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DESCRITIVO

PARA
QUADRO DE COMANDO

AUTOMÁTICO USCA E30


APRESENTAÇÃO

O presente manual técnico descreve o equipamento referenciado, fabricado pela STEMAC S/A - GRUPOS

GERADORES, destinados a um sistema de suprimento de energia elétrica de emergência em corrente

alternada, bem como fornece orientação para o usuário efetuar a instalação e operação do equipamento

com seus próprios recursos, dispensando mão-de-obra especializada.

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ORIENTAÇÃO

As instruções de operação, instalação e manutenção contidas neste manual não pretendem cobrir todos os

detalhes, nem todas as necessidades técnicas que por ventura possam ser encontradas com relação a

composição, funcionamento, manutenção preventiva ou corretiva. Caso sejam necessárias informações

complementares, ou surjam problemas específicos que não tenham sido suficientemente esclarecidos,

deverá ser consultado o Departamento de Engenharia ou Assistência Técnica nos seguintes endereços.

• STEMAC S/A GRUPOS GERADORES - MATRIZ


Av. Sertório, 905 – Navegantes - POA - RS

Fone : (051) 337-3500 Fax : (051) 337-1010

e-mail: edmundo@stemac.com.br

• SSAT - STEMAC SERVIÇO DE ASSISTENCIA TÉCNICA


Rua João Inácio, 1144 -Navegantes – POA - RS
Fone: (051) 337-02 01/ 337-02 28 R: 418

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SISTEMA DE ENERGIA ELÉTRICA DE EMERGÊNCIA EM CORRENTE ALTERNADA

1. COMPOSIÇÃO DO SISTEMA

O sistema destinado ao suprimento de energia elétrica de emergência em corrente alternada tem a


seguinte composição:

1.1 Grupo Gerador


Constituído de 01 (um) motor diesel e um gerador síncrono perfeitamente acoplados entre si através de
luva elástica e montadas sobre base metálica única.

1.2 Quadro De Comando Automático USCA E30


A USCA tem as funções de:
- Supervisão da rede
- Partida do grupo
- Supervisão do grupo
- Comando da chave de transferência de carga
- Parada do grupo

2. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DO GRUPO GERADOR

2.1 Motor Diesel


As características do motor diesel encontram-se nos catálogos específicos (em anexo).

2.2 Gerador
As características do gerador encontram-se nos catálogos específicos (em anexo).

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3. CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS DA USCA

3.1 Orientações Básicas


Nas descrições a seguir, para efeito de simplicidade, substituiremos expressões energia elétrica da
concessionária local e energia elétrica do grupo gerador por REDE e GRUPO respectivamente.
Os componentes da USCA são identificados nos diagramas esquemáticos através dos códigos formados
por letras e/ou letras e algarismos.
Exemplo:
K1 - Relé 1
BT1 - Botoeira 1
MSA - Módulo de Sinalização e Alarme
Na descrição de funcionamento do equipamento o código dos componentes é acompanhado de uma
notação composta por letras e algarismos, o que possibilita a localização do componente.
Exemplo:
K1 (X25,Y20) isto significa que o relé K1 referido da descrição, encontra-se na união da coluna X25 com a
linha Y20 do diagrama esquemático.
Para efeito de síntese descritiva são adotados nos diagramas esquemáticos as abreviaturas A, M, T, o que
correspondem respectivamente ao sistema em AUTOMÁTICO, MANUAL E TESTE.
Na operação TESTE, é simulada anormalidade na rede; a USCA opera em automático porém, a chave de
transferência não é operada automaticamente e sim manualmente através das respectivas botoeiras.

3.2 Funções da USCA


A USCA tem como função controlar o fornecimento de energia elétrica para o sistema a que se destina.
A energia elétrica controlada pela USCA é fornecida por duas fontes distintas: Uma fonte principal
fornecida pela concessionária local, denominada energia de rede e outra fonte chamada de emergência
fornecida por um grupo gerador diesel.
Estando a energia de rede em condições normais e tendo prioridade, alimentará a carga. Ocorrendo
alguma anormalidade na referida fonte após o tempo pré-determinado, será comandada a partida do grupo
gerador que passará a alimentar a carga.
Retornando a energia da rede as condições normais, após o tempo determinado para confirmação da
normalidade a carga será transferida automaticamente para a rede e o grupo funcionará a vazio por tempo
pré-fixado para resfriamento, sendo após comandada sua parada.
A USCA tem também a função de proteger o sistema evitando que o grupo gerador funcione com defeito.

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4. CARACTERÍSTICAS GERAIS

O sistema é montado em gabinete(s) metálico(s) auto-sustentado(s) em porta(s) frontal(is), aberto(s) na


base para entrada e saída de cabos e pintado(s) com fundo anti-corrosivo e acabamento com base de pó
epoxi na cor cinza RAL 7032. Na porta são montados instrumentos de medição, as botoeiras, as chaves
seletoras e o módulo de sinalização e alarme.
Internamente são montados os cartões de circuito impresso, fusíveis, relés, regulador de tensão do
gerador, retificador para carga da bateria e transformadores.
A lógica de comando é efetuada por circuitos eletrônico dispostos em cartões (circuito impresso) montados
em bastidor metálico de alta resistência mecânica.
Na parte interna é fixada a placa para identificação contendo as características principais do equipamento.
Os componentes são identificados com etiquetas através do seu código funcional coerente com o
diagrama elétrico o que facilita a interpretação.

5. CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS
Potência controlada: *** KVA
Tensão de comando: *** VCA
Tensão do sistema elétrico do motor: *** Vcc.
Tensão de alimentação para rede: *** Vca,60Hz,3 fases + neutro.
Tensão de alimentação pelo grupo: *** Vca,60Hz,3 fases + neutro.

6. DESCRIÇÃO DE FUNCIONAMENTO

Esta descrição tem como referência o diagrama STEMAC número:


E001-E30/01-96.

6.1 Alimentação Geral


Para alimentação da USCA deverá ser acionado a BT0 que alimentará os circuitos de comando.

6.2 Funcionamento Automático


A chave seletora de operações na posição AUTOMÁTICO.

6.3 Rede Normal


Com a rede presente o SCA recebe informações da concessionária(pinos 1,2,3) informando que a rede
está normal, mantendo o grupo pré-aquecido e pronto para partida e será sinalizado no MSA "Rede
Alimentando".

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6.4 Anormalidade na Rede
Ocorrendo anormalidade na rede será enviado um sinal do SCA (pino 7) energizando o K1 (X25, Y20), que
abrirá seu contato (21-22) e fechará (13-14) (X40, Y13) comandando a abertura do dispositivo de força da
Rede e ao mesmo tempo envia um sinal de partida do Grupo Gerador pelo pino 33 do SCA.
Através do fechamento do contato (43-44) e abertura do contato (31-32) do K1 (X40, Y25), será liberado o
acionamento da do dispositivo de força do Grupo.
O SCA ao receber o sinal da Rede anormal, após o tempo de confirmação emitirá o sinal de
funcionamento (saída 37) e o sinal de partida (saída 33) para o Grupo Gerador.
O sinal de funcionamento irá alimentar o KFT (no motor) que ao fechar seus contatos (13-14), irá energizar
o SVT e a válvula solenóide de combustível, liberando o combustível para funcionamento (utilizada em
motores Cummins linha "N").
O sinal de partida irá alimentar o KFT (no motor) que ao fechar seus contatos (13-14) e (43-44) enviará
sinal de partida ao motor de partida, iniciando o ciclo de tentativas de partida.
Este ciclo é composto no máximo, por três tentativas de partida intercaladas por períodos de pausa.
O SCA envia o sinal de partida e aguarda confirmação de funcionamento enviado pelo pressostato (no
motor) ao pino 41 (retirando o sinal de pressão anormal quando a pressão do óleo atingir o nível pré-
ajustado) e/ou a confirmação de tensão do grupo normal.
Caso não seja confirmada tensão ou pressão após a primeira tentativa de partida, o SCA comandará mais
duas tentativas intercaladas por períodos de pausa, se após a terceira tentativa o SCA ainda não receber a
confirmação de funcionamento, liberará um sinal de defeito (pino 27), sinalizando no MSA "DEFEITO NO
GRUPO" e acionando o alarme. Com o defeito, é bloqueado o comando de partida do grupo.
Sendo efetuada a partida do grupo em uma das três tentativas, o SCA confirmará tensão normal do grupo,
através do pino 9 energizará o K3 (X25, Y18), que ao fechar seu contato (13-14), (X33, Y13) liberará o
acionamento do dispositivo de força do Grupo e com a energização do K3 será desenergizado o circuito de
pré-aquecimento do motor.
Quando o dispositivo de força do Grupo for fechado, a carga será alimentada pelo grupo e através do
fechamento do contato (auxiliar) do dispositivo, será sinalização no MSA, "GRUPO ALIMENTANDO" (pino
5).

6.5 Retorno da Normalidade na Rede


O SCA ao receber sinal de retorno da rede, comandará o tempo de funcionamento do grupo a vazio para
resfriamento.

6.6 Parada de Grupo


Durante o tempo de resfriamento do grupo, este estará apto a assumir a carga caso a rede volte
apresentar anormalidade. A seqüência de operação dar-se-á conforme descrito anteriormente
(anormalidade na Rede).
No término do período de resfriamento o CTL enviará sinal de parada (pino 35) para energizar o KPD, (no
motor) que através do fechamento dos contatos (13-14), e (43-44), enviará sinal de energizamento a
solenóide de parada do motor (quando aplicável), através da abertura do contato (21-22) o KPD será
desenergizado o KFT e a válvula solenóide (para Cummins linha "N").
Pela abertura do contato (13-14), (X34-Y13) do K3 será comandada a abertura do dispositivo de força do
Grupo, caso este não tenha aberto através do K1, e também manterá o ligamento do mesmo bloqueado.
Durante o tempo de parada, O SCA mantém as condições de defeito inibidas.
Após o tempo de parada é desenergizado o KPD (no motor) que liberará o dispositivo de parada, ficando o
grupo em condições de nova partida.

6.7 Funcionamento Manual


A chave seletora de operações na posição MANUAL.

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6.8 Partida do Grupo
Ao ser acionada a chave de partida (no motor) será comandada a partida do grupo.
Sendo efetuada a partida do grupo, o SCA confirmará tensão normal e energizará o K3, (X25-Y18)
liberando o acionamento do dispositivo de força do Grupo, através do fechamento do contato (13-14),
(X34-Y13).

6.9 Conexão e Desconexão de Carga


Em manual é realizado através das botoeiras BT1, (X41-Y11), BT2 (X38-Y11) e BT3 (X41-Y22) sendo
respectivamente "LIGA CARGA GRUPO", "DESLIGA CARGA" e "LIGA CARGA REDE".

6.10 Supervisão de defeito


A supervisão de defeito é realizada pelo SCA. Ao ocorrer um defeito no grupo o SCA receberá o sinal e
temporizará para confirmação, comandando após a desconexão da carga, a parada, a sinalização de
defeito no grupo e o acionamento do alarme sonoro.
Os sinais de defeitos correspondentes a "FALHA PARTIDA", "PRESSÃO", "TEMPERATURA", "TENSÃO
ANORMAL" e "SOBREVELOCIDADE" (quando utilizado), serão sinalizados individualmente no cartão SCA
internamente indicados através de led's.

6.11 Falha Partida


Se após a terceira tentativa de partida do grupo este não entrar em funcionamento ou seja, o sinal de
tensão ou pressão normal não chegar ao SCA, após o tempo de confirmação, este enviará um sinal de
defeito ao KPD (no motor) Pino 35, comandando o bloqueio de partida.
A sinalização de defeito no grupo e o alarme sonoro serão ativados através do sinal de pino 27 do SCA
(sinal geral de defeito), levados até o pino 3 do MSA.
Para repor o circuito, basta pressionar BT0 que desenergizará o sistema, logo após acionar novamente a
BT0.

6.12 Tensão Anormal do Grupo


Ao ser detectada tensão do grupo anormal pelo SCA (pino 4, 5 e 6), este enviará sinal de defeito ao MSA.
Pela abertura do contato (13-14) do K3, (X34-Y13) e fechamento do (21-22) (X33-Y13) será desenergizado
o dispositivo de força do Grupo.
Através do fechamento dos contatos do KPD (no motor), será energizada a solenóide de parada no motor
(quando aplicável).
ativação do alarme sonoro e a reposição do sistema dar-se-ão como descrito no item "Falha partida".

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6.13 Pressão
Ao ocorrer pressão baixa do óleo lubrificante o pressostato enviará sinal ao pino 41 do SCA, que
energizará KPD (no motor).
A ativação do alarme sonoro, o desligamento do dispositivo de força do Grupo, a parada do grupo e a
reposição do sistema dar-se-ão como descrito no item "Tensão anormal do grupo".

6.14 Temperatura
Ao ocorrer alta temperatura na água de arrefecimento no motor, o termostato enviará sinal ao pino 43 do
SCA, que energizará o KPD (no motor).
A ativação do alarme sonoro, e desligamento do dispositivo de força do Grupo, a parada do grupo e a
reposição do sistema dar-se-ão como descrito no item "Tensão anormal do grupo".

6.15 Sobrevelocidade (utilizado em motores Cummins linha "N")


Ao ocorrer sobrevelocidade no motor, o sensor de sobrevelocidade enviará sinal ao pino 45 do SCA que
energizará o KPD, ocasionando parada instantânea no motor e ativando os alarmes.

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7. RETIFICADOR DE BATERIA(S)

7.1 Características:
Para manter a(s) bateria(s) de partida e comando do grupo gerador e um nível de flutuação desejado é
utilizado um retificador com as seguintes características:
Potência máxima de consumo: 230 VA
Tensão de alimentação (fase-neutro): *** Vca
Tensão de saída, nominal: 24 Vcc
Corrente de saída, máxima: 5 A

7.2 Composição
O retificador constitui-se de um sistema modular auto-sustentado composto por circuitos eletrônicos de
controle montados em alojamento metálicos, o qual é fixado sobre um TANDEM (transformador e indutor
acoplados mecanicamente).
O alojamento dos circuitos eletrônicos é dotado de painel com sinalização de flutuação, carga e defeito,
botoeira de carga/reset, ajustes de tensão (flutuação/carga), comutação de carga/flutuação e eliminação
de corrente. Pela sua montagem compacta e dimensões reduzidas, torna-se fácil a retirada e colocação
quando isto se fizer necessário para fins de manutenção.

7.3 Funcionamento
O circuito de controle e regulação do retificador mantém a(s) bateria(s) normalmente em flutuação (2.2
V/elemento) mantendo esta tensão constante desde que a corrente drenada pela(s) bateria(s) mantenha-
se abaixo de 5A. Quando a tensão da(s) bateria(s) cair a cerca de 1.8 V/elemento o retificador entra em
regime de carga, deixando de regular a tensão em sua saída e passando a manter uma corrente constante
de 5A entregue à(s) bateria(s), até que a tensão desta(s) alcance 2.4V/elemento, quando então o
retificador retorna ao regime de flutuação.

7.4 Defeito no Funcionamento


Caso ocorra a queima de um ou mais dos fusíveis de entrada e/ou saída ou defeito no transformador de
alimentação, o circuito eletrônico do retificador detectará esta condição anormal ativando sua saída de
defeito, enviando sinal ao módulo de sinalização da USCA, quando então será sinalizado "Defeito no
Retificador".
Para reativar o circuito do retificador deverá ser pressionada a botoeira de reposição localizada no próprio
alojamento do retificador.

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