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Aluno: Giulianno Pereira de Sousa Matrícula: 14/0040781

Disciplina: Política Agrícola e Desenvolvimento Rural


Prof. Dr. Paulo Afonso Francisco de Carvalho

Resumo do Texto “Estado e Desenvolvimento Rural”

O texto é dividido em cinco partes sendo elas: i) Introdução; ii) O papel do Estado no
processo de Desenvolvimento Rural; iii) Atuação do Estado Brasileiro na promoção do
Desenvolvimento Rural; iv) O Estado Brasileiro e o Desenvolvimento Rural diante do futuro e
v) Considerações Finais.
Na introdução os autores fazem um apanhado sobre o desenvolvimento rural no Brasil,
desde a década de 30 do século passado, quando o êxodo rural ainda era incipiente por aqui, até
a entrada “de cabeça” do estado no que se pensava ser desenvolvimento rural. A adoção dessa
postura implicava na cessão de crédito, extensão rural, aquisição de insumos e novas
tecnologias, porém, de forma desordenada e sem pensar nos impactos sociais e como diminuir
desigualdades, essa última cada vez mais latente. Passando por momentos onde grandes
empreendimentos agropecuários tinham mais acesso até o momento de reorganização política
com o processo de democratização no país, os movimentos sociais a partir da década de 1990
pressionam e conseguem, ainda que de maneira muito tímida, que o estado comece a
desenvolver soluções creditícias para financiar o pequeno produtor rural.
Na seção seguinte, logo de início, é apresentado ao leitor os conceitos relativos ao
desenvolvimento rural, definindo bem o que é Desenvolvimento agrícola (preocupado
exclusivamente com a produção, ou produtividade; Desenvolvimento agrário (acesso e
democratização do uso de terras, relações de trabalho, etc); Desenvolvimento Rural (capacidade
do Estado de induzir mudanças no ambiente rural) e Desenvolvimento Rural Sustentável (com
sentido mais amplo que o anterior, com uma preocupação mais social). Aqui os autores
enfatizam bem o que é o desenvolvimento rural e quais seus objetivos ao usar esta expressão.
É enfatizado também a diferença de três grupos sobre o desenvolvimento rural: 1) visão
liberalizante; 2) visão keynesiana e 3) visão marxista. Os autores apontam que no Brasil, assim
como no mundo ocidental, optou-se pelo keynesianismo, enquanto uma visão econômica que
ficaria em meio termo entre as outras duas. Porém para além dessas diferenças foi adotada uma
postura durante quase todo o século XX em que o desenvolvimento rural era confundido com
desenvolvimento agrícola, aquele onde era mensurado o desenvolvimento apenas em termos de
produção e produtividade. Os autores mostram como uma visão liberalizante da economia
afetou o desenvolvimento rural, ou que se entendia por desenvolvimento rural e as narrativas
em torno do tema, que só vieram a ser discutidas e novas abordagens surgiram a partir do fim
do século XX.
Na próxima seção os autores mostram as raízes do desenvolvimento rural, que até o
final da década de 1980 e início da década seguinte apesar de ser tratado como desenvolvimento
rural era puro e simples desenvolvimento agrícola. Ainda no final do século XIX o estado passa
a ser um agente indutor organizando uma série de inciativas, mas ainda não poderia ser chamado
de desenvolvimento rural, porque no sentido mais amplo o desenvolvimento rural implicaria
em desenvolvimento social e humano em algum nível, o que era impossível, tendo em vista o
uso de mão de obra escrava. Só a partir do governo Vargas passou-se a discutir a regulação da
mão de obra nos latifúndios, políticas de preço mínimo, políticas de crédito, desenvolvimento
regional. Os autores salientam que o desenvolvimento rural sempre veio a reboque do
desenvolvimento industrial, mesmo entre os estudiosos tidos como desenvolvimentistas. É
traçado um panorama das conjunturas na era Vargas, onde começou de maneira incipiente a ser
discutido o desenvolvimento rural como forma de promover e estabelecer relações de trabalho,
e durante a ditadura militar, período de expansão do crédito e tecnologias, porém, período onde
mais cresce o êxodo rural e as desigualdades nesse ambiente. Completando esse panorama é
apresentado ao leitor um panorama pós-redemocratização, com a criação de programas que
tentar dar respostas aos movimentos sociais que surgiram com o novo cenário político e social,
como PRONAF, PAA, PNAE e etc.
Na quarta seção e nas considerações finais são expostos os sucessos desses programas
e dos novos rumos trazidos pelo entendimento que o desenvolvimento rural não é só uma
questão de desenvolvimento agrícola, no sentido incremental à produção, mas é uma questão
de presença do estado para promover e oferecer direitos básicos e constitucionais à educação,
saúde, lazer. Nesse sentido todos os programas apresentam sucesso, mas fica o questionamento
e o desafio que se impõe após o Estado, por conta da “crise” fiscal de perder a capacidade de
investimento.

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