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05/04/2021 Estudando: Gestão da Qualidade | Prime Cursos

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Estudando: Gestão da Qualidade

Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade

CERTIFICAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE

Em linhas gerais a certificação do SGQ deve obedecer aos seguintes passos (MARANHÃO, 2006):

• Começa com o convencimento e comprometimento da alta direção da organização; a responsabilidade e


deveres da alta direção estão definidos na seção 4 (Responsabilidade da direção);

• O segundo passo seria a escolha do Coordenador/Gerente de Implementação, ou seja, o Representante da


Direção; conforme item 4.5 (Responsabilidade, autoridade e comunicação);

• O terceiro passo é avaliar a situação atual do SGQ, a maioria das organizações possuem partes de um
SGQ, formal ou informal, sem o qual não funcionariam. O objetivo deste passo é identificar os “vazios” e
redundâncias de atividades;

• O quarto passo é a elaboração de um cronograma de trabalho. O cronograma é a parte mais visível do plano
de trabalho, no qual vão ser documentadas as demais informações de planejamento;

• O quinto passo é definir uma organização estratégica. A organização estratégica, a ser consolidada em
direcionadores estratégicos, define o sonho da organização (sua visão), define os grandes rumos (política da
Qualidade, missão, estratégias), define o caráter da empresa (valores), os objetivos, metas e os indicadores;

• O sexto passo é a unificação conceitual nos vários níveis. É a adequação da informação para os vários
níveis hierárquicos da organização;

• O sétimo passo é a definição do mapeamento e modelagem dos processos, conforme item 3.1 (Requisitos
gerais);

• O oitavo passo é a formação e implementação dos grupos de trabalho. Os grupos de trabalho devem ser
vinculados às grandes atividades ou processos (comercial, produção, marketing, SAC, laboratório, etc.),
que, em última análise, vão determinar os procedimentos dos processos;

• O nono passo é a estruturação do MQ, o qual deve ser o novo norte da empresa; conforme item 3.2.2
(Manual da qualidade);

• O décimo passo é a elaboração dos demais documentos do SGQ. Nesta etapa o MQ já deve ter sido
estruturado para delimitar o escopo do SGQ e as grandes atividades da empresa (os macroprocessos).
Quanto aos demais documentos do SGQ, vide item 3.2 (Documentação);

• O décimo primeiro passo é a definição e implementação dos registros da qualidade, conforme item 3.2.4
(Controle de registro);

• O décimo segundo passo é a efetiva implementação do MQ e do SGQ em si;

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• O décimo terceiro passo é a execução da auditoria interna do SGQ;

• O décimo quarto passo é as correções (ações corretivas e/ou preventivas) e ajustes das eventuais não-
conformidades e observações apontadas na auditoria interna. É a implementação de análise e melhoria do
SGQ;

• O décimo quinto passo é a análise crítica pela alta direção, conforme item 4.6 (Análise crítica pela direção);

• O décimo sexto passo é a contração e realização da pré-auditoria. Préauditoria é uma avaliação realizada
por Organismo Certificador Credenciado (OCC), de terceira parte, com o objetivo de verificar se o SGQ está
ou não preparado para a auditoria de certificação;

• O décimo sétimo passo é a contração do OCC, com a definição da data da auditoria de certificação;

• E, finalmente, o último passo, a auditoria de certificação.

A certificação do SGQ é o reconhecimento formal emitido por um órgão credenciado (acreditado ou


reconhecido formalmente), o OCC, atestando a conformidade de itens, processo ou atividades avaliadas
durante uma auditoria ou inspeção contra os respectivos requisitos especificados por uma norma, os critérios
de auditoria. A seguir apresentaremos alguns esclarecimentos e curiosidades em relação à certificação
(MARANHÃO, 2006):

• a certificação existe desde o século XII (certificação da qualidade prata, na Inglaterra);

• o processo de certificação naval tem pelo menos 300 anos;

• a certificação pode ser de empresa, produto, processo, pessoa, etc., que resumimos pela palavra “item”;

• a certificação pode ser mandatória ou voluntária:

- certificação mandatória ou obrigatória: é quando a certificação é exigida por legislação aplicável, como forma
de proteger a sociedade (riscos à saúde, segurança, meio ambiente, etc.). São exemplos de certificação
mandatória: certificação ou “registro” de remédios no Ministério da Saúde; certificação aeronáutica;
certificação profissional (médicos, advogados, engenheiros, etc.) para exercício da profissão;

- certificação voluntária: é quando a certificação é solicitadas e realizada em benefícios de uma determinada


organização, para vários fins: aprovação, registro, credenciamento, propaganda, etc.;

• a certificação da “família ISO 9000” é sempre voluntária; nenhuma empresa é obrigada a fazê-la.

O mercado mundial vem apresentando tendência à certificação ISO 9000, assunto do nosso interesse no
momento, em toda a cadeia produtiva (seqüência de fornecedores e clientes); apesar de voluntária, a
certificação ISO 9000 passa a ser pré-requisito para a empresa se manter viva no mercado. A certificação ISO
9000 de terceira parte se limita à auditoria de SGQ de empresas, com base na Norma dita “contratual” ISO
9001. A Figura 16 apresenta os tipos de auditoria da qualidade existente, conforme item 7.2.2 (Auditoria)
(MARANHÃO, 2006).

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O OCC emite um certificado ou registro, os quais variam de país para país, reconhecendo a conformidade do
SGQ em relação à norma selecionada. Os OCCs são pagos pela empresa que solicita a certificação, através
de um contrato. É
comum que cada país designa um órgão oficial para ser o agente de acreditação dos órgãos de terceira parte
(OCC), no caso do Brasil o agente de acreditação é o INMETRO. Os agentes de acreditação credenciam os
órgãos independentes de terceira parte (OCC), a partir de auditorias realizadas sobre esses órgãos, baseadas
em normas regionais ou internacionais (Normas Européias série 45.000 e ISO/IEC Guidelines 25 e 62). Após
serem credenciados, os OCCs passam a ter direito de certificar as empresas, sob a chancela oficial de
credenciamento (credenciadores ou acreditados), conforme competência que cada OCC1 possui em relação
ao escopo de certificação (natureza de negócio ou tipo de empresa) (MARANHÃO, 2006).

O contrato de certificação do SGQ, objeto do nosso estudo, pode ou não incluir auditoria de pré-certificação.
Não há regras previamente definidas para a recomendação ou não da certificação do SGQ, em uma eventual
auditoria de certificação de terceira parte; em geral, as não-conformidades são classificadas em maiores e
menores e definem sobre a aceitação da certificação (MARANHÃO, 2006):

• não-conformidades maiores: são aquelas caracterizadas pela falta ou violação completa de um requisito
estabelecido (inexistência de procedimento ou com implementação insatisfatória. A ocorrência de uma ou
mais não-conformidades maiores são indicativos de inabilitação à recomendação para a certificação;

• não-conformidades menores: são as não-conformidades isoladas, localizadas ou pontuais. Em relação às


não-conformidades menores, o auditor líder pode recomendar a empresa à certificação, desde que fique
satisfeito com as ações corretivas propostas. Por outro lado, um número elevado de não-conformidades
menores pode também caracterizar falha sistêmica grave e, neste caso, a certificação não será recomendada.

Normalmente, o Certificado de Registro ou Certificação tem a validade de três anos, sendo que, após a
emissão do certificado o SGQ da empresa será submetido a auditorias de manutenção, semestrais ou anuais
(variam conforme o
contrato). É importante que a recomendação de certificação não seja o objetivo maior do projeto, mas o
funcionamento eficaz do SGQ e, por conseguinte, a melhoria da competitividade (MARANHÃO, 2006).

É importante enfatizarmos que a ISO 9001 (Sistemas de Gestão da qualidade – Requisitos) é a única norma
da Série de Normas ISO 9000 que possui natureza contratual, ou seja, apenas a ISO 9001 pode ser
submetida a uma auditoria de terceira parte pelo OCC. Há ainda duas outras normas, as quais não pertencem
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a Série de Normas ISO 9000, ambas com base industrial da ISO 9001, que possuem caráter contratual para
certificação de terceira parte, a saber, ISO/TS 16949:2002 (segmento automobilístico) e ISO 13485:2003
(segmento da indústria médica)
(MARANHÃO, 2006).

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