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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS

UNIDADE ACADÊMICA DE PASSOS

Jullia Basaglia De Lima


Pabliane de Melo Passos

PASSOS – MG
2022
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Apresentação

O presente Atlas foi elaborado como parte complementar das


atribuições do Programa de Ensino em Monitoria Acadêmica (PEMA),
relacionadas à disciplina de Parasitologia Humana aplicada ao 2º período
do curso de Nutrição Bacharelado da Universidade do Estado de Minas
Gerais – UEMG/Passos. O material foi realizado pelas estudantes de
graduação Jullia Basaglia de Lima e Pabliane de Melo Passos, sob
orientação do professor responsável Luiz Fernando Viana Furtado. O
objetivo deste documento é apresentar a morfologia dos Helmintos
destacando, assim, suas principais estruturas e, consequentemente,
fornecer diferentes estratégias de aprendizado e memorização facilitando
a compreensão do conteúdo dos alunos.

Passos – MG
2022
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Sumário

Sumário ...................................................................................................................... 2
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................. 3
2. GLOSSÁRIO .................................................................................................... 7
3. Echinococcus granulosus ............................................................................. 8
4. Taenia sp ......................................................................................................... 9
5. Ascaris lumbricoides ................................................................................. 10
6. Trichuris trichiura ......................................................................................... 11
7. Enterobius vermicularis .............................................................................. 12
8. Ancilostomídeo ............................................................................................. 13
9. REFERÊNCIAS .............................................................................................. 15
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1. INTRODUÇÃO

Parasitologia é a ciência que estuda seres que vivem dentro de hospedeiros,


sendo eles animais de estimação, silvestres e principalmente nos humanos. Esses
parasitas costumam ter dependência metabólica dos hospedeiros e sua relação é
unilateralmente benéfica, já que sua alimentação depende de roubar o nutriente que
é ingerido pelo hospedeiro ou até mesmo o próprio hospedeiro. Os principais seres
estudados são os protozoários (microorganismos), helmintos (macroorganismos) e
alguns artrópodes (NEVES, 2016).

O sucesso da natureza é derivado de muitas relações de interdependência


das espécies, que nem sempre são benéficas, mas funcionam como mecanismos de
manutenção da vida na terra. Os humanos como parte desse ecossistema Terra,
participam de diversas relações com outras espécies. E mais especificamente os
parasitos evoluíram para se adaptarem e concluírem seu ciclo de vida dependendo
dos humanos com uma relação muito maléfica ao ser humano (NEVES, 2016).

As atividades humanas derivadas da sociedade industrial causam impactos


que propiciam o sucesso destes seres parasitários, principalmente pela falta de
saneamento básico, que atinge principalmente comunidades mais vulneráveis. Assim
surge a necessidade de a parasitologia humana entender o ciclo de vida desses seres
e construir estratégias de combate para uma sociedade mais fraterna e saudável.
(NEVES, 2016).

O enfoque do Atlas está nos helmintos, mais conhecidos como vermes,


lombrigas, solitárias, que acomete muitas populações do Brasil. Esses seres são os
helmintos (nematódeos intestinais), vivem a maior parte do ciclo de vida no intestino,
são fusiformes (formato de fuso) e alongados (MUÑOS, S. S. FERNANDES, A. P. N.).
São classificados em heteróxeno (ciclo de vida com dois ou mais hospedeiros) e
Monóxenos (ciclo de vida ocorre em parte no solo e o restante em um hospedeiro),
podem chegar a medir de 1 milímetro a 1 metro (SANTOS, J. P., 2015).

As doenças causadas pelos helmintos é um problema de saúde pública,


estima-se que 20% da população é parasitada por alguma espécie de helmintos.
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(MUÑOS, S. S. FERNANDES, A. P. N.). As doenças que mais prejudicam a população


brasileira são: Esquistossomose; Ascaridíase; Teníase/cisticercose e Ancilostomíase.
(SANTOS, J. P., 2015).

As formas de contrair as doenças causadas pelos vermes é entender como


entram no organismo do hospedeiro/humano. A transmissão pode ser oro-fecal
(ingestão de fezes), ingestão de ovos/larvas em alimentos ou água contaminada e a
penetração das larvas via pele (epitélio).

Em suma, o Atlas Hematológico foi organizado de forma a apresentar imagens


das estruturas de alguns dos principais helmintos de importância médica e assim,
compreender o ciclo de vida desde a fase larval até fase adulta desses seres,
seguindo a seguinte ordem de descrição:

1. Echinococcus granulosus: Seu ciclo de vida ocorre em três fases: ovo,


larva e adultos. De um animal (hospedeiro definitivo) já infectado pela parasitose,
suas fezes irão liberar proglotes grávidas a partir da fêmea adulta de E. granulosus,
assim as fezes depositadas no solo desencadeiam a eclosão dos ovos. Os ovos
podem sobreviver em períodos de meses até serem ingeridos por humanos
(Hospedeiro intermediário) através da via oral por alimentos contaminados pelo solo.
A segunda fase acontece quando o ovo chega ao estômago e intestino, promovendo
a eclosão dos ovos para o estágio larval (cisto hidático), as larvas penetram no epitélio
dos órgãos chegando até o pulmão ou fígado, onde são mais ocorrentes a doença,
esse processo é silencioso, provoca o reconhecimento da doença só na fase mais
aguda. A fase adulta só ocorre em hospedeiros definitivos que se contaminam através
de vísceras contaminadas pelo cisto hidático. (PANTOJA, L. D. M., et. al 2015).

2. Taenia sp: Agente etiológico da teníase, A T. saginata e T.solium possuem


ciclo de vida com três fases: Ovo, larva e adultos. Os hospedeiros intermediários são
as vacas e os porcos. O ciclo se inicia da ingestão de carne mal passada (vaca ou
porco) contendo ovos denominados cisticercos. Assim, ao chegar a luz do intestino,
os cisticercos irão se desenvolver em três meses, atingindo a fase adulta e
completando o ciclo. O homem com parasitos adultos libera com as fezes proglotes
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grávidas que contaminam o solo com ovos esperando para serem ingeridos.
(PANTOJA, L. D. M., et. al 2015).

3. Ascaris lumbricoides: Agente etiológico da ascaridíase, mais conhecido


como “lombriga”, é um parasita exclusivo da população humana. Seu ciclo biológico é
monóxeno e a obtenção da infecção ocorre principalmente por água contaminada e
alimentos vegetais e atinge pessoas que vivem em moradias sem saneamento básico.
As fêmeas presentes no hospedeiro podem depositar mais de 200.00 ovos/dia sendo
levado ao meio ambiente pelas fezes humanas. Os ovos não embrionados quando
depositados no solo em características ambientais adequadas desenvolvem para fase
embrionária. Assim, ovos embrionados quando ingeridos completam o ciclo no
estômago ou intestino se desenvolvendo para fase adulta (PANTOJA, L. D. M., et. al
2015).
4. Trichuris trichiura: Seu ciclo de vida é parecido com A. lumbricoides, é
monóxeno seu ciclo de vida ocorre em três etapas, ovo (não embrionado) , ovo
(embrionado) e fase adulta. A infecção dos humanos ocorre por alimentos sólidos
contaminados por ovos e água contaminada. É uma doença que ocorre principalmente
em populações mais carentes (NEVES 2016).

5. Enterobius vermicularis: Agente etiológico da enterobíase, seu ciclo de


vida é monoxeno, ocorrendo apenas nos seres humanos. A característica principal do
ciclo é que o macho após a cópula da fêmea é eliminado ficando como parasita
somente a fêmea. A doença é conhecida principalmente pelo prurido anal que ocorre
de forma noturna quando a E. vermicularis se desloca para o reto do hospedeiro. A
fêmea então deposita ovos na região periférica do ânus que ao defecar ejeta os ovos
no ambiente. Os ovos quando atingem a fase embrionária e são ingeridos completam
o ciclo e desenvolvem a fase adulta no intestino do indivíduo. A doença também
ocorre em populações sem saneamento básico e a profilaxia principal são ações
higiênicas básicas e saneamento adequado (NEVES 2016).

6. Ancilostomídeo: Os ancilostomídeos são helmintos altamente adaptados


ao parasitismo. Contém o aparelho bucal com "dentes” e são agentes etiológicos da
ancilostomíase, mais conhecida como “Amarelão”, esse nome é decorrente dos
sintomas da doença . O ciclo de vida acontece em duas fases. A fase de vida livre
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ocorre no meio ambiente, já a fase parasitária ocorre no hospedeiro definitivo ( Homem


é o hospedeiro definitivo do Ancylostoma). A contaminação do hospedeiro pode
ocorrer via oral e epitelial. A fase de vida livre ocorre quando os ovos são expelidos
com as fezes dos humanos, os ovos eclodem e viram larvas de primeiro estágio. A
larva só é contaminante no terceiro estágio e são de vida-livre, quando infectam o
hospedeiro atinge a fase adulta (fase parasitária) (PANTOJA, L. D. M., et. al 2015).
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2. GLOSSÁRIO

Agente etiológico: agente causador da doença.

Cisto: Formação anormal que pode ocorrer em qualquer parte do corpo, é uma bolsa

preenchida com algum líquido ou gás.

Escólex: Região anterior dos vermes, mais conhecida como cabeça e


possui ventosa.

Estróbilo: Conjunto de proglotes.

Helmintos: São um grupo parafilético que representa os nematelmintos (vermes de

corpo cilíndrico) e os platelmintos (vermes de corpo achatado).

Hospedeiro: organismo que abriga o parasito em seu interior.

Infecção: desenvolvimento de um agente infeccioso dentro do organismo de um ser

vivo.

Parasitismo: relação ecológica interespecífica desarmônica.

Profilaxia: medidas que buscam prevenir, erradicar e controlar doenças.

Parafilético: Uma classificação taxonômica para grupos que não descendem de um

mesmo ancestral comum, apesar de pertencerem em uma mesma classificação.

Proglotes: Segmentos das tênias e vermes que parasitam o intestino humano.

Prurido anal: Coceira no ânus.

Monoxeno: Parasitas que possuem um único hospedeiro.


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3. Echinococcus granulosus

- Agente etiológico da hidatidose cística humana.

O verme adulto apresenta de 4 a 6 μm.


Contém escólex esférico com quatro ventosas A
semelhantes. O colo tem tamanho reduzido.
Estróbilo constituído por 3 a 4 proglotes: 1º
proglote é imatura, 2º proglote é madura com
D
órgãos genitais masculinos, femininos e poro
genital, 3º proglote ocupa metade do estróbilo
total e corresponde a proglote grávida onde se B C
encontra o útero com 500 a 800 ovos. Ovo
com formato arredondado, presença de uma
Figura 1 - verme adulto de E. granulosa
membrana espessa (embrióforo) e no seu
Figura ¹ - fonte:
interior contém o embrião (oncosfera). O https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Echinoco
ccus_granulosus.JPG
verme em sua forma larval causa o cisto
hidático e, este, varia de tamanho conforme o
tempo da infecção.

Legenda imagem 1: E. granulosus fase adulta.


A) Estróbilo; B) 1° proglote; C) 2° proglote; D) 3° proglote ;

Legenda imagem 3: E. granulosus fase adulta. → A) Estróbilo; B) Escólex.

Figura 2 – Cisto hidático da E. granulosus.


Causado pela forma larval do verme localizada Figura 3 - E. granulosus fase adulta.
no baço.

Fonte²: https://www.medicinanet.com.br/m/conteudos/casos/4117/cisto_esplenico_com_calcificacao.htm

Fonte 3 : https://www.news-medical.net/health/What-is-Hydatid-Disease-(Portuguese).aspx
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4. Taenia sp

- A Taenia solium é a tênia da carne de porco e a Taenia saginata é a da carne


bovina. Esses dois cestódios causam doença intestinal (Teníase) e os ovos da T.
solium desenvolvem infecções somáticas (Cisticercose).

PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE T. SOLIUM E T. SAGINATA

Característica T. solium T. saginata

Escólex 1 – 2 mm
0,6 – 1 mm
Quadrangular
Globoso
4 ventosas
4 ventosas
Sem rostro
Com rostro

Proglotes

7 a 13 15 a 20

ramificações ramificações uterinas


uterinas

Proglotes/verme 800 a 1000 proglotes 1000 a 2000 proglotes

Ovos 30 - 40 30 - 40
micrometros micrometros

Arredondado Arredondado

Ovos/proglote 80 mil ovos 160 mil ovos


grávida

Tamanho médio 3 metros 10 metros

Tabela retirada do livro “Princípios da Parasitologia Humana.”


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Figura 4: Representante adulto da T. solium.

A) Escólex B) Ventosa

Morfologicamente, ambas as espécies


apresentam corpo achatado em forma de fita,
com presença de escólex, colo e estróbilo. São
A
caracterizados por ausência de aparelho
digestivo, segmentação do corpo em proglotes,
hermafroditas e pela presença de quatro
B
ventosas no escoléx.

Figura 4. Imagem retirada da internet: https://www.nikonsmallworld.com/galleries/2017-


photomicrography-competition/taenia-solium-everted-scolex

5. Ascaris lumbricoides
- Agente etiológico da Ascaridíase

C
D

A B

Figura 5. Representantes adultos de A.lumbricoides:


Figura 6: Representante adulto de A.
A) Fêmea; B) Macho; C) Boca; D) Anus. lumbricoides, imagem de
microscopia eletrônica.
Fonte: https://ibapcursos.com.br/wp-
content/uploads/2020/09/larva-ascaris-lumbricoides- A) Lábios proeminentes
lombriga-300x226.jpg
Autor da imagem: MURILLO, JMS., 2002.

A Legenda da imagem 7:
Ovo fertilizado de A. lumbricoides.

C A) Membrana mamilonada;

B B) Cápsula espessa;
C) Larva.

Imagem retirada da internet, disponível em: http://xistose.com/fotos/ovo-embrionado-de-ascaris-


lumbricoides-lombriga.
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Dimorfismo sexual, macho mede de 20-30 cm de comprimento e 2-4 de


espessura, fêmeas medem 30-40 cm e 4-6 mm de espessura. A boca fica na
extremidade anterior formada por 3 lábios com serrilha de pequenos dentes. A
diferença morfológica entre macho fêmea é a parte posterior da extremidade curvada,
já a fêmea possui essa parte reta, além disso, ela pode depositar mais de 200 mil ovos
por dia. Os ovos apresentam cor branca, mas em contato com as fezes adquirem a cor
castanha, medem 50x60 micrometros e possuem grande resistência. Contém uma
cápsula espessa e membrana externa mamilonada, essa membrana ajuda na
aderência dos órgãos e facilita a disseminação.

6. Trichuris trichiura

- Agente etiológico da Tricuríase

Figura 8: Ovo de T. trichiura


A A) Poros;

B B) Camada espessa formada por uma


camada externa lipídica, camada
A intermediária quitinosa e camada interna
vitelínica.

Figura 8. Fonte: https://www.biomedicinapadrao.com.br/2011/11/pequeno-atlas-de-parasitologia.html

Legenda da imagem 9: B
A
Fase adulta do verme T. trichiura; Parte
posterior visivelmente mais alargada.
A) Fêmea;
B) Macho;
C) Parte posterior.
Figura 9. Fonte: C C
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5815440/mod
_resource/content/2/Nematodeos_2020.pdf

Ciclo de vida monoxênico. Apresentam dimorfismo sexual, os machos adultos são


menores, podem medir de 3 a 5 cm; A boca não apresenta lábios e contém um estilete, a
parte mais alargada representa a parte posterior do verme e representa um terço do
tamanho,
- está contida no aparelho reprodutor. As fêmeas são retilíneas, as fecundadas
- mais
depositam Macho
de com
18 mila ovos
partepor
extrema anterior
dia, ovos levemente
possuem curvada.
formato elíptico (oval), medem de
50 a 54 micrometros de comprimento por 22 a 23 micrometros de largura. Os ovos são
muito resistentes e contém três camadas superficiais distintas, contendo dois poros
transparentes na extremidade.
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7. Enterobius vermicularis
- Agente etiológico da Enterobíase, também conhecida como Oxiuríase ou
“Oxiúros”.

Legenda da imagem 10:


A
Representantes adultos de E.
vermicularis.
A) Macho;
B B) Fêmea
Figura 10. Fonte:
https://www.cdc.gov/dpdx/enterobiasis/index.html

C Legenda da Imagem 11:


Representante adulto de E. vermicularis.
B A A) Boca;
B) Anus;
C) Asas cefálicas.

Figura 10. Fonte:


https://estudeparasitologia.wordpress.com/2016/10/07/enterobius-vermicularis/

Legenda da Imagem 12:


Ovos de E. vermicularis. Apresenta um lado
mais convexo e o ouro mais achatado.
A) Membrana protetora;

Figura 12. Fonte: https://estudeparasitologia.wordpress.com/2016/10/07/enterobius-vermicularis/

Dimorfismo sexual acentuado. Enquanto machos adultos medem 5 milímetros de


comprimento as fêmeas podem chegar em até 1 cm de comprimento. Machos apresentam
o extremo posterior curvado. Os dois apresentam asas cefálicas (extensões vesiculares
da cutícula), característica marcante da espécie. Os ovos medem de 50 a 60 micrometros
por 20 micrometros de largura, tem aspecto liso e translúcido. Formato levemente
A
achatado em um dos lados e o outro convexo. Todos os ovos que saem das fêmeas já
contêm larvas. As larvas em contato com a pele podem desenvolver a chamada doença
do bicho geográfico. Larvas que se desenvolvem no epitélio não encontram o intestino.
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8. Ancilostomídeo

- Agente causador da ancilostomose.

Figura 13. Imagem de microscopia eletrônica


mostrando o aparelho bucal. Representantes
adultos à esquerda de Necator americanus e a
direita Ancylostoma duodenale.

Imagem retirada do Livro "Princípios da parasitologia”

Figura 14. Larva de ancylostoma, 0,5 mm de


B comprimento.

A) Boca; B) Anus.
A

Imagem retirada da internet. Fonte - http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1163&sid=8

Figura 15. Parte extrema posterior no


ancilostomídeo macho.

A) Bolsa copuladora.

A A

Imagem retirada da internet. Fonte –


http://www.ufrgs.br/parasite/siteantigo/Imagensatlas/Animalia/Ancylostoma%20duodenale.htm

Figura 16. Ovo de ancilostomídeo. O ovo pode ser


encontrado em diversas fases embrionárias.

Imagem retirada da internet. Fonte -


http://www.ufrgs.br/parasite/siteantigo/Imagensatlas/Animalia/Imagens/ancilo9.jpg
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São descritas mais de 100 espécies, em destaque está o Necator Americanus e


Ancylostoma Duodenale. A característica marcante desses vermes é o aparelho bucal
altamente evoluído para sucção. Possuem dimorfismo sexual, sendo fêmeas maiores que
2
machos. Machos possuem bolsa copuladora. Habita no final do duodeno.
Ancylostoma duodenale Necator
americanus

Macho 8 a 11 mm de 5 a 9 mm
adulto comprimento; comprimento;
0,4 mm de largura. 0,3 mm de largura.
Fêmea 10 a 18 mm de 9 a 11 mm
adulta comprimento; comprimento;
0,6 mm de largura. 0,35 de largura.

Aparelho Dois pares de dentes ventrais. Duas placas cortantes


bucal subventral e duas placas
subdorsal.
Tabela elaborada pelas autoras do Atlas baseada na bibliografia.
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9. REFERÊNCIAS
MUÑOS, S. S., FERNANDES, A. P. N. Principais doenças causadas por
helmintos. Mídia USP. Disponível em:
https://midia.atp.usp.br/plc/plc0501/impressos/plc0501_07.pdf

NEVES, David Pereira. Parasitologia humana. 13. ed. – São Paulo : Editora
Atheneu, 2016.

PANTOJA, L. D. M., PAIXÃO, G. C. BRITO, E. H. S. de., MOURÃO, C. L. Princípio


da parasitologia. 2°ed. Fortaleza - Ceará. Editora da Universidade Estadual do
Ceará – EdUECE. 2015.

SANTOS, J. P. dos,. Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical -


FIOCRUZ: Helmintos intestinais identificados em humanos, caprinos, ovinos e
suínos: potencial interface entre o parasitismo humano e animal em área rural
no Estado do Piauí. 83 p. (Medicina Tropical ) - FIOCRUZ, Teresinha, julho de
2016.

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