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Ficha de Trabalho Português

PARTE A

Lê o texto seguinte, extraído de uma revista juvenil.

DIFERENÇAS ENTRE RAPAZES E RAPARIGAS


Os rapazes preferem saltar e as raparigas conversar, eles são mais competitivos e elas
mais tranquilas. Será que estas afirmações fazem sentido ou não passam de ideias feitas?
Fomos à descoberta do que realmente os distingue.
A cumplicidade entre Manuel Carvalho e Carolina Capela, de 13 anos, torna-se evidente
à medida que cada um termina as frases um do outro durante a conversa. São amigos há sete
anos. Começaram por dar um encontrão no portão da escola no primeiro ano e… odiaram-se.
Mas um grupo de amigos comuns fez com que se conhecessem melhor e a amizade cresceu.
Ambos têm muitos amigos de ambos os sexos e, na hora de identificarem diferenças entre a
amizade com rapazes ou raparigas, não hesitam: “As raparigas conversam mais sobre o que
estão a viver, enquanto os rapazes passam mais tempo a jogar e a gozarem uns com os
outros.”, revela Manuel, divertido. “Elas falam muito do futuro e eles vivem mais o momento
presente”, acrescenta Carolina. Manuel confessa que se sente mais livre para fazer
brincadeiras junto dos amigos rapazes mas, ao mesmo tempo, as raparigas são mais
tolerantes a aceitarem-no tal como é. Se há algo importante numa amizade é a capacidade de
guardar segredos e aí as meninas levam a vantagem.
O psicólogo Bruno Gomes ajuda a explicar esta diferença de comportamento: “As raparigas
têm mais facilidade em expressarem os seus sentimentos. Por isso, desenvolvem relações de
amizade mais íntimas. Os rapazes não partilham tanto as suas fragilidades com os amigos
porque acham que se o fizerem não são fortes.”

Visão Júnior, n.º 148, setembro de 2016, págs. 36-37

1. Assinala com ✗, de 1.1 a 1.4, a opção que completa cada frase de acordo com o sentido do texto que
acabaste de ler.

1.1 Quando o Manuel e a Carolina se conheceram,


a) ficaram logo amigos um do outro.
b) não simpatizaram um com o outro.
c) conversaram sobre os amigos de ambos.
d) contaram segredos um ao outro.

1.2 Para o Manuel e a Carolina,


a) as raparigas têm muitas semelhanças com os rapazes.
b) as raparigas são totalmente diferentes dos rapazes.
c) as raparigas são mais sonhadoras.
d) as raparigas são mais práticas.
1.3 Para o psicólogo Bruno Gomes,
a) as raparigas expressam mais facilmente o que sentem que os rapazes.
b) as raparigas são mais fortes que os rapazes.
c) as raparigas não desenvolvem relações de amizade mais íntimas.
d) não há diferenças de comportamento entre rapazes e raparigas.

1.4 Os rapazes são


a) mais competitivos que as raparigas.
b) mais tranquilos que as raparigas.
c) reservados com os outros rapazes.
d) em tudo iguais às raparigas.

2. Neste texto, fala-se muito da amizade.


Enuncia duas qualidades que esperas encontrar num bom amigo, justificando a tua resposta.
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PARTE B

Lê o texto que se segue.

PEDRO ALECRIM VAI À ESCOLA

Quando a campainha atordoa todos os sítios, ninguém corre para


dentro das salas. O senhor Inácio, o contínuo, costuma dizer que parecemos
bichos gordos a caminho do açougue.
E é quase verdade. No princípio do ano, corremos para as salas para
conhecer os professores. Mas, à medida que o tempo vai passando, a
vontade esmorece. Cada professor tem a sua mania, um tique especial.
E há colegas meus que passam todo o ano a fazer provocações. Lembro, por exemplo, o dia em
que o Luís levou para a sala um rato de borracha. Pô-lo em cima da mesa, escondido entre os livros. A
professora de matemática, que tinha por hábito passar a aula de pé, percorrendo mesa por mesa, pôs
uma mão na mesa do Luís. E ele não perdeu tempo: com a ponta da esferográfica empurrou o rato
devagarinho... devagarinho. Quando chegou aos dedos da mão da professora, esta deu um grito muito
forte e, tresloucada, abriu a porta e desapareceu.
Voltou pouco depois, branca como a cal e, secamente, informou que o Luís tinha de ir ao
Conselho Executivo da escola.
O Luís lá foi e, mais tarde, não quis contar o que lá lhe tinham dito. Na aula seguinte, muito sério,
pediu desculpa à professora e explicou que lhe tinha passado aquela ideia pela cabeça: gostava de ver
como as pessoas reagiam ao verem de repente um inocentíssimo rato de borracha...
Confesso que em algumas aulas sinto o coração a bater com mais rapidez. Há disciplinas que não
são lá muito do meu agrado, e eu detesto tirar negativas.
Se eu fosse professor, explicava sempre o porquê das coisas, com palavras mais fáceis para que
toda a gente compreendesse.
Se eu fosse professor, não dizia “isto é azul”. E ponto final. Ou será que há coisas que não têm
explicação?
Nos intervalos, a afluência ao bar da escola é grande. As empregadas não têm mãos para tantos
braços levantados, tanta gritaria, tanta confusão.
Raras vezes lá apareço. Fico a um canto a falar com o Nicolau, agarrado ao pão com marmelada,
queijo ou manteiga que minha mãe nunca se esquece de meter na pasta.
O Nicolau nunca come depois das refeições. E ri:
- Se eu comesse assim, um dia destes dava um estoiro!
Não conseguimos perceber como há colegas com tanto dinheiro no bolso. E alguns até maços de
tabaco compram e fumam às escondidas.
Às vezes ninguém pode estar num quarto de banho com o fumo e o cheirete a tabaco.

António Mota, Pedro Alecrim, ASA, Alfragide, 2014

3. Localiza a ação no espaço, referindo os locais onde as personagens se movimentam.


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4. Ao longo do ano letivo, os alunos reagem de forma distinta ao toque da campainha.

4.1. Transcreve as sequências do 1.º e do 2.º parágrafos que revelam as reações dos alunos no início
e no decurso do ano letivo.
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4.2. Explica por palavras tuas a reação dos alunos ao toque da campainha “à medida que o tempo vai
passando”.
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5. Com a ponta da esferográfica, o Luís “[...] empurrou o rato devagarinho... devagarinho.”

5.1. O que pretendia Luís com o seu gesto?


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6. A professora reprovou a atitude de Luís.


Transcreve a passagem do texto que confirma esta afirmação.
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7. “[...] Voltou pouco depois, branca como a cal [...].”

7.1. Assinala com X o recurso expressivo presente na frase transcrita.

a) Enumeração c) Comparação

b) Personificação d) Onomatopeia

7.2. Explica de que modo esse recurso expressivo contribui para o sentido da frase.
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8. A narrativa serve de pretexto para algumas reflexões do narrador sobre o comportamento de certos
alunos da sua escola.
Consideras que as suas reflexões se adequam aos alunos de hoje? Justifica a tua resposta.
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9. Classifica o narrador, justificando.

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