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Boletim REBRAENSP 31 de março de 2018

Volume 1, Num 2

Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente

XX REUNIÃO da Rebraensp Nacional


N o dia 20 de março Os principais temas abor-
dados na pauta da reunião
iniciativa, foi lançado um
aconteceu a XX Reunião logotipo comemorativo,
da Rebraensp Nacional. foram: a) o processo elei- que ilustra esta edição do
toral para a gestão 2019- Boletim. Em breve teremos
O encontro teve como 2021, b) o II Congresso outras notícias sobre as
sede a Escola Paulista de Internacional da Rebraensp comemorações.
Enfermagem/UNIFESP e e c) definições para a XXI
contou com a presença de Reunião Nacional. Siga a Rebraensp através
coordenadores de vários das mídias oficiais:
Polos e Núcleos. Além dos temas abordados
anteriormente, os coorde- Facebook:
https://www.facebook.com/
As reuniões nacionais são nadores discutiram as Rebraenspnacional
momentos de compar- ações que serão desen-
tilhamento de experiências volvidas como parte da Website:
Coordenação do Boletim da http://www.rebraensp.com.
dos polos e núcleos, além campanha “Abril Pela br/
REBRAENSP Segurança do Paciente”,
de serem os fóruns
deliberativos da Rebra- foco principal desta edição e-mail:
Silvio Cesar da Conceição - RJ rebraenspnacional@gmail.c
ensp. Nestas reuniões do Boletim. om
definem-se as diretrizes
Equipe do Boletim futuras da Rede, discutem- Finalmente, grande ênfase
se as propostas e aprovam- foi dada à discussão sobre
Maria Lúcia F. S. F. Filha – RJ se alterações no Acordo as estratégias de
Básico, documento que comemoração dos 10 anos
Patricia Nunes B. Soares – DF
norteia o funcionamento da fundação da Rebra-
Rosângela Louisette - BA da Rebraensp. ensp. Como primeira

Sandra Mônica Bertotto – SP

Thatianny T. B. Paranaguá - DF

Contato:

boletim.rebraensp.nacional@gmail.com

Coordenação da REBRAENSP
Nacional

Antônio José de Lima Junior - MG


Luiza Maria Gerhardt - RS

Coordenadores da Rebraensp ao final da XX Reunião Nacional.

Coordenação do Boletim

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Boletim REBRAENSP 31 de março de 2018
Volume 1, Num 2

Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente

Abril Pela Segurança do Paciente


A comunicação efetiva é uma
ferramenta essencial, pois
possibilita um cuidado preciso,
A proposta da cam- construção da cultura de
segurança do paciente”. A
foi elaborado um cartaz
com o tema central (figura
panha “Abril pela Se-
seguro, efetivo e de qualidade. proposta do tema foi feita abaixo) que pode ser
gurança do Paciente”,
pelos núcleos do polo São utilizado por todos os
Além disso, possui a possibilidade coordenada pelo Ministério
Paulo e recebeu apoio da membros da Rede.
de promover a redução de riscos da Saúde, é tornar o mês
maioria dos polos e núcleos
e agravos, disseminar ideias, de abril como um marco
do país. Conforme lem- Outras informações podem
fortalecer vínculos e fomentar para a segurança do
braram as coordenadoras ser obtidas no site do
indicadores, práticas seguras e a paciente, incentivando e
Eliane Maziero (Polo Ministério da Saúde ou no
continuidade de ações. reforçando o desenvol-
Paraná) e Michelle Alves site da Rebraensp.
vimento de atividades de
Constituindo um processo de (Núcleo Curitiba) a falha na
educação, implementa-
ação comum, interativo, contí- comunicação implica em Participe!
ção de ações e promoção
nuo1 e consciente, caracteriza–se erros e eventos adversos
da cultura de segurança
como uma prática complexa e mas ainda é pouco
do paciente¹.
fundamental à gestão dos conhe- explorada, já que possui
cimentos, relações e serviços. dificuldades intrínsecas. Referências
A escolha do mês de abril
A fim de se desenvolver uma faz alusão ao Programa
Para efetivação das ações,
comunicação clara, precisa, efe- Nacional de Segurança do 1. BRASIL . Abril Pela Segurança
foi proposta a realização
tiva e promotora de sensibili- Paciente (PNSP), lançado do Paciente. Disponível em:
de palestras, debates ou
zação, socialização, conscienti- em 1º de abril 2013. A http://u.saude.gov.br/index.ph
aulas abordando o tema
zação e implementação de boas proposta da campanha vai p/o-ministerio/principal/secreta
central, entretanto, outras rias/1240-sas-raiz/dahu-raiz/da
práticas no ambiente assisten- ao encontro de um dos
cial1, é importante recorrer à estratégias adicionais po- hu/seguranca-do-paciente/23
principais objetivos da
valorização e à escuta dos sabe- derão ser utilizadas. Sugere- 083-campanha-abril-pela-segu
Rebraensp, conforme seu
res e experiências dos indivíduos², se que os membros ranca-do-paciente [acesso em
Acordo Básico de Coo- : 04 abr. 2018.]
em conjunto ao fortalecimento registrem as ações com
peração: “Compartilhar in-
do desempenho e habilidades de fotos ou vídeos e enviem
formações e conhecimen- 2. REBRAENSP. Objetivos. 2017.
comunicação direta e indireta, para os seus núcleos para
tos relacionados à área de Disponível em
além da padronização de que os resultados sejam https://www.rebraensp.com.br
enfermagem e segurança
protocolos estruturados³. compartilhados entre os /objetivos [a cesso em: 04 abr.
dos pacientes”².
membros da Rebraensp. 2018.]
A comunicação efetiva é um
constante desafio que propor- Neste ano, o tema central
Como estratégia de
ciona transformações positivas, para as ações da
avaliações e reflexões perma- divulgação da adesão da
Rebraensp na campanha
nentes e pertinentes para a Rebraensp à campanha,
será “A comunicação e a
segurança do paciente, na qual o
trabalho em equipe é complexo e
impulsionador. Para tal, é
necessário envolvimento, empen-
ho e comprometimento de
todos³.

1. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância


Sanitária. Implantação do Núcleo de
Segurança do Paciente em Serviços de Saúde.
Brasília: Anvisa, 2016. 68p.

2. REIS, Gislene Aparecida Xavier dos;


HAYAKAWA, Liliana Yukie; MURASSAKI, Ana
Claudia Yassuko; MATSUDA, Laura Misue;
GABRIEL, Carmen Silvia; OLIVEIRA, Magda Lucia
Felix de. Implantação das Estratégias de
Segurança do Paciente: Percepções de
Enfermeiros Gestores. Texto Contexto Enferm.
Florianopolis, v. 26, n. 2, e00340016, 2017;.
Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/tce/v26n2/pt_0104-
0707-tce-26-02-e00340016.pdf. Acesso em 04
abr 2018.

3. NOGUEIRA, Jane Walkiria da Silva;


RODRIGUES, Maria Cristina Soares.
Comunicação Efetiva no Trabalho em Equipe
Em Saúde: Desafio Para a Segurança Do
Paciente. Cogitare Enferm. Curitiba, v. 20, n., 3,
p. 636-640, 2015. Disponivel em:
http://www.saude.ufpr.br/portal/revistacogitar
e/wp-content/uploads/sites/28/2016/10/40016-
162735-1-PB.pdf. Acesso em 04 abr 2018. Coordenação do Boletim

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Boletim REBRAENSP 31 de março de 2018
Volume 1, Num 2

Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente

Artigo especial
Comunicação efetiva: caminho
para o cuidado seguro
A campanha “Abril pela preparados e capacitados
para intervir nas barreiras e
análise e discussão de suas
causas são importantes
Segurança do Paciente” é
uma iniciativa do Ministério transmitir um conjunto medidas para a transfor-
da Saúde, com o apoio da adequado de informações mação do cenário nas
REBRAENSP. Nesse ano o propiciando a redução dos instituições de saúde8.
Mileide Morais Pena tema “A comunicação e a riscos e prevenção de
construção da cultura de danos ao paciente. Estimular a discussão dessa
Enfermeira. Doutora. Gerente segurança do paciente” temática e promover a
de Enfermagem do Hospital nos remete à necessidade A transição de cuidados integração entre a equipe
PUC-Campinas. Coordena-
de trabalhar a comuni- entre unidades de saúde multiprofissional, ainda na
dora da REBRAENSP - Núcleo de qualquer nível assisten- formação de nível superior
cação como uma habili-
Região Campinas (gestão cial é um mecanismo de ou técnico; promover invés-
dade necessária, devendo
2016-2018). transferência de informa- tigações que subsidiem
ser incorporada aos
modelos da prática assis- ções, responsabilidades e tomadas de decisão e
tencial, proporcionando autoridade. Revisão inte- intervenções no cuidado e
atos seguros em saúde. grativa de literatura utilizar modelos de gestão
demonstrou pontos impor- de riscos clínicos, que
A comunicação em saúde tantes a serem explorados foquem nos processos e
é um processo complexo em relação a essa temá- não nos indivíduos, bus-
de intercâmbio de infor- tica: 33% dos estudos cando barreiras para que
mações ocorrendo em consideraram a transição os sistemas tornem-se cada
duas vias, envolvendo o do cuidado primordial para vez mais seguros são
envio e a recepção da a segurança do paciente, desafios para o ensino,
mensagem, sendo de tendo em vista que a pesquisa, gerência e
responsabilidade dos profi- continuidade do cuidado assistência5.
ssionais e do paciente. depende da comunicação
Deve ser oportuna, precisa entre profissionais, pacien- Após cinco anos da im-
Maria Silvia Teixeira
e útil para o remetente e tes e familiares; 51% plantação do Programa
Giacomasso Vergílio demonstraram boa acei- Nacional de Segurança do
para o destinatário. Quan-
do todas as informações tação das equipes assis- Paciente (PNSP), que prevê
Enfermeira. Doutora. Profis-
sional da carreira PAEPE da importantes e necessárias tenciais e gestores ao a melhoria da comu-
Faculdade de Enfermagem da não são contempladas estabelecimento de crité- nicação entre profissionais
UNICAMP. Coordenadora da pelas barreiras ou dificul- rios para esse processo; 8% de saúde como uma de
REBRAENSP - Núcleo Região dades nas interações entre identificaram eventos suas metas, faz-se neces-
Campinas (gestão 2016-2018) os profissionais, ou entre adversos relacionados às sário refletir sobre as
esses e os pacientes, ocor- falhas na transição dos dificuldades na comuni-
rem as falhas de comuni- cuidados e 26% apre- cação entre os profis-
cação1. sentaram estratégias para sionais, pacientes e
Enfermeira. Doutora. Gerente sua redução. Algumas das familiares, bem como as
de Enfermagem do Hospital Estudos internacionais2-4 e propostas foram: enfer- estratégias para melhorias
PUC-Campinas. nacionais5-6 demonstram a meiro de ligação entre a desse complexo processo
relação entre as falhas de unidade de cuidado inten- de interação.
Coordenadora da REBRAENSP comunicação e a ocorrên- sivo para cuidado inter-
- Núcleo Região Campinas cia de eventos adversos. mediário, participação da
(gestão 2016-2018). família, reconciliação me-
Nessa direção, observa-se dicamentosa e elaboração Referências
que a comunicação é de ferramentas específi-
Sheilla Siedler Tavares instrumento determinante cas7.
da qualidade e segurança 1. Ellison D. Communication
que garante a efetividade Skills. Nurs Clin N Am. 2015;
Enfermeira. Mestre. Docente Ademais, o aperfeiçoa- 50(1):45–57.
na Universidade de Sorocaba na assistência por tomadas mento da cultura de
(UNISO). Coordenadora da de decisões adequadas. segurança, o incentivo à 2. Eggins S, Slade D. Communi-
REBRAENSP – Núcleo Região Deste modo é necessário notificação dos eventos, a cation in clinical handover:
Sorocaba (gestão 2016-2018). que os profissionais estejam improving the safety and
quality of the patient
experience. J Public Health Res.
2015;4(3):197-9.
Enfermeira. Doutora. Gerente
de Enfermagem do Hospital
PUC-Campinas.
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Coordenadora da REBRAENSP
Boletim REBRAENSP 31 de março de 2018
Volume 1, Num 2

Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente

Comunicação preventiva com uso


Referências (Continuação)

quality of the patient


experience. J Public Health Res.
2015 da “Técnica CNV” – Comunicação
3. Gillespie BM, Chaboyer W,
Fairweather N. Interruptions and
miscommunications in surgery:
não violenta
an observational study. AORN J.
2012:95(5):576-90. C om o passar dos sécu- sividade desarrazoada, a
intolerância e a violência.
4. Ilan R, Le Baron CD,
los, houveram transforma-
Liliane Bauer Feldman ções na estrutura da nossa
Christianson MK, Heyland DK,
Day A, Cohen MD. Handover sociedade. As sociedades Devemos desenvolver habi-
patterns: an observational study Doutora. Pesquisadora na verticais, como a monar- lidades para: identificar
of critical care physicians. Escola Paulista de Enferma- quia, o feudalismo e as nosso desejo; reconhecer
Online BMC Health Serv Res. gem da Universidade ditaduras, mudaram com a nossa emoção; se respon-
2012;12(11):1-10. Federal de São Paulo sabilizar por ela; substituir
chegada da democracia.
EPE/UNIFESP. Coordenado- O poder de decisão se padrões de defesa auto-
5. Pena MM. Ocorrência de
ra do Núcleo Metropolitano transferiu do topo, para a máticos, de recuo ou ata-
eventos adversos e sua relação
com o fator comunicação em São Paulo-NUMESP da base da sociedade, que que diante de julgamentos
um hospital universitário [tese]. Rebraensp. Co-coordena- passou a participar das e críticas; aprender a escu-
São Paulo: Universidade de São dora do serviço de ortope- decisões. Os conflitos se tar; se colocar no lugar do
Paulo, Escola de Enfermagem; dia do Hospital Albert evidenciaram e a capa- outro procurando entender
2015. 195p. Sabin-SP. cidade de negociar se suas reivindicações; enxer-
tornou necessária para a gar os interesses não decla-
6. Bohomol E, Tartali JA. Adverse
Telma Landsberg Brandes convivência entre as pes- rados do outro; pedir, sem
effects in surgical patients:
knowledge of the nursing soas. exigir, aceitando negativas;
professionals. Acta Paul Enferm. Cirurgiã-dentista desde e negociar, sem expecta-
2013;26(4):376-81. 1984 e advogada desde No microcosmo familiar, tivas.
2006, com especialização escolar ou laboral isso tam-
7. Tavares SS, Kusahara DM, em Direito de Família. bém aconteceu. Passou a A mediação é uma ponte
Pedreira MLG. Transição do Consultora em Mediação para restabelecer a
cuidado intensivo pediátrico
ser imprescindível estimular
de conflitos, especializada o “diálogo” nos relacio- comunicação. Assim, se
para o cuidado intermediário e
a segurança do paciente. In: VII em mediação familiar, namentos entre pais, filhos, compartilha o poder de
Congresso Brasileiro de cível, na esfera privada e irmãos, professores, alunos, decisão, dividimos os recur-
Enfermagem Pediátrica e no setor público no fórum colegas de trabalho, sos e ajustamos às neces-
Neonatal. Anais. São Paulo (SP) da Lapa. vizinhos, sócios e outros. sidades de todos. Afinal,
São Paulo, 2018. Disponível em:
Mesmo sem achar a própria todos temos direito de ser
<https//www.even3.com.br/an Renato Sacerdote diferentes em nossa
ais/sobep/75804-transicao-do-
fala “agressiva”, ou o tom
de voz “violento”, nossas pluralidade e forma de ser.
cuidado-intensivo-pediatrico-
para-o-cuidado-intermediario- Consultor de comunica- palavras podem machu-
e-a-seguranca-do-paciente>. ção, atendimento e mídia car. A CNV aprimora os
Acesso em: 25/03/2018 13:57. training. Consultor em Me- relacionamentos pessoais,
diação de conflitos, espe- Para a coexistência, pode- familiares e profissionais. O
8. Pena MM, Melleiro MM. O cializado em mediação fa- mediador é especialista
mos utilizar a comunicação
método de análise de causa miliar, escolar e cível na interlocutor para esse
raiz para a investigação de
não-violenta como ferra-
área privada. Capacitado menta, para que as dispu- diálogo. Nós temos que ser
eventos adversos. Rev enferm
UFPE on line. 2017; 11(Supl. pelo Instituto dos Advo- tas se resolvam civiliza- a mudança que desejamos
12):5297-304. gados de São Paulo-IASP. damente. É uma “lingua- ver no mundo, para
gem positiva”, que concilia alcance da paz social.
desejos, evitando a agres-

Liliane Bauer, Telma Brandes e Renato Sacerdote


Fonte: Ministério da Saúde

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Boletim REBRAENSP 31 de março de 2018
Volume 1, Num 2

Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente

Relato do Polo
especial Ampliando cenários de discussão

N o dia 07 de dezembro cuidado seguro’, ‘Cirurgias


seguras salvam vidas’ e
colegiado formado pelo
Conselho Regional de
de 2017, na sede da
Associação Brasileira de ‘Medicação sem danos’. Enfermagem do Distrito
Thatianny Tanferri de Brito Enfermagem, foi realizado o O evento oportunizou a Federal, pela Associação
Paranaguá I Fórum de Segurança do apresentação da Rebra- Brasileira de Enfermagem-
Paciente do Distrito Federal, ensp aos presentes e, Seção DF e pelos sindicatos
Doutora. Professora na direcionado aos responsá- ainda, o momento “Choco- de enfermagem no estado.
Faculdade de Ciências da veis técnicos dos serviços late com ideias” que deu
Saúde da Universidade de de saúde do estado. voz aos anseios e neces- O objetivo da FUEnf é somar
Brasília. Coordenadora da sidades dos participantes, forças e ampliar a
REBRAENSP-Polo DF. emergindo como eixo de representatividade das
A mesa de abertura (Foto 3)
apontou importantes refle- principal interesse “O ensino entidades para
xões, desafios e perspecti- da segurança do paciente trabalharem por melhorias
vas acerca do papel da em diferentes cenários de na Enfermagem do Distrito
Enfermagem na garantia atuação”. Federal. Nessa mesma
de cuidados seguros e de perspectiva, a parceria
qualidade, considerando o O tema manifestado será entre o Polo DF e a FUEnf
atual cenário do trabalho trabalhado no II Fórum de visa fortalecer e ampliar o
em saúde e os aspectos Segurança do Paciente do cenário de discussão sobre
éticos relacionados ao Distrito Federal, que ocor- boas práticas na
exercício profissional. rerá durante a 79ª Semana enfermagem e possibilitar
Brasileira de Enfermagem, cooperação técnica na
O tema principal do no dia 16 de maio de 2018. identificação de
evento, moderado pela prioridades locais e
coordenadora geral da O sucesso do evento é fruto desenvolvimento de
Rebraensp-Polo DF, possi- de parceria entre a potencialidades no
bilitou discussões práticas Rebraensp-Polo DF e a contexto da assistência
sobre os três desafios Frente Única de Enferma- segura de enfermagem.
globais para segurança do gem do Distrito Federal
paciente: ‘Cuidado limpo é (FUEnf), que consiste em um

Foto 1 - Da esquerda para a direita:


Coordenadora Geral da Rebraensp -
Polo DF (Thatianny Paranaguá),
Presidente da ABEN-DF (Rosalina Sudo) e
Diretora Financeira da ABEN-DF (Idenise
Carvalho).

Foto 3 - Mesa de abertura. Da esquerda para a direita


representantes do Sindicato dos Técnicos de
Enfermagem (João Cardoso), Casa de Saúde indígena
(Ricardo Soletti), Diretoria de Enfermagem da SES/DF
(Verônica Lobo), COREN-DF (Marcos Wesley, Gestão
2018-2020), COREN-DF (Gilney, Gestão 2015-2017),
ABEn-DF (Rosalina Sudo), Sindicato dos Enfermeiros
(Jorge Souza), Secretaria de Estado da Saúde/DF (Lígia
Foto 2 - Participantes e organizadores do I Fórum de Segurança do Paciente do Distrito
Federal. Paixão), REBRAENSP-Polo DF (Thatianny Paranaguá).

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Boletim REBRAENSP 31 de março de 2018
Volume 1, Num21

Rede Brasileira de Enfermagem e Segurança do Paciente

Relato do Núcleo
especial Estudos de coorte e a avaliação
em segurança do paciente
Maria Lúcia Ferreira dos
Santos Fernandes Filha
O s estudos de coorte A partir destas reflexões, o
Núcleo Rio de Janeiro, em
recebendo o desafio de
traçar um problema relaci-
(longitudinais) são estudos
observacionais nos quais a parceria com a Escola de onado à segurança do
Bacharel e Licenciada em Enfermagem Alfredo Pinto, paciente, além de uma
exposição dos partici-
Enfermagem pela Universidade da Universidade Federal do
pantes à certa exposição exposição e um desfecho
Federal Fluminense. Membro da
de interesse determina a Estado do Rio de Janeiro de interesse. Na etapa final,
Rebraensp Núcleo RJ. Pós-
Graduanda em Auditoria Hos- sua inclusão no estudo, (UNIRIO), promoveu o curso cada grupo apresentou seu
pitalar pela Universidade Celso sendo esses sujeitos acom- “Delineamento de Estudos delineamento para os
Lisboa. panhados ao longo do de Coorte Para Avaliação demais participantes, ge-
tempo para avaliar a do Impacto de Ações de rando um intenso momento
Mônica de Almeida Carreiro incidência de doença ou Segurança do Paciente”, de discussão e reflexão.
outro desfecho.¹ ministrado pelo coordena-
Doutora em Enfermagem. dor, Prof. Enf. Silvio Cesar da Grandes questões ainda
Enfermeira da UNIRIO, respon- Conceição, apoio das sem respostas claras no
sável técnica pelo Laboratório Estes estudos são utilizados
para diversas finalidades, enfermeiras Dra. Mônica de âmbito da segurança do
de Simulação e Aperfeiçoa-
mento Clinico da Escola de como a avaliação da Almeida Carreiro e Maria paciente possuem grande
enfermagem Alfredo Pinto. etiologia de doenças, im- Lúcia Fernandes. potencial de solução ao
Professora do Programa de Pós pacto de fatores prognós- serem investigadas através
Graduação em Saúde e Tecno- ticos ou intervenções O curso desenvolveu-se em dos estudos de coorte.
logia no Espaço Hospitalar- três momentos. Durante o
diagnósticas¹.
Mestrado Profissional-UNIRIO. período da manhã, foi
Professora do curso de
Devido às suas caracte- realizada a apresentação
enfermagem da Universidade
Severino Sombra-Vassouras,RJ. rísticas, os estudos de das características dos Referências
Membro da Rebraensp Núcleo coorte possuem grande principais delineamentos
RJ. de estudos em saúde, além 1. Medronho, R.A.; Bloch, K.V.;
potencial para análise do
do aprofundamento nas Luiz, R.R.;Werneck, G. L.
impacto de ações relacio- Epidemiologia. 2 ed.São Paulo:
Silvio Cesar da Conceição nadas à segurança do questões terórico-metodo-
Atheneu.2008. 790p.
paciente, constituindo-se, lógicas dos estudos de
Mestre. Professor da Univer- portanto, em uma exce- coorte. No período da
sidade Veiga de Almeida (RJ). tarde, os participantes
lente ferramenta de
Doutorando do Programa de foram divididos em grupos,
Pós-Graduação em Enferma- avaliação.
gem e Biociências – PPGEnf –
Bio/UNIRIO. Coordenador da
Rebraensp Núcleo RJ.

Da esquerda para a direita:


Etapa inicial do curso, com a apresentação do panorama dos principais tipos de delineamento de
Mônica Carreiro, Silvio Cesar e
estudos científicos.
Maria Lúcia, organizadores do
curso.

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