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Guia do

Professor Guia do
Novas Leituras 8
Língua Portuguesa 8.o Ano

Para o Aluno
Professor
Novas Leituras 8
• Manual
• Caderno de Exercícios Língua Portuguesa 8.o Ano
• www.novasleituras8.asa.pt

Guia do Professor Novas Leituras 8


Alice Amaro
• Manual Multimédia (CD-ROM e online)
Para o Professor
• Manual (Edição do Professor) • Anualização do programa*
• Guia do Professor
• Guiões de Leitura • Planificação anual*
• Planos de Aula • 10 Testes de avaliação*
• www.novasleituras8.asa.pt
• Grelhas de apoio
• (CD-ROM e online)
• Transcrição dos documentos áudio/vídeo
• Soluções do Caderno de Exercícios

* MATERIAIS DISPONÍVEIS,
EM FORMATO EDITÁVEL, EM:

978-888-88-9751-6
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ÍNDICE
Introdução ....................................................................................................................... 5

Apresentação do projeto e recursos multimédia ............................................ 7

1. Metas de aprendizagem ...................................................................................... 11

2. Anualização do programa .................................................................................. 21

3. Planificação anual ................................................................................................ 33


Referencial de textos do programa ...................................................................... 43

4. Testes de avaliação .............................................................................................. 45


Propostas de resolução dos testes de avaliação ................................................. 87

5. Grelhas de apoio ................................................................................................... 93


Grelha de avaliação da expressão oral/participação oral .................................... 94
Grelha de avaliação atitudes/desempenho global .............................................. 95
Contrato Pedagógico de Leitura ........................................................................... 96

6. Transcrição dos documentos áudio/vídeo ................................................. 97


Transcrição dos documentos áudio/vídeo do manual .......................................... 99
Transcrição dos documentos áudio/vídeo dos testes ........................................ 109

7. Soluções do Caderno de Exercícios do aluno ........................................... 119


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INTRODUÇÃO
Os atuais Programas de Português do Ensino Básico (PPEB) surgem organizados em torno de
quatro Competências – Compreensão/Expressão oral, Leitura, Escrita e Conhecimento Explí-
cito da Língua (CEL) –, enumerando os Resultados Esperados e os Descritores de Desempe-
nho que constituem referenciais de progressão programática, indicadores do que o aluno deve
ser capaz de fazer até o final de cada um dos ciclos de ensino.
O princípio de progressão, que preside aos novos PPEB, bem como a estrutura organizativa
que prevê a confluência das diversas competências e a operacionalização das aprendizagens,
subjazem, de igual modo, às Metas de Aprendizagem, emanadas do Ministério da Educação,
e cuja persecução está implícita. As metas de aprendizagem estruturam-se, assim, em domí-
nios de referência que, por sua vez, se dividem em subdomínios que procuram ir ao encontro
dos saberes previstos nos PPEB, numa lógica de continuidade faseada e articulada de apren-
dizagens por anos de escolaridade.
Neste quadro de ensino, o professor tem uma responsabilidade acrescida e um papel deter-
minante na sua prática docente quotidiana, na medida em que é a ele que compete gerir o
programa de forma a garantir desempenhos escolares que permitam aos alunos atingir as
metas de aprendizagem e desenvolver as competências essenciais, até o final de cada ciclo.
Considerando que, embora prevista, a anualização dos conteúdos e dos descritores de desem-
penho não é delineada nos PPEB, é o professor que, no seio do grupo disciplinar, deve fazer
a distribuição dos conteúdos específicos por ano de escolaridade, em função do Projeto Edu-
cativo delineado pela sua escola e do perfil dos seus alunos relativamente ao saber e ao saber-
-fazer, procurando, no entanto, respeitar e gerir a heterogeneidade do público discente com
que se depara no processo de ensino e aprendizagem.
Por conseguinte, este Guia do Professor pretende dar um contributo na planificação e gestão
dos PPEB, assim como procura servir de apoio à prática docente, nomeadamente com pro-
postas de testes e de grelhas de avaliação, que possam libertar o professor para a realização
de outras tarefas ligadas à sua profissão e que exigem cada vez mais trabalho e permanência
nas escolas, deixando pouco tempo livre para a preparação de materiais pedagógico-didáticos.

A Autora
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Apresentação
do projeto
O projeto Novas Leituras abarca os seguintes componentes:

Para o Aluno
– Manual
– Caderno de Exercícios
– 20 Manual Multimédia

Para o Professor
– Manual (Edição do Professor)
– Guia do Professor
– Planos de Aula
– Guiões de Leitura
– CD Áudio
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Manual
O Manual encontra-se estruturado em cinco sequências temáticas, com organização semelhante:
Sequência 0 – Organizar o estudo
Sequência 1 – Textos dos media e instrucionais
Sequência 2 – Texto narrativo I – Literatura juvenil
Sequência 3 – Texto narrativo II – Autores portugueses, de língua oficial portuguesa
e estrangeiros
Sequência 4 – Texto dramático
Sequência 5 - Texto lírico

Esta organização em sequências temáticas respeita e valoriza o princípio de progressão ao


apresentar os conteúdos num crescendo de complexidade, desde o texto não literário ao texto
paraliterário e literário, possibilitando ao aluno uma perspetiva clara e sistematizada da matéria
objeto de ensino e aprendizagem.
A Sequência 0 tem por objetivo orientar os métodos e hábitos de estudo dos alunos, forne-
cendo-lhes técnicas e instrumentos de trabalho que lhes permitam organizar, mas também au-
toavaliar, o seu processo de aprendizagem ao longo do ano letivo.
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Ao longo de cada Sequência são mobilizados os recursos e os conhecimentos transversais


às quatro competências estabelecidas no PPEB: Leitura, Compreensão/Expressão Oral, Escrita e
Conhecimento Explícito da Língua. A par do desenvolvimento destas competências, procura-se,
ainda, promover a educação para a cidadania – Saber ser e/ou Saber estar –, ao mesmo tempo
que se apresenta propostas de trabalho de caráter interdisciplinar – Saber interagir.
No final de cada Sequência de aprendizagem, consta uma breve sistematização dos conhe-
cimentos por meio de uma ficha informativa – Para saber – e ainda um Teste formativo dos con-
teúdos trabalhados até àquele momento.
O Manual contempla com um Suporte Gramatical com os conteúdos do CEL previstos para o
8º ano de escolaridade.
Do Manual Edição do Professor constam, também, sugestões metodológicas e propostas de
resolução das atividades. Esta obra afigura-se, assim, como um instrumento facilitador do tra-
balho docente, libertando o professor para outras tarefas.
O Manual Novas Leituras possibilita um trabalho exequível ao nível dos vários domínios da
língua, através de atividades e exercícios essenciais e rigorosos. Apresenta várias tipologias
textuais, permitindo ao aluno o contacto com textos de qualidade, entre os quais se destacam
as seguintes obras integrais, de autores consagrados e previstos no programa e/ou no PNL:

- “A Fuga de Polichinelo” de Gianni Rodari;


- “O Homem Trocado” de Luís Fernando Veríssimo;
- “In Excelsum” de Mário de Carvalho;
- “A Palavra Mágica” de Vergílio Ferreira;
- “O Mendigo Sexta-Feira Jogando no Mundial” de Mia Couto;
- Falar Verdade a Mentir de Almeida Garrett.

Além destes textos presentes na íntegra no manual, também é facultada a abordagem integral,
através dos guiões de leitura disponibilizados aos professores, das seguintes obras parcialmente
trabalhadas no manual:
- Um Fio de Fumo nos Confins do Mar de Alice Vieira;
- A Pérola de John Steinbeck;
- Os Herdeiros da Lua de Joana de Maria Teresa Maia Gonzalez.

Caderno de Exercícios
Caderno de treino das aprendizagens de CEL, disponibilizando propostas de exercícios que
abarcam todos os planos do DT. As soluções encontram-se disponíveis no Guia do Professor e
em www.novasleituras8.asa.pt.

Guia do Professor
Guia prático de apoio à implementação dos PPEB que inclui:
– Metas de aprendizagem;
– Anualização do programa;
– Planificação anual e trimestral (8º ano);
– Testes de avaliação (dois testes por sequência do Manual), incluindo oralidade;
– Contrato pedagógico de leitura;
– Grelhas de observação e grelhas de avaliação por competência;
– Transcrições dos documentos áudio e vídeo do Manual e dos testes do Guia do Professor;
– Soluções das atividades do Caderno de Exercícios do aluno.

Guiões de leitura
Guiões que propõem a leitura integral de três das obras trabalhadas parcialmente no Manual:
Um Fio de Fumo nos Confins do Mar de Alice Vieira, A Pérola de John Steinbeck, e Os Herdeiros
da Lua de Joana de Maria Teresa Maia Gonzalez. Contém ainda uma ficha de verificação de
leitura do texto dramático Falar Verdade a Mentir de Almeida Garrett.
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Planos de Aula
93 planos de aula, pensados para 90 minutos, que abarcam todos os conteúdos trabalhados
no Manual e que promovem a articulação entre todos os recursos do projeto Novas Leituras. De
forma a constituírem uma base de trabalho útil, que o professor poderá ajustar ao perfil de
cada uma das suas turmas, todos os planos encontram-se disponíveis, em formato editável,
em .

CD Áudio
Reforço do trabalho da componente oral, com vocalização de alguns textos do Manual bem
como com recursos áudio de apoio a atividades. Inclui booklet com transcrições áudio.

O possibilita a fácil exploração do projeto Novas Leituras, através das novas


tecnologias em sala de aula. Trata-se de uma ferramenta inovadora que permite:

n a projeção e exploração das páginas do manual em sala de aula;

n o acesso um vasto conjunto de conteúdos multimédia integrados com o manual:


• animações – abordam de forma interativa os diversos conteúdos, possibilitando uma ava-
liação do aluno através de atividades de consolidação;
• gramática interativa – tópicos gramaticais abordados ao longo do manual, acompanhados
de avaliação da informação apresentada;
• fichas (formato Word) – conjunto de fichas editáveis de consolidação de conhecimen-
tos;
• testes interativos – banco de testes interativos, personalizáveis e organizados pelos di-
versos capítulos do manual;
• apresentações em PowerPoint – apresentações editáveis que exploram de forma peda-
gógica, sintetizadora e motivante diversos conteúdos;
• jogos – atividades lúdicas que permitem a revisão de conteúdos, de forma divertida, con-
jugando as vertentes lúdica e didática;
• links Internet – endereços para páginas na Internet de apoio às matérias, de forma a com-
plementar os conteúdos destacados no Novas Leituras 8;

n a disponibilização dos Planos de Aula, em formato Word, para que o professor os possa
adaptar de acordo com as características de cada turma:
• utilizando as sequências de recursos digitais propostas em cada plano, recorrendo a um
projetor ou a um quadro interativo;
• personalizando os Planos de Aula com outros recursos;

n a avaliação dos alunos:


• utilização de testes predefinidos ou criação de novos a partir de uma base de cerca de
200 questões;
• impressão de testes para distribuição;
• envio, online, de testes para os alunos, com a correção automática;
• relatórios de avaliação detalhados que permitem um acompanhamento do progresso dos
alunos;

n a troca de mensagens e a partilha de recursos com os alunos.


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METAS DE
APRENDIZAGEM
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Novas Leituras 8 –

DOMÍNIO: Compreender discursos orais e cooperar em situação de interação

7º/8º Anos de escolaridade 9º Ano de escolaridade

O aluno: O aluno:
– faz perguntas relevantes e comentários pertinentes acerca de – usa notas e resumos de discursos orais para preparar as suas próprias
exposições e de debates. exposições e os seus textos escritos.
– resume exposições orais, integrando informação visual que as apoie. – elabora relatos que resumam discussões em grupo.
Compreensão de
– identifica os principais recursos usados pelos falantes para explicar e – resume exposições orais, integrando informação visual que as apoie e
Novas Leituras | Guia do Professor
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discursos orais divertir. explicando o modo como ela contribui para a clarificação do assunto.
– identifica os principais recursos usados pelos falantes para persuadir e
argumentar.
– reconhece o ponto de vista do interlocutor e posiciona-se relativamente
a ele.

O aluno: O aluno:

SUBDOMÍNIOS
– usa a discussão em grupo para, de uma forma lógica e metódica, – usa a discussão em grupo para, de uma forma lógica e metódica, fazer
Adequação aos
resolver problemas, partilhar e testar ideias. deduções e testar e avaliar ideias.
objetivos e aos – colabora na discussão em grupo, desenvolvendo e criticando os pontos – monitoriza o discurso, tendo em conta as reações do interlocutor e da
participantes em de vista dos outros participantes. audiência.
situação de – adapta o discurso em função das reações do interlocutor. (7.º ano) – coopera para o desenvolvimento da interação verbal em situações
interação – modifica o seu próprio ponto de vista, à luz das evidências formais (e.g: na assunção de diferentes papéis; no respeito das máximas
apresentadas pelo interlocutor. conversacionais e do princípio de delicadeza).
– formula e responde a críticas de forma construtiva.

DOMÍNIO: Exprimir oralmente ideias e opiniões

7º/8º Anos de escolaridade 9º Ano de escolaridade

O aluno: O aluno:
– faz exposições orais preparadas sobre temas escolares. – faz exposições preparadas sobre temas escolares, com e sem apoio de
– faz apresentações, salientando de forma clara factos, exemplos, guiões, com e sem recursos multimodais.
Organização evidências e justificações. – apresenta argumentos numa sequência lógica, servindo-se de recursos
do discurso – usa o vocabulário técnico exigido nas disciplinas curriculares. persuasivos.
– usa o vocabulário técnico que conhece em debates ou discussões – usa vocabulário preciso e diversificado em situações formais.
formais. – usa a complexidade gramatical requerida no discurso oral produzido em
situações formais.

SUBDOMÍNIOS
O aluno: O aluno:
Fluência – usa gestos e diferentes recursos prosódicos para envolver a audiência – usa gestos e diferentes recursos prosódicos para persuadir e
na narração de um evento real ou ficcional. argumentar.
– usa o português padrão em situações formais. – usa fluentemente o português padrão em situações formais.
DOMÍNIO: Compreender e interpretar textos

7º/8º Anos de escolaridade 9º Ano de escolaridade

O aluno: O aluno:
– cita pormenores do texto expressos literalmente ou reconstituídos por – identifica o modo como o autor desenvolve as ideias centrais do texto.
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inferência. – cita pormenores do texto para fundamentar a compreensão de


– hierarquiza as informações contidas num texto, distinguindo informação explícita ou implícita.
informações principais de informações secundárias. – reconhece diferentes modos de concatenação de ideias ou de
Identificação – estabelece a relação entre uma determinada parte do texto e a imbricação de eventos, bem como funções a eles associados.
de ideias centrais estrutura mais ampla em que se insere (e.g.: elemento da descrição / – identifica a importância do uso da recorrência (e.g.: expressões;
e de pormenores descrição geral; episódio / enredo; fala / didascália; verso / estrofes; processos retóricos; acontecimentos) para o desenvolvimento de um
relevantes estrofes/ soneto). tema ou de uma ideia central no texto.
– apresenta um resumo com todas as ideias fundamentais do texto e
apenas essas.
– estabelece correlações entre múltiplos elementos de um texto (e.g.:
influência dos eventos no estado de espírito da personagem; conexão
entre ação e cenário; semelhança / contraste).

O aluno: O aluno:
– usa a informação gráfica ou quantitativa para confirmar a – usa a configuração gráfica da página para hierarquizar informação.
compreensão do que leu. – consulta diversas fontes bibliográficas, impressas ou digitais, para
Mobilização aprofundar o conhecimento textual e contextual.
– relaciona informação gráfica e / ou quantitativa com informação
e construção

SUBDOMÍNIOS
disponibilizada no corpo principal do texto.
de conhecimentos – usa o conhecimento prévio para detetar sentidos implícitos no texto.
e ideias – mobiliza conhecimento enciclopédico para comparar o modo como o
mesmo tema ou tópico é abordado em diferentes textos.
– avalia, e reformula se necessário, as primeiras impressões sobre o texto
após a análise do mesmo.

O aluno: O aluno:
– compara diferentes interpretações de um parágrafo, de uma sequência – identifica o modo como uma palavra ou expressão contribui para o
Identificação ou de um texto. desenvolvimento de uma ideia ou para o tom do texto (e.g.: humor;
do sentido – usa pistas contextuais para inferir o sentido de palavras polissémicas ironia).
de palavras e e de expressões idiomáticas. – explica como processos metafóricos ou analogias contribuem para o
de frases sentido do texto.
em contexto – distingue tipos de processos linguísticos que marcam progressão (e.g.:
tipos de progressão temática; manipulação temporal retrospetiva e
prospetiva).
1. Metas de aprendizagem | Novas Leituras

Novas Leituras 8 –
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Novas Leituras 8 –

DOMÍNIO: Compreender e interpretar textos

7º/8º Anos de escolaridade 9º Ano de escolaridade

O aluno: O aluno:
– analisa e compara diferentes pontos de vista expressos por diversos – analisa os efeitos de sentido produzidos pelo uso de diferentes técnicas
autores. discursivas (e.g.: explicação causal; justaposição temática; efeito de
– identifica elementos que compõem a estrutura efabulatória (e.g.: retardamento).
personagens e respetivas reações; articulação entre as categorias de – analisa o modo como pontos de vista e recursos estilísticos contribuem
Novas Leituras | Guia do Professor
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tempo e de espaço e a delineação da ação) para o sentido do texto (e.g.: argumento / contra-argumento; ironia;
cómico).
– distingue factos de opiniões perante informação textual convergente ou
Domínio da
divergente.
complexidade – compara a recriação literária de uma época ou de uma personagem com
textual fontes históricas.

SUBDOMÍNIOS
– identifica elementos que compõem a estrutura efabulatória (e.g.:
relações entre personagens; valor do monólogo interior; instância
narradora).
– identifica esquemas de construção de textos argumentativos.
– compara um texto com a sua transposição para outra linguagem (e.g.:
filme; representação teatral; versão multimédia).
– interpreta objetos multimodais, complexos (e.g.: canções; videoclips;
cinema de animação).
DOMÍNIO: Tornar-se leitor

7º/8º Anos de escolaridade 9º Ano de escolaridade

O aluno:
– lê, de forma fluente, textos expositivos e argumentativos de diferentes
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áreas curriculares, utilizando com proficiência métodos e técnicas de


estudo (e.g.: esquematizar; identificar tópicos; resumir).
– seleciona e usa estratégias de leitura (e.g.: diminuição da velocidade de
leitura; releitura; leitura em voz alta) adequadas ao nível de dificuldade
Estudo e do texto e ao grau de conhecimento do assunto.
construção – utiliza a “leitura em diagonal” para identificar com rapidez e eficácia o
de conhecimentos conteúdo essencial de um texto.
– lê por iniciativa própria textos com relevância cultural ou científica,
dirigidos a um público não especializado (e.g.: crónicas; artigos de
opinião; críticas sobre música, filmes, exposições; artigos sobre
ciência).
– rentabiliza de forma estratégica os recursos disponíveis em bibliotecas
(suporte de papel, digital, multimodal).

O aluno:
– lê, autónoma e regularmente, textos de diferentes géneros (e.g.:
narrativas policiais; narrativas de caráter realista; diários; peças de
teatro; poesia lírica).
– usa a informação sobre autores, contextos históricos e culturais,

SUBDOMÍNIOS
recolhida em obras de referência ou sítios da Internet, para obter
informação para a compreensão e interpretação de obras literárias.
– apresenta, oralmente ou por escrito, experiências de leitura e opiniões
sobre obras literárias, em atividades de socialização da leitura (e.g.:
fóruns de leitores presenciais e no ciberespaço).
Formação do gosto – lê, autónoma e regularmente, obras integrais de autores clássicos e
literário contemporâneos, evidenciando experiência de leitura de obras de
reconhecida qualidade literária.
– reconhece, através da leitura de obras de diferentes períodos e culturas,
a importância da literatura na aquisição de conhecimentos, no
alargamento de experiências pessoais e na construção de mundos
possíveis.
– explicita as razões pelas quais determinadas obras marcaram a sua
experiência de leitor.
– aprecia uma obra com base em diferentes aspetos (e.g.: tratamento do
tema; estilo do autor).
– reconhece a importância do património literário e os motivos por que
1. Metas de aprendizagem | Novas Leituras

alguns textos são particularmente influentes ou significativos.

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Novas Leituras 8 –

DOMÍNIO: Elaborar e divulgar textos

7º/8º Anos de escolaridade 9º Ano de escolaridade

O aluno: O aluno:
– elabora o plano do texto tendo em conta o género, objetivos e – seleciona o conhecimento relevante para construir o texto, sendo capaz
destinatários do texto. de articular de forma coerente os elementos recolhidos em diversas
Planificação fontes.
– seleciona o tópico e os subtópicos em função do género, objetivos e
Novas Leituras | Guia do Professor

do texto
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destinatário e elabora o plano de texto em conformidade.


– justifica os elementos e as relações inscritos no plano, com base no
género, objetivos e destinatário do texto.

O aluno: O aluno:
– recorre a mecanismos de remissão para outros elementos do texto que – redige com correção formal e sintática, mobilizando recursos
reforçam a coesão e a coerência internas. linguísticos adequados ao género, objetivos e destinatário do texto.
– redige com correção formal e sintática, mobilizando vocabulário e – integra no texto explicitações com o objetivo de facilitar a compreensão
Redação unidades linguísticas adequadas ao género de texto. de termos e expressões por parte do leitor (e.g.: isto é, ou seja, por
do texto exemplo, quer dizer, por outras palavras).
– faz uso estratégico da pontuação para a produção de efeitos de sentido.
– estrutura a progressão do texto em frases, períodos e parágrafos,
seguindo estratégias de facilitação da leitura.

SUBDOMÍNIOS
O aluno: O aluno:
– reformula passagens do texto, encontrando formas de expressão mais – reformula passagens do texto, encontrando formas de expressão
Revisão coerentes com o sentido global do texto. correspondentes a uma maior adequação ao género, objetivos e
do texto destinatário do texto.
– avalia a qualidade do texto e reformula-o, local ou profundamente, se
necessário.

O aluno:
– explicita as relações que pretende estabelecer por meio da configuração
gráfica adotada no texto (e.g.: diferenciação, estruturação,
Difusão hierarquização de elementos).
– integra no documento outros modos de expressão (e.g.: fotografias,
do texto
desenhos, ilustrações, figuras, esquemas), efetuando no texto as
referências e as explicitações adequadas.
– divulga os seus textos e interage com os leitores, participando numa
comunidade construída em torno da escrita e da leitura.
DOMÍNIO: Reconhecer e reproduzir diferentes géneros e tipos de texto

7º/8º Anos de escolaridade 9º Ano de escolaridade

O aluno: O aluno:
– integra no texto informação pormenorizada acerca do que as – redige narrativas com esquema narrativo mais complexo (e.g.: narrativa
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personagens ou os intervenientes fizeram, pensaram ou sentiram. de ficção científica; novela policial; história de vida; novela fantástica;
– recria texto narrativo em texto para teatro, adotando diversos recursos reportagem; crónica).
dramatúrgicos. – expressa consistentemente relações espácio-temporais ancoradas quer
Conhecimento de
na enunciação, quer no evento (e.g.: anterioridade / posterioridade
técnicas e formatos
relativamente à enunciação ou relativamente a um evento).
de texto para narrar
– introduz sequências argumentativas na narrativa.
– reescreve uma descrição, de acordo com novos parâmetros (e.g..: ponto
de vista; tempo/espaço).
– reconhece e utiliza processos que asseguram a coesão entre os
períodos e a coesão temporal (e.g.: sequência de tempos / modos).

O aluno: O aluno:
– usa técnicas de esquematização da informação (e.g.: mapas – elabora textos expositivos (e.g.: relatório de experiência científica;
conceptuais). ensaio temático; nota de síntese).
Conhecimento de – integra exemplos como estratégia de explicação. – usa técnicas de seleção e de contração de informação a partir de vários
técnicas e formatos – reconhece e utiliza processos que asseguram a coesão entre os textos sobre o mesmo tema.
de texto para períodos e a coerência entre parágrafos. – organiza por categorias e conceitos a informação sobre o tópico e os
construir e subtópicos, mencionando factos relevantes e recorrendo a definições e

SUBDOMÍNIOS
transmitir saberes pormenores.
– usa a reformulação do discurso (e.g.: paráfrases; explicitações;
exemplificações) como estratégia de explicação.
– usa consistentemente linguagem técnica e um estilo formal.

O aluno: O aluno:
– usa citações como estratégia de explicação e de argumentação. – elabora textos em que assume e justifica uma tomada de posição (e.g.:
– elabora argumentos e contra-argumentos, agrupando-os por temas. carta de reclamação; recensão de um livro; comentário; editorial de
jornal ou revista).
Conhecimento de
– explicita o tema da controvérsia na introdução do texto.
técnicas e formatos
– desenvolve os argumentos, sustentando-os com exemplos e com
de texto para
citações e recorrendo a organizadores argumentativos que marcam
argumentar
refutação, concessão e oposição.
– usa estratégias de persuasão e formatos de construção de argumentos
na produção de texto argumentativo.
– escreve uma conclusão em que resume o essencial da argumentação.
1. Metas de aprendizagem | Novas Leituras

Novas Leituras 8 –
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Novas Leituras 8 –

DOMÍNIO: Conhecer a propriedade das palavras e alargar o capital lexical

7º/8º Anos de escolaridade 9º Ano de escolaridade

O aluno:
Domínio de – aplica corretamente as regras de uso do hífen em compostos (e.g.:
convenções decreto-lei, bem-estar).
ortográficas – faz a translineação em palavras com hífen e com grupos consonânticos
complexos.
Novas Leituras | Guia do Professor
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O aluno:
– reconhece e usa relações de oposição de diferentes tipos entre
significados (e.g.: morto-vivo, quente-frio, pai-filho).
Mobilização do – identifica a rede de significados e usos das palavras polissémicas que
conhecimento das conhece.
propriedades de – seleciona palavras e expressões que exprimem com precisão as ideias
palavras que pretende transmitir, evitando a redundância e a repetição lexical
desnecessárias.
– reconhece e respeita as propriedades de seleção das palavras que fazem
parte do seu capital lexical.

O aluno:
Mobilização do – identifica e usa as formas dos verbos irregulares que fazem parte do
conhecimento dos

SUBDOMÍNIOS
seu capital lexical.
paradigmas – usa recursos em papel e online para tirar dúvidas (e.g.: dicionários de
flexionais verbos flexionados).

O aluno:
– identifica e usa processos derivacionais de formação de nomes,
Mobilização do adjetivos e verbos.
conhecimento de – identifica os radicais eruditos das terminologias das disciplinas
processos de curriculares.
inovação lexical – identifica e usa resultados dos diferentes tipos de processos neológicos.
– reconhece os efeitos de sentido associados ao uso de expressões
idiomáticas e de provérbios.

Aprendizagem de O aluno:
palavras novas – usa e explicita estratégias de descoberta do significado de palavras
desconhecidas.
DOMÍNIO: Estruturar e analisar unidades sintáticas

7º/8º Anos de escolaridade 9º Ano de escolaridade

O aluno:
– usa testes para identificar as funções sintáticas dos constituintes.
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– distingue objetivos ilocutórios e significados associados a diferentes


tipos de frases e mobiliza esse conhecimento em situações de uso da
língua, orais e escritas.
Identificação de – identifica subclasses de verbos auxiliares (modais e aspetuais) e
constituintes das mobiliza esse conhecimento na compreensão e na produção de textos.
respetivas funções – identifica os diferentes tipos de orações subordinadas, finitas e não
sintáticas finitas.
– distingue advérbios de frase de advérbios de predicado e mobiliza esse
conhecimento para reconhecer e exprimir o ponto de vista.
– distingue conjunções de outros conectores e mobiliza esse
conhecimento na compreensão e na produção de textos.

O aluno:
– reconhece e aplica os processos de concordância envolvidos em vários
tipos de predicação secundária.
– reconhece e aplica os processos de formação de frases coordenadas e
subordinadas.
– usa conscientemente a ordem de palavras para produzir efeitos de

SUBDOMÍNIOS
sentido, designadamente para assinalar informação nova.
– distingue significados associados a processos sintáticos de formação de
frases complexas (e.g.: interpretações factuais, hipotéticas e
Conhecimento e
contrafactuais de subordinadas concessivas e de concessivas
mobilização de
condicionais; valores temporais, causais, condicionais e concessivos de
processos
subordinadas infinitivas, gerundivas e participiais) e mobiliza esse
sintáticos internos
conhecimento na compreensão e na produção de textos.
à frase complexa
– usa as propriedades de seleção de tempo e de modo dos verbos, nomes
e adjetivos superiores e dos conectores na compreensão e na produção
de frases complexas
– reconhece cadeias anafóricas usando pistas sintáticas (e.g.: oposição
entre indicativo / conjuntivo / infinitivo nas orações subordinadas,
função sintática e posição da anáfora e do potencial antecedente).
– seleciona as construções mais adequadas ao que pretende exprimir,
mostrando sensibilidade às variáveis modo e situação (e.g.: relativas
cortadoras toleradas no modo oral, não toleradas no modo escrito).
1. Metas de aprendizagem | Novas Leituras

Novas Leituras 8 –
19
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ANUALIZAÇÃO DO
PROGRAMA
2
2 2
NOTAS
1. Os conteúdos apresentados a cinza podem ser trabalhados, mas o
termo não deverá ser explicitado aos alunos (cf. PPEB, pp. 27-28).
2. Os descritores de desempenho/conteúdos apresentados a verde
são introduzidos no 8º ano e retomados no ano seguinte.
3. Os descritores de desempenho/conteúdos apresentados a laranja
serão introduzidos no 9º ano.
4. A numeração entre parênteses, nos descritores de desempenho,
remete para notas explicativas nos PPEB.
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22
Novas Leituras | Guia do Professor

COMPREENSÃO/EXPRESSÃO ORAL

RESULTADOS ESPERADOS

• Saber escutar, visando diferentes finalidades, discursos formais em diferentes variedades do Português, cuja complexidade e
duração exijam atenção por períodos prolongados.
• Interpretar criticamente a informação ouvida, analisando as estratégias e os recursos verbais e não verbais utilizados.
• Compreender o essencial da mensagem, apreendendo o fio condutor da intervenção e retendo dados que permitam intervir
construtivamente em situações de diálogo ou realizar tarefas específicas.
• Tomar a palavra em contextos formais, selecionando o registo e os recursos adequados às finalidades visadas e considerando as
reações dos interlocutores na construção do sentido.
• Interagir com confiança e fluência sobre assuntos do quotidiano, de interesse pessoal, social ou escolar, expondo e justificando
pontos de vista de forma lógica.
• Produzir discursos orais corretos em português padrão, usando vocabulário e estruturas gramaticais diversificados e recorrendo
a mecanismos de organização e de coesão discursiva.

ESCUTAR PARA APRENDER E CONSTRUIR CONHECIMENTO 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Dispor-se física e psicologicamente a Ouvinte (DT C.1.1.)


escutar, focando a atenção no objeto e nos X X X
objetivos da comunicação (1).

Utilizar procedimentos para clarificar, Informação (DT C.1.1.)


registar, tratar e reter a informação, em
função de necessidades de comunicação
específicas (2):
X X X
− identificar ideias-chave; tomar notas;
− solicitar informação complementar;
− elaborar e utilizar grelhas de registo;
− esquematizar.

Interpretar discursos orais com diferentes Discurso; universo de discurso (DT C.1.1.)
graus de formalidade e complexidade:
− formular, confrontar e verificar hipóteses
acerca do conteúdo;
− agir em conformidade com instruções e Processos interpretativos inferenciais (DT
informações recebidas; C.1.1.3.)
− identificar o assunto, tema ou tópicos; X X X
− distinguir o essencial do acessório;
− distinguir visão objetiva e visão subjetiva; Figuras de retórica e tropos (DT C.1.3.1.)
− fazer inferências e deduções (3);
− identificar elementos de persuasão;
− reconhecer qualidades estéticas da
linguagem.

Reproduzir o material ouvido recorrendo a Relato; paráfrase; síntese


técnicas de reformulação (identificação do Pragmática (DT C.1.)
X X X
essencial da informação ouvida,
transmitindo-a com fidelidade)

Distinguir diferentes intencionalidades Ato de fala (DT C.1.1.)


comunicativas (5), relacionando-as com os Contexto (DT C.1.1.)
X X X
contextos de comunicação e os recursos
linguísticos mobilizados (6).

Apreciar o grau de correção e adequação dos Características da fala espontânea e


X X X
discursos ouvidos. características da fala preparada

Manifestar ideias, sentimentos e pontos de X X X


vista suscitados pelos discursos ouvidos.

Identificar e caracterizar os diferentes tipos e Tipologia textual: texto conversacional (DT


géneros presentes no discurso oral (7). C.1.2.) X X X
Novas Leituras 8 –

Caracterizar propriedades de diferenciação e Variação e normalização linguística (DT A.2.)


variação linguística, reconhecendo o papel da Língua padrão (traços específicos) (DT A.2.2.) X X
língua padrão (8).
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23
2. Anualização do Programa | Novas Leituras

FALAR PARA CONSTRUIR E EXPRESSAR CONHECIMENTO 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Planificar o uso da palavra em função da Variedades situacionais; variedades sociais


análise da situação, das intenções de (DT A.2.1.)
comunicação específicas e das
características da audiência visada [utilização
de suportes escritos (notas, esquemas…) X X X
para apoiar a comunicação oral].

Utilizar informação pertinente, mobilizando


conhecimentos pessoais ou dados obtidos
em diferentes fontes. X X X

Organizar o discurso, assegurando a


progressão de ideias e a sua hierarquização
(P. ex., organização cronológica, lógica, por
ordem de importância, argumento/contra- X X X
argumento, pergunta/resposta).

Produzir textos orais, de diferentes tipos, Oralidade (DT C.1.1.)


adaptados às situações e finalidades de Características da fala espontânea e
comunicação (3) (4): características da fala preparada
− exprimir sentimentos e emoções; Tipologias textuais: texto narrativo, descritivo,
− relatar/recontar; expositivo, argumentativo, instrucional,
− informar/explicar; preditivo (DT C.1.2.)
− descrever; Coerência; coesão DT C.1.2.)
− fazer apreciações críticas; Princípio de pertinência e de cooperação (DT X X X
− apresentar e defender ideias, C.1.1.1.)
comportamentos e valores; Sequência de enunciados
− argumentar/convencer os interlocutores; Progressão temática (C.1.2.)
− fazer exposições orais; Deixis pessoal, temporal e espacial (C.1.1.)
− dar a conhecer/reconstruir universos no Implicaturas conversacionais (DT C.1.1.3.)
plano do imaginário.

Usar da palavra com fluência e correção, Prosódia/ Nível Prosódico (DT B.1.2.)
utilizando recursos verbais e não verbais Características acústicas (DT B.1.2.1.)
com um grau de complexidade adequado às Entoação (DT B.1.2.4.) X X X
situações de comunicação (5) (6). Elocução (DT C.1.3.2)

Diversificar o vocabulário e as estruturas Língua padrão (traços específicos) (DT A.2.2.)


utilizadas no discurso, com recurso ao
português padrão. X X X

Explorar diferentes formas de comunicar e Recursos linguísticos e extralinguísticos


partilhar ideias e produções pessoais (Por ex.,
recitação, improvisação, leitura encenada,
representação, etc.) selecionando estratégias X X X
e recursos adequados para envolver a
audiência (8).
Novas Leituras 8 –

Utilizar adequadamente ferramentas


tecnológicas para assegurar uma maior
eficácia na comunicação. X X X
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Novas Leituras | Guia do Professor

PARTICIPAR EM SITUAÇÕES DE INTERAÇÃO ORAL 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Seguir diálogos, discussões ou exposições, Tipologia textual: texto conversacional (DT


intervindo oportuna e construtivamente (1). C.1.2.)
Comunicação e interação discursivas (C.1.1.)
X X X

Implicar-se na construção partilhada de Locutor; interlocutor (C.1.1.)


sentidos: Princípios reguladores da interação discursiva
− atender às reações verbais e não-verbais do (C1.1.1.)
interlocutor para uma possível reorientação Máximas conversacionais; princípio de
do discurso; cortesia; formas de tratamento (DT C.1.1.)
− pedir e dar informações, explicações, Diálogo; dialogismo (DT C.1.1.)
esclarecimentos; Estratégias discursivas (DT C.1.1.)
− apresentar propostas e sugestões;
− retomar, precisar ou resumir ideias para
facilitar a interação; X X X
− estabelecer relações com outros
conhecimentos;
− debater e justificar ideias e opiniões;
− considerar pontos de vista contrários e
reformular posições.

Assumir diferentes papéis (Por ex., porta-voz, Competência discursiva (DT C.1.1.)
relator, moderador, entrevistador/entrevistado, Argumentação (DT C.1.3.3)
animador…) em situações de comunicação,
adequando as estratégias discursivas às
funções e aos objetivos visados (…elementos
prosódicos; tom de voz; elementos retórico-
X X X
pragmáticos, entre outros).

Respeitar as convenções que regulam a


interação verbal (Por ex., ouvir os outros,
esperar a sua vez, demonstrar interesse.).

X X X

Explorar os processos de construção do


diálogo e o modo como se pode agir através da
fala (Por ex., relações de poder e processos de
manipulação que se estabelecem através da
fala) (Por ex., participação em dramatizações,
simulações, improvisações.). X X X
Novas Leituras 8 –
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2. Anualização do Programa | Novas Leituras

LEITURA

RESULTADOS ESPERADOS

• Ler de forma fluente, apreendendo o sentido global de textos com diferentes intencionalidades e registos.
• Ler textos de diferentes tipos e em suportes variados para obter informação, organizar o conhecimento ou para aceder a universos
no plano do imaginário, adequando as estratégias de leitura às finalidades visadas.
• Posicionar-se criticamente quanto à validade da informação, selecionando os dados necessários à concretização de tarefas
específicas e mobilizando a informação de acordo com os princípios éticos do trabalho intelectual.
• Apreciar textos de diferentes tipos, analisando o modo como a utilização intencional de recursos verbais e não verbais permite
alcançar efeitos específicos.
• Posicionar-se enquanto leitor de obras literárias, situando-as em função de grandes marcos temporais e geográfico-culturais e
reconhecendo aspetos relevantes da linguagem literária.
• Estabelecer relações entre a experiência pessoal e textos de diferentes épocas e culturas, tomando consciência do modo como as
ideias, as experiências e os valores são diferentemente representados e aprofundando a construção de referentes culturais.

LER PARA CONSTRUIR CONHECIMENTO(S) 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Definir uma intenção, seguir uma orientação Leitor (DT C.1.2.)


e selecionar um percurso de leitura adequado Informação (DT C.1.1.) X X X
(1). Bibliografia (DT C.1.2.)

Utilizar, de modo autónomo, a leitura para


localizar, selecionar, avaliar e organizar a X X X
informação.

Utilizar procedimentos adequados à Descritores temáticos


organização e tratamento da informação: Hipertexto (DT C.1.2.)
− tomar notas; identificar ideias-chave; X X X
− elaborar e utilizar grelhas de registo;
− esquematizar.

Interpretar textos com diferentes graus de Texto (D.T C.1.2.)


complexidade, articulando os sentidos com a Tema (DT C.1.2.)
sua finalidade, os contextos e a intenção do Propriedades configuradoras da textualidade
autor (2) (3): (DT C.1.2.)
− formular hipóteses sobre os textos; Sequência textual (DT C.1.2.)
− identificar temas e ideias principais; Estratégia discursiva (DT C.1.1.)
− identificar pontos de vista e universos de Contexto e cotexto; Significação lexical (DT
referência; B.5.2.) X X X
− identificar causas e efeitos; Processos interpretativos inferenciais (DT
− fazer inferências e deduções (4); C.1.2.)
− distinguir facto de opinião; Figuras de retórica e tropos (C.1.3.1)
− identificar elementos de persuasão;
− identificar recursos linguísticos utilizados;
− explicitar o sentido global do texto.

Identificar relações intratextuais, Princípio de pertinência (DT C.1.1.1.)


compreendendo de que modo o tipo e a
intenção do texto influenciam a sua X X X
composição formal (5).

Comparar e distinguir textos, estabelecendo Texto literário e texto não-literário


diferenças e semelhanças em função de Tipologia textual (texto conversacional,
diferentes categorias (Por ex., aspetos narrativo, descritivo, expositivo, X X X
temáticos, formais, de género). argumentativo, instrucional, preditivo) (DT
C.1.2.)
Identificar e caracterizar as diferentes
tipologias e géneros textuais. (7) X X X
Novas Leituras 8 –

Interpretar processos e efeitos de construção Macroestruturas textuais (DT C.1.2.)


de significado em textos multimodais (Por Microestruturas textuais (DT C.1.2.)
ex., análise da combinação da palavra escrita X X X
com sons e imagens fixas ou em movimento).
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Novas Leituras | Guia do Professor

LER PARA APRECIAR TEXTOS VARIADOS 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Expressar, de forma fundamentada e


sustentada, pontos de vista e apreciações
críticas suscitados pelos textos lidos em X X X
diferentes suportes (1).
Semântica lexical: significação e relações
Discutir diferentes interpretações de um semânticas entre palavras (DT B.5.2.) X X X
mesmo texto, sequência ou parágrafo.

Identificar processos utilizados nos textos


para influenciar o leitor (2). X X

Distinguir diferenças, semelhanças ou a Intertexto/ intertextualidade (DT C.1.2.)


novidade de um texto em relação a outro(s). - Alusão, paráfrase, paródia X X

Reconhecer e refletir sobre os valores


culturais, estéticos, éticos, políticos e X X
religiosos que perpassam nos textos.

Comparar ideias e valores expressos em Contexto (DT C.1.1.)


diferentes textos de autores contemporâneos, Contexto extraverbal X
com os de textos de outras épocas e culturas (3). Contexto situacional

Ler por iniciativa e gosto pessoal, aumentando


progressivamente a extensão e complexidade X X X
dos livros e outros materiais que seleciona (4).

LER TEXTOS LITERÁRIOS 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Analisar os paratextos para contextualizar e Paratexto; prefácio; posfácio; epígrafe (DT X X X


antecipar o conteúdo de uma obra (1). C.1.2.)
Exprimir opiniões e problematizar sentidos, Enciclopédia (conhecimento do mundo) (DT
como reação pessoal à audição ou leitura de C.1.1.) X X X
uma obra integral. Informação; universo de discurso (DT C.1.1)
Caracterizar os diferentes modos e géneros Géneros e subgéneros literários dos modos
literários. narrativo, lírico e dramático
Níveis e categorias da narrativa X X X
Elementos constitutivos da poesia lírica
(convenções versificatórias)
Analisar processos linguísticos e retóricos Elementos constitutivos do drama e espetáculo
utilizados pelo autor na construção de uma teatral
obra literária (2) (3): Enunciação; enunciado; enunciador (DT C.1.1.)
− analisar o ponto de vista (narrador, Autor (DT C.1.2.); Estilo (DT C.1.2.)
personagens); Significado (DT B.6.); Sentido (DT C1.2.);
− identificar marcas de enunciação e de Plurissignificação (DT C.1.2.)
subjetividade; Figuras de retórica e tropos (DT C.1.3.1) X X X
− analisar as relações entre os diversos - de natureza fonológica: aliteração;
modos de representação do discurso (Por assonância;
ex., funções da descrição na narração, - de natureza sintática: hipérbato; apóstrofe;
funções do diálogo); - de natureza semântica: antítese; alusão;
− analisar o valor expressivo dos recursos metonímia; hipérbole.
retóricos.
Comparar o modo como o tema de uma obra é Intertexto/ Intertextualidade (DT C.1.2.)
tratado em outros textos. Texto literário e texto não-literário X X X
Interdiscurso/ interdiscursividade (DT C.1.1.)
Explorar processos de apropriação e de
(re)criação de texto narrativo, poético ou outro X X X
(5).

Analisar recriações de obras literárias com


recurso a diferentes linguagens (Trabalho com X X X
filmes, séries de TV, representações teatrais,
pintura, publicidade, ilustrações, etc.).
Novas Leituras 8 –

Valorizar uma obra enquanto objeto simbólico, X X X


no plano do imaginário individual e coletivo.
Reconhecer e refletir sobre as relações que as Contexto
obras estabelecem com o contexto social, Contexto extraverbal: situacional, sociocultural, X X X
histórico e cultural no qual foram escritas (7). histórico, (DT C.1.1.)
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2. Anualização do Programa | Novas Leituras

ESCRITA

RESULTADOS ESPERADOS

• Escrever para responder a necessidades específicas de comunicação em diferentes contextos e como instrumento de apropriação
e partilha do conhecimento.
• Recorrer autonomamente a técnicas e processos de planificação, textualização e revisão, utilizando diferentes instrumentos de
apoio, nomeadamente ferramentas informáticas.
• Escrever com autonomia e fluência diferentes tipos de texto adequados ao contexto, às finalidades, aos destinatários e aos
suportes da comunicação, adotando as convenções próprias do género selecionado.
• Produzir textos em termos pessoais e criativos, para expor representações e pontos de vista e mobilizando de forma criteriosa
informação recolhida em fontes diversas.
• Produzir textos em português padrão, recorrendo a vocabulário diversificado e a estruturas gramaticais com complexidade
sintática, manifestando domínio de mecanismos de organização, de articulação e de coesão textuais e aplicando corretamente
regras de ortografia e pontuação.

ESCREVER PARA CONSTRUIR E EXPRESSAR CONHECIMENTO(S) 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Produzir enunciados com diferentes graus de Escrita (DT C.1.1.)


complexidade para responder com eficácia a X X X
instruções de trabalho.

Recorrer à escrita para assegurar o registo e Enunciados instrucionais


o tratamento de informação ouvida ou lida Enunciação; enunciado (DT A.1.) X X X
(Por ex., notas, esquemas, sumários, sínteses).

Utilizar a escrita para estruturar o


X X X
pensamento e sistematizar conhecimentos (2). Texto / textualidade (DT C.1.2.)
Macroestruturas textuais (semânticas e
Utilizar, com autonomia, estratégias de
formais) (DT C.1.2.)
preparação (Por ex. brainstorming, mapas de Microestruturas textuais (semânticas e
ideias, guião de trabalho, roteiro) e de estilístico-formais)
planificação da escrita de textos (Por ex., (DT C.1.2.) X X X
definição da temática, intenção, tipo de texto, Plano do texto (C.1.2.)
do(s) destinatário(s) e do suporte em que vai
ser lido).

Selecionar tipos e formatos de textos Tipologia textual (DT C.1.2.)


adequados a intencionalidades e contextos Sequência textual (DT C.1.2.)
específicos (5): Sequência narrativa (eventos; cadeia de
− narrativos (reais ou ficcionais); eventos)
− descritivos (reais ou ficcionais); Sequência descritiva (descrição literária,
− expositivos; descrição técnica, planos de descrição)
Sequência expositiva (referente; análise ou X X X
− argumentativos (6);
− instrucionais; síntese de ideias, conceitos, teorias)
− dialogais e dramáticos; Sequência argumentativa (facto, hipótese,
− preditivos; exemplo, prova, refutação)
− do domínio dos media (7); Sequência dialogal (intercâmbio de ideias,
− do domínio das relações interpessoais. comentário de acontecimentos).

Redigir textos coerentes, selecionando Reprodução do discurso no discurso (DT


registos e recursos verbais adequados (8): C.1.1.2.)
− desenvolver pontos de vista pessoais ou Coerência textual (DT C.1.2.)
mobilizar dados recolhidos em diferentes
fontes de informação (9); Convenções e regras para a configuração
− ordenar e hierarquizar a informação, tendo gráfica (DT E.4.)
em vista a continuidade de sentido, a
progressão temática e a coerência global do Língua padrão (traços específicos) (DT
texto; A.2.2.)
X X X
− dar ao texto a estrutura e o formato Variedades sociais e variedades situacionais
adequados, respeitando convenções (DT A.2.1.)
Novas Leituras 8 –

tipológicas e (orto)gráficas estabelecidas; Pontuação e sinais auxiliares de escrita (DT


− diversificar o vocabulário e as estruturas E.2.)
utilizadas nos textos, com recurso ao
português-padrão;
− respeitar as regras da pontuação e sinais
auxiliares da escrita (10).
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ESCREVER PARA CONSTRUIR E EXPRESSAR CONHECIMENTO(S) 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Utilizar, com progressiva eficácia, técnicas Paráfrase, síntese, resumo


X X X
de reformulação textual (1).

Utilizar, com autonomia, estratégias de


revisão e aperfeiçoamento de texto (…
operações de releitura, reescrita, expansão X X X
ou clarificação de ideias, apagamento de
repetições, etc.).

Assegurar a legibilidade dos textos, em papel Configuração gráfica (DT E.3.)


ou suporte digital (Por ex., considerar a
mancha gráfica, a utilização de parágrafos
X X X
para organizar o conteúdo do texto, a função
das ilustrações, a produção de índices).

Utilizar com critério as potencialidades das


tecnologias da informação e comunicação
nos planos da produção, revisão e edição de
X X X
texto (Utilização adequada de dicionários
online e de corretores ortográficos).

ESCREVER EM TERMOS PESSOAIS E CRIATIVOS 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Explorar diferentes vozes e registos para Texto / textualidade (DT C.1.2.)


comunicar vivências, emoções, Polifonia (DT C.1.1.)
conhecimentos, pontos de vista, universos no
plano do imaginário (Por ex., diário, X X X
autobiografia, memória, carta, retrato,
autorretrato, comentário crítico, narrativas
imaginárias, poemas).

Explorar a criação de novas configurações Intertexto/ Intertextualidade (DT C.1.2.)


textuais, mobilizando a reflexão sobre os X X X
textos e sobre as suas especificidades.

Explorar efeitos estéticos da linguagem


mobilizando saberes decorrentes da
experiência enquanto leitor (Por ex., X X X
exploração da imitação criativa).

Reinvestir em textos pessoais a informação


decorrente de pesquisas e leituras X X X
efetuadas.

Explorar formas de interessar e implicar os Registo formal/informal (DT C.1.1)


leitores, considerando o papel da audiência Recursos expressivos X X X
na construção do sentido (3).

Utilizar os recursos tecnológicos para


desenvolver projetos e circuitos de
comunicação escrita (… jornal da escola ou
de turma; antologias; exposição de textos; X X X
blogue, página da Internet da escola, da
Novas Leituras 8 –

turma ou pessoal).

Escrever por iniciativa e gosto pessoal, de


forma autónoma e fluente. X X X
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2. Anualização do Programa | Novas Leituras

CONHECIMENTO EXPLÍCITO DA LÍNGUA

RESULTADOS ESPERADOS

• Refletir sobre o funcionamento da língua para, a partir da realização de atividades de caráter oficinal, analisar e questionar os
sentidos dos textos.
• Explicitar, usando a terminologia apropriada, aspetos fundamentais da estrutura e do uso do português padrão nos diferentes
planos do conhecimento explícito da língua.
• Mobilizar o conhecimento reflexivo e sistematizado para resolver problemas decorrentes da utilização da linguagem oral e escrita
e para aperfeiçoar os desempenhos pessoais.
• Analisar marcas específicas da linguagem oral e da linguagem escrita, distinguindo diferentes variedades e registos da língua e
adequando-os aos contextos de comunicação.
• Respeitar e valorizar as diferentes variedades do português, usando o português padrão como a norma.

PLANO DA LÍNGUA, VARIAÇÃO E MUDANÇA 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Reconhecer a língua como sistema dinâmico, Mudança linguística (DT A.4.) X X X


aberto e em elaboração contínua.

Identificar, em textos orais e escritos, a Fatores internos e externos e tipos de


variação nos vários planos (fonológico, mudança (DT A.4.1.) X X X
lexical, sintático, semântico e pragmático) (1).

Distinguir contextos geográficos, sociais,


situacionais e históricos que estão na origem X X
de diferentes variedades do português.

Caracterizar o português como uma língua Famílias de línguas; etimologia, étimo (DT
românica. A.4.3.) X

Identificar dados que permitem contextualizar Variação histórica (português antigo,


a variação histórica da língua portuguesa (2). português clássico, português X
contemporâneo); palavras convergentes/
palavras divergentes (DT A.4.2.)

Caracterizar o processo de expansão da Substrato, superstrato, adstrato; crioulos de


língua portuguesa e as realizações associadas base lexical portuguesa; bilinguismo, X
ao seu contacto com línguas não-europeias. multilinguismo (DT A.3.)
Reconhecer especificidades fonológicas, Variedades do português; variedades
lexicais e sintáticas nas variantes do africanas e variedade brasileira (DT A.2.3.) X X
português não-europeu (3).

Sistematizar propriedades da língua padrão ormalização linguística; língua padrão (DT X X


(4). A.2.2.)
Consultar regularmente obras lexicográficas, Glossários, thesaurus; terminologias. (DT
mobilizando a informação na análise da D.1.) X X X
receção e da produção do modo oral e escrito.

PLANO FONOLÓGICO 7º 8º 9º
Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Distinguir pares de palavras quanto à classe Propriedades acentuais das sílabas (DT
morfológica, pelo posicionamento da sílaba B.1.2.3) X X X
tónica (1).
Sistematizar propriedades do ditongo e do Semivogal
hiato. Ditongo: oral, nasal, crescente, decrescente X X X
Hiato (DT B.1.1.2.)

Sistematizar propriedades da sílaba Sílaba métrica e sílaba gramatical


gramatical e da sílaba métrica: Relações entre palavras escritas e entre X X X
− segmentar versos por sílaba métrica; grafia e fonia (DT E.5.)
− utilizar rima fonética e rima gráfica (2).
Novas Leituras 8 –

Caracterizar processos fonológicos de Processos fonológicos (DT B.1.1.) X


inserção, supressão e alteração de segmentos. Processos fonológicos de inserção, supressão
e alteração; redução vocálica, assimilação e
Distinguir contextos de ocorrência de dissimilação; metátese (DT B.1.3.)
modificação dos fonemas nos planos X
diacrónico e sincrónico (3).
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Novas Leituras | Guia do Professor

PLANO MORFOLÓGICO 7º 8º 9º
Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Sistematizar especificidades da flexão verbal Verbos defetivos impessoais; unipessoais;


em: forma supletiva (DT B.2.2.2.)
− verbos de conjugação incompleta; Formas verbais finitas e formas verbais
− contraste das formas do infinitivo pessoal não-finitas (DT B.2.2.2.) X X X
com as do infinitivo impessoal e respetivas
realizações linguísticas.

Sistematizar paradigmas flexionais regulares Verbo regular; verbo irregular (DT B.2.2.2.)
e irregulares dos verbos. X

Sistematizar paradigmas flexionais Flexão:


irregulares em verbos de uso frequente e − Nominal, adjetival e verbal.
menos frequente (Por ex., dizer, estar, fazer, − Determinantes e pronomes.
− Pronomes pessoais: caso nominativo, X X X
ir, poder, querer, ser, ter, pôr, medir; despender,
redimir, intervir, etc.). acusativo, dativo e oblíquo (2).

Sistematizar as categorias relevantes para a


flexão das classes de palavras variáveis. X X X

Sistematizar padrões de formação de Composição


palavras complexas (3) (4): Composição morfológica; composição
− por composição de duas ou mais formas de morfossintática X X X
base.

Explicitar o significado de palavras complexas Afixação; derivação não-afixal (DT B.2.3.1.)


a partir do valor de prefixos e sufixos
X X X
nominais, adjetivais e verbais do português.

PLANO DAS CLASSES DE PALAVRAS 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Caracterizar classes de palavras e respetivas Classe aberta de palavras (DT. B.3.1.)


propriedades. Classe fechada de palavras (DT B.3.2.) X X X

Sistematizar propriedades distintivas de Nome: contável; não-contável (DT B.3.1.)


classes e subclasses de palavras. Adjetivo relacional (DT B.3.1.)
Verbo principal: transitivo direto, indireto,
direto e indireto; auxiliar (1) temporal, aspetual
e modal (DT B. 3.1.)
Determinante: indefinido (2); relativo (DT
B.3.2.)
Quantificador universal; existencial (DT B.3.2.)
Conjunção coordenativa: conclusiva,
X X X
explicativa (3)
Conjunção subordinativa: comparativa,
concessiva, consecutiva (3) (DT B.3.2.)
Locução conjuncional (3) (DT B.3.2.)
Locução preposicional (DT B.3.2.)
Advérbio de predicado, de frase e conectivo
(DT B.3.1.)
Locução adverbial (DT B.3.1.)

Caracterizar propriedades de seleção de Transitivos indiretos (4);


verbos transitivos. transitivos-predicativos X X X
Novas Leituras 8 –

Aplicar as regras de utilização do pronome Pronomes: próclise, mesóclise, ênclise (DT.


pessoal átono (reflexo e não reflexo) em B.3.2.)
X X X
adjacência verbal (5).
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31
2. Anualização do Programa | Novas Leituras

PLANO SINTÁTICO 7º 8º 9º
Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Sistematizar os constituintes principais da Grupo nominal; grupo verbal; grupo adjetival; X X X


frase e respetiva composição (1). grupo preposicional; grupo adverbial (DT B4.1.)
Sistematizar processos sintáticos de Concordância; elipse (DT B.4.5.) X X X
concordância (2).
Sistematizar relações entre constituintes Funções sintáticas ao nível da frase (DT B.4.2.)
principais de frases e as funções sintáticas X X X
por eles desempenhadas.
Detetar diferentes configurações da função Sujeito frásico (oração completiva e oração
sintática de sujeito. substantiva relativa) X X X
Sujeito composto (4) (DT B.4.2.)
Sistematizar funções sintáticas: Funções sintáticas (DT B.4.2.)
− ao nível da frase; Sujeito; predicado; modificador; vocativo.
− internas ao grupo verbal; Complemento (direto, indireto e oblíquo);
− internas ao grupo nominal; predicativo (predicativo do sujeito e predicativo
− internas ao grupo adjetival; do complemento direto); modificador (modificador
− internas ao grupo adverbial. de frase, modificador do grupo verbal);
X X X
modificador do nome (com forma de GN, GP e
GAdj) e modificador do nome (com forma de
oração relativa restritiva e relativa explicativa).
Complemento do nome; modificador.
Complemento do adjetivo
Complemento do advérbio

Transformar frases ativas em frases passivas e Frase passiva (DT B.4.3.)


vice-versa (passivas reversíveis a partir de X X X
frases ativas com complexo verbal).
Sistematizar processos de articulação de Coordenação assindética (DT B.4.4.) X X X
grupos e de frases (8).
Distinguir processos sintáticos de articulação Coordenação: oração coordenada conclusiva e
entre frases complexas (9). explicativa
Subordinação: oração subordinada substantiva
(completiva); oração subordinada adjetiva X X X
(relativa restritiva e relativa explicativa);
oração subordinada adverbial: concessiva e
consecutiva (DT B.4.4)

PLANO LEXICAL E SEMÂNTICO 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Sistematizar processos de enriquecimento Vocabulário; neologismo, arcaísmo (DT B.5.1.)


lexical do português (1). X X X

Caracterizar os processos irregulares de Acrónimo, sigla, extensão semântica,


formação de palavras e de inovação lexical. empréstimo, amálgama, truncação (DT B.5.3.) X X X

Determinar os significados que dada palavra Estrutura lexical; campo semântico (DT B.5.2.)
pode ter em função do seu contexto de X X X
ocorrência (2).

Distinguir propriedades semânticas que Significação lexical; monossemia e polissemia


diferenciam palavras com um só significado (DT B.5.2.) X X X
de palavras com mais do que um significado.

Sistematizar relações semânticas de Hiperonímia, hiponímia (DT B.5.2.)


semelhança e oposição, hierárquicas e de X X X
parte-todo (3).
Novas Leituras 8 –

Caracterizar relações entre diferentes Valor temporal (DT B.2.)


categorias, lexicais e gramaticais, para Valor aspetual/classes aspetuais: evento; X
identificar diversos valores semânticos na situação estativa (DT B.6.3.)
frase (4). Aspeto lexical/ aspeto gramatical (DT B.6.3.)

Caracterizar atitudes do locutor face a um Valor modal; modalidade (DT. B.6.4.) X X X


enunciado ou aos participantes do discurso (5).
LivroProf8_Layout 1 3/9/12 1:35 PM Page 32

32
Novas Leituras | Guia do Professor

PLANO DISCURSIVO E TEXTUAL 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Usar paratextos para recolher informações Prefácio; posfácio; epígrafe; bibliografia (DT
de natureza pragmática, semântica e C.1.2.) X X X
estético-literária que orientam e regulam de
modo relevante a leitura (1).

Caracterizar elementos inerentes à Enunciação; enunciado;


comunicação e interação discursivas. enunciador/destinatário; intenção X X X
comunicativa; contexto extraverbal, paraverbal,
verbal; universo do discurso (DT C.1.1.)

Identificar diferentes atos de fala. Ato de fala direto/indireto (DT C.1.1.) (2) X X X

Caracterizar modalidades discursivas e sua X X X


funcionalidade.
Distinguir modos de reprodução do discurso Monólogo (3) X X X
no discurso e sua produtividade. Discurso indireto livre (4) (DT C.1.1.2.)

Usar princípios reguladores da interação Princípio da cooperação; máximas


verbal (5). conversacionais: de quantidade; de qualidade; X X X
de modo (DT C.1.1.1.)

Deduzir informação não explicitada nos Pressuposição; implicação; implicatura


enunciados, recorrendo a processos conversacional (DT C.1.1.3.) X X X
interpretativos inferenciais (6).

Reconhecer propriedades configuradoras da Macroestruturas textuais/microestruturas


textualidade: textuais (DT C.1.2.)
− coerência textual; Progressão temática
− referência; Deixis (pessoal, temporal, espacial) (DT C.1.1); X X X
− coesão textual. anáfora (DT C.1.2.)
Conectores discursivos (aditivos ou sumativos;
conclusivos ou explicativos; contrastivos ou
contra-argumentativos) (DT C.1.1.)

Interpretar várias modalidades e relações de Intertexto; hipertexto (DT C.1.2.) X


intertextualidade (7).

Caracterizar os diferentes géneros e Modo narrativo, modo lírico e modo dramático


subgéneros literários e respetiva especificidade Tipologia textual (DT C.1.2.) X X X
semântica, linguística e pragmática. Plurissignificação (DT C.1.2.) (DT C.1.3.1.9)

Identificar figuras de retórica e tropos como Aliteração; pleonasmo; anáfora; hipálage


mecanismos linguísticos geradores de Prosopopeia; imagem; antítese; perífrase;
densificação semântica e expressividade hipérbole; eufemismo; ironia
estilística: Metáfora; alegoria; símbolo; sinédoque X X X
− figuras de dicção (de natureza fonológica,
morfológica e sintática);
− figuras de pensamento;
− tropos.

PLANO DA REPRESENTAÇÃO GRÁFICA E ORTOGRÁFICA 7º 8º 9º


Descritores de desempenho Conteúdos Ano Ano Ano

Sistematizar as regras de uso de sinais de Sinais de pontuação (DT E.2.) (2) (3) (4) (5);
pontuação (1) para: X X X
− delimitar constituintes de frase;
− veicular valores discursivos.

Sistematizar regras de uso de sinais Sinais auxiliares da escrita (DT E.2.)


auxiliares da escrita para: Aspas (6) X X X
− destacar contextos específicos de utilização.

Sistematizar regras de configuração gráfica Formas de destaque (DT E.3.)


para: Sobrescrito
− destacar palavras, frases ou partes de texto; Susbscrito X X X
− adicionar comentários de referência ou Nota de rodapé
Novas Leituras 8 –

fonte.
Desambiguar sentidos decorrentes de Conhecimento gramatical e lexical
relações entre a grafia e fonia de palavras. Homonímia (DT E.5.) (7) X X X
LivroProf8_Layout 1 3/9/12 1:35 PM Page 33

3
3
PLANIFICAÇÃO
ANUAL
3
Estes materiais encontram-se disponiveis, em formato editável, em
34

ESCOLA

PLANIFICAÇÃO ANUAL - 8º Ano de Escolaridade

1º Período: Aulas 2º Período: Aulas 3º Período: Aulas

Calendarização/ RECURSOS
SEQUÊNCIA 0 – Organizar o estudo Descritores de desempenho
PERÍODO COMPLEMENTARES
Novas Leituras | Guia do Professor
LivroProf8_Layout 1 3/9/12 1:35 PM Page 34

• O manual de Língua Portuguesa • Usar paratextos para recolher informações de natureza pragmática, • Plano de aula (n.º 1, 2, 3)
Vamos conhecer semântica e estético-literária que orientam e regulam de modo
relevante a leitura
• Métodos e hábitos de estudo
• Utilizar procedimentos para clarificar, registar, tratar e reter a • Guia do Professor: Contrato
• Organização do material
informação, em função de necessidades de comunicação específica: Pedagógico de Leitura
• Tomada de notas
− identificar ideias-chave; tomar notas
Dicas úteis • Resumos
− solicitar informação complementar
para o sucesso • Construção do portefólio
− elaborar e utilizar grelhas de registo
- Regras essenciais na elaboração
escolar − esquematizar
de um portefólio
• Resolução dos testes • Utilizar a escrita para estruturar o pensamento e sistematizar
- Glossário de verbos frequentes conhecimentos

1º nos questionários
• Recorrer à escrita para assegurar o registo e o tratamento de
• Autoavaliação do trabalho de casa informação ouvida ou lida (P. ex., notas, esquemas, sumários, sínteses)
• Autoavaliação do comportamento • Utilizar informação pertinente, mobilizando conhecimentos pessoais ou
nas aulas dados obtidos em diferentes fontes
Autoavaliação
• Autoavaliação do caderno diário • Utilizar, de modo autónomo, a leitura para localizar, selecionar, avaliar
e organizar a informação

• Ficha de Leitura • Utilizar procedimentos adequados à organização e tratamento da


informação:
Leitura • Sugestões de leitura − tomar notas; identificar ideias-chave
− elaborar e utilizar grelhas de registo
– esquematizar
TESTE DIAGNÓSTICO
SEQUÊNCIA 1 – Textos dos Media e Instrucionais
Calendarização/
PERÍODO CONHECIMENTO COMPREENSÃO/ RECURSOS
LEITURA ESCRITA
EXPLÍCITO DA LÍNGUA EXPRESSÃO ORAL COMPLEMENTARES

• Ensaio – “O que é hoje a televisão?”, Eduardo Cintra • Polissemia • Produção escrita de um • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 4, 5,
Torres • Campo semântico texto de opinião a partir – Cartoon do Quino 6, 7)
– explicitação do sentido global do texto de uma tira de banda “As Tecnologias da • 20 Aula Digital
– identificação do tema e ideias principais desenhada (BD) do Informação e da • Suporte Gramatical
1º Calvin & Hobbes Comunicação”, • Caderno de Exercícios
– intenção crítica:
apresentação oral das
conclusões
• Entrevista – “Internet é receita para deixar de • Processos irregulares . Correção ortográfica do . Debate – vantagens e • Planos de aula (n.º 8, 9,
pensar”, Clifford Stoll de formação de anúncio “Computador desvantagens da 10, 11)
– estrutura da entrevista palavras: extensão solitário…”, Alguém A. Internet: apresentação, • PowerPoint (a
– identificação do tema e das ideias principais semântica, empréstimo, Chuva, e produção justificação e defesa de entrevista; o debate)
– opinião vs. facto onomatopeia escrita da resposta ao ideias • Suporte Gramatical
anúncio • Caderno de Exercícios
• Texto de um blogue – “Relacionamentos virtuais” • Variedades linguísticas: • Produção escrita de • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 12,
– explicitação do sentido global do texto variedade brasileira vs. uma história verdadeira – exploração do sentido 13, 14)
LivroProf8_Layout 1 3/9/12 1:35 PM Page 35

– identificação do tema e ideias principais variedade europeia ou fictícia, destinada a do texto a partir de um • Suporte Gramatical
(norma padrão) um blogue cartoon • Caderno de Exercícios
• Artigo informativo – “O futuro do planeta para • Tempos verbais: o • Produção de um texto • Audição de uma notícia • Planos de aula (n.º 15,
treinadores de bancada”, Jornal i futuro do indicativo e do de caráter preditivo a – “Alterações climáticas 16, 17)
– explicitação do sentido global do texto conjuntivo partir de uma deixam mil milhões de •
– identificação do tema e ideias principais • Complexos verbais com publicidade da Quercus pessoas em risco”: • CD Áudio
valor de futuro identificação das ideias- • Suporte Gramatical
-chave • Caderno de Exercícios
• Regulamento – “A melhor carta de 2011”, CTT e • Processos irregulares • Produção escrita da • Plano de aula (n.º 18)
ANACOM de formação de carta solicitada no • Suporte Gramatical
– identificação das entidades promotoras, do objetivo, palavras: sigla e concurso: “Imagina que • Caderno de Exercícios
dos destinatários e dos requisitos do concurso acrónimo és uma árvore. Explica
porque é importante
proteger a floresta”

• Artigo informativo – “Jovens passam muito tempo • Funções sintáticas: • Produção de um texto • Visionamento de um • Planos de aula (n.º 19,
sentados” complemento direto vs. de caráter expositivo vídeo – “Obesidade na 20, 21, 22)
– explicitação do tema e das ideias principais complemento indireto subordinado ao tema da infância e na • 20 Aula Digital
– interpretação de dados estatísticos • Frase ativa vs. frase obesidade na adolescência”: causas, • Suporte Gramatical
passiva adolescência consequências e • Caderno de Exercícios
• Frases passivas medidas de prevenção
reversíveis a partir de da obesidade
frases ativas com
complexo verbal
• Texto 1 – Receita: “Arroz de atum no forno”, • Formas/tempos verbais: • Produção escrita de um • Plano de aula (n.º 23)
Programa 100% o imperativo e o texto de caráter • Suporte Gramatical
– texto instrucional: finalidade e características presente do conjuntivo instrucional, “Receita • Caderno de Exercícios
• Texto 2: “Receita para fazer um herói”, Reinaldo para fazer um bom
Ferreira aluno”: exploração da
– texto literário vs. texto não literário imitação criativa
Atividades complementares: Recolha de informações sobre os primórdios da televisão; Debate sobre reality shows; Pesquisa biográfica sobre Clifford Stoll; Recolha de
informações sobre o aquecimento global e suas consequências na vida do planeta (Ciências Naturais); Concurso de produção escrita; Elaboração de um inquérito sobre os
hábitos dos adolescentes (Formação Cívica), aplicação do inquérito e apresentação dos dados sob a forma de gráficos (Matemática); Troca de ideias sobre distúrbios
alimentares; Pesquisa sobre receitas de culinária saudáveis (Programa 100%).
Para saber: Texto de opinião – estrutura e linguagem; argumentos e contra-argumentos
3. Planificação anual | Novas Leituras

TESTE FORMATIVO

Novas Leituras 8 –
35
36
Novas Leituras 8 –

SEQUÊNCIA 2 – Texto Narrativo I: Literatura Juvenil


Calendarização/
PERÍODO CONHECIMENTO COMPREENSÃO/ RECURSOS
LEITURA ESCRITA
EXPLÍCITO DA LÍNGUA EXPRESSÃO ORAL COMPLEMENTARES

• Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil – “Um • Produção escrita de um • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 24,
livro espera-te. Procura-o”, Eliacer Cansino texto de opinião com – diálogo orientado a 25, 26)
– explicitação do sentido global do texto caráter instrucional: partir de cartazes do
– identificação do tema e ideias principais enumeração das “Dia Mundial do Livro”
vantagens da leitura/ • Reconto oral de uma
incitamento à leitura história de aventuras
Novas Leituras | Guia do Professor
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• PPEB – Um Fio de Fumo nos Confins do Mar, Alice • Processos morfológicos • Produção de um texto • Diálogo orientado – • Planos de aula (n.º 27,
Vieira (excerto) de formação de palavras: de caráter descritivo: meio de transporte mais 28, 29)
– explicitação do sentido global do texto derivação por apresentação de um adequado para • Suporte Gramatical
– identificação das ideias principais prefixação, por espaço (a escola) empreender uma viagem • Caderno de Exercícios
– narrador: classificação quanto à presença sufixação, por longa: manifestação de
parassíntese e não-afixal opiniões
• PPEB/PNL – Sexta-Feira ou a Vida Selvagem, • Campo lexical • Produção escrita do • Antecipação de • Planos de aula (n.º 30,
Michel Tournier (excerto) • Classes das palavras: o desenrolar dos sentidos: audição da 31, 32, 33)
– localização da ação no tempo e no espaço nome acontecimentos do música “Senhora do • Suporte Gramatical
– personagens excerto lido Mar”, interpretada por • Caderno de Exercícios
– ação: identificação das ideias principais Vânia Fernandes – • CD Áudio
– expressividade dos recursos de retórica diálogo orientado
1º • PPEB/PNL – Sexta-Feira ou a Vida Selvagem, • Campo lexical • Produção de um texto • Antecipação de sentidos: • Planos de aula (n.º 34,
Michel Tournier (excerto) • Frase simples vs. frase narrativo subordinado a visionamento de um 35, 36)
– ação: identificação das ideias principais complexa um tema proposto, excerto do filme O •
– interpretação • Coordenação e baseado nas aventuras Náufrago, Robert • Suporte Gramatical
subordinação de Robinson Zemeckis – apresentação • Caderno de Exercícios
• Classes das palavras: oral das ideias registadas
advérbio conectivo por tópicos
• Debate – benefícios e
malefícios do mar:
defesa de um ponto de
vista

• PPEB – O Conto da Ilha Desconhecida, José Saramago • Hiperonímia e hiponímia • Produção escrita da • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 37,
(excerto) • Discurso direto vs. biografia de José – partilha oral de um 38, 39, 40)
– ordenação de frases de acordo com a sequência discurso indireto Saramago: pesquisa sonho/pesadelo, a partir • Suporte Gramatical
dos acontecimentos no texto • Pontuação: reescrita do sobre a vida e a obra do da leitura de uma • Caderno de Exercícios
– ação: identificação das ideias principais segundo período do escritor e leitura de um prancha de BD do Calvin
– narrador: classificação quanto à presença e à texto excerto da sua & Hobbes
focalização autobiografia • Reflexão em grupo
sobre uma afirmação de
Amyr Klink
SEQUÊNCIA 2 – Texto Narrativo I: Literatura Juvenil
Calendarização/
PERÍODO CONHECIMENTO COMPREENSÃO/ RECURSOS
LEITURA ESCRITA
EXPLÍCITO DA LÍNGUA EXPRESSÃO ORAL COMPLEMENTARES

• PNL – Pardinhas, António Mota (excerto) • Funções sintáticas: • Produção escrita da • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 41,
– localização da ação no tempo e no espaço; modificador do grupo página de um diário: – exploração de 42, 43)
– personagens: caracterização verbal, modificador de reinvestimento em universos no plano • Suporte Gramatical
– ação: identificação das ideias principais frase e modificador (do textos pessoais de imaginário: narração de • Caderno de Exercícios
LivroProf8_Layout 1 3/9/12 1:35 PM Page 37

– narrador: classificação quanto à presença nome) apositivo informações uma possível história •
decorrentes da leitura que o avô poderia
efetuada contar aos netos

• PNL – Pardinhas, António Mota (excerto) • Funções sintáticas: • Produção escrita do • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 44,
– ação: explicitação do sentido global do texto complemento indireto desenrolar dos – visionamento de uma 45, 46)
– personagens: caracterização, estado de espírito vs. complemento acontecimentos reportagem: causas da •
– expressividade dos recursos de retórica oblíquo, sujeito, narrados no excerto, a emigração • CD Áudio
– manifestação de opiniões modificador do grupo partir da audição da • Suporte Gramatical
verbal e modificador de música “Ei-los que • Caderno de Exercícios
frase partem”, Manuel Freire

• PPEB – O Clã do Urso das Cavernas, Jean M. Auel • Classes de palavras: • Produção escrita de um • Planos de aula (n.º 47,
(excerto) adjetivo texto de caráter 48, 49)
– verdadeiro/falso: explicitação do sentido global do • Flexão do adjetivo em descritivo: o retrato • Suporte Gramatical
texto grau (físico e psicológico) • Caderno de Exercícios
– ação: identificação das ideias principais • Funções sintáticas:
2º – personagens: caracterização predicativo do sujeito,
modificador (do nome)
restritivo

• PNL – Novas Histórias ao Telefone, “A Fuga de • Formas verbais: • Produção escrita de um • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 50,
Polichinelo”, Gianni Rodari (conto integral) infinitivo impessoal e texto de caráter – audição de uma 51, 52)
– completamento de frases de acordo com o sentido infinitivo pessoal informativo: notícia: especulação • CD Áudio
global do texto apresentação das sobre o motivo da • Suporte Gramatical
– ação: identificação das ideias principais conclusões do debate situação relatada • Caderno de Exercícios
– expressividade dos recurso de retórica • Debate – manifestação/
– manifestação de opiniões defesa de opiniões (fuga
de Polichinelo)

Atividades complementares: Elaboração de cartazes e criação de slogans promotores da leitura; Visionamento de um excerto do filme Robinson Crusoe; Pesquisa sobre os
navios Hispaniola e Nautilus e as personagens Rocinante, Sinbad e Huckleberry; Sugestão de leitura das obras correspondentes; Trabalho de grupo: semelhanças e
diferenças entre a obra Sexta-Feira ou a Vida Selvagem e o filme O Náufrago; Recolha de informações sobre Ramadés e a escrava Aída; Análise de gráficos sobre a
emigração portuguesa; Sugestão da leitura integral de O Clã do Urso das Cavernas, Jean M. Auel; Recolha de informações e visionamento de um vídeo sobre a evolução do
Homem (História); Produção escrita do autorretrato; Produção escrita de uma biobibliografia.

Para saber: Texto narrativo – categorias da narrativa

TESTE FORMATIVO
3. Planificação anual | Novas Leituras

Novas Leituras 8 –
37
38
Novas Leituras 8 –

SEQUÊNCIA 3 – Texto Narrativo II: Autores Portugueses, de Língua Oficial Portuguesa e Estrangeiros
Calendarização/
PERÍODO CONHECIMENTO COMPREENSÃO/ RECURSOS
LEITURA ESCRITA
EXPLÍCITO DA LÍNGUA EXPRESSÃO ORAL COMPLEMENTARES

• PPEB – Comédias para se Ler na Escola, “O Homem • Variedades linguísticas: • Produção escrita de um • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 53,
Trocado”, Luís Fernando Veríssimo (conto integral) variedade brasileira texto de opinião, a partir – exploração de 54, 55)
– localização da ação no tempo e no espaço • Formas verbais: de uma tira de BD do elementos • Suporte Gramatical
– ação: identificação das ideias principais pretérito imperfeito, Calvin & Hobbes paratextuais • Caderno de Exercícios
– personagens: estado de espírito pretérito perfeito e
– adequação de um provérbio ao sentido do texto pretérito mais-que-
perfeito (tempos
Novas Leituras | Guia do Professor
LivroProf8_Layout 1 3/9/12 1:35 PM Page 38

simples e compostos)
• PPEB – A Inaudita Guerra da Avenida de Gago • Funções sintáticas: • Produção escrita da • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 56,
Coutinho e Outras Histórias, “In Excelsum”, Mário de tipos de sujeito rotina diária do Calvin, a – partilha de reações/ 57, 58)
Carvalho (conto integral) • Flexão verbal: verbos partir de uma tira de BD sensações provocadas • Suporte Gramatical
- ordenação de frases de acordo com a sequência defetivos impessoais e da personagem por uma situação de • Caderno de Exercícios
dos acontecimentos no texto unipessoais tensão
- ação: identificação das ideias principais
- personagens: estado de espírito
- manifestação de opiniões
• PPEB – Contos, “A Palavra Mágica”, Vergílio Ferreira • Oração subordinada • Produção escrita de • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 59,
(conto integral) adverbial comparativa uma publicidade de – manifestação de 60, 61, 62, 63, 64)
- delimitação da estrutura da ação • Relações entre palavras caráter institucional, a opiniões • Suporte Gramatical
- organização da ação escritas e entre grafia e partir de uma imagem • Leitura encenada do • Caderno de Exercícios
2º - ação: identificação do tema e das ideias fonia: homonímia, conto
principais homografia, homofonia
- personagens: estado de espírito • Campo semântico
- caracterização do espaço social
• O Fio das Missangas, “O Mendigo Sexta-Feira • Campo lexical • Produção escrita de • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 65,
Jogando no Mundial”, Mia Couto (conto integral) • Processos irregulares uma carta formal, com – audição da música 66, 67)
- ordenação de frases de acordo com o sentido do de formação de base na leitura efetuada “Quem me leva os • CD Áudio
texto palavras: amálgama meus fantasmas?”, • Suporte Gramatical
- delimitação dos momentos da ação • Variedades linguísticas: Pedro Abrunhosa: • Caderno de Exercícios
- ação: identificação das ideias principais variedade africana vs. identificação das
- personagens: retrato variedade europeia ideias principais
- narrador: classificação quanto à presença e (norma padrão)
quanto à focalização
- intenção crítica subjacente à ação
• PPEB – A Pérola, John Steinbeck (excerto) • Frases simples vs. • Produção escrita de um • Antecipação de sentidos • Plano de aula (n.º 68,
- localização da ação no espaço frase complexa narrativo a partir de – reconstituição oral dos 69, 70)
- personagens: caracterização, estado de espírito • Orações finitas vs. uma sequência de acontecimentos • Suporte Gramatical
- ação: identificação das ideias principais orações não finitas imagens: reconstituição retratados numa • Caderno de Exercícios
- narrador: classificação quanto à presença dos acontecimentos sequência de imagens
retratados
SEQUÊNCIA 3 – Texto Narrativo II: Autores Portugueses, de Língua Oficial Portuguesa e Estrangeiros
Calendarização/
PERÍODO CONHECIMENTO COMPREENSÃO/ RECURSOS
LEITURA ESCRITA
EXPLÍCITO DA LÍNGUA EXPRESSÃO ORAL COMPLEMENTARES

• PPEB– A Pérola, John Steinbeck (excerto) • Orações subordinadas • Produção escrita de • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 71,
– ação: identificação das ideias principais substantivas uma notícia sobre a – visionamento de um 72, 73)
– personagens: relações interpessoais completivas descoberta da maior excerto do filme •
– caracterização do espaço social • Discurso indireto vs. pérola do mundo Diamante de Sangue, • Suporte Gramatical
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orações subordinadas Edward Zwick: • Caderno de Exercícios


substantivas exploração de universos
completivas no plano imaginário
• Frase simples vs. frase • Simulação de uma
complexa – exercício de reportagem
transformação


Atividades complementares: Recolha de vocábulos característicos de uma zona geográfica e de uma época; Listagem de autores de origem africana; Recolha de
informações sobre o “Exército da Salvação”; Leitura de notícias sobre mendigos e sem-abrigo; Trabalho de pesquisa sobre populações indígenas; Pesquisa sobre o valor e
a simbologia das pérolas; Investigação sobre a realidade dos “diamantes de sangue”.

Para saber: O Conto – estrutura e características

TESTE FORMATIVO
3. Planificação anual | Novas Leituras

Novas Leituras 8 –
39
40
Novas Leituras 8 –

SEQUÊNCIA 4 – Texto Dramático


Calendarização/
PERÍODO CONHECIMENTO COMPREENSÃO/ RECURSOS
LEITURA ESCRITA
EXPLÍCITO DA LÍNGUA EXPRESSÃO ORAL COMPLEMENTARES

• PPEB/PNL – Falar Verdade a Mentir, Almeida Garrett • Classes de palavras: • Produção escrita de • Visionamento do • Planos de aula (n.º 74,
(texto integral) interjeição e locução um guião para uma testemunho de Rui 75, 76, 77, 78, 79)
– elementos constitutivos do texto dramático: interjetiva peça de teatro, a partir Mendes sobre teatro: “O •
• estrutura externa (atos e cenas) • Ortografia: senão e se de um provérbio que é o teatro?”: • PowerPoint (Almeida
• estrutura interna (exposição, conflito e desfecho) não relacionado com a identificação das ideias Garrett –
• texto principal (falas das personagens) • Pronominalização mentira principais; exposição biobibliografia;
Novas Leituras | Guia do Professor

• texto secundário (didascálias) oral sobre o que, na Romantismo)


LivroProf8_Layout 1 3/9/12 1:35 PM Page 40

• Personagens: relações interpessoais, perspetiva do ator, é o • Suporte Gramatical


caracterização teatro • Caderno de Exercícios
• o aparte • Antecipação de
• tipos de cómico (cómico de linguagem, de caráter sentidos: exploração
e de situação) do sentido de
• género dramático: comédia provérbios
• Dramatização de uma
das cenas de Falar
Verdade a Mentir
• PNL – Os Herdeiros da Lua de Joana, Maria Teresa • Modo oral vs. modo • Antecipação de sentidos
3º Maia Gonzalez (excerto) escrito – diálogo orientado: • Planos de aula (n.º 80,
– ação: identificação das ideias principais • Variedades linguísticas: vícios que põem a vida 81, 82)
– personagens: caracterização, estado de variedades geográficas, em risco •
espírito sociais e situacionais • Visionamento da • Suporte Gramatical
– as didascálicas • Norma padrão notícia sobre a morte • Caderno de Exercícios
precoce de Amy
Winehouse: exploração
de sentidos;
comparação de textos
em função da temática
e dos objetivos

Atividades complementares: Pesquisa sobre a vida e a obra de Almeida Garrett, a época em que viveu, sobretudo os hábitos de vida da burguesia lisboeta, e a estética do
Romantismo; Dramatização de textos; Pesquisa sobre celebridades que perderam a vida precocemente devido ao consumo de drogas; Elaboração de um cartaz de
sensibilização (Educação Visual)

Para saber: Texto dramático – elementos constitutivos do texto dramático

TESTE FORMATIVO
SEQUÊNCIA 5 – Texto Lírico
Calendarização/
PERÍODO CONHECIMENTO COMPREENSÃO/ RECURSOS
LEITURA ESCRITA
EXPLÍCITO DA LÍNGUA EXPRESSÃO ORAL COMPLEMENTARES

• “Poetas”, Florbela Espanca • Figuras de retórica e • Conclusão do poema • Antecipação de sentidos • Plano de aula (n.º 83)
- tema (a alma dos poetas) tropos: comparação, inacabado de Jeremy – exploração de uma tira
- análise temática metáfora, BD
- sujeito poético: estado de espírito personificação; valor
LivroProf8_Layout 1 3/9/12 1:35 PM Page 41

- estrutura formal: noção de estrofe, rima e sílaba expressivo


métrica
• “Num exemplar das geórgicas”, Eugénio de Andrade • Classes de palavras: • Produção escrita de • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 84,
• “Livros”, João Pedro Mésseder adjetivo; quantificadores uma síntese a partir da – leitura de frases 85)
- tema (os livros) • Flexão do adjetivo em audição do texto: construídas pelos •
- comparação dos textos em função da temática e grau O Planeta Agradece, alunos sobre os livros • Suporte Gramatical
dos objetivos “As Florestas” • Visionamento de O • Caderno de Exercícios
- valor semântico de recursos expressivos Planeta Agradece, “As
florestas”: importância
da preservação
das florestas
• Declamação de poemas
• “Cidade”, Sophia de Mello Breyner Andresen • Classes de palavras: • Produção escrita de um • Antecipação de sentidos • Planos de aula (n.º 86,
• “Cidade”, Carlos Queiroz preposição texto com – campo vs. cidade: 87)
3º - tema (a cidade) • Processos morfológicos características poéticas: manifestação de • Suporte Gramatical
- comparação dos textos em função da temática e de formação de exploração da imitação preferências • Caderno de Exercícios
dos objetivos palavras: composição criativa
- estrutura formal: esquema rimático morfológica e
composição
morfossintática

• “Desejos vãos”, Florbela Espanca • Funções sintáticas: • Produção escrita de um • Planos de aula (n.º 88,
- tema (desejos vãos) predicativos do sujeito; texto com 89)
- análise temática modificador (do nome) características poéticas: •
- estrutura formal: estrofe, rima, sílaba métrica e restritivo exploração da imitação • CD Áudio
esquema rimático criativa • Suporte Gramatical
• Caderno de Exercícios
• “A criança que fui chora na estrada”, Fernando • Ortografia: Ah, há e à • Audição do poema • Plano de aula (n.º 90)
Pessoa “Destino”, Fernando • CD Áudio
- tema (perda de identidade) Pessoa, interpretado • Suporte Gramatical
- análise temática pelo grupo Da Weasel: • Caderno de Exercícios
comparação dos textos
em função da temática
3. Planificação anual | Novas Leituras

Novas Leituras 8 –
41
42
Novas Leituras 8 –

SEQUÊNCIA 5 – Texto Lírico


Calendarização/
PERÍODO CONHECIMENTO COMPREENSÃO/ RECURSOS
LEITURA ESCRITA
EXPLÍCITO DA LÍNGUA EXPRESSÃO ORAL COMPLEMENTARES

• “Adeus”, Miguel Torga • Classes de palavras: • Produção escrita de um • Audição do poema • Planos de aula (n.º 91,
- tema (despedida de amor) advérbio de predicado texto com “Amor é um fogo que 92)
- análise temática • Funções sintáticas: características poéticas: arde sem se ver”, Luís • CD áudio
- sujeito poético: estado de espírito modificador do grupo exploração da imitação de Camões, interpretado • Suporte Gramatical
verbal criativa pelo grupo Pólo Norte: • Caderno de Exercícios
comparação dos textos
em função da temática
Novas Leituras | Guia do Professor
LivroProf8_Layout 1 3/9/12 1:35 PM Page 42

• “Retrato”, Cecília Meireles • Discurso direto vs. • Produção escrita de um • Plano de aula (n.º 93)
• “Autorretrato”, Manuel Bandeira discurso indireto texto com •
- tema (autorretrato) • Divisão e classificação características poéticas: • CD Áudio
- sujeito poético: estado de espírito de orações exploração da imitação • Suporte Gramatical
3º - análise temática criativa • Caderno de Exercícios
- comparação dos textos em função da temática e
dos objetivos.

Atividades complementares: Pesquisa sobre a vida e obra dos poetas citados ao longo da sequência.

Para saber: Texto lírico – verso, estrofe, metro e rima

TESTE FORMATIVO
LivroProf8_Layout 1 3/9/12 1:35 PM Page 43

43
3. Planificação anual | Novas Leituras

7º 8º 9º
COMPETÊNCIAS REFERENCIAL DE TEXTOS
Ano Ano Ano

• diálogos orientados X X X
• discussões; debates; discursos; entrevistas X X X
• notícias; reportagens; documentários X X
• críticas; comentários X X
COMPREENSÃO/ • anúncios publicitários; propaganda X X
EXPRESSÃO ORAL • relatos; recontos X X X
• exposições orais X X
• descrições X X X
• leituras em voz alta; recitação de poemas X X X
• leituras encenadas; dramatizações X X X
• narrativas da literatura portuguesa, clássica e contemporânea X X X
• narrativas da literatura dos países de língua oficial portuguesa X X X
• narrativas da literatura universal, clássica e contemporânea X X X
• literatura popular e tradicional (cancioneiro, contos, mitos, fábulas, X
lendas,…)
• narrativas juvenis de aventura, históricas, policiais, de fição, científica X X X
e fantásticas…
TEXTOS • narrativas juvenis de caráter realista, com registo intimista, de X X X
LITERÁRIOS E reflexão social…
PARALITERÁRIOS • textos dramáticos, espetáculos de teatro X X X
• poemas X X X
• crónicas X
• relatos de viagem X
• biografias; autobiografias X X X
• diários; memórias X X X
LEITURA

• narrativa historiográfica X X
• adaptações para filme e séries de televisão de obras literárias X X X
• ensaios; discursos X
• descrições; retratos; autorretratos X X X
• textos científicos; textos de enciclopédias, de dicionários, etc.; textos X X X
de manuais escolares
• notícia; reportagem; entrevista X X
• texto de opinião; crítica; comentário X X X
TEXTOS NÃO • textos de blogues e fóruns de discussão X X
LITERÁRIOS • propaganda; material de publicidade X X
• banda desenhada X X
• cartas; correio eletrónico; SMS; convites; avisos; recados X X X
• regulamentos; normas X X
• roteiros, sumários, notas, esquemas, planos X X X
• índices; ficheiros; catálogos; glossários X X X
• currículo; carta de apresentação X
• narrativas X X X
• recontos, resumos, paráfrases de narrativa X X X
• autobiografias, diários, memórias X X X
• descrições, retratos, autorretratos X X X
• relatórios, relatos, textos expositivos e explicativos X X
• resumos, sínteses e esquemas de textos expositivos e explicativos X X X
• notícias; artigos informativos; reportagens X X
ESCRITA • entrevistas, inquéritos X X
• textos de opinião; comentários; textos para blogues e fóruns de X X X
discussão
• diálogos, guiões para dramatizações ou filmes; bandas desenhadas X X X
• textos com características poéticas X X X
• cartas; correio eletrónico; SMS; convites; avisos; recados X X X
• roteiros; sumários; notas; esquemas; planos X X X
• regulamentos; normas X X

NOTA: Corpus textual de leitura integral a incluir no Projeto Curricular de Turma, no 8.º Ano (pág. 138 PPEB):
• três narrativas de autores portugueses
Novas Leituras 8 –

• dois textos dramáticos de autores portugueses (incluindo literatura juvenil)


• um conto de autor de país de língua oficial portuguesa
• um texto de autor estrangeiro
• dois textos da literatura juvenil
• poemas de subgéneros variados
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44 TESTES
DE AVALIAÇÃO
4
NOTA
Estes testes estão disponíveis, em formato editável,
em
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46
Novas Leituras | Guia do Professor

TESTE N.° 1
ESCOLA:

TESTE FORMATIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 8.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

1. Assinala verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmações seguintes de acordo com o sentido da notícia que
acabaste de ouvir. Corrige as falsas.
1.1. Um estudo revelou que as crianças e os jovens portugueses são os que correm mais riscos
quando utilizam a Internet.

1.2. O mesmo estudo concluiu que as crianças e os jovens portugueses são os menos vigiados
pelos pais.

1.3. O objetivo deste estudo era perceber a ocorrência de fatores de risco associados ao uso da
Internet.

2. Escreve na coluna do meio a alínea correspondente à pessoa entrevistada que proferiu as declarações
da primeira coluna.

DECLARAÇÕES ENTREVISTADOS
2.1. “… a minha mãe não vai ver em que sites é que eu estive…”
2.2. “Eu conheço amigos que já tiveram encontros, mas […] é preciso
ter cuidado.” a) aluna

2.3. “A minha mãe […] vai ver o que é que eu consultei.” b) aluno
2.4. “… a minha mãe também tem facebook…”
2.5. “… nas redes sociais […] não falo com pessoas desconhecidas…”

3. Seleciona a alínea que te permite obter uma resposta correta.


3.1. O lema do projeto SeguraNet é:
a) “Tu decides onde navegas.”
Novas Leituras 8 –

b) “Tu decides para onde vais.”


c) “Tu decides o que consultas”.
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47
5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

GRUPO II

A dependência da Internet
Apenas na segunda metade da década de 90 se própria natureza da Internet que a torna propensa à
começou a falar de dependência da Internet, e desde dependência, outros defendem que não é a Internet
então os estudos sobre a questão têm vindo a multi- por si só que causa dependência, mas sim as apli-
plicar-se. No entanto, ainda não existe consenso cações com características interativas. Certamente
5 quanto à definição desta nova forma de comporta- 30 não se poderá atribuir o desenvolvimento da de-
mento dependente, já que geralmente as pertur- pendência a uma característica por si só. O impacto
bações relacionadas com dependências envolvem o comportamental da Internet será provavelmente cau-
uso de substâncias químicas ou outras. A Internet, sado pela conjugação de várias características da
contrariamente a outras dependências, oferece bene- mesma, tais como: a facilidade de acesso; a diversi-
10 fícios diretos, sendo que apenas se poderá considerar 35 dade de conteúdos; o baixo custo; a estimulação vi-
o seu uso patológico quando o consumo excessivo de sual; a autonomia; o anonimato e a interatividade,
tempo em atividades na mesma tem prejuízo pessoal aliadas à própria personalidade do utilizador.
evidente, quer a nível individual como profissional. Não se pretende com este texto desincentivar o
Este uso excessivo tem como sintomas: preocu- uso da Internet, apenas recomendar o uso moderado
15 pação com a Internet; necessidade de gastar cada vez 40 e consciente, da mesma. A Internet é um instrumento
mais tempo online para conseguir satisfação; inca- de trabalho e de lazer que se tornou indispensável nos
pacidade de controlar, reduzir ou parar a utilização da nossos dias. Importa, no entanto, compreender que
Internet; ligar-se para fugir a problemas ou para aliviar esta ferramenta deve ser utilizada de modo a que o
um estado de ansiedade, tal como depressão ou mal- seu uso não afete de forma negativa a nossa vida nas
20 estar; arriscar a perda de uma relação significativa 45 suas várias vertentes. A chave para evitar a dependên-
quer seja pessoal, profissional ou educacional; mentir cia é essencialmente o uso moderado.
às pessoas com quem se convive sobre o tempo que
se está ligado; etc. Leituras Cruzadas, 05.04.2010
É difícil definir com exatidão quais as causas desta http://leituras-cruzadas.blogspot.com/2010/04/dependencia-
25 dependência. Alguns estudos consideram que é a da-internet.html (acedido a 21.11.2010)

1. “… os estudos sobre a questão têm vindo a multiplicar-se. (linha 3-4)


1.1. Identifica a “questão” objeto de vários estudos.

1.2. Explica o facto de não haver consenso relativamente a essa “questão”.

1.3. Esclarece em que circunstâncias pode o uso da Internet ser considerado uma doença.
Novas Leituras 8 –

2. O uso da Internet pode tornar-se patológico.


2.1. Enuncia, de forma sucinta, o modo como se manifesta essa doença a nível comportamental.
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48
Novas Leituras | Guia do Professor

2.2.Aponta as causas enunciadas no texto que determinam esse comportamento.

3. Seleciona a opção que te permite obter uma afirmação adequada ao sentido do texto, justificando a tua
resposta.
3.1. Com este texto pretende-se que as pessoas:
a) deixem de utilizar a Internet.
b) utilizem a Internet apenas como instrumento de trabalho.
c) utilizem a Internet moderada e conscientemente.

GRUPO III

1. “A chave para evitar a dependência é essencialmente o uso moderado.” (linhas 45-46)


1.1. Esclarece o sentido da palavra “chave” na frase anterior.

1.2. Constrói uma frase em que essa palavra adquira um significado diferente.

2. Há pessoas que precisam “ligar-se para fugir a problemas ou para aliviar um estado de ansiedade…”
(linhas 18-19)
2.1. Na frase anterior, a palavra “estado” significa:
a) condição.
b) domínio.
c) governo.

2.2.Atenta no campo semântico da palavra estado e estabelece a correspondência correta entre as ex-
pressões e o seu significado.

EXPRESSÕES SIGNIFICADO
1. estado de sítio a) magistrado supremo de uma nação

2. estado de choque b) indivíduo com aptidão reconhecida para dirigir os assuntos da nação
c) situação oficialmente declarada como grave para a manutenção da
3. chefe de Estado
ordem pública
4. golpe de Estado d) ato de força que derruba um governo e o substitui por outro
Novas Leituras 8 –

e) reação do organismo a uma situação de emoção violenta e inesperada


5. homem de Estado
que geralmente se manifesta na perda de autocontrolo
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49
5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

2.3. Constrói uma frase para cada uma das expressões.

3. Transcreve do texto um exemplo de uma palavra formada por empréstimo.

4. Atenta nas frases seguintes:


a) A Internet é usada imoderadamente por algumas pessoas.
b) Os investigadores têm realizado vários estudos sobre o uso da Internet.

4.1. Transforma a frase ativa em uma frase passiva e vice-versa.


a)
b)

GRUPO IV

“A Internet é um instrumento de trabalho e de lazer que se tornou imprescindível nos nos-


sos dias.” (linhas 40-42)

Tendo em conta a tua própria experiência enquanto utilizador da Internet, escreve um texto correto e
bem estruturado, em que manifestes a tua opinião sobre a afirmação acima transcrita.

Antes de iniciares a tua redação, atenta nas indicações que se seguem:

– escreve um texto com um mínimo de 140 palavras e um máximo de 180 palavras;


– seleciona vocabulário variado e adequado ao texto;
– redige frases claras e corretas;
– aplica corretamente os conectores discursivos;
– respeita as normas de ortografia;
– pontua corretamente o texto.

Lembra-te que, no final, deves:

• reler com atenção o texto que produziste,


• verificar se obedeceste à planificação que fizeste;
• conferir se há erros do foro gramatical;
Novas Leituras 8 –

• proceder às correções que entenderes necessárias.


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50
Novas Leituras | Guia do Professor

TESTE N.° 2
ESCOLA:

TESTE FORMATIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 8.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

1. Depois de ouvires com atenção a notícia, completa os espaços em branco do texto abaixo transcrito,
com as palavras que te são a seguir fornecidas.

aquecimento árvores baleias comportamento Conservação corais espécies


eucalipto glaciares Homem koalas pinguins-imperador raposas tartarugas

Segundo a União Internacional para a da Natureza, há dez em vias de


extinção devido ao global.
As alterações climáticas, ocasionadas pelo inconsequente do face
ao ambiente, ameaçam a preservação de espécies como as do Ártico, os peixes-palhaço,
os corais, os pinguins-imperador, as de Couro, os corais, as focas-aneladas, as
Quiver, os salmões e as beluga.
A ameaça aos deve-se, sobretudo, à concentração de CO2 na atmosfera, que tem im-
plicações na capacidade nutritiva do , único sustento destes animais.
No que respeita aos o problema prende-se com a dimuição da espessura dos
Novas Leituras 8 –

, cujo impacto negativo se estende aos , devido ao aumento da tempera-


tura dos oceanos.
No sentido de alertar para a importância de uma relação sustentável entre a humanidade e o reino ani-
mal, mais de 70 países celebraram o Dia Internacional do Animal.
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51
5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

GRUPO II

O aquecimento global é “irreversível”


Por Susana Salvador tration, dos EUA, e líder do Grupo Intergovernamental
sobre a Evolução do Clima das Nações Unidas.
Estudo. Se a humanidade acabasse hoje com as emis- "Penso que a verdadeira escala de tempo da per-
sões de dióxido de carbono, só dentro de mil anos é que o sistência destes efeitos não foi percebida", referiu
clima do nosso planeta voltaria ao normal. Cientistas 25 Solomon. "As mudanças climáticas são lentas, mas
pedem que se atue o mais rapidamente possível para im- também são imparáveis e, por isso, temos de atuar
5 pedir o piorar da situação agora para que a situação não piore", acrescentou.
O estudo surge numa altura em que o Presidente
O aquecimento global é "irreversível" e nem mil dos EUA, Barack Obama, ordenou a revisão das me-
anos serão suficientes para apagar aquilo que a hu- 30 didas tomadas pelo seu antecessor, George W. Bush,
manidade tem feito ao planeta. "As pessoas pensa- defendendo uma maior eficiência energética e di-
vam que, se deixássemos de emitir dióxido de zendo que o futuro da Terra depende da redução da
10 carbono, o clima voltaria ao normal dentro de cem ou poluição atmosférica.
duzentos anos. Isso não é verdade", disse a norte- Segundo o estudo, o aquecimento global tem sido
americana Susan Solomon, principal autora do es- 35 travado pelos oceanos, porque a água absorve muita
tudo ontem publicado na revista Proceedings of the energia para aquecer. Mas o efeito positivo vai dissol-
National Academy of Sciences. ver-se com o tempo e os oceanos vão acabar por
15 As mudanças na temperatura da superfície dos manter o planeta mais quente durante mais tempo
oceanos, no nível de precipitação e no aumento do ao libertarem para a atmosfera o calor que têm vindo
nível das águas "são em grande parte irreversíveis, 40 a acumular. Daí ser falso pensar que as mudanças cli-
por mais de mil anos depois das emissões de CO2 máticas podem reverter-se em poucas décadas.
terem parado completamente", acrescentou a cien-
20 tista da National Oceanic and Atmospheric Adminis- Diário de Notícias (versão online), 28/01/2009 (excerto)

1. Esclarece a que se refere “aquilo que a humanidade tem feito ao planeta” (linhas 7-8).

2. “O aquecimento global é “irreversível”…” (linha 6)


2.1. Especifica os efeitos do aquecimento global no planeta.

3. “Isso não é verdade” (linha 11)


3.1. Diz a que se refere a afirmação anterior.
Novas Leituras 8 –

4. Indica a condição indispensável para contrariar o aumento do aquecimento global.


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Novas Leituras | Guia do Professor

5. Identifica o elemento que tem contribuído para abrandar o aquecimento global.

6. Explica em que medida essa contribuição tende a ser negativa no futuro.

7. Enquanto conversavam sobre o aquecimento global, dois amigos fizeram os comentários seguintes.

António: Eu acho que, se acabarmos com a poluição atmosférica, o planeta voltará ao normal.
José: Não me parece! Pelo que tenho lido, o planeta jamais será o que era.

7.1. Indica qual dos dois comentários é o mais adequado ao sentido do texto. Justifica a tua opção, funda-
mentando-a em elementos do texto.

GRUPO III

1. Repara nas frases seguintes:


a) “… o futuro da Terra depende da redução da poluição atmosférica.” (linhas 32-33)
b) Ele lançou por terra tudo o que tinha conseguido até agora.
c) Ele é muito terra a terra.
d) Ele moveu céus e terra para conseguir o que queria.

1.1. Identifica as expressões que constituem o campo semântico da palavra “terra”.

1.2. Explica o significado de cada uma dessas expressões.

2. O aquecimento global é travado pelos oceanos.


2.1. Reescreve a frase anterior na ativa.

3. “… os oceanos vão acabar por manter o planeta mais quente…” (linhas 37-38)
3.1. Identifica o complexo verbal na frase anterior.
Novas Leituras 8 –

3.2. Reescreve a frase com a forma simples do verbo principal no tempo e modo correspondentes.
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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

4. Completa as frases seguintes com os verbos entre parênteses, no presente do conjuntivo.


a) Para preservar o planeta, (gastar) menos água.
b) (fazer) a separação do lixo.
c) Sempre que possível, (andar) de bicicleta ou a pé.

4.1. Reescreve as frases, usando os mesmos verbos no modo imperativo.

GRUPO IV

A preservação do planeta e das espécies é da responsabilidade de todos os cidadãos.

Escreve um texto, que pudesse ser divulgado em um jornal escolar em que manifestes a tua opinião rela-
tivamente à responsabilidade de cada cidadão na preservação do planeta e das espécies, apelando ao envol-
vimento de todos.

Antes de iniciares a tua redação, atenta nas indicações que se seguem:

– escreve um texto com um mínimo de 140 palavras e um máximo de 180 palavras;


– seleciona vocabulário variado e adequado ao texto;
– redige frases claras e corretas;
– aplica corretamente os conectores discursivos;
– respeita as normas de ortografia;
– pontua corretamente o texto.

Lembra-te que, no final, deves:

• reler com atenção o texto que produziste,


• verificar se obedeceste à planificação que fizeste;
• conferir se há erros do foro gramatical;
• proceder às correções que entenderes necessárias.
Novas Leituras 8 –
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54
Novas Leituras | Guia do Professor

TESTE N.° 3
ESCOLA:

TESTE FORMATIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 8.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

1. Ouve, com atenção, o excerto da Carta de Pero Vaz de Caminha a El-Rei Dom Manuel e, depois, assinala
verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmações que se seguem. Corrige as afirmações falsas.
1.1. A fórmula de saudação com que Pero Vaz de Caminha inicia a carta é: “Vossa Alteza”.

1.2. Pero Vaz de Caminha, o capitão-mor da frota, assegura ao rei que percebe muito de navegação.

1.3. O capitão pretende informar El-Rei Dom Manuel sobre a descoberta de uma terra.

1.4. Pero Vaz de Caminha garante ao rei que pretende relatar-lhe apenas a verdade dos factos pre-
senciados.

1.5. A viagem atrasou-se devido a uma tempestade no mar.

1.6. A nau de Vasco de Ataíde desencontrou-se da restante frota.

1.7. A terra que avistaram era plana e tinha muito arvoredo.

1.8. Os habitantes daquela terra tinham a pela clara, vestiam trajes feitos com penas de papagaio
e usavam colares de contas brancas.
Novas Leituras 8 –

1.9. Os navegadores e os indígenas trocaram presentes entre si.


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55
5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

GRUPO II

Em menos de um quarto de hora tinham acabado a volta pelo barco, uma


caravela, mesmo transformada, não dá para grandes passeios, É bonita,
disse o homem, mas se eu não conseguir arranjar tripulantes suficientes
para a manobra, terei de ir dizer ao rei que já não a quero, Perdes o ânimo
logo à primeira contrariedade, A primeira contrariedade foi estar à espera 5

do rei três dias, e não desisti, Se não encontrares marinheiros que queiram
vir, cá nos arranjaremos os dois, Estás doida, duas pessoas sozinhas não
seriam capazes de governar um barco destes, eu teria de estar sempre ao
leme, e tu, nem vale a pena estar a explicar-te, é uma loucura, Depois ve-
remos, agora vamos mas é comer. Subiram para o castelo de popa, o 10

homem ainda a protestar contra o que chamara loucura, e, ali, a mulher da


limpeza abriu o farnel que ele tinha trazido, um pão, queijo duro, de cabra,
azeitonas, uma garrafa de vinho. A lua já estava meio palmo sobre o mar,
as sombras da verga e do mastro grande vieram deitar-se-lhes aos pés. É
realmente bonita a nossa caravela, disse a mulher, e emendou logo, A tua, 15

a tua caravela, Desconfio que não o será por muito tempo, Navegues ou
não navegues com ela, é tua, deu-ta o rei, Pedi-lha para ir procurar uma
ilha desconhecida, Mas estas coisas não se fazem do pé para a mão, levam o seu tempo, já o meu avô dizia que
quem vai ao mar avia-se em terra, e mais não era ele marinheiro, Sem tripulantes não poderemos navegar, Já o
tinhas dito, E há que abastecer o barco das mil coisas necessárias a uma viagem como esta, que não se sabe 20

aonde nos levará, Evidentemente, e depois teremos de esperar que seja boa a estação, e sair com a boa maré,
e vir gente ao cais a desejar-nos boa viagem, Estás a rir-te de mim, Nunca me riria de quem me fez sair pela
porta das decisões, Desculpa-me, E não tornarei a passar por ela, suceda o que suceder. O luar iluminava em
cheio a cara da mulher da limpeza, É bonita, realmente é bonita, pensou o homem, que desta vez não estava a
referir-se à caravela. 25

In O Conto da Ilha Desconhecida, José Saramago, Caminho, 1999

1. Assinala a resposta correta para cada um dos itens de acordo com o sentido do texto.
1.1. As personagens intervenientes na ação são:
a) o homem, os tripulantes e a mulher da limpeza.
b) o homem, os marinheiros e a mulher da limpeza.
c) o homem e a mulher da limpeza.

1.2. A ação passa-se num barco:


a) em alto mar, durante a noite.
b) ancorado num porto, durante a noite.
c) fundeado num cais, durante a tarde.
Novas Leituras 8 –

2. Demonstra que o barco onde se encontram as personagens é pequeno.


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56
Novas Leituras | Guia do Professor

3. “Perdes o ânimo logo à primeira contrariedade” (linhas 4-5)


3.1. Indica de que “contrariedade” se trata.

3.2. Confronta a atitude do homem e a da mulher perante esse contratempo.

3.3. Identifica o argumento usado pelo homem para demonstrar que não desanima “logo à primeira con-
trariedade” (linha 5)

4. A certa altura, a mulher da limpeza afirma algo que deixa o homem incrédulo.
4.1. Transcreve do texto a afirmação supracitada.

4.2.Esclarece a razão da perplexidade do homem.

5. “A tua, a tua caravela” (linhas 15-16)


5.1. Explica estas palavras da mulher, evidenciando a sua intenção ao proferi-las.

6. Indica a razão pela qual a expressão “E há que abastecer das mil e uma coisas necessárias a uma via-
gem como esta” (linha 20) pode ser considerada uma hipérbole, salientando o que o homem pretende
evidenciar.

7. Esclarece o significado do provérbio “quem vai ao mar avia-se em terra”, elucidando a intenção da mu-
lher ao citá-lo.

8. Identifica o destino da viagem que as personagens pretendem empreender, sustentando a tua resposta
com dados textuais.
Novas Leituras 8 –
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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

GRUPO III

1. Constrói, a partir do texto, o campo lexical de navegação.

2. “O homem ainda a protestar contra o que chamara loucura” (linhas 10-11)


2.1. Classifica a palavra sublinhada quanto ao seu processo de formação.

2.2. Forma um verbo a partir da base da palavra anterior e classifica-o quanto ao seu processo de formação.

3. “Pedi-lha para ir procurar uma ilha desconhecida”. (linhas 17-18)


3.1. Reescreve a frase anterior, colocando no plural a oração sublinhada.

3.2. Explicita a regra que justifica o uso do infinitivo na frase anterior.

4. Com efeito, a mulher da limpeza abriu ali o farnel.


4.1. Regista, ao lado de cada expressão, o número que corresponde à respetiva função sintática.

a) Com efeito
b) da limpeza
c) abriu ali o farnel
d) ali
e) o farnel

1. sujeito
2. predicado
3. complemento direto
4. complemento indireto
5. predicativo do sujeito
6. modificador do grupo verbal
7. modificador de frase
8. modificador apositivo
9. modificador restritivo

5. Transforma em discurso indireto a afirmação seguinte: “É bonita, disse o homem, mas se eu não conseguir
arranjar tripulantes suficientes para a manobra, terei de ir dizer ao rei que já não a quero” (linhas 2-4).
Novas Leituras 8 –
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Novas Leituras | Guia do Professor

GRUPO IV

“Pela hora do meio-dia, com a maré, A Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, à procura de
si mesma.”
In O Conto da Ilha Desconhecida, José Saramago, Caminho, 1999

O conto de José Saramago, cuja ação é aberta, não permite saber qual terá sido o desfecho da viagem
realizada pelas personagens. Como tal, imagina o desenvolvimento e a conclusão deste conto.

Para te ajudar na planificação do teu texto, procura responder às perguntas que a seguir se colocam:

• Introdução – Quando e onde é que se passa a ação? Quem são as personagens? Como se chamam?
Que relação existe entre elas?

• Desenvolvimento – Em que condições se desenrola a viagem? Que aconteceu durante a mesma?


Quais são as condições de navegação? O mar mantém-se calmo? Avistam terras, pessoas e/ou ani-
mais? Desembarcam em algum lugar especial?

• Conclusão – As personagens encontraram uma ilha desconhecida ou, pelo contrário, confirma-se
que estas não existem?

Antes de iniciares a tua redação, atenta nas indicações que se seguem:

– escreve um texto com um mínimo de 140 palavras e um máximo de 180 palavras;


– seleciona vocabulário variado e adequado ao texto; redige frases claras e corretas;
– aplica corretamente os conectores discursivos;
– respeita as normas de ortografia; pontua corretamente o texto.

Lembra-te que, no final, deves:

• reler com atenção o texto que produziste;


• verificar se obedeceste à planificação que fizeste;
• verificar se há erros ortográficos ou sintáticos;
• proceder às correções que entenderes necessárias.
Novas Leituras 8 –
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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

TESTE N.° 4
ESCOLA:

TESTE FORMATIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 8.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

1. Depois de ouvires atentamente a reportagem com Alice Vieira, escolhe a alínea que completa corre-
tamente cada item, de acordo com o sentido do texto.

1.1. O assunto em destaque na reportagem é a:


a) entrevista à escritora Alice Vieira.
b) vida da escritora Enid Blyton.
c) reedição da coleção de Os Cinco.

1.2. As aventuras de Os Cinco começaram a ser editadas:


a) durante a primeira Guerra Mundial.
b) durante a segunda Guerra Mundial.
c) nos anos 50.

1.3. Aquilo que mais espantava Alice Vieira nas aventuras de Os Cinco era:
a) os lanches que eles faziam.
b) os gelados que eles comiam.
c) o facto de o cão comer gelados.

1.4. A partir dos finais dos anos 70, Os Cinco:


a) desvendavam sozinhos os segredos dos adultos.
b) passaram a ser exibidos na televisão.
c) deixaram de ser editados.

1.5. Na sua vida privada, Enid Blyton era uma:


a) mulher afável, carinhosa e criativa.
b) mãe atenciosa, presente e protetora.
c) mulher fria, distante e artificial.

1.6. Segundo Alice Vieira, as vivências das crianças de Os Cinco:


a) contrastavam completamente com a vida privada de Enid Blyton.
Novas Leituras 8 –

b) eram um retrato fiel da vida privada da escritora.


c) aproximavam-se bastante da vida privada da autora.
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Novas Leituras | Guia do Professor

GRUPO II

Quando aqui há uns meses a minha mãe, pelo meio dos seus Arraiolos, assim como quem não quer a coisa,
disse “a Mina acaba o 9.º ano e depois vai trabalhar” – eles olharam para ela como se estivessem diante de
um extraterrestre.
– Sempre pensei que ela fizesse o 12.º ano e depois fosse para Românicas – murmurou a Nani. Ao tempo
5 que o curso já não se chama assim, mas ela não sabe.
Desde que entrei em nossa casa, vinda da maternidade, a Nani teve a certeza absoluta de que eu iria tirar
um curso onde houvesse Francês. De resto, para lá de rodear a minha infância de árias de ópera, ensinou-me
também o Frère Jacques e o Meunier, Tu Dors, que eu cantei muito
antes do Come a Papa, Joana, Come a Papa, o nosso hino nacional
10 dos Sub-3. Já o devia ter ensinado também à minha mãe, evidente-
mente. E depois passou-me para as mãos a coleção toda do Spirou
e do Tintin no original, que já vinham das mãos da minha mãe, mas
a minha mãe nunca fora uma leitora muito interessada, os álbuns
pareciam novos, nem sequer os cantos das páginas virados – um dos
15 meus grandes “crimes” aos olhos do Crispim, que tem pelos livros
quase a mesma veneração que tem pelo Partido. Para além dos ál-
buns, vieram ainda os romances da Condessa de Ségur, em livros de
capa vermelha e ilustrações a preto e branco, com as meninas sempre
de vestidos compridos e calças aos folhinhos a aparecer debaixo das
20 saias. Nessa altura sonhei chamar-me Camila de Fleurville, ter uma
tia Lourença, e um primo com o nome de Leôncio.
Depois fui crescendo, e a Nani deu-me uma coleção de romances
de amor com capas de tom creme e riscas cor de rosa. Num deles
havia um príncipe russo e sem dinheiro, a trabalhar de chofer para
25 não morrer de fome em Nova Iorque, e que me fez chorar noites a
fio. Morrer de fome deve ser horrível, então em Nova Iorque, com
hambúrgueres e coca-cola por todo o lado, deve ser mesmo um pe-
sadelo.
Nessa altura a minha mãe tinha acabado de conhecer o Crispim,
30 e eu ainda olhava para ele meio desconfiada. Mas lembro-me de o
ver uma tarde folhear o livro, torcer o nariz e dizer entredentes:
– Como é que ainda dão às miúdas porcarias destas! Uma mani-
pulação indecente.
A Nani ouviu e ofendeu-se muito.
35 – O que é que o senhor tem contre les romans d’amour?
Irrita-se, lá vem o francês, é fatal.
O Crispim engasgou-se um bocado, não que ele não tivesse ar-
gumentos, se há coisa que nunca falta ao Crispim são argumentos,
mas não queria ferir as suscetibilidades de quem poderia vir a ser
40 sua sogra.
– Nada, nada. Mas não acha que ela podia, por exemplo, ler Os
Cinco, como toda a gente?
A Nani nem lhe respondeu limitando-se a atirar-lhe com um sor-
riso a transbordar de desprezo.
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In Um Fio de Fumo nos Confins do Mar, Alice Vieira, Caminho, 2004


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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

1. Comprova com expressões do texto que o narrador recorda acontecimentos que se situam num tempo
anterior ao da narração.

2. Classifica o narrador quanto à presença, justificando a tua resposta.

3. Identifica as personagens intervenientes na ação e o tipo de relação existente entre elas.

4. “… eles olharam para ela como se estivessem diante de um extraterrestre.” (linhas 2-3)
4.1. Indica a quem se refere o pronome sublinhado na frase.

4.2. Interpreta o significado da comparação entre a mãe de Mina e “um extraterrestre.”

5. Demonstra que a Nani sempre procurou incutir a Mina o gosto pela música e pela leitura.

6. Comprova que a mãe de Nina não apreciava muito a leitura, fundamentado a tua resposta com uma ex-
pressão do texto.

7. Explica em que sentido é usada a palavra “crime”, na linha 15.

8. “Nessa altura a minha mãe tinha acabado de conhecer o Crispim, e eu ainda olhava para ele meio des-
confiada.” (linhas 29-30)
8.1. Esclarece o motivo da desconfiança de Mina em relação ao Crispim.

9. “– O que é que o senhor tem contre les romans d’amour?” (linha 35)
9.1. Indica a razão de ser da pergunta da Nani.
Novas Leituras 8 –
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Novas Leituras | Guia do Professor

9.2. Identifica a alternativa aos romances de amor apresentada pelo Crispim.

9.3. Justifica o facto de o Crispim não ter ripostado à Nani.

GRUPO III

1. “… em livros de capa vermelha e ilustrações a preto e branco…” (linhas 17-18)

1.1. A partir da palavra destacada a negrito, forma outra palavra derivada por:

a) sufixação.

b) parassíntese.

2. “… para lá de rodear a minha infância de árias de ópera…” (linha 7)


2.1. Reescreve a citação transcrita no plural.

2.2. Explicita a regra que justifica o uso do infinitivo na citação anterior.

3. Classifica as orações sublinhadas nas frases seguintes:


a) Assim que Mina terminar o 9.º ano, vai trabalhar.

b) Nina lia não só banda desenhada, como também lia romances de amor.

c) Crispim não ripostou, para não ferir suscetibilidades.

4. Na verdade, o Crispim tem sempre argumentos válidos.


4.1. Regista, ao lado de cada expressão, o número que corresponde à respetiva função sintática.

a) Na verdade 1. sujeito 6. modificador do grupo verbal


b) o Crispim 2. predicado 7. modificador de frase
c) sempre 3. complemento direto 8. modificador apositivo
d) argumentos válidos 4. complemento indireto 9. modificador restritivo
Novas Leituras 8 –

e) válidos 5. predicativo do sujeito


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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

GRUPO IV

Para muitas pessoas é importante prosseguir estudos. Contudo, para outras, tal não tem assim
tanto valor.

Redige um texto correto e bem estruturado, no qual expresses uma opinião favorável à progressão
dos estudos, tentando convencer as pessoas da importância da escola na sua vida futura.

Antes de iniciares a tua redação, atenta nas indicações que se seguem:


– escreve um texto com um mínimo de 140 palavras e um máximo de 180 palavras;
– seleciona vocabulário variado e adequado ao texto;
– redige frases claras e corretas;
– aplica corretamente os conectores discursivos;
– respeita as normas de ortografia;
– pontua corretamente o texto.

Lembra-te que, no final, deves:

• reler com atenção o texto que produziste;


• verificar se obedeceste à planificação que fizeste;
• verificar se há erros ortográficos ou sintáticos;
• proceder às correções que entenderes necessárias.

Novas Leituras 8 –
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Novas Leituras | Guia do Professor

TESTE N.° 5
ESCOLA:

TESTE FORMATIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 8.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

1. Depois de veres atentamente “Retrato à Minuta” de Vergílio Ferreira, escolhe a alínea que completa cor-
retamente cada item, de acordo com o que ouviste.

1.1. Vergílio Ferreira nasceu a 28 de janeiro de 1996, em Melo, numa:


a) quinta-feira, pelas quinze horas.
b) sexta-feira, pelas quinze horas.
c) sexta-feira, pelas três horas.

1.2. Quando Vergílio Ferreira tinha entre 3 e 4 anos:


a) o pai e a mãe emigraram.
b) a mãe e a irmã mais velha emigraram.
c) os pais e a irmã mais velha emigraram.

1.3. Aquando da partida da mãe:


a) Vergílio Ferreira chorou toda a noite.
b) os filhos choraram toda a noite.
c) a irmã mais velha chorou toda a noite.

1.4. A partir dos 4 anos, Vergílio Ferreira foi criado:


a) pela mãe e a irmã mais velha.
b) por duas tias maternas.
c) por duas tias e avó maternas.

1.5. Aos dez anos, Vergílio Ferreira foi:


a) viver com um tio da mãe que era padre.
Novas Leituras 8 –

b) internado num seminário do Fundão.


c) morar num casarão enorme de um tio padre.
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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

GRUPO II

Ora um domingo, o Silvestre ensarilhou-se, sem querer, numa disputa colérica com o Ramos da loja. Fora o
caso que ao falar-se, no correr da conversa, em trabalhadores e salários, Silvestre deixou cair que, no seu en-
tender, dada a carestia da vida, o trabalho de um homem de enxada não era de forma alguma bem pago. Mas
disse-o sem um desejo de discórdia, facilmente, abertamente, com a mesma fatalidade clara de quem inspira
5 e expira. Todavia o Ramos, ferido de espora, atacou de cabeça baixa:
– Que autoridade tem você para falar? Quem lhe encomendou o sermão?
– Homem! – clamava o Silvestre, de mão pacífica no ar. – Calma aí, se faz favor. Falei por falar.
– E a dar-lhe. Burro sou eu em ligar-lhe importância. Sabe lá você o que é a vida, sabe lá nada. Não tem filhos
em casa, não tem quebreiras de cabeça. Assim também eu.
10 – Faço o que posso – desabafou o outro.
– E eu a ligar-lhe. Realmente você é um pobre-diabo, Silvestre. Quem é parvo é quem o ouve. Você é um
bom, afinal. Anda no mundo por ver andar os outros. Quem é você, Silvestre amigo? Um inócuo, no fim de con-
tas. Um inócuo é o que você é.
Silvestre já de dispusera a ouvir tudo com resignação. Mas, à palavra “inócuo”, estranha ao seu ouvido mon-
15 tanhês, tremeu. E à cautela, não o codilhassem3 por parvo, disse:
– Inoque será você.
Também o Ramos não via o fundo ao significado de “inócuo”. Topara por acaso a palavra, num diálogo aceso
de folhetim, e gostara logo dela, por aquele sabor redondo a moca grossa de ferros, cravada de puas. Dois ho-
mens que assistiam ao barulho partiram logo dali, com o vocábulo ainda quente da refrega, a comunica-lo à
20 freguesia:
– Chamou-lhe tudo, o patife. Só porque o pobre entendia que a jorna de um homem é fraca. Que era um paz
de alma. E um inoque.
– Que é isso de inoque?
– Coisa boa não é. Queria ele dizer na sua que o Silvestre não trabalhava, que era um lombeiro, um vadio.
25 Como nesse dia, que era domingo, Paulino entrara em casa com a bebedeira do seu descanso, a mulher pra-
guejou, como estava previsto, e cobriu o homem de insultos como não estava inteiramente previsto:
– Seu bêbado ordinário. Seu inoque reles.
Quando a palavra caiu da boca da mulher, vinha já tinta de carrascão. E desde aí, inoque significou, como é
de ver, vadio e bêbado.

In Contos, Vergílio Ferreira, Bertrand Editora, 1991

1. “… o Silvestre ensarilhou-se, sem querer, numa disputa colérica com o Ramos da loja.” (linha 1)
1.1. Identifica o tema da conversa entre o Silvestre e o Ramos.

1.2. Enuncia a posição assumida pelo Silvestre relativamente a esse assunto.

1.3. Baseando-te em expressões textuais, comprova que o Silvestre não tinha qualquer intenção de se abor-
Novas Leituras 8 –

recer com o Ramos.


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Novas Leituras | Guia do Professor

1.4. Esclarece o motivo pelo qual, a certa altura da conversa, o Silvestre se sentiu ofendido pelo Ramos.

2. A partir deste momento, a palavra “inócuo” sofre modificações ao nível do significado, mas também da
pronúncia.

2.1. Aponta a alteração fonética sofrida pela palavra inócuo no texto transcrito.

2.2.Identifica os significados atribuídos a esta palavra, neste excerto.

2.3. Justifica o facto de a palavra “inócuo” ser adulterada pelas personagens intervenientes na ação.

2.4. Considerando o verdadeiro significado da palavra “inócuo”, demonstra a ironia de que se reveste o
seu emprego ao longo do texto.

GRUPO III
1. “Não tem filhos em casa, não tem quebreiras de cabeça.” (linhas 8-9)
1.1. Reescreve a frase anterior, substituindo o advérbio de negação destacado a negrito por uma conjunção
coordenativa de sentido equivalente.

1.2. Divide e classifica as orações da frase que acabaste de construir.

2. O Ramos perguntou que autoridade tinha o Silvestre.


2.1. Classifica a oração sublinhada na frase anterior.

2.2.Identifica a função sintática desempenhada por essa oração.

3. A partir das frases simples a seguir apresentadas constrói frases complexas, estabelecendo a relação
de sentido indicada entre parênteses. Procede para tal às alterações que forem necessárias.
3.1. O Silvestre era um homem pacífico. O Silvestre ensarilhou-se com o Ramos. (oposição)
Novas Leituras 8 –

3.2. O Ramos chamou-lhe inócuo. O Silvestre irritou-se. (tempo)


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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

3.3. O marido chegou bêbado a casa. A mulher insultou-o. (causa)

4. “Fora o caso que ao falar-se […] em trabalhadores e salários.” (linhas 1-2)


4.1. Identifica o tempo e o modo da forma verbal sublinhada.

4.2.Reescreve a frase com a forma composta do verbo, no tempo e no modo correspondentes.

4.3. Constrói uma frase com uma palavra homógrafa da sublinhada na frase transcrita.

GRUPO IV

Tal como aconteceu em “A Palavra Mágica”, há equívocos que podem gerar situações confli-
tuosas entre as pessoas.

Conta uma pequena história, imaginária ou baseada na tua própria experiência, que tenha sido motivada
por um mal-entendido entre as pessoas, respeitando as orientações seguintes:

• Introdução – localização da ação no tempo e no espaço e apresentação da situação que gerou o con-
flito entre as personagens;

• Desenvolvimento – relato das peripécias decorrentes desse equívoco;

• Conclusão – revelação do desenlace dos acontecimentos.

Antes de iniciares a tua redação, atenta nas indicações que se seguem:

– escreve um texto com um mínimo de 140 palavras e um máximo de 180 palavras;


– seleciona vocabulário variado e adequado ao texto;
– redige frases claras e corretas;
– aplica corretamente os conectores discursivos;
– respeita as normas de ortografia;
– pontua corretamente o texto.

Lembra-te que, no final, deves:

• reler com atenção o texto que produziste,


• verificar se obedeceste à planificação que fizeste;
Novas Leituras 8 –

• conferir se há erros do foro gramatical;


• proceder às correções que entenderes necessárias.
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Novas Leituras | Guia do Professor

TESTE N.° 6
ESCOLA:

TESTE FORMATIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 8.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

1. Depois de veres atentamente a reportagem sobre a Comunidade Vida e Paz, escolhe a alínea que com-
pleta corretamente cada item, de acordo com o que ouviste.

1.1. As pessoas que integram a equipa da Comunidade Vida e Paz:


a) recebem um pequena remuneração pelos serviços prestados.
b) trabalham voluntariamente sem qualquer remuneração.
c) trabalham voluntariamente sem qualquer recompensa.

1.2. O objetivo desta equipa é:


a) ganhar um dinheiro extra.
b) alimentar os sem-abrigo.
c) reabilitar os sem-abrigo.

1.3. Todas as noites, a carrinha da Comunidade Vida e Paz:


a) segue o mesmo percurso.
b) percorre um caminho diferente.
c) vai onde a chamam.

1.4. Segundo a equipa da Comunidade Vida e Paz, os sem-abrigo:


a) mostram-se imediatamente recetivos à sua presença.
b) demonstram inicialmente alguma resistência à sua presença.
c) sentem-se desrespeitados com a sua presença.

1.5. O lema da equipa da Comunidade Vida e Paz fundamenta-se:


a) na esperança de uma vida melhor para os sem-abrigo.
b) na necessidade de alimentar os sem-abrigo.
Novas Leituras 8 –

c) em ganhar algum dinheiro ao apoiar os sem-abrigo.


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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

GRUPO II

Eu sei, doutor, lhe estou roubando o tempo. Vou direto no assunto do


meu ombro. Pois aconteceu o seguinte: o dono da loja deu ontem ordem
para limpar o passeio. Não queria ali mendigos e vadios. Que aquilo afas-
tava a clientela e ele não estava para gastar ecrã em olho de pobre. Recusei
sair, doutor. O passeio é pertença de um alguém? Para me retirarem dali 5

foi preciso chamar as forças policiais. Vieram e me bateram, já eu estendido


no chão e eles me ponteavam, com raiva como se não me batessem em
mim, mas na sua própria pobreza. Proclamei que hoje voltaria mais outra
vez, para assistir ao jogo. É que jogam os africanos e eles estão a contar
comigo lá na assistência. Não passam sem Sexta-Feira. O dono da loja me 10

ameaçou que, caso eu insistisse, então é que seria um festival de porrada.


O que eu lhe peço, doutor, é que intervenha por mim, por nós os especta-
dores do passeio da Avenida Direita. O proprietário do Dubai Shoping não
vai dizer que não, se for um pedido vindo de si, doutor.
Pois eu, conforme se vê, vim ao hospital não por artimanha, mas por 15

desgraça real. O doutor me olha, desconfiado, enquanto me vai espreitando


os traumatombos. Contrariado, ele lá me coloca sob o olho de uma má-
quina radiográfica. Até me atrapalho com tanta deferência. Até hoje, só a
polícia me fotografou. Se eu soubesse até me tinha preparado, doutor, es-
covado a dentuça e penteado a piolheira. 20

Quando me mostram a chapa, porém, me assalta a vergonha de revelar as minhas pobres e desprevenidas
intimidades ósseas. Quase eu grito: esconda isso, doutor, não me exiba assim às vistas públicas. Até porque
me passa pela cabeça um desconfio: aqueles interiores não eram os meus. E o doutor não fique espinhado!
Mas aquilo não são ossos: são ossadas. Eu não posso estar assim tão cheio de esqueleto. Aquela fotografia é
de chamar saliva a hienas. Sem ofensa, doutor, mas eu peço que se deite fogo nessa película. E me deixe assim, 25

nem vale a pena enrolar-me as ligaduras, aplicar-me as pomadas. Porque eu já vou indo, com as pressas. Não
esqueça de telefonar ao dono da loja, doutor. Não esqueça, por favor. Foi por esse pedido que eu vim. Não foi
pelo ferimento.

In O Fio das Missangas, Mia Couto, Editorial Caminho, 2004

1. “Vou direto no assunto do meu ombro.” (linhas 1-2)


1.1. Especifica o estado em que se encontra o ombro do mendigo Sexta-Feira.

1.2. Enuncia, por palavras tuas, o motivo pelo qual o seu ombro se encontra nesse estado.
Novas Leituras 8 –

2. “O passeio é pertença de um alguém?” (linha 5)


2.1. Comenta esta interrogação do mendigo, evidenciando a sua intenção ao proferi-la.
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Novas Leituras | Guia do Professor

3. “Aquela fotografia é de chamar saliva às hienas.” (linhas 24-25)


3.1. Diz a que se refere a fotografia.

3.2. Explica o significado da frase transcrita.

4. Refere em que medida na expressão “Até me atrapalho com tanta deferência.” (linha 18) está presente
a ironia, evidenciando a intenção crítica implícita.

5. “Foi por esse pedido que eu vim. Não foi pelo ferimento.” (linhas 27-28)
5.1. Esclarece o pedido do mendigo e a razão pela qual ele o dirige ao médico.

5.2. Apresenta dois argumentos que procurem convencer o médico a aceder ao pedido do mendigo.

GRUPO III

1. Repara nas frases seguintes:


a) “Proclamei que hoje voltaria mais uma vez, para assistir ao jogo.”
b) “O proprietário do Dubai Shoping não vai dizer que não, se for um pedido vindo de si, doutor.” (li-
nhas 13-14)
c) “O doutor me olha, desconfiado, enquanto me vai espreitando os traumatombos.” (linhas 16-17)

1.1. Classifica as orações sublinhadas em cada uma das frases anteriores.


a)

b)

c)

2. Classifica quanto ao seu processo de formação as palavras destacadas a negrito nas alíneas b) e c).

2. O texto transcrito apresenta marcas linguísticas da variedade africana.


2.1. Identifica duas dessas marcas, exemplificando com dados textuais.
Novas Leituras 8 –
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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

3. “… esconda isso, doutor…” (linha 22)


3.1 Regista, ao lado de cada expressão, o número que corresponde à respetiva função sintática.

a) esconda isso _____ 1. sujeito 4. complemento indireto


b) isso _____ 2. predicado 5. vocativo
c) doutor _____ 3. complemento direto 6. modificador do grupo verbal

4. Repara nas frases seguintes:


a) “Até porque me passa pela cabeça um desconfio…” (linhas 22-23)

b) Desconfio que esses interiores não são os meus.

4.1. Classifica as palavras sublinhadas quanto à grafia, à pronúncia e ao significado.

GRUPO IV

O mendigo Sexta-Feira e os seus companheiros indigentes foram proibidos de permanecer


no passeio, em frente à loja de televisões.

Escreve um texto, correto e coeso, no qual manifestes a tua opinião relativamente à situação vivida por
Sexta-Feira, obedecendo à estrutura que se segue:

• Introdução – apresenta a tua opinião sobre o assunto em causa;


• Desenvolvimento – enumera os argumentos e os contra-argumentos seguidos de exemplos/cita-
ções que sustentam a tua posição;
• Conclusão – retoma a afirmação inicial, reforçando a teu ponto de vista, para concluíres o teu ra-
ciocínio.

Antes de iniciares a tua redação, atenta nas indicações que se seguem:

– escreve um texto com um mínimo de 140 palavras e um máximo de 180 palavras;


– seleciona vocabulário variado e adequado ao texto;
– redige frases claras e corretas;
– aplica corretamente os conectores discursivos;
– respeita as normas de ortografia;
– pontua corretamente o texto.

Lembra-te que, no final, deves:

• reler com atenção o texto que produziste,


Novas Leituras 8 –

• verificar se obedeceste à planificação que fizeste;


• conferir se há erros do foro gramatical;
• proceder às correções que entenderes necessárias.
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Novas Leituras | Guia do Professor

TESTE N.° 7
ESCOLA:

TESTE FORMATIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 8.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

1. Ouve, com atenção, “A Viagem de Garrett” e, depois, assinala verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmações
que se seguem.

Corrige as afirmações falsas.

1.1. Almeida Garrett nasceu em 1799, na Rua do Calvário, no Porto.

1.2. No tempo de Almeida Garrett, os comerciantes portuenses importavam o Vinho do Porto


de Inglaterra.

1.3. No início do século XIX, a burguesia portuense conquistou cada vez mais poder.

1.4. Nesta época, tornou-se insuportável viver no Porto a partir do momento em que os ingleses
invadiram a cidade.

1.5. Devido às invasões napoleónicas, a família de Garrett mudou-se para a capital.

1.6. Como a família era abastada, Garrett pôde prosseguir estudos, tendo aprendido Latim, segundo
os princípios morais e religiosos.

1.7. Devido à sua educação clássica e tradicional, Garrett pensou em ser padre.

1.8. A propensão de Garrett para o galanteio e a exibição teatral, levaram Dom Frei Alexandre a
perceber que o sobrinho não tinha vocação religiosa.
Novas Leituras 8 –
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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

GRUPO II

Cena IV
Ditos e um criado da hospedaria
Criado (trazendo uma carta) – Para o Senhor Brás Fer- Duarte – Em bem má ocasião, co’a fortuna! não tenho
reira, do Porto. um pinto.
Brás Ferreira – Sou eu: dá cá. (Abre) Ah! é para o tal pa- Brás Ferreira – Não tens!... e aquele dinheiro?
gamento. (O criado sai.) Vejamos as minhas contas:
Duarte – Qual dinheiro?
5 quanto tenho eu em dinheiro?... Dá-me licença,
Duarte; tenho uns papéis que arranjar. Conversa com 45 Brás Ferreira – O da tua casa.
minha filha. (Tira a sua carteira e vai sentar-se à es- Duarte – Da minha casa?... Ah sim, é verdade. É que
querda.) atualmente…
Amália (baixo a Duarte) – Não se emenda, está visto. Brás Ferreira – Já dispuseste dele?
10 Duarte – De a adorar? não, decerto. Duarte – Não, não, isto é, de certo modo já; mais pro-
Amália – Não é disso, é do seu maldito vício, que nos 50 priamente…
deita a perder: meu pai jurou que desfazia o nosso ca- Amália (baixo a Duarte) – Vê o que é mentir.
samento se daqui até à noite o apanhasse numa men-
tira. Duarte – Em suma, porque lhe não hei de dizer fran-
camente o que é, meu tio?... Eu tinha minhas dívidas…
15 Duarte – Oh! meu Deus, o que fiz eu?!
Amália – Outra, Duarte?
Amália – Pois que é, Duarte? Tudo quanto tem estado
55 Duarte – Não, esta não; é verdade puríssima. Um rapaz
a dizer?...
não pode viver sem isso. Ora sucedeu, por uma coinci-
Duarte – É verdade, no fundo; acredite: agora os deta- dência esquisita, que o comprador da minha casa, o tal
lhes… os pormenores… eu não sei como isto é… não é Senhor José Marques…
20 com má tenção… mas a maior parte das vezes, as coi-
sas contadas tal como elas são… ficam duma sensa- Brás Ferreira – Inda agora disseste Tomás…
boria tal… 60 Duarte – Tomás José Marques, um fino agiota de

Amália (com ironia) – Que não pode resistir ao desejo gema…


de as enfeitar, e de mostrar a riqueza da sua imagina- Brás Ferreira – Tinhas-me dito um negociante…
25 ção.
Duarte – Negociante, porque negoceia em papéis e
Duarte – Não torno mais. Juro-lhe que nunca mais. descontos por atacado, e faz usura em grosso. Enfim,
Amália – Cale-se, que pode ouvir meu pai. 65 o meu honradíssimo homem, que já é comendador e
sai conselheiro um dia destes, era o que me tinha em-
Duarte – Não me importa, não tenho medo: estou prestado o dinheiro. De sorte que na compra da casa,
emendado e para sempre. Amália, prometo, hei de ser feitas bem as contas…
30 o modelo dos maridos, leal, sincero, verdadeiro, sem-
pre… Brás Ferreira – E tu devias ao comprador?

Amália – Sempre! Se meu pai ouvisse essa palavra, 70 Duarte – Uns dez a doze contos de réis.
desfazia logo o nosso casamento. Brás Ferreira – Então vendeste por trinta e três; tem
Duarte – Amália, isso também é de mais!... de te dar ainda de tornas vinte e um contos.

35 Brás Ferreira (chegando com um papel) – Não tenho Duarte (atrapalhado) – Vinte contos de réis… É o que
dinheiro que chegue. E eu sem me lembrar! Duarte, hás lhe eu dizia… (Aparte) Como hei de eu sair desta?
Novas Leituras 8 –

de me fazer um favor. 75 Brás Ferreira (olhando para ele) – Dar-se-á caso que tu

Duarte – Qual? Estou pronto. me pregasses uma das tuas… que tal comprador não
exista?...
Brás Ferreira – Uma letra de três contos de réis para
40 descontar. In Falar Verdade a Mentir, Almeida Garrett, Dom Quixote, 2001
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Novas Leituras | Guia do Professor

1. “Ditos e um criado da hospedaria”


1.1. Especifica a que se refere “Ditos”.

2. Na sua primeira fala, Amália afirma que Duarte “não se emenda”. (linha 9)
2.1. Esclarece estas palavras de Amália, evidenciando as consequências do que afirma.

2.2. Justifica as indicações cénicas, nesta fala de Amália.

3. Enuncia a explicação de Duarte para o seu “vício”.

4. Esclarece o significado da expressão “não tenho um pinto”. (linhas 41-42)

5. Durante a sua conversa com Brás Ferreira, Duarte parece ter-se esquecido de algumas mentiras.
5.1. Comprova a veracidade da afirmação anterior.

6. “Como hei de eu sair desta?” (linha 74)


6.1. Tendo em conta o conhecimento que tens da obra, esclarece de que forma Duarte conseguiu “sair
desta”.

7. Situa o excerto transcrito na estrutura interna da obra, justificando a tua resposta.

GRUPO III

1. Atenta nas falas a seguir transcritas:


a) “Ah! É para o tal pagamento.” (linhas 3-4)
b) “Oh! meu Deus, o que fiz eu?!” (linha 15)

1.1. Identifica as interjeições e locuções interjetivas nas frases transcritas.


Novas Leituras 8 –

1.2. Indica os sentimentos e/ou emoções que as mesmas procuram exprimir.


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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

2. Reescreve as frases seguintes, substituindo os grupos sublinhados pelo pronome correspondente.


a) Duarte tinha o vício de dizer muitas mentiras.

b) Brás Ferreira pretendia apanhar Duarte a mentir.

c) Se pudesse, Amália avisaria Duarte para não mentir.

d) Apanhando Duarte a mentir, Brás Ferreira romperá o noivado.

3. Transcreve do texto um exemplo para cada uma das características do modo oral a seguir apresentadas.
a) frases curtas
b) frases inacabadas
c) bordões linguísticos
d) pausas

4. Preenche os espaços em branco com se não ou senão.


a) Duarte seria genro de Brás Ferreira __________ fosse o seu vício.
b) Duarte não casaria com Amália __________ parasse de mentir.
c) Duarte não tinha outra solução ___________ deixar de mentir.
d) Duarte só tinha um __________: mentia compulsivamente.

GRUPO IV

Garrett recordaria mais tarde o lugar [onde viveu], o ambiente terno e protetor de umas tias, as
brincadeiras dos pequenos da casa. A imaginação do pequeno João Batista fervilhava com
as histórias de encantar contadas pelas criadas: a boa Brígida e a mulata Rosa de Lima, que o avô
trouxera do Brasil
In Grandes Escritores Portugueses: documentário sobre Almeida Garrett RTP2, 1999

Escreve uma “história de encantar”, que conheças ou imaginada por ti, que pudesse ter sido contada a
Garrett pelas criadas, respeitando as orientações seguintes:
• Introdução – localização da ação no tempo e no espaço e apresentação das personagens;
• Desenvolvimento – relato das peripécias vividas pelas personagens;
• Conclusão – revelação do desenlace dos acontecimentos.

Antes de iniciares a tua redação, atenta nas indicações que se seguem:


– escreve um texto com um mínimo de 140 palavras e um máximo de 180 palavras;
– seleciona vocabulário variado e adequado ao texto;
– redige frases claras e corretas;
Novas Leituras 8 –

– aplica corretamente os conectores discursivos;


– respeita as normas de ortografia e pontua corretamente o texto.

Lembra-te que, no final, deves reler com atenção o texto que produziste; verificar se obedeceste à planificação
que fizeste; conferir se há erros do foro gramatical, e proceder às correções que entenderes necessárias.
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Novas Leituras | Guia do Professor

TESTE N.° 8
ESCOLA:

TESTE FORMATIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 8.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

1. Depois de ouvires atentamente a gravação de um excerto de A Lua de Joana de Maria Teresa Maia Gon-
zalez, escolhe a alínea que completa corretamente cada item, de acordo com o sentido do texto.

1.1. Joana conseguiu tirar algumas positivas na escola:


a) porque estudou bastante.
b) apesar de ter estudado pouco.
c) embora não tenha estudado.

1.2. Ao considerar “extraordinário” o facto de ter conseguido falar com o pai, Joana quer dizer que isso é:
a) maravilhoso.
b) uma raridade.
c) fantástico.

1.3. A expressão “despejei o saco”, significa que Joana:


a) desabafou tudo com o pai.
b) abriu o saco das compras.
c) tirou o que tinha no saco.

1.4. Quando o pai soube que Joana tinha tido maus resultados na escola e desistido do basquete, ficou:
a) muito aborrecido e castigou a filha.
b) dececionado e ralhou com a filha.
c) dececionado, mas não ralhou com a filha.

1.5. Perante a reação do pai, Joana sentiu-se:


a) aliviada.
b) surpreendida.
c) desapontada.

1.6. Nas palavras de Joana, os adultos:


a) não têm tempo para se “chatear”.
Novas Leituras 8 –

b) gastam muitas energias a “chatear-se”.


c) estão sempre prontos para se “chatear”.
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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

GRUPO II

DIOGO: (Surpreendido) A Joana deixou uma carta… DIOGO: Éramos amigos os três… Amigos de infância…
assim tipo carta de… despedida, foi? Não imaginava… (Sorri.) Amigos de sempre! Quando éramos pequenos
e íamos os três à praia com a minha mãe, divertíamo-
DR. BRITO: Não, Diogo. A Joana escrevia, nos últimos
-nos à brava!... Ríamo-nos por tudo e por nada! Gozá-
anos, cartas, muitas cartas…
35 vamos com tudo… (Pausa) Mas, depois, eu não soube
5 DIOGO: (Surpreendido) Escrevia-lhe cartas… a si?! ser o amigo que ela precisava. (Pesaroso) Agora, sei
DR. BRITO: Não a mim… (Pausa breve) Eram dirigidos que a devo ter dececionado muito…
à… tua irmã. DR. BRITO: Não foste só tu, Diogo. (Eleva um pouco o
DIOGO: (Incrédulo) À minha irmã?! À Marta?! E ela já tom de voz.) Eu também! E nem fazíamos ideia disso;
tinha morrido? 40 não é? (Suspira.) Às vezes, sem darmos conta, esta-
mos tão longe daqueles que amamos…
10 DR. BRITO: Já, rapaz, já… Eu sei que parece estranho,
mas a Joana sentia-se muito desamparada, percebes? DIOGO: (Acenando afirmativamente) Pois estamos…
Não tinha com quem falar, depois que a tua irmã fa- DR. BRITO: (Pausadamente) Temos de aprender com
leceu; assim, foi a maneira que ela encontrou de se os nossos erros, sobretudo os que nos custam mais
sentir menos só… 45 caro, não é?
15 DIOGO: (Indignado) Fogo! Nunca pensei! Ela devia ‘tar DIOGO: (Cabisbaixo) É…
na pior! (Pausa) A Joana nunca aceitou a morte da
DR. BRITO: Quando quiseres desabafar, podes contar
minha irmã… Eu fartei-me de lhe dizer para ela não
comigo, Diogo, estás a ouvir? Não faças cerimónia!
pensar mais naquilo que tinha acontecido, mas ela
(Pausa breve) Sabes, eu agora tenho uma outra noção
teimava em puxar o assunto… (Pausa) Mas… e ela es-
50 do tempo; uma outra noção das prioridades…
20 crevia a contar o quê?...
DIOGO: (Acanhado, levanta-se) Bem, eu até gostava
DR. BRITO: O que se ia passando de importante na
de ficar aqui mais tempo a conversar consigo, mas fi-
vida dela, na cabeça dela… Foi assim que comecei a
quei de passar em casa de uma amiga…
conhecer a minha filha, Diogo… Só assim! (Pausa
breve) E vi que tu foste importante para ela… DR. BRITO: (Levantando-se) Claro, claro, compreendo.
55 Eu acompanho-te à porta.
25 DIOGO: (Acanhado) Nem por isso… Acho que a Joana
só queria ver-me para falar da Marta… Sei lá… Julgo (Saem ambos)
que gostava de ir lá a casa para, de alguma forma, se
sentir mais perto da Marta.
DR. BRITO: (Pensativo) Talvez. Elas eram muito ami- In Os Herdeiros da Lua de Joana, Maria Teresa Maia Gonzalez,
30 gas… Edição Babel, 2010 (Ato V, Cena I – excerto)

1. “A Joana escrevia, nos últimos anos, cartas, muitas cartas…” (linhas 3-4)
1.1. Identifica o destinatário das cartas de Joana.

1.2. Interpreta a reação do Diogo ao tomar conhecimento desse destinatário.

1.3. Explica a importância destas cartas para a Joana, mas também para o seu pai.
Novas Leituras 8 –

2. A certa altura, o Digo relembra acontecimentos passados.


2.1. Relaciona esses acontecimentos com os diferentes estados de espírito manifestados pelo Diogo no
seu discurso.
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Novas Leituras | Guia do Professor

3. “Não foste só tu, Diogo. (Eleva um pouco o tom de voz.)” (linhas 38-39)
3.1. Esclarece o motivo pelo qual o Dr. Brito “Eleva um pouco o tom de voz”, na fala transcrita.

4. “Sabes, eu agora tenho outra noção do tempo; uma outra noção das prioridades…” (linhas 49-50)
4.1. Considerando o texto que ouviste, no Grupo I, comenta esta afirmação do Dr. Brito.

GRUPO III

1. Reescreve as frases a seguir apresentadas, substituindo os grupos sublinhados pelo pronome corres-
pondente.

a) A Joana escrevia muitas cartas à amiga.

b) A Joana teimava em puxar o assunto da morte de Marta.

c) Se pudesse, o pai de Joana mudaria a sua atitude anterior.

d) A morte de Joana fez o pai repensar as suas prioridades.

2. Repara no excerto seguinte:


DIOGO: (Surpreendido) A Joana deixou uma carta… assim tipo carta de… despedida, foi? Não imaginava…
DR. BRITO: Não, Diogo. A Joana escrevia, nos últimos anos, cartas, muitas cartas…
DIOGO: (Surpreendido) Escrevia-lhe cartas… a si?!
DR. BRITO: Não a mim… (Pausa breve) Eram dirigidos à… tua irmã.

2.1. Identifica nas falas do Diogo e do Dr. Brito as marcas do modo oral aí presentes.

3. No discurso do Diogo, há palavras e expressões que se desviam da norma padrão.


3.1. Transcreve dois exemplos do texto e reescreve-os segundo a norma.

4. Preenche os espaços em branco com se não ou senão.


Novas Leituras 8 –

a) Joana era jovem e inteligente, mas havia um _________: sentia-se muito só.
b) Joana tem de estudar __________ as notas pioram.
c) Joana podia ser feliz ___________ fosse a indiferença da família.
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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

GRUPO IV

Baseando-te na experiência de Joana, escreve um texto que pudesse ser divulgado no jornal de uma
escola, no qual alertes para a importância da família na vida de um adolescente.

Na planificação do teu texto, indica por tópicos:

• as possíveis consequências familiares resultantes da sua indiferença;


• exemplos concretos de adolescentes que sofreram com o desinteresse da família pelos seus pro-
blemas;
• os aspetos positivos do apoio e da compreensão da família…

Antes de iniciares a tua redação, atenta nas indicações que se seguem:

– escreve um texto com um mínimo de 140 palavras e um máximo de 180 palavras;


– seleciona vocabulário variado e adequado ao texto;
– redige frases claras e corretas;
– aplica corretamente os conectores discursivos;
– respeita as normas de ortografia;
– pontua corretamente o texto.

Lembra-te que, no final, deves:

• reler com atenção o texto que produziste;


• verificar se obedeceste à planificação que fizeste;
• conferir se há erros do foro gramatical;
• proceder às correções que entenderes necessárias.

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Novas Leituras | Guia do Professor

TESTE N.° 9
ESCOLA:

TESTE FORMATIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 8.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

1. Depois de veres atentamente o vídeo de O Planeta Agradece, indica:


a) um dos principais causadores da poluição do ar nas cidades.

b) a designação do gás libertado pelos canos de escape dos automóveis.

c) a consequência mundial da libertação desse gás na atmosfera.

d) as alternativas dos condutores para reduzir a poluição do ar.

e) as vantagens de viajar nos transportes públicos.

2. Escreve um texto correto e bem estruturado, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras, no
qual faças a síntese do conteúdo do texto que ouviste.
Novas Leituras 8 –
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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

GRUPO II

Os Paraísos Artificiais
Na minha terra, não há terra, há ruas;
mesmo as colinas são de prédios altos
com renda muito mais alta.

Na minha terra, não há árvores nem flores.


5 As flores, tão escassas, dos jardins mudam ao mês,
e a Câmara tem máquinas especialíssimas para desenraizar as árvores.

O cântico das aves — não há cânticos,


mas só canários de 3.º andar e papagaios de 5.º.
E a música do vento é frio nos pardieiros.

10 Na minha terra, porém, não há pardieiros,


que são todos na Pérsia ou na China,
ou em países inefáveis.

A minha terra não é inefável.


A vida na minha terra é que é inefável.
15 Inefável é o que não pode ser dito.
In Antologia Poética, Jorge de Sena, Babel, 2010

1. “Na minha terra, não há terra, há ruas;” (v. 1)


1.1. Esclarece o duplo sentido da palavra “terra”, no verso transcrito.

2. “mesmo as colinas são de prédios altos / com renda muito mais alta.” (vv. 2-3).
2.1. Indica a razão pela qual há uma metáfora nos versos transcritos, salientando a crítica implícita nos
mesmos.

3. Na segunda estrofe, o sujeito poético tece uma crítica à Câmara.


3.1. Comprova a afirmação anterior, fundamentando a tua resposta com base no poema.

4. Tendo em atenção a terceira estrofe, explica em que medida se poderá afirmar que os habitantes pro-
Novas Leituras 8 –

curam compensar o facto de viverem afastados da natureza.

5. Seleciona a alínea que completa cada item corretamente de acordo com o sentido do poema:
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Novas Leituras | Guia do Professor

5.1. Ao afirmar que na sua terra “não há pardieiros” (v. 10), o sujeito poético pretende:
a) esclarecer uma situação objetiva.
b) insinuar que vive numa região rica.
c) evidenciar a miséria que o rodeia.

5.2.Com a repetição da palavra “inefável”, na última estrofe, o sujeito poético pretende sugerir que:
a) há qualidade de vida, na terra onde vive.
b) as condições de vida são intoleráveis, na sua terra.
c) não consegue descrever a vida na sua terra.

6. Demonstra a ironia contida no poema, relacionando-a com a crítica implícita ao longo do texto.

GRUPO III

1. “mesmo as colinas são de prédios altos / com renda muito mais alta.” (vv. 2-3)
1.1. Indica o grau em que se encontram os adjetivos sublinhados.

1.2. Reescreve os versos, colocando o primeiro adjetivo no grau superlativo absoluto analítico e, o segundo,
no grau superlativo absoluto sintético.

2. “a Câmara tem máquinas especialíssimas para desenraizar as árvores.” (v. 6)


2.1. Regista, ao lado de cada expressão, o número que corresponde à respetiva função sintática.

a) tem máquinas especialíssimas 1. sujeito 4. complemento indireto


b) máquinas especialíssimas 2. predicado 5. modificador apositivo
c) especialíssimas 3. complemento direto 6. modificador restritivo
2.2.Classifica a oração sublinhada no verso.

GRUPO IV

Sendo as cidades cada vez mais poluídas e agitadas, olhar a/pela natureza torna-se quase impossível,
ainda que as pessoas não possam viver sem ela.

Escreve um texto, que pudesse ser divulgado num jornal escolar, em que alertes para a necessidade
de defesa das florestas e de todos os espaços verdes que promovam a natureza.
Antes de começares a escrever, toma atenção às instruções que se seguem:
Novas Leituras 8 –

• escreve um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras;


• procura organizar as ideias de forma coerente.
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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

TESTE N.° 10
ESCOLA:

TESTE FORMATIVO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Ano: 8.° | Turma: Data: / /20

Antes de responderes às questões propostas, lê com atenção o enunciado.

GRUPO I

1. Depois de ouvires atentamente a reportagem sobre a Fundação Eugénio de Andrade, escolhe a alínea
que completa corretamente cada item, de acordo com o sentido do texto.

1.1. A Fundação Eugénio de Andrade foi inaugurada:

a) em 2005, pouco tempo após a morte do poeta.

b) em 1995, ainda o poeta era vivo.

1.2. A criação da Fundação teve como objetivo:

a) reunir e preservar a obra poética de Eugénio de Andrade.

b) fazer uma última homenagem a Eugénio de Andrade.

1.3. Inicialmente, a Fundação recebia subsídios da Câmara Municipal do Porto e:

a) do Ministério da Cultura.

b) do Ministério da Educação.

1.4. A partir de certa altura, a Fundação deixou de ser subsidiada e passou a viver de:

a) doações dos herdeiros e de amigos de Eugénio de Andrade.

b) uma mínima parte de direitos de autor de poesia.

1.5. A proposta de extinção da Fundação deve-se, sobretudo, a:

a) desentendimentos entre os herdeiros.

b) problemas de ordem financeira.

1.6. O espólio poético de Eugénio de Andrade corre o risco de se perder, porque:

a) os herdeiros se recusam a assinar autorizações e contratos.


Novas Leituras 8 –

b) a humidade do edifício tem vindo a deteriorar alguns manuscritos.


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Novas Leituras | Guia do Professor

GRUPO II

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,


e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
5 Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.


10 Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.


E eu acreditava.
15 Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,


era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
20 era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

25 Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
30 de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.


Dentro de ti
35 não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.
Novas Leituras 8 –

In Os Amantes sem Dinheiro, Eugénio de Andrade, Quasi Edições, 2006


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5. Testes de Avaliação | Novas Leituras

1. Há uma forma verbal que se repete ao longo do poema.


1.1. Indica-a, esclarecendo o valor expressivo dessa repetição.

2. O sujeito poético ora se refere ao passado ora ao momento presente.


2.1. Comprova, com elementos textuais, a veracidade da afirmação anterior.

3. A quarta estrofe começa com a conjunção “Mas”. (v. 18)


3.1. Indica a relação que esta conjunção estabelece entre o que ficou dito nas estrofes anteriores e o que
se diz nas seguintes.

4. Explica o sentido da comparação “O passado é inútil como um trapo.” (v. 36)

5. Relaciona o título do poema com o seu conteúdo temático, evidenciando o facto de a última estrofe
coincidir com o título.

6. Classifica cada uma das estrofes quanto ao número de versos que as constituem.

GRUPO III

1. “E já te disse: as palavras estão gastas.” (v. 37)


1.1. Passa para o discurso indireto o verso transcrito.

2. “Hoje são apenas os meus olhos.” (v. 22)


Novas Leituras 8 –

2.1. Indica a classe e a subclasse à qual pertencem as palavras sublinhadas no verso.


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Novas Leituras | Guia do Professor

2.2.Regista, ao lado de cada expressão, o número que corresponde à respetiva função sintática.

a) Hoje _____ 1. sujeito 5. predicativo do sujeito


b) são apenas os meus olhos _____ 2. predicado 6. modificador do grupo verbal
c) apenas _____ 3. complemento direto 7. modificador de frase
d) os meus olhos _____ 4. complemento indireto

3. Preenche os espaços em branco com as palavras ah, há ou à.

3.1. muito tempo que a relação do sujeito poético terminou. se ele pudesse dizer
amada o quanto lamentava magoá-la. Todavia, nada mais a dizer!

GRUPO IV

Quando agora digo: meu amor,


já não se passa absolutamente nada.
“Adeus”, Eugénio de Andrade

Tomando como fonte de inspiração o poema de Eugénio de Andrade, e assumindo a perspetiva do sujeito
poético, escreve uma carta de amor, na qual apresentes os motivos da separação.
Antes de começares a escrever, toma atenção às instruções que se seguem:

• escreve um mínimo de 140 e um máximo de 240 palavras;


• procura organizar as ideias de forma coerente e exprimi-las corretamente;
• revê o texto com cuidado e corrige-o se necessário.
Novas Leituras 8 –
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87
5. Testes Formativos | Novas Leituras

PROPOSTAS DE RESOLUÇÃO DOS TESTES FORMATIVOS


(Guia do Professor)
TESTE N.° 1 3. a)
4. d)
Grupo I 5. b)
1.1. F – Um estudo revelou que as crianças e os jovens 2.3. Os gregos criaram um estado de sítio em Atenas./
portugueses são os que correm menos riscos Quando vi a reportagem fiquei em estado de cho-
quando utilizam a Internet. que./ O presidente da república é um chefe de Es-
1.2. V tado./ Os militares fizeram um golpe de Estado./
1.3. V Aquele é um verdadeiro homem de Estado.
2.1. a) 3. online
2.2. b) 4.1.
2.3. b) a) Algumas pessoas usam a Internet imoderadamente.
2.4. a) b) Vários estudos têm sido realizados pelos investiga-
2.5. a) dores.
3.1. b)

Grupo II TESTE N.º 2


1.1. a dependência/o vício da Internet
1.2. há quem considere que a Internet não cria depen- Grupo I
dência pelo facto de não envolver substâncias quí- 1. Conservação, espécies, aquecimento, comportamento,
micas ou similares e de trazer benefícios aos Homem, raposas, tartarugas, árvores, baleias, koalas,
utilizadores eucalipto, pinguins-imperador, glaciares, corais
1.3. sempre que as pessoas passam tanto tempo ligados
à Internet, que a sua vida pessoal e profissional é Grupo II
prejudicada 1. poluição atmosférica pelas emissões de dióxido de
2.1. as pessoas não admitem que passam muito tempo carbono
ligadas, dependendo o seu estado de espírito da uti- 2.1. aquecimento das águas dos oceanos, descida do
lização da Internet, a tal ponto que sacrificam a sua nível de precipitação (chuvas), aumento do nível das
vida pessoal, profissional ou educacional em prol da águas do mar
Internet 3.1. “não é verdade” que “se deixássemos de emitir dió-
2.2. a Internet é acessível, não só no manuseamento xido de carbono, o clima voltaria ao normal dentro
mas também no preço, permite navegar anonima- de cem ou duzentos anos.”
mente e interagir com vários utilizadores, bem como 4. acabar definitivamente com as emissões de dióxido
oferece uma grande diversidade de conteúdos, o de carbono na atmosfera
que, associado à própria personalidade dos utiliza- 5. os oceanos
dores, pode criar uma relação de “dependência” 6. o calor que os oceanos têm acumulado tende a li-
3.1. c) (a Internet pode trazer muitos benefícios aos bertar-se na atmosfera, o que terá como conse-
utilizadores que a saibam utilizar de forma come- quência a continuidade do aquecimento do planeta
dida) 7.1. José, porque “O aquecimento global é irreversível”,
“As mudanças na temperatura da superfície dos
Grupo III oceanos, no nível de precipitação e no aumento do
1.1. solução; segredo nível das águas "são em grande parte irreversí-
1.2. Exemplo: Perdi a chave de casa. veis…”, “As mudanças climáticas são lentas, mas
Novas Leituras 8 –

2.1. b) também são imparáveis…”, “… o efeito positivo vai


2.2. dissolver-se com o tempo e os oceanos vão acabar
1. c) por manter o planeta mais quente durante mais
2. e) tempo…”
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Novas Leituras | Guia do Professor

Grupo III 4.2. segundo o homem, era impossível apenas duas pes-
1.1. Terra, lançar por terra, terra a terra, mover céus e soas empreenderem uma viagem daquela natureza
terra 5.1. uma vez que a mulher da limpeza se referiu à cara-
1.2. Terra: planeta; lançar por terra: destruir; terra a vela como sendo de ambos, ela pretende corrigir o
terra: simples, franco; mover céus e terra: fazer que disse e enfatizar o facto de o barco pertencer
todos os esforços para conseguir algo apenas ao homem
2.1. Os oceanos travam o aquecimento global. 6. na expressão citada há um exagero no número de
3.1. “vão acabar” coisas necessárias à viagem, que evidencia as difi-
3.2. Os oceanos acabarão por manter o planeta mais culdades que terão de enfrentar e ultrapassar
quente. 7. ao citar este provérbio, a mulher da limpeza pre-
a) gaste tende reforçar a necessidade de se munirem das
b) faça coisas necessárias à viagem, antes de partirem
c) ande 8. o destino da viagem é uma ilha desconhecida: “Pedi-
4.1. Para preservar o planeta, gasta menos água./ Faz a -lhe para ir procurar uma ilha desconhecida”
separação do lixo./ Sempre que possível, anda de
bicicleta ou a pé. Grupo III
1. campo lexical de navegação – barco, caravela, tri-
pulantes, manobra, marinheiros, leme, castelo de
TESTE N.º 3
popa, mar, verga, mastro, viagem, maré, cais…
Grupo I 2.1. palavra derivada por sufixação (louco + -ura)
1.1. F – A fórmula de saudação é “Senhor”. 2.2. enlouquecer – palavra derivada por parassíntese
1.2. F – Pero Vaz de Caminha afirma que percebe pouco 3.1. Pedi-lha para irmos procurar uma ilha desconhe-
de navegação. cida.
1.3. V 3.2. quando a frase possui duas orações cujo sujeito não
1.4. V é o mesmo, usa-se o infinitivo pessoal
1.5. F – A viagem atrasou um dia devido à calmaria do 4.1. a) 7; b) 9; c) 2; d) 6; e) 3
vento. 5. O homem disse que era bonita, mas se ele não con-
1.6. V seguisse arranjar tripulantes suficientes para a ma-
1.7. V nobra, teria de ir dizer ao rei que já não a queria.
1.8. F – Os habitantes da terra eram pardos/muito mo-
renos e estavam nus. TESTE N.º 4
1.9. V
Grupo I
Grupo II 1.1. c)
1.1. c) 1.2. b)
1.2. b) 1.3. a)
2. como o homem e a mulher da limpeza deram a volta 1.4. b)
ao barco em menos de quinze minutos, este deve 1.5. c)
ser pequeno 1.6. a)
3.1. a contrariedade tem a ver com o facto de o homem
não conseguir arranjar marinheiros dispostos a em- Grupo II
barcar com eles 1. “Quando aqui há uns meses”, “Desde que entrei na
3.2. enquanto o homem se mostra desanimado ao ponto nossa casa, vinda da maternidade”, “Depois fui cres-
de pensar em desistir da viagem, a mulher da lim- cendo”, “Nessa altura”, “uma tarde”
peza revela-se destemida e perseverante 2. o narrador é autodiegético, pois é a personagem
Novas Leituras 8 –

3.3. o homem lembra à mulher da limpeza que esperou principal que narra os acontecimentos na primeira
três dias pelo rei, sem nunca desistir pessoa
4.1. “Se não encontrares marinheiros que queiram vir, 3. as personagens são a Mina, a sua mãe, a Nani e o
cá nos arranjaremos os dois” Crispim, que é namorado da mãe de Mina
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5. Testes formativos | Novas Leituras

4.1. o pronome refere-se à Nani e ao Crispim 1.2. o Silvestre considerava que, tendo em conta a infla-
4.2. ao declarar que Mina acabava o 9.º ano e ia traba- ção, os trabalhadores eram mal pagos
lhar, a mãe lembrou-lhes um “extraterrestre”, isto 1.3. “disse-o sem um desejo de discórdia”, “o Silvestre,
é, um ser de outro planeta que desconhece a reali- de mão pacífica no ar”, “Calma aí, se faz favor. Falei
dade do mundo onde vive por falar”
5. por intermédio de Nani, a Mina contactou desde 1.4. o Silvestre sentiu-se ofendido quando o Ramos lhe
criança com árias de ópera, temas musicais, banda chamou “inócuo”, pois desconhecia o termo e pen-
desenhada, o romance da Condessa de Ségur e, mais sou tratar-se de um insulto
tarde, romances de amor, quase todos franceses 2.1. inoque
6. a coleção do Spirou e do Tintin, que já tinha per- 2.2. “inócuo” passou a significar “lombeiro”, “vadio”, e
tencido à mãe de Mina, dava a ideia de nunca ter “bêbado”
sido lida, pois “os álbuns pareciam novos, nem se- 2.3. as personagens, aparentemente de um nível baixo
quer os cantos das páginas virados” de instrução, desconheciam a palavra e, como tal,
7. de acordo com Crispim, não se deve virar os cantos deturpavam-na
das páginas dos livros, para não os danificar (pro- 2.4. “inócuo” significa inocente, inofensivo; no entanto,
fanar) ao longo do texto esta palavra é usada como insulto,
8.1. uma vez que a mãe e o Crispim namoravam há tornando-se um termo ofensivo
pouco tempo, Mina ainda não o conhecia bem e,
como tal, tinha algumas reservas em relação a ele Grupo III
9.1. a pergunta da Nani deve-se à crítica de Crispim re- 1.1. Não tem filhos, nem (tem) quebreiras de cabeça.
lativamente aos romances de amor 1.2. Não tem filhos – oração coordenada; nem tem
9.2. o Crispim sugere como leitura alternativa Os Cinco quebreiras de cabeça – oração coordenada copu-
9.3. o Crispim não queria contrariar a Nani, pois ela po- lativa
deria vir a ser sua “sogra” e, como tal, não queria 2.1. oração subordinada substantiva completiva
criar conflitos entre eles 2.2. complemento direto
3.1. O Silvestre era um homem pacífico, mas ensarilhou-
Grupo III se com o Ramos.
1.1. a) brancura; b) esbranquiçar 3.2. Quando o Ramos lhe chamou inócuo, o Silvestre ir-
2.1. … para lá de rodearem a minha infância de árias de ritou-se.
ópera… 3.3. A mulher insultou o marido, porque ele chegou bê-
2.2. depois de uma locução prepositiva usa-se o infini- bado a casa.
tivo pessoal 4.1. pretérito mais-que-perfeito (simples)
3. a) oração subordinada adverbial temporal 4.2. Tinha sido o caso que ao falar-se […] em trabalha-
b) oração coordenada copulativa dores e salários.”
c) oração subordinada adverbial final 4.3. Exemplo: Lá fora está frio.
4.1. a) 7; b) 1); c) 6; d) 3; e) 9

TESTE N.º 6
TESTE N.º 5
Grupo I
Grupo I 1.1. b)
1.1. b) 1.2. c)
1.2. c) 1.3. a)
1.3. a) 1.4. b)
1.4. c) 1.5. a)
Novas Leituras 8 –

1.5. b)
Grupo II
Grupo II 1.1. o ombro de Sexta-Feira está magoado, ferido
1.1. o Silvestre e o Ramos conversavam sobre o trabalho 1.2. Sexta-Feira recusou-se a sair do passeio em frente
dos homens do campo e a respetiva remuneração à loja das televisões e, como tal, foi agredido pelos
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Novas Leituras | Guia do Professor

agentes da polícia, chamados pelo dono do estabe- 1.7. F – Dom Frei Alexandre, tio de Garrett, queria fazer
lecimento do sobrinho padre.
2.1. a interrogação de Sexta-Feira pretende questionar 1.8. V
a legitimidade da atitude agressora dos policias, evi-
denciando o facto de o passeio pertencer ao domí- Grupo II
nio público 1.1. “Ditos” refere-se às personagens já mencionadas
3.1. a fotografia refere-se à radiografia na cena anterior, nomeadamente Brás Ferreira,
3.2. a frase transcrita salienta o facto de Sexta-Feira ser Amália e Duarte
extremamente magro 2.1. ao afirmar que Duarte “não se emenda”, Amália
4. ao contrário do que é dito, o médico mostra-se quer dizer que o noivo não corrige o seu vício de
“desconfiado” e “contrariado” ao examinar Sexta- mentir, o que fará com que o seu pai não permita o
Feira, atitude esta evidenciadora da segregação a casamento de ambos
que são votados os mendigos que se dirigem ao 2.2. Amália falou baixo para que apenas Duarte a ou-
hospital visse, pois o pai não podia perceber que ela sabia
5.1. Sexta-Feira apela ao médico que interceda a favor que o noivo mentia
dos mendigos, telefonando ao proprietário do Dubai 3. embora afirme que não o faz por mal, Duarte con-
Shoping, pois trata-se de uma pessoa respeitável, fessa que mente, porque as histórias que conta se-
cujo pedido poderá ser atendido riam menos interessantes se não lhe acrescentasse
5.2. resposta pessoal “detalhes”, “pormenores”
4. a expressão “não tenho um pinto” significa que
Grupo III Duarte não tem dinheiro
1.1. a) oração subordinada substantiva completiva; b) 5.1. ao longo da sua conversa, Duarte esqueceu-se de
oração subordinada adverbial condicional; c) oração ter dito que tinha uma casa, bem como do nome e
subordinada adverbial temporal da profissão do suposto comprador da sua casa
1.2. b) empréstimo; c) amálgama 6.1. Duarte conseguiu encobrir as mentiras a Brás Fer-
2.1. uso preferencial do gerúndio em vez do infinitivo reira graças à ajuda de José Félix, que se disfarçou
precedido de preposição – “lhe estou roubando o de Tomás José Marques e encenou a história rela-
tempo”; colocação do pronome lhe, me à esquerda cionada com a venda da casa, tornando verdade as
do verbo – “lhe roubando”, “me bateram”, “me pon- mentiras de Duarte
tapeavam”, “O doutor me olha”, etc.; emprego de 7. este excerto situa-se no conflito, no momento em
preposições diferentes – “Vou direto no assunto”; que Duarte mente compulsivamente
omissão de palavras – “lhe estou roubando o [seu]
tempo”, “Não [se] esqueça de telefonar” Grupo III
3.1. a) 2; b) 3; c) 5 1.1. interjeições – “Ah!”, “Oh”!; locução interjetiva –“Meu
4.1. palavras homónimas Deus”
1.2. a interjeição “Ah!” exprime surpresa; “Oh! Meu
Deus” traduz a aflição, o horror de Duarte
TESTE N.º 7
2. a) Duarte tinha o vício de dizê-las.
Grupo I b) Brás Ferreira pretendia apanhá-lo a mentir.
1.1. V c) Se pudesse, Amália avisá-lo-ia para não mentir.
1.2. F – No tempo de Garrett, os comerciantes portuen- d) Apanhando Duarte a mentir, Brás Ferreira rompê-
ses exportavam o Vinho do Porto para Inglaterra. lo-á.
1.3. V 3. a) “Não torno mais.”
1.4. F – Nesta época, tornou-se insuportável viver no b) “Dar-se-á o caso que tu me pregasses uma das
Porto a partir do momento que os franceses inva- tuas…”
Novas Leituras 8 –

diram a cidade. c) “Não, não, isto é, de certo modo já; mais propria-
1.5. F – Devido às invasões napoleónicas, a família de mente…”
Garrett mudou-se para os Açores. d) “… agora os detalhes… os pormenores… eu não
1.6. V sei como isto é…”
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91
5.5.Testes
Testesde Avaliação | Novas Leituras
formativos

4. a) se não 2.1. repetições de palavras – “A Joana deixou uma


b) se não carta… assim tipo carta de… despedida, foi?”; frases
c) senão curtas – “Não, Diogo.”; frases incompletas – “Não a
d) senão mim…”; hesitações – “Eram dirigidas à… tua irmã.”;
“A Joana deixou uma carta… assim tipo carta de…
despedida, foi?”
TESTE N.º 8 3.1. “A Joana deixou uma carta… assim tipo carta de…
despedida, foi?” – A Joana deixou uma carta de des-
Grupo I pedida, foi?; “Ela devia ‘tar na pior!” – Ela devia estar
1.1. b) muito deprimida!
1.2. b) 4. a) senão
1.3. a) b) senão
1.4. c) c) se não
1.5. c)
1.6. a)
TESTE N.º 9
Grupo II
1.1. o destinatário das cartas de Joana é a Marta Grupo I
1.2. Diogo tem alguma dificuldade em acreditar que 1.
Joana escrevia cartas a Marta, porque esta já tinha a) o trânsito automóvel
morrido nessa altura b) dióxido de carbono
1.3. estas cartas foram importantes para Joana, na me- c) aquecimento global
dida em que era uma forma de ela se sentir menos d) aquisição de automóveis menos poluentes, mais pe-
só, partilhando a sua vida, os seus problemas com quenos e menos potentes; redução da velocidade;
a amiga; mas também o foram para o pai, pois atra- utilização de transportes públicos
vés do que Joana deixou escrito ele pôde conhecer e) menos poluição do ar e sonora, despreocupação
melhor a filha, já que enquanto esta era viva ele ra- com o estacionamento e com o trânsito, economia
ramente conversava ou estava com ela de combustível
2.1. ao recordar que, na infância, ia para a praia com a 2. O trânsito automóvel é caótico, na cidade de Lisboa,
Joana e a irmã, o Diogo sorri, pois esse foi um e um dos grandes responsáveis pela poluição do ar
tempo feliz; porém, fica angustiado por constatar e sonora. As emissões de dióxido de carbono na at-
que desiludiu a amiga, não tendo sido capaz de ficar mosfera, libertadas pelos canos de escape, provo-
ao seu lado cam o aumento do aquecimento global, pelo que
3.1. o Dr. Brito eleva o tom de voz, porque se sente re- devemos adquirir automóveis menos poluentes, mais
voltado pelo facto de não ter compreendido a filha, pequenos e menos potentes, bem como reduzir a ve-
nem ter sido um pai atento aos problemas da Joana locidade, para minimizar a poluição do ambiente.
4.1. quando a filha era viva, o Dr. Brito “não tinha Por seu turno, se utilizarmos os transportes públi-
tempo” para estar com ela, pois a sua prioridade cos, além de não termos de nos preocupar com o
era o trabalho; agora, que ela morreu, ele reconhece estacionamento nem com o trânsito, estaremos a
que há coisas mais importantes na vida e, como tal, contribuir para um ambiente menos poluído ao
pretende dar mais atenção às pessoas que o ro- mesmo tempo que economizamos no combustível.
deiam
Grupo II
Grupo III 1.1. no primeiro caso, “terra” significa cidade; no se-
1. a) A Joana escrevia-lhas. gundo, campo, solo
Novas Leituras 8 –

b) A Joana teimava em puxá-lo. 2.1. os prédios, pela sua dimensão e altura, são associa-
c) Se pudesse, o pai de Joana mudá-la-ia. dos à ideia de colinas, criticando-se, por um lado,
d) A morte de Joana fê-lo repensar as suas priori- um espaço tipicamente urbano e, por outro, o facto
dades. de as rendas terem um custo muito elevado
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92
Novas Leituras | Guia do Professor

3.1. o sujeito poético critica a quase ausência de espa- Grupo II


ços naturais, na sua terra, facto este agravado pelo 1.1. o verbo gastar, no pretérito perfeito do indicativo, é
desbaste de árvores efetuado pela Câmara: “a Câ- repetido ao longo do poema, enfatizando a ideia de
mara tem máquinas especialíssimas para desenrai- que algo se perdeu no passado
zar as árvores.” 2.1. as formas verbais encontram-se ora no pretérito
4. de certo modo, os pássaros nos apartamentos con- perfeito do indicativo, como em “gastámos” e no
tribuem para a recriação de um ambiente ligado à pretérito imperfeito do indicativo como, por exem-
natureza, que poderá contribuir para que as pessoas plo, “dizias”, “acreditavas”, “era”; ora no presente
se sintam mais próximas desta do indicativo – “são”, “digo”, “estão”, “é”; além disso,
5.1. c) o sujeito poético faz referência a “Antigamente” e a
5.2. b) “Hoje”, “agora”, ora evocando o tempo passado ora
6. ao longo do poema, critica-se o caráter artificial da o tempo presente
cidade, na qual se perdeu o contacto com a natureza 3.1. a conjunção “Mas” marca uma oposição entre o
e a vida se tornou insuportável, o que é, desde logo, tempo presente, marcado pelo desgaste e pela ru-
sugerido ironicamente no título, pois, na realidade, tura da sua relação amorosa, e o passado em que
não se trata de “paraísos”, mas de “infernos” havia amor e cumplicidade entre ambos
4. apesar do amor que viveram e dos momentos feli-
Grupo III zes por que passaram, agora, estes não têm qual-
1.1. “altos” – grau normal; “alta” – grau comparativo de quer valor, pois estão “gastos” como um “trapo” que
superioridade outrora foi novo e útil e se tornou “inútil, tal como o
1.2. mesmo as colina são prédios muito altos com renda amor entre eles
altíssima 5. o poema apresenta uma estrutura circular ao iniciar
2.1. a) 2; b) 3; c) 6 e terminar com a palavra “Adeus”, sugerindo que
2.2. oração subordinada adverbial um ciclo de vida do sujeito poético se fechou e que,
portanto, é o momento da despedida
6. primeira e quinta estrofes – oitavas, segunda es-
trofe – quadra; terceira e sexta estrofes – quintilhas;
TESTE N.º 10 quarta estrofe – sétima; sétima estrofe – monóstico

Grupo I Grupo III


1.1. b) 1.1. O sujeito poético já lhe disse que as palavras esta-
1.2. a) vam gastas.
1.3. a) 2.1. hoje – advérbio de predicado; apenas – advérbio de
1.4. b) exclusão
1.5. b) 2.2. a) 6; b) 2; c) 7; d) 5
1.6. b) 3.1. Há/ Ah!/ à/ há
Novas Leituras 8 –
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5
93
7. Grelhas de Apoio | Novas Leituras

55
GRELHAS DE
APOIO
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94
Novas Leituras | Guia do Professor

ESCOLA

GRELHA DE AVALIAÇÃO DE REGISTO INDIVIDUAL

Nome: Nº: Turma:

EXPRESSÃO ORAL / PARTICIPAÇÃO ORAL

1º Período 2º Período 3º Período


Descritores de desempenho
NS S SB NS S SB NS S SB

Altura de voz
Timbre
Dicção
Elementos Ritmo
prosódicos/
Expressão facial
paralinguísticos
Contacto visual
Gestos
Postura

Cumprimento do tema
Adequação discursiva
Extensão do discurso
Construção frásica
Organização Organização das ideias
do discurso
Pertinência da informação
Justificação de opiniões
Repertório vocabular
Fluência

Sabe ouvir
Espera pela sua vez
Pede a palavra
Atitudes
Demonstra interesse
Aceita opiniões do outro
Participa regular e ativamente

AVALIAÇÃO FINAL

Observações:
Novas Leituras 8 –
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95
7. Grelhas de Apoio | Novas Leituras

ESCOLA

GRELHA DE AVALIAÇÃO DE REGISTO INDIVIDUAL

Nome: Nº: Turma:

AVALIAÇÃO ATITUDES/DESEMPENHO GLOBAL

1º Período 2º Período 3º Período


Descritores de desempenho
NS S SB NS S SB NS S SB

É assíduo(a)

É pontual

Atitudes Traz o material necessário para a aula

Participa ativamente na aula

Respeita o outro

Cumpre as tarefas de leitura

Sabe interpretar o que lê


Plano Nacional
de Leitura Transmite oralmente, com correção, o que lê

Tem hábitos de leitura

Tem iniciativa

É criativo(a)

Cumpre os trabalhos de pesquisa


Trabalho
de Projeto Trata e organiza adequadamente os dados
recolhidos
Sabe apresentar e defender o seu trabalho

Conclui os trabalhos em tempo útil

Cumpre as tarefas

É solidário com o grupo


Trabalho
Partilha materiais
de Grupo
Respeita a opinião dos colegas

Coopera na resolução de conflitos

AVALIAÇÃO FINAL

Observações:
Novas Leituras 8 –
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96
Novas Leituras | Guia do Professor

CONTRATO PEDAGÓGICO DE LEITURA

Aos ______ dias do mês de ______________ de dois mil e __________, pelas ______ horas e ______
minutos, na aula de Língua Portuguesa, na Escola ___________________________________, sala ______,
celebrou-se um Contrato Pedagógico de Leitura entre os alunos do oitavo ano, turma _______ e o(a) docente
daquela disciplina, nos termos seguintes:

O(A) docente compromete-se a:


u Fornecer aos alunos uma lista diversificada de obras, contempladas nos Programas de Português
do Ensino Básico e/ou no Plano Nacional de Leitura;
u Dar a conhecer, em linhas gerais, o conteúdo das obras, sempre que requerido;
u Orientar a leitura dos alunos, sempre que solicitado;
u Corrigir as fichas de leitura preenchidas pelos alunos;
u Organizar a apresentação das leituras efetuadas pelos alunos;
u Contemplar as leituras realizadas nos critérios de avaliação de final de período.

Os alunos comprometem-se a:
u Ler _______ textos e ________ livros no primeiro período;
u Ler _______ textos e ________ livros no segundo período;
u Ler _______ textos e ________ livros no terceiro período;
u Preencher uma Ficha de Leitura por cada livro;
u Incluir no seu Portefólio as fichas de leitura corrigidas pelo(a) professor(a) e passadas a limpo
pelo(a) aluno(a);
u Apresentar oralmente à turma _______ das leituras realizadas;
u Participar ativa e disciplinadamente nas discussões sobre as leituras realizadas.

Este Contrato Pedagógico de Leitura determina, ainda, que:


u Caso haja incumprimento por parte do(a) docente, a percentagem destinada ao cumprimento deste
contrato por parte do(a) aluno(a) seja distribuída pelos outros parâmetros de avaliação.
u Caso haja incumprimento por parte do(a) aluno(a), seja atribuída a classificação de zero, neste pa-
râmetro de avaliação.

O(A) docente e todos os alunos responsabilizaram-se pelo cumprimento deste Contrato Pedagógico
de Leitura, que vai ser assinado pelas partes interessadas.
Novas Leituras 8 –

O(A) docente:

Os alunos:
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TRANSCRIÇÕES
DOS DOCUMENTOS
6
6 6
ÁUDIO/VÍDEO
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8. Transcrições dos Documentos Áudio | Novas Leituras

TRANSCRIÇÕES DOS DOCUMENTOS ÁUDIO

SEQUÊNCIA 0 – Sim, Esmeralda, quando largares os bolos. Lem-


Teste diagnóstico – Grupo I (página 20) bro-te que é proibido comer na sala de aula.
– A seguir, o Chérif. O nosso amigo Chérif. – Bom, a verdade é que a média dele subiu de 6,75
– Tenho um grande problema com o Chérif. É um para 7,25… Portanto…
miúdo com capacidades, e daria um ótimo aluno. – Neste momento, não estamos a discutir as notas
Podia facilmente dar-lhe um 17, mas como con- mas o comportamento.
versa muito e perturba o funcionamento da aula, a – Tenho a impressão que… devíamos considerar
média dele é muito fraca. E é uma pena. uma ação disciplinar. O comportamento é incor-
– Tem um comportamento muito irregular. Umas reto.
vezes, é um desastre e não conseguimos fazer – Comigo é simples. De duas em duas aulas,
nada com ele, e outras vezes é ótimo. ponho-o na rua.
– O que é que dizemos ao Chérif? Um aviso sobre – Eu já nem o ponho na rua. Sempre que isso acon-
o trabalho ou sobre o comportamento? tece ele fica contente. Não vale a pena.
– No meu caso, é comportamento, e não trabalho. – Acho que com ele, a ação disciplinar não vai re-
– Na minha aula, é mais trabalho. sultar, porque assim é que as coisas vão correr
– Parece-me mais um problema de trabalho. mesmo mal.
Olhando as notas dele… Matemática: 6. Francês: 8. – Mas já corre muito mal. Já passamos os limites.
História e Geografia: 9. Inglês: 9,5… Senão, como pedimos aos outros que tenham um
– Peço desculpa. comportamento normal?
– Ciências: 12. Música: 11. – E lembro-lhe, sr. Marin, que ontem o levou ao
– As notas dele são bastante baixas, mas parece- meu gabinete.
me é que há um problema de comportamento. Por- – Sim, mas ontem foi o primeiro incidente do ano.
que é que não lhe dizemos apenas isso, e deixamos Ele foi mal-educado, e tive que impor limites. Fiz o
o trabalho de lado, por agora? que fiz, mas penso que foi um incidente que não se
– Então vou escrever: “Chérif, pode melhorar desde repetirá. Desde o início do ano que não tenho ra-
que mude a sua atitude em relação ao trabalho.” zões de queixa, tirando o que se passou ontem.
– Vamos passar ao Souleymane. – Mas o nosso trabalho não é assegurar que os alu-
– O Souleymane… Não sou eu que vou começar. nos se sentem quietos no fundo da sala e fiquem
– O que é que dizemos? calados. Temos que puxar por eles!
– Mal. – Eu não quero fazer isso com ameaças e castigos.
– E que mais? Prefiro valorizar o que ele faz bem. E há coisas que
– Falamos sobre o caso dele no 1.º período, e acho o interessam. Ele diz e faz coisas bastante boas.
que já dissemos tudo. Tem grandes lacunas, no- – Sob o pretexto que, de vez em quando, ele faz
meadamente na expressão escrita. Acho que não coisas boas, deixamo-lo afundar-se sozinho na sua
há nada de extraordinariamente novo a referir toca e não fazemos nada. Isso é comprar a paz so-
neste 2.º período. cial.
– Já te sentes melhor, Esmeralda? Não sabia que – Posto isto, o que dizemos? O que é que fazemos?
era tão engraçado ser delegada de turma. Estáva- Um aviso?
mos a falar do Souleymane. – Acho que não é de um aviso que ele precisa. O
– Queria acrescentar ao que o François disse que melhor é dizer que o Souleymane já chegou aos li-
durante este período ele se esqueceu quase sem- mites, porque, do ponto de vista escolar, é limitado.
Novas Leituras 8 –

pre do material e não fez grande coisa. – Isso é muito bonito, mas eu sou parvo e preciso
– E não é só isso, é muito mais que isso. Está cada de preencher esta caixa. O que é que escrevemos?
vez mais indomável. Impede os outros de trabalha-
rem.
– Posso dizer uma coisa, por favor? In A Turma de Laurent Cantet (excerto do filme)
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SEQUÊNCIA 1 TRO – Muito bem, muito obrigada por estar con-


Alterações climáticas deixam mil milhões de pes- nosco, doutora Cláudia, obrigada. Ah, bom, se ca-
soas em risco (página 43) lhar é começar precisamente por aí, não é! Porque
(texto gravado) é que de repente, porque eu julgo que, na nossa
Cerca de mil milhões de pessoas vivem em zonas geração, na minha, na tua e na sua que também já
que se podem tornar de alto risco devido ao aque- é diferente da nossa, se calhar as crianças não ti-
cimento global, revela um estudo do Banco Mundial nham tanto esse problema como têm hoje em dia.
divulgado na terça-feira no Brasil. De onde é que vem todos estes maus hábitos,
“Para muitas das pessoas pobres que vivem nas donde é que vêm?
cidades as cheias e os deslizamentos de terra Cláudia Pereira (CP) – Aliás, portanto, obesidade
podem já fazer parte da rotina, mas as alterações é um problema multideterminado, portanto vários
climáticas podem piorar a situação”, afirmou o pre- fatores contribuem para o desenvolvimento da
sidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, citado doença, temos os fatores genéticos, comportamen-
pela AFP. tais, ambientais, mas de facto para explicar o au-
Robert Zoellick explicou que as áreas vulneráveis mento, crescente, digamos assim, principalmente
vão estar mais sujeitas a deslizamentos de terras, nas últimas décadas, da obesidade principalmente
inundações, assim como à subida do nível do mar. em crianças e adolescentes temos que focar real-
Para contornar o problema, o responsável do mente os fatores sociais e culturais, portanto,
Banco Mundial defendeu a necessidade dos res- temos uma sociedade cada vez mais sedentária, eu
ponsáveis políticos investirem no planeamento e ainda sou da época em que nós, quando éramos
na gestão urbana de forma a adaptarem-se às mu- crianças, saíamos à rua para brincar, brincávamos
danças climáticas e assim reduzirem o risco de de- com os nossos amigos, íamos andar de bicicleta,
sastres naturais. saltar à corda, não é; e, hoje em dia, isso não acon-
A divulgação do estudo surge na véspera da reali- tece, temos uma sociedade cada vez mais insegura
zação de uma conferência sobre clima que reúne não é, portanto, ouve-se falar cada vez mais em
quarenta grandes cidades, entre as quais Nova Ior- raptos, em pedofilia, etc., e, portanto, temos pais
que, Jacarta, Berlim, Barcelona, Rio de Janeiro, cada vez mais preocupados, mais inseguros e, por-
Barcelona e Cidade do México. tanto, acabam por incentivar as suas crianças e os
Nas quarenta cidades representadas na conferên- seus filhos a permanecerem em casa, portanto,
cia habitam cerca de 300 milhões de pessoas que com a playstation, com o computador, com a tele-
contribuem para a produção de 10 por cento das visão, e portanto isto tem de facto cultivado, diga-
emissões globais de gases de efeito de estufa para mos assim, a propagação deste problema e, se a
a atmosfera. isto nós acrescentarmos o facto de muitas vezes
as crianças terem estas atividades sedentárias,
In Jornal de Notícias (versão online), 01/06/2011 não é, portanto, estarem a ver televisão ou compu-
(texto adaptado, com supressões) tador e ingerirem os snacks, não é, portanto, os ali-
mentos que não são nada saudáveis e que nos
“Obesidade na Infância e na Adolescência”, Psi- bombardeiam a toda a hora na publicidade da tele-
cóloga Clínica Dr.ª Cláudia Pereira – “Portugal no visão, etc., portanto, a ingerir bolachas, batatas fri-
Coração” (RTP 1) – vídeo (página 52) tas, portanto, compreendemos que realmente isto
tem… tudo isto tem contribuído para o aumento das
João Baião (JB) – A taxa de obesidade na infância taxas de prevalência da obesidade.
e adolescência é cada vez mais prevalente, não só JB – Mas será que também não temos pais que são
em Portugal, como em todo o mundo. cada vez mais permissivos, no sentido de deixar
(Tânia Ribas Oliveira) TRO – Exatamente, é um ce- que as crianças comam tudo o que elas querem?
Novas Leituras 8 –

nário que já é preocupante e importa analisar e CP – Exatamente, aliás toca num ponto muito im-
também combater. portante que é: hoje em dia, os pais têm muito
JB – Está connosco para falar deste problema a pouco tempo para estar com os filhos. E o que acon-
psicóloga, doutora Cláudia Pereira. tece é que, ok, então, no fim de semana, fazemos
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8. Transcrições dos Documentos Áudio | Novas Leituras

tudo o que tu quiseres, então está bem, então, olha pressão, muitas vezes pensamentos suicidas, não
mãe quero, ao almoço, ir comer piza e, ao jantar, é, portanto, e é não deixar arrastar até esse ponto
quero ir comer um hambúrguer, e portanto… que depois, quer dizer, é muito mais complicado,
TRO – E o hambúrguer nós sabemos sempre onde não é?
é que é… JB – E o papel dos estabelecimentos de ensino,
JB – Claro! não têm que ter também aqui uma palavra a dizer?
CP – Exatamente, não é, eu não quis aqui referen- CP – Exatamente.
ciar nomes, não é, mas de facto é verdade, temos TRO – Aliás, doutora, e continuando a pergunta do
pais que cada vez mais por… para compensar esta João, há até algumas escolas que inclusivamente
falta de estar com os filhos, não é, porque antiga- já fecham a parte do bar à hora do almoço, para
mente, não é, havia mais a tendência para as mães que as crianças não comam cachorros quentes e
ficarem em casa, não é, com e emancipação da tenham que ir ao refeitório comer fruta, sopa… que
mulher, portanto, ambos trabalham, e portanto há é o que nós comemos ao almoço.
esta tendência para compensar de alguma forma o JB – E comer uma sopinha, salada…
não estar com as crianças e, de facto, isso tem CP – Isso é muito verdade, isso é muito verdade,
também contribuído, não é… porque lembra-me uma menina, que eu estava a se-
TRO – Mas voltando, quer dizer, portanto, os factos guir, que me dizia precisamente isso, que “ah, agora
são estes, as causas são multivariadas, como na hora da refeição o bar fecha para nós realmente
disse, mas e as consequências, ou seja, por onde irmos ao refeitório” e de facto a intervenção, a in-
e que se pode começar a combater essas mesmas tervenção de facto com as crianças e com os pais
consequências? é importante, mas tem que haver uma prevenção
CP – Bom… macro, que envolva diferentes sistemas: a família,
TRO – Sendo que os pais não vão ter tempo, por- sim, mas também a escola, a própria comunidade,
que não têm atualmente, não vão ganhá-lo. o próprio Governo tem que tomar estas medidas
CP – Aliás, pais com crianças com excesso de que são muito importantes, não é… são de facto
peso, crianças ou adolescentes, não é, com ex- muito importantes e algumas medidas vão sendo
cesso de peso e obesidade, o meu conselho é, de tomadas, de facto, como isso que estava a dizer,
facto, irem até ao médico de família, procurar mas é preciso mais, não é, porque de facto é…
ajuda, e que essa referência seja feita. Por exem- TRO – São precisas cada vez mais medidas.
plo, nós no Hospital D. Estefânia recebemos crian- JB – Exatamente, uma intervenção macro para
ças, vindas um pouco de todo o país, que são vistas “microcalorias”.
por pediatras, e há uma equipa multidisciplinar TRO – Exatamente.
pronta para receber essas crianças e ajudá-las o CP – Exatamente.
mais possível, equipas multidisciplinares compos- TRO – Macroatividade para microssedentarismo.
tas por pediatras, por endocrinologistas, nutricio- CP – Exatamente.
nistas, psicólogos, não é, portanto, tem que haver JB – Senão isto, temos mesmo que assustar as pes-
aqui… e todos estes profissionais são de facto soas, para elas de facto tomarem consciência do
muito importantes, todos eles têm um contributo a problema que é a obesidade, senão o quê que é que
dar que é insubstituível; portanto, o meu conselho pode acontecer em termos futuros, doutora Cláudia?
é de facto procurar ajuda não é, portanto. CP – Bom, nós sabemos que, portanto, a adoles-
TRO – E não deixar o problema arrastar... cência, aliás, peço desculpa, a obesidade, portanto
CP – Exatamente, porque quanto mais ele se ar- na infância e na adolescência tende a propagar-se
rasta, pior, não é, portanto, muito mais difícil é de- para a idade adulta, não é, está associada a uma
pois o voltar para trás, não é, e com essas maior obesidade na idade adulta, e está associada
consequências de que estava a falar, portanto, não
Novas Leituras 8 –

também a outros problemas, portanto, hipertensão


são consequências só médicas, porque sabemos arterial, colesterol, triglicerídeos elevados, doen-
que a obesidade traz consigo outros problemas ças cardiovasculares, portanto, e depois as tais…
médicos, mas também problemas psicológicos, de Aliás, temos outros problemas de frisar: problemas
baixa autoestima, insatisfação com o corpo, a de- respiratórios, a apneia do sono, problemas de mo-
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bilidade, dificuldade em se movimentarem, etc., ciência, uma visibilidade maior; ainda que eu pense
problemas gastrointestinais, em muitos dos casos, particularmente que, para além da lei, as escolas
mais graves e os problemas emocionais, não é, têm que prevenir o fenómeno.
portanto, a depressão, a ansiedade, tentativas de Paula Peneda – Criou-se a ideia de que, muitos dos
suicídio que, por vezes, nos casos mais graves, crimes praticados na escola, como são alunos,
portanto, são consumadas. como são menores, têm um efeito de impunidade
TRO – Bem, só temos uma geração que aí vem, que e, portanto, o facto de estar previsto no código
pode ser maioritariamente uma geração triste, já é penal terá certamente um efeito dissuasor, eu
muito mau sinal, não é, é uma geração que se fecha estou convencida disso.
em casa e que não sai para a rua e não dá aquilo Repórter – É em Lisboa e no Porto que há mais
que tem de melhor. Portanto, é começar agora de casos de violência escolar. Agressões entre alunos
facto. Muito obrigada por ter vindo ao “Portugal no ou a professores é o crime cometido mais vezes.
Coração”.
CP – Obrigada, eu. SEQUÊNCIA 2
http://www.youtube.com/watch?v=1WzbZkZmiFA Emigração (SIC_20/09/2011)
(acedido em 22/08/2011)
(página 96)

TESTE FORMATIVO Miguel Lima – Trabalho como chefe de equipa na


Grupo I (página 58) empresa Somague.
Bullying (TVI_20/01/2011) Repórter – Há quanto tempo?
Miguel Lima – Cinco anos.
Jornalista – O número de casos de bullying e de Repórter – E porque que foi?
violência escolar está a diminuir. O Ministério da Miguel Lima – Termos económicos cá, lá é mais fácil.
Educação garante que no ano passado houve Isildo Sebastião – Construção civil, construção de
menos 10% deste tipo de casos. estradas, civil, obras públicas.
Repórter – Está a trabalhar onde? Em que parte do
Repórter – Imagens como esta repetem-se pelas país?
escolas de todo o país. São casos de bullying ou Isildo Sebastião – Em Angola? Já estive no sul, es-
violência escolar, situações que acontecem cada tive no centro, agora estou no norte, agora estou
vez menos de acordo com os dados do Ministério na área de Malanje.
da Educação. Repórter – Vai andando, construindo estradas.
Paula Peneda (Gabinete de Segurança Escolar do Isildo Sebastião – Nunca é, nunca tenho um sítio
Ministério da Educação) – A tendência que temos certo para estar.
e uma diminuição das ocorrências de violência na Luís Miguel Ferro – Trabalho no departamento de
escola de cerca de 10%. Corresponde a uma dimi- engenharia da Cypon, num projeto Farm, que está
nuição de cerca de 3500 para 3100. Aquelas esco- a ser realizado em Cabinda. Vamos colocar uns
las que nos preocupam ou que demonstram que equipamentos novos para aproveitamento do gás
estão com um clima menos estável, nós temos apli- que é queimado nas plataformas.
cado medidas preventivas, temos vigilantes que Repórter – Luís Miguel Ferro foi trabalhar para An-
fazem a segurança nas escolas. gola em 1998 e nunca mais voltou para Portugal.
Repórter – Crimes cometidos dentro das salas de Luís Miguel Ferro – Não é assim tão breve, porque
aula ou nos recreios, até setembro de 2010, a pro- o mercado vai continuar assim durante mais uma
curadoria-geral da república abriu 127 inquéritos a serie de anos, e eu prefiro andar por fora.
casos de violência escolar em Lisboa. Já a linha Repórter – Assim como?
SOS PROFESSOR registou 386 pedidos de ajuda Luís Miguel Ferro – Está, está muito complicado.
para situações de indisciplina, casos onde a crimi-
Novas Leituras 8 –

Repórter – Argumentos partilhados por quase


nalização do fenómeno de bullying pode ajudar. todos os que partem.
Nazaré Barros (professora) – A lei pode ajudar a Isildo Sebastião – A ver se isto melhora cá um bo-
clarificar, a estabelecer limites, a dar uma cons- cado.
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8. Transcrições dos Documentos Áudio | Novas Leituras

Repórter – Mas gostava de voltar então para cá, é Repórter – Quais são os seus planos para mais
isso? tarde?
Isildo Sebastião – Ai, isso era o essencial, era vol- Filomena Nunes – Sei lá, estar em casa com o meu
tar a trabalhar aqui em Portugal. marido, descansar.
Repórter – Porque que não vem? Repórter – Em casa, em Portugal ou em Angola?
Isildo Sebastião – Ah, onde, onde é que temos tra- Filomena Nunes – Em Portugal, em Portugal, se
balho, não há trabalho agora, onde é que há traba- tiver que ser em Angola, olhe, também, já estou
lho em Portugal. tudo por tudo.
António Reis – Nesta altura então, pelo o que se Repórter – De Portugal saem todas as semanas
ouve, diariamente nas televisões, é de fugir aqui vinte voos para Luanda entre aeroporto de Lisboa
desta área, desta nossa terra, que a gente gosta e Porto, dez voos da TAP, e dez das linhas aéreas
tanto, não é? de Angola, TAG.
Repórter – Fugir da terra à procura de melhores
oportunidades, dizem que elas existem em Angola. Menor foge de casa com carro da mãe
O seu emprego é estável, está satisfeito? Por Manuela Teixeira (página 107)
José Manuel Nunes – Estou satisfeito, e é estável. (texto gravado)
Repórter – Ganha bem?
José Manuel Nunes – Ganho, ganho. Mário Couto Monteiro, de 14 anos, fugiu de casa
Repórter – Mais do que ganharia cá? dos pais, em Ponte da Barca, e levou o Renault Clio
José Manuel Nunes – Muito mais, muito mais. azul da mãe. O menor foi visto pela última vez an-
Repórter – Muito mais, é quantas vezes mais? teontem, ao final da tarde, dentro do automóvel.
José Manuel Nunes – Para aí três vezes mais, três, Como não foi dormir a casa, os pais telefonaram-
quatro vezes mais. -lhe para o telemóvel. Mário atendeu e respondeu
Miguel Lima – Como a gente daquele dinheiro que que estava bem, com amigos de infância. Desligou
ganha lá, não o mexe para ter a vida lá, consegue e não voltou a atender. Os pais entraram em pânico,
suportar um bocadinho mais. e quando perceberam que o carro tinha desapare-
Repórter – Envia dinheiro para cá, é isso? Para a cido contactaram as autoridades, denunciando a
família? fuga.
Miguel Lima – Sim, sim. No quarto de Mário, os pais encontraram um papel
Repórter – E quer dizer que não tem custos com a com o percurso rodoviário desde Ponte da Barca
habitação, e a alimentação, é isso? até ao Seixal. “Os pais não fazem ideia onde está e
Miguel Lima – Ter, temos, mas a empresa facilita por que saiu de casa. Temem que esteja com algum
isso, ajuda. adulto, porque ele não tem carta. Estão com receio
Vera Rodrigues – A gente fica sempre tristes, ele de que o Mário tenha conhecido alguém nas redes
vai embora, a gente fica cá as duas, é sempre sociais da internet”, disse ao CM Valdemar Cunha,
triste. amigo da família. Valdemar diz ainda que o rapaz
Repórter – Como é que fazem? costumava dizer que ia para Lisboa mas que a
Vera Rodrigues – Como é que fazemos, a gente vai ameaça não foi valorizada. Os pais já forneceram
se virando, o trabalho, a escola dela e a gente vai os elementos à PJ. 
falando com ele, todos os dias a gente fala com ele In Correio da Manhã (versão online), 06/10/2010
e mato um bocadinho as saudades.
Repórter – Outra alternativa é mudar de país e TESTE FORMATIVO
levar a família inteira. Grupo I (página 113)
Vera Rodrigues – Eu ia, e a filha também, mas não, Reportagem Especial SIC_Violência Doméstica
por enquanto ainda não dá, lá ainda não está muito (04/03/2010)
Novas Leituras 8 –

estável, e para ela, para segurança dela não, ainda


não. Clara de Sousa – No ano passado morreram, pelo
Repórter – Mas admite essa possibilidade? menos, vinte e cinco mulheres às mãos dos mari-
Vera Rodrigues – Admito. dos, namorados ou ex-companheiros. Vinte e cinco
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mulheres vítimas de violência doméstica, o que re- Marinheiros perdidos em portos distantes,
presenta mais do dobro registado em 2008. Hoje, Em bares escondidos,
em reportagem especial, conheça histórias de mu- Em sonhos gigantes.
lheres que conseguiram escapar. E a cidade vazia,
Vitima 1 – O amor pesava mais do que eu. Da cor do asfalto,
Repórter – Que idade é que tem? E alguém me pedia que cantasse mais alto.
Vitima 1 – Quarenta.
Repórter – Quantos anos suportou a violência do- Quem me leva os meus fantasmas?
méstica? Quem me salva desta espada?
Vitima 1 – Quase vinte e um. Quem me diz onde é a estrada?
Vitima 2 – Batia com vassouras… batia com o que Quem me leva os meus fantasmas?
tivesse na mão. Quem me leva os meus fantasmas?
Vitima 3 – Deixei um trabalho onde ganhava bem, Quem me salva desta espada?
deixei uma família que praticamente nós não éra- E me diz onde é a estrada
mos empregadas, éramos família. Deixei tudo.
Vitima 2 – Muitas vezes disse: não, eu vou aguen- Aquele era o tempo
tar esta cruz, foi Deus que ma deu, eu vou aguentá- Em que as sombras se abriam,
la, até ao fim; não consegui. Em que homens negavam
Repórter – Desconhecidas no passado, a vida des- O que outros erguiam.
tas três mulheres cruza-se agora neste centro de E eu bebia da vida em goles pequenos,
acolhimento temporário. Cada uma no seu canto, Tropeçava no riso, abraçava venenos.
cada uma a tentar refazer a vida que o passado De costas voltadas não se vê o futuro
quase destruiu. Com elas trouxeram três filhos me- Nem o rumo da bala
nores de quatro, oito e nove anos. Crianças que a Nem a falha no muro.
vida condenou a deixar o lar, os amigos e a escola. E alguém me gritava
Criança – Bem, para mim é melhor estar do que em Com voz de profeta
casa. Que o caminho se faz
Repórter – Porquê? Entre o alvo e a seta.
Criança – Porquê? Em casa, chegava lá, pumba…
pumba. Pontapés da porta da sala que era para aí Quem leva os meus fantasmas?
acolá, vinha parar à porta do quarto. Quem me salva desta espada?
Hugo Ferraz (Assistente social) – Muitas vezes as Quem me diz onde é a estrada?
crianças que nos chegam, portanto, também vêm, Quem leva os meus fantasmas?
portanto, vêm de um ambiente desestruturado e Quem leva os meus fantasmas?
muitas vêm a imitar os comportamentos que viam Quem me salva desta espada?
em casa. Portanto, muitas vezes temos que lidar E me diz onde e a estrada
com a falta de respeito perante as mães.
Alexandra Loureiro (Psicóloga) – Até mesmo o au-
toconceito como mães está alterado. Muitas vezes De que serve ter o mapa
elas não se acreditam sequer como elementos de au- Se o fim está traçado,
toridade e de competência para educar as crianças. De que serve a terra à vista
Se o barco está parado,
SEQUÊNCIA 3 De que serve ter a chave
Quem me leva os meus fantasmas (página 142) Se a porta está aberta,
Aquele era o tempo De que servem as palavras
Novas Leituras 8 –

Em que as mãos se fechavam Se a casa está deserta?


E nas noites brilhantes as palavras voavam,
E eu via que o céu me nascia dos dedos Quem me leva os meus fantasmas?
E a Ursa Maior eram ferros acesos. Quem me salva desta espada?
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8. Transcrições dos Documentos Áudio | Novas Leituras

Quem me diz onde é a estrada? des a extrair de cada zona são, previamente, de-
Quem me leva os meus fantasmas? terminadas.
Quem me leva os meus fantasmas? In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira,
Volume XXI,
Quem me salva desta espada? Editorial Enciclopédia, L.DA
E me diz onde é a estrada
Letra e Música: Pedro Abrunhosa SEQUÊNCIA 4
(página 166)
TESTE FORMATIVO Testemunho do ator Rui Mendes sobre o teatro
Grupo I (página 159) Pedem-me para falar de teatro.
(Texto gravado) Teatro tem sido uma grande parte da minha vida,
senão quase toda a minha vida. Tenho mais de cin-
Pesca das pérolas: As ostras eram antigamente, quenta anos de fazer teatro, quer como ator, quer
arrancadas dos bancos e trazidas à superfície por como encenador, quer como tradutor de peças,
homens adestrados, que, desde novos, exerciam quer como cenarista que, aliás, foi como comecei.
a profissão. Desciam, agarrados a uma corda, las- Eu comecei a fazer teatro na escola, não muito
trada com uma pedra, e, apenas chegados ao tempo, que fui logo convidado para uma companhia
fundo, tratavam de colher o maior número de mo- de teatro infantil e juvenil que havia na altura, o tea-
luscos, que metiam num pequeno cesto colgado tro do Gerifalto. Alguns dos mais velhos, da minha
do pescoço, puxando a corda, a dar sinal para idade, ainda talvez se lembrem! Mas o teatro é para
serem elevados logo que percebiam estar a esgo- mim, e para muita gente, uma coisa muito impor-
tar-se a resistência pulmonar. O nome por que os tante… Ah! é claro que eu não comecei por fazer
conheciam no Oriente era o de buzos e eram leva- teatro nem como ator, nem como encenador, nem
dos até ao local dos bancos em pequenos barcos como cenarista. Comecei por fazer teatro como es-
ou pirogas, nos quais, após cada mergulho, des- pectador.
pejavam a carga das canastras. Desciam nus ou Eu (como na altura era relativamente fácil, porque
com uma simples tanga, obturando os ouvidos não havia grandes proibições quando eu era mais
com algodão e as narinas com uma pinça de ma- novo) eu com cinco, seis anos, ia com os meus pais
deira. Como muitas vezes eram atacados por tu- ver estreias de teatro. Claro que não é obrigatório
barões, polvos e grandes raias, iam armados com ver estreias de teatro, mas é bom ver teatro. É tão
uma longa faca, muito afiada, que apertavam entre bom ver teatro como fazê-lo, ou é tão bom fazê-lo
os dentes e com a qual defrontavam aqueles ini- como vê-lo; a ordem dos fatores é arbitrária, por-
migos, morrendo muitos nesses combates subma- que… há países onde com quatro, cinco anos se co-
rinos. O tempo médio de imersão era, de quarenta meça logo a fazer teatro. E isso dá aos alunos, às
segundos a um minuto, havendo alguns cuja re- pessoas, aos cidadãos, a nós todos, uma enorme
sistência ia até seis minutos. A vida desses ho- vantagem para a vida, porque, no fundo, o que é o
mens era, em geral, curta, sendo muitas vezes teatro? O teatro é quando em cima de um estrado,
atacados por uma doença, que se manifestava por num local que se chama palco, habitualmente, há
chagas sangrentas, disseminadas pelo corpo. Em- um ator e, em frente, está uma outra pessoa pelo
bora a profundidade da água em que se encontra- menos, que é um espectador. E há um texto para
vam os bancos não vá, de ordinário, a mais de oito dizer, há uma ação para fazer, há uma história para
metros, a luz dificilmente chega ao fundo, sendo contar, há uma anedota para contar, às vezes, um
as ostras procuradas pelo tato. No arquipélago das poema para dizer ou até uma mímica, uma panto-
Taoumoctou os pescadores usavam umas caixas mima que, às vezes, não há palavras; porque o tea-
altas, de fundo envidraçado, que mergulhavam na tro pode ser feito de mil e uma maneiras. Há quem
água para localizarem os bancos. Hoje, perante os
Novas Leituras 8 –

diga que o teatro é a junção de todas as outras artes


escafandros e os focos elétricos, tudo isto desa- e pode de facto sê-lo. Pode ser a junção da litera-
pareceu, sendo a colheita das ostras mais regular tura, porque alguém escreveu um texto; da poesia,
e menos perigosa. Não se pesca durante certos porque a poesia é muito importante, não só no tea-
períodos do ano, como da desova, e as quantida- tro mas em tudo, até na vida; da arquitetura, porque
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é preciso um espaço onde as coisas se passam; da como pelos problemas pessoais que sempre a
música, pode haver música tocada ao vivo, pode atormentaram. O álcool e as drogas estiveram mui-
haver música gravada, pode haver música feita tas vezes de braço dado com a cantora. Chegou a
pelos próprios atores, mas tudo isto… a pintura tam- estar internada em clínicas de reabilitação. Nunca
bém aparece, porque há cenários por vezes pinta- superou ou quis superar os vícios. Vendeu milhares
dos, enfim, a poesia, já falei na poesia. O teatro de álbuns, ganhou vários prémios, esgotou concer-
envolve tudo e o teatro é que nós quisermos. tos, só que perante o público nem sempre corres-
Não é o que nós quisermos, porque se fizermos pondeu ao carinho dos fãs.
uma coisa de que o público não goste não o deve- Em 2008, esteve no Rock in Rio Lisboa, o que era
mos fazer; o público não nos deixa fazer coisas pa- para ser uma festa tornou-se num pesadelo para
teia, manda-nos embora. O teatro é, mas também os fãs e para a própria Amy Winehouse.
não pode ser só feito na tentativa de agradar de (Devia ter cancelado, porque… Não! A sério, porque
qualquer maneira às pessoas que estão a ver, há a minha voz… Não estou a cantar bem e mal consigo
aqui um meio-termo, um equilíbrio entre aquilo que segurar no microfone. Queria tanto vir…)
nós queremos fazer e dizer e aquilo que os outros No mês passado esteve em Belgrado. Foi assobiada
estão dispostos e querem ouvir e ver. e, a meio do concerto, desapareceu para irritação
A coisa mais engraçada que há no teatro é ser uma dos fãs. Já era impossível esconder o estado de
coisa que não fica para sempre, fica só na memória Amy Winehouse. Os representantes da cantora can-
de quem o fez e de quem o viu. O cinema fica re- celaram a digressão europeia, alegando problemas
gistado em filme ou em vídeo, já muitos filmes são de saúde. Em agosto estava prevista a presença da
feitos em vídeo e não em filme, há múltiplos siste- cantora britânica no Festival Sudoeste. A última apa-
mas de registar, de gravar, peças de teatro, filmes, rição pública aconteceu na passada quarta-feira:
cenas, até somente o som. Claro que isso não é o atuou ao lado de outra cantora britânica.
teatro! O teatro é ao vivo e acaba e fica e não há Este sábado, foi encontrada morta no apartamento
mais. Fica na nossa cabeça. E uma das coisas in- de Londres. Não são ainda conhecidas as causas
teressantes que há no teatro é quando acaba a da morte. Amy Winehouse faz parte de um núcleo
peça, aquilo que une os atores que estiveram no de diversos cantores que perderam a vida aos 27
palco aos espectadores que estiveram na plateia, anos de idade. Nomes como Jim Morrison, Janis
que estiveram embebidos na mesma coisa, no Joplin, Jimmi Hendrix ou Kurt Cobain desaparece-
mesmo espírito, nas mesmas ideias, no mesmo en- ram de forma precoce e no auge das carreiras.
riquecimento mútuo que as pessoas tiveram. Por- Amy Winehouse será sempre recordada por diver-
que o teatro enriquece, como todas as artes, mas sos motivos, um dos quais, esta voz que encantou
como parece que já vimos que é a súmula, a acu- milhões de pessoas por todo o mundo.
mulação de muitas ou quase todas as artes, o tea-
tro enriquece mais do que qualquer outra arte, In SIC Notícias, 23/07/2011
porque por vezes é inesquecível. Eu lembro-me de
coisas que vi com cinco e seis anos no teatro. Tam- TESTE FORMATIVO
bém me lembro de outras coisas, lembro-me de Grupo I (página 204)
jogos de futebol, lembro-me de espetáculos de (texto gravado)
circo. O circo também é teatro de alguma maneira,
como é o bailado, como é a ópera, como é um bom Molière, cujo verdadeiro nome era Jean-Baptiste
concerto de música moderna ou antiga, clássica ou Poquelin, nasceu em Paris, em 1622. Escrevendo,
atual. Tudo isto é teatro. quer em verso, quer em prosa, desde a farsa até à
comédia de costumes, passando pela comédia mu-
(página 202) sical, Molière deixou uma obra tão rica quanto di-
Novas Leituras 8 –

Amy Winehouse morre aos 27 anos versa que continua a ser representada em todo o
Esta é a voz que conquistou milhões de fãs, um mundo.
pouco por todo o mundo. Ao longo de 27 anos, Filho primogénito de uma abastada família portu-
viveu nos limites. Ficou conhecida pelo talento guesa, Molière fez os primeiros estudos no Colégio
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8. Transcrições dos Documentos Áudio | Novas Leituras

de Clermont, dirigido por jesuítas. Continuou de- florestas são uma fonte de bens essenciais, sem
pois os estudos em Orleães onde obteve a licen- os quais a nossa vida seria bem diferente. Às flo-
ciatura em Direito. Segundo parece, terá então restas vamos buscar madeira, combustível, ali-
pensado em seguir a advocacia, mas a literatura, a mentos e matéria-prima para uma série de
filosofia e principalmente o teatro atraíam-no mais. aplicações e produtos. “Protegem o solo contra a
O estudo do grego e do latim permitiu-lhe conhecer erosão; controlam os ciclos e qualidade da água;
os grandes pensadores e autores clássicos, sua e é nas florestas que se concentra a maior parte
fonte de inspiração. da biodiversidade terrestre. Em nenhum outro
No entanto, esta atração pela vida artística não local do planeta existe um repositório tão grande
agradava o pai, que, desejando afastar o filho do e tão variado de espécies animais e vegetais.”
meio do teatro, lhe cede o cargo que ocupava na Sabia que as florestas são o melhor aliado contra
corte, de camareiro do rei, cujos direitos de trans- os efeitos do dióxido de carbono enviados para a
missão já tinha reservado para o filho. atmosfera? E que 2/5 de todo o carbono armaze-
Não foi duradoura a permanência de Molière na nado nos ecossistemas está nas florestas? As flo-
corte. Logo que atingiu a maioridade, libertou-se restas, além de libertarem oxigénio, ajudam a
da tutela paterna para se dedicar completamente limpar o ar, porque absorvem o dióxido de carbono.
ao teatro. Talvez por isso são vulgarmente chamadas “o pul-
O ano de 1643 marca o início da atividade artística mão do mundo”. “Infelizmente, esse grande pulmão
de Molière, quando decide fundar, com os irmãos está a diminuir à escala mundial. Apesar de na Eu-
Béjart e mais cinco amigos, um grupo teatral a que ropa se terem implementado políticas ambientais,
deram o nome de Ilustre Teatro. A este seguem-se no sentido de aumentar a área florestal, o resto do
outros grupos, todos eles sem sucesso, até que, mundo não seguiu essa tendência. De 1990 até
em 1658, Molière se fixa em Paris, sob a proteção 2005, o mundo perdeu 3,1% das suas florestas. Por
do rei Luís XIV que instala a companhia numa de- ano, 8,4 milhões de hectares de árvores foram ex-
pendência do Louvre, a sala do Petit-Bourbon. Lu- tintos. O equivalente ao espaço de Portugal Conti-
tando contra intrigas e difamações, Molière nental. Ou seja, em 15 anos desapareceu da terra
conhece então o triunfo. uma área arborizada equivalente a 15 vezes o
Escola de Mulheres, Tartufo, Dom João, O Misan- nosso país.” Consegue imaginar?
tropo, Médico à Força, O Avarento, As Sabichonas Há certos comportamentos que não devemos ter
são testemunho evidente de quanto o teatro lhe quando estamos numa floresta. Não devemos
ficou a dever. pisar as plantas e as flores, não devemos gravar o
Molière sucumbe aos 51 anos, em pleno período de nosso nome nas árvores e não devemos abando-
consagração. Adoece repentinamente durante uma nar o lixo. Não se esqueça que um saco de plástico
representação de O Doente Imaginário e vem a fa- pode demorar 100, ou mais anos, a degradar-se; e
lecer poucas horas depois. que uma simples garrafa de vidro, quando exposta
In O Avarento de Molière, “Nota Introdutória”, diretamente ao sol, pode provocar um incêndio.
Publicações Europa-América, 1999 (excerto)
“Outra regra que devemos respeitar é não fazer
lume. O ideal é levar a refeição preparada. Deste
modo, evitamos acender fogueiras. Mas, se não for
SEQUÊNCIA 5 possível, devemos utilizar sempre os locais apro-
Florestas (página 214) priados.”
Com a chegada do verão e do calor, sabe bem fugir Não se esqueça que a época crítica para as flo-
do stresse da cidade e procurar um lugar descan- restas já começou, e que dura até finais de setem-
sado e fresco. Felizmente que, em Portugal, ainda bro. Durante este período, todo o cuidado é pouco.
existem lugares como este, com árvores e som-
Novas Leituras 8 –

Em Portugal, os fogos florestais são dos princi-


bras, onde podemos trazer a família e os amigos pais fatores responsáveis pela desflorestação.
para um piquenique. “Fatores de pressão sobre a floresta portuguesa:
Não é só pela sua beleza e valor recreativo que de- conversão para a agricultura, fogos florestais,
vemos preservar e cuidar bem das florestas. As sobre-exploração da madeira, fragmentação por
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Novas Leituras | Guia do Professor

estradas etc., poluição atmosférica, alterações cli- Tratar bem a floresta que temos é contribuir para
máticas, introdução de espécies exóticas, plantas, que as gerações futuras cresçam num ambiente
fungos, etc.” mais saudável. É permitir que respirem um ar mais
O carbono está presente em todos os organismos limpo. Viva a floresta, protegendo-a!
vivos e, como tal, existe também nas árvores, res- O planeta agradece.
pondendo por cerca de metade da composição de In O Planeta Agradece, RTP1
uma árvore. “O problema é que, quando as árvores
ardem, uma parte do seu carbono transforma-se DESTINO (página 222)
em fumo e é lançada na atmosfera, sob a forma do Encostei-me
tão falado dióxido de carbono. A outra parte acaba Encostei-me para trás na cadeira de convés e fe-
também por ser transferida para a atmosfera uns chei os olhos,
meses ou anos depois, com a decomposição das E o meu destino apareceu-me na alma como um
árvores mortas.” Em termos de emissão de gases precipício.
com efeitos de estufa provocados pelo homem, a A minha vida passada misturou-se com a futura,
desflorestação é responsável por um a dois mi- E houve no meio um ruído do salão de fumo,
lhões de toneladas. Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xa-
Os fogos florestais não são a única forma de liber- drez.
tar dióxido de carbono para a atmosfera. O abate
das árvores pode provocar o mesmo efeito. A Ah, balouçado
razão é simples e fácil de entender se pensarmos Na sensação das ondas,
nos materiais resultantes do aproveitamento da Ah, embalado
madeira cortada: da madeira faz-se papel, fazem- Na ideia tão confortável de hoje ainda não ser ama-
se móveis, fazem-se materiais de construção, que, nhã,
mais tarde ou mais cedo, vão acabar por se degra- De pelo menos neste momento não ter responsa-
dar e libertar dióxido de carbono para a atmosfera. bilidades nenhumas,
Não restam dúvidas: a destruição da floresta in- De não ter personalidade propriamente dita, mas
tensifica o efeito de estufa, agravando o problema sentir-me ali,
do aquecimento global. “Sabia que podemos ir Em cima da cadeira como um livro que a sueca ali
buscar à floresta a biomassa, um dos grandes re- deixasse.
cursos energéticos em Portugal? Os restos de ma-
Ah, afundado
deira, as folhas e os ramos das árvores, caídos no
Num torpor da imaginação, sem dúvida em pouco
chão, podem ser queimados em incineradores
de sono,
para produzir vapor e eletricidade. Esses resíduos
Irrequieto tão sossegadamente,
florestais são a biomassa. Se os resíduos resul-
Tão análogo de repente à criança que fui outrora
tantes da limpeza das matas forem também apro-
Quando brincava na quinta e não sabia álgebra,
veitados, além de evitar grandes incêndios, podem
Nem as outras álgebras com x e y’s de sentimento.
gerar energia. Em Portugal, já existem centrais de
energia a partir da biomassa.”
Ah, todo eu anseio
As nossas florestas cobrem 38% do território. É
Por esse momento sem importância nenhuma
claro que não vamos cortar as árvores, mas pode-
Na minha vida,
mos aproveitar o potencial energético da biomassa
Ah, todo eu anseio por esse momento, como por
quando se faz a limpeza das matas. Dessa limpeza
outros análogos –
resultam resíduos que servem para produzir ener-
Aqueles em que compreendi todo o vácuo da exis-
gia. “Estima-se que a quantidade disponível da bio-
tência sem inteligência para o compreender
massa florestal é de 2 milhões de toneladas. Caso
E havia luar e mar e a solidão, ó Álvaro.
Novas Leituras 8 –

atingíssemos estes valores energéticos, a bio-


massa florestal representaria entre 8% e 9% da
In Citações e Pensamentos de Fernando Pessoa,
eletricidade renovável produzida em 2010, isto é, Paulo Neves da Silva (org.), Casa das Letras, 2011
3% a 4% de toda a eletricidade produzida.” Interpretado pelo grupo Da Weasel
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8. Transcrições dos Documentos Áudio | Novas Leituras

TESTE FORMATIVO pessoas esquecem-se que os animais não são coi-


Grupo I (página 229) sas. Eles sentem, sofrem, precisam da companhia
Cantinho dos Animais, em Viseu do homem, também, para serem felizes. Então, aqui
Conceição Lino – Os animais domésticos, em tempo abandonam-nos depois, doentes, porque não
de férias e de crise, sofrem ainda mais maus tratos adianta levá-los a um veterinário e tratá-los; aban-
e abandono. Pelo país, o auxílio chega, na maioria donam-nos bebés, porque atempadamente não se
das vezes, de voluntários. Hoje, estamos em Viseu, esterilizou a mãe; abandonam-nos já magríssimos
para conhecer uma associação que recolhe gatos e e, olhe, abandonam-nos doentes, abandonam-nos
cães. Os animais são tratados, desparasitados e va- todas as noites: cães de raça, cães sem raça defi-
cinados, mas… (Boa tarde, Joana Latino!) …o mais nida; é tudo, é tudo, é um descalabro.
difícil é arranjar-lhes um novo dono! Joana Latino – E era bom que não abandonassem,
Joana Latino – E o mais difícil, também, é conse- e era bom que, pelo menos durante alguns instan-
guir resistir às preciosidades que aqui vêm parar. tes, as pessoas pudessem vir aqui e, talvez, apai-
Este cãozinho que aqui tenho nas mãos, pelo facto xonar-se (ai, peço desculpa, ó João) por um destes
de me chamar Joana, aqui, no Cantinho dos Ani- queridíssimos habitantes temporários, espera-se,
mais, deram-me o privilégio de o batizar, e passa- do Cantinho dos Animais. Eu vou quebrar todas as
se a chamar João. Já agora, porque o Roger regras dos diretos e vou passar o cão ao Rui Car-
Nicolau, que nos está a mostrar este cão, e o Rui valho, ele que nos ajudou a batizar esta família. E,
Carvalho, que faz parte do carro de satélite, que fica então esta informação: porque não, quem es-
aqui nos ajuda a chegar a todo o país, também se teja aqui perto ou longe, porque não aproveitar para
apaixonou por um destes cães, que está aqui nas fazer uma viagem. Há aqui muitos animais para
mãos (é o irmão da Maria Luísa) passou a chamar- adotar. De facto, fazem bem a todos nós. Aqui está
se Rui, como o nosso assistente do carro de saté- mais um companheiro, que nos veio aqui visitar no
lite. E, Ana Maria, temos aqui a mãe (que é a final deste direto, mais um que podemos levar para
Estrelinha), estes animais abandonados. O quê que casa. Eu se pudesse, levava-os todos, Conceição.
se passa em Portugal, para serem abandonados Conceição Lino – Já voltamos aí, a falar dos cui-
cada vez mais? dados que recebem esses animais aí, em Viseu.
Ana Vaz – Eu julgo que isto é uma perda de cida- In, Nós por cá, SIC
dania, de sensibilidade, de caráter, de vergonha.
Porque tem que se perder muita vergonha, tem que TESTES GUIA DO PROFESSOR
se não ter vergonha absolutamente nenhuma, para Teste nº 1 – Grupo I
se vir de noite, pela calada da noite, deixar ficar Internet Segura (SIC_21/10/2010)
amarrada ao portão, esta mãe, com estes dois fi- Um estudo revela que Portugal é dos países com
lhotes tão pequeninos. Esta noite, outra mãe, assim menos crianças e jovens em risco quando utilizam
pequenina, com mais quatro bebés acabados de a Internet. No entanto, o mesmo estudo conclui
nascer. Quando chegamos de manhã, um já estava que, apesar disto, as crianças portuguesas são as
morto. É preciso ter muita falta de vergonha. menos vigiadas pelos pais.
Joana Latino – E aqui são mais de mil os animais O objetivo do estudo era perceber a ocorrência de
que são recolhidos por ano. Apenas 500 são dis- fatores de risco associados ao uso da Internet: por-
tribuídos, muitos chegam com claríssimos sinais nografia, bullying ou mensagens de cariz sexual
de maus tratos. O quê que se passa para as pes- são alguns dos riscos a que podem estar sujeitos
soas maltratarem os animais? os mais jovens. Nos portugueses, 58% tem perfil
Maria Luísa – Eu continuo como a dona Ana Maria nas redes sociais.
acabou de dizer: acho que é falta de sensibilidade. Aluna – A maioria dos meus amigos também anda
E os maus tratos vão desde não lhes darem de nas redes sociais e eu falo lá com eles, não falo
Novas Leituras 8 –

comer, manterem-nos presos uma vida inteira a com pessoas desconhecidas, nunca. Há homens e
uma corrente, não fazem exercício, não lhes dão mulheres que, muito mais velhas que nós, que nos
mimos, põem-nos, muitas vezes, num bidão, atola- adicionam, e eu acho que são esses que nos de-
dos de lama ao frio, à chuva e à torreira do sol. As víamos recusar.
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Novas Leituras | Guia do Professor

Aluno – Já vi falar e isso nos chat a pessoas que As implicações negativas do comportamento do
não conheciam e a dizerem-lhe a idade e para ser humano nos habitats das espécies são eviden-
virem ter com elas e disse: “Olha, tem cuidado com tes: 21 por cento de todos os mamíferos, 29 por
isso porque isso não é assim!”. Eu conheço ami- cento de anfíbios, 12 por cento das aves, 35 por
gos que já tiveram encontros e isso, mas nunca cento das árvores coníferas e cicadófitas, 17 por
nada de grave, nunca… Mas isso é preciso ter cui- cento dos tubarões e 27 por cento dos recifes do
dado. coral estão em risco de desaparecer.
Portugal é um dos países que apresentam menos Os koalas, alerta a UICN, são uma espécie muito
queixas mas é também aquele em que os jovens sensível, devido às necessidades alimentares muito
mais usam a Internet com pouca ou sem qualquer específicas. O eucalipto é a sua única forma de ali-
supervisão. mento, mas as folhas dessa árvore têm perdido ca-
Aluno – A minha mãe, ela, confia em mim, e às pacidade nutritiva com o aumento da concentração
vezes vai lá ver, entra no quarto e vê o que eu de CO2. O resultado será a extinção por falta de ali-
estou a fazer e vai ver o que é que eu consultei. mento.
Aluna – Não controlam, mas, por exemplo, a minha Na Antártica, a situação dos pinguins-imperador é
mãe também tem facebook, e a minha irmã também, igualmente preocupante, devido à espessura da ca-
e… pronto, nós vemos o facebook umas das outras, mada de gelo sazonal que tem vindo a diminuir.
mas a minha mãe não vai ver em que sites é que eu O aquecimento global também tem impacto nas
estive, nem nada. Ela confia em mim. temperaturas dos oceanos. Os corais, por exemplo,
Nas escolas o projeto SeguraNet tem tentado edu- são dos mais prejudicados.
car para uma navegação sem riscos. O planeta está atento a estas situações e hoje mais
José Fernando (Coordenador do Projeto Segura- de 70 países assinalam o Dia Internacional do Ani-
Net) – Aquilo que o lema este ano, portanto, este mal, que pretende alertar para um melhor relacio-
ano indica: “tu decides para onde vais”. Portanto, namento entre a humanidade e o reino animal.
mas para essa decisão é necessário, portanto,
estar consciente dos perigos que encerra a utiliza- In Correio da Manhã (versão online),
04 de outubro de 2010 (excerto)
ção, ou seja, da Internet, seja das redes sociais,
seja do telemóvel; portanto estar consciente deles,
e portanto, saber em determinadas situações que
acontecem, portanto, saber decidir. Teste nº 3 – Grupo I (texto gravado)
Um trabalho para jovens e professores, mas tam- Pero Vaz de Caminha
bém para os pais. Carta a El-Rei Dom Manuel sobre o Achamento do
Brasil

Teste nº 2 – Grupo I (texto gravado) Senhor, o capitão-mor desta frota e outros capi-
Dia do Animal: Mais de 70 países aderiram à ce- tães das naus dar-vos-ão notícia sobre a desco-
lebração berta da terra a que agora chegámos. Ainda assim,
Dez espécies em risco de extinção dir-vos-ei por palavras minhas como tudo se pas-
sou. Não sei grande coisa de navegação, perdoe-
A União Internacional para a Conservação da Na- me a ignorância. Mas creia Vossa Alteza que em
tureza coloca dez espécies a caminho da extinção, nada do que escreverei se faltará à verdade do que
consequência do aumento da temperatura global. vi ou me impressionou.
As alterações nos habitats deixam as raposas do Saímos de Belém na segunda-feira, 9 de março, e
Ártico, os peixes-palhaço, os koalas, os pinguins- no sábado, 14, atingimos as Canárias, onde a calma-
imperador, as tartarugas de Couro, os corais, as ria do vento nos atrasou um dia de viagem. A 22, do-
Novas Leituras 8 –

focas-aneladas, as árvores Quiver, os salmões e mingo, avistámos Cabo Verde. Na manhã seguinte,
as baleias beluga sob ameaça. demos por falta da nau de Vasco de Ataíde. Apesar
das buscas, não mais voltou a aparecer. Retomámos
Por André Pereira/ J.M.G. o rumo que trazíamos, até que a 21 de abril, sendo
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8. Transcrições dos Documentos Áudio | Novas Leituras

oitavas de Páscoa, vimos umas ervas à deriva, sinal comer, e o cão também, eu tinha uma inveja da-
de que havia terra por perto. Um dia mais, aparece- quele cão, porque, comia gelados, e eu lembrava-
ram aves, ditas fura-buchos, e à tarde tínhamos terra me, quando era miúda, nós só comíamos gelados
à vista: um monte a que o Capitão pôs o nome de no inverno se éramos operados a garganta, aí é que
Pascoal. Por trás dele, terra plana e muito arvoredo. comíamos, senão, o gelado era só no verão, e
Chamou-se-lhe Terra de Vera Cruz. quando era.
Navegámos até 6 léguas da costa e ancorámos ao Repórter – Vinte e uma aventuras foram publicadas
pôr do sol. Dormimos e depois fomos lançar ânco- até 1963, mas Os Cinco perduraram na vida de várias
ras junto à foz de um rio. Vendo uns homens na gerações. A partir dos finais dos anos 70, para além
praia, baixámos os batéis de bordo, com a ideia de dos livros, havia também a série da televisão.
os irmos apanhar. Foi Nicolau Coelho quem tomou Três rapazes, uma rapariga e um cão constituíam
a dianteira. Ainda não tinha chegado ao rio, já ou- o quinteto que invariavelmente desvendavam os
tros homens (uns 20) se mostravam. Eram pardos, segredos de adultos sem escrúpulos e sem a ajuda
isto é, muito morenos, e vinham todos nus, nuzi- de ninguém. Uma fórmula que se repetia e que tor-
nhos como Deus Nosso Senhor os pôs no mundo, nava possível também às crianças leitoras enten-
armados de arcos e setas com pontas feitas de der a escritora.
canas afiadas. Correram ao encontro do batel, com Alice Vieira – Há um crítico que diz que ela, que a
vontade de a ele subir. Mas Coelho fez-lhes logo Enid Blyton, era uma criança, que viveu sempre
sinal para que deitassem fora os arcos, e obedece- como uma criança e escreveu como uma criança.
ram. Dado o barulho das ondas, não pôde falar- Eu tenho a certeza que se me viesse parar as mãos
lhes; limitou-se a oferecer um barrete vermelho a um livro d’ Os Cinco, em original, num concurso da-
um, uma carapuça de linho a outro e um vulgar queles que há muitos por aí, ai, eu acreditava-me
chapéu a um terceiro. perfeitamente que aquilo era um livro escrito por
Retribuíram-lhe com um sombreiro de penas de uma adolescente com jeito para escrever; acredi-
papagaio e um colar de contas brancas. Tudo isso tava perfeitamente.
o Capitão mandará, creio eu, a Vossa Alteza. Repórter – Mas esta não é a única crítica a Enid
Blyton, a também criadora, por exemplo, do Noody,
In Carta a El-Rei Dom Manuel sobre o Achamento do Brasil. dos Sete ou das Gémeas, autora muito para além do
Pero Vaz de Caminha, adaptado por João de Melo,
Quasi Edições, 2008
meio milhar de livros, era acusada de ser uma mu-
lher fria, distante e artificial.
Alice Vieira – Uma das filhas, que é terrível, por-
que ela diz, a minha mãe, era mãe das crianças…,
Teste nº 4 – Grupo I ocupou a vida toda a ser mãe das crianças do
O regresso d’ Os Cinco, entrevista a Alice Vieira mundo inteiro menos das dela. E a vida dela, em
Jornalista – São o quinteto mais famoso da litera- contraste com aquilo que ela escreve, nós estamos
tura infantil, há muito esgotados em Portugal, os a ver e a ler Os Cinco, estamos a ler aqueles pi-
vinte e um volumes d’ Os Cinco começam agora a queniques, estamos a ler aquelas crianças conten-
ser reeditados para uma nova geração. tes e felizes e não sei quê, e aquilo é um contraste
Repórter – Alice Vieira só apanhou Os Cinco na completo com a vida particular dela, onde as filhas
adolescência, as aventuras do quinteto criado pela iam para o sótão, as filhas… ela nem as via; onde
escritora britânica Enid Blyton começaram a ser as filhas eram tratadas pelas criadas, porque ela
editadas em plena segunda Guerra Mundial, mas não tinha tempo… Portanto, não há, aquilo é tudo
nos anos 50, em Portugal, as histórias ainda es- artificial.
pantavam. Repórter – Alice Vieira prepara, justamente, uma
Alice Vieira – Uma das coisas que eu, apesar de
Novas Leituras 8 –

biografia da autora. Seja como for, o fascínio pel’


tudo, ainda me lembro de me espantar, quando era Os Cinco mantém-se e a obra que estava esgotada
adolescente e quando li aquilo, era, e penso que começa agora a ser reeditada: três volumes até ao
todas as pessoas que leram Os Cinco falam sempre final do ano; os restantes dezoito em 2012.
nisso, os lanches, aquelas almas passam a vida a In SIC Notícias, 27/09/2011
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Novas Leituras | Guia do Professor

Teste nº 5 – Grupo I e me perguntava, depois, porque é que eu chorava,


Vergílio Ferreira, Retrato à minuta (RTP 2) explicando eu que, enfim, chorava, porque justa-
mente a minha mãe se tinha ido embora. Natural-
Vergílio Ferreira – Nasci em Melo, na Serra da Es- mente esqueci tudo isso. Mas com certeza, essa
trela, a 28 de janeiro de 1916, numa sexta-feira. experiência me deve ter ficado a marcar a vida in-
Minha mãe dizia que eu tinha nascido às três horas teira.
da tarde. No registo, parece que indicam outra hora, Ator – Depois, a infância recomeçou. Três irmãos,
e eu não sei qual deles tem razão. duas tias e avó maternas. Depois a vida recomeçou.
Voz off – Andava Vergílio Ferreira pelos três ou Mas toda essa infância me parece atravessar apenas
quatro anos quando o pai partiu, rumo a emigra- um longo inverno. É um inverno soturno de chuvas e
ção. de vento, de neves na montanha, de histórias de ter-
Ator – Vejo o meu pai no limite da minha infância do- ror contadas à luz da candeia, no negrume da cozi-
brar a porta do pátio com um baú de folha na mão. nha, assombrada de tempestade. Até que um dia, um
Vejo-o de lado e sem se voltar. Eu estou dentro do tio de minha mãe, que era padre na aldeia, se pôs o
pátio e não há, na minha memória, ninguém mais ao problema de eu não ser talvez estúpido. E imediata-
pé de mim. Devo ter o olhar espantado e ofendido por mente se empolgou, para me consagrar ao altíssimo.
ele partir. Mas, alguns meses depois, o corredor da Vergílio Ferreira – Aos dez anos, eu entrei no se-
casa da minha avô amontoa-se de gente na despedida minário do Fundão. E, dessa experiência, eu retirei
de minha mãe e da minha irmã mais velha que par- a matéria para o meu romance Manhã Submersa.
tiam também. Dessa vez houve choro pela noite Ator – Lentamente, o casarão foi rodando com a
adiante. Tia Quina contava, conta ainda, mas não curva da estrada, espiando-nos do alto da sua quie-
conta de choro algum dos meus dois irmãos que fica- tude lôbrega pelos cem olhos das janelas. Até que,
vam também. Deve-me ter vibrado pela vida fora esse chegados à larga boca do portão, nos tragou a todos
choro que não lembro. imediatamente, serrando as mandíbulas logo atrás.
Voz off – Em Conta Corrente Vergílio Ferreira des- Enrolado na multidão silenciosa, fui subindo a larga
creve, assim, essa mãe, longamente ausente. escadaria, em cujo topo um padre quieto, de mãos es-
Ator – Minha mãe sofreu, amou, foi amada, lutou, condidas nas mangas do viatório, ia separando as di-
criou filhos, envelheceu entre os seus. Teve uma his- visões para as respetivas camaratas.
tória de amor difícil. Meu pai não estava entremeado Vergílio Ferreira – Fez há dias, precisamente 52
aos projetos da família, e toda a família disse que não. anos, que eu entrei pela primeira vez nesta casa,
Um tio-padre utilizou mesmo argumentos contunden- que era então seminário, o seminário do Fundão.
tes. Só o pai dela, o meu avô, não o conheci, lá lhe en- Constituiu o centro do meu romance Manhã Sub-
tendeu a paixão. E a certa altura, teria eu uns três mersa. Imagina-se facilmente como seria forte o
anos, partiram. Ficamos eu e dois irmãos, levaram só impacto num miúdo de 10 anos, que vem lá de
a mais velha para a continuação do lar. Depois re- longe, e entra nesta casa, um casarão enorme, pes-
gressaram. A minha irmã mais velha morreu. Depois soas desconhecidas… Mas eu digo a distância é
voltaram a partir. O meu irmão mais novo foi ter com muito importante, também, porque foi um dia in-
eles. Depois voltaram de novo e não sei se partiram teiro de viagem. Como se sabe, a distância não se
de novo. E, finalmente, regressaram de vez. Ficaram mede por metros ou quilómetros, mede-se pelo
a viver com a minha outra irmã. Nesta variabilidade grau de dificuldade em transpor essa distância.
de família, só eu fiquei sempre de fora de todos os ar-
ranjos possíveis, porque, mesmo depois do regresso, Teste nº 6 – Grupo I
convívio era só nas férias. Assim, a família e os pais Comunidade Vida e Paz
se criaram o mito da razão. E foi essa mãe de razão Jornalista – A noite começa cedo para a Comuni-
e a legenda não vem dela mas do oculto apelo a que dade Vida e Paz. A carrinha é abastecida e a equipa
Novas Leituras 8 –

fosse, que só quase me calhou. de voluntários reúne-se para uma ronda de distri-
Vergílio Ferreira – Deve ter sido uma experiência buição de alimentos pelos sem-abrigo da capital.
extremamente traumatizante. Uma tia minha con- Patrícia Lourenço – O nosso objetivo é trazer uma
tava-me que eu tinha passado uma noite a chorar, palavra de esperança para as pessoas, portanto,
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8. Transcrições dos Documentos Áudio | Novas Leituras

não é, dar-lhes o conforto, não é. Apenas nós lhes Voluntário – Ninguém diz que ia ser fácil, dissemos
damos alguma coisa para comer, mas a nossa in- que valia a pena.
tenção é tira-los da rua. In Companhia das Manhãs, SIC (postado a 24/05/2011)
Jornalista – A primeira paragem é debaixo de um
viaduto, um local improvável para ser a morada de NOTA: A Comunidade Vida e Paz começa por con-
alguém, mas a equipa sabe que aqui vive Fernando hecer as pessoas sem-abrigo através das equipas
Pessoa. da noite, que se aproximam com as ceias com o
Repórter – Mora aqui há quanto tempo, o senhor objetivo bem definido de conhecer a situação em
Fernando? que as pessoas se encontram e perceber como
Fernando Pessoa – Eu não posso dar uma res- podem ser ajudadas.
posta, pá, direta, pá, ou correta, porque não me re- Distribui comida (28 800 sandes e 1920 litros de
cordo, pá. Talvez… não chegue a um ano. leite por mês) e roupa pelos sem-abrigo de Lisboa
Repórter – Para além destes alimentos, consegue todas as noites do ano, como forma de construir
obter mais alimentos ao longo do dia? uma relação com estas pessoas, que permita con-
Fernando Pessoa – Não, nem procuro tal. hecer a sua situação e ajudá-las ou encorajá-las a
Patrícia Lourenço – Normalmente trazemos sem- entrar no programa de recuperação.
pre, são sempre duas sandes e é um bolo ou dois
bolos. Hoje trazemos maçãs, trazemos iogurtes; Teste nº 7 – Grupo I
por vezes, trazemos chá quente. “A Viagem de Garrett”
Jornalista – O percurso segue noite dentro numa
rota fixa. Em cada paragem, a carrinha é esperada, Almeida Garrett nasceu no Norte, nas margens do
muitas vezes, por rostos já habituais. Douro. No seu tempo o rio era diferente e as expec-
Repórter – Há quanto tempo é que vive na rua, há tativas das pessoas também. Garrett viveu e retra-
quanto tempo? tou essa época. Atribulada foi a viagem da sua vida.
Paulo Alexandre – Muitos anos mesmo, muitos O Douro é hoje um gigante adormecido, mas há du-
anos. Mesmo, estando a trabalhar, sempre vivi na zentos anos atrás a Foz era um mar de embarca-
rua. ções em madeira. Todo o comércio com o interior
Repórter – Já tentou procurar ajuda, para sair da da região Norte estava centralizado na cidade do
rua? Porto. Daqui era exportado para Inglaterra o famoso
Paulo Alexandre – É assim: pedir ajuda para sair Vinho do Porto, mas havia também o comércio de
da rua, consegue-se, consegue-se… só que, pá, é algodão e açúcar, com o Brasil. um quotidiano mar-
complicado. cado pelo negócio onde as pessoas, à custa do es-
Voluntário – Às vezes demora anos até nos conse- forço individual, podiam até enriquecer.
guirmos aproximar deles, até conseguirmos mo- Em 1800, o Porto é uma cidade em crescimento,
tivá-los o suficiente para eles saírem; e simplória com uma classe burguesa cada vez mais
independentemente disso, por muita motivação que importante. O pai de Garrett conhece bem a zona
a gente possa dar, tem que partir deles. da Ribeira. Aqui trabalha como selador-mor da al-
Jornalista – O compromisso e a entrega dos volun- fândega. Mas a alegre prosperidade desses tempos
tários é essencial num trabalho onde as recompen- será interrompida pelas Invasões Francesas.
sas nunca são materiais. Luís Cabral – Aqui o que corria na cidade era: “Vêm
Voluntário – O que nos motiva é este contacto hu- aí os franceses! Vêm aí os franceses!”. O ambiente
mano. É o facto de sentirmos que tocamos outra na cidade é que era já um ambiente de excitação
pessoa, que motivamos outra pessoa, portanto, isto popular e houve até, inclusivamente, tentativa e,
é uma recompensa muito grande, o facto de estar- mesmo linchamento, mesmo aqui entre Douro e
mos com alguém e sentirmos que fazemos a dife- Minho, de várias pessoas que eram consideradas
Novas Leituras 8 –

rença. jacobinas, simpatizantes dos franceses. Portanto,


Jornalista – Tirar os sem-abrigo da rua é o obje- o ambiente já era muito mau.
tivo, e o lema das equipas de voluntários baseia- A família Garrett morava perto dos Clérigos, uma
se na esperança de uma vida melhor. zona mais alta da cidade como convinha a um lar
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Novas Leituras | Guia do Professor

de burguês e tradicional. Em 1799, nascera numa viva a memória do desastre. Naquela altura e du-
casa da Rua do Calvário, João Batista, um dos rante três dias, a cidade do Porto foi saqueada. Só
cinco filhos do casal Silva Leitão. Só muito mais não fugiu quem não podia.
tarde, será adotado o apelido de Garrett por inicia- A família de João Batista parte para os Açores.
tiva do próprio poeta, baseado em uma presumível Uma longa e forçada viagem até a ilha Terceira. O
ascendência fidalga de uma avó. O pequeno João pai de Garrett nascera no arquipélago e por estes
Batista é uma criança frágil e inteligente, mimada lados dispunha de algumas terras. A uma distância
pela mãe que dessa forma procurava contrabalan- tão grande do continente, a família podia sentir-se
çar a austeridade do pai. segura e protegida dos terrores e da desordem da
Ofélia Paiva Monteiro – Devia ser uma criança ir- guerra. Garrett é um rapazinho de dez anos quando
requieta e fantasiosa, com certeza, porque ele o navio que os transportava atracou na baía de
conta, talvez ficcionalizando um pouco, como é Angra. À sua espera, um meio mais pequeno, mais
próprio do escritor, não é, alguns episódios da vida fechado, mas, apesar de tudo, uma cidade próspera
infantil, onde diz que, desde muito menino foi jaco- e senhorial, situada na rota das Índias, e por isso
bino, por exemplo, que comprou numa feira uma mesmo, desde há muito, um importante porto ma-
imagem de Bonaparte, o que motivou a zanga da rítimo. Por decreto do Marquês de Pombal, Angra
família, porque era uma família tradicionalista. era na altura sede da capitania geral dos Açores. É
Bom, isso prova que era uma criança irrequieta, no centro da cidade, no meio do buliço moderado
curiosa, atenta ao que se passava, embora tivesse de Angra, que a família Garrett se instala. Poucos
muito poucos anos; mas atenta ao que se passava vestígios existem hoje, a não ser a própria casa,
na Europa, não é. situada na rua de São João. Muitas vezes acorrem
Até então, Garrett conhecera uma ditosa infância os turistas a esta local em busca de alguma me-
no seio de uma família sólida, honesta, cristã. Pelo mória de Garrett, mas pouco encontram. Ainda este
lado materno houvera um avô rico, João Bento século a casa foi propriedade de um negociante de
Leitão, homem de negócios, sem quaisquer per- chá. Passou depois para a posse da família de um
gaminhos, mas que enriquecera no Brasil. Assim outro comerciante, agora reformado, Francisco
se percebe como a família podia usufruir de duas Valadão.
quintas de recreio no lado de Gaia: a Quinta do Francisco Valadão – A casa mantêm-se quase
Castelo, já desaparecida, e a Quinta de Sardão, como no tempo do Garrett, mas não tem assim
convertida em colégio há largos anos. Garrett re- nada de especial, atrativo, que mereça a pena ver.
cordaria mais tarde o lugar, o ambiente terno e Repórter – Nem mobiliário, nem coisa nenhuma?
protetor de umas tias, as brincadeiras dos peque- Francisco Valadão – Mobiliário também não. Aliás
nos da casa. A imaginação do pequeno João Ba- dá impressão que levava uma vida muito modesta,
tista fervilhava com as histórias de encantar em relação ao tempo que aqui viveram.
contadas pelas criadas: a boa Brígida e a mulata Garrett viveu nesta casa sete anos, dos dez aos de-
Rosa de Lima, que o avô trouxera do Brasil. Os jar- zassete. O pai continuava a ser funcionário do
dins da quinta tornavam-se misteriosos ao som Reino, trabalhando na alfândega, o que lhe permitia
das lendas e bruxarias que as criadas cantavam garantir à família uma boa qualidade de vida. Sem
em verso. problemas, o pequeno João Batista vai poder pros-
[…] seguir os seus estudos. Aprende Latim, recebe
Chegou a hora do terror francês. Sabia-se que uma uma educação portuguesa velha, imbuída de bons
segunda invasão descia da Galiza em direção ao princípios morais e religiosos. Na Terceira, Angra
Porto. Braga já caíra às mãos de Soult. Os portuen- é a sede do bispado dos Açores e a família pode
ses estão desamparados e em pânico. Em março por isso mesmo contar com o apoio de alguns pa-
de 1809, a cavalaria francesa entra na cidade e per- rentes.
Novas Leituras 8 –

segue a população até à Ribeira. Os fugitivos ten- Machado Pires – Eles tinham bens aqui e sobre-
tam passar o rio, mas a ponte cede, há centenas de tudo três irmãos padres. O tio do Garrett, o Frei
vítimas naquela que foi a tragédia da Ponte das Alexandre da Sagrada Família, era um dos grandes
Barcas. As gentes da Ribeira ainda hoje mantêm mentores de Garrett, que lhe ensinou as letras
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8. Transcrições dos Documentos Áudio | Novas Leituras

clássicas, a poesia arcádica e queria fazer do Gar- lhete, um sermão, são coisas que podem durar
rett padre. horas, e ele não se pode dar a esse luxo, tem coisas
A família de Garrett frequentava assiduamente a muito mais importantes para fazer… Só os adoles-
sede de Angra. O tio, bispo é um cristão enérgico, centes gastam energias nisso, mas nem todos, eu,
culto e muito viajado, rondando os setenta anos por exemplo, cada vez me chateio menos. É o me-
quando se fixa nesta diocese. Antes fora bispo de lhor. Se ao menos a avó Ju fosse viva, sempre ten-
Malaca e de Angola. Sabia mover influências e cui- taria dar-me uns conselhos! Ou tu…
dar dos interesses próprios, mas não tardou muito Vou ouvir música. Não quero pensar.
para que Frei Alexandre da Sagrada Família per- Um beijo da
cebesse que o sobrinho dileto não tinha vocação Joana
para padre.
In A Lua de Joana, Maria Teresa Maia Gonzalez,
Ofélia Paiva Monteiro – Há, a serem verdadeiras, Editorial Verbo, 2007
cenas desse universo açoriano que não dizem
muito bem com a vocação religiosa, não é. Há no- Teste nº 9 – Grupo I
tícias de jovens amores, há realmente já um certo Poluição do Ar
pendor para a exibição teatral, como por exemplo, Esta é uma manhã normal, numa das entradas de
o facto de ter a dada altura, com quinze ou dezas- Lisboa. Todos os dias entram na capital cerca de
seis anos, resolvido pregar um sermão numa 400 mil automóveis. No país inteiro são consumi-
igreja, quer dizer, são atitudes que, evidente- dos cerca de 22 milhões de litros de gasolina e ga-
mente, talvez traduzissem aos olhos de Dom Frei sóleo. Em Portugal, a cada dois minutos, é vendido
Alexandre pouca vocação para, quer para o celi- um automóvel.
bato sacerdotal, quer para uma vida de austeri- Um dos principais problemas dos automóveis está
dade. aqui, mesmo quando não se vê, o tubo de escape
In Grandes Escritores Portugueses: documentário lança para o ar um autêntico cocktail de poluição.
sobre Almeida Garrett, RTP2,1999 “Alguns dos produtos que saem do tubo de escape
poluem o ar que respiramos todos os dias. Eles são
libertados e permanecem no ar das cidades. Mas
Teste nº 8 – Grupo I (texto gravado) os carros também causam outro tipo de poluição.
Há um poluente que tem um efeito global no mundo
Lisboa, 5 de junho todo: o dióxido de carbono.”
Querida Marta, O dióxido de carbono é um dos gases que está a
provocar o aquecimento global. Pouco importa se
Finalmente, consegui tirar algumas positivas de sai do tubo de escape no meu carro, aqui, em Por-
que estava a precisar. Acho que vou passar de ano. tugal. Dentro de décadas, o que o meu carro polui
Só estudei o mínimo, mas penso que chega. irá contribuir para efeitos dramáticos em todo o
Já consegui falar com o meu pai! Extraordinário, planeta. “Em África, na Ásia ou em qualquer outro
não é? Apanhei-o antes de sair para o consultório, ponto do planeta.”
fomos até à cozinha e despejei o saco. Contei-lhe Há muita coisa que se pode fazer para reduzir a
das notas e da desistência do basquete. Ouviu tudo poluição de cada cidadão ao volante do seu auto-
sem me interromper. Depois, fez uma cara séria e móvel. Uma delas é adquirir um automóvel menos
disse que achava grave que eu me tivesse desin- poluente, por exemplo, um carro menos potente.
teressado do basquete que já praticava há quatro Com menos cilindrada e menos potência é neces-
anos. Percebi que ficou dececionado comigo, mas sário menos combustível e, logo, produz-se menos
não me ralhou nem nada. Preferia que o tivesse poluição.
Novas Leituras 8 –

feito. Será que alguma vez o fará? Não me parece “Um carro pequeno, económico, 1.0 urbano, que
que se dê a esse trabalho. Os adultos não estão ande 15 mil quilómetros num ano, polui pouco. Este
para se chatear, é um esforço muito grande para é um carro um pouquinho maior: 1.3. Um despor-
eles. Aliás, o meu pai tem outra justificação: ele não tivo: 1.6. Um monovolume: 1.8. E um sedan 2.0, com
tem tempo para se chatear. Uma discussão, um ra- mudanças automáticas.”
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Novas Leituras | Guia do Professor

Mas existem alternativas ainda menos poluentes. Teste nº 10 – Grupo I


Este é um carro híbrido, ou seja, funciona de duas Fundação Eugénio de Andrade em risco de fechar
formas: a gasolina, como qualquer outro automó-
vel, mas também tem um motor elétrico, que não Eugénio de Andrade sempre teve consciência das di-
tem emissões nem ruído. O próprio carro aproveita ficuldades de uma fundação sem dinheiro.
a energia das travagens, para carregar as baterias. Eugénio de Andrade – Eu estou aflito é porque vai-
Num carro destes, a poluição é muito menor do que se gastar na inauguração tanta eletricidade, e quem
num carro convencional. O único problema é que paga a conta?
ainda é caro. Mas olhe que compensa. “Já foram O número 584 do Passeio Alegre ainda não passava
vendidos pelo menos 500 carros híbridos em Por- de uma fachada em construção, mas era já um sonho
tugal. No mundo todo, só no ano passado, foram de um poeta, que se dizia “rico de nada ter”. Aqui, Eu-
vendidos mais de 300 mil.” génio quis guardar um espólio que andava espalhado
Mas seja qual for o automóvel, pode-se sempre pelos sótãos de amigos. A fundação foi inaugurada em
poupar em poluição e em combustível, simples- 1995 e, durante alguns anos, recebeu subsídios do Mi-
mente alterando a maneira de conduzir. Reduzir a nistério da Cultura e também da Câmara do Porto. Eu-
velocidade é uma forma eficaz de combater a po- génio de Andrade morreu em 2005, e as iniciais
luição. Veja agora como funcionam as emissões de preocupações financeiras do poeta acabaram por
CO2, no automóvel. “Se fizermos uma viagem de ditar, agora, o pedido de extinção da fundação.
Lisboa ao Porto, num monovolume, a 110 km/h, ao Miguel Moura – O meu padrinho demorou uma vida
invés de 120 km/h, deixamos de lançar mais de 5 inteira a reunir aquele espólio. E custa-me muito
kg de CO2 para o ar. É uma redução de 10% na po- que, por más opções, esse espólio, agora, corra o
luição e na gasolina.” risco de ser espalhado por diferentes locais ou até
Mas se quer mesmo ajudar a reduzir a poluição desaparecer.
atmosférica provocada pelo seu automóvel, então Mário Cláudio – Lamento que não se tenha cum-
a melhor forma é usá-lo menos. Uma cidade como prido com aquilo que era a vontade dele e, sobre-
Lisboa, há muitas alternativas que servem perfei- tudo, que tenha acontecido isto tão pouco tempo
tamente muitos dos percursos que fazemos no depois da sua morte.
nosso dia a dia. Se formos para o trabalho de Arnaldo Saraiva – As razões de ordem financeira
transportes públicos e deixarmos o nosso carro prendem-se com o facto de a fundação não ter, à
em casa, então, não vamos ter que nos preocupar, partida, nenhum fundo, não ter nenhuma doação de
nem com o estacionamento nem com o trânsito. origem, e viver de uma mínima parte de direitos de
“Imagine se todos os cidadãos de Lisboa e do autor de poesia.
Porto, conseguissem uma vez por semana ir para Para além das razões financeiras a direção da funda-
o trabalho em transportes públicos; ou digamos, ção justifica o pedido da extinção também com pro-
o suficiente para reduzir em 5% as viagens de blemas jurídicos. À luz dos estatutos a propriedade
carro diárias. Sabem quanto CO2 o país deixaria da obra literária do poeta pertence à fundação. Mas,
de lançar para a atmosfera? Quase 350 mil tone- em testamento, Eugénio de Andrade deixa claro que
ladas.” quer que esse controlo seja feito pelos herdeiros.
Facilmente qualquer pessoa poderá reduzir em Miguel Moura – Os herdeiros não tinham nada a ver
10% o seu consumo de gasolina. Em vez de 33 li- com a atual situação da fundação. Nunca limitaram
tros em cada duas semanas, que é o consumo a atuação da fundação. A fundação nunca deixou de
médio de cada português, precisará apenas de se afirmar, apesar dos nossos protestos, mas
trinta litros. Com isso, reduzimos a poluição que nunca deixaram de assinar autorizações, contratos.
respiramos, o problema do aquecimento global, o Entretanto o espólio de Eugénio de Andrade corre o
ruído, a dependência do petróleo e, já sabe: o pla- risco de se perder.
Novas Leituras 8 –

neta agradece. Miguel Moura – Há um desumidificador a funcionar


em toda a fundação, nos três andares da fundação.
In O Planeta Agradece, RTP1 Há quadros que começam já a apresentar sinais
claros de deterioração, manuscritos.
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8. Transcrições dos Documentos Áudio | Novas Leituras

Mário Cláudio – Há aqui um laxismo, uma negligên- alternativa viável. Há pessoas que estão dispostas
cia, que me parece ser, de criticar, de censurar, a assumir aquela fundação.
asperamente. A direção da fundação fala em pelo menos em trinta
Mário Cláudio está disposto a impedir que a fundação mil euros anuais, para manter uma atividade cultural
feche. Integra uma lista de cerca de trinta pessoas que viva. O pedido da extinção foi entregue à presidência
querem lutar por aquela que Eugénio chamou a casa do conselho de ministros. A Câmara Municipal do
da amizade. Porto não se quer pronunciar por enquanto.
Miguel Moura – Não é um castelo de areia, é uma In SIC Notícias

Novas Leituras 8 –
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7 7
SOLUÇÕES DO
CADERNO DE
EXERCÍCIOS DO
ALUNO
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Novas Leituras | Guia do Professor

PLANO DA LÍNGUA VARIAÇÃO E MUDANÇA dobram, soçobram, consagram, cúpula, sombria,


Variedades linguísticas vingança, celeste, confusão; polissílabos – poesia,
1. a) Jeremy; b) mãe do Jeremy agonia, aliança, alegoria, arrumação, harmonia
2.1. “Estava só a tentar perceber quem tu és.”/”Tenho 4.1. sílabas gramaticais – En-tre bom-bas que de-fla-
de ir… a estúpida da minha mãe está a guinchar gram (8 sílabas); cor-pos que em san-gue so-ço-
não sei porquê.” bram (9 sílabas); Vi-das que a a-mar se con-sa-gram
3. a linguagem empregue nas mensagens (10 sílabas); das mãos que pe-dem vin-gan-ça (8
4. expressões textuais: “eu acho que tu és uma pes- sílabas); sílabas métricas – En-tre bom-bas que
soa bué de especial e que te admiro há bué da de-fla-gram (7 sílabas); Cor-pos que em san-gue
tempo”, “Qual é? Não curtes mistérios?”; norma so-ço-bram (7 sílabas); Vi-das que a a-mar se con-
padrão: eu acho que tu és uma pessoa muito es- -sa-gram (7 sílabas); das mãos que pe-dem vin-
pecial e que te admiro há muito tempo, Então? Não -gan-ça (7 sílabas)
gostas de mistérios? 5.1. palavra esdrúxula – célebre, câmara, esdrúxula;
5.1. “prontos?”, “estes cromos!”, “o cota passa-se”, “a palavra grave – cantora, carinho, repórter, Óscar;
gente aqui na boa” palavra aguda – encenar, representar
5.1.1. Ou enfermeiro, pronto?, Olhem para estes paler-
mas!, Daqui a bocado o homem ainda morre, e nós PLANO MORFOLÓGICO
aqui a olhar como se nada fosse! Flexão nominal
6. b) 1. Tabela A – aluna, professora, juíza, ministra, gata,
7.1. café menina, escritora, infanta, escultora, camponesa;
7.2. a) Tabela B – irmã, leoa, cidadã, patroa, anciã, anã,
sabichona, aldeã, cirurgiã, comilona; Tabela C –
Variedades europeia, brasileira e africana abadessa, baronesa, condessa, diaconisa, duquesa,
8.1. variedade africana: “passo uma água”, “meus pés sacerdotisa, profetisa, heroína, poetisa; Tabela D –
de noite se levantam”, “continuasse dormindo”; va- europeia, hebreia, plebeia, fariseia, ateia, pigmeia,
riedade europeia: passo água, os meus pés levan- sandia, judia, ré
tam-se, continuasse a dormir 2. a) B; b) A; c) A; d) D; e) C
9. b) 3.1. mãe, esposa, nora, madrinha, comadre, madrasta,
10. “compondo… para Liz”, “quebra”, “Você… que- rapariga, mulher; fêmea, cadela, égua, ovelha, ga-
brado…” “tem seus padrões” linha, vaca, cabra, abelha
11. Passei a manhã a compor um soneto amoroso, 4.1. a) o/a selvagem, o/a jornalista, o/a pianista, o/a es-
apaixonado e carinhoso para a Liz…/ E agora este tudante, o/a colega, o/a emigrante, o/a dentista
computador idiota avaria-se/fica avariado!!/ Tu não b) leopardo-macho/ leopardo-fêmea, mosca-
estás avariado, pois não?/ Até mesmo a Internet -macho/ mosca-fêmea, onça-macho/ onça-fêmea,
tem os seus padrões. sardinha-macho/ sardinha-fêmea, crocodilo-
-macho/ crocodilo-fêmea
PLANO FONOLÓGICO c) a pessoa, a criança, a testemunha, o cônjuge, a
1.1. a-rru-ma-ção; caos; con-fu-são; har-mo-ni-a criatura, a vítima, a sentinela, o indivíduo
2.1. poesia, névoa, dia, sombria, aliança, alegoria, har- 5. Tabela A – pais, rapazes, padrinhos, professores,
monia abdómenes, escolas, mares, afilhados; Tabela B –
2.2. outro, caos – ditongo oral, decrescente; mãos, ar- cães, leões, irmãos, aldeões/ãos/ães, cidadãos,
rumação, confusão – ditongo nasal, decrescente; patrões, corrimãos/ões, emoções; Tabela C – ani-
deflagram, desdobram, soçobram, consagram – di- mais, papéis, lençóis, jornais, azuis, faróis, túneis,
tongo nasal capitais; Tabela D – ardis, répteis, peitoris, funis,
3. monossílabos – o, é, de, a, da, à, do, que, se, em, sob, projéteis, covis, fósseis, barris
Novas Leituras 8 –

das, mãos, caos; dissílabos – todo, tempo, desde, 6. a) D; b) A; c) D; d) C; e) A; f) B


manhã, outro, dia, ventre, entre, bombas, corpos, 7.1. banhos-maria, guarda-roupas, obras-primas, con-
sangue, vidas, amar, pedem, arco; trissílabos – tra-ataques, luas de mel, chupa-chupas, palavras-
névoa, quentura, frigidez, deflagram, corolas, des- -chave, sextas-feiras, fins de semana, porta-vozes,
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9. Soluções do Caderno de Exercícios do Aluno | Novas Leituras

abaixo-assinados, novos-ricos, beija-flores, vice- corríamos, corríeis, corriam; pretérito perfeito do


-reitores, guardas-florestais, pães de ló indicativo – corri, correste, correu, corremos, cor-
8. olhos, carão, pés, altura, facha, figura, nariz, meio restes, correram; pretérito mais-que-perfeito do
9. carão indicativo – correra, correras, correra, corrêramos,
10. diminutivo – carinha/carita, pezinho/pezito, figuri- corrêreis, correram; futuro do indicativo – corre-
nha, narizinho/ narizito; aumentativo – carão, rei, correrás, correrá, correremos, correreis, cor-
pezão, figurão, narigão rerão; verbo partir: presente do indicativo – parto,
11. aumentativo – a), d), e), g), h), i), j), n), o), p), r) partes, parte, partimos, partis, partem; pretérito
12. diminutivo – b), d), e), g), i), j) imperfeito do indicativo – partia, partias, partia,
partíamos, partíeis, partiam; pretérito perfeito do
Flexão adjetival
indicativo – parti, partiste, partiu, partimos, partis-
1. altivo, imensa, rude, forte, intensa, humilde, tosca,
tes, partiram; pretérito mais-que-perfeito do indi-
densa, vão
cativo – partira, partiras, partira, partíramos,
2.1. altiva, imenso, rude, forte, intenso, humilde, tosco,
partíreis, partiram; futuro do indicativo – partirei,
denso, vã
partirás, partirá, partiremos, partireis, partirão
3. adjetivos biformes – altivo/altiva, imenso/imensa,
4.1. a)
intenso/intensa, tosco/tosca, denso/densa, vão/vã;
4.1.1. respeitam a flexão do paradigma a que pertencem
adjetivos uniformes – rude, forte, humilde
5. 1. c), 2. b), 3. a)
4.1. O Sol e o Mar altivos e fortes, ao fim do dia,/ Têm
6. a) indicar; b) ser
lágrimas de sangue na agonia!
7. presente do indicativo – sou, és, é, somos, sois,
5. 1. e), 2. b), 3. g), 4. c), 5. a), 6. d), 7. h), 8. f)
são; pretérito imperfeito do indicativo – era, eras,
6. a) altivíssimo, b) rudíssimo, c) intensíssima, d)
era, éramos, éreis, eram; pretérito perfeito do in-
densíssima, e) tosquíssima, f) humílimo, g) aspér-
dicativo – fui, foste, foi, fomos, fostes, foram; pre-
rimo, h) fidelíssimo, i) crudelíssimo, j) amabilís-
térito mais-que-perfeito do indicativo – fora, foras,
simo, k) amicíssimo, l) audacíssimo, m) vaníssimo,
fora, fôramos, fôreis, foram; futuro do indicativo –
n) magnificentíssimo
serei, serás, será, seremos, sereis, serão
7.1. a) maior – grau comparativo de superioridade; b)
8. a) miou, choveu/chovia/chovera; b) anoitece/anoite-
facílimo – grau superlativo absoluto sintético; c)
cia; há/havia; c) troveja, ladram; d) Há, chove, neva
melhor – grau superlativo relativo de superiori-
9. a) Quem me dera que o sol brilhasse durante todo
dade; d) péssimo – grau superlativo absoluto sin-
o ano./ Não acredito que o sol brilhe durante
tético; e) pior – grau comparativo de superioridade
todo o ano.
7.2. grau normal – a) grande, b) fácil, c) bom, d) mau,
b) Gostava que não houvesse miséria no mundo./
e) mau
Duvido que não haja miséria no mundo.
Flexão verbal c) Oxalá que todas as pessoas sejam felizes./ De-
1.1. a) sejava que todas as pessoas fossem felizes.
1.2. a) d) Queria que não existisse vida noutros planetas./
2. presente do indicativo – confio, confias, confia, É provável que não exista vida noutros planetas.
confiamos, confiais, confiam; pretérito imperfeito e) É possível que o homem se esforce por saber
do indicativo – confiava, confiavas, confiava, con- cada vez mais./ Seria bom que o homem se es-
fiávamos, confiáveis, confiavam; pretérito perfeito forçasse por saber cada vez mais.
do indicativo – confiei, confiaste, confiou, confiá- 10.1. a) tem estado; b) tinha anunciado; c) tiver passado
mos, confiastes, confiaram; pretérito mais-que- 10.2.a)
perfeito do indicativo – confiara, confiaras, 10.3. a) Durante a semana esteve bom tempo.
confiara, confiáramos, confiáreis, confiaram; futuro b) Depois do que o boletim meteorológico anun-
Novas Leituras 8 –

do indicativo – confiarei, confiarás, confiará, con- ciara, Garfield foi para a rua.
fiaremos, confiareis, confiarão c) Quando a chuva passar, ele irá para o jardim.
3. verbo correr: presente do indicativo – corro, cor- 11. infinitivo – ouvir, cantar, ter, escrever; particípio
res, corre, corremos, correis, correm; pretérito im- – ouvido, cantado, tido, escrito, dito; gerúndio – ou-
perfeito do indicativo – corria, corrias, corria, vindo, cantando, tendo, escrevendo
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122
Novas Leituras | Guia do Professor

Processos morfológicos de formação de palavras 13.2. a)


1. nome – agrado, civilização, dificuldade, facilidade, 14. b) palavra derivada por parassíntese, c) palavra
natureza, organização, sabor, teima; adjetivo – derivada por parassíntese, d) palavra derivada por
agradável, civilizável, difícil, fácil, natural, organi- prefixação, e) composto morfológico, f) palavra
zável, saboroso, teimoso; verbo – agradar, civili- derivada por sufixação, g) composto morfossintá-
zar, dificultar, facilitar, naturalizar, organizar, tico, h) palavra derivada por sufixação, i) com-
saborear, teimar; advérbio – agradavelmente, posto morfossintático, j) composto morfológico
civilizadamente, dificilmente, facilmente, natural-
mente, organizadamente, saborosamente, teimo- PLANO DA CLASSE DAS PALAVRAS
samente 1. nome – cartão, corações, prenda, coisas, dinheiro,
2. formas de base – dente, economia, fado, piano, barba, mês, sorte, vez; verbo – ia comprar, pensei, dei, é,
sapato, pedra, peixe; afixo (sufixo): –ista/–eiro; b) Acho, estás, teres; adjetivo – carmesim, fácil; advér-
3. agradável, desejável, fiável, perdoável, realizável, bio – depois melhor, não, tão, ainda; interjeição – Ai;
recomendável, suportável; b) pronome – te, mim; determinante – um, uma esta
4.1. caridoso, carinhoso, desejoso, gostoso, pastoso, (de+esta); quantificador – pouco; preposição – com,
piedoso, saudoso, vaidoso a, por, em, de (de+esta); conjunção – mas, e, que
4.2. o sufixo –oso; palavras derivadas por sufixação
Classes abertas de palavras
5.1. b) contra-ataque, c) contracapa, d) contraindica-
Nome
ção, e) contrainformação, f) contramão, g) contra-
1. intrusos: país, honra, mãe, teatro
manobra, h) contraordenação, i) contrarrevolta, j)
2. nome comum contável – bola, carro, dia, gato,
contrassenha
hera, kart, mala, ovo, queijo, uva, xaile, zebra; nome
5.2. palavras derivadas por prefixação
comum não-contável – areia, educação, farinha,
6.1. a) relatar; b) sublimar; c) destruir
juventude, inteligência, luxo, natureza, prata, razão,
6.2. a) re-, valor de repetição; sentido contrário; b) sub-,
saudade, tristeza, verdade
valor locativo ou temporal; insuficiência, dependên-
3. a) enxame, b) pomar, c) frota, d) manada, e) ma-
cia; c) des-, valor de negação; afastamento, cessação
tilha, f) coro, g) alcateia, h) banda, i) cardume, j)
7. 1. antirrugas, 2. deselegância, 3. inação, 4. infra-
vara, k) cordilheira, l) exército
vermelho, 5. minissaia, 6. preconceito, 7. sobre-
carga, 8. subnutrição
X V Ç E X É R C I T O P A
7.1. palavras derivadas por prefixação
R A S N B W U R F G A R L
8.1. desparasitar, embelezar, envaidecer, esbranquiçar A R H X M A L C O R O D C
8.2. c) E U M A C O V O M E T S A
9. esburacar, escavacar, desmembrar, empacotar, M P O M A R O R O L M O T
apadrinhar, empobrecer, apedrejar, enriquecer, C O T E N X D D I N A M E
H C O R P T C I A E N D I
avolumar
T A B U B F I L L V A R A
10.1. ajuda, berro, compra, desculpa, dúvida, esforço,
F R O T A E R H C P D Z D
namoro, pio, risco, suspeita, toque, traço, troca O D I R N G T E I O A J A
10.2.b) L U C N D Y U I E M X S L
10.2.1. a partir dos verbos indicados formaram-se K M U A A I L R K E S A C
nomes, substituindo as marcas da flexão verbal Q E E T V A M A T I L H A
pelas vogais –a, –e ou –o
11.1. lava-louça, porta-moedas, peixe-espada, sexta-feira, Verbo
radiogravador, pontapé, paraquedas, passaporte 1.1. verbo auxiliar dos tempos compostos – ter, haver;
11.2. b) verbo auxiliar da passiva – ser; verbo principal –
12. 1. ambivalente, 2. anglo-saxónico, 3. locomobili- investigar, descobrir, aplaudir
Novas Leituras 8 –

dade, 5. neurocirurgião, 6. neorromantismo, 7. 2.1. verbo intransitivo – chegar, cair; verbo transitivo
omnipresente, 8. videoconferência direto – encontrar, ganhar; verbo transitivo indi-
13.1. 2. ludoteca, 3. lusofonia, 4. monossemia, 5. neo- reto – obedecer, assistir; verbo transitivo direto e
logismo, 6. oftalmologia, 7. ortopedia, 8. litografia indireto – entregar, mostrar
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9. Soluções do Caderno de Exercícios do Aluno | Novas Leituras

3. exemplos: a) Ele empurrou a colega., b) O bebé advérbio de frase – seguramente, talvez, efetiva-
adormeceu., c) Ela parece feliz., d) Ele pediu um mente, certamente
livro à professora., e) Ele foi ao café., f) O bebé 5. primeiro, a seguir, mais tarde, depois
nasceu., g) Ele está contente., h) Ele comprou um 5.1. c)
livro., i) A professora emprestou um livro ao
Interjeição
aluno., j) A Maria simpatiza com o José.
1. Ena!, surpresa
4.1. a) “são inimputáveis”, b) “serão puníveis”, “foi
2. 1. a), 2. f), 3. e), 4. c), 5. b), 6. d)
aprovada”
3. exemplos: 1. Bravo! conseguiste resolver o exer-
Adjetivo cício., 3. Irra! que isto nunca mais acaba., 4. Oxalá
1. a) medrosa, b) envergonhada, c) arenoso, d) bri- que amanhã não chova!, 5. Pst! Anda cá!, 6. Ui!
lhante, e) perfumada, f) encantadora, g) manhosa, que me piquei!
h) mágico, i) metódico, j) encaracolado, k) pregui- 4. a) Ah!, Oh!; b) Ufa!, Livra!, c) Hum!, Ora!, d) Eia!,
çoso, l) sedento, m) talentoso, n) florido Força! e) Irra!, Arre!
1.2. a)
Classes fechadas de palavras
2.1. a) rico, b) grande, c) triste, d) simples
Pronome
2.2. a) um homem com muito dinheiro/um homem exce-
1. eu, ele, contigo
lente; b) um homem alto/um homem poderoso/talen-
2. “contigo” – preposição com
toso; c) um homem que se sente triste/ um homem
3. a) Tu, b) nós, c) tu, d) Eu
miserável, d) um homem humilde/apenas um homem
3.1. Eu vou deixar os miúdos contigo!
3.1. adjetivos – castanha, curta, macia, superior, pesada,
4.1. pronome pessoal: reflexo – d); recíproco – a),
longa, emaranhada, estival, grandes, redondos, in-
f); inerente – c); impessoal – b); passivo – e)
teligentes, escuros, encovados, saliente, cheios,
5. a), b) pronome pessoal inerente c) pronome pes-
velha, primeira, estéril, visível
soal reflexo
3.2. estival – adjetivo relacional; primeira – adjetivo nu-
6. si
meral
7. a) a mim, b) a ti
4.1. a) Os habitantes nortenhos protestaram contra o
8. história
pagamento das portagens nas SCUT., b) A luta es-
9. a) Ela viu-o na cantina., b) Encontrei-os., c) Vou com-
tudantil contra as propinas foi em vão., c) A polui-
prá-lo., d) Eles realizaram-no., e) A Maria fê-lo., f)
ção marinha está a alastrar-se., d) A proteção
Façam-nos sempre!
ambiental constitui um dever mundial.
10. Ela não o viu., b) Não os encontrei., c) Não vou com-
4.2. c)
prá-lo./ Não o vou comprar., d) Eles não o realiza-
Advérbio ram., e) A Maria não o fez., f) Não os façam sempre!
1. a) “porque” – advérbio interrogativo, “tão” – advérbio 11.1. a) Empresta-lhe um lápis., b) Contaram-lhe essa
de (quantidade e) grau; b) “sim” – advérbio de afir- história., c) Atira-lhe a bola., d) Agradeceram-lhes
mação, c) “até” – advérbio de inclusão, “demais” – o presente.
advérbio de quantidade (e grau); d) “não” – advér- 12. b) Dou-to se te portares bem., c) Ofereço-lhos no
bio de negação, “exceto” – advérbio de exclusão aniversário., d) Deem-no-lo, no Natal., e) Em-
2. exemplos: a) Os alunos estudaram bastante., b) presto-vo-las durante um mês., f) Compro-lhas
Até a Maria faltou ao teste., c) A professora não todos os meses.
vai entregar os testes., d) Sim, os rapazes corre- 13. b) Tu dá-la-ás aos colegas., c) Ele informá-los-á
ram muito no corta-mato. sobre o trabalho., d) Nós ouvi-lo-emos na televi-
3.1. a) O veterinário trata os animais carinhosamente., b) são., e) Vós encontrá-lo-eis., f) Eles fá-la-ão.
Ele ouviu a explicação atentamente., c) O juiz casti- 14. b) Tu compreendê-lo-ias se estivesses atento., c)
Novas Leituras 8 –

gou duramente os culpados., d) A Maria adoeceu re- Ela ouvi-lo-ia se te calasses., d) Nós fá-lo-íamos
pentinamente., e) Ela falta às aulas frequentemente. se soubéssemos., e) Vós conhecê-lo-íeis se o ti-
3.2. a) vésseis lido., f) Elas visitá-la-iam se pudessem.
4. advérbio de predicado – amanhã, cedo (tempo), ali, 15. b) Alguém te prepara uma surpresa., c) Toda a
aqui (lugar), corretamente, depressa, bem (modo); gente o conhece bem., d) Só o vi ontem na escola.,
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124
Novas Leituras | Guia do Professor

e) Bem te disseram que ele estava na escola., f) PLANO SINTÁTICO


Já vos apresento os colegas novos., g) Ainda o en- Frase simples vs. Frase complexa
contro na paragem do autocarro. 1. frase simples – a), d), f); frase complexa – b), c),
16. a) esta, b) isso, c) nestas, d) este, aquele; e) e)
aquele, f) isso, g) disso
17. b) minhas, c) teu, d) sua, e) nossos, f) vossa, Coordenação e subordinação
g) seu 1. 1. O navio naufragou, mas Robinson sobreviveu.,
18. a) tudo, b) todos, c) todos, ninguém, d) tudo, tudo, 2. Era uma ilha deserta, pois não se via vivalma.,
e) Todos, alguns, f) todos, ninguém, g) Ninguém, 3. Robinson teve sorte ou foi muito corajoso., 4.
19. a) que, b) quem, c) os quais/que, d) quem, e) o Robinson levantou-se e foi explorar a ilha., 5. Ro-
qual/quem, f) quem binson tinha sede, logo foi procurar água.
20. a) Quem, b) O que, c) Que/O que, d) Quem, e) o 2. a) 4., b) 3., c) 1., d) 5., e) 2.
quê, f) O que/Que 3. a) A Maria foi a uma festa e divertiu-se imenso.,
b) Os alunos fizeram o trabalho de casa, mas
Determinante (este) estava errado., c) Hoje choveu muito, pois/
1. artigos definidos – os, o, a, as; artigos indefinidos logo as barragens estão cheias., d) Não estudei
– uma para o teste de Matemática, logo tive negativa., e)
2.1. do (de+o), ao (a+o), pelo (por+o), na (em+a), da Os alunos estudaram bastante, ou o teste era fácil,
(de+a), dos (de+os), à (a+a) pois todos tiveram nota máxima.
3.1. determinante possessivo 4. a) oração subordinada adverbial condicional, b)
3.2. apenas tomar conhecimento do meu totem... oração subordinada adverbial final, c) oração su-
4. determinante demonstrativo - este, estes, estas, bordinada adverbial comparativa, d) oração subor-
esta dinada adverbial causal, e) oração subordinada
5. a) adverbial temporal
6. a) certo, b) Certos, c) outra, d) certas, e) outro 5. a) Logo que termines o trabalho – oração subordi-
7. a) cujos, b) cuja, c) cujo, d) cujas nada adverbial temporal/ podes sair – oração su-
8. Que história é esta? bordinante; b) Como a Maria é muito estudiosa –
9. a) Que, b) qual/que oração subordinada adverbial causal/ tem sempre
boas notas – oração subordinante; c) Podes sair
Quantificador
com os teus amigos – oração subordinante/ con-
1. três
tanto que venhas cedo para casa – oração subor-
2.1. o triplo
dinada adverbial condicional; d) Gosto tanto de
3. quantificadores numerais – duas, o dobro de, me-
cinema – oração subordinante/ quanto de teatro –
tade de, dez; quantificadores universais – ambas, oração subordinada adverbial comparativa
todos, cada, nenhuma, quaisquer, todas; quantifi- 6. exemplos: a) …, porque as pessoas os abandonam.,
cadores existenciais – algumas, bastantes, pouca, b) … para que protegesse a casa., c) … se fossem
muitas, várias, tanta punidas., d) … sempre que ouve um ruído estra-
Preposição nho., e) … como se fossem objetos.
1. em (em+o=no; em+as=nas), com, de (de+os=dos) 7.1. a) Quando reli o trabalho, reparei que havia
2.1. na, nestes, na, daqui, neste, da, do erros.
3. a) Segundo, no; b) Desde, c) No, por; d) entre, e) b) Mal termine o trabalho, posso descansar um
contra, f) com, ao; g) perante, h) sob/sobre pouco., c) Se não fosse assim, eu não teria termi-
nado o trabalho., d) Caso pesquise mais, posso
Conjunção melhorar o trabalho.
1. a) e, b) logo, c) pois, d) mas, e) ou, f) logo, g) nem 8. “que não vou para a escola hoje.”, “que você vai.”,
2. conjunções/locuções subordinativas: causais – “que não.”
Novas Leituras 8 –

como; finais – para; temporais – enquanto, quando, 9.1. a) que não ia para a escola., b) para não ir para a
depois de; condicionais – se; comparativas – como escola., c) se podia ficar em casa., d) que ele não
se, do que vinha à escola.
9.2. b)
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125
9. Soluções do Caderno de Exercícios do Aluno | Novas Leituras

10.1. a) Foi bom que tivesses vindo., b) seria desejável por ganhar., g) Os adeptos ficariam certamente fe-
que lessem mais., c) Teria sido prudente que ti- lizes.
véssemos trazido/ trouxéssemos um casaco mais 4. exemplos: a) Provavelmente, vou ver o jogo., b)
quente., d) Será necessário que façamos mais Com certeza, aplaudiremos os jogadores., c) La-
exercícios., e) É urgente que resolvas este pro- mentavelmente, um dos jogadores lesionou-se., d)
blema., f) É necessário que estejamos mais aten- O jogador possivelmente não jogará no próximo
tos., g) É indispensável que digas a verdade. desafio., e) Ele pensa que o jogo talvez termine
10.2.a) dentro de poucos segundos.

Constituintes da frase Vocativo


1.1. c), a), b), e), d) 5.1. a) Calvin, poderia ir ao quadro demonstrar o pró-
2.1. a) 4., b) 3., c) 1., d) 2. ximo problema?, b) Sim, D. Hermengarda.
2.2. exemplos: a) Ele procedeu corretamente com o co- 6. exemplos: a) Calvin, continua a ler, por favor!, b)
lega., b) Tu jogaste bem., c) Eles continuaram uni- O teu problema, Calvin, é seres distraído., c) Em-
dos., d) Todos aplaudiram os jogadores. prestas-me um lápis, Calvin?

Funções sintáticas ao nível da frase Funções sintáticas internas ao grupo verbal


Sujeito Complemento direto
1.1. a) O José e a Maria, b) A maioria das pessoas, c) 1. b) A professora orientou-a. (a pesquisa dos alu-
nulo, d) nulo, e) Nenhum dos jogadores, f) Ler e nos), c) A turma concluiu-as a tempo. (as tarefas),
caminhar, g) nulo, h) nulo d) A professora elogiou-os. (os alunos), e) A turma
1.2. sujeito simples – b), e); sujeito composto – a), f); agradeceu-o. (o elogio)
sujeito nulo – c), d), g), h)
Complemento indireto
Predicado 2.1. a) O José passou-lhe a bola. (ao colega), b) A
2.1. a) desenvolve bastante os músculos, b) Ontem, fui Maria ganhou-lhe a aposta. (à amiga), c) O José
ao ginásio de manhã, c) descobriu a solução do enviou-lhe um email. (à colega), d) O diretor co-
quebra-cabeças, d) ganhou a aposta facilmente, e) municou-lhe a notícia. (ao grupo), e) O professor
Ontem, encontrei um anel muito valioso, f) pagou lançou-lhes um desafio. (às turmas), f) A profes-
o prejuízo ao amigo, g) é praticamente impensável sora contou-lhes uma história. (aos alunos)
2.2. b) grupo adverbial, grupo proporcional+grupo
preposicional, c) grupo nominal+grupo preposi- Complemento oblíquo
cional, d) grupo nominal+grupo adverbial, e) 3.1. d) Os espectadores assobiaram-lhe., g) O jogador
grupo adverbial+grupo nominal+grupo adjetival, agradeceu-lhes os aplausos.
f) grupo nominal+grupo preposicional, g) grupo 3.2. c)
adverbial+grupo adjetival
Complemento agente da passiva
Modificador de frase 4.1. a) No ano letivo de 2011/2012, o acordo ortográfico
3.1. a) felizmente, b) Com efeito, c) realmente, d) como foi adotado por todas as escolas., b) O célebre qua-
é natural, e) talvez, f) como é óbvio, g) com cer- dro da Gioconda foi pintado por Leonardo da Vinci.,
teza c) Os trabalhos de casa são sempre feitos pelos
3.2. a) Felizmente, a minha equipa ganhou o jogo., b) bons alunos., d) Na época de férias, os monumen-
Os jogadores, com efeito, estão em boa forma., c) tos e as paisagens interessantes são fotografados
Realmente, a equipa jogou bem., d) Como é natural, pelos turistas., e) Enquanto a antena da televisão
o treinador ficou orgulhoso., e) Talvez eles ganhem era reparada pelo técnico, não choveu., f) O doce
o campeonato., f) Como é óbvio, a equipa esfor- de chocolate era cobiçado por ele com gulodice.,
Novas Leituras 8 –

çar-se-á por ganhar., g) Com certeza, os adeptos g) No sábado, as árvores de fruto serão podadas
ficariam felizes. pelo horticultor., h) Na apresentação do livro, estes
3.3. exemplos: b) Efetivamente, os jogadores estão em poemas serão recitados pelo próprio autor., i) Em
boa forma., d) O treinador, naturalmente, ficou or- 2016, o acordo ortográfico já terá sido adotado por
gulhoso., f) Obviamente, a equipa esforçar-se-á todas as pessoas., j) Nesta altura, a grafia anterior
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126
Novas Leituras | Guia do Professor

ao acordo ortográfico terá sido esquecida pela 1.2. a Mafalda não considera que a televisão seja um
maioria., k) Uma tempestade tinha sido prevista meio de transmissão de cultura, o que é evidente
pelo boletim meteorológico., l) A notícia tinha sido não só pela sua expressão facial, que denuncia um
publicada com destaque pelos jornais., m) Ontem, total desagrado perante o que está a ver, mas tam-
os crimes já tinham sido assumidos pelos réus pe- bém pelo que diz na última fala, onde sugere que
rante o juiz. a televisão se demita
2. 1. j), 2. c), 3. b), 4. i), 5. f), 6. a), 7. d), 8. h), 9. e),
Predicativo do sujeito 10. g)
5. “Você parece gordo.”, “Eu pareço gordo?”, “Então
3. exemplos: Tem cuidado com o que fazes., A vítima
isso é algum tipo de ilusão de ótica?”
precisou de cuidados médicos., Este bolo foi feito
6. exemplos: a) Nós somos incansáveis., b) Ele ficou
com especial cuidado., Os pais tratam os filhos
triste., c) Os alunos continuam distraídos., d) A
com mil cuidados.
aluna está desconcentrada.
Hiponímia e hiperonímia
Modificador do grupo verbal
1. árvore
7.1. a) por causa do vento, b) amanhã, c) para evitares
2. todas as palavras destacadas a negrito e: buxos,
constipações, d) na praia, e) com os amigos, f)
teixos, trepadeiras de hera, clematite, lianas
Com o mar calmo/ sem qualquer perigo
3.1. c)
7.2. b) grupo adverbial, c) oração, d) grupo preposi-
4. hipónimos de animal – mosquitos, bisontes, vea-
cional, e) grupo preposicional, f) grupo preposi-
dos, alces, javalis, raposas, texugos, lobos, linces,
cional, grupo adverbial
leopardos, gatos-bravos, esquilo, urso
Funções sintáticas internas ao grupo nominal 5. hipónimos de felino – linces, leopardos, gatos-bra-
Modificador restritivo e modificador apositivo vos
1.1. modificador restritivo – notável, de aventuras, obe-
Campo lexical e campo semântico
dientes, leais, favorito, primeiro, português, açoriana;
1.1. campo lexical de floresta – pântanos, mosquitos,
modificador apositivo – animais obedientes e leais,
carvalhos, carpinos, carvalhais, faias, nogueiras,
desporto favorito dos homens, Manuel de Arriaga
buxos, teixos, trepadeiras de hera, clematite, lianas,
2. b)
pinheiros, abetos, áceres, bisontes, veados, alces,
3. exemplos: a) Eles comeram peixe no refeitório.,
paisagens arborizadas, javalis, raposas, texugos,
b) O bebé, filho da Maria, nasceu ontem., c) A
lobos, linces, leopardos, gatos-bravos, esquilo,
professora enviou uma mensagem importante aos
fauna, urso, cavernas
alunos., d) Os alunos certamente ficaram curio-
2.1. O grupo de viajantes percorria a floresta a caminhar.
sos., e) O quadro foi pintado a óleo pelo artista.,
3.1. a) não tem pés nem cabeça, b) do pé para a mão,
f) José, desliga o computador, imediatamente!
c) dos pés à cabeça, d) com pés de lã, e) bateu-
PLANO LEXICAL E SEMÂNTICO -lhe o pé, f) jurou a pés juntos
3.2. a) não fazer sentido, b) de um momento para o
Denotação e conotação
outro/de modo inesperado, c) de modo completo,
1.1. “arma” – objeto cortante, perfurante ou contun-
d) de modo sorrateiro, e) mostrar-se firme/insis-
dente, usado como forma de ataque ou de defesa
tir, f) com firmeza/determinação
1.2. exemplos de armas: faca, pistola, espingarda, me-
3.3. em pé de igualdade, de pé atrás, não ter pé, não
tralhadora, bomba, granada, etc.
chegar aos pés de, ao pé da letra, meter os pés
1.3. “arma secreta” – amor
pelas mãos, entrar/começar com o pé direito…
1.4. neste caso, “arma” refere-se ao amor como meio
3.3.1.exemplos: No início da corrida, todos os atletas es-
(instrumento) de combate à violência, à destruição,
tavam em pé de igualdade., Desde que ele mentiu,
“ao serviço das nações”
ela ficou de pé atrás., Nesta parte da piscina, não
2. c)
Novas Leituras 8 –

tens pé., Ele respondeu-lhe ao pé da letra., Como


Monossemia e polissemia estava a mentir, meteu os pés pelas mãos., Para
1.1. a) “Eu no caso da cultura descia e continuava a começar com o pé direito, devemos respeitar as
pé.”, b) “a T.V. é um veículo de cultura” regras desde o início...
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9. Soluções do Caderno de Exercícios do Aluno | Novas Leituras

Processos irregulares de formação de palavras davam a pensar naquilo. Se ele aceitasse, e se se


1.1. para Dadá, um “banco de dados” consiste num as- entendessem, podia ficar ali o tempo que quisesse.
sento sem encosto feito de pequenos cubos A terra dava que fazer, precisava de muito mato, e
1.2. na realidade, o que se pretendia era que Dadá tra- ele podia ajudá-lo a cortar e acartar. Enfim, aju-
tasse do sistema de armazenamento de dados in- dava no que fosse preciso. E quando uma ovelha
terrelacionados, que representam informações de parisse, ficava com uma anha para ele.
um assunto específico, numa ordem precisa; no 3.1. a) Os pais perguntaram aos filhos:
entanto, este interpretou à letra a instrução que lhe – Querem que o Joaquim more connosco?
foi dada b) Comovido, o Joaquim prometeu:
2.1. exemplos: a) O rato do meu computador tem a forma – Vocês não se vão arrepender de me acolher!
de uma carro., b) Se abrir muitas janelas em simul- c) A mãe pediu ao Leonel:
tâneo, o meu computador bloqueia., c) Hoje consul- – Vai com o Lucindo comprar um bacio de barro.
tei um portal sobre turismo muito interessante.
3. a) “TAP”, b) “software” Modos de expressão: o oral e o escrito
4.1. a) jeans, hip-hop, cibernética; b) TPC, c) sida, TAP 1.1. exemplos: a) “A moda é esta.”…, b) “Nem eu: nem
5. a) grupo 5, b) grupo 2, c) grupo 6, d) grupo 3, e) ninguém.”…, c) “Não me interrompas, não me in-
grupo 4, f) grupo 1 terrompas, deixa ir.”… d) Oh, Joaquina, anjo, mu-
6.1. a) Eletricidade de Portugal, b) Plano Nacional de lher, sopro, silfo, demónio!”…
Leitura, c) Plano Poupança Reforma, d) Rádio Te- 2.1. as reticências assinalam hesitações – “e estas
levisão Portuguesa artérias têm… não têm… as artérias não têm
7. a) INEM – Instituto Nacional de Emergência Mé- nada”, mas também interrupções – “amo-te por-
dica, b) TIC – Tecnologias da Informação e da Co- que…”; e os pontos de exclamação e de interro-
municação, c) OVNI – Objeto Voador Não gação indicam uma mudança no tom de voz que
Identificado, d) PALOP – País Africano de Língua procura reproduzir a expressão de sentimentos e
Oficial Portuguesa a teatralidade empregue no discurso de José
8. a) cibernética+astronauta, b) crédito+telefone, c) Félix
dicionário+enciclopédia, d) informação+automática 2.2. Não me interrompas, deixa ir, Silfo, anjo, sopro,
mulher! Eu amo-te porque o meu coração está em
PLANO DISCURSIVO E TEXTUAL brasa, e tenho umas veias cujas artérias batem
como os sinos que dobram pelo finado na hora do
Atos de fala
passamento, que é morrer. E o que é a morte? É a
1.1. a) informar, b) comprometer-se, c) ordenar, d) ex-
vida que cai nos abismos estrepitosos da Eterni-
primir sentimentos, e) expressar uma opinião f)
dade.
aconselhar, g) argumentar, h) descrever, i) des-
pertar a curiosidade, j) instruir Conectores discursivos
2.1. a) o locutor pretende que lhe deem a manteiga, b) 1.1. “Primeiro”, “Depois”, “e”, “quando”
o locutor pretende que lhe digam as horas 1.2. Antes de mais... Em segundo lugar… De seguida…
2.2. a) Passe-me a manteiga, por favor!, b) Diga-me as bem como... Por último… assim que…
horas, por favor!/ Que horas são, por favor? 2.1. a) Robinson ficou sozinho na ilha, não desanimou,
2.3. os primeiros enunciados exprimem um pedido de todavia., b) Robinson, além disso, tinha sede; foi,
forma indireta, denunciando uma atitude bastante portanto, explorar a ilha., c) Robinson, com efeito,
delicada e formal relativamente ao interlocutor; no teria de se adaptar, à sua nova vida., d) Robinson,
segundo caso, a forma de tratamento não é tão de- decerto, não tinha outra alternativa, a menos que
licada como a primeira, ainda que também seja aparecesse alguém.
cortês 2.2. exemplos: a) Robinson ficou sozinho na ilha, con-
Novas Leituras 8 –

Reprodução do discurso no discurso tudo, não desanimou., b) Robinson, também, tinha


1. (as falas das personagens) sede; foi, por isso, explorar a ilha., c) Robinson,
2. … e respondeu que para ele estava tudo bem. Se a efetivamente, teria de se adaptar, à sua nova vida.,
senhora Ana o dizia, então ele aceitava./ E o seu d) Robinson, com certeza, não tinha outra alterna-
pai esclareceu que havia um ror de tempo que an- tiva, a não ser que aparecesse alguém.
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Novas Leituras | Guia do Professor

PLANO DA REPRESENTAÇÃO GRÁFICA E ORTO- uma vírgula para separar o vocativo dos restantes
GRÁFICA elementos da frase, g) a primeira frase – usa-se
Relações entre as palavras escritas e entre grafia vírgula para separar os modificadores quando não
e fonia ocorrem no fim da oração dos restantes elementos
1.1. a) são (verbo)/são (adjetivo), b) sabias/sábias, c) da frase, h) a primeira frase – usa-se uma vírgula
morar/murar, d) fruir/fluir para separar a conjunção coordenativa adversativa
1.1.1. a) …, mas o significado é diferente., b) A grafia é mas da oração precedente, i) a segunda frase –
igual, mas a pronúncia e o significado são dife- usa-se uma vírgula para separar algumas expres-
rentes., c) A pronúncia é igual, mas a grafia e o sões como isto é, ou seja, por exemplo, com efeito,
significado são diferentes., d) As palavras são se- sem dúvida, a meu ver, entre outras.
melhantes na pronúncia e na grafia, embora sejam 2. a) Ser, estar, permanecer e parecer são, entre ou-
diferentes no significado. tros, verbos copulativos., b) Estudaste as subclas-
2. exemplos: a) Ontem, comprei um livro./ Nunca ses do verbo, José?, c) Se quiseres, podes ser
mais me livro deste trabalho., b) Ele encontrou bom aluno: só depende de ti!,/ Se quiseres, podes
uma cura para a doença./ Este medicamento cura ser bom aluno; só depende de ti., d) O José é inte-
todas as doenças., c) O paciente teve de esperar ligente; porém, estuda pouco e, por conseguinte,
durante horas./ Ele até foi muito paciente com a tem fraco aproveitamento., e) Ter bons resultados,
sua falta de delicadeza., d) Esta boneca tem uma isto é, ser bom aluno, requer estudo, empenho e
cara engraçada./ A boneca é muito cara., e) Os pe- bom comportamento.
didos que eu lhes fiz foram em vão./ Eles não vão 3.1. “Que é que tu queres”, “Quero falar ao rei”, “Já
cumprir o que lhes pedi. sabes que o rei não pode vir, está na porta dos ob-
3. a) Eu nunca transito por esta rua, pois tem muitos séquios”, “Pois então vai lá dizer-lhe que não saio
buracos., b) Todos os dias da semana, vou para a daqui até que ele venha, pessoalmente, saber o
escola., c) Este edifício precisa de ser pintado., d) que quero”
Eu nunca segredo na presença de várias pessoas., 3.2. Contudo, no caso do homem que queria um barco,
4. a) trás/traz, b) estufar/estofar, c) tensão/tenção, as coisas não se passaram bem assim. Quando a
d) roído/ruído mulher da limpeza lhe perguntou pela nesga da
5. a) infringiu, b) apóstrofo, c) ratificar, d) proscreve porta:
6. a) O juiz infligiu uma pena dura aos criminosos., – Que é que tu queres?
b) A apóstrofe é uma figura retórica usada para in- O homem, em lugar de pedir, como era costume de
vocar algo ou alguém, geralmente sob a forma de todos, um título, uma condecoração, ou simples-
vocativo., c) Ainda tenho de retificar este texto., d) mente dinheiro, respondeu:
O médico prescreve a medicação de acordo com a – Quero falar ao rei.
doença diagnosticada. – Já sabes que o rei não pode vir, está na porta
dos obséquios – respondeu a mulher.
Sinais de pontuação – Pois então vai lá dizer-lhe que não saio daqui
1. a) a segunda frase – nunca se usa vírgula entre o até que ele venha, pessoalmente, saber o que
sujeito e o predicado; b) a primeira frase – o mo- quero – rematou o homem, e deitou-se ao com-
dificador apositivo deve ser sempre separado por prido no limiar, tapando-se com a manta por
vírgulas dos restantes elementos da frase, c) a se- causa do frio.
gunda frase – emprega-se sempre uma vírgula na
enumeração de palavras que desempenham a Sinais auxiliares da escrita e formas de destaque
mesma função sintática, sempre que as conjun- 1.1. a) “A Palavra Mágica”, dos Contos de Vergílio Fer-
ções e, nem, ou estão ausentes; d) a segunda frase reira, é um texto muito interessante., b) A certa al-
– emprega-se uma vírgula depois das orações su- tura, os habitantes da aldeia usam a palavra inoque
Novas Leituras 8 –

bordinadas que surgem antes das subordinantes, como forma de insulto., c) “Inoque será você.”
e) a primeira frase – emprega-se uma vírgula nas foram as palavras textuais do Silvestre., d) A pa-
orações em que há a elisão de uma palavra ou de lavra “inócuo” foi adulterada pelas personagens do
um grupo de palavras, f) a primeira frase – usa-se conto.

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