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- Aspectos econômicos

Como os sistemas de proteção têm por objetivo isolar o aço do ambiente, os aços comuns
(como o ASTM A572 Gr50), terão o mesmo comportamento dos patináveis.

- Segurança

Para se evitar a corrosão galvânica, não é recomendável a união de aços de diferentes


potenciais, como os aços comuns e os aços patináveis, em um ambiente agressivo. Assim, é
interessante que em uma estrutura com aços patináveis, todos os materiais tenham
composição química semelhante. Ou seja, se os perfis forem de aço patinável, os parafusos,
consumíveis de soldas, etc também deverão ser. Considerando a dificuldade na obtenção de
parafusos de alta resistência patináveis (e quando encontrados também com maior custo),
corre-se o risco de união de perfis em aços patináveis com parafusos em aço comum ou
galvanizado. Em caso de exposição ao ambiente, a corrosão dos parafusos será acelerada, por
sua área ser bastante inferior à área de aço dos perfis. Além disso, o controle deverá ser
bastante rigoroso, para se garantir o uso de consumíveis de solda na composição adequada.

- Inspeções e manutenção são necessárias e obrigatórias em quaisquer estruturas, de qualquer


material.

Enfim, podem ser utilizados tranquilamente aços comuns, sem resistência adicional à corrosão
atmosférica. Porém, o sistema de proteção deverá ser bem projetado e executado, de acordo
com as necessidades do ambiente e uso da estrutura.

A ABNT NBR 8800:2008, em seu Anexo N (Normativo) - Durabilidade de componentes de aço


frente à corrosão, estabelece critérios para uma boa especificação do sistema de proteção –
classificação do ambiente, escolha do sistema de proteção e cuidados com detalhes de projeto
para se evitar o início ou a potencialização do processo de corrosão.

Reforço que dentro desses critérios mencionados na norma, o mais importante é o tratamento
adequado da superfície do aço. Nenhum sistema de pintura, por mais robusto que seja, será
eficiente em uma superfície que não foi preparada adequadamente.
Fundo Primer Epóxi 2 125 CBCA-18 Acabamento Esmalte Poliuretano 1 50 300 Sistema de
custo alto por galão Expectativa de durabilidade (6 a 10 anos) Tem boa resistência à calcinação

Quanto mais se exige de uma pintura, mais rigoroso deve ser o preparo da superfície e
viceversa, ou seja, quanto melhor o reparo da superfície, mais durabilidade pode-se esperar da
pintura.

- A aplicação à pistola é a melhor opção por que se consegue maior uniformidade de


acabamento e de espessura. Consegue-se inclusive maior espessura por demão; - O pincel é
usado em situações de retoques e reforço de pintura em cordões de solda, arestas vivas,
quinas e frestas; - O rolo é usado onde a aplicação à pistola não é praticável e é uma
alternativa para grandes áreas. O acabamento não é tão fino quanto na aplicação à pistola, e a
espessura é a metade do que se consegue à pistola. Se a espessura recomendada é 120
micrometros, com rolo serão necessárias duas demãos. Com rolo se consegue em torno de 60
micrometros e com técnica adequada pode-se chegar a 80 micrometros por demão. Uma vez
definida a tinta ou o esquema de tintas em função de todos os fatores considerados, pode-se
especificar o sistema de pintura, que deve abranger:

• Preparo da superfície, grau de limpeza, perfil de rugosidade;

• Número de demãos da tinta de fundo e espessuras da película seca por demão em


micrometros;

Intervalo entre cada demão (mínimos e máximos);

• Número de demãos da tinta intermediária (se houver) ou da tinta de acabamento e


espessuras por demão em micrometros;

• Intervalo entre cada demão e tempo para a cura final antes de colocar o equipamento ou a
estrutura em operação.

Com o jateamento obtém-se limpeza da superfície e rugosidade suficiente para a aderência


satisfatória da camada de tinta. Isto é imprescindível para a longa durabilidade que se espera
de um sistema aço patinável / tinta. A preparação de superfície para pintura do aço patinável
deve ser encarada de maneira idêntica à que se dedica ao aço carbono comum. Os cuidados
são os mesmos. As tintas não aderem sobre ferrugens mesmo que se trate de aço patinável,
pois, juntamente com a parte coesa, há produtos de corrosão porosos e soltos na superfície.
Para o aço patinável exposto ao intemperismo, os esquemas de pintura são os mesmos
indicados para o aço carbono comum. A diferença é que no patinável eles duram muito mais.
1.1.8 Padrões de limpeza de superfície A norma Sueca SIS 05 5900 define os seguintes padrões:

Graus de corrosão (enferrujamento)

Os padrões de grau de corrosão são definidos através de fotografias do estado de


intemperismo em que a superfície de aço carbono laminado a quente, se encontra para a
pintura, antes da limpeza. Os padrões visuais fotográficos são 4:

• A - Superfície com carepa de laminação intacta.

• B - Superfície com carepa de laminação se destacando e com presença de ferrugem.

• C - Superfície com corrosão generalizada e sem carepa.

• D - Superfície com corrosão generalizada e com pontos profundos de corrosão, chamados


pites ou alvéolos, em virtude de corrosão localizada.

Antes do preparo de superfície, todas as camadas espessas de ferrugem deverão ser


removidas por martelagem. Do mesmo modo, as oleosidades, gorduras e sujidades visíveis,
devem também ser removidas com solventes ou solução de detergentes em água. Os sais são
dissolvidos e removidos somente com água.

Graus de limpeza

Os padrões de graus de limpeza também são definidos através de fotografias do estado em


que as superfícies ficam após o tratamento de limpeza e remoção da poeira e partículas soltas.
Os 20 padrões visuais fotográficos que são comparados imediatamente antes da aplicação da
tinta, são os seguintes:
• St 2 - Limpeza manual - executada manualmente com ferramentas, como escovas,
raspadores e lixas;

• St 3 - Limpeza mecânica - executada com ferramentas como escovas rotativas pneumáticas


ou elétricas;

• Sa 2 - Jato comercial - executado de forma um pouco mais minuciosa do que no Jato ligeiro.
Cerca de 65% das carepas e ferrugem são eliminadas. O rendimento aproximado é de 15 a 20
m /h por bico;

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