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DMA-C65-210/N

SET 2005
Empresa: EDP Distribuição

MATERIAIS PARA PROTECÇÃO DE REDES

Eléctrodos de terra

Características e ensaios

Elaboração: DNT Homologação: conforme despacho do CA de 2005-09-07

Edição: 2ª - Anula e substitui a versão de JUN 1997

Emissão: DNT – Direcção de Normalização e Tecnologia


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ÍNDICE

0 INTRODUÇÃO .........................................................................................................................................................3

1 OBJECTO .................................................................................................................................................................3

2 CAMPO DE APLICAÇÃO.......................................................................................................................................3

3 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA............................................................................................................................3
3.1 Normas Europeias.............................................................................................................................................3
3.2 Normas Internacionais .....................................................................................................................................3
3.3 Documentos EDP ..............................................................................................................................................4
3.4 Documentos regulamentares ........................................................................................................................4

4 TERMOS E DEFINIÇÕES ...........................................................................................................................................4

5 ABREVIATURAS ........................................................................................................................................................5

6 CONDIÇÕES GERAIS..............................................................................................................................................6
6.1 Condições de funcionamento em serviço ..................................................................................................6
6.1.1 Condições de instalação ..........................................................................................................................6
6.1.2 Humidade.....................................................................................................................................................6
6.1.3 Corrosão .......................................................................................................................................................6
6.1.4 Resistência mecânica ................................................................................................................................6

7 CARACTERÍSTICAS ..................................................................................................................................................6
7.1 Características gerais ......................................................................................................................................6
7.2 Tipos de eléctrodos de terra...........................................................................................................................6
7.3 Constituição ......................................................................................................................................................7
7.3.1 Vareta simples..............................................................................................................................................7
7.3.1.1 Generalidades ..........................................................................................................................................7
7.3.1.2 Vareta.........................................................................................................................................................7
7.3.1.3 Abraçadeira ............................................................................................................................................. 7
7.3.2 Vareta extensível.........................................................................................................................................8
7.3.2.1 Generalidades ..........................................................................................................................................8
7.3.2.2 União...........................................................................................................................................................8
7.3.3 Cabo nu........................................................................................................................................................8
7.4 Características dimensionais ..........................................................................................................................9
7.4.1 Varetas..........................................................................................................................................................9
7.4.2 Cabo nu........................................................................................................................................................9

8 MARCAÇÃO .........................................................................................................................................................10
8.1 Varetas .............................................................................................................................................................10
8.2 Uniões ...............................................................................................................................................................10
8.3 Abraçadeiras ..................................................................................................................................................10
8.4 Batentes ...........................................................................................................................................................10
8.5 Cabos nus ........................................................................................................................................................10

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9 EMBALAGEM .........................................................................................................................................................11

10 ENSAIOS .................................................................................................................................................................11
10.1 Generalidades ................................................................................................................................................11
10.2 Execução dos ensaios ...................................................................................................................................11
10.3 Ensaios de tipo ................................................................................................................................................11
10.3.1 Ensaios de tipo para eléctrodos de terra do tipo vertical (varetas) ................................................11
10.3.1.1 Inspecção visual .....................................................................................................................................11
10.3.1.2 Ensaio dimensional .................................................................................................................................11
10.3.1.3 Ensaios de compressão por meio manual (martelo) e mecânico (martelo pneumático) .......12
10.3.1.4 Ensaio de resistência à corrosão..........................................................................................................12
10.3.1.5 Ensaio de verificação da aderência do revestimento ....................................................................12
10.3.1.6 Ensaio de resistência à flexão ..............................................................................................................12
10.3.2 Ensaios de tipo para eléctrodos de terra do tipo horizontal (cabos de cobre nu) .......................12
10.4 Ensaios de série ...............................................................................................................................................12
10.4.1 Ensaios de série para eléctrodos de terra do tipo vertical (varetas) ...............................................12
10.4.1.1 Inspecção visual .....................................................................................................................................12
10.4.1.2 Ensaio dimensional .................................................................................................................................12
10.4.2 Ensaios de série para eléctrodos de terra do tipo horizontal (cabos de cobre nu)......................12

ANEXO A – DESENHOS .............................................................................................................................................13

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0 INTRODUÇÃO
O presente documento foi elaborado com vista a uma uniformização das características e ensaios
aplicáveis a eléctrodos de terra a utilizar na EDP Distribuição. Na sua elaboração foram tidas em conta
quer as práticas seguidas relativas a eléctrodos de terra, quer as diversas disposições aplicáveis nas
várias normas existentes.

O presente documento é a 2ª edição do DMA-C65-210. As alterações introduzidas em relação à


anterior versão são as resultantes de aspectos, tais como:
⎯ introdução de eléctrodos de terra do tipo horizontal (cabos nus), reflectindo a prática actual;
⎯ especificação de características e ensaios para eléctrodos e respectivos acessórios, em
conformidade com normas europeias (HD 637 S1 e EN 50164) e internacionais (IEC e ANSI/UL);
⎯ articulação entre o documento e os restantes documentos que constituem o Guia Técnico de
Terras (1ª e 2ª partes).

Este documento é também considerado como a 3ª parte do Guia Técnico de Terras (DRE-C11-040/N).

1 OBJECTO
O presente documento destina-se a estabelecer as características gerais dos eléctrodos de terra
utilizados normalmente nas terras de serviço e nas terras de protecção das instalações eléctricas de MT
e de BT da EDP Distribuição, bem como os ensaios a que os mesmos devem ser submetidos de modo a
serem comprovadas essas características.

2 CAMPO DE APLICAÇÃO
O presente documento aplica-se a eléctrodos de terra destinados a serem utilizados normalmente nas
terras de serviço e nas terras de protecção das instalações eléctricas de MT e de BT da EDP Distribuição,
e instalados tal como definido nas restantes partes do Guia Técnico de Terras (DRE-C11-040/N).

3 DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
O presente documento inclui disposições de outros documentos, referenciadas nos locais apropriados
do seu texto, os quais se encontram a seguir listados, com indicação das respectivas datas de edição.

Quaisquer alterações das referidas edições listadas só serão aplicáveis no âmbito do presente
documento se forem objecto de inclusão específica, por modificação ou aditamento do mesmo.

3.1 Normas Europeias

Norma Edição Título


EN 50164-2 2002 Lightning protection components (LPC) – Part 2:
Requirements for conductors and earth electrodes (*)
HD 637 S1 1999 Power installations exceeding 1 kV a.c.
(*) Esta norma possui dois aditamentos – prAX: 2002 e prA1:2005

3.2 Normas Internacionais

Norma Edição Título


ISO 8601 2004 Data elements and interchange formats − Information
(Ed. 3) interchange − Representation of dates and times
ANSI/UL 467 2004 Grounding and Bonding Equipment
IEC 60228 2004 Conductors of insulated cables

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3.3 Documentos EDP

Documento Edição Título

DRE-C11-040/N 2005 Guia Técnico de Terras, 1ª parte: ligações à terra


DRE-C11-040/N 2005 Guia Técnico de Terras, 2ª parte: eléctrodos de terra – regras
de selecção e de instalação
DRE-C17-001/E 1999 Manual de Terras da Distribuição
DMA-C34-110/E 1987 Condutores nus para linhas aéreas. Cabos de cobre –
Características, ensaios e condições para verificação da
qualidade

3.4 Documentos regulamentares

Documento Edição Título


------ 1985 Regulamento de Segurança de Subestações e Postos de
Transformação e Seccionamento (RSSPTS)
------ 1993 Regulamento de Segurança de Linhas Aéreas de AT (RSLEAT)
------ 1993 Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de
Energia Eléctrica em Baixa Tensão (RSRDEEBT)

4 TERMOS E DEFINIÇÕES
Para efeitos do presente documento são aplicáveis as definições indicadas nos documentos
regulamentares nacionais e nas normas HD 637 S1 e EN 50164-2, destacando-se as definições dos
seguintes termos:

4.1
Eléctrodo de terra
Condutor ou conjunto de condutores enterrados, destinados a estabelecer bom contacto com a terra
(RSSPTS, Artigo n.º 23).

4.2
Eléctrodo de terra horizontal
Eléctrodo, normalmente, enterrado a uma profundidade não superior a 1 m. Poderá ser do tipo
serpentina, varão ou condutor, disposto em configuração radial, em anel ou numa combinação dos
diferentes tipos (HD 637 S1, secção 2.7.9.1).

4.3
Vareta
Eléctrodo de terra constituído por um condutor do tipo vareta metálica, enterrado no solo (EN 50164-2,
cf. IEC 60050).

4.4
Vareta simples
Eléctrodo de terra constituído por uma única vareta, utilizado quando não é necessária uma
profundidade de enterramento superior ao seu comprimento.

4.5
Vareta extensível
Eléctrodo de terra constituído por duas ou mais varetas acopladas, utilizado quando for necessária uma
profundidade de enterramento superior ao seu comprimento.

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4.6
União (para varetas)
Dispositivo destinado a facilitar a ligação mecânica e eléctrica entre varetas extensíveis.

4.7
Batente
Ferramenta – que não faz parte do eléctrodo de terra – utilizada para receber as pancadas necessárias
ao enterramento do eléctrodo de terra do tipo vareta (EN 50164-2).

4.8
Abraçadeira
Dispositivo utilizado na ligação entre o eléctrodo de terra do tipo vareta e o respectivo condutor de
terra. A abraçadeira deverá incluir um parafuso para fixação do condutor de terra à vareta.

4.9
Condutor de terra
Condutor destinado a ligar parte de uma instalação ou um aparelho com o eléctrodo de terra (RSSPTS,
Artigo n.º 22).

4.10
Resistência de terra
Resistência eléctrica entre o eléctrodo de terra e a terra (RSSPTS, Artigo n.º 25).

4.11
Circuito de terra
Conjunto dos condutores de terra e respectivo eléctrodo de terra (RSSPTS, Artigo n.º 24).

4.12
Ensaios de tipo
Ensaios realizados a fim de demonstrarem características satisfatórias tendo em conta as aplicações
previstas. São ensaios de natureza tal que, uma vez realizados, não precisam de ser repetidos, a não ser
que ocorram mudanças nas matérias-primas, na concepção ou no processo de fabrico, que possam
alterar as características do equipamento.

4.13
Ensaios de série (também designados por ensaios de rotina)
Ensaios previstos para serem efectuados de maneira repetitiva sobre os produtos fabricados em série,
quer sob a forma de ensaios individuais, quer sob a forma de ensaios por amostra, com vista a verificar
que uma dada fabricação satisfaz critérios definidos.

5 ABREVIATURAS
No presente documento são usadas as seguintes abreviaturas:
IEC Comissão Electrotécnica Internacional
DMA Documento normativo de Materiais, Aparelhagem, Equipamentos e Ferramentas
DRE Documento normativo de Regras de Execução e de Montagem
EN Norma Europeia
HD Documento de harmonização do CENELEC
ANSI Norma Americana
UL Norma dos Underwriters Laboratories
RSRDEEBT Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia Eléctrica em Baixa
Tensão
RSSPTS Regulamento de Segurança de Subestações e Postos de Transformação e Seccionamento
RSLEAT Regulamento de Segurança de Linhas Aéreas de AT

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6 CONDIÇÕES GERAIS

6.1 Condições de funcionamento em serviço


Os eléctrodos de terra devem ser previstos para serem utilizados nas condições de serviço a seguir
indicadas.

6.1.1 Condições de instalação


Os eléctrodos de terra destinam-se a ser enterrados, pelo que, serão sujeitos a condições mais ou menos
severas (dependendo do tipo de solo), nomeadamente, a nível da corrosão devida à humidade e a
agentes químicos e biológicos, bem como devida às influências mecânicas a que os eléctrodos de
terra são sujeitos, durante a sua instalação e utilização normal.

A nível eléctrico, as condições a considerar são as que dizem respeito ao valor da corrente de defeito e
à duração do defeito a que os eléctrodos são sujeitos.

6.1.2 Humidade
O valor médio da humidade relativa a que os eléctrodos de terra podem estar sujeitos, num
determinado período de tempo, poderá atingir os 100%.

6.1.3 Corrosão
Os eléctrodos de terra, por estarem enterrados, estão sujeitos à corrosão devida à humidade e aos
agentes químicos e biológicos existentes no solo.

A verificação do comportamento dos eléctrodos de terra do tipo vertical – varetas (e acessórios


respectivos) a esta condição, é feita através da realização do ensaio especificado na secção 10.3.1.4
do presente documento.

6.1.4 Resistência mecânica


Os eléctrodos de terra, nomeadamente as varetas, devem ser mecanicamente robustos, de modo a
garantir uma adequada instalação.

A resistência à rotura por tracção das varetas não deverá ser inferior a 600N/mm2, tal como definido na
tabela 4 da norma EN 50164-2.

A verificação da resistência mecânica das varetas extensíveis, é feita através da realização do ensaio
especificado na secção 10.3.1.3 do presente documento.

7 CARACTERÍSTICAS

7.1 Características gerais


Os eléctrodos de terra devem ser concebidos e fabricados de forma a que, nas condições normais de
exploração, o seu funcionamento seja fiável, não constituam perigo para pessoas e não sejam nefastos
para o ambiente.

7.2 Tipos de eléctrodos de terra


Os tipos de eléctrodos de terra considerados são os indicados no quadro 1 seguinte.

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Quadro 1
Tipos de eléctrodos de terra

Tipo de
Material/Configuração
eléctrodo de terra

Serpentina simples

Dupla

Horizontal Cabo nu Dupla longa

Estrela de três braços, a


120º

Simples
Vertical Vareta
Extensível

No anexo A está representado o eléctrodo de terra vertical (vareta) em ambas as configurações:


simples (desenho refª C65-023-2005) e extensível (desenho refª C65-022-2005).

7.3 Constituição

7.3.1 Vareta simples

7.3.1.1 Generalidades
A vareta simples é constituída pela própria vareta e pela respectiva abraçadeira.

Durante o enterramento da vareta, poderá ser aplicado à mesma um batente destinado a suportar as
pancadas necessárias para o efeito; no entanto, este acessório não é parte constituinte do eléctrodo.

7.3.1.2 Vareta
A vareta deve ser constituída por uma alma de aço e um revestimento de cobre electrolítico, com um
grau de pureza de, pelo menos, 99,9%.

O valor especificado para o diâmetro, correspondente ao definido na norma HD 637 S1, é indicado no
quadro 2 (ver secção 7.4.1 do presente documento).

A espessura do revestimento deve ter um valor mínimo de 250 µm 1), tal como indicado no quadro 2
atrás referido.

7.3.1.3 Abraçadeira
A abraçadeira destina-se a possibilitar a ligação entre o eléctrodo de terra e o respectivo condutor de
terra.

1) Este valor é superior ao valor mínimo definido na norma HD 637 S1 (90 µm). Os Regulamentos de Segurança
actualmente em vigor (RSLEAT e RSRDEEBT) estabelecem um valor mínimo de 700 µm, mas admitem a sua
redução desde que os eléctrodos “sejam executados com tecnologia adequada” e “sujeitos a prévia
aprovação da DGGE”.

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A abraçadeira deve incluir um parafuso para fixação do condutor de terra à vareta.

O binário de aperto do parafuso de fixação deve ser indicado pelo fabricante.

A abraçadeira deve ser equipada com um dispositivo de segurança contra o seu desaperto acidental,
de acordo com o disposto no nº2 do Artigo 155º do RSLEAT.

A abraçadeira deve permitir a utilização de condutores de terra em cabo de cobre nu ou cabo VV de


35 mm2.

A abraçadeira deve ser fabricada em bronze ou outro material, sendo interdito o latão.

7.3.2 Vareta extensível

7.3.2.1 Generalidades
A vareta extensível é constituída por duas ou mais varetas acopladas, pela união (ou uniões) e pela
respectiva abraçadeira.

Durante o enterramento da vareta, poderá ser aplicado à mesma um batente destinado a suportar as
pancadas necessárias para o efeito; no entanto, este acessório não é parte constituinte do eléctrodo.

No relativo à constituição da própria vareta e abraçadeira, aplica-se o disposto nas secções 7.3.1.2 e
7.3.1.3 do presente documento.

7.3.2.2 União
A união (ou uniões) estabelece(m) a ligação entre duas (ou mais) varetas acopladas de um mesmo
eléctrodo de terra, ou deste ao seu batente.

A concepção das uniões deve adaptar-se às respectivas varetas.

Assim, sendo as varetas roscadas, sê-lo-ão, também, interiormente com o mesmo passo de rosca, as
uniões.

O comprimento das uniões deverá ser o suficiente para que o roscado das varetas seja totalmente
coberto.

Se as varetas forem não roscadas, as respectivas uniões serão cónicas e devem permitir uma ligação
por compressão eficaz.

Em qualquer caso, o acoplamento entre duas (ou mais) varetas de um mesmo eléctrodo, deve ser feita
garantindo o contacto entre a extremidade de cada vareta e a extremidade da que a sucede, de
modo a garantir que as forças de enterramento não sejam apenas suportadas pelas uniões.

As uniões devem ser fabricadas em bronze duro, bronze-alumínio ou qualquer outro material adequado
à sua função.

7.3.3 Cabo nu
O cabo de cobre nu, utilizado na construção de eléctrodos de terra horizontais, deverá obedecer aos
requisitos estipulados no DMA-C34-110/E e IEC 60228 (condutores de classe 1).

Será utilizado cabo nu de cobre, com secção de 35mm22 ).

2) A norma HD 637 S1 define 25 mm2 como secção mínima a utilizar neste tipo de eléctrodos.

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7.4 Características dimensionais

7.4.1 Varetas
As varetas devem ter as dimensões indicadas no quadro 2 seguinte.

Quadro 2
Dimensões das varetas

Tipo de vareta Simples Extensíveis

Diâmetro (a) 14,2 14,2


exterior
(b) 19,0 19,0
Dimensões
(mm) Max.
----- 6000 3)
Comprimento
Min.
2000 4000

Espessura do revestimento (µm) Min. 250 250


a) para apreciação corrente;
b) para aplicação em situações especiais (solos de elevada dureza).

7.4.2 Cabo nu
As dimensões dos cabos nus, para as várias configurações utilizadas, são as indicadas no quadro 3
seguinte.

Quadro 3
Dimensões dos cabos nus

Configuração Tipo de cabo Comprimento

Serpentina
10m
simples

Serpentina
2x10m
dupla
Cobre, 35mm2
Serpentina
2x15m
dupla longa

Estrela 3x10m

3) Correspondente a três varetas acopladas.

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8 MARCAÇÃO

8.1 Varetas
As varetas devem ser dotadas de uma marcação durável, indelével e bem legível, distanciada de
305 mm da extremidade superior da vareta, em que conste:
⎯ identificação do fabricante 4);
⎯ referência do modelo de modo a que seja possível a sua identificação com vista a obter toda a
informação correspondente, junto do fabricante ou no seu catálogo;
⎯ ano de fabrico;
⎯ comprimento, expresso em mm;
⎯ norma(s), segundo as quais estejam, eventualmente, certificadas.

8.2 Uniões
As uniões devem ser dotadas de uma marcação durável, indelével e bem legível, em que conste:
⎯ identificação do fabricante4;
⎯ referência do modelo de modo a que seja possível a sua identificação com vista a obter toda a
informação correspondente, junto do fabricante ou no seu catálogo;
⎯ ano de fabrico;
⎯ diâmetro, expresso em mm, dos eléctrodos a que são aplicáveis;
⎯ norma(s), segundo as quais estejam, eventualmente, certificadas.

8.3 Abraçadeiras
As abraçadeiras devem ser dotadas de uma marcação durável, indelével e bem legível, em que
conste:
⎯ identificação do fabricante4);
⎯ ano de fabrico;
⎯ diâmetro, expresso em mm, máximo e mínimo dos condutores de terra que podem ser utilizados;
⎯ diâmetro, expresso em mm, dos eléctrodos a que são aplicáveis;
⎯ binário de aperto, expresso em Nm, do parafuso;
⎯ norma(s), segundo as quais estejam, eventualmente, certificadas.

8.4 Batentes
Os batentes devem ser dotadas de uma marcação durável, indelével e bem legível, em que conste:
⎯ identificação do fabricante4);
⎯ ano de fabrico;
⎯ diâmetro, expresso em mm, dos eléctrodos a que são aplicáveis.

8.5 Cabos nus


Os cabos nus devem ser marcados de acordo com as suas normas aplicáveis, referenciadas nas
secções respectivas do presente documento.

4) Entende-se por fabricante, a entidade que assume a responsabilidade pelo produto acabado.

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9 EMBALAGEM
Os eléctrodos de terra do tipo vareta e respectivos acessórios devem ser fornecidos devidamente
embalados.

A embalagem deve ser dotada de um rótulo, em que conste o nome do fabricante ou a sua marca
comercial, e a designação do produto. A embalagem deve incluir as respectivas instruções de
montagem e lista de acessórios fornecidos.

10 ENSAIOS

10.1 Generalidades
As características dos eléctrodos de terra devem ser confirmadas através da realização de ensaios, a
efectuar em laboratórios acreditados para o efeito.

É da responsabilidade do fabricante a realização dos ensaios necessários à confirmação da sua


conformidade com a presente especificação.

10.2 Execução dos ensaios


Salvo indicação contrária, os ensaios devem ser realizados a uma temperatura ambiente
compreendida entre 15 ºC e 30 ºC.

Se o estipulado nas normas de referência (referidas na presente secção) contrariar, no relativo à


conformidade ou ao modo de procedimento dos ensaios, o especificado no presente documento,
toma-se como válido o disposto neste último. No omisso, é válido o especificado nas normas de
referência.

10.3 Ensaios de tipo

10.3.1 Ensaios de tipo para eléctrodos de terra do tipo vertical (varetas)


Salvo indicação contrária, os ensaios de tipo referidos no seguimento devem ser efectuados nas
condições gerais referidas na secção 5.1 da norma EN 50164-2.

10.3.1.1 Inspecção visual


Este ensaio é aplicável a varetas, simples e extensíveis, incluindo respectivas abraçadeiras, uniões e
batentes.

O ensaio consiste na verificação:


⎯ da inexistência de rebarbas, limalhas ou cantos vivos;
⎯ que as superfícies são lisas;
⎯ que as roscas, eventualmente existentes, se encontram totalmente cobertas pelo revestimento em
cobre.

10.3.1.2 Ensaio dimensional


Este ensaio é aplicável a varetas, simples e extensíveis, incluindo respectivas abraçadeiras, uniões e
batentes.

O ensaio destina-se a verificar, por meio de equipamentos apropriados, as dimensões especificadas


para os vários elementos constituintes do eléctrodo.

As verificações a efectuar serão, no mínimo, as seguintes:


⎯ diâmetro das varetas;
⎯ comprimento das varetas;
⎯ dimensões das uniões;
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⎯ dimensões dos batentes;


⎯ dimensões das abraçadeiras;
⎯ diâmetro máximo e mínimo dos condutores a ligar através das abraçadeiras;
⎯ espessura do revestimento de cobre.

O ensaio é considerado positivo se os valores medidos respeitarem os valores e tolerâncias indicados


pelo fabricante e o especificado no presente documento.

10.3.1.3 Ensaios de compressão por meio manual (martelo) e mecânico (martelo pneumático)
Estes ensaios são aplicáveis apenas a varetas extensíveis, incluindo respectivas uniões e batentes.

Os ensaios deverão ser realizados de acordo com o disposto na secção 5.4 da norma EN 50164-2.

10.3.1.4 Ensaio de resistência à corrosão


Este ensaio é aplicável a varetas, simples e extensíveis, incluindo respectivas abraçadeiras e uniões.

O ensaio deve ser realizado de acordo com o especificado na secção 5.3.2 da norma EN 50164-2.

10.3.1.5 Ensaio de verificação da aderência do revestimento


Este ensaio é aplicável a varetas, simples e extensíveis.

O ensaio deve ser realizado de acordo com o especificado na secção 5.3.1 da norma EN 50164-2.

10.3.1.6 Ensaio de resistência à flexão


Este ensaio é aplicável a varetas, simples e extensíveis.

O ensaio deve ser realizado de acordo com o especificado na secção 9.2.5 da norma UL 467.

10.3.2 Ensaios de tipo para eléctrodos de terra do tipo horizontal (cabos de cobre nu)
Os eléctrodos de terra do tipo horizontal (cabo de cobre nu) serão ensaiados de acordo com o definido
na normalização aplicável (DMA-C34-110/E e IEC 60228, para condutores de classe 1).

10.4 Ensaios de série

10.4.1 Ensaios de série para eléctrodos de terra do tipo vertical (varetas)


Os ensaios de série referidos no seguimento apenas são aplicáveis a eléctrodos de terra verticais do tipo
vareta e respectivos acessórios.

10.4.1.1 Inspecção visual


Ensaio a realizar de acordo com o definido na secção 10.3.1.1 do presente documento.

10.4.1.2 Ensaio dimensional


Ensaio a realizar de acordo com o definido na secção 10.3.1.2 do presente documento.

10.4.2 Ensaios de série para eléctrodos de terra do tipo horizontal (cabos de cobre nu)
Os eléctrodos de terra do tipo horizontal (cabo de cobre nu), serão ensaiados de acordo com o
definido na normalização aplicável (DMA-C34-110/E e IEC 60228, para condutores de classe 1).

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ANEXOS
DESENHOS

Peça Nº Designação Código


1
2
3
4

ELÉCTRODO DE TERRA VERTICAL


( VARETA EXTENSIVEL)

C65-022-2005

DNT – Direcção de Normalização e Tecnologia Pág. 13/14


DMA-C65-210/N

Empresa: EDP Distribuição


SET 2005

Peça Nº Designação Código


1
2

ELÉCTRODO DE TERRA VERTICAL


( VARETA SIMPLES )

C65-023-2005

DNT – Direcção de Normalização e Tecnologia Pág. 14/14

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