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Por que realizar avaliações de itens de preferência?

A preocupação com métodos eficazes de AIP teve início no final dos anos 70 em intervenções
junto a populações com desenvolvimento atípico. Os participantes muitas vezes não se
comunicavam verbalmente, não se engajavam espontaneamente em brincadeiras e/ou tinham
habilidades motoras e cognitivas comprometidas. Era preciso desenvolver uma maneira
eficiente de identificação de reforçadores. Desde então, vários métodos de AIP foram
desenvolvidos e várias pesquisas sobre o tema foram publicadas, incluindo estudos de
comparação entre diferentes métodos de AIP, investigações sobre mecanismos de
preferência, efeitos da escolha no comportamento e ensino de profissionais/participantes com
desenvolvimento típico ou atípico.
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O reforçamento é um mecanismo central no desenvolvimento de comportamentos operantes.
Para programar com sucesso uma intervenção baseada nos princípios do reforçamento em
pesquisas aplicadas, básicas ou translacionais, é essencial identificar itens de preferência
para serem utilizados como possíveis reforçadores com pacientes ou participantes.
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ORIENTA O AVALIADOR NA AIP DIRETA. NEM TESTADO
Em avaliações indiretas, o profissional baseia-se na opinião de cuidadores ou de outros que
conhecem a pessoa para descobrir itens comestíveis, atividades, interações e outros
estímulos que ela goste. Nesse tipo de avaliação, o comportamento da pessoa em relação
aos itens não é diretamente observado pelo profissional. Exemplos de avaliação indireta
incluem as entrevistas não estruturadas e estruturadas e checklists.
Com pessoas que têm contato extenso com a rotina do participante (familiares ou
cuidadores). • Auxiliando o avaliador na preparação das AIP diretas
Observações informais Observação do paciente em momentos e ambientes de interesse

• Os itens podem estimular as diferentes modalidades sensoriais (visão, audição, olfato,


paladar, tato).
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O principal motivo para se realizar uma AIP envolve identificar itens reforçadores que possam
ser utilizados como consequências para ampliar o repertório comportamental socialmente
relevante do participante, com desenvolvimento típico ou atípico, ou reduzir comportamentos
desafiadores.
Tal método permite o levantamento inicial dos possíveis itens de preferência, auxiliando o
avaliador na preparação das AIP diretas, Pais e cuidadores nem sempre fornecem
informações totalmente fidedignas sobre as escolhas do participante, O item preferido pode,
por exemplo, ser confundido com aquele que é aceito rotineiramente, mesmo quando esse é
apresentado sem estar em conjunto com outros itens, ou seja, sem que haja uma situação de
escolha.
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Após a identificação e registro das preferências, os itens preferidos devem ser testados
diretamente, sendo apresentados como consequências para comportamentos pré-definidos.
Se tais comportamentos se tornarem, por exemplo, mais frequentes, duradouros ou intensos,
então os itens possuem valor reforçador. Nesse momento, a AIP estará completa.
Realizada no início de toda semana • Selecione o conjunto de itens de possível interesse (por
exemplo: 5 brinquedos)
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Apresentação dos estímulos: antes do início da avaliação, cada item, ou atividade
potencialmente preferida, deve ser apresentado separadamente; o participante poderá
interagir por 10 a 15 segundos com cada um deles.

inicie a próxima tentativa fornecendo a mesma instrução (i. e., “escolha um”).

Se o participante não escolher, os itens devem ser reorganizados sobre a mesa e


reapresentados com a instrução “escolha um”.

Se o participante escolher mais de um item, essa escolha deverá ser bloqueada, e todos os
itens reorganizados e reapresentados.

Se o participante não fizer a escolha após 30 segundos, os itens deverão ser removidos da
mesa e registrados como “ausência de escolha” na folha de registro
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TESTE DE PREFERÊNCIA - PRÁTICA NOSSA
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Uma vez que os estímulos são apresentados simultaneamente e são removidos do conjunto
após a escolha, a presente avaliação é realizada em menos tempo, o que diminui a
probabilidade de saciação do valor reforçador dos itens.
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-------------- AVALIANDO O COMPORTAMENTO

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MEDIDAS DO COMPORTAMENTO - FREQUÊNCIA
As medidas contínuas do comportamento medem o comportamento em todas as instâncias
ocorridas durante todo o período de observação e medem diretamente um aspecto ou
dimensão quantitativa do comportamento. Embora tais medidas sejam realizadas em um
período específico e definido de observação, a característica principal é medir diretamente
uma dimensão quantitativa do comportamento (como latência, duração ou contagem).
Total de vezes em que uma resposta
ocorre em uma dada sessão de observação.

Sessões de observação devem ter o mesmo intervalo de tempo.


Utilize folhas de registro adequadas. O clicker é uma opção.
O comportamento medido precisa:
• Ter um começo e um fim claros
• Ocorrer a uma taxa que possa ser contada com precisão.
Exemplo: número de vezes que seu cliente faz xixi no chão
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DURAÇÃO
A medida de duração está diretamente relacionada à extensão temporal do comportamento e
envolve medir a quantidade de tempo que um comportamento ocorre. A medida de duração é
útil quando a quantidade de tempo que o indivíduo engaja em um comportamento é relevante
para a vida do indivíduo e/ou para a intervenção (COOPER et al., 2007).
Por exemplo, se uma criança engaja em birra durante longos períodos do dia, o que pode
interferir com a realização de outras atividades ou prejudicar a rotina da criança, a duração
dessas birras deve ser de interesse para planejar e monitorar uma intervenção.
Por outro lado, para comportamentos adequados e socialmente relevantes que podem estar
ocorrendo em pequenas durações, o objetivo pode ser aumentar a duração ou tempo em que
a criança se mantém engajada em tais comportamentos. Por exemplo, manter-se engajado
em uma tarefa acadêmica, tempo que um aluno permanece sentado em sala de aula e brincar
de forma independente e funcional.
Quanto tempo dura um comportamento do início ao fim.

Utilize um cronômetro ou gravações em vídeo.

A quantidade de tempo gasto em brincadeiras imaginativas ou em um acesso de raiva são


exemplos.
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LATÊNCIA
Por exemplo, em situações em que o professor apresenta uma instrução ou tarefa para um
aluno realizar, e ele apresenta grandes atrasos para iniciar a tarefa. Nesse caso, registrar a
latência será relevante para avaliar, por exemplo, se uma intervenção é bem-sucedida em
diminuir a latência (ou seja, avaliar se, após a intervenção, o tempo entre a instrução e o início
do engajamento do aluno na tarefa diminui).

O tempo entre o estímulo discriminativo (SD) e a resposta.


Permite avaliar a velocidade de resposta a um determinado estímulo.

Para registrar a latência, inicie o tempo em um cronômetro após a entrega do SD e pare o


tempo assim que o aluno começar a responder.
°°Nesse caso, a latência média seria calculada somando-se os registros de latência e
dividindo-se pelo número de registros. Por exemplo, se tivermos quatro registros de latência
(20 s, 30 s, 30 s e 40 s), considerando que a professora tenha dado quatro instruções durante
o período de observação, a latência média seria 30 s (120/4).

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