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Suplementação

a pasto de
bovinos
Jalison Lopes
Zootecnista-DSc
Suplementação mineral
 Minerais compõe de 2 a 5% do organismo

 Fundamentais para manutenção da saúde e maximização do desempenho.

 Mineralização pode potencializar a utilização da proteína e da energia da dieta

 Pastagens tropicais raramente fornecem a quantidade necessária de


minerais para o ruminante.

 Influência direta da concentração do mineral no solo

 Suplementação mineral é necessária em todas as regiões brasileiras “O


ANO TODO”
Suplementação mineral versus
disponibilidade protéica e
energética

“Quando as condições protéicas e energéticas da dieta


são melhoradas, ocorre uma necessidade paralela de
maiores quantidades de minerais

(Thiago e Silva, 1981)”.


Bovinos em Pastejo
Período de Chuvas

Pastos verdes e abundantes

 concentração de ENERGIA E PROTEÍNA

Rápido ganho de peso =  Exig. Nutricionais

 da demanda de MINERAIS!
Bovinos em Pastejo
Período de Seca

 consumo de forragens (lignificados)

 concentração de ENERGIA E PROTEÍNA (< 7%)

Perda de peso =  das Exig. Minerais

 da demanda de MINERAIS!
Características de um Bom Sal
Mineral
1. Conter um mínimo de 6-8% de P total. Em áreas onde as forragens constantemente têm
teor de P mais baixo que 0,20%, são preferidos os suplementos minerais com 8-10% P.

2. Buscar manter uma relação Ca:P próxima de 2:1

3. Fornecer 50% dos requerimento de Co, Cu, I, Mn e Zn (em regiões deficientes, a mistura
deve suprir 100% destes minerais).

4. Produzida com ingredientes de alta qualidade, boa disponibilidade e ausência de


elementos tóxicos (F, Pb,Cd, As e Hg)

FONTE : McDowell (2001)


Características de um Bom Sal
Mineral
5. Ser suficientemente palatável para permitir o consumo adequado em relação às exigências.

6. Ser produzido por um fabricante idôneo com controle de qualidade, e garantias quanto aos
valores de etiqueta

7. Ter um tamanho de partícula aceitável, permitindo uma mistura adequada, sem partículas
muito pequenas que acabam sendo perdidas.

8. Ser formulado para uma determinada área, nível de produtividade animal, ambiente
(temperatura, umidade, etc.) na qual será utilizado, e ser tão econômico quanto possível.

FONTE : McDowell (2001)


Localização dos Cochos
 Localização do cocho em áreas mais frequentadas
favorecerem o consumo:

 Próximos a bebedouros,

 Áreas sombreadas e mais pastejadas

 Localizados em terreno seco e partes + altas


Dimensionamento do Cocho
Dimensões internas ideais do cocho

Profundidade: 20 - 30 cm
Largura superior: 40 - 50 cm
Largura inferior: 30 - 40 cm

“O mesmo cocho pode ser usado para todas


as categorias do rebanho “
Dimensionamento do Cocho

1,5 m

Altura da borda superior do


cocho em relação ao solo
deverá ser:
1,8 -2 m
- 60 a 70 cm para recria
30 cm
50 cm - 80 a 100 cm para animais
adultos ou fase de
40engorda.
cm

1 m linear de cocho com


acesso dos 2 lados é
suficiente para 50 animais
adultos (2 cm/cab)

“Cochos com altura < 80 cm deverão ter uma travessa protetora 50 cm acima da sua boca para evitar
que os animais transitem sobre eles”
Posicionamento do cocho
Suplementação na seca evita o boi sanfona e encurta o
ciclo produtivo da pecuária de corte

“A principal limitação durante o período seco é a proteica”


Curva de crescimento no sistema
tradicional

Período seco é onde se espera a maior resposta à suplementação proteica


Suplementação a pasto no período
seco

Sal Mineral com ureia


Sal proteinado (baixo e alto consumo)
Semiconfinamento
Sal mineral com ureia
 Estratégia usada para manutenção de peso dos animais durante o período seco

Não deve ser usado para bezerros < 4 meses

 O N da ureia é utilizado pelos microrganismos do rúmen, melhorando a digestão da


fibra e consequentemente a ingestão de forragem.

 O consumo deve ficar por volta de 100 g/UA/dia.

 Espaço linear no cocho = 6 cm/cabeça O espaço linear de


Esquema de adaptação
Palatabilizante
Período Sal mineral* Uréia + SA** (fubá, farelos,etc…)
(dias) (%) (%) (%)

1 a 10 90 10 -

11 a 20 80 20 -

21 a 30 70 30 -

> 31 50 40 10
* Sal mineral de pronto uso
** Mistura uréia e sulfato de amônio na proporção de 12:1 (síntese de aas
sulfurados: cistina, cisteína e metionina)
Cuidados com fornecimento de sal mineral
com uréia
 A uréia deve ser fornecida em cochos bem cobertos ligeiramente inclinados;

 Água em abundância e sempre disponível, pois seu consumo aumenta


bastante com o fornecimento de uréia;

 Os animais devem estar adaptados ao sal mineral; animais não adaptados


tem avidez pela mistura, principalmente nas primeiras semanas, podendo
consumir excessivamente e se intoxicar.

 É fundamental a existência de boa disponibilidade de capim, mesmo


estando seco (> 2500 kg de MS/ha);
Cuidados com fornecimento de sal mineral
com uréia
Manter, no cocho, a mistura sal mineral/uréia, sempre à vontade;

 A mistura deve ser bem homogênea.

 Caso haja pelotas ou pedras de sal ou de uréia, é preciso desmanchá-las;

 Fazer pequenos furos nas extremidades do cocho a fim de evitar retenção


de água.
Sal proteinado
Corresponde ao sal mineral adicionado de energia e proteína

É a alternativa de suplementação que costuma ter a melhor relação custo-


benefício

 Pode ser usado para todas as categorias do rebanho.

Em pastagens com boa disponibilidade de forragem possibilita ganhos de peso


em torno de 200 a 400 g/cabeça/dia.

Consumo de sal proteinado varia de 1,0 a 4,0 g/kg de PV

 Espaço linear no cocho = 12 a 15 cm/cabeça. O


Exemplos de Formulações de Proteinados
Frequência de suplementação
 freqüência de fornecimento de suplementos pode resultar em aumentos de
disputas no cocho causando variação no ganho de peso dos animais e
exigindo maior cuidado na formação dos lotes.

“3 vezes na semana é uma boa frequência de fornecimento de suplementos”


Semiconfinamento
 Estratégia usada nos últimos 60 dias de terminação a pasto

Fundamental a disponibilidade de pasto diferido com elevado acúmulo de MS


no início do período (4-6t/ha) e trabalhar com lotações de 1 a 2 UA/ha

Maioria dos custos é relativa à aquisição de concentrados e não demanda


ações para a produção de alimento volumoso com exceção do pasto

Consumo de concentrado varia de 0,7 a 2% P.V.

Recomenda-se que os animais submetidos a este regime estejam bem


próximos ao seu ponto de abate

Melhores resultados são obtidos com machos castrados e fêmeas devido


(maior facilidade de acabamento em pesos menores)
Exemplos de Formulações de
Semiconfinamento
Semiconfinamento
Estrutura e manejo de alimentação

 60 cm lineares por animal;

 Cochos que permitam acesso por todos os lados;

 Se possível, elevados (70 cm do chão) e fixos em uma base;

 Espaços de 3 metros entre módulos de cocho com 4 metros cada.

 formar lotes homogêneos quanto à idade, sexo e peso;

 Separar animais mansos (exemplo: leiteiros) de mais arredios;

 Desempenho é muito dependente da forragem que o animal consegue colher.


Semiconfinamento
Comportamento em pastejo do
animal suplementado
De maneira geral, observam-se 2 picos de pastejo ao longo do dia, ao
amanhecer e ao entardecer.

A suplementação em horários de pico de pastejo (principalmente energética)


pode reduzir o consumo de pasto.
Estratégia de suplementação

A estratégia de suplementação deve considerar todo o ciclo de produção e


não apenas uma fase isolada;

Deve-se buscar desempenho superior ou no mínimo igual ao observado no


período que antecede a suplementação sob pena de comprometer os
investimentos realizados.
Exemplo de Estratégias de suplementação para produção de Novilho Precoce

Seca Águas Seca Águas

Estratégia 1
Pasto diferido
+
Pasto diferido Sal Proteinado
+ +
Sal Proteinado Semiconfinamento
GMD = 250 g/cab/dia GMD = 800 g/cab/dia

Pasto exclusivo
(rotacionado)
+
Sal Mineral
GMD = 600 g/cab/dia

Desmama Garrote Garrote Boi terminado


com 246,25 kg com 354,25 kg com 502,25 kg
com 200 kg
Abate com
(6 meses)
24 meses

Obs: Seca = 185 dias e Águas = 180 dias


Exemplo de Estratégias de suplementação para produção de Novilho Precoce

Seca Águas Seca Águas

Estratégia 2

Pasto diferido Pasto diferido


+ +
Sal Proteinado Sal Proteinado
GMD = 200 g/cab/dia GMD = 250 g/cab/dia

Pasto exclusivo Pasto exclusivo


(Rotacionado) (Rotacionado)
+ +
Sal Mineral Sal Mineral
GMD = 600 g/cab/dia GMD = 500 g/cab/dia

Desmama Garrote Garrote Garrote Boi terminado


com 237 kg com 345 kg com 391,25 kg com 481,25 kg
com 200 kg
Castração Abate com 30
(6 meses)
meses

Obs: Seca = 185 dias e Águas = 180 dias

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