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1 – A partir da visão contingencial, como a globalização deve ser analisada para a

gestão das organizações?


Na tecnologia a visão contigencial focaliza a organização como um meio de utilização
racional de tecnologia, muitas vezes é eclética e interativa, sendo ao mesmo tempo
relativista e situacional. É mais uma maneira de encarar o mundo do que uma teoria
administrativa promovendo assim habilidade e diagnóstico situacional e não somente
habilidade de aplicar uma ferramenta ou esquema de trabalho. Essa visão é aplicada em
termos relativos e seus conceitos não são únicos ou estáticos e nem são considerados em
termos absolutos e definidos,
O ponto central da mudança é a integração dos mercados numa “aldeia global”
explorada pelas grandes corporações internacionais. Os Estados abandonam
gradativamente as barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência
estrangeira e abrem-se ao comércio e ao capital internacional.
Tendo pontos positivos e negativos.
Pontos Positivos:
• Condições das transformações estruturais em direção a um mundo solidário,
pacífico e de cooperação;
• Formação de uma consciência social de um poder político global;
• Em longo prazo, tende a proporcionar condições de desenvolvimento sustentável
e a democratização da política;
• Barateamento e melhoria dos serviços de comunicação, permitindo a integração
entre pontos distantes (revolução tecnocientífica);
• Abandono gradativo das barreiras tarifárias;
• Viabiliza financiamentos rápidos de projetos de investimentos.

Pontos Negativos:
• Cortes impiedosos de postos de trabalho;
• Queda nos níveis salariais;
• Perda por parte do Estado da capacidade de levantar recursos via tributos e
impostos;
• Aumento do custo e diminuição da qualidade da educação;
• Falta de segurança e deterioração da qualidade de vida;
• Desemprego Estrutural;
• Perda do controle de política econômica interna.

2 – Como pode ser definido o Planejamento Estratégico? Explique cada uma de


suas etapas.
Planejamento estratégico um processo gerencial que diz respeito à formulação de
objetivos para a seleção de programas de ação e para sua execução, levando em conta as
condições internas e externas à empresa e sua evolução esperada. Também considera
premissas básicas que a empresa deve respeitar para que todo o processo tenha
coerência e sustentação. Para Bateman e Snell (1998), a administração estratégica é um
processo envolvendo administradores de todos os níveis da organização, que formulam
e implementam objetivos estratégicos.
A primeira etapa do planejamento estratégico é identificar as condições atuais,
externas e internas da organização.
A análise da situação atual tem como objetivo avaliar os recursos disponíveis
internamente na empresa, sendo eles financeiros, humanos e materiais, além das
possibilidades disponíveis no mercado.
Divide-se então a análise da situação atual em duas partes, a análise do ambiente
externo e a análise interna.
Análise do ambiente externo
Maximiano (2006) diz que “a análise do ambiente externo é um dos pilares do
planejamento estratégico. Quanto mais competitivo, instável e complexo o ambiente,
maior a necessidade de analisá-lo”.
Esta definição é verdadeira, assim que assumimos as organizações como sistemas
abertos, ou conjunto de partes interdependentes entre si, que sofrem influência do meio
externo.
No processo de planejamento estratégico, a primeira etapa compreenderá a identificação
dos fatores ambientais que influenciam o desempenho da organização.
Análise interna
Maximiano (2006) define a análise interna como “a identificação de pontos fortes e
fracos dentro da organização anda em paralelo com a análise do ambiente”.
Os estudos dos pontos fortes e fracos da organização são realizados através da análise
das áreas funcionais de uma organização (produção, marketing, recursos humanos e
finanças), e a comparação do desempenho destas áreas com empresas de destaque
(prática conhecida como benchmarking).
O benchmarking é a técnica por meio da qual a organização compara seu desempenho
com o de outra (MAXIMIANO, 2006).
Através do benchmarking, a organização pode observar em outras organizações as
melhores práticas para cada uma das áreas funcionais, adaptando suas tarefas e
procedimentos de acordo com a conduta destas organizações.
Definição de objetivos e estratégias
Os objetivos são os resultados que a organização pretende realizar. Nesta etapa, deve-se
identificar aonde a empresa quer chegar.
A definição dos objetivos é conseqüência da etapa anterior, já que, de acordo com as
condições internas e externas, pode-se definir o caminho que a empresa irá seguir.
A estratégia será delineada a partir da definição destes objetivos, e no curso vamos
identificar uma série de estratégias, e sua aplicação para as organizações.
Implementação da estratégia
Uma vez que os objetivos e estratégias tenham sido selecionados, chega o momento da
implementação da estratégia.
Por melhor que sejam os planos, se não forem implementados adequadamente, todo o
trabalho até aqui será em vão.
Aqui analisaremos algumas das práticas para garantir que a estratégia atinja os objetivos
propostos, planejando com uma visão de longo prazo, através de ações de curto prazo.
Monitoramento e controle
Embora muitas vezes esta etapa não seja levada em consideração, a etapa do
monitoramento e controle é essencial.
Segundo MAXIMIANO (2006), o monitoramento “consiste em acompanhar e avaliar a
execução da estratégia”. O monitoramento deve ser realizado com base nos mesmos
indicadores utilizados na hora de se elaborar o planejamento estratégico.
Textos Relacionados:
Processo de Planejamento Estratégico
Definição de Objetivos e Estratégia
Análise do ambiente externo
Alinhamento Estratégico
Conceito de Planejamento Estratégico
Desdobramento do Planejamento
Conceitos de Planejamento Estratégico

Segundo Públio (2008) em seu livro: Como Planejar e Executar uma Campanha
de Propaganda. O estabelecimento de um planejamento estratégico de marketing
envolve cinco atividades:

Definição da missão corporativa.

Análise da situação.
Formulação de objetivos.

Formulação de estratégias.

Implementação, Feedback e controle.

Análise da situação atual

3 – Explique de modo resumido a definição de Aprendizagem Organizacional.

O ser humano nasce com características mentais hereditárias que, através do


aprendizado de valores e conhecimentos, vão sendo alteradas progressivamente
desenvolvendo a personalidade e competências com as quais participa nas organizações.
A pluralidade decorrente da agregação dos indivíduos que constituem a organização,
por vezes impede ganhos sinérgicos, a menos que haja um processo de nivelamento do
grupo que, em grande parte é imposto pela cultura da organização, porém de forma mais
eficiente, é alcançado no processo de aprendizagem organizacional. Embora que a
cultura da empresa possa ser um facilitador, geralmente é fator impeditivo na adoção da
prática do aprendizado sendo necessárias mudanças na cultura organizacional.

A implementação do processo de AO impõem precações delicadas, visto ser um


plano de medidas sem orientações voltadas à ganhos imediatos, podendo naturalmente,
ser relegado a prioridades baixas no rol dos investimentos e esforços da empresa uma
vez que seu alcance é de médio e longo prazos.

Inúmeros são as oportunidades que ensejam a adoção de um programa de AO,


sendo as mais manifestas:

1. Implementação do planejamento estratégico,

2. Instrumentalizacão do sistema técnico da empresa,

3. Internalização de tecnologias,

4. Programas de melhoria contínua (metodologias)

5. Estruturação organizacional,

6. Aquisições e fusões.

4 – Quais os principais elementos (internos e externos) que o administrador deve


observar em relação ao ambiente organizacional?
A análise dos ambientes interno e externo das organizações, portanto, é de suma
importância para a tomada de decisão, pois as informações colhidas dos componentes
internos e externos do ambiente trazem dados concretos e confiáveis do futuro para a
elaboração dos planejamentos, metas e objetivos. Tendo como principal objetivo a ética
e visão do administrador como um bom funcionamento de toda e qualquer empresa
inserida no sistema global de acumulação capitalista. De maneira reativa, através de
seus pontos fortes, possibilita explorar as oportunidades que o ambiente possa oferecer e
procurar eliminar os seus pontos fracos que podem se tornar uma ameaça para a
organização.

5 – Sabendo que o conhecimento administrativo surge como tentativa de oferecer


uma solução a um problema organizacional real, fica claro que ele volta para a
empresa, na forma de conceito sistematizado pronto para ser aplicado e
disseminado. Analise esta afirmativa e explique quais as metodologias que podem
criar esse conhecimento.

R: No conceito de Davenport & Prusak (1998), que, para a informação se transformar


em conhecimento, as pessoas precisam fazer virtualmente todo o trabalho relativo a ele,
pois as atividades criadoras de conhecimento se originam das pessoas e de seus inter-
relacionamentos. O conhecimento é entregue através de meios estruturados e explícitos
(como livros e documentos) e de contatos entre as pessoas, que vão desde conversas até
relações de aprendizado (de caráter tácito).

Para Probst et. al. (2002), conhecimento é o conjunto total desses fatores, incluindo
cognição e habilidades que os indivíduos utilizam para resolver problemas. Inclui tanto
a teoria quanto a prática, as regras do dia-a-dia e as instruções sobre como agir. O
conhecimento baseia-se em dados e informações, mas, ao contrário deles, está sempre
ligado às pessoas: ele é construído por indivíduos e representa suas crenças sobre
relacionamentos causais.

Sveiby (1998), seguindo outra linha conceitual, acredita que o conhecimento possui
quatro características básicas: é tácito; é orientado para a ação; é sustentado por regras;
e está em constante mutação. O autor afirma ainda que, como a palavra conhecimento é
uma noção com diversas conotações e como seu uso nem sempre é prático, o termo que
melhor engloba todas as características anteriores é competência. A competência de um
indivíduo consiste em cinco elementos mutuamente dependentes: conhecimento
explícito, habilidade, experiência, julgamentos de valor e rede social. Assim, para esse
autor, o termo competência é sinônimo tanto de saber quanto de conhecimento,
caracterizando-se por uma capacidade de ação que engloba tanto ações de cunho prático
(como cortar madeira e caminhar) quanto de cunho intelectual (como falar e analisar).