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CITAÇÕES, SISTEMAS DE

CHAMADA E NOTAS DE
RODAPÉ

PROF. DRA. NILVANETE GOMES DE LIMA


CITAÇÕES
“Menção, no texto ,
de uma informação
extraída de outra
fonte”.
◼ Dar credibilidade ao trabalho científico;

◼ Fornecer informações a respeito dos


trabalhos desenvolvidos na área de pesquisa;

◼ Fornecer exemplos de pontos de vista


semelhantes ou divergentes sobre o assunto
objeto de sua pesquisa.
◼ As fontes podem ser:

▪ Primárias: quando é a obra do próprio autor que é


objeto de estudo ou pesquisa;
▪ Secundária: quando trata-se da obra de alguém
que estuda o pensamento de outro autor ou faz
referência a ele.
◼ Quando usamos palavras ou ideias extraídas
de:

▪ livros, revistas, relatórios, programas de


TV;
▪ filmes, cartas, páginas web, e-mail, listas de
discussão etc;
▪ informações extraídas de entrevistas,
palestras;

▪ cópia exata de um parágrafo ou frases,


diagramas, mapas, etc.
◼ Suas próprias palavras ou ideias;

◼ Conhecimento comum;

◼ Informações contidas em Enciclopédias;

◼ Observações do senso comum;


◼ Informações históricas de conhecimento
público:

▪ Ex: Getulio Vargas suicidou-se em 1954.

◼ Noticiascotidianas e corriqueiras publicadas


em revistas ou jornais:

▪ Ex: Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente


do Brasil.
QUANTO AO TIPO:

Diretas ou Textuais → transcrição literal (cópia) das


palavras do autor;

Indiretas ou Livres → comentário ou paráfrase das


idéias do autor consultado, sem reprodução exata das
palavras do original. Estas dispensam o uso das aspas,
mas não a indicação da fonte consultada.
◼ Exemplo 1:

De acordo com Freitas (1989), a cultura


organizacional pode ser identificada e
aprendida através de seus elementos básicos
tais como: valores, crenças, rituais, estórias e
mitos, tabus e normas.
◼ Exemplo 2:
A cultura organizacional pode ser identificada
e aprendida através de seus elementos básicos
tais como: valores, crenças, rituais, estórias e
mitos, tabus e normas. Existem diferentes visões e
compreensões com relação à cultura
organizacional. O mesmo se dá em função das
diferentes construções teóricas serem resultantes
de opções de diferentes pesquisadores, opções
estas que recortam a realidade, detendo-se em
aspectos específicos (FREITAS, 1989).
◼ Exemplo 3:

▪ A expressão latina apud que significa: “citado por”,


“conforme”, “segundo” e é utilizada quando se faz
referência a uma fonte secundária.
É na indústria têxtil de São Paulo que temos o melhor
exemplo da participação da família na divisão do trabalho.
A mulher, neste setor, tem uma participação mais ativa na
gestão dos negócios e os filhos um envolvimento precoce
com a operação da empresa da família. (DURAND apud
BERHOEFTB, 1996).
◼ Leia e releia o texto
original até que seja
capaz de reescrevê-lo
com suas próprias
palavras;

◼ Não use aspas nas


citações
indiretas/paráfrases,
nem indicação de
supressão [...];
◼ Anote os dados referentes a fonte:
sobrenome do autor seguido do ano de
publicação da obra;

◼ Confira a citação;

◼ Faça a referência ao final do trabalho.


QUANTO ÀS FORMAS DE APRESENTAÇÃO (VÁLIDA
SOMENTE PARA AS CITAÇÕES DIRETAS):
Citações Curtas → até 3 linhas em espaço normal,
entre aspas;

Citações Longas → mais de 3 linhas, em espaço 1, com


recuo de 4cm da margem esquerda, sem aspas.
◼ Exemplo 1:

É neste cenário, que "[...] a AIDS nos mostra a


extensão que uma doença pode tomar no
espaço público“ (HERZLICH; PIERRET, 1992,
p.7).
◼ Exemplo 2:

Segundo Paulo Freire (1994, p. 161), "[...]


transformar ciência em conhecimento usado
apresenta implicações epistemológicas[...]".
◼ Exemplo 3:

Nóvoa (1992, p.16) se refere à identidade


profissional da seguinte forma: "A identidade é
um lugar de lutas e conflitos [...]."
◼ Exemplo 4:

O papel do pesquisador é o de servir como


''veículo inteligente e ativo'' (LÜDKE;
ANDRÉ, 1986, p.11) entre esse
conhecimento acumulado na área e as
novas evidências que serão estabelecidas a
partir da pesquisa.
◼ Exemplo 1:
O objetivo da pesquisa era esclarecer os
caminhos e as etapas por meio dos quais essa
realidade se construiu. Dentre os diversos
aspectos sublinhados pelas autoras, vale ressaltar
que:
[...] para compreender o desencadeamento da abundante
retórica que fez com que a AIDS se construísse como 'fenômeno social',
tem-se freqüentemente atribuído o principal papel à própria natureza
dos grupos mais atingidos e aos mecanismos de transmissão. Foi
construído então o discurso doravante estereotipado, sobre o sexo, o
sangue e a morte [...]. (HERZLICH; PIERRET, 1992, p.30).
◼ Exemplo 2:
A escolha do enfoque qualitativo se deu
porque concebemos a pesquisa qualitativa na
linha exposta por Franco (1986, p.36), como sendo
aquela que:
[...] assentada num modelo dialético de análise, procura
identificar as múltiplas facetas de um objeto de pesquisa (seja a
avaliação de um curso, a organização de uma escola, a repetência, a
evasão, a profissionalização na adolescência, etc.) contrapondo os dados
obtidos aos parâmetros mais amplos da sociedade abrangente e
analisando-os à luz dos fatores sociais, econômicos, psicológicos,
pedagógicos, etc. [...].
◼ Exemplo 3:
Spendolini afirma que
o benchmarking é um excelente exercício de
quebra de barreiras e de estímulo à visão ampla, que
respeita e considera o externo. Aprender a pensar para fora
da caixa, por intermédio dessa tecnologia, é promover o
fortalecimento do espírito sistêmico e da capacidade de
enxergar para além do horizonte. (apud ARAUJO, 2001,
p.205, grifo do autor).
NESTES TIPOS DEVE-SE OBSERVAR:

▪ Transcrever sempre como no original;

▪ Erros de português e incoerrências, em


geral devem ser destacados com o uso da
palavra [sic] (assim mesmo);
▪ Palavras ou expressões entre aspas, transformam-se
em aspas simples (‘ ‘ - apóstrofo);
◼ Pode-se acrescentar palavras ou expressões de
uma citação a título de esclarecimento, desde que
esteja entre [colchetes]
▪ Pode-se suprimir palavras ou frases desde que
não seja alterado o sentido e a mesma seja
indicada por reticências no início ou final da frase
e por [...] se for no meio do parágrafo;

▪ A supressão de 1 ou mais parágrafos deve ser


feita por uma linha pontilhada:
............................................................................
CITAÇÕES DIRETAS OU TEXTUAIS
▪ Ao se destacar palavras de uma citação,
deve-se grifa-la e colocar entre parênteses a
expressão (sem grifos no original ou grifo
nosso).
▪ No caso de tradução, deve-se colocar entre
parênteses a expressão (tradução nossa).
▪ Nos casos de utilização de informação verbal,
deve-se destacar essa modalidade.
▪ Nos casos de trabalhos em fase de elaboração
e/ou publicação, deve-se deixar isto claro.
SISTEMAS DE CHAMADA
◼ Conforme a ABNT (NBR 6023), as citações
podem ser registradas tanto em notas de
rodapé chamadas de Sistema Numérico,
como no corpo do texto, chamado de Sistema
Alfabético.
DEFINIÇÃO

“Método que se utiliza para indicar, no texto, as fontes


de onde foram extraídas as citações, remetendo o
leitor para o rodapé (ao final da página) ou para as
referências (ao final do trabalho)”.
✓ SISTEMA ALFABÉTICO
E
✓ SISTEMA NUMÉRICO

Qualquer que seja o método adotado, deve


ser seguido consistentemente ao longo de
todo o trabalho.
◼ Neste sistema, a indicação da fonte é feita:
▪ pelo sobrenome de cada autor ou pelo
nome de cada entidade responsável até o
primeiro sinal de pontuação,seguido(s) da
data de publicação do documento e da(s)
página(s) da citação, no caso de citação
direta, separados por vírgula e entre
parênteses;
◼ No texto:

A chamada “pandectística havia sido a forma


particular pela qual o direito romano fora integrado no
século XIX na Alemanha em particular.” (LOPES, 2000,
p. 225).

◼ Na lista de referências:

LOPES, José Reinaldo de Lima. O Direito na História.


São Paulo: Max Limonad, 2000.
◼ No texto:

Bobbio (1995, p. 30) com muita propriedade nos lembra, ao


comentar esta situação, que os “juristas medievais justificaram
formalmente a validade do direito romano [...]”.

◼ Na lista de referências:

BOBBIO, Norberto. O positivismo jurídico: lições de Filosofia


do Direito. São Paulo: Ícone, 1995.
◼ No texto:

De fato, semelhante equacionamento do problema conteria o


risco de se considerar a literatura meramente como uma fonte a
mais de conteúdos já previamente disponíveis, em outros lugares,
para a teologia (JOSSUA; METZ, 1976, p. 3).

◼ Na lista de referências:

JOSSUA, Jean Pierre; METZ, Johann Baptist. Editorial: Teologia


e Literatura. Concilium, Petrópolis, v.115, n. 5, p. 2-5, 1976.
◼ No texto:

Merriam e Caffarella (1991) observam que a


localização de recursos tem um papel crucial no
processo de aprendizagem autodirigida.

◼ Na lista de referências:

MERRIAM, S.; CAFFARELLA, R. Learning in


adulthood: a comprehensive guide. San
Francisco:Jossey-Bass, 1991.
◼ No texto:

“Comunidade tem que poder ser intercambiada em


qualquer circunstância, sem quaisquer restrições estatais,
pelas moedas dos outros Estados-membros.” (COMISSÃO
DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS, 1992, p. 34).

◼ Na lista de referências:

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS. A união


européia. Luxemburgo: Serviço das
Publicações Oficiais das Comunidades Européias, 1992.
◼ No texto:

O mecanismo proposto para viabilizar esta concepção é


o chamado Contrato de Gestão, que conduziria à captação
de recursos privados como forma de reduzir os
investimentos públicos no ensino superior (BRASIL, 1995).

◼ Na lista de referências:

BRASIL. Ministério da Administração Federal e da


Reforma do Estado. Plano diretor da reforma do aparelho
do Estado. Brasília, DF, 1995.
◼ Neste sistema, a indicação da fonte é feita:
▪ pela primeira palavra do título seguida de
reticências, no caso das obras sem indicação
de autoria ou responsabilidade, seguida da
data de publicação do documento e da(s)
página(s) da citação, no caso de citação direta,
separados por vírgula e entre parênteses;
◼ No texto:

“As IES implementarão mecanismos democráticos,


legítimos e transparentes de avaliação sistemática das
suas atividades, levando em conta seus objetivos
institucionais e seus compromissos para com a sociedade.”
(ANTEPROJETO..., 1987, p. 55).

◼ Na lista de referências:

ANTEPROJETO de lei. Estudos e Debates, Brasília, DF, n.


13, p. 51-60, jan. 1987.
▪ Neste sistema, a indicação da fonte é feita:

▪ se o título iniciar por artigo (definido ou


indefinido), ou monossílabo, este deve ser incluído
na indicação da fonte.
◼ No texto:

E eles disseram “globalização”, e soubemos que era


assim que chamavam a ordem absurda em que dinheiro é a
única pátria à qual se serve e as fronteiras se diluem, não
pela fraternidade, mas pelo sangramento que engorda
poderosos sem nacionalidade. (A FLOR..., 1995, p. 4).

◼ Na lista de referências:

A FLOR Prometida. Folha de S. Paulo, São Paulo, p. 4, 2


abr. 1995.
◼ No texto:

“Em Nova Londrina (PR), as crianças são levadas às


lavouras a partir dos 5 anos.” (NOS CANAVIAIS...,
1995, p. 12).

◼ Na lista de referências:

NOS CANAVIAIS, mutilação em vez de lazer e


escola. O Globo, Rio de Janeiro, 16 jul. 1995. O País, p.
12.
◼ Quando o(s) nome(s) do(s) autor(es),
instituição(ões) responsável(eis) estiver(em)
incluído(s) na sentença,indica-se a data, entre
parênteses, acrescida da(s) página(s), se a
citação for direta.
▪ Exemplos:
Em Teatro Aberto (1963) relata-se a emergência do
teatro do absurdo.

Segundo Morais (1955, p. 32) assinala "[...] a presença


de concreções de bauxita no Rio Cricon."
◼ Quando houver coincidência de sobrenomes de
autores, acrescentam-se as iniciais de seus
prenomes; se mesmo assim existir coincidência,
colocam-se os prenomes por extenso.
▪ Exemplos:
(BARBOSA, C., 1958)
(BARBOSA, O., 1959)
(BARBOSA, Celso, 1965)
(BARBOSA, Cássio, 1965)
◼ As citações de diversos documentos de um
mesmo autor, publicados num mesmo ano, são
distinguidas pelo acréscimo de letras minúsculas,
em ordem alfabética, após a data e sem
espacejamento, conforme a lista de referências.
▪ Exemplos:
De acordo com Reeside (1927a)
(REESIDE, 1927b)
◼ Ascitações indiretas de diversos documentos da
mesma autoria, publicados em anos diferentes e
mencionados simultaneamente, têm as suas
datas separadas por vírgula.

▪ Exemplos:
(DREYFUSS, 1989, 1991, 1995)
(CRUZ; CORREA; COSTA, 1998, 1999, 2000)
◼ As citações indiretas de diversos documentos de vários
autores, mencionados simultaneamente, devem ser
separadas por ponto-e-vírgula, em ordem alfabética.
▪ Exemplos:
Ela polariza e encaminha, sob a forma de “demanda
coletiva”, as necessidades de todos (FONSECA, 1997;
PAIVA, 1997; SILVA, 1997).
Diversos autores salientam a importância do
“acontecimento desencadeador” no início de um processo
de aprendizagem (CROSS, 1984; KNOX, 1986; MEZIROW,
1991).
NOTAS DE RODAPÉ
NOTAS DE RODAPÉ
▪ São utilizadas para
acrescentar informação ou
comentário de forma a não
interromper a sequência
lógica da leitura e não
sobrecarregar o texto.
▪ Aparecem na margem
inferior da mesma
página onde ocorre a
indicação de nota.
▪ Deve ser feita em
algarismos arábicos
sobrescritos, com
numeração consecutiva
e sequencial para todo o
texto.
NOTAS DE RODAPÉ

▪ As notas de rodapé devem ser digitadas com


tamanho de fonte menor que o utilizado no texto,
separadas do texto por um espaço simples de
entrelinhas e por filete de 3 centímetros, a partir da
margem esquerda. A primeira linha da nota deve
estar alinhada à margem esquerda, com
deslocamento de parágrafo de 0,2 centímetros a
partir da segunda linha, de forma a destacar o
número da nota. O espacejamento deverá ser
simples.
NOTAS DE RODAPÉ
CLASSIFICAÇÃO

Notas de Rodapé

Explicativa
Bibliográfica
(Observações pessoais do
(Sistema de chamada autor, indicação de dados
numérico) relativos à comunicação pessoal
e trabalhos não publicados)
REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS


TÉCNICAS. NBR 10520: informação e
documentação: citações em documentos:
apresentação. Rio de Janeiro, 2002.
MUITO OBRIGADA!!
PROF. DRA. NILVANETE GOMES DE LIMA

CITAÇÕES, SISTEMAS DE
CHAMADA E NOTAS DE
RODAPÉ

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