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NOCÃO
Entende-se por Fontes de Direito os modos de revelação das normas jurídicas, os órgãos
políticos encarregados de os formular e definir, assim como os diplomas em elas se
encontram.
Nos termos do n° 1, do artigo 1 do Codigo Civil, a Lei e as normas corporativas são fontes
imediatas e primarias de formação e criação de normas jurídicos. São normas corporativas as
regras ditadas pelos organismos representativas das diferentes categorias morais, culturais,
económicas ou profissionais no domínio das suas atribuições, bem como os respectivas
Estatutos e Regulamentos Internos.
COMPLEXIDADE E DIVERSIFICÃO
Falar das fontes de Direito Económico, isto é, das formas de revelação das normas jus
económicas é uma questão delicada. É que, cada vez mais, se questiona o tradicional
monopólio dos poderes públicos na produção de normas jurídicas, ou seja, põe-se em causa o
monopólio Estado na criação de normas jurídicos-económicas.
É verdade, no entanto que grande parte do Direito Económico, assenta em normas com
origem nas autoridades públicas, mas também é verdade que não se esgota nelas. Há normas
desenvolvidas cada vez mais de forma negociada entre poderes públicos e privados, um
direito de concertação económica, ou mesmo provenientes de entidades ou instituição
privadas, desprovidas do clássico poder de supremacia (jus imperii), e que tem por objectivo
a regulação de práticas económicas, negociais e profissionais, com particular relevância para
os Códigos de Conduta.
TIPOS DE FONTES
Constituem fontes de Direito Económico os princípios e normas de direito com origem nos
órgãos de Soberania, com realce para a Assembleia da República, Governo, ou outras
instituições de carácter supranacional ou internacional que tenham sido delegados poderes.
Fontes Internas;
Fontes Internacionais;
Fontes de Origem Mista ou Privada (Novas Fontes do Direito Económico).
FONTES INTERNAS
- A primeira fonte do direito é, por excelência a Constituição da República pois é ela que
contém um conjunto de preceitos basilares que se referem directamente à economia e que
constitui a essência da Constituição Económica.
Todavia, existem muitos outros preceitos que contém normas que não regulam directamente a
actividade económica mas cujo conteúdo tem uma aplicação indirecta ou mediata no que diz
respeito à conformação da actuação dos vários agentes económicos no ordenamento jurídico
moçambicano, como acontece, por exemplo, quanto ao reconhecimento e garantia do “Direito
de Propriedade Privada” e sua protecção (artigos 82 e 83 da CRM), O “Princípio da
Igualdade” (artigo 35 e 36 da CRM), “Liberdade de Associação” (artigo 52 da CRM) e ainda
a “Garantia dos Direitos e Liberdades Fundamentais” (artigos 56 a 72 da CRM).