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POESIA E DRAMATURGIA CÊNICA

Daniela Nunes de Almeida1


Luã Áquila Ferreira de Freitas 2

Resumo: Preencher no final

Palavras-chave: Dramatização. Teatro. Poética.

Abstract: Preencher no final

Keywords: Preencher no final

INTRODUÇÃO

O presente artigo é um relato de experiência que narra a etapa inicial da


produção do espetáculo teatral intitulado como uma “peça Poética”, através da
dramatização do poema “Medo” de Carlos Drummond de Andrade, que é considerado
um dos maiores nomes da poesia nacional. Esta poesia será recitada, juntamente com
a outra poesia que é de autoria minha que também retrata sobre os medos, ansiedade
etc.
Primeiramente, a ideia era produzir um espetáculo inédito, construindo texto
para ser trabalhando um teatro musical que envolvesse a literatura, mas devido a
algumas questões como tempo para realização do projeto e também falta de
experiência, e custos altos, tal espetáculo seria inviável. Assim, após um diálogo
ferrenho com o orientador desta pesquisa, resolvemos criar a dramatização em forma
de Poesia encenada de forma teatral. Foi nesse ponto que surgiu o título deste trabalho
“ Poesia e dramaturgia Cênica.
Nesse sentido, a proposta inicial é refletir acerca de como levar a arte da poesia
para os palcos de teatro em forma de dramaturgia cênica. Posteriormente, criar um
espetáculo teatral, baseado no poema selecionado, que foram escolhidos por tratarem
dos temas: medo, confusões, insegurança, de tudo que ocasiona o medo no dia a dia, o
texto é uma obra aberta e cada leitor que dará sua interpretação.

2
Doutorando em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás; Mestre em Letras e Linguística
pela Universidade Federal de Goiás; Realiza pesquisas na área de Estudos Literários, com foco no estudo
de mulheres e misoginia nos Estudos Literários e na Arte.
Entre outras palavras, será criada uma peça que contará com a dramatização da
obra poética, com ator recitando essa poesia como dramaturgia cênica, tentando
transmitir um ou mais sentidos para o público que irá assistir.
No poema há muitas relações sociais envolvidas, bem como imagens de
medo, ansiedade angústia e confusão, com as quais o público pode se identificar, afinal
o texto é aberto para que possa ser interpretado, o objetivo é cultivar a amostra cênica
na poesia escolhida por meio de trocas de expectativa e com a imaginação do público.
As duas composições falam de uma mesma sensação que afeta a sociedade
independente de qual idade, que e “o medo” essas relações e a insegurança, as emoções,
a timidez, a angustia, o amor, o ódio, a gente pode ter medo de várias coisas e são essas
emoções que será compartilhada com o público através da poesia encenada com os
instrumentos cênicos e a dramatização através da fala, dança e música.
Sendo assim, este artigo tem uma proposta que é a combinação entre poesia e o
teatro, logo possui uma grande relevância, tanto para o meio acadêmico, quanto para o
público em geral. A importância dessa proposta se estende também em levar esse tipo
de poesia, centrada na comunicação das emoções, aos palcos de forma teatralizada, para
que o público se identifique com a poesia encenada.
Como foi dito, o objetivo principal deste trabalho é produzir um espetáculo
teatral que permitam expressão, comunicação e emoções. Para tanto, foi realizada
pesquisa bibliográfica entre os meses de fevereiro a outubro de 2021.O levantamento
dessas fontes bibliográficas foi feito a partir de textos indicados pelo orientador e
também lidos no decorrer do curso de Produção Cênica, são leituras e pesquisas gerais
sobre poesia, teatro e dramaturgia. Além disso, foram pesquisados materiais sobre
poetas e escritores poéticos e dramaturgos da literatura em geral. Em Goiás busquei o
grupo relacionado a escritos poéticos como, Goiânia Clandestina (coletivos), que fazem
a produção e leitura de poemas utilizando as artes cênica.
Por fim, o artigo está estruturado em duas partes, a primeira apresenta o
Referencial Teórico, trazemos as ideias e conceitos a respeito da origem dos gêneros
literários Lírico, Épico e Dramático, além de considerações sobre a relação poesia e
teatro e suas respectivas funções na arte; em seguida, abordamos aspectos pertinentes à
Pré-produção do espetáculo proposto, como equipe de trabalho, elementos cênicos,
entre outras informações pertinentes.
2. REFERENCIAL TEÓRICO

A base teórica deste estudo está alicerçada a partir dos estudos de Aristóteles
(1997), Octávio Paz 1982), Bosi (2003) e Cavalcanti (2014) a respeito da poesia;
Fernando Peixoto (1980), Ortega Gasset (1991) e Sabato Magaldi (1994) sobre teatro;
entre outros autores que discutem a relação entre poesia e teatro.

2.1 Do lírico ao dramático


Aristóteles (1997), na Poética divide a poesia em três grandes gêneros: a lírica, a
épica e a dramática, visto que na Antiguidade Clássica os textos literários eram escritos
em versos. A grosso modo, a poesia lírica é o texto no qual se expressa a sensibilidade e
a subjetividade de um sujeito lírico; a poesia épica se trata de um texto narrativo que
relata atos heroicos de um povo, para o estagirita, Ilíada e Odisseia cumprem esse papel;
e a poesia dramática é destinada à representação em palcos, o autor cita a tragédia Édipo
Rei, de Sófocles.
Nesse sentido é importante compreender que, tratando-se de gêneros textuais, a
poesia lírica e o texto dramático partem de algo semelhante: a escrita em versos, no
entanto, seria reducionista afirmar apenas isso. Ambas as expressões artísticas bebem no
rio da arte literária e é por isso que, durante este trabalho, é proposta uma aproximação
entre essas expressões que muito têm em comum e podem contribuir uma com a outra.

2.2 O Teatro: ator, texto e público

Segundo Sábato Magaldi (1994), a palavra teatro abrange ao menos duas


acepções fundamentais: o imóvel em que se realizam espetáculos e uma arte específica,
transmitida ao público por intermédio do ator. O significado primeiro, na linguagem
corrente, liga-se à ideia de edifício, um edifício de características especiais, dotado
basicamente de plateia e palco.
Ainda sobre o espaço do teatro, Gasset (1991) afirma que o Teatro é um edifício e um
espaço demarcado, isto é, separado do resto do espaço que permanece fora. A missão
da arquitetura é construir, frente ao “fora” do grande espaço planetário, um “dentro”.
Nesse sentido, o autor acredita que deve existir uma espécie de simbiose entre os
elementos da teatralidade3, sobretudo entre o espaço cênico e a própria representação do
ator, pois isso causa admiração do público.

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Ainda segundo, José Ortega y Gasset (1991), não é possível separar da palavra
teatro a ideia de visão. Ler literatura dramática não abrange tudo o que está relacionado
a essa arte. É, no teatro, indispensável que o público veja algo, no caso o ator, que
define a especificidade do teatro. Seja no teatro dramático representado ou declamado,
há três elementos essenciais: o ator, o texto e o público. Logo, para esse autor, não há
teatralidade sem essa tríade.
Chegamos a um ponto chave para este trabalho, sobre a tríade acima citada, é
importante destacar a importância do texto na representação4, visto que a proposta desta
pesquisa é aliar poesia lírica e teatro, criar uma encenação a partir de um texto poético.
E essa não é uma ideia nova, já que no início da literatura portuguesa, a poesia era para
ser falada, cantada, não existia uma relação exclusiva da leitura. Essas cantigas, como
eram chamadas, tratavam de temas líricos ou satíricos e eram apresentadas em feiras
livres e espaços, as cantigas se perpetuaram durante a idade média, com os menestréis,
indivíduos que executavam (cantavam e tocavam) essas composições (CANDIDO,
2017).
De acordo Felipe Cândido (2017) apesar de o teatro e a poesia serem duas artes
aparentemente distintas, elas são mais próximas do que se pode imaginar, para
confirmar, ele lembra que um dos clássicos de William Shakespeare, Romeu e Julieta,
seria baseado em um poema do autor inglês Arthur Brooke, publicado em 1562. Quando
chegou aos palcos, recebendo outras personagens, tramas e ajustes na dramaturgia que a
consolidariam como uma das peças mais importantes da história do teatro.
Voltando às ideias de Gasset (1991) sobre a importância do texto e do ator, a
representação é algo tão importante para o fenômeno do teatral, nela o ator busca
interpretar o texto para o público, porque essa é a função de o teatro existir; o público
precisa ver, ouvir e sentir as emoções do próprio ator no palco.
Esse ator precisa ter uma presença física que defina a dramaturgia, usar bem o
espaço do palco e fazer dele um ambiente propício ao cenário da peça, conjugando
cenografia, iluminação e, principalmente, levando em conta os outros elementos
básicos: público e texto. Assim, através da palavra, o ator busca comunicar-se com o
público, no entanto, mímica, gestos, postura, movimento, expressão e olhar podem
substitui-la durante a apresentação.
Segundo Gasset (1991), o teatro pode recorrer também a elementos musicais em
cena. Seja através da voz do próprio ator, de um coro ou uma trilha sonora
cuidadosamente escolhida.
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Explicar
O teatro pode ser considerado uma síntese de elementos artísticos, mas não de
artes. Para a construção de um cenário, por exemplo, utilizam-se alguns dados da
arquitetura e da pintura, mas o teatro não se fixa numa ou noutra arte ele cria a sua
própria especificidade, movimentando-se livremente, chegando a soluções distintas
(GASSET, 1991). Uma dessas soluções seria a encenação e representação de textos
poéticos nos palcos do teatro, criando uma dramatização que possa gerar possibilidades
de espetáculos e aceitação do público.
O teatro é, por excelência, presença e potência de visão, dessa forma Gasset
(1991) questiona se o próprio teatro não é uma ilusão de ótica, ou seja, o que o público
vê no palco não é um rio, não é uma árvore e não é aquela personagem famosa de
Shakespeare, por exemplo, e sim um desenho, uma mancha e mulher qualquer. O certo
é que toda essa dramaturgia, quando bem construída, proporciona a tal ilusão e o ator
com o personagem que representa, não está em cena apenas para ele próprio, mas
principalmente para representar o público, suas sensações e emoções.
O próprio Gasset (1991) afirma que a natureza de um ator consiste em negar a
sua própria realidade e substituí-la pela “realidade” da personagem que representa. O
autor traz o termo “re-presentar”. Assim a presença do ator serve não para ele presentar-
se, mas para presentear o outro ser distinto dele, o público.
Já conforme Fernando Peixoto (1980), o teatro tem sido o objeto de várias
considerações, entretanto, a maioria dos estudiosos do ramo destacam que desde cedo
desperta no homem um espírito lúdico, surge então a ânsia de “ser outro”, de disfarçar-
se e representar-se a si mesmo ou aos outros.
Deixando de lado, momentaneamente, público e ator, sublinhamos a importância
do texto, da palavra que, como foi dito, tem uma grande importância na tríade teatral,
segundo Gasset (1991). O texto numa peça teatral tem uma função de orientar quem
participa do espetáculo e também, de certa forma, guia os expectadores. De modo mais
específico, muitas vezes, um texto original assume a forma de um roteiro, este sim
conduz a criação e a execução do espetáculo. Normalmente a transposição para o texto
teatral vem de um texto em prosa, como um conto ou romance, e, se vem da poesia,
procede da poesia narrativa, como provavelmente aconteceu com Romeu e Julieta,
Shakespeare, e ocorreu com Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto. Uma
peça teatral vinda da poesia lírica não é algo tão recorrente, segundo Felipe Candido
(2017) a roteirização de uma poesia que não seja narrativa parte da colagem de versos e
de um mergulho da individuação do próprio poeta, para isso ele cita exemplos dos
espetáculos “Drummond”, que se refere a versos de Carlos Drummond de Andrade e
“Para desaprender as coisas”, baseado nos poemas de Manoel de Barros.
Paula (2019) afirma que a poesia transmite uma mensagem que desperta
sensações e emoções nas pessoas que apreciam tanto a própria poesia quanto a arte
teatral. O texto poético encenado tende a encantar a plateia, pois trabalha mais
intensamente a sensibilidade. Nesse sentido, acreditamos na interligação do teatro e da
poesia que faz com que caminhem juntas, justamente por serem duas formas de
expressões artísticas.

2.3 Poesia: significado e função

Conforme o Dicionário Eletrônico Houaiss poesia é a “arte de compor ou


escrever versos”. No entanto, é importante destacar que nem todo texto em versos pode
ser considerado um poema e também nem todo poeta é aquele indivíduo capaz de
colocar seus sentimentos e pensamentos em versos (CAVALCANTI, 2014).
Entende-se que a poesia serve como inspiração para qualquer ser humano, ela
trabalha a mente, pensar, o viver, mexe com os sentimentos, seja de forma alegre, triste
etc., isso nos faz pensar ainda mais na construção de peças de teatro a partir de poemas.
Sobre a definição de poeta, o grande escritor Manuel Bandeira escreve em um de
seus textos: “já se disse que o poeta é o homem que vê o mundo com os olhos de
criança, quer dizer: o homem que olha as coisas como se as visse pela primeira vez; que
as percepciona em sua perene virgindade” (BANDEIRA, 1985, p. 204).
Já poesia, para Octávio Paz (1976, p. 10) “é o gênero mais espontâneo para o ser
humano, uma vez que ela concretiza o ritmo inerente à própria linguagem”, uma vez
que esse rimo a prosa é um tipo de racionalização do homem sobre a própria linguagem.
Nesse sentido, o que diferencia a prosa da poesia é a maior ou menor adesão ao ritmo
natural da linguagem humana. (CAVALCANTI, 2014). Paz ainda afirma que o fazer
poético sobre a linguagem é uma importante ferramenta para poesia, ele menciona a
respeito da criação imagens e metáforas no próprio texto poético.
A conceituação de poesia é uma tarefa ingrata, mas alguns escritores buscam
defini-la, diga-se de passagem, definições bem distintas daquela do dicionário:
Octavio Conforme Paz (1982, p.15-16), entre outras coisas, afirma que “a poesia
é conhecimento, salvação, poder abandono. Operação capaz de transformar o mundo, a
atividade poética é revolucionária por natureza; exercício espiritual, é um método de
libertação interior”.
De acordo com Valéry (1999, p. 206), relacionando estreitamente poesia e a
música afirma que “o valor de um poema reside na indissolubilidade do som e do
sentido”. Assim, a Poesia é a “linguagem rítmica, imaginativa, que exprime a invenção,
o gosto, o pensamento, a paixão e a intimidade da alma” (CAVALCANTI, 2014, p. 3).
Vimos então que a poesia exige um grande trabalho com a linguagem, requer
responsabilidade individual e coletiva e está ligada diretamente à noção de ritmo e
musicalidade. Nesse sentido, a poesia representa uma arte muito importante, sensibiliza
o leitor através das palavras, uma vez que ele reconheça em alguma medida aquela
linguagem poética.
No entanto a função da poesia não reside apenas em sensibilizar, alguns poetas,
segundo Bosi (2003), afirmam que a poesia não tem função, uma vez que ela não possui
valor de troca neste utilitarista que é dominado pelo capitalismo. A poesia não é uma
mercadoria. Para ilustrar esse pensamento, Cavalcanti (2014, p. 11-12) lança mão de
comentários do poeta Regis Bonvinccino:

Numa sociedade governada pelo capital e pelo mercado, cabe a poesia o


confronto com “questões que ninguém mais, nem mesmo a filosofia, quer se
defrontar: o insucesso, a obsolescência, a violência, a morte, a impotência, o
isolamento — uma ordem outra de seres”. Nesse sentido, o poeta conclui que o
papel da poesia no mundo atual se configura de acordo com os versos de Robert
Creeley: “Penso que cultivo tensões / como flores / num bosque onde / ninguém
vai...”. Aí está o lugar da poesia e do poeta: bosque/mundo “onde ninguém vai”.
Tensões. Portanto, há dois movimentos distintos e complementares que levam a
poesia para uma situação extrema: o movimento do mundo real, que a expulsa de
seu círculo, e o movimento de cada poeta que, ao “cultivar” tensões, afasta a
poesia do lugar comum das coisas deste mundo.

Adentrar nessa discussão a respeito da função da poesia não é objetivo desta


pesquisa, o que pretendemos é buscar lugares comuns entre poesia e teatro para
podermos relacioná-los. Um ponto que chama a atenção e faz-nos concordar com Paz
(1982) é o fato de a poesia poder transformar o mundo, ser um exercício de libertação.
Isso não está longe da função do teatro, afinal ambas são expressões literárias e
artísticas que necessitam de um público para tomarem forma, a poesia um pouco menos,
pois como diz Manuel Bandeira, ela tem uma força diferente.

3 PRÉ-PRODUÇÃO

A pré-produção entende-se que é a etapa inicial para produzir um espetáculo


cênico. É o momento para pensar, planejar e executar as atividades, como por exemplo,
fazer contatos/parcerias, escolher o local para a realização do espetáculo, montagem da
estrutura da proposta cênica, propor os ensaios, contratar a equipe (técnica e criativa),
divulgação, elaboração do cronograma de ações e a planilha orçamentaria, captação de
recursos e outros. A pré-produção refere-se a fase de “produzir e administrar recursos e
potencialidades visando a obtenção de bens e serviços. E cuidar de todos os detalhes
para que o resultado final seja atingido com a máxima eficiência ao menor custo
possível” (AVELAR, 2009, p. 173).
Nessa etapa recomenda-se, que o produtor delineie os elementos da cena, a
saber: cenografia, sonoplastia, figurino, iluminação, maquiagem, roteiro, etc.
É nesta fase que acontecem as reuniões de criação e o gerenciamento do
cronograma, momento em que poderão sair outras ideias e propostas que contribuirão
para as etapas seguintes do espetáculo.
Sabe-se que a pré-produção é um momento também de previsão de percalços e
problemas que poderão ocorrer, se o produtor estiver preparado, ele poderá resolvê-los
com facilidade.
Para detalhar esta etapa apresenta-se a seguir como tem sido planejado o
espetáculo aqui proposto. Para tanto, dividiu-se em seções:

3.1 Local do espetáculo ?


O espetáculo será gravado numa casa fechada onde o custo ficará mais viável, já
que será feito um vídeo disponibilizado nas redes sociais, de início pensei no espaço
cultural Casa de Vidro em Goiânia/GO, ou em algum teatro com espaço pequeno, já que
o cenário e espetáculo usa-se poucos objetos, cenário menor, porem resolvi de primeira
dar andamento com uma gravação em formato de vídeo , devido ao andamento da
pandemia de Corona vírus que ainda está alto e sem previsões retorno de um público.
A apresentação acontecerá nas mídias digitais: no canal do YouTube, Instagram
e Facebook. ( devido ao contexto pandêmico) Porém está sendo preparada para
futuramente trabalhar a apresentação no formato ao vivo, o mês previsto para filmagem
do espetáculo é julho de 2022, e assim que o processo de mixagem e edição estiverem
prontos, o produto será disponibilizado.
Abaixo segue um quadro com o cronograma das ações a serem desenvolvidas:
Quadro 1 – Cronograma de ações incluir banca avaliadora e inserir coluna com mês de
junho

3.2 Integrantes do espetáculo


Quadro 2 – Ficha técnica precisa de ajustes há palavras erradas e nomes incompletos

3.3 Planilha Orçamentária


A Planilha abaixo consta uma média do que será gasto como projeto, pois de
começo era pra ser maior o gasto devido termos que usar o teatro para fazer a
apresentação, porem hoje será gravado um vídeo com uma apresentação e vamos usar
menos pessoas possíveis e o local será fechado para gravação com poucos objetos .
O que está zerado e porque terá patrocínio como por exemplo o Marketing redes sociais,
e os demais zerados farei por conta própria, e irei fazer uma Rifa sorteando uma cesta
no valor de 10,00, tudo que arrecadar será usado para as despesas menores.
3.4 Elementos cênicos da dramaturgia
É preciso colocar conforme ABNT e escrita, texto confuso.
Para Pallottini (1988) o conjunto de técnicas serve para se organizar no texto
dramático e de vários conceitos a dramaturgia, falando também do teatro, e as várias
maneiras de fazer a análise dos textos e levar a dramaturgia cênica. Isso mostra a
importância dessas técnicas para os produtores cênicos, artistas, também se atentarem
de como é realizada a dramaturgia encenada. É citação direta ou indireta?
O produtor cênico deve ficar atento ao drama do espetáculo: o texto, o roteiro
da história criada, o que vai ser contado e como vai chegar ao público. Por isso,
estruturar
Assim, o roteiro elaborado é fundamental dentro da produção de um espetáculo a
construção desta proposta teatral e suas poéticas dramáticas constitui um desafio neste
processo criativo proposto.
Conforme Renata (1988, p. 56) em seu livro o que introdução a dramaturgia cita
Aristóteles: sobre o que é ação dramática, o conflito, e fazendo necessário essas
observações que se inicia na tragédia. “A dramaturgia clássica francesa, que se
proclama herdeira de Aristóteles, defende a peça fechada, de uma dramática rigorosa,
obediente às regras” (de um modo geral).
O texto no geral dá o entendimento que as artes contemplam seus variados
segredos de escrever roteiros, textos dramáticos e etc. Também nos fornece assunto e
informações sobre os princípios teóricos básicos da dramaturgia e como é tão
importante para analisar a escrita e ver a melhor forma de criar um roteiro ou apenas
conhecer sobre o processo da dramatização cênica, por isso é importante o
conhecimento do produtor para esta visão da escrita do roteiro e como vai formar essa
dramaturgia cênica etc. melhorar escrita, confuso.
Um dos grandes dramaturgos brasileiros foi Nelson Rodrigues, segundo Faria
(20111, p.19-20) é “um autor com tanta audácia, que procura, logo nas primeiras
tentativas teatrais, dominar virtuosisticamente o meio de expressão artística que
escolheu”. Ele, chocava muitas pessoas com teus textos, seu teatro que provocava
admiração e muito sentimento.
Autor de inúmeras peças teatrais, sendo a primeira Mulher Sem Pecado (1942),
apresentada no Teatro Carlos Gomes (RJ), pelo grupo Comédia Brasileira. Nos anos
seguintes Vestido de Noiva, que “maravilhou a plateia do Teatro Municipal do Rio de
Janeiro, na noite de 28 de dezembro” (FARIA, 2011, p.17). Em 1945 a Senhora dos
Afogados foi uma peça censurada e só liberada sete anos depois (FARIA, 2011).
A dramaturgia de Renata (1988) e Nelson Rodrigues escrito por João Roberto
Faria (2011) ajuda a explicar o drama e seus elementos, possibilitando um ato de
criação sem padrões estabelecidos, mas por meio de uma relação entre a imaginação e o
mundo real.
3.4.1 Iluminação

A iluminação será conforme a encenação da poesia, as luzes estão sendo


investigadas, mas apenas serão utilizadas duas ou três cores, como no exemplo abaixo.
A cor das luzes será definida pelo figurino dos atores e conforme o cenário, que será
azul, preto e branco, buscando assim um destaque tanto iluminação, quanto no figurino
e na cenografia.
A iluminação teatral revela e dirige a linguagem visual de um espetáculo,
mesmo em sua forma mais simples. A luz na encenação moderna é fonte de debate entre
os encenadores, cenógrafos e iluminadores. Correntes estéticas como a naturalista, a
simbolista, expressionista e pós-dramáticas estabeleceram uma nova percepção sobre o
estudo da iluminação teatral. (SILVA & SANTOS, ano)

Galeria com 7 fotos em O Filtro. Integrantes da companhia de dança israelense Batsheva ensaiam para
apresentação da obra 'Last Work', dirigida por Ohad Naharin, em teatro em Jerusalém.

Figura 1. Inserir titulo


Fonte: https://epoca.oglobo.globo.com/tempo/filtro/fotos/2015/05/fotos-do-dia-26-de-maio-de-2015.html
Foto: EFE/Abir Sultan

A iluminação no espetáculo tem que ser bem pensada para chamar o público que está
assistindo, por meio das cores (preta, azul e branco) que representam e simbolizam o
imaginário da proposta poética idealizada.
O ser humano conseguiu aprimorar um elemento que caminha ao lado e interage
com o conjunto cenográfico: a iluminação cênica. É ela que cria a atmosfera dramática,
sugere ambientações cenográficas realísticas ou de fantasia, transforma o espaço
cenográfico e estimula os sentidos do espectador. (SILVA & SANTOS, Ano).
Haverá ainda elementos de projeção, que serão usados no fundo do cenário.

3.3.3 Cenografia

O cenário será composto por uma mesa pequena, uma cadeira e papéis com
escritos no palco, ou nas paredes. Os objetos cênicos que comporão o cenário: cadeira,
ou sofá, uma mesa pequena com livros, caneta e papel em cima, buscando representar
um poeta que e o que vai esta narrando e atriz que vai interpretar junto com o narrador.
Pretende-se trabalhar a cenografia de uma forma que chame a atenção do espectador
para a história, a poesia citada, pois a cenografia conta muito com a linguagem cênica.
A cenografia é um elemento importante da teatralidade contemporânea, não apenas pelo
seu estudo dos múltiplos espaços, mas também pela a construção de uma linguagem
visual comunicativa. A cenografia, ou seja, a escrita da “CENA TEATRAL” é
habilidade de construir através de elementos cenográficos uma linguagem visual capaz
de transmitir certa mensagem. (Apostila de Iluminação Cênica e Cenografia. Autor:
Prof. Me. Allan Lourenço da Silva. Supervisão técnico-pedagógica - Prof. Luis
Guilherme Barbosa dos Santos)

2011 O Exonerado · Por: Amanda Stekly


Localização: Cambridgeshire11 Os Exonerados
Por: Amanda Stekly
https://www.mandy.com/uk/c/amanda-stekly-1

3.3.4 Figurino e Maquiagem


O figurino e a maquiagem serão inspirados a partir do texto que será
dramatizado. A vestimenta da atriz é simples roupas de uso doméstico, já que a cena se
passa dentro da casa que a personagem vive. o figurino dançarino será vestes longas e
soltas, sendo assim uma ideia inicial é que seja um figurino que represente a
personagem que tem uma história de medos, angustia, ansiedade, etc.
Será um figurino parecido com o de baixo (qual?), pois a personagem vai estar
vivenciando o momento na própria casa dela, então serão vestimentas simples do dia a
dia, mais que tem a ver com a personagem e o momento que ela vive.
O Figurino é um elemento importante da linguagem visual do espetáculo, as
vestimentas, acessórios tem que da compreensão do personagem, ele é carregado de
simbologia e pode acentuar o perfil psicológico do personagem, objetivos e
características da história. E condizer a época que é a história, que neste caso e época do
agora que vivemos, mas que tenha a ver com um eu poético, já que o projeto e enfatizar
a poesia dramatizada.

3.3.5 Sonoplastia- melhorar escrita


A sonoplastia será feita com repertório musical e enfatizará a cena. Visto que a
sonoplasta trabalha os elementos sonoros a qual irá envolver o público da construção da
dramaturgia encenada, então a escolha da música vai ser uma que inspire sentimentos,
de medos e ao mesmo tempo de alívio. A música e sons que serão utilizados devem
estar intimamente ligados ao que vai acontecer na cena, por isso é importante a
sonoplasta saber do texto e depois acompanhá-lo passo a passo.
A música proposta será um acústico instrumental do produtor Kalin Beat, que
autorizou usar sua produção, dando créditos ao seu nome na divulgação, e a letra da
canção será de autoria poética da autora desta pesquisa, uma vez que já tenho um
repertório de composições.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS

ARISTÓTELES. A poética clássica / Aristóteles, Horácio, Longino. Introdução Roberto


de Oliveira Brandão; tradução Jaime Bruna. 7. ed. São Paulo: Cultrix, 1997.

BOSI, Alfredo. “Entrevista a Rinaldo Gama: Poesia como resposta à opressão”. In:
Revista FAPESP, ed. 87. São Paulo, maio de 2003.

CANDIDO, Felipe. Das páginas para os palcos. 2017. Disponível em


https://blog.saraiva.com.br/das-paginas-para-os-palcos-a-poesia. Acesso em março de
2021

CAVALCANTI, Luciano Marcos Dias. Poesia, o que é para que serve? Recorte –
revista eletrônica. Vol. 11, n. 1, junho, 2014.

ORTEGA Y GASSET. A ideia do teatro. Cidade: Editora perspectiva, 2007.

PAULA, Antônio Carlos de. Poesia e teatro. incompleto


https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-cultura/6760869

PAZ, Octavio. O arco e a lira. Trad. Olga Svary. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982
PEIXOTO, Fernando. O que é teatro. Editora Brasiliense: Brasília, 1980.

RENATA, Pallottini. Introdução a dramaturgia. São Paulo: Editora Ática S.A, 1988.

SABATO MAGALDI. Iniciação ao teatro. Editora Ática, 1998.

SILVA, SANTOS

VALÉRY, Luciano Marcos Dias. Poesia, o que é para que serve? Recorte – revista
eletrônica. Vol. 11, n. 1, junho, 2014. (1999)

APÊNDICE A- Dramaturgia da peça – organizar para que o leitor compreenda. Se


precisar insira mais colunas ou diminua-as

1ª parte

2ª parte

3ª parte

Sobre a Dramaturgia da Peça.

1° parte > Música instrumental........com dançarino

2° parte > Citação da poesia de Carlos Drummond de Andrade.

Poesia encenada (Carlos Drummond de Andrade: O Medo)

O texto escolhido foi de Carlos Drummond de Andrade: O Medo” o poema apresenta


uma construção sobre o medo, os versos trazem a impressão de que tudo foi paralisado,
suspenso. Porque o medo foi maior que as emoções o amor e o ódio, e até os gestos
cotidianos de carinho foram substituídos por esse medo. A importância deste poema traz
uma reflexão para cada um de nós, vem da voz a falta de coragem, esperança, a qual ele
tinha feito a composição quando invadia os indivíduos durante a década de 40 e também
nos tempos que se seguiram, mais do que uma composição poética, trata-se do desabafo
de um sujeito que precisa sobreviver numa época de mudanças bruscas e violentas.
Na verdade, os traumas daquele período histórico e as mazelas que ele deixou nos
indivíduos acabaram se perpetuando através do tempo e permanecem na nossa história
coletiva, este poema era tão preciso naquela década como nos dias de hoje

Observações sobre o autor: Carlos Drummond de Andrade foi um poeta, contista e


cronista brasileiro, considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século
XX Drummond foi um dos principais poetas da segunda geração do modernismo
brasileiro https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Drummond_de_Andrade
Embora também tenha produzido contos e crônicas, o autor se destacou sobretudo no
campo da poesia, marcando o seu nome de forma definitiva na história da nossa
literatura.
Os temas de sua obra são vastos e empreendem desde questões existenciais, como o
sentido da vida e da morte, passando por questões cotidianas, familiares e políticas,
como a utopia socialista, dialogando sempre com correntes tradicionais e
contemporâneas de sua época. As características formais e estilísticas de sua obra
também são vastas, destacando-se, por vezes, o dialeto mineiro
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Drummond_de_Andrade

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O medo (Carlos Drummond de Andrade, 100 anos: 1902-200)
Está na Obra do livro Poemas de A rosa do povo 1945.
Um pedaço da poesia de Drummond.

Carlos Drummond de Andrade


100 anos: 1902-2002
http://www.algumapoesia.com.br/drummond/drummond20.htm

Em verdade temos medo.


Nascemos escuro.
As existências são poucas:
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.

E fomos educados para o medo.


Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios vadeamos

Assim nos criam burgueses,


Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?

Vem, harmonia do medo,


vem, ó terror das estradas,
susto na noite, receio
de águas poluídas. Muletas

Faremos casas de medo,


duros tijolos de medo,
medrosos caules, repuxos,
ruas só de medo e calma.

O medo, com sua física,


tanto produz: carcereiros,
edifícios, escritores,
este poema; outras vidas.

eles povoam a cidade.


Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
dançando o baile do medo.

3° parte - Sobre a Dramaturgia da Peça

(Poesia dramatizada – formato teatral – Vídeo)

“Medo” Daniela Nunes de Almeida

Fiz esse texto para falar do medo, e ao mesmo tempo da ansiedade , insegurança que e
seguida dele. Sentir medo faz parte da vida de muita gente, O medo nos paralisa, ativa
o nosso organismo para que rapidamente possamos monitorar o ambiente que nos rodeia
daí vem a procura de algo que nem sabemos direito o que queremos, ai vem a ansiedade
nos consumir e não nos deixar fazer nada, simplesmente nada sabe!

E pensei: como conseguir passar esta mensagem para muitas pessoas que passam por
isso dia a dia? De uma forma Poética, dramatizada, talvez você consiga ser ver no texto
dramatizado, então sinta-se livre para interpretar o texto como ele chegou até você. O
que posso dizer é que escrevi este texto pra você interpretar o que você ver, na imagem
há muitas relações sociais envolvidas, como nas imagens de medo, ansiedade, a obra é
aberta e a importância da interpretação do leitor é valiosíssima, uma das minhas maiores
alegrias é descobrir uma interpretação nova do texto, conforme a visão de mundo
daquele que leu. Então, sinta-se livre para dar vazão ao que o texto, mas lhe instigou ou
emocionou, a ideia e aberta como disse, para sua imaginação e a do público também

Este escrito foi feito por Daniela Nunes de Almeida, natural de Imperatriz -ma
residente em Goiânia-Go, a poesia foi selecionada para publicação no livro Poesia Livre
2021, seleção Poesia Brasileira, Vivara Editora Nacional, estudante de Produção Cênica
na Escola do Estado de Goiás em Artes Basileu França - EFGABF, estudei técnicas de
Composição da UFG 2017, e teoria Musical na escola de artes Gustavo Ritter
2015/2016.

A poesia foi editada por mim e fiz um recorte com outra composição musical minha que
relata sobre medos e ansiedade, e juntei as duas para que fosse feito o roteiro.
A peça chama” Você tem medo de que?

Um pedaço da poesia que será dramatizada por uma atriz e o narrador.

Será feito recorte (roteiro da peça separado por cada ator) Atriz, narrador, 2 ou 4
dançarinos.

MEIO>

“Sou silencio desesperador, eu sou versos, ecos e um monte de constelações, tentando


gritar...................Meu eu onde encontrar?
Mente, caótica fria, cinza, segredos que no tempo não cabem.
Não serei mais a mesma para sempre, não terei mais a mesma mente.
Mas serei silencio eternamente, memórias e poesias.
E agora eu me pausei, paralisei.
Silenciosamente fui desmoronando, que nem deu tempo de perceber.”
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx continua.

FIM Toca Música instrumental com alguns escritos poéticos, caindo sobre o palco, e
telão com nome de autores grandes da poesia,
(Carlos Drummond, Cora Coralina, Vinicius de Morae, Cecília Meireles, Manuel
Bandeira, Mário Quintana, Ferreira Gullar, João Cabral de Melo Neto, Adélia Prado,
Fernando Pessoa, Machado de Assis,

A personagem que dramatiza a poesia e uma jovem estudante, que gosta de dança e
artes, uma ex bailarina que deixou de seguir sua carreira por medo e insegurança e por
fatores pessoais que acabou afetando seus sonhos. Mas ela quer da a volta por cima e
vencer este medo.

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