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DMA-C65-110/N

DEZ 2012

MATERIAIS PARA PROTEÇÃO DE REDES

Descarregadores de sobretensões de óxido de zinco sem explosores para redes de


corrente alternada

Características e ensaios

Elaboração: DTI Homologação: conforme despacho do CA de 2012-12-05

Edição: 4ª. Anula e substitui a edição de março de 2008

Emissão: EDP Distribuição – Energia, S.A.


DTI – Direção de Tecnologia e Inovação
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ÍNDICE
0 INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................... 4

1 OBJETO ................................................................................................................................................... 4

2 CAMPO DE APLICAÇÃO ............................................................................................................................ 4

3 NORMAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA ............................................................................................... 5


3.1 Documentos EDP Distribuição .............................................................................................................. 5
3.2 Normas EN ........................................................................................................................................... 5
3.3 Normas IEC .......................................................................................................................................... 6

4 TERMOS E DEFINIÇÕES ............................................................................................................................. 6

5 SIMBOLOS E ABREVIATURAS .................................................................................................................... 7

6 CONDIÇÕES GERAIS ................................................................................................................................. 8


6.1 Condições normais de serviço............................................................................................................... 8
6.2 Condições anormais de serviço ............................................................................................................. 8
6.3 Características da rede ......................................................................................................................... 8

7 CARACTERÍSTICAS ESTIPULADAS .............................................................................................................. 8


7.1 Tensão estipulada ................................................................................................................................ 8
7.2 Frequência estipulada .......................................................................................................................... 8
7.3 Corrente nominal de descarga normalizada .......................................................................................... 9

8 CONCEÇÃO E CONSTRUÇÃO ..................................................................................................................... 9


8.1 Constituição dos descarregadores ........................................................................................................ 9
8.2 Linha de fuga do invólucro ................................................................................................................... 9
8.3 Perfil do invólucro ...............................................................................................................................10
8.4 Suporte de fixação ..............................................................................................................................10
8.5 Terminais............................................................................................................................................10

9 REQUISITOS ............................................................................................................................................11
9.1 Rigidez dielétrica do invólucro do descarregador .................................................................................11
9.2 Tensão de referência ...........................................................................................................................11
9.3 Tensões residuais (Ures) .......................................................................................................................11
9.4 Descargas internas parciais .................................................................................................................11
9.5 Estabilidade térmica............................................................................................................................11
9.6 Resistência ao choque de corrente de longa duração ...........................................................................12
9.7 Funcionamento ...................................................................................................................................12
9.8 Característica da tensão à frequência industrial vs. tempo ...................................................................12

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9.9 Corrente de curto-circuito ...................................................................................................................12


9.10 Indicador de avaria .............................................................................................................................12
9.11 Esforços mecânicos .............................................................................................................................13
9.11.1 Momento de flexão .........................................................................................................................13
9.12 Entrada de humidade (estanquidade) ..................................................................................................13
9.13 envelhecimento acelerado ..................................................................................................................13

10 MARCAÇÃO ........................................................................................................................................13

11 ENSAIOS .............................................................................................................................................14
11.1 Ensaios de tipo ....................................................................................................................................14
11.1.1 Generalidades .................................................................................................................................14
11.1.2 Ensaios de resistência dielétrica do invólucro do descarregador .......................................................14
11.1.3 Ensaios de verificação da tensão residual .........................................................................................14
11.1.4 Ensaio de resistência ao choque de corrente de longa duração .........................................................14
11.1.5 Ensaios de funcionamento ...............................................................................................................14
11.1.6 Ensaio de atuação do indicador de avaria.........................................................................................14
11.1.7 Ensaio de verificação da característica da tensão à frequência industrial vs. tempo ...........................15
11.1.8 Ensaio de curto-circuito ...................................................................................................................15
11.1.9 Ensaio de descargas internas parciais ...............................................................................................15
11.1.10 Ensaio de verificação do momento de flexão ................................................................................15
11.1.11 Ensaio de envelhecimento acelerado............................................................................................15
11.2 Ensaios de série ..................................................................................................................................15
11.3 Ensaios de receção ..............................................................................................................................15
11.3.1 Ensaios de receção ..........................................................................................................................15
11.3.2 Ensaio de estabilidade térmica especial ...........................................................................................15

12 INFORMAÇÃO A APRESENTAR EM CONCURSOS E PROPOSTAS .................................................................16

13 REGRAS PARA O TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO .................................16

ANEXO A – CARACTERÍSTICAS ESTIPULADAS DOS DESCARREGADORES DE SOBRETENSÕES ..............................17

ANEXO B – INTERPRETAÇÃO DA DESIGNAÇÃO EDP ATRIBUÍDA AOS DESCARREGADORES DE SOBRETENSÕES ...22

ANEXO C – PLANO DE ENSAIOS DE TIPO ..........................................................................................................23

ANEXO D – CICLO DE RELIGAÇÕES NORMALIZADO ..........................................................................................24

ANEXO E – QUADROS PARA VERIFICAÇÃO DA CONFORMIDADE TÉCNICA ........................................................25

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0 INTRODUÇÃO
O presente documento anula e substitui o documento normativo DMA-C65-110/N (3ª edição) da EDP
Distribuição. As principais modificações introduzidas são as seguintes:
— especificação das linhas de fuga mínimas para os invólucros dos descarregadores considerando os níveis de
poluição médio, forte e muito forte, de acordo com a norma IEC/TS 60815-3;
— especificação dos terminais (fase e terra) que equipam os descarregadores de sobretensões;
— especificação dos suportes de fixação para os descarregadores de sobretensões;
— especificação dos esforços de flexão mínimos a suportar pelos descarregadores de “subestação” com tensão
estipulada de 72 kV;
— alteração da tensão estipulada, da tensão em regime permanente e linha de fuga mínima para os
descarregadores de “blindagem”;
— alteração do tempo de duração exigido para a resistência a sobretensões temporárias à frequência industrial
para os descarregadores de “subestação” e para os descarregadores de “distribuição”;
— alteração da designação EDP para os descarregadores de sobretensões;
— atualização dos quadros para verificação da conformidade técnica a preencher pelos fabricantes,
apresentado no anexo E e disponibilizado em ficheiro anexo;
— atualização dos ensaios a apresentar pelo fabricante;
— atualização das normas e documentos de referência.

1 OBJETO
O presente documento define as características e os ensaios a que devem obedecer os descarregadores de
sobretensões 1), a instalar na rede AT e rede MT da EDP Distribuição.

2 CAMPO DE APLICAÇÃO
O presente documento aplica-se a descarregadores de sobretensões a instalar na rede AT e rede MT da EDP
Distribuição, com as referências EDP indicadas no quadro 1 seguinte.

Os descarregadores normalizados são para instalação exterior ou interior, para proteção de transformadores de
potência 2) (diretamente ligados à rede ou através de cabos isolados), cabos isolados de AT e MT e aparelhagem 3)
de AT e MT em subestações, postos de transformação e linhas elétricas aéreas de MT.
Quadro 1
Modelos de descarregadores de sobretensões normalizados

Designação Ur (kV) In (kA) LD Fixação Poluição


Classificação Ligação Corrente nominal Classe de
EDP Tensão estipulada
de descarga descarga de linha
(Material do suporte) (Nível)

DSF12102B3 Forte
Metálico (base)
DSF12102B4 F-T Muito forte
Subestação 12 10 2
DSF12102M3 (fase-terra) Forte
Metálico
DSF12102M4 (braço/régua) Muito forte

- Continua -

1) Doravante também designados por descarregadores ou simplesmente por DST.


2) Transformadores de potência AT/MT, transformadores de potência MT/MT e transformadores de potência MT/BT.
3) Disjuntores de AT e MT de subestações; seccionadores, OCR, DAR, IAR, IAT e IAS de linhas elétricas aéreas de MT.

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- Continuação do quadro 1 -

Designação Ur (kV) In (kA) LD Fixação Poluição


Classificação Ligação Corrente nominal Classe de
EDP Tensão estipulada
de descarga descarga de linha
(Material do suporte) (Nível)

DSF18102B3 Forte
Metálico (base)
DSF18102B4 Muito forte
Subestação F-T 18 10 2
DSF18102M3 Metálico Forte
DSF18102M4 (braço/régua) Muito forte
DSF36102B3 Forte
Metálico (base)
DSF36102B4 Muito forte
Subestação F-T 36 10 2
DSF36102M3 Metálico Forte
DSF36102M4 (braço/régua) Muito forte
DSF72102B3 Forte
Subestação F-T 72 10 2 Metálico (base)
DSF72102B4 Muito forte
DSN13102B3 N-T Forte
Subestação 13 10 2 Metálico (base)
DSN13102B4 neutro-terra Muito forte
DSN25102B3 Forte
Subestação N-T 25 10 2 Metálico (base)
DSN25102B4 Muito forte
DSN44102B3 Forte
Subestação N-T 44 10 2 Metálico (base)
DSN44102B4 Muito forte
DBB03101M4 Blindagem B-T 3 10 1 Metálico Muito forte
blindagem-terra
DDF12101M2 Metálico Médio
Distribuição F-T 12 10 1 (1)
DDF12101M4 (braço/régua) Muito forte
DDF18101M2 Metálico Médio
Distribuição F-T 18 10 1 (1)
DDF18101M4 (braço/régua) Muito forte
DDF36101M2 Metálico Médio
Distribuição F-T 36 10 1 (1)
DDF36101M4 (braço/régua) Muito forte

(1) Admite-se que por razões de atuação do indicador de avaria, o suporte de fixação do descarregador possa ser em material isolante.
Nota: no anexo B do presente documento pode ser consultado o método para interpretar a codificação utilizada na definição das designações EDP.

3 NORMAS E DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA


O presente documento inclui disposições de outros documentos, referenciados nos locais apropriados do seu
texto, os quais se encontram a seguir listados, com indicação das respetivas datas de edição.

Quaisquer alterações das referidas edições só serão aplicáveis no âmbito do presente documento, se forem
objeto de inclusão específica, por modificação ou aditamento ao mesmo.

3.1 Documentos EDP Distribuição


DRE-C10-001 2008 Instalações elétricas. Guia de coordenação de isolamento. Regras de execução e de
montagem

3.2 Normas EN
EN ISO 3506-3 1997 Mechanical properties of corrosion-resistant stainless fasteners – Part 3: Set screws and
similar fasteners not under tensile stress

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3.3 Normas IEC

IEC 60099-4 2009 Surge arresters – Part 4: Metal-oxide surge arresters without gaps for a.c. systems
IEC 60099-5 2000 Surge arresters – Part 5: Selection and application recommendations
IEC/TS 60815-1 2008 Selection and dimensioning of high-voltage insulators intended for use in polluted
conditions – Part 1: Definitions, information and general principles
IEC/TS 60815-3 2008 Selection and dimensioning of high-voltage insulators intended for use in polluted
conditions – Part 3: Polymer insulator for a.c. systems

4 TERMOS E DEFINIÇÕES
Para efeitos do presente documento, são aplicáveis os termos e definições indicados nas normas supracitadas,
transcrevendo-se apenas os considerados relevantes para a compreensão do presente documento.

4.1
Descarregador de sobretensões de óxido de zinco sem explosores
Descarregador que possui resistências não lineares de óxido de zinco ligadas em série e/ou paralelo sem
integração de explosores em série ou paralelo (secção 3.1 da norma IEC 60099-4).

4.2
Resistência não linear de óxido de zinco
Parte do descarregador de sobretensões que pela característica não linear da tensão vs. corrente, atua como uma
resistência de baixo valor perante sobretensões, limitando a tensão aos terminais do descarregador, e como
resistência de valor elevado perante valores normais de tensão à frequência industrial (secção 3.2 da norma
IEC 60099-4).

4.3
Unidade de descarregador
Parte de um descarregador, completamente envolvido por um invólucro, que pode ser ligado em série e/ou em
paralelo com outras unidades de descarregador de forma a construir um descarregador de sobretensões com
valores estipulados de tensão e/ou corrente mais elevados. Uma unidade de descarregador não é
necessariamente uma fração de um descarregador de sobretensões (secção 3.6 da norma IEC 60099-4).

4.4
Indicador de avaria
Dispositivo destinado a sinalizar que o descarregador está avariado, mas sem o desligar da rede (secção 3.48 da
norma IEC 60099-4).

4.5
Tensão estipulada do descarregador (Ur)
Valor eficaz máximo admitido da tensão à frequência industrial entre os terminais para o qual o descarregador é
projetado para funcionar corretamente nas condições de sobretensões temporárias (secção 3.8 da norma
IEC 60099-4).

4.6
Tensão residual do descarregador (Ures)
Valor de pico da tensão aos terminais do descarregador durante a passagem de uma corrente de descarga
(secção 3.36 da norma IEC 60099-4).
Nota: o termo “tensão de descarga” é também utilizado em alguns países.

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4.7
Tensão em regime permanente (Uc)
Valor eficaz admissível especificado para a tensão à frequência industrial que se pode aplicar continuamente aos
terminais do descarregador (secção 3.9 da norma IEC 60099-4).

4.8
Corrente nominal de descarga do descarregador (In)
Valor de pico do impulso de corrente de descarga que é usado para classificar o descarregador (secção 3.30 da
norma IEC 60099-4).

4.9
Linha de fuga específica unificada (USCD)
Linha de fuga do isolador dividida pelo valor eficaz da tensão mais elevada de operação aos terminais do isolador
(secção 3.1.1 da norma IEC/TS 60815-3).

4.10
Ensaios de tipo
Ensaios realizados sobre um pequeno número de produtos, representativos de uma produção industrial, com o
objetivo de verificar a conformidade com a especificação técnica, de um certo número de características
supostamente independentes das variações previsíveis de uma produção industrial continuada, sem alteração das
condições de produção (nomeadamente matérias primas, métodos e processo tecnológicos).

4.11
Ensaios de série
Ensaios realizados durante um ciclo de realização do produto, em qualquer das suas fases, tanto na forma de
ensaios individuais como na de ensaios sobre amostras, com o objectivo de verificar a conformidade com a
especificação técnica respetiva, das características do produto supostas dependentes das variações de uma
produção industrial continuada.

5 SIMBOLOS E ABREVIATURAS
No presente documento são usados os seguintes símbolos e abreviaturas:

AT alta-tensão
B-T ligação blindagem-terra
DST descarregador de sobretensões
F-T ligação fase-terra
In corrente nominal de descarga do descarregador
LD classe de descarga de linha
MT média-tensão
N-T ligação neutro-terra
TOV sobretensão temporária (temporary overvoltage)
Us tensão mais elevada da rede
Uc tensão em regime permanente do descarregador
Un tensão nominal da rede
Ur tensão estipulada do descarregador
Ures tensão residual do descarregador
USCD linha de fuga específica unificada (unified specific creepage distance)
ZnO óxido de zinco

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6 CONDIÇÕES GERAIS

6.1 Condições normais de serviço


Os descarregadores de sobretensões devem poder ser instalados nas condições normais de serviço definidas na
secção 5.4.1 da norma IEC 60099-4.

6.2 Condições anormais de serviço


Os descarregadores devem poder ser instalados nas condições anormais de serviço a seguir indicadas, e definidas
com base na secção 5.4.2 da norma IEC 60099-4:
a) lavagem em tensão (apenas para descarregadores de “subestação”);
b) montagem vertical e horizontal (apenas para descarregadores de “distribuição”);
c) altitude de instalação não superior a 2 000 m (apenas para descarregadores de “distribuição”).

6.3 Características da rede


Os descarregadores são instalados nas redes da EDP com as características indicadas no quadro 2.
Quadro 2
Característica da rede

Característica Uni. Valores

Tensão máxima da rede, Us kV 12 17,5 36 72,5


Frequência nominal da rede, f Hz 50 50 50 50
Fator de defeito à terra, k - √3 √3 √3 √3
Nível de isolamento dos equipamentos:
- tensão suportável à frequência industrial kV 28 38 70 140
- tensão suportável ao choque atmosférico kV 75 95 170 325
Corrente máxima de curto-circuito:
- subestações AT/MT kA 16 16 12,5 25/31,5
- rede AT e MT kA 16 12,5 8 25/31,5

7 CARACTERÍSTICAS ESTIPULADAS

7.1 Tensão estipulada


A tensão estipulada (Ur) do DST é especificada com base no disposto na secção 5.1 da norma IEC 60099-4 e deve
estar de acordo com os valores mínimos indicados no quadro 1 do presente documento.
Nota 1: a tensão estipulada dos DST para proteção do neutro do transformador não deve ser inferior a 60% da tensão
estipulada para o DST de fase, de acordo com a secção 5.1.2 da norma IEC 60099-5.
Nota 2: adicionalmente, e associado à tensão estipulada do descarregador, deve ser verificada a conformidade das
características: tensão em regime permanente e tensão residual. A tensão em regime permanente e a tensão
residual devem respeitar os valores mínimos e máximos, respetivamente, indicados nos quadros A1 a A5 do anexo
A do presente documento.
Nota 3: A tensão em regime permanente dos DST de fase é especificada, de acordo com o disposto na secção 3.2.1 da
norma IEC 60099-5, com base na equação: Uc=(US/√3)×1,05, sendo US a tensão máxima da rede.

7.2 Frequência estipulada


A frequência estipulada do DST deve ser igual a 50 Hz, de acordo com o disposto na secção 5.2 da norma
IEC 60099-4.

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7.3 Corrente nominal de descarga normalizada


A corrente nominal de descarga (In) do DST não deve ser inferior a 10 kA (onda 8/20 µs), de acordo com o
disposto na secção 5.3 da norma IEC 60099-4.

8 CONCEÇÃO E CONSTRUÇÃO

8.1 Constituição dos descarregadores


Os descarregadores devem ser constituídos por resistências não lineares de óxido de zinco, ligadas em série e sem
explosores. O modelo construtivo dos descarregadores deve ser do tipo “Design B” 4).

Os descarregadores devem ser constituídos por uma única unidade de descarregador.


Nota: os descarregadores devem, em regra, ser constituídos por uma única unidade de descarregador, no entanto, admite-
se que os descarregadores de “subestação” de AT possam, no máximo, ser constituídos por duas unidades de
descarregador ligadas em série. Os DST não devem ser constituídos por unidades de descarregador ligadas em
paralelo.
Os descarregadores devem possuir um invólucro em material polimérico.

Os descarregadores de “distribuição” devem ser equipados com um indicador de avaria.

8.2 Linha de fuga do invólucro


O valor da linha de fuga dos invólucros dos descarregadores não deve ser inferior aos valores indicados no quadro
3 seguinte. São definidas três zonas de poluição com base na IEC/TS 60815-3.
Nota 1: para o cálculo do valor mínimo da linha de fuga do DST foi considerado o valor mínimo definido para a tensão em
regime permanente do DST, ver secção 7.1 do presente documento.
O cálculo da linha de fuga mínima dos DST de neutro foi realizado com base na equação: Uc=(Ur/√3)×1,05, sendo Ur
a tensão estipulada do DST de neutro.
Nota 2: de acordo com a secção 6 do DRE-C10-001, as zonas até cerca de 3-5 km da costa são consideradas com um nível
de poluição muito forte, salvo outras zonas de excepção. Os níveis de poluição médio e muito forte aplica-se aos
DST de “distribuição” e os níveis de poluição forte e muito forte aplicam-se aos DST de “subestação”.
Quadro 3
Linha de fuga mínima dos DST (valores em milímetros)

USCD Tensão estipulada (kV) / tensão em regime permanente do DST (kV)


Nível de poluição
(mm/kV) 3/2,4 12 / 7,3 13 / 7,9 18 / 10,6 25 / 15,2 36 / 21,9 44 / 26,7 72 / 44,0
Médio 34,7 - 252 - 368 - 757 - -
Forte 43,3 - 315 341 459 656 945 1155 1903
Muito forte 53,7 129 391 423 570 814 1172 1432 2360

4) A norma IEC 60099-4 define dois tipos construtivos de descarregadores: “Design A” e “Design B”.
“Design A” – São construídos de modo a que um canal de gás percorra todo o comprimento da unidade de descarregador
e preencha um volume ≥50% do volume interno não ocupado pela parte ativa do descarregador. Tipicamente equipados
com dispositivo de alívio de pressão ou pontos fracos no invólucro.
“Design B” – São de construção sólida sem volume fechado de gás ou contendo um volume interno de gás <50% do
volume interno não ocupado pela parte ativa do descarregador. Tipicamente sem dispositivo de alívio de pressão.

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8.3 Perfil do invólucro


O perfil do invólucro do descarregador deve ser executado de acordo com o especificado na secção 9 da norma
IEC/TS 60815-3, de modo a que não seja expectável ocorrer redução de desempenho sob condições de poluição.

8.4 Suporte de fixação


Os descarregadores devem permitir uma montagem vertical do tipo pedestal. Para esse efeito, os DST devem ser
fornecidos com um suporte de fixação de acordo com o indicado no quadro 4 seguinte.
Quadro 4
Suportes de fixação

Designação EDP Classificação Ligação Ur (kV) Suporte de fixação


DSFxx102Bx Subestação F-T 12, 18, 36 e 72 Base metálica (1)
DSFxx102Mx Subestação F-T 12, 18 e 36 Braço/régua metálica
DSNxx102Bx Subestação N-T 13, 25 e 44 Base metálica (1)
DBB03101M4 Blindagem B-T 3 Braço/régua metálica (2)
DDFxx101Mx Distribuição F-T 12, 18 e 36 Braço/régua metálica (3)
(1) A base metálica deve ter furação triangular com diâmetro de furação compreendido entre 175 e 220 mm. A fixação da base do DST à
estrutura metálica de suporte deve ser realizada com parafusos com rosca M12.
Nota: a base deve vir equipada com parafusos com rosca M12, anilhas de mola e porcas em aço inoxidável.

(2) O braço/régua metálico que equipa o descarregador de “blindagem” deve ter um comprimento máximo de 150 mm, permitir a fixação
direta a alumínio ou cobre e deve ser protegido eficazmente contra a corrosão.
(3) Admite-se que por razões de atuação do indicador de avaria o suporte de fixação do descarregador possa ser em material isolante.
Nota: se atuação do indicador de avaria não está dependente do suporte de fixação, este deve ser em material metálico, permitir a fixação direta a
alumínio ou cobre e ser protegido eficazmente contra a corrosão.

8.5 Terminais
Os descarregadores devem ser fornecidos com terminais de acordo com o especificado no quadro 5 seguinte.
Quadro 5
Terminais de linha e de terra estipulados
Terminal Terminal
Designação EDP Classificação Ligação Ur (kV)
de fase de terra
DSFxx102Bx Subestação F-T 12, 18, 36 e 72 Patilha (1) Roscado M12 (2)
DSFxx102Mx Subestação F-T 12, 18 e 36 Roscado M12 (2) Roscado M12 (2)
DSNxx102Bx Subestação N-T 13, 25 e 44 Patilha (1) Roscado M12 (2)
DBB03101M4 Blindagem B-T 3 Roscado M12 (2) Roscado M12 (2)
DDFxx101Mx Distribuição F-T 12, 18 e 36 Roscado M12 (2) Roscado M12 (2)
(1) O terminal deve ser do tipo patilha NEMA de 4 furos (“4 hole NEMA pad”), permitir a ligação direta de alumínio ou cobre e ser resistente
à corrosão.
Nota: caso seja definido na encomenda, admite-se que o terminal do descarregador de “subestação” possa, também, ser do tipo perno liso da classe
A2, de acordo com a norma EN ISO 3506-3.

(2) O terminal deve ser do tipo perno roscado M12 em aço inoxidável da classe A2 e deve ser equipado com porcas e anilhas também de aço
inoxidável da classe A2, de acordo com a norma EN ISO 3506-3.

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9 REQUISITOS

9.1 Rigidez dielétrica do invólucro do descarregador


Os DST devem possuir um invólucro em material polimérico com uma rigidez dielétrica capaz de suportar as
tensões definidas na secção 6.1 da norma IEC 60099-4.
Nota: de acordo com o disposto na secção 6.1 da norma IEC 60099-4, o nível de isolamento do invólucro dos DST deve
garantir os seguintes valores mínimos:
- ao choque atmosférico ≥ 1,3.Ures(choque atmosférico);
- à frequência industrial, sob chuva ≥ 1,06.Ures(choque manobra) (valor de pico), durante 1 minuto.
A resistência dielétrica do invólucro do DST deve ser evidenciada através da realização do ensaio de tipo
especificado na secção 11.1.2 do presente documento.

9.2 Tensão de referência


A tensão mínima de referência do descarregador deve ser declarada e publicada na documentação técnica do
fabricante.

A tensão de referência do DST deve ser evidenciada através da realização do ensaio de série especificado na
secção 11.2 do presente documento.

9.3 Tensões residuais (Ures)


A tensão residual ao choque de frente escarpada 5) (onda 1/20 µs) e ao choque atmosférico 6) (onda 8/20 µs) dos
DST deve ser inferior aos valores especificados nos quadros A1 a A5 do anexo A do presente documento.
Nota: de acordo com a secção 4.2 da norma IEC 60099-5, o nível de isolamento para os equipamentos até 245 kV é
normalmente tão elevado, que a proteção face a sobretensões de frente-lenta (sobretensões de manobra) não é
necessária.
As tensões residuais de cada DST normalizado são especificadas, no presente documento, nos quadros A1 a A5 do
anexo A e devem ser evidenciadas através da realização do ensaio de tipo especificado na secção 11.1.3.

9.4 Descargas internas parciais


O nível de descargas internas parciais dos DST deve ser ≤ 10 pC, quando alimentados com uma tensão superior
em 5 % da tensão em regime permanente, de acordo com o disposto na secção 6.4 da norma IEC 60099-4.

O valor das descargas internas parciais do DST deve ser evidenciado através da realização do ensaio de tipo
especificado na secção 11.1.9 do presente documento.

9.5 Estabilidade térmica


Quando acordado, entre a EDP Distribuição e o fabricante, a estabilidade térmica do DST deve ser evidenciada
através da realização do ensaio de receção especificado na secção 11.3.2 do presente documento, de acordo com
o disposto na secção 6.7 da norma IEC 60099-4.

5) A tensão residual ao choque de frente escarpada dos DST é especificada com base no disposto na secção 4.3 da norma
IEC 6009-5 (5 % superior à tensão residual ao choque atmosférico).
6) A tensão residual ao choque atmosférico dos DST é especificada considerando um fator de segurança pelo menos igual a
1,4. O fator de segurança (sf) é dado pela seguinte expressão sf=Ucw/Ures e Ucw=Up/1,2, sendo Ucw a tensão de
coordenação suportável ao choque atmosférico e Up a tensão estipulada ao choque do equipamento a proteger.

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9.6 Resistência ao choque de corrente de longa duração


Os descarregadores devem suportar as correntes de longa duração determinadas para descarregadores de 10 kA,
da classe de descarga de linha 1 ou 2, de acordo com o disposto na secção 6.8 da norma IEC 60099-4.
A resistência ao choque de corrente de longa duração do DST deve ser evidenciada através da realização do
ensaio de tipo especificado na secção 11.1.4 deste DMA, e tendo em conta a respetiva classe de descarga de linha
especificada nos quadros A1 a A5 do anexo A do presente documento para cada descarregador normalizado.

9.7 Funcionamento
Os descarregadores devem poder suportar os diversos constrangimentos suscetíveis de existirem em serviço, sem
danos ou fadiga térmica, de acordo com o disposto na secção 6.9 da norma IEC 60099-4, e deve ser evidenciado
através da realização do ensaio de tipo especificado na secção 11.1.5 do presente documento.

9.8 Característica da tensão à frequência industrial vs. tempo


Os descarregadores para ligação fase-terra devem suportar uma sobretensão temporária (TOV) 7) pelo menos
igual a 12 kV, 17,5 kV ou 36 kV, com uma duração de 10 s, ou 72 kV com uma duração de 10 s, após o
descarregador ter sido pré-aquecido a 60˚C e sujeito ao impulso de corrente elevada (onda 4/10 µs – 100 kA, para
os DST de classe de descarga de linha 1) ou 2 impulsos de corrente de longa duração (para os DST de classe de
descarga de linha 2), de acordo com o disposto na secção 6.10 da norma IEC 60099-4.

Os descarregadores para ligação neutro-terra devem suportar uma sobretensão temporária pelo menos igual a
17,5/√3 kV (=10,1 kV) ou 36/√3 kV (=20,8 kV), com uma duração de 10 s, ou 72/√3 kV (=41,6 kV) com uma
duração de 10 s, após o descarregador ter sido pré-aquecido a 60˚C e sujeito a 2 impulsos de corrente de longa
duração, de acordo com o disposto na secção 6.10 da norma IEC 60099-4.

Os descarregadores de “blindagem” devem suportar uma sobretensão temporária pelo menos igual a 3 kV, com
uma duração de 3 s, após o descarregador ter sido pré-aquecido a 60˚C e sujeito ao impulso de corrente elevada
(onda 4/10 µs – 100 kA), de acordo com o disposto na secção 6.10 da norma IEC 60099-4.

A sobretensão temporária mínima para cada DST normalizado é especificada, no presente documento, nos
quadros A1 a A5 do anexo A e deve ser evidenciada através da realização do ensaio de tipo da secção 11.1.7.

9.9 Corrente de curto-circuito


A corrente mínima estipulada de curto-circuito (Isc) de cada DST normalizado é especificada de acordo com o
disposto na secção 6.11 da norma IEC 60099-4, e definida nos quadros A1 a A5 do anexo A deste documento.

O fabricante deve evidenciar o desempenho do descarregador perante condições de curto-circuito, mediante a


realização do ensaio de tipo especificado na secção 11.1.8 do presente documento.

9.10 Indicador de avaria


Os indicadores de avaria, a incorporar como acessório nos descarregadores de “distribuição”, devem funcionar
sem qualquer limitação com o descarregador montado na posição vertical e/ou horizontal, e devem suportar,
sem atuar, cada um dos seguintes ensaios:
— ensaio de resistência ao choque de corrente de longa duração;
— ensaio de funcionamento.

7) As TOV são especificadas com base na expressão (Us/√3)×k, em que k é o fator de defeito à terra e ao qual foi atribuído
um valor igual a √3.

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A atuação do indicador de avaria deve ser evidente e efetiva, e o seu tempo de atuação deve ser determinado
para três valores de corrente de acordo com o disposto na secção 11.1.6 do presente documento.

A sinalização do indicador de avaria deve ter características que permitam a visibilidade durante o período diurno
e noturno.

9.11 Esforços mecânicos


O fabricante deve especificar os esforços máximos admissíveis aos terminais dos descarregadores, quer durante a
sua instalação, quer em serviço, tais como, esforços de flexão, de torção e de tração, de acordo com o disposto na
secção 6.14 da norma IEC 60099-4.

9.11.1 Momento de flexão


O descarregador deve poder suportar os valores declarados pelo fabricante para os esforços de flexão, de acordo
com o disposto na secção 6.14.1 da norma IEC 60099-4.

O descarregador de “subestação” com tensão estipulada de 72kV deve suportar esforços de flexão dinâmicos de
pelo menos 1,3 kN.

O momento de flexão do DST deve ser evidenciado através da realização do ensaio de tipo especificado na
secção 11.1.10 do presente documento.

9.12 Entrada de humidade (estanquidade)


O descarregador deve possuir um sistema de selagem eficaz contra a entrada de humidade, mesmo quando
sujeito a esforços mecânicos e térmicos.

A estanquidade do DST deve ser evidenciada através da realização do ensaio de tipo especificado na secção
11.1.10 do presente documento.

9.13 Envelhecimento acelerado


O descarregador deve possuir um bom desempenho quando submetido às condições climáticas definidas para a
série A de ensaios (1000 h) na secção 10.8.14.2.2 da norma IEC 60099-4.

O desempenho do descarregador ao envelhecimento acelerado deve ser evidenciado através da realização do


ensaio de tipo especificado na secção 11.1.11 do presente documento.

10 MARCAÇÃO
Os descarregadores de sobretensões devem possuir uma chapa de características, em língua portuguesa, que
deve estar sempre associada ao descarregador de sobretensões e manter condições de legibilidade durante a
vida espetável do descarregador, de acordo com a secção 4.1 da norma IEC 60099-4.

Na chapa de característica deve constar, no mínimo, a seguinte informação:


— nome do fabricante ou marca;
— modelo e/ou referência do descarregador;
— tensão em regime permanente, Uc (kV);
— tensão estipulada, Ur (kV);
— corrente nominal de descarga, In (kA);
— corrente estipulada de curto-circuito suportável, (kA);
— classe de descarga de linha;

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— ano de fabrico;
— número de série (pelo menos para DST de tensão estipulada superior a 60 kV).
Nota: caso haja espaço suficiente na chapa de características deve também ser incluído:
- linha de fuga.

11 ENSAIOS
Os ensaios a seguir indicados destinam-se a fazer a verificação das características dos descarregadores de
sobretensões.

O fabricante deve apresentar os relatórios de ensaios ou certificados de conformidade comprovativos da


realização com sucesso dos ensaios em laboratório acreditados.

11.1 Ensaios de tipo

11.1.1 Generalidades
Os ensaios de tipo devem considerar os procedimentos gerais definidos na secção 10.8.1 da norma IEC 60099-4.
O plano de ensaios de tipo a que os descarregadores de sobretensões devem ser submetidos está indicado no
anexo C do presente documento.

11.1.2 Ensaios de resistência dielétrica do invólucro do descarregador


Os ensaios de verificação dos níveis de isolamento do invólucro do descarregador devem ser realizados de acordo
com disposto na secção 10.8.2 da norma IEC 60099-4.

11.1.3 Ensaios de verificação da tensão residual


Os ensaios de verificação da tensão residual do descarregador devem ser realizados de acordo com disposto na
secção 10.8.3 da norma IEC 60099-4.

11.1.4 Ensaio de resistência ao choque de corrente de longa duração


O ensaio de resistência ao choque de corrente de longa duração do descarregador deve ser realizado de acordo
com disposto na secção 10.8.4 da norma IEC 60099-4.

11.1.5 Ensaios de funcionamento


Os ensaios de funcionamento do descarregador devem ser realizados de acordo com disposto na secção 10.8.5 da
norma IEC 60099-4.

11.1.6 Ensaio de atuação do indicador de avaria


O ensaio de atuação do indicador de avaria deve ser realizado de acordo com o disposto na secção 10.8.6 da
norma IEC 60099-4, e tendo em conta as seguintes modificações:
— os valores de corrente de defeito a aplicar no ensaio são: 2 A, 200 A e 300 A (valor eficaz);
— as correntes de defeito devem ser aplicadas de acordo com o ciclo de religação apresentado na figura D1 do
anexo D do presente documento;
— o indicador de avaria deve atuar até 2 min após a abertura final do disjuntor de saída de linha.

O fabricante deve fornecer as curvas de atuação, tempo vs. corrente, do indicador de avaria para os três valores
de corrente especificados.

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11.1.7 Ensaio de verificação da característica da tensão à frequência industrial vs. tempo


O ensaio de verificação da curva característica do descarregador da tensão à frequência industrial em função do
tempo deve ser realizado de acordo com o disposto no Anexo D da norma IEC 60099-4.

11.1.8 Ensaio de curto-circuito


O ensaio de curto-circuito do descarregador deve ser realizado de acordo com o disposto na secção 10.8.7 da
norma IEC 60099-4.

11.1.9 Ensaio de descargas internas parciais


O ensaio de descargas internas parciais do descarregador deve ser realizado de acordo com o disposto na
secção 10.8.8 da norma IEC 60099-4.

11.1.10 Ensaio de verificação do momento de flexão


O ensaio de verificação do momento de flexão do descarregador deve ser realizado de acordo com o disposto na
secção 10.8.9 da norma IEC 60099-4.
Nota: no ensaio de verificação do momento de flexão, também é efetuada a verificação de estanquidade do descarregador.

11.1.11 Ensaio de envelhecimento acelerado


O ensaio de envelhecimento acelerado do descarregador (série A de ensaios) deve ser realizado, de acordo com o
disposto na secção 10.8.14 da norma IEC 60099-4.

11.2 Ensaios de série


A realização dos ensaios deve considerar os procedimentos gerais dispostos na secção 6 da norma IEC 60099-4.

Os ensaios de série a realizar aos descarregadores de sobretensões pelo fabricante são os seguintes, de acordo
com o disposto na secção 9.1 da norma IEC 60099-4:
a) medição da tensão de referência;
b) ensaio de verificação da tensão residual;
c) ensaio de verificação das descargas internas parciais;
d) verificação da estanquidade.

11.3 Ensaios de receção

11.3.1 Ensaios de receção


Os ensaios de receção a realizar aos descarregadores de sobretensões pelo fabricante são os seguintes, de acordo
com o disposto na secção 9.2.1 da norma IEC 60099-4:
a) medição da tensão de referência;
b) ensaio de verificação da tensão residual;
c) ensaio de verificação das descargas internas parciais.

11.3.2 Ensaio de estabilidade térmica especial


O ensaio de estabilidade térmica especial, se solicitado pela EDP, deve ser realizado pelo fabricante, de acordo
com o disposto na secção 9.2.2 da norma IEC 60099-4.

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12 INFORMAÇÃO A APRESENTAR EM CONCURSOS E PROPOSTAS


O fabricante deve apresentar em concursos e propostas a informação indicada na secção G.2 do Anexo G da
norma IEC 60099-4, juntamente com uma cópia das instruções de montagem e com a seguinte informação
adicional:
— tipo de material polimérico utilizado na conceção do invólucro dos descarregadores, fazendo referência a
normas e/ou a fórmulas químicas;
— parâmetros geométricos do perfil do invólucro, devendo os mesmos estar de acordo com as recomendações
formuladas pela norma IEC/TS 60815-3, de acordo com o disposto nas secções 7.2 e 7.3 do presente
documento;
— curvas de atuação do indicador de avaria, de acordo com o disposto na secção 11.1.6 do presente
documento;
— informação suficiente para que todos os componentes do descarregador possam ser desfeitos ou reciclados
de acordo com a legislação internacional e nacional, de acordo com o disposto na secção 6.16 da norma
IEC 60099-4;
— preencher para cada DST proposto os quadros apresentados no anexo E e fornecidos em ficheiro anexo ao
presente documento;
— instruções de montagem de acordo com o definido na secção 13 do presente documento.

13 REGRAS PARA O TRANSPORTE, ARMAZENAMENTO, INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO


O fabricante deve fornecer os descarregadores devidamente acondicionados em embalagens adequadas para o
efeito, de forma a eliminar eventuais danos nas fases de transporte, de armazenamento e de instalação. As
embalagens devem ser constituídas por um, ou três (desde que separados individualmente), descarregadores e
devem possuir no seu exterior um rótulo, escrito em língua portuguesa, onde conste pelo menos a seguinte
informação:
— nome do fabricante ou marca;
— tipo de equipamento (descarregador de sobretensões);
— modelo e referência completa do descarregador;
— tensão estipulada (Ur = … kV);
— corrente nominal de descarga (In = … kA);
— classe de descarga de linha;
— linha de fuga (… mm);
— massa (kg).

As instruções de montagem a incluir em cada embalagem dos descarregadores devem ser redigidas em língua
portuguesa e devem identificar o fabricante e o modelo de descarregador a que corresponde, e devem possuir
uma referência, data, ou versão. Nas instruções de montagem para além da informação indicada na secção G.2 do
anexo G da norma IEC 60099-4, deve ainda constar a seguinte informação:
— informação relativa a eventuais procedimentos a ter em conta para o transporte, armazenamento, instalação
e manutenção;
— indicação dos binários recomendados para aperto dos terminais;
— método(s) recomendado(s) para a realização de um diagnóstico ao estado de conservação dos
descarregadores em serviço.

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ANEXO A
CARACTERÍSTICAS ESTIPULADAS DOS DESCARREGADORES DE SOBRETENSÕES
(Normativo)

Quadro A1
Características estipuladas dos DST de “DISTRIBUIÇÃO”

Designação EDP
DMA Características Uni.
DDF12101M2 DDF12101M4 DDF18101M2 DDF18101M4 DDF36101M2 DDF36101M4

Tensão máxima da rede kV 12 12 17,5 17,5 36 36

Frequência nominal da rede Hz 50 50 50 50 50 50

Fator de defeito à terra, k - √3 √3 √3 √3 √3 √3


6.3 Nível de isolamento dos eq.:
- à frequência industrial kV 28 28 38 38 70 70
- ao choque atmosférico kV 75 75 95 95 170 170

Corrente máxima de c.c. kA 16 16 12,5 12,5 8 8

Unidade de descarregador - ZnO ZnO ZnO


8.1
Invólucro - Polimérico Polimérico Polimérico

8.2 Linha de fuga mm ≥ 252 ≥ 391 ≥ 368 ≥ 570 ≥ 757 ≥ 1172

8.4 Suporte de fixação - Metálico (braço/régua) (1) Metálico (braço/régua) (1) Metálico (braço/régua) (1)

Terminais:
8.5 - de fase - Roscado M12 (2) Roscado M12 (2) Roscado M12 (2)
- de terra - Roscado M12 (2) Roscado M12 (2) Roscado M12 (2)

Tensão estipulada, Ur kV ≥ 12 ≥ 12 ≥ 18 ≥ 18 ≥ 36 ≥ 36
7.1
Tensão em regime permanente, Uc kV ≥ 7,3 ≥ 7,3 ≥ 10,6 ≥ 10,6 ≥ 21,8 ≥ 21,8

7.2 Frequência estipulada Hz 50 50 50 50 50 50

7.3 Corrente nominal de descarga, In kA 10 10 10 10 10 10

9.3 Tensão residual, Ures


- onda (1/20 µs), 10kA kV ≤ 46,9 ≤ 46,9 ≤ 59,4 ≤ 59,4 ≤ 106,3 ≤ 106,3
- onda (8/20 µs), 10kA kV ≤ 44,6 ≤ 44,6 ≤ 56,5 ≤ 56,5 ≤ 101,2 ≤ 101,2

9.4 Descargas internas parciais pC ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10

9.6 Classe de descarga de linha - 1 1 1 1 1 1

Resistência às sobretensões kV ≥ 12 ≥ 12 ≥ 17,5 ≥ 17,5 ≥ 36 ≥ 36


9.8
temporárias s 10 10 10 10 10 10

9.9 Corrente estipulada de curto-circuito kA ≥ 16 ≥ 16 ≥ 16 ≥ 16 ≥ 10 ≥ 10

(1) Admite-se que por razões de atuação do indicador de avaria o suporte de fixação do descarregador possa ser em material isolante, de acordo com o
disposto na secção 8.4 do presente documento.
Nota: se atuação do indicador de avaria não está dependente do suporte de fixação, este deve ser em material metálico, permitir a fixação direta a alumínio ou cobre e ser
protegido eficazmente contra a corrosão.

(2) Os terminais devem ser do tipo perno roscado M12 em aço inoxidável da classe A2 e devem ser equipados com porcas e anilhas de mola também de aço
inoxidável da classe A2, de acordo com disposto na secção 8.5 do presente documento.

- Continua -

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- Continuação do anexo A -

Quadro A2
Características estipuladas dos DST de “SUBESTAÇÃO” de MT para ligação fase-terra
(Braço/régua metálica como suporte de fixação)

Designação EDP
DMA Características Uni.
DSF12102M3 DSF12102M4 DSF18102M3 DSF18102M4 DSF36102M3 DSF36102M4

Tensão máxima da rede kV 12 12 17,5 17,5 36 36

Frequência nominal da rede Hz 50 50 50 50 50 50

Fator de defeito à terra, k - √3 √3 √3 √3 √3 √3


6.3 Nível de isolamento dos eq.:
- à frequência industrial kV 28 28 38 38 70 70
- ao choque atmosférico kV 75 75 95 95 170 170

Corrente máxima de c.c. kA 16 16 16 16 12,5 12,5

Unidade de descarregador - ZnO ZnO ZnO


8.1
Invólucro - Polimérico Polimérico Polimérico

8.2 Linha de fuga mm ≥ 315 ≥ 391 ≥ 459 ≥ 570 ≥ 945 ≥ 1172

8.4 Suporte de fixação - Braço/régua metálica Braço/régua metálica Braço/régua metálica

Terminais:
8.5 - de fase - Roscado M12 (1) Roscado M12 (1) Roscado M12 (1)
- de terra - Roscado M12 (1) Roscado M12 (1) Roscado M12 (1)

Tensão estipulada, Ur kV ≥ 12 ≥ 12 ≥ 18 ≥ 18 ≥ 36 ≥ 36
7.1
Tensão em regime permanente, Uc kV ≥ 7,3 ≥ 7,3 ≥ 10,6 ≥ 10,6 ≥ 21,8 ≥ 21,8

7.2 Frequência estipulada Hz 50 50 50 50 50 50

7.3 Corrente nominal de descarga, In kA 10 10 10 10 10 10

9.3 Tensão residual, Ures


- onda (1/20 µs), 10 kA kV ≤ 46,9 ≤ 46,9 ≤ 59,4 ≤ 59,4 ≤ 106,3 ≤ 106,3
- onda (8/20 µs), 10 kA kV ≤ 44,6 ≤ 44,6 ≤ 56,5 ≤ 56,5 ≤ 101,2 ≤ 101,2

9.4 Descargas internas parciais pC ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10

9.6 Classe de descarga de linha - 2 2 2 2 2 2

kV ≥ 12 ≥ 12 ≥ 17,5 ≥ 17,5 ≥ 36 ≥ 36
9.8 Resistência às sobretensões temporárias
s 10 10 10 10 10 10

9.9 Corrente estipulada de c.c. kA ≥ 16 ≥ 16 ≥ 16 ≥ 16 ≥ 12,5 ≥ 12,5

(1) Os terminais devem ser do tipo perno roscado M12 da classe A2 e devem ser equipados com porcas e anilhas de mola também de aço inoxidável da
classe A2, de acordo o definido na secção 8.5 do presente documento.

- Continua -

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- Continuação do anexo A -

Quadro A3
Características estipuladas dos DST de “SUBESTAÇÃO” de MT e AT, para ligação fase-terra
(Base metálica como suporte de fixação)

Designação EDP
DMA Características Uni.
DSF12102B3 DSF12102B4 DSF18102B3 DSF18102B4 DSF36102B3 DSF36102B4 DSF72102B3 DSF72102B4

Tensão máxima da rede kV 12 12 17,5 17,5 36 36 72,5 72,5

Frequência nominal da rede Hz 50 50 50 50 50 50 50 50

Fator de defeito à terra, k - √3 √3 √3 √3 √3 √3 √3 √3


6.3 Nível de isolamento dos eq.:
- à frequência industrial kV 28 28 38 38 70 70 140 140
- ao choque atmosférico kV 75 75 95 95 170 170 325 325

Corrente máxima de c.c. kA 16 16 16 16 12,5 12,5 25/31,5 25/31,5

Unidade de descarregador - ZnO ZnO ZnO ZnO


8.1
Invólucro - Polimérico Polimérico Polimérico Polimérico

8.2 Linha de fuga mm ≥ 315 ≥ 391 ≥ 459 ≥ 570 ≥ 945 ≥ 1172 ≥ 1903 ≥ 2360

8.4 Suporte de fixação - Base metálica (1) Base metálica (1) Base metálica (1) Base metálica (1)

Terminais: -
8.5 - de fase Patilha (2) Patilha (2) Patilha (2) Patilha (2)
- de terra Roscado M12 (3) Roscado M12 (3) Roscado M12 (3) Roscado M12 (3)

Tensão estipulada, Ur kV ≥ 12 ≥ 12 ≥ 18 ≥ 18 ≥ 36 ≥ 36 ≥ 72 ≥ 72
7.1
Tensão em regime permanente, Uc kV ≥ 7,3 ≥ 7,3 ≥ 10,6 ≥ 10,6 ≥ 21,8 ≥ 21,8 ≥ 44 ≥ 44

7.2 Frequência estipulada Hz 50 50 50 50 50 50 50 50

7.3 Corrente nominal de descarga, In kA 10 10 10 10 10 10 10 10

9.3 Tensão residual, Ures


- onda (1/20 µs), 10 kA kV ≤ 46,9 ≤ 46,9 ≤ 59,4 ≤ 59,4 ≤ 106,3 ≤ 106,3 ≤ 203,1 ≤ 203,1
- onda (8/20 µs), 10 kA kV ≤ 44,6 ≤ 44,6 ≤ 56,5 ≤ 56,5 ≤ 101,2 ≤ 101,2 ≤ 193,5 ≤ 193,5

9.4 Descargas internas parciais pC ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10

9.6 Classe de descarga de linha - 2 2 2 2 2 2 2 2

Resistência às sobretensões kV ≥ 12 ≥ 12 ≥ 17,5 ≥ 17,5 ≥ 36 ≥ 36 ≥ 72,5 ≥ 72,5


9.8
temporárias s 10 10 10 10 10 10 10 10
Corrente estipulada de curto-
9.9 kA ≥ 16 ≥ 16 ≥ 16 ≥ 16 ≥ 12,5 ≥ 12,5 ≥ 31,5 ≥ 31,5
circuito

(1) A base (isolante ou metálica) deve ter furação triangular com diâmetro de furação compreendido entre 175 mm e 220 mm. A fixação da base do DST à
estrutura metálica de suporte deve ser realizada com parafusos com rosca M12, de acordo com o definido na secção 8.4 do presente documento.
Nota: a base deve vir equipada com parafusos com rosca M12, anilhas e porcas em aço inoxidável.

(2) Os terminais devem: ser do tipo patilha NEMA de 4 furos (“4 hole NEMA pad”), permitir a ligação direta de alumínio ou cobre; e ser resistentes à
corrosão, de acordo com o definido na secção 8.5 do presente documento.
Nota: caso seja definido na encomenda, admite-se que os terminais dos descarregadores de “subestação” possam também ser do tipo perno liso da
classe A2.
(3) Os terminais devem ser do tipo perno roscado M12 em aço inoxidável da classe A2 e devem ser equipados com porcas e anilhas também de aço
inoxidável da classe A2, de acordo o definido na secção 8.5 do presente documento.

- Continua -

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DEZ 2012

- Continuação do anexo A -

Quadro A4
Características estipuladas dos DST de “SUBESTAÇÃO” de MT e AT, para ligação neutro-terra
(Base metálica como suporte de fixação)

Designação EDP
DMA Características Uni.
DSN13102B3 DSN13102B4 DSN25102B3 DSN25102B4 DSN44102B3 DSN44102B4

Tensão máxima da rede kV 17,5 17,5 36 36 72,5 72,5

Frequência nominal da rede Hz 50 50 50 50 50 50

Fator de defeito à terra, k - √3 √3 √3 √3 √3 √3


6.3 Nível de isolamento dos eq.:
- à frequência industrial kV 38 38 70 70 140 140
- ao choque atmosférico kV 95 95 170 170 325 325

Corrente máxima de c.c. kA 16 16 12,5 12,5 25/31,5 25/31,5

Unidade de descarregador - ZnO ZnO ZnO


8.1
Invólucro - Polimérico Polimérico Polimérico

8.2 Linha de fuga mm ≥ 325 ≥ 403 ≥ 625 ≥ 775 ≥ 1100 ≥ 1364

8.4 Suporte de fixação - Base metálica (1) Base metálica (1) Base metálica (1)

Terminais: -
8.5 - de fase Patilha (2) Patilha (2) Patilha (2)
- de terra Roscado M12 (3) Roscado M12 (3) Roscado M12 (3)

Tensão estipulada, Ur kV ≥ 13 ≥ 13 ≥ 25 ≥ 25 ≥ 44 ≥ 44
7.1
Tensão em regime permanente, Uc kV (4) (4) (4) (4) (4) (4)

7.2 Frequência estipulada Hz 50 50 50 50 50 50

7.3 Corrente nominal de descarga, In kA 10 10 10 10 10 10

9.3 Tensão residual, Ures


- onda (1/20 µs), 10 kA kV (4) (4) (4) (4) (4) (4)
- onda (8/20 µs), 10 kA kV (4) (4) (4) (4) (4) (4)

9.4 Descargas internas parciais pC ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10 ≤ 10

9.6 Classe de descarga de linha - 2 2 2 2 2 2

Resistência às sobretensões kV ≥ 17,5/√3 ≥ 17,5/√3 ≥ 36/√3 ≥ 36/√3 ≥ 72/√3 ≥ 72/√3


9.8
temporárias s 10 10 10 10 10 10

9.9 Corrente estipulada de c.c. kA ≥ 16 ≥ 16 ≥ 12,5 ≥ 12,5 ≥ 31,5 ≥ 31,5

(1) A base metálica deve ter furação triangular com diâmetro de furação compreendido entre 175 mm e 220 mm. A fixação da base do DST à estrutura
metálica de suporte deve ser realizada com parafusos com rosca M12, de acordo com o definido na secção 8.4 do presente documento.
Nota: a base deve vir equipada com parafusos com rosca M12, anilhas e porcas em aço inoxidável.

(2) Os terminais devem: ser do tipo patilha NEMA de 4 furos (“4 hole NEMA pad”); permitir a ligação direta de alumínio ou cobre; e ser resistentes à
corrosão, de acordo com o definido na secção 8.5 do presente documento.
Nota: caso seja definido na encomenda, admite-se que os terminais dos descarregadores de “subestação” possam também ser do tipo perno liso da classe A2.

(3) Os terminais devem ser do tipo perno roscado M12 da classe A2 e devem ser equipados com porcas e anilhas também de aço inoxidável da classe A2,
de acordo o definido na secção 8.5 do presente documento.
(4) Valor a declarar pelo fabricante.

- Continua -

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- Continuação do anexo A -

Quadro A5
Características estipuladas dos descarregadores de “BLINDAGEM”

Designação EDP
DMA Características Uni.
DBB03101M4

Tensão máxima do cabo kV ≤36

Frequência nominal da rede Hz 50

Fator de defeito à terra, k - √3


6.3 Nível de isolamento dos equipamentos:
- à frequência industrial kV 10
- ao choque atmosférico kV 10

Corrente máxima de c.c. na blindagem do cabo A 1000

Constituição da unidade de descarregador - ZnO


8.1
Constituição do Invólucro - Polimérico

8.2 Linha de fuga mm 129

8.4 Suporte de fixação - Braço/régua metálica (1)

Terminais:
8.5 - de fase - Roscado M12 (2)
- de terra - Roscado M12 (2)

Tensão estipulada, Ur kV ≥3
7.1
Tensão em regime permanente, Uc kV ≥ 2,4

7.2 Frequência estipulada Hz 50

7.3 Corrente nominal de descarga, In kA 10

Tensão residual, Ures


9.3 - onda (1/20 μs), 10 kA kV
- onda (8/20 μs), 10 kA kV <10

9.4 Descargas internas parciais pC ≤ 10

9.6 Classe de descarga de linha - 1

kV ≥3
9.8 Resistência às sobretensões temporárias
s 3

9.9 Corrente estipulada de curto-circuito kA 16

(1) O braço/régua metálica que equipa o descarregador de “blindagem” deve ter um comprimento máximo de 150 mm, de acordo com o definido na
secção 8.4 do presente documento.
(2) Os terminais devem ser do tipo perno roscado M12 da classe A2 e devem ser equipados com porcas e anilhas também de aço inoxidável da classe A2, de
acordo o definido na secção 8.5 do presente documento.

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ANEXO B
INTERPRETAÇÃO DA DESIGNAÇÃO EDP ATRIBUÍDA AOS DESCARREGADORES DE SOBRETENSÕES

A atribuição de uma referência a cada descarregador normalizado relaciona-se com a necessidade de


identificação e caracterização do equipamento de uma forma clara e inequívoca.

Deste modo, as referências EDP indicadas na primeira coluna são constituídas por 8 (oito) campos, cada um com
um significado próprio, que permitem através da sua interpretação identificar o descarregador, conhecer as suas
principais características e inclusivamente a sua aplicação na rede EDP.

O significado dos campos é o seguinte:

D S N 13 10 2 I 3

E F L T I C S P

Legenda:
E – Tipo de equipamento (D – descarregador de sobretensões);
F – Família do DST (S - subestação, B- blindagem, D – distribuição, A - amovível);
L – Tipo de ligação do DST (F - ligação fase-terra, N - ligação neutro-terra, B - blindagem-terra);
T – Tensão estipulada do DST em kV;
I – Corrente nominal de descarga do DST em kA;
C – Classe de descarga de linha (1 - LD 1 da norma IEC 60099-5, 2 – LD 2 da norma IEC 60099-5);
S – Suporte de fixação (B – base metálica, M – braço/régua metálica);
P – Nível de poluição (2 – nível de poluição médio [USCD: 34,7 mm/kV], 3 – nível de poluição forte
[USCD: 43,3 mm/kV], 4 – nível de poluição muito forte [USCD: 53,7 mm/kV]).

Exemplo: o descarregador com referência EDP DSN13102B3 indica que é um descarregador de “subestação” para ligação do
neutro à terra com tensão estipulada igual a 13 kV, corrente nominal de descarga igual a 10 kA, da classe 2 de
descarga de linha, com base metálica para suporte de fixação e para instalação em zonas caracterizadas com o
nível de poluição forte.

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ANEXO C
PLANO DE ENSAIOS DE TIPO
(Normativo)

Quadro C1
Ensaios de tipo especificados

DMA Ensaios de tipo IEC 60099-4:2009

Ensaios de resistência dielétrica do invólucro do descarregador:

11.1.2 - aos choques de tensão de descarga atmosférica 10.8.2


- aos choques de tensão de manobra
- à tensão de frequência industrial

Ensaio de verificação da tensão residual:

11.1.3 - aos choques de corrente de frente escarpada 10.8.3


- aos choques atmosféricos
- aos choques de manobra

11.1.4 Ensaio de resistência ao choque de corrente de longa duração 10.8.4

Ensaios de funcionamento:

- ensaio de envelhecimento acelerado


11.1.5 - capacidade de dissipação do calor de aquecimento 10.8.5
- ensaio de funcionamento aos choques de grande amplitude
- ensaio de funcionamento com sobretensões de manobra
- avaliação da estabilidade térmica

11.1.6 Ensaio de actuação do indicador de avaria 10.8.6

11.1.7 Ensaio de verificação da característica da tensão à frequência industrial vs. tempo Anexo D

11.1.8 Ensaio de curto-circuito 10.8.7

11.1.9 Ensaio de descargas internas parciais 10.8.8

11.1.10 Ensaio de verificação do momento de flexão 10.8.9

Ensaio de envelhecimento acelerado:


11.1.11 10.8.14
- Série A - 1000h

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ANEXO D
CICLO DE RELIGAÇÕES NORMALIZADO
(Normativo)

A função "religação" presente no automatismo que atua nos painéis de linha MT de subestações de distribuição, e
que se destina a eliminar defeitos não permanentes mediante interrupções de ligação de curta duração,
realizadas automaticamente em número limitado, está demonstrada abaixo na figura D1.

Uma religação é considerada uma manobra automática de fecho do disjuntor do painel de linha MT que se segue
a um disparo.

Religação rápida 1ª Religação 2ª Religação Abertura


Icc lenta lenta final

In

0 0,2 0,3 0,5 15 0,5 15 0,5 ∆t (s)

Figura D1 – Ciclo de religação do disjuntor de saída de linha da subestação AT/MT

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ANEXO E
QUADROS PARA VERIFICAÇÃO DA CONFORMIDADE TÉCNICA

Candidato: ___________________________
Fabricante: ___________________________

Família Designação EDP Marca Modelo Referência (1) Características


DDF12101M2
DDF12101M4
DST DDF18101M2
Distribuição DDF18101M4
DDF36101M2
DDF36101M4
DST Blindagem DBB03101M4
DSF12102M3
DSF12102M4
DSF12102B3
DSF12102B4
DSN13102B3
DSN13102B4
DSF18102M3
DSF18102M4
DSF18102B3
DSF18102B4
DST Subestação
DSN25102B3
DSN25102B4
DSF36102M3
DSF36102M4
DSF36102B3
DSF36102B4
DSN44102B3
DSN44102B4
DSF72102B3
DSF72102B4

(1) A referência a indicar deve corresponder à documentação técnica enviada (catálogos e relatórios de ensaios)

Observações:

Data:
Responsável pelo preenchimento: Nome:
Contacto:
E-mail:
Assinatura:
- Continua -

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- Continuação do anexo E -

FICHA DE CARACTERÍSTICAS Marca:


Modelo:
DST (referência
DST (designação EDP): fabricante):

Característica Característica Avaliação Observações


DMA Característica (1) (2)
estipulada EDP do produto
Constituição do descarregador -
8.1
Constituição do invólucro -
8.2 Linha de fuga do invólucro (mm) -
Distância de arco (mm) -
8.3
Perfil do invólucro -

Suporte de fixação: -
8.4 - tipo -
- material -
Terminal de linha: -
- tipo -
- material -
8.5
Terminal de terra: -
- tipo -
- material -
7.1 Tensão estipulada -
Tensão em regime permanente -
7.2 Frequência estipulada -
7.3 Corrente nominal de descarga -
Rigidez dielétrica do invólucro: -
9.1 - choque atmosférico -
- à freq. industrial, sob chuva -
9.2 Tensão de referência -
Tensões residuais: -
9.3 - frente escarpada (1/20 µs), 10 kA -
- choque atmosférico ( 8/20 µs), 10 kA -
9.4 Descargas internas parciais -
9.6 Classe de descarga de linha -
-
9.8 Resistência às sobretensões temporárias
-
9.9 Corrente curto-circuito (0,2 s) -
9.10 Indicador de avaria -
Esforços mecânicos -
- momento de flexão [Nm]
9.11 - esforço de flexão [N]
- esforço de torção [N]
- esforço de tração [N]

10 Marcação (3)

12 Informação a apresentar em concursos e propostas (4)

13 Regras para o transporte, armazenamento, instalação e manutenção (5)

(1) O fabricante deve indicar se a característica do produto está conforme (C) ou não conforme (NC) com as características estipuladas pela EDP, quando aplicável.
(2) Se o espaço disponível para observações não for suficiente o fabricante pode utilizar o espaço de observações na página seguinte, referenciando a coluna a comentar.
(3) O fabricante deve indicar o nome do ficheiro com o esquema/desenho da chapa de características.
(4) O fabricante deve indicar se cumpre com o definido na secção 12 do DMA-C65-110/N:2012 e enviar toda a documentação solicitada.
(5) O fabricante deve indicar o nome do ficheiro com as regras para o transporte, armazenamento, instalação e manutenção.
- Continua -

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- Continuação do anexo E -

FOLHA DE ENSAIOS

Referência do Resultado do
DMA Ensaio de tipo Norma Laboratório Observações (3)
relatório (1) ensaio (2)
Ensaios de resistência dieléctrica do
invólucro do descarregador:
§10.8.2
11.1.2 - choque atmosférico
IEC 60099-4
- choque de manobra
- tensão de frequência industrial

Ensaio de verificação da tensão residual:


- onda de frente escarpada §10.8.3
11.1.3
- choque atmosférico IEC 60099-4
- choque de manobra

Ensaio de resistência ao choque de §10.8.4


11.1.4
corrente de longa duração IEC 60099-4
Ensaios de funcionamento:
- choques de grande amplitude § 10.8.5
11.1.5
- sobretensões de manobra IEC 60099-4
- estabilidade térmica
§10.8.6
11.1.6 Ensaio de actuação do indicador de avaria
IEC 60099-4

Ensaio de verificação da característica da Anexo D


11.1.7
tensão à frequência industrial vs. tempo IEC 60099-4

§10.8.7
11.1.8 Ensaio de curto-circuito
IEC 60099-4

§10.8.8
11.1.9 Ensaio de descargas internas parciais
IEC 60099-4

Ensaio de verificação do momento de §10.8.9


11.1.10
flexão IEC 60099-4

Ensaio de envelhecimento acelerado:


- Série A – 1000h §10.8.14
11.1.11
IEC 60099-4

(1) O fabricante deve indicar a referência do relatório de ensaios apresentado e com o qual pretende comprovar a conformidade técnica com o DMA-C65-110/N:2012.
Ensaio se
(2) O fabricante deve indicar deoenvelhecimento acelerado:
resultado do ensaio realizado está conforme (C) ou não conforme (NC) com o DMA-C65-110/N:2012.
- Série A – 1000h §10.8.14
11.1.11
(3) Se o espaço disponível para observações não for suficiente o fabricanteIEC 60099-4
pode utilizar o espaço de observações na presente página, referenciando a coluna a comentar.

Observações:

DTI – Direção de Tecnologia e Inovação Pág. 27/27

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