alfabetização em parceria com os movimentos populares. prática e proposta. com decisão política. competência técnica. definir os critérios para celebração de convênios nos quais as entidades conveniadas se responsabilizavam pela criação dos núcleos de alfabetização. mas sabia trabalhar em equipe. Se fosse necessário. 79-80): "as mudanças estruturais mais importantes introduzidas na escola incidiram sobre a autonomia da escola". A Secretaria de Educação. O Brasil nasceu autoritário. Esse programa de formação dos educadores teve como eixos básicos: a) a fisionomia da escola que se quer. para isso. Foram restabelecidos os conselhos de escola e os grêmios estudantis. cumprindo a ele criá-la e recriá-la através da reflexão sobre o seu cotidiano. muito longe do espontaneísmo de que havia sido acusado. Seu programa de formação do magistério foi orientado pelos seguintes princípios (A educação na cidade. oferecia os recursos financeiros e técnicos. "o avanço maior ao nível da autonomia da escola foi o de permitir no seio da escola a gestação de projetos pedagógicos próprios que com apoio da administração pudessem acelerar a mudança da escola". Paulo Freire tinha a intenção de sugerir à nova Prefeita um projeto de alfabetização. enquanto horizonte da proposta pedagógica. Educação de jovens e adultos: teoria. 85-90). através de convênios com as entidades integrantes deste Fórum. Além do intenso programa de formação do educador. Quais as mudanças estruturais mais importantes introduzidas nas escolas da rede municipal de ensino por Paulo Freire? É ele mesmo quem responde eu seu livro sobre a sua experiência à frente da Secretaria (A educação na cidade. Desde o início da administração. inicialmente sob a coordenação de Pedro Pontual. Por isso. 80): a) o educador é o sujeito da sua prática. de como se dá o processo de conhecer. 1º O programa de formação permanente do professor. Com esse programa. pp. Enfrentava situações conflituosas com muita paciência. Paulo Freire insistia que estava profundamente empenhado na questão da formação permanente dos educadores. novos rumos eram tomados. A formação se dá através da prática. locação de salas. Romão (orgs). dos avanços científicos do conhecimento humano que possam contribuir para a qualidade da escola que se quer. Paulo Freire pôs à prova a sua conhecida paciência pedagógica. Ele tinha autoridade. Existia apenas uma reunião semanal em que se discutiam as linhas gerais da política da Secretaria. da real participação. iniciado efetivamente em janeiro de 1990. mas exercia-a de forma democrática. estruturado em estreita colaboração com os Movimentos sociais e populares da capital que criaram. Paulo Freire defendia ardorosamente suas opiniões. Esse projeto. ou seja. junto com a Secretaria. teve grande repercussão tanto na cidade de São Paulo como . c) a prática pedagógica requer a compreensão da própria gênese do conhecimento. pp. pelos educadores. amorosidade e sobretudo com o exercício da democracia. transcende. c) a apropriação. Antes mesmo de assumir a Secretaria de educação. b) a necessidade de suprir elementos de formação básica aos educadores nas diferentes áreas do conhecimento humano. Paulo Freire queria formar professores para uma nova postura pedagógica. p. 2º O programa de alfabetização de jovens e adultos. porque a prática se faz e refaz.emergência. propôs imediatamente um projeto que se chamaria MOVA-SP (Movimento de Alfabetização da Cidade de São Paulo). d) o programa de formação dos educadores é condição para o processo de reorientação curricular da escola. Convidado. considerando sobretudo a tradição autoritária brasileira. o programa de alfabetização de jovens e adultos e a prática da interdisciplinaridade. Acabou tendo êxito nessa sua tarefa. Não se pode esperar que em poucos anos isso seja superado. Dizia que o trabalho de mudança na educação exigia paciência histórica porque a educação é um processo a longo prazo. ao lado da expansão do ensino noturno e do ensino supletivo. os cursos explicativos teóricos em torno da democracia. material didático e pagamento aos alfabetizadores e supervisores. Para ilustrar esse processo de mudança vou apresentar três exemplos: o programa de formação permanente. b) a formação do educador deve ser permanente e sistematizada. Cabia ao Fórum. A formação do educador ultrapassa. No entanto. Já tem quase 500 anos de tradição autoritária. o "Fórum dos movimentos populares de alfabetização de adul os da cidade de São Paulo" t (Moacir Gadotti e José E. A prática da democracia vale muito mais do que um curso sobre democracia.

Mulheres Voluntárias 12 16 Grupos Religiosos 11 15 Grupos de Trabalhadores 6 8 Grupos de Direitos Humanos 2 3 Associações Esportivas 1 1 Total 74 100 Evolução do MOVA em termos de Classes. A importância dos Movimentos Populares e Sociais no provimento de programas de alfabetização dos países "em desenvolvimento" é reconhecida por muitas razões. Literacy for Citizenship: Gender and Grassroots Dynamics in Brazil. e Movimentos Populares Tempo Classes Estudantes Movimentos Populares Fevereiro de 1991 451 9. A enormidade da obra de Paulo Freire e o seu trânsito por várias áreas do conhecimento e da prática nos levam a um outro tema central de sua obra: a interdisciplinaridade. o Programa MOVA-SP foi avaliado positivamente pelos seus organizadores. característica de quase todas as administrações públicas. o "Método Paulo Freire". A avaliação realizada mostrou que ele trouxe ganhos relevantes para a formação dos educadores e. empenhados num projeto de educação popular informal. pp. como se costuma dizer. Estudantes. Albany. já . O MOVA-SP fez parte de uma estratégia de ação cultural voltada para o resgate da cidadania: formar governantes. a teoria do conhecimento q parte da ue prática concreta na construção do saber. 214 As tabelas acima demonstram o sucesso do Programa MOVA. e Movimentos Populares Tipo de Associação Número Porcentagem Comunidade ou Associação de Bairros 30 40 Grupos de Educação/ Cultura 13 14 Grupos de Mulheres. para os educandos. multiplicadores de uma ação social libertadora. No ano seguinte. Em 1987 e 1988. Os movimentos populares conduzem muitas atividades que envolvem a alfabetização de adultos no Brasil. Mas essa é a condição necessária para um trabalho partidário entre o Estado e os movimentos populares.513 39 Maio de 1991 557 11. Stromquist. Paulo Freire desenvolve o conceito de interdisciplinaridade dialogando com educadores de várias áreas na Universidade de Campinas. Mães. É evidente que nessas circunstâncias a relação não é sempre harmoniosa.21. Do contrário. só não se aceitando métodos pedagógicos anti-científicos e filosóficos autoritários ou racistas. é necessário que a experiência seja a fonte primordial do conhecimento. mas também profundamente afetivo e social. 173. isto é. 1997. intelectual. Tipos de Movimentos Populares no MOVA e Evolução em termos de Classes. Para que um movimento de alfabetização se constitua num esforço coletivo. Mesmo extinto pela nova administração (1993).000 .Fonte: Nelly P. Universidades (PUC SP). SUNY Press. o educando como sujeito do conhecimento e a compreensão da alfabetização não apenas como um processo lógico. Ele serviu de referência para outras experiências e se constituiu num processo muito significativo de formação para todos os que o promoveram. principalmente porque são agências de forte impacto na comunidade. O MOVA-SP estava contribuindo com esse objetivo ao fortalecer os movimentos sociais populares e estabelecer novas alianças entre Sociedade Civil e Estado. Essas reflexões foram reunidas por Débora Mazza e Adriano Nogueira e publicada com o título Na escola que fazemos (1988). o MOVA continuou em outras municipalidades e espaços de formação. Ele demandou um crescimento permanente em termos de número de classes e de Movimentos envolvidos. sindicatos (CUT) e Oganizações Não-Governamentais como o Instituto Paulo Freire. Em três anos atendemos cerca de 80 mil alfabetizandos. formar pessoas com maior capacidade de autonomia intelectual. 3º A prática da interdisc iplinaridade. ela se reduz apenas a um conhecimento intelectual que não leva à formação crítica da consciência e nem ao fortalecimento do poder popular. O MOVA-SP não impôs uma única orientação metodológica ou. Estudantes.em outros Estados. no Brasil.853 45 Dezembro de 1991 868 17. não leva à criação e ao desenvolvimento das organizações populares. Foi um dos raros exemplos de parceria entre a Sociedade Civil e o Estado. Procurou-se manter o pluralismo. evidenciando o papel da educação na construção de um novo projeto histórico. pela proposta de fortalecimento dos movimentos populares. foram sustentados os princípios político-pedagógicos da teoria educacional de Paulo Freire.766 68 Maio de 1992 920 20. sintetizados numa concepção libertadora de educação. Mesmo sem impor nenhuma metodologia.114 69 Junho de 1992 . bem como por estudos realizados por pesquisadores e observadores estrangeiros. Apesar da descontinuidade administrativa. sobretudo. Ela é perpassada por tensões. O conceito de interdisciplinaridade surge da análise da prática concreta e da experiência vivida do grupo de reflexão.

É uma exigência da própria natureza do ato pedagógico. Não há interdisciplinaridade sem descentralização d o poder. sobretudo no que diz respeito à liberdade de expressão . Entrevistas Abordagem do educador e atitude/ Requisitos cognitivos e afetivos Conhecimento: ação. Na minha experiência de trabalhar junto com Freire por mais de duas décadas particularmente como seu Chefe de Gabinete na administração da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e especialmente coordenando o MOVA-SP aprendi que devido às condições históricas da centralização e autoritarismo das instituições brasileiras. apropriaçã e o. como afirma no epílogo do seu livro A educação na cidade (p. Na sua despedida afirmou: "mesmo sem ser mais secretário continuarei junto de vocês de outra forma. na escola tradicional. e comunidade Visitas. situações significativas. sujeito de sua ação pedagógica. revistas. hipóteses. Podemos encontrar grande afinidade entre Paulo Freire e o revolucionário educador francês Célestin Freinet (1896 -1966). tanto da criança quanto do adulto. Westview. associando a leitura da palavra à leitura do mundo. 143). educadores. teorias Ferramentas: ambientes naturais e construídos. do professor e do povo e que. na medida em que ambos acreditam na capacidade de o aluno organizar sua própria aprendizagem. o desenho livre. meio-ambiente etc. O objetivo fundamental da interdisciplinaridade é experimentar a vivência de uma realidade global que se inscreve nas experiências cotidianas do aluno. é compartimentada e fragmentada. como faz o psicoterapeuta Carl Rogers (1912-1987). 4. Na tabela abaixo podemos ver o processo que envolve cada momento (fase) no Projeto Interdisciplinaridade e as condições necessárias e os resultados esperados com essa abordagem metodológica. saindo. p. Freinet deu enorme importância ao que chamou de "texto livre". Articular sabe r. fica" . Embora Paulo Freire não defenda o princípio da não-diretividade na educação. é necessário buscar a autonomia da escola em todos os níveis. etc. é o objetivo da interdisciplinaridade que se traduz na prática por um trabalho coletivo e solidário na organização do trabalho na escola.. Paulo Freire deixou a Secretaria Municipal de Educação dia 27 de maio de 1991. portanto. educador. Pia Linquist Wong. utilizava-se do chamado método global de alfabetização. Carlos Alberto Torres. comunidade. de uma escola com outra "cara". o diálogo e o contato com a realidade do aluno.. escola. Social Movements and Educational Reform in São Paulo. sem uma efetiva autonomia da escola. 144). e comunidade A realidade e o conhecimento sistematizado valiação e planejamento para a transformação do estudante. 111. Autonomia não só da escola. A ação pedagógica através da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade aponta para a construção de uma escola participativa e decisiva na formação do sujeito social. sendo competente para inserir a sua escola numa comunidade. de ler o texto entendendo Como Paulo -o. Paulo voltou à sua biblioteca e às suas atividades acadêmicas "à maneira de quem. mas também do aluno e do professor. Freire. Continuem contando comigo na construção de uma política educacional. não resta dúvida de que existem muitos pontos comuns nas pedagogias que eles defendem. 1998. Fonte: Maria del Pilar O'Cádiz. preocupou-se com a educação das classes populares. Education and Democracy: Paulo Freire. Paulo Freire deu início a uma grande reorientação curricular que foi chamada de projeto da interdisciplinaridade. oferecendo sua larga experiência traduzida na prática dos projetos que a Secretaria realizou. mais alegre. Fases do Projeto Intedisciplinaridade Estudo da Realidade Organização do Conhecimento Aplicação do Conhecimento Problematização Seleção das áreas do conteúdo programático Implementação do programa que foi organizado Discussão e histórias dos estudantes. O educador. livros. vivência.. p. Na verdade.como Secretário Municipal de São Paulo. A interdisciplinaridade não é apenas um método pedagógico ou uma atitude do professor. conhecimento. fraterna e democrática" (A educação na cidade. Seu método de trabalho incluía a imprensa. Depois de quase dois anos e meio. Como Paulo Freire. pressupostos. é capaz de elaborar programas e métodos de ensino-aprendizagem. Paulo Freire no contexto das pedagogias contemporâneas O pensamento de Paulo Freire pode ser relacionado com o de muitos educadores contemporâneos. jogos. temas geradores Noções. E nisso Paulo Freire estava de acordo. Insistia na necessidade. reconstrução Questionários. Paulo Freire continuou uma presença ativa na Secretaria.

Foi Anísio Teixeira quem introduziu o pensamento de Dewey no Brasil. o aluno deve ser senhor de sua própria aprendizagem. o indivíduo muda e desenvolve o discurso interno com a idade e a experiência. que evolui a partir do discurso egocentrado da criança. com sentimentos e emoções.individual. Piaget sustenta que aprendemos somente quando queremos e somente quanto o que aprendemos é significativo para nós mesmos. racial e étnica. assim como para Paulo Freire. ela é simplificada. existem consideráveis divergências. A educação deve estar centrada nele. Apesar deste pontos em comum. em todos os discursos humanos. Paulo Freire faz referências a John Dewey (18591952). pois não envolve a problemática social. O que tem em comum Paulo Freire com Ivan Illich (1926). Paulo Freire insiste no conhecimento da vida e da comunidade local. Enquanto Vygotsky enfoca a dinâmica psicológica. os dois demandaram que os educadores buscassem seu desenvolvimento próprio e a libertação coletiva para combater a alienação das escolas e propondo o redescobrimento da autonomia criadora. relativos a mudanças sociais e educacionais que se interpenetram. ligado ao autoritarismo e ao elitismo da educação brasileira. Como John Dewey (1859-1952). a abordagem de ambos enfatiza aspectos fundamentais. nem as provas e exames são os instrumentos que permitirão verificar se o conhecimento continua na cabeça do aluno e se este o guarda do jeito que o professor o ensinou. de quem se considera discípulo e com o qual concordava na denúncia do excessivo centralismo. Os dois acreditam que essa m udança é ao mesmo tempo política e pedagógica e que a crítica da escola é parte de uma crítica mais ampla à civilização contemporânea. O que a pedagogia de Paulo Freire aproveita do pensamento de John Dewey é a idéia de "aprender fazendo". Para Piaget o papel da ação é fundamental para o desenvolvimento da criança porque é a característica essencial do pensamento lógico para ser operativo. Diz ele que a fonte mental de recursos da escrita é o "discurso interno". em vez de centrar-se no professor ou no ensino. em Paulo Freire. Paulo Freire estava de acordo com essa tese de Piaget e insistia: necessitamos desenvolver a "curiosidade" do aprendiz para poder desenvolver o ato de aprendizagem. a responsabilidade da educação está no próprio estudante. O que une Illich e Freire é sua crença profunda em revolucionar os conteúdos e a pedagogia da escola atual. Para Rogers. desde que motivados interiormente para isso. No trabalho de Ivan Illich. a relação entre teoria e prática. pois a linguagem é o meio pelo qual a criança e os adultos sistematizam suas percepções. Porém podemos encontrar uma diferença na noção de cultura. à crença na possibilidade de os homens resolverem. já que a ação educativa é sempre situada na cultura do aluno. citando-lhe a obra Democracia e educação. Por isso seria necessário "desescolarizar" a sociedade. Quando separamos a produção do conhecimento . A educação deve ter uma visão do aluno como pessoa inteira. Embora Vygotsky e Freire tenham vivido em tempos e hemisférios diferentes. o trabalho cooperativo. eles próprios. o conhecido filósofo e educador norte-americano. Freire se concentra no desenvolvimento de estratégias pedagógicas e na análise da linguagem. ao passo que. Vygotsky reconhece que. Em Paulo Freire encontramos otimismo. Ele não acredita que a escola tradicional tenha futuro. o filósofo austríaco? Nos dois podemos encontrar a crítica da escola tradicional. possuidor das forças de crescimento e auto-avaliação. podem encontrar um pessimismo em relação à escola. A linguagem é tão extraordinariamente importante na sofisticação cognitiva crescente das crianças quanto no aumento de sua afetividade social. E a aula não é o momento em que se deve despejar conhecimentos no aluno. Entre a burocratização da instituição escolar atual. pois Paulo Freire era um grande admirador da pedagogia de Anísio Teixeira (1900-1971). Também podemos evidenciar a semelhança de pontos de vista de Paulo Freire e Lev Vygotsky (1896 1934). seus problemas. Desde a tese de concurso para a cadeira de História e Filosofia da Educação da Universidade de Pernambuco. A teoria da escrita de Vygotsky contém uma descrição dos processos internos que caracterizam a produção das palavras escritas. A escola pode mudar e deve ser mudada pois joga um papel importante na transformação social. Em Dewey. Essa referência não podia deixar de existir. publicada no Brasil em 1936. o pedagogo russo e o psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980). ela adquire uma conotação antropológica. o método de iniciar o trabalho educativo pela fala (linguagem) dos alunos.

Ele se interessaria apenas pelo produto. mas a polêmica não. demonstrando que isso ocorre em todo o mundo. Mas existem também críticas que provêem de leituras muito diferentes e até contraditórias da própria obra de Paulo Freire. a defesa da educação como um ato de diálogo no descobrimento rigoroso. Ele foi uma espécie de guardião da utopia. por outro lado. Considerava as críticas positivamente e procurava aprender com elas. f particularmente pelos conservadores. Suas teorias. A pedagogia de Paulo Freire adquiriu sentido universal a partir da relação entre oprimido e opressor. Quando respondia.ele procurava. "não-diretivista". "neo-anarquista católico" etc. como ele mesmo afirma na Pedagogia da esperança (p. as escolas podem ser facilment e transformadas em lojas de venda de conhecimento. mas também para os países ricos. a noção de uma ciência aberta às necessidades populares e um planejamento comunitário e participativo. podemos destacar: a educação como produção e não meramente como transmissão do conhecimento. Também não polemizava com os críticos à sua obra. pré-condição da vida democrática. "esponteneista".do descobrimento do conhecimento que já existe. Portanto. "indutivista". asas e sonhos As idéias desafiantes de Paulo Freire e suas repercussão mundial não agradaram a todos. por sua vez.Como Paulo Freire reage diante das críticas à sua pessoa ou à sua obra? Os ataques à sua pessoa são raríssimos porque suas idéias podem gerar polêmica. urgente e necessário mudar as coisas. Ele tem outra fama: a de ter sido o educador que recebeu o maior número de rótulos. 67). Além dos países em que o próprio Paulo Freire trabalhou diretamente. a recusa do autoritarismo. Ele foi chamado de "nacional desenvolvimentista". Não respondia a críticas pessoais. Paulo Freire não é apenas o educador mais lido hoje no Brasil. destrutiva. Paulo Freire foi imfluenciado de diferentes maneiras: seu pensamento humanista foi inspirado no personalismo de Emmanuel Mounier (1905-1950) e pelo existencialismo (Martin Buber). Em todos casos. da ideologização que surge também ao estabelecer hierarquias rígidas entre o professor que sabe (e por isso ensina) e o aluno que tem que aprender (e por isso estuda). o seria um método não científico (porque não aplicável universalmente). Raízes. Leituras legítimas e sérias. não polemizou com nenhum de seus críticos. contextualizar as suas obras. neste caso. imaginativo. pela fenomenologia (Georg Hegel) e pelo Marxismo (Antonio Gramsci e Jürgen Habermas). muitos outros tem "aplicado" suas idéias e seu método com resultados muito positivos. mas não a sua pessoa.e isso ele o fez sistematicamente . ele oi criticado. Apesar de sua enorme capacidade de diálogo e sua humildade. Deixou-a como legado. Paulo Freire acreditava que o humor era uma arma pedagógica progressista. Por isso. Seu método seria autoritário na medida em que ele obriga a todos a participarem na transformação. mostrando que ele era filho do seu tempo. o seu pensamento funda numa explícita teoria -se antropológica do conhecimento. Isso não é verdade: antes de mais nada. Outros o acusam de autoritarismo afirmando que o seu método supõe a transformação da realidade e nem todos desejam transf rmá-la. Nesse sentido. em seus livros . Contudo. não se pode dizer que Paulo Freire tenha sido eclético. da manipulação. têm sido enriquecidas por muitas e variadas experiências em muitos países. . Não há lugar para a hipocrisia. 5. A força da obra de Paulo Freire não está na sua teoria do conhecimento mas em ter insistido na idéia de que é possível. Sua personalidade era transparente. indiretamente. muitas vezes. Certos críticos conservadores afirmam que ele não tem uma teoria do conhecimento porque não estuda as relações entre o sujeito do conhecimento e o objeto. "escolan ovista popular". É claro que . Paulo Fre ire tinha o direito de discordar dessas leituras e não se reconhecer nelas. mas também porque despertava nelas a capacidade de sonhar com uma realidade mais humana. Ele não só convenceu tantas pessoas em tantas partes do mundo pelas suas teorias e práticas. Entre as intuições originais do paradigma da educação popular que ele inspirou. podemos dizer que existe uma evolução no seu pensamento em que ia vai superando certas "ingenuidades" cometidas anteriormente. E isso não serve apenas para os países pobres. antes de mais nada. a defesa de uma educação para a liberdade. O humor é construtivo e a polêmica. menos feia e mais justa. Ele integra os elementos fundamentais destas doutrinas filosóficas sem repeti-las de uma forma mecânica ou preconceituosa. da razão de ser das coisas. porém.

que. sem questioná-lo. Suas palavras e suas ações foram palavras e ações de luta por um mundo "menos feio. Nada menos freireano do que esta idéia. de um lado. um conhecimento que deve ser. da cultura.cedefes.org. Por isso deve ser tratado como um grande educador popular. de outro lado. como ele mesmo dizia. Ao lado do amor e da esperança. não designou esta ou aquela pessoa ou instituição. Essa nova qualidade não será medida pela quantidade absorvida de conteúdos técnico -científicos apenas. respeitando o educando e colocando o professor ao lado dele . menos malvado. deu dignidade a ele. É levar adiante o esforço de uma educação com uma nova qualidade para todos.com a tarefa de orientar e dirigir o processo educativo como um ser que também busca. "molhado de existência" e de história. Como o aluno.para ele uma ilusão . ele nos deixou uma imensa obra. e. Fazendo isso . ao qual não se pode tocar mas se deve apenas adorar. ele nos deixou sua vida. com eles lutam". sua coerência. seu carisma. sonhando sonhos possíveis. Adorar Freire como um totem. Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 64 Uma em cada três chefes de família brasileiros é analfabeto funcional Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. Como disse um professor logo que ouviu falar de seu falecimento "ele nos deixou mais pobres porque partiu. da palavra. uma rica biografia. com eles sofrem. Ele rejeita a idéia da neutralidade científica . Paulo Freire conseguiu.conseguiu manter-se fiel à utopia. a "pedagogia do diálogo". No desenvolvimento da sua teoria da educação. desmistificar os sonhos do pedagogismo dos anos 60. mas. sobre a capa da neutralidade política de uma teoria pura escondem a sua ideologia conservadora. pela produção de um tipo novo de conhecimento. Confessou certa vez que "não tinha vergonha de ser professor". Para esta tarefa. estampada em muitas edições de seus livros. em artigos e vídeos espalhados pelo mundo. Como um plantador do futuro. ele sempre será lembrado porque nos deixou raízes. um criador de espíritos. Esse é o legado de Freire. não significa tratá-lo como um "Totem". menos desumano". Além do testemunho de uma vida de compromisso com a causa dos oprimidos. e aos que neles se descobrem e.essa crítica ignora que Paulo Freire não aceita a idéia de uma teoria pura . Fazer hoje o possível de hoje para amanhã fazer o impossível de hoje. Nela se encontra uma pedagogia revolucionária. sobretudo. seu compromisso. Paulo nos encantou com a sua ternura. Como criador de espíritos. Esta tarefa ele deixou a todos nós. mas estamos mais ricos porque ele existiu".asp?acao=leitura&idmateria=64Y06 . Ele nos deixou teorias e exemplos que nos podem levar muito além de onde estamos hoje. quando o dedicou "aos esfarrapados do mundo. A pedagogia freireana.mas numa teoria crítica enraizada numa filosofia social e política. para o qual a escola era meramente reprodutora do status quo. que deve ser seguido por discípulos. sobretudo. o professor é também um aprendiz.e argumenta que os conservadores. conseguiu superar o pessimismo dos anos 70. acreditava na importância da escola. dizia que não podemos "adocicar" nossas palavras. uma ferramenta de mudança das condições de vida daqueles que não têm acesso à existência plena. do educador. assim descobrindo -se.br/noticia.como recusa o academicismo .superando o pedagogismo ingênuo e o pess imismo negativista . visionário. sua seriedade. asas e sonhos como herança. sustentava a tese de que a escola tudo podia. A pedagogia conservadora humilha o aluno. Não copiá-lo. mas "reinventá-lo". do saber. Por isso não devemos repetir Freire. mas. a melhor maneira de homenageá-lo é reinventá-lo. Diante dela. Qual é o legado que Paulo Freire nos está deixando? Em primeiro lugar. Paulo Freire foi. ele também nos deixou um legado de indignação diante da injustiça. tão claramente expressa já no Pedagogia do oprimido. significa destruir Freire como educador. pelo menos na América Latina. Paulo Freire foi um ser humano completo. sua doçura. Doce guerreiro das palavras. não significa também tratá-lo como um "gurú". Dar continuidade a Freire. acima de tudo.

asp?id=415 Autor(es): agencia de noticias ANABB Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Foi lançada nesta terça-feira (20/05) a Década das Nações Unidas para a Alfabetização. a Unesco e o Ministério da Educação assinaram um acordo de cooperação que prevê a transferência de US$ 200 mil para serem usados em projetos de alfabetização. um evento promovido pela representação da Unesco no Brasil.br/prpg/dow_anais/cien_humanas/educacao_3/giovana.7%). escrevem o nome e até algumas frases.doc Autor(es): RODRIGUES. têm menos de quatro anos de estudo. do Conselho Nacional de Secretários de Educação (CONSED).ufmg.anabb. segundo o IBGE. Data do Texto: 2003-05-21 00:00:00 66 variedades lingüísticas nos programas de alfabetização de jovens e adultos do ms Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Outros Idioma: Português URL: http://www. A solenidade contou também com o apoio do Conselho Nacional de Educação (CNE). mas estão muito longe de refletir condições ideais de desenvolvimento.br/new/area_imprensa/agencia. mas são incapazes de interpretar um texto. um evento promovido pela representação da Unesco no Brasil.2% deles são absolutamente analfabetos. Cópia do Texto: Foi lançada nesta terça-feira (20/05) a Década das Nações Unidas para a Alfabetização. Cópia do Texto: Uma em cada três chefes de família brasileiros é analfabeto 'funcional' Dados educaconaisdo Censo Demográfico de 2000 Estimativas do Unicef indicam que há no mundo cerca de 855 milhões de pessoas que lêem sem entender o que leram. (AF) Data do Texto: 2002-10-02 00:00:00 65 Unesco promove evento para a alfabetização Area de Conhecimento: alfabetização de jovens e adultos Tipo Texto: Notícia Idioma: Português URL: http://www. têm menos de quatro anos de estudo.org. Giovana de Sousa PAULINO. uma em cada três famílias brasileiras ainda é comandada por um analfabeto funcional (34. da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (UNDIME) e do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB). segundo o Censo 2000 17. escrevem o nome e até algumas frases. Os recursos foram captados pela Unesco junto ao governo japonês. mas são incapazes de interpretar um texto. São chamadas de analfabetos funcionais -em geral.Autor(es): CEDEFES Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: Estimativas do Unicef indicam que há no mundo cerca de 855 milhões de pessoas que lêem sem entender o que leram. Hoje. respectivamente. São chamadas de analfabetos funcionais -em geral. Os índices são menores que no começo da década de 90 -caíram dez e cinco pontos percentuais. Maria das Graças Rodrigues Abstract e ou 1º Paragrafo do Texto: This research intends to characterize the manifested positions about linguistical varieties by MST (Landless Worker s Movement) and SINDUSCON-MG (Construction Industry . Na ocasião.

to Language Sociology. and the manifested positions about linguistical varieties. to Educational Sociology and to Discourse Analysis. at one side. to verify (in written documents.Union in Minas Gerais) beginning literacy programmes for young and adults. in teacher s depositions and in teacher s practice) the existence of reports among the political pedagogycal principles of the promotive organizations of the programmes. in the other side. It s situated at language and literacy area and appeal to Sociolinguistic. Cópia do Texto: SEM DADOS Data do Texto: 0000-00-00 00:00:00 .

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