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O Arrependimento dos Crentes

por

John Wesley

Tema: “arrependei-vos e crede no evangelho”– Marcos 1:15

Geralmente se crê que a fé e o arrependimento não são nada


mais do que a porta da salvação; que são necessários somente
no início da carreira cristã. Ou acaso não nos exorta o Apóstolo
a que ‘'deixemo-nos levar para o que é perfeito, não lançando
mão de novo a base do arrependimento de obras mortas, e da fé
em Deus''? ( Hb. 6:1)

Não há dúvida de que isto é certo, que há um arrependimento e


uma fé imprescindíveis no princípio, a saber, um
arrependimento que é a completa convicção de nossa
pecaminosidade, culpabilidade e incapacidade, e que este
arrependimento é necessário para que possamos receber o
Reino de Deus, esse Reino espiritual, que, segundo o Senhor
Jesus, está dentro de nós (Lc 19:21), e uma fé pela qual
recebemos este Reino descrito em Romanos (14:17).

Mas apesar disso, há uma fé e um arrependimento


indispensáveis em cada etapa de nossa carreira cristã e sem
eles não é possível que corramos a carreira que nos é proposta.
E este arrependimento e esta fé são tão necessários para que
continuemos e cresçamos na graça, como aquele
arrependimento e aquela fé (iniciais) o foram para que
entrássemos no Reino de Deus.

Mas, em que sentido devemos nós, arrependermo-nos e


crermos, depois de havermos sido justificados? Esta questão é
muito importante e digna da maior atenção.

2 – Em que sentido o crente deve arrepender-se?


O arrependimento dos crentes é uma espécie de conhecimento
de si mesmo, a saber, a consciência de que somos pecadores,
sim, pecadores culpados e incapazes, se bem que saibamos que
somos filhos de Deus. Quando achamos pela primeira vez a
redenção no sangue de Jesus, quando o amor de Deus se
derrama pela primeira vez em nosso coração, é natural que
suponhamos que já não somos pecadores, e que todos nossos
pecados não só estão cobertos como também destruídos. Como
já não sentimos nenhuma maldade em nosso coração,
facilmente cremos que ela já não existe nele, e algumas pessoas
sinceras chegam ainda a imaginar isto: não só no começo da
vida cristã, como também em todo tempo depois, crendo
erroneamente estarem inteiramente santificadas, quando
somente estavam justificadas, e isto apesar do claro
testemunho das Escrituras, da razão e da experiência.

Mas, se bem que reconheçamos que ‘'todo aquele que crê é


nascido de Deus'' ( 1 João 5:1) e que ‘'qualquer que é nascido de
Deus, não comete pecado'' ( 1João 3:9), sem dúvida, isto não
significa o nascido de Deus não sinta o pecado dentro de seu
coração; é certo que o pecado já não prevalece, mas ali
permanece. E a convicção do pecado que ainda resta no nosso
coração é parte muito importante do que estamos tratando
agora.

2 – O pecado no crente

Aquele que imaginava que todo pecado havia desaparecido não


demora muito tempo para perceber que ainda há orgulho no
seu coração. E tem que se convencer de que em muitos
sentidos, tem tido inveja e que se tem adorado a si mesmo, com
soberba espiritual, de algo que deveria provocar-lhe humildade;
posto que o tem recebido de graça de Deus. E sem dúvida,
apesar de que agora reconhece este orgulho, não sente que tem
caído do favor divino.

Não demora muito a sentir que seu coração é voluntariamente


rebelde à vontade de Deus. A vontade é parte de nossa natureza
humana, mesmo nosso bendito Salvador teve vontade como
homem, ou de outra maneira, não houvera sido verdadeiro
homem. Mas Sua vontade humana sempre esteve sujeita à
vontade do Pai, em todo momento e em toda ocasião, e ainda
em sua mais profunda aflição, ele pôde dizer: “Não como eu
quero mas como Tu queres”' ( Mt.26:39). Entretanto, isto não
ocorre sempre, nem ainda com o verdadeiro crente em Cristo,
que sente freqüentemente sua vontade se opondo à vontade de
Deus e desejando certas coisas que lhe são agradáveis, mas que
desagradam a Deus. Em troca, não deseja fazer certas coisas
que são dolorosas à sua natureza, mas que Deus as quer para
seu proveito. O fato é que o crente por mais firme que
permaneça na fé, tendo que lutar contra esta caprichosa
vontade, demonstra que ela realmente existe, e que ele tem
consciência disso.

O mesmo se pode afirmar do amor do mundo. É certo que


quando o crente passa ‘'da morte para a vida'' (João 5:24) não
deseja nada além de Deus e pode dizer com sinceridade: ‘'Quem
mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza
na terra'' ( Salmo 73:25). Mas isto não dura muito tempo. No
transcurso do tempo, o crente sentirá , ainda que em poucos
momentos, ‘'a concupiscência da carne'', ou a ‘'concupiscência
dos olhos'' ou a ‘'vanglória da vida'' (1 Jo 2;16) . E mais: se não
vigia e ora continuamente, o crente sentirá que a
concupiscência revive nele e luta por fazê-lo cair até quase lhe
arrancar toda a força para resistir. Sentirá os assaltos dos
desejos desordenados, a propensão a amar a criatura mais que
o Criador, seja este filho, filha, pai, mãe, esposa, esposo ou
ainda um amigo chegado. Sentirá de mil maneiras diferentes o
desejo das coisas e prazeres terrenos. E em conseqüência se
esquecerá de Deus por não buscar n'Ele toda a sua felicidade
convertendo-se assim, em ‘'amantes dos deleites mais do que de
Deus''.

E de quantas e diversas maneiras não assalta a alma a


‘'concupiscência dos olhos''?! Mesmo em trivialidades, (...)
coisas que jamais satisfarão o desejo do espírito imortal,
facilmente nos fazem cair em desejos baixos e torpes, mesmo
tendo nós já provado “as virtudes do século vindouro” (Hb 6.5).

E quão difícil é ainda para os filhos de Deus, o dominar por


completo a soberba da vida! Esta não é outra coisa senão o
desejo e o deleite que se acha na ‘'glória dos homens'' (Jo.5:41),
o desejo e o prazer de ser adorado, o temor de ser criticado e,
juntamente com isso, a ‘'soberba da vida'' consiste em nos
envergonharmos daquilo em que deveríamos glorificar a Deus.
E finalmente, onde está o homem, mesmo entre aqueles que
parecem mais firmes na fé, que mesmo só por vezes e com
pouca intensidade não ache em si mesmo uma ou todas estas
más disposições? Com isso, resta que reconheça que a raiz do
mal ainda permanece no seu coração.

3 – Pecado no Mais Profundo do Coração

Ou não é certo que, além das más disposições que já temos


citado, também sentimos más disposições contrárias ao amor
ao nosso próximo, sentindo ciúmes e (nutrindo) preconceitos?
Aquele que está limpo deste pecado, que atire a primeira pedra!!
Será que jamais nos têm tocado, ainda que levemente, a inveja,
a amargura, o ressentimento, especialmente quando vemos que
outro desfruta de algum bem que nós desejamos e não temos
podido alcançar?

Jamais tem despertado em nós a mágoa quando alguém nos


tem ofendido, especialmente quando esta pessoa estava bem
próxima de nosso coração? Ou, será que jamais temos sentido o
ímpeto da vingança ante a injustiça ou ingratidão? E tudo isto
indica o quanto há em nosso coração que é contrário ao amor
ao próximo?

Haverá algum, mesmo entre os verdadeiros filhos de Deus, que


está livre da cobiça ou da torpe ambição? Eu creio que não há
uma só pessoa nascida de Deus que não tenha sentido algum
tempo depois algumas destas paixões. Portanto, podemos
afirmar como verdade irrefutável que a cobiça, assim como a
ambição e a ira, permanecem no coração, mesmo daqueles que
foram justificados.

O testemunho de São Paulo

Justamente, por causa desta experiência, é que muitas pessoas


sérias se inclinam a crer que a última parte do sétimo capítulo
da epístola aos romanos se refere aos regenerados, aos que têm
sido justificados gratuitamente pela redenção que há em Cristo
Jesus (Rm 3:24) e neste sentido têm razão; resta ainda aos
regenerados uma mente que de certa forma ainda é carnal. Ou
não diz o apóstolo aos coríntios ‘'vós sois carnais''? (1 Cor.
3:3,4). Resta nos justificados um coração sempre inclinado à
apostasia, sempre disposto a se apartar do Deus vivo, resta no
coração certa propensão ao orgulho, obstinação, ira, vingança,
deleites mundanos, sim, a toda maldade. Ainda há tal raiz de
amargura, que em qualquer momento de negligência espiritual
ela pode brotar. Enfim ainda há tal profundidade de corrupção,
que se não fosse pela clara revelação de Deus, sequer
poderíamos imaginar. Pois bem, a convicção de todo este
pecado que ainda resta no coração é parte do arrependimento
que os crentes devem exercitar.

Outras formas de arrependimento

Também nos convencemos de que o pecado ainda permanece


em nosso coração, porque o percebemos em nossas palavras.
Muitas de nossas palavras, não só estão contaminadas pelo
pecado como são todas pecado. A essa classe de palavras,
pertence toda a conversação sem amor, toda intriga, toda
murmuração e indiscrição.

E ainda que houvesse uma pessoa que nunca caíra nesta


tentação – acaso não cairia no pecado de falar ociosamente?
(Mateus 12:36) E ainda que jamais tenha pronunciado tais
palavras, por acaso poderia estar seguro de que nunca houve
ócio ou maldade no seu coração?

E também nos convencemos de que o pecado permanece em


nossos corações, porque o percebemos em nossas ações. Ou
acaso não temos consciência de que muitos de nossos atos, não
são para a glória de Deus, e que muitas vezes nem sequer
temos esta intenção?

E, ainda mais, acaso não nos percebemos de que temos


incorrido no pecado da omissão? Não sabemos que mil e mil
vezes temos deixado de fazer o bem tanto para o nosso próximo
quanto para Deus?

E além destas omissões, acaso não descobrimos defeitos


interiores que não nos é possível enumerar? Defeitos de toda
classe: na fé, no amor, no que devemos a Deus e a nosso
próximo.

Também a convicção de culpa é uma outra forma desse


arrependimento. O fato de que havemos sido justificados por
Deus mediante a fé, não significa que não mereçamos o castigo
do pecado.
A Convicção da Incapacidade

A certeza de completa incapacidade é outra forma do


arrependimento dos crentes.

Em primeiro lugar, isto significa que os crentes sabem que não


podem conceber de si mesmos um só pensamento bom, nem
nutrir de si mesmos um só desejo bom que seja, muito menos
pronunciar uma boa palavra ou realizar uma boa obra.

E em segundo lugar, essa consciência de completa incapacidade


significa que os crentes sabem que não podem em absoluto
livrar a si mesmos do orgulho, nem de sua obstinação, nem do
amor ao mundo, nem de sua ira ou de sua inata propensão ao
pecado, e que não podem tampouco livrar a si mesmos das
palavras ociosas, nem da intenção de dizê-las, nem dos pecados
de omissão, falta de amor, consciência de culpa e convicção de
incapacidade.

E se acaso houvesse alguma pessoa que cresse que só pelo fato


de estar justificado, podem expulsar de seu coração esses
pecados, que faça o mesmo a prova. Que veja se acaso pode,
com a graça que tem recebido, deixar, por seus próprios
esforços, o orgulho, a obstinação ou toda forma de pecado
interior.

A Segunda Limpeza

O certo é que esta verdade é tão evidente, que quase todos os


filhos de Deus espalhados pelo mundo, por mais que difiram
entre si acerca de outros assuntos, estão inteiramente de
acordo neste particular, se bem que podemos resistir e ainda
dominar o pecado exterior e interior, e enfraquecer nossos
inimigos mais e mais a cada dia, sem dúvida, não podemos
expulsá-los. Nem com toda a graça que nos é dada na
justificação, podemos extirpá-los. Nem com toda a vigilância e
oração de que sejamos capazes, poderemos limpar
completamente nossas mãos e nossos corações.

Por certo que não poderemos, a não ser que o Senhor fale outra
vez ao nosso coração: ‘'Sê limpo''. E só assim a lepra será limpa
por completo (Marcos 1:40,42). Só assim será destruída a raiz
da maldade e a vã mente carnal; só assim, o pecado inato,
deixará de ser.

Mas não existe esta segunda limpeza, sim, não há tal


livramento instantâneo depois da justificação, não há mais do
que a obra de limpeza gradual, então conformemo-nos, o
melhor que podemos, em seguir cheios de pecado até à morte. E
se isto é assim, então continuaremos merecendo o castigo,
porque é impossível livrar-nos da culpa enquanto o pecado
permanecer em nosso coração; e mais, no rigor da justiça, tudo
o que pensamos e falamos, aumentará constantemente nossa
culpa.

II – Em que Sentido Deve Crer o Cristão para Ser Limpo de Todo


o Pecado?

Enquanto não experimentamos este arrependimento, este


conhecimento de nós mesmos, não podemos progredir na vida
cristã, porque enquanto não tivermos consciência da
enfermidade, não buscaremos a saúde. Então, se há em nós
este arrependimento, só nos falta crer no Evangelho.

Também esta fé é diferente daquela que necessitamos para a


justificação. Agora se exige crer nas boas novas que Deus tem
preparado para todo o (Seu) povo. Esta fé significa crer que
Aquele que é o ‘'resplendor da glória de seu Pai, e a mesma
imagem de sua substância'', é poderoso para ‘'salvar
eternamente aos que por meio dele se achegam à Deus''
(Hebreus 1:3, 7:25) Esta fé significa crer que Ele é poderoso
para salvar-te de todo pecado que ainda permanece em teu
coração; que Ele é poderoso para livrar-te de todo o pecado que
se agarra a tuas palavras e ações, que Ele é poderoso para
salvar-te dos pecados de omissão, e para suprir toda falta ou
defeito que haja em ti.

Certamente para o homem isto é impossível; mas para Deus


feito homem, todas as coisas são possíveis, porque nada é difícil
para aquele que disse: ‘'Todo poder me é dado no céu e na
terra.'' (Mateus 28:18). Mas Sua onipotência não é o único
alicerce para nossa fé, que se apóia segura também em suas
imutáveis promessas, e Ele tem prometido umas mil vezes, e da
maneira mais clara possível. Assim lemos na Lei: Deuteronômio
(30:6), nos Salmos (Salmo 130:8), nos Profetas (Ezequiel
36:25;32), e finalmente no Novo Testamento(Lucas 1:68-75).

Ele não somente pode, como também quer tudo isto; volta-te
para ele agora mesmo. Se tu deixas para manhã, então tu
mesmo te farás surdo e endurecerás teu coração (Hebreus
3:7,8). Então crê, que Ele quer salvar-te hoje mesmo, ainda
mais, que Ele quer salvar-te agora mesmo. Crê somente, e neste
preciso momento descobrirás que ‘'ao que crê, tudo é
possível''( Marcos 9:23)

E continue crendo nAquele que te amou e se entregou a si


mesmo por ti, que levou seus pecados em seu corpo sobre o
madeiro, e que te livra de toda condenação por meio da
contínua aplicação do Seu sangue (Gálatas 2:20; 1 Pedro 2:24;
Romanos 8:1; 1 João 1:7), crendo constantemente que somos
limpos do pecado interior e de toda imundícia do coração, e que
também somos salvos de toda essa culpa, de todo esse
merecimento de castigo, que antes sentíamos. E assim, por esta
fé em Sua vida e em Sua morte, em Sua ressurreição e em Sua
atual intercessão por nós, é que somos feitos inteiramente
limpos de coração e de vida.

E por meio desta mesma fé, sentimos a cada momento o poder


de Cristo em nós, graças ao qual somos o que somos, e
podemos continuar e crescer na vida espiritual , e graças ao
qual recebemos sua virtude para sentir, pensar, falar e fazer o
que é agradável a Ele.

E é assim então que o arrependimento e a fé se completam


mutuamente nos filhos de Deus. O arrependimento nos faz
sentir o pecado que permanece em nosso coração e que se
agarra a nossas palavras e ações. E a fé nos dá o poder de Deus
em Cristo Jesus, que purifica nosso coração e limpa nossas
mãos.

III – A absoluta necessidade de inteira santificação.

Depois de tudo o que foi dito, facilmente podemos reputar como


perigosa a opinião que diz que somos inteiramente santificados
no momento em que somos justificados. É certo que somos
libertos do domínio do pecado exterior, e que é quebrantado o
poder do pecado interior, mas isto não significa de maneira
nenhuma que com ele seja destruído o pecado interior, nem que
seja quitada do coração a raiz do orgulho, da obstinação, da ira
e do amor ao mundo.

O pensar ao contrário, não é, como alguns pensam, um


equívoco inocente, inofensivo. Não! Pelo contrário, é algo que
causa muitíssimo dano. Fecha por completo o caminho para
todo melhoramento, porque fazendo-nos crer que já estamos
sãos, mata em nós todo o desejo de maior sanidade; e crendo-
nos santificados, é absurdo que esperemos achar maior
livramento do pecado, nem gradual, nem instantâneo.

Pelo contrário, a profunda convicção de que todo corpo do


pecado está ainda em nosso coração, debilitado sim, mas não
destruído, nos mostra mais, além de toda dúvida, a absoluta
necessidade de melhoramento. Por isso os crentes que não tem
profunda convicção de pecado, ocupam-se tão pouco da inteira
santificação. Não sentem nenhuma inquietude pela falta dela,
nem sentem nenhum desejo ardente por ela. É necessário que
conheçam a si mesmos, isto é, que se arrependam no sentido
em que temos explicado; é preciso que Deus tire o véu (grifo
nosso) que cobre ‘'a face do monstro'' e lhes mostre o verdadeiro
caráter de sua alma.

Só então sentirão o peso da carga do pecado, e gemerão


implorando ser livres dela. Só então, e não antes, clamarão em
agonia de sua alma:

‘'Quebra o jugo Senhor, de meu pecado interior 


e meu Espírito liberta completamente 
Não acharei serenidade, mais que nesta santidade 
de perder minha vida em ti, eternamente .

Só assim poderemos entender o verdadeiro valor do sangue da


expiação, porque só assim sentiremos a urgente necessidade
que dela temos não só na justificação, mas a cada momento
depois para ser limpo de todo pecado. De outra maneira cada
momento acumularíamos maior culpa, o qual nos exporia à
maior condenação. Mas graças a Deus que podemos contar com
esta inteira certeza.

‘'Teu sangue nunca perderá 


Oh! Cristo o Seu poder 
E só nele assim poderá 
A alma limpa ser.''

Este arrependimento e esta fé, unidos mutuamente um com o


outro, é o que canta o hino que diz:

‘'Reconheço que culpado sou 


Mas em ti, Senhor, já salvo estou 
Cristo, escuta meu clamor 
Lava-me em Teu sangue carmesim 
Limpa-me de todo mal em mim 
Aperfeiçoa-me em amor.''

Só assim é que poderemos ter profunda consciência de que


estamos completamente incapacitados para livrar-nos a nós
mesmos do mundo de maldade que permanece em nosso
coração e em nossa vida. Só assim é que poderemos viver em
Cristo pela fé, tendo-O deveras como nosso Rei, engrandecendo-
O em toda a nossa vida, e coroando-O como nosso Senhor.

Só assim se cumprirão real e profundamente esta nobres


palavras quando nós nos desprendemos de nós mesmos para
ser absorvidos n'Ele, quando nós nos tornamos em nada para
que Ele seja: ‘'O tudo em todos'' ( Colossensses 3:11). E só
assim é que por Sua graça, havendo Ele destruído ‘'toda a
altura que se levanta contra Ele'', Ele mesmo cativo todo
impulso e todo pensamento, toda palavra, e toda obra'' à
obediência de Cristo''( 2 Coríntios 10:5), nosso bendito
Salvador.

Irlanda do Norte, 24 de Abril de 1767.

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Este site da web é uma realização de


Felipe Sabino de Araújo Neto®
Proclamando o Evangelho Genuíno de CRISTO JESUS, que é o poder de DEUS para salvação de todo
aquele que crê.

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