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PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO

PROFISSIONAL

NR 10 – Curso Básico: Segurança em Instalações


e Serviços com Eletricidade.

Rio de Janeiro
Novembro/2018
ATENÇÃO

 Intervalos
10:00 às 10:15
Almoço 12:00 às 13:00
15:00 às 15:15

 Não utilize celular em sala de aula, coloque no modo silencioso

 Banheiros e bebedouros na área externa

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 Conteúdo Programático
1. introdução à segurança com eletricidade.
2. riscos em instalações e serviços com eletricidade:
a) o choque elétrico, mecanismos e efeitos;
b) arcos elétricos; queimaduras e quedas;
c) campos eletromagnéticos.
3. Técnicas de Análise de Risco.
4. Medidas de Controle do Risco Elétrico:
a) desenergização;
b) aterramento funcional (TN / TT / IT); de proteção; temporário;
c) equipotencialização;
d) seccionamento automático da alimentação;
e) dispositivos a corrente de fuga;
f) extra baixa tensão;

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g) barreiras e invólucros;
h) bloqueios e impedimentos;
i) obstáculos e anteparos;
j) isolamento das partes vivas;
k) isolação dupla ou reforçada; l) colocação fora de alcance;
m) separação elétrica.
5. Normas Técnicas Brasileiras - NBR da ABNT: NBR- 5410, NBR 14039 e outras.
6) Regulamentações do MTE:
a) NRs;
b) NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade);
c) qualificação; habilitação; capacitação e autorização.

7. Equipamentos de proteção coletiva.


8. Equipamentos de proteção individual.

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9. Rotinas de trabalho - Procedimentos.
a) instalações desenergizadas;
b) liberação para serviços;
c) sinalização;
d) inspeções de áreas, serviços, ferramental e equipamento.
10. Documentação de instalações elétricas.
11. Riscos adicionais:
a) altura;
b) ambientes confinados;
c) áreas classificadas; d) umidade;
e) condições atmosféricas.
13. Acidentes de origem elétrica:
a) causas diretas e indiretas;
b) discussão de casos.
15. Responsabilidades.

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 Apresentação do Curso
O curso tem como objetivo atender as exigências
do novo texto da NR-10 - Segurança em Instalação e
Serviços em Eletricidade, publicada na Portaria 598 do
MTE em 07/12/2004.

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 Objetivo
Capacitar participantes para prevenção em
acidentes com eletricidade (atendendo NR-10)
Atender exigências da NR-10, que estabelece
diretrizes básicas para implantação de medidas de
controle e sistemas preventivos de segurança e
saúde, de forma a garantir segurança dos
trabalhadores que direta ou indiretamente
interagem em instalações elétricas e serviços com
eletricidade

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 1. Introdução à segurança com eletricidade.
Energia Elétrica: geração, transmissão e distribuição.

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1.1 Geração de Energia Elétrica
Os riscos na fase de geração de energia elétrica são similares e
comuns a todos os sistemas de produção de energia e estão presentes em
diversas atividades, destacando:
Instalação e manutenção de equipamentos e maquinários (turbinas,
geradores, transformadores, disjuntores, capacitores, chaves,
sistemas de medição,etc.);
Manutenção das instalações industriais após a geração;

Operação de painéis de controle elétrico;


Acompanhamento e supervisão dos processos;


Transformação e elevação da energia elétrica;


Processos de medição da energia elétrica.


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1.2 Transmissão de Energia Elétrica
1.2.1 Basicamente está constituída por linhas de condutores
destinados a transportar a energia elétrica desde a fase de geração até a fase
de distribuição, abrangen- do processos de elevação e rebaixamento de
tensão elétrica, realizados em sub- estações próximas aos centros de
consumo.
1.2.2 Atividades características do setor de transmissão:
a) Inspeção de Linhas de Transmissão
 Neste processo são verificados: o estado da estrutura e seus elementos, a altura dos cabos elétricos,
condições da faixa de servidão e a área ao longo da exten- são da linha de domínio. As inspeções são
realizadas periodicamente por terra ou por helicóptero.
b) Manutenção de Linhas de Transmissão
 Substituição e manutenção de isoladores (dispositivo constituído de uma série de “discos”, cujo
objetivo é isolar a energia elétrica da estrutura);
 Limpeza de isoladores;
 Substituição de elementos pára-raios;
 Substituição e manutenção de elementos das torres e estruturas;
 Manutenção dos elementos sinalizadores dos cabos;
 Desmatamento e limpeza de faixa de servidão, etc.

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c) Construção de Linhas de Transmissão
 Desenvolvimento em campo de estudos de viabilidade, relatórios de im- pacto do meio ambiente e
projetos;
 Desmatamentos e desflorestamentos;
 Escavações e fundações civis;
 Montagem das estruturas metálicas;
 Distribuição e posicionamento de bobinas em campo;
 Lançamento de cabos (condutores elétricos);
 Instalação de acessórios (isoladores, pára-raios);
 Tensionamento e fixação de cabos;
 Ensaios e testes elétricos.

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1.3 Distribuição de Energia Elétrica
 É o segmento do setor elétrico que compreende os potenciais após a transmis- são,
indo das subestações de distribuição entregando energia elétrica aos clien- tes.
 A distribuição de energia elétrica possui diversas etapas de trabalho, conforme descrição
abaixo:
◦ Recebimento e medição de energia elétrica nas subestações;
◦ Rebaixamento ao potencial de distribuição da energia elétrica;
◦ Construção de redes de distribuição;
◦ Construção de estruturas e obras civis;
◦ Montagens de subestações de distribuição;
◦ Montagens de transformadores e acessórios em estruturas nas redes de distribuição;
◦ Manutenção das redes de distribuição aérea;
◦ Manutenção das redes de distribuição subterrânea;
◦ Poda de árvores;
◦ Montagem de cabinas primárias de transformação;
◦ Limpeza e desmatamento das faixas de servidão;
◦ Medição do consumo de energia elétrica;
◦ Operação dos centros de controle e supervisão da distribuição.

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2 RISCOS EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM
ELETRICIDADE
2.1 Choque Elétrico
O choque elétrico é um estímulo rápido no corpo humano, ocasionado
pela pas- sagem da corrente elétrica. Essa corrente circulará pelo corpo onde
ele tornar-se parte do circuito elétrico, onde há uma diferença de potencial
suficiente para ven- cer a resistência elétrica oferecida pelo corpo.
2.1.1 Efeitos
O choque elétrico pode ocasionar contrações violentas dos músculos, a
fibrila- ção ventricular do coração, lesões térmicas e não térmicas, podendo
levar a óbi- to como efeito indireto as quedas e batidas, etc.

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2.1.2 Fatores determinantes da gravidade
 Analisaremos, a seguir, os seguintes fatores que determinam a gravidade do
choque elétrico:
◦ Percurso da corrente elétrica;
◦ Características da corrente elétrica;
◦ Resistência elétrica do corpo humano.
2.1.3 Percurso da corrente elétrica
 Tem grande influência na gravidade do choque elétrico o percurso seguido
pela corrente no corpo. A figura abaixo demonstra os caminhos que podem
ser percorridos pela corrente no corpo humano.

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2.1.4 Causas determinantes
Veremos a seguir os meios através dos quais são criadas condições
para que uma pessoa venha a sofrer um choque elétrico:
 Contato com um condutor nú energizado;

 Falha na isolação elétrica;

 Calor e Temperaturas Elevadas;

 Umidade;

 Oxidação;

 Radiação;

 Produtos Químicos;

 Desgaste Mecânico;

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2.2 QUEIMADURAS
2.2.1 A corrente elétrica atinge o organismo através do revestimento
cutâneo. Por esse motivo, as vitimas de acidente com eletricidade apresentam,
na maioria dos casos queimaduras.
A eletricidade pode produzir queimaduras por diversas formas, o que
resulta na seguinte classificação;
 queimaduras por contato;

 queimaduras por arco voltaico;

 queimaduras por vapor metálico.

2.3 CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS


É gerado quando da passagem da corrente elétrica nos meios
condutores. O campo eletromagnético está presente em inúmeras atividades
humanas, tais como trabalhos com circuitos ou linhas energizadas, solda
elétrica, utilização de telefonia celular e fornos de microondas.

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3. Técnicas de Análise de Risco.
Os riscos à segurança e saúde dos trabalhadores no setor de energia
elétrica são, via de regra elevados, podendo levar a lesões de grande gravidade
e são específicos a cada tipo de atividade. Contudo, o maior risco à segurança e
saúde dos trabalhadores é o de origem elétrica.
Riscos de origem elétrica: choque elétrico; campo elétrico; campo
eletromagnético.
Riscos de queda.
Riscos no transporte e com equipamentos.
Riscos de ataques de insetos.
Riscos de ataque de animais peçonhentos/domésticos.
Riscos ocupacionais.
Riscos ergonômicos.
Análise Preliminar de Risco APR.
Check List.

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4. MEDIDAS DE CONTROLE DO RISCO ELÉTRICO.
4.1 Desenergização
A desenergização é um conjunto de ações coordenadas, seqüenciadas e
controladas, destinadas a garantir a efetiva ausência de tensão no circuito,
trecho ou ponto de trabalho, durante todo o tempo de intervenção e sob
controle dos tra- balhadores envolvidos.
Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas
liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados e obedecida a
seqüência a seguir:
 Seccionamento;

 Impedimento de reenergização;

 Costatação de ausência de tensão;

 Instalação da sinalização de impedimento de reenergização.

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4.2 Aterramento funcional (TN / TT / IT); de proteção;
temporário.
4.2.1 Aterramento
Ligação intencional à terra através da qual correntes elétricas podem
fluir. O aterramento pode ser:
 Funcional: ligação através de um dos condutores do sistema neutro.

 Proteção: ligação à terra das massas e dos elementos condutores estra- nhos
à instalação.
 Temporário: ligação elétrica efetiva com baixa impedância intencional à
terra, destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente
durante a intervenção na instalação elétrica.
4.2.2 Esquema de aterramento
Conforme a NBR-5410/2004 são considerados os esquemas de
aterramento TN / TT / IT.

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4.3 Equipotencialização.
É o procedimento que consiste na interligação de elementos
especificados, visando obter a equipotencialidade necessária para os fins
desejados.
4.4 seccionamento automático da alimentação.
O princípio do seccionamento automático da alimentação, sua relação
com os dife- rentes esquemas de aterramento e aspectos gerais referentes à
sua aplicação e as condições em que se torna necessária proteção adicional.
O seccionamento automático é de suma importância em relação a:
◦ proteção de contatos diretos e indiretos de pessoas e animais;
◦ proteção do sistema com altas temperaturas e arcos elétricos;
◦ quando as correntes ultrapassarem os valores estabelecidos para o
circuito;
◦ proteção contra correntes de curto-circuito;
◦ proteção contra sobre tensões.

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4.5 Dispositivos a corrente de fuga.
Esse dispositivo tem por finalidade desligar da rede de fornecimento de
energia elétrica, o equipamento ou instalação que ele protege, na ocorrência de
uma corrente de fuga que exceda determinado valor, sua atuação deve ser
rápida, menor do que 0,2 segundos (Ex.: DDR), e deve desligar da rede de
fornecimento de energia o equipamento ou instalação elétrica que protege.
4.6 Extra baixa tensão.
Defini-se como:
 SELV (do inglês “separated extra-low voltage”): Sistema de extra baixa tensão
que é eletricamente separada da terra de outros sistemas e de tal modo que
a ocorrência de uma única falta não resulta em risco de choque elétrico.
 PELV (do inglês “protected extra-low voltage”): Sistema de extra baixa tensão
que não é eletricamente separado da terra mas que preenche, de modo e-
quivalente, todos os requisitos de um SELV.

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4.7 Barreiras e invólucros.
São dispositivos que impedem qualquer contato com partes
energizadas das insta- lações elétricas. São componentes que visam impedir
que pessoas ou animais toquem acidentalmente as partes energizadas,
garantindo assim que as pessoas sejam advertidas de que as partes acessíveis
através das aberturas estão energizadas e não devem ser tocadas.
4.8 Bloqueios e impedimentos.
Bloqueio é a ação destinada a manter, por meios mecânicos um
dispositivo de manobra fixo numa determinada posição, de forma a impedir
uma ação não autorizada, em geral utilizam cadeados.
Toda ação de bloqueio deve estar acompanhada de etiqueta de
sinalização, com o nome do profissional responsável, data, setor de trabalho e
forma de comunicação.
4.9 Obstáculos e anteparos.
Os obstáculos são destinados a impedir o contato involuntário com
partes vivas, mas não o contato que pode resultar de uma ação deliberada e
voluntária de ignorar ou contornar o obstáculo.
Os obstáculos devem impedir:
 Uma aproximação física não intencional das partes energizadas;

 Contatos não intencionais com partes energizadas durante atuações sobre o


equipamento, estando o equipamento em serviço normal. PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO
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4.10 Isolamento das partes vivas.
São elementos construídos com materiais dielétricos (não condutores
de eletricidade) que têm por objetivo isolar condutores ou outras partes da
estrutura que esta energizadas, para que os serviços possam ser executados
com efetivo controle dos riscos pelo trabalhador.
O isolamento deve ser compatíveis com os níveis de tensão do serviço.
 Exemplos:

◦ Coberturas circular isolante (em geral são de polietileno, polipropileno e


polidracon);
◦ Mantas ou lençol de isolante;
◦ Tapetes isolantes;
◦ Coberturas isolantes para dispositivos específicos (Ex. postes).
4.11 Isolação dupla ou reforçada.
Este tipo de proteção é normalmente aplicado a equipamentos
portáteis, tais como furadeiras elétricas manuais, os quais por serem
empregados nos mais variados locais e condições de trabalho, e mesmo por
suas próprias característi- cas, requerem outro sistema de proteção, que
permita uma confiabilidade maior do que aquela oferecida exclusivamente pelo
aterramento elétrico.
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4.12 colocação fora de alcance.
Partes simultaneamente acessíveis que apresentem potenciais
diferentes devem se situar fora da zona de alcance normal.
Considera-se que duas partes são simultaneamente acessíveis quando
o afastamento entre elas não ultrapassa 2,50m.
4.13 separação elétrica.
Uma das medidas de proteção contra choques elétricos previstas na
NBR 5410/2004, é a chamada "separação elétrica." Ao contrário da proteção
por seccionamento automático da alimentação, ela não se presta a uso
generaliza- do. Pela própria natureza, é uma medida de aplicação mais pontual.
A separação elétrica, como mencionado, é uma medida de aplicação
limitada. A proteção contra choques (contra contatos indiretos) que ela
proporciona repousa:
◦ numa separação, entre o circuito separado e outros circuitos, incluindo o
circuito primário que o alimenta, equivalente na prática à dupla isolação;
◦ na isolação entre o circuito separado e a terra; e, ainda,
◦ na ausência de contato entre a(s) massa(s) do circuito separado, de um
lado, e a terra, outras massas (de outros circuitos) e/ou elementos condu-
tivos, de outro.
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5. NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS - NBR DA ABNT:
5410; 14039 E OUTRAS.
5.1 NBR 5410.
Esta Norma estabelece as condições que as instalações elétricas de
baixa ten- são devem satisfazer a fim de garantir a segurança de pessoas e
animais, o funcionamento adequado da instalação e a conservação dos bens.
Esta Norma aplica-se principalmente às instalações elétricas de
edificação, residencial, comercial, público, industrial, de serviços, agropecuário,
hortigranjeiro, etc.
5.2 NBR 14039.
Esta Norma estabelece um sistema para o projeto e execução de
instalações elétricas de média tensão, com tensão nominal de 1,0kV a 36,2 kV,
à freqüência industrial, de modo a garantir segurança e continuidade de
serviço. Esta Norma aplica-se a partir de instalações alimentadas pelo
concessionário, o que corresponde ao ponto de entrega definido através da
legislação vigente ema- nada da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Esta Norma também se aplica as instalações alimentadas por fonte própria de
energia em média tensão.
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6. Regulamentações do MTE.
6.1 NRs: atualmente existem 36 Normas Regulamentadoras:
• NR 01 – Disposições gerais; • NR 02 – Inspeção prévia; • NR 03 – Embargo ou interdição; • NR 04 –
Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho – SESMT; • NR 05 –
Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – Cipa; • NR 06 – Equipamentos de Proteção Individual –
EPI; • NR 07 – Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO; • NR 08 – Edificações; •
NR 09 – Programas de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA; • NR 10 – Segurança em instalações e
serviços em eletricidade; • NR 11 – Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais;
• NR 12 – Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos; • NR 13 – Caldeiras, vasos de pressão e
tubulações; • NR 14 – Fornos; • NR 15 – Atividades e operações insalubres; • NR 16 – Atividades e
operações perigosas; • NR 17 – Ergonomia; • NR 18 – Condições e meio ambiente de trabalho na
indústria da construção; • NR 19 – Explosivos; • NR 20 – Segurança e saúde no trabalho com
inflamáveis e combustíveis; • NR 21 – Trabalho a céu aberto; • NR 22 – Segurança e saúde ocupacional
na mineração; • NR 23 – Proteção contra incêndios; • NR 24 – Condições sanitárias e de conforto nos
locais de trabalho; • NR 25 – Resíduos industriais; • NR 26 – Sinalização de segurança; • NR 27 –
Registro profissional do técnico de segurança do trabalho (Revogada pela Portaria GM n.º 262,
29/05/2008); • NR 28 – Fiscalização e penalidades; • NR 29 – Segurança e saúde no trabalho portuário;
• NR 30 – Segurança e saúde no trabalho aquaviário; • NR 31 – Segurança e saúde no trabalho na
agricultura, pecuária silvicultura, exploração florestal e aquicultura; • NR 32 – Segurança e saúde no
trabalho em estabelecimentos de saúde; • NR 33 – Segurança e saúde no trabalho em espaços
confinados; • NR 34 – Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção e reparação
naval; • NR 35 – Trabalho em altura; • NR 36 – Segurança e saúde no trabalho em empresas de abate e
processamento de carnes e derivados.
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6.2 NR-10 (Segurança em Instalações e Serviços com
Eletricidade).
PORTARIA N0 598, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2004.
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso de suas atribu-
ições legais e tendo em vista o disposto no art. 200 da Consolidação das Leis
Trabalhistas, Decreto-Lei nº. 5.452, de 1º de maio de 1943 e Considerando a
proposta de regulamentação revisada e apresentada pelo Grupo de Trabalho
Tripartite da Norma Regulamentadora nº. 10, - GTT/NR10, e aprovada pela
Comissão Tripartite Paritária Permanente - CTPP, de acordo com o disposto na
Portaria nº 1.127, de 02 de outubro de 2003, que estabelece procedimentos
para elaboração de normas regulamentares relacionadas à segurança, saúde e
condições gerais de trabalho, resolve:
Art. 1º Alterar a Norma Regulamentadora nº 10 que trata de Instalações
e Ser- viços em Eletricidade, aprovada pela Portaria nº 3.214, de 1978, que
passa a vigorar na forma do disposto no Anexo a esta Portaria.
Art. 2º As obrigações estabelecidas nesta Norma são de cumprimento
imediato, exceto aquelas de que trata o Anexo II, que contém prazos
específicos para a- tendimento. Parágrafo único. Até que se exaurem os prazos
previstos para cumprimento das obrigações de que trata o Anexo II,
permanecerá em vigor a regulamentação anterior.

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Art. 3º Criar a Comissão Permanente Nacional sobre Segurança
em Energia Elé- trica - CPNSEE, com o objetivo de acompanhar a
implementação e propor as adequações necessárias ao
aperfeiçoamento da Norma Regulamentadora nº 10.
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

RICARDO BERZOINI – Ministro do Trabalho e Emprego

6.3 Qualificação; habilitação; capacitação e autorização.

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7. Equipamentos de proteção coletiva.
No desenvolvimento de serviços em instalações elétricas e em suas
proximidades devem ser previstos e adotados equipamentos de proteção
coletiva.
Equipamento de Proteção Coletiva – EPC é todo dispositivo, sistema, ou
meio, fixo ou móvel de abrangência coletiva, destinado a preservar a
integridade física e a saúde dos trabalhadores usuários e terceiros.

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8. Equipamentos de proteção individual.
Conforme Norma Regulamentadora nº.6, Equipamento de Proteção
Individual – EPI é todo dispositivo de uso individual utilizado pelo empregado,
destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no
trabalho.
A empresa é obrigada a fornecer ao empregado, gratuitamente, EPI
adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas
seguintes circunstâncias:
Sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa
proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças ocupacionais;
Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo
implantadas;
Para atender situações de emergência.
Com advento do novo texto da Norma Regulamentadora nº10 a
vestimenta passa a ser também considerada um dispositivo de proteção
complementar para os empregados, incluindo a proibição de adornos mesmo
estes não sendo metálicos.

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9. Rotinas de trabalho - Procedimentos.
9.1 Instalações desenergizadas.
Objetivo: definer procedimentos básicos para execução de
atividades/trabalhos em siste- ma e instalações elétricas desenergizadas.
Âmbito de aplicação: aplica-se às áreas envolvidas direta ou
indiretamente no planejamento, pro- gramação, coordenação e execução das
atividades, no sistema ou instalações elétricas desenergizadas.
Conceitos básicos: Impedimento de equipamento; Responsável pelo
serviço; Pedido para Execução de Serviço; Autorização para Execução de
Serviço; Desligamento Programado; Desligamento de Emergência; Interrupção
Momentânea.
Procedimentos gerais de segurança;
Procedimentos gerais para serviços programados: avaliação dos
desligamentos; execução dos serviços.

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9.2 Liberação para serviços.
Objetivo: definir procedimentos básicos para liberação da execução de
atividades/trabalhos em circuitos e instalações elétricas desenergizadas.
Âmbito de aplicação: aplica-se às áreas envolvidas direta ou
indiretamente no planejamento, programação, liberação, coordenação e
execução de serviços no sistema ou instalações elétricas.
Conceitos básicos: falha; defeito; interrupção programada; interrupção
não programada.
Procedimentos gerais.
Procedimentos básicos para liberação.
9.3 Sinalização.
A sinalização de segurança consiste num procedimento padronizado
destinado a orientar, alertar, avisar e advertir as pessoas quanto aos riscos ou
condições de perigo existentes, proibições de ingresso ou acesso e cuidados e
identificação dos circuitos ou parte dele. É de fundamental importância a
existência de procedimentos de sinalização padronizados, documentados e que
sejam conhecidos por todos os trabalhadores (próprios e prestadores de
serviços).
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Os materiais de sinalização constituem-se de cone, bandeirola, fita,
grade, sinalizador, placa, etc.

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9.4 Inspeções de áreas, serviços, ferramental e equipamento.
As inspeções regulares nas áreas de trabalho, nos serviços a serem
executados, no ferramental e nos equipamentos utilizados, consistem em um
dos mecanis- mos mais importantes de acompanhamento dos padrões
desejados, cujo objetivo é a vigilância e controle das condições de segurança
do meio ambiente laboral, visando à identificação de situações “perigosas” e
que ofereçam “riscos” à integridade física dos empregados, contratados,
visitantes e terceiros que a- dentrem a área de risco, evitando assim que
situações previsíveis possam levar a ocorrência de acidentes.
As inspeções internas, por sua vez, podem ser divididas em:
◦ Gerais;
◦ Parciais;
◦ Periódicas;
◦ Através de denúncias;
◦ Cíclicas;
◦ Rotineiras;
◦ Oficiais e especiais.

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10. Documentação de instalações elétricas.
Em todas as intervenções nas instalações elétricas, subestações, salas
de comando das usinas, centro de operações entre outras instalações, devem
ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros
riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a
segurança, saúde no trabalho, bem como a operacionalidade, prevendo eventos
não intencionais, focando na gestão e controles operacionais do sistema
elétrico de potência (SEP).
As medidas de controle adotadas devem integrar-se às demais
iniciativas da empresa, tais como políticas corporativas e normas no âmbito da
preservação da segurança, da saúde e do meio ambiente do trabalho.

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11. Riscos adicionais
11.1 Altura.
Para trabalhos em altura acima de 2 metros é obrigatório, além dos EPI’s
básicos a utilização do cinturão de segurança tipo pára-quedista.
Para a realização de atividades em altura os trabalhadores devem: Possuir
os exames específicos da função comprovados no ASO - Atestado de Saúde
Ocupacional (o ASO deve indicar explicitamente que a pessoa está apta a executar
trabalho em local elevado); Estar em perfeitas condições físicas e psicológicas,
paralisando a ativi- dade caso sinta qualquer alteração em suas condições; Estar
treinado e orientado sobre todos os riscos envolvidos.

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11.2 Ambientes Confinados.
11.3 Áreas Classificadas: Atmosfera explosiva.
11.4 Umidade.
11.5 Condições Atmosféricas.

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13. Acidentes de origem elétrica.
Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço
da empresa ou pelo exercício do trabalho, provocando lesão corporal ou
perturbação funcional que cause a morte, ou a perda ou redução, permanente ou
temporária, da capacidade para o trabalho.
Conhecer a proporção e gravidade em que ocorrem os acidentes é
importante, pois mostra-nos a dimensão desses acontecimentos.
Na figura abaixo encontram-se os dados de um estudo realizado sobre
acidentes industriais e que revelou os seguintes dados:
 LESÃO GRAVE OU FATAL

◦ Inclui lesões sérias e incapacitantes.


 LESÕES MENORES

◦ Qualquer lesão relatada que não for séria.


 ACIDENTES COM DANOS À PROPRIEDADE

◦ Todos os tipos.
 600. INCIDENTES SEM LESÃO OU DANO VISÍVEL

◦ Quase-acidentes.

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13.1 Modelo Causal de Perdas
A ocorrência de um acidente ou incidente raramente é ocasionado apenas
por um fator, mas sim por um conjunto de eventos que acabam levando a uma
perda.
O tipo e o grau dessas perdas variam de acordo com a gravidade de seus
efeitos, que poderão ser insignificantes ou catastróficos, gerando custos para a
empresa.
Visando alcançar a menor quantidade possível de perdas, faz-se
necessário conhecermos as causas que as geram, e, conseqüentemente, tentar
evitá-las.
Usaremos então, o Modelo Causal de Perdas abaixo, para exemplificar a
seqüência em que um acidente ou incidente pode acontecer.

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13.2 CAT - Comunicação de Acidente do Trabalho.
Na ocorrência do acidente de trabalho o empregado deve levar o fato
ao conhecimento da empresa. Esta por sua vez deve comunicar o fato à
Previdência Social através da CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho).
13.3 Relatórios de acidentes.
A empresa deverá elaborar relatório de investigação e análise de acidente,
condu- zido e assinado pelo SESMT e a CIPA, com todo detalhamento
necessário ao per- feito entendimento da ocorrência, contendo: informações da
qualificação do acidentado; descrições do ambiente e dos fatos da ocorrência;
entrevistas com o acidentado, quando possível; entrevistas com testemunhas e
entrevistas com ou- tros empregados; descrições dos métodos e processos,
dos procedimentos de tra- balho prescritos, da habitualidade e práticas
regularmente adotadas, dos equipamentos ou sistemas de proteção coletiva
adotados e dos equipamentos de proteção individuais. Devem, sobretudo,
propor medidas a serem tomadas pela empresa a fim de que acidentes em
condições semelhantes não mais ocorram. Convém lembrar que, no caso de
acidente com trabalhador de prestadora de ser- viço, teremos um caso
especial: o ambiente de trabalho geralmente é da conces- sionária e o
trabalhador é da contratada. Nesta situação há a responsabilidade solidária que
envolve contratante e contratada e então ambas devem elaborar o relatório de
análise de acidente do trabalho, realizar reunião extraordinária da CI- PA,
adotar medidas preventivas, etc. PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO
PROFISSIONAL 41
13.4 Responsabilidade civil e criminal no acidente de trabalho.
13.4.1 Responsabilidade acidentária.
13.4.2 Responsabilidade trabalhista.
13.4.3 Responsabilidade civil.
13.4.4 Responsabilidade criminal ou penal.

PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO
PROFISSIONAL 42
15. Responsabilidades.
15.1 Empresa: Conforme o Art. 157 da CLT - Consolidação das Leis
Trabalhistas.

15.2 Empregados: Conforme o Art. 158 da CLT - Consolidação das


Leis Trabalhistas.

15.3 SESMT - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e


Medicina do Trabalho.

15.4 CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes.

PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO
PROFISSIONAL 43

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