1.INTRODUÇÃO : Os reflexos das parcelas trabalhistas em outras (também chamados de repercussões, incidências, integrações etc.

) causam grande confusão. São pedidos e deferimentos de "reflexos em reflexos" ou de reflexos de parcelas trabalhistas em outras que não são devidos. "Refletindo" sobre o tema e também passando por estas agruras em sentenças e votos de acórdãos, resolvi traçar estas linhas, evidentemente, sem qualquer pretensão de esgotar o tema, tendo em vista que a criatividade humana é muito grande e livre para ser usada na estipulação das mais diversas formas de remuneração do empregado, como expressamente previsto nos artigos 457, "caput" e 444, ambos da CLT. Vale lembrar que a questão dos reflexos não está relacionada com fazer, propriamente, os cálculos das parcelas trabalhistas pedidas ou deferidas, mas de se pedir ou deferir os reflexos para que, finalmente, os cálculos aconteçam com regularidade na fase de execução de sentença.

2.A OPERAÇÃO MENTAL : Antes de mais nada, é necessário identificar a natureza jurídica da parcela trabalhista. Aliás, esta "operação mental" não causa espécie ao juiz do trabalho, que nas "decisões cognitivas ou homologatórias deverá indicar a natureza jurídica das parcelas constantes da condenação ou do acordo homologado", conforme previsto no § 3º, do artigo 832, da CLT, acrescentado pela Lei 10.035/00. Então, se a parcela possui natureza jurídica indenizatória, não reflete nas demais verbas trabalhistas pagas ao longo do pacto laboral ou pleiteadas na inicial. Como exemplos, que não são exaustivos, posso dizer que possuem natureza indenizatória as verdadeiras ajudas de custo, as diárias para viagem que não excedam de cinqüenta por cento do salário percebido pelo empregado e as utilidades fornecidas pelo empregador ao empregado "para" o trabalho (arts. 457 e 458 da CLT). Também possuem natureza indenizatória o veículo fornecido pelo empregador para o trabalho (Súmula 367,I/TST), o vale-transporte (artigo 2º da Lei 7.418/85), os abonos e rendimentos do PIS/PASEP (artigo 10 e § único da Lei Complementar 7/70 e art. 5º, § 1º, da Lei Complementar 8/70), a alimentação ou o valealimentação fornecidos em decorrência dos Programas de Alimentação do Trabalhador (art. 3º da Lei 6.321/76), as férias indenizadas, o aviso prévio indenizado (que incide em FGTS e multa rescisória, conforme dispõe a Súmula 305/ TST), a indenização adicional prevista no art. 9º da Lei 7238/84, a indenização por rescisão antecipada do contrato por prazo determinado (art. 479 da CLT), a participação nos lucros (art. 7º, inciso XI, da Constituição Federal) e os depósitos do FGTS, mais a multa rescisória (Súmula 98, I/ TST). Para deferir os reflexos da parcela que possui natureza jurídica salarial em outras verbas, é preciso descobrir ou saber a base de cálculo da parcela receptora do reflexo. Se a parcela pleiteada ou deferida integra a base de cálculo de outra verba trabalhista, então, o reflexo daquela é devido nesta. A base de cálculo dos repousos semanais remunerados é o valor do salário-dia (que deve ser apurado em cada caso concreto, se o salário é por dia, por semana, por quinzena, por mês, por hora, por tarefa ou produção, em domicílio, por comissões, etc.).

036/90). § 1º. A base de cálculo do aviso prévio é o salário correspondente ao prazo do aviso (artigo 487. GRATIFICAÇÕES : As gratificações ajustadas integram o salário (art. 3. 457 e 458 da CLT e a gratificação de natal (art.090/62). o 14º salário pode ter como base de cálculo o salário pago ao empregado em dezembro de cada ano. não incluídas na remuneração as parcelas elencadas no § 9º do art. somente refletem ou incidem nas parcelas trabalhistas cuja base de cálculo é a remuneração do empregado. da CLT).212/91 (que não integram o salário-de-contribuição para a Previdência Social). observando todas as parcelas integrativas do salário do empregado). por si só. 3. . A gratificação de função do bancário é um percentual do seu salário mensal efetivo (55%. da reclamação para concessão das férias ou da extinção do contrato de trabalho (Enun. A base de cálculo das férias é a remuneração devida ao empregado na época da sua concessão (art. 457. não repercutem no cálculo do repouso semanal remunerado (Súmula 225/ TST). a estimativa prevista em norma coletiva ou mesmo o valor das gorjetas fixado através das provas produzidas nos autos do processo trabalhista .A base de cálculo das horas extras e do adicional noturno é o salário-hora normal (que deve ser apurado em cada caso concreto. § 1º. da CLT). 15.EXEMPLOS MAIS COMUNS DE REFLEXOS : 3. O ajuste pode ser expresso ou tácito (as gratificações habituais consideram-se tacitamente convencionadas. mas não o salário do empregado (art. mas não são salário. da Lei 8. adicional noturno. da CLT). 142. Como as gorjetas fazem parte da remuneração. incluídas na remuneração as parcelas de que tratam os arts. apenas nos domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória. nos 13ºs salários e no FGTS. da CLT). Não sendo salário. conforme Súmula 207 do STF). incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos das gorjetas em 13ºs salários e nas férias. A base de cálculo da gorjeta pode ser a estimativa anotada na CTPS do empregado (art. 29. O fato de constar do recibo de pagamento da gratificação o caráter de liberalidade não basta. nas férias. A base de cálculo da gratificação depende do ajuste ou da convenção. salvo as indenizadas. GORJETAS : As gorjetas integram a remuneração. 457. A gratificação por tempo de serviço e produtividade. por exemplo). 7/TST ). "caput". Por exemplo. "caput". 28 da Lei 8. as gorjetas não repercutem em aviso prévio indenizado. para excluir a existência de ajuste tácito (Súmula 152/TST). como. da CLT). § 1º.1.2. A base de cálculo da gratificação de natal ou 13º salário é a remuneração devida em dezembro ou a remuneração do mês da rescisão (Lei 4. pagas mensalmente. horas extras e repouso semanal remunerado ( Súmula 354/TST). por exemplo. integrando o salário. A base de cálculo do FGTS é a remuneração paga ou devida ao empregado. "caput" e § 6º.

3. convenção coletiva e sentença normativa). aviso prévio indenizado. adicional de periculosidade de eletricitário e adicional de transferência).A gratificação semestral do bancário é o valor do salário mensal a cada 6 meses trabalhados. 2º do Dec. como é calculado com base no salário pago ao empregado em dezembro de cada ano. somente sendo devida a referida integração quando o valor das diárias. a gratificação de função do bancário calculada em percentual do salário efetivo mensal reflete em horas extras. são computados para formação do ano. adicional noturno e domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória. A gratificação semestral reflete no FGTS. quando habituais. for superior à metade do salário mensal (Súmula 318/TST). incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. § 3º. no mês. 1º da Instrução Normativa MTPS/SNT nº 8/91. 142.155/65). adicionais diversos (adicional por tempo de serviço. é que refletem na gratificação semestral (as horas extras. PREMIAÇÕES : Os prêmios propriamente ditos. incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. adicional de transferência. RSR´s (como o salário-dia. adicional noturno e domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória. O 14º salário reflete em 13º salário. § 2º. § 3º. Ao contrário. pela média. adicional de periculosidade. tanto o período de férias. pela média (art.14 abaixo). salvo nas férias indenizadas. assim entendidas as liberalidades fornecidas pelo empregador a um determinado empregado de forma não habitual. em aviso prévio (art.16 abaixo). 57. salvo nas férias indenizadas. Tratando-se de empregado mensalista. As diárias refletem em horas extras (como o salário-dia. Ao contrário. A gratificação semestral reflete em 13ºs salários e indenização por antiguidade (Súmula 253/TST). é que refletem no 14º salário. domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro. conforme item 3. conforme item 3. . Dos exemplos acima. O 14º salário reflete em FGTS. da CLT). quando habituais. da CLT) e integram o salário pelo seu valor total (Súmula 101/TST). Quando as diárias para viagem estão sujeitas à prestação de contas. 2º do Dec. da CLT) e 13ºs salários (art. 444 da CLT) ou pelas normas coletivas (acordo coletivo.4. conforme Súmula 115/TST). conforme Súmula 240/TST. 57. não integram o salário do empregado. 457. são computados para formação do semestre (Súmula 253/TST). adicional noturno.155/65) e no FGTS.16 abaixo). estas parcelas. A base de cálculo das diárias é o seu valor diário estipulado pelas partes do contrato de trabalho (art. férias e FGTS. A base de cálculo da premiação depende do ajuste ou da convenção. 13ºs salários. 3. não repercute em horas extras. 487. conforme o disposto no § único do art. tanto o período de férias. adicional noturno. conforme item 3. estas parcelas. A gratificação semestral não repercute em horas extras ( Súmula 253/TST). O 14º salário não reflete em aviso prévio e férias porque. férias (art. O 14º salário. domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro ou apenas a dobra salarial (como o salário-dia. A gratificação semestral não reflete em aviso prévio e férias porque. DIÁRIAS PARA VIAGEM : As diárias para viagem que excedam de 50% do salário percebido pelo empregado possuem natureza salarial (art. a integração das diárias no salário deve ser feita tomando-se por base o salário mensal por ele percebido e não o valor do dia de salário. não integram o salário do empregado. quanto o de pré-aviso. 3. como as gratificações convencionadas (Súmula nº 207 do STF). quanto o de pré-aviso. Contudo. as premiações ajustadas (considerado o ajuste tácito em caso de habitualidade) integram o salário do empregado para todos os efeitos.

As premiações variáveis refletem em outras parcelas como as comissões ou como o salário-produção (vide itens 3. é o real valor da utilidade ( Súmula 258/ TST). 7º. SALÁRIO EXTRA-FOLHA OFICIAL OU "POR FORA" Como salário. Como salário. em férias. da Lei 605/49). § 2º. § 2º. integra as demais parcelas trabalhistas do empregado para todos os efeitos. § 1º. refletem em horas extras e adicional noturno (apurado o valor do salário-hora pela divisão das premiações pelo nº de horas normais em dias úteis).8 abaixo) .3 acima. nos domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro.7 e 3. As premiações que não sofrem alteração pelo trabalho extraordinário ou em repousos semanais e feriados (por exemplo. fixa-se a natureza salarial da parcela "in natura" fornecida ao empregado. em RSR´s (se não for quinzenal ou mensal).16 abaixo). incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. salário-produção. Se a utilidade for usufruída pelo empregado também nos repousos semanais e feriados. 3. COMISSÕES : A base de cálculo das comissões é o preço da mercadoria ou do serviço (art. em reajustes salariais previstos em lei ou normas coletivas. em horas extras ou em adicional de horas extras. etc. reflete em RSR´s (como o salário-semana conforme item 3. 3. em 13ºs salário e FGTS. salvo nas férias indenizadas. Se a utilidade é fornecida em valor fixo mensal.7. em aviso prévio indenizado. Se a utilidade for usufruída pelo empregado também nas férias gozadas durante o contrato de trabalho (por exemplo. salvo nas férias indenizadas. aluguel mensal). da CLT). quando a empresa não faz parte do PAT (Súmula 241/ TST). não reflete em RSR´s (art. em adicionais diversos que têm o salário como base de cálculo. no adicional de periculosidade do eletricitário. mas apenas nos domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória. 142. tarefa. § 2º. por mês. 457. incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. 142.6. PRESTAÇÕES "IN NATURA" : Definido que a parcela é uma contraprestação do serviço paga pelo empregador ao empregado. diário. valor fixo horário. quinzenal ou mensal. da CLT) e no FGTS.). o vale-refeição. A base de cálculo do salário extra-folha oficial vai depender da sua natureza (comissões. em adicional noturno. . em domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro ou só a dobra salarial. os "bichos" dos jogadores de futebol). semanal. etc.5. o salário extra-folha oficial repercute em diferenças salariais decorrentes de equiparação salarial. não são devidos reflexos em RSR´s. ressalvada a hipótese em que o empregado recebe salário mínimo. reflete em outras parcelas como as diárias para viagem (vide exemplo no item 3. 13ºs salários e férias (art.As premiações em valor fixo mensal refletem em outras parcelas como a gratificação de função mensal do bancário (vide exemplo no item 3. por exemplo.2 acima. no adicional de transferência. Se a utilidade for diária. A utilidade pode ser por dia. sendo os reflexos nas férias pela média conforme o disposto no art. em RSR´s de forma proporcional (apurando-se o valor do salário-dia pela divisão das premiações pelo nº de dias úteis do mês e multiplicado pelo nº de dias de repousos semanais e feriados do mês). Se a utilidade é semanal. da CLT). a utilidade reflete apenas no terço constitucional sobre as férias gozadas e nas férias indenizadas. repercutindo no adicional por tempo de serviço de acordo com a base de cálculo deste). por semana. 3. pela média em aviso prévio. dependendo da sua natureza. A base de cálculo do salário "in natura".

Para efeito de apuração dos reflexos da garantia mínima ou da complementação da garantia mínima em adicional de horas extras. apurar-se os reflexos como as comissões (salvo com relação aos RSR´s. que já foram pagos). inciso VII. As diferenças salariais irão repercutir. Da mesma forma que as comissões. § 3º.7 acima. conforme visto acima. tem garantia de salário. DIFERENÇAS SALARIAIS : Se a diferença salarial foi deferida em razão de equiparação salarial. Se as diferenças salariais decorrem de observância de reajustes concedidos em normas legais ou coletivas (acordos coletivos. dependendo da forma do salário (horário. semanal. comissões e salário-produção ou por tarefas (possuem valores variáveis ). a base de cálculo é o salário real do empregado. 3. em aviso prévio. depois. Aquele que recebe remuneração variável. Os reajustes salariais previstos em lei ou normas coletivas não incidem sobre prestações "in natura".14 abaixo). A garantia mínima pode ser paga como parcela única no contra-cheque do comissionista ou pode ser paga no contra-cheque do comissionista de forma destacada (comissões auferidas no mês mais RSR´s e complementação de garantia mínima). em domingos e feriados trabalhados sem folga . Jurisp. salvo nas férias indenizadas. sem necessidade de apuração primeiro do valor das comissões nela incluídas.As comissões refletem no adicional de horas extras ( Súmula 340/ TST) e no adicional noturno (obtido o salário-hora conforme item 3.16 abaixo). em RSR´s (se não for quinzenal ou mensal). em adicionais diversos que têm o salário como base de cálculo.9. A base de cálculo do salário-produção ou por tarefa é o valor combinado pelas partes do contrato de trabalho para a produção ou para a tarefa (art. da CLT). da CLT) e no FGTS. quinzenal ou mensal). a base de cálculo é o salário do paradigma. calculados conforme item 3. diário. nunca inferior ao mínimo (art. da Constituição Federal ). 142. primeiramente. convenção coletiva e sentença normativa). 142. incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. As comissões refletem. 7º. 3. As comissões refletem em repousos semanais remunerados (Súmula 27/TST. aquele que recebe por produção ou por tarefas um valor variável.16 abaixo). tem garantia de salário. A garantia mínima ou a complementação da garantia mínima. da Constituição Federal).8. sendo os reflexos nas férias pela média conforme o disposto no art. 444 da CLT). A garantia mínima ou a complementação de garantia mínima já inclui a remuneração dos RSR´s sobre as comissões que faltavam para atingir a garantia mínima. também repercute em outras verbas trabalhistas como as comissões. 13ºs salários e férias (art. o empregado continua a ser comissionista. adicional noturno e a dobra salarial pelos domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória. Recebendo garantia mínima ou complementação de garantia mínima. inciso VII. o valor das comissões incluídas na garantia mínima ou na complementação de garantia mínima e. é necessário se obter. em horas extras. As comissões refletem também nos domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro ou apenas a dobra salarial (conforme item 3. pela média. § 2º. nunca inferior ao mínimo (art. 7º. em adicional noturno. As comissões repercutem no adicional de periculosidade e no adicional de transferência. O salário-produção ou por tarefas reflete em outras parcelas como as comissões (vide exemplo no item 3. aí incluídas as diferenças porventura deferidas em decorrência de equiparação salarial e as parcelas recebidas extra-folha oficial. 235 da SDI-1/TST). SALÁRIO-PRODUÇÃO OU POR TAREFAS : O salário pode ser estipulado por produção ou por tarefa. O salário-produção ou por tarefas reflete no adicional de horas extras (Orient.

sem os acréscimos resultantes de gratificações. incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. ou seja. da CLT) e FGTS.compensatória em dobro ou apenas a dobra salarial. o empregado recebe enquanto trabalha em condições de periculosidade. o salário profissional e o salário mínimo são mensais. gratificação por tempo de serviço outorgada pelo empregador e outra da mesma natureza prevista em acordo coletivo. férias e FGTS. domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro. 192 da CLT). o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial (Súmula 191/TST). qüinqüênio. 13ºs salários. aviso prévio indenizado. a que lhe seja mais benéfica (Súmula 202/TST). Por exemplo. ou seja. adicional de transferência. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE : O adicional de insalubridade é salário-condição. adicional noturno. não repercute no cálculo do repouso semanal remunerado (Enun. 3. em férias. 193. Como dito acima.12. em 13ºs salário e FGTS. O adicional de insalubridade já remunera os dias de repouso semanal e feriados (Orient. convenção coletiva ou sentença normativa. adicional de transferência. domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro. incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. Jurisp. 3. A gratificação por tempo de serviço percebida pelo bancário integra o cálculo das horas extras (Súmula 226/TST). aviso prévio indenizado. Existindo. salvo nas hipóteses em que. o adicional por tempo de serviço calculado sobre o salário básico mensal do empregado reflete em horas extras.11. o empregado percebe salário profissional (Súmula 17/TST). A base de cálculo da gratificação depende do ajuste entre as partes do contrato de trabalho ou da norma coletiva (acordo coletivo. 142. §§ 5º e 6º. o empregado tem direito a receber. salvo nas férias indenizadas. paga mensalmente. 225/TST ). incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. 13ºs salários. em aviso prévio indenizado. o empregado recebe enquanto exerce atividades em condições insalubres (art. A sua base de cálculo é o salário. ADICIONAL OU GRATIFICAÇÃO POR TEMPO DE SERVIÇO : O adicional ou gratificação por tempo de serviço integra o salário para todos os efeitos (Súmula 203/TST). 103 da SDI1/TST). § 1º. da CLT).10. . o adicional por tempo de serviço é estipulado em um percentual por ano (anuênio) ou por anos (biênio. prêmios ou participações (art. A base de cálculo do adicional de insalubridade é o salário mínimo legal (Súmula 228/TST). apenas nos domingos e feriados trabalhados em dobro.) de trabalho calculado sobre o salário básico do empregado. Em relação aos eletricitários. convenção coletiva e sentença normativa). triênio. 3. o adicional de insalubridade reflete em horas extras (Orient. etc. por força de lei. Jurisp. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE : O adicional de periculosidade é salário-condição. salvo nas férias indenizadas. a gratificação por tempo de serviço. O adicional de periculosidade incide apenas sobre o salário básico e não sobre este acrescido de outros adicionais. salvo nas férias indenizadas. 47 da SDI-1/TST). Via de regra. férias (art. adicional noturno. via de regra. adicional de periculosidade do eletricitário. exclusivamente. convenção coletiva ou sentença normativa. ao mesmo tempo. Como.

ADICIONAL DE TRANSFERÊNCIA : A base de cálculo do adicional de transferência são os salários percebidos na localidade em que trabalhava antes da transferência ( art. 259 da SDI-1/TST). a base de cálculo das horas extras é o salário-hora normal (que deve ser apurado. adicional de transferência. 13ºs salários. durante o sobreaviso. etc. comissionista. vão depender se o empregado é horista. ainda que eventuais (Súmula 63/TST). mensalista. 13ºs salários. O cálculo do valor das horas extras habituais. incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. Se tiver direito a adicional de periculosidade. Para o empregado mensalista. incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos.13. O adicional noturno integra a base de cálculo das horas extras prestadas no período noturno (Orient. posso fixar que o adicional de transferência reflete em horas extras (Súmula 264/TST). adicional noturno (Orient. evitando-se o pagamento em duplicidade. § 3º. 3. da CLT e art. Os reflexos. observada a proporcionalidade desta duração. tendo em vista que. vão depender se o empregado é horista. mensalista. diarista. Para o empregado mensalista. As horas extras. Quando habituais. as horas extras refletem em aviso prévio. em outras parcelas. conforme o disposto na Súmula 264/ TST). incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro. por produção. §§ 5º e 6º. art. 64 da CLT). etc. quando ocorrer feriado ao longo da semana). posso dizer que o adicional de periculosidade reflete em horas extras. 469. aviso prévio indenizado. salvo nas férias indenizadas. tanto o adicional de periculosidade reflete no adicional de transferência. para efeito de reflexos em verbas trabalhistas. O adicional de periculosidade não integra a base de cálculo das horas de sobreaviso. 487. por produção. 97 da SDI-1/TST). refletem no FGTS.14. Para se obter o salário-hora normal é necessário a divisão do salário-dia por 8 horas (art. 142. . § 3º. Se for eletricitário. em outras parcelas. diarista. §§ 5º e 6º. este reflete no adicional de transferência. comissionista. o empregado não se encontra em condições de risco (Súmula 132. 142. adicional noturno. então. o adicional de transferência não pode mais ser calculado com base no adicional de periculosidade. observando todas as parcelas integrativas do salário do empregado.Os reflexos. e vice-versa. férias e 13ºs salários pela média (art. do salário-mensal por 220 horas (art. então. §§ 5º e 6º. 142. 65 da CLT).155/65). férias (art.II/TST). Jurisp. férias (por analogia do art. aviso prévio indenizado. quanto o adicional de transferência repercute no adicional de periculosidade (Súmula 191/TST). do salário-produção ou por tarefas pelo nº de horas efetivamente laboradas no mês (Súmula 340/ TST). HORAS EXTRAS : Como dito acima. salvo nas férias indenizadas. da CLT. domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro. 3. do salário-semanal por 44 horas (duração normal da semana. Quando habituais. da CLT) e FGTS. salvo nas férias indenizadas. então. da CLT). observará o número de horas efetivamente prestadas e a ele aplica-se o valor do salário-hora da época do pagamento daquelas verbas (Súmula 347/TST). da CLT ) e FGTS. 2º do Dec. as horas extras repercutem em RSR´s (Lei 605/49 e Súmula 172 do TST). das comissões. Jurisp. Se o adicional de periculosidade do eletricitário já tiver sido calculado com base no adicional de transferência. semanalista. semanalista. nº 57.

em aviso prévio. Para a remuneração dos . a base de cálculo do adicional noturno é o salário-hora normal (que deve ser apurado. por tarefa ou produção. a base de cálculo dos repousos semanais remunerados é o valor do salário-dia (que deve ser apurado em cada caso concreto. se o salário é por hora. tem direito aos domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro. nº 57. da CLT. Para se obter o salário-hora normal é necessário a divisão conforme as horas extras (item 3. Se o empregado recebe salário-quinzena ou salário-mensal. incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. dividido o resultado pelo nº de dias úteis do mês e multiplicado pelo nº de dias de repousos semanais e feriados do mês. observando todas as parcelas integrativas do salário do empregado). 3. o valor do seu RSR proporcional será apurado pela multiplicação do valor do salário-dia pelo nº de dias trabalhados no mês. O adicional noturno. tem direito apenas à dobra salarial. 97 da SDI-1/TST). Se o empregado recebe apenas o salário-dia pelos dias trabalhados em repousos semanais e feriados. tem direito apenas à dobra salarial. 142. por semana. de acordo com o art. ADICIONAL NOTURNO : Como dito acima. 7º da Lei 605/49). férias e 13ºs salários pela média (art. considerando-se para esse fim o mês de quatro semanas e meia (Súmula 351/ TST ). tem direito aos domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro.I/TST). Se o empregado recebe salário-hora e não trabalha em todos os dias da semana. REPOUSOS SEMANAIS REMUNERADOS E FERIADOS : Como dito acima. O adicional noturno integra a base de cálculo das horas extras prestadas no período noturno (Orient. da CLT e art.15. o valor do seu RSR será o valor de um dia de serviço. em domicílio. o adicional noturno repercute em RSR´s. dividido o resultado pelo nº de dias úteis do mês e multiplicado pelo nº de dias de repousos semanais e feriados do mês. apurado pela divisão do salário-semana pelo nº de dias úteis da semana (pode ocorrer feriado ao longo da semana) e multiplicado o resultado pelo nº de dias de repousos e feriados da semana. O professor que recebe salário mensal à base de hora-aula tem direito ao acréscimo de 1/6 a título de repouso semanal remunerado. 487. art. Quando habitual (Súmula 60. etc. Jurisp. 6:00.3. Se o empregado recebe o salário-hora pelas horas trabalhadas em repousos semanais e feriados e já recebia ou foram deferidos os RSR ´s sobre as horas trabalhadas no mês. da Lei 605/49). por mês.14 acima). 2º do Dec. por comissões.16. Se o empregado recebe o salário-dia pelos dias trabalhados em repousos semanais e feriados e já recebia ou foram deferidos os RSR´s sobre os dias trabalhados no mês. por dia. o valor do seu RSR será o valor de sua jornada normal de trabalho (7:20. §§ 5º e 6º. computado o valor do RSR semana a semana no mês para se chegar à remuneração mensal dos RSR´s sobre o salário-semana. § 2º. 7º.155/65 ). Se o empregado recebe salário-dia e trabalha em todos os dias da semana. Se o empregado recebe salário-dia e não trabalha em todos os dias da semana. Se o empregado recebe apenas o salário-hora pelas horas trabalhadas em repousos semanais e feriados. os dias de repouso semanal e feriados da quinzena ou do mês consideram-se remunerados (art. § 3º.). salvo nas férias indenizadas. Se o empregado recebe salário-semana.. etc. o valor do seu RSR será o valor de um dia de serviço. por quinzena. Se o empregado recebe salário-hora e trabalha em todos os dias da semana. ainda que eventual (Súmula 63 do TST). reflete no FGTS. o valor do seu RSR proporcional será apurado pela multiplicação do valor do salário-hora pelo nº de horas trabalhadas no mês.

142. portanto. As férias indenizadas não repercutem em FGTS porque estão elencadas no § 9º do art. "caput". Jurisp. refletem no FGTS. Assim. tem direito aos domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro. se o empregado trabalhou também em repousos semanais e feriados).090/62). salvo nas férias indenizadas. as demais verbas trabalhistas é que repercutem nas férias. da reclamação para concessão das férias ou da extinção do contrato de trabalho (Súmula 7/ TST). § 6º. A gratificação de natal repercute no FGTS (art. da CLT).036/90). as demais parcelas de natureza salarial é que repercutem no aviso prévio indenizado. a base de cálculo da gratificação de natal ou 13º salário é a remuneração devida em dezembro ou a remuneração do mês da rescisão (Lei 4. férias e 13ºs salários pela média. 15. multiplicado o resultado pelo nº de dias de repousos semanais e feriados do mês. 3. GRATIFICAÇÃO DE NATAL OU 13º SALÁRIO : Como dito acima. da Lei 8. Se o empregado recebe comissões ou salário-produção ou por tarefas.17. "caput". AVISO PRÉVIO INDENIZADO : Como dito acima. da Lei 8.036/90). 4. o valor do seu RSR proporcional será obtido pela divisão do valor total das comissões ou do salário-produção ou por tarefas no mês pelo nº de dias úteis do mês (ou pelo nº de dias efetivamente laborados no mês. estes quando habituais.CONCLUSÃO : .212/91 (que dispõe sobre as parcelas que não integram o salário-de-contribuição para a Previdência Social). 15. Se o empregado recebe as comissões ou salário-produção ou por tarefas pelos dias trabalhados em repousos semanais e feriados e já recebia ou foram deferidos os RSR´s sobre as comissões ou salárioprodução ou por tarefas do mês. 3. repercute em FGTS (Súmula 305/ TST). 195 da SDI-1/TST). Os RSR´s e os domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória. FÉRIAS : Como dito acima. apura-se o valor de um dia de serviço pela divisão do salário-quinzena por 15 dias ou do salário-mensal por 30 dias. § 1º. Assim. tem direito apenas à dobra salarial. A questão está pacificada na jurisprudência (Orient.19. incluídos os depósitos do FGTS sobre os reflexos. estes ainda que eventuais. 28 da Lei 8. 3. O aviso prévio indenizado não está incluído no § 9º do art. Assim. as demais parcelas trabalhistas é que repercutem nos 13ºs salários. a base de cálculo do aviso prévio é o salário correspondente ao prazo do aviso (artigo 487.domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória em dobro.18. Os RSR´s e os domingos e feriados trabalhados sem folga compensatória. Se o empregado recebe apenas as comissões ou salário-produção ou por tarefas pelos dias trabalhados em repousos semanais e feriados. da CLT). a base de cálculo das férias é a remuneração devida ao empregado na época da sua concessão (art. refletem em aviso prévio. 28 da Lei 8.212/91 (art.

convém lembrar que uma verba trabalhista pode repercutir em outra e esta parcela receptora do reflexo. repito. . quando habituais. pode vir a incidir em outra parcela ainda. por sua vez. Isto não significa "reflexo de reflexo". Por exemplo. em outras parcelas trabalhistas.Antes de encerrar. o adicional de periculosidade repercute em horas extras e estas repercutem. desde que não se trate de pagamento em duplicidade. contudo. bastante abrangente e sujeito à "criatividade remuneratória" das mentes livres das partes contratantes. Espero ter abrangido o maior número possível de situações de reflexos de parcelas trabalhistas apreendidas nas petições iniciais e nas sentenças. sem qualquer pretensão de esgotar todo o tema. o que deve ser observado em cada caso concreto.

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